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sábado, 16 de abril de 2011

Borra de café e alevinos de lambari no combate à dengue em bairro nobre de Brasília

16.04.2011 Saúde Paula Laboissière Repórter da Agência Brasil Brasília – Uma parceria entre moradores, administradores e comerciantes de um bairro da capital federal permitiu hoje (16) a aplicação de borra de café em focos potenciais do mosquito Aedes aegypti. A estratégia tem o aval de pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) para o combate à dengue. O local escolhido foi um canteiro de obras no Lago Norte, área nobre de Brasília. Weymer Quintas, moradora do bairro há mais de 20 anos, conseguiu recolher, com a ajuda de parentes e amigos, entre 5 e 6 quilos de borra de café. “Como cidadãos, a gente tem que dividir e aprender, um com o outro, a se preocupar com o vizinho, com o próximo. Todo mundo fala que é uma obrigação [combater a dengue], mas eu acho que é uma conscientização de cada um, para evitar que o problema se agrave”, explicou. Weymer Quintas não conhece ninguém que tenha sido vítima do mosquito, mas teme que a situação, grave em estados como o Rio de Janeiro, possa se estender para outras partes do país. “É um engano achar que não acontece comigo”, disse. Para o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann, o morador deve estar consciente de que precisa não apenas abrir as portas de casa para os agentes de vigilância ambiental, mas, também, agir por conta própria. “A solução do café tem amparo científico, foi testada e precisa ser divulgada. Uma vez por semana, se a pessoa colocar a borra no vaso de planta, ela resolve o problema da dengue na casa dela”, ressaltou. “É algo que não tem custo algum – pelo contrário, é uma solução extremamente prática.” Outra estratégia adotada pela administração do bairro é a soltura de alevinos de lambaris em lagoas artificiais formadas em decorrência de construções ilegais. Os locais sobrevivem à seca e são potenciais focos do mosquito transmissor da dengue, em razão da ausência de peixes que comem as larvas. Ao todo, 2 mil alevinos foram soltos hoje em três lagoas artificiais na região. Edição: Aécio Amado **** Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-16/borra-de-cafe-e-alevinos-de-lambari-no-combate-dengue-em-bairro-nobre-de-brasilia

Empetur libera estacionamento do Memorial Ar1coverde para aliviar o caos provocado pelos shows

16.04.2011 Do BLOG DA FOLHA Postado por Valdecarlos Alves Por conta dos vários eventos que ocorrem nesta noite, a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) vai disponibilizar o Memorial Arcoverde como estacionamento tendo em vista a agenda de shows no Centro de Convenções e no Chevrolet Hall, bem como o funcionamento do Mirabilândia. O Memorial tem capacidade para aproximadamente 500 carros, o que oferecerá mais comodidade ao público dos eventos. ***** Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19497-empetur-libera-esgtacionamento-do-memorial-arcoverde-para-aliviar-o-caos-provocado-pro-shows-

Celpe oferece curso gratuito para eletricistas no município de Garanhuns, no Agreste

16.04.2011 Da FOLHA DE PERNAMBUCO Na próxima segunda-feira (18), a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) realiza mais uma Jornada do Esclarecimento sobre Fornecimento de Energia em Baixa Tensão, no município de Garanhuns. O curso é gratuito, oferecendo a capacitação de eletricistas, pedreiros autônomos e balconistas de lojas de material de construção para adequá-los aos padrões de equipamentos e sistemas utilizados pela Celpe. As inscrições podem ser feitas na Rua Coronel Antônio Souto, 235, Garanhuns, até o domingo (17), no horário comercial. A jornada será ministrada no mesmo local das inscrições, das 8h às 12h, no dia 18. O número de vagas é limitado a 60 e serão entregues certificados de capacitação. Mais informações pelo telefone (87) 3763-2776. Com informações da assessoria ***** Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/cursos-e-eventos/632163-celpe-oferece-curso-gratuito-para-eletricistas-no-municipio-de-garanhuns-no-agreste

Patriota propõe aumento de parcerias, mas evita sinalizar sobre suspensão de restrições a produtos japoneses

16/04/2011 Internacional Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil Brasília – O Brasil e o Japão articulam a ampliação dos investimentos mútuos, em vários setores, na tentativa de aumentar os fundos para reconstrução do país asiático, atingido há pouco mais de um mês por um terrermoto seguido de tsunami, que deixou cerca de 27 mil mortos e desaparecidos. As negociações foram feitas hoje (16) em Tóquio, onde o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, prestou solidariedade aos japoneses, lembrando são antigos os laços que os unem ao Brasil. Porém, Patriota não sinalizou que o Brasil estude reduzir as restrições impostas aos produts japoneses em decorrência do risco de contaminação por radiação nuclear. O chanceler afirmou que as medidas definidas pelo governo brasileiro seguem as recomendações do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMS). “Certamente este [o terremoto de 9 graus de magnitude na escala Richter seguido pelo tsunami] foi o momento mais difícil dos últimos 60 anos no Japão. É nessas horas que os amigos têm de se manifestar, embora o Brasil já o tivesse feito por escrito. Brasil e Japão têm um laço muito estreito”, afirmou o ministro. Patriota se reuniu por cerca de três horas com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeaki Matsumoto, que demonstrou entusiasmo com a ampliação das parcerias com o Brasil e a possibilidade de as restrições aos produtos japoneses serem revistas. “Existem muitos aspectos em que os dois países podem colaborar – mesmo antes do desastre, já havia essas relações. Na nossa reunião de hoje, o Brasil mostrou interesse na tecnologia do Japão, e isso pode ajudar o Japão”, disse Matsumoto. Quanto às restrições aos produtos japoneses, Matsumoto disse ter solicitado a Patriota que informasse aos ministérios brasileiros que o Japão está tomando todas as medidas necessárias. O terremoto seguido pelo tsunami, em 11 de março, gerou explosões e vazamentos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão. Desde então, a região foi isolada em decorrência da contaminação por radiação nas plantas, animais e até no ar e na água. Paralelamente, desde então, a comunidade internacional impôs limitações às importações de produtos oriundos de 12 áreas japonesas. Apesar destas restrições, Patriota ressaltou que há um empenho do Brasil e da comunidade na reconstrução do Japão. O chanceler lembrou que, com o apoio de empresas brasilerias que atuam no país, houve missões destinadas às regiões afetadas pela tragédia, levantando doações de 400 bicicletas, 5 mil litros de álcool, além de cobertores e material de primeira necessidade. “O Brasil conhece a capacidade de trabalho, a disciplina, a criatividade e a capacidade de inovação dos japoneses e do seu setor privado e quer fazer parte desse processo de reconstrução do país e quer estreitar relações”, disse o chanceler brasileiro. Edição: Nádia Franco ***** Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-16/patriota-propoe-aumento-de-parcerias-mas-evita-sinalizar-sobre-suspensao-de-restricoes-produtos-japon

INDO PARA O PSD: ''O DEM se distanciou do povo'', diz filho de Kátia Abreu

16.04.2011
Do BLOG DE JAMILDO

Renata Camargo e Edson Sardinha, do site Congresso em Foco

Kátia Abreu, quem diria, acabou no Irajá. Em 1973, Fernando Mello escreveu uma peça cujo título era Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá. Trata-se da história de um viciado que sonha ser Greta Garbo. O título virou uma espécie de sinônimo para o inusitado: a elegante atriz sueca num subúrbio do Rio de Janeiro. Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a senadora Kátia Abreu foi uma das mais agressivas opositoras do governo Lula. Chegou mesmo a ser cotada em determinado momento como candidata à Presidência da República se o DEM viesse a ter candidato próprio. Agora, Kátia Abreu resolve seguir para o PSD, o partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Com ela, vai seu jovem filho de 28 anos, o deputado Irajá Abreu (DEM-TO), uma das novas lideranças da bancada ruralista. Nesta entrevista ao Congresso em Foco, Irajá faz alguns rasgados elogios ao governo Lula, nas ações sociais que empreendeu, especialmente no combate à fome, com o Bolsa Família. E diz que o grave erro do DEM foi não ter compreendido esses avanços, distanciando-se do povo. Esse erro, cometido pela direção do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), custou caro ao partido. Daí a decisão de Irajá e Kátia Abreu de deixarem o DEM. Para Irajá, Rodrigo Maia não soube conduzir o partido com a maturidade e a experiência necessárias para prosperar.

Em uma primeira conversa com o Congresso em Foco, no dia 22 de março, Irajá ainda se dizia disposto a dar um voto de confiança ao novo presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN). Menos de um mês depois, porém, ele e sua mãe, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) decidiram fazer as malas e rumar para o PSD. Kátia Abreu é cotada, inclusive, para ser a presidenta do novo partido.

O que mudou? Irajá responde que, “infelizmente, o rumo que tomou o DEM não atendeu àquilo que seja prudente e correto para um futuro partido”.

“Nós estávamos apostando numa mudança com a nova executiva. Mas, infelizmente, o rumo que tomou o partido não atendeu aquilo que a gente acredita. O DEM não mudou o posicionamento do partido, de ser um partido de direita radical, um partido que vai se posicionar sempre contrário às propostas que forem apresentadas pelo governo, seja por bem, seja por mal. E, por razão dessa insatisfação, não é nada pessoal, a gente tomou essa decisão de mudar de partido”, disse ao site nesta semana.

Irajá – que exerce seu primeiro mandato político, mas que é filiado ao DEM desde os 19 anos – avalia que a oposição não soube observar os avanços que o governo do PT teve. Irajá afirma que, desde 2002, quando o eleitor brasileiro deu uma resposta nas urnas de que um partido de esquerda deveria comandar o país, os partidos mais conservadores perderam o rumo.

“A oposição não soube conduzir esses avanços que a base teve, e isso fatalmente fez com que os partidos de oposição ficassem enfraquecidos, parecendo que estavam brigando, ou atrapalhando, ou fiscalizando aquilo que era bom. Faltou habilidade em poder saber trabalhar junto com isso, não contra isso. Aí, a sociedade, é óbvio, vai se manifestar contrária. A prova disso foram os resultados das eleições”, avalia.

Formado em publicidade e propaganda e pós-graduado em gestão empresarial, Irajá Abreu é empresário do ramo da pecuária e da silvicultura, além de dono de uma empresa na área de comunicação em seu estado. Iniciante na vida parlamentar, Irajá diz pretender caminhar com as próprias pernas, apesar de ter como forte referência o trabalho de sua mãe, atualmente presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e uma das parlamentares mais atuantes da bancada ruralista.

Na entrevista a seguir, além de traçar análises e críticas sobre o DEM e o papel da oposição no Congresso, Irajá Abreu fala também sobre suas principais bandeiras na Câmara, revela sua opinião sobre temas delicados no Congresso, como a PEC do Trabalho Escravo e o relatório do novo Código Florestal, do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e conta como é sua relação com a mãe senadora.

“Nossa família nunca teve um político até a minha mãe. Ela conquistou um cargo sem qualquer tipo de apadrinhamento, ou incentivo familiar, e conquistou o espaço dela. Ela é a prova viva de que você pode descobrir uma vocação na política e levar esse projeto adiante. Agora, é normal como é na medicina, no direito, que o pai e a mãe projetem para seus filhos a sua profissão. Encaro isso com tranquilidade”, conclui.

Leia a seguir a entrevista com Irajá Abreu (DEM-TO):

Congresso em Foco - Numa primeira conversa com o Congresso em Foco há três semanas, o senhor falava em dar nova chance ao DEM. Hoje o senhor se prepara para se filiar ao novo partido do prefeito Gilberto Kassab, o PSD. O que mudou?

Irajá Abreu - Nós estávamos apostando numa mudança com a nova executiva, com o senador Agripino. Mas, infelizmente, o rumo que tomou o partido não atendeu àquilo que a gente acredita como sendo prudente e correto para um futuro partido. E, por razão dessa insatisfação, não é nada pessoal, a gente tomou essa decisão de mudar de partido. Vamos mudar para o PSD, que tem uma nova perspectiva, é um partido de centro, um partido independente, que vai votar favorável nas matérias que nós julgarmos serem para o bem do país, como redução de imposto, é um exemplo. E naquelas matérias que o governo possa colocar que firam, por exemplo, o direito de propriedade, nós vamos votar contra. Então, vamos ter essa liberdade para trabalhar. E também vamos tentar viabilizar que seja um partido que represente uma camada da sociedade, que está dispersa hoje, sem representatividade, que está engessada pela burocracia e pelo Estado ineficiente, que é a classe média, que corresponde quase à metade da população do país. Esse vai ser nosso foco, para ter a aproximação com a população.

O senhor fala que o rumo que tomou o partido não atendeu àquilo que se esperava. O que não mudou no DEM?
Não mudou o posicionamento do partido, de ser um partido de direita radical. Um partido que vai se posicionar sempre contrário às propostas que forem apresentadas pelo governo, seja por bem, seja por mal. Foi um grave erro que o partido cometeu. O partido se distanciou da sociedade, e isso nos custou caro. Prova disso foi o resultado das eleições no ano passado, onde o partido diminuiu aqui no Congresso Nacional. E eu não tenho dúvidas que isso tem relação direta.

Em que momento o senhor acha que o DEM se distanciou do povo?

Acho que desde 2002, quando houve a eleição presidencial que fez com que um partido de esquerda, o PT, tivesse oportunidade de comandar o país, nós nos colocamos na condição de oposição. Foi essa resposta que a sociedade nos deu, através das urnas. E nós aceitamos, absorvemos essa decisão da sociedade, e fizemos cumprir nossa missão dali em diante, que seria a de ser oposição. No entanto, após esse episódio da eleição presidencial de 2002, o partido achou por bem que deveria haver uma renovação na sua direção, no seu comando. Quando o senador Jorge Bornhausen deu a oportunidade para que os novos deputados, as novas lideranças dentro do partido pudessem ter chance de crescer e também demonstrar o seu trabalho. E eu acho que foi exatamente aí que o DEM, infelizmente, tomou um caminho que culminou nessa situação que hoje se encontra. Porque a direção comandada pelo meu colega deputado Rodrigo Maia não soube conduzir com a maturidade e a experiência necessárias o partido para que pudesse prosperar e não retrair, como aconteceu. Então, acho que faltou não boa vontade ou interesse de querer ver o partido crescer, mas faltou realmente habilidade e maturidade num momento tão crucial que o partido passou, quando se transformou num partido de oposição. Acho que o erro, a princípio, foi esse, foi na raiz.

Que exemplos o senhor pode dar da falta de habilidade do deputado Rodrigo Maia? Quando o senhor acha que faltou maturidade?

Logo quando ele começou a desenvolver o trabalho à frente da Presidência, ele atacou a bandeira social, quer seja pelo Bolsa Família, quer seja por outros programas de assistencialismo.

E não devia atacar?

Nenhuma sociedade pode prosperar se existem pessoas nela que passam fome. E o governo Lula atacou muito o primeiro ponto, que é o da fome. O preço do alimentou baixou. Para você ter uma ideia, em 1970, para quem recebia um salário mínimo, o custo da alimentação de uma família comprometia 48% da renda dele. E hoje está em 17%. O governo federal soube atacar esse problema com sabedoria. E melhorando ainda a vida das pessoas com programas como o Minha Casa, Minha Vida. Melhorando o índice – não que nós cheguemos aos índices ideias – mas a educação prosperou. E a saúde, não melhorou muito, mas também não agravou em relação ao que existia antes. Então a oposição não soube conduzir esses avanços que a base teve, e isso fatalmente fez com que os partidos de oposição ficassem enfraquecidos, parecendo que estavam brigando, ou atrapalhando, ou fiscalizando aquilo que era bom, o que o governo federal emplacou. Faltou habilidade em poder saber trabalhar junto com isso, não contra isso. Aí a sociedade, é óbvio, que vai se manifestar contrária. A prova disso foram os resultados das eleições.

Mas não é esse o papel da oposição? Se opor aos programas do governo do qual é contrário?

Na verdade, a oposição no Poder Legislativo tem o papel de representar, legislar e fiscalizar. Mas deve fazer isso de forma propositiva. Não ser pura e simplesmente de oposição para ser o do contra sempre, para atacar e criticar o que quer que seja. Aquilo que está sendo bom, a gente tem que apoiar, aquilo está ruim, tem que fiscalizar e cobrar. Eu acho que faltou essa habilidade.

Como surgiu a ideia de o senhor disputar a vaga de deputado federal?

Foi um fato interessante. Na verdade, estou filiado ao DEM (antigo PFL) desde os 19 anos. De lá para cá, venho acompanhando o trabalho que minha mãe vem desenvolvendo, como deputada federal inicialmente e depois como senadora. E vendo o trabalho, a atuação e a linha das bandeiras que ela vem defendendo, eu tive o interesse de também fazer algo pelo setor de que eu participo e pelo meu estado. Na última eleição, surgiu a oportunidade e eu aceitei esse desafio. E tive a felicidade de poder ser eleito, ter tido uma votação expressiva.

A indicação do senhor foi mais em cima da hora, não? Pegou de surpresa, inclusive, aliados...

A decisão na verdade de sair candidato foi uma decisão rápida. Geralmente, quando se pretende ser candidato, começa-se a desenvolver um trabalho de pré-campanha seis meses antes, pelo menos. A decisão foi na convenção praticamente, então isso pode ter surpreendido algumas pessoas. Mas era uma coisa que eu já vinha pensando, mas claro que não tinha tomado ainda a decisão. Mas o contexto mudou e aí aceitei essa ideia e a proposta para sair candidato.

Qual era o contexto exatamente que mudou?

O contexto era o panorama político. Quando se vai para uma disputa, seja eleitoral, seja no mercado privado, você analisa a concorrência, quem serão os candidatos, quem tem condições e chances.

O fato de sua mãe ser senadora foi fundamental para o senhor ter sucesso já nesta primeira eleição?

Contribuiu muito, claro. Todo o trabalho que ela já desenvolveu no Tocantins, o respeito que o povo tocantinense tem pela senadora Kátia Abreu, pelo trabalho na CNA. Não há dúvida que há uma associação pelo fato de ser mãe e filho. É como em outras profissões, como um advogado bem sucedido. Mas é claro que cada um tem a sua vida própria. É uma responsabilidade grande ser comparado com ela.

Como o senhor pretende caminhar agora com as próprias pernas e não ficar sempre associado com a senadora Kátia Abreu?

Como eu disse, quando você tem uma referência boa, ela é sempre desafiadora. Cabe a mim agora mostrar a minha própria estrela, competência e a minha capacidade como deputado federal. Por isso que eu elegi prioridades e bandeiras para defender aqui no Congresso Nacional. E vai ser através desse desempenho que eu vou mostrar a minha capacidade como parlamentar. Eu pretendo ser atuante. Quero deixar claro que o fato de ser associado a minha mãe, que é uma pessoa que vem realizando um bom trabalho, é motivo para me dar mais disposição para o trabalho.

O senhor falou que elegeu prioridades e bandeiras para defender no Congresso. Quais são?

Pela relação que a gente tem até pessoal, as raízes, eu tenho afinidade com o setor rural. Nasci mexendo com isso, então é natural que a gente possa contribuir com o que a gente tem mais afinidade. Eu elenquei como uma das prioridades o setor rural. Sempre atento ao crédito rural, assistência técnica e problemas que o campo tem, que são diversos. A linha de crédito é para aumentar a produção, e isso vai contemplar principalmente o problema que estamos enfrentando hoje, que é a inflação. Um dos principais “culpados” pelo aumento da inflação é a comida. E isso é diretamente relacionado ao mercado, lei de oferta e procura. Então para ter mais oferta, você tem que incentivar, oferecer créditos, com juros e prazos compatíveis e tudo mais. Assistência técnica é uma bandeira porque está diretamente relacionada à capacidade de êxito do negócio. Se você não tiver tecnologia, gestão, então qualquer negócio está fadado ao fracasso. A outra bandeira é geração de emprego e renda. Com a pouca experiência que eu tenho com a atividade comercial, a gente sabe o quanto é importante gerar emprego. É o que dá dignidade às pessoas. Ninguém quer ficar recebendo eternamente o “bolsa miséria”. As pessoas querem produzir, crescer com as próprias pernas. É preciso qualificar a mão de obra. E, em especial, curso profissionalizante. Num curto prazo, não adianta pensar que investir no ensino fundamental, médio e superior vai dar conta do problema. Outro aspecto, embora polêmico, é o imposto. Ninguém dá conta. A gente quer defender a redução de imposto. Se a gente vacilar, o governo está falando em criar novo imposto. O que a gente quer é diminuir essa carga tributária.

O senhor é titular da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. De que forma o senhor pretende atuar nesse tema?

A parte do meio ambiente veio de encontro a uma questão atual, que é a discussão sobre o novo Código Florestal. Não dá para ficar criando lei por criar, achando que ela é aplicável lá na ponta. A gente tem que saber um pouco do que acontece na ponta para saber se é viável, se não se colocam restrições que não podem ser cumpridas. Temos que aliar a proteção do meio ambiente com o desenvolvimento.

Qual a sua avaliação do relatório do deputado Aldo Rebelo?

Ele avançou muito. Acho que ele contempla os dois aspectos que falei, preservação do meio ambiente e desenvolvimento. Não dá para parar o país para pura e simplesmente preservar. O deputado Aldo estudou muito a matéria, ele é uma pessoa neutra. Nunca foi produtor rural, nem é um ambientalistas radical. É uma pessoa sensata.

A senadora Kátia Abreu quando era deputada foi muito crítica da PEC do Trabalho Escravo. Qual a sua avaliação sobre essa PEC? Há ambiente hoje no Congresso para votá-la?

Só não há ambiente se não quiser. Porque essa PEC é fundamental. É verdade que é preciso esclarecer a diferença entre trabalho escravo, trabalho degradante e trabalho análogo à escravidão. Hoje, se perguntar isso para o Ministério do Trabalho, eles não sabem a diferença. Então precisamos clarear isso. Seja no ambiente urbano, seja no rural, é inconcebível você promover trabalho escravo. Outra coisa é um trabalho degradante, que não está totalmente em conformidade com a legislação, mas que não se compara com trabalho escravo. Trabalho escravo, o que é? É deixar a pessoa dependente para comer, sem as mínimas condições de saúde. Ainda tem o trabalho análogo. A PEC visa deixar as regras claras, dar segurança jurídica.

A demora na aprovação da PEC não acaba favorecendo o empregador e prejudicando o trabalhador?

Muito pelo contrário. É o inverso, porque se você não tem regras claras para saber o que é o escravo, que é errado, o degradante, que não está regular, ou os que não sabem quais as obrigações que tem que cumprir, porque ainda existe essa subjetividade da lei. Você pode estar penalizando pessoas de boa fé, em detrimento de pessoas que não querem agir de boa fé. Quando você deixa as regras claras, promove segurança jurídica e, assim, consegue ser capaz de cobrar e punir.

De acordo com reportagem que fizemos no Congresso em Foco sobre os parlamentares mais jovens, dos 40 parlamentares com menos de 35, apenas oito não são de família de políticos. Hoje, para ser político, é preciso ter parente político?

Eu não concordo. Nossa família nunca teve um político até a minha mãe. E ela conquistou um cargo sem qualquer tipo de apadrinhamento, ou incentivo familiar. Ela é a prova viva de que você pode descobrir uma vocação na política e levar esse projeto adiante. Agora, é normal como é na medicina, no direito, que o pai e a mãe projetem para seus filhos a sua profissão.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/16/o_dem_se_distanciou_do_povo_diz_filho_de_katia_abreu_98159.php

PREFEITURA DO RECIFE:João da Costa ''ganha'' café da manhã como agradecimento por habitacional

16.04.2011
Do BLOG DE JAMILDO, via PCR


Sol, céu azul e ambiente descontraído. Foi assim o início da manhã dos moradores do Conjunto Habitacional Mangueira da Torre, neste sábado (16), que contaram com a presença do prefeito do Recife, João da Costa, para o café da manhã. A ocasião foi idealizada por aquela comunidade, como forma de agradecimento pela entrega da 1ª etapa do residencial, no último domingo (10), que beneficiou – inicialmente - 35 famílias. O encontro aconteceu no pátio externo dos edifícios, localizados no bairro da Torre, zona oeste da Cidade.

O habitacional, que está inserido em um projeto de urbanização, é a prova, segundo o gestor, de que é possível urbanizar a comunidade sem necessariamente deslocar as pessoas para outro local. “É muito bom poder estar aqui, passar por vocês e ver esses sorrisos, essa felicidade, assim como é bom saber que vocês foram beneficiados pela conquista da moradia digna. A Prefeitura procurou responder ao anseio desta comunidade corajosa e mobilizada, em uma iniciativa que demonstra o nosso compromisso com a parte mais necessitada da população”, disse o gestor aos moradores da localidade.

A matriarca da comunidade, dona Antônia Martins, 92 anos, fez questão de comparecer. “Está bom demais. Estou arrumando tudo bem direitinho, como eu sempre quis”, disse. Já Maria Ivete de Souza da Hora, 41 anos, uma das moradoras do conjunto, também não escondeu seu contentamento. “Eu estou satisfeitíssima, não tinha casa própria, morava no meio da lama, dos ratos e baratas. Agora tenho o que é meu, um lar para mim, minha filha e meu marido. O apartamento é lindo, estou me sentindo digna. Agora que saí daquela imundície, acho que até a saúde vou recuperar. O mais quero hoje é dar um abraço no prefeito, mostrar a ele a minha gratidão”, afirmou.

Após parabenizar, em especial, a equipe da Autarquia de Saneamento do Recife (Sanear) pela dedicação, esforço e compromisso para a concretização do projeto, o prefeito desejou um futuro próspero. “Sejam felizes nessa nova moradia e façam dela instrumento de luta para outras conquistas da comunidade”, finalizou Costa.

Mangueira da Torre - As unidades habitacionais foram ocupadas por famílias retiradas de áreas insalubres da própria comunidade, onde a Prefeitura do Recife, por intermédio da Autarquia Sanear, está desenvolvendo um grande projeto de urbanização e saneamento integrado, beneficiando 1.256 moradores, contando com um investimento total de R$ 5.24.684,18. Os 32 apartamentos e as três casas que compõem a 1ª etapa residencial possuem 40 metros quadrados de área construída, distribuídos entre dois quartos, sala, cozinha, banheiro, terraço e área de serviço.

Também estiveram presentes ao evento o chefe do gabinete do gestor, Félix Valente; os secretários Ceça Britto (Imprensa) e Erick Carrazzone (Comunicação Social); o presidente da Autarquia Sanear e sua diretora executiva, Clodoaldo Torres e Cida Pedrosa; o coordenador geral do Orçamento Participativo(OP), Augusto Miranda; bem como assessores da secretaria de Educação, coordenadores do OP e equipe da Sanear.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/16/_joao_da_costa_ganha_cafe_da_manha_como_agradecimento_por_habitacional_98164.php

Iraquiano é condenado por atropelar e matar filha 'americanizada'

16.04.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por BBC, BBC Brasil


A Justiça americana condenou a 34 anos de prisão um iraquiano que atropelou e matou a própria filha por considerá-la 'ocidentalizada demais'.

Faleh Almaleki matou a filha Noor em outubro de 2009, depois que ela abandonou a casa da família e rejeitou um casamento acertado com o primo.

Noor tinha 20 anos. O caso chocou a cidade de Glendale, no Estado do Arizona, para onde a família havia se mudado após deixar o Iraque nos anos 1990.

Segundo relatos da imprensa local, embora fosse fluente em árabe e se orgulhasse de suas origens no Oriente Médio, Noor vestia calça jeans, usava maquiagem, trocava de namorados e inclusive havia feito fotos como modelo.

Entretanto, para o pai, a filha havia se 'americanizado' e tinha um comportamento 'imoral'.

No auge dos desentendimentos familiares, a jovem saiu de casa para morar com a família do namorado.

No dia 20 de outubro de 2009, usando seu jipe Cherokee como arma, Faleh atropelou a filha e a mãe de seu namorado em um estacionamento no vilarejo de Peoria.

Noor morreu poucos dias depois, no hospital; a sogra sobreviveu.

O iraquiano fugiu para o México e de lá tomou um voo para a Grã-Bretanha, mas foi preso e deportado ao desembarcar em território britânico.

O crime despertou a atenção da comunidade e gerou protestos de grupos de direitos humanos, que pediram justiça contra os chamados 'crimes de honra', normalmente cometidos por parentes para 'limpar a honra' da família.

Ao emitir seu parecer, o juiz da Corte Superior do condado de Maricopa, onde o caso foi julgado, disse ter ficado impressionado com a expressão de 'falta de remorso' do pai.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=28399915

Folha quer barrar Amor e Revolução, novela do SBT

16.04.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, em 14.04.11

Mal-agradecida, Folha (da "ditabranda") ataca novela do SBT

A Folha de São Paulo ficou enfurecida com o relato real de torturado que a novela Amor e Revolução levou ao ar ao fim do seu capítulo da última quinta-feira. Foi por isso que o jornal pôs, neste domingo, seu colunista-bombril, Fernando de Barros e Silva, para atacar a produção do SBT.

O relato que enfureceu o jornal paulista foi o de Rose Nogueira, que, sorvendo uma doce vingança, citou a Folha da Tarde ao descrever as sevícias que sofreu nas mãos da ditadura. Quem é Rose Nogueira? Ah, ela tem uma história com o Grupo Folha…

Antes de tratar do disparo que a Folha fez no que viu e que errou, porque pegou no que não viu, relembremos quem é Rose. Ela foi presa em São Paulo em 1969 e solta em 1970. Era jornalista da Folha da Tarde – jornal antecessor da Folha de São Paulo, também de propriedade da família Frias – e foi militante da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Antes de prosseguir, peço que o leitor assista, abaixo, ao depoimento que Rose deu ao SBT para ser exibido em sua novela. Atente para o fato de que ela põe ênfase no nome da Folha da Tarde, citando-a duas vezes. Em seguida, continuo.


Se o prezado leitor já se recuperou do choque que relato tão duro causa, vejamos por que Rose cita a Folha. E será melhor usar as próprias palavras da depoente para explicar o que tem o seu antigo empregador que ver com o que ela passou na ditadura:

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Ao buscar, agora, nos arquivos da Folha de S. Paulo a minha ficha funcional, descubro que, em 9 de dezembro de 1969, quando estava presa no DEOPS, incomunicável, “abandonei” meu emprego de repórter do jornal. Escrito à mão, no alto: ABANDONO. E uma observação oficial: Dispensada de acordo com o artigo 482 – letra ‘i’ da CLT – abandono de emprego”.

Por que essa data, 9 de dezembro? Ela coincide exatamente com esse período mais negro, já que eles me “esqueceram” por um mês na cela.

Como é que eu poderia abandonar o emprego, mesmo que quisesse? Todos sabiam que eu estava lá, a alguns quarteirões, no prédio vermelho da praça General Osório. Isso era e continua sendo ilegal em relação às leis trabalhistas e a qualquer outra lei, mesmo na ditadura dos decretos secretos. Além do mais, nesse período, caso estivesse trabalhando, eu estaria em licença-maternidade.

Não sabíamos disso. Nem eu nem Cláudio Abramo, que tentou interferir para me reconduzir ao trabalho na saída da prisão, sem sucesso. Imagino que ninguém da empresa, atualmente, deva saber ou se interessar por esse assunto. A culpa não é deles. Não sei se isso mudou a minha história, a minha vida. Estou viva.

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Pois é… Duro, não?

Enfim, mas a questão é que a Folha não gostou. Apesar de, durante as comemorações dos seus 90 anos, o jornal da ditadura ter reconhecido a parte legal de sua atuação pró regime militar, há partes que os Frias não aceitam discutir porque depõem contra a memória do patriarca da família, hoje na terra dos pés juntos.

Vamos, pois, ao ataque do poodle mais feroz do Otavinho à novela do zangado Senor Abravanel, que não gostou nada, nada de a mídia tê-lo exposto no caso do Banco Panamericano com o Fundo Garantidor. E, em seguida, o que penso do que escreveu.

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FOLHA DE SÃO PAULO
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10 de abril de 2011
Aposta do SBT não vale como ficção nem como documento
Enredo confunde dados históricos e direção remete a dramalhão mexicano

NA NOVELA COM INTENÇÕES EDIFICANTES, ADULAR A PRESIDENTE PARECE MAIS IMPORTANTE QUE ESCLARECER AS MASSAS
FERNANDO DE BARROS E SILVA
COLUNISTA DA FOLHA

Líder estudantil delicada e idealista, filha de pais comunistas, Maria Paixão (Graziela Schmitt) é a heroína da trama. Seu par romântico é José Guerra (Claudio Lins), jovem major fiel aos ideais democráticos, filho do general Lobo Guerra, da linha dura do Exército. “Maria” e “José”, “Paixão” e “Guerra” -isto é “Amor e Revolução”, novela sobre a luta armada que estreou na terça, no SBT.

Mais do que maniqueísta, tudo é muito primário. O principal vilão, supostamente inspirado na figura de Sérgio Paranhos Fleury, o chefe torturador do Dops (a polícia política da ditadura), se chama Delegado Aranha (Jayme Periard). Seu assistente no porão da tortura é o inspetor Fritz (Enando Tiago).

O assunto é sério, o SBT criou enorme expectativa em torno da novela, mas o resultado é uma piada.
As novelas da Globo, que nos servem de referência, também são ruins. Em “Passione”, para citar um exemplo recente, havia uma mixórdia de gêneros – o pastelão farsesco, a trama policialesca, o drama social, o folhetim romântico – convivendo num mesmo enredo, obviamente desprovido de qualquer unidade dramatúrgica.

Esse Frankenstein estilístico é uma aspiração deliberada da novela global, uma fórmula com que a emissora busca atender às demandas de um público heterogêneo, que ela trata de massificar diante da tela.
“Amor e Revolução” é ruim em outro sentido. O SBT quis fazer um banquete, mas não domina a receita do suflê. Tudo é tecnicamente precário, mas não exatamente “pobre”. Temos uma superprodução “trash” – ou, talvez, uma “supertrash” produção.

A direção de atores nos remete àqueles dramalhões mexicanos. Os diálogos são postiços, ginasianos e involuntariamente cômicos – uma mistura de CPC (os centros culturais do catecismo socialista dos anos 60) com “A Praça É Nossa”.

Eis um exemplo: um casal de guerrilheiros veteranos está num sítio idílico, à beira da cachoeira. Jandira (Lúcia Veríssimo) se vira para Batistelli (Licurgo Spinola) e pergunta: “Você me trouxe aqui para fazer amor ou fazer a revolução?”. E ele: “Os dois. O amor cria tudo, a revolução muda tudo”. Os dois então se amam nas águas, na mesma toada da novela “Pantanal”.

Não é só. Falta a “Amor e Revolução” aquele mínimo de verossimilhança que a ficção com pretensões históricas deveria ter. A novela começa com uma chacina de estudantes que articulavam a guerrilha numa chácara. Os assassinos são Lobo, Aranha e sua turma. Mas tudo isso se passa antes do golpe de 31 de março de 1964.

Não havia, então, guerrilha no Brasil. A tortura contra adversários da ditadura só seria adotada pelo regime de modo sistemático depois do AI-5, em 1968. “Amor e Revolução” mistura tudo no liquidificador. Não presta como obra de ficção nem tem valia como documento histórico.

Restam, além das cenas abundantes de tortura, os depoimentos de personagens reais ao final de cada capítulo, como costuma fazer Manuel Carlos. É bom que o povo que gosta do programa do Ratinho conheça os horrores de que foi capaz a ditadura.

Na novela com intenções edificantes do SBT, porém, adular a atual presidente parece mais importante do que esclarecer as massas.

NA TV
Amor e Revolução
Novela de Tiago Santiago no SBT
QUANDO de seg. a sex., às 22h15
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
AVALIAÇÃO ruim

Há que rir, primeiro, é da “avaliação ruim” ao pé da matéria. Como se fosse possível que um jornal que ajudou a implantar a ditadura, e que foi seu instrumento, pudesse gostar de alguma maneira de uma novela denunciando essa mesma ditadura. Só podia avaliá-la como ruim, ora.

Barros e Silva, que em 1964 nem nascido era, confunde tudo. Acha que a extrema-direita só começou a atacar e torturar comunistas depois do AI-5. Por má fé ou ignorância, confunde a cena inicial da novela, em que um grupo de jovens se reúne em um sítio para sonhar com o socialismo, com a guerrilha de resistência à ditadura.

Dá vontade de rir quando o colunista chama de “maniqueísmo” mostrar o nível de criminalidade que envolvia os autores do golpe de 1964. Queria que o SBT apresentasse uma história em que os bandidos não fossem apresentados como tal, no mínimo.

E a parte da resenha que o totó do Otarinho faz sobre a novela que afirma que esta se destina a adular Dilma Rousseff, isso pertence à Coleção Folha de Fantasias, que tem “Best-Sellers” como Ficha Falsa da Dilma e Menino do MEP. Só esses palhaços acreditam – ou dizem que acreditam – que Dilma favoreceria Silvio Santos (de que maneira?) por conta de uma novela.

Todavia, a Folha atirou no que viu e acertou no que não viu. De fato há uma grave incongruência histórica na novela Amor e Revolução: a imprensa golpista, que teve papel crucial na instalação da ditadura e na tortura e assassinato de presos políticos, sumiu da trama.

Essa Folha… Quanta ingratidão. Deveria agradecer a Silvio Santos por esconder os crimes da imprensa golpista. Em vez disso, ataca o benfeitor com críticas que presumem que o leitor é tão idiota quanto o seu improvisado crítico-pistoleiro de plantão.

(*) Texto publicado originalmente no Blog da Cidadania.
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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/04/folha-quer-barrar-amor-e-revolucao.html