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terça-feira, 19 de abril de 2011

BPTran segue nas ruas do Recife para auxiliar trânsito

19/04/2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Chuvas


O esquema de policiamento emergencial do Batalhão de Trânsito (BPTran), ativado para ajudar a Prefeitura do Recife a enfrentar os engarrafamentos causados pelos temporais desta terça-feira (19), será mantido nas ruas. A decisão foi tomada pelo governador Eduardo Campos, depois de se reunir com o vice-prefeito Milton Coelho.

Desde o início da manhã, a Secretaria de Defesa Social (SDS) fez um remanejamento de pessoal para garantir os efetivos necessários à operação de emergência. O esforço concentrado se deu nos dez maiores corredores de tráfego, com foco na Avenida Agamenon Magalhães.

Segundo as informações do governo do estado, o secretário Wilson Damázio recebeu a determinação de elaborar um novo esquema de policiamento. O objetivo é que seja assegurada a permanência em definitivo do pessoal mobilizado emergencialmente na coordenação do trânsito no decorrer do dia. “A ordem do governador é fazer com que o pessoal da PM e da CTTU trabalhem de forma coordenada e com muita presença nas ruas”, disse Damázio.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20110419191717

Por causa das chuvas, erosão causa buraco na ponte da PE-27

19.04.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Aldeia

A população que precisar passar pela ponte da PE-27, que dá acesso à estrada de Aldeia, deverá ter cuidado. As fortes chuvas que castigaram a Região Metropolitana do Recife, nesta terça-feira (19), provocaram erosão na ponte, que formou um buraco por por baixo do asfalto. Por conta do problema e para evitar riscos aos motoristas, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), junto com a Coordenação de Trânsito da Prefeitura de Camaragibe, isolou o local parcialmente.

Na próxima quinta-feira (21), uma equipe técnica realizará uma vistoria e verificará a necessidade de isolamento total de uma das faixas da pista, programando desta forma uma operação Pare e Siga para execução dos serviços. O DER informou que já está sendo providenciada a contratação de empresa para realizar serviços emergenciais no local.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110419190807

Acessos em banda larga somam 38,5 milhões no país no 1º trimestre

19.04.2011
Do BLOG DA FOLHA,via Do G1
Postado por José Accioly


O Brasil alcançou 38,5 milhões de pontos de acesso à internet em banda larga (fixa e móvel) no primeiro trimestre de 2011, um avanço de 51,5% em relação à soma registrada no final de março de 2010, informou hoje a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

Na banda larga fixa os acessos alcançaram 14 milhões ao fim do trimestre, um crescimento de 20,5% em relação a março de 2010. Já as conexões em banda larga móvel – por meio de modems portáteis, smartphones e outros dispositivos móveis de terceira geração (3G) – tiveram uma evolução de 77,7%, saltando de 13,7 milhões para 24,4 milhões no mesmo período.

Entre os acessos em banda larga fixa, a adoção de planos com velocidades inferiores a 1 Megabit por segundo (Mbps) estão em declínio, enquanto as conexões superiores a 2Mbps representam 20% dos acessos e apresentam o maior ritmo de crescimento. A associação também nota que mais de oito em cada dez conexões no Brasil estão em residências.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19578-acessos-em-banda-larga-somam-385-milhoes-no-pais-no-1o-trimestre

Codecir alerta para chuvas intensas e maré alta nesta quarta-feira

19.04.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação

A quarta-feira (20) deverá ser de chuvas intensas no leste de Pernambuco durante a madrugada até o meio-dia, segundo as informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Além disso, estão previstos picos de maré por volta das 5h (2,5m) e das 17h40 (2,4m). Por isso, a população que mora nas áreas de risco e propensas a alagamentos precisa ficar atenta e, em caso de sinal de risco, sair do imóvel e entrar em contato com a Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir).

Para atender à população em caso de necessidade, as equipes estão em alerta. Quem necessitar, pode solicitar atendimento 24 horas pelo telefone 0800.081.3400. Com o apoio do Exército, 75 homens realizam a colocação de lonas nos pontos críticos. Outra medida será a abertura das seis estações da Codecir a partir das 7h.

Para evitar acidentes, a Codecir orienta a população para que não ocupe áreas já identificadas como de risco; não façam cortes nas barreiras; não plantem árvores de grande porte e troquem as bananeiras por árvores frutíferas, medicinais e de jardim; não joguem lixo nas barreiras e não façam construções ou reformas antes de consultar a prefeitura.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110419183033

Codecir realizou 127 vistorias das 8h às 17h desta terça

19.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

Nesta terça-feira (19), a Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) realizou 127 vistorias para atender às demandas da população ao longo do dia. Além disso, colocou 11 mil m² de lona em 50 diferentes pontos da Cidade, realizou 115 atendimentos nas regionais e removeu 18 famílias de áreas de risco. Entre 8h e 17h, foram registradas 258 solicitações de lonas plásticas, 144 pedidos de vistorias, 41 deslizamentos de barreira, sem vítimas, 73 alagamentos, três transbordamentos de canais, dois tombamentos de árvores, além de mais duas árvores e um poste em risco de queda. Também foi registrado o desabamento parcial de dois imóveis.

Já a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) registrou 30 acidentes (sem vítimas fatais) e falhas no funcionamento de 54 semáforos. Deste total, 41 já tinham sido consertados até as 17h. O principal motivo dos problemas nos equipamentos foi decorrente da falta ou variação de energia elétrica. Para garantir a fluidez do trânsito, a CTTU recebeu um reforço de 100 guardas que atuavam no setor de proteção do patrimônio da Guarda Municipal, elevando o efetivo da CTTU para 450 agentes de trânsito.

Emergencialmente, a Companhia também ampliou o número de equipes de manutenção semafórica de seis para 14. Já as baterias dos veículos usados pelos técnicos estão auxiliando no caso da falta de energia, até o restabelecimento do fornecimento pela rede da Celpe. Enquanto durar a Operação Inverno 2011, as equipes da Codecir estarão em alerta para receber os chamados da população. Quem necessitar pode solicitar atendimento pelo telefone 0800.081.3400, que é gratuito e funciona 24 horas por dia.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19594-codecir-realizou-127-vistorias-das-8h-as-17h-desta-terca

Petrobras exportará para o Chile primeira carga de petróleo extraído do pré-sal

19.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Rio de Janeiro
- A Petrobras anunciou nesta terça-feira que exportará ao Chile um milhão de barris de petróleo que constituem a primeira carga de petróleo extraído do pré-sal a ser exportada. A exportação foi negociada com a estatal Empresa Nacional de Petróleo (Enap), informou a companhia brasileira em comunicado.

Só no campo de Lula, antigamente conhecido como Tupi, as reservas prováveis de petróleo são calculadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, praticamente a metade das atuais reservas provadas do país (14 bilhões).

O campo de Lula, a primeira concessão do pré-sal a ser explorada comercialmente, é perfurado por um consórcio operado pela Petrobras (65%), em associação com a BG (25%) e a Galp (10%).
Esta concessão é menor que a do campo de Libra, cujas reservas calculadas chegam a 7,9 bilhões de barris, mas maior que a dos campos de Iara (entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris) e a de Guará (entre 1,1 bilhão e 2 bilhões), todos no pré-sal.

A concessão do campo de Lula começou a ser explorada comercialmente em outubro passado com a instalação no local do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis. A previsão do consórcio proprietário da concessão é que em 2013, quando a plataforma estiver conectada a seis poços de extração, alcance sua capacidade máxima para produzir diariamente 100 mil barris de petróleo e cinco milhões de metros cúbicos de gás natural.

Fonte: Agência EFE
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/632648-petrobras-exportara-primeira-carga-de-petroleo-extraido-do-pre-sal-ao-chile

Taxa cobrada de usuários de planos de saúde por médico particular causa divergência

19/04/2011
Nacional
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Uma resolução do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Distrito Federal que altera a forma de pagamento dos honorários médicos pelos planos de saúde tem causado divergências. Desde ontem (18), quando a resolução entrou em vigor, médicos credenciados aos planos estão autorizados a cobrar uma taxa dos clientes no caso de as operadoras descumprirem as novas normas definidas pelo conselho.

De acordo com as novas regras, os planos de saúde deverão pagar os honorários diretamente ao médico e não mais por intermédio do hospital particular. Além disso, os valores vão ser negociados entre as entidades médicas e as operadoras dos planos de saúde. A resolução prevê também que o médico pode cobrar o valor direto do paciente conveniado a plano que não esteja de acordo com as normas.

“As representatividades médicas, responsáveis pelas negociações dos honorários médicos junto aos planos de saúde no Distrito Federal, estabeleçam valores para os procedimentos e permitam que o médico tenha a liberdade de cobrar direto dos pacientes vinculados aos convênios que não concordarem em pagar os valores estabelecidos”, diz artigo da resolução.

A nova norma pegou os usuários de surpresa. É o caso da operadora de caixa, Lenir da Silva, que procurou o serviço de ortopedia de um hospital particular da cidade hoje (19) e desistiu da consulta depois de saber que teria de pagar R$ 60. “Desisti e estou procurando outro lugar. A gente já paga um plano de saúde caríssimo e muitas vezes nem consegue ser atendido”, disse.

Em nota, o CRM argumenta que os médicos estariam cobrando dos usuários porque as operadoras estão descumprindo as normas. “Neste momento de adaptação, alguns planos ainda se negam a atender os termos estabelecidos pela atual norma. Vale destacar que, nos casos de urgência e emergência, o médico não recusará o atendimento”, disse o conselho.

A resolução foi aprovada em novembro de 2010 e dava prazo até o último dia 17 para a adaptação das operadoras.

Segundo o CRM, as operadoras devem pagar aos médicos credenciados os honorários estipulados na tabela da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, elaborada pela classe médica. “Vale destacar que as novas regras foram criadas para resgatar a dignidade do trabalho médico no setor privado e, consequentemente, oferecer uma medicina de qualidade ao eliminar o pagamento de honorários vis. Tal medida poderá, inclusive, reduzir a evasão dos médicos credenciados aos planos de saúde”, acrescenta a nota.

Nos casos em que o usuário tiver que pagar a taxa, o CRM informa que o paciente deve pedir o reembolso ao plano. A estimativa do conselho é que cerca de 90% dos planos já aderiram às regras.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa 15 grupos de operadoras de planos de saúde, informou “que a decisão de cobrar pelas consultas diretamente dos beneficiários foi tomada unilateralmente”.

Para a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira, os usuários devem procurar os serviços de defesa do consumidor, pois a resolução estaria interferindo na relação entre cliente e plano. "O consumidor, quando contratou o plano de saúde, lhe foi ofertado um pacote de serviços, como consulta com o médico credenciado. Não me parece razoável, não me parece adequado cobrar um valor fora do contrato. O consumidor não tem obrigação nenhuma de pagar esse valor", afirmou.

O promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Trajano Sousa, orienta que os pacientes guardem os recibos de pagamento da cobrança e tentem o ressarcimento via plano de saúde. Em caso de negativa da operadora, busquem a via judicial. O promotor afirmou que vai tratar do assunto com as operadoras. Ele criticou a resolução por "tutelar a liberdade de atuação do médico”, por exemplo, ao proibi-lo de prestar serviço em instituição que descumprir a resolução, o "que não deveria ser o foco central do CRM".

Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula a relação dos planos e o consumidor, informou que está analisando a questão para depois se manifestar oficialmente. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal informou que não irá comentar o assunto.

No último dia 7 de abril, médicos credenciados de planos de saúde em todo o país cruzaram os braços por um dia para exigir reajuste dos honorários.

Edição: Lana Cristina.
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-19/taxa-cobrada-de-usuarios-de-planos-de-saude-por-medico-particular-causa-divergencia

Demissões em março batem recorde e derrubam taxa de geração de empregos

19.04.2011
Da Agência Brasil

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O mês de março registrou a menor taxa de crescimento do nível de emprego no ano, com um saldo de 92.675 empregos. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e foram divulgados hoje (19). O resultado de março também é o mais baixo para meses de março desde 2009, quando houve geração líquida de 34 mil empregos.

Em março, foram contratadas 1.765.922 pessoas, o terceiro maior número de admissões da série histórica iniciada em 1992. Por outro lado, as demissões atingiram 1.673.247 trabalhadores, também recorde da série histórica.

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o carnaval e a antecipação de contratações foram as principais explicações para essa queda em relação aos meses anteriores. “Como houve mais antecipação [de contratações] no mês de fevereiro e, também, por causa do carnaval, esse resultado foi um pouco menor do que esperávamos”, explicou.

No primeiro trimestre do ano, o saldo de empregos criados atingiu 583.886. O número inclui contratações declaradas com atraso pelas empresas.

Edição: Vinicius Doria

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-19/demissoes-em-marco-batem-recorde-e-derrubam-taxa-de-geracao-de-empregos

A difícil volta após o massacre

19.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

RIO DE JANEIRO (AE) - Crianças e adolescentes da Escola Mu­nicipal Tasso da Silveira, em Re­alengo, na Zona Oeste do Rio, iniciaram a semana de volta às aulas, 11 dias após o massacre de 12 colegas executados pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Ontem, dos 140 estudantes esperados, de quatro turmas do 9º ano do turno da tarde, 82 voltaram ao colégio para atividades de arte e terapia monitoradas por psicólogos. Dos mil alunos matriculados, 21 pediram transferência. Hoje, as turmas do turno da manhã, que estavam na escola no momento da chacina, também voltam às aulas. A escola passará a contar com um psicólogo e um enfermeiro em tempo integral.

Ontem, além da equipe de psicólogos, os estudantes foram recepcionados por 13 alunos voluntários da Escola Estadual Nicarágua sob aplausos e aos gritos de bem-vindos. Três alunos - dos 12 que foram baleados no massacre - permanecem internados. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, eles evoluem bem e apenas um estudante de 13 anos ainda inspira cuidados.

A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, acompanhou o primeiro dia de aula e afirmou que todas as reivindicações dos pais foram atendidas. “Eles requisitaram um psicólogo em tempo integral na escola, mais dois inspetores nos corredores e uma guarnição da Guarda Municipal no portão durante o funcionamento. Tudo foi providenciado”, afirmou.

Os estudantes ainda estavam apreensivos na entrada da escola e com a movimentação da Imprensa. “Se eles sentirem segurança dentro e fora do colégio, eu acho que a volta às aulas pode funcionar. Ele ficou abalado porque a sala dele foi uma das invadidas (pelo atirador), só que ele estuda à tarde”, disse Cintia de Moraes, mãe de um aluno de 14 anos que chegou chorando na escola. Após a aula, os estudantes estavam mais relaxados e chegaram a brincar e cantar para os jornalistas.

“Desenvolvemos trabalhos em grupo com a tarefa de fazer pinturas sobre a paz e uma psicóloga disse que era hora de seguir em frente. Acho que a mentalidade mudou. Antes, ninguém queria voltar. Agora, nós sabemos que a escola não é nada sem os alunos”, afirmou Giovanna Mesquita, de 14 anos, do 9º ano.

Além do incremento na segurança, as duas salas onde ocorreram as mortes estão sendo reformadas e ganharão novos móveis. Elas serão usadas como sala de leitura e atividades para crianças especiais. O gabinete da psicóloga plantonista já está em funcionamento. O colégio também ganhou um Posto de Primeiro Atendimento com uma enfermeira e receberá visitas semanais de oftalmologistas e dentistas para atender às crianças.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/632599-a-dificil-volta-apos-o-massacre

Em mais um dia de caos, chuva provoca vários deslizamentos e 2 crianças são soterradas

19.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Postado por José Accioly, Do Folha Digital


Mais um dia de caos na Região Metropolitana do Recife. Por conta da forte chuva, segunda informação da Coordenadoria da Defesa Civil do Recife (Codecir), pelo menos 18 barreiras deslizaram na capital pernambucana de ontem para hoje. Dos bairros com o maior número de deslizamentos, o órgão informou que três foram em Lagoa Encantada, três na UR-7 e outros dois no Jordão Baixo. Até o momento, não foi registrada nenhuma vítima fatal. A Codecir, porém, avalia quantas casas teriam sido atingidas pelas barreiras.

A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), até às 8h30 desta terça-feira registrou oito deslizamentos de terra, porém não informou os bairros onde ocorreram os incidentes. Os números da Codecipe, porém, não batem com os da Codecir, da Prefeitura do Recife. Os dados ainda devem ser confrontados.

O Corpo de Bombeiros informou que uma queda de barreira foi registrada no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes, o caso mais grave até o momento. Uma barreira deslizou, por volta das 4h desta terça-feira (19), e acabou atingindo uma casa. Duas crianças - um menino de 13 anos e uma menina de oito anos - ficaram soterradas. A mãe, que estava dormindo na sala, escutou um barulho no quarto onde a filha e o enteado dormiam, e quando foi verificar a situação, uma barreira havia deslizado e soterrado as duas crianças.

Silvana da Silva Baraúna, 32 anos, com a ajuda de seus outros filhos e vizinhos, conseguiu resgatar as crianças que estavam soterradas. Elas passam bem . Apenas a menina sofreu ferimentos leves. Logo após o salvamento, o resto da barreira caiu e atingiu toda a casa. Silvana, que é casada com um gari e na hora do deslizamento estava trabalhando, perdeu quase todos seus pertences. O deslizamento aconteceu na Rua Severino Francisco.

A assessoria do Corpo de Bombeiros também informou que foram registrados outros dois deslizamentos. O primeiro foi na Rua Alcides Ribeiro, na Tabatinga, em Camaragibe, por volta das 4h45. Não houve vítimas no local. A outra queda de barreira foi registrada na Rua Quaresma, na comunidade da Mangabeira, em Casa Amarela. Um outro deslizamento também ocorreu no Corrégo da Fortuna, no bairro de Dois Irmãos.

No município do Cabo de Santo Agostinho, a Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho recebeu sete ocorrências, na madrugada desta terça-feira (19), mas nenhuma considerada grave, informou a coordenadora do órgão, Ana Sandra. De acordo com ela, os agentes da Defesa Civil já estão se dirigindo aos locais mais afetados.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19572-em-mais-um-dia-de-caos-chuva-provoca-varios-deslizamentos-e-2-criancas-sao-soterradas

Jurandir Liberal garante que tumulto foi o motivo para encerrar sessão na Câmara

19.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

O presidente da Câmara do Recife, Jurandir Liberal (PT), esclareceu que decidiu encerrar a sessão na Casa nesta tarde (19) não por falta de quórum - apesar de garantir que só havia dez vereadores no momento -, mas devido ao tumulto entre os parlamentares. "Nós tínhamos 19 pessoas registradas, depois mais quatro, mas na contagem só tinha dez. Encerrei a sessão por conta do tumulto", afirmou o petista, acrescentando que nunca havia presenciado uma circunstância como essa antes.


Aparentemente desapontado com a exposição entre vereadores, Jurandir Liberal exprimiu que a confussão é ruim para a Câmara, dando a entender que o resultado da discussão entre vereadores contribui para manchar a imagem do Parlamento municipal. "É muito ruim para a Casa. O Parlamento vive com respeito. Se falta respeito um com o outro, então já perde toda...", desabafou.

Sobre a viagem à Madrid do prefeito João da Costa (PT), o presidente da Câmara do Recife disse que não tem como associar a intriga na Casa nesta tarde com a ausência do chefe do Executivo. "Não tem nada a ver João da Costa com comportamento na Câmara. Cada um é responsável pelos seus atos", avisou. Jurandir Liberal afirmou ter tomado ciência da viagem do prefeito somente ontem à noite, por volta das 19h. A próxima sessão na Câmara será na segunda-feira (25), após a Páscoa.


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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19590-jurandir-liberal-garante-que-tumulto-foi-o-motivo-para-encerrar-sessao-na-camara

Uns "goles" a mais, uma Land Rover e a confissão: Aécio é um dos dono de rádio

19.04.2011
Do blog OS AMIGOS PRESIDENTE LULA


Matéria públicada ontem aqui no blog "Senador não pode ter rádio. A irmã do senador Aécio tem a concessão da rádio Arco Iris Ltda. Vamos imaginar que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.Mas, em nota à imprensa, a assessoria disse que o carro Land Rover que Aécio dirigia, quando foi parado na blitz da lei seca, era da empresa Arco-Iris da irmã"

Hoje no jornal O Estado de São Paulo" 'Aécio é um dos donos da rádio proprietária do Land Rover multado em blitz'... "Assessoria do senador confirmou que ele entrou na sociedade da Arco-Íris, gerida por sua irmã Andrea, em dezembro de 2010, dois meses depois de ser eleito. Ou seja, Aécio é um dos donos da rádio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) é "sócio" da Rádio Arco-Íris Ltda., dona do veículo Land Rover que ele dirigia no Rio ao ser parado por blitz da polícia na madrugada de domingo. Na ocasião, Aécio foi multado em R$ 957,70 por recusar-se a fazer o teste do bafômetro e em R$ 191,54 por estar com a carteira de habilitação vencida. O documento foi apreendido.

A assessoria do senador confirmou que ele entrou na sociedade da rádio, dirigida por sua irmã Andrea, em dezembro de 2010, dois meses depois de ser eleito senador. Segundo a assessoria, a mãe de Aécio, Inês Maria, que já era sócia de Andrea na rádio, comprou cotas dela e as repassou ao filho. Ele seria sócio minoritário da Arco-Íris, que detém uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte. O Land Rover usado no Rio foi comprado por R$ 340 mil em novembro do ano passado em nome da empresa.

Concedida no governo José Sarney, a rádio existe desde 1987, quando recebeu a outorga do Ministério das Comunicações. A emissora está registrada com capital social de R$ 200 mil e, em 2010, faturou R$ 5,061 milhões.

Em novembro de 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi autorizada a transferência indireta da emissora por meio de portaria do Ministério das Comunicações. Quando a outorga foi concedida, faziam parte da sociedade Andrea e três sócios. Em 1996 saíram os dois sócios. O contrato de transferência foi publicado em fevereiro de 1997. Três anos depois, em 1999, a mãe dela entrou na sociedade.

No governo de Antonio Anastasia (PSDB), Andrea integra o Grupo Técnico de Comunicação Social e foi mantida no cargo de presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social.Informações do Estado

Tem "mato nesse coelho"


O veículo usado por Aécio Neves, no Rio, é um Land Rover comprado por R$ 340 mil. Entretanto, o carro pertence a uma empresa de Aécio cujo capital social é de R$ 200 mil e funciona em Belo Horizonte. É tudo muito estranho, no mínimo.

Como tem dito a propaganda do PSDB: Tem muita coisa errada por aí!!
Enviar por email Por: Helena™
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/uns-goles-mais-uma-land-rover-e.html

Lula promete negociar com partidos e pede apoio de redes sociais para reforma política

19.04.2011
Do site da REDE BRASIL ATUAL, da Redação

Assista ao depoimento gravado pelo ex-presidente dirigido a blogueiros e tuiteiros
Lula promete negociar com partidos e pede apoio de redes sociais para reforma política

Elói Pietá e Rui Falcão, secretário-geral e vice-presidente do PT, participaram da reunião (Foto: MobilizaçãoBR/Divulgação)

São Paulo – Depois de participar de uma reunião com lideranças do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um depoimento a blogueiros, tuiteiros e ativistas de redes sociais na internet sobre a reforma política. Durante a reunião, ele prometeu ajudar no diálogo com partidos da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff, além de dialogar com movimentos sociais e outros setores da sociedade.

O depoimento foi gravado pelo MobilizaçãoBR, no Instituto Cidadania, na zona sul de São Paulo (SP). Lula pediu que as redes sociais contribuam com o debate para pressionar o Congresso Nacional a avançar com a reforma. Ele citou três tópicos-chave: fortalecimento dos partidos políticos, fidelidade partidária e financiamento público de campanha.

Assista ao depoimento:

Confira a íntegra:

"Eu tive uma reunião importante com a direção do PT, que me colocou o que o partido já tem de acúmulo na discussão sobre a reforma política. Estou convencido de que a reforma política é extremamente importante, mas é preciso que a gente trabalhe com os outros partidos uma espécie de consenso. Pelo menos algo que possa ser aprovado no Congresso Nacional, porque quem vai votar são os deputados e senadores. Temos de conversar com os partidos de esquerda, com o PMDB, com outros aliados, com o movimento sindical, os estudantes e as organizações da sociedade para saber que tipo de reforma se pode construir, que tipo de movimento podemos fazer para que a sociedade brasileira se convença de que a reforma política é muito importante.

"Primeiro, para que a gente tenha força dentro dos partidos políticos, para que a gente evite que os deputados, depois de eleitos, troquem de partido político – ou seja, a fidelidade partidária –, e para acabar com a corrupção, por isso que defendo a proibição do dinheiro privado e a constituição de um fundo público como tem em outros países.

"Tudo isso tem de ser construído eu diria que quase consensualmente com todas as forças políticas vivas da nação brasileira. Eu disse ao meu partido que estou disposto a participar das conversas com os partidos todos que eles quiserem, com o movimento social, fazer quantos atos forem necessários desde que a gente contribua para que o Brasil tenha uma reforma partidária que possa melhorar e muito a vida política do nosso país.

"Aos nossos companheiros e companheiras nas redes sociais podem contribuir muito na medida em que divulguem as coisas, que coloquem seus pensamentos, que a gente faça um debate muito forte. No fundo, no fundo, o que queremos é valorizar os partidos políticos. Quando você faz uma negociação, não pode ser com um grupo dentro do partido, não pode ser com uma pessoa dentro do partido, é com o partido. E você pode comunicar à sociedade: "Fiz um acordo com tal partido, que vai ter um ministério, vai trabalhar na campanha". E fica muito claro, à luz do dia.

"Partido é coisa séria e precisamos fazer uma coisa séria. Apenas isso. Para participar disso, precisa construir um consenso com as forças políticas que estão dentro do Congresso Nacional sobretudo com aquelas que apoiam a minha presidenta (Dilma Rousseff)."

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A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

19.04.2011
Do site de Carta Maior
Por Claudi Pérez - El País


“A primeira vítima da crise financeira constitui-se como uma valente tentativa de pedir responsabilidades”. Claudi Pérez (El País) conta neste artigo a história da ascensão e da queda da economia islandesa. Nos anos 80, o governo privatizou a pesca: dividiu-a em quotas e fez uns quantos pescadores milionários. A partir daí, sob o influxo de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, o país converteu-se na quintessência do modelo liberal, com baixos impostos, privatizações e desregulamentações. Taxas de juro à volta de 15% atraíam as poupanças dos dentistas austríacos, dos reformados alemães e dos comerciantes holandeses. Uma economia sã, assentada em sólidas bases, converteu-se numa mesa de cassino.


O tipo da foto chama-se Sigurdur Einarsson. Era o presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia e o mais temerário de todos, Kaupthing (literalmente, "a praça do mercado"; os islandeses têm um estranho sentido de humor, para além duma língua milenar e impenetrável). Einarsson já não está na lista da Interpol. Foi detido há uns dias na sua mansão de Londres. E é um dos protagonistas do livro mais lido na Islândia: nove volumes e 2400 páginas para uma espécie de saga delirante sobre os desmandes que a indústria financeira pode chegar a perpetrar quando está totalmente fora de controle.

Nove volumes: praticamente episódios nacionais em que se demonstra que nada disso foi um acidente. A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar ações dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.

A Islândia é uma exceção, uma singularidade; uma raridade. E não só por deixar os seus bancos ir à falência e perseguir os banqueiros. A ilha é uma paisagem lunar com apenas 320 000 habitantes a meio caminho entre a Europa, os EUA e o círculo polar, com um clima e uma geografia extremos, com uma das tradições democráticas mais antigas da Europa e, último tópico, com uma gente de indomável caráter e uma forma de ser e fazer das mais peculiares. Um lugar onde um desses taxistas furibundos, depois de deixar para trás a capital, Reikjavik, se mete por uma língua de terra rodeada de água e deixa o jornalista ao pé da distinta residência presidencial, com o mesmíssimo presidente esperando na soleira da porta: qualquer um pode aproximar-se sem problemas, não há medidas de segurança, nem sequer um polícia. Só o pormenor exótico duma enorme pele de urso polar no alto duma escadaria tira do pasmo quem numa primeira entrevista com um presidente dum país dá com um mandatário - Ólagur Grímsson, que considera "uma loucura" que os seus concidadãos "tenham de pagar a fatura da banca sem serem consultados".

E do presidente ao cidadão de pé-no-chão: da particularidade à categoria. Arnar Arinbjarnarsson é capaz de resumir o apocalipse da Islândia com surpreendente impavidez, à frente dum fumegante capuchino no central Café Paris, a dois passos do Althing, o Parlamento. Arnar tem 33 anos e estudou engenharia na universidade, mas, ao acabar nem sequer lhe passou pela cabeça desenhar pontes: um dos bancos contratou-o, apesar de não ter formação financeira. "A banca estava experimentando um crescimento explosivo, e para um engenheiro é relativamente simples aprender matemática financeira, sobretudo se o ordenado for estratosférico", alega.

A Islândia costumava ser o país mais pobre da Europa nos princípios do século XX. Nos anos oitenta, o governo privatizou a pesca: dividiu-a em quotas e fez uns quantos pescadores milionários. A partir daí, sob o influxo de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, o país converteu-se na quintessência do modelo liberal, com uma política económica de baixos impostos, privatizações, desregulamentações e além do mais: a sombra de Milton Friedman, que viajou durante essa época para Reikiavik, é alargada. Aquilo funcionou. O rendimento per capita situou-se entre os mais altos do mundo, o desemprego estabilizou em 1% e o país investiu em energia verde, unidades industriais de alumínio e tecnologia. O ápice deu-se com o novo século: o Estado privatizou a banca e os banqueiros iniciaram uma corrida desaforada pela expansão dentro e fora do país, ajudados pelas mãos deixadas livres com a falta de regulamentação e com taxas de juro à volta de 15% que atraíam as poupanças dos dentistas austríacos, dos reformados alemães e dos comerciantes holandeses. Uma economia sã, assente em sólidas bases, converteu-se numa mesa de black jack. Nem sequer faltou uma campanha nacionalista a favor da supremacia racial da casta empresarial, o que talvez demonstre como é perigoso meter esse tipo de bobagens na cabeça das pessoas, seja "as casas nunca baixam de preço" ou "os islandeses controlam melhor o risco pelo seu passado viking".

A festa descontrolou-se: os ativos dos bancos chegaram a multiplicar o PIB por 12. Apenas a Irlanda, outro exemplo de modelo liberal, se aproxima dessas cifras. Até que da noite para o dia - com o colapso da Lehman Brothers e o estouro financeiro mundial - tudo se desmoronou, no que foi "o choque mais brutal e fulminante da crise internacional", assegura Jon Danielsson, da London School of Economics.

Mas voltemos a Arnar e ao seu relato: "a banca começou a desbaratar dinheiro em farras com champanhe e estrelas de rock; comprou ou ajudou a comprar meia Oxford Street, vários clubes de futebol da liga inglesa, bancos na Dinamarca, empresas por toda a Escandinávia: tudo o que estivesse à venda e tudo a crédito". Os executivos concediam créditos milionários a si mesmos, a familiares, a amigos e aos políticos próximos, frequentemente sem garantias. A Bolsa multiplicou o seu valor por nove entre 2003 e 2007. Os preços dos andares triplicaram. "Os bancos levantaram um obsceno castelo de cartas que levou tudo à frente", conta Arnar, que conserva o seu emprego, mas com metade do ordenado. Acaba de comprar um barco em parceria com o pai com a intenção de mudar de vida: quer dedicar-se à pesca.

A fábula duma ilha de pescadores que se converteu num país de banqueiros tem uma moral: "Talvez seja a hora de voltar ao começo", reflete o engenheiro. "Talvez todo esse dinheiro e esse talento que a banca absorve quando cresce demasiado não só se converta num foco de instabilidade, como que subtraia recursos a outros sectores e possa chegar a ser nocivo ao impedir que uma economia desenvolva todo o seu potencial", diz o presidente Grímsson.

A magnitude da catástrofe foi espectacular. A inflação descontrolou-se, a coroa veio abaixo, o desemprego cresceu a toda a velocidade, o PIB caiu 15%, os bancos perderam uns 100 mil milhões de dólares (há-de passar muito tempo até haver números definitivos) e os islandeses continuaram a ser ricos, mais ou menos: metade do que eram antes. De quem foi a culpa? Dos bancos e dos banqueiros, naturalmente. Dos seus excessos, daquele forrobodó de crédito, da sua desmedida cobiça. Os bancos são o monstro, a culpa é deles e, de toda a forma, dos políticos que lhes permitiram tudo isso. OK. Não há dúvida. Somente dos bancos?

"O país inteiro viu-se apanhado numa bolha. A banca sentiu um desenvolvimento repentino, coisa que agora vemos como algo estúpido e irresponsável. Mas as pessoas fizeram algo parecido. As regras normais das finanças permaneceram suspensas e entramos na era do vale tudo: duas casas, três casas por família, um Range Rover, uma moto de neve. Os salários subiam, a riqueza parecia sair do nada, os cartões de crédito faziam fumaça", explica Ásgeir Jonsson, ex-economista chefe da Kaupthing. O também economista Magnus Skulasson assume que essa loucura coletiva levou um país inteiro a parecer dominado pelos valores de Wall Street, da banca de investimento mais especulativa. "Nós islandeses contribuímos decisivamente para que se passasse o que passou, por permitirmos que o governo e a banca fizessem o que fizeram, mas também participamos dessa combinação de cobiça e estupidez. Os bancos merecem ficar afastados do jogo e nós merecemos uma parte do castigo: mas só uma parte", afirma no restaurante dum hotel central.

Uma coisa salva os islandeses, de alguma maneira os redime de parte desses pecados. No seu incisivo Indignai-vos!, Stephane Hessel descreve como os financeiros na Europa e nos EUA, culpados indiscutíveis da crise, salvaram o buraco e continuam com a sua vida como sempre: voltaram os lucros, os bónus, essas coisas. Em compensação, as suas vítimas não recuperaram o nível de ganhos, e muito menos o emprego. "O poder do dinheiro nunca havia sido tão grande, insolente, egoísta com todos", acusa e, contudo, "os banqueiros mal suportaram as consequências dos seus desaforos", acrescenta no prólogo do livro o escritor José Luis Sampedro.

Assim é: salvo talvez no Ártico. A Islândia fez uma valente tentativa de pedir responsabilidades. "Deixar falir os bancos e dizer aos credores que não vão cobrar tudo o que se lhes deve ajudou a mitigar algumas das consequências das loucuras dos seus banqueiros", assegura por telefone a partir do Texas o economista James K. Galbraith.

Contada assim, a versão islandesa da crise tem um toque romântico. Mas a economia é sempre mais prosaica do que parece. Há quem relate uma historia diferente: "Simplesmente, não havia dinheiro para resgatar os bancos: caso contrário, o Estado tê-los-ia salvado: Chegamos a pedi-lo à Rússia!", critica o cientista político Eirikur Bergmann. "Foi um acidente: não queríamos, mas tivemos de deixá-los falir e agora os políticos tratam de vender essa lenda de que Islândia deu outra resposta".

Seja como for, a crise deixou uma cicatriz enorme que continua bem visível: há controle de capitais, um delicioso eufemismo do que no hemisfério Sul (e mais concretamente na Argentina) costuma chamar-se "corralito". O desemprego continua acima dos 8%, taxas desconhecidas por estes lares. A queda da coroa empobreceu todo o país, exceto as empresas exportadoras. Quatro em cada dez lares endividaram-se em divisas ou com créditos ligados à inflação (parece que, em geral, para comprar segundas residências e carros de luxo), o que deixou um buraco considerável no bolso das pessoas. Depois de deixar falir o sistema bancário, o Estado nacionalizou-o e acabou a injetar montões de dinheiro - o equivalente a uma quarta parte do PIB - para que a banca não deixasse de funcionar e agora começa a reprivatizá-lo: a vida, de algum modo, continua igual.

Tudo isso elevou a dívida pública acima de 100% do PIB e para controlar o déficit os islandeses nem sequer se livraram da maré de austeridade que percorre a Europa desde o Estreito de Gibraltar até à costa da Gronelândia: mais impostos e menos gastos públicos. No final a Islândia teve que pedir um resgate ao FMI e o Fundo aplicou as receitas habituais: elevaram o IRS e o IVA islandeses e criaram novos impostos, e pelo lado dos gastos baixaram os salários e benefícios sociais e estão a fechar escolas; reduziu-se o Estado social. Que é o que costuma suceder quando de repente um país é menos rico do que pensava.

"Andamos uma década para trás", encerra Bergman. E mesmo assim o governo e o FMI asseguram que a Islândia crescerá este ano uns 3%: a queda da coroa permitiu um arranque das exportações, há setores de ponta - como o alumínio - que estão passando por uma crise muito proveitosa, e, ao fim e ao cabo, a Islândia é um país jovem com um nível educacional excelente. Entre a dezena de fontes consultadas para esta reportagem, contudo, não abunda o otimismo. Um dos economistas mais brilhantes da Islândia, Gylfi Zoega, desenha um panorama preocupante: "os bancos ainda não estão operacionais, os balanços das empresas estão prejudicados, o acesso ao mercado de capitais está fechado, o governo mostra uma debilidade alarmante. Não há consenso sobre que lugar a Islândia e a sua economia devem ocupar no mundo. Vamos à deriva... não se engane: nem sequer o colapso dos bancos foi uma opção; não havia alternativa. A Islândia não pode ser modelo de nada".

Há quem duvide inclusivamente de que os banqueiros venham finalmente a dar com os ossos na cadeia: "os executivos foram detidos várias vezes, e depois, postos em liberdade: como tantas outras vezes, isso é mais uma brincadeira com a opinião pública que outra coisa", assegura Jon Danielsson. Hannes Guissurasson, assessor do anterior governo e conhecido pela sua férrea defesa de postulados neoliberais, até traça uma estreita linha entre o delito e algumas das práticas bancárias dos últimos anos. "Muito poucos banqueiros vão parar à prisão, se é que algum vai: a excessiva tomada de riscos infringe que lei?" pergunta-se.

Mas os mitos são os mitos (e um jornalista deve defender a sua reportagem até ao último parágrafo) e a Islândia deixa várias lições fundamentais. Uma: não está claro se deixar falir um banco é um ato reacionário ou libertário, mas o custo, ao menos para Islândia, é surpreendentemente baixo; o PIB da Irlanda (cujo governo garantiu toda a dívida bancária) caiu o mesmo e as suas perspectivas de recuperação são piores. Dois: ter moeda própria não é um mau negócio. Em caso de aflição desvaloriza-se e vitória, vitória que se acabou a história; isso permite sair da crise com exportações, algo que nem a Grécia nem a Irlanda (nem a Espanha) podem fazer.

O último e definitivo ensinamento vem da mão do grupo selvagem que ninguém viu vir: nem as agências de classificação de riscos nem os auditores anteciparam os problemas (ainda que o que uma boa auditoria não descobre, uma boa crise desvela: Pricewaterhousecoopers está acusada de negligência). Mas os problemas estavam aí: a prova é que a imensa maioria dos executivos da banca estão na rua e alguns aguardam julgamento. O nosso Sigurdur Einarsson, o banqueiro mais procurado, tratou de comprar uma mansão em Chelsea, um dos bairros mais exclusivos de Londres, por 12 milhões de euros. A maioria dos banqueiros que tem problemas com a justiça fizeram o mesmo durante os anos do boom, e menos mal que o fizeram: as pessoas apupavam-nos no teatro, atiravam-lhes bolas de neve em plena rua, lançavam bocas nos restaurantes ou deixavam espirituosas pinturas nas casas. Saíram correndo da Islândia. O caso é que Einarsson não teve de sair: vivia na sua estupenda mansão londrina desde 2005. A hipoteca não era problema: Einarsson decidiu alugá-la ao banco enquanto vivia na casa; ao fim e ao cabo, um presidente é um presidente e esse é o tipo de demonstrações de talento financeiro que só trazem surpresas no improvável caso de que a justiça se meta no meio.

A Islândia parece o lugar adequado para que sucedam coisas improváveis: segundo as estatísticas, mais de metade dos islandeses acredita em elfos. No avião de volta percebe-se melhor a publicidade do aeroporto, sobretudo porque as fontes consultadas descartam que, se finalmente há condenação dos banqueiros, o governo islandês vai conceder apenas um indulto. Isto é a Islândia: paraíso sobrenatural. Ai, não que não é!

O 'caso Icesave' (e outras peculiaridades)

O tubarão putrefato é um dos pratos típicos da Islândia, que tem uma noite infindável (não só pelas horas de escuridão), uma das poucas primeiras-ministras do mundo (Johana Sigurdardottir, abertamente lésbica) e um museu do pênis (e isto não é uma brincadeira). A lista de peculiaridades é infindável: é mais fácil entrevistar o presidente da Islândia que o presidente da câmara de Reikjavik, Jon Gnarr, célebre por fazer acordos só com quem tenha visto as quatro temporadas de The Wire. Com a crise, as singularidades alcançaram mesmo o sempre aborrecido setor financeiro: em Londres chegaram a aplicar-lhe métodos antiterroristas.

Landsbanki, um dos três grandes bancos islandeses, abriu uma filial pela Internet com uma conta de poupança a altas taxas de juro, Icesave, que fez furor entre britânicos e holandeses. Quando as coisas começaram a dar errado e o governo britânico detectou que o banco estava a repatriar capitais, aplicou-lhe a lei antiterrorista para congelar os fundos. Esse foi o detonador de toda a crise: provocou a falência em cadeia de toda a banca. E continua a dar tremendas dores de cabeça à Islândia.

A Holanda e o Reino Unido devolveram aos seus cidadãos 100% dos depósitos e agora exigem esse dinheiro: 4 bilhões de euros, um terço do PIB islandês, nada menos. O governo chegou a um acordo para que os cidadãos pagassem em 15 anos e a 5,5% de juro: as pessoas organizaram-se para rejeitar a proposta num referendo, depois do veto do presidente. Assim chegou um segundo pacto, mais vantajoso (juros de 3%, a pagar em 37 anos), e de novo as pessoas decidirão em abril em referendo se pagam ou não pelos desmandes dos seus bancos [o artigo foi escrito antes do referendo de dia 9 de abril, do qual saiu recusado este novo acordo – quase 60% dos islandeses votaram não]. Agni Asgeirsson, ex-executivo que foi despedido da Kaupthing e agora trabalha como engenheiro em Río Tinto, é cortante a esse respeito: "o primeiro acordo era claramente uma fraude. Este é mais discutível. Não queremos pagar, mas isso acrescentaria incerteza legal sobre o futuro do país. Mas interessante é como reagiram as pessoas". Esse é talvez o maior atrativo da resposta islandesa: a parlamentar e ex-magistrada francesa Eva Joly (a quem se atribuiu o início da investigação sobre a banca) assegura que o mais chamativo na Islândia é que num país "que se considerava a si mesmo um milagre neoliberal e onde se tinha perdido gradualmente todo o interesse pela política, agora as pessoas querem ter o destino nas suas próprias mãos".

"Isso sim: a fé nos políticos e nos banqueiros demorará a voltar, antes de muito, muito, tempo", conclui o cônsul de Espanha, Fridrik S. Kristjánsson.

Tradução de Paula Sequeiros (Esquerda.net)



Fotos: A Interpol emitiu um mandado de busca em nome de Sigurdur Einarsson, presidente executivo de um dos maiores bancos da Islândia, o Kaupthing, que acabou nacionalizado quando da crise de 2008.
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O contra-ataque da direita frente à maior tributação dos ricos nos EUA

19.04.2011
Do site de Carta Maior
Por Sam Pizzigati - Too Much*

Sam Pizzigati

O debate fiscal no Congresso dos EUA segue girando quase exclusivamente em torno da questão dos cortes no orçamento, sem que se dê atenção às enormes fortunas dos super ricos que seguem com uma baixa tributação. Mas então, por que os porta-vozes das grandes fortunas dos EUA começaram a suar? Porque se deram conta do novo clamor – por parte dos sindicatos e da sociedade civil em todo o país –pedindo maiores impostos para os “multimilionários”. E porque deram também uma olhada nas pesquisas: quase 80% dos estadunidenses querem que o imposto de nossos ricos aumente. O artigo é de Sam Pizzigati.

Gráfico interativo sobre o impressionante processo de concentração de renda nos EUA

O crescente clamor público para que se aumente os impostos para os ricos nos Estados Unidos tem deixado os conservadores cada vez mais preocupados. E com razão. Os dados não estão do seu lado...e tampouco a História.

Ao longo de todo o país, começa-se a ouvir uma consigna simples, mas poderosa contra os cortes selvagens do gasto público. “Como acabar com o déficit? – proclamam os manifestantes. “Aumentar, aumentar, aumentar os impostos dos ricos!”.

Essa ideia, infelizmente, ainda não se materializou nas propostas dos legisladores. Uma exceção: na semana passada, em Washington, o republicano Jan Schakowsky, de Illinois, lançou uma proposta para aumentar os impostos das rendas superiores a 1 milhão de dólares, passando dos atuais 35% para um leque que variaria entre 45 e 49%.

Mas o debate fiscal no Congresso segue girando quase exclusivamente em torno da questão dos cortes, sem que se dê atenção algumas às enormes fortunas dos super ricos que seguem com uma baixa tributação. E nos parlamentos estaduais é quase sempre a mesma história.

Mas então, por que os porta-vozes das grandes fortunas dos EUA começaram a suar? Porque se deram conta do novo clamor – por parte dos sindicatos e da sociedade civil em todo o país – pedindo maiores impostos para os “multimilionários”. E porque deram também uma olhada nas pesquisas: quase 80% dos estadunidenses, assinalam os últimos levantamentos, querem que o imposto de nossos ricos aumente.

Os apologistas da classe ultra acomodada, diante do avanço desta onda que grota “mais impostos para os ricos”, começaram a organizar seu contra-ataque preventivo. Subir os impostos dos ricos, reza seu novo argumento, dificilmente servirá para enxugar o déficit porque, como sustenta o editor da National Review, Kevin Williamson, “não há o número suficiente de ricos” para isso.

A National Review, publicação mais reverenciada da direita, lançou duas bombas de profundidade na semana passada que iam nesta linha. Williamson, editor adjunto da revista, terminou seu artigo voltando de novo aos velhos mitos e tópicos fiscais da direita. Os ricos, diz, ou bem vão se livrar do aumento de impostos mediante artifícios legais ou vão marchar a jurisdições com menor pressão fiscal.

Seu colega na National Review, Robert VerBruggen, tratou de abordar a questão em números a partir das declarações de imposto de renda de 2008, para sustentar sua afirmação de que “se não pudermos subir também os impostos para todas as pessoas que não são ricas, o imposto sobre a renda não será de muita ajuda para aumentar a arrecadação”. Mas os dados, se analisados no detalhe, não apoiam essa conclusão.

Em 2008, o ano mais recente com registros completos do IRS (a agência tributária dos EUA), os contribuintes que ganhavam mais de 200 mil dólares anuais pagaram ao governo federal, depois de explorar todos os vazios legais que puderam encontrar, somente 21,8% do total de suas receitas. Isso é consideravelmente menos do que pagavam os mais opulentos dos EUA – também depois de buscar toda evasão possível – há 50 anos. Em 1961, os contribuintes que ganhavam mais de 27 mil dólares – o equivalente a uns 200 mil dólares atuais – pagavam em média impostos de 31,3% sobre seus rendimentos totais.

Mas mesmo os contribuintes que ganhavam ainda mais há 50 anos pagavam também mais do que agora ao Tio Sam. Em 1961, as rendas anuais acima de 400 mil dólares – cerca de 3 milhões de dólares hoje – enfrentavam uma carga tributária de 91%. Hoje, em troca, as rendas superiores a 3 milhões de dólares pagam cerca de 35% de impostos.

Esse índice de 91%, cabe lembrar, só era aplicado em 1961 às rendas que superassem os 400 mil dólares. As rendas abaixo desse limite pagavam taxas mais baixas. E mesmo alguns tipos de receitas acima dos 400 mil dólares, as taxas de capital, por exemplo, também enfrentavam tributações menores. Assim, sobre que parte de sua renda total pagavam impostos de verdade os autênticos ricos de 1961? Os contribuintes com uma renda acima dos 135 mil dólares anuais – o equivalente a 1 milhão de dólares hoje – acabavam pagando uma média de 43,1% de sua renda em impostos federais.

Em 2008, aqueles que ganharam mais de 1 milhão de dólares deram ao Tio Sam somente 23,1% de sua renda. Em outras palavras, os autênticos ricos pagavam há 50 anos quase o dobro de impostos ao governo federal do que pagam os ricos de agora.

Quanto o governo poderia arrecadar a mais se nossos ricos contemporâneos pagassem como impostos a mesma proporção de sua renda que pagavam os ricos de 1961?

O Comitê Conjunto sobre Impostos, do Congresso, fez uma previsão no ano passado estimando que os contribuintes que ganham mais de 1 milhão de dólares declarariam à Receita um total de mais de 1,1 bilhões de dólares. E as declarações daqueles que ganham entre 200 mil e 1 milhão de dólares somariam outros 1,9 bilhões.

Toda esta gente poderia pagar uns alucinantes 382 bilhões a mais de dólares em impostos se tivessem que tributar segundo as taxas efetivas de 1961 que, de fato, afrontavam os ricos de 50 anos atrás depois de aproveitarem toda brecha legal possível.

Isso é quase quatro vezes mais que os 100 bilhões que os conservadores no Congresso tratam de cortar do orçamento deste ano, afetando um amplo conjunto de políticas, como o programa Head Start (para atender a saúde e a educação infantil de crianças de famílias de baixa renda), os auxílios para estudantes universitários e a própria televisão pública.

Os defensores dos cortes no orçamento vão também atrás do IRS. Querem eliminar outros 285 milhões de dólares dos fundos de que a Agência dispõe para controles fiscais, no momento em que, após os obscuros anos de Bush, o IRS finalmente começou a ser algo mais sério nas auditorias das declarações de impostos das classes abastadas dos EUA. No ano passado, as auditorias de declarações acima dos 10 milhões de dólares quase duplicaram, registrando um aumento de 18,4%.

Por que precisamos de mais controles na parte superior da distribuição de renda? O último informe do IRS sobre a evasão fiscal (IRS Oversight Board report) estima que perdemos algo da ordem de 290 bilhões de dólares ao ano em impostos não pagos. Segundo um estudo de 2008, os contribuintes de maiores rendimentos escondem três vezes mais renda do que um cidadão médio.
Assim, a conclusão é a seguinte: taxar os ricos com os índices que existiam há meio século – esforçando-se mais para garantir que paguem o que devem pagar – faria com que este ano se arrecadasse em nível federal aproximadamente meio trilhão de dólares a mais.

Aumentar, aumentar, aumentar os impostos dos ricos, portanto!

(*) Sam Pizzigati é editor de Too Much, um semanário eletrônico sobre abusos e desigualdades, publicado pelo Instituto de Estudos Políticos, sediado em Washington.

Tradução: Katarina Peixoto

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17699

Folha tucana manipula a notícia: TCU não vê atraso na Copa

19.04.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Na Uol, da Folha, Jornal de apoio ao PSDB, a manchete"TCU indica atrasos na liberação de verbas para Copa de 2014"

Jornal Correio Braziliense outra manchete"TCU não vê atraso na Copa"


Tribunal acredita que flexibilizar a lei de licitações permitirá o fim das obras a tempo

Na contramão da previsão sombria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Tribunal de Contas da União (TCU) aposta que as obras dos aeroportos e da maioria dos estádios para a Copa do Mundo serão entregues no prazo previsto e não causarão constrangimento por atrasos desnecessários.

Na avaliação de ministros do TCU, incluindo o presidente do órgão, Benjamin Zymler, o estudo do Ipea que apontou que nove dos 13 aeroportos não ficarão prontos em tempo desconsiderou parte importante: a flexibilização das regras de concorrência. O regime especial está em discussão pelo Congresso e é tratado como prioridade pela base governista para ser aprovado no primeiro semestre.

Zymler elogiou a proposta em análise pela Câmara. Segundo ele, o TCU destacou técnicos para contribuir com a elaboração do texto. “Podemos dizer que 90% do projeto de lei contém boas práticas e 10% precisa de mais discussão. O TCU está pronto para contribuir”, disse o presidente da Corte.

Entre as ideias para agilizar o processo de concorrência estão a inversão de fases, a não divulgação do orçamento e a possibilidade de adequação dos projetos para atender exigências da Fifa. O órgão que regula o futebol mundial dá-se ao direito de apresentar novas exigências durante ou após a realização de um certame.

O ministro Valmir Campelo, que realizou palestra ontem para colegas do TCU, descartou a possibilidade de atrasos no cronograma atrapalharem o prazo final. “Eu acredito no modelo. Pode haver atraso de dois, três ou quatro meses, mas não vai comprometer”, afirmou. Durante a apresentação do ministro, Lucas Furtado, procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, manifestou contrariedade com a flexibilização da lei de licitações. “Estou preocupado com o afrouxamento da Lei nº 8.666. É possível que percamos a Copa antes de começar o jogo”, vaticinou o procurador. A preocupação é que o regime especial de licitações abra brechas para adendos infinitos nos projetos dos aeroportos de forma a elevar o orçamento total, hoje estipulado em pouco mais de R$ 5,15 bilhões.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/folha-tucana-manipula-noticia-tcu-nao.html

Do crime para o preconceito, a fuga mais fácil

19.04.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

A coluna de Monica Bergamo, na Folha de hoje, antecipa o suposto veredito do corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte, que deixaria o deputado Jair Bolsonaro livre até mesmo de uma advertência pelo episódio de racismo em que se envolveu com a apresentadora Preta Gil no programa CQC, da Band.

Espero que isso não venha a se concretizar.

Mas seria o coroamento da tática do deputado de fugir daquilo que praticou, o racismo – que é crime – para dizer que foi apenas um erro, dizendo que ouviu “gay” em lugar de negra.

E, também, o coroamento do preconceito, da grosseria e da falta de respeito às pessoas, que deve independer de credo, cor ou opção sexual.

Todos devemos responder por nossos atos, deputados ou não.

E quando se trata de respeitar a lei, os homens públicos têm mais dever de fazê-lo do que qualquer cidadão.

Usar o artifício de “mudar de preconceito” para escapar deste dever é, sim, indecoroso.




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Fonte:http://www.tijolaco.com/do-crime-para-o-preconceito-a-fuga-mais-facil/

“Bolsonara” dos EUA diz que Obama é filho de macacos

19.04.2011
Do site de CartaCapital, via Blog Tijolaço


A dirigente do “Tea Party” Marilyn Davenport enviou um e-mail para os seus companheiros do Partido Republicano no condado de Orange, na Califórnia, em que diz que o Presidente dos EUA, Barack Obama, é filho de macacos.

Agora vocês sabem porque não há certificado de nascimento”, diz o e-mail de Devenport, que incluiu uma fotomontagem com Obama acompanhado por dois macacos.

Nas últimas semanas o Partido Republicano tem centrado os seus ataques às origens do presidente dos EUA e o “Tea Party”, movimento ultra-conservador de oposição a Barack Obama, tem alinhado na polêmica em que alguns afirmam que Obama não nasceu no Hawaii, mas sim num país estrangeiro.

“Todos os que me conhecem sabem que não sou racista. Foi uma brincadeira. Tenho amigos negros. Ainda assim o e-mail foi enviado a poucas pessoas, nunca pensei que incomodasse”, afirmou Marilyn Davenport à revista “OKWeekly”, que revelou o e-mail racista.

A explicação para o racismo flagrante parece com a do Bolsonaro, não é?

*Matéria publicada originalmente no Tijolaço


Blog Tijolaço

O blog do Brizola Neto: http://www.tijolaco.com.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/%E2%80%9Cbolsonara%E2%80%9D-dos-eua-diz-que-obama-e-filho-de-macacos

Um Larry Rother para Aécio Neves

19.04.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Um dos fatores que furtaram da grande mídia o poder de influir na decisão de voto dos brasileiros fica evidente no recente caso envolvendo o ex-governador de Minas Gerais e atual senador tucano por esse Estado, Aécio Neves, flagrado dirigindo bêbado pelas ruas do Rio de Janeiro.

O mais interessante é que essa grande mídia, infestada por colunistas que cheiram mais do que bebem e que transformou em “fato” invenções jamais comprovadas de que o ex-presidente Lula seria alcoólatra, por Aécio ser tucano não diz um A sobre suas bebedeiras públicas, sem falar nos boatos sobre uso de cocaína.

Em maio de 2004, o então correspondente do jornal The New York Times no Brasil, Larry Rother, publicou extenso artigo acusando o Lula de ser alcoólatra e dizendo que a “sociedade” estaria “preocupada” com seu “alcoolismo” em meio aos seguidos “fracassos” de seu governo – vejam só.

Aproveitando o embalo, poucos dias depois, em 16 de maio de 2004, a Folha de São Paulo chegou a publicar matéria com chamada na primeira página sob o seguinte título: “Alcoolismo marca três gerações dos Silva”. Acredite quem quiser, o jornal disse que o alcoolismo de Lula seria genético…

O artigo de Larry Rother foi uma armação entre o correspondente e o colunista da Veja Diogo Mainardi e serviria tanto para a oposição quanto para a imprensa, nos anos que se seguiriam, tentarem desmoralizar Lula para impedir que se reelegesse em 2006.

Ontem (segunda-feira), discuti longamente o assunto pelo Twitter com um dos maiores detratores de Lula que conheço, o ex-diretor de Redação do jornal O Estado de São Paulo Sandro Vaia, que, se não me engano, foi sucessor direto, naquele jornal, de um homem que se tornou o símbolo da grande imprensa brasileira, o editor-assassino Pimenta Neves, que jamais foi preso por ter assassinado uma namorada com um tiro nas costas. Vaia nega que a mídia tenha acusado Lula de alcoolismo (!).

A diferença de tratamento que a mídia dá a tucanos e petistas, no caso das drogas lícitas e ilícitas (como álcool, cocaína ou maconha) ganha uma roupagem toda especial. Parece haver uma obsessão midiática em acusar petistas de usarem ou estimularem o uso dessas drogas.

Vejam só os casos de Paulo Teixeira, deputado federal petista por São Paulo, e Fernando Henrique Cardoso. Ambos têm praticamente a mesma opinião sobre as drogas, sendo favoráveis à descriminalização da maconha. Apesar disso, a opinião de FHC é tratada com respeito e discrição pela mesma Folha de São Paulo que acaba de publicar manchete de primeira página acusando Teixeira de estimular uso da maconha.

A estratégia bolsonarista de negar os excessos que se diz publicamente vai se tornando uma característica da direita. O ex-editor do Estadão, supracitado, teimou comigo pelo Twitter que a mídia jamais acusou Lula de ser alcoólatra. Contudo, o próprio Larry Rother, naquele seu artigo, diz claramente que a mídia é que vivia espalhando acusações de alcoolismo do petista.

Eis o que disse Rother em seu já “histórico” artigo acusando Lula:

Sempre que possível, a imprensa brasileira publica fotos do presidente com os olhos avermelhados e as bochechas coradas e constantemente fazem referências tanto aos churrascos de fim de semana na residência presidencial, onde a bebida corre solta, como aos eventos oficiais onde Da Silva parece nunca estar sem um copo de bebida nas mãos.

‘Eu tenho um conselho para o Lula’, escreveu em março [de 2004] o crítico mordaz Diogo Mainardi, colunista da ‘Veja’, a revista mais importante do país, enumerando uma lista de reportagens contendo referências ao hábito do presidente. ‘Pare de beber em público’, ele aconselhou, acrescentando que o presidente tornou-se ‘o maior garoto-propaganda para a indústria da bebida’ com seu notório consumo de álcool.

Uma semana depois, a mesma revista publicou uma carta de um leitor preocupado com o ‘alcoolismo de Lula’ e seu efeito na habilidade do presidente de governar. (…)

Quem será o Larry Rother ou Diogo Mainardi de Aécio Neves? Sim, porque se existiram para Lula, contra quem não havia provas de alcoolismo, teriam que existir para Aécio, que acaba de ser flagrado dirigindo bêbado no Rio. Além de haver provas contra o tucano, a prova ainda inclui um crime relacionado à bebida.

Bem, podem esperar sentados. Nunca mais a mídia tocará no assunto do alcoolismo comprovado de Aécio Neves, à diferença do que fez com o suposto alcoolismo de Lula.

Só que a sociedade percebe isso. É tão escancarado que, na hora de votar, a maioria absoluta dos brasileiros, que tantas vezes votara como queriam Folhas, Estadões e Vejas, agora lhes dá uma banana.

Esse caso do alcoolismo comprovado de Aécio e a diferença de tratamento para o alcoolismo não-comprovado de Lula só ajuda as pessoas a entenderem como a mídia é desonesta e como não deve ser levada a sério quando trata de política. Por isso, quando tem acusação verdadeira a fazer, o povo ignora.

Abaixo, na íntegra, o artigo de Larry Rother publicado em maio de 2004 no jornal americano The New York Times.

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Hábito de bebericar do presidente vira preocupação nacional

LARRY ROTHER

DO “NEW YORK TIMES”, EM BRASÍLIA

16/05/2004

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu sua inclinação por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor ainda, um copinho de cachaça, o potente destilado brasileiro feito de cana-de-açúcar. Mas alguns de seus conterrâneos começam a se perguntar se sua preferência por bebidas fortes não está afetando suu performance no cargo.

Nos últimos meses, o governo esquerdista de Da Silva tem sido assaltado por uma crise depois da outra, de escândalos de corrupção ao fracasso de programas sociais cruciais.

O presidente tem ficado longe do alcance público nesses casos e tem deixado seus assessores encarregarem-se da maior parte do levantamento de peso.

Essa atitude tem levantado especulação sobre se o seu aparente desengajamento e passividade podem de alguma forma estar relacionados a seu apetite por álcool. Seus apoiadores, entretanto, negam as acusações de excesso de bebida.

Apesar de líderes políticos e jornalistas falarem cada vez mais entre si sobre o consumo de bebidas de Da Silva, poucos estão dispostos a expressarem suas suspeitas em público ou oficialmente. Uma exceção é Leonel Brizola, líder do esquerdista PDT, que foi companheiro de Lula na eleição de 1998, mas agora está preocupado que o presidente esteja “destruindo os neurônios de seu cérebro”.

“Quando eu fui candidato a vice-presidente de Lula, ele bebia muito”, disse Brizola, agora um crítico do governo, em um discurso recente. “Eu o avisei que bebidas destiladas são perigosas. Mas ele não me escutou e, de acordo com que estão dizendo, continua a beber.”

Durante uma entrevista no Rio de Janeiro em meados de abril, Brizola argumentou sobre a preocupação que ele havia expressado a Da Silva e que o que ele dissera ter sido desconsiderado. “Eu disse a ele: “Lula, eu sou seu amigo e camarada, e você precisa controlar isso’”, ele lembra.

“Não, não há perigo, eu tenho isso sob controle”, Brizola lembra da resposta de Da Silva, imitando sua voz rouca. “Ele resistiu, ele é um resistente”, Brizola continuou. “Mas ele tinha aquele problema. Se eu bebesse como ele, estaria frito.”

Os porta-vozes de Da Silva recusaram-se a discutir oficialmente os hábitos de beber do presidente, afirmando que não iriam dar crédito a acusações infundadas com uma resposta oficial. Em uma breve mensagem por e-mail que respondia a um pedido de comentário, afirmaram que a especulação que Da Silva bebe em excesso como “uma mistura de preconceito, desinformação e má-fé”.

Da Silva, um metalúrgico de 58 anos, mostrou ser um homem de apetites e impulsos fortes, o que contribui para seu apelo popular. Com um misto de compaixão e simpatia, os brasileiros têm assistido a seus esforços para não fumar em público, a seus flertes com atrizes em eventos públicos e à sua batalha contínua para evitar comidas gordurosas -que fizeram seu peso aumentar muito em pouco tempo desde que assumiu o cargo em janeiro de 2003.

Além de Brizola, líderes políticos e a mídia parecem preferir lidar com isso de forma mais sutil e indireta, mas com com um certo apetite. Sempre que possível, a imprensa brasileira publica fotos do presidente com os olhos avermelhados e as bochechas coradas e constantemente fazem referências tanto aos churrascos de fim de semana na residência presidencial, onde a bebida corre solta, como aos eventos oficiais onde Da Silva parece nunca estar sem um copo de bebida nas mãos.

“Eu tenho um conselho para o Lula”, escreveu em março o crítico mordaz Diogo Mainardi, colunista da “Veja”, a revista mais importante do país, enumerando uma lista de reportagens contendo referências ao hábito do presidente. “Pare de beber em público”, ele aconselhou, acrescentando que o presidente tornou-se “o maior garoto-propaganda para a indústria da bebida” com seu notório consumo de álcool.

Uma semana depois, a mesma revista publicou uma carta de um leitor preocupado com o “alcoolismo de Lula” e seu efeito na habilidade do presidente de governar.

Apesar de alguns sites estarem reclamando de “nosso presidente alcoólico”, foi a primeira vez que a grande imprensa nacional referiu-se a da Silva desta maneira.

Historicamente, os brasileiros têm razão para estarem preocupados com sinais de hábitos de abuso do álcool de seus presidentes. Jânio Quadros, eleito em 1960, foi um bebedor manifesto que um dia declarou: “Bebo porque é líquido”.Sua inesperada renúncia, menos de um mês após ter assumido -período considerado uma maratona de excessos- iniciou um período de instabilidade política que levou a um golpe de Estado, em 1964, e a 20 anos de uma rígida ditadura militar.

Independentemente se Da Silva tem um problema com bebida ou não, o tema tem se infiltrado na consciência pública e se tornado alvo de piadas.

Quando o governo gastou US$ 56 milhões no início do ano para comprar um novo avião presidencial, por exemplo, o colunista Claudio Humberto, uma espécie de Matt Drudge da política brasileira, fez um concurso para dar um apelido à aeronave. Uma das escolhas vencedoras, em alusão de que o avião presidencial americano é chamado de Força Aérea Um, sugeriu que o nome do jato de Da Silva deveria ser “”Pirassununga 51″ -nome de uma marca popular de cachaça no Brasil.

Outra sugestão foi “Movido a Álcool”, um trocadilho com o plano governamental de incentivar o uso de etanol em carros.

Especulação sobre os hábitos de bebida do presidente tem sido alimentada por várias gafes e passos em falso que ele tem feito em público. Como candidato, ele uma vez se referiu aos moradores de uma cidade considerada uma abrigo para os gays chamando-a de “pólo exportador de veados”. Como presidente, suas escorregadas em público continuaram e se tornaram parte do folclore político brasileiros.

Numa cerimônia aqui em fevereiro para anunciar um grande investimento, por exemplo, Da Silva duas vezes se referiu ao presidente da General Motors, Richard Wagoner, como presidente da Mercedes-Benz. Em outubro, num dia em homenagem aos idosos do país, Da Silva disse a eles: “Quando vocês se aposentarem, não fiquem em caso aborrecendo sua família. Encontrem alguma coisa para fazer”.

No exterior, Da Silva também tropeçou ou foi mal aconselhado. Em visita ao Oriente Médio no ano passado, ele imitou um sotaque árabe falando em português, inclusive com pronúncias erradas. Em Windhoek, na Namíbia, o presidente disse que a cidade parecia tão limpa que “não parece que está num país africano.”

A equipe de Da Silva e seus simpatizantes respondem que esses escorregões são apenas ocasionais e previsíveis para alguém que gosta de falar de improviso e não tem nada a ver com seu consumo de álcool, que eles descrevem como sempre moderado. Para eles, Da Silva é visto de um padrão diferente -e injusto- com relação a seus antecessores porque ele é o primeiro presidente brasileiro vindo da classe trabalhadora e estudou apenas até a quinta série.

“Qualquer um que já tenha estado em recepções formais ou informais em Brasília testemunhou presidentes bebericando uma dose de uísque”, escreveu recentemente o colunista Ali Kamel, no diário carioca “O Globo”. “”Mas sobre o fato nada se leu a respeito dos outros presidentes, somente de Lula. Isso cheira a preconceito.”

Da Silva nasceu em uma família pobre, num dos Estados mais pobres do país e passou anos liderando sindicatos de trabalhadores, um ambiente famoso pelo alto consumo de álcool. Relatos da imprensa brasileira têm repetidamente descrito o pai do presidente, Aristides -o qual ele pouco conheceu e morreu em 1978- como um alcólatra que maltratava suas crianças.

Histórias sobre episódios de beber envolvendo Da Silva são abundantes. Depois de uma noite na cidade onde ele fora membro do Congresso, no final dos anos 1980, Da Silva saiu do elevador no andar errado do prédio onde morava na época e tentou arrombar a porta de um apartamento que ele imaginava ser o seu, de acordo com políticos e jornalistas aqui, incluindo alguns que moravam no mesmo edifício.

“Sob Lula, a caipirinha virou “bebida nacional” por decreto presidencial”, escreveu o diário Folha de S. Paulo no mês passado, em artigo sobre a associação de Da Silva com álcool e em alusão a um coquetel feito com cachaça.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/04/um-larry-rother-para-aecio-neves/