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terça-feira, 14 de junho de 2011

Ideli assume prometendo respeito à oposição

14.06.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Política

Ministra disse que seu trabalho será “conversar” e “negociar”



“Contem comigo, conversem comigo”, afirmou petista
“Contem comigo, conversem comigo”, afirmou petista
BRASÍLIA (AE) - A nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), usou a solenidade de posse, ontem, para remontar a biografia. Saiu a ex-senadora “trombadora”, de “pavio curto” e integrante da “tropa de choque” do Governo Lula, e entra em campo a ministra “afável”, “conversadora” e disposta a dizer não com “amabilidade”. Depois de lembrar que “a Ideli dos oito anos no Senado cumpriu tarefas e responsabilidades diferentes das que inicia hoje (ontem)”, a nova ministra explicou que seu trabalho será de “conversar, conversar e negociar”. Ao entregar o cargo que ocupava, o Ministério da Pesca, ao colega Luiz Sérgio, a ministra encerrou seu discurso fazendo um pedido: “Cuide bem dos meus peixinhos”.

Depois de afagar os parlamentares, que lotavam o salão Oeste do Planalto, dizendo que eles “representam os mais sinceros anseios da população”, Ideli Salvati prometeu até um tratamento “republicano”e “respeitoso” para a oposição. “Nossa disposição, tenho certeza, é de trabalhar juntos, parceiros. Contem comigo, conversem comigo, divirjam e convirjam comigo”. Na retrospectiva da ministra, ela ganhou “mais batalhas conciliando do que divergindo” e disse que foi “chamada para garantir, mesmo quando for necessário dizer um não”, que ele seja dado com “habilidade e amabilidade”.

Ideli Salvatti também rascunhou uma autobiografia. Quem a conhece, disse, sabe que não é uma “pessoa de duas palavras” e “nem de quebrar acordos”. Prometeu, em seguida, que todos os acordos “serão cumpridos, mas se modificados, comunicados e negociados com todas as lideranças”. Dizendo que o sucesso de uma boa pescaria é a paciência e a espera, ressaltou que, “mesmo quando a discordância for predominante”, é preciso ter paciência para “encontrar o caminho do entendimento”.

A nova ministra das Relações Institucionais afirmou que será “firme nos princípios e afável na abordagem” com os parlamentares no cumprimento de sua nova missão. A catarinense que tem fama de “pavio curto” ponderou em seu discurso de posse no cargo que seus oito anos de mandato como senadora renderam-lhe “cicatrizes” e conferiram-lhe “coragem” para enfrentar os desafios do Congresso de “peito aberto”.


CARGOS

Numa alusão indireta à utilização de cargos e nomeações no governo como ferramentas de trabalho da articulação política do Planalto, a nova ministra frisou que a “argumentação” será a arma que utilizará no cotidiano aos que desejarem discutir com ela e com o governo “os grandes temas nacionais”. Em 2010, a então senadora disputou e perdeu para Beto Richa (PSDB) o governo do Paraná.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/643873-ideli-assume-prometendo-respeito-a-oposicao

Novo modelo de perícia médica pode entrar em funcionamento no início de 2012

14.06.2011
Da Agência Brasil
Por Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – Um novo modelo de perícias médicas deve iniciar sua operação efetiva em janeiro de 2012. O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, disse, em entrevista à Agência Brasil, que o novo modelo passará por um projeto-piloto em dezembro, em algumas cidades onde há agências especializadas em perícia médica. A partir daí, o projeto será levado para outras cidades.
Pela proposta em discussão no Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), quem entrar com pedido de afastamento por motivo de doença de até 120 dias será dispensado de realizar a perícia médica. Hauschild explicou que, inicialmente, o instituto deverá liberar da perícia quem entrar com pedido de auxílio-doença por até 30 dias.
“Queremos fazer uma coisa bem construída. Queremos flexibilizar as perícias sem que o sistema fique fragilizado. Vamos começar com 30 dias, depois de um ano, podemos estender para 45 dias ou 60 dias. Isso é um processo que teremos que construir ao longo do tempo.”
Segundo Hauschild, 85% dos benefícios por incapacidade têm prazo de até 120 dias e 60% dos beneficiários não entram com pedido de prorrogação. Os pedidos de até 30 dias representam 15% do total. Dados do INSS informam que, se o modelo de 120 dias fosse adotado, mais de 1 milhão de perícias iniciais deixariam de ser realizadas por ano.
“Se eu tenho um altíssimo volume de benefícios de curto prazo e um volume alto de benefícios em que as pessoas não pedem prorrogação, aparentemente tenho um cenário que não precisaria fazer perícia. Eu ouço o médico assistente e acolho o tempo de afastamento necessário.”
A proposta também define quem poderá se beneficiar com esse modelo, que são os segurados obrigatórios – empregado, contribuinte individual, avulso, doméstico e segurado especial (que são os trabalhadores rurais sem empregados) – que tenham contribuído de 24 a 36 meses no período anterior ao pedido do benefício. Quem não se encaixar nessas condições terá de fazer a avaliação.
Ele informou também que o INSS está tomando cuidados para evitar fraudes, como a adoção de certificação digital, uma assinatura digital de documentos, para trazer mais confiabilidade ao sistema eletrônico de armazenamento de dados.
“A Dataprev já foi notificada por nós para desenvolver um programa para que todos os consultórios médicos possam baixar para o seu computador o formulário de atestado eletrônico e, com a certificação digital, enviar para a base de dados do INSS. Essa seria a nossa segurança quanto à questão do atestado.”
Outro mecanismo para evitar fraudes seria a adoção de uma rotina de auditorias nos moldes das que são feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU). De acordo com Hauschild, o INSS vai fazer sorteios para auditar entre 10% e 15% dos benefícios que sejam concedidos sem perícia. Também poderá ser feito um controle pelo registro, no Conselho Regional de Medicina (CRM), do médico que expediu o atestado.
“Tem um CRM aqui que, de repente, aumentou e vamos dar uma olhada para ver o que está acontecendo para ver se não tem fraude. Tem uma cidade que não tinha um grande número de auxílios e, agora, aumentou de uma hora para outra [também vamos verificar]”, exemplificou o presidente do INSS.
Será discutido, ainda, com as sociedades médicas especializadas, a definição de um tempo médio de afastamento para cada dada tipo de problema. “Quando o atestado médico chegar com uma proposta de afastamento próximo a essa diretriz, não vai haver maiores dificuldades. Se o tempo de afastamento for muito diferente da diretriz, o sistema vai gerar uma crítica e vamos fazer uma perícia”, explicou.
Segundo dados do INSS referentes a abril, há 3.333 médicos peritos em atividade no Brasil e, no período, eles fizeram 581.154 perícias – uma média de 174 perícias mensais por médico – sendo que o instituto recebeu 700 mil pedidos de beneficiários no mês. No acumulado do ano, até abril, foram feitas 2,59 milhões de perícias no país.
De acordo com o presidente do INSS, com a adoção do novo modelo, os peritos poderão se dedicar mais a atividades como revisão dos benefícios por invalidez e dos judiciais, o acompanhamento nas empresas sobre as condições do ambiente de trabalho, a realização de laudos de insalubridade, dentre outras.
Edição: Lana Cristina

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-14/novo-modelo-de-pericia-medica-pode-entrar-em-funcionamento-no-inicio-de-2012

Cinzas vulcânicas podem prejudicar voos por mais algum tempo

14.06.2011
Do MSN NOTÍCIAS, Reuters.com
Por Juana Casas

SANTIAGO (Reuters) - A nuvem de cinzas expelidas por um vulcão no centro-sul do Chile pode prejudicar o tráfego aéreo por mais algum tempo, uma vez que a erupção não mostra sinais de acabar no curto prazo, disseram especialistas na terça-feira.

As cinzas do vulcão chileno Puyehue-Cordón, que entrou em erupção no dia 4 de junho depois de décadas inativo, têm prejudicado as operações em alguns aeroportos argentinos, além de afetar terminais no sul do Brasil e até na Oceania.

Dezenas de voos foram cancelados e o caos atrapalhou companhias aéreas como a chilena LAN, as brasileiras TAM e Gol e as australianas Qantas e Virgin Australia.

'Não há indícios de que a situação (do vulcão) mude ou se estabilize no curto prazo', disse à Reuters o diretor do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin), Enrique Valdivieso.

'Cinzas finas, como foram vistas na última erupção, podem ficar (no ar) por meses. Se a coluna de cinzas continuar a medir 9 quilômetros, pode se espalhar facilmente. Quanto mais alta for, mais se espalha', disse.

Ele afirmou ainda que é difícil prever quanto tempo as cinzas vão afetar os voos ou se a erupção vulcânica poderia aumentar nas próximas semanas.

No mês passado, viagens aéreas entre o norte da Europa e a Grã-Bretanha foram prejudicadas depois que o vulcão mais ativo da Islândia, o Grimsvotn, lançou ao céu uma coluna de cinzas e fumaça de 25 quilômetros de extensão.

Em abril do ano passado, a erupção de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokull, provocou o cancelamento de 100 mil voos, afetando 10 milhões de pessoas e gerando prejuízos de 1,7 bilhão de dólares.

'Se levarmos em conta exemplos anteriores, como o caso do Lonquimay, no Chile, em 1989, a nuvem (de cinzas) se manteve mais ou menos uns dois meses e logo (o vulcão) começou a expelir lava. E quando começa a sair lava, a atividade das cinzas começa a diminuir', explicou o vulcanólogo da Universidade de Atacama, do Chile, Felipe Aguilera.

'Os vulcões da América do Sul têm a capacidade de emitir cinzas por muito mais tempo (que os da Islândia) porque o magma é mais grosso e sobe mais lentamente', acrescentou.

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), da Força Aérea Brasileira, informou que a nuvem está restrita a uma estreita faixa que se estende desde Buenos Aires, na Argentina, até Florianópolis, em Santa Catarina, passando pelas cidades gaúchas de Santa Maria, Bagé e Porto Alegre.

Inclusive Nova Zelândia e Austrália foram atingidas pelo fenômeno iniciado no Chile, forçando o cancelamento ou atraso de voos programados.

Esta é a mais recente em uma série de erupções vulcânicas no Chile nos últimos anos. O Chaitén entrou em erupção de maneira espetacular em 2008 pela primeira vez em milhares de anos, arremessando rochas derretidas e uma vasta nuvem de cinzas que chegou à estratosfera.

A nuvem de cinzas do Chaitén cobriu cidades na Argentina e era visível do espaço. O vulcão chileno Llaima, um dos mais ativos na América do Sul, entrou em erupção em 2008 e 2009.

A cadeia de vulcões do Chile, a segunda maior do mundo depois da Indonésia, tem cerca de 2 mil vulcões, dois quais 500 têm potencial para entrar em atividade. Cerca de 50 já entraram em erupção.

(Reportagem adicional de Maximiliano Rizzi, Luis Andrés Henao e Simon Gardner, em Santiago; de Guido Nejamkis, em Buenos Aires; e de Bruno Marfinati e Eduardo Simões, em São Paulo)
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=29118254

Nassif: A gigantesca barriga do Estadão

14.06.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 03.04.11
Por Adriana Fernandes, Karla Mendes, Lu Aiko Otta e João Domingos – O Estado de S.Paulo

O que selou o destino de Agnelli para que ele perdesse o comando da Vale

Segundo fontes ouvidas pelo ‘Estado’, a demissão do executivo foi motivada principalmente pela parceria entre o Bradesco e Banco do Brasil

Oficializada na quinta-feira pelo conselho de administração, a saída de Roger Agnelli da presidência da Vale foi comemorada no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O saldo final da disputa em torno do comando da mineradora revela que Agnelli, 51 anos, vai sair depois de um desgaste político sem precedentes imposto pelo governo.

Sai porque defendeu a empresa das ingerências partidárias, sai porque não teve “jogo de cintura” – como admitem até seus aliados -, mas sai sem que essas sejam as verdadeiras razões de sua queda.

Na semana passada, a reportagem do Estado ouviu dois diretores da Vale e um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro. Em comum, todos mantêm relacionamento direto com a mineradora e todos são ou foram (nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) intermediários de conversações e negociações da empresa com o governo.

O estoque de trombadas políticas entre Agnelli e o Planalto é significativo, mas a síntese que melhor explica a queda do executivo é esta: os interesses empresariais do Bradesco, a partir da crise de 2008 e da parceria com o Banco do Brasil, definiram o destino de Agnelli.

“Genuinamente, o Bradesco não queria a saída de Agnelli, mas pesaram os interesses empresariais (do banco) e, então, ele topou”, resumiu um executivo da Vale que pediu, assim como as demais fontes ouvidas, para não ser identificado.

Após essa mudança de posição do Bradesco, o governo passou a reclamar em público, e num tom cada vez mais agressivo, da gestão Agnelli. Procurado pela reportagem, o Bradesco afirmou: “O Bradesco declara que são improcedentes todas as ilações colocadas”.

Agnelli foi tachado de “financista”, de só querer “cavoucar minério para exportar”, mas sem pagar impostos na proporção do lucro auferido. O governo vê na briga sobre royalties a disposição “financista” do gestor Agnelli, que “esticou a corda numa interpretação tão dura que deixou as prefeituras sem benefícios reais”. Foi acusado de dirigir a Vale “como se ela fosse uma empresa estrangeira”, de ser “turrão e pavão”, de não negociar e de não investir na industrialização do minério.

No meio da semana passada, com o destino de Agnelli selado, um ministro avaliou assim o efeito da queda: “Só o fato de trocar, mostrar que aquilo não é um emirado, já é bom. Até nos Emirados Árabes a permanência no poder tornou-se incerta”.

Ao ser questionado sobre o desgate imposto à maior empresa privada brasileira e ao executivo, o ministro acrescentou: “Demissão em empresa privada é um pé na bunda. Pode até passar um talquinho antes, se for o caso.”

Aliado do BB. Os advogados ouvidos pela reportagem trabalharam no bastidor de associações como Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras). Eles e mais dois ministros e três dos quatro parlamentares entrevistados fizeram o mesmo retrato sobre a movimentação do banco antes, durante e depois da crise financeira mundial.

Didaticamente, eles descreveram assim o perfil do sistema financeiro: “No Brasil existiam três tipos de bancos, os públicos, os privados (nacionais e estrangeiros) e o Bradesco”. A ironia por trás da definição serve para lembrar que, tradicionalmente, o Bradesco sempre manteve filiação com as associações do sistema, mas com uma trilha própria de atuação e foco em um ponto.

“O que sempre mobilizava o Bradesco era a crítica aos bancos estatais e públicos pela facilidade que eles têm para pegar dinheiro e se financiar no Tesouro Nacional. Mas quando o Itaú e o Unibanco anunciaram a fusão (novembro de 2008), o Bradesco se aliou ao BB, o maior banco brasileiro”, descreveu a fonte.

A decisão estratégica multiplicou os interesses do Bradesco junto ao governo – de negócios em cartões de crédito ao Banco Postal, passando pela associação até para explorar investimentos na África.

As duas instituições, que disputaram por anos a liderança no sistema financeiro nacional, passaram a ser parceiras em um setor cada vez mais competitivo e com players internacionais do porte do HSBC, Santander e outros. A parceria chega a causar ciúmes no outro grande banco oficial, a Caixa Econômica Federal. Na área de cartões de crédito, o Bradesco se uniu com o BB no lançamento da bandeira Elo, voltada para as classes C e D.

Em 15 de março, o Bradesco firmou memorando de entendimentos como BB para “verticalizar” a nova bandeira de cartões.

Em agosto do ano passado, outro memorando juntou BB, Bradesco e o segundo maior banco comercial privado de Portugal, o Banco Espírito Santo (BES), presente em 18 países e quatro continentes. A holding coordenará futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos e o estabelecimento de operações próprias no continente africano.

Em agosto do ano passado, o BB anunciou parceria na empresa OdontoPrev, que já tem o Bradesco entre os sócios, ingressando no ramo odontológico de seguros. O BB, Bradesco e o Santander também vão compartilhar os terminais eletrônicos.

Banco Postal. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal, da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), está nas mãos do Bradesco. Em 2001, o banco pagou R$ 200 milhões pelo serviço – desembolsa mais cerca de R$ 360 milhões ao ano por participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do Banco Postal. O faturamento mínimo estimado para o Bradesco nesse segmento é de R$ 1 bilhão.

O negócio financeiro da ECT vai ser licitado novamente neste ano e, agora mais do que nunca, o Bradesco evita confrontos com o Planalto, articulando, ao mesmo tempo, uma solução negociada para a escolha do substituto de Agnelli na Vale. A ideia é escolher um “homem da mina”, e não “um financista” – o nome mais cotado é Tito Martins, atual diretor de Operações de Metais Básicos. No Planalto, todas as fontes tratam Tito como um “nome cotadíssimo”, mas que “não está 101% decidido”.

Enquanto não decide o sucessor de Agnelli, o Bradesco trabalha para manter o Banco Postal nas suas mãos. O edital diz que só podem participar bancos com ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo. Com essas condições, podem participar do leilão BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank, conforme levantamento da consultoria Austin Rating.

Advogados que analisaram o edital dizem que o item 5.1.11.1 pode favorecer o Bradesco ao estabelecer que o valor total estimado para repasse à ECT, pelo período inicial de um ano, referente às transações bancárias, será de R$ 337,3 milhões. Como o Bradesco já opera o Banco Postal, é mais fácil para a instituição cumprir a regra do que um entrante.

Procurando cadeira. Depois da decisão do Bradesco de fechar a parceria com o BB, uma declaração dada durante a campanha eleitoral do ano passado, quando os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputavam o segundo turno da sucessão, funcionou como a dose fatal de veneno político que transformou Agnelli em “inimigo do PT”. Apesar do bom relacionamento mantido com o governo Lula ao longo do primeiro mandato, as lideranças petistas passaram a chamar Agnelli de “tucano”.

Sem a blindagem do Bradesco – que não queria mais se desgastar no apoio ao executivo que o próprio banco botou no comando da Vale, em 2001 -, o ano eleitoral de 2010 foi pródigo em atitudes que exibiram Agnelli em rota aberta de colisão com o governo. O tratamento cordial que existiu quase até o fim do primeiro mandato de Lula, quando Agnelli conviveu com Dilma no Conselho de Administração da Petrobrás, foi trocado por farpas e estocadas em público que beiraram a grosseria.

Em junho, na pré-campanha eleitoral, o presidente da República inaugurou a terraplanagem da futura Usina Siderúrgica de Aços Laminados do Pará (Alpa) e disse que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) precisou “encher o saco de Roger (Agnelli)” para que a Vale decidisse fazer o investimento de R$ 5,8 bilhões. Do alto de um palanque, Lula disse que a Alpa evitaria que a Vale “só exportasse minério para o chinês produzir brinquedo para vender para nós”. Segundo a Vale, a usina entrará em operação em 2014, produzindo 2,5 milhões de lâminas de aço por ano.

Em outubro, entre o primeiro e o segundo turnos, quando Serra parecia que podia endurecer a disputa com Dilma, Agnelli voltava de uma viagem à Africa e, na Zâmbia, criticou a tentativa de o governo aparelhar a Vale: “Tem muita gente procurando cadeira. E, normalmente, é a turma do PT. Em toda a eleição acontece isso”. A mensagem foi lida, no governo, como apoio declarado ao candidato tucano. Depois disso, definiu um senador da base governista, “a relação Agnelli-Planalto encaroçou de vez”.

Esse nível de embate levou Agnelli até a tratar, em público, e com sete meses de atraso, de um assunto que irritou Mantega. “Demiti assim como contratei. Não consultei ninguém”, afirmou, numa entrevista, referindo-se aos diretores Demian Fiocca (indicação de Mantega) e Walter Cover (indicação do ex-ministro José Dirceu), demitidos da Vale em abril de 2009.

Tapa na cara. Lula, que dizia no início do seu governo ter “paixão” por Agnelli, começou a criticá-lo insistentemente a partir de agosto de 2007, data em que a empresa encomendou cinco supercargueiros em estaleiros da China e da Coreia. Lula disse a vários assessores que a decisão da Vale havia sido “um tapa na cara”, pois seu governo havia patrocinado uma política de ressurreição da indústria naval.

Para Lula, ao optar por fazer os supercargueiros na Ásia, Agnelli impediu a geração de milhares de empregos no Brasil. Os navios – dois deles devem entrar em operação até o início do ano que vem – deverão medir 360 metros de uma ponta a outra, com capacidade para transportar 400 mil toneladas de minérios.

O governo ficou tão impressionado com a encomenda que foi atrás de estudos comparativos. Ficou sabendo, por exemplo, que o maior porta-aviões do mundo, o Enterprise (EUA), mede 342 metros de ponta a ponta e que os dois maiores navios de passageiros da Royal Caribean têm 350 metros. Eles são capazes de transportar até 5 mil passageiros e 2,5 mil tripulantes. Os navios da Vale são maiores do que o porta-aviões e os navios da Royal Caribean./ Colaboraram Vera Rosa, Eugênia Lopes, Denise Madueño, Christiane Samarco, Andrea Jubé, Renato Andrade e Rui Nogueira

PS do Viomundo: Como notou o Nassif, o Bradesco perdeu a disputa pelo Banco Postal para o Banco do Brasil. Ou seja, a imensa reportagem do Estadão, assinada por 101 repórteres, não foi um furo, mas uma imensa barriga.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/nassif-a-gigantesca-barriga-do-estadao.html

Depois de pane, Telefônica culpa clientes

14.06.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Paulo Bernardo cobra investimentos no Speedy para evitar panes

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) cobrou nesta terça-feira investimentos da Telefônica para evitar novas panes no serviço de internet banda larga Speedy, como ocorreu na última segunda-feira (13) e que atingiu consumidores do Estado de São Paulo.
O ministro disse que a empresa precisa investir em rotas alternativas e na gestão dos sistemas para evitar que os clientes fiquem sem acesso à internet.
Pane do Speedy foi em equipamento de conexão internacional
Banda larga Speedy deixa de funcionar, dizem clientes
Acompanhe a cronologia de panes nos serviços prestados pela Telefônica
“Acho lamentável [a pane], eles já tiveram problemas graves no passado. Esse tipo de pane ocorre, me parece que a empresa precisa criar formas de ter um imediato estabelecimento”, afirmou.
Segundo informou a Telefônica na segunda-feira, as instabilidades aconteceram entre 17h15 e 18h30 de segunda-feira nos aparelhos relacionados à saída internacional de tráfego. A empresa afirmou que o sistema já voltou ao normal.
A pane, de acordo com a empresa, foi causada por problemas em dois equipamentos (roteadores) que fazem a conexão da rede brasileira com sites internacionais.
O problema, ainda segundo a companhia, “impediu que alguns clientes do Speedy tivessem acesso a sites hospedados fora do Brasil. As equipes técnicas atuaram prontamente e às 18h30 o problema estava solucionado”.
A operadora informou que, com o grande volume de usuários tentando religar seu equipamento de conexão (modem do Speedy) simultaneamente, houve sobrecarga na rede, o que dificultou o acesso após o serviço ser restabelecido (grifo nosso).
“Mesmo com o restabelecimento do serviço, alguns usuários podem ter encontrado dificuldades para acessar a internet devido ao grande volume de internautas que, ao mesmo tempo, desligaram e voltaram acionar os seus modems”, informou a nota da Telefônica.

ANATEL
Bernardo ressaltou que, apesar de o sistema ter ficado inacessível por pouco mais de meia hora, na internet esse tempo “é uma eternidade”. O ministro disse que consultará o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sadenberg, sobre as providências que serão tomadas pela agência.
“Tem que fiscalizar, tem que cobrar. Em meia hora, ficam milhões de acessos prejudicados, tem uma repercussão econômica”, completou.
Procurada, a Anatel disse que os técnicos da agência estão analisando o ocorrido e deverão instaurar um processo administrativo para investigar a pane.
Na segunda-feira, entretanto, a Anatel disse que o problema aconteceu porque algumas estações de rádio da Telefônica sofreram pane. Problemas em outras regiões também estavam sendo investigados.
A reportagem entrou em contato com a Telefônica e aguarda o posicionamento da empresa.

HISTÓRICO
Problemas no Speedy ganharam destaque principalmente entre 2008 e 2009, quando diversas falhas comprometeram a conexão de usuários paulistas.
Em 2008, uma pane em um equipamento no interior de São Paulo deixou clientes residenciais e corporativos sem conexão por mais de 24 horas.
No início de 2009, até mesmo um incêndio num data center prejudicou as conexões, enquanto em junho, uma pane generalizada deixou boa parte dos 2,7 milhões de usuários sem internet.
A companhia chegou a ser proibida pela Anatel de comercializar os serviços entre junho e agosto de 2009, até que as falhas fossem apuradas e corrigidas.
PS do Viomundo: A Telefônica é uma das empresas que vão fazer a banda larga do ministro Paulo Bernardo, sob “supervisão” da Anatel, ou seja, de ninguém. Como escreveu faz tempo um comentarista deste site, especializado na área, é o serviço casca de noz: a Telefônica fica com o coração da operação, a área financeira, e terceiriza a casca para os clientes. É tudo terceirizado: do call center aos serviços mais prosaicos. Nem o robô que atende aos telefonemas é da Telefônica… Além de entregar a banda larga à Telefônica, o governo pensa em subsidiar o acesso à internet. É o Bolsa Telefônica…
PS do Viomundo2: A Folha vai ficar “no aguardo” de um “posicionamento” da Telefônica? Ou espera as respostas?

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/depois-de-pane-telefonica-culpa-clientes.html

Você acaba de doar R$ 470 milhões à FIFA

Promotores vão ao ataque em julgamento de Berlusconi

14.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Berlusconi na capital italiana em conferência com o vice-presidente da China Xi no dia 3 de junho. Imagem: Andreas Solaro/AFP Photo
Andreas Solaro/AFP Photo

Promotores foram ao ataque nesta terça-feira em uma audiência sobre as alegações de que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, pagou por sexo com uma jovem de 17 anos e abusou de poder em seu escritório para guardar silêncio sobre o fato.

"Está claro que existiam pessoas que estavam se prostituindo" durante as festas obscenas na "villa", a luxuosa casa de Berlusconi perto de Milão no ano passado, afirmou a principal promotora no caso, Ilda Boccassini, durante a audiência.

Ela também confrontou as alegações feitas pelos advogados de Berlusconi na última audiência de que o tribunal não tinha poderes para julgar o primeiro-ministro.

O julgamento sobre o suposto envolvimento de Berlusconi com a dançarina Karima El-Mahroug, apelidada de "Ruby Rouba-Corações", começou no dia 6 de abril.

Boccassini afirmou que Berlusconi havia "cometido um crime de direito comum e não um crime ministerial, abusando de seus poderes" como primeiro-ministro quando telefonou para uma delegacia de polícia em maio do ano passado para soltar Ruby.

Seus advogados argumentaram que Berlusconi deveria se dirigir antes para um tribunal ministerial especial pela acusação de abuso de poder e que a acusação de prostituição deveria ser examinada por um tribunal próximo à "villa", a residência de Berlusconi.

"Tudo começou em Milão e terminou em Milão", disse Boccassini.

Os três juízes que acompanham o caso devem declarar no dia 18 de julho se o tribunal de Milão é competente para resolver o caso.

Da AFP Paris
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Mais um trabalhador rural é assassinado no Norte do país

14/06/2011
Nacional
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil


Brasília – Menos de um mês depois de quatro ativistas ambientais serem mortos no Norte do país, o trabalhador rural Obede Loyla Souza, de 31 anos, casado e pai de três filhos, foi assassinado no Pará, no último dia 9. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, informou que ele foi morto com um tiro no ouvido e que o corpo foi encontrado na cidade de Tucuruí – considerada uma das principais áreas de exploração ilegal de madeira da região, principalmente da castanheira.

De acordo com a CPT, não há informações sobre as razões que levaram à morte de Obede. Mas testemunhas contaram que, entre janeiro e fevereiro, o agricultor discutiu com representantes de madeireiros na região.

Informações obtidas pela comissão apontam que, no dia do assassinato de Obede, uma caminhonete de cor preta com quatro pessoas entrou no Acampamento Esperança - onde morava o agricultor. O presidente do Projeto de Assentamento Barrageira e tesoureiro da Casa Familiar Rural de Tucuruí, Francisco Evaristo, disse que viu a caminhonete e considerou o fato estranho. Como Obede, ele também é ameaçado de morte.

No fim de maio, quatro ambientalistas foram assassinados – três no Pará e um em Rondônia. A lista de pessoas ameaçadas, segundo a CPT, contabiliza mil nomes. O documento já foi entregue às autoridades brasileiras e também estrangeiras.

A presidenta Dilma Rousseff convocou uma reunião de emergência, no último dia 3, para discutir o assunto em Brasília. Ela ouviu os governadores do Pará, Simão Jatene, do Amazonas, Aziz Elias, e de Rondônia, Confúcio Moura. Também estavam presentes na reunião seis ministros – Nelson Jobim (Defesa), José Eduardo Dutra (Justiça), Maria do Rosário (Secretaria de Defesa dos Direitos Humanos), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário).

Ao final da reunião, a presidenta determinou o envio de homens da Força Nacional de Segurança ao Pará. Os homens chegaram ao estado no último dia 7 e devem permanecer no local por tempo indeterminado, segundo as autoridades brasileiras.

Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-14/mais-um-trabalhador-rural-e-assassinado-no-norte-do-pais

DINHEIRO NO BOLSO :Governo do Estado antecipa salário de junho. Pagamentos começam a partir do dia 21

14.06.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

O Governo do Estado vai antecipar o pagamento de junho e os servidores vão passar os festejos juninos com o salário no bolso. Por determinação do governador Eduardo Campos o pagamento que estava previsto para ser efetuado nos dias 28, 29 e 30 de junho deste mês, foi antecipado em uma semana e agora será realizado em apenas dois dias, 21 e 22.

Os aposentados e pensionistas e servidores ativos da Educação receberão primeiro, já na próxima terça-feira (21), e os demais servidores públicos ativos terão seus proventos pagos no dia 22 de junho. Com isso, o Governo injeta R$ 542 milhões na economia local. A folha de junho corresponde a 218 mil contracheques.

Regularidade no pagamento - O governador Eduardo Campos, desde o início da gestão, organizou o calendário e firmou um compromisso com o servidor de que todos os pagamentos seriam efetuados no mês de competência. Nos meses em que se comemoram feriados tradicionais no Estado, o Governo se empenha para antecipar o pagamento para que o servidor aproveite as datas financeiramente de forma tranquila. Está sendo assim desde 2007 quando os salários foram pagos antes do São João e do Natal.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21322-governo-do-estado-antecipa-salario-de-junho-pagamentos-comecam-a-partir-do-dia-21

Mídia na pauta da igreja e da ONU

14.06.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:


A Igreja Católica comemorou no domingo, 5 de junho, o 45º Dia Mundial das Comunicações (DMC). A celebração foi criada pelo Concílio Vaticano II e o 1º DMC aconteceu em 1967. O tema escolhido para 2011 foi “A era digital”.

O documento divulgado pelo Vaticano, ainda em janeiro, para servir de base às reflexões sobre o DMC afirma:

“Hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão mudando não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está nascendo uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão. (...) No mundo digital (...) a comunicação [pretende] ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha”.

Coincidentemente, um relatório do special rapporteur para a “promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão” do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, tornado público no dia 3 de junho, reconhece o acesso à internet como um direito humano. Logo no Sumário de apresentação do documento está escrito:

“Este Relatório explora as principais tendências e desafios ao direito de todos os indivíduos de buscar, receber e divulgar informações e idéias de todos os tipos através da Internet. O special rapporteur destaca a natureza única e transformadora da internet não apenas para capacitar os indivíduos para exercer seu direito à liberdade de opinião e expressão, mas também uma série de outros direitos humanos e promover o progresso da sociedade como um todo.”

No item III, “Princípios gerais sobre o direito à liberdade de opinião e expressão na Internet”, o relatório afirma:

“Poucos, se algum, desenvolvimento nas tecnologias de informação tiveram tal efeito revolucionário como a criação da internet. Diferente de qualquer outro meio de comunicação (...) a internet representa um salto significativo no sentido de um meio interativo. Na verdade, [na internet] os indivíduos não são mais recipientes passivos, mas também ativos produtores de informação”.

O que há de novo?

Que a Igreja Católica considera a internet importante, não é novidade. Talvez o que seja novo seja o reconhecimento formal das suas potencialidades de criar uma nova forma dialógica de comunicação compartilhada e as enormes conseqüências desse fato.

Da mesma forma, foi no âmbito das Nações Unidas, mais especificamente da Unesco, que surgiram as primeiras tentativas de se articular conceitualmente o direito à comunicação, ainda em 1969, até que ele foi reconhecido no famoso Relatório MacBride, em 1980. Segue-se um silêncio de duas décadas e a Unesco só volta a falar indiretamente no tema nos preparativos para a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (Genebra, 2003 e Tunis, 2005). Depois disso, o direito à comunicação volta a desaparecer dos documentos oficiais.

A grande novidade, portanto, do relatório do special rapporteur é colocar novamente a comunicação como questão de direito humano, agora referido ao acesso dos indivíduos à internet.

CBJP/CNBB: ator histórico

E para completar, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou, no último dia 10/6, uma importante nota sobre o direito à comunicação (íntegra abaixo).

A CBJP/CNBB, criada em 1967, “sempre lutou pela justiça social e teve papel exemplar na proteção dos perseguidos pela ditadura” e tem tido participação decisiva em episódios determinantes de nossa história política nos últimos anos. Dois exemplos: a Campanha das Diretas Já e o recente movimento conhecido como “Ficha Limpa”.

Ao vir agora a público manifestar seu compromisso com a comunicação como direito humano e reconhecer a urgência de um novo marco regulatório para o setor – inclusive apoiando a criação dos conselhos estaduais de comunicação, muitos já previstos nas Constituições estaduais – a CBJP/CNBB acolhe reivindicações que tem sido a principal bandeira dos movimentos sociais a favor da democratização das comunicações no Brasil.

Certamente essa nota não passará despercebida pelos atores tradicionais que formulam as políticas públicas de comunicações setor no nosso país.

Será que agora realmente caminharemos no sentido de um marco regulatório para as comunicações e da positivação do direito à comunicação?

A ver.

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Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz sobre o direito à comunicação

O tema da comunicação tem sido, nos últimos tempos, objeto de amplo debate e discussão na sociedade brasileira na perspectiva de assegurar a cada cidadão o amplo direito a uma comunicação livre, democrática e plural.

Ratificando seu compromisso na defesa da comunicação como Direito Humano, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), soma-se às entidades e organizações que empunham a bandeira da democratização da comunicação em nosso país.

Esta meta só será alcançada mediante um novo Marco Regulatório, que responda plenamente ao previsto na Constituição Federal e à revolução da comunicação provocada pelas novas tecnologias. O Estado não pode se furtar a essa responsabilidade que lhe compete.

É urgente uma rigorosa observância de padrões éticos, estéticos e culturais no conteúdo veiculado pelos órgãos de comunicação, sobretudo, aqueles explorados pelo próprio Governo, assim como nas campanhas publicitárias financiadas com o dinheiro público, para que se diferenciem e sejam referência de qualidade na comunicação.

Para atingir este objetivo, é imprescindível ainda que haja:

* Condenação a qualquer tipo de censura prévia seja de caráter governamental, judicial ou empresarial;

* Explicitação do impedimento de agentes públicos terem concessões de radiodifusão;

* Imediata criação, nos estados e no Distrito Federal, dos conselhos de comunicação como forma democrática de ampliação da participação da sociedade na formulação e acompanhamento das políticas públicas regionais de comunicação.

Nesta fase do debate público, a CBJP declara seu apoio ao “Manifesto da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação”, divulgado em 19 de abril de 2011.

Brasília, 10 de junho de 2011.

Pedro Gontijo, Secretário Executivo

Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB.

Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/midia-na-pauta-da-igreja-e-da-onu.html