domingo, 8 de maio de 2011

Estratégia Saúde da Família foi revolucionária, mas parou no tempo, avalia especialista

08.05.2011
Da Agência Brasil
Por Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro
– O Programa Saúde da Família (PSF) criado há 15 anos pelo governo federal revolucionou o sistema de saúde no Brasil. No entanto, a estratégia, voltada para a atenção primária, não tem conseguido acompanhar as mudanças dos tempos e corre o risco de fracassar, fragmentando e precarizando o sistema de saúde como um todo. Essa é a opinião do médico generalista espanhol Juan Gérvas, que atua há mais de 40 anos na área de assistência primária e saúde pública, com estudos publicados em diferentes países.

Gérvas está no Brasil há cerca de um mês, juntamente com Mercedes Pérez, também médica de família, visitando centros de saúde de 40 cidades à convite da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). O resultado da visita será um relatório com análises e diretrizes a ser entregue ao Ministério da Saúde.

O especialista concedeu uma entrevista à Agência Brasil sobre o tema. Abaixo, os principais trechos da conversa.

ABr: Qual a avaliação que o senhor faz do Programa Saúde da Família?

Gérvas:
A estratégia de medicina de família revolucionou a atenção primária no Brasil e é um triunfo louvável. Entende-se que há vinte anos, o Brasil já havia desenvolvido essa atenção primária para pobres, mas não basta ter uma história bonita. Um sistema sanitário para pobres termina sendo um pobre sistema. Essa história tem que mudar para potencializar o sistema, senão os gastos de saúde vão chegar a níveis insuportáveis, como nos Estados Unidos, da ordem de 18%, onde não se investe em prevenção universal. No Japão, esse percentual chega a 8%, na Alemanha, entre 10% e 12%. Nos Estados Unidos vemos um sistema fragmentado com planos de saúde, convênios, empresas que têm planos privados. Isso encarece e enfraquece a saúde da população. Os norte-americanos têm mais do que o dobro de amputados por diabetes do que nos demais países desenvolvidos, casos que poderiam ser evitados se houvesse uma atenção primária forte.

ABr: O que fazer para que não ocorra essa fragmentação e precarização do sistema no Brasil?

Gérvas
: Tornar o Programa Saúde da Família uma estratégia de Estado, um sistema universal. Dotá-la de meios para que possa responder, em um país moderno, às necessidades da população.

E oferecê-la também às classes médias e altas. Na Europa, no Canadá ou na Nova Zelândia, onde existe um sistema único consolidado e elogiado, os médicos de família atendem as pessoas sem distinção de classe. Os mais pobres tendem a reclamar menos, têm poucos mecanismos de rejeição, são menos exigentes que a classe média. Por exemplo, as salas de espera de alguns centros que visitamos são de um país terceiro-mundista, num país que é a oitava potência mundial. E ninguém reclama. Então o momento é agora. Ou o Brasil opta por um sistema único primário forte como o Reino Unido e outros países ricos ou por uma atenção primária debilitada como os Estados Unidos, em que tudo fica na mão de especialistas. Os especialistas, por melhor que sejam, não conhecem o histórico do paciente como um médico generalista, e acabam sendo perigosos, no fim das contas, pois a combinação de medicamentos pode ser mortal.

ABr: Muitos médicos de saúde primária se queixam de baixos salários e do vínculo empregatício instável por não serem funcionários públicos e alegam que esses dois fatores contribuem para a alta rotatividade nos centros de saúde e a falta de médicos em áreas como pediatria e ginecologia. O que o senhor pensa sobre isso?

Gérvas:
A rotatividade é muito prejudicial na assistência primária, pois o médico de família precisa conhecer bem os pacientes e a comunidade e só o tempo possibilita esse vínculo e diminui os gastos públicos. No entanto, não acredito que o problema seja necessariamente o valor do salário ou o vínculo empregatício. O que é necessário sempre são incentivos. Na Espanha, por exemplo, somos funcionários públicos, mas ainda assim existe alta rotatividade, pois muitas vezes as condições de trabalho são precárias e falta estímulo. Um incentivo pode ser, por exemplo, para que o médico permaneça no mesmo lugar. Ou seja, um médico recebe um pouco de incentivo no segundo ano trabalhando num determinado centro, um pouco mais no terceiro e assim por diante e se sai desse centro perde o incentivo. Pode ser dinheiro, pode ser bolsa acadêmica, benefícios outros.

ABr: O senhor já visitou dezenas de centros de saúde da família de oito capitais brasileiras. Que impressões tirou até o momento?

Gérvas:
Os recursos humanos são excepcionais, assim como a abrangência em algumas cidades.
Ao mesmo tempo, falta uma medicina moderna. Por exemplo, um paciente que está de cama, não precisaria sair de casa, como ocorre aqui, para fazer exames simples como o de sangue. Na Europa, médicos e enfermeiros levam tiras de urina e materiais descartáveis para tirar o sangue em suas maletas. Falta nos centros brasileiros um pequeno equipamento chamado debitómetro, que não custa muito e que é essencial para o controle da asma. Outro equipamento que deveria estar presente nos centros é o espirômetro, um pouco maior que um celular, que possibilita medir a capacidade do pulmão, sem que o paciente tenha que procurar um pneumologista. Ou seja, são coisas muito elementares, pouco onerosas. Não tem cabimento que um agente de saúde vá visitar seus pacientes com um celular pessoal ultramoderno, porém, um bolo de papéis com as informações de cada paciente, em vez de usar um laptop, notebook ou mesmo tablet para fazer anotações das visitas e poder enviar e receber esses dados.

ABr: O senhor acredita que exista pressão por parte de grandes grupos coorporativos de planos de saúde e laboratórios para que o sistema de atenção primária não se consolide?

Gérvas:
Não acredito em teorias da conspiração. Creio que o problema é uma confiança exagerada no modelo atual, que funcionou bem por muito tempo. Mas a tecnologia mudou, a sociedade e o país precisam acompanhar essas mudanças. O perfil epidemiológico no Brasil mudou; antes os maiores problemas eram as infecções, a natalidade, as doenças contagiosas. Hoje, vemos a população morrer mais de câncer, problemas de coração, doenças mentais degenerativas. Agora é o momento de redesenhar esse modelo, aproveitando o que há de bom e oferecer uma medicina moderna, onde o médico de família seja o centro e o filtro para as outras especialidades.

Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/estrategia-saude-da-familia-foi-revolucionaria-mas-parou-no-tempo-avalia-especialista

Nove municípios de Pernambuco decretam estado de calamidade pública

08/05/2011
Nacional
Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- Nove municípios de Pernambuco decretaram estado de calamidade pública e 26 em estado de emergência por causa das chuvas que atingem a região. Os temporais causaram a morte de duas pessoas e deixaram mais de 15 mil famílias desabrigadas e desalojadas.

O governo do estado montou 227 abrigos para receber 4,9 mil famílias. Mais 10,1 mil famílias estão desalojadas.

Até o momento, 55 localidades foram atingidas e registraram estragos devido aos temporais. Os municípios mais atingidos são: Água Preta, Barreiros, Catende, Cortês, Jaqueira, Maraial, Palmares, Primavera e Xexéu.

A chuva pode continuar amanhã (9). A previsão é tempo nublado com possibilidade de chuva na maior parte do estado.

Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/nove-municipios-de-pernambuco-decretam-estado-de-calamidade-publica

“Lixo não existe. Resíduos sólidos são matéria-prima a ser reaproveitada", diz especialista

08/05/2011
Da Agência Brasil, Meio Ambiente
Por Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília
- A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo.

Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.

“Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe.”

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroetrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmotagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. “Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos.”

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. “As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30.”

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento , e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

“Estamos facilitando a estrutura hospitalar”, explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/%E2%80%9Clixo-nao-existe-residuos-solidos-sao-materia-prima-ser-reaproveitada-diz-especialista

Educação é fundamental para a coleta seletiva e reciclagem do lixo

08/05/2011
Educação Meio Ambiente
Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília
- A educação ambiental é fundamental para que o cidadão adote a coleta seletiva e, embora não esteja formalizada nos currículos, muitas escolas já têm adotado a matéria em seus programas. “Na verdade, ela [a educação ambiental] é transversalizada. As questões têm que fazer parte de todas as discussões. Nada impede que uma escola tenha um programa de educação ambiental. As crianças sabem da obrigação de cuidar do planeta”, explica a coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro.

A coleta seletiva de lixo está implantada em 443 municípios brasileiros – apenas 8% dos 5.565 - e em muitas cidades a população ainda não colabora. "O erro é do planejamento. Não se implementa a coleta seletiva sem um programa de educação ambiental antes. A pessoa tem que ser informada sobre o porquê de fazer a coleta e como aquilo se reverterá em benefícios, não só para a família dela e seus descendentes”, explica o coordenador do núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê que todos os municípios do país tenham coleta seletiva em quatro anos e os lixões estarão proibidos. Os programas de educação ambiental são desenvolvidos em várias escolas públicas e privadas com foco na coleta seletiva

Crianças de 1ano e 8 meses a 6 anos de uma escola do Lago Sul, em Brasília, participam de atividades extracurriculares onde aprendem sobre a coleta seletiva e também que não se deve jogar lixo no chão, porque os resíduos entopem bueiros e podem prejudicar o escoamento da água da chuva, provocando alagamentos.

“Essa conscientização eles têm desde pequenos. Embora muitos não saibam ler, aprendem sobre a coleta seletiva por meio das cores", explica a coordenadora da escola, Edna Regina. Algumas cores foram padronizadas para a coleta seletiva: vermelho para o plástico; amarelo para o metal; verde para o vidro; azul para o papel e cinza para aquele resíduo que não pode ser reciclado ou misturado.

O que é jogado também fora pode virar arte. SandraVirgínia Scheid é dentista e artesã em Porto Alegre. “O mundo é rico em resíduos. Faço do lixo um tipo de arte”. Ela utiliza os materiais descartáveis de seu consultório, como sugador de saliva e seringas, para fazer quadros. O objetivo é educar. Sandra explica que o interesse surgiu há seis anos, com o nascimento de seu filho. “ Eu ficava assustada com a quantidade de fralda que jogava fora e pensava que tinha que fazer algo. Utilizar material do consultório foi uma consequência.”

O papel da sociedade na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é fundamental. O MMA prevê uma campanha de consumo consciente por ano. Segundo Fernanda Daltro, o próprio ministério percebu que não será suficiente. “A campanha Saco é um Saco foi um grande sucesso, com todo mundo falando. Nós temos um departamento de produção e consumo sustentável que vai estimular os consumidores e o setor produtivo a desenvolver novos padrões, com menos impacto no meio ambiente.”

A próxima campanha, segundo ela, será sobre a separação de resíduos sólidos.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/educacao-e-fundamental-para-coleta-seletiva-e-reciclagem-do-lixo

Vamos deixar Fonteles ser assassinado?

08.05.2011
Do blog MariaFrô
Postado por mariafro

Sobre a minha “morte”.

Por: Paulo Fonteles Filho


Ontem, 5 de maio, circulou pelas redes sociais que teriam me assassinado em um bar, junto à minha mulher, em Belém.

A coisa foi tão contundente que jornalistas, amigos, foram até a casa de minha mãe, no bairro do Telégrafo, confirmar se eu havia mesmo sido morto. Houve ligações para o Ciop e até o Secretário de Segurança Pública do Pará, Luís Fernandes, fora acordado de madrugada para confirmar o ocorrido.

E a notícia parece que continua circulando. O Vítor Haôr, jornalista marabaense acaba de me ligar neste momento, às 13:42, perguntando se a macabra notícia era verdadeira. Falei com ele e disse que estava bem, e vivíssimo da silva.

Na alta madrugada, quando dormia candidamente ao lado de minha mulher, irmãos e primos quase derrubaram a porta de meu apartamento e ao me avistarem, sonolento, disseram que eu tinha morrido.

Quase morri mesmo, de susto.

O ocorrido poderia render boas gargalhadas, no futuro, se tal acontecimento não fosse de tanto mau-gosto e se a repercussão não tivesse chegado a tão longe: amigos em Macapá e até na distante Porto Alegre já estavam velando-nos.

Acontece que toda essa “papagaiada” tem endereço certo: continuar intimidando-nos.

Não apenas a mim, mas, sobretudo, o trabalho desenvolvido para desnudar os acontecimentos violentos praticados pelas forças de repressão da ditadura militar no combate ao movimento guerrilheiro do Araguaia.

Ontem, no dia de minha “morte”, passei toda a manhã e parte da tarde testemunhando num processo interno da Abin-Pa.

Tal processo versa, dentre outras coisas, sobre possíveis ocultações de cadáveres de desaparecidos políticos e destruição de documentos da ditadura por servidores da Abin-Pa. Tais servidores, Magno José Borges e Armando Souza Dias, são ex-militares, foram do Doi-Codi e atuaram na repressão à Guerrilha do Araguaia. Nos autos do processo quatro servidores da agência confirmam que ambos foram do famigerado Doi-Codi.

Um ex-mateiro daqueles sertões disse-me, à quinze dias atrás, que um tal de Capitão Magno, esse o nome verdadeiro, era quem cortava cabeças e mãos e estas eram enviadas à Belém, nos idos dos anos 70. Cabe dizer que Magno José Borges atualmente é vice-superintendente da Abin-Pa.

Essas denúncias não são novas.

Em 2001, como Vereador de Belém, fui a tribuna da Câmara Municipal tratar do assunto.

Em 2008, o “Diário do Pará”, através do jornalista Ismael Machado fez longa reportagem sobre o caso. Neste mesmo ano, representei ao Ministério Público Federal sobre a questão da Abin-Pa. Está tudo postado em meu blog sobre a chamada “A luta entre o velho e o novo na Abin”, em fevereiro deste ano de 2011.

Lá no Sul do Pará, em São Domingos do Araguaia, meus companheiros também foram acordados com a minha “morte”. Fico sabendo, através de contato telefônico, que no último sábado, 30 de Abril, houve uma reunião de ex-soldados que estão abrindo o que sabem sobre a guerrilha com o representante da direção nacional do PC do B, como eu, no Grupo de Trabalho Tocantins, Sezostrys Alves da Costa em Marabá. E que no dia da reunião, uma caminhonete de vidro fumê, novamente, andou rondando a casa deste companheiro em atitude suspeita.

Sezostrys diz, ainda, que mais pessoas estariam recebendo telefonemas anônimos.

O fato é que mais de dez pessoas estão sob ameaças das viúvas da ditadura militar.

Acontece que desde junho do ano passado temos denunciado a questão.

Tais ameaças já foram informadas ao Ministério da Defesa, ao Ministério da Justiça, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, através da Comissão de Mortos e Desaparecidos e à Policia Federal. Isso sem falar que a própria OAB nacional, onde fizemos reunião semana passada, também informada sobre tais acontecimentos.

A imprensa paraense e nacional já tratou de repercutir o assunto e o PCdoB já fez até nota pedindo providências.

O problema é que até agora nada aconteceu para apurar as coisas, nada, absolutamente nada.

O que causa espécie é que estamos participando de uma investigação federal, no estado democrático de direito, “por dentro” das instituições republicanas e as mesmas instituições, que dizem defender radicalmente à abertura dos arquivos e o achamento dos despojos de desaparecidos políticos, nada fazem para proteger-nos e, por fim, desbaratar os últimos bastiões da repressão política do país.

Se alguma coisa nos acontecer à responsabilidade deve ser, também, imputada à manifesta letargia com que o aparato estatal brasileiro têm tratado as denúncias, que há muito temos feito, sobre as ameaças aos trabalhos de descortinar nossos anos-de-chumbo.

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Fonte:http://mariafro.com.br/wordpress/2011/05/07/vamos-deixar-fonteneles-ser-assassinado/

DITADURA: Ministro da Defesa diz que está confiante na instalação da Comissão da Verdade

08.05.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Agência Brasil

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse neste domingo (8) que está confiante na instalação da Comissão da Verdade, que irá apurar casos de violação dos direitos humanos ocorridos durante o regime militar e pode ser criada ainda este mês no Congresso Nacional.

“Nós estamos já conversando com as oposições dentro da Câmara e com o Senado. Conversaremos com todos e teremos algo consensual. Esse não é um projeto partidário nem um projeto de governo. É um projeto que interessa ao país, interessa à Nação e, portanto, não tem conotação nenhuma de relações partidárias ou questões partidárias”, afirmou ele.

Jobim, que participou neste domingo (8) e de uma solenidade no Rio de Janeiro para entrega da Medalha da Vitória, disse que a Comissão da Verdade não é um processo de retaliação. “É a recomposição da memória histórica para que também nós tenhamos segurança em relação ao futuro. Mas não tem nenhum objetivo retaliatório nem investigatório. Tem, isso sim, um sentido da recuperação da memória que é um compromisso desde que nós assumimos a pasta e um compromisso que vinha desde o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]”, defendeu.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/05/08/ministro_da_defesa_diz_que_esta_confiante_na_instalacao_da_comissao_da_verdade_100086.php

“Lixo não existe. Resíduos sólidos são matéria-prima a ser reaproveitada", diz especialista

08/05/2011
Meio Ambiente
Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília
- A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo.

Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.

“Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe.”

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroetrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmotagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. “Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos.”

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. “As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30.”

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento , e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

“Estamos facilitando a estrutura hospitalar”, explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/%E2%80%9Clixo-nao-existe-residuos-solidos-sao-materia-prima-ser-reaproveitada-diz-especialista

Codecir não registra ocorrências na madrugada

08.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


Durante o plantão noturno de atendimento, das 19h de sexta (06) às 7h deste sábado (07), a Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) não registrou chamados para a sua central 24 horas. As seis Estações Regionais da Codecir estão atentas às ocorrências em qualquer localidade da Cidade. Quem necessitar, pode solicitar atendimento pelo telefone 0800.081.3400, que é gratuito e funciona 24 horas por dia.

Durante o período de chuvas mais intensas, a Codecir reforça o seu atendimento, ampliando a equipe técnica de plantão, que estará alerta para qualquer ocorrência. No caso de chuvas mais fortes, agentes da Codecir estarão de sobreaviso para os chamados que, porventura, venham a surgir. Um total de 18 profissionais estarão à disposição durante toda a madrugada.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/20115-codecir-nao-regsitra-ocorrencias-na-madrugada

BLOG DO IRINEU MESSIAS: Feliz Dia das Mães!

BLOG DO IRINEU MESSIAS: Feliz Dia das Mães!: "08.05.2011 Do site BELAS MENSAGENS Postado por Irineu Messias Poema para as Mães Não só hoje, mas todos os dias Penso em ti com meu carin..."

Feliz Dia das Mães!

08.05.2011
Do site BELAS MENSAGENS
Postado por Irineu Messias

Mensagem - Foto

Poema para as Mães

Não só hoje, mas todos os dias
Penso em ti com meu carinho
Ao ver-me forte cheio de vida
Devo a ti que me guiaste.

Deu-me a vida
Ensinou-me a vivê-la
Dos problemas resolvê-los
Dos medos me deste as mãos
Fazendo calmo meu coração.

Muitas vezes
Não só Mãe foste pra mim
Pai, amigo, irmão, companheira das brincadeiras.

Sempre davas um jeitinho
De poder me acompanhar.
Segurou as minhas mãos
Me mostrando o caminho a seguir

Hoje sei como sofreste
Quando enfim soltou-me as mãos
Para que eu seguisse em frente.

Hoje sei
Que aplaude meus sucessos
Se entristece com meu pranto
Sei também que sempre estás
Braços abertos a me esperar.

Quero hoje minha
Mãe Te dizer de coração
Peço a Deus que te abençoe
Sempre em minha oração

E te abraço hoje e sempre
Com muito Amor e Gratidão.
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Nota do Blog:

Desejo a todas as mães em todos os cantos do meu pais e do mundo, um Feliz Dia das Mães. Que sejam todos os dias felizes para as mães do mundo inteiro,porque são mães todos os dias!

Irineu Messias

DESCONSTRUÇÃO DE UM PARTIDO : O exorcismo do Democratas

08.05.2011
Do BLOG DA FOLHA, Folha.com
Postado por Valdecarlos Alves

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Após perder um governador, 17 deputados federais, um vice-governador, o prefeito da principal capital do país e dois senadores, o DEM prepara uma guinada à direita para tentar fisgar o eleitorado conservador e estancar a sangria causada pela criação do PSD. A perda de filiados levou a um momento de desespero em que, além de cogitar a fusão com o PSDB, o partido chegou a discutir uma espécie de "suicídio político".

A proposta era fazer a fusão com um partido pequeno, o que liberaria os remanescentes de cumprir a súmula da fidelidade partidária e causaria uma "diáspora'' pelas siglas já existentes."Não vamos cair no jogo do Planalto de ficar discutindo fusão. Não podemos deixar o Brasil virar o México, que ficou 15 anos com partido único e sem oposição", afirma o deputado Pauderney Avelino (AM).

Numa reunião na semana passada, a cúpula da legenda desautorizou qualquer ideia desse tipo e decidiu fazer o caminho contrário ao adotado em 2007, quando trocou o nome de PFL para DEM para tentar caminhar para o centro. "Existe um eleitorado liberal, de perfil conservador, que precisa de um partido que o represente. Temos de falar a essas pessoas, representá-las no Congresso, com clareza", disse à Folha o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), um dos mentores do novo discurso.

Numa tentativa de retomar a autoestima abalada com as baixas, os "demos" adotaram um mantra: seus 29 deputados são um "número expressivo", e a saída dos pessedistas foi um "expurgo". "Vamos exorcizar o fantasma de Jorge Bornhausen", brada o líder na Câmara, ACM Neto (BA). Ele adota um tom mais cauteloso em relação ao partido se assumir como liberal, como defende Demóstenes. "Não se trata de ser de direita ou de esquerda, até porque o mais direitista era o Bornhausen", alfineta.

O DEM adota o receituário-padrão para momentos de crise: fará uma pesquisa sobre a expectativa do eleitor, investirá numa "redefinição programática" e fala até em lançar candidato próprio à Presidência --embora seus líderes admitam a proximidade do projeto presidencial do tucano Aécio Neves. No balão de ensaio do "presidenciável" do DEM o nome é justamente o do liberal Demóstenes.

Ele acha que o partido deve "abrir a porta" para todos que quiserem sair. "Temos de lançar candidato e ter plataforma própria", afirma.
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Os números da chuva, pelo governo estadual

08.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

Números atualizados em 08/05/2011

55 municípios atingidos

4.935 famílias desabrigadas
10.193 famílias desalojadas
227 abrigos instalados
02 óbitos (Camaragibe e Jaqueira)


09 municípios em Estado de Calamidade Pública:

Água Preta
Barreiros
Catende
Cortês
Jaqueira
Maraial
Palmares
Primavera
Xexéu

26 em Situação de Emergência:


Amaraji
Barra de Guabiraba
Belém de Maria
Bom Jardim
Cabo de Santo Agostinho
Camaragibe
Casinhas
Cumaru
Escada
Gameleira
Goiana
Jaboatão dos Guararapes
Limoeiro
Nazaré da Mata
Passira
Paudalho
Pombos
Ribeirão
Rio Formoso
São Lourenço da Mata
São Vicente Férrer
Sirinhaém
Tamandaré
Timbaúba
Vicência
Vitória de Santo Antão.

Já foram distribuídos pelo Governo do Estado:

- 4.410 colchões,
- 11.186 cestas básicas,
- 3.050 cestas de pronto consumo,
- 3.330 cobertores,
- 40.000 litros de água mineral (3 garrafões de 20lts para cada família em abrigamento).

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Termina sexta-feira prazo para envio de dados do Censo da Educação Superior

08/05/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- Termina na sexta-feira (13) o prazo que as instituições de ensino têm para enviar ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) as informações exigidas pelo Censo da Educação Superior de 2010.

Os estabelecimentos de ensino públicos e privados de todo o país devem acessar a página do Censo da Educação Superior na internet e informar a situação acadêmica de cada aluno, professor, a forma de ingresso e as atividades completares oferecidas aos estudantes, entre outros aspectos. Os dados são utilizados para compor indicadores de qualidade como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC).

Após o prazo de coleta de dados, o Inep enviará às instituições, de 16 a 23 de junho, um relatório com as informações verificadas. Em seguida, de 24 de maio a 13 de junho, o sistema é reaberto para que as faculdades corrijam e validem os dados. Segundo o Inep, as informações consolidadas serão divulgadas em 25 de junho.

Edição: Lílian Beraldo


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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/termina-sexta-feira-prazo-para-envio-de-dados-do-censo-da-educacao-superior

Termina sexta-feira prazo para envio de dados do Censo da Educação Superior

08/05/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- Termina na sexta-feira (13) o prazo que as instituições de ensino têm para enviar ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) as informações exigidas pelo Censo da Educação Superior de 2010.

Os estabelecimentos de ensino públicos e privados de todo o país devem acessar a página do Censo da Educação Superior na internet e informar a situação acadêmica de cada aluno, professor, a forma de ingresso e as atividades completares oferecidas aos estudantes, entre outros aspectos. Os dados são utilizados para compor indicadores de qualidade como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC).

Após o prazo de coleta de dados, o Inep enviará às instituições, de 16 a 23 de junho, um relatório com as informações verificadas. Em seguida, de 24 de maio a 13 de junho, o sistema é reaberto para que as faculdades corrijam e validem os dados. Segundo o Inep, as informações consolidadas serão divulgadas em 25 de junho.

Edição: Lílian Beraldo


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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/termina-sexta-feira-prazo-para-envio-de-dados-do-censo-da-educacao-superior

Bird quer detalhes sobre o Plano Brasil sem Miséria

08.05.2011
Da Revista Nordeste
Por Agência Estado

O Banco Mundial quer detalhes sobre a execução do Plano Brasil sem Miséria, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e anunciado ontem (3). A instituição também quer maiores informações sobre o Programa Bolsa Família. Ambos servirão de base a um plano internacional para a próxima década, cujo foco é a renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho.

O Brasil é o único país latino-americano cujos projetos sociais serão tomados como referência para a execução de um plano mundial. O secretário executivo do MDS, Rômulo Paes de Sousa, esteve na semana passada em Paris, na reunião do Bird, para definir os pilares que sustentarão esse planejamento internacional.

Paes de Sousa disse à Agência Brasil que há consenso geral de que as medidas adotadas se sustentem em políticas públicas de geração de trabalho e transferência de renda. A ideia, segundo ele, é adotar um plano mundial que estimule a inclusão produtiva, que tenha tenha uma abordagem conjunta, mas que respeite as distinções entre as necessidades dos moradores das zonas rural e urbana.

“A experiência já mostrou ao mundo que nem sempre o que é aplicado em um país pode ser usado em outro. Mas as experiência bem-sucedidas podem e devem ser tomadas como exemplos e adaptadas às necessidades de cada região para que assim funcionem”, afirmou o secretário. “Há consenso geral sobre o que não deve ocorrer.”

Paes de Sousa disse que tanto o Bird quanto especialistas dos países em desenvolvimento elogiaram os avanços sociais registrados no Brasil durante as reuniões em Paris. Ao apresentar o modelo brasileiro, destacando o Bolsa Família e o futuro Plano Brasil sem Miséria, o secretário disse que ouviu das autoridades estrangeiras elogios e perguntas sobre detalhes dos programas.

Aos estrangeiros, o secretário afirmou que a política social do governo brasileiro se baseia no tratamento não comercial do tema, no envolvimento de setores distintos dos governos federal, estaduais e municipais, na elaboração de um cadastro eficiente com os nomes dos beneficiados e seus históricos, a integração entre os programas e a associação desses elementos com o “Estado forte e sólido”.

Segundo Paes de Sousa, o principal impasse dos países em desenvolvimento é definir se aguardam os resultados do crescimento econômico ou se o associam à execução de políticas sociais. Para o Brasil, o ideal é adotar um sistema associado, o que ocorre desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o secretário.

Além do Brasil, foram chamados pelo Banco Mundial para mostrar suas experiências autoridades da Costa Rica, da Libéria, da China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou que de 2003 a 2008 aproximadamente 24,1 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza. Os programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, atendem a cerca de 12,9 milhões de famílias. De 2003 a 2010, mais de 13 milhões de empregos formais foram criados.

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Fim de semana de chuvas fortes no Norte e Nordeste

08.05.2011
Da Revsta Nordeste
Por Bom dia Brasil

A previsão é de muita chuva no Norte e no Nordeste, e tempo seco no restante do Brasil. A umidade do ar já começa a preocupar em algumas cidades. Na quinta-feira (5), pelo menos duas cidades ficaram em estado de atenção por causa do tempo seco.

Em Pradópolis (SP), a umidade do ar chegou a 28%. Em Rio do Campo (SC), caiu mais: 26%. Abaixo de 30% já tem de se tomar algumas medidas para evitar problemas de saúde. Por exemplo, evitar exercício ao ar livre e umidificar o ambiente com uma toalha molhada.

Nesta sexta (6), a umidade do ar pode ficar baixa de novo. A massa de ar seco continua forte sobre o Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste. Por isso, as temperaturas sobem um pouco nessas regiões. Só em Mato Grosso é que volta a chover.

Essa situação praticamente não muda no fim de semana. O mesmo acontece com a chuva no Norte e no Nordeste, que não para. Em Alagoas, mais de 4,8 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas. Dez toneladas de alimentos já começaram a ser distribuídas.

Entre sábado (7) e domingo (8), o mar pode ficar agitado do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro. Quem curte um friozinho pela manhã e à noite uma dica: pode seguir para as serras gaúcha ou catarinense. A mínima vai ficar em torno de 7°C a 9°C.

Há risco de temporais, com grande volume de chuva, no norte das regiões Norte e Nordeste, principalmente na faixa entre o Ceará e o Amapá.

Na grande área, que vai da fronteira com o Uruguai, passa por Mato Grosso do Sul, Goiás, o Sudeste e se estende até o litoral de Pernambuco, o ar mais seco deixa o tempo aberto e só deve chover rapidamente no leste da Bahia. Faz sol também no Acre e no sudoeste do Amazonas.

Bom Dia Brasil

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Fórum debate mobilidade urbana na Paraíba

08.05.2011
Da Revista Nordeste,
Por WSCOM Online

Criado em 1997 visando à melhoria das condições atmosféricas na cidade de São Paulo, as restrições de circulação de veículos rapidamente passou a ser considerado pelas prefeituras uma solução para a redução do trânsito nas cidades. Inicialmente válido de maneira similar para veículos de passeio e de carga (rodízio), a partir de 2008 restringiu ainda mais a circulação dos segundos, em termos de horário, dias e porte do veículo.
Com isso, indústrias, transportadoras e caminhoneiros tiveram que se adaptar às novas condições. Mudança no perfil dos veículos utilizados e nos horários de operação, além do encarecimento do preço do frete de distribuição, foram alguns dos efeitos observados no mercado em reação a este aumento das restrições.
É necessária uma discussão sobre os impactos dessas restrições e as soluções encontradas para a distribuição de mercadorias nos grandes centros urbanos, já que se tornou tendência em todo o país. É importante observar as particularidades de cada cidade, para não “importar” um pacote de regras prontas que não valoriza a realidade local.
O cerne da questão se passa em descobrir quem é o vilão. Outros atores, além do caminhão, devem ser observados. É comum encontrarmos, nas grandes cidades, um considerável número de veículos irregulares que continuam em circulação. É louvável a preocupação de todos, (imprensa, poder publico e sociedade) com o transporte de pessoas, dando a devida importância à necessidade de se transitar pelos centros urbanos. Porém, é um erro de planejamento tratar o caminhão, principal responsável pelo transporte/distribuição de bens como vilão, sem considerar a sua importância para a economia e bem estar da sociedade.
Neste contexto, a palestra proferida pelo Superintendente do STTRANS, Nilton Pereira, “Mobilidade Urbana – O transporte de bens e o perigo da banalização das restrições de circulação dos veículos de cargas nos grandes centros”, que acontecerá na próxima sexta-feira (06), no I FÓRUM DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA DA PARAÍBA, discutirá a circulação de Pessoas, Bens e Serviços que viabilizam as funções econômicas urbanas e regionais, contribuindo para redução de conflitos de trânsito com a racionalização de ocupação do sistema viário, buscando proporcionar melhor qualidade de vida da coletividade.
As inscrições para o Fórum são gratuitas e devem ser realizadas através do e-mail sindicato@setcepb.com.br, assim como as informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3243-1898. As vagas são limitadas e será garantida através da confirmação da inscrição. A programação completa encontra-se no site www.setcepb.com.br.
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Apenas 8% dos municípios fazem a coleta seletiva de lixo

08/05/2011
Meio Ambiente
Ana Lúcia Oliveira
Repórter do Radiojornalismo

Brasília
- Diariamente o Brasil produz 150 mil toneladas de lixo, das quais 40% são despejadas em aterros a céu aberto. O destino adequado do lixo é um problema que afeta a maioria das cidades - apenas 8% dos 5.565 dos municípios adotam programas de coleta seletiva.

Os dados são de um estudo realizado pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem e mantida por empresas privadas.

O Brasil tem hoje uma Política Nacional de Resíduos Sólidos instituída pela Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010, e regulamentada pelo Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Considerada uma vitória do Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis, o projeto tramitou por 20 anos no Congresso Nacional.

“Nós entramos no circuito porque a primeira lei sequer citava os catadores”, explica Severino Lima Junior, da coordenação nacional do movimento. Segundo ele, a lei é uma das melhores da América Latina .”Hoje a gente tem dados mostrando que 90% do material reciclado passou pela mão de um catador, seja ele de cooperativa ou de rua e lixões.”

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernanda Daltro, diz que a aprovação da lei foi o resultado de uma grande mobilização de todos os setores envolvidos: a sociedade, o setor produtivo, o governo e os catadores. “A demora da tramitação foi necessária para a adequação de todos os interesses destes setores, do próprio mercado, para atender as exigências, e dos governos, para entender a importância de uma política para os resíduos sólidos.”

A partir do segundo semestre de 2012 os brasileiros poderão ter regras fixas e determinadas pelo governo federal para o descarte adequado de produtos como eletroeletrônicos, remédios, embalagens, resíduos e embalagens de óleos lubrificantes e lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista .

Pela lei, os governos municipais e estaduais têm dois anos de prazo para a elaboração de um plano de resíduos sólidos .

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/apenas-8-dos-municipios-fazem-coleta-seletiva-de-lixo

Logística Reversa é ponto forte da Política de Resíduos Sólidos para melhorar a reciclagem no país

08/05/2011
Meio Ambiente
Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília
– A logística reversa é o principal instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos para garantir maior eficácia no descarte e na reciclagem do lixo. As normas para coleta, separação, reaproveitamento e a destinação adequada de alguns produtos - como eletroeletrônicos, remédios, lâmpadas fluorescentes, embalagens em geral e recipientes e sobras de óleo lubrificantes – estão sendo discutidas por cinco grupos de trabalho criados esta semana pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O processo da logística reversa responsabiliza as empresas e estabelece uma integração de municípios na gestão do lixo. “Esse é um processo no qual os produtores de um eletroeletrônico, por exemplo, têm que prever toda a reciclagem daquele produto, como será feito o retorno e a destinação ambiental adequada, especialmente de alguns itens que retornem para o ciclo produtivo”, explica a coordenadora de Consumo Sustentável do MMA, Fernanda Daltro.

De acordo com o ministério, estão convidados a participar dos grupos todos os que estejam envolvidos na cadeia de responsabilidade compartilhada, como importadores, fabricantes, distribuidores, comerciantes, o Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável e representantes de estados e municípios. A expectativa é que as regras para o descarte dos produtos estejam em vigor já no segundo semestre de 2012.

Segundo o Comitê de Logística Reversa do Brasil, indústrias como as que trabalham com vidro e com latas de alumínio já utilizam materiais reciclados. A indústria de eletroeletrônicos disponibiliza desde o ano passado um serviço on line de informações sobre os programas de logística reversa e com orientações para o descarte correto de televisores, computadores, celulares e de outros resíduos eletroeletrônicos.

Um caso bem sucedido de logística reversa, de acordo com o próprio MMA, é o das embalagens vazias de agrotóxicos. Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), mais de 8 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas foram entregues para o descarte ambientalmente correto nos três primeiros meses deste ano, resultado 17% melhor que o resgistrado no mesmo período do ano passado.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/logistica-reversa-e-ponto-forte-da-politica-de-residuos-solidos-para-melhorar-reciclagem-no-pais

Seis anos depois da lei, hospitais ainda proíbem acompanhantes para gestantes durante o parto

08/05/2011
Saúde
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Nove meses de espera. O parto é o momento mais esperado pelas futuras mamães. Mas a insegurança e a ansiedade podem tornar a experiência desagradável. Nesta hora, a companhia do marido, de um parente ou de uma amiga ajuda a acalmar a gestante e transformar o nascimento do bebê em um momento prazeroso.

Desde 2005 uma lei federal garante às grávidas o direito à presença de um acompanhante – de sua escolha - durante do trabalho de parto até o pós-parto nas maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e conveniadas. No entanto, não é sempre o que acontece.

Vários hospitais no país ainda não seguem a regra e barram o acompanhante, como, por exemplo, em Belém, no Pará. No ano passado, representantes do grupo Parto do Princípio encaminharam denúncias de descumprimento da lei ao Ministério Público Federal (MPF). Na maioria dos casos, as alegações das maternidades são a falta de espaço ou que a presença de uma pessoa do sexo masculino ameaça a privacidade das gestantes.

“Dizem não ter acomodação. Ás vezes, não permitem a entrada do pai por ser homem. Num momento desses, a mulher fica desassistida”, contou Patrícia Sales, integrante do grupo no Pará. A rede tem representantes em 16 estados e no Distrito Federal. Segundo elas, há relatos de desobediência à lei em outros estados, como no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Estudos científicos constataram que a presença de um acompanhante com a gestante contribui para reduzir o tempo do trabalho de parto, o número de cesáreas e as chances de depressão pós-parto.

As maternidades tiveram prazo para se adequar. Apesar da lei, a coordenadora de saúde da mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, disse que a adaptação tem sido feita de forma “gradativa” e a principal dificuldade é mudar a postura dos profissionais de saúde para aceitar o acompanhante como um aliado. “O acompanhante é tido como uma ameaça que vai interferir no processo, vigiar. Isso está mudando”, disse.

Segundo ela, o governo tem incentivado os hospitais públicos, inclusive com destinação de recursos financeiros, a receber os acompanhantes, como obriga a legislação. No ano passado, o ministério fez um trabalho de capacitação em 26 maternidades da Amazônia Legal e do Nordeste, regiões com altos índices de mortalidade materna. Depois da iniciativa, 16 passaram a acomodar os acompanhantes das gestantes, de acordo com a coordenadora. “Apesar de ser lei, precisa de preparação e adesão da maternidade”, disse. A Lei 11.108/2005 não prevê punição a quem descumpri-la.

De acordo com Esther Vilela, o cumprimento da lei por todas as maternidades públicas é uma das propostas do programa Rede Cegonha, aposta da presidenta Dilma Rousseff para melhorar o atendimento às grávidas e aos recém-nascidos até 2014.

A gestante que decidir ter seu bebê em um hospital particular também tem direito ao acompanhante e de acordo com normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é proibida a cobrança de taxa extra. Cabe aos planos de saúde e ao hospital ou clínica negociar as despesas, por exemplo, com roupa esterilizada.

O que diz a lei federal:

Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. O acompanhante será indicado pela parturiente.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-08/seis-anos-depois-da-lei-hospitais-ainda-proibem-acompanhantes-para-gestantes-durante-parto