sexta-feira, 3 de junho de 2011

MEC reduz vagas de direito

03.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Mirella Marques


No estado, três faculdades tiveram cortes: a Universo, a Facipe e a Aeso. São menos 580 alunos


Universo sofreu maior corte:
menos 400 vagas. Imagem: FOTOS:
JULIO JACOBINA /DP/ D.A PRESS
A partir do próximo vestibular, os estudantes que quiserem ingressar em direito terão menos vagas para disputar nas faculdades particulares do estado. Ontem o Ministério da Educação (MEC) determinou a suspensão de 11 mil vagas em cursos de direito de 136 faculdades pelo país. Fazem parte deste grupo três instituições pernambucanas: Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Faculdade Integrada de Pernambuco (Facipe) e Faculdades Integradas Barros Melo (Aeso). A Universo terá que reduzir 400 vagas (50% do total ofertado neste ano), a Facipe reduzirá 60 e a Aeso, 120. A medida foi tomada, segundo o MEC, para garantir a qualidade do ensino.

De acordo com o MEC, as vagas foram reduzidas levando em conta os resultados no conceito preliminar de curso (CPC). O indicador avalia a qualidade de ensino com base na nota dos alunos no Enade, na titulação dos professores e na infraestrutura das faculdades. Quanto mais baixa a nota, maior o índice de redução de vagas. As faculdades pernambucanas tiraram notas 1 e 2 (numa escala que vai até 5), que são consideradas insatisfatórias. Em todo o país, os cortes de vagas variavam entre 15% e 65%. Esse é o primeiro ato da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC.

O Diario entrou em contato com as três coordenações dos cursos de direito do estado que sofreram corte. Só a Facipe comentou o assunto. “Vamos entrar  com recurso contra o MEC. Não entendo como os avaliadores chegam aqui e dão notas 4 e 5 para a faculdade e, agora, o governo federal manda a gente reduzir vagas”, disse o presidente da mantenedora da Facipe, Eduardo Magalhães.

Apesar do silêncio da coordenação do curso, a notícia ganhou repercussão entre os alunos de direito da Universo. Shields Silva, do 3º período, acredita que a medida vai atrapalhar a reputação do curso. Das seis disciplinas do 3º período, só duas são ministradas por doutores.

SAIBA MAIS

Redução de vagas em direito

Universo
Total - 800 vagas
Redução - 400 vagas
Vagas para o próximo vestibular - 400

Facipe
Total - 200 vagas
Redução - 60 vagas
Vagas para o próximo vestibular - 140

Aeso (Barros Melo)
Total - 300 vagas
Redução - 120 vagas
Vagas para o próximo vestibular - 180

Medida do Ministério de Educação (MEC)

As reduções de vagas variaram entre 15% e 65% do total de vagas ofertadas pelas faculdades do país a partir do resultado do CPC (a maioria dos cursos oscilou a nota entre 1 e 2, de uma escala que vai até 5)

Quanto mais baixa a nota, maior a redução

O MEC suspendeu cerca de 11 mil vagas em 136 cursos de direito
O CPC avalia a qualidade do
ensino oferecido a partir
da nota obtida pelos alunos
no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade)

Os resultados 1 e 2
são considerados insatisfatórios, o 3 razoável e o 4 e o 5 bons

Fonte: Ministério da Educação (MEC)


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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/03/vidaurbana7_0.asp

Celpe troca lâmpadas fluorescentes queimadas por novas de graça

03.06.2011
Do blog de Adalberto Filho
Postado por Adalberto Filho

Cada família pode trocar até três lâmpadas – é necessário apresentar a última conta de luz paga



Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo

As lâmpadas fluorescentes queimadas podem ser trocadas por novas de graça pelas famílias pernambucanas. A iniciativa da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) é para lembrar a importância de preservar o meio ambiente e ainda economizar na conta de energia.

Cada família pode trocar até três lâmpadas – é necessário apresentar a última conta de luz paga. O estande está montado no estacionamento do shopping Tacaruna, das 9h às 20h, até o dia 5 de junho. Lá também é possível deixar pilhas, baterias e eletrodomésticos usados para serem descartados em local adequado.

do pe360graus.com

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Fonte:http://adalberto-blogdoadal.blogspot.com/search?updated-max=2011-05-31T03%3A56%3A00-07%3A00&max-results=7

Famílias protestam contra desocupação de conjunto residencial no Janga

03.06.2011
Do blog INFORME  PE


Uma ação judicial para desocupação de prédios do Conjunto Dom Hélder Câmara, no bairro do Janga, em Paulista, Região Metropolitana, terminou em protesto nesta quinta-feira (02). Mais de 400 famílias foram obrigadas a sair das casas, ocupadas desde agosto de 2010. Segundo os manifestantes, a Prefeitura teria recebido a verba, mas não concluiu as obras nos imóveis.

Mas as casas que estavam sendo construídas pela prefeitura eram destinadas a outros moradores, da comunidade do Tururu, que vivem em área de risco. Por isso, a Prefeitura de Paulista entrou com ação para a reintegração de posse, concedida pela Justiça.

"Das 405 famílias que estavam ocupando as casas, 250 foram atendidas com o programa de Auxílio-Moradia. As demais, o Governo do Estado vai desapropriar um terreno para que seja construídas casas para elas", afirma o secretário de Desenvolvimento Social, Rubens Conde.

A Prefeitura afirma que negociou o pagamento do benefício por seis meses para que as famílias invasoras deixassem o conjunto habitacional, e que o acerto foi feito na última quarta-feira (1º). O problema é que nem todas as famílias receberam o dinheiro. Foram beneficiadas somente aquelas cadastradas na OLP, um movimento organizado em parceria com a Prefeitura e o Governo do Estado.

Desde o início da manhã, o local está cercado por policiais do 17º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque. De acordo com informações de populares, um idoso passou mal e foi socorrido por uma ambulância da Secretaria de Saúde do município. O estado de saúde dele ainda não foi divulgado.

Da Redação do pe360graus.com

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Fonte:http://www.informepe.com/2011/06/familias-protestam-contra-desocupacao.html

Lei não pode criar 'terceiro sexo', diz Magno Malta em marcha em Brasília

03.06.2011
Do blog de Adalberto Filho
Postado por Adalberto Filho


Parlamentares participaram de evento contra projeto que criminaliza homofobia.


O senador Magno Malta (PR-ES) disse nesta quarta-feira (1), durante manifestação em frente ao Congresso Nacional contra a aprovação do projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que criminaliza a homofobia, que o Senado não tem poder para criar “um terceiro sexo” por meio de legislação.
Marcha pela Família, realizada nesta quarta-feira (1) em frente ao Congresso nacional contra a aprovação de projeto que criminaliza a homofobia (Foto: Dorivan Marinho/AE)Marcha pela Família, realizada nesta quarta-feira (1) em frente ao Congresso nacional contra a aprovação de projeto que criminaliza a homofobia (Foto: Dorivan Marinho/AE)
"Se Deus criou macho e fêmea, não vai ser o Senado que vai criar um terceiro sexo com uma lei" disse. "É preciso que eles [homossexuais] entendam que o anseio grotesco de uma minoria não vai se fazer engolir", afirmou.

O evento, batizado de Marcha pela Família, foi organizado pelo pastor Silas Malafaia e reuniu diversos parlamentares contrários ao projeto de lei em cima de carros de som – entre eles os deputados federais João Campos (PSDB-GO), Ronaldo Fonseca (PR-DF), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Anthony Garotinho (PR-RJ), e os senadores Marcelo Crivella (PR-RJ) e Walter Pinheiro (PT-BA). A PM estimou em até 20 mil pessoas os presentes na Marcha pela Família.

Garotinho se manifestou contra a aprovação do projeto. “Eles [os participantes da marcha] amam a todas as pessoas, só que não concordam com o pecado de algumas”, disse.
Em oposição ao evento,um grupo de integrantes de movimentos ligados a causas homossexuais fez uma espécie de contra-marcha à Marcha Pela Família. Eles se reuniram em frente à Catedral de Brasília às 15h e seguiram até o Congresso, no mesmo local onde ocorria a Marcha pela Família.

A polícia formou um cordão de isolamento para evitar conflitos entre os dois grupos. Um contingente de 110 policiais foi deslocado para o local para acompanhar o evento.
Ainda assim, os dois grupoos se hostilizaram. Os defensores do projeto de lei chamaram os integrantes da Marcha pela Família de "nazistas" e "fascistas". O deputado Jair Bolsaro rebateu as acusações. "Eles são ridículos. Até o que eles falam é ridículo", afirmou.

Os manifestantes que defendem o PLC 122 carregavam faixas e entoavam palavras de ordem em favor de uma "família plural". Muitos se vestiram de roxo. A manifestação foi organizada pela internet, mas muitos chegaram ao local sem saber que havia um evento organizado.

"Eu viria de qualquer jeito, independentemente de ter um evento organizado ou não", disse Cristiano Ferreira, 35, servidor público. Ele vive há 3 anos com um companheiro e defende o projeto de lei. "O Estado é público e laico, e por isso não pode privilegiar o pensamento de uma religião para defender uma legislação", afirmou.

do G1.

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Fonte:http://adalberto-blogdoadal.blogspot.com/2011/06/lei-nao-pode-criar-terceiro-sexo-diz.html

EDUCAÇÃO DO PAULISTA INAUGURA ESCOLA GOVERNADOR CARLOS WILSON CAMPOS

03.06.2011
Do blog PAULISTA EM PRIMEIRO LUGAR
Postado por Franscisco Marques



A Secretaria de Educação do Paulista entrega à população nesta segunda-feira (06.06), às 17h, a Escola Municipal Governador Carlos Wilson Campos. A unidade de ensino, antes denominada Escola Santa Joana, foi adquirida pela atual gestão à iniciativa privada e incorporada à rede pública local, recebendo o nome do falecido governador.

Durante o evento também será lançado oficialmente o Projeto Agente Mensageiro da Paz. A solenidade vai contar com as presenças do deputado estadual André Campos e Maria Helena Brennand, irmão e esposa de Carlos Wilson Campos, além de parentes da família e outras autoridades.

A estrutura da escola é composta por quadra de esportes, piscina e playground. O alunado tem disponível 18 salas de aula, biblioteca, laboratório de informática e espaço de vídeo. Existem também duas dependências para projetos. Cerca de mil alunos já foram matriculados nas turmas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

No Projeto Agente Mensageiro da Paz os alunos atuam na disseminação da cultura de paz, preservação do meio ambiente e zelo com o patrimônio público.

SERVIÇO: A Escola Municipal Governador Carlos Wilson Campos fica na Rua José Francisco de Santana, n.º 920, no Janga. Fone: 3436.3331

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Fonte:http://www.paulistaem1lugar.com/2011/06/educacao-do-paulista-inaugura-escola.html

Br-232: triplicaçao aguadarda

03.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Trecho de 6,8 km que passará por obras está saturado por carros e cheio de buracos



Média de 40 mil veículos trafegam diariamente na BR.
A triplicação de um importante trecho da BR-232, anunciada pelo governo do estado, passa pela necessidade de renovar uma via que está saturada pelo excesso de carros e buracos. Uma média de 40 mil veículos por dia passa pela BR, duplicada há sete anos. A pista, nos 6,8 quilômetros que passarão por obras, está muito esburacada. Os acostamentos em péssimo estado. As duas faixas de rolamento já não são mais suficientes para evitar os congestionamentos diários. Seja para quem chega ao Recife ou para o motorista que segue em direção ao Agreste.

A retenção de carros na entrada do bairro do Totó, em frente à fábrica da Coral, exemplifica como os motoristas sentiram a BR-232 “estreitar” nos últimos anos. O mecânico Ismar Nascimento, 26, passa diariamente pela via e diz que os congestionamentos só vêm aumentando. “Eu que ando de moto ainda passo, mas quem vai de carro fica mais preso. Além disso, de uns tempos para cá, os buracos têm se multiplicado”, disse. No trecho em frente à Philips, por exemplo, a necessidade de recapeamento é grande: buracos por todos os lados e o acostamento bastante debilitado. “É muito buraco e trânsito”, disse o aposentado Agnaldo Barros, 60.

A extensão triplicada e reformada prevista pela licitação vai da entrada da BR-101, perto da Ceasa (no Km 4,7) até a entrada da BR-408, próximo ao Curado (no Km 11,5). A ligação com a BR-408 é fundamental pois essa estrada, que está sendo duplicada, é a principal via de acesso à Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata.
Além da triplicação da via, o governo pretende alargar o viaduto que fica em frente à fábrica da Gerdau, construir duas passarelas para pedestres e retirar três lombadas eletrônicas do trecho. “A média que é de 60 km/h passará para 80 km/h”, disse o diretor de Planejamento do DER, Francisco de Assis Benício. Outra obra do processo de licitação é a construção de uma ou duas alças de acesso. A já confirmada fica na entrada para o Totó. A outra, que depende do estudo tráfego, pode ser instalada em frente ao Quartel do Exército.

De acordo com o secretário de Transportes do estado, Isaltino Nascimento, com as obras de triplicação e melhoria do trecho, a BR-232 ganhará nova vida. “Será um legado para o estado”.




SAIBA MAIS

O trecho vai do quilômetro 4,7 (entrada da BR-101, perto da Ceasa) ao quilômetro 11,5 (entrada da BR-408, perto do Curado), com extensão de 6,8 quilômetros

Duas passarelas para pedestres serão construídas: uma em frente ao Hospital Pelópidas Silveira e outra em frente ao Corpo de Bombeiros e ao Atacadão da Construção

O viaduto próximo à fábrica da Gerdau será alargado e também ganhará três faixas de rolamento

Uma alça de acesso (idêntica a que existe em frente ao Aeroporto Internacional dos Guararapes) será construída próximo à entrada para o Totó (em frente à fábrica da Coral)

A depender do estudo da obra, uma segunda alça também poderá ser construída em frente ao Quartel do Exército

Todo a extensão da via triplicada também será recapeada

As obras deverão ter início no próximo mês de novembro e têm como meta ser finalizada até o fim de 2012

A obra faz parte das ações programadas para melhoria da mobilidade do Grande Recife até a Copa de 2014
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/03/vidaurbana1_0.asp

Acusado de mentir, ex-diretor da Assembleia do Paraná sai preso de CPI

03.06.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 02.06.11

O ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Ricardo Neto, foi preso na tarde desta quarta-feira, acusado de ter mentido em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, que apura a existência de grampos na Casa. Ricardo Neto saiu do plenário escoltado por seguranças e foi para uma sala reservada. A determinação da prisão foi feita pelo presidente da CPI, Marcelo Rangel (PPS).

Ricardo Neto era coordenador técnico da Alep na época da compra dos supostos aparelhos bloqueadores de celular pela administração da Casa. De acordo com Rangel, ele se contradisse em relação a depoimento anterior dado na CPI, em 23 de março. Na primeira ocasião, Ricardo Neto apontou Sérgio Monteiro, então chefe de gabinete do ex-presidente da Alep, Nelson Justus (DEM), como o responsável pela compra e a instalação dos aparelhos de escuta. Nesta quarta-feira, na presença de Monteiro, em acareação promovida pela CPI, ele voltou atrás e disse que não saberia informar quem ordenou a compra e a instalação dos equipamentos.

Ele foi levado para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para prestar depoimento. Lá, após responder às perguntas do delegado, deve assinar um termo e ser liberado. Seu advogado, Marden Maués, disse que o presidente da CPI não tinha poder para decretar a prisão, prerrogativa, segundo ele, da polícia e da Justiça. Maués disse que vai denunciá-lo à corregedoria da Alep.

O deputado Fábio Camargo (PTB), em pronunciamento no plenário, questionou a prisão do ex-servidor. Ele classificou a atitude do presidente de covarde, dizendo que gerou um sentimento de revolta na Casa. "Todo mundo sabe que ele nunca roubou a Casa, que não foi ele que mandou instalar os equipamentos. Tenho muitos elogios ao trabalho técnico da CPI, mas, hoje, ela foi covarde", disse. "Se ele mentiu, se contradisse, é porque sendo leal ao ex-chefe dele, vai prender o chefe dele, quem realmente orientava, mandava, determinava", disse Camargo.

Rangel diz que tinha direito de dar voz de prisão

O deputado Marcelo Rangel disse que a CPI tem "poder judiciário" e que o presidente, durante as sessões, tem status de magistrado. "Mentir em CPI é crime previsto em lei (lei 1579) e o presidente tem a responsabilidade de dar voz de prisão ao depoente que faltar com a verdade", disse Rangel. Ele afirmou que, após o primeiro depoimento em 23 de março, Ricardo Neto foi convocado para uma acareação, não compareceu e só depôs nesta quarta-feira por força de uma intimação.

Para os deputados que contestaram a autoridade de Rangel, o presidente da CPI disse que qualquer cidadão tem esse direito, "ainda mais um presidente de CPI, que atua como magistrado no momento". "Quando chegou o final da reunião, com um delito sendo cometido na nossa frente, eu, como presidente, não tinha outra opção, senão seria cobrado pela sociedade", afirmou. "É por isso que as CPIs são tão desacreditadas no Brasil, porque não se tem a coragem de fazer o que fizemos hoje e as pessoas vão depor sem medir as consequências de suas declarações", disse, ainda.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/06/acusado-de-mentir-ex-diretor-da.html

Estilo de vida "nababesco" de Aécio gera ação do Bloco Minas Sem Censura no MPF

03.06.2011
Do site do PT NA CÂMARA

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O deputado Padre João (PT-MG) manifestou "apoio incondicional" aos três deputados estaduais mineiros que ingressaram na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, com uma representação para que sejam apuradas supostas práticas de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio por parte do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A representação foi protocolada na última segunda-feira (30), pelos deputados Rogério Correia (PT), Antônio Júlio (PMDB) e Sávio Souza Cruz (PMDB), integrantes do bloco de oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB) na Assembleia.
O deputado Padre João afirma ter esperança de que, a partir de agora, as denúncias contra o senador mineiro sejam apuradas. "Durante os oito anos do governo Aécio em Minas ouve um silêncio absoluto da grande imprensa e até mesmo do Ministério Público local, sobre qualquer tipo de denúncia contra o então governador. Esperamos que, agora, as atuais suspeitas sejam devidamente esclarecidas pela Procuradoria-Geral da República", afirma.
Na representação - na qual foram anexadas cópias da declaração de bens do senador tucano, documentos sobre empresas de sua família, entre outros -, os deputados afirmam que "Aécio omite a realidade sobre o seu patrimônio" e seus rendimentos declarados são "incompatíveis" com seu "nababesco estilo de vida". Questionam o fato de automóveis de "luxo" estarem em nome da rádio Arco-Íris, que tem como sócios Aécio e sua irmã, Andréa Neves - também alvo da representação - e o uso de um jatinho.
Para o bloco, formado pelo PT, PMDB, PCdoB e PRB, "há fortes indícios de sonegação fiscal, ocultação de patrimônio e crime eleitoral". É exatamente a apuração desses indícios que o "Minas Sem Censura" requereu ao Ministério Público Federal (MPF).
"Como em dezembro de 2010 o Aécio se tornou dono da rádio Arco-Íris, cujo valor de mercado é de R$ 15 milhões, se o patrimônio total declarado dele é R$ 617.938,42?", quer saber o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB), vice-líder do bloco. "Também por que Aécio indicou para presidir a Codemig justamente o dono da empresa do jatinho que ele viaja para cima e para baixo?", indagou.
O inferno astral de Aécio Neves começou na madrugada de 17 de abril, quando, parado numa blitz de polícia, rejeitou o teste do bafômetro e teve a carteira de motorista apreendida, pois estava vencida. Na ocasião, Aécio dirigia um veiculo Land Rover avaliado em mais de R$ 300 mil, que está no nome da rádio Arco -Íris. A partir daí, o Bloco Parlamentar "Minas Sem Censura" foi revelando fatos até então desconhecidos, como a estranha frota de carros de luxo da rádio do senador, a história do jatinho e a denúncia à Justiça sobre a Rádio Arco-Íris.
Equipe Informes, com agências

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Fonte:http://www.informes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7590:estilo-de-vida-nababesco-de-aecio-gera-acao-do-bloco-minas-sem-censura-no-mpf&catid=42:rokstories&Itemid=108

Palocci fala: anatomia de uma queda anunciada

03.06.2011
Do blog BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho

A presidente Dilma Rousseff perdeu a paciência com o ministro Antonio Palocci na quinta-feira e deu um prazo para ele falar e se explicar sobre a espantosa evolução do seu patrimonio. Este prazo termina hoje, sexta-feira, dia 3 de junho, à meia noite.

O governo não poderia continuar sangrando por mais um final de semana, depois de ficar 18 dias paralisado pela crise na Casa Civil.

A partir daí, começaram intermináveis reuniões de Palocci com a sua asssessoria direta, outra assessoria contratada da agência FSB, especializada em gerenciamento de crises, advogados criminalistas e com outros ministros do Palácio do Planalto.

O grande problema não era só decidir o que falar sobre os R$ 20 milhões que a consultoria do ministro faturou no ano eleitoral de 2010, mas como, onde e quando dar à sociedade brasileira as satisfações que a presidente cobrou dele.

Desde o começo, um ponto era inegociável para ele: Antonio Palocci não se exporia numa entrevista coletiva.

A outra opção era fazer um pronunciamento em rádio e televisão, sem direito a perguntas de jornalistas. Mas, como se trata de assunto particular, e não de governo, pegaria muito mal convocar as emissoras para a formação da rede. Restava-lhe escolher para qual veículo ou veículos daria entrevistas separadamente.

Às oito da noite de quinta-feira, recebi o retorno de uma ligação que fizera ao Palácio do Planalto, e imediatamente publiquei aqui no blog, com a informação de que o ministro Antonio Palocci falaria nesta sexta-feira por ordem da presidente Dilma.

O Balaio foi o primeiro a dar esta notícia, a seguir também veiculada no Jornal da Record e no Jornal da Record News, onde eu trabalho.

Naquele momento, ainda não haviam decidido de que forma isto aconteceria. Às dez da noite, outro ministro com gabinete no Palácio do Planalto me confirmou que Palocci falaria hoje e estava ainda estudando a forma de atender à ordem da presidente Dilma.

Entre as alternativas apresentadas pelos estrategistas de Palocci, estava conceder entrevistas para a Folha de S. Paulo, exatamente o jornal que o denunciou há quase três semanas, e a William Bonner e Fátima Bernardes, da TV Globo, na bancada do Jornal Nacional.

Parecia-me um suicídio, mas eles seguiram em frente: às quatro da tarde de hoje, foi confirmada a entrevista exclusiva ao JN, mas não mais ao vivo para Bonner e Fátima.

A última informação do bunker palocciano dava conta de que o ministro daria uma entrevista gravada para Júlio Mosquera, repórter da Rede Globo em Brasília. Não se falou mais da entrevista à Folha.

Os leitores podem até não acreditar no que escrevi acima, como eu também duvidei que pudesse ser verdade. Depois de ser rifado pelo PT e enquadrado pela presidente Dilma, parece que o todo-poderoso Palocci perdeu o rumo e resolveu antecipar um desfecho para a novela da sua queda anunciada.

Qualquer coisa que ele diga agora à TV Globo não lhe devolverá o mais importante para exercer a função de ministro-chefe da Casa Civil: o respeito.

Na encruzilhada, podendo escolher entre vários caminhos, meu amigo e ex-colega de governo Lula escolheu o pior. Depois do longo silêncio, Palocci escolheu a guilhotina.
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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/06/03/palocci-fala-anatomia-de-uma-queda-anunciada/

Que o Brasil ouça a voz de Deus

03.06.2011
Do blog do MOVIMENTO EVANGÉLICO PROGRESSISTA - MEP, 01.06.11


Evangélica Brasileira, marcada pelo sentimento de irmandade com todo o povo de Deus espalhado e enraizado neste país, expressa uma vez mais o seu propósito de seguir a Jesus Cristo e afirma o seu compromisso com a Palavra de Deus, que é orientação vital para toda a nossa vida, seja pessoal ou coletiva.

No encontro com a voz de Deus, expressa em sua Palavra, nos sabemos amados e criados por Deus. Não importa quem sejamos e o nome que carregamos, todos viemos ao mundo como fruto desse amor de Deus que é o Senhor de toda a criação e a nós, seres humanos, criou como homens e mulheres.

No decorrer da sua história a igreja de Jesus Cristo tem afirmado esse Deus amoroso e criador e a nossa própria existência humana, como homem e mulher, como fruto dele. Assim como ontem, a igreja faz esta mesma afirmação hoje, incluindo nela a realidade da heterossexualidade. É esta a razão pela qual nos manifestamos contrários à prática homossexual e à sua legitimização e afirmação em nossa sociedade.

Estamos conscientes de que muitas vezes, ontem e hoje, não temos sabido viver adequadamente segundo a marca do amor e da vontade de Deus. Assim agindo, nosso testemunho acerca de um Deus de amor e criador fica comprometido pela nossa própria desobediência, injustiças e idolatrias. Neste processo, no entanto, também descobrimos que Deus, em sua graça, nos permite reconhecer nossos descaminhos e reconstruir nossas vidas. É assim que olhamos para a prática da homossexualidade: um descaminho a ser reconstruído pelo Deus criador, na consciência de que, quando buscado, Deus é encontrado como um Deus de graça.

Estamos conscientes de que há outras práticas que negam o amor de Deus, entristecem o seu coração e desestruturam a nossa vida pessoal e coletiva. Cada uma dessas práticas deve ser reconhecida e caminhos de mudança devem ser buscados. Mas hoje o nosso enfoque está na prática da homossexualidade e na tentativa da sua legitimização e até imposição a toda uma nação. Nós, como igreja de Jesus Cristo, precisamos nos opor a esta proposta e afirmar a heterossexualidade como a expressão saudável que conduz à construção de uma sociedade de harmonia e bom exercício de cidadania, sob a marca do amor criador e da graça renovadora de Deus. Precisamos também nos manifestar radicalmente contrários a qualquer tentativa de cercear a liberdade de expressarmos, tanto privada como publicamente, aquilo que entendemos ser a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós, para as nossas famílias e para a nossa sociedade.

Hoje nós conclamamos a nação brasileira, como um estado laico que deve zelar pelo direito de todos, para a construção de uma sociedade que tenha a marca da justiça e do amor e que se oponha ao controle de qualquer minoria que queira patrulhar outros grupos e expressões que lhe sejam diferentes. Hoje, conclamamos a nação brasileira a que se deixe encontrar por Deus através do evangelho, no qual Jesus diz que veio trazer vida em abundância para todos e que todos encontrassem o caminho da sua prática de vida pessoal e comunitária no seguimento a ele.

Por uma nação livre e democrática!
Brasil, maio de 2011.

Coordenadoria da Aliança:

Christian Gills
José Carlos da Silva
Maria Luiza Targino A. Queirós (Nina)
Oswaldo Prado
Robinson Cavalcanti
Valdir Steuernagel
Wilson Costa, Coordenador Executivo

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Fonte:http://meprecife.blogspot.com/2011/06/que-o-brasil-ouca-voz-de-deus.html

PSDB teme custo eleitoral de fala de FHC sobre maconha

03.06.2011

Do blog OS AMIGOS DO BRASIL
Por Helena


Na campanha da eleição de 1885 contra o Jânio Quadro, FHC declarou que em meados dos anos 60 fumou maconha, por isso, Jânio disse que ele poderia incluir a maconha na merenda escolar. Resultado: perdeu a eleição para a prefeito de São Paulo. Agora, com o intuito de cativar votos dos jovens nas próximas eleições, Fernando Henrique Cardosoquer a liberação da maconha, até aconselha que se faça plantação caseira. No entanto, enquanto estava ocupando a presidência da república defendia a repressão às drogas.

Segundo matéria publicado hoje na Folha, os tucanso estão com medo da fala de FHC.

O discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela descriminalização da maconha tornou-se uma preocupação eleitoral para alguns dos principais nomes de seu partido, o PSDB.A defesa da adoção de políticas alternativas para usuários de drogas ganhará mais destaque a partir de hoje com a estreia do documentário “Quebrando o Tabu”, que é estrelado por ele, nas maiores cidades do Brasil.

No filme, FHC conta experiências de países que adotaram medidas alternativas à punição dos usuários de drogas, ao lado de políticos como os ex-presidentes Bill Clinton (EUA) e Ernesto Zedillo (México).

A bandeira contraria opinião majoritária da cúpula do PSDB. O ex-governador José Serra foi o primeiro a externar a interlocutores sua preocupação com o tema.Então candidato à Presidência, Serra disse, em sabatina da Folha, no ano passado, ser contra a descriminalização das drogas. “Não sou a favor. Para nenhuma delas.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, compartilha da opinião, mas relativiza o debate. “Embora minha posição seja contrária à legalização, entendo que o debate é positivo”, disse.O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), também manifesta inquietação. “Preocupam-me determinadas circunstâncias dessa proposta. Mas acho que FHC tem autoridade política e moral para sustentar suas ideias.”

A ênfase às palavras “suas ideias” não é ocasional. O PSDB se empenhará para mostrar que a descriminalização é uma bandeira do ex-presidente, não do partido.
“Todo fato de repercussão pode influir no ânimo do eleitor. Mas ainda é cedo para mensurar se esse impacto será positivo ou negativo. Eu sou contra. Mas isso nunca foi discutido no partido”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).
Em entrevista à coluna Mônica Bergamo no último domingo, FHC deu sinais de que conhece a contrariedade do partido. “Se você não tiver coragem de ficar sozinho, não é um líder”, disse
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Fonte:http://osamigosdobrasil.com.br/2011/06/03/psdb-teme-custo-eleitoral-de-fala-de-fhc-sobre-maconha/

Mais um agricultor é assassinado no Pará. Para Kátia Abreu, é nornal

03.06.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O agricultor Marcos Gomes da Silva, 33 anos, foi assassinado a tiros, diante da mulher e de outras três testemunhas, por dois homens encapuzados na zona rural de Eldorado dos Carajás. Silva teve a orelha decepada após o crime, da mesma forma que o líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, morto há duas semanas, juntamente com sua mulher, Maria do Espírito Santo. A notícia do assassinato, o quinto na região amazônica em duas semanas, chegou ao governo na tarde desta quinta-feira, 2, e levou a presidente Dilma Rousseff a convocar uma reunião com governadores da Região Norte e a anunciar uma ação militar de emergência, batizada de Operação de Defesa da Vida.

No dia em que mais um trabalhador rural foi morto no campo, a senadora Kátia Abreu (TO) classificou de "oportunismo" o tratamento dado às mortes, que, segundo ela, são crimes comuns. Nas últimas semanas, cinco ativistas foram assassinados.  Leia aqui

O superintendente da Polícia Civil em Marabá, delegado Alberto Teixeira, afirmou que a vítima não tinha inimigos nem era um líder da comunidade, que reivindica ser assentada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. "Pode ter sido um assassinato aleatório para atrapalhar as investigações sobre o crime ocorrido em Nova Ipixuna", disse o delegado, referindo-se à morte do casal de extrativistas do Pará. Segundo ele, não há evidências de que o assassinato do agricultor tenha sido resultado de conflitos por terras.

Tragédia. A agonia de Gomes da Silva começou na tarde de quarta-feira, 1º, quando ele construía uma ponte sobre um córrego perto do local onde morava com a família. Dois encapuzados chegaram atirando. Atingido no abdome, ele saltou no rio e se escondeu no matagal, segundo Djesus Martins de Araújo, coordenador do acampamento.

Após a saída dos agressores do local, o agricultor procurou ajuda na casa de um vizinho. Eram cerca de 16h, e somente cinco horas depois os acampados conseguiram um carro para transportá-lo até Eldorado dos Carajás - cidade que foi palco de um massacre de 19 sem-terra em 1996.

No caminho, porém, os acampados tiveram de parar, pois a estrada estava bloqueada com estacas. Os encapuzados surgiram, retiraram Gomes da Silva à força do carro e atiraram. Os acompanhantes, sob a mira de uma pistola e de uma espingarda, deram meia volta.

Somente no dia seguinte os agricultores puderam resgatar o corpo e avisar a polícia, já que não há telefone no acampamento. Depois de resgatar o corpo, a polícia o transportou até Marabá, onde as testemunhas prestaram depoimento. Além da orelha decepada, Gomes da Silva teve ferimentos no pescoço que, em um primeiro momento, a polícia interpretou como uma tentativa de degola. Mais tarde, o delegado Teixeira disse que os cortes poderiam ter sido provocados pelos próprios tiros.

O coordenador do acampamento disse que as cerca de 25 famílias que ocupam o local desde 2009 nunca sofreram ameaças ou foram importunadas por pessoas que reivindicassem a propriedade das terras.

José Batista Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Marabá e ativista pela reforma agrária, afirmou que é "precipitado" descartar conflitos agrários como possível causa para o assassinato. "Os acampados reivindicam a posse de áreas que haviam sido compradas para a formação de uma fazenda", afirmou o advogado.

Planalto. Em Brasília, Dilma convocou os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Jobim (Defesa), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), além dos governadores Simão Jatene (Pará), Omar Aziz (Amazonas) e Confúcio Moura (Rondônia) para discutir as mortes recentes na região. A única medida anunciada foi o envio de tropas à área de conflito, uma operação conjunta das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar. A operação não tem data para começar.

O ministro da Justiça admitiu, após o encontro, que a montagem de uma operação militar é uma receita tradicional. Insistiu, porém, que , o governo não está "jogando palavras ao vento". "O momento é diferente. Apesar de ser uma ação do governo federal, estão envolvidos desta vez a Justiça e o Ministério Público", afirmou. Cardozo fez cobranças ao Judiciário e admitiu a necessidade de investimentos no Ministério Público e nas delegacias. "É preciso fazer inquéritos policiais e ações judiciais rápidos".

"Não é a primeira vez que se discute isso. Os crimes precisam ser esclarecidos e os culpados punidos", disse o governador do Pará, Simão Jatene, que era vice-governador em 1996 quando ocorreu o massacre de 19 sem-terra em Eldorado do Carajás e governador em 2005, ano do assassinato da religiosa Dorothy Stang. Agência estado
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/06/mais-um-agricultor-e-assassinado-no.html

A antielitização latino-americana

03.06.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por Amílcar Salas Oroño* – Página/12



As elites latino-americanas enfrentam uma crise de identidade e estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Essas elites perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico. Mas olhar “para fora” hoje em dia não é motivo de muito entusiasmo. O artigo é de Amílcar Salas Oroño.

1. Boa parte das forças políticas opositoras latino-americanas evidenciam hoje uma crise de identidade. Encontram-se em um pântano de ideias, uma frustração frente a certas propostas políticas impulsionadas por alguns governos da região. Trata-se de uma situação que não é simplesmente de superfície: no fundo, ocorre que as elites latino-americanas estão vendo encurralada sua capacidade ideológica para transfigurar seus interesses privados em projetos políticos majoritários próprios ou afins. Neste sentido, um processo de antielitização latino-americana parece também estar constituindo a cena contemporânea.

2. O dilema para estas forças opositoras é que elas incorporaram quase como único e relevante princípio de ação aquilo que é indispensável para as elites: reeditar uma possível “harmonia” dos interesses sociais, tornarem-se os garantidores de uma sociedade sem conflitos na qual primem os mecanismos “naturais” de resolução de demandas, junto com as posições de privilégio. Frente às “desmedidas” dos governos, a importância prática do “equilíbrio”. Pode-se dizer que elites e forças opositoras se mimetizam, ou melhor, se complementam: os setores opositores funcionam como descarga discursiva das elites, com o apoio dos meios massivos de comunicação. Mas essa mesma pretensão do “fim dos conflitos” apresenta hoje em dia sérios problemas para relançar-se teoricamente em alguns países.

3. Não é no nível concreto da geração de riqueza ou em fatores de poder que as elites perderam terreno, mas sim em uma dimensão que também resulta fundamental para a dialética social: os imaginários coletivos. As elites não estão conseguindo atravessar e organizar discursivamente há algum tempo os diferentes níveis de linguagem das sociedades. Como dado eloquente, cabe destacar que as manchetes do Clarín e do La Nación, na Argentina, do ABC, no Paraguai, ou do Estadão e da Folha de São Paulo, no Brasil, já não geram a mesma comoção na opinião pública. Neste sentido, a capacidade das elites para promover uma extensão de seus (auto) princípios de legitimação – com seus valores, modelos de relações sociais e metas coletivas – está fortemente afetada; é como se uma brecha tivesse sido aberta entre suas interpretações e os imaginários coletivos.

Esta circunstância se deve, fundamentalmente, ao fato de que as elites periféricas perderam seus pontos de referência. Elas sempre se refugiaram e se legitimaram em seus vínculos com os países centrais e na promessa de trazer o exterior para o continente como modelo para a modernização do arcaico e do periférico. Mas olhar “para fora” hoje em dia não é motivo de muito entusiasmo: crises especulativas com prejuízos na casa dos bilhões, deslocamento forçado de contingentes de imigrantes, perseguições religiosas, modelos de sociedade baseados na redução salarial e no ataque a direitos adquiridos, ou então o avanço de valores como os que impulsionam o Tea Party, nos EUA, ou os partidos de direita na Suécia e na Hungria.

4. Esta desorientação habilita, por sua vez, o giro “antielitista”: arraigam-se outros princípios ordenadores nos imaginários latino-americanos. Há novos sentidos comuns e outras dinâmicas – e outras maneiras de descrevê-las – vinculados com as agendas públicas de certos países: se no Brasil, talvez pela primeira vez em sua história, percebe-se coletivamente a possibilidade de uma mobilidade social para os setores subalternos, isso se deve ao impacto de determinadas políticas, como a reversão da primazia do trabalho informal sobre o formal ou os milhões de novos estudantes que tiveram acesso à universidade; na Venezuela, o declarado “anti-imperialismo” cultural e institucional construiu, como mostram alguns estudos, outros tipos de interação e modelos de relações sociais, inclusive domésticas, a respeito do que implica uma sociedade do consumo; o mesmo poderia se dizer sobre o “bem viver” no Equador ou Bolívia, capítulos constitucionais que, burocraticamente, colocam reparos práticos às tentações neoextrativistas e, ao mesmo tempo, reasseguram sua particularidade política histórica: a inclusão de identidade indígena em seus projetos; ou na Argentina, onde a “democratização” de certos aspectos cotidianos, como o matrimônio igualitário ou a pluralidade da informação, reconfigura o caráter do significado do progresso pessoal.

5. Estas fórmulas, que lutam espiritualmente com outras não tão auspiciosas e também creditáveis aos governos em questão, atravessam os imaginários sociais e se incorporam aos universos simbólicos da cidadania, orientam e organizam a absorção das interpretações circulantes: de alguma maneira, constituem-se nas barreiras ideológicas que encontram as elites para impor suas ideias. Não se trata, como diz Beatriz Sarlo, de uma simples “batalha cultural”; deve reconhecer-se como um avanço político o fato de que os modelos societários das elites estejam sem possibilidades de movimento e capilaridade. 

Isso não anula a debilidade e a falta de organicidade com as quais se dão as mudanças, ou que apareçam fricções no interior das coalizões governamentais: ocorre no Equador com a Aliança País e os movimentos sociais, com Dilma Rousseff e a bancada parlamentar do PMDB, ou entre o governo e a CGT na Argentina. Mas essas fricções não são em torno de outros mapas conceituais, como gostariam os meios de comunicação conservadores e as elites, mas sim no interior de um mesmo quadro de ideias – assumidos com maior ou menor honestidade pelos atores – precisamente aquele que, posto em movimento, gera uma antielitização das linguagens de baixo para cima.

6. Os imaginários sociais não são realidades secundárias: ali também se colocam questões chave para o futuro. Está claro que não há condições objetivas para uma radical “mudança de época” na América Latina. No entanto, há certas condições subjetivas, no plano dos imaginários, que parecem ter dado um salto otimista, e que são consequência da interação com certas políticas públicas; daí a crise de identidade e de perspectiva de certas elites e forças opositoras. A região apresenta uma diferença em relação a outras latitudes: ao invés de levantar muros entre comunidades, talvez seja o momento para assumir em sua verdadeira dimensão conceitual aquilo que está comprometido socialmente com a originalidade latino-americana; como insistia José Carlos Mariátegui: nem imitação, nem cópia...criação heroica.

(*) Professor do Instituto de Estudos da América Latina e Caribe, da Universidade de Buenos Aires.

Tradução: Katarina Peixoto

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17855

O desastre eleitoral de Berlusconi

03.06.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Achille Lollo*, no jornal Brasil de Fato:

Nas 20 cidades onde os eleitores foram votar no segundo turno, os candidatos da esquerda e do centro-esquerda ganharam em 13, entre as quais Milão - a capital da indústria italiana – e Nápoles, a principal cidade do centro-sul. Uma derrota que foi definida por dois elementos: a grande participação de eleitores e a opção para candidatos que representavam os anseios do movimento popular. Enfim uma vitória que para muitos é considerada o início de uma nova libertação política, o fim do controle-social de Berlusconi e a rejeição da direita.

Depois de 19 anos de governos direitistas em Milão, o advogado Giovanni Pisapia – candidato da esquerda (Rifondazione, Movimento, PD e IDV) conquistou a prefeitura de Milão considerada, também a capital política do “berlusconismo”. Uma prefeitura que sempre foi o objetivo estratégico dos separatistas da Liga Norte, aliados históricos de Berlusconi. Com esta vitória a esquerda e, sobretudo, o povo de Milão rompeu a ícone administrativa da Direita, do momento que Giovanni Pisapia ganhou com 55,1% dos votos deixando para traz a rancorosa prefeita, Letizia Moratti, com só 44,9%. Um resultado que para os analistas mais objetivos foi um desastre político e ideológico para a Direita e que desde já influencia o referendum de 12 de junho que prevê a revogação das leis para a construção das centrais nucleares, a privatização da água e o cancelamento dos crimes do “Cavaliere Berlusconi”.

Em Nápoles 65,4%

A vitória de Luigi de Magistris em Nápoles, com 65,4% dos sufrágios, é considerada o cerne dessa campanha do momento que o candidato não é um profissional da política, não está ligado aos aparelhos partidários e em função do apoio popular derrotou nas primárias e depois nestas eleições o próprio candidato dos reformistas do PD (Partido Democrático). E representando a mítica figura do rebelde napolitano, "Masaniello”, foi enfrentar e derrotar o “rico” candidato de Berlusconi, por sua parte apoiado "em off pela camorra”, ou seja, a poderosa máfia napolitana.

Luigi De Magistris - um jovem juiz que conhece, muito bem, os dramas sociais do povo e da cidade de Nápoles – não recuou quando Berlusconi veio em Nápoles prometendo oficialmente de limpar a cidade do lixo e de dar uma anistia para as milhares de casas abusivas construídas nas encostas ou em terrenos baldios.

Assim a pobríssima campanha eleitoral montada pelo IDV (Itália dos Valores), Rifondazione Comunista e as Associações de Bairro incendiou Nápoles a partis dos paupérrimos “Bairro dos Espanhóis” para chegar aplaudido nas ruas mais abastadas do Vomero, onde a classe média e até a própria burguesia empresarial dividiu-se para apoiar De Magistris, esperando em um governo municipal mais transparente, competente e, sobretudo, honesto.

De fato, o voto da classe média e do empresariado foram determinantes em Nápoles, - mas como também nas outras cidades italianas - permitindo a De Magistris de registrar a percentagem mais alta de vitória, 65,4%, nesta eleição. Um resultado inesperado que aconteceu porque estas camadas sociais (que pagam muitos impostos) se cansaram com as promessas dos representantes de Berlusconi e, sobretudo, não agüentaram mais com o asinino mau-governo da direita, que entulhou o centro e os subúrbios de Nápoles com toneladas de lixo.

Onda de rejeição

Esta foi a primeira vez que os italianos disseram abertamente “não a Berlusconi e não à direita”. E, também, esta é a primeira vez que os italianos não ficaram presos nas garras da manipulação das TVs de Silvio Berlusconi. De fato a luta por uma informação objetiva e independente levada para frente pelos jornais La Repubblica, Il Fatto Quotidiano e Il Manifesto e a valiosa resistência dos jornalista dos programas da TV2 e da TV 3 (Anno Zero, Ballarò e Parla con Me), contribuíram, bastante para que os candidatos da esquerda e do centro-esquerda ganhassem em 13 das 20 grandes cidades italianas, respectivamente: Milão (55,1%); Novara (52,9%); Pordenone (59,6%); Trieste 57,5%); Mantova (57,5%); Pavia (51,2%); Rimini (53,5%); Grosseto (57,3%); Macerata (54,5%); Nápoles (65,4%); Cagliari (59,4%); Crotone (59,4%). Nas restantes a direita ganhou por diferenças muito reduzidas ou com o apoio das máfias locais, tais como aconteceu em Reggio Calábria (região da Calábria) e Ragusa (região da Sicília).

Lição para o PD

O elemento novo dessa campanha é a apresentação e a vitória de candidatos em cidades importantíssimas e difíceis da governar, que não se encaixam no padrão social-neoliberal desejado pelos reformistas do Partido Democrático. De fato os principais líderes, D´Alema, Fassino e Veltroni, achavam mais rentável para o PD fazer alianças com os moderados da direita (Terceiro Polo) e os ex-democratas cristãos (UDC), no lugar de participar em coligações de esquerda com os grupos de Rifondazione Comunista e do movimento popular. Porém, (muitos, agora, preferem usar o termo “finalmente”) desta vez prevaleceu o veredicto das bases que participaram nas primárias do PD e do IDV para impor seus candidatos – tais como aconteceu em Nápoles ou em Milão – para depois fazer campanha com eles pelas ruas das cidades dando-lhe força e representatividade política.

Um desafio político que os estrategistas do PD já haviam definido “... um fenômeno que fará perder votos ao PD...” Porém, agora após as vitórias esmagadoras em Milão, Nápoles, Trieste e Cagliari tiveram de aceitar.

Na verdade, trata-se de um fenômeno que rompe com o bipolarismo partidário acertado, em 2006, por Berlusconi e Veltroni e que hoje é rejeitado pelas próprias bases do centro-esquerda, tal como é rejeitada a política neoliberal do Palácio. Neste âmbito o que começa a prevalecer é a opção por uma política mais transparente e mais ligada as necessidades sócio-econômicas do território.

Um processo político que está nascendo e que se não será desvirtuado pela burocracia e pelas alquimias do social-neoliberaslismo – tal como aconteceu durante em 2007 com o governo Prodi – poderá determinar o renascimento político e ideológico da esquerda na Itália.

* Achille Lollo é jornalista italiano, editor do programa TV “Quadrante Informativo”.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/o-desastre-eleitoral-de-berlusconi.html

Mais uma plataforma de petróleo nacional… Brasil Sem Miséria… e a imprensa disse que o governo e o país estava “paralizado”

03.06.2011
Do blog OS AMIGOS DO BRASIL
Por Zé Augusto

Enquanto a imprensa repercutia o samba de uma nota só da oposição por semanas, querendo transformar a saia-justa do enriquecimento privado de Palocci fora do governo, em “crise” institucional… o governo da presidenta Dilma trabalhava ao lado dos 190 milhões de brasileiros.
Estava em construção o ambicioso programa Brasil Sem Miséria. Uma evolução dos programas sociais, onde o carro-chefe é o Bolsa-família, visando resgatar até o último brasileiro que ainda vive abaixo da linha de pobreza. O plano veio a público ontem, e na platéia, batendo palmas, estava até o presidente do Banco Mundial, Robert Zoelick, interessado em copiar os programas brasileiros para levar aos países africanos.
Hoje foi a vez da plataforma de petróleo P-56 ser inaugurada em um estaleiro brasileiro, em Angra dos Reis (RJ), construída por brasileiros, para a Petrobras.
Só esta plataforma produzirá mais 100 mil barris petróleo por dia e mais 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
A deputada Luiza Erundina (PSB/SP) foi a madrinha que batizou a Plataforma.

Quem estava paralizado?

A imprensa dizia que o governo estava “paralizado”, nestas últimas semanas.
Quem está com o noticiário paralizado na pauta dos oposicionistas (que cabem numa Kombi), é a imprensa.

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Fonte:http://osamigosdobrasil.com.br/2011/06/03/mais-uma-plataforma-de-petroleo-nacional-brasil-sem-miseria-e-a-imprensa-disse-que-o-governo-e-o-pais-estava-paralizado/

Falha no IE permite roubo de senhas

03.06.2011
Do Estadao.com.br, 26.05.11
Por Agências

Um pesquisador de segurança na computação encontrou um defeito no navegador Internet Explorer, da Microsoft, que segundo ele poderia permitir que hackers roubassem senhas de acesso ao Facebook, Twitter e outros sites. Ele definiu a técnica como “sequestro de cookies”.

“Qualquer site. Qualquer cookie. O limite está em sua imaginação”, disse Rosario Valotta, um pesquisador independente de segurança na Internet que trabalha na Itália.

Hackers poderiam explorar a falha para ganhar acesso arquivos armazenados pelo navegador e conhecidos como “cookies”, alguns dos quais contém os nomes de usuário e senhas para uma determinada conta na Web, afirmou Valotta em mensagem de email.

Quando o hacker captura um cookie, pode usá-lo para ganhar acesso ao mesmo site, disse Valotta, que definiu a técnica como “sequestro de cookies”.

A vulnerabilidade afeta todas as versões do Internet Explorer, incluindo o IE 9, e todas as versões do sistema operacional Windows.

Para explorar a falha, o hacker precisa persuadir a vítima a arrastar um objeto pela tela do computador, antes que o cookie possa ser sequestrado.

A tarefa parece difícil, mas Valotta disse que conseguiu realizá-la com certa facilidade. Ele criou um quebra-cabeças no Facebook que desafiava os usuários a “despir” a foto de uma mulher atraente.

“Coloquei o jogo no Facebook e em menos de três dias meu servidor recebeu mais de 80 cookies”, disse. “E só tenho 150 amigos em minha lista.”

A Microsoft afirmou que não existe grande risco de um hacker obter sucesso com uma trama de sequestro de cookies.

“Dado o nível de interação requerido do usuário, a questão não é vista por nós como de alto risco”, disse Jerry Bryant, porta-voz da companhia.

“Para que seja afetado, um usuário precisaria visitar um site suspeito, ser convencido a arrastar itens pela página e o atacante teria de ter por alvo o coookie de um site ao qual o usuário estivesse conectado naquele momento”, disse Bryant.

REUTERS
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Fonte:http://blogs.estadao.com.br/link/falha-no-ie-permite-roubo-de-senhas/

Eleição desmascara a mídia do Peru

03.06.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Julia Nassif de Souza*, na revista Caros Amigos:


A eleição à presidência no Peru se aproxima e temas fundamentais como a liberdade de imprensa ocupam espaço em um debate marcado pela desconfiança sobre a capacidade democrática de ambos os candidatos, tecnicamente empatados segundo as últimas pesquisas eleitorais.

Diariamente surgem denúncias, vídeos e declarações nos meios de comunicação que, em sua maioria, parecem já não terem rédeas para conter as pressões e manipulações políticas, principalmente oriundas da candidata fujimorista, que defende interesses de poderosas corporações no país.

Como costumava acontecer no antigo governo de Fujimori, foram entregues coroas funerárias aos diretores de um jornal (La Primera) dias atrás que, explicitamente tem apoiado o candidato Ollanta Humala.

Esse tipo de atitude antigamente era realizado pelo Grupo Colina, um esquadrão da morte de Fujimori, responsável pela guerra contra o grupo Sendero Luminoso e por diversos assassinatos e violações de direitos humanos que, até hoje, é anunciado pelo próprio Fujimori como sendo um grupo clandestino, que atuava sem autorização do governo, por mais que esse tivesse assinado e aprovado tais planos de ação.

Subornos e mudanças repentinas das regras empresariais foram alguns dos grandes escândalos vividos pelo fujimorismo, principalmente através do ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos, denunciados publicamente pelas gravações feitas pelo próprio assessor.

Durante os dez anos de governo do Fujimori, jornalistas e donos de meios foram perseguidos e amedrontados por ameaças aos que não apoiassem o governo ou ainda denunciassem os atos de corrupção e terrorismo de estado no período ditatorial.

A democracia dos dias atuais não impediu que, além de ameaças, jornalistas fossem despedidos por não acatarem a deliberação editorial a favor da candidata Keiko Fujimori, no Canal N, do grupo El Comercio, um dos mais importantes grupos de comunicação do país. Outros episódios de não menor valor também foram relatados em todo o país, através do IPYS (Instituto Prensa y Sociedad) e de outras entidades de Direitos Humanos.

A jornalista Patricia Montero, umas das demitidas, trabalhou durante 12 anos no Canal que, segundo ela, sempre teve muita credibilidade, desde sua criação. O Canal, inclusive, desempenhou um importante papel na queda da ditadura de Fujimori e sempre tentou manter uma posição neutra e plural dos acontecimentos, comenta Patricia.

Não foram dados motivos concretos para a sua demissão, assim como aconteceu com o jornalista do mesmo canal José Jara, que receberam como justificativa a entrada de um novo diretor no Canal, em pleno período eleitoral, acompanhado de sua nova equipe de produção.

Enquanto isso, os grandes meios não somente ignoram, mas terminam transferindo as desconfianças ao militar Ollanta Humala que, em uma disputa desigual por espaço e em uma tentativa de se aproveitar de tal situação, rebate aos ataques simultâneos com respeito a sua capacidade democrática de governar e responde com promessas públicas as dúvidas levantadas pela grande mídia.

Como resultado de tamanha manipulação de um meio de comunicação, alguns jornalistas consagrados tem se manifestado publicamente em defesa da liberdade editorial, mesmo no próprio Canal N que teve sua exposição fragilizada pelos últimos acontecimentos. Porém, essa foi uma atitude excepcional, já que se pode notar os jornais, revistas e programas televisivos claramente influenciados por favores políticos.

Além da invasão político-partidária nos meios de comunicação, é preocupante constatar a ausência de denúncias e a falta de iniciativa pessoal de jornalistas e funcionários da comunicação, com respeito às diretivas editoriais do meio onde trabalham.

É explicita a manipulação assim como também é clara a despolitização e o medo dos funcionários midiáticos limitados por uma linha editorial manipulada. A liberdade de imprensa peruana está ameaçada não somente por interesses políticos, mas também pelos funcionários que calam e consentem nos meios onde trabalham.

Tudo isso é resultado de um modelo que não protege seus trabalhadores e que, desde Alberto Fujimori, e reforçado pelas tentativas de decretos de Alan Garcia, busca criminalizar atos de protestos e manifestações sociais e trabalhistas no país. Essa é uma das grandes preocupações que trabalhadores independentes e organismos de defesa dos direitos humanos no Peru veem combatendo incessantemente em uma campanha aberta contra a volta do fujimorismo.

O segundo turno da eleição presidencial peruana acontecerá no próximo dia 5 de junho.

* Júlia Nassif de Souza é antropóloga e comunicadora social
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/eleicao-desmascara-midia-do-peru.html