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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ah, se a elite ouvisse o povo… Bem, às vezes ouve. E ainda pagando…

06.05.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Poucas coisas são tão terríveis no Brasil quanto o desprezo histórico que a elite econômica brasileira tem pelo seu povo. Duvido que os empresários japoneses falem mal de seu povo, ou que os magnatas dos EUA tenham uma postura de desprezo pelos cidadãos norteamericanos. Bem, aqui, nem é preciso falar, não é? É “povinho”, quando não acompanhado daquele adjetivo que Fernando Henrique usou para falar dos aposentados…

Por isso, é muito interessante ler a bela reportagem de Vanessa Adachi, no Valor Econômico de hoje, descrevendo a palestra de Lula para empresários, num evento promovido pelo Bank of América em São Paulo. Como o acesso é só para assinantes, reproduzo alguns trechos:

“Eu nunca votei no Lula e nunca votarei. Mas vim por causa dele.” Essa era a afirmação mais repetida na noite de quarta-feira em dezenas de rodinhas formadas por empresários, banqueiros, executivos e advogados que lotaram o amplo salão da Casa Fasano, templo de festejos luxuosos da elite paulistana.

Pouco mais de 450 pessoas se espalharam pelo espaço de pé direito altíssimo e paredes de intrigante transparência, que deixam ver os aviões que cruzam o céu. O Bank of America Merrill Lynch, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, era o anfitrião da noite e comemorava a autorização do Banco Central do Brasil para que a instituição passe a operar como banco múltiplo, ampliando sua atuação no país.

Alexandre Bettamio, presidente do BofA no Brasil, provavelmente também não votou em Lula em 2002 ou 2006. Mas elegeu o ex-presidente para ancorar o mais importante evento já realizado pela instituição no país apostando que seria um grande chamariz. A escolha foi certeira.

Lula tem cobrado cachê de “palestrante global”. No caso, o valor não confirmado pelos assessores do presidente ou pelo banco, de quase R$ 200 mil, incluía discurso de 45 minutos seguido de mais meia hora de “social” pelo salão. O contrato foi cumprido à risca e, talvez sensível à praxe do setor financeiro, o ex-presidente concedeu um bônus aos banqueiros e falou por 1 hora e dois minutos. Parte da plateia nunca havia tido a oportunidade de estar tête-à- tête com o ex-presidente. Outros queriam vê-lo falar de novo e esperavam “se divertir” com o discurso bem humorado. Pouco depois das 20 horas o salão já estava cheio e, por volta das 21h30, quando Lula começou a falar, o público se aglomerou ao seu redor, abrindo um clarão ao fundo. Aguentaram firme, em pé, por mais de uma hora. (…)

Lula fez uma palestra sob medida para o público presente. Temas como a explosão do crédito consignado e o desenvolvimento do mercado de capitais foram cuidadosamente escolhidos para rechear a fala. Munido de um discurso oficial de cinco páginas, Lula fez a alegria dos presentes ao abusar de seus famosos improvisos. “He speaks very well”, dizia um executivo brasileiro a outro, estrangeiro, no meio do salão.

Arrancou gargalhadas sinceras e mesmo aplausos, em diversos momentos, ao debochar do que seria o estereótipo da forma de pensar da elite brasileira. “Tem gente que fala: esse Lula colocou os pobres no lugar que só nós viajávamos”, afirmou, por exemplo, ao referir-se ao fato de “os pobres” estarem viajando de avião. Mais tarde, disse que muita gente começa a falar inglês antes mesmo de sair do aeroporto, só para mostrar que sabe.

Apelou para a emoção e deixou a plateia silenciosa ao falar do Programa Luz para Todos e descrever que “quando chega a luz elétrica na casa de uma pessoa é como se você, num passe de mágica, pegasse uma pessoa do século 18 e trouxesse para o século 21. É como se fosse a máquina do tempo.”

Lula queria provar, caso alguém ali ainda tivesse dúvida, que a política de seu governo fez bem ao empresariado. Já perto das 22h30 e do fim de sua palestra, quando a audiência se mostrava um pouco cansada com a longa fala do ex-presidente, ele arrematou: “Eu sei que tem gente que tem preconceito contra mim. Mas eu desafiaria qualquer um de vocês: eu duvido que algum empresário já ganhou mais dinheiro nesse país do que no meu mandato. Duvido que os bancos já tiveram mais lucro nesse país do que no meu mandato.”(…)

“Ele é muito bom”, “ele é muito inteligente”, “agora dá para entender [a sua popularidade]“, saíram falando aqueles que nunca votariam nele.

Das poucas pessoas dentro da Casa Fasano que haviam votado em Lula, duas copeiras não escondiam a excitação com a presença de seu ex-presidente. Difícil foi encarar a frustração de não poder vê-lo: muito profissionais, não abandonaram o posto e ficaram confinadas no banheiro feminino durante quase toda a noite, prestando assistência às convidadas.

Pois é. As copeiras (brasileiras) “muito profissionais, não abandonaram o posto”. Quando os nossos figurões aprenderem que elas também podem dar um pulo no salão, realizarem seu desejo – nem que seja o de ver Lula de perto, apenas – e entenderem que aquele que admiram e pagam caro para ouvir pôde chegar ali e fazer o que fez com o voto delas, não com o deles.

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PSDB/DEM: modelo para repetir derrotas

06.05.2011
Do blog de Altamiro Borges

Ilustração: Kalvellido
Reproduzo artigo de Maria Inês Nassif, publicado no blog de Luis Nassif:

A oposição aos governos petistas caiu no conto de seu próprio discurso. Daí a grande dificuldade de sobreviver a três derrotas sucessivas em eleições para a Presidência da República. A desintegração do PSDB e do DEM, os dois partidos mais fortes da aliança antipetista nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva, e o amiudamento do PPS, que pegou carona em um projeto que pouco tinha a ver com a sua história, resultam também numa aposta em conceitos liberais como o fim da luta de classes e uma política sem divergências ideológicas.

Num quadro onde supostamente a política está homogeneizada, a polarização com o projeto de poder hoje hegemônico foi tentada com base exclusivamente no discurso moral, que tentava opor o "bem", representado não pelo partido, mas por seu candidato, e o "mal", transformado em gente com a cara de Lula. Sem vida e organicidade internas, o PSDB, legenda mais forte da aliança oposicionista, foi levado a personificar a disputa política de forma muito mais acentuada que o próprio PT, que tinha Lula e seu carisma pessoal na linha de frente. Quando um partido abre mão de sua dinâmica interna para assumir o rosto de um único integrante, mesmo que seja o seu candidato a presidente da República, corre o risco de ir para o ralo quando o candidato é derrotado.

Apenas por isso, o PSDB já teria sua situação seriamente comprometida. Sem tradição de organicidade – e negando a utilidade de um liame ideológico ao longo de várias eleições, desde Fernando Henrique Cardoso –, dificilmente passaria incólume aos abalos de uma derrota presidencial. Mas, mais do que isso, o partido de Serra e Fernando Henrique Cardoso não dispõe de instrumentos internos para construir uma unidade que nunca teve. Uma certa uniformidade remonta a criação do partido, mas ela foi desfeita tão logo chegou ao poder, sob a pressão de uma onda ideológica liberal que tomava todo o mundo e ganhava inclusive governos relutantes, com a pressão dos organismos internacionais de crédito.

O partido não teve tempo de estabelecer ligações sólidas com a sociedade, exceto as relações de conveniência com mediadores junto à opinião pública e uma representação, que se tornou concreta, das elites econômicas, envaidecidas por levarem ao poder líderes formados nas academias. Na sua tenra idade, deu como suficientes uma base parlamentar grande, a cooptação de lideranças regionais tradicionais, com autonomia local, e uma forte centralização das decisões nacionais nas mãos de poucos líderes, conforme analisa o cientista político Celso Roma. Assim, o PSDB se consolidou sob o mandonismo regional, dos líderes locais, e o mandonismo nacional, levado a termo pelos cardeais do partido.

O PSDB vive os rachas da seção paulista, a mais importante para a equação de poder nacional do partido, como uma extensão dessa fragilidade de origem. E o comando do bloco governista pelo PSDB, no governo FHC, e oposicionista, nos anos Lula, acabaram contaminando também os dois partidos que foram mais fiéis a ele nos últimos dezesseis anos. O PFL, depois DEM, e o PPS, antes PCB, tinham uma organicidade maior que a do partido líder, mas acabaram se diluindo na mesma massa, dirigidos pelo comando pessoal dos candidatos tucanos – o vitorioso, FHC, ou os derrotados José Serra (duas vezes) e Geraldo Alckmin (uma vez).

Após a terceira derrota, o DEM se divide em dois e o PSDB racha em disputas internas. O mais curioso, todavia, é que o racha tucano acabará resultado numa continuidade de um modelo partidário que tem dificuldades de sobreviver na derrota. Internamente, está ocorrendo uma transferência de poder do núcleo paulista (representado por José Serra e Fernando Henrique Cardoso) para o pré-pré-candidato a presidente, senador Aécio Neves (apoiado pelo paulista Geraldo Alckmin), que muda o chefe, mas não o partido.

Serra está totalmente esvaziado; Fernando Henrique não conseguiu manter uma liderança de fato – presente e atuante – no partido, depois que deixou o poder, nem teve grande interesse nisso, exceto nos momentos em que o pragmatismo eleitoral do candidato do momento tentou esquecer os governos dele. O espaço passa a ser ocupado de forma quase absoluta pelo senador Aécio Neves, que pode assumir o comando do partido nas mesmas condições que os paulistas antes dele: capitalizando um apoio incondicional das elites por sua candidatura, contra o PT, na sociedade; e com comando pleno sobre o partido, internamente, a bem de um projeto político personalista. No final das contas, o PSDB caminha para repetir uma receita de organização que o levou ao quase nocaute nessas eleições. E que pode nocauteá-lo de vez se enfrentar mais uma derrota.
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TAM venderá bilhetes a clientes de ônibus

06.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

SÃO PAULO (AE)
- A TAM fechou uma parceria com a Princesa do Agreste, empresa interestadual de ônibus que opera em 29 cidades de três estados do Nordeste (Ceará, Pernambuco e Piauí). O convênio permitirá às lojas da rede de franquias da TAM Viagens em todo o País oferecer a seus clientes passagens de ônibus para todas as localidades atendidas pela parceira nordestina, combinadas com bilhetes aéreos.

“A Princesa do Agreste é a segunda empresa de ônibus com a qual fechamos parceria, nesta iniciativa pioneira no setor de aviação civil”, afirmou a diretora de Marketing da TAM, Manoela Amaro, lembrando que, em março, foi assinado o primeiro acordo, com a Pássaro Marron, que atua nos estados de São Paulo e Minas Gerais, na região Sudeste.

De acordo com comunicado, a parceria terá início na próxima segunda-feira, quando as lojas da TAM Viagens vão colocar à venda passagens de ônibus para todos os 29 destinos atendidos pela Princesa de Agreste. Até o fim deste ano, a rede de franquias da TAM Viagens terá a sua capilaridade ampliada, com a expansão das atuais 90 para cerca de 200 lojas em todo o País, facilitando o acesso das classes emergentes às viagens aéreas.

Segundo Manoela, o acordo proporcionará também aos passageiros oriundos das cidades atendidas pela Princesa do Agreste, no interior do Nordeste, a comodidade de viajar, por exemplo, de São Paulo a Serra Talhada ou Parnamirim, em Pernambuco, comprando o bilhete aéreo e a passagem de ônibus em um único estabelecimento.

O acordo entre as duas empresas prevê que, numa etapa seguinte, passagens aéreas da TAM também serão oferecidas nos guichês de venda da Princesa do Agreste instalados nos terminais rodoviários das cidades atendidas pela empresa.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/635716-tam-vendera-bilhetes-a-clientes-de-onibus

Sustentabilidade terá "Conselhão" formado por presidentes de empresas

06/05/2011
Meio Ambiente
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasíli
a - Um conselho formado por lideranças empresariais que, juntas, são responsáveis pela metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país (Em 2010, o PIB foi R$ 3,675 trilhões) vai auxiliar o governo a elaborar ações em favor de um desenvolvimento sustentável. Dessa forma pretende colaborar para que o Brasil vire referência na chamada economia verde.

O novo grupo nasceu hoje (6) durante reunião do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – formado por 56 empresas – com a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele será constituído inicialmente pelos presidentes dessas empresas, que terão canal direto com o Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos do governo federal.

“Não queremos limitar a questão da sustentabilidade à pasta do Meio Ambiente porque é um tema que precisa ser trabalhado de forma transversal, envolvendo também outros ministérios”, disse a presidenta do CEBDS, Marina Grossi, à Agência Brasil. A pedido da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, outros presidentes de empresas, além das ligadas ao CEBDS, poderão ser integrados ao Conselho de Lideranças em Sustentabilidade, a pretexto de “estreitar o diálogo entre setores”.

Na reunião de hoje, o novo conselho – que se reunirá a cada três meses – teve a adesão de 17 dos 56 presidentes das empresas associadas ao CEBDS. Entre as propostas já apresentadas está a de divulgar e valorizar a importância do consumidor para a sustentabilidade, quando opta por consumir produtos sustentáveis. Temas como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também deverão ser largamente debatidos pelo conselho.

Antes da reunião, a ministra Izabella Teixeira citou algumas vantagens que o Brasil tem para alcançar o posto de referência na economia verde. “Somos o país com mais vantagens competitivas. Temos várias iniciativas na área de economia verde e uma matriz energética limpa”, disse. “Temos, também, mecanismos de ativos em torno da biodiversidade das florestas, políticas de mudanças climáticas inovadoras e competitivas, possibilidades de avançar com padrões novos de produção e consumo sustentáveis e de avançar nos ativos de conservação da biodiversidade”, completou.

A presidenta do CEBDS, Marina Grossi, disse que “a interlocução e diálogo [dos empresários] com o governo visa a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, marcada para o ano que vem no Rio de Janeiro) e, também, colocar o Brasil em posição mais competitiva nos próximos 20 anos”. Ela também entende que o país pode ter uma posição de liderança na área de desenvolvimento sustentável no mundo. “Queremos meios para o Brasil se posicionar como liderança verde mundial, e a conversa com o governo serve para acelerar a agenda.”, afirmou.

Edição: Aécio Amado
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-06/sustentabilidade-tera-conselhao-formado-por-presidentes-de-empresas

Moradores fazem protesto e fecham Avenida em Jardim Paulista

06.05.2011
Do blog INFORME PE



Avenida D é o principal acesso ao bairro de Jardim Paulista Baixo com Jardim Paulista Alto, na cidade do Paulista. Passam as linhas de ônibus e Kombis, além de muitos carros, a via é bastante movimentada. Porém, há um trecho da avenida sem asfalto e com buracos enormes. A poeira que sobe provoca doenças respiratórias e deixam as casas sujas, problema enfrentado pelos moradores há mais de um ano.

Em 2010, a Prefeitura de Paulista mandou tirar o asfalto de parte da avenida e os moradores acreditaram que a obra iria começar. Mas os problemas com os buracos e a poeira continuaram existindo.


Na desta sexta-feira (06.5) ela ficou totalmente fechada por quatro horas, por conta de um protesto de moradores e o Vereador Tonico.


A população pede, entre outras coisas, o cumprimento das promessas feitas à comunidade como recuperação da via.

“O Secretario de Transporte de Paulista viajou para outro estado, foi visitar sua mãe, enquanto nos estamos vivendo a quase 5 anos este descaso, cadê o Secretario Fujão?” comentou o morador revoltado que não quis se identificar.

A aposentada Anadeje Rodrigues, foi vítima de um acidente no dia 7 de dezembro, enquanto caminhava para casa. Ela tropeçou em um dos buracos e sofreu uma séria lesão na perna esquerda. Por conta disso, está com o membro imobilizado, situação que deve permanecer por mais um mês. “Depois que tirar o gesso vou ficar mais seis meses sem poder colocar os pés no chão. Estou andando de muletas”, lamenta.

Outra reclamação da comunidade se refere aos dias de chuva. A situação fica ainda mais complicada, pois a água fica empoçada nos buracos e não entra nos esgotos. Fernando diz que a sujeira não desce para os bueiros e isso provoca mau cheiro que também incomoda os moradores.

Redação do Informe-PE, Reportagem: Paulo Fernando, Foto: Equipe Informe-PE
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Cachê de Lula é dez vezes o de FHC. Agora, ele corta os pulsos

06.05.2011
Do blog CONVERSA AFIADA,04.04.11
Por Paulo Henrique Amorim

Saiu na Folha (*), pág. A9:

“Lula ganhará US$ 500 mil da LG para dar palestra na Coréia”

“Se confirmar a presença (sic) ele ultrapassará o primeiro milhão de dólares em quatro meses fora do Governo”

Segundo a Folha, depois que saiu do Governo, o Nunca Dantes já esteve em Londres contratado pela Telefônica (US$ 300 mil); em Washington, a convite da Microsoft e em Acapulco, com a Associação Mexicana de Bancos.

Navalha

Segundo o PiG (**), o cachê do Farol de Alexandria para palestras é de US$ 50 mil, dez vezes menos que o do Nunca Dantes.

Está justo.

Como se sabe, o Governo do Nunca Dantes deu de 10 a 0 no do Farol – clique aqui para ver a tabelinha de sufocar tucano.

A Folha (*) termina de forma lapidar:

“Nos eventos, Lula costuma citar feitos (sic) de seu governo e o aumento da presença brasileira no cenário mundial”.

Interessante, a Folha preferia que o Lula falasse dos “feitos” do FHC !




Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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BLOG DO IRINEU MESSIAS: Preço do etanol deve se normalizar na próxima sema...

BLOG DO IRINEU MESSIAS: Preço do etanol deve se normalizar na próxima sema...: "06/05/2011 Economia Sabrina Craide Repórter da Agência Brasil Brasília - Os preços do etanol já estão normalizados nas usinas e na próxima..."

Presidente do Movimento Viva Brasil estima que campanha do desarmamento arrecadará menos armas

06/05/2011
Nacional
Da Agência Brasil

Brasília
– O presidente da entidade civil Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa, disse hoje (6), em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que sua previsão para a terceira edição da campanha do desarmamento é de uma participação menor.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançou hoje, no Rio de Janeiro, a Campanha Nacional do Desarmamento 2011, com o slogan “Tire uma arma do futuro do Brasil”. Prevista para iniciar em junho, a terceira edição da campanha foi antecipada após a tragédia na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, onde 12 crianças foram mortas por um atirador.

Nas edições anteriores, em 2003 e 2008, foram entregues, respectivamente, 460 mil e 40 mil armas. Para Barbosa, a explicação para a redução no número de armas entregues é que todos os que tinham armas e se decidiram por entregá-las já o fizeram nas duas campanhas.

Ele se disse descrente com o sucesso da campanha deste ano. “Eu acho que a população não precisa ser desarmada. Quem precisa ser desarmado é o criminoso”, observou. Barbosa disse que o desarmamento da população só traz mais segurança ao criminoso. “Quando se fala em desarmar o cidadão de bem, você está dando mais segurança ao criminoso que tem certeza de que não vai encontrar alguém que possa reagir”, explicou.

O presidente do Movimento Viva Brasil também enfatizou que o Estatuto do Desarmamento é muito eficaz para evitar que o cidadão compre armas de fogo legalmente. “O processo de compra de uma arma pode levar até oito meses”, disse. Além disso, conforme observou, o cidadão que quiser comprar uma arma tem que fazer teste psicológico, teste prático demonstrando que sabe atirar e não pode estar respondendo a nenhum tipo de processo.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-06/presidente-do-movimento-viva-brasil-estima-que-campanha-do-desarmamento-arrecadara-menos-armas

Preço do etanol deve se normalizar na próxima semana, dizem produtores

06/05/2011
Economia
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- Os preços do etanol já estão normalizados nas usinas e na próxima semana os consumidores já devem pagar mais barato pelo produto. A garantia é do diretor-presidente da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), José Pessoa de Queiroz Bisneto. Segundo ele, o álcool hidratado já está sendo vendido pelas usinas por cerca de R$ 1,10, que é o preço normal de mercado. “Esse álcool já era para estar na bomba hoje por R$ 1,50, R$ 1,60, que é um preço atrativo”, afirmou.

Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também disse que, a partir da próxima semana, os preços do etanol devem ser regularizados no país, com uma queda substancial dos preços. Segundo levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol custava em média R$ 1,89 em fevereiro, e passou para R$ 2,32 na última semana de abril.

Para Bisneto, o principal fator para o aumento dos preços registrado recentemente foi a rápida subida do consumo, por causa do aquecimento da economia brasileira, que afetou também outros setores. “A produção de álcool no Brasil só vem crescendo, mas a economia cresceu mais que a produção, aí deu esse estresse de abastecimento”. Segundo ele, o consumo de gasolina também aumentou, mas o consumidor não sentiu porque a Petrobras importou o produto.

A intenção do governo de aumentar a participação da Petrobras na cadeia de produção de etanol para regular o fornecimento e os preços do produto, não surtirá muito efeito, na visão de Bisneto. Segundo ele, o problema não está na produção, que vem aumentando a cada ano. O diretor acredita que o governo deveria adotar um programa de preços mínimos e máximos para o produto, para evitar quedas bruscas de preço e de consumo.

De acordo com o ministro Lobão, a Petrobras deverá aumentar sua participação na produção de etanol de 5% para 15% até o fim do mandato da presidenta Dilma Roussseff.

Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-06/preco-do-etanol-deve-se-normalizar-na-proxima-semana-dizem-produtores

“Não há previsão de liberar mais água das barragens”, afirma João da Costa

06.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdercarlos Alvces

Arquivo Folha
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O prefeito do Recife, João da Costa, tranquilizou a população sobre os transtornos em alguns pontos da cidade causados pelo transbordamento do rio Capibaribe. “Todas as informações que recebemos do Governo do Estado são de que não há previsão de liberar mais água das barragens. Não tem nenhuma possibilidade de ter uma situação mais crítica da que está hoje”, tranqüilizou o gestor em entrevista à Rádio Folha FM.

De acordo com o monitoramento realizado pela PCR, 510 famílias estão em situação de risco na cidade e 700 que moram às margens do Capibaribe perderam tudo devido ao aumento do nível do rio. “Hoje estamos cuidando com mais intensidade daquelas famílias que ficaram desalojadas em função do aumento do rio Capibaribe, em função da liberação das águas da barragem de Carpina. Essas famílias são provenientes dos bairros da Várzea, Cordeiro, Casa Forte e Iputinga. Estamos possibilitando o maior conforto possível diante dessa situação para que elas possam estar em segurança e alimentadas para, assim que as águas baixarem, elas possam voltar para suas casas”.

Para essas famílias, João da Costa adiantou que a partir desta sexta-feira (06) será lançada uma campanha para arrecadar donativos como roupas, alimentos não perecíveis e materiais de limpeza e higiene pessoal. “Estaremos com pontos no Geraldão, Emlurb, CTTU, URBE, no prédio sede da prefeitura do recife, IASC, nos parques Dona Lindu, Jaqueira, Sítio da Trindade, além dos clubes Náutico, Sport e Santa Cruz”.

Trânsito

O chefe do Executivo municipal também afirmou que está trabalhando rotas alternativas para desafogar o caos no trânsito causado pelas chuvas no Estado. “Estamos atentos com a CTTU, mas não registramos nenhum estrangulamento crítico. Temos hoje cerca de 620 sinais e pretendemos fazer a modernização de 200. Também reforçamos o efetivo de agentes de trânsito na cidade. Essa situação deve durar mais alguns dias, mas estamos trabalhando rotas alternativas”, afirmou.
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Ditadura A brutal repressão aos camponeses do Araguaia

06.05.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, Escrevinhador
Por Tatiana Merlino, de Marabá (PA), da Pública

"Houve mais camponeses mortos no Araguaia do que se fala”

Após uma viagem de 40 minutos de carro desde o centro de Marabá, parte dela feita em estrada de terra, chega-se a uma rua onde a lama impede a passagem do jipe. A única maneira de atravessar é a pé. São 20 minutos de caminhada na lama até chegar à casa do camponês Abel Honorato de Jesus, o Abelinho.

O homem franzino é um dos posseiros da região onde foi implantada a guerrilha do Araguaia (1972-1975) e que foram obrigados a trabalhar como mateiros do Exército, ajudando na captura dos militantes que se instalaram por lá. Grande conhecedor da área e de parte dos guerrilheiros – Abelinho chegou a trabalhar no garimpo com Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, o mais famoso guerrilheiro do Araguaia –, o lavrador trabalhou com o Exército até 1983.

Recentemente, Abelinho tem colaborado com o trabalho da equipe do GTT (Grupo de Trabalho Tocantins) fornecendo informações e sustenta a tese de que o número de camponeses assassinados pelas forças do Estado durante o período da guerrilha é maior do que se tem notícia. “Eu conheço muita gente que morreu de taca [surra]”, conta. O ex-mateiro também afirma ter visto “muitos camponeses apanharem, serem torturados. Lavei sangue demais desse povo. Enrolavam um saco de estopa num rodo e eu empurrava o sangue dessa gente”. Além dos camponeses que aderiram à guerrilha e os que ajudaram os militantes com comida e suprimentos, também muitos mateiros foram assassinados, mesmo tendo colaborado com o Exército, recorda o lavrador.

Segundo o pesquisador Paulo Fonteles Filho, integrante da ouvidoria do GTT, embora se estime que o número de desaparecidos do Araguaia, entre guerrilheiros e camponeses, gire em torno de 100 pessoas, “eu tenho convicção que naquele processo foram mortas 500 pessoas ou mais”. Segundo ele, há informações novas que estão sendo reveladas por ex-soldados do Exército, que hoje subsidiam o GTT. “Há camponeses que estavam na mata como castanheiros e foram fuzilados por uma tropa, por exemplo. Nosso papel também é falar desses anônimos”, esclarece. De acordo com ele, a violência do Estado contra os moradores da região também foi “brutal”. “Eles foram maltratados, sofreram, foram torturados, perderam suas roças”.

Um dos ex-soldados que está colaborando com o GTT é Manoel Messias Guido Ribeiro, que combateu una base Xambioá. Ele conta que o tio de sua esposa foi morto de “taca” na serra das Andorinhas apenas por ter dado comida aos guerrilheiros. “Vi muitos camponeses presos”. Guido também presenciou a tortura de camponeses na sede local do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), a chamada “casa azul”. “Ouvi gritos absurdos, arrastávamos corpos, vivos mas desmaiados. A gente jogava água em cima deles e levava de volta”.

Operação Limpeza

O ex-soldado maranhense afirma ter participado da “Operação Limpeza” de 1975, quando as forças de repressão ainda “caçavam” remanescentes do “terrorismo”, como possíveis colaboradores dos guerrilheiros. “Da segunda limpeza, feita para retirar os ossos, eu não participei, mas a gente ouvia falar: “estão arrancando ossos de gente por aí”. Guido afirma que a região esteve vigiada até 1980. “Ainda está hoje. Não pense que não está”, garante. Guido também diz se sentir inseguro “com o que estamos falando, pois estamos rodeados deles por aí”, acredita.

Em depoimento em vídeo colhido pelo GTT, Valdim Pereira de Souza, ex-funcionário, ex-militar e motorista do major Curió [oficial da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, um dos líderes da repressão à guerrilha do Araguaia], entre 1976 e 1983, relata que em 1976 participou da retirada dos corpos e ossadas dos guerrilheiros e camponeses mortos em muitas localidades da região. Sua missão era levar para a sede do DNER vários sacos amarrados com um cordão. “Os sacos pesavam cerca de 100 quilos e, dentro, soube depois, por meio de um servidor do próprio DNER conhecido por “Pé na Cova”, havia ossos humanos. O cheiro era insuportável. Os homens do Exército que comandavam a operação eram o doutor Luchini (Sebastião Curió) e os sargentos Santa Cruz e Ribamar”, disse. “Não tínhamos o direito de saber o que fazíamos, apenas cumprir a nossa obrigação e as determinações superiores”, completa.

Ameaças

Como resultado das denúncias, Valdim, assim como outros camponeses e moradores da região, foi ameaçado. Em dezembro do ano passado, ele recebeu ligações em seu celular, que diziam: “pare de falar besteira”, “fica calado, não te mete em encrenca”, “tenha cuidado com o que anda falando por aí”. Neste ano, as ameaças aumentaram. Em 2 março, uma caminhonete com película de insulfilm nos vidros rondou sua casa em Macapá, no Amapá. Valdim acredita que é Curió quem está por trás das ameaças: “O Curió é corajoso e me disse certa vez que quem fala muito morre, e dizia que ‘inimigo bom é inimigo morto’”.

Um carro com insulfilm também rondou a casa do representante da Associação dos Camponeses do Araguaia, Sezostrys Alves da Costa, no mesmo dia 2 de março, em São Domingos do Araguaia. Os quatro homens que estavam no veículo procuraram por ele e Paulo Fonteles.

Em 27 de março, Mercês Castro, irmã de Antônio Teodoro Castro, desaparecido político no Araguaia e membro do GTT, sofreu um acidente em Marabá. “As porcas de um pneu do carro foi afrouxado e a roda foi cuspida do carro. Denunciamos isso para a Polícia Federal, enviamos isso para a juíza Solange Salgado”, relata Paulo Fonteles. “Mas não vamos abrir mão do nosso trabalho. Pode vir ameaça, mas não vamos arredar pé daqui”, conclui. Segundo Paulo Fonteles Filho, o primeiro registro de ameaça ocorreu em junho do ano passado, “contra o camponês Beca, morador de São Domingos do Araguaia, que foi torturado pela repressão política e é colaborador do GTT”.

Leia outros textos de Outras Palavras

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Marcos Coimbra: Partidos em crise

06.05.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 01.05.11
Por Marcos Coimbra, em CartaCapital


Se há uma coisa com a qual todo mundo concorda quando se discute política é que os partidos são fundamentais na democracia. Até existem partidos em países não democráticos (como as legendas únicas de ditaduras à esquerda e à direita), mas não há democracias sem eles.

No Brasil, os partidos nunca encontraram, porém, ambiente propício para se enraizar e se desenvolver. Em nossa história, sempre tenderam a ser breves, pouco presentes na vida social e vistos com desconfiança.

Também pudera. Saímos de um regime de limitada participação no Império para uma República onde as restrições continuavam imensas. Nosso eleitorado era pequeno e decidia a respeito de poucas coisas. Tudo de relevante se resolvia nas confabulações da elite.

Atravessamos os 50 anos entre a Revolução de 1930 e a redemocratização de uma ditadura a outra. A cada mudança, os partidos existentes eram extintos e criavam-se novos. Seria querer demais que estabelecessem vínculos profundos com a sociedade.

Os que surgiram em 1945 duraram apenas 20 anos, mas foram os que mais marcaram nossa vida política. Até pouco tempo atrás, ainda era possível encontrar pessoas que se identificavam mais com eles do que com os atuais. PSD, UDN e PTB, ao lado de outras legendas menores ou regionais, ainda estão presentes nas referências de nossa cultura.

Nenhum morreu de morte natural, causada pela perda de representatividade ou o desinteresse dos eleitores. Em sinal paradoxal de respeito, os militares os extinguiram por Ato Institucional específico, como que reconhecendo sua importância e o quanto poderiam representar de obstáculo ao modelo de sistema político que queriam implantar.

Por que será que a democracia pós-redemocratização não conseguiu produzir organizações partidárias semelhantes? Este já é o mais longo período com democracia contínua que tivemos. Onde estão os partidos que expressam o Brasil de hoje?

Só temos certeza de um: o PT. É o maior (em termos de simpatia popular e número de militantes), o mais organizado (com vida interna estruturada e dinâmica), o mais bem-sucedido (com um terceiro mandato presidencial sucessivo) e o mais nacional (com presença expressiva em municípios e comunidades do País inteiro) de todas as legendas que existiram em nossa história.

Por que só o PT? Por que não surgiu algo equivalente ou parecido em nenhum outro lugar do espectro ideológico? É evidente que nem todos os brasileiros são petistas. A se crer nas pesquisas, a maioria, aliás, não é. Então, por que nenhum veio ocupar o vazio existente?

Neste início de governo de Dilma Rousseff, os partidos de oposição atravessam sua pior crise. Ao contrário do que se falou logo após a eleição de 2010, quando houve quem dissesse que os resultados mostravam que era grande o sentimento oposicionista no País, estão confusos, desnorteados, em conflitos internos.

O DEM, sucessor da velha Arena criada pelos militares, parece um doente em fase terminal. Que futuro pode ter um partido incapaz de resistir ao assédio de alguém da importância política de Gilberto Kassab? Qualquer um vê o dedo de José Serra por trás desse PSD de agora, mas não deixa de ser lamentável a trajetória da antiga Frente Liberal. Hoje, o melhor destino para os que restarem será a incorporação ao PSDB.

Esse, cindido por brigas internas irreconciliáveis, perde filiados históricos e não consegue se desvencilhar de lideranças que o prendem ao passado. Anda tão mal que seu principal intelectual propõe que invente alguém para representar. Sem o “povão” que lhe deu as costas, Fernando Henrique Cardoso sugere ao partido tornar-se porta-voz das “novas classes médias”. Como se os partidos primeiro existissem e depois fossem à procura de quem os quer.

É possível que só tenhamos um PT pela simples razão de que só ele foi um partido que nasceu na sociedade, se organizou aos poucos e cresceu ao atrair gente comum. Se houve um partido, em nossa história, que se desenvolveu de baixo para cima, foi ele. Não é apenas isso que explica seu sucesso, mas é onde começa.

Dizendo o óbvio: o PT é forte por estar enraizado na sociedade. Os outros estão em crise por lhes faltar o “povão”.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/marcos-coimbra-partidos-em-crise.html

Trabalhadores sem teto ocupam sede do Ministério das Cidades

06.05.2011
Da Agência Brasil
Por Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília - Um grupo de 150 trabalhadores sem teto de 18 estados do país ocupa desde as 9h de hoje (6) a entrada do prédio do Ministério das Cidades, em Brasília (DF), impedindo a entrada de servidores e visitantes.

Segundo representantes do movimento Resistência Urbana - entidade que reúne organizações sociais de luta por moradia de todo o país -, a ocupação foi a forma encontrada para cobrar do governo federal respostas às reivindicações apresentadas pelo grupo em setembro do ano passado.

Uma comissão formada por 18 representantes do movimento está neste momento reunida com o secretário de Programas Urbanos do ministério, Norman Oliveira, e com a secretária executiva do Conselho das Cidades, Marta Morosini. Além de pedir a construção de moradias populares e a destinação de mais recursos do programa federal Minha Casa, Minha Vida para as entidades sociais, o grupo pede uma solução para conter o que classificam como uma onda de despejos

"Em geral, eles estão pedindo que o Ministério das Cidades e o governo federal participem como intermediadores em questões de conflitos fundiários e de realocação de famílias, questões em que devemos observar o pacto federativo pois há muitas atribuições que são de competência dos estados e municípios", disse a secretária à Agência Brasil.

De acordo com a secretária, o ministério só irá comentar o encaminhamento das propostas ao fim da reunião. "Estamos tomando conhecimento do teor da pauta agora. Vamos analisar cada ponto e, na medida do possível, apresentar uma forma de atender às reivindicações", disse Marta.

Edição: Lílian Beraldo

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Bloco Minas Sem Censura denuncia à Justiça o caso da rádio Arco-Iris

06.05.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

Procuradoria Geral de Justiça recebe denúncia sobre improbidade administrativa

Em encontro oficial com o procurador-geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, Alceu José Torres Marques, nessa quinta-feira, 5, os líderes do bloco “Minas sem Censura”, deputado Rogério Correia (PT), e da Minoria, deputado Antônio Júlio (PMDB), acompanhados dos deputados Sávio Sousa Cruz (PMDB) e Paulo Lamac (PT), formalizaram denúncia de improbidade administrativa à Procuradoria Geral de Justiça de MG, referente ao caso da Rádio Arco-Iris (Jovem Pan em Minas Gerais), pertencente à família da presidente do SERVAS, senhora Andreia Neves e seu irmão, senador Aécio Neves (PSDB).

Na oportunidade, os deputados expuseram todo o escândalo envolvendo a rádio Arco Iris, que se iniciou após divulgado pela imprensa que a Land Rouver dirigida pelo senador Aécio Neves, ao ser parada em blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro, não pertencia ao tucano, e sim à rádio. Mesmo com a carteira vencida e se negando a fazer o teste do bafômetro, o senador e seu veículo foram liberados.

Ao apurar a estranha situação, o bloco “Minas sem Censura” e a própria imprensa descobriam que a rádio pertencia a Aécio, à sua irmã Andréa Neves e à mãe Inês. Outros seis veículos de luxo também foram declarados em nome da empresa de comunicação da família Neves.

Considerados estranhos os fatos, o bloco de oposição continuou a investigar a rádio Arco-Iris e descobriu, como já noticiado, que a empresa da família Neves recebeu somente em 2010 cerca de R$ 210 mil de publicidade dos cofres públicos mineiros, o que fundamenta improbidade administrativa. O bloco quer informações também sobre o valor total de publicidade com a Arco-Iris durante todo o período do governo Aécio/Anastasia (2003/2011) e nas outras duas empresas de comunicação em nome da presidente do SERVAS: a rádio São João Del Rei S/A e Editora Gazeta de São João Del Rei Ltda.

Fundamentos

A lei de improbidade administrativa (Lei 8.429) define quais são os atos de improbidade administrativa, dividindo-se em três tipos: os que importam em enriquecimento ilícito, os que causam prejuízo ao erário e os que, embora não necessariamente causem enriquecimento ilícito nem causem prejuízo ao erário, atentem contra os princípios da administração pública. Os últimos, são aqueles que violam os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

No caso concreto da rádio Arco-Íris, empresa de propriedade da família Neves há pelo menos 15 anos, constata-se, e o próprio governo admite, que houveram repasses financeiros do Estado àquela empresa, seja através de empresas estatais, seja através da administração direta estadual, a título de pagamento por publicidade.

É de conhecimento público e geral, que a Sra. Andreia Neves da Cunha exerceu, durante todo o mandato de seu irmão, Aécio Neves, a função de Coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social, responsável pela elaboração da política de comunicação não só da subsecretaria de Comunicação Social bem como de todas as demais secretarias, autarquias, empresas públicas e fundações estaduais.

O pagamento de publicidade à empresa de propriedade da família Neves, com o inegável conhecimento de sua administradora, Sra. Andrea Neves, põe dos dois lados da relação comercial a mesma pessoa : quem determina o quanto, quando e como vai ser pago é a mesma pessoa que presta o serviço e que recebe o pagamento. Tal relação não seria promíscua e improba caso se tratasse de uma relação comercial entre particulares. Mas trata-se de recursos públicos pagos a uma empresa particular de propriedade do gestor daqueles recursos.

Quanto ao Senador Aécio Neves, responsável maior pela gestão dos recursos do Estado de Minas Gerais nos últimos oito anos e recém integrado como sócio da empresa em questão, outra não pode ser a conclusão de que também houve a prática de atos de improbidade administrativa. Além de autorizar o pagamento a empresa de propriedade de sua família, o que atenta contra o princípio da moralidade pública, utiliza-se dos bens adquiridos por esta empresa, conforme confessa a própria assessoria do ex-governador, ao admitir que o Sr. Aécio Neves há muito faz uso dos veículos de propriedade da rádio para seus deslocamentos no estado do Rio de Janeiro.

O Bloco “Minas sem Censura” requereu instauração de processo administrativo, averiguação dos fatos apontados e a propositura de uma Ação Cível Pública, responsabilizando os representados.

Autarquias e fundações

Outra representação do bloco “Minas sem Censura” ao procurador, requer apuração sobre a situação dos indicados pelo Governo de Minas para direção de autarquias e fundações públicas do Estado. Para serem nomeados, os indicados precisam ser sabatinados e terem seus nomes aprovados em plenário na ALMG. No mês de janeiro, foram publicados no Diário Oficial, atos de “designação” dos indicados. Eles já estão no exercício pleno de seus cargos sem serem aprovados pelo Poder Legislativo, como prever a Constituição Estadual.

O procurador-geral Alceu José Torres Marques determinou a apuração dos fatos apresentados nas representações, prometendo respostas aos questionamentos do Bloco.

Leia aqui a entrevista com o Bloco Minas Sem Censura: Jatinho de Aécio não viaja em céu de brigadeiro.

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Câmara autoriza plebiscitos sobre divisão do Pará

06.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


Consulta prevê a criação dos estados de Tapajós e Carajás

SÃO PAULO (AE) - A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, dois projetos que autorizam a convocação e a realização de plebiscitos sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. A primeira proposta aprovada (PDC 731/00) trata do plebiscito para a criação de Tapajós. O texto sofreu algumas alterações para incorporar vários municípios criados ao longo do tempo em que tramitou no Congresso, e para tornar mais claros os procedimentos a serem adotados, caso a consulta seja aprovada pela população. Por ter sido alterada na Câmara, deverá retornar ao Senado. Se aprovado em plebiscito, o Estado de Tapajós terá 27 municípios e corresponderá a 58% do atual território paraense, na região oeste.

A segunda proposta aprovada (PDC 2300/09) prevê a realização de consulta para a criação de Carajás. Essa não foi alterada na Câmara e segue para a promulgação. Caso seja aprovado, o novo Estado terá 39 municípios e ocupará uma área equivalente a cerca de 25% das regiões sul e sudeste do território do Pará. Os textos aprovados determinam que as consultas públicas deverão ocorrer dentro do prazo de seis meses após a publicação dos decretos. Do território original restariam apenas 17%, incluindo as regiões norte e nordeste, abrangendo o arquipélago do Marajó e tendo Belém como capital.

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), é favorável ao plebiscito, mas defende a realização de uma ampla campanha de comunicação para esclarecer a população sobre “as ameaças e oportunidades da divisão”. Para Jatene, a população deve ter a total clareza do que vai escolher e suas reais consequências. Ele também não admite que o plebiscito esteja “associado a qualquer tipo de processo eleitoral”. O governador teme que a consulta ocorra em 2012, ano de eleição para vereador e prefeito.

Deputado federal reeleito pelo PDSB, mas que renunciou ao mandato para assumir a Casa Civil do governo, Zenaldo Coutinho, na legislatura passada, foi autor de emenda no valor de R$ 1 milhão para realização de estudo, pelo Ipea, sobre os impactos sociais e econômicos da divisão para os governos estadual e federal. Estimativas preliminares apontam que o retalhamento do Pará custaria R$ 3 bilhões aos cofres públicos.

Contrário à divisão, Coutinho não gostou de saber da manobra feita para que os projetos de decretos legislativos que autorizam os plebiscitos fossem votados na sessão de hoje. Segundo sua asesorial, ele estava “indignado”.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/635763-camara-autoriza-plebiscitos-sobre-divisao-do-para

Dilma telefona para Eduardo e garante R$ 320 milhões para construção de barragens

06.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Isabel França

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As cinco barragens que vão livrar a população da zona da mata sul de Pernambuco do drama das enchentes vão ser construídas em parceria pelos governos estadual e federal. O anúncio foi feto às 20h50 desta quinta-feira (05/05) pelo governador Eduardo Campos depois de conversar com a presidenta Dilma Roussef e combinar a partilha dos investimentos meio a meio entre os dois governos.

“A presidenta telefonou e garantiu cerca de R$ 320 milhões que correspondem a 50% do custo das obras e da desapropriação. Nós entraremos com a outra metade. É muito importante que a presidenta tenha mostrado seu compromisso com Pernambuco na hora que estamos precisando”, afirmou Eduardo.

A conversa telefônica do governador com a presidenta durou 28 minutos. Dilma ouviu atentamente as explicações de Eduardo e se mostrou solidária com o sofrimento dos pernambucanos. “Vamos trabalhar juntos para reduzir os riscos de que isso volte a acontecer”, frisou.

As barragens que serão construídas já tiveram parte significativa dos trabalhos prévios adiantados pelo governo do estado. Foi feita a topografia para identificar a localização precisa e elaborados os projetos de engenharia para construção. Duas delas terão processo licitatório iniciado em junho. As outras três serão contratadas em licitações abertas em novembro. “Todo o planejamento está concluído e temos condições de ter duas barragens construídas antes do próximo inverno e as outras três no primeiro semestre de 2013”, disse Eduardo à presidenta.

São as seguintes as barragens:

1. Barragem Panelas 2 – Com capacidade para acumular 17 milhões de m³, será construída no Rio Panelas, afluente do Una, no trecho que corta o município de Cupira. Custo estimado de R$ 35 Milhões

2. Barragem Gatos – No município de Lagoa dos Gatos, custará R$ 15 milhões. Será construída no Riacho dos Gatos, um afluente do Rio Panelas, que deságua no Piranji, tributário do Una. A capacidade de acumulação é de 6,3 milhões de m³

3. Barragem Serro Azul – É a maior e a mais cara das 5 obras previstas. Poderá acumular 380 milhões de m³ de água e custará R$ 480 milhões. Ficará no Rio Una em Palmares

4. Barragem Igarapeba – Será construída no Rio Piranji, afluente o Una, com custo estimado em R$ 46 milhões . A capacidade de acumulação é 42,5 milhões de m³. O município é São Benedito do Sul

5. Barragem de Barra de Guabiraba – No município de Barra de Guabiraba, construída a montante do município, custando R$ 30 milhões. A capacidade de acumulação é 16 milhões de m³.
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