Pesquisar este blog

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Inscrições para o Enem 2011 começam na segunda-feira

18/05/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– As inscrições para a edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam na próxima segunda-feira (23) e prosseguem até 10 de junho. Os estudantes interessados em participar da prova deverão acessar o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para fazer a inscrição. As datas do exame foram confirmadas para os dias 22 e 23 de outubro.

O edital do Enem será publicado amanhã no Diário Oficial da União. A partir do ano que vem, a prova terá duas edições ao ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo. A primeira edição de 2012 já está confirmada para os dias 28 e 29 de abril. A data da segunda edição ainda não foi definida em função das eleições municipais que ocorrerão em outubro, mesmo mês de aplicação do Enem em anos anteriores.

Em 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem como forma de ingresso na universidade. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio privado com bolsa integral.

Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame.

Edição: Lana Cristina
*****
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-18/inscricoes-para-enem-2011-comecam-na-segunda-feira

Vista do Recife poluída por fios

18.05.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana

Além de obstruir a paisagem, fiação pendurada nos postes da capital oferece riscos à população

No Alto, Rua 7 de Setembro, na Boa Vista, e o Cais do Apolo, no bairro do Recife: só fios. Um contraste com a Rua do Bom Jesus, acima, cuja fiação foi embutida. Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS
Vida Urbana. Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS
A fiação aérea não tem prazo para desaparecer do horizonte da capital pernambucana. E não falta quem acredite que ela nunca será totalmente substituída pela fiação subterrânea, apesar da extensa lista de benefícios desta última. O principal problema é o embutimento, um processo que custa caro. O resultado está nas ruas: poucos e belos exemplos de vias livres da fiação aérea em contraponto ao emaranhado de fios que poluem o visual da cidade, oferecem riscos aos seus moradores e demandam uma necessidade maior de manutenção.

Na Rua 7 de Setembro, no bairro da Boa Vista, é impossível fotografar os prédios sem a presença incômoda dos fios, frente às fachadas. Situação oposta à da Rua do Bom Jesus, no bairro do Recife, onde o embutimento da fiação trouxe mais charme à estreita via arborizada de um dos principais pontos turísticos do Recife. Mas é só ali. Basta voltar os olhos para a Praça do Arsenal que lá estão eles, os fios, novamente.

Gerente do Departamento de Expansão de Rede da Celpe, Francisco Belo, elenca os benefícios da fiação subterrânea: a fiação não fica exposta, a necessidade de manutenção é quase nula, não há interferência de terceiros, não há problemas com a vegetação (tão comum em cidades arborizadas), nem incidência de defeitos por contato com objetos como pipas, por exemplo. Sem contar com a segurança para a população e com a menor ocorrência de episódios de falta de luz, já que a fiação está mais protegida.

Em contraposição, diz Francisco Belo, dependendo da rede, do local e da configuração física, a fiação subterrânea pode custar quatro a seis vezes mais que a convencional. O processo de embutimento, justifica Francisco Belo, requer uma obra civil que inclui a escavação da área e cabos mais reforçados, já que, devido à dificuldade de acesso, são escolhidos materais que possam durar dez a 20 anos.

“As concessionárias de energia não são obrigadas a fazer o embutimento da rede ou a criação de redes subterrâneas. A Aneel faz o cálculo da tarifa de energia com base na rede aérea. Se fosse feita com base na rede subterrânea, a tarifa seria mais alta”, disse.

O Diario entrou em contato com a Prefeitura do Recife para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa da prefeitura informou, por meio de nota, que já realizou o embutimento nas avenidas Boa Viagem e Cais da Alfândega, além das ruas Madre de Deus, Aluísio Periquito e Aluísio Magalhães. No momento, o serviço está em execução nove ruas. Os recursos (R$ 3,3 milhões) são provenientes de parceria da prefeitura com o Programa Monumenta.
*****
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/18/vidaurbana11_0.asp

Politicamente fascista

18.05.2011
Do blog ESQUERDOPATA
Por Marcelo Coelho, na Folha de S. Paulo

Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto"
O comediante Danilo Gentili pediu desculpas pela piada antissemita que divulgou no twitter. A saber, a de que os velhos de Higienópolis temem o metrô no bairro porque "a última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz".

Aceitar suas desculpas pode ser fácil ou difícil, conforme a disposição de cada um. O difícil é imaginar que, com isso, ele venha a dizer menos cretinices no futuro.

Não aguentei mais do que alguns minutos do programa "CQC", na TV Bandeirantes, do qual é ele uma das estrelas mais festejadas. Mas há um vídeo no YouTube, reproduzindo uma apresentação em Brasília do seu show "Politicamente Incorreto", em outubro de 2010.

Dá para desculpar muita coisa, mas não a falta de graça. O nome oficial do Palácio do Planalto é Palácio dos Despachos, diz ele. "Deve ser por isso que tem tanto encosto lá." Quem o construiu foi Oscar Niemeyer, continua o humorista. E construiu muitas outras coisas, como as pirâmides do Egito.

A plateia tenta rir, mas só fica feliz mesmo quando ouve que Lula é cachaceiro, ou que (rá, rá) o nome real de Sarney é Ribamar. Prossegue citando os políticos que Sarney apoiou; encerra a lista dizendo que ele só não apoiou o próprio câncer porque "o câncer era benigno".

Os aplausos e risadas, pode-se acreditar, vêm menos da qualidade das piadas e mais da vontade de manifestação política do público. Detestam-se, com razão, os abusos dos congressistas brasileiros. Só por isso, imagino, alguém ri quando Gentili diz preferir que a capital do país ficasse no Rio: "Lá pelo menos tem bala perdida para acertar deputado".

Melhor parar antes que eu fique sem respiração de tanto rir. Como se vê, em todo caso, o título do show não é bem o que parece. "Politicamente incorreto", no caso, faz referência às coisas erradas feitas pelos políticos, mais do que ao que há de chocante em piadas sobre negros ou homossexuais.

A questão é que o rótulo vende. Ser "politicamente incorreto", no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto" -e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.

Não nego que o "politicamente correto", em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica. Mas o "politicamente incorreto", em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.

Reproduz preconceitos antiquíssimos como se fossem novidades cintilantes. "Mulheres são burras!" "Ser contra a guerra é viadagem!" "Polícia tem de dar porrada!" "Bolsa Família serve para engordar vagabundo!" "Nordestino é atrasado!" "Criança só endireita no couro!"

Diz ou escreve tudo isso, e não disfarça um sorrisinho: "Viram como sou inteligente?". "Como sou verdadeiro?" "Como sou corajoso?" "Como sou trágico?" "Como sou politicamente incorreto?"

O problema é que "politicamente incorreto", na verdade, é um rótulo enganoso. Quem diz essas coisas não é, para falar com todas as letras, "politicamente incorreto". Quem diz essas coisas é politicamente fascista.

Só que a palavra "fascista", hoje em dia, virou um termo... politicamente incorreto. Chegamos a um paradoxo, a uma contradição.

O rótulo "politicamente incorreto" acaba sendo uma forma eufemística, bem-educada e aceitável (isto é, "politicamente correta") de se dizer reacionário, direitista, fascistoide.

A babaquice, claro, não é monopólio da direita nem da esquerda. Foi a partir de uma perspectiva "de esquerda" que Danilo Gentili resolveu criticar "os velhos de Higienópolis" que não querem metrô perto de casa.

Uma ou outra manifestação de preconceito contra "gente diferenciada", destacada no jornal, alimentou a fantasia mais cara à elite brasileira: a de que "elite" são os outros, não nós mesmos. Para limpar a própria imagem, nada melhor do que culpar nossos vizinhos.

Os vizinhos judeus, por exemplo. É este um dos mecanismos, e não o vagão de um metrô, que ajudam a levar até Auschwitz.
****

O legado da Copa do Mundo

18.05.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana

Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, deve ficar pronta em 2012. Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A. PRESS
O que a Copa do Mundo e as rodovias estaduais têm em comum? Na verdade, muito. O evento vai deixar um importante legado à infraestrutura urbana e em especial no sistema viário.

Segundo o secretário interino extraordinário da Copa, Sílvio Bompastor, cerca de 6.550 ações estão sendo desenvolvidas em função do evento e, dessas, 550 são prioritárias e acompanhadas de perto pelo governador Eduardo Campos.

Dentro das ações de infraestrutura viária estão incluídos os corredores de tráfego Norte/Sul, Leste/Oeste e Avenida Norte, além da nova radial da Copa, a duplicação da BR-408 e a própria Via Mangue, um projeto do município que é complemento do corredor Norte/Sul. Também faz parte a melhoria do Porto do Recife, que servirá como porta de entrada para o estado. No caso do aeroporto, uma das propostas é a construção de uma passarela para facilitar a integração. “A passarela é importante para o acesso ao metrô. Quem chega ao aeroporto só consegue ir à estação de táxi”, apontou Bompastor.

A localização da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, é também estratégica na confluência das vias. “Para quem sai do Marco Zero ou Aeroporto, a distância até a Cidade da Copa é de 19km e para o Terminal Integrado de Passageiros é de 3km”.

A Arena Pernambuco começou a ser construída em agosto de 2009 e a previsão de conclusão é dezembro de 2012. O governo do estado ainda tem esperança de que Pernambuco seja sede da Copa das Confederações. “Pelo cronograma, em janeiro de 2013, a Arena já poderá entrar em operação. Gostaria de desmentir uma lista divulgada com antecedência que não inclui Pernambuco”, disse Bompastor.

Saiba mais

Malha Viária em Pernambuco

12.481 km
é a extensão total
de rodovias no estado

7.400 (60%)
das rodovias do estado
são pavimentadas

4.897 km
pavimentados são
de rodovias estaduais

5.503 km
pavimentados são
de rodovias federais

5.081 km
das rodovias estaduais
não são pavimentadas

Dos 40% não pavimentados, mais de 90% são de rodovias
estaduais

Fonte: Secretária de Transporte de Pernambuco

*****

Mobilidade em debate

18.05.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana

Fórum promovido pelos Diários Associados abordou soluções para as rodovias estaduais


O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, disse que o estado vai otimizar a aplicação dos recursos. Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS

Copa do Mundo, parcerias público-privadas (PPPs) e mudança na manutenção das estradas. Esses assuntos foram discutidos na segunda edição do Fórum Desafios do Trânsito do Amanhã, ontem, no auditório dos Diários Associados, em Santo Amaro. Tema central do evento, as rodovias estaduais tiveram um raio x traçado, o que expôs soluções e projetos para os quase 10 mil quilômetros de malha. Atualmente, Pernambuco tem cerca de 50% de suas rodovias sem pavimento.

Inverter a lógica da manutenção das rodovias é uma das estratégias da Secretaria de Transportes de Pernambuco para manter as vias pavimentadas em bom estado e trazer as demais ao mesmo rumo. “Queremos universalizar o padrão de atendimento para toda a rede e mudar a realidade de restringir a manutenção dos pavimentos a intervenções emergenciais. Vamos otimizar a aplicação dos recursos”, afirmou o secretário da pasta, Isaltino Nascimento.

Nos próximos 730 dias, será finalizada a elaboração dos projetos para melhorar a malha. “Investimentos que seriam feitos em dez anos serão realizados em três, em razão da Copa do Mundo”, disse Isaltino. Em nome da melhoria da mobilidade, o secretário das Cidades, Danilo Cabral, afirmou que o estado trabalha em quatro linhas: navegabilidade, ciclovias, expansão dos terminais de integração e implantação dos corredores de transporte coletivo. “Nossa expectativa é duplicar o número de ciclovias na região metropolitana, de 73km para 143km”, detalhou.

O vice-presidente do Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia do estado (Sinaenco-PE), Ilo Leite, palestrou sobre as PPPs. Ele lembrou que no estado já há parcerias de sucesso, como a Ponte do Paiva e a Arena Pernambuco. “Apenas 3% de todas as PPPs no mundo falharam. Essa parceria pode aparecer como uma solução viável. A burocracia para licitar uma obra de recapeamento, por exemplo, pode demorar meses, anos. Se você deixa de fazer manutenção por três anos, paga cinco vezes o valor que teria gasto se tivesse feito diariamente”, exemplificou Leite, contratado pelo governo do estado como consultor de PPPs.


Caderno especial

Neste domingo, o Diario trará um caderno de seis páginas sobre as rodovias estaduais. Outras oito edições do evento serão realizadas, uma por mês, até o fim do ano. Presente à abertura do Fórum, o presidente dos Diários Associados no Nordeste, Joezil Barros, ressaltou que a iniciativa tem o objetivo de colaborar com o debate. “Queremos que esses encontros possam promover um documento repleto de soluções para o governo. Juntos, poderemos discutir e levar algo novo”, falou.


Depoimentos

Acho que é tendência o setor privado participar cada vez mais dos investimentos. A parceria público-privada tem dado certo em muitos lugares”.

Germano Travassos,
especialista em trânsito


A conservação dos serviços rodoviários pode bem ser executada por meio de uma parceria público-privada”

Fernando Jordão, engenheiro e professor do Departamento de Engenharia da UFPE

Não tenho opinião sobre a PPP, mas achei muito interessante o modelo apresentado pelo secretário Isaltino”.

Manoel Marinho, presidente do Consórcio Grande Recife

Uma das maiores dificuldades é a burocracia. A PPP acabaria com isso e traria posibilidade de desenvolvimento rápido”.

Fátima Bezerra, presidente do Detran-PE
******