domingo, 29 de maio de 2011

Época não merece desmentido. Merece processo

29.05.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Os médicos Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico, e Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês, por solicitação da Presidenta Dilma Roussef, emitiram agora à tarde um longo e detalhado relatório sobre os atendimentos prestados a ela.
Tratam em detalhes e com absoluta transparência todo os diagnósticos e terapêuticas relativos a eles.
O assunto de interesse público – a saúde da Presidenta – foi tratado com uma transparência ímpar. Aliás, sempre foi, mesmo quando ainda candidata.
Mas não foi transparência o que fez a Época. Foi violação de documentos médicos  privados  -  e cuja divulgação só pode ser feita por autorização do paciente, segundo resolução nº1605/2000, do Conselho Federal de Medicina.
A revista teria todo o direito de formular perguntas sobre a saúde da presidente a ele ou a seus médicos. Mas está confesso nas próprias páginas da revista que “Época teve acesso a exames, a relatos médicos e à lista de medicamentos usados pela presidente da República”. Não foi, repito, informação sobre assuntos ou políticas públicas. Nem mesmo um diagnóstico ou prognóstico que, por sério, pudesse ter interesse para a sociedade. Foram detalhes personalíssimos, que a ninguém dizem respeito.
Isso é crime, previsto no Art. 154 do Código Penal. Tanto quanto é crime a violação de um extrato bancário, de qualquer pessoa. Crime para quem viola o que está sob sua guarda, seja um profissional hospitalar ou um gerente de banco, quanto para quem o divulga, sabendo que foi obtido de forma ilícita.
Não havia um crime a denunciar, um perigo a prevenir, algum direito de pessoa ou da sociedade a proteger, com a divulgação.
A intenção, prevista na lei de “produzir dano a outrem” está marcada pela fotografia “fúnebre” da capa e pela reunião maliciosa entre o uso de remédios para uma infecção – a pneumonia – com outras situações que nada têm a ver com ela – o hipotireoidismo, por exemplo – e até substâncias de uso tópico para aftas, como o bicarbonato de sódio e o Oncilon.
Isso nada tem a ver com o dever de dar informações sobre a saúde de uma pessoa pública.  Tanto que elas são e foram dadas sempre, nos boletins médicos.
A motivação foi política: gerar medo, intranquilidade e dúvida sobre sua capacidade de governar. O que se praticou foi um crime – e não apenas um violação ética, o que já é grave – e crimes devem merecer responsabilização.
Mas, aqui, no país onde o inimigo político é culpado até que prove sua inocência (e olhe lá), pretender que a imprensa aja dentro da lei é “perseguição”.
PS. Senti falta da nossa blogosfera progressista para falar deste absurdo e do assanhamento tucano em demolir o governo que o povo elegeu. Será o frio que está fazendo hoje? (Em tempo, o Azenha deu divulgação a esta maracutaia farmacêutica da Época)
nº1605/2000, do CFMÉpoca teve acesso a exames, a relatos médicos e à lista de medicamentos usados pela presidente da República.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/epoca-nao-merece-desmentido-merece-processo/#comment-148516

Sebastião e Isaltino já planejam eleição

29.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Entre os que se assumem candidatos a deputado federal, em 2014, está o estadual Sebastião Oliveira (PR). Sem pestanejar, o republicano admite que chegou a pensar nessa hipótese já no ano passado.

Mas optou por voltar à Assembleia Legislativa, já que havia passado pouco mais de três anos como secretário estadual dos Transportes. “Não há dúvidas de que é desestimulante para quem quer trabalhar ter que passar muito tempo em uma Casa que não legisla sobre matérias financeiras ou administrativas. Esse é o grande problema do cargo de deputado estadual”, lamenta Sebastião.

O deputado afirma já ter comunicado ao presidente estadual do PR, o deputado federal Inocêncio Oliveira, que 2010 foi sua última eleição para a Alepe. Ele ainda negou quaisquer intenções de disputar espaço com o também federal Anderson Ferreira (PR). “Cumpro meu ciclo nos próximos quatro anos. Já comuniquei para as minhas bases a pretensão de ser candidato a deputado federal em 2014. Não vejo problemas em que o partido tenha três candidatos à Câmara Federal. Quero construir meu espaço. E com a experiência que tive como secretário estadual, digo que posso contribuir muito mais com Pernambuco como deputado federal do que como estadual”, aponta Sebastião Oliveira.

Autointitulado como um nome certo para deputado federal, em 2014, Isaltino Nascimento (PT) ressalta o leque de opções que possui um parlamentar, em Brasília, para contribuir com seu Estado. “A Assembleia tem um limite para muitas das demandas da política com a qual possuo vinculação. Na Câmara Federal, você tem uma possibilidade maior de atuar. Tem bandeiras nas quais atuamos a nível estadual que surgiram de base para leis federais, por exemplo”, justifica o atual titular da pasta de Transportes.

CONJUNTURA

Outros nomes que surgem para a disputa são os de Sílvio Costa Filho (PTB), Betinho Gomes (PSDB), André Campos (PT) e Pastor Cleiton Collins (PSC). No entanto, segundo informações de bastidores, como esses quatro nomes também estão ligados às eleições municipais de 2012, a conjuntura para o pleito federal de 2014 seria tratado depois. Braço direito de Inocêncio Oliveira, o secretário estadual de Turismo, Alberto Feitosa (PR), licenciado da Alepe para ocupar a Secretaria etadual deTurismo, não confirmou as especulações. Sua potencial candidatura dependeria da aposentadoria de Inocêncio
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/640346-sebastiao-e-isaltino-ja-planejam-eleicao

Pesquisas convergem para empate no Peru

29.05.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Manifestantes protestam com retratos que "mesclam" Keiko e o pai, Alberto Fujimori, condenado por corrupção e cumplicidade com assassinatos

Manifestantes protestam com retratos que "mesclam" Keiko e o pai, Alberto Fujimori, condenado por corrupção e cumplicidade com assassinatos
Hoje é o último dia para divulgação de pesquisas de opinião no Peru, pela lei daquele país. Outras pesquisas sairão, provavelmente, como aconteceu o primeiro turno, com a alegação de que foram distribuídas apenas para a imprensa estrangeira.

Seja como for, os institutos de pesquisa ligados à mídia local – toda ela mobilizada num apoio militante à direitista Keiko Fujimori – já estão dando uma “recuada” nos números que, até o meio da semana, apresentavam para mostrar uma vantagem crescente da filha do ex-presidente Alberto Fujimori sobre o nacionalista Ollanta Humala.

O maior deles, o Ipsos Apoyo – o Ibope local – reduziu para um ponto a vantagem, que tinha apresentado, há cinco dias, como sendo de 2,8%. Antes, dizia que Fujimori tinha 51,4% frente a 48,6% de Humala, com margem de erro declarada, de 2,2%.

Agora, aponta 50,5 para Fujimori e 49,5 para seu adversário. Muito próximo do que divulguei aqui, na sexta-feira, com o meio ponto de diferença registrado pela pesquisa da Universidade Católica do Peru.

Hoje, às 21 horas de Brasília, os dois candidatos se enfrentam num debate decisivo na televisão. Apesar de a mesma pesquisa dizer que, para 48% o debate não influirá na decisão de voto, a diferença é tão pequena que pode ser tirada apenas entre 0s 15% que admitem que decidirão seu voto pelo enfrentamento desta noite.

É capaz de haver transmissão pela internet. Se eu conseguir o link, coloco aqui para quem se interessar.
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Fonte:http://www.tijolaco.com/pesquisas-convergem-para-empate-no-peru/

Três líderes expõem a imagem da base

29.05.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Eugênia Lopes e Denise Madueño, estadao.com.br

O palco da negociação e votação do Código Florestal armado no plenário da Câmara expôs na semana passada três personagens da política que tendem a ficar nos holofotes por toda a legislatura. E o Planalto pode ver aonde, de maneira explícita, pelo menos dois deles querem chegar.

Nos discursos, nas articulações e nas conversas de pé de ouvido, os deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), todos da base aliada da presidente Dilma Rousseff, expuseram o tamanho do problema de articulação política que o governo enfrenta. O arco de alianças, que já foi de uma dezena de partidos na campanha eleitoral, ganhou mais cinco adesões depois da vitória.

Foi nesse mar aberto de apoio de todos os tons partidários, de interesses fisiológicos ostensivos e pouca ou nenhuma ideologia definida, que os três centralizaram na semana passada as atenções. Henrique Eduardo Alves, que só pensa naquilo, na campanha para chegar ao comando da Câmara, teme Aldo Rebelo, que passou a ser um pré-candidato sempre temido desde que, em 2005, correndo por fora, ganhou o que Alves mais deseja.

Vaccarezza é um deputado com trânsito superior aos demais petistas entre todas as correntes da Câmara, dentro e fora do PT, mas é um líder atormentado por derrotas desde que assumiu a liderança do governo, no final do segundo mandato do ex-presidente Lula.

Ele estreou com uma derrota acachapante, em fevereiro do ano passado, quando foi votado o projeto do Fundo Social do pré-sal, o primeiro dos quatro projetos do pacote de regulamentação do setor. De lá para cá, Vaccarezza é um líder em que as ações de redução de danos são mais evidentes do que as vitórias explícitas.

Enquanto Vaccarezza sobrevive em meio a uma base elástica, Henrique Eduardo Alves e Aldo Rebelo exercitam-se em estratégias individuais, mas que, pelo menos no Código Florestal, botou os dois na condição de aliados. Aldo e o PC do B convivem mal com o espaço assombrado que um PT naturalmente forte lhes reserva depois de três mandatos presidenciais seguidos.

Alves é um aliado camaleão, um líder que aceitou botar o PMDB ao lado de Dilma na campanha por não ter o seu candidato do coração na disputa, o tucano mineiro Aécio Neves. A tendência, como a votação do Código Florestal mostrou, é que o PMDB votará com o governo quando apenas e tão somente os interesses forem coincidentes.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/tr%C3%AAs-l%C3%ADderes-exp%C3%B5em-a-imagem-da-base-1

MEU PALPITE: PALOCCI FICA

29.05.2011
Do blog BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho




Até onde Palocci resiste e Dilma segura Palocci?
Pelas condições de tempo e temperatura no momento em que começo a escrever, meio dia desta terça-feira, meu palpite é que o ministro Antonio Palocci fica na Casa Civil _ pelo menos, até a próxima crise, ou seja, se alguma nova denúncia contra ele for feita pela imprensa.
Mas, depois de tudo o que já foi revelado, como o faturamento extraordinário de R$ 10 milhões da consultoria do então coordenador da transição do governo Lula para o governo Dilma, em apenas dois meses, o que de mais grave pode aparecer?
A presidente Dilma Rousseff sabe que, se for obrigada a abrir mão de Palocci agora, antes de completar seis meses no cargo, seu governo ficará fragilizado muito cedo.
Por isso, acredito que ela fará de tudo para mantê-lo no cargo, apesar de todo o desgaste que o governo já vem sofrendo. Esta semana é decisiva na luta do governo para segurar Palocci e mudar de assunto. Faz mais de duas semanas que não se fala em outra coisa.
O problema é que o silêncio de ambos joga contra a credibilidade do governo e, em algum momento, o ministro e a presidente Dilma vão ter que dar explicações ao país.
Uma das muitas perguntas que todo mundo se faz é a quem interessa enfraquecer o ministro-chefe da Casa Civil. Palocci não é um ministro qualquer. É o pau da barraca deste governo.
Se não interessa à oposição, com Aécio e Serra, os dois principais líderes tucanos, até saindo em defesa de Palocci, só pode ser o popular “fogo amigo”. E quem será este amigo?
Por trás de tudo, a meu ver, está a disputa fratricida da base aliada por mais cargos e mais poder no governo. Só o PT tem uma lista de mais de 100 nomes aguardando uma boquinha no segundo escalão. E quem decide tudo nesta área é justamente Antonio Palocci.
Quatro senadores de quatro partidos diferentes, dois deles da base aliada, sem maior expressão, pediram segunda-feira a demissão de Palocci, o que não quer dizer nada.
O gigante oposicionista ACM Neto, líder do DEM, um partido em franco processo de desintegração, e o ex-comunista Roberto Freire, do PPS, são os mais empenhados na abertura de uma CPI. Também vão ficar esperando.
Depois de um fim de semana sem novidades, o jornal O Globo de terça-feira dá como manchete que o “principal assessor de Palocci mantém consultoria privada”. Perto do que a Folha já publicou sobre o fenômeno da sua multiplicação patrimonial por 20 em apenas quatro anos, a denúncia contra o seu assessor Branislav Kontic, que o acompanha desde 2006, não acrescenta muito combustível à fogueira.
A cada enxadada da imprensa, aparecem mais minhocas de variados tamanhos, mas não se pode falar numa campanha para derrubar Palocci. Ao contrário, a grande mídia está procurando preservar até onde pode o ministro e a maioria dos seus colunistas tem lhe dado um tratamento gentil diante da gravidade da situação em que se encontra. Fosse outro qualquer, a ofensiva certamente seria muito maior.
A grande ironia da história é que, com esta propaganda toda, o passe de Antonio Palocci fica mais valorizado no mercado, para usar uma expressão dele mesmo.
Com a sua queda, no momento improvável, quem mais sairia ganhando seria o próprio Palocci, que só está perdendo dinheiro com o salário de ministro.
O que todos se perguntam é até onde Palocci resiste e até onde Dilma segura Palocci. Acho mais fácil o ministro jogar a toalha do que a presidente demití-lo. Até o final da semana, saberemos o final da novela.
Tudo vai depender das explicações que Palocci vai dar à Procuradoria Geral da República. Se forem convincentes, estará mais uma vez absolvido e permanece no cargo. Caso contrário, não restará outra alternativa a Dilma do que procurar um substituto para Palocci, o que não será fácil.
De qualquer forma, com o ministro ficando ou saindo, a verdade é que o episódio rendeu um grande desgaste ao governo, que vivia uma lua de mel com a imprensa e a opinião pública. Isso não é bom para ninguém, nem para a oposição, num momento em que a economia enfrenta um período de dificuldades aqui dentro e lá fora.
Só nos resta torcer para que a presidente Dilma recupere plenamente sua saúde física, depois de uma forte pneumonia, e a saúde política do seu governo, que está apenas começando. Afinal, estamos todos no mesmo barco em meio a um mar revolto.

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/05/24/meu-palpite-palocci-fica-2/

A gambiarra e o jeitinho brasileiro

29.05.2011
Do blog de Luís Nassif
Por Paulo Fernando

DO BLOG FUTEPOCA
A gambiarra e o jeitinho brasileiro
Certa vez, quando morava na Irlanda, estava num pub manguaçando com um amigo polonês e nos divertíamos ensinando um ao outro palavras ou expressões dos respectivos idiomas. Lembro-me de ter aprendido o significado de curva, que, em português, caberia na expressão "vá pra curva que o pariu!". Foi então que tentei pensar numa coisa que fosse bem "brasileira", e me lembrei de "gambiarra". Mas como explicar o que é isso? Tentei linkar com "jeitinho brasileiro", mas, já meio zonzos e cada um tentando se expressar num inglês pra lá de macarrônico, ficou difícil. Tudo teria sido mais fácil, para explicar ao gringo "gambiarra" e "jeitinho brasileiro", se eu dispusesse das seguintes imagens:
Do Blog Pensamentos...
Reflexões sobre a "Filosofia do Jeitinho Brasileiro"
" O jeitinho Brasileiro é um modo de agir que implica num modo de ser do corpo e num universo conceitual que lhe é próprio" - Fernanda Carlos Borges.
A influência da mídia deturpou o jeitinho brasileiro e o transformou numa "falha no proceso de modernização que é uma das causa das mazelas no nosso País". Tudo o que se faz hoje seja pra solucionar problemas, seja pra conquistar coisas ou superar obstáculos é considerado jeitinho brasileiro. Em contrapartida as notícias de corrupção também são tratadas como jetinho brasileiro.
Que jeitinho é esse?
O jeitinho não acontece só. É necessário a presença de pelo menos duas pessoas, uma que solicita o jeitinho e outra que atende a esse jeitinho, e a grande caracterísitica desse processo é o poder de persuasão que esse jeitinho exerce no outro.
Para que seja obtido o que se requer (pelo jeitinho) é nessessário um "envolvimento emocional" entre ambos, e esse envolvimento emocional é o fundamento do sentimento ético na situação a ser tratada.
O jeitinho brasileiro é capaz de nos fazer atender a uma necessidade diante de um forte apleo emocional (muitas vezes não é ética a situação, mas o emocional é fogo...)
Enfim se faz necessário que aprendamos lidar com o imprevisível, vencer os preconceitos através da amizade, a persuasão pelo respeito à diferença e sujeição do corpo pelo respeito à vida. Lembrando que o que venhamos a fazer (seja pelo jeitinho brasileiro ou não) deve ser ético pra ser feito por mim ou por você.
Postado por Anansa B. Campos às 03:40 
Quem não tem criatividade não toma banho quente. Neste flagrante do fotografo João Guilherme (Prêmio Amop de Jornalismo), um morador do Bairro Santa Cruz, resolveu o problema de falta de pressão nas torneiras e no chuveiro colocando uma caixa d’água na copa da árvore de seu quintal. Já vi casa na árvore, mas caixa d’água na árvore é a primeira vez. O inconveniente deste “jeitinho” brasileiro deve ser que, cada vez que a árvore cresce, falta cano para abastecer o chuveiro.http://blogdomaleski.blogspot.com/2009/11/jeitinho-brasileiro.html
[jeitinhobrasileiro.jpg]

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-gambiarra-e-o-jeitinho-brasileiro

Sistema financeiro tem "elite" assalariada, com mais diploma e renda

29.05.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por André Barrocal

Recrutadoras de 'mentes agudas', segundo economista, empresas financeiras são as únicas, no Brasil, em que mais da metade dos funcionários formou-se na faculdade e uma das poucas a contar com maioria feminina. Elite de 800 mil trabalhadores do setor recebe R$ 3,8 mil mensais, duas vezes e meia a média geral no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A reportagem é de André Barrocal.

BRASÍLIA – Em março de 2009, com o mundo mergulhado na crise financeira que explodira seis meses antes, o economista Paul Krugman publicou artigo no jornal The New York Times sobre as fraudes no sistema financeiro responsáveis pela situação. O texto dizia que as finanças “atraíram muitas de nossas mentes mais agudas e fizeram algumas pessoas imensamente ricas”. Krugman referia-se especialmente à cúpula das instituições, mas a afirmação vale para o organograma inteiro delas. Ao menos no Brasil.

No fim daquele mesmo ano de 2009, o sistema financeiro era a única área da economia brasileira que tinha mais da metade dos seus trabalhadores oriunda das universidades, celeiro de “mentes agudas”. O salário médio no setor era de R$ 3,8 mil mensais. Um valor que, se não faz do dono do contracheque alguém “imensamente rico”, representava duas vezes e meia a remuneração média dos assalariados em geral, bem à frente do setor medalha de prata - infomação e comunicação (R$ 2.950 mensais).

Os números fazem parte de uma pesquisa anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quarta-feira (25/05). É o Cadastro Central de Empresas (Cempre), com estatísticas sobre setor público, empresas privadas e entidades sem fins lucrativos.

De acordo com o levantamento, em 2009, o país tinha 40,2 milhões de assalariados, dos quais só 6,6 milhões (16,5%) possuíam nível superior completo. O ganho médio de cada trabalhador era de R$ 1.540 por mês, mas alcançava R$ 3,9 mil quando o indivíduo tinha “canudo”. Nas contas do IBGE, um trabalhador diplomado recebia 225% a mais do que um que não tinha, a desigualdade mais gritante dentre todas as comparações possíves.

Ao se considerar só as empresas privadas, o Brasil tinha 28,2 milhões de trabalhadores, com um universo ainda menor de formados numa faculdade (9,3%) e um salário médio também inferior (R$ 1.410). No caso específico das empresas com “atividades financeiras, seguros e serviços relacionados”, a pesquisa identificou 806 mil trabalhadores, 51,5% deles graduados. O segundo setor mais diplomado era o de educação (48,5%). Em terceiro, o serviço público (41,%).

A elite assalariada do sistema financeiro abocanhou junta R$ 36,7 bilhões em 2009, o que dá R$ 3,8 mil por mês. No ramo da informação/comunicação, o segundo mais bem pago, o IBGE contou 712 mil assalariados, os quais faturaram R$ 17,5 bilhões ( R$ 2,950 por mês). A administração pública ficou na terceira posição, com 7,7 milhões de servidores, que receberam, em média, R$ 2,2 mil mensais.

O sistema financeiro destacou-se também porque, em 2009, era um dos únicos cinco setores, de um total de vinte tipificados pelo IBGE, em que havia mais mulheres do que homens. O grupo da maioria feminina incluía ainda saúde, educação, alojamento/alimentação e um genérico “outras atividades de serviços”.

Naquele ano, encontravam-se 41,9% de mulheres assalariadas no país (16,8 milhões), graças a maior participação delas no serviço público. Na iniciativa privada, a proporção de mulheres era menor (35%). No geral, o salário do homem superava o da mulher em 24%.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17831

Cana: a modernização é doce, mas o trabalho é amargo

29.05.2011
Do site da Revista Brasil Atual
Por  Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil


De contrastes e injustiças que persistem no campo a preciosidades do samba, do cinema e da literatura, passando pelo mercado de trabalho na China
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O contraste entre a modernização do cultivo de cana-de-açúcar e as más condições de trabalho e de vida proporcionadas aos trabalhadores do setor é um dos destaques da Revista do Brasil de maio.
A edição traz também artigo do experiente analista Wladimir Pomar, autor de quatro livros a respeito da história e da realidade chinesas. Pomar desmonta o mito de que o mercado de trabalho chinês possa servir de modelo para quem pensa em desregulamentação e precarização das relações de trabalho para tornar um país competitivo.
Você vai conhecer um estudo elaborado pelo pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela ONG Fase que mapeia cerca de 300 episódios de conflitos regionais decorrentes de ações agressivas ao meio e à saúde das comunidades. O bispo emérito de Goiás, dom Tomás Balduíno, incansável militante de 88 anos, comenta em entrevista as causas desse mapa de injustiças e fala de sua atuação junto a populações tradicionais brasileiras.
Reportagem tenta entender e explicar a febre dos adesivos de família feliz que estampam as traseiras dos automóveis, o que há de motivação, graça, exageros e até de riscos nessa mania.
Dois importantes documentaristas, João Jardim e Jorge Wolney Jr., têm seus novos trabalhos analisados. Saiba também sobre as novidades da Cinemateca Brasileira na preservação de obras de Glauber Rocha à velha Atlândida, passando pelo nostálgico Canal 100.
Também nesta edição, o pesquisador musical Carlos Monte, pai da cantora Marisa Monte, revela sua estreitíssima ligação com a música carioca de raiz, a Portela e sua tradicional velha guarda. Os segredos do queijo mineiro. E a paixão que faz do editor Abimael Silva e de seu Sebo Vermelho, em Natal, personagens singulares da paisagem literária da capital potiguar.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/59/cana-a-modernizacao-e-doce-mas-o-trabalho-e-amargo/view

Servidores se queixam dos baixos salários da saúde

29.05.2011
Do site da Revista Brasil Atual
Por  Jornal Brasil Atual


Médicos, enfermeiros, auxiliares e seguranças são alvo de críticas dos usuários do SUS

Servidores se queixam dos baixos salários da saúde
O SUS e a realidade das OSS: uma briga de foice (Foto: Divulgação)
Sindicalistas que representam os funcionários da Saúde reclamam das condições de trabalho e da falta de concursos públicos. “O clima e o desgaste em unidades administradas pelas OSS são tão grandes que a maioria dos trabalhadores não quer permanecer lá”, dizem. 
Para a diretora do Sindicato dos Trabalhadores de Saúde do Estado (SindSaúde), Maria Araci dos Santos, o problema é que, desde 2004, os trabalhadores do estado são cedidos às prefeituras, por causa da municipalização e da administração indireta das OSS. “De quem a gente deve acatar ordem, do pessoal da OSS? O estado nos cedeu à Prefeitura, mas o estado não pode nos ceder para a OSS! Há um conflito generalizado”, diz Araci. “Quando há um curso de capacitação, formação e qualificação, o favorecido é quem trabalha na OSS", conta ela, acrescentando: “por termos tempo de casa, somos chamados de ‘velhos’”. 
Outro problema é a diferença salarial existente entre enfermeiros, auxiliares e médicos. Numa mesma unidade, há profissionais, na mesma função, que ganham salários diferentes, diz Irene Batista de Paula, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo. “E quem trabalha nas OSS recebe mais que os servidores públicos”, completa. 
Hoje, o médico de uma OSS ganha salário inicial de R$ 7.000,00, que pode chegar a R$ 13.000,00 na periferia da Zona Sul ou Zona Leste, pagos pela OSS com dinheiro público. No entanto, o salário base inicial de um médico da Prefeitura é de R$ 1.272,00 e, para ganhar R$ 5.000,00 ele tem de fazer plantões extras. 
Hoje faltam 500 médicos na rede municipal. “E é fácil entender por quê”, diz o presidente do Sindicato dos Médicos, Cid Carvalhaes. “O médico é obrigado a trabalhar vulnerável a toda sorte de eventos. A Prefeitura argumenta que o médico ganha, em média, R$ 2.500,00. Mas isso só ocorre graças à folha corrida da miséria, um monte de gratificação que desaparece com o afastamento dele, especialmente com a aposentadoria. No Estado, é pior ainda: o salário base é de R$ 600,00 e só chega a valores maiores com a mesma manobra.” 
O Sindicato dos Médicos registra, em média, 20 homologações diárias de médicos do Estado e da Prefeitura. “Nunca o sindicato teve um índice tão elevado”, diz Carvalhaes.

Insatisfação geral

 Consulta demora meses (Divulgação)A saúde em São Paulo recebeu, em 2010, a nota 5,1 numa pesquisa do Irbem, os Indicadores de Referência de Bem Estar no Município. “75% da população estão insatisfeitos com o tempo médio entre a marcação de consulta e a realização do exame e 79% com os procedimentos mais complexos, como cirurgias e exames especializados.”
A referência mínima dada pelo Ministério da Saúde é de 2,5 leitos hospitalares para cada mil habitantes. São Paulo tem 3,1 leitos para cada mil. O problema é que os leitos ficam na Região Central da cidade e a periferia fica desassistida. O Plano de Metas da Prefeitura prevê a construção de três hospitais, até 2012, na Zonas Sul, Leste e Norte. Os projetos estão em fase de licitação, mas ainda há a construção, a equipagem do hospital e a contratação do pessoal para que comecem a funcionar. 
Mas e se o prefeito não cumprir o Plano? A lei não prevê punição. O prefeito tem que apresentar, até 90 dias após a posse, um programa de metas de acordo com as promessas feitas em campanha. Tudo fica registrado e ele tem de transformar em programa de governo. Se não cumprir, a população o julgará nas eleições seguintes. 

Por uma CPI da privatização

 Dep Marcolino (Foto: Divulgação)De acordo com o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT), a privatização da saúde por meio das Organizações Sociais de Saúde (OSS), um modelo tucano de gestão, deve ser impedida. “Temos de tentar barrar essa privatização promovendo o debate público com entidades, organizações e Promotorias Públicas. Para Marcolino, o atendimento médico, que já era ruim, piorou, e o controle do Estado ficou menor. “Antes, os deputados acompanhavam e gerenciavam os equipamentos públicos de saúde. “Com a intervenção privada, via OSS, a fiscalização já não é mais a mesma” , diz.  

Como se conquista


Para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa são necessárias assinaturas de 32 parlamentares. A bancada do PT tem 24 deputados e conta com o apoio de dois do PC do B, um do PSOL e um do PDT. Ficam faltando, portanto, mais quatro assinaturas para a oposição instalar uma CPI. O deputado Marcolino elegeu como uma de suas prioridades propor a mudança no regimento da Assembleia para que os pedidos de CPIs sejam protocolados de forma proporcional ao número de parlamentares de cada bancada. “Isso cria condições para os partidos apresentarem propostas e promoverem o debate para uma fiscalização mais efetiva”, diz o parlamentar.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/jornais/especial/servidores-se-queixam-dos-baixos-salarios-da-saude

Perú: Ollanta obtiene ligera ventaja

29.05.2011
Do BLOG DA FAVRE,


Recta final. Semana decisiva para captar los votos que faltan para ganar elección. Con una diferencia de menos de dos puntos, lo que suceda en los próximos días será determinante para definir al ganador de la elección presidencial.
Imasen_ultima1

Rocío Maldonado – LA REPÚBLICA

La última encuesta nacional urbano rural de Imasen –exclusiva para La República– muestra que Ollanta Humala obtiene el 43,8% de intención de voto frente al 42,5% de Keiko Fujimori, es decir, solo 1,3% separa a ambas candidaturas, por lo que cualquier acontecimiento de esta semana será determinante para inclinar la balanza hacia un lado u otro.
Al considerar solo los votos válidos, el candidato de Gana Perú obtiene el 50,8% de los sufragios frente al 49,2% de su oponente de Fuerza 2011, con lo cual la ventaja de Humala Tasso se eleva en seis décimas.
Giovanna Peñaflor, directora de Imasen, refirió que la distancia entre los dos aspirantes presidenciales es bastante reducida, y considerando los márgenes de error del estudio estamos ante un empate estadístico.
“En una situación de tanto equilibrio todo puede ser determinante: los votos del extranjero, que exista una zona que no vote, el debate, lo que digan o no digan los voceros, o también que aparezcan audios o videos comprometedores”, advirtió.
En ese sentido, dijo que la huelga en Puno y la posibilidad de que allí no se realicen las elecciones terminarían perjudicando más a Ollanta pues, si bien ambos aspirantes pierden votos, es conocido que esta zona es uno de los bastiones del nacionalismo.
Debate vital
Otro elemento decisivo para orientar el voto –mencionó Peñaflor– es el debate que se realizará hoy entre los candidatos a la presidencia de la República. “Será vital para consolidar las imágenes que han tratado de construir en estas semanas, para ganarse la confianza de la gente que no cree tanto en ellos y fundamentalmente para construir un liderazgo con miras a los próximos cinco años. En los debates hay que ser propositivos y plantear diferencias claras. En la campaña muchos aspectos han sonado parecidos y la gente quiere comparar claramente de qué están hechos uno y otro”, dijo.
Corrupción y DDHH
El sondeo muestra también que la población esperaba mayoritariamente que los temas de corrupción y derechos humanos se aborden de manera directa en la polémica. Un 75,7% y un 78,0% respectivamente se mostraron a favor de incluirlos en la discusión.
Además el 32,3% de los entrevistados dijo que no tratar el tema de corrupción beneficia a la candidata de Fuerza 2011, frente al 14,2% que consideró que beneficia a su oponente de Gana Perú.
En cuanto a los derechos humanos, el 26,8% sostuvo que obviar el tema favorece a Fujimori Higuchi frente al 16,9% que dijo que beneficia a Humala Tasso.
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Indecisos
El estudio de Imasen, realizado entre el 23 y 27 de mayo y que utilizó la metodología de simulación de voto (con cédula), muestra que a una semana de las elecciones los votos blancos, nulos y viciados alcanzan el 13,7% del electorado.
Al respecto, Peñaflor mencionó que existiría un 10% de electores que marcaron una de las dos opciones que todavía podría cambiar de opinión, puesto que no se observa un voto sólido.
“Mi impresión, por los datos que también aparecen en la encuesta, no es de votos totalmente sólidos o consolidados, en el sentido de que no son votos con fuertes identificaciones emocionales positivas sino que son votos construidos recientemente, hace pocos días o semanas, y en un clima de polarización tal que a la larga pueden variar dependiendo, por ejemplo, del debate o de lo que suceda en los próximos días”, expresó.
Lima vs provincias
El sondeo de Imasen, el último que puede ser difundido a través de los medios de comunicación por disposición legal, muestra que Humala Tasso continúa teniendo su mayor caudal de votos en la zona sur del país, donde contabilizando solo votos válidos tiene un 65% de respaldo frente al 35% de Fujimori Higuchi. También es muy fuerte en el centro con un 60% de apoyo frente al 40% de su contendora.
En contraposición, la candidata de Fuerza 2011 gana en Lima con un 58,1% de respaldo frente al 41,2% del aspirante de Gana Perú.
En el norte, la pelea está muy pareja, pues Fuerza 2011 logra el 50,5% de sufragios frente al 49,5% de Gana Perú.
Se confirma también la percepción que tiene la ciudadanía de que Ollanta Humala gobernaría para los pobres, mientras que Keiko Fujimori privilegiaría a los sectores más pudientes.

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Fonte:http://blogdofavre.ig.com.br/2011/05/peru-ollanta-obtiene-ligera-ventaja/