domingo, 24 de abril de 2011

Campanha de vacinação contra a gripe começa segunda-feira

22/04/2011
Saúde
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Neste ano, a campanha nacional de vacinação contra a gripe, que começa segunda-feira (25), tem como meta a imunização de 23,8 milhões de pessoas. A partir deste ano, além de idosos e indígenas, crianças entre 6 meses e 2 anos de idade, grávidas e profissionais de saúde também serão vacinados.

A vacina protege contra os três vírus que mais circulam no Hemisfério Sul, inclusive o da influenza A (H1N1) – gripe suína.

No caso das crianças, a vacina é aplicada em duas etapas. Na primeira vez, é aplicada meia dose. No mês seguinte, os pais devem voltar ao posto de saúde para que seja aplicada mais meia dose na criança.

A vacina é contraindicada para quem tem alergia a ovo. Quem apresenta deficiência na produção de anticorpos, deve consultar antes um médico.

Estudos indicam que a vacina contra gripe reduz em até 45% as internações por pneumonia na população com mais de 60 anos de idade.

O Ministério da Saúde distribuiu 33 milhões de doses para estados e municípios, a maior parte para a Região Sudeste, 14,3 milhões.

No dia 30 de abril, um sábado, será o dia nacional de mobilização quando os 65 mil postos de saúde do país ficarão abertos durante todo o dia para vacinar a população. A campanha segue até o dia 13 de maio.

Edição: Nádia Franco
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-22/campanha-de-vacinacao-contra-gripe-comeca-segunda-feira

DELFIM : QUEM CONTROLA A MÍDIA IMPÕE SUA VISÃO ECONÔMICA E COLOCA EM XEQUE A DEMOCRACIA

24.04.2011
Do site da Revista Carta Maior, Edição de 25.04.2011(segunda-feira)
Por Delfim Neto


"...Há opiniões de gente do governo (e também de fora) de que o momento não é propício a uma ampla discussão do problema (o desafio da inflação e suas intercorrências na questão dos juros e a relação destes com a valorização cambial), porque isso poderia deteriorar ainda mais as expectativas inflacionárias. Concordo que essa é uma preocupação importante, mas a ampliação do debate hoje é necessária para que não prevaleça o pensamento único imposto à imprensa por grupos restritos que se julgam portadores de uma ciência econômica que, na verdade, não existe.

'Cientificamente', os vastos recursos do sistema financeiro influem decisivamente na construção das expectativas da inflação. São elas que dão o suporte necessário à elevação das taxas de juro. Nosso papel é insistir em questionar esse mecanismo das expectativas que o Banco Central acaba sancionando. No final, oficializa a estimativa de inflação que é a do próprio sistema financeiro (...) este é um processo perverso que pode por em xeque a própria democracia: quem controla a mídia acaba impondo a sua vontade. Vivemos um período relativamente longo (nos anos que antecederam a eleição de Lula) em que o debate econômico esteve interditado. Com a 'virada da agenda' em favor do crescimento com inclusão social, parece ter renascido o interesse em discutir a política econômica de forma ampla, sem restrições" (Delfim Netto/ Carta Capital).
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A PROVÍNCIA DE MINAS E OS DEMOFRÊNICOS-TUCANOPATAS

24.04.2011
Do blog SOLDADO NO FRONT
Por Taiguara


Não dá mais para ficar contemporizando. É inadmissível aceitar, a esta altura dos acontecimentos, os panos quentes que se tenta colocar sobre as atitudes dessa verdadeira praga nefasta chamada Aócio (Never). Está lá no blog Amigos do Presidente Lula o “teste” aplicado a alunos de escola pública estadual no qual achincalha com o presidente Lula. É assim o modus operandis desse marginal da política. É impressionante o número de jornalistas que ainda caem no conto desse dissimulado que, abusando do jogo da farsa, posa de bonzinho e conciliador enquanto impõe aos seus áulicos – como o Maluco de Sambódromo – o papel de instigadores passionais, num irritante e abjeto morde e assopra. Este Baladeiro é amigo dos seus amigos e inimigo do povo brasileiro. É cristalino. É cartesiano.

Não dá para cair nessa lábia de malandro de beira de rodoviária, de malandro das tampinhas. Ele é inimigo e, como tal, deve ser tratado. ESQUEÇAM O SERRA (um pouquinho). Mesmo porque vamos precisar dele para transformar em pó (poeira) as esperanças desse entorpecido Playboyzinho. Vamos ter que, de joelhos, implorar que o Serra desencape o Dossiê Itagiba, liberando assim os megawatts que eletrocutarão a imagem de Filho de Maria desse impostor?

E a hora é agora. Agora ele terá que botar a fuça para fora dos limites de proteção que compra, com o dinheiro do contribuinte mineiro, de toda a mídia mineira, servil e provinciana. Claro que contará, como já se nota, com o auxílio luxuoso do PIG nacional. Mas a blogosfera, a partir de uma campanha nacional a exemplo do que vimos na eleição da presidenta Dilma, tem uma força que não se submete aos caprichos desses famigerados neo liberais. Já há quem, entorpecido pelo “jeitinho” do farsante, o defina como um “neo liberal light”. Durma-se com um barulho desses.

Os jornalistas sérios desse país têm que voltar o olhar para Minas e repercutirem o descalabro praticado aqui pelos demofrênicos-tucanopatas. Basta uma olhadinha no crescimento das nomeações, sob a égide da famigerada lei Delegada e a criminosa e consensual omissão do Legislativo, para se ter uma idéia do mal que esses pústulas estão impondo ao já sofrido povo mineiro. O comprometimento da arrecadação estadual com dívidas assumidas, com o único objetivo de atender aos delírios desse narciso, já se pode medir em escala secular (nem Trancredo estivesse vivo, votaria num neto deste, teria vergonha).

Só de nomeações, excluindo as milhares já “obradas” pelo seu despachante este ano, cresceram mais de 30% durantes os seus desmandos de oito anos. E ainda tem o DESCARAMENTO de acusar o PT de aparelhar o Estado.

Desnecessário se faz quaisquer alusões aos salários do funcionalismo público. Menos ainda quanto às alíquotas dos impostos e taxas nessa terra que parece de ninguém, dada a “SÍNDROME DE OVELHISMO” de que padece tanto o Poder Legislativo, já citado, quanto o Poder Judiciário.

Em Minas o mal já está feito. Está nas mãos do povo e dos formadores de opinião não comprometidos com essa gentalha (..) a tarefa de impedir que esse câncer (Aécio) produza a metástase que nos impedirá de conquistar o futuro que merecemos.

O PERIGO MORA EM MINAS!

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Fonte:http://soldadonofront.blogspot.com/2011/04/basta-provincia-de-minas-e-os.html

BOLSONARO FEZ JURAS DE AMOR A JOSÉ SERRA

24.04.2011
Do blog CLOACA NEWS, 10.04.11

Lamentamos por estragar o seu domingo, mas alguém precisa fazer o trabalho sujo.
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Para vomitar de vez, não perca este impressionante relato feito pelo Blog do Tsavkko, sobre a manifestação de grupos neonazistas em favor de Bolsonaro, ocorrida na avenida Paulista, em São Paulo.
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Para abafar Bafometrogate, esquema de apoio a Aécio faz guerrilha no Twitter

24.04.2011
Do bLOG DO LUCAS FIGUEIREDO, 23.04.11

A guerrilha do esquema Aécio nas redes sociais é tão agressiva quanto artificial

O poderoso esquema de apoio a Aécio Neves no Twitter foi despertado do estado de hibernação no qual era artificialmente mantido. Desde o dia 21, está no ar uma campanha contra jornalistas e blogueiros que, diante da omissão da grande imprensa, fazem na internet uma cobertura independente do Bafometrogage.

O esquema é bruto. Em vez de contestar as informações publicadas, o que seria do jogo, parte-se para a tentativa de desqualificação, agressões e ameaças veladas. O objetivo é sufocar o debate e substituí-lo pela troca de ofensas pessoais (essa estratégia chama-se troll).

Se é surpresa? De jeito nenhum.

Vinte e nove dias antes daquela blitz, o blog já tinha alertado que Aécio é “um político que tem dificuldade em digerir críticas”. E antes disso, em dezembro do ano passado, escrevi sobre o pesado esquema pilotado, dos bastidores, por Andrea Neves, para manter sempre polida a imagem do irmão. Vale repetir um trecho do post: “Enquanto à luz dos holofotes Aécio esbanjava charme, simpatia e leveza e, como Tancredo Neves, seu avô, se esmerava em personificar a conciliação na política, Andrea era, nos bastidores, a general de campo de sangrentas batalhas, o tira mau da dupla, o desgraçado dr. Hyde que assumia os pecados do impoluto dr. Jekyll”.

Veja no vídeo-documentário abaixo, Aécio Neves e o Spam, um exemplo de como funciona o esquema de guerrilha pró-Aécio na internet e de como esse esquema é tão agressivo quanto artificial. (No 13º segundo, o vídeo dá uma engasgada, mas depois continua.)

É verdade que a família Neves costuma jogar pesado contra jornalistas que trabalham em redações, como vocês podem ver abaixo no já clássico vídeo-documentário Liberdade, essa palavra, de Marcelo Baêta. (Deve-se a Luiz Carlos Azenha o resgate do vídeo no seu blog, Vi o Mundo). Na blogosfera, porém, a situação é outra. E é justamente isso que está tencionando a horda aecista: o jornalismo investigativo e independente praticado na internet.

VÍDEO-DOCUMEN TÁRIO “LIBERDADE ESSA PALAVRA” – PARTE 1

VÍDEO-DOCUMEN TÁRIO “LIBERDADE ESSA PALAVRA” – PARTE 2

VÍDEO-DOCUMEN TÁRIO “LIBERDADE ESSA PALAVRA” – PARTE 3


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China está ferrando o mundo

24.04.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, em 22.04.11
Por Eduardo Guimarães

No tengo plata para comprar a Brasil. Vuestros productos son solamente para los muy ricos”, disse-me, com ironia cortante, o cliente peruano, logo após examinar a lista de preços que lhe enviei na tentativa de retomar os negócios interrompidos desde o começo do ano passado, quando passou a importar de meu concorrente argentino.

Antes, com variações de estilo, ouvi a mesma piadinha comercial sem graça (para mim, pois quem conta parece estar se divertindo) de argentinos, bolivianos, chilenos, equatorianos, paraguaios, venezuelanos, angolanos, sul-africanos e até de um sírio.

Economicamente, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pelo menos é o que pensa a maioria. Parece que todos estão ganhando dinheiro. Os salários não param de se valorizar. Valorizam-se tanto que as pessoas não dão muita bola para a alta de preços. Mas nem todos vão tão bem assim. Eu, por exemplo, que vivo de exportação, estou tendo cada vez mais dificuldades.

Mas o Brasil segue tendo superávit comercial, não é? Sim, é, mas ainda conseguimos exportar mais do que importar porque há uma grande demanda internacional – e, sobretudo, chinesa – por produtos básicos que o Brasil tem em abundância, as tais commodities.

No meu segmento de atividade, a indústria de autopeças, fica clara a situação brasileira. Venho recomendando às empresas que represento que importem aço da China para baratearem seus custos de produção de forma a terem como competir com os importados não só na exportação, mas internamente.

Minhas representadas recebem chapas e barras de aço feitas com o minério de ferro que este país exporta para a China e que depois recompra com valor que as usinas chinesas lhe agregaram ao transformá-lo em aço. Mesmo com a matéria-prima mais barata que a produzida no Brasil, nossos produtos metalúrgicos ainda não têm preço para competir lá fora.

Exportar minério de ferro em vez de aço se deve a um sujeito chamado Roger Agnelli, que, apesar da falta de empreendedorismo e da ganância ao fazer a maior mineradora do mundo, a Vale, ganhar menos dinheiro – ainda que mais rápido – vendendo o minério bruto, foi defendido com unhas e dentes pelo PIG. Mas ele não é o único culpado.

O custo de transformar minério de ferro em aço, com frete e demais custos, é muito menor na China. E não se trata daquela conversa fiada sobre os salários serem muito mais baixos por lá. O segredo chinês é o Yuan (moeda chinesa), congelado há pelo menos uma década. Nem se o brasileiro trabalhasse de graça a nossa indústria conseguiria competir.

Outro fenômeno do comércio internacional (que é do que sobrevive este blogueiro, hoje no prejuízo) nos põe outra bomba de efeito retardado no colo: tal qual minério de ferro, arroz, feijão, carne, entre outros gêneros alimentícios, também são commodities e, como o ferro, não param de subir de preço no mercado internacional.

Agora o mais interessante: a mão que bate é também a que afaga, pois a China, além de nos matar no comércio internacional de produtos industrializados, enche-nos os bolsos de dólares ao nos comprar tudo o que produzimos das tais commodities. E, ao nos encher os bolsos de dólares, torna o Brasil menos competitivo no comércio internacional.

A entrada crescente de dólares aumenta a oferta de moeda americana. Esses dólares são despejados aqui dentro tanto por investimentos benéficos – porque de médio e longo prazo, em projetos – como para nos gerar efeitos maléficos como a valorização crescente do real – porque vêm explorar juros que têm que subir para conter a inflação e, assim, atraem mais dólares.

É uma situação curiosa. Apesar de termos tudo para mergulhar em crise econômica – dificuldade para exportar e inflação ascendente –, exportamos muito e a inflação não é tão percebida, apesar de que vai se estabelecendo em nosso cotidiano. Exportamos muito porque temos muita commoditie e os salários sobem acima da inflação devido ao aquecimento da economia.

A situação é sustentável porque temos mais de 330 bilhões de dólares em caixa. O sistema chinês de ferrar o mundo em benefício próprio, como já disse, é do tipo bate e assopra. Ao mesmo tempo em que vai destruindo (mui lentamente) as indústrias de toda parte, vai enchendo de dólares os bolsos dos atingidos por seu câmbio criminoso.

Os EUA – mais atingidos do que o Brasil porque vivem da exportação de industrializados enquanto que, mesmo sem o problema cambial, este país ainda seria, precipuamente, um exportador de commodities – acharam um jeito de minimizar o problema: compram a produção de industrializados de países asiáticos e exportam como se fosse made in USA.

Ainda assim, os EUA estão sendo dizimados pelos chineses, o que explica a aproximação de Barack Obama com o Brasil, pois veio nos dizer que, hoje, o Tio Sam não é quem está mais fungando em nossos cangotes tupiniquins e que, por isso, temos que nos unir. E tem boa dose de razão, ainda que não seja bem assim…

Por enquanto, pelas razões supracitadas, o brasileiro não sente nada. Mas a situação é insustentável. Se houver uma reviravolta no preço internacional das commodities, estamos ferrados – nossas reservas viram pó rapidinho. Sem falar que o que alimenta a inflação não é atenuado. Pelo contrário, ficará cada vez mais difícil controlá-la.

Se aumentamos os juros para controlar a inflação atrairemos dólares de pior qualidade, destinados a nos explorarem a maior taxa de juros do mundo em uma economia montada em dólares para pagar a fatura do capital externo caso a bomba estoure.

A oposição brasileira se vale de uma situação que afeta o mundo para criticar o governo como se fosse responsável por um problema que, sem união do Ocidente, é insanável. Isso, porém, em nada muda um fato: a China está f… o mundo com aquele sorrisinho amarelo – sem conotação racista, por favor – de quem, a cada pancada, dá um beijinho.

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Drogas, por um debate aberto e sereno

24.04.2011
Do blog do Deputado Paulo Teixeira, 20.04.11

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta quarta-feira (20), o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder do PT na Câmara, esclarece matéria publicada no próprio jornal no último domingo, baseada em “declarações pinçadas” de uma palestra que o deputado proferiu recentemente sobre política de drogas.

“A questão não pode ser tratada de forma rasa. O debate público sobre as políticas de drogas deve envolver o conjunto das forças políticas e sociais de todo o país”. Leia a íntegra do artigo:

No domingo (17/4), fui surpreendido pela capa deste jornal com os dizeres “Petista defende uso da maconha e ataca Big Mac”.

Como o petista, no caso, era eu, e minhas posições sobre política de drogas no Brasil são mais complexas do que a matéria publicada, achei por bem do debate público retomar o tema, com a seriedade e a profundidade que merece.

A reportagem se baseou em frases pinçadas de palestra minha em seminário sobre a atual política de drogas no Brasil, há dois meses.

Lá, como sempre faço, alertei para os perigos do uso de drogas, sejam elas ilícitas ou não. Defendo a proibição da propaganda de bebidas alcoólicas e a regulação da publicidade de alimentos sem informações nutricionais. A regulamentação frouxa fez subir o consumo excessivo de álcool. O cigarro, com regulamentação rígida, teve o consumo reduzido.

Não defendo a liberação da maconha. Defendo uma regulação que a restrinja, porque a liberação geral é o cenário atual. Hoje, oferecem-se drogas para crianças, adolescentes e adultos na esquina. Como pai, vivo a realidade de milhões de brasileiros que se preocupam ao ver seus filhos expostos à grande oferta de drogas ilícitas e aos riscos da violência relacionada a seu comércio.

Por isso, nos últimos 15 anos, me dediquei ao tema, tendo participado de debates em todo o Brasil, na ONU e em vários continentes.

A política brasileira sobre o tema está calcada na Lei de Drogas, de 2006, que ampliou as penalidades para infrações relacionadas ao tráfico e diminuiu as relacionadas ao uso de drogas.

É uma lei cheia de paradoxos e que precisa ser modificada. Não estabeleceu, por exemplo, clara diferença entre usuário e traficante.

Resultado: aumento da população carcerária, predominantemente de réus primários, que agem desarmados e sem vínculos permanentes com organizações criminosas.

Do ponto de vista do aparelho estatal repressivo, há uma perda de foco. Empenhamos dinheiro e servidores públicos para acusar, julgar e prender pequenos infratores, tirando a eficácia do combate aos grandes traficantes.

Outros países têm buscado formas alternativas de encarar o problema. Portugal viveu uma forte diminuição da violência associada ao tráfico por meio da descriminalização do uso e da posse. Deprimiu-se a economia do tráfico e conseguiu-se retirar o tema da violência da agenda política, vinculando as medidas ao fortalecimento do sistema de tratamento de saúde mental.

Na Espanha, há associações de usuários para o cultivo de maconha, para afastá-los dos traficantes. A única certeza é a de que não há soluções mágicas. Nossos jovens usuários não podem ter como interlocutores a polícia e os traficantes.

É preciso retirar o tema debaixo do tapete e, corajosamente, trazê-lo à mesa para que famílias, educadores, gestores públicos, acadêmicos, religiosos e profissionais da cultura, da educação e da saúde o debatam. Esta posição é exclusivamente minha, não é em nome da liderança do PT.

Não tenho, conforme sugeriu a Folha, divergências com a postura da presidenta da República sobre o tema. Aplaudo os esforços extraordinários do governo Dilma no combate ao narcotráfico e na ampliação dos serviços de saúde de atenção aos usuários de drogas. Nesse sentido, sugiro ao governo que eleja uma comissão de estudos de alto nível para ajudar nessa discussão.

A questão não pode ser tratada de forma rasa. O debate público sobre as políticas de drogas deve envolver o conjunto das forças políticas e sociais de todo o país.

PAULO TEIXEIRA, 49, advogado, é deputado federal (PT-SP) e líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara.(Da Folha de São Paulo).

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Paulo Teixeira esclarece posição sobre drogas

24.04.2011
Do BLOG DE ZÉ DIRCEU

Publiquei aqui no blog essa semana, esclarecimentos do líder da bancada petista na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), sobre matéria veiculada na Folha de S. Paulo manipulando sua posição sobre a política de drogas no Brasil.

O jornal da Barão de Limeira, na ocasião, escolheu trechos da fala do deputado que mais lhe interessavam para o sensacionalismo e a manipulação das declarações do parlamentar. Como disse no post passado, reafirmo que o jornal tem todo o direito de editar suas matérias. Não pode, no entanto, de modo algum, modificar e manipular informações.

Para dar cabo a polêmica sobre seu real posicionamento, Paulo Teixeira publica artigo em resposta a matéria veiculada pela Folha de S. Paulo e reafirma que defende rediscussão da Lei de Drogas, aprovada em 2006 que, para ele, é "cheia de paradoxos e precisa ser modificada".

"Ela não estabeleceu, por exemplo - lembra o deputado - clara diferença entre usuário e traficante". O líder petista deixa claro, de uma vez por todas, que é contra a liberação da maconha e que defende "uma regulação que a restrinja, porque a liberação geral é o cenário atual. Hoje, oferecem-se drogas para crianças, adolescentes e adultos na esquina".

Muito bom o artigo que convido todos vocês a lerem "Drogas, por um debate aberto e sereno".
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Vitória do PT derrota Alckmin e tucanos

24.04.2011
Do BLOG DO ZÉ DIRCEU, 20.04.11

Desta vez não teve jeito, o governador Geraldo Alckmin e sua maioria tucana e aliada na Assembléia Legislativa caíram do cavalo. Por decisão da Justiça estão suspensas as 5 CPIs fajutas que o Executivo requereu e aprovou instalação no Legislativo, dentre as quais Comissões como as da Dentadura (para discutir implantes dentários) e de Proveta (para investigar planos de saúde).

As CPIs fajutas são manobra flagrante do governo e maioria tucanas e aliada para impedir a instalação de CPIs sérias e temidas pelos tucanos, como as que foram estudadas e propostas pelo PT e oposição para questões como o Rodoanel, as obras de Calha do Rio Tietê, o escandaloso número de pedágios e os valores escorchantes por eles cobrados nas rodovias do Estado e denúncias de pagamento de propina a integrantes do governo e do PSDB paulista pela multinacional Alstom.

Pelo regimento interno da Casa apenas 5 CPIs podem funcionar simultaneamente - o PSDB havia protocolado sozinho uma dúzia de pedidos atravancando e impedindo novas comissões até o final deste ano. Há 30 anos, os tucanos e aliados à frente do governo do Estado, fazem isto.

Manobra desta vez não deu certo


Prevalecendo-se da maioria que formam à cada legislatura na Assembléia, impedem a instalação de CPIs sérias e bloqueiam qualquer investigação mais aprofundada sobre as denúncias de irregularidades que se multiplicam em seus governos.

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Antonio Mentor
Desta vez, a manobra não deu certo. Acolhendo requerimento do ex-líder do PT na Assembléia, deputado Antônio Mentor, o Tribunal de Justiça do Estado concedeu liminar esta semana impedindo o início de funcionamento de 4 das CPIs fajutas - a 5ª que já teria sua 1ª sessão na semana que vem, para tratar do alcoolismo no Estado, também está suspensa.

Em sua ação, o deputado Mentor argumentou que as 5 CPIs impostas pelo Executivo não atendem a um requisito elementar e básico estabelecido pelas constituições estadual e federal: "não indicaram fatos determinados, que atendessem ao rigor constitucionalmente exigido".

Foto: Site da ALESP

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Fusão, saída para os demos sobreviverem

24.04.2011
Do BLOG DE ZÉ DIRCEU


Logos PSDB e DEM
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Cisões, cizânias, o que tudo isto demonstra na oposição (vejam post acima) é a total falta de núcleo dirigente e de líderes no DEM e a dispersão e a divisão acirradas no tucanato.

O presidenciável derrotado ao Planalto no ano passado, José Serra, o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão em guerra, já em aberta disputa pró-candidatura presidencial em 2014.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz o que pode. E o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), não tem autoridade e nem liderança. Aliás, não tem nem voto. Desistiu de disputar a reeleição de senador no ano passado porque sabia que não se reelegeria em Pernambuco.

Assim, DEM e PSDB caminham para a fusão como última saída. É realmente o único fato, a única alternativa política para impedir a continua sangria e mesmo o desaparecimento, no caso do DEM.

Já no caso do PPS, o outro braço tradicional aliado da oposição, nem se fala. Simplesmente já não existe como tal. Não passa de um satélite dos tucanos.

Aliás, a propósito de política e eleições em 2012, eu solicito a vocês que leiam a íntegra da entrevista do presidente regional do PT/SP, deputado estadual Edinho Silva, sobre escolha de candidatos a prefeito e vices. Ele também me pede esta publicação porque matérias distorcidas veiculadas na mídia não refletem o real conteúdo desta sua entrevista.

Comentário:

20/04/2011 14:32

[Mário Cesar Serafim]

O DEM (Demos Essa Merda), pois é assim que eles vêem o Brasil e o povo brasileiro e o PSDB (Partido Sem Direção do Brasil) , que ainda não sabe para o que veio, estão colhendo os frutos de se aliarem prioritariamente com a pretensa elite abobalhada e entreguista do Brasil dos latifúndios e de virarem as costas para o sofrido povo deste país que emerge como potência econômica das próximas décadas...
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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=11831&Itemid=2

Unificação do Iêmen é o maior legado de Saleh em 32 anos de poder

24/04/2011
Internacional
Da Agência Lusa

Brasília
- O presidente do Iêmen, Ali Abdallah Saleh, que, no sábado (23), concordou em deixar o poder dentro de um mês, tem a unificação do país, em 1990, como o seu maior feito em 32 anos. Nascido em março de 1942 na tribo Sanhan (membro da poderosa confederação Hached), Ali Abdallah Saleh alista-se nas forças armadas aos 16 anos e, quatro anos depois, está na liderança do golpe de Estado que afasta de Sanaa o último imã, instaurando a República Árabe do Iêmen.

Em 1978 alcança a patente de tenente-coronel e é escolhido por uma assembleia constituinte como substituto do presidente norte-iemenita Ahmad al-Ghachmi, assassinado num atentado organizado pelo Sul.

Controladas pelos britânicos até 1967, as províncias do Sul formam depois uma república com capital em Aden. Na presidência, Saleh rodeia-se de familiares, entre os quais os irmãos, que nomeia para postos chave do aparelho militar e de segurança. Apoia-se, ainda, no partido governamental Congresso Geral do Povo (CPG) e não esquece as estruturas tradicionais do país, integrando os xeques das tribos ao Estado.

Em 1990 consegue reunificar o Sul e, no mesmo ano, Ali Abdallah Saleh torna-se o primeiro presidente do Iêmen unificado. De lá para cá, ele organizou três eleições legislativas e duas presidenciais, que venceu facilmente, em 1999 e em 2006, quando foi reeleito para um mandato que expira em 2013.

Casado e com sete filhos, Saleh é membro da comunidade zaidita, uma seita xiita que representa cerca de 30% da população, maioritariamente sunita. Considerado um pragmático, enfrentou os seguidores do líder terrorista Osama bin Laden no Iêmen, tornando-se aliado dos Estados Unidos e beneficiário de uma ajuda de US$ 150 milhões por ano.

Cada vez mais isolado face à contestação popular, que ganhou força após a morte, no dia 18, de 52 manifestantes em Sanaa, Ali Abdallah Saleh declarou-se disposto a abandonar o poder antes do final do ano, após a realização de eleições parlamentares.

O anúncio, poucas horas depois de o presidente ter alertado contra os riscos de uma guerra civil e alguns dias após ter decretado estado de emergência, não satisfez os opositores, que continuaram a exigir a sua saída.

Sábado, o partido presidencial CGP aceitou a saída de Saleh, no prazo de um mês, acolhendo uma proposta nesse sentido dos países do Conselho de Cooperação do Golfo. O Conselho propôs a formação de um governo de união nacional, a transferência dos poderes do chefe de Estado para o vice-presidente e o fim das manifestações populares, proposta que foi aprovada pela oposição no Iêmen, mas que não agrada aos movimentos que contestam o regime nas ruas e que exigem a partida imediata de Saleh.
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-24/unificacao-do-iemen-e-maior-legado-de-saleh-em-32-anos-de-poder

É feia, mesmo, a crise na oposição

24.04.2011
Do BLOG DE ZÉ, 20.04.11

Na debandada tucana inaugurada semana passada pelo ex-ministro da Fazenda, Bresser Pereira, e engrossada por vereadores paulistanos do partido nesta 2ª feira, mais um vereador saltou do barco. Agora já são seis os vereadores da Capital paulista - metade da bancada de 13 eleita em 2008 - que abandonaram o PSDB.

A crise - e rachas - no partido só se acentua o que, segundo o noticiário, levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a intensificar seus telefonemas de apaziguamento nos últimos dias. O presidente nacional tucano, deputado Sérgio Guerra (PE), a realizar ontem uma reunião de emergência com o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA) para tratar da fusão dos dois partidos.

Mas, a oposição não se entende, também, quanto a esta fusão. O obstáculo inicial é seu novo líder nacional, senador Aécio Neves (PSDB-MG): ele acha que essa união só deve ser feita depois das eleições municipais de 2012. Já o deputado Guerra - ainda de acordo com as notícias - acredita que o DEM sozinho não sobrevive mais dois meses.

Enquanto isto, o novo presidente nacional demo, senador José Agripino Maia (DEM-RN), não para de apagar incêndio Estado por Estado, pedindo ao pessoal para não sair do partido.

Já os Bornhausen, ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) e o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), fazem o contrário: estariam pressionando os demos para irem para o PSD fundado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB). Leiam, também, a análise abaixo.
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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=11832&Itemid=2

Aviso aos navegantes: na Europa, cai o pano

24.04.2011
Do BLOG DO ZÉ, 20.04.11


Enquanto a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) faz suas aventuras militares gastando bilhões de euros a partir de um continente (Europa), com quase 30 milhões de desempregados, que aumenta todo tipo de impostos e corta até as pensões dos aposentados, a ultra-direita marcha para a vitória eleitoral total na Finlândia e na Hungria.

Na Finlândia, a extrema direita foi a grande vencedora da eleição parlamentar de domingo pp. Na Hungria, caminha para sagrar-se vitoriosa no 2º turno na próxima 2ª feira (25.04).

Nos dois países, a extrema direita tende não só a ganhar as eleições - já venceu na Finlândia -, como já avisa que vai vetar os planos de reestruturação das dívidas de países como Portugal. Na Hungria o Partido da Fé - isso mesmo, o nome é este - aprova uma Constituição autoritária e religiosa. Acreditem se quiser!

Mais, ainda: Na Itália, seu primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, esse exemplo de democrata, é taxativo: “ou a União Européia se entende sobre imigração, ou é melhor se separar”.

Isso sem falar na Bélgica, que entrou para o Guiness, o livro dos recordes, num ranking eminentemente político: está sem governo há meses, há exatos 291 dias.

Cai o pano em toda a velha Europa.

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Pequenos defendem formação de chapinha

24.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Caderno POLÍTICA

Na visão dos dirigentes partidários, uma coligação governista tem mais chances de eleger seus candidatos do que no campo oposicionista. O argumento para tal fato é o poder econômico. Mas há ressalvas de que é preciso estar atento para aproveitar o sistema atual. Apelidado nos bastidores do meio político como “o rei da chapinha”, o deputado estadual e presidente do PTC, Eriberto Medeiros, aponta que todos os partidos têm dificuldades para saírem com chapa própria.

“Para atingir o quociente eleitoral e fazer um deputado ou vereador, é preciso ter vários candidatos. Por isso sou a favor das coligações, que permitem a variação do poder. Se não existir coligação, como ficaria nas pequenas cidades, onde só existe um vereador de tal partido? Se os partidos não se coligarem, não atingem o quociente. A regra dá dinamismo”, explica Eriberto. “Claro que dá uma quebra de cabeça grande, mas é necessário”, completou.

Segundo Eriberto, a montagem da chapa é um processo que consome meses. O dirigente revela que algumas bases são o histórico eleitoral dos candidatos e a situação dos mesmos em cada região. “Você sempre tem que estar atualizando seus relatórios. De repente, o candidato está em baixa, mas consegue fazer parcerias com prefeitos e dá um salto. Quem é dirigente também precisa se debruçar, e até tentar adivinhar votações, baseando-se no seu instinto. É muito de palpite e discernimento”, declara.

Outro favorável à manutenção da coligação é o presidente estadual do PHS, José Belarmino de Sousa. Para o dirigente, o sistema dá suporte aos partidos pequenos para participarem do processo eleitoral. “Mas o PHS costuma sair sozinho. Fizemos três vereadores no Recife em 2008 e dois deputados estaduais em 2010. Tivemos 253 mil votos, e fomos o sexto partido mais votado, à frente de DEM, PDT e PMDB, que tinha Jarbas Vasconcelos como candidato ao Governo do Estado. O que faz uma chapa é a credibilidade, é você não vender o partido”, alfineta Belarmino.

Antigo adepto das coligações com poucos partidos, as chamadas “chapinhas”, o deputado federal Sílvio Costa (PTB) hoje é favorável à extinção do recurso. O petebista alega que o maior benefício seria diminuir a quantidade de partidos e facilitar a governabilidade. “O efeito colateral seria criar partidos nacionais, estaduais e municipais. É fácil montar chapinha para vereador ou para deputado estadual, mas para deputado federal é complicado atingir 200 mil votos”, analisa. “Toda eleição você faz de acordo com as regras do jogo. Minha etapa de chapinha faz parte do passado. Não é porque hoje estou num partido maior, mas na política tudo tem seu tempo”, explicou Sílvio Costa, que se elegeu vereador por PSD e PSB, e deputado pelo PMN, antes de migrar para o PTB.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/633351?task=view

Brecha na fidelidade partidária evita mal

24.04.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por Matheus Pichonelli, iG São Paulo


Cientista político Celso Roma diz que lei protege 'infiéis' perseguidos nos partidos, mas lembra 'prestação de contas ao eleitor'

A criação de um novo partido no berço das duas maiores legendas do País – PT e PSDB – fez com que a movimentação política para a sucessão em São Paulo tivesse início quase um ano e meio antes das eleições municipais. Lançado em março pelo prefeito Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático (PSD) se tornou uma espécie de guarda-chuva para políticos descontentes em seus partidos de origem, sobretudo DEM e PSDB – que, na última semana, assistiu ao anúncio da saída de sete de seus 13 vereadores paulistanos (seis já oficializadas).

Foto: AEAmpliar

Gilberto Natalini integra o grupo que decidiu deixar o PSDB tendo como provável destino o PSD de Kassab

A migração entre legendas, intensificada nos últimos dias, reacendeu o debate sobre fidelidade partidária no País. O movimento mais recente foi o anúncio de que Gabriel Chalita, um dos candidatos que mais recebeu votos para deputado federal em 2010, está a caminho do PMDB para disputar a prefeitura paulistana.

Apesar do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo o qual o mandato pertence ao partido político ou à coligação, e não ao eleito, as mudanças recentemente observadas estão de acordo com as brechas existentes na própria legislação, segundo o cientista político Celso Roma, especialista em partidos políticos.

“A legislação tem brechas que permitem a mudança de filiação partidária, no caso de políticos que não exercem cargo eletivo, mandatários que sofrem perseguição política ou aqueles que se reúnem para fundar um novo partido político”, lembra o pesquisador.

Para Celso Roma, as exceções na lei sobre fidelidade partidária devem ser vistas como “positivas”, pois evitam o que considera um “mal maior”: a violação de direitos políticos. “Se a ideia de fidelidade partidária for levada ao extremo, será restaurada a lei que vigorava durante a ditadura militar, período em que a liberdade de associação política era restrita e vigiada”, diz.

Segundo Roma, a discussão sobre fidelidade partidária no Brasil nasceu e se reproduz “por casuísmo”, já que é resultado de uma consulta feita em 2007 pelo então PFL (hoje DEM), pelo PSDB e pelo PPS ao Supremo Tribunal Federal. “Foi um debate feito menos por convicção no conceito de fidelidade partidária e mais por necessidade de recuperar as cadeiras perdidas na Câmara dos Deputados, em decorrência da perda de filiados. É isto que está se repetindo neste episódio com os vereadores da Câmara de São Paulo”.

Foto: AEAmpliar

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, principal patrocinador das migrações dentro dos partidos de oposição

Apesar do desejo do PSDB de reaver as vagas na Justiça com base na lei da fidelidade partidária, os vereadores poderão citar uma possível falta de espaço no partido como forma de perseguição. O argumento foi usado, por exemplo, pelo vereador Gilberto Natalini ao deixar o PSDB junto com seus colegas – entre eles o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto. O discurso está apoiado em um vídeo em que o grupo é atacado por correligionários rivais, ligados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O estopim da crise, que remonta às eleições de 2008 – quando Alckmin desafiou o partido e lançou candidatura para a Prefeitura de São Paulo – aconteceu após a eleição do diretório municipal da sigla na capital, na semana passada, quando os vereadores dissidentes, alinhados com Kassab, foram alijados dos principais cargos. Natalini chegou a dizer que a “facção” ligada ao governador havia humilhado o grupo de vereadores.

Apesar das brechas na legislação, Roma aponta que candidatos considerados “infiéis” costumam ser punidos quando resolvem trocar de partido. “Antes da interpretação do TSE, ratificada em seguida pelo STF, o parlamentar que trocava de partido prestava contas com seus eleitores. Estudos indicam que os candidatos infiéis tinham chances menores de serem reeleitos comparados aos infiéis. É o eleitor quem dá o veredicto sobre a mudança de partido”, diz Roma, que lembra uma passagem de “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel, para ilustrar a situação: “O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado”.

Efeito PSD

Em meio à movimentação política, e na tentativa de estancar os estragos que o PSD – provável destino de parte dos dissidentes – começa a provocar, quatro partidos (DEM, PTB, PPS e PMN) se uniram, no começo da semana, numa estratégia jurídica contra a nova legenda. O objetivo é impugnar a formação da agremiação quando o registro for solicitado à Justiça Eleitoral e reivindicar o mandato dos políticos que deixaram seus partidos. O PSDB ainda pode se aliar à estratégia.

Segundo Roma, enquanto recebe dissidentes de outros partidos, o PSD terá de conviver agora com uma espécie de encruzilhada antes de se apresentar como alternativa, desta vez para o eleitor. Isso porque, para o pesquisador, a nova sigla seguirá como “atrativo” para os políticos da oposição que pretendem se aproximar do governo federal para sobreviver, mas a legenda não deixará de flutuar nas esferas do PT e do PSDB. “A lei de atração política obedecerá aos princípios do oportunismo”, diz.

“Os membros do PSD estão em uma encruzilhada: não podem expressar abertamente suas crenças em favor do mercado e de políticas universalistas (contra cota racial, por exemplo) porque entrariam em conflito com os ideais do PT e da presidente Dilma Rousseff; também não podem renegá-las porque acreditam nisto e, se o projeto do novo partido fracassar, podem retornar para onde partiram. Os líderes do PSD apostam todas as fichas na roleta da eleição de 2012. Se fracassarem, correm o risco de encerrar as atividades e se fundir com outro partido”.

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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/brecha+na+fidelidade+partidaria+evita+mal+maior+diz+especialista/n1300094908390.html