sexta-feira, 8 de abril de 2011

Rio doce // Carro cai em mangue após colisão em Olinda

08.04.2011
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Um homem de 40 anos passou cerca de uma hora preso às ferragens de seu carro depois que o veículo colidiu com outro automóvel e caiu em um mangue abaixo da Ponte do Janga, entre Olinda e Paulista. O Palio dirigido por João Francisco Júnior, 40 anos, chocou-se contra um Celta que transportava um casal e três crianças. A colisão aconteceu por volta das 19h15.

O motorista do Palio foi retirado do carro pelos Bombeiros e levado ao Hospital Miguel Arraes, com fratura na clavícula e arranhões no rosto. Ele estava consciente ainda falou com um amigo ao telefone antes do resgate.

João travegava no sentido Olinda-Janga quando seu carro bateu de frente com o veículo dirigido pelo policial militar Luciano Kleber de Miranda, 40, que ia no sentido oposto e teria provocado a colisão após tentar desviar de uma bicicleta. Luciano e a esposa não tiveram ferimentos, mas os meninos, de 10, 8 e 6 anos, foram levados para o Hospital da Restauração com escoriações leves.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/04/08/urbana12_0.asp

Governo afirma que 70% das obras para a Copa serão iniciadas neste ano

07.04.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Agência Brasil


O Ministério do Esporte afirmou nesta quinta-feira (7) que 70% das obras para a Copa do Mundo de 2014 serão iniciadas ainda neste ano, o que representa 85% do valor dos investimentos previstos para a competição em 54 projetos envolvendo mobilidade urbana, aeroportos, portos e estádios. O balanço foi apresentado pelo ministério aos participantes da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa, em Brasília.

Para debater e analisar o andamento das ações previstas no cronograma da Copa, o Comitê Gestor vai se reunir em Brasília, no dia 28, com os responsáveis pela organização do Mundial nas 12 cidades-sedes. Depois, a presidente Dilma Rousseff se reunirá com os governadores de Estado e os prefeitos dessas cidades para discutir o andamento dos trabalhos.

O balanço da situação das obras foi apresentado pelo assessor especial do Ministério do Esporte Joel Benin. Ele disse que a organização da Copa entra agora no segundo ciclo do processo. “Nós tivemos um primeiro ciclo, já em andamento, que trata dos investimentos em mobilidade urbana, estádios, portos e aeroportos. Iniciaremos agora o segundo ciclo, que vai definir os projetos de segurança, desenvolvimento turístico, meio ambiente e sustentabilidade, além de outras áreas. E já estamos na fase de elaboração do terceiro ciclo, para começar ainda este ano ou no início do ano que vem, que é o da conclusão das obras”.

No primeiro ciclo, entre 2009 e 2010, foram definidos os projetos de infraestrutura da Matriz de Responsabilidades assinada pelo governo federal com estados e municípios: 12 estádios; 50 projetos de mobilidade urbana, 25 para construção, reforma, ampliação e modernização de 13 aeroportos e sete para portos. O segundo ciclo (2010/11) engloba os projetos de infraestrutura, de suporte e de serviços: segurança pública, infraestrutura turística, energia, saúde, sustentabilidade ambiental e promoção e comunicação do país. O terceiro ciclo (2011/2013) será de operação e ações específicas, envolvendo malha aérea, operação aeroportuária e portuária, transporte e mobilidade urbana, fornecimento de energia, saúde, prevenção e pronto-socorro e estruturas temporárias para a Copa.

Conforme o relatório do Comitê de Monitoramento da Copa de 2014, os investimentos programados no primeiro ciclo de planejamento somam R$ 23,8 bilhões, distribuídos por 94 projetos (50 de mobilidade urbana, 12 de estádios e entorno, sete de portos e 25 de aeroportos). Desse total, o Orçamento Federal arcará com R$ 11,1 bilhões, basicamente para investimento em mobilidade urbana, ficando o restante por conta dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de recursos locais. Os investimentos federais serão em segurança, hotelaria, desenvolvimento turístico, sustentabilidade ambiental, telecomunicações e tecnologia da informação, energia e saúde.

Em relação aos 12 estádios que receberão os jogos da Copa, o balanço mostra que foram iniciadas as obras exigidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) em dez, com um custo estimado de R$ 5,3 bilhões do total de R$ 5,7 bilhões previstos para as 12 praças esportivas. Quanto à situação dos financiamentos do BNDES, até agora foram solicitados seis empréstimos, quatro foram contratados e dois já estão aprovados. O cronograma estabelece que 80% das obras devem estar concluídas até dezembro de 2012 e os 20% restantes até o primeiro semestre de 2013.

Em relação aos 50 projetos de mobilidade urbana, o cronograma das obras mostra que 32 (53% ou R$ 6,3 bilhões) tiveram o investimento reprogramado, apenas 17 (35% ou R$ 4,2 bilhões) foram considerados adequados, enquanto um (12% ou R$ 1,4 bilhão) está “em atenção”. Quanto aos financiamentos do BNDES, 15 projetos (31%, ou R$ 3,7 bilhões) ainda não estão contratados, 33 (62% ou R$ 7,4 bilhões) tiveram os contratos aprovados e dois (7% ou R$ 800 milhões) já receberam recursos.

No caso dos aeroportos, estão previstos investimentos de R$ 5, 561 bilhões e, de acordo com o Comitê de Monitoramento da Copa de 2014, foram iniciadas obras em quatro dos 13 terminais aéreos que serão reformados para o Mundial (Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Guarulhos e Campinas).

Nos portos, o governo federal vai gastar 740,7 milhões. Por enquanto, apenas uma obra foi iniciada e as demais deverão começar em maio nos portos de Manaus, Salvador, Fortaleza (Mucuripe), Recife, Natal, Rio de Janeiro e Santos.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/04/07/governo_afirma_que_70_porcento_das_obras_para_a_copa_serao_iniciadas_neste_ano_97321.php

A motivação do atirador de Realengo

07.04.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

O Brasil ainda tenta entender o que levou o soturno e jovem Wellington a praticar aquela insanidade. Reflexão mais fria sobre o caso, porém, permite identificar um ponto em comum entre casos como o de Realengo e os que acabaram se tornando “comuns” nos Estados Unidos. Os autores dos massacres aparecem sempre como jovens retraídos e, no mínimo, evitados pelos colegas. E esse é o elo, o convívio social turbulento entre adolescentes.

No caso do atirador brasileiro, circulou pela internet informação de que teria escolhido preferencialmente as meninas bonitas. Seu ataque visou, objetivamente, o gênero dos alvos, pois quase todas as vítimas são do sexo feminino.

Esses fatos, associados a informações de que Wellington fora alvo de zombarias, tendo sido alcunhado como “Al Qaeda” por se mostrar interessado e se parecer, nos hábitos, com extremistas muçulmanos, além do histórico de que meninas lideravam as zombarias, induzem a crença de que o bullying pode ter gerado mais essa tragédia.

Não são poucos os casos de jovens que relatam que chegaram a pensar em suicídio diante do assédio de colegas de escola quando “elegem” uma vítima para verdadeiras sessões de tortura psicológica – e até física – de crueldade e insensibilidade espantosas. Quando dizem que crianças e adolescentes são cruéis, pois, não estão brincando.

Recentemente, um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O caso se tornou verdadeiro hit sobretudo na internet após um vídeo da reação do alvo da chacota dos colegas ter sido postado no You Tube. Uma reação, percebem? Para esses jovens, é tudo uma reação…

Os ataques desses jovens assassinos a colegas ou ex-colegas de escolas em que estudavam ou nas quais haviam estudado – no caso de Wellington, muito mais velho do que as vítimas, percebe-se intenção de acertar contas com o passado – deixam poucas dúvidas de que a sociedade tem que se concentrar em impedir que jovens retraídos sejam torturados pelos colegas com “brincadeiras” cruéis.

Ano passado, relatei, neste blog, um caso impressionante de “bullying eleitoral” ocorrido com filha pequena de um amigo. Crianças na faixa dos dez anos de idade de escola de São Paulo que, em grande maioria, eram filhas de pais contrários à eleição de Dilma Rousseff perseguiram a filha de meu amigo, simpatizante do PT, e agrediram a menina com socos e pontapés enquanto gritavam slogans políticos. Crianças de DEZ anos.

O bullying vai se mostrando um fenômeno cada vez mais intenso, imprevisível e de conseqüências devastadoras para os alvos da prática. Quem tem a menor noção do nível de sofrimento que experimentam as vítimas – aliás, uma preocupação que, nos Estados Unidos, tem mobilizado a sociedade – certamente já percebeu que, apesar de ser positivo que se combata a venda de armas, não será assim que se evitará casos como o de Realengo.

No caso específico desses atos de insanidade como o do jovem Wellington, armas podem ser conseguidas em qualquer parte. Os telejornais relataram que as usadas por ele na chacina eram de origem ilegal, não tendo sido compradas em loja. Mesmo que não houvesse armas sendo vendidas no Brasil, armas são contrabandeadas para dentro do país.

Além do que, para quem quer matar, se não entrar em uma escola com um revolver ou em um cinema com uma submetralhadora, pode entrar com uma espada, um facão, qualquer arma branca e fazer estragos talvez até maiores – algumas armas brancas têm um poder de ferir extremamente alto, como espadas samurais, afiadíssimas e que podem ser levadas em vários tipos de invólucros.

O que é preciso combater, portanto, é a motivação desses jovens. Mesmo sendo psicopatas, sem o estopim do bullying podem se limitar a ser retraídos, antissociais. E, aliada ao combate à zombaria organizada de grupos contra uma vítima, outra providência indispensável é a avaliação de professores sobre jovens com esse perfil, de forma a lhes ser oferecido – ou até imposto – tratamento psicológico.

Mas, acima de tudo, cabe aos pais, às famílias, repensarem a educação que estamos dando aos nossos filhos. Quantos exemplos de intolerância milhões de pais e mães dão aos filhos estigmatizando pessoas por ideologia, etnia, religião, convicção política, classe social etc., tornando-as alvos potenciais dos filhos se surgirem-lhes no ambiente escolar?

Em um momento em que um deputado federal vai a uma televisão de alcance nacional e diz frases estúpidas sobre pais agredirem filhos “gayzinhos” para “curá-los”, quantos comportamentos parecidos não estarão sendo inspirados em jovens que julguem que algum colega se enquadra nesse estereótipo criminoso?

Toda esta reflexão nos leva de volta ao assunto que este país tanto tem discutido desde que aquele inominável parlamentar disse as atrocidades que todos conhecem. Os jovens nascem insensatos. Cabe aos adultos lhes ensinar tolerância com a diferença, generosidade, respeito ao próximo, valores humanistas, em vez de comportamentos diametralmente contrários a estes.

Sem profunda reflexão da sociedade sobre o que discursos intolerantes de adultos diante de jovens podem causar, continuaremos criando monstros que acabarão atacando a todos, cedo ou tarde. Até a você que se delicia com uma aberração como o deputado racista e homofóbico ou que apenas defende a continuidade de seu discurso odioso em nome de uma “liberdade de expressão” que, como se vê, termina de enlouquecer mentes como a de Wellington.

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Grupo do PV divulga Carta Aberta e ataca postura de Daniel Coelho

07.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

CARTA ABERTA AOS MILITANTES E FILIADOS DO PV

Face aos ataques e acusações inverídicas e raivosas desferidos, através da imprensa, pelo deputado Daniel Coelho contra a Executiva Estadual do Partido Verde, contra Marina Silva, contra Sérgio Xavier e contra todos os membros do partido que discordam de seus posicionamentos e práticas políticas, a CÉLULA VERDE (*) vem a público repudiar a atitude do deputado, colocar os pontos nos “is” e mostrar quem verdadeiramente defende a real democratização do PV. Vamos aos fatos:

1) DanieL, João Coelho e seus seguidores explicitaram em reuniões partidárias que eram contrários ao lançamento das nossas candidaturas majoritárias. Defenderam uma aliança do PV nas eleições de 2010 com Jarbas Vasconcelos ou, como segunda opção, o não lançamento de candidaturas ao Governo e ao Senado.

2) Essa posição foi minoritária na executiva e Daniel boicotou a convenção estadual do PV, prosseguindo com sua prática sistemática de desrespeito ao estatuto do PV.

3) Na campanha, o candidato Daniel não apoiou Sérgio Xavier e nem Renê Patriota. Sua militância só apareceu nas duas atividades que contaram com a presença de Marina, nas quais, inclusive, promoveu verdadeiros shows de truculência e desrespeito contra Sérgio e contra a própria Marina.

4) No seu material de campanha Daniel não colocou a chapa majoritária, inclusive, quando as dobradinhas foram com candidatos a federal do PV. Na verdade, as suas dobradinhas prioritárias foram com candidatos de outros partidos.

5) Espalhou entre a militância do partido em todo o estado que se fosse eleito iria tirar Sérgio Xavier da Presidência e ia indicar todas as comissões municipais, chantageando e oferecendo “vantagens” a diversos dirigentes do PV nos municípios para que lhe dessem apoio.

6) Eleito deputado, desrespeitou os outros candidatos a estadual quando afirmou que só ele tinha tido votação expressiva e que os outros não tinham voto, omitindo que o quociente eleitoral foi de mais de 93.000 votos e que para ser eleito precisou, mesmo praticando fisiologismo eleitoral, dos votos da legenda do PV e de todos os outros candidatos.

7) Sem discutir e sequer comunicar à direção estadual da qual é integrante, articulou uma pretensa liderança da oposição na Assembléia Legislativa, juntando-se a Sérgio Guerra e a Jarbas Vasconcelos, dos quais fez questão de dizer que tinha o apoio.

8) mesmo convidado, o deputado não participou da reunião da executiva que decidiu pela aliança com o PSB e com o governo estadual. Tampouco apareceu nas reuniões e no encontro aberto com a militância que o partido realizou para debater essa decisão da executiva, com a qual o deputado não concordou. Mais uma vez foi na contramão da maioria partidária que aprovou e legitimou a aliança. Não vacilou, todavia, em continuar atirando pedras no PV e na sua direção, com acusações inverídicas, descabidas, oportunistas e raivosas. Essa postura tem levando Daniel a um isolamento ainda maior entre a militância e os quadros mais representativos do PV, em nível estadual e nacional.

9) É bom lembrar que a decisão pela aliança PV-PSB, cumpriu as regras do estatuto e conta com o apoio de lideranças expressivas como Renê Patriota (que obteve mais de 124 mil votos como candidata ao senado), Lucrécio Gomes (ex-deputado), Roberto Leandro (ex-deputado), Augusto Carreras (vereador do Recife), Ermírio Barros (ex-vereador e atual secretário de meio ambiente de Jaboatão), Fred Gadelha (suplente de deputado estadual), André Lucena (candidato a deputado federal), Cristiano Carrilho (professor e ex-candidato a deputado), Vicente Roque (ex-presidente do sindicato dos advogados), Carlos Augusto Costa (membro da direção nacional do PV); Clovis Cavalcanti (economista ambiental e membro histórico do PV), Alvinho Patriota (vereador de Salgueiro), além de outros vereadores do interior, todos os coordenadores regionais e centenas de filiados e lideranças de movimentos que expressaram sua posição de apoio via internet e presencialmente, em reunião aberta realizada no dia 18/01/2011.

10) Na tentativa de barrar a constituição da Comissão de Ética do PV, o deputado levou para a reunião da executiva que a elegeu, cerca de trinta apoiadores, entre assessores do seu gabinete e cabos eleitorais, onde foi promovido o maior festival de agressões da história do PV em Pernambuco. Lamentavelmente, essa violência foi capitaneada pelo ex-deputado João Coelho, que foi para a reunião visivelmente embriagado e atacou a honra de vários dirigentes do partido. Essa violência teve a complacência e o consentimento envergonhado do deputado Daniel Coelho.

11) Nesse momento em que os setores mais éticos e consequentes do PV articulam o movimento Transição Democrática, cujo objetivo é resgatar os compromissos históricos e a democracia dentro do Partido, mais uma vez o deputado Daniel demonstra de que lado está. Tentando dissimular seu alinhamento com Zequinha Sarney e os setores burocráticos e fisiológicos do PV, fala em independência e democracia. Se trai, entretanto, quando vai para a imprensa e ataca Marina e Sérgio Xavier, pois sabe que do ponto de vista político e ideológico eles tem uma concepção bastante diferente da sua e não serve a seus interesses, portanto, que prevaleça essa concepção. A maior prova de que Daniel está ao lado da burocracia e do autoritarismo no PV é a representação perante à direção nacional ,que a sua assessora, Betânia Advíncula, está promovendo, juntamente com a mulher de Penna, contra Marina, Sirkis e outros companheiros históricos do partido, conforme matéria da Folha de S. Paulo, de 06.04.2011.

Essa é a verdade. Contra fatos não há argumentos.

LUTAR POR UM PV DEMOCRÁTICO E ATUANTE. EIS O DESAFIO DA MILITÂNCIA.

(*) A CELULA VERDE é constituída por representantes do núcleo central do pensamento da militância e dos setores mais autênticos e comprometidos com as diretrizes programáticas do ideário do Partido Verde, com uma década de atuação.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19198?task=view

Boa notícia. Petrolina terá em breve o primeiro Parque Fluvial do Brasil

07.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


A Prefeitura de Petrolina está buscando o apoio do Governo Federal para presentear o rio São Francisco com um grande Parque Fluvial. O projeto, uma das primeiras iniciativas de revitalização do Rio a ser protocolado no Ministério do Meio Ambiente, está dividido em três partes e utilizará um recurso de cerca de R$ 15 milhões, investidos em ações de preservação ambiental, cultura e turismo.

De acordo com a gestora do Usina de Projetos, Marlize Mainardes, a proposta é criar um espaço de lazer, cultura e preocupação com a preservação do meio ambiente, no qual as famílias possam passar as suas horas de folga, usufruindo da beleza e da comodidade que esse Parque vai oferecer. Tudo isso, tendo como princípio as normas ambientais, com utilização de um material politicamente correto nas obras e causando o mínimo de impactos à natureza.

“Nós fomos a primeira cidade a protocolar junto ao ministério o projeto do parque fluvial. Estamos trabalhando para que sejamos o primeiro município a ser contemplado”, ressaltou o prefeito Julio Lossio. Para facilitar a captação de recursos e garantir a diversidade do projeto, a Orla de Petrolina foi dividida em três áreas e contou com a contribuição de quatro arquitetos. A primeira etapa, que já foi contratada com a Caixa Econômica Federal e será financiada pelo Ministério do Turismo, a partir das emendas dos deputados federais Carlos Eduardo Cadoca (PSC) e Sérgio Guerra (PSDB) , prevê a construção de um novo modelo de acesso ao terminal de barcas, pista para caminhada, ciclovias, quadras poliesportivas de areia, mirantes, praça com labirinto lúdico para as crianças e restaurantes.

O projeto do segundo trecho da Orla, aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente, a partir do Programa de Revitalização de Bacias, está captando recursos junto aos Ministérios da Integração Nacional, com o apoio do ministro Fernando Bezerra Coelho, e da Casa Civil para a construção do anfiteatro, escola de meio ambiente, viveiro para produção de mudas da mata ciliar, praça de esculturas, trilhas de caminhada e estrutura para a prática de vários esportes.

Completando o Parque Fluvial, a terceira parte da orla – que já teve o projeto cadastrado no Sistema de Convênios do Governo Federal – SICONV – contempla a continuidade da ciclovia e da pista de caminhada, além de um espaço dedicado às crianças, onde será construída uma espécie de cidade em miniatura. Todos os equipamentos integrados à natureza e adequados ao contexto da revitalização do Rio São Francisco.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19205-boa-noticia-petrolina-tera-em-breve-o-primeiro-parque-fluvial-do-brasil

Caruaru reúne o maior público do Todos por Pernambuco 2011

07.04.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly


Nesta quinta-feira (7), o município de Caruaru, Agreste Central, a 130 km do Recife, recebeu o maior público desta edição do Todos por Pernambuco 2011. No total, 1.468 pessoas de 320 entidades foram à Faculdade de Filosofia de Caruaru (Fafica) participar da sétima sessão plenária do programa de ausculta popular.

O sucesso de público é o reconhecimento dos pernambucanos ao modelo de gestão implantado por Eduardo Campos. “Esse diálogo não começou hoje pela manhã e nem vai acabar quando terminar esse debate. Ele vem sendo construindo desde 2007. O Todos por Pernambuco é símbolo do encontro do Governo com toda a população do estado", disse o governador.

Além de Caruaru, outros 25 municípios formam a microrregião do Agreste Central reunindo uma população de mais de um milhão de pessoas: Agrestina, Altinho, Alagoinha, Barra de Guabiraba, Belo Jardim, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Félix, Cupira, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Lagoa dos Gatos, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, São Bento do Una, São Caitano, São Joaquim do Monte e Tacaimbó.

Localizado a 107 km de Caruaru, o município de Poção enviou vários representantes. Coordenador do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável da cidade, Ednaldo Gomes da Silva, 59, se disse muito feliz por participar do seminário. “No Todos por Pernambuco a gente pode levar os nossos conhecimentos para os homens que podem fazer por nós. A democracia é isso, feita da humildade, e Eduardo Campos dá exemplo de um governador voltado para o povo”, declarou Ednaldo, que participou da sala de Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade.

Durante a reunião plenária, o governador também assinou diversas Ordens de Serviço (OS) para obras na região. Uma delas é a construção do Abatedouro Regional de Pesqueira, com capacidade para 200 abates/mês entre ovinos, bovinos, suínos e caprinos. A obra custará R$ 850 mil pactuados entre o Governo do Estado e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

Eduardo também assinou a ordem de compra do terreno às margens da Br-104 em Caruaru, onde vai funcionar o Hospital Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino (ver matéria anterior). Satisfeita com a notícia, a médica Cristina Sitle ressaltou a coragem do governador na defesa do sistema público de Saúde. “Ele é um dos poucos governadores que defendem, frente ao Governo Federal, o aumento dos repasses aplicados hoje pelo SUS”, elogiou a médica, que participou das discussões na sala voltada às questões de Saúde.

ÁGUA – Outras seis O.S. foram dadas para obras de melhorias no abastecimento de água em toda a microrregião. A maior delas vai atender ao 2° distrito da zona rural de Caruaru, beneficiando 15 mil pessoas. A atual situação do fornecimento de água é precária e onde a água chega, por meio de cacimba e carros-pipas, o líquido é de péssima qualidade. Orçada em quase R$ 5milhões, a obra fica pronta em doze meses acabando de vez com a falta de água. Serão 50 km de rede distribuição e construção de Estação de Tratamento de Água (ETA) completo.

Bezerros, cuja população é de cerca de 70 mil pessoas também ganha um reforço na oferta de água. As obras de ampliação e troca da velha tubulação, além da construção de dois reservatórios (900 mil litros) e reforma da ETA, ficam concluídas em 18 meses e somam investimentos da ordem de R$ 3.661,281,81.

Os povoados do município de Tacaimbó (Melancia, Igrejinha e Riacho Fechado) também foram contemplados nesta tarde e ganham, em um ano, um novo sistema de abastecimento de água. O valor da obra é de quase R$ 3 milhões e tem o prazo de um ano para ficar pronta. Cerca de três mil pessoas serão beneficiadas.

Já o município de Bonito (distrito de Bonito) e Camocim de São Félix vão ter ampliadas as suas redes de distribuição e adequação das ETAs. As duas obras juntas vão custar um pouco mais de R$ 900 mil. Ainda foi dada a O.S. para a instalação de tubulação responsável por levar água tratada à comunidade de Terra Vermelha. Cerca de mil pessoas moram na comunidade. Similar ao sistema de abastecimento urbano, a obra, que vai ser entregue em quatro meses, é uma parceria entre o IPA, prefeitura de Caruaru e Governo do Estado e vai custar R$ 375.494,18.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19232-caruaru-reune-o-maior-publico-do-todos-por-pernambuco-2011

Dia Mundial da Saúde tem programação especial

07.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


Hoje, o dia será voltado para a saúde. Atividades serão realizadas em pontos estratégicos do Estado, a fim de conscientizar a população a respeito da prevenção de doenças e tratamentos que podem ser utilizados para combater as disfunções. Na praça de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, das 6h às 11h30, serão realizadas aulas de ginástica, bem como sessões de massoterapia. Orientações de preservação da água e combate à dengue também serão realizadas. O evento é organizado pela Prefeitura do Recife.

Também serão prestados atendimentos nutricionais gratuitos, das 9h às 16h, na Estação Recife do Metrô. Na ocasião, os profissionais do Conselho Nacional de Nutricionistas (CRN) darão dez passos de como alimentar-se de forma saudável. O Sesc Santa Rita também incluiu, em sua programação, atendimento aos cidadãos. Serviços como aferição de pressão arterial, teste de glicose e dicas de como fazer uma boa higiene bucal serão disponibilizados na unidade, às 11h30.

Entretanto, para quem prefere uma programação mais interativa, pode recorrer ao Espaço Ciência. A instituição, junto à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e à Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso) organizou jogos e exposições os quais abordam temas ligados à saúde. As atividades vão ocorrer a partir das 8h.

Saiba mais


Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia de hoje como o Dia Mundial da Saúde. O objetivo foi alertar a população a respeito de doenças possíveis de serem transmitidas, bem como prevenir alterações funcionais no organismo humano.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/630249?task=view

Mark Almond: 100 anos de bombas contra a Líbia

07.04.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Mark Almond, Counterpunch, em 06.04.11
Tradução do Coletivo da Vila Vudu

As celebrações dos 150 anos da unificação da Itália, em março de 2011, foram obscurecidas pela crise na Líbia. Coincidindo com o aniversário da Itália, o governo de Sílvio Berlusconi decidiu oferecer sete bases aéreas aos aliados da OTAN para bombardear a Líbia.

Outra coincidência, há cem anos os italianos inventaram o bombardeio aéreo e iniciaram essa prática, precisamente, contra a Líbia. Passam-se 100 anos, e os bombardeios voltam à cena do próprio sangrento nascimento. Clio, a musa da história, parece viver algum gozo perverso, fazendo a história repetir-se ali, primeiro como imperialismo, depois como intervenção humanitária, sem nem precisar trocar de cenário.

Dia 1/11/1911, o tenente Giulio Gavotti pela primeira vez na história lançou uma bomba de um aeroplano. Segundo as autoridades otomanas, a bomba explodiu sobre o hospital militar em Ayn Zara no deserto líbio. Os italianos negaram ter mirado instalação protegida pela Convenção de Genebra. A moderna guerra aérea e a batalha da propaganda que sempre a acompanharia daí em diante nasceram assim.

As quatro bombas do tenente Gavotti não passavam de granadas de mão modificadas, mas em pouco tempo os italianos aprenderam a lançar bombas incendiárias e bombas que ao explodir lançam estilhaços mortais – que hoje se chamam “cluster munitions”, em inglês.

O impacto inicial do bombardeio aéreo foi assustador e desorientou as forças atacadas. O pânico se espalhava, ao simples som de avião que se aproximasse. Mas em pouco tempo os turcos e árabes em terra aprenderam as limitações de ataques aéreos, e o terror diminuiu. Os italianos decidiram que era preciso aumentar o efeito terrorífero de suas bombas, para impedir que o inimigo se reorganizasse. Os pilotos italianos também logo aprenderam que alvos fixos, como vilas ou oásis eram mais fáceis de localizar e atacar, que guerrilheiros de alta mobilidade.

O arabista britânico G.F. Abbott que estava com as forças conjuntas turco-árabes na resistência à invasão, observou que os atacados rapidamente se recobraram do susto e do medo, em parte porque bombas que caíssem na areia muito frequentemente explodiam sem causar qualquer dano. Mas anotou que “mulheres e crianças nas vilas são praticamente as únicas vítimas, o que fez aumentar a fúria dos árabes”.

Antagonizar a população civil foi um infortunado efeito colateral dos bombardeios que se tornou fator decisivo no processo de converter a invasão italiana em muito longa guerra de contraguerrilha, que hoje se chama “counter-insurgency”, em inglês.

Quando a ideia de ocupar a Líbia como presente de 50º aniversário para eles mesmos foi posta em prática, em setembro de 1911, os italianos estavam certos de que chegariam rapidamente à vitória. Haviam sido informados de que o regime turco era odiado pelos árabes que ali viviam, e que podiam contar com recepção calorosa aos soldados que traziam civilização e libertação contra a tirania do sultão. Em jargão contemporâneo, os italianos foram encorajados a esperar “uma moleza”. A imprensa garantia aos soldados que “a hostilidade dos árabes não passa de invenção dos turcos”.

O fato de Gavotti ter jogado as primeiras bombas aéreas da história apenas um mês depois de iniciada a campanha foi prova de o quão rapidamente os italianos perceberam que as coisas não estavam saindo como previstas. A resistência nas principais cidades, como Trípoli, foi rapidamente esmagada, mas em grandes porções de território nem os 100 mil soldados lá distribuídos pela Itália eram suficientes para controlar país muito extenso, boa parte do qual já invadido pelo Sahara. O recém-inventado avião bombardeiro provia meios para distribuir o poder italiano por vastas porções de terra que, de fato, eram controladas por árabes locais que preferiam os turcos muçulmanos aos italianos cristãos – pelo menos no que tivesse a ver com distribuir civilização mediante bombas de fragmentação lançadas de aviões que voavam baixo.

A muito comentada crueldade dos árabes e turcos locais contra soldados italianos capturados foi uma das justificativas para insistir no uso de bombas, na Líbia. Em luta contra gente bárbara, não civilizada, as regras da guerra podiam ser suspensas. Mas a Líbia mostrou-se muito mais difícil de assustar para submeter, do que Roma previra.

Mesmo assim, dia 9/11/1911, o governo italiano declarou vitória, embora a guerra só estivesse começando. Com a missão ainda não cumprida, a guerra custou muito mais do que os italianos esperavam pagar. Não surpreendentemente, o primeiro-ministro italiano, Giovanni Giolitti, mentiu ao parlamento em Roma: disse que a guerra custara 512 milhões de liras. Era muito dinheiro, se se considera que o orçamento do ministério da guerra no último ano de paz fora de apenas 399 milhões de liras. A verdade é que nesse relatório já estava ocultado quase um bilhão de liras, que foi o déficit gerado na guerra contra o Império Otomano pela Líbia. Em termos de custo humano, 8 mil italianos foram mortos ou feridos. E ninguém contou os árabes mortos.

Embora a elite italiana visasse a objetivos econômicos na ocupação da Líbia, que foram embalados em retórica nacionalista e civilizacional, o petróleo não foi o motivo real dos italianos. Só no fim do período fascista houve alguma exploração mais consistente, que indicou que havia petróleo no subsolo líbio. O principal poço de petróleo foi encontrado nos arredores da cidade natal de Gaddafi, Sirte, em 1959. Ao final de 30 anos de poder italiano na Líbia, o principal item de exportação do país não era o petróleo, mas o sal. Os italianos estavam convencidos de que a Líbia voltaria a ser o celeiro do Mediterrâneo, que fora sob o Império Romano. Poucos, em 1911, parecem ter percebido que, já há muito tempo, os campos plantados e as cidades romanas na Líbia haviam sido tomados pelo deserto.

Com o tempo, o entusiasmo pela guerra começou a fenecer na Itália, mas os jornais e a literatura de ocasião registram o quanto toda a imprensa e os formadores de opinião eram unanimemente a favor da guerra desde os primeiros tiros. Particularmente louvados eram os pilotos, os homens da morte que desce dos céus. Nasceu ali o culto ao piloto capaz de atingir, dos céus, com precisão cirúrgica, um inimigo animalesco que rasteja pelo chão.

O mais importante poeta italiano vivo, Gabriele D’Annunzio, imediatamente imortalizou o feito do tenente Gavotti em sua Canzone della Diana. (Poucos anos adiante, na 1ª Guerra Mundial, D’Annunzio sobrevoaria Viena, distribuindo panfletos que anunciavam as bombas que logo chegariam.) Giovanni Pascole sentimentalizou os feitos dos pilotos italianos, quando a guerra da Líbia festejou seu primeiro Natal, em La Notte di Natale. E o futurista Filippo Marinetti, embarcou ele mesmo num avião e sobrevoou a Líbia, para estimular os soldados italianos a armar as baionetas e atacar.

No começo, parecia que todo mundo apoiava a invasão. O grande filósofo e depois antifascista Benedetto Croce declarou – ao que parece sem qualquer ironia – que ocupar a Líbia era presente muito merecido que a Itália se dava no 50º aniversário da unificação. Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1907, E.T. Moneta, seria o primeiro – mas não, de modo algum, o último beneficiado com prodigalidade pela fortuna do dinamite –, antes de Barak Obama, a manifestar fé inabalável no bombardeio aéreo como ferramenta de progresso para a humanidade e, por isso, a declarar que bombas aéreas não ferem princípios pacifistas. A hierarquia da igreja católica havia hostilizado a elite política italiana secular (para não dizer maçônica), mas endossou a cruzada de Giolitti na Líbia, com muito mais entusiasmo que os antecessores haviam apoiado a versão original 800 anos antes.

A reunião dos poetas e intelectuais da Sociedade Dante Aligheri, dia 20/9/1911, foi encerrada com brados de “Para Trípoli!”

Nem só intelectuais protofascistas como D’Annunzio e Marinetti inebriaram-se com a ideia de um piloto atravessar os céus sobre o deserto, matando selvagens rastejantes em terra. O sueco Janson Sweden descreveu a inebriante sensação de poder ilimitado e a perfeita impunibilidade dos pilotos em ação no céu, contra primitivos rastejantes no solo, cujas defesas antiaéreas em incapazes de evitar ou vingar as mortes: “A terra deserta abaixo dele, o infinito vazio dos céus acima dele, e o piloto, cavaleiro solitário, flutuando entre os dois mundos! O piloto é tomado de uma sensação de poder. Voava pelos espaços infinitos, comprovando a indiscutível superioridade da raça branca. Ao seu alcance, ali, estava a prova, sete bombas de alto poder explosivo. O poder para lançá-las dos céus, eis a prova convincente e irrefutável.”

Alguns italianos protestaram contra a flagrante agressão à Líbia. Mas coube ao editor do jornal socialista extremista, Benito Mussolini, fazer o mais absoluto e incondicional discurso de rejeição da guerra. E foi preso depois de dizer, da bandeira nacional italiana, “esse trapo que tremula sobre uma masmorra”, em discurso contra a guerra em Forli.

É muito claro contraste com a atitude que Mussolini teria depois, já ex-marxista no poder e Duce do Fascismo depois de 1922. O aeroplano e o poder destrutivo que podia gerar projetar excitou Mussolini o Fascista, tanto quanto horrorizara Mussolini o Marxista. Declarou que o avião foi “o primeiro fascista”. E tornou-se bombardeador obcecado.

Foram passos simultâneos: Mussolini rejeitou o marxismo e abraçou o frenesi da guerra ultramoderna. Quase imediatamente ao assumir o poder, Mussolini foi levado a voar em avião pilotado pelo ás da guerra aérea, Mario Stoppiani, que testemunhou o “delírio entusiástico” do Duce durante a experiência. Depois, aprendeu a pilotar (e para grande temor de seu aliado mais pedestre, Hitler, assumiu os controles do avião, em momento em que o assustadiço Fuehrer estava a bordo.) Antes de George W. Bush e Vladimir Putin que outro líder político assumiu publicamente, com as próprias mãos, o manche de aviões?

O avião também foi usado para destruir diretamente os inimigos de Mussolini: chefões da Máfia e líderes tribais líbios eram embarcados em voos sem volta sobre o Mediterrâneo e jogados ao mar, uns já mortos, outros ainda vivos.

Mussolini desenvolveu o uso do poder aéreo para reprimir rebeldes na Líbia e, vez ou outra, para quebrar a resistência, depois de já quase 25 anos de ocupação. Na Etiópia, levou a própria guerra pela civilização a novas profundidades. A Itália fascista anunciou que aboliria a escravidão, mas antes teria de conquistar os nativos. O imperador etíope no exílio, Hailé Selassié, narrou à Liga das Nações como os italianos usavam técnicas de dispersão de fungicidas sobre as plantações, para envenenar pessoas. O regime de Mussolini não discutiu os próprios métodos e não tentou esconder-se por trás de relatórios oficiais segundo os quais “não há registros de baixas na população civil”.

Fascistas Voadores passou a ser a ordem do dia, quando Mussolini tornou-se expansionista, em meados dos anos 1930s. Seu filho mais velho Vittorio e seu enteado, Galeazzo Ciano, fizeram sua parte no papel de pilotos de guerra, bombardeando a Etiópia. Outro filho de Mussolini, Bruno, escreveu descrição lírica da experiência de ver etíopes cujos corpos abriam-se como pétalas, explodidos, sob as bombas do próprio Bruno.

Bertrand Russell viu a evocação de Bruno Mussolini, a louvação do imaculado poder aéreo para destruir minúsculos humanos como corporificação da realidade dos modernos regimes totalitários mas, ainda pior que isso, como objetivação de um mundo futuro controlado do ar. Russell perguntou: “Imagine-se um governo que governe de dentro de um avião. Não é evidente que esse governo vê a oposição de modo absolutamente diferente?” Russell temia que um governo com poder aéreo “exterminaria” qualquer resistência, qualquer oposição ou divergência.

Para Russell, o avião bombardeiro tornava obsoletos os exércitos de soldados nacionais alistados, que Russell previa que logo seriam substituídos por mercenários altamente treinados, para fazer o que os patrões mandassem, e que não se veriam como parte da população: “Agora, com os aviões, voltamos à necessidade de pequenos exércitos de poucos homens, todos altamente treinados. Deve-se esperar portanto que os governos, em todos os países expostos a guerra em maior escala, serão o que mais interesse aos aviadores, o que nada sugere que tenha qualquer conteúdo democrático.”

Mas os fascistas italianos logo descobririam que o poder aéreo é rua de duas mãos. Líbios e etíopes não tinham poder para declarar “zonas aéreas de exclusão” sobre Roma nem podiam bombardear Florença. Mas, depois de 1940, sim, os britânicos e os EUA já podiam. E os esforços pioneiros dos italianos na guerra aérea foram amplamente admirados e imitados.

Fiorello La Guardia foi treinado para pilotar por instrutores italianos depois que os EUA entraram na 1ª. Guerra Mundial em 1917. O pioneiro norte-americano das bombas, Billy Mitchell, reconheceu o papel da Itália como pioneira da guerra aérea e tornou-se empenhado admirador dos fascistas, dos quais disse, em 1927, que seriam “um dos poderes mais construtivos para construir um bom governo que há hoje no mundo”. Mas, como os comandantes voadores de Mussolini, Mitchell também foi ultrapassado pelo avanço rápido das mudanças: como os fascistas voadores, Mitchell também logo concluiu que o transporte aéreo não tinha futuro.

Também na Grã-Bretanha, houve fortes laços entre o fascismo e guerra aérea. Lady Houston, que financiou o Spitfire, embrião do Supermarine, para vencer o Troféu Schneider, também ofereceu 200 mil libras à União Fascista Britânica liderada por Oswald Mosley, também entusiasta da aviação –, de modo que sua contribuição para derrotar o fascismo foi maior que o efeito de apoiar a União Fascista Britânica – aspecto do mito patriótico que foi omitido no filme de Leslie Howard First of the Few (Spitfire, nos EUA, 1942).

Ainda hoje, sobrevive uma estranha, quase erótica ironia: uma das netas de Mosley, a glamurosa modelo Daphne Guinness, mantém laços amorosos com Bernard-Henri Levi, o intelectual francês líder do bombardeio aéreo como via para a liberdade na Líbia: aliança maldita entre a Repubblica Salo e a République Sarkozyste, ou reconciliação de falsa dicotomia?

Mas seja qual for o papel de outros países nos anos pioneiros da guerra aérea ou mesmo do fascismo, cabe à Itália o título de primeira nação a liderar nos dois campos. A Itália pôs aviões de guerra nos céus com extrema rapidez, com um fascista no joy-stick. Giulio Douhet foi o primeiro estrategista do bombardeio aéreo. Apesar de ter apoiado Mussolini, a carreira de Douhet como artista da guerra aérea foi muito dificultada na Itália fascista por rivais com melhores credenciais no partido.

Uma das raras vozes dissidentes em 1911 foi um adolescente de Ferrara que viria a ser o segundo mais famoso fascista depois de Mussolini, pelo menos por suas façanhas aéreas. Italo Balbo, então com 15 anos, rompeu a atmosfera nacionalista e publicou artigo denunciando a invasão do território líbio que, depois de 1933, ele governaria como vice-rei de Mussolini. Mas até lá, Balbo seria o Charles Kindbergh italiano – aviador-pioneiro e celebridade, que voou por quase todo o mundo para demonstrar o compromisso do novo regime fascista com a mais moderna manifestação do poder – o avião.

Mas em 1911, como Mussolini, Balbo era só um sujeito esquisito. Claro que nem todos os futuros fascistas fizeram antes oposição à guerra. Sergio Panunzio, por exemplo, discordou do jovem Balbo que publicara artigo contra o consenso pró-guerra: “Por quê? Para ir contra a corrente, contra a realidade, contra o governo”. Panunzio antecipava aí o argumento fascista clássico, segundo o qual “certo” seria o que fosse declarado “certo” pela imprensa e pelo poder do Estado.

Os italianos deviam orgulhar-se de sua aviação militar pioneira, em nome da civilização. Em 1911, os italianos foram os primeiros em vários feitos aéreos: o primeiro voo noturno, a primeira fotografia aérea, o primeiro bombardeio aéreo – e o primeiro avião abatido a tiros. Há quem insista que, se valerem bombas lançadas de balões, a Itália merece mais um primeiro lugar. Em 1849, os austríacos sitiavam os rebeldes de Veneza e atacaram-nos do céu, com balões carregados de explosivos que deveriam ter voado rumo à Serenissima, mas acabaram voando na direção das próprias tropas austríacas, onde explodiram. É o primeiro episódio conhecido de mortos por “fogo (aéreo) amigo”. O governador da Líbia foi também, pessoalmente, vítima de fogo (aéreo) amigo, quando o trimotor em que viajava foi abatido por sua própria artilharia antiaérea manejada por seus próprios soldados, em Tobruk, dia 28/6/1940. Em 1941, Bruno Mussolini também foi morto, ao testar um novo avião. O avião começava a devorar os fascistas. Foi quando a nação decidiu que aviões seriam perfeitos como arma militar.

Rejeitando qualquer nostalgia romântica dos dias do piloto solitário em duelos aéreos na 1ª Guerra Mundial, Balbo propôs que, nas guerras futuras, se lançassem “centenas e centenas” de aviões nos céus. Ataques aéreos massivos seriam a maneira fascista de conduzir guerras aéreas – mas o regime de Mussolini mostrou-se mais forte na bombástica arte da propaganda de intimidação, do que em investir recursos no que logo se viu que seria programa caríssimo. Não foram os fascistas, portanto, mas as democracias, que construíram e puseram a voar as primeiras brigadas e frotas de bombardeiros aéreos pesados.

Conforme a 2ª Guerra Mundial avançava, o norte da Itália mais sofria sob pesado bombardeio aéreo dos aliados que avançavam – contra os alemães e contra o regime Salo de Mussolini. Deixando de lado o custo humano, as perdas culturais eram terríveis. Prédios como o La Scala em Milão, ou a igreja de Bramante, que abrigava A Última Ceia de Leonardo, num refeitório miraculosamente não destruído, podiam ser reconstruídos; mas os trabalhos artísticos que havia neles, como o afresco de Mantegna da vida de São James na capela Ovetari em Pádua, estavam perdidos para sempre, destruídos por bombas aliadas.

O impacto da 2ª Guerra Mundial fez com que a esquerda italiana passasse a desconfiar de qualquer envolvimento em guerras, muito mais se a guerra exigisse bombardear territórios de ex-colônias. Mas em 1999, outra vez a Itália quebrou o tabu. Liderado por ex-marxistas, o governo italiano aceitou que o território da Itália fosse usado como principal base de lançamento de ataques aéreos contra a Sérvia, em disputa pelo Kosovo, que, por curta temporada, fora parte do inglório novo Império Romano de Mussolini (1941-43). Até hoje há pescadores no Adriático que lembram o terror de ser morto por fogo da OTAN. Mas o que se vê hoje é um governo com participação de “pós-fascistas”, que compete com pós-marxistas para explicar por que outra vez a Itália está em guerra contra a Líbia, exatamente quando acontece o centenário de uma Itália parteira da guerra aérea.

Nesse mórbido aniversário, a cruzada da civilização, de então, está convertida em cruzada dos direitos humanos, hoje. A máquina de guerra dos cruzados contemporâneos talvez seja mais rápida que os bimotores de 1911, e as bombas são muito mais mortíferas, mas a unanimidade entre os políticos e a imprensa em todo o ocidente é um estranho eco da câmara de eco da propaganda inventada pelos fascistas italianos para reforçar, simultaneamente, os homens do poder político e os homens do poder da imprensa, todos a favor da guerra. O pior é não já há, sequer, um Mussolini, que fosse, nem no Parlamento, nem na imprensa, para declarar que não, não: o poder dos aviões de guerra não é força que, algum dia, tenha levado algum progresso ou alguma civilização a alguém!

FONTES

Há vasta bibliografia de autores italianos sobre a guerra da Líbia em 1911 e a invenção do bombardeio aéreo por italianos. Em inglês, as principais fontes são:

Richard Bosworth, Italy and the Approach of the First World War (Macmillan: London, 1983)

Azar Gat, A History of Military Thought from the Enlightenment to the Cold War (Oxford University Press: Oxford, 2011),

Alan Kramer, Dynamic of Destruction. Culture and Mass Killing in the First World War (Oxford University Press: Oxford, 2007)

Sven Lindqvist, A History of Bombing (translated by Haverty Rugg) (Granta: London, 2001)

Bertrand Russell, Power (introd. Kirk Willis (Unwin, 1938, reprinted by Routledge: London, 1995)

Dan Segre, Italo Balbo: A Fascist Life (University of California Press: Berkeley, 1987)

David Stevenson, Armaments and the Coming of War. Europe, 1904-1914 (Oxford University Press: Oxford, 2000)

John Wright, The Emergence of Libya: Historical Essays (Society for Libyan Studies: London, 2008).
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mark-almond-100-anos-de-bombas-contra-a-libia.html

Carta do atirador

07.04.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Jornal do Brasil


A carta de Wellington Menezes de Oliveira

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida.”

“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu pelo por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por que cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.”

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/carta-do-atirador.html

A modernidade do “curral” eleitoral

07.04.2011
Do blog de TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Não surpreende que o senhor José Serra ande por aí defendendo a adoção do voto distrital puro nas eleições municipais e do misto nas para deputado.

Serra é o retrocesso e é natural que defenda o retrocesso nas instituições políticas.

O voto distrital, que reforça o poder econômico, o aparelhamento do poder público e o neocoronelismo político até nas áreas metropolitanas, reduz o debate político às verbas e obras em lugar do voto de opinião e de visão estratégica para a sociedade.

Um candidato rico, concentrando todo o seu poder num só distrito, influi muito mais que com estes recursos espalhados numa estado. Um afilhado de um prefeito, nomeado administrador regional, está com meio caminho andado para a eleição. Já o sindicalista, o integrante de um movimento social, um ativista político, representativo no universo do Estado ou da cidade, não tem votos majoritários em um bairro.

O argumento da proximidade aos problemas do eleitor é uma mistificação. O voto distrital “proviancianiza” o parlamentar federal e o despolitiza.

Não creio que passe, mas devemos estar alertas contra mais essa “novidade” de antigas intenções.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/a-modernidade-do-curral-eleitoral/

Agreste apresenta reivindicações

07.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


A maratona de ausculta da população do governador Eduardo Campos (PSB) inicia hoje uma nova etapa pelo Agreste do Estado. Além da programação de seminários do Programa Todos Por Pernambuco, o socialista, como de praxe, terá espaço na agenda para a inauguração e visita a obras na Região. A primeira parada de Eduardo será a cidade de Caruaru, onde ele abrirá a plenária principal da programação. Eduardo estará acompanhado pela sua equipe de secretários envolvidos no programa.

Prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT) defendeu a implantação de um consórcio de municípios no Agreste. “O que materializa a integração de uma Região é o consórcio, não adianta ter um rótulo de Região Metropolitana se isso não se materializa”, assinalou. O pedetista afirmou que os pleitos apresentados ao governador durante a passagem pela cidade irão visar o Agreste, e não exclusivamente seu município. A decisão foi tomada durante reunião com o seu secretariado, ontem. Entre as reivindicações estão a construção de um Centro de Convenções em Caruaru e a remodelagem do Aeroporto Oscar Laranjeiras para a Copa.

Durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem, o deputado estadual Tony Gel (DEM) adiantou que estará presente na passagem do programa pela cidade e que irá reivindicar uma nova Região Metropolitana do Estado. Para o democrata, o desenvolvimento econômico imprimido na Região requer um planejamento estrutural do crescimento da área. “São cidades muito próximas, com características e problemas semelhantes, que precisam ser pensadas de forma coletiva”, defendeu. Outra reivindicação do deputado é em relação à melhor distribuição da água da Barragem de Jucazinho.

Amanhã, o governador Edu­ardo Campos seguirá para Altinho, onde irá inaugurar a ampliação do abastecimento de água e o posto do Ciretran. Em seguida, ele se dirige para Santa Cruz do Capibaribe, onde também haverá seminários do Todos por Pernanmbuco. No final do dia, o socialista irá para Jucati para inaugurar a pavimentação da PE-182, via de acesso ao município. A última parada da comitiva será a cidade de Garanhuns, no sábado. Lá, o governador visitará as instalações do novo prédio da Faculdade de Medicina da Universidade de Pernambuco, pela manhã e também participará do seminário com representantes de municípios vizinhos.

MOBILIDADE

Ontem, o governador Eduardo Campos e o prefeito João da Costa (PT) voltaram a discutir as propostas pernambucanas inscritas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade. O encontro, ocorrido no Palácio do Campo das Princesas, durou pouco mais de duas horas e teria servido - de acordo com informações de bastidores - para a enumeração das prioridades nos projetos a serem aplicados na Região Metropolitana.

Ao final da reunião, João da Costa disse que firmou um pacto com Eduardo para não revelar os pontos que foram abordados, porém comenta-se que ambos deverão ir a Brasília sentir o clima do que pode ser liberado pelo Governo Federal. Além dos dois e de secretários de ambas gestões, participaram representantes da Construtora Odebrecht.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/630273?task=view

Falta de seriedade, de informação e de respeito

07.04.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto


Fico espantado com a superficialidade com que se está tratando esta tragédia na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo. O rapaz enlouquecido que fez essa monstruosidade é apresentado de todas as formas preconceituosas possíveis, como portador de HIV ou religioso islâmico e acusado de “passar o dia na internet”. Ora, nenhuma destas três coisas explica coisa alguma sobre o ataque psicótico que o levou a atacar e matar crianças em uma escola.

Se explicassem, haveria milhares de tragédias assim, pois há milhões de soropositivos, de islâmicos e de nerds.

Só reforça esteriótipos e preconceitos, porque nem Aids, nem fé muçulmana ou internet fabricam este tipo de loucura.

A tão falada carta do homicida a cada hora é usada para achar uma “lógica” num ato ilógico, louco, transtornado. Uma exploração irresponsável, discriminatória e cheia de ódios. Afinal, a carta apareceu e não faz referência a nada do que se falou na imprensa, irresponsavelmente.

E ficaram falando em “fundamentalismo islâmico”. Que vergonha!

Aliás, não é só a mídia que está agindo com leviandade. O Senador José Sarney perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Suas declarações de que o ato foi “terrorismo” e de que era preciso colocar “segurança pública” (o que seria isso, artes marciais, defesa pessoal, ou o que?) no currículo das escolas são lamentáveis.

Como eu disse antes, o colégio era tranquilo, nunca tinha registrado incidentes de violência e até tinha um bom sistema de segurança. ora, ninguém está livre de deixar entrar um louco sob a aparência mais cândida do mundo.

Não é hora de histeria. Todos vocês lembram dos demagogos que prometiam -parece que se mancaram – colocar um guarda em cada esquina, como se um guarda próximo fosse evitar este massacre. Não evitaria, até porque, casualmente, havia policiais perto e eles agiram rapidamente. A presença de um policial sentado dentro da escola só ia, provavelmente, fazer com que um louco disposto a chacinar começasse por ele, de surpresa.

Posto, aqui embaixo, um trecho da fala da presidenta Dilma Rousseff dizendo o que deve ser dito: que este tipo de acontecimento não era característica de nossos país, nos convidando a repudir esse absurdo e a vivermos juntos a comoção que algo tão bárbaro provoca na gente.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/falta-de-seriedade-de-informacao-e-de-respeito/

Kátia Abreu sai do partido

07.04.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

BRASÍLIA (Folhapress)
- Em discurso na tribuna do Senado para anunciar sua saída do DEM e filiação ao PSD (Partido Social Democrático), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) acusou, ontem, o Democratas de fazer oposição sistemática ao Governo Federal em temas que deveriam dar apoio. Numa crítica aos oposicionistas, a senadora afirmou que cabe ao DEM e PSDB somente dizer “não” ao governo “como se fossem uma empresa de demolição”.

“Não vejo que o momento reclame atitudes simplistas de se filiar ao sim ou ao não. Não há grandeza nisso. Perguntam-me se o PSD fará oposição ou se fará parte da base do governo. Não é assim tão banal. Se fosse, não seria preciso criá-lo”, disse. Ao afirmar que o seu “ciclo” no DEM chegou ao fim, a parlamentar disse que deixa a legenda sem “rompimento, briga ou dissidência” - mas por não se sentir em sintonia com as lideranças do partido.

“A parceria que nos uniu chegou ao fim. Atuação partidária hoje tem concepção distinta da minha no que se refere não apenas à prática interna da democracia, mas à postura de independência em relação ao quadro presente da política brasileira”.

Segundo a senadora, as alianças firmadas pelo DEM não abriram espaço para que o partido ocupasse a cena política. “O máximo que propiciaram foi a divisão de cargos na máquina estatal. O ideário liberal, que tem na defesa da liberdade individual -e não apenas na defesa da economia de mercado o seu epicentro- jamais esteve em primeiro plano. Esse tipo de parceria, movido apenas pela ocupação de espaços na máquina pública e não pela defesa de idéias, desfigurou doutrinariamente o quadro partidário”.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/630263?task=view