segunda-feira, 2 de maio de 2011

Presos três integrantes de quadrilha responsável por mais de 10 homicídios

03.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Escrito por Danúbia Juliã
o


Foram apresentados na tarde desta segunda-feira (02) três integrantes de uma quadrilha envolvida com a prática de homicídios, tráfico de drogas, assalto, comércio ilegal de armas e munição, que atuava em Abreu e Lima. A ação é consequência das investigações da operação Conexão, que resultou na prisão de 19 pessoas no mês passado.

Robson Aguiar Silva, o Bolo, 32 anos, Reginaldo Gomes da Silva, o Camboja, 31 anos, e Jandeclécio Luiz de Souza, o Pitel, 21 anos. Eles integravam a quadrilha de Edeildo Pedro Silva, o Rato, e foram presos entre a última quarta-feira e sábado, em Abreu e Lima e Goiana, por Policiais Civis.

Segundo o delegado Vinícius Notari, da 3ª Equipe de Homicídios de Paulista, essa quadrilha executou mais de 16 homicídios naquela região, envolvendo a disputa pelo tráfico de drogas e dívidas de clientes.

Do Folha Digital, com informações de Alexandre Ferreira, de Grande Recife
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/634969-pc-apresenta-outros-tres-integrantes-de-quadrilha-responsavel-por-mais-de-10-homicidios-em-abreu-e-lima

Balança comercial registra superávit de US$ 1,863 bilhão em abril

02/05/2011
Economia
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– A balança comercial brasileira fechou o mês de abril com superávit de US$ 1,863 bilhão (cerca de R$ 2,9 bilhões). O saldo foi divulgado hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o ministério, em cada um dos 19 dias úteis do mês, o país exportou, em média, US$ 98,1 milhões a mais do que importou.

Essa média é 52,8 % maior do que a registrada em abril do ano passado (média por dia útil de US$ 64,2 milhões). Também é 32,6% superior ao resultado médio diário de março deste ano (US$ 74 milhões).

Em abril, o valor total das exportações brasileiras foi US$ 20,173 bilhões, com média diária de US$ 1,061 bilhão. Essa média é 40,1% superior à de abril do ano passado (US$ 758,1 milhões) e 15,6% maior do que a de março (US$ 918,4 milhões).

Já as importações chegaram a US$ 18,310 bilhões no mês, com um resultado médio diário de US$ 963,7 milhões. A média é 38,9% maior que a de abril do ano passado (US$ 693,9 milhões) e 14,1% superior ao resultado médio de março deste ano (US$ 844,4 milhões).

Com o aumento das exportações e importações, a corrente de comércio também cresceu em abril. A soma das importações e exportações fechou o mês em US$ 38,483 bilhões, com média diária de US$ 2,025 bilhões. Essa média é 39,5% maior do que a de abril do ano passado (US$ 1,452 bilhão) e 14,9% superior à de março deste ano (US$ 1,762 bilhão).

De janeiro a abril, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 5,032 bilhões. Esse saldo é 132,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 2,166 bilhões).

Nos últimos 12 meses, o superávit acumulado chega a US$ 23,087 bilhões. O valor é 11,2% maior do que o verificado nos 12 meses anteriores (US$ 20.760 bilhões).

Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-02/balanca-comercial-registra-superavit-de-us-1863-bilhao-em-abril

Balança comercial registra superávit de US$ 1,863 bilhão em abril

02/05/2011
Economia
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– A balança comercial brasileira fechou o mês de abril com superávit de US$ 1,863 bilhão (cerca de R$ 2,9 bilhões). O saldo foi divulgado hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o ministério, em cada um dos 19 dias úteis do mês, o país exportou, em média, US$ 98,1 milhões a mais do que importou.

Essa média é 52,8 % maior do que a registrada em abril do ano passado (média por dia útil de US$ 64,2 milhões). Também é 32,6% superior ao resultado médio diário de março deste ano (US$ 74 milhões).

Em abril, o valor total das exportações brasileiras foi US$ 20,173 bilhões, com média diária de US$ 1,061 bilhão. Essa média é 40,1% superior à de abril do ano passado (US$ 758,1 milhões) e 15,6% maior do que a de março (US$ 918,4 milhões).

Já as importações chegaram a US$ 18,310 bilhões no mês, com um resultado médio diário de US$ 963,7 milhões. A média é 38,9% maior que a de abril do ano passado (US$ 693,9 milhões) e 14,1% superior ao resultado médio de março deste ano (US$ 844,4 milhões).

Com o aumento das exportações e importações, a corrente de comércio também cresceu em abril. A soma das importações e exportações fechou o mês em US$ 38,483 bilhões, com média diária de US$ 2,025 bilhões. Essa média é 39,5% maior do que a de abril do ano passado (US$ 1,452 bilhão) e 14,9% superior à de março deste ano (US$ 1,762 bilhão).

De janeiro a abril, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 5,032 bilhões. Esse saldo é 132,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 2,166 bilhões).

Nos últimos 12 meses, o superávit acumulado chega a US$ 23,087 bilhões. O valor é 11,2% maior do que o verificado nos 12 meses anteriores (US$ 20.760 bilhões).

Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-02/balanca-comercial-registra-superavit-de-us-1863-bilhao-em-abril

Padre que abençoava voos da morte é denunciado enquanto rezava missa na Argentina

02.05.2011
Do blog RSURGENTE, 28.03.11

Stella Calloni – La Jornada (*)

Um padre que abençoava militares argentinos e os voos da morte por meio dos quais a ditadura jogava presos políticos-desaparecidos vivos no mar, foi localizado por jovens militantes em uma paróquia de San Martín, na província de Buenos Aires, e denunciado publicamente enquanto rezava a missa. O padre Alberto Angel Zanchetta, que em 2009 foi aposentado como capitão de fragata e capelão da Marinha, continua exercendo o sacerdócio em paróquias da capital argentina e arredores, apoiado pelo cardeal Jorge Bergoglio.


Entre os anos 1975 e 1976, Zanchetta serviu na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), considerada o maior centro clandestino de detenção da ditadura e onde desapareceram cerca de 5 mil pessoas. Depois que o Ministério da Defesa, comandado pela advogada Nilda Garré, determinou a remoção de Zanchetta em 2009, o jornal Página/12 descobriu-o em uma igreja do antigo bairro de San Telmo.

Diante do escândalo, a cúpula da Igreja Católica enviou-o para Itália por um tempo e acreditando que tudo havia caído no esquecimento, decidiu reintegrá-lo à paróquia da localidade de 3 de fevereiro, próxima da de San Martín, onde ele foi novamente localizado por familiares dos desaparecidos e sobreviventes. No dia 6 de março, o padre foi enviado então para a paróquia de San Martín, mas ele foi mais uma vez localizado por familiares de desaparecidos que alertaram os moradores do lugar.

Quase ao terminar a missa, no último domingo, um grupo de militantes da Juventude Peronista Evita e familiares de vítimas seguiram atentamente seu sermão, carregado de intrigas políticas. Um dos jovens levantou-se, interrompeu a missa e disse a todos os assistentes que aquele padre havia estado na ESMA durante a ditadura, enquanto seus companheiros distribuíam um panfleto contendo um alerta aos moradores. “Na igreja de seu bairro um assassino está rezando a missa” – denunciava o panfleto.

No dia seguinte, integrantes da Pastoral Social pediram ao bispo da região que retirasse Zanchetta da paróquia. A comunidade espera agora uma decisão da Cúria, enquanto seguem aparecendo cartazes dizendo que, como aconteceu com os nazistas, os assassinos da ditadura serão buscados não importa onde forem.

No livro El vuelo, de Horacio Verbistky, o ex-capitão da Marinha, Adolfo Scilingo – preso atualmente na Espanha – fez sua primeira revelação sobre sua participação nos vôos da morte. Ele relatou que no regresso do primeiro vôo em que atuou jogando pessoas ao mar se sentiu muito mal e se aproximou de um capelão da Marinha, que o acalmou dizendo que era uma morte cristã porque as vítimas não sofriam.

A organização Hijos (de desaparecidos) solicitou a um juiz federal que denuncie Zanchetta, que juntamente com outro capelão, Luiz Antonio Manceñido, são apontados como confessores dos militares da Marinha, já tendo sido reconhecidos por sobreviventes.

(*) Matéria do La Jornada, com tradução publicada na Carta Maior.

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Fonte:http://rsurgente.opsblog.org/2011/03/28/padre-que-abeancoava-voos-da-morte-e-denunciado-enquanto-rezava-missa-na-argentina/

Especial 11 de setembro: Fantasmagorias da desforra

02.05.2011
Do site da Fundação Perseu Abramo,em 22.04.11
Por Walnice Nogueira Galvão*


Teoria e Debate nº 49 - outubro/novembro/dezembro de 2001

Agora que prestamos mais atenção àquilo que nos passou despercebido, é que vemos quanto do acontecido em 11 de setembro já havia sido previsto em romances, filmes, seriados de televisão e até videogames

King Kong encarapita-se no Empire State Building, raptando a loura e atalhando aviões com as manoplas: o imaginário pop produz uma alegoria da civilização ocidental. Um colosso irracional, negro e hirsuto – irrompendo da esfera dos instintos, do lado sombrio de cada um e dos seres que não primam pela alvura – escapa ao controle dos civilizados, apossando-se da fêmea branca e do arranha-céu. Este, anterior ao World Trade Center, foi por décadas o mais alto do mundo, grife da modernidade do país. O acirramento do consumismo nos cinqüenta anos que decorreram entre as duas versões do filme responde pelo agigantamento do monstro, que triplicou de tamanho. Desejos magnificados e à solta: a sociedade de consumo tem seu fundamento no espicaçar dos apetites. Não foi à toa que apelidaram Nova York de Big Apple, um convite à gula. Paira a assombração de algo ameaçador e irredutível, que não se sabe quando nem onde pode surgir e atacar, pondo em risco a própria sede do poderio capitalista no planeta.

É antiga no imaginário pop a profanação de objetos simbólicos como esse edifício, gesto que com extrema concisão libera um mundo de afetos e pulsões. Tais objetos se valem da alçada universal, e quando os sediciosos da praça de Tian An Men quiseram escancarar o que pretendiam, confeccionaram uma réplica da estátua da Liberdade. Filmes e livros dedicam-se a ultrajar os principais monumentos do país. Dos dois O planeta dos macacos, um terminava com a estátua da Liberdade em estilhaços; o mais recente, na cena final, dota o Lincoln de mármore em Washington de uma cabeça simiesca. Em outras obras ocupam o posto, como adiante se verá, o Pentágono, a Casa Branca, o Capitólio e as torres gêmeas do World Trade Center. Estas aparecem lá atrás, como pano de fundo, em todo tipo de produção televisiva, em insinuação subliminar, peça-chave que são da skyline mais celebrada do mundo, tão consubstancial à identidade norte-americana quanto a Torre Eiffel à francesa. Metamorfoseadas em pira funerária, pode-se aquilatar o luto dessa mutilação.

Os sintomas sugerem que, por algum resíduo extravasando no imaginário, os Estados Unidos suspeitam que suas ações estimulam o revanchismo e os expõem à desforra, atraindo a abominação que é o terrorismo. Os devaneios de aniquilamento parecem habitar o cerne desse mundo, e florescem nas obras ficcionais. A acusação aos outros é tão banal e irresponsável que até uma comédia despretensiosa e que nada tem a ver com política como O último homem do planeta Terra (The last man on planet Earth, 1999) tranqüilamente debita o extermínio do sexo masculino à iniciativa... de quem? dos afegãos, que iniciaram uma guerra bacteriológica, à qual os Estados Unidos revidaram com uma bomba a vírus que destruiu o cromossomo Y, e com ele todos os machos.

O fim da Guerra Fria, ao liquidar a partilha do planeta entre dois impérios, obrigou a adaptações e experimentos. Meio século de inimigos soviéticos no best-seller, no cinema, nos seriados de televisão, na publicidade, nas histórias em quadrinhos e nos videogames caducou. Já deixara de ser politicamente correto fazer dos negros caricaturas ou vilões, desde as conquistas do movimento pelos direitos civis. Os peles-vermelhas palmilharam um estafante percurso, até transformar-se de algozes em vítimas. Onde achar os novos malvados? Estes passaram a ser outros não-brancos, ou menos brancos, como latino-americanos, chineses, japoneses, sérvios e demais balcânicos, mas sobretudo muçulmanos de nacionalidade ignorada, indiscriminadamente dados como "árabes" (os quais constituem apenas 15% dos 1 bilhão e 100 milhões de fiéis do Islã). Por outro lado, a expectativa de guerra entre os dois impérios seria substituída por um considerável incremento dos entrechos de terrorismo.

A metáfora da explosão, correlata das fantasmagorias da desforra, se erige como a manifestação contemporânea da síndrome de Prometeu, que tem em Frankenstein o primeiro monstro típico da sociedade industrial. O homem não só roubou o fogo dos deuses como soube idealizar usos cada vez mais formidandos dele, ampliando o horizonte da destruição, a ponto de fabricar uma arma que pode aniquilar toda e qualquer vida na Terra. Tomando-o aos deuses – um ato de hybris – condenou-se a aguardar o castigo pela desmesura de sua conduta ímpia. A metáfora da explosão se verifica tanto nos livros, nos quais aparece no modo da descrição, quanto na televisão e nos filmes; mas é nestes que predomina o fogo com estrondo e desintegração, graças ao rendimento audiovisual. As detonações, espetaculares, são parte constitutiva dos "efeitos especiais", infalíveis nas mais corriqueiras das fitas de ação, dessas de perseguição automobilística.

A pirotecnia da Guerra do Golfo marcou uma ruptura na cobertura desses eventos pela televisão, que passou a estetizar a conflagração, atendo-se ao fulgor dos mísseis flamejando no negror da noite e jamais mostrando os danos que causam aos seres humanos: um confronto bélico resolvido em espetáculo, como se fosse virtual, ou um videogame, sem sangue e sem sofrimento. A Guerra do Golfo não ultrapassou a cifra de 50 baixas do lado americano. Já os apregoados bombardeios "cirúrgicos" dirigidos estritamente a alvos militares mataram 100 mil civis iraquianos.

Há muito que o imaginário expresso em ficção vem examinando as várias possibilidades de um ataque como o que se deu a 11 de setembro. Entre os best-sellers, os de Tom Clancy especializaram-se em tecnologia militar e de armamentos. Resultam um tanto massudos e maçantes, pois as peripécias são substituídas pelos encantos – aos quais certos leitores são cegos – de um míssil termonuclear ou de um porta-aviões, e seus mecanismos de funcionamento, em que o autor exibe erudição. Seu primeiro grande sucesso, que lhe firmou a reputação no gênero, foi Caçada ao outubro vermelho, relato do duelo entre dois submarinos, um americano e outro soviético, depois filmado com Sean Connery como protagonista. Muitos best-sellers depois, e milhões de exemplares vendidos, escreveu Dívida de honra, em que, ao fim de quase mil páginas, o comandante japonês de um 747 comercial da Japan Airlines, vingando as mortes de seu único filho, piloto de caça, e de seu irmão almirante, ambos tombados naquele mesmo dia na escaramuça inicial da Terceira Guerra, se atira com seu avião contra o Capitólio em Washington, em sessão com visita do presidente, não restando sobreviventes. O livro já não é tão recente, datando de 1994: teria sido lido alhures? É voz corrente que esses livros, filmes, seriados televisivos e videogames ensinam, até à minúcia, as técnicas de que o terrorismo se utiliza. Uma trama enredada, cheia de suspense, vai-se desenrolando, incluindo conspirações financeiras nipônicas para domínio das bolsas de valores, reavivando velhos ressentimentos que remontam à Segunda Guerra, aos quais se aliam novos. Disso resulta uma "tríplice entente" entre Japão, China e Índia, cujos povos não são dos mais brancos, os quais se unem contra, quem diria, a civilização ocidental.

Um tarimbado autor de best-sellers de espionagem, aliás dos melhores, John le Carré, esboçou em alguns deles, como The little drummer girl, cuja heroína é uma militante palestina, uma anatomia dos motivos do terrorismo. Soube demonstrar uma compreensão menos embotada do que a de uma escritora mais ambiciosa, como Doris Lessing, autora de A terrorista (The good terrorist). Em Our game (1995), pós-Guerra Fria, le Carré argumenta que a salvação da civilização, não mais ao alcance deste tipo de sociedade em que vivemos, reside em minorias islâmicas, pré-capitalistas e primitivas, entrincheiradas nas montanhas do Cáucaso, no coração da Rússia. Postando-se à margem do desenvolvimento econômico, portanto imunes ao fundamentalismo do mercado e ao evangelho digital, desinteressadas de riqueza e bens materiais, tornaram-se repositório de valores como honra, lealdade e solidariedade com os destinos dos homens. Essas minorias estão fadadas ao fracasso, por não terem voz contra o poderio ocidental; e cada vez que se sublevarem serão massacradas. Mas os melhores deste mundo a elas se aliam. E são justamente dois espiões, um inglês e outro da KGB russa, que forjam uma aliança – contando com a perícia de ambos e de seus organismos – destinada a roubar uma fortuna dos fundos perdidos da antiga União Soviética, agora apropriados pela iniciativa privada, para financiar um levante do pequeno e valente povo.

Quanto ao novo tipo de filme sobre terrorismo, nada tem a ver com science-fiction, embora se possa ver aí suas origens. Trata-se de um cinema político, só que de direita. Há até críticos que exageram, afirmando que todo a produção de Hollywood é de direita. Destaquem-se as honrosas exceções, como os diretores Martin Ritt, Oliver Stone e Warren Beatty, mas a maioria dos filmes é mesmo pura auto-propaganda, eivada de xenofobia.

Para quem tiver curiosidade em comprovar como as feições étnicas entrelaçadas ao passatempo servem ao suprematismo racial, tome-se como exemplo, entre outros thrillers, o seriado que a TV exibe há anos, La femme Nikita, onde os bandidos são sempre forasteiros; enquanto a heroína, agente da Seção I, é loura de olhos azuis. Boa parte da força das imagens reside na exploração dos olhares cheios de insinuações trocados entre três pares de olhos azuis, os de Nikita, seu parceiro Michael e o chefe de ambos. Como mil outros seriados, traz inimigos que são terroristas e perpetram atentados contra o Ocidente. Algo de similar se passa nos filmes de ação usualmente campeões de bilheteria, que se desdobram em continuações, tal seu êxito.

Missão impossível, com Tom Cruise como agente da CIA, que já vai no terceiro, teve em sua segunda edição a maior bilheteria brasileira do ano 2000. Mad Max, com Mel Gibson como policial, já vai no terceiro, enquanto Máquina mortífera, com o mesmo ator como outro policial, e também Indiana Jones, com Harrison Ford, já vão no quarto. Os vilões são sempre exóticos. Nos romances e nos filmes de James Bond, com o Sean Connery da primeira fornada, o adversário tinha nome de ressonâncias teuto-judaicas (Blofeld em um, Goldfinger em outro) ou chinês (Dr. No). Mas as coisas mudaram, e com elas as nacionalidades. É até de admirar que num dos Máquina mortífera os bandidos sejam sul-africanos louros de olhos azuis. Como, invariavelmente, são azuis os olhos de Tom Cruise, Mel Gibson, Harrison Ford.

As películas de que aqui tratamos oferecem algumas variantes. Em Ameaça Terrorista (Enemy of my enemy, 1999), um general sérvio, acusado por crimes de guerra contra a Bósnia, é seqüestrado por um comando americano em Bucareste. Retaliando, terroristas sérvios invadem a embaixada americana, capturando reféns e matando vários deles enquanto a exigência não é atendida.

Um pouco mais complexo, em Caçada ao terrorista (The Point Men, 2001) um agente secreto israelense recebe ordens do Mossad para matar um importante terrorista palestino. A missão deste, sabe-se depois, é assassinar o líder da OLP, por ocasião da assinatura solene do acordo de paz com Israel. É frustrado pelo israelense, e acaba abatido a tiros pelos próprios árabes da OLP.

Um exemplo dentre muitos: Momento crítico (Executive decision, 1996) não tem nada demais, é um disaster movie como tantos outros. Só que os seqüestradores do avião são árabes, têm fenótipo árabe e falam árabe o tempo todo. Durante o vôo, reivindicam a libertação de seu líder encarcerado, preço exigido para não explodir o avião com a bomba de que dispõem. É claro que faltam à palavra dada e, depois de solto o líder, continuam o vôo para atirar o avião sobre o Pentágono, no que são frustrados pela ação de alguns bravos militares americanos.

Outro é Força Aérea Um (Air Force One, 1997), em que o avião presidencial é seqüestrado por russos que teimam em continuar comunistas. Os Estados Unidos, em mais uma de suas ingerências em país alheio, acabavam de fazer uma operação clandestina no Cazaquistão, prendendo o general Radek, chefe do governo, e entregando-o aos russos. Os seqüestradores querem que Radek seja libertado, e já contam com um dos seus infiltrado a bordo. Ponto alto é a réplica de um dos terroristas, o qual, admoestado por matar inocentes, retruca: "E vocês, que mataram cem mil civis iraquianos, só por causa de alguns centavos a mais em cada barril de petróleo?". Todavia, o presidente, oportunamente vivido por Harrison Ford em outra de suas façanhas de Indiana Jones, conseguirá dominar sozinho todos os terroristas.

Mais um é O grande atentado (Path to Paradise, 1997), em que um agente do FBI investiga uma seita religiosa árabe, abrigo de suspeitos do ataque terrorista ao World Trade Center em 1993, que matou seis pessoas e feriu mais de cem.

15 Minutos (15 Minutes, 2001) interessa por suas anotações críticas. Dois psicopatas, veteranos no crime, um russo e um checo, inteiramente deslumbrados, desembarcam em Nova York decididos a "fazer a América". Cometem crimes e vão filmando a si mesmos enquando os executam, até que conseguem torturar e assassinar o mais importante policial da cidade. Estão feitos na vida: vendem o filme a um programa de televisão por um milhão de dólares. Bons conhecedores, por intermédio da mídia, do funcionamento do sistema americano, quando um deles é preso alega insanidade e é inocentado. Que acabem abatidos pela polícia não invalida suas proezas. A última imagem do filme amador que fizeram é a da estátua da Liberdade.

Por sua originalidade, merece exame mais detido Nova York sitiada (The Siege, 1998). Reivindicando a libertação de seu líder religioso preso pelos americanos, grupos de árabes se imolam em vários atentados na cidade. O presidente decreta estado de guerra e o exército ocupa Nova York. Mais do que raro é surgir na tela um general americano fardado torturando e matando um suspeito (árabe), ainda mais em Nova York. Implantam-se campos de concentração para árabes, os quais vemos por trás dos alambrados. Os heróis vêm a ser o FBI e a CIA, contra o exército, não deixando de ser burlesco vê-los transformados em paladinos dos direitos civis. Os atentados, todos praticados por suicidas enrolados com cartuchos de dinamite, têm por alvo um ônibus lotado, no centro, e um teatro na Broadway em pleno espetáculo. O último, planejado mas frustrado, pretende infiltrar uma manifestação multiétnica contra a perseguição aos árabes, a que se unem judeus, negros e americanos brancos, às portas da prefeitura.

Pormenor instigante é que, depois de muita peripécia, a agente da CIA deixe escapar a origem dos terroristas: pertenciam a uma tribo do sul do Iraque a quem a CIA ensinara a fabricar bombas e executar atentados contra Saddam Hussein. Depois, mudando a política, a CIA abandonara seus aliados, que foram massacrados. Como vingança, os poucos que restaram vão assolar Nova York.

Agora que prestamos mais atenção àquilo que nos passou despercebido antes, é que vemos quanto do acontecido já havia sido vaticinado em romances, filmes, seriados de televisão e até videogames. Não se trata de premonição: com os mesmos dados, seria possível fazer arranjos e combinações que pareceriam ser apenas da ordem da fantasia. O que sempre foi apanágio da ficção, que não se dedica apenas àquilo que aconteceu mas também às virtualidades do real, ou seja, àquilo que poderia acontecer.

Um deles, sui generis, vem a ser um inteligente (e raro) filme político, oferecendo uma verdadeira aula de manipulação dos cidadãos. Mera coincidência (Wag the Dog, 1998) é uma comédia, felizmente, e o riso desarma, ou torna cínico, o deboche sistemático das instituições democráticas. O presidente, a quinze dias da reeleição, é denunciado por uma escoteira, por tê-la estuprado na Casa Branca. Sua assessoria convoca um especialista em contenção de danos em desastres, que recomenda uma guerra, exemplificando com a invasão de Granada em 1983, 24 horas depois da dinamitação da base militar americana em Beirute. Decidem-se pela Albânia, por suas vantagens: é muçulmana, não tem bomba nuclear, é paupérrima, ninguém sabe onde fica. Convocam um produtor de Hollywood e devotam-se a uma guerra virtual, criada por computadores, que vai para o noticiário. Constroem a imagem-emblema desta guerra, uma menina de lenço na cabeça fugindo com um gatinho nos braços. Inventam um herói, por nome Schumann, que teria sido aprisionado. A decifração em código Morse dos buracos na frente de seu suéter resulta em: "Coragem, mãe". Montam um ritual cívico a partir de um trocadilho com seu nome (shoe-man), consistindo em atirar pares de sapatos amarrados pelos cadarços em cima de árvores e postes. O público responde, alastrando o ritual.

Afinal, o produtor quase põe tudo a perder porque quer contar a história, porque, diz ele, se os outros não sabem, qual é a graça? E, como seria de prever, é assassinado pela equipe, que finge mais um acidente. O presidente estuprador é reeleito por uma avalanche de votos. Na Albânia, um grupo reivindica os falsos atentados. E uma verdadeira guerra começa, quando o filme acaba.

Ainda mereceriam ser assistidos Ataque inimigo (Enemy Action, 1998), Caça ao terrorista (The Assignment, 1997), que narra como Carlos o Chacal foi apanhado, O grande atentado (Path to Paradise, 1997), e vários outros. Como vimos, é comum na ficção literária e cinematográfica o terrorismo obra de estrangeiros, de preferência árabes. Mas há um assunto tabu: são escassos os que ousam tratar do terrorismo interno, tendo por autores cidadãos americanos em solo americano, fenômeno que também se intensificou nos últimos anos. Terrorismo é algo a praticar nos países dos outros sob o rótulo de "defesa da civilização" – golpes de Estado, subversão, assassinatos, bombardeios ilegais, seqüestros.

Em O suspeito da rua Arlington (Arlington Road, 1999), o herói repara no comportamento esquisito de seus novos vizinhos. Professor de história americana, dá aulas sobre terrorismo interno, convencido de que o objetivo da repressão é apenas inculpar um inocente, um só e bem rápido, para reassegurar os cidadãos e obliterar da memória o acontecido. O acusado, em geral, morreu ou no próprio ato, ou logo depois, de maneira nunca esclarecida, como Lee Harvey Oswald ou seu assassino Jack Ruby, que o matou a tiros dentro de uma delegacia de polícia, fotografado, filmado e televisionado. Enquanto isso, os culpados ficam à solta, para continuar agindo. Pilhado pelos vizinhos que investiga, acaba ele mesmo transportando sem saber a bomba posta em seu carro para dentro da garage do edifício do FBI. Morre como exemplificação de sua tese.

Teoria da conspiração (Conspiracy Theory, 1997) traz um taxista novaiorquino, o qual, junto com vários outros, tinha sido condicionado pela CIA com técnicas de guerra psicológica para ser lançado contra alvos internos, assassinando pessoas de destaque designadas pelos órgãos de segurança. É essa conspiração que o taxista denuncia num boletim que edita, originando uma série de homicídios entre seus assinantes e mostrando que a conspiração não é um devaneio paranóico.

De todos eles, tem maior relevância Clube da luta (1999), que opera uma radiografia da formação dos grupos terroristas de direita, paramilitares, que abundam nos Estados Unidos. A idéia é que a sociedade está podre e necessita simbolicamente do fogo para ser purificada. Vemos aos poucos como a iniciativa de um indivíduo pode recrutar tantos descontentes, que são legião, induzindo-os a rituais e arcanos iniciáticos.

Traça-se um panorama das aberrações da prosperidade: os grupos de discussão de doenças (por exemplo, câncer provocado por excesso de anabolizantes, advindo do culto ao corpo), ou a coleta, numa caçamba de lixo, dos sacos com gordura humana tingida de sangue das clínicas de lipoaspiração. Na última cena, atingem seu objetivo, dinamitando vários prédios em Nova York, inclusive as torres gêmeas do World Trade Center, que implodem e desmoronam aos olhos do espectador.

Fora da ficção, há livros para os interessados. Surgiram vários, provocados pela execução no ano passado de Timothy McVeigh, autor do atentado de Oklahoma, inclusive American terrorist, de Lou Michel e Don Heckner (2001). E sobre Osama Bin Laden saíram dois em 1999, logo após a destruição das duas embaixadas norte-americanas na África, que lhe atribuíram. Escritos por estudiosos do terrorismo, intitulam-se The new jackals: Ramzi Yousef, Osama Bin Laden and the future of terrorism, do jornalista inglês Simon Reeve, e Bin Laden – The man who declared war on America, de Yossef Bodansky. Mas não fizeram muito sucesso e, ao que tudo indica, foram pouco lidos.

A oscilação entre esquecimento e memória, em todos esses casos, pode ser delicada. Saddam Hussein e Osama Bin Laden – para não falar no xá da Pérsia, em Mobutu, em Suharto, em Duvalier, em Batista, em Pinochet, em dezenas de outros ditadores sanguinários que os americanos promoveram e sustentaram – são, como se sabe, criações dos Estados Unidos, que os suscitaram, armaram e adestraram, Frankensteins ou King Kongs que escaparam ao controle de seu criador.

*Walnice Nogueira Galvão é professora de Teoria Literária da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, integra o Conselho de Redação de Teoria e Debate.
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Fonte:http://www.fpa.org.br/o-que-fazemos/editora/teoria-e-debate/edicoes-anteriores/especial-11-de-setembro-fantasmagorias-da-d

Eles torcem para Dilma estar com câncer

02.05.2011
Do BLOG DA CIDADANIAm em 01.05.11
Por Eduardo Guimarães

Ultimamente, vinha me questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento não são dignos de serem considerados seres humanos.

Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM replicaram a notícia. Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.

Os blogueiros, no caso, trabalham para O Globo e para a Veja. São Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo. E, ainda que as palavras odiosas tenham partido das patas de seus leitores, a iniciativa de publicarem esses comentários revela que foram tomados pelos mesmos sentimentos vis.

Não conseguiria descrever ou adjetivar adequadamente o ódio dessas bestas-feras. Eu e os que freqüentam este blog pertencemos àquela parcela (majoritária?) da humanidade incapaz de odiar como odeiam esses arremedos de homens e mulheres.

Semana passada, quando Noblat publicou um post aflito dando conta de que seu netinho recém-nascido fora internado na UTI por complicações no parto ou que trouxe do ventre materno, publiquei um post oferecendo conforto e vocês, leitores, acompanharam-me no gesto de solidariedade humana.

Para pessoas como eu e a grande maioria dos que freqüentam este blog, a política não é uma guerra e respeito ao semelhante tem que ser maior do que qualquer divergência. Apesar de me sentir um pouco ingênuo por ter sentimentos decentes em relação a seres como Noblat e Azevedo, não me arrependo.

Poderia encerrar este texto por aqui, mas só mirando a besta poder-se-á combatê-la de forma a impedir que volte ao poder no Brasil. Por conta disso, reproduzo, abaixo, a torcida asquerosa dos leitores de Noblat e Azevedo para que Dilma esteja sofrendo de algum mal pior do que o anunciado.

Observação: os textos foram propositalmente reproduzidos sem edição ou correção do português.

BLOG DO NOBLAT

Eunãosabia

Eu vi num documentário certa vez, que na antiga URSS, hoje Rússia, eles têm umas minas de sal abandonadas, são minas profundas, paredes de sal puro, ocorre que essas minas hoje são utilizadas naquela país como forma de tratamento de doenças bronco pulmonares, são uma espécie de hospital nas profundezas da terra, são altamente eficazes contra essas doenças, o doente fica alojado no local, apenas isso, passa um tempo morando numa mina de sal até que esteja curado. Bem, sabemos que Dilma e seu pessoal lutaram para implantar no Brasil um regime igualzinho ao antigo regime soviético … daí que… bem… fica a sugestão… dois ou três meses numa dessas minas de sal…o que importa é a presidente ficar bem logo.

EBezerra

É pneumonia mesmo ou o cancer que retornou? Resta esperar para ver se ela vai aparecer com ou sem peruca.

pedroradamanto

O Brasil deve ser o único lugar do mundo em que chefe de estado se candidata mesmo sabendo ter um câncer; ou onde um vice-presidente passa grande parte de seu mandato internado por causa dessa doença, sem a dignidade de renunciar ao cargo. Paíseco. Paraíso do Sarney e de pelegos.

melãobravo

A Presidente anda com a imunidade (alô, ex-presidente, Zébedeu, não confundir com humanidade) baixa, fato provocado por quimioterapias.

Edimar Rocha

Agora vai!

Lilyane

Quem aqui ja’ teve INICIO de pneumonia?? Eu ja’ tive. E NAO fiquei internada.

Microporo

A presidente não se vacinou contra a gripe outro dia? Por alguma razão a vacina não conferiu imunidade.

BLOG DE REINALDO AZEVEDO

Aparecido f.

Serás que o conselho de medicina não vai chamar as favas esse medico….de politicos ??? Pneumonia leve só se o cliente engoliu um kilo de isopor… não existe essa classificação de pneumonia…é como dizer que uma mulher está com uma leve gravidez….não sou médico. mas tenho certeza que nunca ouvi isto…que o paciente está com um leve cancer…um leve infarto, um leve AVC, uma leve diarréia….uma leve fratura…tenha clareza, Sr. médico, senão o senhor vai ficar desmoralizado como os médicos que atenderam o Dr. Tancredo….

Mariah

Não sou da área médica, mas nem por isso sou completamente estúpida.
Não existe, na classificação universal de moléstias, pneumonia ‘leve’.
É pneumonia, ou não. Será que vamos suportar outra via crucis à la Tancredo? Pra tudo terminar num Sarney aggiornato? Não há país que mereça isso do destino, duas vezes em menos de um século.

zedoembau

Ta tudo ruindo- a farsa ta desmonorando.Preparem-se,brasileiros,a cobra vai fumar.Perderam o controle do pais e da economia,principalmente.Espero q depois desta,NUNCA MAIS COMUNISTAS!!!O “povao” q eles tanto defenderam( usaram) vai ser o primeiro a se rebelar,o q ja esta acontecendo!!Vamos la povao,voces tem a forca! Abaixo, PT, Dilma, Lula, senado, camara e outras anomalias.Vamos fazer como os nossos irmaos no oriente medio,cansados desta pornografia.

chorei antes de nascer

Observando o Temer e o PT, o PT e o Temer , dá para saber a doença e a gravidade da doença da Dilma!

Jebanielwolff

É, parece que o gato subiu no telhado.

Dante

Tio Rei, é verdade que existe um movimento no Planalto para transformar o Vice numa simples vaquinha de presépio?… Querem, de novo, tentar rasgar a constituição – com a conivência do PMDB – e, sob as barbas da Grande Imprensa?…Verdade? …Éca!!!

Breno Assunção

Se for para impedir que o Michel Temer assuma a Presidencia em caso de problemas coma Presidente, serei a favor da emenda dos Petralhas de nova eleição em noventa dias.
Mas é repetir a eleição de sucessor do Apedeuta Luiz da Silva e com o Apadeuta fora do pareo.

Xiiiiiii….

Xiiiiiiii…

Panqueca

Será que a martaxa estava se referindo a ella, quando falou naquelles que escondem doença?

José Geraldo Coelho

Metástase

OhMyGod! – o verdadeiro!

Caríssimo. Tecnicamente falando, “pneumonia leve” não existe. Existe pneumonia de pequenas proporções, broncopneumonia, bronquite, bronquilite e pneumonite. Outra possibilidade que pode provocar dispnéia seriam metástases pulmonares, mas aí existiriam outros sintomas, que poderiam estar sendo medicadas, o que por sua vez poderiam induzir uma certa confusão mental (?). Vou verificar no google quando é o dia do soldado, e volto.

Curumim

É pneumonia ou é o câncer se manifestando?

morg

Olavo de Carvalho falando sobre a Emenda Constitucional que impede que o vice assuma a presidência no caso de vacância, inclusive citando o Reinaldo: http://www.youtube.com/watch?v=S_rXSD3v8LI

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MEC vai mudar critério para que instituições recebam isenção por bolsas do ProUni

02/05/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– O Ministério da Educação (MEC) vai mudar as regras do Programa Universidade para Todos (ProUni) sobre a concessão de isenção fiscal às instituições participantes. A ideia é que o benefício recebido pelo estabelecimento de ensino seja proporcional ao número de bolsas preenchidas e não ao total ofertado, como ocorre hoje. A pasta ainda estuda o mecanismo mais efetivo para que a mudança seja efetivada.

Atualmente, pela lei que criou o programa, as faculdades recebem a isenção fiscal em troca da oferta de bolsas, independentemente de elas terem sido ocupadas ou não. O problema já foi apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que calcula um total de R$ 104 milhões de isenções fiscais concedidas indevidamente via ProUni. Neste semestre, apesar do número recorde de inscritos, 4% das bolsas ficaram ociosas na primeira rodada de inscrições.

Além do problema no preenchimento das bolsas, o MEC vai investigar o caso de estudantes da Universidade Paranaense (Unipar) que não são de baixa renda, mas estudam na instituição com bolsa do ProUni, como mostrou reportagem veiculada ontem (1º) na imprensa. Para receber bolsa integral, o estudante deve ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. No caso do benefício parcial, o limite chega a três salários mínimos por membro da família. Outro pré-requisito é ter cursado todo o ensino médio em escola pública.

O problema não é novo e os primeiros casos foram denunciados em 2009 também pelo TCU. O MEC passou a cruzar os dados dos bolsistas com informações da Receita Federal e do Registro Nacional de Veículo Automotores (Renavam) para detectar as irregularidades. Desde então, foram canceladas 4.253 bolsas e 15 instituições foram desvinculadas do programa.

É de responsabilidade das instituições de ensino verificar a veracidade dessas informações e fiscalizar a situação dos alunos. O secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, admite que existe a possibilidade de o candidato fraudar essas informações, mas avalia que as faculdades têm feito esse trabalho “com muito zelo”.

“Esses mecanismos estão sendo aprimorados, estamos em contato permanente com a CGU [Controladoria-Geral da União] e a Receita Federal. Existe efetivamente uma ação dentro do que existe de melhor em tecnologia de informação para fazer os cruzamentos”, afirma.

Se for comprovado que a instituição foi negligente ou favoreceu algum aluno que não se encaixa no perfil do programa, ela fica proibida de participar do programa e pode sofrer outras sanções no processo de regulação do MEC. No caso de alunos que tenham fraudado informações para receber o benefício, além da perda da bolsa, eles podem responder judicialmente pelo crime de falsidade ideológica.

Costa pede que a comunidade acadêmica – alunos, professores e gestores – também faça o controle social das bolsas do programa. As denúncia de recebimento indevido do benefício devem ser encaminhadas ao MEC. “Estamos sempre abertos e é importante que a gente receba esse tipo de denúncia. Sempre verificamos e as denúncias nunca são negligenciadas”, afirma.

Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-02/mec-vai-mudar-criterio-para-que-instituicoes-recebam-isencao-por-bolsas-do-prouni