sexta-feira, 1 de abril de 2011

SERTÃO - Governo ouve reivindicações

01.04.2011 Da FOLHA DE PERNAMBUCO Por ARTHUR CUNHA PETROLÂNDIA - A segunda etapa do Todos por Pernambuco começou, ontem, por este município, no Sertão de Itaparica, distante 490 quilômetros do Recife. Ao todo, 855 pessoas de 196 entidades representantes da sociedade civil estiveram no ato. Além de Petrolândia, os participantes vieram de Belém do São Francisco, Floresta, Jatobá, Itacuruba, Carnaubeira da Penha e Tacaratu. O governador Eduardo Campos (PSB) assinou, na ocasião, o edital para a realização de obras de esgotamento, no valor de R$ 33 milhões. O socialista ainda sancionou uma lei autorizando a Chesf a utilizar 16 mil hectares de terra com o intuito de reassentar famílias que estão sem abrigo, em virtude da construção da usina hidroelétrica Luiz Gonzaga-Itaparica. De acordo com o governador, ao promover o seminário, o Estado abre o diálogo com várias esferas de poder, o que, segundo ele, legitima as políticas públicas a serem implementadas, além de viabilizar tais ações com mais eficácia. “Tem mais gente assinando, tem mais gente olhando, tem mais gente sugerindo. Sobretudo, aqueles que sabem onde o sapato está apertando”, destacou Campos. Finalizando o dia, Eduardo inaugurou as obras de reforma da Escola Estadual Delmiro Gouveia, onde estudam 372 crianças e adolescentes. Fo­ram investidos R$ 976 mil na unidade de ensino para ampliação das salas de aula, biblioteca, auditório e laboratório de informática. Pela manhã, no município de Pedra, Campos assinou a ordem de serviço para reforma da rede local de abastecimento de água. ROTEIRO O périplo sertanejo do governador prossegue hoje. Às 9h, ele inaugura o sistema de abastecimento de Tacaratu. Em Serra Talhada, à tarde, o socialista participará do seminário, o voltado para municípios do Pajeú. Também entregará equipamentos para pequenos produtores ***** Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/629261?task=view

TACARATU: Eduardo inaugura abastecimento d´água e anuncia medidas de segurança

01.03.2011 Do BLOG DA FOLHA Por Valdecarlos Alves O primeiro compromisso do governador Eduardo Campos nesta sexta-feira, 1º de abril, no Sertão de Itaparica, foi no município de Tacaratu, a 436 km do Recife, onde inaugurou o sistema de abastecimento d’água que tira do racionamento uma população de 17 mil pessoas de 13 comunidades da sede de Tacaratu e do distrito de Caraibeiras. A obra, uma parceria do Governo do Estado com a Codevasf, custou cerca de R$ 11,3 milhões. “É com muita alegria que volto à esta cidade para trazer uma obra que foi objeto de luta de muitos. Estamos tão perto da água, com o Rio São Francisco, e com tanta sede. Esse é um primeiro passo para a construção de melhores dias para esta cidade, para que ela cresça e dê maiores perspectivas à sua juventude”, declarou o governador durantes discurso no palco armado ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, padroeira da cidade. Na solenidade de inauguração estiveram presentes o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o senador Armando Monteiro, além de deputados federais, estaduais, secretários estaduais e prefeitos da região. Gestor anfitrião, José Adauto enalteceu o “ineditismo do Governo do Estado, que sempre traz boas novidades para Tacaratu”. “A chegada da água significa mais conforto para as famílias, desenvolvimento para cidade e economia para a nossa administração. Gastamos uma fortuna com a contratação de carros-pipa”. O prefeito calcula uma economia de 60% sobre os R$ 20 mil mensais pagos pelo serviço. Para solucionar o problema da falta de água, a Compesa construiu duas estações elevatórias e um reservatório apoiado com capacidade para 60 m3 de água e implantou 40 quilômetros de adutora em ferro variando entre 150 a 200 mm, para transportar água do Rio São Francisco até o município. Destes, 26 mil metros foram implantados entre Jatobá e Caraibeiras; 14 mil metros de Caraibeiras para Olho D’água do Bruno; e, 5.958 metros de Caraibeiras para Tacaratu. Também implantou cerca de cinco mil metros de rede de distribuição. Segurança Durante a solenidade, o governador aproveitou para anunciar que vai dobrar o número de policiais existentes na cidade e informar a chegada de um novo delegado de Polícia. A decisão foi tomada depois que o governador recebeu denúncias de alguns crimes ocorridos na cidade nos últimos dias. “Como estamos apertando o cerco aos bandidos na Região Metropolitana e Agreste, eles terminam correndo para o Sertão. Mas não vamos deixar que isso aconteça. Desde ontem o secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, está com seu pessoal mobilizado para capturar esses marginais e colocá-los atrás das grades”, finalizou o governador, sob os aplausos da população. De Tacaratu, a comitiva seguiu para Serra Talhada, onde acontece neste momento o seminário do Todos por Pernambuco no Sertão do Moxotó. Depois, segue para Quixaba e Ingazeira, onde inaugura as estradas de acesso às duas cidades. Com informações da assessoria do governo ***** Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/19047-eduardo-inaugura-abastecimento-daagua-e-anuncia-medidas-de-seguranca

Filha não reconhecida preferiu ficar longe

01.03.2011 Da FOLHA DE PERNAMBUCO BELO HORIZONTE (AE) - A decisão da família de José Alencar pela cremação do corpo do ex-vice-presidente trouxe à tona novamente a ação judicial movida pela professora aposentada Rosemary de Morais, de 55 anos, para ser reconhecida como filha do ex-vice-presidente da República. A família alega que atendeu a um pedido do próprio Alencar, mas ontem, durante o velório realizado no Palácio da Liberdade, circularam informações de que o corpo de Alencar poderia se enterrado ao invés de cremado. Rosemary preferiu não ir ao velório para evitar constrangimentos. Especulações de que a decisão pela cremação poderia levar à anulação da possibilidade de prova material - obtida por meio do exame de DNA - causou desconforto entre familiares e outros presentes. Rosemary, que mora em Caratinga (MG), ameaçou comparecer ao velório, mas acabou desistindo, com receio de “se sentir uma intrusa”. “Penso que é um direito deles. O certo seria colher material (genético) dele antes de fazer a cremação. Não sou eu que tenho de provar, eles é que têm”, afirmou Rosemary. “Nem quis ir ao velório para não dar motivo, para não atrapalhar em nada, dizer que eu fui atrás de mídia. Estou quieta no meu canto”, acrescentou. Para o advogado da professora aposentada, Geraldo Jordan de Souza Júnior, caberia à família do ex-vice-presidente fazer a reserva do material genético para contestar a alegação de paternidade, uma vez que sua cliente foi declarada filha legítima pelo juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro, da Vara Cível de Caratinga. Após a cerimônia de cremação, Antônio Gomes da Silva, irmão de Alencar, negou qualquer vínculo entre a cremação do corpo e a ação de paternidade. “De jeito nenhum. Foi uma decisão que tinha de partir da mulher e dos filhos. Tem que consultar todos”, garantiu. Rodrigo Guarçoni, sobrinho do ex-vice-presidente, também negou qualquer relação. “Não tem. Esse é um assunto que está na Justiça. A nossa posição é a do doutor Alencar”, disse. Em julho do ano passado, o juiz de Caratinga concedeu à professora aposentada o direito de adotar o sobrenome do então vice-presidente, em ação de investigação de paternidade instaurada em 2001. A defesa de Alencar recorreu e o processo - que corre sob sigilo - será remetido para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). ***** Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/629256

Magistrados concordam que Lei da Ficha Limpa precisa ser declarada constitucional pelo Supremo

01/04/2011 Justiça Política Flávia Albuquerque Repórter da Agência Brasil São Paulo – O procurador regional eleitoral de São Paulo, Pedro Barbosa, afirmou hoje (1º) que a Lei da Ficha Limpa não foi fruto da invenção do povo brasileiro. Segundo ele, havia um dispositivo constitucional que não foi regulamentado pelo Parlamento. “Na verdade, o que a sociedade civil fez foi um favor à própria Constituição da República ao implementar um dispositivo constitucional que não estava sendo aplicado por falta de lei. Acho que é necessário que as pessoas fiquem vigilantes no sentido da cabal aplicação da lei em 2012”, disse ele após participar do seminário A Lei da Ficha Limpa e as Eleições Municipais de 2012, organizado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral do Estado de São Paulo. Para quer a lei seja efetivamente aplicada nas eleições municipais de 2012, ele propõe que seja apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de constitucionalidade para ratificar alguns artigos que ainda geram dúvidas. Marlon Jacinto Reis, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), disse que a Lei da Ficha Limpa é o conjunto de normas mais impactantes e importantes do Direito Eleitoral e, por isso, gerou o sentimento de frustração da sociedade com relação à não aplicação nas eleições em 2010. “Por isso não concordamos com essa afirmação de que a Constituição leva à não aplicação da lei nas eleições passadas. O que o STF fez foi decidir contra a maioria dos estudiosos do direito e o que dizia o próprio STF”, criticou ele. Reis também defende a ideia de que a Lei da Ficha Limpa precisa ser declarada conbstitucional pelo STF, para evitar novos questionamentos por parte dos adversários da nova legislação. “Isso levará o tribunal a dar uma palavra final sobre a lei. Nós temos certeza de que a solução será a declaração total de sua constitucionalidade com aplicação de forma bem profunda nas eleições de 2012”. Edição: Vinicius Doria **** Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-01/magistrados-concordam-que-lei-da-ficha-limpa-precisa-ser-declarada-constitucional-pelo-supremo

O que a falácia da ditabranda revela

01/04/2011 Do site da Fundação Perseu Abramo Por Marco Aurélio Weissheimer Fonte Carta Maior, em 31/3/2011 A escolha do termo "ditabranda" pela Folha de S. Paulo para caracterizar a ditadura militar brasileira não foi um descuido linguístico. Trata-se de uma profissão de fé ideológica embalada por uma falácia. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a América Latina. A ditadura brasileira apoiou política e materialmente uma série de outras ditaduras na região, sendo responsável por muitas torturas, mortes e desaparecimentos em outros países. "A gente não matava. Prendia e entregava", admitiu um general brasileiro. Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina. Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina. É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”. A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça. O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart. Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas, justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica. Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região. O golpe militar de 1964 e a ditadura militar brasileira alimentaram política e materialmente uma série de outras ditaduras na América Latina. As democracias chilena e uruguaia caíram em 1973. A argentina em 1976. Os golpes foram se sucedendo na região, com o apoio político e logístico dos EUA e do Brasil. Documentos sobre a Operação Condor fornecem vastas evidências dessa relação. Recordando. A Operação Condor é o nome dado à ação coordenada dos serviços de inteligência das ditaduras militares na América do Sul, iniciada em 1975, com o objetivo de prender, torturar e matar militantes de esquerda no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia. O pretexto era o argumento clássico da Guerra Fria: "deter o avanço do comunismo internacional". Auxiliados técnica, política e financeiramente por oficiais do Exército dos Estados Unidos, os militares sul-americanos passaram a agir de forma integrada, trocando informações sobre opositores considerados perigosos e executando ações de prisão e/ou extermínio. A operação deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos na Argentina, entre 3 mil e 7 mil no Chile e mais de 200 no Uruguai, além de outros milhares de prisioneiros e torturados em todo o continente. Na contabilidade macabra de mortos e desaparecidos, o Brasil registrou um número menor de vítimas durante a ditadura militar, comparado com o que aconteceu nos outros países da região. No entanto, documento secretos divulgados recentemente no Paraguai e nos EUA mostraram que os militares brasileiros tiveram participação ativa na organização da repressão em outros países, como, por exemplo, na montagem do serviço secreto chileno, a Dina. Esses documentos mostram que oficiais do hoje extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) ministraram cursos de técnicas de interrogatório e tortura para militares chilenos. Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (30/12/2007), o general Agnaldo Del Nero Augusto admitiu que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações de esquerda latino-americanas e os entregou aos militares argentinos. “A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso”, justificou na época o general. Humildade dele. Além de prender e entregar, os militares brasileiros também torturavam e treinavam oficiais de outros países a torturar. Em um dos documentos divulgados no Paraguai, um militar brasileiro diz a Pinochet para enviar pessoas para se formarem em repressão no Brasil, em um centro de tortura localizado em Manaus. Durante a ditadura, o Brasil sustentou política e materialmente governos que torturaram e assassinaram milhares de pessoas. Esconder essa conexão é fundamental para a Folha afirmar a suposta existência de uma “ditabranda” no Brasil. A ditadura brasileira não teve nada de branda. Ao contrário, ela foi um elemento articulador, política e logisticamente, de outros regimes autoritários alinhados com os EUA durante a guerra fria. O editorial da Folha faz eco às palavras do general Del Nero: “a gente só apoiava e financiava a ditadura; não há crime nisso”. Não é coincidência, pois, que o mesmo jornal faça oposição ferrenha aos governos latino-americanos que, a partir do início dos anos 2000, levaram o continente para outros rumos. Governos eleitos no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passam a ser alvos de uma sistemática oposição midiática que, muitas vezes, substitui a própria oposição partidária. A Folha acha a ditadura branda porque, no fundo, subordina a continuidade e o avanço da democracia a seus interesses particulares e a uma agenda ideológica particular, a saber, a da sacralização do lucro e do mercado privado. Uma grande parcela do empresariado brasileiro achou o mesmo em 64 e apoiou o golpe. Querer diminuir ou relativizar a crueldade e o caráter criminoso do que aconteceu no Brasil naquele período tem um duplo objetivo: esconder e mascarar a responsabilidade pelas escolhas feitas, e lembrar que a lógica que embalou o golpe segue viva na sociedade, com um discurso remodelado, mas pronto entrar em ação, caso a democracia torne-se demasiadamente democrática. **** Fonte:http://www.fpa.org.br/artigos-e-boletins/artigos/o-que-falacia-da-ditabranda-revela

Argentina Jornal e ditadura: é melhor contar a verdade, Clarín

31.03.2011

Do blog de Rodrigo Vianna

Por João Peres, no Blog Nota de Rodapé

O diário argentino resolve reescrever a verdade ao narrar o bloqueio feito por sindicalistas a sua gráfica, e os jornais brasileiros embarcam na onda, cometendo uma falsificação indesculpável

O jornal argentino Clarín queixa-se que o governo da presidenta Cristina Kirchner incentiva ataques à imprensa ao não debelar o bloqueio feito na gráfica do diário. O piquete foi realizado entre sábado e domingo últimos pela Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e teve a intenção, segundo a empresa, de impedir a circulação de matéria desfavorável ao presidente da CGT, Hugo Moyano.

O maior diário do país vizinho reclama que o governo não cumpriu a tempo ordem judicial que determinava que se garantisse a distribuição da edição dominical. A ministra de Segurança, Nilda Garré, afirma que deu conta do que foi solicitado pelo Judiciário e que a liberdade de expressão não foi afetada.

Até aí, difícil dar fé à versão de qualquer uma das partes, dado que a política da Argentina é das mais complexas de que se tem notícia. Independentemente do que tenha ocorrido, infeliz a declaração do editor de Clarín, Ricardo Roa, de que o jornal nunca passou por esse problema, “nem mesmo nos tempos de ditadura” – a versão de Roa é apoiada por editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira, 29.

Oras, Clarín, oras, Estadão, vamos falar a verdade: o jornal nunca deixou de circular nos tempos de ditaduras porque sempre as apoiou. Qualquer argentino se recorda ou viu na escola a fantástica capa de 4 de maio de 1982, que estampava “Já estamos ganhando”, numa alusão a um suposto triunfo na Guerra das Malvinas. “Porque lutamos por uma ideia grande, porque nossos soldados a estão defendendo, porque agora todos sabemos apertar os dentes”, estampava a edição daquele dia, um clássico do “jornalismo”, rapidamente desmentido pelas mortes de soldados que sequer tinham o que comer no gélido sul do país.

Antes disso, no dia do último golpe, em 24 de março de 1976, o Clarín contava em letras garrafais: “Novo governo”. Na sequência, informava que “a prolongada crise política que aflige o país começou a ter seu desenlace nesta madrugada com o afastamento de Maria Martínez de Perón como presidente da nação.” O país ficou menos aflito nos próximos sete anos: 30 mil mortes e centenas de milhares de torturados, centenas de crianças raptadas e adotadas ilegalmente. Entre essas crianças, investigam os argentinos, figuram os filhos da dona do Grupo Clarín, a Rede Globo vizinha. Então, Clarín, convém não falsear a realidade dos fatos.

Indignação seletiva
A indignação seletiva é um fenômeno interessante. A Associação Nacional de Jornais (ANJ), que deveria representar as publicações impressas brasileiras, está em polvorosa com os ataques a seu fraterno Clarín. Afirmou que a atitude dos sindicalistas é “intolerante e antidemocrática” e acusa cumplicidade de Cristina Kirchner.Em outubro passado, quando a Revista do Brasil foi impedida de circular por decisão do Judiciário a favor do PSDB, a ANJ não deu um pio a respeito de intolerância ou ataque à democracia. Não entendi.

Leia outros textos de Outras Palavras

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Emir Sader: Data incômoda para a direita

30.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Emir Sader, no seu blog

A cada ano, quando nos aproximamos da data do golpe de 1964, uma sensação incômoda se apossa da direita – dos partidos, políticos e dos seus meios de comunicação. O que fazer? Que atitude tomar? Fingir que não acontece nada, abordar de maneira “objetiva”, como se eles não tivessem estado comprometidos com a brutal ruptura da democracia no momento mais negativo da história brasileira ou abordar como se tivessem sido vítimas do regime que ajudaram a criar?

Difícil e incômoda a situação, porque a imprensa participou ativamente, como militância politica, da preparação do golpe, ajudando a criar um falso clima tanto de que o Brasil estivesse sob risco iminente de uma ruptura da democracia por parte da esquerda, como do falso isolamento do governo Jango. Pregaram o golpe, mobilizaram para as Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade, convocadas pela Igreja, tentaram passar a ideia de que se tratava de um movimento democrático contra riscos de ditadura e promoveram a maior ruptura da democracia que o Brasil conheceu e a chegada ao poder da pior ditadura que conhecemos.

Na guerra fria, a imprensa brasileira esteve plenamente alinhada com a politica norteamericana da luta contra a “subversão” contra o “comunismo”, isto é, com o radicalismo de direita, com as posições obscurantistas e contrárias à democracia, estabelecida com grande esforço no Brasil. Estiveram em todas as tentativas de golpe contra Getúlio e contra JK. Em suma, a posição golpista da imprensa brasileira em 1964 não foi um erro ocasional, um acidente de percurso, mas a decorrência natural do alinhamento na guerra fria com as forças pró-EUA e que se opuseram com todo empenho ao processo de democratização que o Brasil viveu na década de 1950.

Deve prevalecer um misto de atitude envergonhada de não dar muito destaque ao tema, com matérias que pretendam renovar a ideia equivocada de que a imprensa foi vitima da ditadura – quando foi algoz, aliado, fator no desencadeamento do golpe e da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, Cães de guarda, da Boitempo, continua a ser leitura indispensável para uma visão real do papel da mídia no golpe e na ditadura.) Promoveu o golpe, saudou a instalação da ditadura e a ruptura da democracia, tratou de acobertar isso como se tivesse sido um movimento democrático, encobriu a repressão fazendo circular as versões falsas da ditadura, elogiou os ditadores, escondeu a resistência democrática, classificou as ações desta resistência como terroristas – em suma, foi instrumento do regime de terror contra a democracia.

Por isso a data é incômoda para a direita, mas especialmente para a imprensa, que quer passar por arauto da democracia, por ombudsman das liberdades politicas. Quem são os Mesquitas, os Frias, os Marinhos, os Civitas, para falar em nome da democracia?

Por isso escondem, envergonhados, seu passado, buscam a falta de memória do povo, para que não saibam seu papel a favor da ditadura e contra a democracia, no momento mais importante da história brasileira. Por isso tem que ressoar sempre nos ouvidos de todos a pergunta: Onde você estava no golpe de 1964?

Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/emir-sader-data-incomoda-para-a-direita.html

Mapas de satélite detalham formato irregular da Terra

31/03/2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
iG São Paulo

Modelo mais preciso da atuação da força da gravidade na Terra vai ajudar na prevenção de catástrofes

Uma animação divulgada hoje (31) pela agência espacial européia (ESA, na sigla em inglês) mostra pela primeira vez a variação da força da gravidade na Terra e como ela deforma o planeta. O modelo vai auxiliar na melhor compreensão sobre o comportamento do planeta, suas marés, e, talvez, ajudar a prever fenômenos como terremotos e vulcões.

Os dados foram obtidos pelo satélite GOCE, lançado em órbita há dois anos. As cores mais frias, puxando para o azul, indicam onde a gravidade é mais fraca. As mais quentes, variando do vermelho ao amarelo, onde ela é mais forte.

As imagens mostram com detalhes o chamado geoide, nome que os cientistas dão ao formato real do planeta, irregular e com a massa distribuída de maneira desigual. É possível também perceber detalhes da topografia do planeta, como a cordilheira dos Andes na América do Sul ou o formato dos continentes.

Os oceanos, por exemplo, estão retratados moldados apenas pela gravidade, sem a influência de correntes marítimas e marés. Segundo os cientistas, é uma referência essencial para medir a circulação de correntes, a mudança do nível do mar e da dinâmica do gelo, e das mudanças climáticas.

A melhor compreensão das variações do campo gravitacional vai levar também ao entendimento mais detalhado do interior da Terra, como a física e a dinâmica associada aos vulcões e terremotos, que marcam o campo gravitacional do planeta. Estas "assinaturas" gravitacionais poderiam ser usadas para o estudo dos processos que conduzem a estas catástrofes naturais e, finalmente, ajudar a prevê-los.

Satélite

O satélite GOCE (sigla para Explorador de Circulação Oceânica e Campos de Gravidade) foi lançado em março de 2009. Ele percorre o planeta na menor órbita atualmente para um satélite em operação, e mapeia diferenças quase imperceptíveis na força que a massa do planeta exerce em todas as pessoas e objetos.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/mapas+de+satelite+detalham+formato+irregular+da+terra/n1300019277212.html

Corpo de José Alencar é cremado em Belo Horizonte

31/03/2011
Política
Luciana Lima
Enviada Especial

Belo Horizonte
- Apenas parentes, amigos e alguns políticos participaram da cerimônia de cremação do corpo do ex-vice-presidente José Alencar, hoje (31), em uma rápida cerimônia no Parque Cemitério e Crematório, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A cerimônia durou 20 minutos e terminou por volta das 15horas. O funeral de Alencar em Minas Gerais e em Brasília teve honras de chefe de Estado.

A família de Alencar decidiu levar as cinzas para a capela onde ele foi batizado, em Itamori, distrito do município de Muriaé, na Zona da Mata Mineira. As cinzas só serão entregues aos parentes, em uma pequena urna, depois quatro dias.

A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornaram de uma viagem a Portugal para o velório no Palácio do Planalto, também foram prestar a última homenagem a Alencar em Belo Horizonte.

Antes de seguir para o crematório, o corpo de Alencar seguiu em cortejo fúnebre pelas ruas de Belo Horizonte. Da Base Aérea, no bairro da Pampulha, até ao Palácio da Liberdade, antiga sede do governo de Minas Gerais, as calçadas das ruas ficaram repletas de pessoas que prestaram a última homenagem ao ex-vice-presidente.

Cerca 6 mil pessoas participaram da visitação pública do caixão de Alencar, que ficou exposto no salão principal do Palácio da Liberdade. Outros populares se aglomeram na praça em frente ao palácio.

A comoção nas ruas da capital mineira durante passagem do cortejo fez com que políticos e moradores recordassem do funeral do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985. A todo momento, era possível ver pessoas aplaudindo, agitando bandeiras, chorando e empunhando mensagens de agradecimento a Alencar.

Uma chuva de papel picado foi jogada sobre o corteja na Praça Sete. No local, Alencar fez o seu último discurso público. O pronunciamento ocorreu durante a campanha de Dilma, no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. Mesmo debilitado, ele subiu em uma carro aberto, participou da carreata e na Praça Sete fez um discurso bem-humorado em favor de Dilma.

Ao sair do velório no Palácio da Liberdade, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, destacou a importância de Alencar na vida brasileira. "O José Alencar está definitivamente entre os grande nomes, os grande heróis da Pátria. Para Minas Gerais, neste momento, é um orgulho dizer que temos mais um mineiro ilustre com o nome escrito de forma indelével na história brasileira."

O ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias lembrou momentos da política mineira nos quais Alencar serviu para quebrar a resistência que havia em relação ao PT. Um dos fundadores do partido em Minas, Patrus contou que na campanha para prefeito, em 1992, Alencar inovou, ao chamar todos os candidatos para um debate na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entidade que o ex-vice presidia na época. Isso, assinalou o ex-ministro, ajudou a mudar a imagem do PT.

Alencar morreu terça-feira (29) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de um câncer no intestino contra o qual lutou por 13 anos. Em Brasília, cerca de 8 mil pessoas estiveram no velório no Palácio do Planalto.

* Matéria ampliada às 18h19. Edição: João Carlos Rodrigues

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-31/corpo-de-jose-alencar-e-cremado-em-belo-horizonte

Bolsonaro desagrada setores militares

31.03.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo matéria publicada na Rede Brasil Atual:

Jarbas Passarinho, ex-ministro de diferentes pastas durante a ditadura militar, fez duras críticas ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O parlamentar protagoniza, nesta semana, uma nova polêmica, motivada por declarações feitas a um programa de TV na segunda-feira (28). Passarinho afirma que Bolsonaro não tem apoio de todos os militares brasileiros, apenas de uma parte. Desafeto confesso, o ex-ministro diz que o deputado foi um "mal militar".

"Nem todos os militares estão ligados a ele (Bolsonaro), mas como ele é o único que aparece falando...", disse Passarinho ao Terra Magazine. "Ele irrita muito os militares também, porque quando está em campanha, em vez de ele ir ao Clube Militar, como oficial, ele vai pernoitar no alojamento dos sargentos (risos)", ironizou.

Passarinho foi ministro do Trabalho, da Previdência Social e da Educação durante os governos de Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e João Figueiredo. Ocupou ainda a Justiça com o presidente Fernando Collor de Mello. Tenente-coronel, ele apresenta-se como um porta-voz de setores militares que perdeu espaço. Colunas mantidas por ele em diferentes jornais deixaram de ser publicadas nos últimos anos por problemas de saúde.

As declarações de Passarinho foram motivadas pela polêmica em que Bolsonaro se envolveu por declarações consideradas como racismo e homofobia. O deputado associou, na entrevista, a orientação sexual e a cor da pele à promiscuidade e à falta de educação. Ele alega ter entendido erradamente uma pergunta relacionada à questão racial, mas assume, repete e reitera os comentários contrários a homossexuais.

"Os militares, inclusive depois do meu silêncio por doença, perderam espaço", ponderou. "Eu perdi meu espaço no Estado de S. Paulo, no JB (Jornal do Brasil), que infelizmente faliu, no Correio Braziliense, no Estado de Minas. Então, desapareceu essa voz que tinha uma penetração na área mais nobre da mídia", completou. Com isso, Passarinho sustenta que figuras como Bolsonaro acabam ganhando mais importância do que deveriam. Ele acredita que o espaço de Bolsonaro mesmo em círculos militares esteja diminuindo.

Genoíno

Passarinho narra um desentendimento que teve com Bolsonaro, envolvendo um cadete que trabalhou com o ex-ministro quando seguia apenas a carreira militar. Lício Maciel foi paraquedista na repressão à Guerrilha do Araguaia. Levado ao Congresso Nacional por Bolsonaro, Maciel teria sido exposto pelo deputado.

O episódio teve relação com o ex-deputado José Genoíno, atualmente assessor do Ministério da Defesa. Maciel teria sido induzido por Bolsonaro a acusar o petista de ter mentido em relação à tortura sofrida. Bolsonaro teria submetido o "rapaz a um vexame", ao levá-lo a uma conversa com Genoíno para acusá-lo de ter mentido sobre a tortura sofrida.

Depois de divulgar o episódio, Passarinho sofreu ataques de Bolsonaro, por meio de artigo enviado, mas não publicado, no Correio Braziliense. "Ele (Bolsonaro) me insultou, dizendo que eu era um escondido da esquerda, um infiltrado, não sei o quê. E mais ofensas de natureza pessoal. O jornal não publicou. Ele ficou indignado. Eu não gosto nem de falar sobre ele, porque tudo isso vem à mente", contou.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/bolsonaro-desagrada-setores-militares.html

Político derrotado na Bahia corta o pulso com Lula em Coimbra

31.03.2011
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Stanley Burburinho oferece ao amigo navegante a seguinte informação, obtida numa unidade de pronto socorro: um homem alto, de uns 60 anos presumivelmente, bem vestido (mas com o hábito de tirar os sapatos no avião), de voz alta e uma certa arrogância cortou os pulsos de forma severa:

Aleluia do DEM envia carta ao reitor de Coimbra contestando título de Doutor a Lula


“CARTA ABERTA AO PROF.JOÃO GABRIEL SILVA,


MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA


José Carlos Aleluia, professor universitário, Membro da Comissão Executiva do Democratas e Presidente da Fundação Liberdade e Cidadania


Na condição de professor universitário venho perante Vossa Excelência manifestar a minha perplexidade — e porque não dizê-lo–, indignação, diante da concessão do título de doutor honoris causa, pela instituição que ora Vossa Excelência representa, ao ex-Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.


Tomando como referência o significado que tem, para nós brasileiros, a Universidade de Coimbra, entendo que a iniciativa destoa aberta e completamente de toda a sua tradição. Aprendemos que as personalidades que lideraram o processo da Independência e que assumiram os destinos do novo país –a começar do Patriarca, José Bonifácio– formaram seu espírito na Universidade de Coimbra. Aplaudimos com entusiasmo a concessão daquele título a ilustres representantes da contemporânea cultura brasileira, a exemplo do saudoso Miguel Reale. Em eventuais excursões a Portugal, todo membro da comunidade acadêmica brasileira sente-se no dever de conhecer a instituição que consideramos parte integrante de nossa história.


A concessão do mencionado título contraria frontalmente toda a idéia que nós fizemos da Universidade de Coimbra pelo fato, sobejamente conhecido, de que o ex-Presidente sempre se vangloriou de não haver freqüentado qualquer curso. Insistentemente, perante a nossa juventude, buscou inculcar a noção de que o sucesso pessoal independe de qualquer esforço no sentido de aprimorar o conhecimento. E, sobretudo, por uma administração desastrosa em matéria educacional.


http://www.josecarlosaleluia.com.br/website/?a=11&cod=38212

Navalha

Em 2002, havia 43 universidade.

Hoje são 57 universidades federais.

O governo Lula foi o que mais fez pela educação superior e bateu um recorde do governo Kubitschek, que criou dez universidades federais.

O Farol de Alexandria não pôs no lugar um único tijolo numa única universidade.

Seu Ministro, Paulo Renato, o Rei da Privatização, especializou-se em fortalecer as universidades privadas.

O Di Gênio é fã do Paulo Renato.

Sobre as escolas técnicas.

Com o Nunca Dantes, se investiu mais em educação profissional e básica também: superou o governo Itamar, que construiu 27 unidades de escolas técnicas.

No governo Lula, foram 214 novas unidades, dez vezes mais que o recorde.

Sobre o estrago que o Nunca Dantes fez na bancada da oposição, vale a pena ler O Glob.

Ai se verá que Lula derrotou o indigitado político baiano:

“As eleições deste ano varreram dos corredores do Senado nomes tradicionais da política brasileira. Velhos caciques, líderes de votos em pleitos passados, ficarão sem assento na Casa a partir de 2011. Entre eles estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM), além de Marco Maciel (DEM-PE).

A trajetória política de Maciel se confunde com a história do Congresso. Eleito deputado federal pela primeira vez em 1966, pela Arena, o parlamentar era dos mais longevos na Casa. Afastou-se para ser governador de Pernambuco e vice-presidente da República durante os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este ano, sem fôlego, e aparentemente com pouca estrutura para a campanha, ficou para trás.

Um dos opositores mais veementes do governo Lula, desde o seu primeiro dia, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, obteve seu primeiro mandato em 1978. Só não esteve no Congresso quando foi prefeito de Manaus. No Twitter, um dia antes da eleição que perdeu por pouco – ficou em terceiro, logo atrás de Vanessa Grazziotin – , nutria esperanças: ‘Afirmo: a surpresa será grande. Enfatizo: vigilância precisa ser indormida. Agradeço, comovido, pelo carinho e empenho.’

No Ceará, a derrota de Tasso pôs fim a uma sólida trajetória de quatro campanhas vitoriosas, a primeira em 1986, quando ganhou o governo do Ceará, marcando seu ingresso na política partidária. Apesar de ter mantido a liderança na atual disputa eleitoral, até às vésperas do pleito, o tucano veio registrando declínio ao longo de três meses, até ser ultrapassado pelos ex-ministros Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (CE). Mas foi nas últimas duas semanas, após apelos do presidente Lula em favor dos seus adversários, veiculados no horário eleitoral, que a queda se acentuou, enquanto Eunício e Pimentel registraram crescimentos de dois dígitos cada.

Deputado federal eleito por cinco mandatos consecutivos, José Carlos Aleluia (DEM) não foi capaz de obter uma vaga no Senado este ano. Era vice-líder do DEM e um dos mais ferrenhos combatentes da oposição no plenário, em especial quando envolvia assuntos econômicos e orçamentários.

Figura polêmica, o piauiense Mão Santa também não conseguiu se eleger no Piauí. Também ficou sem um novo mandato o senador Heráclito Fortes (DEM). Com dois mandatos consecutivos (1983/88 e 1995/2003), só não esteve no Parlamento no período em que governou Teresina. “

Ficaram de fora ainda por conta desse rolo compressor o ex-Prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (Dem-RJ), a capixaba Rita Camata (PSDB-ES), a ex-presidenciável Heloísa Helena (PSOL-AL), Efraim Morais (Dem-PB) e Gustavo Fruet (PSDB-PR),( um dos heróis da batalha pelo impeachment de Lula, no mensalão – PHA).



Em tempo: o indigitado político baiano, vítima do profundo corte nos pulsos, recebeu importante apoio do Padim Pade Cerra na campanha.

Em tempo2: o indigitado político pertenceu ao extinto movimento “carlista”.

Como se sabe, a “política de Educassão do Cerra em São Paulo foi um dizastri”. Dele e do seu Ministro, Paulo Renato


Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/cultura/2011/03/31/politico-derrotado-na-bahia-corta-o-pulso-com-lula-em-coimbra/

Globo foi o maior dedo duro de 1964

01.04.2011
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim,em 22/09/2010


Amigo navegante enviou ao Conversa Afiada essas duas páginas do Globo de 7 de abril de 1964.

É um documento histórico.

Atribuído a um grupo de democratas, o Globo publicou no dia 7 de abril de 1964, poucos dias depois da intervenção militar, a lista dos que tinham assinado um manifesto do Comando dos Trabalhadores Intelectuais.

Como hoje, o Globo do Dr Roberto colaborava com o Golpe: “chamamos a atenção de alto-comando militar para os nomes que o assinaram”.

É o dedo duro na sua manifestação mais cristalina.

Repare, amigo navegante, alguns dos nomes que o Globo queria mandar para a câmara de torturas:

Ferreira Gullar, Carlos Diegues, Arnaldo Jabour, Chico Anísio, Paulo Francis, Tereza Rachel, Jorge Zahar.

Que horror !

É a “Lista de Schindler” de sinal trocado: é a “Lista do Globo”, dos que deveriam ser cremados.

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

Confira os documentos:




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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/09/22/globo-foi-o-maior-dedo-duro-de-1964/