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terça-feira, 3 de maio de 2011

'Recife tem inverno mais rigoroso dos últimos 100 anos', diz Eduardo Campos

03.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por Por Isabel França
Enviada especial
Postado por Valdecarlos Alves

Arthur Mota/Folha de Pernambuco
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Vitória de Santo Antão - Durante a inauguração da fábrica Kraft Foods nesta terça-feira (03), o governador Eduardo Campos (PSB) foi questionado sobre as fortes chuvas que vêm castigando o Estado nas últimas semanas. O socialista adiantou que na próxima terça-feira (10) realizará a entrega do sistema que fará o monitoramento dos rios localizados na Mata Sul do Estado, a fim de evitar desastres como os que ocorreram em 2010 nos municípios de Palmares, Água Preta e Barreiros.

"Estamos monitorando os rios há mais de 15 dias. A nossa preocupação é fazer um monitoramento mais eficaz com a utilização de 30 estações remotas, além do treinamento das equipes", completando a informação de que "até ontem tínhamos o maior inverno dos último 33 anos, mas parece que com as chuvas que caíram de ontem para hoje (quando Recife registrou 89mm de precipitação) passamos a ter o maior inverno dos últimos 100 anos".
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Palmares revive pesadelo das enchentes com alagamentos. Veja fotos exclusivas

03.05.2011
Do BLOG DE JAMILDO

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INVERNO RIGOROSO: DER mobiliza equipes para trabalhar emergencialmente nas rodovias

03.05.2011
Do BLOG DE JAMILDO


A Secretaria de Transportes, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mobilizou equipes de cinco dos oito distritos rodoviários para trabalhar emergencialmente nas rodovias do Estado afetadas pelas intensas chuvas desta terça-feira (3 de maio).

As equipes atuaram em várias frentes, realizando sinalização de trechos alagados, desobstrução de vias afetadas por deslizamento de barreiras, limpeza e drenagem das vias, deslocamento de maquinário, além de articulação com prefeituras locais e com o BPRv e Polícia Rodoviária Federal, que providenciou o desvio de rotas e trabalhou na orientação aos motoristas.

Na BR-101, no trecho em frente à fábrica da Ambev, no Cabo, as equipes do DER isolaram a pista e procederam a ações de manutenção. Serviço semelhante já havia sido realizado no dia anterior, mas a chuva que caiu durante a madrugada desta terça levou parte do material aplicado no serviço. Na BR-232, em vários trechos onde houve deslizamento de barreiras, as equipes realizaram desobstrução da rodovia. Em muitas das estradas que cortam a Mata Sul só será possível realizar intervenção quando baixar o nível das águas.

Além disso, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, baixou portaria colocando todos os servidores da pasta em regime de prontidão a partir desta quarta-feira (4) para atuar nos serviços emergenciais.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/05/03/der_mobiliza_equipes_para_trabalhar_emergencialmente_nas_rodovias_99634.php

Palmares volta a ser castigada pelas águas. Veja fotos exclusivas

03.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

O fotógrafo Denilson Vasconcelos iria para Caruaru na manhã desta terça-feira para fazer um trabalho publicitário quando presenciou o desespero das pessoas com a elevação das águas do Rio Una, em Palmares. Ficou para registrar as fotos que o Blog da Folha mostra agora para os leitores. A cidade localizada na Mata Sul volta a enfrentar o drama das enchentes.

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Água Preta é castigada pelas chuvas. Mais de 800 desabrigados no município da Mata Sul

03.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

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O deputado estadual João Fernando Coutinho usou o Twitter para postar imagens do município de Água Preta. Mata sul do Estado. A cidade voltou a ser castigada pela força das águas. Segundo o socialista, existem mais de 800 desabrigados por conta das chuvas e pelo menos 12 casas desabaram. "A situação é grave, mas não é parecida com o que aconteceu no ano passado", destacou o parlamentar ao Blog.


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Humberto Costa reage a preconceito de artigo de revista contra Pernambuco

03.05.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Humberto Costa (PE), reagiu nesta terça-feira (03), ao artigo “Vinte metros de profundidade”, de Claudio de Moura Castro publicado na revista Veja desta semana.

Para o senador petista, o texto, que trata do desenvolvimento econômico de Pernambuco, é preconceituoso com o Estado, uma vez que atribui o crescimento da região apenas à existência do Porto de Suape.

“Infelizmente no artigo que publicou nessa semana, não só demonstrou um grande preconceito que todos nós imaginávamos fosse algo superado em nosso País, como também um certo grau de desconhecimento da história e da economia do nosso País para tratar principalmente do tema Pernambuco”, disse.

“Queria fazer essa referência, manifestar a minha indignação com um artigo com esse conteúdo de uma revista importante como essa. Não faço aqui referência a quem escreve, mas ao conteúdo, que, tão somente, demonstra preconceito, desconhecimento e, acima de tudo, falta de uma visão do que o Brasil precisa hoje. O Brasil precisa hoje da união do seu povo, da unidade das suas regiões e de um trabalho em conjunto para que o futuro a que todos aspiramos possa chegar o mais rapidamente possível”, disse.

Segundo Humberto, o Nordeste está pagando a conta de durante muitos anos não ter sido prioritário na agenda nacional. “O que fez com que Pernambuco e outros Estados do Nordeste tivessem um desenvolvimento mais relativo mais difícil do que outras regiões do País foi exatamente a falta de visão e de políticas de desenvolvimento regional. O Brasil, no Governo do Presidente Lula, pela primeira vez, começou a olhar para outras regiões, a olhar para o Nordeste”, acrescentou.

“Naturalmente, um Estado que, ao longo de todo esse tempo, não foi olhado pelo Governo Federal, foi olhado só agora no Governo Lula, tem hoje dificuldades, como a falta de mão-de-obra qualificada, o que, na verdade, é um bom problema para ser resolvido e não deve ser objeto de qualquer preconceito, no sentido de tentar qualificar os trabalhadores nordestinos e pernambucanos como incapazes. Estamos à altura desse desafio, desse grande desenvolvimento”.

Humberto ainda lembrou o crescimento econômico de Pernambuco e de todo o Nordeste, que hoje é maior que o crescimento nacional. "Eu não poderia deixar de aqui fazer esse registro, manifestar aqui a minha estranheza, acima de tudo, pela falta de conhecimento sobre por que Estados como Pernambuco e outros chegaram a níveis de dificuldade no seu desenvolvimento, como vários deles chegaram e, agora, estão sendo resgatados, resgatados por um Governo que, pela primeira vez, nos últimos anos, como eu disse, começou a entender desenvolvimento regional como algo fundamental para o desenvolvimento de um país", disparou o petista.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19979-humberto-costa-reage-a-preconceito-de-artigo-de-revista-contra-pernambuco

O preço do protagonismo

03.05.2011
Do site da Revista CartaCapital
Por Giorgio Romano Schutte*


O Projeto de Lei nº 149, iniciativa do Executivo de 2010 que tramita no Senado, pretende formalizar alguns compromissos assumidos pelo governo brasileiro nos últimos anos com a cooperação internacional. Chamou a atenção o fato de que o projeto, já aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos, mencionasse um tipo de taxação sobre as passagens aéreas. Houve até manifestações precipitadas questionando a adição de uma taxa aos já existentes tributos aeroportuários. Vale a pena explicar o que está em jogo, à luz de um problema mais generalizado que diz respeito à mudança estrutural do papel do Brasil no mundo.

Em 2004, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia lançado com entusiasmo, junto com os presidentes da França e do Chile, uma campanha internacional contra a fome e a pobreza, uma espécie de contrapartida no âmbito externo da política de Fome Zero. Esta campanha internacional ficou conhecida com Ação Global contra a Fome e a Pobreza e teve seu momento supremo em setembro de 2004, quando, na véspera da abertura da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, os três presidentes, liderados pelo brasileiro, organizaram, com apoio da Secretaria-Geral da ONU, um grande evento apresentando oito propostas concretas focadas em mecanismos alternativos para mobilizar os recursos necessários em nível global.

Como resultado, criou-se uma articulação permanente chamada Leading Group on innovative financing for development. Havia a necessidade de apresentar rapidamente um resultado concreto, quando, em 2005, lançou-se uma iniciativa capaz de, por meio de um tipo de contribuição solidária internacional, financiar uma central de compras de medicamentos contra HIV, tuberculose e malária, batizada com o nome de Unitaid, que obteve resultados interessantes no combate a essas doenças, em particular no continente africano.

A contribuição global deveria dar-se sobre as passagens áreas por se tratar de uma atividade internacional que passou, e continua passando, por uma explosão ligada ao processo de globalização. Ao mesmo tempo, foi considerado tratar-se globalmente de um serviço relativamente pouco taxado. A contribuição seria progressiva, considerando o perfil do usuário, e, muito importante também, relativamente simples de coletar. Infelizmente, o compromisso assumido pelo Brasil esbarrou na Procuradoria-Geral da Receita, que o considerou inconstitucional por ser um mecanismo que desvincula a arrecadação do uso, no caso fora do país.

Este constrangimento para a diplomacia brasileira foi resolvido com criatividade, o Brasil continuou participando da iniciativa, inclusive mobilizando o seu know-how na área de combate ao HIV e à produção de genéricos: a contribuição brasileira dá-se por intermédio do Tesouro em uma quantia equivalente ao número de passageiros. Uma fórmula incompreensível para quem não acompanhou o processo todo. Sentiu-se a necessidade de transformar essa solução voluntária em lei para consolidar a participação brasileira em uma política de Estado e surgiu assim o projeto de lei que deve “autorizar a República Federativa do Brasil (…) a efetuar doação anual, por tempo indeterminado, à Central Internacional para Compra de Medicamentos – UNITAID, na proporção de dois dólares norte-americanos por passageiro que embarque, em aeronave, no território brasileiro com destino o exterior”. Ou seja, nada será cobrado diretamente do passageiro. As passagens áreas entram somente como referência para o cálculo, de modo que, no final das contas, a contribuição brasileira será feita na mesma proporção dos demais países que participam da iniciativa com uma contribuição de fato sobre as passagens, como é o caso da França, do Chile e da Coréia do Sul, entre outros. Este fato, curioso, releva porém a necessidade urgente de adaptar a legislação, e, se for o caso, a Constituição Federal, a uma nova realidade. O Brasil transformou-se do dia para a noite de país acostumado a receber recursos da cooperação em um país que participa ativamente da cooperação prestada e, mais do que isso, de iniciativas inovadoras que depois não consegue respaldar. É nesta linha que a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério de Relações Exteriores, está transformando seu enfoque de receptora em prestadora de cooperação técnica. Segundo estudo do IPEA em parceria com a ABC, a cooperação brasileira para o desenvolvimento internacional saiu de R$ 384,2 milhões, em 2005, para R$ 724,4 milhões, em 2009. Não é por acaso. O Brasil marcha firme para ocupar o 5º lugar na lista de potências econômicas, ocupando espaços, a exemplo do G20, e reivindicando um assento permanente no Conselho de Segurança. É chamado a assumir também as responsabilidades relacionadas, entre os quais com a cooperação internacional. Ainda mais porque há uma orientação tradicional da política externa brasileira em questionar as assimetrias e desigualdades existentes no mundo. Desde 2003 esta orientação ganha ainda mais peso por estar respaldada em ações concretas em nível nacional de combate à pobreza e às desigualdades. O debate é novo e não se restringe evidentemente aos constrangimentos legais que precisam passar por um aggiornamento. Há também, e, sobretudo, um déficit de debate com a opinião pública. Os êxitos do programa da Unitaid, por exemplo, são totalmente desconhecidos. Cobrar taxas implica prestar contas à sociedade. Então, porque não cobrar um valor equivalente a um menos de uma cerveja do usuário de vôos internacionais para contribuir com um mundo mais humano, uma globalização para todos.

Giorgio Romano Schutte é professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP (GACINT).
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/internacional/maior-projecao-maior-responsabilidade

Fortes chuvas que caem no Estado impactam no suprimento de energia elétrica

03.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Danúbia Julião


A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) alerta para a grave situação que enfrentam municípios pernambucanos, em decorrência das fortes chuvas que castigam o Estado e estão impactando a rede e o suprimento de energia elétrica.

As intensas precipitações pluviométricas provocaram estragos no Litoral e na Zona da Mata de Pernambuco. Segundo a assessoria de imprensa, Engenheiros, técnicos e eletricistas da concessionária estão atuando nas regiões e atendendo às solicitações das autoridades para desligamentos emergenciais da rede.

A empresa esclarece que a dificuldade de acesso às áreas consideradas críticas tem comprometido os trabalhos das equipes de prontidão. Contingentes de profissionais de outras regiões do Estado estão sendo mobilizadas para auxiliar nos trabalhos emergenciais nas áreas mais atingidas.

Na Zona da Mata Sul, engenheiros da Celpe estão percorrendo os municípios mais afetados e inspecionando a rede de distribuição de energia. O trabalho tem a finalidade de identificar a logística necessária à resolução dos danos.

Técnicos e eletricistas já estão atuando ostensivamente no restabelecimento da energia. No entanto, em algumas áreas da região, inundações derrubaram pontes e interditaram estradas, impossibilitando temporariamente os serviços de substituição de postes e recomposição da rede danificada.

Cidades como Catende, Palmares, Barreiros, Ribeirão e Rio Formoso tiveram o suprimento de energia parcialmente interrompido, inclusive, por solicitação do Corpo de Bombeiros e prefeituras. A precaução foi motivada para permitir o socorro em áreas alagadas e evitar riscos de choques elétricos em virtude da elevação do nível da água. A Zona da Mata Norte também apresenta dificuldades de acesso das turmas de prontidão que trabalham no restabelecimento da energia.

No Grande Recife, o número de ocorrências está cerca de 50% acima do normal. As ruas alagadas e os congestionamentos dificultam o deslocamento das equipes, que tiveram o contingente reforçado desde as primeiras precipitações no mês de abril.

Atenção - A Celpe alerta os consumidores que a presença de água em contato com tomadas e interruptores aumenta o risco de vazamento de corrente elétrica e, consequentemente, curtos-circuitos e acidentes por choque elétrico. Caso o imóvel seja invadido pela água, a empresa orienta o cliente a desligar a entrada geral de energia e só religar após a verificação das instalações por um especialista.

Com informações da assessoria
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/635221-fortes-chuvas-que-caem-no-estado-impactam-no-suprimento-de-energia-eletrica

Por que “mataram” Bin Laden?

03.05.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

A teia de mentiras com que os Estados Unidos cercaram a ação militar que teria matado Osama Bin Laden impede que se tenha uma única certeza sobre o caso. Não se pode confiar nem no anúncio de que teria sido morto ou na descrição das circunstâncias em que isso teria acontecido.

Bin Laden nem era mais o comandante da Al Qaeda. Estava doente, debilitado e acuado. O bunker em que se escondia, era precário. Apesar de a mídia ter deixado a impressão de que seria uma fortificação à altura do homem que desafiou os EUA por uma década, seu abrigo não lhe permitiu resistir quase nada à ofensiva americana, a qual, cada vez mais, vai parecendo que o assassinou a sangue frio.

Por que o mataram, então? Vivo, Bin Laden teria sido extremamente útil. Poderia fornecer informações preciosas sobre a Al Qaeda. Aliás, um estadista prenderia o terrorista e faria um acordo com ele. Não aceitaria? Duvido. A Al Qaeda, Bin Laden, os EUA, ninguém lucra com aquela loucura toda. Lula faria um acordo com essa turma com um pé nas costas.

O problema são os EUA. Querem sempre ficar por cima. E, além de truculentos, assassinos, covardes, mentem compulsivamente. A desinformação que difundem sobre a “morte” de Bin Laden começou com a divulgação de foto falsa de seu cadáver por autoridades paquistanesas. Em seguida, as pessoas começaram a acordar para todo o resto.

Por que os EUA matariam um arquivo vivo?

Como acreditar que não haveria técnicas para prendê-lo vivo num ataque surpresa?

Por que difundiram a história de que ele teria se escudado, primeiro, atrás DA própria mulher e, depois, DAS mulheres de seu harém, para, ao fim, dizerem que nada disso ocorreu?

Por que se livraram do corpo tão rápido?

Por que não divulgam imagens do corpo?

Os americanos dizem que sumiram com o corpo para impedir que um seu túmulo conhecido se tornasse um local de peregrinação que serviria de incentivo a que outros seguissem seus passos.

É piada, não? Jesus Cristo não tem túmulo. Ah, Bin Laden não é Jesus? Ora, para seguidores fanáticos é, sim. E fotos? Ah, eles dizem que não divulgam para não ferir a sensibilidade da Al Quaeda com imagens tão feias. Parece brincadeira… Querem que o mundo acredite em suas versões sem apresentar nenhuma prova.

Finalmente, depois de tanta mentira, agora dizem que a própria guarda de Bin Laden o assassinou para que não desse informações. Como no caso da ou das esposas, pode ser só mais outra invenção. Aliás, fica difícil achar que não é…

Mas o pior vem agora. Os jornais estampam hoje a ameaça insana que decorre da morte de Bin Laden. A notícia até já envelheceu. Na segunda-feira, eu mesmo escrevia no Twitter que me chegavam links de matérias em inglês e espanhol dando conta de ameaça que o Wikileaks divulgara anteriormente de que, se algo ocorresse com Bin Laden, haveria uma “reação nuclear”. Fui chamado até de “catastrofista” por uma seguidora.

Segundo a ameaça feita antes mesmo de Bin Laden ser (?) morto, a Al Qaeda teria escondido um artefato nuclear na Europa. A notícia foi amplamente repercutida pela agência France Press e por veículos como o jornal alemão Der Spiegel.

É incompreensível, esse “assassinato”. Além de não desarticular a Al Qaeda, pois o alvo tornara-se inócuo, levantou ameaça ao mundo de retaliação (nuclear?) pela organização, ameaça que os jornais todos estampam hoje na primeira página. Por que diabos, então, os EUA “mataram” Bin Laden?

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Um novo colonialismo, em quatro fatos

03.05.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por Dr. Rosinha*


A Interfarma patrocinou uma viagem aos EUA para 18 deputados federais do Brasil. O lobby não é crime, mas o colonialismo pode ser. Não dá para admitir que a Interfarma faça lobby para nos manter colonizados. As patentes nada mais são do que a manutenção de um novo colonialismo.

Primeiro fato: Em 27 de maio de 1999, em Salysbury, Connecticut (EUA), morre, aos 90 anos de idade, Anne Sheafe Miller, o primeiro ser humano que, em março de 1942, se salvou de uma infecção por estreptococos, graças ao produto milagroso de Alexander Fleming, a penicilina.

Em março de 1942, Anne estava internada no New Haven Hospital, à beira da morte. Os médicos já haviam tentado de tudo, já não havia mais esperanças. No desespero, obtiveram uma quantidade de penicilina (ainda experimental), e injetaram nela. Durante a noite, a temperatura baixou, ela saiu do delírio e, no dia seguinte, já se alimentou. Isso foi antes das patentes.

Segundo fato: Questionado em 1955, Jonas Salk, o inventor da primeira vacina contra a poliomielite, a quem pertencia a patente, responde: “Bem... ao povo. Não tem patente. Podia você patentear o sol?”

Terceiro fato: A física indiana Vandana Shiva lembra que “em 17 de abril de 1492, os monarcas católicos Isabel de Castilha e Fernando de Aragão concederam a Cristóvão Colombo os privilégios de ‘descoberta e conquista’. Um ano depois, em 4 de maio de 1493, o Papa Alexandre VI, por meio de sua ‘Bula de Doação’, concedeu à rainha Isabel e ao Rei Fernando todas as ilhas e territórios firmes ‘descobertos e por descobrir, cem léguas a oeste e ao sul dos Açores, em direção a Índia e ainda não ocupadas ou controladas por qualquer rei ou príncipe cristão até o Natal de 1492”.

“Quinhentos anos depois de Colombo, uma versão secular do mesmo projeto de colonização está em andamento por meio das patentes e dos Direitos de Propriedade Intelectual (DPI) [...] Os títulos de terra emitidos pelo Papa por intermédio dos reis e rainhas europeus foram as primeiras patentes. A liberdade do colonizador foi construída sobre a escravidão e subjugação dos povos detentores do direito original à terra.”

A lembrança de Vandana Shiva é importante por mostrar que, no mundo, sempre há alguém decidindo sobre o futuro dos outros, sem sequer ouvir aqueles que terão o seu destino e sorte modificados. Atos e cartas de Isabéis, Fernandos e Papas definiam de quem eram as partes do planeta, transformando assim “atos de pirataria em vontade divina”. Assim se deram as decisões de quem colonizaria determinada parte da Terra.

E as patentes nada mais são do que a manutenção de um novo colonialismo.

“A apropriação de recursos nativos durante a colonização foi justificada pela alegação de que os povos indígenas não ‘melhoravam’ sua terra [...] A mesma lógica é agora utilizada para tomar a biodiversidade dos proprietários e inovadores originais, definindo suas sementes, plantas medicinais e conhecimento médico como parte da natureza, como não-ciência, e tratando as ferramentas da engenharia genética como o padrão de ‘melhoramento’.”

Com esse discurso, grandes empresas, com o apoio de governos, principalmente o dos EUA, vão patenteando células de seres vivos. É nessa lógica do capital que as grandes empresas – de sementes, medicamentos, etc. – fazem o seu lobby dentro dos parlamentos e, muitas vezes, por dentro dos governos.

Só para lembrar: após a aprovação da Lei de Cultivares, que institui o monopólio privado da propriedade das variedades vegetais no Brasil, a Monsanto adquiriu as principais empresas de semente, entre as quais a Agroceres e a FT Sementes. Assim como se formava o monopólio do domínio territorial, agora se forma o monopólio do controle das patentes.

Não deixando dúvidas sobre o desejo de um novo colonialismo, empresas investem no patenteamento de seres vivos como animais e plantas. Têm patenteado plantas como a Blumea balsamifera (sambog), usado pelos povos da Índia para a cura da hipertensão e de cálculos renais. E passaram a vendê-la em forma de pílulas.

O conhecimento e a cultura de um povo passam a ser explorados como propriedade de empresas. E o povo, que através de seu conhecimento centenário, ou às vezes milenar, usava uma planta (tratamento gratuito), passa a ter que pagar patentes para ter acesso a algo que é seu.

Quarto fato: A viagem que a Interfarma patrocinou para 18 deputados federais do Brasil aos Estados Unidos. Conforme a reportagem, Interfarma e Brazil Institute patrocinaram “uma missão para que os parlamentares conhecessem o desenvolvimento técnico da indústria farmacêutica”.

O lobby não é crime, mas o colonialismo pode ser. Só não dá para admitir que a Interfarma faça lobby para nos manter colonizados.

(*)Dr. Rosinha, é Médico pediatra, deputado federal (PT-PR) e ex-presidente do Parlamento do Mercosul (http://www.twitter.com/DrRosinha)
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=5030

De olho em 2014, Aécio corteja PSD

03.05.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Até agora mero espectador do inchaço do PSD e do definhamento do DEM, o senador tucano Aécio Neves (MG), aspirante a candidato do PSDB à Presidência em 2014, colocou o partido que está sendo criado pelo prefeito Gilberto Kassab no centro do radar de alianças. Com isso, ele, que já tem “espólio” do DEM, quer alargar sua rede de segurança política.

Nesta segunda-feira, 2, depois de criticar os ataques de tucanos ao PSD e de defender a tese de que é preciso “conversar e manter vínculos” com os líderes do novo partido, o senador deu passo concreto para se aproximar da cúpula da legenda. Ele jantaria com o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, linha de frente do prefeito de Kassab nas articulações para criar o PSD. “Todos os que têm pretensão política devem manter as portas abertas. Acho inteligente a posição de Aécio de evitar críticas ao PSD”, disse Bornhausen. “A gente pode amanhã estar junto. Então, por que fazer crítica mais ácida?”

A julgar pelo incentivo de Bornhausen, Aécio começou bem sua movimentação para fincar pé na nova legenda, evitando que seu concorrente no PSDB – o ex-governador José Serra, que também tem pretensões presidenciais em 2014 – tenha canal exclusivo com os dissidentes do DEM.

O que abriu espaço à aproximação em meio ao tiroteio de tucanos contra o PSD foi a declaração de Aécio no 1º de Maio, quando falou de seu “apreço” por Kassab, embora observe que o novo partido “nasce sem identidade”.

O ex-presidente do DEM já saiu da legenda, mas deixará a tarefa de se filiar ao PSD reservada ao filho e deputado federal, Paulo Bornhausen (SC), hoje licenciado da Câmara para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável do governo de Santa Catarina. “O futuro é deles. Eu serei torcedor”, afirmou.

Nos bastidores, porém, sua atuação mostra que ele está bem longe da aposentadoria. No último fim de semana, acompanhou o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo – que deixou o DEM rumo ao PSD –, em visita ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) para tratar da nova sigla. As conversas sobre fusão entre as legendas se encerraram, mas o descarte desta hipótese não significa afastamento.

Acordo com PSB

Os governadores acertaram parceria nas eleições de 2012. O grande desafio do PSD é garantir sobrevivência eleitoral sem tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e tevê, calculado de acordo com o desempenho da legenda nas eleições anteriores e tamanho de sua bancada no Congresso.Do Jornal da Tarde
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/05/de-olho-em-2014-aecio-corteja-psd.html

DEBATE ABERTO:Reforma Política, mas não a qualquer custo

03.05.2011
Do site da Revista Carta Maior,26.04.11
Por Pedro Eugênio*

Deputado Federal Pedro Eugênio(PT/PE)

É imprescindível desmistificar a concepção que considera a falta de representatividade política que o atual sistema detém como uma má formação ahistórica, algo mecânico, que poderia ser corrigido por meros reparos legais. O problema é muito mais complexo.

A Reforma Política é uma oportunidade importante de aperfeiçoamento das instituições políticas brasileiras. Entretanto, considero que ela, se não ocorrer, não causará um desastre nacional. E se for para produzir um resultado que diminua a representação popular, aí é melhor que não ocorra.

Consequentemente, o que deveremos procurar construir é um novo sistema eleitoral que melhore a participação popular, que reduza o peso do poder econômico (reduzindo o custo das campanhas) e que melhore a eficiência do sistema representativo.

Mas antes de discutir como poderia ser uma reforma política aperfeiçoadora, considero imprescindível desmistificar a concepção que considera a falta de representatividade política que o atual sistema detém como uma má formação ahistórica, algo mecânico, que poderia ser corrigido por meros reparos legais.

O problema é muito mais complexo. A despolitização reinante em amplos segmentos sociais, desde a base até a muitos subsetores médios, tem raízes sociológicas, ideológicas e políticas profundas. O período autoritário não foi apenas - e já seria muito! - de supressão de liberdades, mas também, e principalmente, de quebra do fio histórico de muitas lutas sociais e políticas, construtoras da identidade nacional.

Após a redemocratização o processo de alienação da consciência nacional prosseguiu avante através de métodos mais sutis, porém mais eficientes de despolitização das massas.

Dou alguns exemplos.

O fim do sistema seriado de ensino nas universidades e sua substituição pelo sistema de créditos, onde os alunos "pagam" cadeiras ao invés de apreender seus conhecimentos, fragmentou as universidades e estabeleceu forte golpe na dinâmica sócio-política dos movimentos estudantis, berçário istórico de tantas lideranças políticas de nosso país forjadas em lutas durante o período do pós guerra até a primavera de 68. O fato ocorreu em 1972, com Médici no poder e Jarbas Passarinho no Ministério da Educação.

Outro exemplo: o esmagamento da MPB que, na redemocratização se colocava com majoritária presença na preferência popular foi sendo cubstituída pela música americana ou nacional de quinta categoria, impostas por fortíssimos esquemas de divulgação, portanto de massificação através de uma mídia subordinada aos jabás e outras formas de controle econômico. Reduziu-se a voz de nossos artistas de raiz, sempre prontos a cantar as lutas do povo, por sons mecânicos, línguas incompreensíveis ou produções nada artísticas, aquilo que Alceu Valença chama com propriedade de "fuleragem". Esta virada ocorreu nos anos 90 e a desvalorização de nossa música continua até hoje pelas forças de um mercado nada independente, moldado pelas gravadoras e emissoras. Cultiva-se assim a alienação política e o preconceito.

Por fim, há de se considerar o sistema partidário em si e sua história. O fim dos partidos políticos promovidos pelo golpe de 64 e as sucessivas medidas de cerceamento do parlamento, inclusive o seu fechamento quando do AI5 e as muitas reformas políticas autoritárias criadoras de instrumentos como a sublegenda, destruíram o liame histórico, a continuidade político-partidária e praticamente empurraram a esquerda à luta armada, mais grito agônico de revolta que processo de construção de novos desenhos partidários de massa e democráticos.

A derrota destes agrupamentos consolidou o vazio político que não foi preenchido jamais pelo MDB, mesmo este tendo se transformado em tribuna na qual alguns bradavam por liberdade. O vácuo partidário, do ponto de vista da capacidade de gestarmos processos amplos e orgânicos de transformação estava implantado.

A anistia e a redemocratização vieram como processo dúbio - de um lado respondendo a anseios de amplos setores médios da sociedade, ávidos por liberdade, mas também fruto de estratégia cuidadosamente urdida no laboratório do senhor Golbery, significando, por sua sinuosa forma lenta gradual e segura, o abandono voluntário do autoritarismo e sua substituição pela institucionalização democrática formal, capaz de tocar para frente o processo político e econômico sem riscos das rupturas tão temidas pelas elites e pelo Departamento de Estado norte americano.

Quem pensa que o povo nas ruas, a clamar por Diretas Já, da mesma forma que fariam os caras pintadas a exigir a cassação de Collor, quem pensa que estes movimentos de massa substituíram o esfacelamento do fio da historia promovido pela ditadura está muito enganado. Foram belos movimentos sim, democratizantes sim, mas incapazes de recompor a fratura causada pela censura, pelo desmantelamento armado não só das organizações foquistas, mas também do PCB que entendeu a época que havia de se perseguir o ligar-se a base social operária, camponesa e média do país, sem luta armada e que, não obstante e talvez por isso mesmo, teve sua direção nacional dizimada a bala.

Agora, que discutimos a tal reforma política e quando os meios de comunicação não cansam de bradar sobre a falência do nosso modelo de representação popular, não podemos nos esquecer que todas as fragilidades de nosso sistema foram criadas por este processo de rompimento da ordem democrática materializado pela deposição de Jango em 64 e de redemocratização capenga, promovida 20 e, poucos anos, depois sob o comando dos coveiros da democracia.

É verdade que, com a redemocratização, a sociedade brasileira produziu novas alternativas partidárias. De Brizola surrupiaram o PTB que tentou refundar e acabou em mãos, à época, que não se comprometiam com a tradição trabalhista de Getúlio. Funda-se o PDT que tenta restabelecer aquela tradição sem, no entanto, lográ-lo. É que os tempos eram outros, houvera o milagre econômico dos anos 70 e surgira uma afluente classe média ancorada no novo modelo de consumo concentrado, nascera uma nova classe operária no ABC paulista, tributária deste mesmo modelo, pois fabricante do maior ícone do novo padrão de consumo concentrador - o automóvel.

Nasce aí o PT que agrega outras forças políticas de esquerda, remanescentes da luta contra a ditadura. De todos os partidos é o que melhor se coloca no novo momento, pois não tenta restabelecer o passado rompido, mas construir o futuro. Mas é segmentado e, no início, pouco representativo do complexo social nacional.

Como o PDT, o PSB que fora no passado partido de uma elite intelectual de esquerda, abriga Arraes, o que lhe da dimensão política, mas não consegue lhe conferir, como Brizola ao PDT, caráter de partido de massas. Como disse, os tempos eram outros.

Logo adiante surge o PSDB que intenta ser partido social-democrata para logo se tornar partido de centro-direita, pelo caráter elitista de seus quadros e pela natureza conservadora de sua aliança estratégica com os
herdeiros da Arena.

Não pretendo aqui fazer a análise dos partidos no Brasil a partir da Nova República, mas apenas afirmar que o quadro partidário atual traz consigo a marca indelével da destruição autoritária do antigo sistema e das limitações de uma redemocratização tutelada. Pensar que os males do nosso sistema representativo são defeitos da norma legal que podem ser corrigidos por uma reforma nas leis é, no mínimo, ilusão. O que só a luta política pode conferir a lei, por si só não consegue criar. Afinal a lei, para ter alma, deve emanar da vontade popular.

Não se trata de aprovar a Reforma de qualquer maneira, portanto. Só vale a pena aprová-la se a alma não for pequena e, se desta reforma, pudermos retirar avanços sociais e políticos para o país que detenham a legitimidade que só a vontade social pode outorgar.

(*) Presidente estadual do PT-PE e deputado federal.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=5032

Zizek: "Há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista"

03.05.2011
Do site da revista Carta Maior, 02.05.11
Por Slavoj Zizek

A crise do capitalismo alimenta o crescimento, na Europa, de um populismo inquietante e autoritário que tem em Sílvio Berlusconi o maior intérprete. Mas abre também espaço inédito para uma política que tenda à sua superação, defende o filósofo esloveno Slavoj Zizek em entrevista a Benedetto Vecchi, do Il Manifesto. "Há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista. A inquietação ambiental atingiu os níveis de vigilância. A democracia é reduzida a um simulacro. Ainda assim, nem tudo está perdido", diz Zizek.

Escrita em estilo sóbrio, a obra analisa o mundo depois da crise econômica e a tendência de muitos governos de intervir, por meio de financiamento das dívidas dos bancos e das grandes instituições financeiras, para evitar aquilo que apenas há poucos anos parecia a trama de um filme de ficção sobre o colapso do capitalismo. 
Mas o autor procura distanciar-se das posições teóricas de muitos estudiosos marxistas, que sempre viram o neoliberalismo como um parêntese que, eventualmente, seria substituído por uma realidade social e política mais consentânea com as leis económicas, dando pouco espaço para os rentistas que enriqueceram com as loucuras especulativas das últimas décadas.

Para Zizek, ao contrário, o neoliberalismo tem sido uma adequada contra-revolução que cancelou a constituição material e formal surgida após a II Guerra Mundial, quando o capitalismo era sinonimo de democracia representativa. No início do terceiro milênio, a contra-revolução terminou, abrindo espaço para uma política radical que Zizek, em sintonia com o filósofo francês Alain Badiou, chama enfaticamente de “hipótese comunista”.

O filósofo esloveno não fecha, porém, os olhos para o fato de que os sinais provenientes de toda a Europa apontam para a ascensão de uma direita populista que conquista consensos onde os partidos social-democratas eram tradicionalmente fortes – como na Holanda, Noruega, Suécia. E também era irônico que com os democratas e norte-americanos radicais, que “nos Estados Unidos, depois de haver saudado a eleição de Obama para a Casa Branca como um evento divino, agora se deleitassem em discutir se é politicamente mais incisivo 'Avatar', de James Cameron, ou 'Estado de Guerra', de Kathryn Bigelow”. Eis a entrevista:

Num artigo, você lançou farpas contra “Avatar”, definindo-o como um filme apolítico. No entanto, no filme de Cameron, há fortes referências tanto à guerra do Iraque quanto à destruição da floresta amazônica: em ambos os casos, os vilões são as multinacionais…

Slavoj Zizek: O filme de James Cameron é agradável, divertido, uma obra inovadora do ponto de vista do uso das tecnologias digitais. Mas aqueles que sustentam que os críticos radicais nos Estados Unidos são uma espécie de ala marxista de Hollywood não me convencem. Eles escreveram que Avatar retrata a luta de classes e a luta dos pobres contra os ricos, com o fim de auto-determinarem a sua vida. Há um planeta, Pandora, que é invadido por uma tropa de mercenários a soldo de multinacionais. O objetivo é depredar os seus recursos naturais, colocando, assim, em perigo o milenário equilíbrio que os seres vivos estabeleceram com o luxuriante ecossistema. Podemos estabelecer certa analogia com o que as multinacionais e os países imperialistas fazem com a Floresta Amazônica, com o Iraque ou com toda aquela realidade onde estão as fontes energéticas e as matérias primas fundamentais para a produção de riqueza. No filme, os aborígenes de Pandora, em nome de uma visão holística de relação com a natureza, opõem-se ao capitalismo, vencendo, no final, a sua batalha. Mas a natureza é um produto cultural que muda com a mudança das relações sociais.

Os seres sempre retiraram da natureza os meios para viver e se reproduzir como espécie. Mas ao fazê-lo, transformaram a natureza. Não é, portanto, retornando a uma idade de ouro idealizada, como sugere James Cameron, que se pode derrotar o capitalismo. “Avatar” é pura fantasia, fascinante por certo, mas sempre fantasia.

Você tem frequentemente sublinhado que o populismo é uma doença do Político. Não lhe parece que o populismo, mais que uma doença, seja a forma política que, melhor que as outras, se adapta ao capitalismo contemporâneo?

Zizek: Até há alguns anos, afirmava-se que o capitalismo era sinônimo de democracia na sua forma liberal, fundada sobre a tolerância, o multiculturalismo e o politicamente correto. Agora, ao contrário, assistimos às forças ou aos líderes políticos que invocam a mobilização do povo para combater os inimigos do estilo de vida moderno. O filósofo argentino Ernesto Laclau analisou a fundo a lógica do populismo, sustentando que existe uma variante de esquerda e uma variante de direita. A tarefa do pensamento crítico consistiria em evitar a derivação de direita.

Não estou de acordo com essa posição. Em primeiro lugar, o populismo é sempre de direita. Além disso, o povo, como a natureza, é uma invenção. Laclau acredita que para fazê-lo tornar-se realidade deve-se imaginar um universal que contenha e supere as diferenças dentro dele. Daí a necessidade de identificar um inimigo que impede a formação do povo. Não é uma coincidência, então, que a forma acabada de populismo seja o anti-semitismo, porque indica um inimigo que vive entre nós. O mesmo fazem os populistas contemporâneos quando indicam os migrantes como a quinta-coluna entre nós.

Na sua avaliação, o populismo dirigirá o conflito contra inimigos de conveniência, para esconder o sistema de exploração do capitalismo. Isso quer dizer que esta tendência ocupa um espaço político abandonado, por exemplo, pela esquerda. Como recuperar esse espaço?

Zizek: Walter Benjamin escreveu que o fascismo emerge de onde uma revolução foi derrotada. Um conceito que, aplicado à realidade contemporânea, explica o fato de o populismo emergir quando a hipótese comunista, que não coincide com o socialismo real, é retirada da discussão pública. Entretanto, no tolerante capitalismo contemporâneo assistimos à campanha midiática contra os migrantes, porque atentam contra a nossa segurança. Ou ficamos atordoados com intelectuais que, como Bernard Henri-Levy, debatem longamente sobre a superioridade da civilização ocidental e sobre o perigo representado pelo fundamentalismo islâmico, qualificado como islamo-facismo.

Creio, todavia, que há fortes pontos de contacto entre a ideologia liberal e o populismo: ambos são pensamentos políticos que levam em conta o estilo de vida capitalista ocidental como o único mundo possível. Os liberais, em nome da superioridade da democracia, os populistas em nome do único estilo de vida que as pessoas se dão. Há também diferenças. Os liberais estão impondo, mesmo com as armas, a democracia e a tolerância entre quem não é democrático nem tolerante. Os populistas desejam, ao contrário, aniquilar de modo suave de polícia étnica as diversidades culturais, sociais, de estilo de vida. O populismo é, portanto, uma das formas políticas do capitalismo global, mas não a única. Silvio Berlusconi, frequentemente julgado como um comediante ou um personagem de opereta, é, ao contrário, um líder político para ser estudado com atenção, porque pretende conjugar a democracia liberal com o populismo.

O primeiro-ministro italiano está, todavia, acelerando uma tendência presente em todos os sistemas políticos democráticos. Sua obra visa modificar o equilíbrio dos poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário – para benefício do Executivo, de modo tal que o executivo englobe o Legislativo e o Judiciário, mas sem cancelar os direitos civis e políticos. As eleições são consideradas como uma sondagem sobre a obra do executivo. Se Berlusconi perde, invoca em seguida a soberania popular representada por ele. A forma política que propõe é, sim, uma mescla entre democracia e populismo, se bem que a sua ideia de democracia seja uma democracia pós-constitucional que faz da invenção do povo o seu traço distintivo. Tudo isso faz com que a Itália, mais que um país atípico, seja um laboratório inquietante onde se desenvolveu uma democracia pós-constitucional. Desse ponto de vista, na Itália está sendo construído o futuro dos sistemas políticos ocidentais…

O que quer dizer com pós-constitucional?

Zizek: Uma democracia que elimina a antiga divisão e equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Equilíbrio dos poderes definido por todas as constituições europeias e pelo Bill of Rights dos Estados Unidos…

Na Europa, tudo isso é chamado pós-democracia. Claro, Sílvio Berlusconi deseja superar a democracia representativa que conhecemos no capitalismo. Por isso é um líder político mais que nenhum outro. Acho que o presidente Nicolas Sakozy tem uma visão muito mais clara do que aquela posta em jogo no capitalismo. Isso quer dizer que é mais perigoso do que os outros expoentes da direita europeia ou dos EUA. Não nos encontramos, portanto, em frente a um personagem de opereta, que vai às mulheres e promulga leis ad personam. A tragédia apresenta sempre momentos de opereta. Mas há tragédia quando se manifestam conflitos radicais, onde não há possibilidade nem de mediação nem de salvação.

Será, por isso, interessante ver como evoluirá a situação italiana, que não representa – e sobre isso, estou de acordo consigo – uma anomalia, mas um laboratório político cuja existência condicionará muitíssimo o futuro político da Europa. Na Holanda, na Suécia, na Noruega, na Dinamarca, na França, na Inglaterra há, de fato, forças políticas populistas que recolhem sempre mais consensos eleitorais graças às campanhas anti-migratórias que conduzem, mas não têm aquele radicalismo que apresenta a situação italiana.

Dito isso, não é preciso, no entanto, desenvolver uma visão apocalíptica da realidade. É claro: há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista. A inquietação ambiental atingiu os níveis de vigilância. A democracia é reduzida a um simulacro. Ainda assim, nem tudo está perdido.

Pelo contrário. Como demonstra a recente crise econômica, quando tudo parece perdido, abre-se espaço para uma ação política radical, que eu chamo de comunista. Tomemos o recente encontro sobre ambiente realizado no ano passado em Copenhaga. O resultado final, mais que um êxito decepcionante, foi um desastre político. Há propostas, derrotadas nos trabalhos da cúpula, que indicam na salvaguarda do ambiente uma das prioridades para salvar o capitalismo. Podemos pensar numa aliança tática com quem o carrega avante.

A crise econômica, além disso, exigiu uma intervenção do Estado para salvar da bancarrota empresas, bancos e sociedades financeiras. Mas isso significou que o tabu sobre a periculosidade da intervenção reguladora do Estado foi quebrada. Isso pode reforçar os socialistas — isto é, aqueles que apontam para uma redistribuição dos rendimentos e de poder. Não é a política que eu amo, mas abre espaço a propostas mais radicais. Por outras palavras, volta forte a ideia comunista de transformar a realidade. O que proponho não é um mero exercício de otimismo da razão, mas a consciência de que há forças e relações sociais que podem ser liberadas a partir da camisa de força do capitalismo.

Toni Negri e Michael Hardt acham que enfatizando as características do capitalismo pós-moderno criam-se condições para o governo da comuna — isto é, do comunismo – graças àquilo que definiu a virtude prometeica da multidão. Mais realisticamente, acho que devemos organizar as forças sociais oprimidas para uma ação praticável no presente e no futuro imediato.

VocÊ escreve, em sintonia com Alain Badiou, que o comunismo é uma ideia eterna. Uma política “comunista” deve, todavia, ancorar-se numa análise das relações sociais de produção e das formas que ela assume numa contingência histórica. Pode-se estar de acordo ou em discordância com a tese de Negri e Hardt sobre o capitalismo cognitivo, mas os seus escritos assinalam exatamente essa necessidade. Caso contrário, o comunismo torna-se uma teologia política, não acha?

Zizek: Não acredito, como Hardt e Negri, que com o desenvolvimento capitalista as forças produtivas, mais cedo ou mais tarde, entrem em rota de colisão com as relações sociais de produção. Precisamos agir politicamente para que isso aconteça. É esse o legado de Lenin que não pode mais ser apagado. Mas deixemos fora os textos sagrados e olhemos o capitalismo real. Existe certamente uma setor de força-trabalho cognitiva, mas que também continua a trabalhar em fábrica e que, como os migrantes, é reduzida a uma condição de submissão servil no processo laboral.

Para não jogar no lixo da história esses “excluídos”, ou “marginais”, é preciso uma forte imaginação política, capaz de recompor e unir os diferentes setores da força-trabalho. A teologia é sempre fascinante, mas, quando digo que a ideia comunista é eterna, refiro-me ao fato de que é uma constante na história humana a tensão de superar a condição de escravidão e exploração. Por isso, o comunismo volta sempre, mesmo quando tudo previa que fosse permanecer definitivamente sepultado sob os escombros do socialismo real.

Tradução: Anete Amorim Pezzini para o Outras Palavras


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POBRE E RICO MUNICÍPIO... Políticos de Ipojuca condenados por esquema de cestas básicas

03.05.2011
Do blog ACERTOS DE CONTAS
Porn André Raboni
Ipojuca - foto extraída no site ipojucanos.com

Ipojuca que não está nas revistas turísticas...

Ipojuca tem o maior PIB per capta de Pernambuco e uma população que assiste o alto crescimento econômico do município sem ver nem a sombra de investimentos na melhoria dos serviços públicos. O crescimento do PIB do município foi enorme nos últimos anos, porém necas de desenvolvimento social foi revertido para a população. Em 2004, o PIB do município era de 2.871.459 (em milhares de Reais).

Em 2005, subiu para R$ 3.505.321 e em 2008 cresceu para R$ 6.250.969. Ou seja, o produto interno bruto do município havia praticamente dobrado em quatro anos, e atualmente (os dados do censo 2010 ainda serão divulgados) deve ser bem maior. Em 2005, o PIB per capta do município era de R$ 51.577. Em 2008 esse valor subiu para R$ 84.405. Claro que esses dados trazem algumas distorções, sobretudo pelo fato de Ipojuca ter distritos industriais cujo faturamento nem sempre gera valores agregados para a população.

Mas a ausência de melhoria de vida no município, diante de tamanho crescimento econômico, só pode ser explicada pela má gestão política e administrativa do município – cujos políticos historicamente apostam na ignorância formal da população (educação pública de péssima qualidade) como ferramenta para manutenção do poder político e econômico.

Prefeito fala de justiça social na comemoração municipal

Curioso é que no último dia 6 de abril (no palanque de um evento público que comemorava os 165 anos de emancipação política do município), o prefeito Pedro Serafim, capitalizando politicamente o desenvolvimento trazido pelo Complexo de Suape, disse que era “um privilégio e uma grande felicidade o fato de estar no exercício do cargo no exato momento histórico em que os cidadãos ipojucanos comemoram, sobretudo a emancipação social de toda a comunidade ipojucana e o ingresso numa era de justiça social”.

Faltou o prefeito falar para o povo do município o que ele entende por “emancipação e justiça social”…

O evento comemorativo aconteceu poucos dias depois de Pedro Serafim ser condenado por improbidade administrativa, após contratar guardas municipais de forma irregular, sem concurso público (ler a sentença aqui).

Um exemplo que comprova a inquestionável má gestão do Erário do município foi a notícia divulgada hoje no site do Ministério Público de Pernambuco. Um grupo de seis vereadores, quatro ex-vereadores e mais um ex-secretário do município foi condenado por manipularem a distribuição de cestas básicas de um programa da Secretária de Ação Social.

O esquema montado pelo grupo é um exemplo da prática política que impera no município. Segundo a matéria do MPPE:

As cestas básicas, cada uma no valor de R$ 37,00, eram entregues pela Secretaria de Ação Social apenas a quem apresentasse um cartão vermelho numerado. Durante as investigações, ficou comprovado que cada sequência numérica correspondia a um vereador; cada vereador recebeu 500 cartões para distribuir entre seus eleitores. Só recebiam os alimentos aqueles que apresentassem o cartão perante a Secretaria, cujos funcionários anotavam o título eleitoral do cidadão e o vereador que lhe havia entregue o benefício, dentre outras informações.

A pena imputada ao grupo foi a “perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e créditos, além do ressarcimento de R$ 136,9 mil ao erário municipal e multa civil de R$ 273,8 mil, valores a serem divididos entre todos os réus.”

A condenação por improbidade administrativa se deu em primeira instância, o que significa que eles ainda podem recorrer. Os envolvidos no esquema foram os seguintes:

Ex-secretário de Ação Social –> João Carneiro Da Cunha.
Vereadores –> Carlos Antônio Guedes Monteiro, Fernando Antônio de Oliveira (Fernando de Fausto), José Alves Bezerra Júnior (Júnior Alves), Paulo Agostinho Lins, Odimeres José da Silva (Nem Batatinha), e Valter José Pimentel (Valtinho da Sucata).
Ex-vereadores –> Amaro Alves da Silva, Elias José da Silva (Elias Pintor), Gilson José Ribeiro (Gilson Fica Frio) e José Heleno Alves.

Que o povo do Ipojuca lembre desses nomes e de seus aliados nas eleições do ano que vem. E que o Ministério Público de Pernambuco fique de olho na politicagem que rola solta no município.

Se investigarem direitinho, certamente outras peripécias serão detectadas nesse pobre rico município pernambucano.

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Fátima Oliveira: Um dos problemas do SUS é a redução no tempo de atendimento

03.05.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Fátima Oliveira, em O Tempo

Novo ministro quer melhorar a percepção da sociedade

Em “O meteoro petista da Esplanada”, referindo-se ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Cristiane Agostine escreveu que “o ministro diz que quer deixar como marca na saúde a redução no tempo de atendimento, um dos grandes problemas do SUS. ‘Vamos trabalhar no planejamento para que as pessoas tenham acesso aos serviços de saúde em tempo adequado’(…)

Padilha anunciou a criação de um índice nacional de saúde para checar a qualidade dos serviços prestados por Estados e municípios e premiar quem tiver bom desempenho. ‘Nosso esforço será melhorar a percepção das pessoas sobre o SUS e ter unidades de saúde mais próximas da população’” (“Valor Econômico”, 25.4.2011).

São palavras que me ajudam a cumprir o pedido de uma pessoa que, na semana passada, foi ao pronto-socorro com “poliqueixas” crônicas e uma coceira no corpo. Nove da matina. Pronto-socorro com exatos 2/3 a mais do que comporta de doentes; só classificação de risco não basta, então não tenho dúvidas em ficar na recepção, conversando com quem chega – o que chamo de educação popular em saúde. É arriscado? É! Muito. Mas são “ossos do meu ofício”.

Depois da resposta a “por que veio aqui?”, indago se tem diabetes e “pressão alta”. Se a resposta não indica doença preexistente que possa levar a emergências, o teor do meu discurso é o que se segue: “Não estou dizendo que não está doente, tanto que veio aqui; se estivesse bem, não viria.

Precisa de uma consulta. Seu caso não é atendido aqui”, patati-patatá… Dou um tempo, pois é nesse ponto – ao falar que no pronto-socorro não se faz consulta – que o bicho pode pegar… De impropérios a ameaça de chamar a polícia, o “Aqui Agora”, a Itatiaia; xingamento da mãe (a minha!), mandam para “aquele lugar”… “É omissão de socorro, eu te filmei, viu?”.

Há pessoas civilizadas. A esmagadora maioria. E com elas a conversa flui. Desfio as possibilidades de atendimentos para diferentes estágios de doenças: postos de saúde, ambulatórios de especialidades, UPAs, dos quais ofereço os endereços. É incrível: a maioria sequer sabe onde fica o posto de saúde da região onde mora!

Numa “educação popular em saúde” fui interrompida por uma fala mais ou menos assim: “Entendi! Obrigada. É a primeira vez que me dizem como obter uma consulta. A gente corre para pronto-socorro à toa, com necessidade de outro tipo. Sabe por que eu vim aqui? Eu trabalho; e, como a coceira continua, vim aqui. Não dá faltar para consultar, fazer e buscar exames. Aqui fazem os exames na hora. Por que não há posto que consulta à noite?”. Nem respondi e ela prosseguiu: “Estou reconhecendo! A senhora escreve no O TEMPO? Pois escreva sobre essas coisas que falou comigo! Quem ler vai aprender muito. Pode até diminuir esse tanto de gente que bate na porta do pronto-socorro de forma errada…”.

Dissecando o conteúdo do modestíssimo e louvável sonho do ministro, chegaremos a vários lugares: uns bons e outros nem tantos, com risco de até perder o caminho. Trocando em miúdos: dificuldades em atendimento médico e em atenção em saúde, que não são a mesma coisa, não se restringem a acesso no tempo adequado. Acesso difícil ou inacessibilidade aos serviços são sinais gritantes de um buraco maior, de responsabilidade dos governos locais: a inexistência, ou a insuficiência, ou o sucateamento da Rede Básica de Saúde, pois sem ela não haverá UPAs e nem hospitais que cubram uma demanda que não é da competência deles.

Urge desatar os nós.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sus-a-reducao-no-tempo-de-atendimento.html

Assange: Facebook é máquina de espionagem

03.05.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo matéria de Rosangela Basso, publicada no blog Maria da Penha Neles:

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, levantou a questão das redes sociais em uma entrevista na Rússia hoje, dizendo que o facebook “é a mais terrível máquina de espionagem já inventada”.

Assange disse acreditar que o Facebook é uma enorme base de dados de nomes e registros de pessoas, voluntariamente mantida por seus usuários, mas desenvolvido pela inteligência dos EUA para uso.

"Todos devem compreender que, quando você adiciona amigos ao Facebook , você está fazendo o trabalho de graça para as agências de inteligência dos Estados Unidos, e criando esse banco de dados para eles ", disse Assange.

Porém, Assange não afirma que o Facebook é realmente executado por agências de inteligência dos EUA. O fato é que o acesso aos seus registros é perigoso. "Agora,o Facebook está a cargo da inteligência dos EUA? Não, não é. É simplesmente que a inteligência dos EUA é capaz de impor a pressão jurídica e política sobre eles", disse ele.

Assange também abordou a questão dos cables secretos do governo dos EUA publicados pelo Wikileaks, argumentando que os que têm importância não foram publicados ainda. "Só publicamos os que foram considerados secretos, classificados como confidencial. Nós não tivemos nenhum cable ultra-secreto. As coisas realmente constrangedoras, o que é realmente grave, não está na nossa 'coleção' para a publicação. Mas estão lá ", disse ele.

No final da entrevista, Assange destruiu a indústria da mídia, dizendo que ela distorce a realidade para o público e que tem feito muito pouco para impedir as guerras e tirar os governos corruptos do poder. "Realmente essa é a minha opinião sobre os meios de comunicação, eles são tão ruins, que devemos nos perguntar se o mundo seria melhor sem eles completamente", disse ele.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/05/assange-facebook-e-maquina-de.html

bama X Osama: Os “rapazes” já podem voltar pra casa?

03.05.2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Rodrigo Vianna

Tropas dos EUA, no momento em que defendiam os valores ocidentais

Uma das bandeiras de campanha de Obama foi dizer que a invasão do Iraque tinha sido um erro grosseiro da gestão Bush. Iraque não tinha nada que ver com Bin Laden e Al-Qaeda, afirmava o Obama candidato. E estava certo. Ele prometeu retirar as tropas do Iraque (até hoje não retirou, só reduziu o contingente) e concentrar a guerra no Afeganistão, onde estariam Bin Laden e seus apoiadores da Al-Qaeda.

Obama errou por algumas centenas de quilômetros. Bin Laden estava “escondido” numa cidade paquistanesa, num bairro próximo da Academia Militar do Exército daquele país, numa região onde vivem centenas de militares. Seria como se o inimigo público número um, no Brasil, vivesse em Deodoro – ali perto da Vila Militar no Rio.

Mas sejamos justos: Obama estava certo no diagnóstico. O correto, do ponto de vista dos EUA, era centrar esforços onde havia chance de Bin Laden estar. Só podia ser no Afeganistão (onde de fato o terrorista se escondia, antes de escapulir para o Paquistão). Ou no vizinho Paquistão.

A questão é: o que os Estados Unidos farão agora com suas tropas no Afeganistão e Iraque? Morto o inimigo número 1, os “rapazes” podem voltar à pátria depois de deixar pelo Oriente Médio um rastro de bombas, invasões de domicílios, prisões de Abu-Ghraib com torturas medievais, além de outros exemplos edificantes da defesa dos “valores ocidentais”?

Ou seria melhor deslocar parte dos “rapazes” para Líbia, Iêmen, Argélia – onde os “valores ocidentais” também precisam ser defendidos?

Onde houver petróleo, há valores ocidentais a defender. Por isso, a resposta parece evidente.

Tão evidente como o fato de Bin Laden ter sido eliminado (?!) quando já não estava no auge. Hoje, Bin Laden era apenas um “peão” nas disputas internas para decidir quem comandará o Islã. É o que você pode ler nessa análise publicada pelo Asia Times Online, com tradução do coletivo Vila Vudu.

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BE: Reabilitação urbana, apoio à terceira idade e eficiência energética criaria 75 mil empregos

03.05.2011
Do jornal português, PÚBLICO
Por Lusa
Francisco Louçã apresentou a segunda de vinte medidas que os bloquistas vão apresentar até às eleições
Francisco Louçã apresentou a segunda de vinte medidas que os bloquistas vão apresentar até às eleições (Enric Vives-Rubio)

O BE apresentou hoje um pacote de medidas para reanimar a economia e criar 75 mil empregos no médio prazo, constituído por um programa de reabilitação urbana, apoio à terceira idade e de aposta na energia solar.

As três propostas para a criação de emprego fazem parte da segunda de vinte medidas que os bloquistas vão apresentar até às eleições de Junho e seriam financiadas por um novo imposto sobre o património e que, segundo o BE, permitiria ao Estado um encaixe de 600 milhões de euros.

O programa de reabilitação urbana, uma proposta já por diversas vezes apresentada pelo BE, teria um investimento de 500 milhões de euros em cada um dos anos, como forma de “recuperar 200 mil casas degradadas, reduzindo o endividamento externo e promovendo o arrendamento a preços mais baixos”.

Segundo os bloquistas, seriam criados 60 mil postos de trabalho ao longo de quatro anos, “em empresas e trabalho especializado”.

Já o programa de apoio à terceira idade seria estendido por 10 anos, respondendo “a mais 100 mil idosos em apoio domiciliário, criando mais 10 mil postos de trabalho a curto prazo e 25 mil a médio prazo”.

Como terceira medida, o BE defende um “programa de eficiência energética e promoção da energia solar”, que implica um investimento de 200 milhões “para poupança em importação de petróleo de 400 milhões por ano” e “de 150 milhões em créditos de carbono”.

Com esta proposta, diz o BE, criar-se-iam 15 mil postos de trabalho a curto prazo e mais 85 mil nos dez anos do program

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Fonte:http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/be-reabilitacao-urbana-apoio-a-terceira-idade-e-eficiencia-energetica-criaria-75-mil-empregos_1492530

PT e PR deverão forma chapa em Paulista

03.05.2011
Do blog PAULISTA EM 1° LUGAR
Postado por Francisco Marques

As articulações tão a todo vapor na cidade do paulista, em pauta as eleições do próximo ano, o Dep. Sergio Leite vem a meses articulando o nome do seu vice, mais o que se comenta é que o PT deverá forma chapa com o PR no município, é o ex. Dep. Amaury Pinto já tinha confirmado o interesse de forma chapa com Sérgio. Amaury Pinto que obteve nas ultimas eleições mais de 8 mil votos na cidade, e segundo bastidores da política estaria chateado com o Prefeito Yves Ribeiro pois teve seu grupo exonerado da atual gestão, toparia essa disputa.
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Fonte:http://www.paulistaem1lugar.com/2011/05/pt-e-pr-deveram-forma-chapa-em-paulista.html