domingo, 1 de maio de 2011

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

01/05/2011
Política
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/dilma-definiu-mesa-permanente-de-negociacao-com-centrais-sindicais-destaca-gilberto-carvalho-no-1%C2%BA-de

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

01/05/2011
Política
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/dilma-definiu-mesa-permanente-de-negociacao-com-centrais-sindicais-destaca-gilberto-carvalho-no-1%C2%BA-de

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

01/05/2011
Política
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/dilma-definiu-mesa-permanente-de-negociacao-com-centrais-sindicais-destaca-gilberto-carvalho-no-1%C2%BA-de

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

01/05/2011
Política
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/dilma-definiu-mesa-permanente-de-negociacao-com-centrais-sindicais-destaca-gilberto-carvalho-no-1%C2%BA-de

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

01/05/2011
Política
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/dilma-definiu-mesa-permanente-de-negociacao-com-centrais-sindicais-destaca-gilberto-carvalho-no-1%C2%BA-de

Mais de 240 mil processos relativos à área de saúde tramitam na Justiça

01/05/2011
Justiça Saúde
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Problemas no atendimento em hospitais públicos, reclamações contra planos de saúde e falta de acesso a remédios e a procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) são problemas conhecidos dos brasileiros. E as reclamações não ficam só no boca a boca. Levantamento recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que há mais de 240 mil processos relativos à área de saúde tramitando em todo o país.

O levantamento começou a ser feito no meio do ano passado e ainda falta computar os dados de três tribunais. Até agora, o estado onde há mais ações é o Rio Grande do Sul: 113 mil. O número é mais que o dobro do segundo colocado, São Paulo, que tem 44.690 ações. O Rio de Janeiro é o terceiro colocado, com 25.234 ações.

“A grande quantidade de processos do Rio Grande do Sul não quer dizer que o estado tem mais problemas que os outros na área de saúde. Outra explicação mais razoável é que os gaúchos acionam mais a Justiça que [os cidadãos] nos outros estados. Lá, há um número grande de inconformismo em relação às decisões da primeira instância e eles discutem questões com afinco e até o fim”, afirma o conselheiro Marcelo Nobre, coordenador do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, instância que acompanha e monitora os dados relativos a esses processos nos tribunais.

O levantamento do conselho será importante ferramenta na discussão que haverá em junho sobre as políticas públicas na área da saúde e os processos judiciais relativos ao tema. No mês que vem, o fórum promove encontro que terá a participação de representantes do Ministério da Saúde, de juristas, especialistas do setor e operadores de direito. Serão firmadas parcerias com a Advocacia-Geral da União (AGU), secretarias estaduais de saúde e instituições de pesquisa. Espera-se, com as discussões, contribuir para a resolução dos conflitos judiciais que têm nas questões de saúde seu tema principal.

Segundo Nobre, outra proposta é criar um banco de dados para ajudar a subsidiar decisões na área da saúde. “Quando a pessoa afirma que vai morrer se não tiver um remédio, a primeira reação do juiz é liberá-lo. Com o banco de dados, queremos dar informações técnicas sobre a necessidade real do remédio para deixar os juízes mais confortáveis para decidirem”. O banco de dados também deve informar os medicamentos proibidos pelas autoridades brasileiras.

O conselheiro ainda informa que o governo tem se mostrado preocupado em reduzir as demandas judiciais envolvendo a saúde pública. “O Ministério da Saúde e a AGU têm sido grandes parceiros nas questões que temos levantado no fórum”.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/mais-de-240-mil-processos-relativos-area-de-saude-tramitam-na-justica

O jeitinho para enfrentar a chuva

01.05.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por ANDERSON BANDEIRA


O inverno ainda nem chegou, mas fortes chuvas já foram registradas desde o início do ano. As precipitações castigaram o Estado, sobretudo a Região Metropolitana do Recife (RMR). Somente na segunda quinzena de abril uma enxurrada de água invadiu as ruas deixando uma infinidade de problemas. Foram árvores caídas, deslizamentos de barreiras, alagamentos pelos quatros cantos do Grande Recife, entre outras adversidades que demonstraram a fragilidade na infraestrutura das cidades para lidar com a situação. Segundo dados do Lamepe, somente em abril, mais de 561 milímetros de água caíram na Capital - índice foi considerado o terceiro maior abril chuvoso dos últimos 100 anos.

Em meio à problemática, algumas ações são desenvolvidas pela sociedade para conter o avanço das águas. Nessas ocasiões, o famoso jeitinho brasileiro entra em cena. Como praticante desse jeitinho está a lavadeira Lucimere Queiroz de Souza, 46. Após passar por vários aperreios quando chove no bairro da Estância (Recife), onde mora, Lucimere resolveu não esperar por ações públicas. Tomou a iniciativa de aterrar o piso da residência duas vezes. “Faz mais de 11 anos que moro aqui e é sempre assim. Já aterrei uma vez a casa, agora vou mandar aterrar de novo, pois a água invade tudo”, comentou. Por já ter aterrado tanto a casa, a porta de entrada ficou pequena, parecendo uma janela.

Atitude parecida para suavizar a situação caótica em que vive durante os períodos de chuva, também tomou o desempregado Ivan Faustino de Amorim, 26. Na comunidade de Santa Luzia, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife, sempre que entopem os esgotos do local o desempregado é acionado para fazer a limpeza, entre outros serviços que ele executa na área. Porém, para esse duro desafio, Ivan confessa que toma sempre uma “dose” de motivação para encarar as galerias repletas de sujeiras. “Sempre que chove, os bueiros aqui ficam entupidos. Os moradores me chamam, aí eu entro para desentupir. Mas para fazer esse serviço sempre tomo uma ‘lapadinha’ de cana”.

Além de Lucimere e Ivan, outras medidas paliativas são adotadas pela população para enfrentar as chuvas. Outro exemplo bastante interessante e necessário a ser seguido é o da psicóloga Christina Veras, 56. Todos os dias ela separa o lixo e o coloca em coletores separados para evitar que os mesmos sejam despejados em rios e canais da Cidade. “Não coloco óleo na pia. Separo o lixo orgânico do inorgânico. Faço isso há muito tempo. Acho muito importante as pessoas desenvolveram essa prática”, explica. E, assim, diante dos problemas estruturais da Cidade e a criatividade humana para enfrentar as dificuldades, a situação adversa é amenizada.

A Prefeitura do Recife informou através de nota à Imprensa, que medidas como a Operação Inverno e o Programa Guarda Chuva já são realizadas desde o começo do ano visando garantir a segurança da população através de monitoramento. Essas iniciativas consistem numa ação integrada de oito secretarias municipais que atuam em caráter preventivo nos morros juntamente com a Codecir.

Já quanto à limpeza dos esgotos, a Compesa informou que o sistema de saneamento do bairro da Torre é integrado. Os ramais são de responsabilidade da prefeitura e a rede coletora é do órgão. Ainda de acordo com a Compesa, equipes realizam frequentemente limpezas na área
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/634686?task=view

Concursos mais cobiçados são os que pagam mais

01.05.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tércio Amaral

Com a promessa de boa remuneração, as seleções de "luxo" atraem cada vez mais candidatos

As irmãs Edileusa e Elisange estão estudando para passar no concurso do TRE-PE. Imagem: BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS

Quem não sonha em conquistar aquele emprego com um salário turbinado no fim do mês? É possível realizar este desejo com uma vantagem adicional: a estabilidade no cargo. Como? É só se preparar para algumas seleções públicas que garantem até R$ 17 mil (para nível superior), como é o caso do concurso para juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Outro “concurso de luxo” é o do Senado Federal, com vencimentos de até R$ 22 mil. Este está temporariamente suspenso por conta do corte no orçamento anunciado pelo governo federal. Mas não desanime. Existem outras seleções por aí.

O sonho de passar em um “concurso de luxo” pode ser compartilhado. Não com o seu concorrente para mesma vaga, mas com a família. Este é o caso das irmãs Elideusa Mendes, 47, e Elisange Mendes, 37. As duas estão usando a sintonia familiar na preparação para o futuro concurso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). “Não brigamos pela mesma vaga, até porque disputamos em níveis diferentes. Independente de quem passar, a festa será a mesma”, garante Elisange. Baseada em informações de concursos anteriores, a seleção pode garantir um salário de R$ 6,6 mil para analista administrativo, que exige formação superior.

Elideusa, que é formada em biblioteconomia, já vem se preparando há dois anos para este concurso. “Sempre falam que a gente tem poucas chances de entrar por conta da grande quantidade de concorrentes. Mas, eu digo uma coisa: eu estudo para entrar, independente se tem uma vaga ou mais”, revela Elideusa, que conquistou uma vaga para bibliotecária no Detran de Pernambuco ano passado.

Já a irmã Elisange, que tem o ensino médio concluído, quer conquistar uma vaga no TRE para o cargo de técnico administrativo. O salário médio é de R$ 4 mil. A remuneração, um pouco inferior ao do nível superior, não deixa de ser um “luxo” comparado a alguns concursos de nível médio no país. “É uma linha de concurso mais difícil. Ela exige do candidato provas tradicionais, como português. Mas o problema, a meu ver, são as questões de direito constitucional e regimento interno. No total, são oito matérias”, conta.

Não só a seleção do TRE promete dar aquele “reforço” na hora de fechar as contas no fim do mês. Seleções para procurador do Ministério Público chegam a R$ 15 mil. Outras, como a da Comissão Nacional de Energia Nuclear, garantem uns R$ 12 mil. Uma coisa é certa. Quanto maior o nível da remuneração, maior o número de candidatos inscritos. Já em alguns casos, como nas seleções para juízes, é exigida uma vivência de 3 anos no mercado de trabalho, além do nível superior completo.

Concorrência

O professor Antônio Guimarães, coordenador pedagógico do Nuce, afirma que não é impossível ser aprovado numa seleção de “luxo”. Ele enfatiza, porém, que é preciso uma preparação extra do candidato antes mesmo do momento da inscrição. Segundo Antônio, a participação em seleções anteriores garante experiência e prática do concurseiro na hora da resolução das questões. “Num concurso de um Tribunal de Justiça, por exemplo, é oferecido um número mínimo de vagas. As inscrições disparam”, conta.

De acordo com Antônio, um dos concursos que mais prometem este ano, no quesito remuneração, é o do TRE de Pernambuco. “Os salários são um diferencial nesta seleção. Mas o que pode ajudar o candidato é o número de vagas, que pode ser o dobro da última seleção realizada no ano passado.”

Saiba mais

Conheça alguns destas seleções

Senado Federal

Lançado pelo presidente do Senado, José Sarney, no começo do ano, a seleção prevê a abertura de 180 vagas. Algumas funções de “luxo”, como a de consultor, previa um salário de R$ 20 mil. Ainda não foi lançado o edital

TRE de Pernambuco

Um dos certames mais aguardados de Pernambuco este ano, o TRE pode oferecer funções para técnico de administração (nível médio) com remuneração de R$ 4 mil. Já para função de analista administrativo, a remuneração pode chegar a R$ 6,6 mil

Juiz do Tribunal de Justiça (TJPE)

Numa seleção realizada no final do ano passado, um juiz substituto faturava um salário de R$ 17 mil. Porém, um concurso como este exige três anos de experiência na área jurídica comprovada, além de boas notas durante a seleção

Transpetro

Com inscrições abertas pelo site www.transpetro.com.br, a subsidiária da Petrobras oferece vagas de nível superior com salário inicial de R$ 6 mil
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Desafio é levar qualificação profissional às comunidades pobres, afirma ministro

01/05/2011
Nacional
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro
– O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou hoje (1º) que o desafio do Brasil é levar a qualificação profissional para dentro das comunidades pobres. Atualmente, o trabalhador tem que se deslocar de sua residência, gastando dinheiro do próprio bolso, para buscar cursos profissionalizantes em núcleos instalados em outros bairros. A ideia, segundo Lupi, é disponibilizar alternativas dentro de comunidades do país.

"O grande desafio do Brasil hoje é a qualificação profissional. Se o trabalhador está desempregado, como ele vai fazer? Então, precisa ser gratuito e tem que ser onde ele está. Isso é fundamental para o sucesso de qualquer capacitação profissional: estar onde o trabalhador precisa, que é dentro da comunidade.”

Lupi disse que o passado do país, ligado ao desemprego, evitou que se preparasse a massa trabalhadora para a fase atual, de praticamente pleno emprego, em que falta mão de obra qualificada em obras e projetos de grande envergadura. Para inverter essa realidade, ele acredita ser preciso um trabalho de parceria com outras entidades.

“O Brasil teve uma cultura de muitos anos sem emprego, que não preparou quem desse qualificação ao trabalhador. Nós não temos grande experiência para fazer esses cursos. Estamos ainda em uma fase de improviso, por meio das associações, do Sistema S [Sesc, Sesi e Senai e Senac] e das escolas técnicas federais para tentar massificar.”

O ministro participou de festa comemorativa ao Dia do Trabalhador na Vila Cruzeiro, comunidade que há pouco tempo era controlada pelo tráfico de drogas. “Isso reflete a importância da presença do Estado. Não basta só ocupar a comunidade para garantir a segurança, mas oferecer serviços públicos que deem a essa população a garantia de que a polícia não vem e vai embora. O Estado veio para ficar e garantir a cidadania.”

O secretário estadual de Trabalho e Renda, Sérgio Zveiter, que acompanhou Lupi nas comemorações, também considerou imprescindível levar oportunidades de qualificação para dentro das comunidades: “Para incluir as pessoas que estão abaixo da linha da pobreza é preciso estar próximo delas. Elas não têm condições nem de sair de onde se encontram”.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/desafio-e-levar-qualificacao-profissional-comunidades-pobres-afirma-ministro

França investigará suposta adoção de cota racial no futebol francês

01.05.2011
Do portal OPERA MUNDI,29.04.11
Por Agência Brasil | Brasília


A ministra do Esporte da França, Chantal Jouanno, pediu uma investigação na FFF (Federação Francesa de Futebol, sigla em francês) a respeito de denúncias de que a entidade estaria adotando, em segredo, uma cota racial para jogadores jovens.

Segundo afirmou nessa quinta-feira (28/04) o site investigativo francês Mediapart, autoridades da FFF teriam aprovado a limitação de 30% no número de negros e árabes entre 12 e 13 anos nos centros de formação e escolinhas de futebol no país.

Citando fontes da FFF "escandalizadas" com a diretriz, o site afirma que a suposta ordem, mantida em segredo do público, já havia sido comunicada pela DTN (Direção Técnica Nacional) da entidade para as academias de treinamento.

A ministra afirmou que a discriminação racial não tem lugar no esporte e prometeu a manutenção de oportunidades iguais para os atletas do país.

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O Mediapart acusou o treinador da seleção francesa, Laurent Blanc, de aprovar a medida. Tanto a FFF quanto o técnico negaram totalmente a adoção da cota racial para jovens.

O assessor de imprensa da seleção, Philippe Tournon, afirmou que Blanc está afrontado com a acusação. Segundo ele, a alegação vai contra a filosofia do treinador.

A questão racial tornou-se um assunto delicado no futebol francês depois do mau desempenho da seleção nacional na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, quando o time foi eliminado na primeira fase.

A equipe foi alvo de alegações de que os jogadores negros - seis, ao todo - haviam se rebelado contra o comando da seleção devido a problemas raciais, por não se sentirem à vontade em representar a França - uma ex-potência colonial na África.

A experiência vivida pelo time na África do Sul contrasta com a de 1998, quando a França se sagrou campeã do mundo com um elenco multiétnico, repleto de jogadores brancos, negros e árabes, conquistando a torcida.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/esporte/FRANCA+INVESTIGARA+SUPOSTA+ADOCAO+DE+COTA+RACIAL+NO+FUTEBOL+FRANCES_1114.shtml

São Paulo: Para especialistas, investimento em transporte público é única solução para trânsito de SP

01/05/2011
Nacional
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
- A frota de veículos da cidade de São Paulo ultrapassou os 7 milhões em março deste ano, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Desse total, mais de 5 milhões são automóveis, contribuindo para aumentar o problema dos congestionamentos na capital.

Segundo o consultor de engenharia de tráfego e transportes Horácio Augusto Figueira, se todos esses carros, ônibus, motos e caminhões estivessem circulando ao mesmo tempo na capital paulista, não haveria espaço suficiente para que ficassem parados um atrás do outro nas vias.

Para resolver esse problema, que afeta a vida diária do paulistano, os especialistas consultados pela Agência Brasil afirmaram que é preciso uma mudança de foco do Poder Público nas três esferas de governo: deixar de investir em asfalto e no transporte individual e passar a concentrar esforços nos veículos de massa, principalmente nos de trilhos como metrôs e trens.

“Experiências em outras cidades mostraram que o único jeito é abrir espaço para infraestrutura de transporte coletivo. Não dá mais para a gente ocupar espaço na cidade com sistema viário, com rua e estacionamento, não tem mais espaço para expandir isso. A ocupação desses espaços por automóveis individuais otimiza pouco: um automóvel, carregando uma ou duas pessoas, ocupa muito espaço. Se aproveitar esse espaço para colocar um sistema de transporte coletivo, num espaço menor, vai ser transportada uma quantidade maior de gente”, explicou Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis.

Para tentar controlar o trânsito caótico da capital, a prefeitura de São Paulo apostou em um conjunto de medidas: a restrição de tráfego de caminhões e de ônibus fretados, implantação de motofaixas nos corredores da Avenida Sumaré e da Avenida Vergueiro, ampliação de ciclovias e ciclofaixas e até operações nos corredores de ônibus para aumentar a velocidade dos coletivos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as medidas foram acertadas, já que “houve melhora significativa nos índices de lentidão”.

Também foram realizadas obras na Marginal Tietê e inaugurados dois trechos do Rodoanel, que contorna a capital, a região metropolitana e o entorno. Segundo a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S.A, as obras de readequação e alargamento da Marginal Tietê foram iniciadas em 2009 e liberadas ao tráfego ao longo do ano e em 2010. Já o trecho sul do Rodoanel, sob concessão da SPMar, foi inaugurado em março de 2010, ao custo de R$ 5 bilhões, e liga a Rodovia Régis Bittencourt ao Sistema Anchieta/Imigrantes.

Segundo a SPMar, a média diária de veículos que trafegam pelo Rodoanel trecho sul é 22 mil veículos por trecho, totalizando 44 mil. Já o trecho oeste do Rodoanel, administrado pela concessionária Rodoanel Oeste, que integra as rodovias Raposo Tavares, Castello Branco, Régis Bittencourt e o sistema Anhanguera/Bandeirantes, recebe cerca de 240 mil veículos por dia.

De acordo com a CET, as médias de lentidão registradas no segundo semestre de 2010, em comparação ao mesmo período do ano anterior, mostraram uma melhora de 22%, passando de 72,9 quilômetros para 56,9 quilômetros, das 7h às 20h. Com as restrições de caminhões, a Avenida dos Bandeirantes reduziu os congestionamentos em 69%, passando de 5,3 quilômetros para 1,6 quilômetros. Na Marginal Tietê, o ganho, segundo a CET, foi 51%, passando de 18,4 quilômetros para 8,9 quilômetros.

“Mesmo com o aumento de 22,9% na frota registrada de veículos entre os anos de 2007 e 2010, os índices de lentidão no ano passado permaneceram abaixo dos níveis registrados em 2008 e 2009. Pela primeira vez desde 2007, a média anual de lentidão nos horários de pico da manhã e da tarde ficou abaixo da casa dos 100 quilômetros, registrando uma média de 99 quilômetros em 2010”, respondeu a CET à Agência Brasil.

Segundo o engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Sergio Ejzenberg, o “remédio que se tem dado para a cidade não funciona”. “Quando se planta asfalto, se colhe congestionamento. Abrindo mais vias, mais se estimula o uso do automóvel”, disse Ejzenberg.

Para os três especialistas, passado praticamente um ano desde que foram entregues, as obras do Rodoanel e da Marginal Tietê já se mostram saturadas e insuficientes para conter o problema do trânsito. “Essas obras viárias na cidade foram todas inúteis. A Marginal Tietê, um ano depois, já voltou a ter congestionamento”, disse Figueira. “Se tivéssemos dobrado a nossa linha de metrô, em vez de investir no Rodoanel ou em asfalto, isso teria feito uma diferença enorme na qualidade de vida das pessoas”, ressaltou Ejzenberg.

Concentrar esforços na construção ou ampliação de vias é um “erro estratégico, um viés antissocial e antidemocrático”, afirmou Figueira. E o problema, segundo ele, é que esse modelo observado na capital, que prioriza o transporte individual, está se “replicando” em todas as cidades do país. “Todas as cidades brasileiras vão entrar em colapso nos próximos dez anos se mantivermos esse mesmo modelo do automóvel”, disse.

Uma das soluções, segundo ele, seria o Poder Público investir a curto prazo no transporte de ônibus, ampliando os corredores e melhorando o serviço, e, a longo prazo, em metrôs e trens.

“Se houver alternativas, as pessoas deixam de utilizar o veículo porque o custo é muito grande: tem de colocar capital naquele bem que vai se depreciar; gasta-se combustível, que está muito caro; gasta-se estacionamento; corre-se o risco de receber multa e perde-se o tempo de deslocamento sem poder atender o telefone, fazer alguma coisa. Ao passo que se estivesse num transporte de massa digno, poderia aproveitar o tempo de deslocamento para ler um jornal, estudar, se atualizar e até dormir um pouquinho”, afirmou Ejzenberg.

Para que as pessoas sejam estimuladas a deixar o carro em casa, optando pela utilização do transporte público, Nakano afirma que a primeira necessidade é ampliar a oferta, fazendo com que ele atinja todos os pontos da cidade. O transporte também precisa ser frequente, confiável, confortável e estar integrado com as demais redes e linhas. Outra ideia defendida pelo arquiteto é a criação do pedágio urbano, cobrado pelo uso do veículo que circule, por exemplo, na área central da cidade nos horários de pico. “Esse dinheiro que será arrecadado é importante que seja convertido para investimentos no transporte público, alimentando investimentos de expansão da oferta”, ressaltou.

Mas os pedágios só podem ser implantados, segundo Nakano, na medida em que todas as regiões de São Paulo estiverem conectadas com o transporte coletivo e que as oportunidades de emprego migrem do centro da capital para as áreas mais periféricas.

Nakano acredita que os canteiros das principais avenidas da capital poderão ser utilizados para a instalação de monotrilhos e que a cidade deve investir também no transporte de motocicletas e bicicletas como uma alternativa de transporte, desde que não fiquem circulando entre os carros, o que provoca conflitos e acidentes.

Segundo Ejzenberg, São Paulo paga um preço muito alto pelos congestionamentos, o que já começou a provocar uma mudança de hábitos na população e nas empresas, que preferem perder clientes distantes de seu raio de atuação a pagar um preço alto pelo deslocamento. “São Paulo está perdendo oportunidades de negócio. A capital está deixando de ser, a longo prazo, o motor nacional porque não anda. O custo indireto do congestionamento é a poluição e a perda da qualidade de vida, que se refletem em baixa produtividade”, afirmou.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/para-especialistas-investimento-em-transporte-publico-e-unica-solucao-para-transito-de-sp

Conflito militar na fronteira entre Tailândia e Camboja se intensifica e completa dez dias

01.05.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Agência Efe | Bangcoc


Com dez dias de hostilidades completados neste domingo (01/05), os exércitos da Tailândia e do Camboja voltaram a quebrar o cessar-fogo e trocaram disparos em sua zona conflituosa fronteira. Neste período, 16 pessoas já morreram devido ao conflito – entre elas, um civil tailandês.}

Os disparos de armas automáticas reapareceram na noite deste sábado e se prolongaram durante toda a madrugada. As autoridades militares dos dois países não informaram sobre a ocorrência de vítimas.

Os combates deste domingo voltaram a acontecer em torno dos antigos templos da civilização khmer de Ta Meun e Ta Kwai, nome tailandês (ou Ta Moan e Ta Krabei em cambojano, respectivamente).

Cerca de cem mil pessoas foram deslocadas dos dois lados da fronteira por causa da violência, a grande maioria agricultores. Além da violência, o conflito é muito danoso a eles economicamente, já que este período do ano marcaria o início da fase de plantio da próxima colheita.

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A ONU (Organização das Nações Unidas), os Estados Unidos e a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) participam das negociações diplomáticas para fazer com que Camboja e Tailândia voltem à mesa de negociações.

Os primeiros-ministros do Camboja, Hun Sen, e da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, devem participar da reunião que a Asean realizará nos dias 7 e 8 de maio em Jacarta, Indonésia. Camboja e Tailândia compartilham uma fronteira que nunca esteve claramente definida.

O conflito armado atual começou em 2008, quando a Unesco(Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) declarou o templo Preah Vihear como Patrimônio da Humanidade, e incluiu em território cambojano um monumento hindu do século XI e que se encontra a mais de uma centena de quilômetros ao leste de Ta Meun e Ta Kwai. A Tailândia já deixou de reivindicar Preah Vihear, mas reivindica parte da área fronteiriça.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/CONFLITO+MILITAR+NA+FRONTEIRA+ENTRE+TAILANDIA+E+CAMBOJA+SE+INTENSIFICA+E+COMPLETA+DEZ+DIAS_11589.shtml

Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 28 milhões na quarta-feira

01.05.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por iG São Paulo


Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas neste sábado. Quina foi dividida entre 98 apostadores

Nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena neste sábado, dia 30, e o prêmio acumulou. A Caixa estima que o valor a ser distribuído no próximo sorteio, na quarta-feira, dia 4 de maio, será de R$ 28 milhões.

As dezenas sorteadas no sábado foram 08, 14, 29, 35, 36 e 40. Acertaram a Quina 98 pessoas, que receberão R$ 19.541,91, enquanto 5.880 ficaram com a Quadra e ganharam R$ 465,28.

A aposta mínima, na Mega-Sena, custa R$ 2,00 e pode ser feita em qualquer uma das 10,8 mil lotéricas de todo o país.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/loterias/megasena+acumula+e+vai+pagar+r+28+milhoes+na+quartafeira/n1300134433356.html

Menino-bomba 'de 12 anos' mata quatro no Afeganistão

01.05.2011
Da BBC BRASIL

Foto: AP

Policial é atendido em hospital de Ghazni após ser ferido em ataque

Um menino-bomba que teria apenas 12 anos de idade matou quatro pessoas no Leste do Afeganistão, em um de vários ataques realizados neste domingo, um dia após o talebã anunciar uma nova ofensiva no país.

Cerca de doze pessoas ficaram feridas depois que o menino detonou seus explosivos em um mercado local lotado na província de Paktika, matando um três homens e uma mulher, de acordo com informações do governo local.

Na cidade de Ghazni, um atirador abriu fogo contra a polícia em um posto de checagem, matando dois policiais e dois civis.

Uma bicicleta-bomba perto da delegacia de polícia da cidade deixou 13 civis feridos.

Talebã

No sábado, o talebã declarou que está iniciando uma nova campanha de ataques contra tropas estrangeiras, as forças de segurança afegãs e integrantes do governo.

Organizações internacionais, incluindo a ONU, pediram que seus funcionários evitem sair a não ser que isso seja absolutamente necessário.

Em Kandahar, no sul do país, e em outras cidades, milhares de soldados e policiais extras foram convocados.

Uma retirada gradual de tropas estrangeiras está maracada para começar em julho deste ano, como parte da transferência de controle para as forças de segurança afegãs.

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Caixa-preta do avião da Air France é encontrada

01.05.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por Redação do iG

Uma das caixas-pretas do Airbus A330 da Air France, que caiu no mar ao longo da costa brasileira no dia 1º de junho de 2009, foi recuperada neste domingo, anunciou o Escritório de Análises e Investigações da França (BEA, na sigla em francês), encarregado da investigação técnica da catástrofe que deixou 228 mortos.

A caixa-preta, que registra os dados de voo, foi encontrada pelo robô submarino Remora 6000 às 13h40 (horário de Brasília) e já foi rebocado ao navio Ile de Sein.

Veja o especial sobre o voo 447 da Air France

“A equipe de investigação localizou e identificou o módulo de memória do gravador de parâmetros – Flight Data Recorder (FDR) – às 10h00 GMT (07h00 de Brasília) deste (domingo). Ele foi recuperado (…) às 16h40 GMT (13h40 de Brasília)”, segundo um comunicado do BEA.

O BEA indicou que o gravador está “em bom estado físico”, deixando os investigadores esperançosos em relação à leitura dos dados nele contidos. Os investigadores haviam anunciado na quarta-feira a descoberta do chassi da caixa-preta, mas sem o módulo de memória contendo os valiosos dados do voo que poderão permitir que a tragédia seja explicada.

Certamente, o módulo se soltou do chassi no momento do impacto com a água. O BEA havia anunciado no início de abril a localização dos destroços da aeronave antes de lançar na semana passada a fase de recuperação.

As informações são da AFP e EFE.

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Especialistas sugerem integração do sistema de transporte público com forte investimento em metrôs e trens

01/05/2011
Nacional
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo
– Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que a única solução possível para diminuir o congestionamento em São Paulo é investir na integração do sistema de transporte público, além de ampliar a rede de metrôs e trens.

Eles ressaltam, no entanto, que o metrô requer altos investimentos, além de ser um projeto de tempo de execução longo. Segundo os especialistas, na capital paulista, no curto prazo, poderia ser ampliado e modernizado o transporte por meio de ônibus. Eles recomendam também a criação de corredores exclusivos para os ônibus.

“Os automóveis ocupam de 80% a 90% do espaço viário para transportar metade da demanda de clientes [pessoas]. Os ônibus ocupam, no máximo, 10% ou 20% do espaço para levar a outra metade”, disse Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes. Nessa comparação, Figueira destaca que não está considerando o transporte feito por trilhos.

São Paulo tem uma população de 11 milhões de habitantes. Segundo a SPTrans, empresa responsável pelo transporte de ônibus na capital, somando a população da região metropolitana, são 17 milhões de pessoas.

Cerca de 55% das viagens na região metropolitana, de acordo com a empresa, são feitas em transporte coletivo, num total de 6 milhões de passageiros transportados por dia. Para atender a essa demanda, existem 16 consórcios operando na região, com 15 mil veículos, em mais de 1,3 mil linhas. Na capital, existem atualmente dez corredores de ônibus.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte, a média de passageiros transportados por ônibus, em março, chegou a 250,9 milhões, enquanto o metrô transportou 89,8 milhões. Por dia útil, os ônibus transportaram, em março, a média de 9,8 milhões de passageiros. A média diária no metrô foi 3,6 milhões.

O pouco investimento no sistema de transporte coletivo faz com que se crie, em São Paulo, de acordo com Figueira, uma cultura voltada para o transporte individual, o que amplia os congestionamentos. “Nos anos 60, muita gente andava de ônibus. Ônibus era bom? Não. Os filhos dessas pessoas vieram e é a lei do mercado: a pessoa estudou, fez faculdade, evoluiu e a primeira coisa que ela quer fazer é sair do ônibus porque o serviço é ruim. É um processo autofágico. Está se plantando um não usuário a partir daí”, lamentou.

Para Figueira, o ideal é destinar duas faixas por sentido nas principais avenidas da capital para o deslocamento de ônibus. A sugestão dele é que a faixa da esquerda seja exclusiva para ônibus urbano e a do meio, para ultrapassagem de ônibus em horário de pico, ônibus fretado, táxi com passageiro e automóveis com duas ou mais pessoas. As outras faixas seriam destinadas para os demais veículos.

“Numa faixa de ônibus, se consegue levar, de 10 a 15 mil passageiros por hora/sentido. Na faixa de automóveis, não se leva mais do que mil ou 1,5 mil pessoas por hora/sentido, uma relação de dez para um”, exemplificou o consultor.

Segundo Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis, implantar corredores de ônibus e planejar as linhas dos coletivos não têm custo muito elevado. “Pode-se começar a fazer os investimentos em transporte público agora, com essas medidas de menor custo”, afirmou. E a vantagem desse tipo de transporte, de acordo com ele, é que os ônibus alcançam praticamente todos os bairros da cidade.

Mas, para Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, investir somente em ônibus não resolverá o problema. Ele acredita que a melhor solução para a questão da mobilidade é o metrô.

“Os corredores de ônibus, sozinhos, não têm capacidade para atender à demanda na cidade de São Paulo. O corredor de ônibus tem um limite físico operacional que se dá, teoricamente, em cerca de 46 mil passageiros por hora/sentido. Já o metrô chega a 96 mil passageiros hora/sentido, podendo até ultrapassar isso com medidas de redução de intervalo entre as composições”, observou. Ejzenberg enfatizou ainda que os corredores de ônibus têm uma limitação pelo fato de que nem toda avenida os comporta. Já no caso do metrô, faz-se uma rede pelo subsolo.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/especialistas-sugerem-integracao-do-sistema-de-transporte-publico-com-forte-investimento-em-metros-e-

Programa de saúde bucal vai oferecer aparelho ortodôntico e implante dentário

01/05/2011
Saúde
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Aparelhos bucais para corrigir a posição dos dentes e a mordida, os chamados aparelhos ortodônticos, e implante dentário passarão a ser ofertados pelo programa governamental Brasil Sorridente. Os novos serviços devem ser incluídos pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde, segundo o Ministério da Saúde.

Com os dois novos tratamentos, o governo federal estima atender mais 1,15 milhão de brasileiros este ano. Em 2010, foram 25 milhões de atendimentos nos centros de odontologia do programa em todo o país.

O ministério estima um aumento de R$ 134 milhões no orçamento total do programa para este ano com a inclusão dos serviços. O dinheiro será repassado aos estados e municípios conforme os atendimentos. No ano passado, as ações na área de saúde bucal somaram R$ 710 milhões.

Os centros do programa já fazem tratamento de canal, gengiva, cirurgias corretivas e estéticas, além de exames para diagnosticar o câncer bucal.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/programa-de-saude-bucal-vai-oferecer-aparelho-ortodontico-e-implante-dentario

MST: Falta igualdade para a democracia brasileira, diz Stédile

01.05.2011
Do blog de Rodrigo Vianna,28.04.11
Por Guilherme Kolling, no Jornal do Commercio

Falta igualdade para a democracia brasileira, diz Stédile

Nome mais conhecido do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile avalia que o Brasil tem uma democracia apenas formal, em que, apesar do direito ao voto, a população não conquistou igualdade de oportunidades. Crítico das diferenças sociais entre ricos e pobres, o líder do MST fala, nesta entrevista ao Jornal do Comércio, sobre as raízes do ativismo pela reforma agrária, das dificuldades do MST com a mudança no perfil da agricultura brasileira e projeta o futuro do movimento. Vê avanços no projeto dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, que, para ele, estão substituindo o neoliberalismo pelo “neodesenvolvimentismo”. E aponta que falta envolvimento da sociedade e debate na imprensa e na universidade sobre o modelo de desenvolvimento do Brasil.

Jornal do Comércio – Qual é a sua avaliação do atual momento econômico do Brasil?
João Pedro Stédile – O governo Lula fez uma política macroeconômica de reconciliação de classes. Garantiu os ganhos para aqueles 5% mais ricos e tirou da miséria os 40 milhões que dependem do Bolsa Família. E freou o neoliberalismo, recuperou o papel do Estado, do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que financiava privatizações, agora financia fábricas. O governo Dilma ganha as eleições no bojo da continuidade. Porém, isso tem limite. Não dá mais para apenas distribuir renda através do Bolsa Família. Tem que mudar o modelo. E tem que mexer na taxa de juros.

JC – E essa proposta no atual cenário de aumento de inflação?

Stédile – Esse projeto neodesenvolvimentista da Dilma saiu perdendo para os setores conservadores do governo, que ganharam o primeiro round contra a inflação ao fazer um corte de R$ 50 bilhões no orçamento e ao aumentar a taxa de juros em 1 ponto percentual. O aumento da taxa Selic é uma burrice. Quem vai bater palma são os bancos, o resto da sociedade vai pagar para eles.

JC – Falta debate sobre o modelo de desenvolvimento?

Stédile – A imprensa tem que ser mais criativa, propor o debate. Tem que discutir problemas de fundo, o agrotóxico – ninguém escapa, vai pegar também donos de jornal, de televisão, o câncer pega todo mundo. E levar esse debate para a universidade, que está de costas. Levar para as igrejas. Enfim, um mutirão de debate político e social. Estamos num momento de letargia na sociedade. Nem nas campanhas eleitorais se discute projetos.

JC – Qual é a sua avaliação da democracia brasileira?

Stédile – É uma democracia formal, em que o povo brasileiro ganhou o direito de votar. Mas a população quer as mesmas oportunidades. Então, quando todo o povo brasileiro tiver a oportunidade de entrar na universidade, uma moradia digna, uma informação honesta, cultura, e não depender do Bolsa Família, aí viramos uma sociedade democrata.

JC – Falta igualdade na democracia brasileira?

Stedile – Sem dúvida. A sociedade brasileira é a terceira mais desigual do mundo. É por isso que não consegue ser democrática.

JC – Como o senhor iniciou na luta pela reforma agrária?
Stédile – Na Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em 1978, Nonoai (RS), uma área indígena, tinha 700 posseiros pobres. E os índios se organizaram e expulsaram os posseiros, que, da noite para o dia, estavam na beira da estrada. Então, comecei a organizá-los, porque parte queria voltar para as terras indígenas, e aí dava morte; outra parte queria ir para o Mato Grosso, que era a proposta do governo. Nosso trabalho na militância social era: quem quiser continuar trabalhando aqui no Rio Grande, tem terra. E reivindicamos duas áreas públicas, remanescentes da reforma agrária do (ex-governador Leonel) Brizola, que tinham sido griladas.

JC – O senhor já falou da importância do Brizola para a reforma agrária. Foi na gestão dele o embrião desse movimento?

Stédile – O embrião foi a colonização europeia no Rio Grande. Deu uma base para a democratização da propriedade, eles pegavam de 25 a 40 hectares, nem menos, nem mais. Isso criou uma base de sociedade mais justa. Não é por nada que Caxias do Sul tem um PIB mais elevado que o de toda a Metade Sul. Na década de 1960, Brizola retomou esse embate e foi o primeiro homem público que fez uma lei estadual de reforma agrária. Foram ocupadas muitas fazendas, a mais importante delas foi a Sarandi, tinha 24 mil hectares.

JC – E a denominação Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra?
Stédile – De 1978 até 1984, em todo o Brasil, a CPT começou a juntar as lideranças desses movimentos e a fazer encontros. Quem deu a marca de Movimento dos Sem Terra foi a imprensa – começou a se noticiarem acampamentos dos “colonos sem-terra.” Quando fundamos o movimento nacional, em janeiro de 1984, já havia essa marca. Incluímos uma questão de classe: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

JC – Como está o MST hoje?
Stédile – O MST sofreu percalços nos últimos 10 anos, houve mudanças na agricultura. Até a década de 1980, o que dominava era o capitalismo industrial. E o latifúndio improdutivo era uma barreira. Quando ocupávamos o latifúndio improdutivo, a burguesia industrial nos apoiava, porque éramos o progresso. A minha turma dividia terras, ia para o banco comprar máquinas, geladeira… E, na essência, essa é a proposta da reforma agrária clássica: dividir a área improdutiva para ela desenvolver as forças produtivas. Por isso, na maioria dos países da Europa, nos Estados Unidos e no Japão, quem tomou a iniciativa de fazer a reforma agrária foi a burguesia industrial, não os camponeses.

JC – Quais foram as mudanças no Brasil?

Stédile – O movimento nasceu na década de 1980 no contexto de reforma agrária clássica. Por isso a burguesia industrial e a imprensa nos toleravam: “Ah, está certo, tem que ocupar mesmo.” Com o neoliberalismo, houve uma expansão das empresas transnacionais e do capital financeiro que veio tomar conta da nossa agricultura, desde os anos 1990. Quem tem a hegemonia da agricultura não é mais o capital industrial. Tanto que, na década de 1970, a economia brasileira vendia 80 mil tratores por ano. Quem comprava? O pequeno agricultor. Sabe qual foi a venda de tratores no ano passado? 36 mil. Então, aumentou a potência do trator e diminuiu o mercado. É um absurdo.

JC – Como isso afeta o MST?
Stédile – Hoje, quando tem um latifúndio improdutivo, as grandes empresas transnacionais também chegam para disputar com a gente. Quando tentamos ocupar a Fazenda Ana Paula, 18 mil hectares improdutivos, acampamos e fomos despejados. Aí, a Aracruz comprou e encheu de eucaliptos. Quantos empregos gerou? Nenhum. Faz sete anos que tem eucalipto lá. Nenhuma renda para o município. Mas a Aracruz vai ganhar muito dinheiro no dia em que colher aquele eucalipto. Então, agora o MST enfrenta barreiras… Mudaram os inimigos de classe.

JC – E encolheu o MST?
Stedile – Não, o movimento até que aumentou, mas a luta ficou mais difícil. Para desapropriar uma área ficou mais difícil, porque a força desses capitalistas pressiona para não ter desapropriação. Querem empurrar os pobres do campo para a cidade.

JC – Como o senhor projeta o futuro do movimento, com a presidente Dilma?

Stedile – As vitórias do governo Lula (PT) e Dilma colocaram uma barreira ao neoliberalismo. Há uma tentativa de reconstruir o modelo de desenvolvimento, com lugar para mercado interno, distribuição de renda e indústria nacional. Mas isso ainda é uma vontade política. No nível macro, está havendo mudanças de rumo: não é mais o neoliberalismo, agora é o neodesenvolvimentismo. Na agricultura, estamos iniciando esse grande embate entre o modelo do agronegócio e o da agricultura familiar. Nossa esperança é que nos próximos dez anos a sociedade perceba que o agronegócio é inviável.

JC – Por quê?
Stédile – Economicamente porque os únicos que ganham são as transnacionais. Pode dizer: “o Rio Grande produz 10 milhões de toneladas de soja”. E quem fica com o lucro se a soja sai daqui em grão? Voltamos a ser um simples exportador de grãos. Temos que exportar é o óleo de soja. A longo prazo, esse modelo de monocultura, que só beneficia a exportação, é inviável. Ou seja, não agrega valor e não distribui renda, concentra. E expulsa a população do campo. E, terceiro, o agronegócio tem uma contradição com o meio ambiente: só produz com veneno, que mata o solo, os vegetais e o ser humano pelos alimentos contaminados. Então, é uma questão social, e econômica e ambiental.

JC – Se o governo federal promover o assentamento reivindicado para as famílias sem terra, como fica o MST?
Stédile – Vamos continuar lutando contra o latifúndio. Mas, ao mesmo tempo, temos que desenvolver, nas áreas de assentamento, programas que combinem com esse novo modelo: ter agroindústria, laticínio, reflorestar áreas degradadas, produzir alimentos saudáveis… Esse novo caminho que vamos trilhar é seguir a luta contra o latifúndio, implantando um novo modelo nos assentamentos.

JC – Isso depende mais do governo ou da sociedade?
Stedile – Depende dos pobres do campo lutarem; do governo ter essa vontade política de deixar o agronegócio para o mercado, as políticas públicas de agricultura têm que estar voltadas para o pequeno agricultor; e depende de a sociedade perceber que a luta pela reforma agrária não pode ser criminalizada, porque é o progresso. É para garantir emprego, renda e comida farta e saudável. Tudo que o agronegócio não consegue.

JC – Como o senhor avalia o papel da imprensa nesse processo?
Stedile – Os quatro grandes grupos que controlam a imprensa no Brasil – Rede Globo, Estadão, Folha de S. Paulo e o grupo Abril – estão a mercê dos interesses do grande capital, das multinacionais e do capital financeiro. Para eles, não só o MST mas qualquer movimento social que lute contra esse modelo se transforma em inimigo. Quando os operários voltarem a lutar como fizeram em Jirau (usina que está em construção no Rio Madeira, em Rondônia), a hora que os sem-teto voltarem a lutar, a imprensa vai chamá-los de vândalos. Ninguém foi a Jirau pesquisar como os operários estavam vivendo. Mas quando colocaram fogo, a primeira coisa que fizeram foi chamá-los de vândalos. É um caso exemplar de como a imprensa criminaliza e tenta derrotar ideologicamente qualquer luta social.

JC – Mas tem havido perda de apoio de setores mais urbanos da sociedade, especialmente a partir de episódios de violência em ações do MST.
Stedile – O movimento é contra qualquer tipo de violência, sobretudo, contra pessoas. Mas na mobilização de massas sempre há fatores incontroláveis.

JC – Qual é o seu conceito de burguesia?
Stedile – A burguesia brasileira é aquele 1%, com as 5 mil famílias que controlam 48% do PIB brasileiro e que são subordinadas ao capital internacional. São as 100 maiores empresas que tiveram lucro de R$ 129 bilhões para dividir entre eles.

Perfil
João Pedro Stédile, 57 anos, nasceu em Lagoa Vermelha (RS). Passou a infância e a adolescência no Interior, com a família, que produzia uva, trigo e produtos de subsistência. Aos 17 anos, veio para Porto Alegre estudar. Cursou Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) e formou-se em 1975. Estagiou e depois fez concurso para a Secretaria da Agricultura. Atuou na Comissão Estadual de Planejamento Agrícola (Cepa), estimulando o cooperativismo e viajando por todo o Estado.

Ficou na Secretaria de Agricultura até 1984. Paralelamente, atuava junto aos sindicatos dos produtores de uva da região de Veranópolis, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, a quem assessorava em um plano de cálculo do custo de produção. Sua militância foi influenciada pela Igreja, através Comissão Pastoral da Terra (CPT), onde atuou e através da qual se envolveu na questão da terra.

Com a redemocratização, nos anos 1980, diversos grupos, em todo o Brasil, se reuniram e formaram em janeiro de 1984 o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que luta pela reforma agrária e do qual Stédile é considerado um dos fundadores – embora não goste disso – e integra até hoje a coordenação nacional. Ele está radicado em São Paulo.

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Os curiosos e trágicos idos de abril

01.05.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, ESCREVINHADOR, em 29.04.11
Por Izaías Almada

A História não se repete, a não ser em forma de tragédia. À parte isso, o homem traz dentro de si toda esperança do mundo.

Na madrugada do dia 13 de abril de 1743, os colonos ingleses Peter Jefferson e Jane Randolph, que escolheram a Virgínia para morar, ouviram os primeiros choros do menino Thomas Jefferson que, entre outros atributos e atividades ficou conhecido como um dos pais da democracia norte-americana, essa que – desvirtuada em seus fundamentos – é vendida nos dias contemporâneos, ou melhor, imposta a ferro e fogo aos pequenos países que não leem pela cartilha de interesses do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos.

Foi também em abril de 1452, 291 anos antes do nascimento de Thomas Jefferson, mais precisamente no dia 15 de abril (há 559 anos, portanto), que a camponesa Caterina, da cidade de Da Vinci, região de Florença na Itália, fazia vir ao mundo um dos maiores gênios da humanidade, Leonardo da Vinci, cuja obra influenciou as ciências e as artes dos séculos que lhe seguiram.

Homens, fatos, acontecimentos políticos que contribuem para mudar o curso da história.

O golpe civil/militar de 1964 no Brasil, por exemplo, se concretiza em 1º de abril sob o pretexto de salvar a democracia no país, supostamente ameaçada pelo governo sindicalista de João Goulart. A data, já em si emblemática, mostraria que a mentira apregoada aos quatro ventos não teria tanto a perna curta, como se costuma dizer, pois durou 21 anos. Nesse tempo, foram ventos sinistros os que varreram o Brasil.

Em 22 de abril de1945, a cidade de Berlim foi sitiada e tomada pelo Exército Vermelho soviético. Uma semana depois, Adolf Hitler suicidou-se. Terminava assim o pesadelo da maior e mais devastadora guerra na história da humanidade.

No dia 20 de abril de 1999, dois estudantes de nome Dylan Klebold e Eric Harris mataram 12 alunos, um professor e feriram 23 pessoas numa escola secundária da cidade de Littleton, condado de Jefferson, Colorado. Em seguida, suicidaram-se. Columbine, o nome da escola. O episódio, de repercussão mundial, foi magistralmente documentado em Tiros em Columbine (2002) pelo cineasta Michael Moore, também nascido no mês de abril.

Doze anos depois, ouviram-se os mesmos tiros em Realengo. Doze crianças mortas e dezenas feridas por um único atirador no dia 7 de abril de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, que se mata em seguida. Tudo para o regozijo da indústria armamentista, o entusiasmo da mídia sensacionalista, o agito dos psicólogos de botequim e dos políticos de ocasião, para os pescadores de águas turvas e para aqueles que se preocupam com o problema durante uma semana e o esquecem para o resto do ano. Ou da vida…

A escola brasileira recebeu o apoio e a solidariedade da escola Columbine do condado de Jefferson no Colorado. Na manhã do dia 7, parte da imprensa brasileira ainda tentou dar cores muçulmanas a tragédia, irresponsabilidade logo desmentida. Afinal, quem puxou o gatilho em Realengo? Como na tragédia grega, apontamos o dedo acusador para Wellington Meneses de Oliveira e fazemos a nossa catarse?

Sobre essa desgraça coletiva o sorriso de Mona Lisa continua enigmático e perversamente maravilhoso.

* Texto originalmente publicado no Blog da Boitempo

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Lincoln Secco: As lutas de classes retornam pelos banheiros

01.05.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Lincoln Secco*no site da Boitempo


Podemos agora reler cuidadosamente O 18 Brumário de Luiz Bonaparte que a editora Boitempo acaba de lançar em nova tradução. Mas não podemos deixar de dizer que, apesar de sua genialidade, Karl Marx não imaginou até onde chegariam as lutas de classes em França ou fora dela.

Bem, elas simplesmente chegam aonde é necessário.

Recentemente, a Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP foi palco de um protesto sujo. As funcionárias de uma empresa terceirizada de limpeza estavam sem receber seu salário. Diante disso, juntamente com alguns estudantes elas viraram os cestos de lixo e inundaram o prédio de História com os rejeitos que raramente aparecem aos olhos de quem os produz.

Todos ficaram justamente indignados quando viram o que havia dentro da lata de lixo da história.

Não é preciso dissertar sobre qual seria a responsabilidade jurídica do Estado perante funcionários terceirizados que trabalham em suas dependências e nem mesmo sobre a legalidade do ato para reconhecer sua legitimidade. Talvez errado na forma, ele foi certo no conteúdo. Afinal, não é tolerável fazer um trabalho degradante e nem receber por isso.

Longe do lixo, seria mais aprazível retomar um antípoda de Karl Marx: Alexis De Tocqueville em suas Lembranças de 1848. Tanto quanto Marx, ele narrou vivamente alguns episódios da Primavera dos Povos. Mas de uma perspectiva política contrária.

Naqueles dias tempestuosos ele encontrou seu amigo Adolphe Blanqui, então um próspero economista. Adolphe era irmão do revolucionário permanente Auguste Blanqui, descrito pelo próprio Tocqueville no dia da tomada do parlamento como uma figura horrenda sob todos os aspectos.

Mas Adolphe também tinha coração. Certo dia, ele viu um jovem provinciano vivendo em extrema miséria e resolveu adotá-lo como parte da criadagem de sua residência em Paris.

Quando começou a insurreição de junho de 1848, era uma quinta feira. Esgueirando-se pelos meandros da casa, Adolphe ouviu um diálogo na cozinha entre aquele rapaz e uma de suas jovens empregadas. Dizia o jovem desaforado: No domingo que vem, seremos nós que comeremos as asas do frango. Ao que a moça retrucou: E seremos nós que usaremos belos vestidos de seda?.

Para Tocqueville o que havia de mais surpreendente na história não era a insolência daquele par, mas o fato de que Adolphe não tivesse coragem de surpreendê-los e expulsá-los naquele momento. Eles o atemorizavam. Só depois que a classe operária parisiense foi esmagada nas ruas é que o respeitável economista teve a coragem de botá-los para fora de sua casa.

A luta de classes não é algo tão abstrato que habite apenas os discursos e os livros. Às vezes, ela se insinua no mais inesperado cotidiano. Ettore Scola em seu filme La Cena (O jantar) teve o mesmo bom gosto de Tocqueville ao situá-la na cozinha onde um velho chef comunista lançava seus impropérios.

Na Universidade, as lutas de classes, expulsas das salas de aula, resolveram voltar de forma mais incômoda: pelo banheiro.

*Lincoln Secco é professor de História Contemporânea na USP
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lincoln-secco-as-lutas-de-classes-retornam-pelos-banheiros.html