segunda-feira, 6 de junho de 2011

Frente Parlamentar de Combate ao Bullying será lançada

06.06.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Da Agência Câmara
Postado por Jessica Souza

Será lançada nesta quarta-feira (8) a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violência. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre o real significado do fenômeno bullying, acompanhar e fiscalizar os programas e a políticas públicas governamentais sobre essa e outras formas de violência, manifestando-se quanto aos aspectos mais importantes de sua aplicabilidade e execução, além de promover debates, simpósios seminários e eventos sobre o tema divulgando seus resultados.

O presidente da frente, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), informou que uma das primeiras atividades já realizadas foi o mapeamento de todas as iniciativas e proposições legislativas sobre o tema que tramitam na Câmara e no Senado, para um efetivo acompanhamento. As informações estão postadas no site da frente (www.todoscontraobulliying.com.br).

O evento de lançamento será realizado no auditório Petrônio Portela, no Senado, às 16 horas, e contará com a presença de educadores e estudantes de Brasília. Na cerimônia, serão homenageadas pessoas que se destacaram no combate ao bullying, entre elas o apresentador de televisão Serginho Groisman, o procurador da República Guilherme Schelb e o promotor de Justiça de Minas Gerais Lélio Braga. Também foram convidados parentes de vítimas do massacre da escola de Realengo, no Rio.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/06/06/frente_parlamentar_de_combate_ao_bullying_sera_lancada_102948.php

Riscos ambientais para o estado

06.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Jailson da Paz
Vida Urbana


Ambientalistas temem que projeto do Código Florestal não passe por adaptações no Senado


Especialistas alertam que o setor de cana de açúcar pode
gerar efeito contrário. Imagem: JULIANA LEITÃO/DP/D.A PRESS
A operação matemática de somar costuma ser relacionada a questões positivas. E ganhos. Pelos cálculos de pesquisadores e ambientalistas, a chamada “adição” terá efeito contrário sobre o meio ambiente se o projeto do novo Código Florestal, em poder do Senado, for aprovado sem mudanças. A conta exige pouco esforço. O relatório avalizado na Câmara dos Deputados, em maio, admite que um proprietário rural ao calcular a Reserva Legal de seu imóvel pode incluir o que for Áreas de Preservação Permanente (APPs). Desse modo, acreditam eles, a tendência seria a derrubada de grande parte do que sobrou de Mata Atlântica e do que resiste da Caatinga em Pernambuco.

“A perda é evidente”, atesta o biólogo e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ricardo Braga. Ele chegou à conclusão baseando-se no projeto do novo Código Florestal e em estudos científicos. Em Pernambuco, as reservas legais devem representar, tanto no atual como no Código Florestal em discussão, 20% dos imóveis. Com um diferencial, explica, na legislação em vigor há uma separação entre as reservas e as APPs.

 E os topos de morros podem ser ocupados apenas se a atividade, a exemplo do Lixão de Vitória de Santo Antão, for considerada de utilidade pública. Como as APPs correspondem a 15%, em média, das propriedades pernambucanas, o biólogo vê no projeto avalizado pela Câmara dos Deputados uma porta para o desmatamento. Para atender a legislação, os proprietários precisariam “manter apenas cerca de 5% de mata” que não fossem APPs.

Se o projeto do novo Código for aprovado como saiu da Câmara, pesquisadores e gestores de órgãos públicos acreditam que a lei desestimularia, por exemplo, usinas de cana-de-açúcar pernambucanas que têm investido na recuperação de florestas e matas ciliares. E estimularia o desmatamento. “O que vemos é um retrocesso”, avalia o presidente da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais, Márcio Luna. A seu ver, as conseqüências serão visíveis: derrubada maior da Caatinga e aumento dos canaviais, por exemplo.


Estudo do SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indica que Pernambuco teve 253 hectares desse bioma desmatados entre 2008 e 2010, cerca de 36 Parques da Jaqueira. Para o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar), Renato Cunha, o debate sobre o tamanho das reservas legais e das APPs deve ser feito a partir da história. “A realidade agrícola do estado antecede ao Código. É secular”, pontua. Tal aspecto, entende, mostra que a maioria dos produtores de cana não infringiu a legislação.

 “No mundo todo não existe a figura da reserva legal”, afirmou. Renato Cunha avalia como positiva incluir as APPs no cálculo da reserva legal, mas admite que a discussão ainda não está fechada. Novos capítulos, acirrados como os vistos na Câmara, podem se repetir. É esperar.

Saiba mais

Conceitos

Reserva Legal
Área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, com a função de assegurar o uso econômico de maneira sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar à conservação e à reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, o abrigo e a proteção da fauna silvestre e da flora nativa.

Área de Preservação Permanente 
Área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Reserva legal exigida (percentual de área verde a ser preservado por imóvel rural)

Pernambuco

Caatinga    20%

Mata Atlântica    20%

Amazônia Legal

Florestas    80%

Cerrado    35%

Campos naturais    20%

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/06/vidaurbana2_0.asp

FHC olha para trás, sempre

06.06.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Maria Izabel Azevedo Noronha:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mais uma vez volta à cena (Novos desafios, O Estado de S. Paulo, 05/06) para fazer comentários e dar conselhos ao governo brasileiro.

Curiosamente o ex-presidente faz seus comentários como se jamais tivesse tido poder de mando no nosso país para aplicar todas as lições que agora quer dar aos atuais governantes. Na verdade, começa seu artigo reconhecendo que o Brasil ingressou no clube dos países que tomam decisões, mas faz esta constatação como se isto fosse um evento da natureza e não o resultado da aplicação de um projeto político que ele e seu partido combatem.

Na realidade o texto do ex-presidente serve para que ele novamente se insurja contra esse projeto, para dizer que a estratégia correta para o Brasil não seria o “projeto nacional”, pregando um nebuloso “consenso” da sociedade, sem dizer de que forma esse suposto “consenso” poderia ser construido e como se os demais países não tivessem projetos nacionais. Na verdade o que o ex-presidente deseja é que o governo abdique de seu papel de governar e conduzir a nação, deixando o espaço aberto para que atuem as “forças sociais”, sem nenhuma mediação. É puro neoliberalismo e sabemos onde isso vai dar.

FHC também critica a política de alianças internacionais do Brasil, dizendo que não podemos nos limitar a este ou aquele parceiro. Ora, o Brasil nunca realizou alianças comerciais e políticas tão amplas no cenário mundial, o que, sabidamente, nos deixou em melhores condições de enfrentar a crise financeira internacional.

O que incomoda o ex-presidente do PSDB é que nosso país deixou de se limitar a um papel subalterno, no qual se deixava levar pelas diretrizes de algumas poucas potências e no qual ministros eram constrangidos a tirar seus sapatos e passar por vistorias em aeroportos dos Estados Unidos. Hoje o Brasil é protagonista no nosso próprio continente, na África, na Ásia, nos diálogos internacionais e na construção de uma relação mais equilibrada entre as economias mais desenvolvidas e os países em desenvolvimento.

Diz FHC em determinado momento de seu artigo que “É imperativo inovar, não abrir mão da indústria e oferecer serviços em quantidade e qualidade em saúde, educação, transportes, finanças etc”. Entretanto, no seu longo período de governo ele praticou o oposto, desnacionalizando nossa indústria, abrindo mão da nossa soberania e precarizando de forma drástica os serviços públicos essenciais.

Na sequência, Fernando Henrique Cardoso passa a criticar a democracia brasileira, dizendo que as decisões fundamentais são tomadas de forma autoritária, buscando outra vez uma descabida comparação entre os governos Lula e Dilma e a ditadura militar. O argumento, evidentemente, não procede. Poucas vezes no nosso país houve tanta liberdade. O governo, os movimentos sociais e todas as forças que buscam o desenvolvimento nacional com justiça social são cotidianamente submetidos a verdadeiro massacre pela grande mídia e até mesmo por setores do poder judiciário. Mas a vida prossegue e a democracia está preservada, com todas as decisões fundamentais sendo debatidas e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Finalmente o ex-presidente chega ao ponto fulcral de seu artigo, que é a tentativa de calar o ex-presidente Lula e, ainda, tentar opor a presidente Dilma a seu antecessor. Trata-se de um vã tentativa, porque o governo Dilma é um governo de continuidade e está assentado sobre as bases construídas em oito anos de construção do projeto nacional brasileiro.

FHC quer calar Lula quando ele próprio não se calou um momento sequer desde que deixou a Presidência da República. E geralmente utilizou o grande espaço que detém na mídia para buscar sempre atrasar o ritmo de desenvolvimento do nosso país. Se seus conselhos fossem seguidos, o Brasil certamente não ingressaria no “seleto clube dos países que tomam decisões” e permaneceria como “papel carbono” dos interesses das grandes potências, função a que foi relegado durante décadas por governos descomprometidos com o nosso projeto nacional.

* Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp e integrante do Conselho Nacional de Educação e do Fórum Nacional de Educação.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/fhc-olha-para-tras-sempre.html

Você sabe o que é cidadania financeira

06.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Blog Educação de Bolso
Por Luiz Maia

Se a combinação de palavras aí acima, no título, lhe parece estranha, isso não ocorre por acaso. O acesso às informações e ao mercado financeiro é ainda bem restrito no país, prejudicando uma parte significativa da população. Muitos cidadãos, por exemplo, seguem incapazes de defender sua poupança familiar e suas reservas para emergências da reaceleração da inflação – que deve alcançar os 7% no período de 12 meses até junho.
Muitos mantêm seus recursos na caderneta de poupança, que vem “apanhando” da inflação mês após mês, desde 2010. Já falamos neste blog sobre alternativas, mas as pessoas ainda temem adotar uma gestão mais ativa de seus recursos e acabar perdendo dinheiro.
Mas há esperança. Muitas instituições financeiras, públicas e privadas têm se esforçado em ampliar o conhecimento da população, como é o caso do portal Meu Bolso em Dia, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O portal oferece, além de muitos textos didáticos, o acesso gratuito a uma excelente ferramenta de planejamento financeiro pessoal, o Jimbo.
Ele funciona como calculadora e agenda financeira, mas permite também o planejamento para a compra de bens como automóveis, cursos de qualificação e imóveis. Operar o Jimbo é realmente fácil, pois sua interface gráfica é leve e intuitiva.
Pode ser que alguns dos leitores já utilizem ferramentas de informática para organização de suas vidas financeiras, mas a sugestão fica para que ajudem a divulgar iniciativas como essa, simples, gratuitas e de boa qualidade.
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Wellington Dias defende mais investimentos em transporte, energia e saneamento no Nordeste

06.06.2011
Do BLOG DA FOLHA
Da Agência Senado
Postado por José Accioly 

O presidente da Subcomissão Temporária de Desenvolvimento do Nordeste, senador Wellington Dias (PT-PI) disse, ao abrir a audiência do colegiado em Campina Grande (PB), na manhã desta segunda-feira (6), que a região precisa de investimentos em infraestrutura para se aproximar das regiões mais desenvolvidas do Brasil. Para ele, as áreas que demandam mais atenção são as de logísticas de transportes, energia e saneamento.

"Queremos um país desenvolvido e sem miséria. Para isso, precisamos agir interligando nossa malha ferroviária (com destaque para a Transnordestina); incentivando os investimentos na aviação regional; trazendo segurança hídrica para nosso povo e investindo na geração de energia elétrica", afirmou.

Esta é a segunda audiência promovida pela comissão para discutir localmente alternativas para o desenvolvimento do Nordeste. A primeira foi realizada em Alagoas. Além de Wellington Dias, seis senadores participam da audiência: Vital do Rêgo (PMDB-PB), Eduardo Amorim (PSC-SE), Wilson Santiago (PMDB-PB), Cícero Lucena (PSDB-PB), Benedito de Lira (PP-AL) e José Pimentel (PT-CE). Além deles, o deputado federal Marcelo Castro também participa do evento, junto com autoridades.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21041-wellington-dias-defende-mais-investimentos-em-transporte-energia-e-saneamento-no-nordeste

Bompreço: fila grande todo dia

06.06.2011
Do blog ACERTO DE CONTAS, 04.06.11
Por Felipe Tibério para o Acerto de Contas


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Já faz algum tempo que a rede de Bompreço de supermercados tem feito crescer o desrespeito aos seus clientes e consumidores do Recife e região metropolitana. Eu mesmo, ultimamente, para não enfrentar as torturantes e absurdas filas, faço de tudo para nem sequer comprar uma caixa de fósforos nesse hipermercado.


Pra quem nunca se atentou, desde a sua aquisição pelo grupo estadunidense Wallmart, a rede Bompreço tem passado por um processo denominado de flexibilização do trabalho, que finda por penalizar os que ainda insistem em fazer compras nesse estabelecimento e, principalmente, os seus trabalhadores.


Pra que todos compreendam , eu vou exemplificar o que digo: quando a rede Bompreço pertencia ao grupo JCPM, existia a figura do embalador, funcionário que empacotava as compras em sacolas plásticas de modo a agilizar o processo de pagamento. De algum tempo para cá, o profissional embalador foi extinto, sendo a sua função absorvida pelo próprio caixa. Ora, é lógico que é o processo se torna bem mais lento quando um funcionário tem de desempenhar dois papéis simultâneos, o de caixa e de embalador. Não raras vezes, em nome da impaciência de já ter esperando por demais, o próprio cliente toma prá si as sacolas plásticas e empaco as suas compras.



Como se não bastasse o que já foi exposto, é notória a redução no quantitativo dos funcionários dos caixas. É comum verificar que não mais que de 1/3 dos caixas de pagamento existentes estejam em funcionamento. Principalmente aqueles destinados para compras de até 30 produtos, que deveriam ser rápidos. Os demais ficam fechados pela inexistência de pessoas que os operem. Como mostra foto tirada por mim em um dia de sábado no Hiper Bompreço de Olinda. E nem adianta justificar que esta é uma situação encontrada apenas dos finais de semana, pois pode ser tranquilamente vista em qualquer dia.


Como eu tinha citado inicialmente, o processo de flexibilização do trabalho, em linhas gerais, é calcado na redução do trabalho vivo (que são os trabalhadores) para que haja um maior aumento dos lucros. No caso do Bompreço, os funcionários dos caixas trabalham pela sua função original, mais a de embalador, mais as funções dos outros caixas que, certamente, foram demitidos. Assim, uma só pessoa trabalha por 3 ou 4 recebendo apenas 1 salário. E para quem conhece alguém que trabalha ou já trabalhou no Bompreço, sabe que é degradante o que se recebe ao final do mês por esses trabalhadores.


O grupo Bompreço/Wallmart lucra cada vez mais. Ótimo para o hipermercado e péssimo para o cliente, que espera cada vez mais para poder levar suas compras, e para o trabalhador, que trabalha mais recebendo o mesmo salário ridículo.


Para nós, consumidores, fica a pergunta: até quando estaremos dispostos a passar horas em filas intermináveis
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Enquanto caixas ficam fechados, outros ficam lotados

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Fonte:http://acertodecontas.blog.br/artigos/bompreo-fila-grande-todo-dia/#more-54167

Ollanta Humalla e um recado para o Brasil: crescer, apenas, não basta!

06.06.2011
Do blog CONVERSA AFIADA 
Por Paulo Henrique Amorim

Rubens Paiva: quem o sequestrou ?

Saiu na página A6 do Estadão:

“STF reacende polêmica sobre anistia”.


Ao julgar a extradição do major argentino Norberto Raul Tozzo, acusado de torturar e matar 22 presos políticos, no episódio conhecido como Massacre de Margarita Belén, o STF confirmou o entendimento de que o sequestro cujas vítimas ou corpos não tenham aparecido são crimes continuados e que estariam sendo cometidos até hoje.

Navalha
De novo, o Brasil se curva diante da superioridade política da Argentina.
O Judiciário argentino desafiou e rasgou as Leis de Anistia dos presidentes Raúl Alfonsín e Carlos Menem com esta tese que, agora, pela santa mão de um militar torturador argentino, desaba sobre a consciência dos Ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro.
O sequestro sem vítima ou sem corpo é o crime que pode botar na cadeia toda a linha de comando responsável pelo massacre do Araguaia.
Com a santa mão argentina, a família do Rubens Paiva poderá se reencontrar com a História do Brasil e olhar nos olhos dos que mataram o honrado deputado.
Não há como tergiversar.
Não adianta mais o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), supor que a revisão da Lei da Anistia provocaria uma convulsão social.
Triste papel estará reservado, numa nota de pé de página da história do século 21, a relatoria do Ministro Eros Grau, que anistiou a Lei da Anistia no Supremo e, portanto, os torturadores do regime militar.
Numa nota de pé de página, numa posição inferior, se inscreverá o notável jurisconsulto Sepúlveda Pertence, que defendeu a Lei da Anistia e foi redondamente derrotado na Corte dos Direitos Humanos da OEA.
Se o torturador argentino Tozzo vai se reencontrar com a Justiça argentina por conta de uma decisão do Supremo brasileiro, o mesmo terão que fazer os responsáveis pelo massacre do Araguaia.
Não é preciso nem que o Zé Cardozo – clique aqui para entender porque o chamam de Zé – Ministro da Justiça (sic) se levante da cadeira para aprovar a Comissão da Verdade no Congresso.
Basta o emérito professor Fábio Comparato ir direto ao Supremo e lembrar do Major Tozzo.





Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.
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Palocci responde à Veja

06.06.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 
Por Luis Nassif, 04.06.11

Fica claro a razão da revista não ter procurado Palocci antes da publicação da denúncia: ela não se sustenta. Não existe essa história de, na hora de alugar o apartamento de uma imobiliária, o inquilino pedir os documentos de propriedade do mesmo.
 
Quando li as primeiras notas sobre o episódio, supus que se tratasse do apartamento comprado por Palocci – aí sim, seria uma denúncia grave. Quando sai a denúncia, é uma falsificação: trata-se do imóvel alugado através de uma imobiliária.
 
A revista continua firme no exercício de avacalhar qualquer denúncia.
 
Palocci nega irregularidades em aluguel de imóvel
 
Apartamento em que vive o ministro estaria registrado nome de empresa de fachada, diz revista
 
iG São Paulo | 04/06/2011 12:39
 
Um dia depois de falar pela primeira vez sobre a polêmica em torno de sua evolução patrimonial, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, respondeu neste sábado à notícia de que o apartamento em que vive seria de propriedade de uma empresa de fachada. A notícia foi divulgada neste sábado, em reportagem da revista Veja.
 
Palocci vive em um apartamento no bairro de Moema, região nobre da capital paulista, avaliado em aproximadamente R$ 4 milhões, segundo a revista. O imóvel, diz a reportagem, está registrado em nome da empresa Lion Franquia e Participações Ltda. O texto aponta que os donos da empresa seriam Dayvini Costa Nunes, de 23 anos, com 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, de 17 anos, com 0,5%. Dayvini, segundo a revista, ganha salário de R$ 700 e seria apenas um laranja na operação.
 
Logo após a veiculação da matéria, a Casa Civil divulgou nota alegando que o imóvel foi alugado em 1º de setembro de 2007, por indicação da imobiliária Plaza Brasil, contratada pelo ministro. Segundo a nota, o contrato foi firmado “em bases regulares” entre Palocci e os proprietários, que seriam “Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garciam, e a Morumbi Administradora de Imóveis”. Ainda segundo a Casa Civil, o contrato foi renovado em 1 de fevereiro de 2010, entre Palocci e a Morumbi Administradora de Bens, empresa que sucedeu a Morumbi Administradora de Imóveis.
 
De acordo com o ministério, todos os aluguéis são pagos regularmente, por meio de depósitos bancários dos quais o ministro possui todos os comprovantes. “O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários, tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários”, prossegue a nota.
 
“O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador”, continua o texto. Segundo a assessoria, Palocci não prestou esclarecimentos à revista porque não foi informado sobre o teor da reportagem.
 
Mais tarde, o advogado de Palocci, José Roberto Batochio, disse que a reportagem é uma “temeridade” e um “despropósito”, por atribuir ao inquilino responsabilidades que deveriam ser cobradas da administradora responsável pela locação do imóvel. Batochio comparou a situação de seu cliente à de um consumidor em relação ao dono do armazém onde ele faz suas compras. “Você não pode ser responsável pelos antecedentes do dono da mercearia onde adquire seus produtos de necessidade básica”, afirmou. “Eu acho essa matéria um despropósito.”
 
*Com informações da Agência Estado

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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2011/06/palocci-responde-a-veja.html

“Os que não querem a verdade são aqueles que deram as ordens”

06.06.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por Carlos Noriega – Página/12





A poucas horas das eleições presidenciais no Peru, o líder da Frente progressista, Ollanta Humala, destaca, em entrevista ao jornal Página/12, a importância dos julgamentos pela violação dos direitos humanos, detalha como serão as políticas sociais que pretende implementar em seu governo, caso seja eleito, e diz por que a opção por Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, representaria uma volta ao passado. No plano da política externa, Humala diz que sua prioridade será a consolidação da Unasul e da unidade latinoamericana.

“Vou ganhar amanhã”, diz Ollanta Humala. Ele está tranquilo, confiante. O candidato da Frente Progressista Gana Peru, que neste domingo disputa o segundo turno da eleição presidencial com a direitista Keiko Fujimori, concedeu uma entrevista exclusiva ao Página/12, abrindo um espaço em sua agitada agenda. Humala tinha acabado de rechaçar, em uma entrevista coletiva, a acusação lançada por Roger Noriega, subsecretário de Estado para a América latina da administração de George W. Bush, de que Hugo Chávez estaria financiando a sua campanha. “Isso é uma mentira, uma calúnia. Não há nenhuma prova para essa afirmação”, disse Humala. 

Na conversa com o Página/12, o candidato falou de suas principais propostas, do que seria um eventual governo seu sem maioria parlamentar, de direitos humanos, de sua rival Keiko Fujimori e do papel que a Unasul teria em sua política externa.

- Você disse que o presidente Alan García apoia a candidatura de Keiko Fujimori. Confia na limpeza do processo eleitoral?
Humala – Nós vamos respeitar a vontade popular e vamos defendê-la. Há indícios que trazem preocupação quanto à transparência do processo eleitoral, Há uma clara intervenção do presidente García em favor do projeto autoritário de Keiko Fujimori. A Diroes (quartel policial onde está detido Alberto Fujimori) é o principal local de campanha do fujimorismo, desde onde Alberto Fujimori, que está preso por corrupção e violação dos direitos humanos, decide a estratégia de seu partido. Outro fato preocupante é a denúncia feita sexta-feira pelo jornal La República sobre a interceptação de minhas conversas e as de meus familiares e assessores políticos. Nós reconhecemos essas conversas e algumas delas foram feitas na sede do partido e não por telefone. A única instituição com capacidade de fazer essas interceptações é o serviço de inteligência e para que faça isso precisa ter a luz verde do presidente da República. O governo deve explicar isso.

- Se você ganhar a eleição, será por uma margem estreita e em um país polarizado e dividido em dois, sem maioria no Congresso...
Humala – Como força política responsável e com memória entendemos a mensagem que a população deu no primeiro turno, quando o povo nos deu a primeira maioria, mas não uma maioria absoluta, como um pedido para que ampliássemos nosso programa, o que implica um governo de concertação nacional, capaz de consensuar algumas propostas. Neste esforço de concertação conseguimos o apoio de forças sociais, trabalhistas e políticas importantes, como o partido Peru Posible (do ex-presidente Alejandro Toledo), com o qual podemos garantir a estabilidade democrática no Congresso, já que com essa força podemos ter maioria parlamentar, o que a congressista Fujimori não pode conseguir, uma vez que não tem maioria. No grupo dela, há gente que trabalhou diretamente com Fujimori e, quando não tiveram maioria, fecharam o Congresso.

- Você falou de fazer concessões para conseguir essa concertação. Até onde vão essas concessões em suas propostas? O que não é negociável?
Humala – Não vamos retroceder em fazer com que o crescimento econômico venha acompanhado de inclusão social. Para que haja inclusão social temos que assegurar políticas sociais como o Programa Pensão 65, para os maiores de 65 anos que não têm uma pensão; um programa de nutrição infantil nas escolas; um programa de creches; defender os direitos trabalhistas; elevar o salário básico de 600 para 750 soles (cerca de 220 dólares) no primeiro ano de governo; um aumento de salário aos policias para melhorar a segurança; investir na infraestrutura, como aeroportos, portos, estradas, escolas, hospitais, ferrovias - o país tem hoje um déficit de 40 bilhões de dólares em infraestrutura pública -, por meio de parcerias público-privadas. Queremos consolidar o processo de descentralização para melhorar o investimento público; ampliar o programa Juntos (que paga 35 dólares mensais aos setores mais pobres) de cerca de 500 mil beneficiários para 900 mil; ampliar os orçamentos dos programas sociais de restaurantes populares e do copo de leite. Queremos entregar bolsas aos melhores estudantes das escolas públicas para que tenham acesso a uma carreira universitária; desenvolver uma política para o retorno dos três milhões de peruanos que vivem no exterior, a maioria em situação ilegal. Não vamos retroceder em nossa disposição de implementar essas políticas sociais.

- Como ex-militar, qual sua posição frente aos julgamentos de militares por violações de direitos humanos?
Humala – Para que haja reconciliação, primeiro é preciso que se conheça a verdade. As autoridades devem dar todas as condições à Justiça para que se esclareçam as denúncias e se saiba a verdade. Os soldados que combateram com honra querem que as denúncias sejam esclarecidas, porque quando se suspeita de um se suspeita de todos. Os interessados em que não se conheça a verdade são aqueles que deram as ordens para violar os direitos humanos. Nunca mais devemos regressar à ditadura fujimorista na qual desapareceram estudantes, na qual se matava, se esterilizavam mulheres contra sua vontade. O que foi feito no país em matéria de direitos humanos foi uma vergonha. O Estado tem uma dívida com sua população em matéria de direitos humanos. Nós defendemos os direitos humanos.

- Em sua opinião, como seria um futuro governo de Keiko Fujimori?
Humala – Ela traz consigo as mesmas pessoas que governaram com seu pai. Com eloa está o doutor Alejandro Aguinaga, que fazendo lembrar o tempo da Alemanha nazista, como ministro da Saúde de Fujimori, esterilizava as mulheres contra sua vontade. Mais de 300 mil mulheres pobres foram esterilizadas contra sua vontade. Sua porta-voz de direitos humanos (MIlagros Marayi) coordenava no governo de Fujimori, com Vladimiro Montesinos (braço direito de Fujimori e encarregado dos trabalhos sujos), o trabalho de como livrar a cara do regime em função das acusações de violações dos direitos humanos. Ela mesma reivindica seu pai como o melhor presidente do Peru. E a menção ao governo de seu pai ocorreu apenas agora na campanha do segundo turno. 

- Alberto Fujimori goza de uma série de privilégios no quartel policial onde está preso. O que seu governo faria diante desta situação?
Humala – Ninguém deve ter privilégios. Quando uma pessoa é condenada deve ir para a prisão e não para um quartel policial.

Quais serão as prioridades de sua política internacional?Humala - Vamos participar com entusiasmo da consolidação da unidade latino-americana. O fortalecimento da Unasul será uma prioridade de nossa política externa. Nós vemos com muito interesse a consolidação da Unasul. Vamos estreitar as relações políticas e econômicas e de integração com os países da região. Não vamos ideologizar as relações internacionais, mas sim vamos construir uma agenda positiva com todos os países irmãos.

- Você tem ressaltado suas concordâncias com o presidente Lula. O Brasil é um modelo a seguir por seu governo?
Humala - O do Brasil é um modelo exitoso, mas o Peru é diferente do Brasil. Temos economias distintas, realidades diferentes. Da experiência do Brasil, queremos resgatar uma condução prudente e adequada da política econômica, e um crescimento econômico que permita a inclusão social e a diminuição da desigualdade social.

- O acordo do Arco do Pacífico (acordo de cooperação econômica do Peru com o Chile, a Colômbia e o México) firmado pelo presidente García ainda não foi ratificado. Você pretende levá-lo adiante ou revisá-lo?
Humala - Os acordos firmados pelo Estado têm que passar pelo Congresso e aí precisam passar por um debate para serem ratificados. Este acordo terá que ser debatido no Congresso.

Como você vê o governo de Cristina Kirchner?
Humala – É um governo democrático que vem resolvendo seus problemas, Nós queremos melhorar nossas relações com a Argentina, respeitando a política interna do governo argentino. Parte da boa vizinhança é não se meter nos assuntos internos de outros países.

Por que você quer ser presidente?
Humala – Eu sou pai de família. Tenho três filhos, o menor de cinco meses, e me coloco na posição de milhões de peruanos que estão iniciando uma família e que querem que seus filhos tenham oportunidades por meio de uma educação de qualidade e de uma boa saúde, e que quando saiamos para a rua com nossas famílias não sejamos assaltados. E se nos roubarem queremos encontrar justiça. Não queremos um país corrupto. Quero ser presidente porque quero que o crescimento econômico se converta em qualidade de vida. Quero construir o futuro.

Você pensava em ser presidente desde que era oficial do exército?
Humala – Não, eu queria ser comandante geral do exército. A circunstância que mudou minha vida foi o levante que fiz em Locumba contra a ditadura fujimorista. Foi um levante dentro de um processo de convulsão social no qual o povo peruano tinha se levantado contra a ditadura. Depois disso, inclusive quis recuperar minha carreira militar e estive no exército até o ano de 2004 como militar na ativa. Quando me passaram para a reserva decide reorganizar minha vida e foi aí que ingressei na política.

Tradução: Katarina Peixoto

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17878

Marcos Coimbra: Programa Brasil sem Miséria e o caso Palocci

06.06.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

Ministros em apuros são mais a regra que a exceção em nossa experiência recente. Se alguém se desse ao trabalho de calcular quantos dias passamos, nos últimos 20 anos, sem que pelo menos um estivesse complicado, veríamos que não foram muitos.
O que é realmente importante na informação que recebemos todo dia sobre o sistema político? E o que é secundário, referindo-se a coisas que não duram muito e apenas parecem ter maiores consequências?
Neste momento, por exemplo, o noticiário sobre a crise causada pelos problemas de Antonio Palocci domina os meios de comunicação. Ela é importante?
Certamente sim, pois qualquer dificuldade que afete um ministro central no governo é relevante. Ainda mais se for alguém como ele, que foi, nos primeiros meses, quase um primeiro ministro.
Embora a crise seja, de fato, significativa, ela está longe de ser tudo que acontece no governo. E nem é tão original assim. Ministros em apuros são mais a regra que a exceção em nossa experiência recente. Se alguém se desse ao trabalho de calcular quantos dias passamos, nos últimos 20 anos, sem que pelo menos um estivesse complicado, veríamos que não foram muitos.
O próprio Palocci já viveu essa história. No fim do primeiro governo Lula, quando ocorreu o caso Francenildo, ele não era tão menos que agora. Como ministro da Fazenda que contava com apoio unânime do empresariado e da mídia, e depois que vários de seus colegas tinham tombado vítimas do mensalão, achava-se que Lula dependia dele para sobreviver. Pois bem, Palocci saiu, Lula ganhou a eleição e foi adiante para se confirmar como a maior liderança de nossa história (goste-se ou não dele).
Palocci pode estar vivendo, de novo, um inferno astral, mas isso não é fundamental. No médio e, especialmente, no longo prazo, sua permanência ou saída são secundárias. Como foram as de antecessores seus em governos passados. Ministros são parecidos a outras pessoas insubstituíveis, das quais, como diz o ditado, os cemitérios estão cheios.
As coisas que realmente importam são outras. Como o lançamento do programa Brasil sem Miséria, que ocorreu enquanto olhávamos para a “crise”.
Se medirmos a centimetragem a ele dedicada pelos nosso maiores veículos ou o tempo nos telejornais de maior audiência, ficaríamos com a impressão que é um assunto quase insignificante. Pelo espaço e a atenção que recebeu, que o novo programa é apenas mais um na rotina da burocracia.
Na verdade, um pouco pior que isso. O tom da cobertura foi claramente negativo, com insinuações de que era uma manobra para desviar a atenção da opinião pública do que seria realmente importante, a “crise”.
Como se fosse sequer possível inventar um programa da complexidade do Brasil sem Miséria na última hora. Como se não tivesse exigido meses de estudos e formulações preliminares. Como se seu lançamento não estivesse anunciado há muito tempo e não ocorresse no prazo estipulado antes da eclosão da “crise do Palocci”.
O programa passou a ser visto como uma pirotecnia algo ingênua. Foi reduzido a uma manobra, no fundo, inútil, pois incapaz de produzir suas “verdadeiras intenções”.
Tudo nele passou a ser enxergado a partir desse prisma. Até a cerimônia inicial. O número de convidados, a solenidade, os discursos, cada detalhe foi interpretado como parte de um “estratagema” diversionista. O que pensavam? Que Dilma lançaria um programa desse porte às escondidas? Que ele não era suficientemente importante para justificar o evento?
É possível que nossa imprensa ache que faz “bom jornalismo” quando ignora, coloca sob suspeita ou trata como irrelevante um programa como o Brasil sem Miséria. Que o certo é deixar tudo de lado e manter-se focada na “crise do Palocci”.
O curioso é que, ao comentá-lo, não se afirmou que era inviável, fantasioso ou irrelevante. Ninguém argumentou contra suas propostas concretas. Não foram questionadas suas metas ou estratégias.
Parece, portanto, que ela não discorda do programa. E não vê razões para duvidar que o governo tenha capacidade de executá-lo.
Apenas acha que é pouco importante, pelo menos em comparação com a “crise”. Será que é? Será que um programa destinado a solucionar, em quatro anos, o mais grave problema do Brasil pode mesmo ser considerado irrelevante? Para os 16 milhões de beneficiários, pode ser tudo, menos desimportante.
 

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/marcos-coimbra-brasil-sem-miseria-e-o-caso-palocci.html