sábado, 23 de abril de 2011

PARA ENTENDER A DIREITIZAÇÃO DA 'FOLHA'

23.04.2011
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 09.10.2010

Na história da imprensa brasileira, a primeira década do século 21 será lembrada como aquela em que aFolha de S. Paulo saiu de vez do armário.

Até então era reputada como neutra, por ora sintonizar-se com posições de esquerda, ora com as de direita. Parecia querer mesmo é provocar polêmicas que se travassem em suas páginas, para chamar a atenção e vender um punhado de jornais a mais.

Seu passado comprometedor já estava praticamente esquecido do grande público, embora o pessoal do meio lembrasse muito bem que a empresa Folha da Manhã havia sido cúmplice e parceira da ditadura militar de 1964/85: não só sintonizava seu conteúdo com os interesses do regime totalitário, como chegava a ceder suas viaturas para a repressão e a facilitar a prisão dos profissionais da casa, que eram chamados à portaria para atender visitantes e encontravam à sua espera equipes do Deops ou do DOI-Codi.

Uma atitude diametralmente oposta à do Grupo Estado, cuja família proprietária, embora tivesse sido participante civil do complô para usurpação do poder em 1964, preservava, pelo menos, sua dignidade pessoal.

Ninguém esquece a frase memorável de um dos Mesquitas, após ordenar aos seguranças que impedissem a entrada de agentes do DOI-Codi no saudoso prédio da rua Major Quedinho: "Ele pode ser subversivo lá fora, mas aqui dentro é meu jornalista". [o perseguido saiu depois do prédio escondido num porta-malas, para ser abrigado no sítio do patrão.]

Dizimados os efetivos da luta armada, Ernesto Geisel assumiu o poder em março/1974 e começou a implementar sua distensão lenta, gradual e progressiva, desmantelando aos poucos a engrenagem de terrorismo de estado que se tornara dispensável.

Foi quando Golbery do Couto e Silva, eminência parda do governo que se iniciava, cochichou ao dono da Folha: como Geisel, qual déspota esclarecido, pretendia flexibilizar aos poucos a censura, até extingui-la, Golbery sugeriu a Otávio Frias que a Folhaassumisse uma postura mais crítica, não deixando O Estado de S. Paulo ocupar sozinho o espaço de oposição jornalística ao regime.

Assim, foi por orientação do próprio feiticeiro da ditadura que um grupo de imprensa servil e submisso se travestiu de independente. Mas, claro, isto só viemos a saber bem depois.

Perspicazes, os Frias perceberam que, surfando nessa onda, poderiam não só limpar sua barra pelo colaboracionismo anterior, como tornar a Folha de S. Paulo um jornal atraente para a classe média cada vez mais insatisfeita com o regime militar. Este ovo de Colombo lhe garantiria, a médio prazo, a liderança do mercado brasileiro de jornais.

Deram carta branca para o grande Cláudio Abramo, diretor de redação, recrutar alguns dos maiores talentos do jornalismo brasileiro, oferecendo-lhes um porto seguro numa época em que tantos veículos temiam acolhê-los ou impunham-lhes restrições castradoras.

Então, os textos da Folha passaram a ostentar assinaturas vistosas como as de Alberto Dines, Gerardo Mello Mourão, Glauber Rocha, João Batista Natali, Lourenço Diaféria, Luiz Alberto Bahia, Newton Rodrigues, Osvaldo Peralva, Paulo Francis, Perseu Abramo, Plínio Marcos, Tarso de Castro, etc., todos escolhendo suas abordagens sem restrições editoriais (apenas não podiam ir além do que a ditadura conseguia digerir) e desfrutando de espaços os mais generosos.

Além disto, formou uma valorosa equipe de repórteres especiais, com destaque para Ricardo Kotscho, com a Folha passando a desenvolver um apreciável jornalismo investigativo.

"HERÓI. MORTO. NÓS"

Em setembro de 1977, uma crônica descuidada de Diaféria serviu como pretexto para o II Exército exigir a destituição de Cláudio Abramo, pondo um fim à primavera da Folha.

Parte da equipe se dispersou, parte permaneceu fazendo textos mais comedidos. De qualquer forma, o jornal já dera a arrancada decisiva, conquistando uma imagem de originalidade e independência que conseguiu manter até meados da década que ora chega ao fim.

A partir do desgaste sofrido por alguns expoentes da esquerda do PT no escândalo do mensalão e da exploração exaustiva e tendenciosa desses acontecimentos por parte da extrema-direita (tentando fazer crer que o envolvimento de uns poucos ex-militantes da luta armada em episódios ocorridos 30 anos depois seria suficiente para desqualificar todos os resistentes que outrora pegaram em armas contra a ditadura), a Folha deu nova guinada, desta vez reacionária.

Dizem que o diretor de redação Otávio Frias Filho viu a luz, convertendo-se tardiamente ao neoliberalismo. Não tenho como checar, mas é possível: quem é alçado a elevadas posições por direito de herança e não por mérito, costuma fazer essas tentativas disparatadas de provar ao mundo que tem, afinal, algum valor próprio...

Outra hipótese: a concorrência da web se fazia sentir cada vez mais, derrubando a tiragem da Folha, que ficou bem mais na dependência dos (e tendo rabo preso com os) grandes anunciantes...

Como pano de fundo havia uma classe média insatisfeita com o Governo Lula, de quem esperava benefícios que não recebeu, ao contrário dos pobres e dos paupérrimos.

Míope, essa classe média não percebia ter caído em desgraça muito mais devido ao aviltamento de suas profissões sob o capitalismo putrefato do que à ação governamental. E a Folha, em vez de esclarecê-la, preferiu oferecer catarse para seu rancor destrambelhado, tangendo-a para o curral da direita.

Assim, todas as questões envolvendo a memória da luta armada e dos resistentes dela participantes passaram a ter tratamento odioso na Folha, como se verificou nos seguintes episódios:
  • ataques histéricos à decisão da Comissão de Anistia do MJ que beneficiou os herdeiros de Carlos Lamarca;
  • polêmica algoz-e-vítima, durante a qual Élio Gaspari avalizou como informação histórica aceitável o que não passava de lixo ensanguentado da ditadura (as conclusões de IPM's contaminados pela prática generalizada da tortura);
  • caso do perseguido político Cesare Battisti, vítima de noticiário adverso, editoriais lobbistas (como o do dia do julgamento no STF) e da descabida adjetivação de "terrorista" até em títulos de matéria, como se não estivesse levando desde 1981 uma existência resumida a trabalho honesto e fugas da caçada implacável que lhe movem os fascistas e neofascistas italianos;
  • tentativas de desqualificação de Dilma Rousseff, seja imputando-lhe a responsabilidade por um plano de sequestro de Delfim Netto que não era de sua alçada nem chegou a sair do do papel, seja empenhando-se agora em garimpar nos processos infames da ditadura qualquer informação utilizável contra ela.
A página de Opinião da Folha se abriu para personagens altamente questionáveis como Jarbas Passarinho, Reinaldo Azevedo, Ali Kamel e Wálter Fanganniello Maierovitch. Só ficou faltando o Brilhante Ustra...

Finalmente, na tentativa de defender o inqualificável editorial no qual se referiu ao extinto regime militar como uma "ditabranda", a Folha chegou ao cúmulo de publicar o seguinte (Painel do Leitor, 20/02/2010), ao comentar as mensagens de protesto por ela recebidas: "Quanto aos professores [Fábio Konder] Comparato e [Maria Vitória] Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua 'indignação' é obviamente cínica e mentirosa".

O jornal declarou guerra à inteligentsia, fazendo-me lembrar uma frase célebre de Oscar Wilde: "A aversão do século XIX pelo realismo é a cólera de Calibã por ver seu rosto num espelho".

A Folha passou a reagir com argumentos paupérrimos e beligerância de trogloditas a quem colocasse um espelho diante do seu rosto disforme e repulsivo.
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PT supera PSDB em briga pela nova classe média

22.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O PT largou na frente do PSDB na disputa pelos votos da chamada nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos.Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores deste segmento social, também conhecido como classe C, são os que mais dizem preferir o PT entre todos os partidos políticos.

O PSDB tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários.A nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas, que se revezam no poder desde 1995.

Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos.Proporcionalmente, os eleitores que formam a base da classe C são os que mais dizem preferir o PT.

A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).

GRATIDÃO

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a "gratidão" de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula."São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT."

Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).

Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).

Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).

O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E.Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.

Em artigo recente, o ex-presidente FHC disse que o PSDB "falará sozinho" se tentar disputar o "povão" com o PT e deve se concentrar na nova classe média."É um desafio grande", diz Paulino. "O PSDB terá que encontrar um discurso para esses eleitores, que querem garantias de que continuarão a melhorar de vida."

Pouco mais da maioria dos entrevistados (54%) diz não preferir nenhuma legenda. Estes eleitores tendem a escolher os candidatos sem considerar seus partidos.O PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda. No total, registra 26% de preferência, contra 6% do PMDB (sem candidato à Presidência desde 1994) e 5% do PSDB.

No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, isso daria mais vagas a petistas.Na Folha para assinantes...Para os leitores que enviaram emails pedindo a publicação
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/pt-supera-psdb-em-briga-pela-nova.html

Será que essa classe média quer o PSDB?: Minha Casa, Minha Vida contempla até cobertura dúplex

23.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA



De olho na nova classe média, principal responsável por impulsionar a atual demanda por imóveis residenciais no país, construtoras estão agregando diferenciais antes inexistentes nos empreendimentos populares.Alguns "luxos" antes encontrados apenas em condomínios voltados para as classes A e B começam a fazer parte dos projetos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.

De piscina, campo de futebol e quadras esportivas, nos projetos mais simples, até salas para "garage band", "home cinema" e academia, naqueles mais sofisticados.A cereja do bolo, porém, é o apartamento dúplex, que já ganha espaço nos empreendimentos populares.

"É um público que também está mais exigente, quer qualidade de vida e viver com segurança", afirmou Rodrigo Saccarelli, diretor da Vitta Residencial.Em Ribeirão Preto (313 km de SP), a incorporadora de Saccarelli lançou em março seu primeiro projeto com coberturas enquadrado no Minha Casa, Minha Vida . Os 36 dúplex, de 91 m2 cada um, foram vendidos por R$ 125 mil em 45 dias.

O professor de educação física José Roberto Facchini, 32, foi um dos compradores. "Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, o imóvel às vezes é muito pequeno. A cobertura tem um espaço bem melhor", disse.Com renda mensal de R$ 2.000, ele conseguiu entrar no programa federal de habitação e ser beneficiado por juros mais baixos.

Quando não são as coberturas, os opcionais estão presentes nos projetos voltados para a classe média. A construtora MRV disse que tem procurado incrementar seus projetos com espaços diferenciados, segundo a região.Em áreas de clima quente, como regiões litorâneas e no Nordeste, as piscinas viraram acessórios obrigatórios.Já em São Paulo e Belo Horizonte, projetos contam com salas de música, academia e espaço gourmet.

"As pessoas querem evitar o deslocamento dentro dos centros de maior trânsito", disse a gestora de projetos da MRV, Juliana Furiati Lopes Siqueira, sobre as "exigências" da classe média.

Casados há dois anos, Miriam Silva Gonçalves, 24, e Eliezer Gonçalves, 27, estavam na piscina do condomínio Regalle, da MRV, em Ribeirão, na terça passada.Eles trocaram o aluguel pelo apartamento próprio em janeiro. Na compra, foram beneficiados pelo programa de habitação federal -subsídio de R$ 17 mil- e disseram que a existência dos espaços de lazer pesou na escolha.

A MRV fechou 2010 com 277 canteiros de obras em 90 cidades do país. No primeiro trimestre de 2011, 85% das vendas foram elegíveis ao Minha Casa, Minha Vida.

TETO

Um facilitador para que projetos mais sofisticados pudessem ser incluídos no programa de habitação popular foi a elevação do teto de enquadramento, ocorrida em fevereiro deste ano.

O teto para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil.Em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, o valor passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Nos municípios que têm entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, foi de R$ 100 mil a R$ 130 mil.Já naqueles com entre 50 mil e 250 mil moradores, foi de R$ 80 mil para R$ 100 mil.Na Folha
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/sera-que-essa-classe-media-quer-o-psdb.html

Na fila, PPS aguarda a vez para ser "extirpado da política"

23.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Apesar de estar passando por um processo de depuração em seus diretórios regionais com número elevado de expulsões, o PPS não admite perder políticos com mandato para o PSD. Três deputados federais do partido compareceram ao ato de formalização da legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Brasília, na semana passada.

A direção nacional do PPS já protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questionando dispositivo que flexibiliza a fidelidade partidária para políticos que participem da fundação de nova legenda. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), avisa agora que vai requerer o mandato de qualquer parlamentar que tente migrar para o PSD, mesmo antes do STF se manifestar.

"Se entrar algum pedido de desfiliação do partido antes do julgamento da nossa ação no STF, vamos entrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) requerendo os mandatos", afirmou Roberto Freire.

Ainda de acordo com o presidente do PPS, o flerte de alguns de seus deputados com o PSD não interrompeu o processo de depuração interna do partido. Semana passada, foi a vez do diretório regional do Mato Grosso do Sul expulsar 22 filiados - entre vereadores e um prefeito.

Punição

Processos disciplinares para expulsão de filiados considerados infiéis estão ocorrendo em São Paulo, Minas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul. Os dirigentes do PPS nesses estados explicaram que estão seguindo determinação da direção nacional. Em princípio, as punições se limitam aos que não colaboraram com candidatos partido nas últimas eleições.

Em São Paulo, mais de 60 diretórios municipais foram dissolvidos desde outubro. Pernambuco já expulsou 12 filiados nos últimos três meses, mas esse número pode passar de 40 - segundo o presidente do diretório regional e ex-deputado federal Raul Jungmann. No início do mês, foi a vez do diretório regional no Paraná anunciar a expulsão de 37 filiados ? sendo dois prefeitos, quatro vices e 31 vereadores.

"Não aceitamos traidores. Judas é que vá para outro lugar. A gente não vai ficar contemporizando. O movimento aqui é de manter as diretrizes da fidelidade partidária", disse Jungmann. Entre os que já foram expulsos, há um prefeito e nove vereadores. "Temos mais 35 processos na Comissão de Ética. Desses, pelo menos 30 deverão ser expulsos na nossa próxima reunião".
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/na-fila-pps-aguarda-vez-para-ser.html

Na fila, PPS aguarda a vez para ser "extirpado da política"

23.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Apesar de estar passando por um processo de depuração em seus diretórios regionais com número elevado de expulsões, o PPS não admite perder políticos com mandato para o PSD. Três deputados federais do partido compareceram ao ato de formalização da legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Brasília, na semana passada.

A direção nacional do PPS já protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questionando dispositivo que flexibiliza a fidelidade partidária para políticos que participem da fundação de nova legenda. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), avisa agora que vai requerer o mandato de qualquer parlamentar que tente migrar para o PSD, mesmo antes do STF se manifestar.

"Se entrar algum pedido de desfiliação do partido antes do julgamento da nossa ação no STF, vamos entrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) requerendo os mandatos", afirmou Roberto Freire.

Ainda de acordo com o presidente do PPS, o flerte de alguns de seus deputados com o PSD não interrompeu o processo de depuração interna do partido. Semana passada, foi a vez do diretório regional do Mato Grosso do Sul expulsar 22 filiados - entre vereadores e um prefeito.

Punição

Processos disciplinares para expulsão de filiados considerados infiéis estão ocorrendo em São Paulo, Minas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul. Os dirigentes do PPS nesses estados explicaram que estão seguindo determinação da direção nacional. Em princípio, as punições se limitam aos que não colaboraram com candidatos partido nas últimas eleições.

Em São Paulo, mais de 60 diretórios municipais foram dissolvidos desde outubro. Pernambuco já expulsou 12 filiados nos últimos três meses, mas esse número pode passar de 40 - segundo o presidente do diretório regional e ex-deputado federal Raul Jungmann. No início do mês, foi a vez do diretório regional no Paraná anunciar a expulsão de 37 filiados ? sendo dois prefeitos, quatro vices e 31 vereadores.

"Não aceitamos traidores. Judas é que vá para outro lugar. A gente não vai ficar contemporizando. O movimento aqui é de manter as diretrizes da fidelidade partidária", disse Jungmann. Entre os que já foram expulsos, há um prefeito e nove vereadores. "Temos mais 35 processos na Comissão de Ética. Desses, pelo menos 30 deverão ser expulsos na nossa próxima reunião".
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/na-fila-pps-aguarda-vez-para-ser.html

Na fila, PPS aguarda a vez para ser "extirpado da política"

23.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Apesar de estar passando por um processo de depuração em seus diretórios regionais com número elevado de expulsões, o PPS não admite perder políticos com mandato para o PSD. Três deputados federais do partido compareceram ao ato de formalização da legenda liderada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em Brasília, na semana passada.

A direção nacional do PPS já protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questionando dispositivo que flexibiliza a fidelidade partidária para políticos que participem da fundação de nova legenda. O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), avisa agora que vai requerer o mandato de qualquer parlamentar que tente migrar para o PSD, mesmo antes do STF se manifestar.

"Se entrar algum pedido de desfiliação do partido antes do julgamento da nossa ação no STF, vamos entrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) requerendo os mandatos", afirmou Roberto Freire.

Ainda de acordo com o presidente do PPS, o flerte de alguns de seus deputados com o PSD não interrompeu o processo de depuração interna do partido. Semana passada, foi a vez do diretório regional do Mato Grosso do Sul expulsar 22 filiados - entre vereadores e um prefeito.

Punição

Processos disciplinares para expulsão de filiados considerados infiéis estão ocorrendo em São Paulo, Minas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul. Os dirigentes do PPS nesses estados explicaram que estão seguindo determinação da direção nacional. Em princípio, as punições se limitam aos que não colaboraram com candidatos partido nas últimas eleições.

Em São Paulo, mais de 60 diretórios municipais foram dissolvidos desde outubro. Pernambuco já expulsou 12 filiados nos últimos três meses, mas esse número pode passar de 40 - segundo o presidente do diretório regional e ex-deputado federal Raul Jungmann. No início do mês, foi a vez do diretório regional no Paraná anunciar a expulsão de 37 filiados ? sendo dois prefeitos, quatro vices e 31 vereadores.

"Não aceitamos traidores. Judas é que vá para outro lugar. A gente não vai ficar contemporizando. O movimento aqui é de manter as diretrizes da fidelidade partidária", disse Jungmann. Entre os que já foram expulsos, há um prefeito e nove vereadores. "Temos mais 35 processos na Comissão de Ética. Desses, pelo menos 30 deverão ser expulsos na nossa próxima reunião".
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/na-fila-pps-aguarda-vez-para-ser.html

Lula, Dilma e o futuro do Brasil

23.04.2011
Do BLOG DO EMIR, 22.04.11
Por Emir Sader

Os brasileiros foram decidindo, ao longo dos últimos anos, o tipo de país que queremos. Lula tornou-se o presidente de todos os brasileiros, ancorado em um modelo econômico e social de democratização do país. Reformulou o modelo econômico e o acoplou indissoluvelmente a políticas sociais de distribuição de renda, de criação de emprego e de resgate da massa mais pobre do país. Dilma pretende consolidar essa hegemonia também no plano político.

Mas a questão essencial, aberta, sobre o futuro do Brasil, não se dará nesses planos: o modelo econômico, submetido a difíceis e inevitáveis readequações, será esse, com aprofundamento e extensão das politicas sociais. A possibilidade do governo consolidar sua maioria e de se intensificar e estender a sangria da oposição, é muito grande.

A questão fundamental que decidirá o futuro do Brasil se dá no plano dos valores. Nosso país foi profundamente transformado em décadas recentes. Esgotado o impulso democrático pela frustração de termos um governo que democratizasse o país não apenas no plano político e institucional, mas também nas profundas estruturas injustas e monopólicas geradas e/ou consolidadas na ditadura, sofremos a ofensiva neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC, que não apenas transformaram o Estado e a sociedade brasileiros, mas também os valores predominantes no país.

O resgate no plano da economia e das relações sociais que o governo Lula logrou - e a que o governo Dilma dá continuidade – não afetou os valores predominantes instalados na década anterior. O justo atendimento das necessidades de acesso aos bens e serviços básicos de consumo da massa mais pobre da população foi acompanhada, pela retomada da expansão econômica, pela continuidade e a extensão dos estilos de consumo e dos valores correspondentes gerados no período anterior.

Que valores são esses? Eles se fundamentam na concepção neoliberal da centralidade do mercado em detrimento dos direitos, do consumidor em detrimento do cidadão, da competição em detrimento do justo atendimento das necessidades de todos. É o chamado “modo de vida norteamericano”, que se difundiu com a globalização e com a hegemonia mundial que os EUA conquistaram no final da guerra fria, com o fim do mundo bipolar e sua ascensão a única potencia global.

Trata-se de uma visão do mundo não centrada nos direitos, na justiça, na igualdade, mas na competição entre todos no mercado, esse espaço profundamente desigual e injusto, que não reconhece direitos, que multiplica incessantemente a concentração de riqueza e a marginalização da grande maioria.

A extensão do acesso ao consumo para todos e o monopólio dos meios de comunicação – concentrados em empresas financiadas pelos grandes monopólios privados – favoreceram que as transformações econômicas e sociais não tivessem desdobramentos no plano da ideologia, dos valores, no plano cultural e educativo. No momento em que a ascensão social das camadas pobres da população ganha uma dimensão extraordinária, o tema dos valores que essas novas camadas que conseguem, pela primeira vez, ter acesso a bens fundamentais, fica em aberto que valores serão assumidos por esses setores, majoritários na sociedade brasileira.

Não por acaso setores opositores, em meio a uma profunda crise de identidade, tentam apontar para essas camadas sociais ascendentes como seu objetivo, para buscar novas bases sociais de apoio. E o próprio governo tem consciência que na disputa sobre os valores desses setores ascendentes se joga o futuro da sociedade brasileira.

Há várias questões pendentes, preocupantes, com que o governo Dilma se enfrenta. As readequações da política econômica não conseguiram ainda dar conta da extensão dos problemas a enfrentar: taxas de juros altas e em processo de elevação, desindustrialização, riscos inflacionários, insatisfação com o aumento do salario mínimo – para citar apenas alguns.

Da mesma forma que as condições em que se dão obras do PAC revela como a acelerada busca dos objetivos do plano não levou devidamente em consideração as condições a que as empreiteiras submetem as dezenas de milhares de trabalhadores das obras mais importantes do governo federal. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte – são temas que estão longe de ter sido devidamente equacionados.

As mudanças, mesmo se de nuance, na politica externa, suscitam perguntas sobre se a equilibrada formulação de perseguir o respeito aos direitos humanos sem distinção do país, se reflete na realidade, quando inseridas em um mundo extremamente assimétrico, em que, por exemplo, o Irã é denunciado, enquanto os EUA – por Guantánamo – e Israel – pela Palestina – não são tratados da mesma forma. Em que a Líbia é bombardeada, enquanto se trata de maneira diferenciada a países em que se dá o mesmo tipo de movimento opositor, como o Iémen e o Bahrein, para citar apenas alguns casos. Se iniciativas que impeçam que se trate, objetivamente, de dois pesos, duas medidas, não forem tomadas, o equilíbrio que se busca não se refletirá no conflitivo e desequilibrado marco de relações internacionais.

Mas a questão estrategicamente central - mencionada anteriormente - é a questão das ideias, dos valores, da cultura, das formas de sociabilidade. Nisso, as dificuldades na politica cultural (retrocessos, isolamento politico, ausência de propostas, falta de consciência da dimensão da politica cultural no Brasil contemporâneo), na educativa - com a indispensável e estreita articulação entre politicas educativas e culturais - e o seu desdobramento fundamental nas politicas de comunicação, são os elementos chave. Com a integração das políticas sociais – do Bolsa Família às praças do PAC -, das politicas de direitos – dos direitos humanos aos das mulheres e de todos os setores ainda postergados no plano da cidadania plena – deveria ir se constituindo uma estratégica ampla e global para promover e favorecer formas solidárias e humanistas de sociabilidade. Para que estejamos a favor do governo não apenas porque nossa situação individual está melhor, mas porque o principal problema que o Brasil arrasta ao longo do tempo – a desigualdade, a injustiça social, a marginalização das camadas mais pobres – tem tido respostas positivas e sua superação é o principal objetivo do governo.

Foi criada no Brasil uma nova maioria social e politica, que elegeu, reelegeu Lula e elegeu Dilma. Trata-se agora de consolidar essa nova maioria no plano das ideias, dos valores, da ideologia, da cultura. Esse o maior e decisivo desafio, que vai definir a fisionomia do Brasil da primeira metade do século XXI.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=696

As vantagens do voto em lista para deputados

23.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Há vários motivos, começamos com um exemplo:

Nas eleições de 2010, no Rio de Janeiro, o cantor Elymar Santos saiu candidato pelo PP. Ele sempre foi ativista e engajado contra o preconceito a portadores do HIV, e em campanhas de prevenção da AIDS. É claramente contra a homofobia. Mas como candidato "marinheiro de primeira viagem", teve 26 mil votos e não se elegeu. Seus votos ajudaram a eleger Jair Bolsonaro, mais bem votado no seu partido, o PP.

Devem ser poucos eleitores de Elymar Santos que votariam em Bolsonaro como segunda opção (e devem ser poucos eleitores de Bolsonaro que votariam em Elymar Santos). Se o voto fosse em lista, o eleitor teria clareza de estar votando na lista que conteria Bolsonaro e Elymar.

Talvez nem Elymar ingressasse no PP para ser candidato, se soubesse disso.

Outros motivos:

Quem decide as votações no parlamento são as bancadas coletivas e não indivíduos, por isso o eleitor é muito melhor representado em seus interesses se votar para eleger uma bancada, ou seja, votar em uma lista.

Deputados isolados, como franco atiradores, só servem ao egocentrismo dos que se acham paladinos da política, ou aos fisiológicos, que negociam seu voto através liberação de emendas ou nomeações.

É exagero dizer que os dirigentes dos partidos terão poderes excessivos para controlar a lista. A situação não é muito diferente da atual. A direção do partido é eleita. A direção do partido dá mais suporte às campanhas dos caciques que tem mais poder dentro do partido. Quem vence eleição para "cacique" de um partido, também obteria vitória na lista.

Mas a tendência é os partidos montarem a lista ou por consenso, ou por eleições internas quando não há consenso. Qualquer outra solução autoritária dentro do partido levaria os preteridos na lista a racharem o partido e não fazerem campanha para os cabeças da lista (muitos apoiariam adversários de outros partidos).

É aquela história: partido que não for democrático, a direção ganha, mas não leva, porque desmobiliza metade ou mais do partido.

Se um político não tem capacidade de articulação em um partido, também não terá boa atuação no Congresso, onde o bom desempenho depende de sua capacidade de articular na bancada a que pertence.

O voto em lista obriga as verdadeiras lideranças a se formarem primeiro dentro dos partidos, antes de se apresentarem aos eleitores. Torna mais difícil a eleição de aventureiros, que se elegem por poder econômico ou por mera fama, sem ser um líder consistente de fato.

Hoje, os candidatos disputam contra colegas do mesmo partido, se acotovelando, para chegar na frente do colega, durante a campanha eleitoral. O vale-tudo inclui alianças informais com deputados estaduais, prefeitos e vereadores até de partidos adversários. O voto em lista, leva essa disputa interna para dentro do partido na prévia para montar a lista, antes da campanha eleitoral, tornando a campanha em si mais limpa, mais propositiva, mais consciente, mais barata e menos poluída.

A maioria dos eleitores não se lembram em quem votou para deputado. Portanto há um exagero em defender o voto nominal como se fosse algo de grande interesse da maioria dos eleitores.

Só 30% dos eleitores vêem seu candidato a deputado eleito. Os 70% dos votos dos demais eleitores ajudam a eleger o candidato "do outro" (o caso de quem votou no Elymar Santos e elegeu Bolsonaro). Na prática, esses 70% dos eleitores já estão votando em lista sem querer, mas numa lista aleatória que só fica clara após a abertura das urnas, porque o eleitor não tem idéia de para quem seu voto vai. Com o voto em lista ele teria idéia clara de para quem vai seu voto.

O eleitor que faz questão de influir no voto nominal, pode e deve filiar-se ao partido do candidato de sua preferência e votar internamente na montagem prévia da lista do partido. Por isso é errado dizer que a lista tira o eleitor do processo de escolha. Quem acha importante se engajar por alguém, deve fazê-lo de verdade, frequentando as instância partidárias.

Voto em lista é pensar no coletivo, em pessoas que se juntam para reunir forças transformadoras da sociedade, pelo bem comum, e não pensar no individualismo de falsos paladinos.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/por-que-o-voto-em-lista-e-o-melhor.html

Dilma lançará programa para dar ensino técnico a 3,5 milhões de trabalhadores até 2014

23.04.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Geralda Doca e Martha Beck, em O Globo.com


Para enfrentar um dos maiores desafios da área educacional no país, a qualificação técnica e profissional, o governo lançará nos próximos dias o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), um plano ambicioso que será executado pelos ministérios da Educação, da Fazenda e do Trabalho. O programa prevê, entre outras medidas, treinamento de alunos do ensino médio, de profissionais reincidentes no uso do seguro-desemprego e de beneficiários do programa Bolsa Família, além de incentivos a empresas privadas para formação de seus quadros. A meta é capacitar 3,5 milhões de trabalhadores até 2014, começando este ano com 500 mil.

A iniciativa será lançada pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto. É a primeira ação concreta de seu governo para tentar solucionar o problema da falta de mão de obra qualificada no país, agravada com o crescimento da economia e da demanda por obras e serviços. Por isso, o foco será nos setores mais carentes de profissionais especializados, como construção civil, tecnologia da informação e serviços (hotelaria e gastronomia, por exemplo).

Porta de saída para o Bolsa Família

A ideia de incluir os beneficiários do Bolsa Família é uma resposta às críticas de que o programa não oferece portas de saída, ou seja, não oferece condições para que as pessoas deixem de ser dependentes da ajuda do governo federal. Serão qualificados 200 mil beneficiários do programa nos próximos quatro anos, de acordo com escolaridade, faixa etária e demanda de trabalho no local onde moram as famílias.

Os cursos de formação serão realizados por institutos federais de ensino técnico, escolas estaduais e pela rede do Sistema S - os serviços nacionais dos grandes setores econômicos, como os da indústria (Senai) e do comércio (Senac). O Programa de Financiamento Estudantil (Fies) será ampliado para o ensino técnico. Os empresários que tiverem interesse em oferecer capacitação a seus funcionários poderão se credenciar. Os alunos terão acesso a financiamentos com taxas de juros mais baixas.

O Pronatec será criado por projeto de lei, porque altera várias regras, como a do seguro-desemprego, por exemplo. Como o governo tem pressa, a proposta deverá ser enviada ao Congresso com pedido de tramitação em regime de urgência. Ações já desenvolvidas pelo governo na área educacional, como a expansão das escolas técnicas federais, foram reforçadas e incluídas no Pronatec. Será anunciada a criação de mais 120 centros de formação. O Estado do Rio terá pelo menos quatro novas unidades.

Também fará parte do Pronatec o programa Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação. A intenção do governo é aumentar o repasse de recursos aos governadores que quiserem ampliar, reformar ou construir escolas estaduais de ensino profissionalizante. O governo do Estado do Rio vai assinar convênio com a União para fazer parte do programa.

O Brasil Profissionalizado começou a ser implementado em 2008 e repassou verba federal para reforma e ampliação de 543 escolas estaduais de ensino técnico e construção de outras 176. Para este ano, está programado o repasse de R$ 320 milhões. Até 2014, deverão ser formados nessas escolas 186,7 mil alunos.

O Pronatec prevê também forte ampliação da parceria com o Sistema S em todo o país, tanto na formação de alunos do ensino médio quanto no treinamento de trabalhadores beneficiários do seguro-desemprego, gratuitamente. A meta fixada para o Sistema S prevê que, a cada ano, 115 mil estudantes e 270 mil desempregados passem pela rede.

Segundo uma autoridade do governo envolvida na elaboração do programa, a qualificação dos beneficiários do seguro-desemprego vai começar de forma gradual, porque não há condições (de infraestrutura e de número de professores) para atender a todo o contingente de trabalhadores. Em 2010, receberam o seguro-desemprego 7,4 milhões de trabalhadores.

Inicialmente, o curso será destinado aos reincidentes no uso do seguro, que serão encaminhados pelas Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), pelas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou pela Caixa Econômica Federal, que paga o benefício. O foco nos setores de construção civil e de serviços está relacionado às grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e aos eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio, em 2016.

Já a formação técnica em tecnologia da informação se explica pelo fato de que a informática está presente em praticamente todas as profissões atualmente e é importante no plano brasileiro de aumentar o grau de inovação na economia. A demanda nessa área é crescente, de 70 mil profissionais por ano.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/23/dilma_lancara_programa_para_dar_ensino_tecnico_a_35_milhoes_de_trabalhadores_ate_2014_98709.php

No Estadão, colunistas disputam o troféu "Almirante Pena Boto"

23.04.2011
Do site de Carta Maior
Por Saul Leblon


Em nome do mesmo anticomunismo cego, Pena Boto denunciava ao "Globo", em 5 de outubro de 55, que um embrião de soviet germinaria no Brasil se a eleição de Juscelino Kubitschek fosse consumada: 'É indispensável impedir que Juscelino e Goulart tomem posse dos cargos para que foram indevidamente eleitos", convocava o almirante golpista. Baluarte dos valores 'liberais', que apoiou todos os golpes de Estado no país e na América Latina, com destaque para as campanhas 'jornalísticas' pela derrubada de Getúlio, em 54, de Goulart, em 64 e de Allende, no Chile, em 1973, o Estadão exibe dois talentos frescos engalfinhados numa disputa até o pescoço pelo troféu "Almirante Pena Boto".

Trava-se nas páginas do Estadão uma disputa surda, que avança cabeça a cabeça para definir quem receberá o troféu "Almirante Pena Boto", inspirado no militar que presidiu a 'Cruzada Brasileira Anticomunista' nos anos 50/60.

Baluarte dos valores 'liberais', que apoiou todos os golpes de Estado no país e na América Latina, com destaque para as campanhas 'jornalísticas' pela derrubada de Getúlio, em 54, de Goulart, em 64 e de Allende, no Chile, em 1973, o jornal exibe dois talentos frescos engalfinhados numa disputa até o pescoço.

Um sociólogo/geógrafo e um comunicólogo da ECA colecionam credenciais ao panteão do udenismo lacerdista. No futuro, possivelmente, um deles será "o" editorialista do jornal. Um sucessor de Oliveiros S. Ferreira.

O duelo de titãs enseja versões alternadas de anti-petismo típico dos egressos da esquerda, como é o caso, engajados na expiação pública de um passado convertido em moeda de troca de carreira e bajulação.

No ano passado, na abertura do 8.º Congresso Brasileiro de Jornais, por exemplo, o sociólogo/geógrafo do Estadão (e também do GLOBO) denunciou a emergência de "democracias plebiscitárias" na América Latina. No seu entender, elas subtrairiam da imprensa o papel de mediador, para estigmatizá-la como um partido político, "um jogador da política", como qualquer outro.

"O projeto da tirania plebiscitária", advertiu, "exige a eliminação do mediador, que é, no fundo, a eliminação da opinião pública". Um exemplo dessa ofensiva, segundo o colunista sociólogo, "para eliminar a imprensa e fazer com que o Estado converse diretamente com os cidadãos", seria o Blog da Petrobrás.

Arrojado? Sem dúvida.

Justiça seja feita, porém, esta semana o comunicólogo e professor da ECA atropelou o sociólogo no derby dos novos vulgarizadores do conservadorismo nativo.

Seu artigo neste 21 de abril não surpreende pela direção. Trata-se de uma variação na constante de manifestações recentes, mas condensa em uma única cápsula todos os cacoetes, chistes e coágulos tradicionalmente injetados no metabolismo do alvo intolerável da direita: Cuba. Nisso torna-se uma peça superlativa da vulgarização anticomunista.

O socialismo em Cuba é um produto histórico, uma carpintaria política erigida sob relações de forças brutalmente adversas. Como tal enseja críticas, comporta avanços e desafia a rupturas renovadoras e desassombradas. O VI Congresso, gancho do artigo do comunicólogo, revelou-se uma porta aberta a essa saudável e urgente renovação histórica. Mas não é isso que avulta nas linhas em questão. O que emana ali é a férrea determinação em proclamar o fracasso irreversível da sociedade que ousou afrontar o império para se construir de forma diversa e solidária, a 145 quilômetros de Miami.

Ignora-se olimpicamente o colapso estrutural decorrente do cerco iniciado em 19 de outubro de 1960, quando a administração Eisenhower impôs um embargo econômico aniquilador contra Cuba, até hoje mantido.

O articulista prefere elidir esses incômodos. Aliviado da carga histórica, pode patinar o gelo fino do cinismo e carimbar a resistencia anti-imperialista cubana como 'a religião' do regime que nisso se ombrearia -rodopia nosso Baryshnikov dos salões liberais - à demonização norte-americana promovida pelo Estado iraniano.

Nada como matar dois coelhos a serviço do mesmo minueto conservador. Mas a prioridade é clara.

No momento em que Cuba abre um ciclo de renovação política, trata-se de subtrair ao povo cubano --à esquerda em geral, sejamos francos, esse é o ponto-- a capacidade histórica de se reinventar no socialismo. É nisso que o artigo se credencia como um libelo de anti-comunismo visceral.

Em nome do mesmo anticomunismo cego, Pena Boto denunciava ao "Globo", em 5 de outubro de 55, que um embrião de soviet germinaria no Brasil se a eleição de Juscelino Kubitschek fosse consumada: 'É indispensável impedir que Juscelino e Goulart tomem posse dos cargos para que foram indevidamente eleitos", convocava o almirante golpista.

A profilaxia anticomunista fracassou; Boto escafedeu-se; seu parceiro de armas, Carlos Lacerda, exilou-se na embaixada de Cuba, onde teve imediata acolhida do ditador Fulgêncio Batista. A ilha então era um campo indiviso de bordel e miséria, povoado de gente barata integralmente disponível ao repasto dos magnatas norte-americanos. Não por acaso, esse passado de fastígio 'democrático' e relações carnais com o império merece silêncio obsequioso do comunicólogo da ECA que, pelo visto, não rompeu apenas com a esquerda, mas também com a honestidade histórica.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17714

Foi bom pra você, direita midiática?

23.04.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Durante anos (entre 2003 e 2010), este país viveu confrontos políticos entre o governo federal, de um lado, e a grande imprensa e a oposição do outro que chegaram a fazer o país temer que acabassem em uma guerra civil ou em (outro) golpe de Estado.

Para se ter uma idéia do nível de virulência que a direita midiática empreendeu na tentativa de voltar ao poder, supostos jornalistas chegaram a escrever livros sobre o ex-presidente Lula e seu partido que, mais do que difamar, pretendiam meramente insultar.

Os títulos desses livros dão bem a dimensão do clima político que vigeu durante anos: “O país dos petralhas” e “Lula é minha anta”, de autoria, respectivamente, dos colunistas da revista Veja Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi.

A Veja foi um capítulo à parte. Durante pelo menos seis anos, toda semana trazia um “grande escândalo” do juízo final contra o governo Lula, que, daquela vez, derrubaria aquele governo.

O site da Agência Reuters, perto da eleição presidencial do ano passado, publicou alentada matéria que explica bem a guerra que a grande imprensa declarara ao governo. Vale a pena este texto reproduzir um trecho antes de prosseguir.

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Agência Reuters Brasil

Revista pode ser o último obstáculo para vitória de Dilma

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Por Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Já se tornou um ritual nas manhãs de sábado durante a atual corrida presidencial — funcionários dos partidos e jornalistas correm às bancas para verem se, desta vez, a edição da revista Veja derruba a candidata Dilma Rousseff (PT).

Com sua capacidade para fazer ataques, a revista mais lida do Brasil –que já divulgou dois escândalos de corrupção que afetaram Dilma– parece ser o último grande trunfo da oposição, numa disputa em que a candidata governista chega à penúltima semana ampliando sua vantagem na dianteira das pesquisas.

Alguns analistas políticos descrevem a corrida em termos de quantas capas da Veja faltam para a eleição: duas.

A incansável campanha da publicação contra Dilma é um sinal daquilo que alguns dizem ser uma profunda tendência da mídia brasileira contra o PT e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro presidente brasileiro egresso da classe operária.

(…)

Clique aqui para continuar lendo.

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Outros grandes meios de comunicação não fizeram por menos. Distorceram, omitiram, falsificaram, inventaram tudo o que puderam para recolocar a oposição demo-tucana no poder.

A Folha de São Paulo, por exemplo, chegou a publicar, na primeira página, uma falsificação de ficha policial com pesadas acusações contra a hoje presidente Dilma Rousseff, e a acusar o ex-presidente Lula até de maníaco sexual e assassino.

Para citar todos os ataques, haveria que escrever um livro. Devido à diferença do alcance das comunicações, nem Getúlio Vargas, levado ao suicídio pelos mesmos veículos que agora fustigavam Lula, sofreu campanha de desmoralização igual.

O resultado de tudo isso ainda está sendo conhecido. Apesar de os brasileiros terem dado uma sobrevida à direita midiática votando em vários de seus candidatos a governador, praticamente a exilaram do cenário federal.

No Congresso, a oposição encolheu pelo voto popular. Encolheu muito. O recado das urnas foi claro: a esmagadora maioria dos brasileiros desaprovou a campanha que esses jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet fizeram contra o governo Lula.

Não é difícil encontrar quem diga que tentaram sabotar o governo anterior. Milhões de brasileiros parecem achar que foram prejudicados pela aliança entre esses meios de comunicação e o PSDB, o DEM e o PPS. E foram.

O Poder Legislativo, no total, deve ter perdido mais da metade dos últimos oito anos atuando como instância policial contra o governo do país, enredado em dezenas de CPIs que a nada chegaram e que paralisaram a apreciação de matérias de interesse nacional.

Neste sábado, um dos colunistas de um dos veículos mais beligerantes e que deu sua imensa contribuição para a guerra política dos últimos anos constata, mergulhado na amargura, o resumo da ópera que ajudou a escrever. A leitura desse texto é obrigatória.

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FOLHA DE SÃO PAULO

23 de abril de 2011

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Pelada em praça pública

SÃO PAULO – Roupa suja se lava em casa. Sim, mas a oposição já não tem roupa, está pelada no meio da rua, exibindo a sua crise em praça pública. Perdeu, literalmente, a vergonha de mostrar seus vexames.

A nudez é tanto do DEM quanto do PSDB. Anteontem, no jornal “O Globo”, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) desafiava: “Que os coveiros fracassados sigam o caminho adesista e de traição. As urnas darão a resposta!”. Referia-se ao tesoureiro do partido, Saulo Queiróz, de saída para o PSD de Gilberto Kassab, e ia além: “O Saulo é um cão fila do Jorge Bornhausen, que está agindo nos bastidores para minar o partido”.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, deve trocar o DEM pelo PSD.

No “Painel” da Folha de ontem, o senador tucano Aloysio Nunes dizia o seguinte: “Stalin bania os inimigos para se manter no poder. O PSDB agora extermina seus amigos para se manter na oposição”.

Atacava o grupo alckmista, acusado de segregar vereadores simpáticos a Serra-Kassab, seis dos quais debandaram do ninho piando alto contra a turma do governador.

O PSD pode ter sido o deflagrador imediato dessa crise, mas o partido de ocasião do prefeito é muito mais um sintoma da fragilidade da oposição do que a sua causa.

É irônico que essas cenas de desinteligência explícita venham logo na sequência do artigo em que FHC se esforçava para dar um sentido programático, estratégico e coletivo à ação do PSDB.

A palavra de ordem mostra-se impotente e vazia diante do clima de “cada um por si” que toma conta dos tucanos, do DEM, dos dissidentes, da oposição. Kassab virou líder do Partido Salve-se quem Puder.

A fusão dos cacos do PSDB com o que restou do DEM entrou na roda de conversas. Mas, por ora, as reações contrárias de lado a lado à formação desse novo-velho partido parecem mais fortes.

O movimento da oposição não é mesmo de fusão nem de união, mas de dissolução, de esfarelamento.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/04/foi-bom-pra-voce-direita-midiatica/

Fonte da PCR crê que constrangimento a João da Costa foi arquitetado pela oposição

23.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly


A reação do advogado Pedro Coutinho esta manhã, ao criticar ao prefeito João da Costa (PT) as ações da Prefeitura do Recife (PT), foi tudo muito bem articulada pela oposição. Pelo menos essa é a observação feita por uma fonte da Prefeitura do Recife (PCR) - que falou em reserva ao Blog da Folha - e acompanhou a comitiva do gestor aos pontos considerados críticos de alagamentos na cidade.

"Ele (Pedro) veio com o discurso muito bem organizado. Saiba dos detalhes das obras, dos atrasos, coisa que a população não acompanha direito no dia-a-dia. Sabia que o prefeito está lá e foi para o constranger na frente de todo mundo. Isso leva a crer que a oposição colocou o cara lá para fazer isso. Quem critica cobra obras, pensa na cidade, cobra para ações a comunidade, o bairro. Aqui no Bode vimos muitas pessoas criticando o prefeito e a gestão, mas nessas críticas eles davam sugestões e faziam pedidos ao prefeito. Isso a gente vê direto. Mas o cara foi só para falar mal da gestão", analisou a fonte.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19707-governista-cre-que-constrangimento-a-joao-da-costa-foi-arquitetado-pela-oposicao

A estranha frota de luxo da rádio de Aécio Neves

23.04.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Do blog do Lucas Figueiredo, do Stanley Burburinho e da Maria Frô

Rádio de Aécio abriga “estranha” frota de carros de luxo, denuncia oposição

Além do Land Rover, a rádio de Aécio teria outros 11 caros, entre eles um Audi A6, denuncia oposição

O bloco de oposição a Aécio Neves na Assembléia de Minas Gerais (PMDB/PT/PCdoB/PRB), autodenominado Bloco Minas Sem Censura, acaba de denunciar “estranhos fatos” que seriam relacionados à Rádio Arco Íris, que pertence ao senador e sua família. Segundo o bloco, figuram em nome da rádio, que tem capital social declarado de R$ 200 mil, não apenas a Land Rover que Aécio dirigia quando foi pego numa blitz na madrugada de domingo no Rio. Há outros 11 veículos, entre eles alguns de alto padrão, como um Audi A6, outra Land Rover e duas camionetes (uma Toyota Hilux SWR e uma MMC L200 Sport). “Trata-se de uma rádio de programação musical, voltada para o público jovem e adolescente, sem estrutura para atividade jornalística, o que torna estranho essa quantidade de veículos”, diz nota do bloco. “Empresas jornalísticas bem maiores que essa rádio não tem frota similar.” Abaixo, a lista dos carros que pertenceriam à Rádio Arco Íris, segundo a nota:

1) Toyota Fielder (station wagon)
2) Land Rover TDV8 Vogue
3) Toyota Hilux SWR SRV 4X4
4) Land Rover Discovery TD5
5) MMC L200 Sport 4X4 GLS
6) Audi A6
7) Fiat Strada Adventure Flex
8) Micro ônibus Fiat Ducato
9) Micro ônibus M Benz 312 B Sprinter M
10) Uno Mille fire
11) Gol Mil
12) Moto Honda CG 150 Titã

Consulta feita pelo Lucas Figueiredo e pela Maria Frô aqui.

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Liberdade, essa palavra (a rede de proteção do Aécio)

23.04.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

Diante dos recentes acontecimentos envolvendo o senador Aécio Neves, achei que seria instrutivo trazer de volta um documentário feito em Minas Gerais a respeito do controle do ex-governador sobre a mídia mineira: o Liberdade, essa Palavra.

É de autoria do jornalista Marcelo Baêta.

Clique aqui para ir ao Amplifique-se e ver Gagged in Brazil, outro documentário que denuncia a censura em Minas Gerais.

Clique aqui para a segunda parte do Liberdade, essa Palavra

Clique aqui para a terceira parte do Liberdade, essa Palavra

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A inútil “lei dos estrangeirismos”

24.04.2011
Do blog CÃO UIVADOR, 19.04.11
Por Rodrigo Cardia


Hoje, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou um projeto de lei do deputado Raul Carrion (PCdoB) que estabelece a obrigatoriedade de tradução para a língua portuguesa de palavras estrangeiras utilizadas em meios de comunicação, publicidade etc. A ideia é limitar o uso de expressões originadas de outro idioma no dia-a-dia.

Sou favorável a limitar o uso de palavras estrangeiras. Nada mais tosco do que, no Brasil, existir uma autoestrada chamada de free-way (o trecho duplicado da BR-290 entre Porto Alegre e Osório), se ver cartazes de liquidação falando em “50% off” (quando se poderia muito bem usar “desconto de 50%”), ou lojas usando em seus nomes a expressão store, que em inglês significa… Loja!

Percebe-se que a expressão em inglês é usada para dar mais “prestígio” ao que ela designa, e um exemplo bem simples é encontrado em Porto Alegre: em 1970 foi inaugurado o Centro Comercial João Pessoa, primeiro estabelecimento desse tipo na cidade. Naquela época, a expressão inglesa shopping center ainda era pouco usado no Brasil. Foi quando o Iguatemi chegou a Porto Alegre (1983), com o nome de shopping center. Pronto: todos os posteriores também foram chamados de shopping… E o próprio Centro Comercial João Pessoa tornou-se shopping, embora muitos (inclusive eu) ainda o chamem de “centro comercial”.

Assim, quem leu os parágrafos acima deve achar que sou favorável à lei de Carrion. Porém, sou contra. Por um motivo bem simples: é tosco se usar expressões em inglês por mais status (óia!) mas, a língua portuguesa não é algo rígido, imutável. De vez em quando, a grafia de certas palavras é alterada – como vimos no acordo ortográfico – e expressões originadas de outros idiomas são, sim, incorporadas. Ou seja, uma lei para regrar o uso da língua não serve para absolutamente nada, a não ser chamar a atenção para o autor dela.
E nem é preciso falar da informática, onde isso é mais visível. O futebol nos oferece alguns bons exemplos:

A própria palavra “futebol” é o aportuguesamento de foot-ball;
A gíria “becão” (geralmente usada para designar aquele zagueiro mais “grosso”) é o aumentativo de “beque” (outra gíria), que vem de back;

“Chute” é o aportuguesamento de shot (tiro);

Gol” vem de goal (objetivo);

“Time” é team (equipe).

Se houvesse uma “lei Carrion” quando da chegada do futebol ao Brasil, talvez falássemos “ludopédio” ou “bola ao pé”, “tiro”, “objetivo” ou “meta”, dentre outras palavras em português. Não haveria uma distorção de sentido, mas ao mesmo tempo, sem as palavras de origem inglesa o futebol não teria uma espécie de “vocabulário próprio”: quando lemos ou ouvimos “gol”, pensamos em alguém mandando a bola para a rede, e não neste que vos escreve celebrando por seu “plano infalível” de conquistar a Natalie Portman dar certo.

É o que também faz a informática ter seus termos específicos, como chip (como se diz isso em português?) e o incorporado verbo “deletar” (vem do inglês delete, que por sua vez é de origem latina, como a língua portuguesa!), que tem o mesmo significado de “apagar”: até há quem fale em “apagar o arquivo”, mas nunca vi ninguém “deletar a luz”
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Importante ressaltar que eu falei sobre o português falado no Brasil. Pois em Portugal, certas expressões inglesas que usamos são substituídas por palavras em português. Lá, por exemplo, no computador se usa “rato”, e não mouse; blog é aportuguesado para “blogue”; site para “sítio”; assim como no futebol se grita “golo” de uma “equipa”.
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Fonte:http://caouivador.wordpress.com/2011/04/19/a-inutil-lei-dos-estrangeirismos/

E SE FOSSE O LULA??????

24.04.2011
Do blog POR QUANTO DURA?, em 19.04.11
Porporquantotempodura
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Uma conversa franca com aquele eleitor do Serra Por quantotempodura

23.04.2011
Do blog QUANTO TEMPO DURA?, em 21.04.11
Porquantotempodura


Como se diz em minas: é des jei...

Serra promete dobrar o Bolsa Família. Prova aqui

Serra promete décimo terceiro para Bolsa Família. Prova aqui

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Fonte:http://quantotempodura.wordpress.com/2011/04/21/uma-conversa-franca-com-aquele-eleitor-do-serra/

Folha distorce comparação entre Lula/FHC

23.04.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:

Por meio do Blog do Planalto, o governo federal rechaçou a malícia da Folha de S.Paulo — que publicou, nesta terça-feira (19), uma matéria sobre a variação da publicidade oficial nos últimos anos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Com base em dados da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), o blog diz que “comparar verba publicitária entre Lula e FHC, apenas no último ano, resulta em distorção da informação”.

A nota publicada no site lembra que o mercado publicitário brasileiro cresceu mais de 300% nos últimos oito anos, conforme dados do Ibope Monitor — média muito acima da alta da verba oficial, que foi de apenas 42,5%. “Desde o início do governo Lula, houve preocupação crescente com a efetividade do acesso da população à informação sobre as políticas públicas”, afirma o blog.

Com Lula, uma das mudanças mais elogiáveis foi o “substancial aumento do investimento na comunicação regional do governo”. De acordo com o Blog do Planalto, a cobertura das ações de publicidade passou “de 499 veículos em 182 municípios, em 2003, para mais de 5 mil veículos programados em 2.733 municípios, em 2010”.

A Secom também informa que o investimento do governo no ano de 2010 envolve os investimentos de todos os órgãos e entidades da administração direta e indireta — incluindo todos os ministérios, secretarias, fundações, autarquias e empresas estatais. O investimento foi feito nos meios televisão, jornal, rádio, revista, internet, outdoor, cinema e mídia exterior (mídia em aeroportos, placas, painéis, etc).

Mas, segundo o governo, até 2003 não havia investimentos publicitários em órgãos como Ministérios do Turismo, Ciência e Tecnologia, Cidades, Secom, Secretarias de Direitos Humanos, Mulheres e Promoção da Igualdade. No caso do Ministério das Cidades, além de não ter investimento em publicidade antes de 2003, o governo tem agora obrigação legal de destinar parte dos recursos arrecadados a campanhas educativas sobre trânsito, o que contribui para elevação do total de seus investimentos.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/04/folha-manipula-comparacao-entre-lulafhc.html