sexta-feira, 22 de abril de 2011

DOCUMENTOS OFICIAIS: Mídia subestima acesso à informação pública

22.04.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA,19.04.11
Por Mauro Malin

A expectativa com que diferentes setores acompanham a tentativa do governo de aprovar rapidamente a Lei de Acesso à Informação, que tramita no Senado, ainda não encontra o eco merecido na mídia, com duas exceções importantes: o Valor, que publicou na terça-feira (12/4) uma página bem-informada sobre o tema, e a Folha de S.Paulo, onde o repórter Fernando Rodrigues é o principal responsável por alimentar a editoria "Poder" sobre o tema. Rodrigues preside a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e foi coordenador do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas.

"Nos demais veículos, o assunto não tem tido muito espaço", constata o ministro da Coordenadoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, em entrevista ao Observatório da Imprensa. Opinião compartilhada pela coordenadora do escritório brasileiro da ONGArtigo 19, a advogada Paula Martins. O nome da entidade alude ao item da Declaração Universal dos Direitos Humanos que estabelece: "Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras".

Hage e Martins vêm nesse pouco interesse um paradoxo, porque o jornalismo pode ser um dos principais beneficiários do acesso a informações públicas hoje ocultadas, ou de acesso dificultado pela burocracia (ver "Apagão de informações sobre Vladimir Herzog") e pelo velho costume de dividir os cidadãos em duas categorias: os iguais e os mais iguais.

Maior desafio será mudar práticas

A professora da Faculdade de Administração da UFRJ Ana Malin, que integra o corpo docente da pós-graduação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), iniciou pesquisa sobre um desdobramento crucial da nova legislação ainda ignorado pela mídia, apesar de sua obviedade: como obter um novo padrão de gestão na administração pública que consiga responder aos direitos do público – e obrigações dos governos federal, estaduais e municipais – que serão criados. Tarefa difícil, que imporá metas muito distantes dos atuais procedimentos administrativos.

Esse certamente será o maior desafio decorrente da adoção da nova legislação, mas o ângulo de abordagem da mídia concentra-se no fim da possibilidade de manter documentos oficiais sob segredo por tempo indeterminado. Segundo a nova lei, o prazo máximo para retenção de documentos classificados como ultrassecretos será de 25 anos, renováveis apenas uma vez.

Hage prevê avanço da participação

O ministro Hage está convencido de que quando o Projeto de Lei da Câmara 41/10 se transformar em Lei de Acesso à Informação haverá um avanço considerável da participação popular na fiscalização das ações governamentais. Ele destaca a criação do Portal da Transparência, pela CGU, uma "exposição espontânea do poder público" que representa a modalidade da transparência ativa.

"Aí estão todas as despesas da administração federal feitas até a noite da véspera do dia em que as páginas são visitadas, por sinal de modo crescente a cada mês", diz o ministro da CGU. "O portal tem recebido todo tipo de feedback, inclusive de pequenas comunidades, de onde partem, por exemplo, denúncias sobre recebimento indevido do Bolsa Família."

O ministro não vê como obstáculo importante o acesso ainda relativamente baixo da população brasileira à internet. "Existem programas de inclusão digital, quiosques de acesso à internet mantidos por prefeituras", afirma. "Mais ou menos 40% da população do país já dispõem de alguma forma de acesso à rede."

A inserção de um formulário para consultas específicas vai inaugurar, segundo Hage, "uma abertura no campo da transparência passiva, acionada por pedidos de informação específicos. É algo que o Brasil está devendo há muito tempo".

Na opinião do ministro, a cobertura jornalística do tema não foi muito extensa até aqui. Ele excetua dessa avaliação o empenho do jornalista Fernando Rodrigues, "um dos baluartes dessa luta", que resultou em cobertura mais atenta da Folha, e matérias publicadas no Valor. Na televisão, diz Hage, o assunto só aflora durante entrevistas mais longas que concede, quando há oportunidade de abordar diferentes questões.

Mídia colabora pouco para ampliar consciência

Paula Martins, da ONG Artigo 19, relembra que a primeira lei sobre acesso a informações públicas foi elaborada em 2003, no início do governo Lula. Em 2009 foi elaborado novo projeto, o que está no Congresso. Segundo a advogada, "a mídia colabora muito pouco para a ampliação da consciência sobre o tema".

"Há alguma coisa sobre transparência e e-governo, mas falta informação que vá além dos orçamentos públicos", aponta Paula. "Por exemplo, sobre a Lei de Acesso a Informação Ambiental, a Lei Maria da Penha – que no final de 2010 ganhou reforço com portais na internet destinados ao público jovem e a profissionais de direito −, normas que estabelecem sistemas de informação, bancos de dados criados que não conversam uns com os outros, ou bancos de dados que nem foram criados."

Para a advogada, o jornalismo investigativo de qualidade será beneficiado com a nova regulação, mas essa expectativa não se refletiu numa cobertura jornalística mais intensa, diferentemente de outros países, onde a mídia teve papel destacado no processo de reformulação legislativa.

Paula Martins destaca a institucionalização, pela nova lei, do direito de se fazer um pedido de informação e receber uma resposta, e da divulgação proativa de informações mínimas, por parte dos governos. Ela chama a atenção para o fato de que a colaboração entre os governos brasileiro e americano em torno de uma estratégia para a transparência, acertada entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, torna o assunto uma questão de Estado.

Mais democracia vai requerer muito trabalho

A professora da UFRJ Ana Malin saúda a iniciativa de modernizar a legislação como avanço nos campos democrático e administrativo, mas estabelece uma divisão entre o lado político, ligado à questão da transparência e da cidadania, e as questões de gestão. "Imagine-se o que implica mudar o padrão de funcionamento do serviço público para levar essa lei à pratica, obter os padrões de gestão na administração que consigam responder a essas novas exigências", alerta. "Nos Estados Unidos, a legislação correspondente foi adotada nos anos 1970. Não é pouco trabalho. É transformar a guarda e a disposição de informações em microambientes num dos eixos estruturantes da administração publica."

Ana lembra que a antiga Secretaria Especial de Informática (SEI), criada em 1979, tinha essa intenção. Chegou a criar um catálogo de bancos de dados. Durante o governo de Fernando Collor (1990-92), a Subsecretaria de Informática da Secretaria de Administração Federal realizou um trabalho intenso, promoveu reuniões em que todos os ministérios estavam representados, de tal forma que todos os sistemas de informação fossem avaliados – mas esse esforço morreu na praia.

Digitalização em rede torna o Estado poroso

"A lei dá um marco político importante no sentido da transparência", afirma a professora, "mas coloca um conjunto de tarefas difíceis, num momento histórico em que é complicado estruturar o governo em rede, porque o Estado fica muito poroso, como se viu com o advento do Wikileaks. Num mundo de informação digital, com o volume que essa atinge, é difícil controlar."

Como exemplo da dificuldade para fazer cumprir a lei, ela aponta o Capítulo II, que em quatro artigos e numerosos parágrafos trata "do acesso a informações e da sua divulgação". No artigo 7º do projeto são listados os direitos de obter, entre outras, ...

"...informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus [do poder público] órgãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos; informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado; informação primária, íntegra, autêntica e atualizada".

Resistências previsíveis

"Para que isso envolva as grandes bases de dados, as mais importantes, será preciso mudar o padrão de trabalho de determinadas áreas da administração pública", diz Ana Malin. "E haverá resistência nas áreas que trabalham na base de acordos políticos, cuja premissa é não precisar organizar a base de dados, dar transparência. Em outras palavras, áreas que funcionam na base do fisiologismo." A professora prevê que esses setores tenderão a se "fingir de mortos" diante da mudança em direção a uma cultura mais republicana, de reconhecimento de direitos universais.

Ao mesmo tempo, é preciso haver preocupação com a privacidade, que protege a pessoa física. "Que informações vocês têm a meu respeito?". Por exemplo, diz Ana, não é possível obter uma ficha do indivíduo no Dops, antiga polícia política, e publicar o conteúdo no jornal sem consultar esse indivíduo. "Aqui, não se trata de transparência, mas do necessário sigilo. O Estado só pode tornar públicos esses dados por mandado judicial ou porque o indivíduo concordou."

Dados da Receita Federal

A Receita Federal, diz a professora, tem mecanismos que tornam complicado o acesso aos dados sob sua guarda. Mesmo assim, na campanha eleitoral de 2010 foram divulgadas informações sobre familiares e amigos do candidato presidencial José Serra. "E no Centro de São Paulo são vendidos por ambulantes CDs com dados cadastrais de milhares de contribuintes."

O padrão de seriedade encontrado nos Estados Unidos e na Europa, explica a professora, "vem da concepção burocrática no bom sentido, no sentido da impessoalidade, da separação entre cargo e pessoa".

Exatamente o contrário da tradição brasileira. Assim, será necessária uma mudança cultural. "Mas ela só não basta", diz Ana. "Serão necessários muito tempo de trabalho da gestão pública inteira e muitos recursos. Mas esperemos que a lei vire um norte para a administração pública. Isso será muito bom."

Leia também

Acesso à informação — Merval Pereira

O direito de saberO Estado de S.Paulo (editorial)

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Com ajuda da mídia, direita articula resistência ao desarmamento

22.04.2011
Do blog ONI PRESENTE,15.04.11
Por Blog do Dirceu

Anteontem foi O Globo, com seu principal editorial do dia sob o título "Plebiscito é perda de tempo"; ontem foi a Folha de S.Paulo que também trouxe editorial com o título "A falácia do plebiscito". A grande imprensa começa a se mobilizar toda contra a consulta popular para os brasileiros decidirem sobre a proibição do comércio irrestrito e sem leis, de armas no Brasil.

A proposta a ser apresentada ao Congresso Nacional estabelece sua realização no 1º domingo de outubro próximo. O Globo diz que o Estado deve é fiscalizar a aplicação do Estatuto do Desarmamento.

A Folha sustenta seu editorial com a argumentação que também está sendo invocada por todos os conservadores, as "bancadas da bala" nos Legislativos e os lobistas do comércio irrestrito de armas: a consulta à população não é adequada porque já houve o plebiscito de 2005 sobre o mesmo assunto.

Medo do voto e de dar a decisão à população

Entenderam, agora, porque no texto que postei aqui eu perguntava "quem tem medo do voto"? A consulta popular sobre a proibição de armas e contra este acesso fácil, irrestrito e irresponsável a armas em nosso país não é falácia coisa nenhuma.

Mas, como vocês veem pela reação da mídia à frente da resistência dos conservadores contra a manifestação da população, o problema é ideológico. Eles são contra referendo, consulta popular, plebiscito, enfim, contra a população manifestar-se e decidir, ela, sobre o assunto.

Já apoiar recentemente um novo plebiscito sobre o parlamentarismo, 10 anos depois da derrota de 1993, ninguém foi contra...muito pelo contrário, imprensa, direita, o amplo leque de conservadores em geral engajaram-se de corpo e alma na defesa daquela consulta.

Mídia tem de rever o que escreve e o que mostra na TV

Assim, não dá para entender! Ou melhor, dá. Nós todos sabemos as razões deles e seu medo de ouvir a população. Aplicar o Estatuto do Desarmamento, como defende O Globo, realmente é importante.

Tão importante quanto a mídia rever tanto o que publicam e defendem os jornais, quanto a programação que incentiva e louva permanentemente a violência e que está permanentemente presente em toda a programação de nossas TVs. Aliás, cada dia mais presente no próprio jornalismo. Tudo pela disputa da audiência e da concorrência.
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Fonte:http://blogdoonipresente.blogspot.com/2011/04/com-ajuda-da-midia-direita-articula.html

SOBRE MÍDIA E POLÍTICA

22.04.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Marcelo Salles, 21.04.2011

Que semana, amigos…

1) Águas de Niterói, empresa privada que controla o abastecimento na minha cidade natal, é responsável por um verdadeiro tsunami de cocô. Foi parar no Jornal Nacional (que preservou o nome da empresa), pessoas ingerindo dejetos e sendo arrastadas por 100 metros, casas derrubadas, um prejuízo enorme. Mas não é surpresa para nossos leitores, pois quem corta a água (com pagamento em dia) até de cidadãos com doenças graves é capaz de qualquer coisa. Infelizmente alguns administradores públicos ainda não entenderam que determinados setores não podem jamais ser privatizados. A água e o abastecimento são bons exemplos de que, quando vão para o setor privado, a coisa não acaba em pizza. Acaba em merda.

1.1) Sugestão de jingle para a próxima campanha municipal, que da vez passada teve Beth Carvalho cantando “É mesmo um caso de amor” para o atual prefeito Jorge Roberto Silveira. A mesma Beth poderia cantar agora: “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

2) Aécio Neves foi pego numa blitz com a carteira de habilitação vencida. A mídia impressa reportou (não vi nada na televisão, especialmente na Globo), mas deram pouco ou nenhum destaque ao fato de que o carro que dirigia está em nome de uma rádio mineira de sua propriedade, o que é proibido pela Constituição. Bueno, porque um senador da República, ao violar a Carta Magna, não vira manchete? Ainda mais se esse senador se projeta como o grande nome da oposição para 2014?

3) Na terça-feira (19) William Waack estava tão feliz, mas tão feliz com o Congresso do Partido Comunista Cubano e a presença surpresa de Fidel, mesmo debilitado, que chegou a abrir o áudio para a Internacional. Disse o apresentador da Globo, além de que “o agasalho de Fidel parece mais um pijama”, que a única coisa aprovada foi a demissão de um milhão de pessoas e a possibilidade de as pessoas venderem propriedade privada, pra no final concluir, com o tradicional sorriso de canto de boca: “O fracasso do regime está implícito naquilo que eles mesmos aprovaram hoje”.

2.2) Quem havia assistido ao Repórter Brasil horas antes teve informações completamente diferentes. Além de mais tempo dedicado ao tema, foi feita uma entrevista no estúdio com o jornalista Mario Augusto Jakobskind, que já morou em Cuba e é colaborador do Fazendo Media. No geral, soubemos que são reformas bastante complexas, sim, mas como disse Jakobskind: “O sistema de produção não muda, o socialismo continua”. O mesmo foi reportado pela TV Brasil: entre os princípios do Congresso estiveram a continuidade do socialismo e a garantia de que o capitalismo nunca mais retorne a Cuba.

3) A nova série de propagandas do PSDB não vai conseguir ampliar sua inserção na sociedade. Os atores (um negro, estudante, e uma mulher aparentando classe média baixa, talvez religiosa fundamentalista) parecem raivosos e abordam temas específicos, como aeroportos e inflação. O povo tem a percepção de que há problemas nos aeroportos, mas sabe que foi durante o governo Lula que esse meio de transporte foi popularizado. Quanto à inflação, ficou parecendo a Regina Duarte pregando o discurso do medo. Não há base real para temer descontrole de preços, em muito porque os tais fundamentos da economia foram preservados. A única coisa que o PSDB conseguiu com essas propagandas foi mostrar que a oposição de direita continua sem rumo. Onde estão as grandes propostas para o país?

4) A nova novela do SBT merece ser vista. Começa depois do Ratinho, um programa lamentável sob todos os aspectos. Recomendo a novela “Amor e Revolução” porque ela trata de um tema fundamental para a consolidação da democracia no Brasil: o resgate da memória recente do país. Um tema que precisa vir à tona, se quisermos fazer valer os Direitos Humanos. Acho essa novela importante porque ela toda aborda um tema caro à sociedade. Não se trata de inclusões pontuais de pessoas com deficiência ou idosos no meio da trama, geralmente fútil e vulgar, como geralmente fazem as novelas da Globo. Essa do SBT não. Do início ao fim trata do momento político brasileiro pré e pós 1964, fala do golpe, dá nome aos bois, aborda a tortura sem medo. O Brasil que cresce com distribuição de renda não pode deixar de prestar contas com seu passado recente. Caso contrário, a democracia estará para sempre ameaçada. Que a novela ajude na implementação da Comissão da Verdade, texto enviado ano passado ao Congresso Nacional. E que o Brasil continue se desenvolvendo sem riscos de retrocessos.

5) Passo em frente a uma dessas lojas de comida de plástico, também conhecidas como redes fast-food. Vejo um cartaz enorme, de um jovem, retratado como o “funcionário do mês”. Abaixo da foto, uma breve descrição daquilo que supostamente o teria levado àquele lugar: trabalho duro, disposição para aprender, identificação com os princípios da empresa, atenção especial para os clientes.

5.1) Desconfio que essa descrição poderia ser substituída pelo seguinte texto: super-exploração, disposição para acatar ordens, nunca questionar nada (nem seu salário de semi-escravo) e atender sempre bem aos cliente.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/sobre-midia-e-politica-15/

Hemope apela à população para que doe sangue

22.04.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Com informações da Rádio Jornal


Com uma redução superior a 40% do estoque, o Hemope faz um apelo à população para doar sangue neste feriadão. De acordo com a gerência, doadores de qualquer tipo de sangue são bem vindos, pois há o risco de falta nas emergências dos hospitais.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/21/hemope_apela_a_populacao_para_que_doe_sangue_98614.php

Rodovias fiscalizadas

22.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Nas rodovias estaduais e federais que cortam Pernambuco, o fluxo de carros de passeio, motos e ônibus de viagens aumenta durante a Semana Santa. Por conta disso, o Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) aumentaram seus contingentes para fiscalizar melhor e prestar um socorro mais rápido as vítimas de acidentes. As operações entraram em ação simultaneamente a 0h da quarta-feira e encerram as suas atividades na noite do Domingo de Páscoa, acompanhando a volta para casa.

Segundo o comandante do BPRv, coronel Arlis Gadelha, as rodovias estaduais que estão recebendo um maior atenção do batalhão são as que ligam o Grande Recife às praias, dos litorais Norte e Sul; além da que dá acesso à cidade de Brejo da Madre de Deus, onde é encenado o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. São 70 homens nas PEs 60, 39, 28, 09 que seguem para o Litoral Sul e a PE-35 com destino ao Litoral Norte. Só na PE-145, na saída de Fazenda Nova, são 75 policiais em 14 viaturas. Até o fechamento desta edição, foram registrados 11 acidentes, com 20 envolvidos e três vítimas fatais.

A PRF está com 390 agentes em todo o Estado. De acordo com a inspetora Marilene Malagodi, as BRs 232, 101 e 104 são as de maior foco de fiscalização, com destino ao Interior e ao Litoral. Além dos agentes, a PRF conta com 60 viaturas e um helicóptero. “Preparamos o cronograma cerca de um mês antes da data prevista para o evento”, contou. No ano passado, a PRF registrou 66 acidentes com 34 feridos e oito mortos. Apenas em dois dias de operação, foram registrados 57 acidentes, 24 feridos e uma vítima fatal.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/633134-rodovias-fiscalizadas

Congestionamento nas BRs 101 e 232 dificulta saída de motoristas para o Interior e Litoral

22.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly
Do Folha Digital


Os motoristas que trafegam pelas rodovias federais de Pernambuco em direção ao Interior devem ter atenção redobrada. O grande fluxo nas estradas faz com que haja retenções de veículos ao longo das vias, ocasionando freios bruscos e possíveis colisões.

Quem pretende se dirigir ao Agreste do Estado precisar ter muita paciência para enfrentar o longo congestionamento de veículos na BR-232. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito chegou a ficar parado entre o começo da Abdias de Carvalho até o retorno da Coral, no Curado.

Mesma situação os motoristas vão encontrar na BR-101. De acordo com a PRF, o trânsito está intenso, quase parado na BR 101 entre o viaduto próximo ao Hospital Miguel Arraes, sentido Abreu e Lima.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19648-congestionamento-nas-brs-101-e-232-dificulta-saida-de-motoristas-para-o-interior-e-litoral

Kassab descarta o número 51 para o PSD e pensa namora com o 30

22.04.2011
Do BLOG DA FOLHA,em 21.04.11
Postado por José Accioly
Do G1


ABRINDO MÃO DE UMA BOA IDEIA

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab admitiu, nesta quinta-feira (21), que o recém criado PSD pode usar o número 30 nas eleições. “Existem alguns números disponíveis e o 30 é um desses números, mas o momento da escolha do número é o momento quando concluir esse processo (de registro do partido).” Depois de uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSD foi informado que poderia usar os números 18, 28, 30 e 51. O prefeito descartou, porém, o 51 por estar associado a uma marca de bebida. “É uma marca muito famosa.”

O prefeito também se esquivou de comentar sobre a debandada dos vereadores paulistanos do PSDB nesta semana. “Eu não participo desse movimento, é uma questão interna do PSDB e, portanto, cabe a mim não se manifestar. Realmente estou distante do episódio. Seria um grande equívoco me manifestar agora antes desse episódio se encerrar. Seria até uma intromissão”, disse o prefeito.

Kassab, no entanto, evitou relacionar o fato à criação de seu partido, o PSD, e lamentou a saída dos vereadores tucanos. “Vamos aguardar isso se sedimentar para avaliar melhor. Mas eu lamento. É um partido aliado. É um partido que vive essa crise na cidade. Vamos torcer para superar o mais rápido possível.”

O prefeito participa do 10º Fórum Empresarial de Comandatuba, realizado na Bahia. Kassab chegou ao evento em um avião alugado e tem previsão de retornar ainda hoje. Sua presença no evento está em sintonia com a penetração do PSD no Estado - a Bahia é a segunda maior representação do recém criado partido. “Estamos representados em quase todos os Estados. Aqui na Bahia, por exemplo, temos 7 deputados federais, vice-governador, 10 deputados estaduais e dezenas de prefeitos”, pontuou o prefeito completando que o processo de coleta de assinatura para a formação do partido ainda não começou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19660-kassab-descarta-o-numero-51-para-o-psd-e-pensa-namora-com-o-30

Analisando: Propaganda do PSDB

22.04.2011
Do blog VOZES EMERGENTES, 19.04.11
Postado por Hiago de Carvalho

Hoje tive a infelicidade de ligar a TV e assistir a uma inserção do PSDB nos comerciais.




Esse vídeo me levou a refletir sobre a questão inflacionária e o Plano Real.
Várias questões que hoje são divulgadas como verídicas, são - no mínimo - questionáveis. A primeira delas é a autoria do Plano Real. O PSDB vem, desde o final do ano passado, tentando reconstruir a imagem de FHC, que deixou a presidência em 2002 com menos de 30% de aprovação popular. Para tanto, eles se aproveitam de uma nova geração que não viveu seus anos de governo, assim, colam nele a imagem do criador do Plano Real, da época em que ele era Ministro da Fazenda de Itamar Franco. Mas, segundo o próprio Itamar Franco, o Plano Real foi elaborado por Rubens Ricupero - sim, o da parabólica -, e, mais tarde, teve o suporte de Ciro Gomes.
Ouça o que Itamar tem a dizer:


Essa questão nos remete a outra, que é o novo slogan do PSDB nesses comerciais - "não cobramos cargos, cobramos competência". Ora, será que colocar um sociólogo como Ministro da Fazenda é sinônimo de competência? E um economista - sem diploma - como Ministro da Saúde? A onde estava o vigor técnico do PSDB quando eles eram situação?

A outra questão, e mais relevante, é o sucesso do Plano Real em controlar a inflação.
As diretrizes do plano foram as mais salgadas que pode-se imaginar: privatizações - cheias de irregularidades -, corte nos investimentos em educação, saúde e infraestrutura, arrocho salarial, endividamento externo, demissões em massa, entre outros remédios do FMI. No final o saldo era uma indústria nacional destruída pelo atrelamento do Real ao Dollar, milhares de desempregados pelas estatais vendidas a preço de banana, cartéis das empresas de telefonia/internet/TV a Cabo, Universidades sucateadas, greves e pobreza. Mas, e aí? O problema da inflação havia sido solucionado? É claro que não. As reformas do Plano Real em tentar reduzir os gastos inflacionários públicos e reduzir a demanda, fracassaram, apenas tornaram a economia brasileira mais exposta a Crises subsequentes que giraram o mundo sem muitos estragos, mas derrubando o nosso mercado - como a Crise do Colapso Russo, a Crise Asiática, a Crise Argentina, a Crise do 11 de Setembro, entre outras.
Desemprego:

AnoTaxa de desemprego(%)
200212,6
200312,3
200411,4
20059,8
20069,9
20079,3
20087,8
20098,1
20106,3

Assim, ficou decidido que se elevaria a Taxa Selic para forçar a queda da inflação de demanda.

Acompanhe o histórico da taxa nos anos finais do Governo FHC:

ReuniãoPeríodo de vigênciaMeta SELIC
% a.a.
(1)(6)
TBAN
% a.m.
(2)(6)
Taxa SELIC
dataviés% (3)% a.a. (4)








79ª18/12/200219/12/2002 - 22/01/200325,002,0524,90
78ª20/11/200221/11/2002 - 18/12/200222,001,5821,90
77ª23/10/200224/10/2002 - 20/11/200221,001,4420,90
76ª ex.14/10/200215/10/2002 - 23/10/200221,000,5320,90
75ª18/09/200219/09/2002 - 14/10/200218,001,1817,90
74ª21/08/2002baixa22/08/2002 - 18/09/200218,001,3117,87
73ª17/07/200218/07/2002 - 21/08/200218,001,6417,86
72ª19/06/2002baixa20/06/2002 - 17/07/200218,501,3518,40
71ª22/05/200223/05/2002 - 19/06/200218,501,2618,07
70ª17/04/200218/04/2002 - 22/05/200218,501,6218,35
69ª20/03/200221/03/2002 - 17/04/200218,501,2818,45
68ª20/02/200221/02/2002 - 20/03/200218,751,3818,80
67ª23/01/200224/01/2002 - 20/02/200219,001,2519,05
66ª19/12/200120/12/2001 - 23/01/200219,001,6019,05
65ª21/11/200122/11/2001 - 19/12/200119,001,3919,05
64ª17/10/200118/10/2001 - 21/11/200119,001,6019,05
63ª19/09/200120/09/2001 - 17/10/200119,001,3219,07
62ª22/08/200123/08/2001 - 19/09/200119,001,3219,04
61ª18/07/200119/07/2001 - 22/08/200119,001,7418,96
60ª20/06/2001baixa21/06/2001 - 18/07/200118,251,3418,31
59ª23/05/200124/05/2001 - 20/06/200116,751,1716,76
58ª18/04/200119/04/2001 - 23/05/200116,251,4516,30
57ª21/03/200122/03/2001 - 18/04/200115,751,1115,84
56ª14/02/200115/02/2001 - 21/03/200115,251,3015,20
55ª17/01/200118/01/2001 - 14/02/200115,251,1315,19
54ª20/12/200021/12/2000 - 17/01/200115,751,0515,76
53ª22/11/200023/11/2000 - 20/12/200016,501,2116,38
52ª18/10/200019/10/2000 - 22/11/200016,501,4116,56
51ª20/09/200021/09/2000 - 18/10/200016,501,1616,60
50ª23/08/200024/08/2000 - 20/09/200016,501,1616,54
49ª19/07/200020/07/2000 - 23/08/200016,501,5316,51
48ªuso/baixa10/07/2000 - 19/07/200017,000,5016,96
20/06/2000baixa21/06/2000 - 07/07/200017,500,7617,34
47ª24/05/200025/05/2000 - 20/06/200018,501,2818,39
46ª19/04/200020/04/2000 - 24/05/200018,501,5718,55
45ªuso/baixa29/03/2000 - 19/04/200018,501,0918,60
22/03/2000baixa23/03/2000 - 28/03/200019,000,2818,94
44ª16/02/200017/02/2000 - 22/03/200019,001,5918,88
43ª19/01/200020/01/2000 - 16/02/200019,001,4518,87
42ª15/12/199916/12/1999 - 19/01/200019,001,7419,00
41ª10/11/199911/11/1999 - 15/12/199919,001,6718,99
40ª06/10/1999baixa07/10/1999 - 10/11/199919,001,5918,87
39ª22/09/199923/09/1999 - 06/10/199919,000,6919,01
38ª01/09/199902/09/1999 - 22/09/199919,501,0019,52
37ª28/07/199929/07/1999 - 01/09/199919,501,7819,51
36ª23/06/1999baixa24/06/1999 - 28/07/199921,001,9020,88
35ªuso/baixa09/06/1999 - 23/06/199922,000,8721,92
19/05/1999baixa20/05/1999 - 08/06/199923,501,0923,36
34ªuso/baixa13/05/1999 - 19/05/199927,000,4726,96
uso/baixa10/05/1999 - 12/05/199929,500,3129,53
uso/baixa29/04/1999 - 07/05/199932,000,7731,91
14/04/1999baixa15/04/1999 - 28/04/199934,001,0533,92
33ªuso/baixa06/04/1999 - 14/04/199939,500,9339,42
uso/baixa25/03/1999 - 05/04/199942,000,8441,96
04/03/1999baixa05/03/1999 - 24/03/199945,002,0844,95


Mesmo no patamar de 24,90% no final de 2002, a inflação naquele ano atingiu 12,53%.

Histórica da inflação desde 1999:
  • 1999 = 8,94%
  • 2000 = 5,97%
  • 2001 = 7,67%
  • 2002 = 12,53%
  • 2003 = 9,3%
  • 2004 = 7,6%
  • 2005 = 5,69%
  • 2006 = 3,14%
  • 2007 = 4,46%
  • 2008 = 5,90%
  • 2009 = 4,31%
  • 2010 = 5,91%
Percebe-se claramente que os Anos Lula são os reais responsáveis pelo controle inflacionário. Não porque o Lula seguiu a política monetária de FHC, e sim por ele a mudou completamente. Hoje, a Selic é de 11,75% e nossa inflação não chega a dois dígitos.
Então, fica a dúvida no ar: será que o PSDB acha que a população é tão ingênua assim? Será que acham que temos memória curta?

Para finalizar, deixo aqui uma imagem, para que vocês analisem a inflação nos BRICs, e a meta inflacionária dos demais países, e a real inflação:

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