Pesquisar este blog

quarta-feira, 30 de março de 2011

México diz ter interesse em integrar Unasul

30/03/2011 Do portal OPERA MUNDI Efe Quito O vice-chanceler mexicano, Rubén Beltrán, assinalou nesta quarta-feira (30/03), em Quito, que seu país está interessado em se tornar um Estado associado à União de Nações Sul-Americanas (Unasul), grupo integrado por 12 países. "Quando há um grupo bem-sucedido, que está se desenvolvendo bem, outros países querem ser parte desse grupo. A Unasul está incentivando, de uma maneira muito eficiente, as vontades políticas fundamentais da América do Sul", disse Beltrán em entrevista coletiva. "Queremos ser parte desta história que a Unasul está escrevendo. Vemos com enorme respeito a Unasul e nos sentiríamos excluídos se não fizéssemos parte dela", indicou ao comentar que o mexicano é um povo "essencialmente latino-americano, embora geograficamente" esteja "na América do Norte". Acrescentou que a Unasul foi se transformando em "cenário privilegiado para que a América do Sul converse, coordene políticas e possa estabelecer posições comuns". A seu critério, o México pode apresentar "uma perspectiva diferente" que "enriquecerá os pontos de vista da Unasul". "Sem dúvida, a segunda maior economia da América Latina pode apresentar algo de diferente ao diálogo da Unasul. Os elementos que o México possui, dada sua vizinhança com a América Central e o Caribe, também significarão algo", acrescentou. "Aspiramos ser um Estado associado" da Unasul, disse Beltrán ao se declarar "satisfeito" com o "apadrinhamento" e o apoio oferecido nesta quarta-feira pelo Equador à sua decisão de se unir ao grupo regional. A Unasul é integrada por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. **** Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/MEXICO+DIZ+TER+INTERESSE+EM+INTEGRAR+UNASUL_10855.shtml

Lula se emociona ao lado do caixão de Alencar

30/3/2011 Do MSN NOTÍCIAS Por AE, estadao.com.br O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, que estavam em Portugal, chegaram ao salão nobre do Palácio do Planalto hoje por volta das 21h20 para acompanhar o velório do corpo do ex-vice-presidente José Alencar. Lula chorou copiosamente ao lado do caixão e beijou a testa de Alencar. O ex-primeira-dama Marisa Letícia também se emocionou. Em seguida foi realizada uma cerimônia ecumênica. A primeira parte do velório foi fechada e teve a presença apenas das autoridades e de familiares. Às 12h50, o velório foi aberto para populares, que fizeram uma fila pela rampa do Planalto para dar adeus ao ex-vice-presidente. **** Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28196122

Campanha sensibiliza para doação de medula óssea a partir da próxima segunda-feira

30.03.2011 Da FOLHA DE PERNAMBUCO O Centro de Tecnologia e Geociências da UFPE (CTG) sediará, na próxima segunda (4) e terça-feira (5), a III Campanha de Captação de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A mobilização de sensibilização, que faz parte do programa de extensão “Salvando Vidas em Vida: seja um doador voluntário de medula óssea”, ocorrerá das 8h às 20h. Esta é uma iniciativa do Departamento de Medicina Social do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade, em parceria com a Central de Transplantes de Pernambuco e a Associação Amigos do Transplante de Medula Óssea (ATMO). Mais informações pelo 2126-8550. Com informações da assessoria ****** Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/saude/628915-campanha-sensibiliza-para-doacao-de-medula-ossea

Humberto Costa comemora aprovação de voto proporcional com lista fechada

30.03.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

Por nove votos a sete, o plenário da Comissão de Reforma Política do Senado aprovou, na noite de ontem (29), o voto proporcional com lista fechada como sistema eleitoral, uma bandeira defendida há muito tempo pelo Partido dos Trabalhadores. O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Humberto Costa, comemorou a vitória e afirmou que esse modelo garante a viabilidade do financiamento público de campanha.

"As campanhas eleitorais ficarão mais baratas e as pessoas irão votar de acordo com as propostas e programa apresentados pelos partidos", afirmou.

O líder destacou que a lista fechada também permite avanços ao sistema político e à democracia brasileira, porque uma legislação específica garantirá a participação na escolha dos candidatos, desde as minorias, mulheres e representantes políticos. "Essa medida contribui, ainda, para fortalecer os partidos, o ideário e conteúdo político, disse.

A Comissão de Reforma Política já aprovou o fim da reeleição, a manutenção do voto obrigatório, apenas um suplente de senador, mandato para os cargos no Poder Executivo de cinco anos, nova data para a posse de prefeitos, governadores e presidente da República e, nesta terça-feira, o voto proporcional com lista fechada, ou pré-ordenada.
****
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18950?task=view

Confira a agenda do governador Eduardo Campos no Sertão

30.03.2011 Do BLOG DA FOLHA Postado por Manoel Guimarães Quinta, 01 de abril PEDRA 10:50 - entrega de tanque de resfriamento de leite e inauguração da quadra da escola Brasiliano Donino da Costa Lima. PETROLÂNDIA 14:00 - Seminário Todos por Pernambuco 19:00 - Inauguração da reforma e ampliação da escola Delmiro Gouveia Sexta, 02 de abril TACARATU 09:00 - Inauguração do Sistema Integrado de Abastecimento de água. SERRA TALHADA 14:00 - Seminário Todos por Pernambuco QUIXABA 20:00 - Inauguração do acesso a Quixaba INZAGEIRA 21:30 - Inauguração do acesso a Ingazeira Sábado, 03 de abril IGUARACI 10:40 - Inauguração da Academia das Cidades - Reforma e ampliação da escola Joaquim de Freitas - Inauguração da quadra da escola Prof. Rosete Bezerra ARCOVERDE 14:00 - Seminário Todos por Pernambuco 19:00 - Inauguração do acesso ao distrito de Ipojuca - Inauguração da quadra coberta da escola Antônio Japiassu **** Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18978-confira-a-agenda-do-governador-eduardo-campos-no-sertao

Chris Hedges: O colapso da globalização

30.03.2011 Do blog de Luiz Carlos Azenha 28/3/2011, Chris Hedges, Truthdig Tradução do Coletivo da Vila Vudu Os levantes do Oriente Médio, a agitação e a guerra que destroçam países, hoje, como a Costa do Marfim, o descontentamento que faz ferver a Grécia, a Irlanda, a Grã-Bretanha e todas as lutas dos trabalhadores em estados como Wisconsin e Ohio anunciam o colapso da globalização. São a voz de um mundo no qual recursos vitais, como comida e água, empregos e segurança, são cada dia mais escassos e mais difíceis de encontrar. Anunciam a certeza de miséria sempre crescente para centenas de milhões de pessoas que se veem presas em estados fracassados, sofrendo violência cada dia maior e vendo aumentar, só, a miséria e o medo. Tudo o que milhões e milhões veem no futuro é controle draconiano cada dia maior, cada dia mais violência e força. – E quem duvide veja o que está sendo feito hoje contra o soldado Bradley Manning – controle, violência e força, que a elite das corporações usa para arquitetar a desgraça de milhões de seres humanos. Temos de abraçar, e abraçar imediatamente, uma nova ética radical de simplicidade e rigorosa proteção de nosso ecossistema – com atenção especial ao clima – ou estaremos pendurados à vida por um fio, pela ponta dos dedos. Temos de reconstruir movimentos sociais radicais que exijam que os recursos do Estado e da nação sejam empregados para prover o bem-estar dos cidadãos e que a mão pesada do Estado seja usada para proibir a ação deletéria da elite do poder das corporações. Temos de ver os capitalistas das corporações, que assumiram controle integral sobre nosso dinheiro, nossa comida, nossa energia, nossa educação, nossa imprensa, nosso sistema de saúde, nosso governo e nossa democracia, como nossos inimigos mortais a serem derrotados. Nutrição adequada, água limpa e segurança básica já estão muito além do alcance de talvez mais da metade da população do mundo. Segundo o Fundo Monetário Internacional, os preços dos alimentos subiram 61% globalmente desde dezembro de 2008. O preço do trigo explodiu, mais do que dobrou nos últimos oito meses. Quando metade da nossa renda é gasta em comida – como em países como Iêmen, Egito, Tunísia e Costa do Marfim, aumentos dessa magnitude trazem consigo, consequência inevitável, desnutrição e fome. Nos EUA o preço dos alimentos subiram 5% nos últimos três meses, em números anualizados. Há cerca de 40 milhões de pobres nos EUA, que gastam 35% da renda que lhes resta depois de pagos os impostos, para comer. Os preços dos combustíveis sobem, à medida que as mudanças climáticas atingem a produção agrícola e as populações são acossadas pelo desemprego, os norte-americanos também nos vemos envolvidos na mesma e sempre crescente agitação global. Já são inevitáveis, nos EUA, agitações sociais e “guerras do pão”. Mas nada disso significa nem jamais significará mais, nem melhor democracia. As instituições liberais – inclusive a imprensa, as universidades, os movimentos de trabalhadores e o Partido Democrata –, que se negam a encarar para desmascarar todos os delírios utópicos de que o mercado poderia educar seus líderes e os eleitores, liberaram as corporações, os bancos e as empresas de investimentos para que prossigam o assalto aos cidadãos. Hoje, especulam com commodities, fazem aumentar o preço dos alimentos e matam milhões de pessoas, de fome. Hoje, para manter altos os preços do carvão, do petróleo, do gás natural, dedicam-se a combater a divulgação e até a pesquisa de fontes alternativas de energia e matam milhões, obrigados a respirar gases de efeito estufa. As instituições liberais – inclusive a imprensa, as universidades, os movimentos de trabalhadores e o Partido Democrata – liberaram o agrobusiness para destruir todos os sistemas de agricultura local, sustentável, e plantar soja e milho em todo o planeta, para produzir etanol. As instituições liberais – inclusive a imprensa, as universidades, os movimentos de trabalhadores e o Partido Democrata – autorizam a indústria da guerra a drenar metade de tudo que o estado teria para gastar, e a gerar trilhões de déficits e a lucrar com as guerras no Oriente Médio, guerras que nem os EUA nem qualquer “coalizão” têm qualquer chance de vencer. As instituições liberais – inclusive a imprensa, as universidades, os movimentos de trabalhadores e o Partido Democrata – autorizam as grandes corporações a escapar de todos os controles sociais, até dos mais básicos, a escapar de todas as regulações, para construir, em vez de instituições democráticas, uma espécie de neofeudalismo global. Ninguém jamais elegeu diretamente acionistas de grandes corporações ou os especuladores de Wall Street, mas são eles que detêm o poder de produzir a nossa comida e de dirigir nossa vida social e política. E nada disso mudará, enquanto os EUA não derem as costas aos delírios do Partido Democrata, não aprenderem a denunciar as ortodoxias que se infiltraram nas universidades e na imprensa dos EUA, lá metidos pelos apologistas do mercado e das grandes corporações. A única salvação que resta aos norte-americanos é construir outra oposição ao estado governado pelas corporações e por Wall Street, uma oposição a ser construída de baixo para cima. Não é fácil de fazer, nem se faz rapidamente. Antes, os norte-americanos têm de aceitar o status de párias econômicos e sociais e políticos – sobretudo hoje, quando a franja mais lunática do establishment político nos EUA parece ganhar mais poder, a cada dia, e parece governar sem oposição. O estado Wall Street nada tem a oferecer nem à esquerda nem à direita, além do medo. E usa o medo – medo do humanismo secular e medo do cristianismo fascista e medo dos muçulmanos fascistas – para fazer, do eleitor, seu cúmplice passivo. Enquanto o medo paralisar os EUA, nada será jamais alterado. Friedrich von Hayek e Milton Friedman, dois dos principais arquitetos do capitalismo sem regulações jamais poderiam ter sido levados a sério. Mas a propaganda das grandes corporações e o dinheiro das grandes corporações, na universidade e na imprensa, fazem milagres e converteram essas figuras marginais na história do pensamento, em reverenciados profetas nas universidades, nos think tanks, nas ‘consultorias’, na imprensa, nos corpos legislativos, nas cortes de justiça e nos conselhos de administração das próprias corporações. Hoje, quando Wall Street já só sobrevive porque mamou nas tetas do Tesouro dos EUA até secá-las, ainda se ouve pelas televisões e se lê nos jornais a cantilena desacreditada daquelas teorias econômicas. Wall Street insiste na especulação que já fez sumir 40 trilhões de dólares da riqueza do mundo. O mercado já fracassou. E ainda somos ensinados, por todos os sistemas de informação, a repetir o mantra de que o mercado ‘sabe’. É como se não importasse, como John Ralston Saul escreveu, que todas as promessas da globalização tenham sido desmascaradas e já se saiba que são mentiras. É como se não importasse que a desigualdade econômica tenha aumentado e que praticamente toda a riqueza do mundo esteja hoje concentrada em poucas mãos. É como se não importasse que as classes médias – o único coração vivo de qualquer democracia – esteja sumindo nos EUA e que os direitos e o salário dos trabalhadores estejam despencando, ao mesmo ritmo em que foram demolidas todas as organizações e todas as regulações de proteção ao trabalho e ao trabalhador. É como se não importasse que, nos EUA, as corporações tenham usado a desregulação do trabalho como mecanismo para massiva evasão de impostos – tática que permite que conglomerados como a General Electric já praticamente nem paguem impostos. É como se não importasse que os conglomerados globais explorem até a morte os ecossistemas dos quais a espécie humana depende para viver. A barreira de mentiras disseminadas pelos sistemas de propaganda das grandes corporações, propaganda que se faz pela imprensa e pelas universidades, sistemas nos quais as palavras são substituídas por imagens, infográficos e música, é absolutamente impermeável à verdade. O único deus cujo poder jamais é desafiado pela razão é o deus mercado. E os dissidentes dessa religião de loucos – seja Ralph Nader seja Noam Chomsky – são banidos como hereges. O objetivo do estado Wall Street não é alimentar, vestir, dar teto às massas, mas concentrar todo o poder econômico, social e político, e toda a riqueza, nas mãos do minúsculo estrato das próprias corporações globais. É inventar um mundo no qual os ‘altos executivos’ ganham 900 mil dólares por hora, enquanto famílias de quatro membros têm de trabalhar, todos, para sobreviver. Essa desigualdade só pode ser mantida, se as corporações se dedicarem a enfraquecer o estado, as organizações sociais, as organizações políticas e a destruir todas as instituições democráticas. Universidades privadas, escolas privadas, exércitos de mercenários, sistema privatizado de saúde para enriquecer as corporações e matar os doentes – com privatização de todos os serviços públicos, do padre-pastor da paróquia aos agentes da inteligência, tudo para gerar lucros para a besta privada, à custa de vidas humanas públicas, sociais, a nossa vida. A dizimação dos sindicatos, o enviesamento de toda a educação social, convertida a educação em training vocacional sem sentido, e o desmonte dos serviços sociais, converteu os EUA em estado escravo dos objetivos das grandes corporações globais. A intrusão das corporações na esfera pública destruiu o conceito de bem comum. Apagou a linha que separava o interesse público e o interesse privado. Criou um mundo que só sabe procurar a autossatisfação de autointeresses. Os ideólogos da globalização – Thomas Friedman, Daniel Yergin, Ben Bernanke, Anthony Giddens – são produtos atrozes do poder autocentrado, autorreferente, materialista, das corporações no poder. Usam a ideologia utopista da globalização como justificativa moral para o que não é senão autorreferência, auto-obcecação da elite, em seus privilégios. Não questionam o projeto imperial dos EUA, a miséria crescente dentro dos EUA, a desigualdade dentro dos EUA, não veem as diferenças em segurança e em riqueza que há entre aquele pequeno grupo e o resto dos seres humanos que há no planeta. Abraçaram a globalização porque essa ideologia, como outras ideologias teológicas, justificam o privilégio e o poder de uns, e a desgraça e a miséria de outros. Como outros fundamentalistas religiosos, os crentes fiéis fundamentalistas que cultuam o mercado dizem que a globalização não é uma ideologia, mas a expressão de verdade incontroversa. Desmascarar a fraude, é pecado. E, porque a verdade sempre foi ocultada, toda a ideologia econômica e política da globalização foi excluída das discussões públicas. A globalização foi vendida ao mundo como qualquer outro produto, sem defeitos, só com qualidades. A discussão que não se fez publicamente, socialmente, nos tempos triunfalistas da globalização, muito menos se fará agora, em tempos do colapso. A defesa da globalização marca um ponto de ruptura perturbadora, na vida intelectual dos EUA. O colapso da economia global em 1929 desacreditou os ideólogos da desregulamentação dos mercados. Abriu espaço para visões alternativas, muitas das quais fruto dos movimentos socialistas, comunistas e anarquistas que houve um dia nos EUA e, então puderam ser ouvidos. Os EUA reagiram à realidade política. A capacidade de criticar cânones políticos e econômicos resultaram no New Deal, que desmantelou monopólios, mas desmantelou também as regulações a que estavam submetidos bancos e grandes corporações. Mas hoje, porque as corporações controlam todo o sistema de comunicação de massa, e porque milhares de economistas, professores de administração de empresa, analistas de finanças, jornalistas e gerentes de empresa apostaram seus currículos, sua credibilidade e suas carreiras profissionais na utopia global, os cidadãos, entre si, só discutem bobagens, trivialidades, ou falam sobre o que não entendem. Como se os EUA ainda seguissem o conselho de Alan Greenspan, que dizia que Ayn Rand, romancista de quinta categoria seria grande “guru econômico”, ou de Larry Summers, cujo programa de desregulação dos bancos, quando foi secretário do Tesouro do presidente Bill Clinton, ajudou a capar alguma coisa como 17 trilhões em salários, aposentadorias e poupanças pessoais. Candidatos à presidência como Mitt Romney dizem aos cidadãos que cortes de impostos devidos pelas grandes empresas as forçariam a “repatriar”, de volta para os EUA, os lucros e empregos que “exportaram”. Essa foi ideia de um gerente de fundo de investimentos que fez fortuna a partir de um programa de demitir empregados e é bom exemplo de a que ponto de minúcia chegou a máscara racional que se encontrou para encobrir a irracionalidade do discurso político da globalização. Civilizações em declínio muitas vezes preferem qualquer esperança, por absurda que seja, à verdade. A mentira torna a vida mais suportável. Por isso os apologistas da globalização ainda encontram defensores. E seu sistema de propaganda construiu uma vasta cidade-Potemkin chamada de “entretenimento”. As dezenas de milhões de norte-americanos empobrecidos, acossados pela miséria, são invisíveis. Não chegam às televisões. Como outros milhões de pobres, que vivem em favelas, em todo o mundo. Não os vemos sofrer e morrer. Discutimos outras coisas, sempre tolices. Discutimos incansavelmente teorias absurdas. Investimos nossa energia emocional em “reality shows” que celebram o excesso, o hedonismo, a boa forma física. A vida opulenta e ociosa de uma oligarquia, oferecida como se fosse uma espécie de espelho macabro: 1%, a oligarquia nos EUA, come mais vitaminas que os 90% restantes da população, somados. (…) O curto circuito de todos os valores e a perversão da consciência social pela “ideologia global”, ideologia das corporações, do estado Wall Street, desenharam uma paisagem na qual figuras “corporativas” como Donald Trump podem pensar em concorrer à presidência: dado que sabe acumular quantidades astronômicas de dinheiro privado… com certeza será presidente sábio. (…) Os propagandistas da globalização, do globalismo, creem no crescimento natural dessa imagem, em mundo culturalmente analfabetizado. Fala-se sobre teoria política e economia, em frases clichês, ocas. Mobilizam-se os desejos mais irracionais, os medos. Selecionam-se alguns números, alguns dados isolados, para usá-los como demonstração… do que se queira demonstrar. Pregam e ensinam a ignorância, como se fosse saber: a globalização fez dos EUA, potência. Somos grandes. A mentira é verdade. Guerra é paz. Enquanto os EUA não acordarem desse sono de autoilusão, continuaremos andando na direção errada. É hora de os EUA acordarem e começarem a agir. Temos de reencontrar nossa perdida potência, a prática norte-americana de atos de desobediência civil, contra o estado Wall Street, contra o estado dominado pelas corporações. Temos de nos separar de todas as instituições liberais que servem às corporações, da imprensa, das universidades e dos partidos do establishment corporativo – é hora, sobretudo, de os norte-americanos nos separarmos do Partido Democrata que já nos está empurrando para uma guerra global – antes que nos empurre, de vez, para uma catástrofe global. **** Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/chris-hedges-o-colapso-da-globalizacao.html

Luana dos Santos: Carta aberta ao Grupo Antiterrorismo de babás

30.03.2011 Do blog de Luiz Carlos Azenha Por Luana Diana dos Santos* Reminiscências de “Casa Grande e Senzala”: carta aberta ao Grupo Antiterrorismo de babás “A nossa escrevivência não pode ser lida como história de “ninar os da casa-grande”, e sim para incomodá-los em seus sonos injustos” (Conceição Evaristo) Recebo das minhas companheiras, Blogueiras Feministas, a matéria publicada no site do Estadão no último domingo, 27 de março – “Mães criam grupo “antiterrorismo” contra empregadas”. De acordo com a reportagem, um grupo de mulheres da elite paulistana fundou há cinco anos o GATB – Grupo Antiterrorismo de Babás. No “estatuto” da organização, estão previstas as medidas a serem tomadas contra os “desaforos” de babás, faxineiras e empregadas domésticas. Para as senhoras do GATB, a exigência de direitos trabalhistas nos quais toda trabalhadora ou trabalhador tem direito, não passam de petulância e falta de educação. Eis aqui, o depoimento de uma das integrantes do Grupo: “Minha babá veio com uma história sem pé nem cabeça, de que eu estou devendo todos os feriados em dinheiro, porque existe uma lei agora, onde ela tem esse direito. Estou meio tonta com a atitude, decepcionada com a falta de educação e gratidão por tudo que já fiz por ela, mas gostaria de saber se sou obrigada a pagar. Quando achamos que estamos com uma babá ótima, lá vêm as bombas!” Com o intuito de contribuir para que não haja quaisquer dúvidas entre as senhoras do GATB, dirijo algumas palavras a elas: Caríssimas, Acredito que as senhoras, representantes da alta sociedade paulistana, possuam um nível de conhecimento elevadíssimo. Em meio aos chás da tarde, às compras nos shoppings e às fofoquinhas básicas, tenho certeza que em algum momento vocês devam se lembrar que a escravidão acabou. Já se vão quase 123 anos da Abolição, não é mesmo?! Infelizmente, o 13 de maio não foi capaz de sepultar o passado escravista do nosso país. As reminiscências desse período estão presentes por todos os lados. Na violência policial contra a população negra, na morosidade em relação a implementação do sistema de cotas no ensino superior, na precariedade do acesso aos serviços básicos garantidos pelo Governo. O trabalho doméstico também é parte desse processo histórico de invisibilidade e desrespeito às afro-brasileiras. Recentemente, o IPEA, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a UNIFEM realizaram em conjunto um estudo sobre o trabalho doméstico remunerado. Os dados obtidos, certamente são imperceptíveis para muitas de vocês: a maioria das empregadas são negras, recebem baixa remuneração, e somente 25% possui registro em carteira, o que revela o aspecto discriminatório existente nesse tipo de ocupação. Ao menor sinal de dúvidas quanto a obrigatoriedade ou não do pagamento dos dias de trabalho exercidos em feriados, sugiro-lhes algo bem simples: basta lembrar que empregada doméstica também é gente. Por que as mulheres que lavam, passam, cozinham e cuidam de toda limpeza de suas casas devem receber um tratamento diferenciado dos demais trabalhadores? Para que não fique qualquer tipo de incerteza, em 2006, por meio das pressões dos movimentos sociais, entrou em vigor a Lei 11.324, que garante às domésticas piso salarial, férias de 30 dias, folgas semanais e licença-maternidade. As senhoras estão agindo conforme determina a lei? Não levem para o lado pessoal as reclamações de suas funcionárias. Na adolescência, fui empregada doméstica, babá e faxineira. Conheço de perto os motivos de tantos descontentamentos. Trabalhei numa casa imensa. Imagino que seja bem parecida com a de vocês. Era tanta coisa para lavar que meus pés racharam ao ponto de minar sangue. Sentia uma dor enorme. Mal conseguia calçar sapatos. E não foi só isso. Fui acusada de um crime que não cometi: minha patroa disse que eu havia comido as maçãs que estavam na geladeira. Sem direito a defesa, recebi a sentença: vigilância extrema durante as 10 horas de trabalho. Chorava pelos cantos. Um choro de raiva, ódio e revolta. Em pouco tempo, minhas lágrimas deram lugar a convicção de que não ficaria me submetendo a esse tipo de humilhação. O que vocês entendem como ingratidão e arrogância, nada mais é que um ato de insubordinação. Assim como as senhoras não esqueceram as lições deixadas pelas sinhás da Casa Grande, também aprendemos a lutar e a resistir como as negras das senzalas. Estou certa que as mulheres que lhes prestam serviços não precisam da compaixão e da piedade das senhoras. Elas querem somente um salário digno, condições justas de trabalho e o direito de almejar uma vida melhor. Espero ter contribuído de alguma forma. Na verdade, mais do que por fim às suas dúvidas, queria ensiná-las a tratar com respeito e dignidade essas mulheres que muitas vezes são responsáveis pela educação de seus filhos e filhas. Gostaria de extirpar todo esse racismo que existe dentro de vocês. Tarefa mais difícil do que limpar vidros sem deixar manchas. Como disse a Dra. Fátima Oliveira, “a superação do racismo exige uma faxina ética”. Pelo visto, não é todo mundo que está disposto a fazê-lo. É mais fácil empurrar a sujeira para o quartinho de empregada. *Luana Diana dos Santos é Historiadora e Professora da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. luanatolentino@yahoo.com.br **** Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/luana-dos-santos-carta-aberta-ao-grupo-antiterrorismo-de-babas.html

CartaCapital: Lula, o doutor do povo

30.03.2011 Do blog de Luiz Carlos Azenha Por Eduarda Freitas*, de Coimbra, em CartaCapital A luz do sol estica-se devagar no pátio da Universidade de Coimbra. Ainda não são nove da manhã. Um grupo de jovens conversa nas escadas que dão acesso à Sala dos Capelos, onde mais tarde vai ser atribuído o grau de Doutoramento Honoris Causa a Lula da Silva. Nas mãos têm máquinas fotográficas. Às costas, a bandeira do Brasil. “Isto é muito importante para nós, por tudo o que Lula fez em oito anos, por todas as mensagens que passou ao mundo em língua portuguesa”. Denise tem 20 anos, é de Caxias do Sul. Está em Coimbra desde janeiro, a estudar Direito. Faz parte da comunidade de quase mil alunos brasileiros que estudam na academia de Coimbra. À entrada do pátio, lê-se: “Em defesa da Amazônia, Dilma pare a barragem de Belo Monte”. Os sinos tocam. Os batedores da polícia aproximam-se. Os jornalistas apontam as máquinas. Centenas de pessoas gritam num português cantado: “Lula! Lula!”. Destaca-se uma voz: “Tira uma foto com o gaúcho, Lula!”. O ex-presidente levanta a mão, como quem pede desculpa: “Estamos atrasados…”. Ainda assim, Fernanda Esteves consegue uma foto: “Eu nem acredito! Consegui…ai…”, diz com a voz entregue à emoção e os olhos castanhos a encherem-se de água. “Estou tremendo!”. E Lula ainda nem era doutor. Doutoramento para poucos Faltava pouco. Ao final da manhã, Lula da Silva haveria de sair da mais antiga universidade de Portugal e uma das mais velhas da Europa, com o título de doutor Honoris Causa. Uma distinção que só chega a quatro ou cinco pessoas por ano. Mas antes, havia ainda que cumprir um rigoroso e tradicional protocolo. Já dentro da Biblioteca Joanina, Lula aguardava pela formação do cortejo acadêmico. À entrada da Universidade, ninguém arredava pé. Improvisava-se a voz. Cantava-se o hino brasileiro misturado com saltos e gritos de “sou brasileiro, com muito orgulho, sou brasileiro!”. A manhã ia crescendo. “Isto havia de ser sempre assim”, confidenciavam três empregadas de limpeza da biblioteca onde estava Lula. “Ganhamos o dia e não fazemos nada!”, riam. Mais um carro a chegar. Sai o primeiro-ministro demissionário de Portugal, José Sócrates. “Não sei se ele é bom politico, mas sei que ele é um gato…!”, riam duas amigas de olhos azuis. Agora sim, Dilma Rousseff. “ Eu quero vê-la!”, gritava Maria da Conceição, uma portuguesa de cabelos brancos, no alto dos seus sessenta anos. Entre seguranças, Maria viu Dilma, casaco vermelho escuro, sorriso rasgado: “Estou muito feliz. Ela é uma grande mulher!”. Homenagem ao povo brasileiro Seguiu-se o cortejo. Palmas, muitas palmas, para o quase doutor. Um quinteto de metais marcava o ritmo solene da ocasião. Lula seguia de capa preta e um capelo – pequena capa – sob os ombros. Distinguia-se dos outros elementos do cortejo, cerca de cem doutores de Coimbra, por não usar ainda a borla, uma espécie de chapéu. A luxuosa Sala dos Capelos, datada do sec. XVI, repleta de retratos dos reis de Portugal, aguardava Lula da Silva. “Mais do que um reconhecimento pessoal, acredito que esta láurea é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos oito anos realizou, de modo pacifico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social, dando um enorme salto qualitativo no rumo da prosperidade e da justiça”. A voz fugia-lhe, emocionado. “Nada disto seria possível, igualmente, sem a colaboração generosa e leal daquele que foi o meu parceiro de todas as horas, um dos homens mais íntegros que conheci”. Lula referia-se ao seu sempre vice-presidente, José Alencar, falecido na passada terça-feira. A regra dos doutoramento impõe silêncio, mas na Sala dos Capelos ouviram-se palmas no final do discurso de Lula da Silva. E foi ao catedrático jurista português Gomes Canotilho, que coube fazer o discurso de elogio do doutorando Honoris Causa Luiz Inácio Lula da Silva. Antes do ex-presidente do Brasil receber o anel de senhor doutor. Lula, o homem de mãos grandes “Foi o maior anel de doutoramento que fizemos, devido à mão robusta de Lula!”, conta sorridente o joalheiro António Cruz. “ O anel é feito no melhor ouro português, rematado com um rubi com cerca de cinco quilates, elevado por 12 garras”. O preço? “Não posso dizer. Mas não é económico”, ri. “Vimos várias fotos de Lula para lhe fazermos um anel personalizado. Foi muito especial para nós…!”. Por esta joalharia que vive paredes meias com a muralha de Coimbra, já nasceram anéis de doutoramentos honoris causa para os dedos dos prêmios Nobel José Saramago e Amartya Sen, para Jorge Amado, entre muitos outros. Apesar de tantos anéis, este foi a primeira cerimônia de doutoramento a que António foi assistir: “Admiro muito Lula da Silva!”. Uma hora antes, na sala onde são homenageados os maiores doutores entre os doutores, Canotilho Gomes justificava a atribuição deste título ao cidadão Lula da Silva: “a política transporta positividade e com positividade deve ser exercida. Da poesia para o filósofo, do filósofo para o povo. Do povo para o homem do povo: Lula da Silva”. Emocionado, de sorriso triste, sem prestar declarações, Lula saiu rápido para apanhar o avião para o velório de José Alencar. Ainda assim, uma jornalista brasileira, atirou uma pergunta sem ponto de interrogação: “Ei, presidente, você agora é doutor!” * A nossa colunista portuguesa Eduarda Freitas, de Coimbra, acompanhou o emocionante doutoramento do ex-presidente Lula na tradicional Universidade da cidade. **** Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/cartacapital-lula-o-doutor-do-povo.html

Bolsonaro diz que não teme ser cassado por causa de depoimentos racistas

30/03/2011 Política Sabrina Craide Repórter da Agência Brasil Brasília - O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse hoje (30) que não teme ser cassado por causa de comentários racistas feitos em programa de televisão na última segunda-feira (28). “O soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Eu estou aqui para expor as minhas ideias”, disse. Ele justificou que entendeu errado ou houve problemas de edição da produção do programa. Bolsonaro também disse que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ter uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”. Ontem (29), uma representação assinada por 20 deputados foi protocolada na Mesa Diretora da Câmara pedindo que a Corregedoria da Casa investigue Bolsonaro pelos comentários racistas. Os parlamentares pedem também que ele seja destituído pelo seu partido da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Sempre polêmico em suas declarações, o parlamentar afirmou que vai lutar contra a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), que foi criada recentemente na Câmara. “O que ela tem para nos oferecer? Casamento entre gays? Adoção por homossexuais? Alguém quer isso? Onde está a família em nosso país? Sem família não somos nada, somos um bando”. Hoje (30) a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção do Rio de Janeiro, encaminhou representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados para que seja aberto processo contra Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar. Edição: Rivadavia Severo **** Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-30/bolsonaro-diz-que-nao-teme-ser-cassado-por-causa-de-depoimentos-racistas

Prova vai detectar nível de alfabetização no início do ensino fundamental

30/03/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Alunos matriculados no 4° ano do ensino fundamental participam nesta semana de uma nova avaliação que pretende detectar o nível de alfabetização das crianças que completaram os três primeiros anos desse nível de ensino. A Prova ABC é uma iniciativa do Movimento Todos pela Educação e do Instituto Paulo Montenegro, em parceria com a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

As avaliações oficiais existentes hoje no país medem o desempenho dos alunos a partir do 5° ano do ensino fundamental. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscilla Cruz, é importante que o Brasil implemente um instrumento para medir a alfabetização dos alunos mais novos, de forma que as políticas públicas possam ser corrigidas a tempo.

“Se você não tem uma criança alfabetizada plenamente até os 8 anos de idade, o aprendizado a que ela tem direito no futuro não ocorrerá. O instrumento inicial de compreensão do mundo é a alfabetização”, afirma.

Foram selecionados 6 mil alunos de 262 turmas de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para participar da prova. Os resultados estão previstos para a segunda quinzena de junho.

Desde 2008 o Ministério da Educação envia às escolas públicas do país a Provinha Brasil, um teste aplicado pelos próprios professores a alunos do 2° ano do ensino fundamental. Os resultados não são divulgados e servem apenas como diagnóstico para os educadores avaliarem o nível de aprendizagem dos estudantes. Priscilla acredita que é necessária uma prova externa e que cubra todo o país.

“Avaliação não é para punir ninguém, mas um instrumento para garantir a qualidade. O direito de aprender está na Constituição Federal, mas como a sociedade pode exigir se não há uma avaliação externa que diga se elas estão aprendendo ou não?”, pergunta.

Em 2008, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que 1,3 milhão de crianças e adolescentes brasileiros de 8 a 14 anos não sabiam ler nem escrever. Desse total, 84,5% frequentavam a escola.

Edição: Graça Adjuto
****
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-30/prova-vai-detectar-nivel-de-alfabetizacao-no-inicio-do-ensino-fundamental

Deputados pedem investigação contra Bolsonaro

30.03.2011
Do BLOG DA FOLHA, via Congresso em Foco
Postado por Gilberto Prazeres


Por conta das declarações dadas ao programa CQC, da TV Bandeirantes, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pode responder a processos na Câmara e na Justiça. Ex-ministro da Secretaria Especial de Igualdade Racial no governo do ex-presidente Lula, o deputado Edson Santos (PT-RJ) pediu nesta terça-feira (30) investigação contra o colega de bancada. Enquanto isso, pelo menos 19 parlamentares assinaram uma representação que será apresentada ao Ministério Público Federal e ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Em reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o deputado fluminense argumentou que Bolsonaro deve ser investigado pela Corregedoria por conta do seu comportamento como deputado. "É preciso uma investigação criteriosa do comportamento do deputado Bolsonaro", disse Edson Santos. Ele qualificou a declaração do pepista divulgada ontem como racista. O petista acrescentou, porém, que é preciso analisar outras frases de Bolsonaro. "A representação não é apenas com relação a esse fato, mas a outras agressões proferidas pelo deputado contra negros e homessexuais", afirmou.

Para o petista, a declaração ofendeu a população negra brasileira, em especial a mulher negra. No quadro "Povo quer saber", Bolsonaro foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como agiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu", respondeu Bolsonaro.

À tarde, o pepista se justificou. Ele disse que cometeu um equívoco, que errou, e que não tinha entendido a pergunta. O ex-ministro da Igualdade Racial não acreditou nas explicações de Bolsonaro. "Ou o deputado está tendo um ato de covardia ou ele precisa passar por um teste para verificar seu grau de alfabetização", disparou o petista, ao ser questionado sobre as explicações do colega de bancada. Bolsonaro disse ter entendido que Preta Gil lhe perguntava sobre a hipótese de um filho ser gay. Ou seja, segundo sua própria versão, se Bolsonaro não praticou racismo, praticou homofobia.
****
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18941-deputados-pedem-investigacao-contra-bolsonaro

Morte de Alencar leva parte da cada um de nós

29/03/2011
Do blog do Deputado Federal Cândido Vaccareza, PT/SP

José Alencar, ex-vice-presidente do Brasil, 1931/2011

O ex-presidente da República, José Alencar morreu às 14h45 desta terça-feira (29) por falência múltipla de órgãos. O político de 79 anos, que lutava contra um câncer, estava internado desde segunda-feira na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Na manhã desta terça um boletim médico revelou um quadro de oclusão intestinal e peritonite em condições críticas. Alencar lutava contra a doença na região do abdômen há 13 anos.

“A morte de José Alencar leva uma parte de cada um de nós. Manifesto nossa honra por ter convivido com ele e ter feito parte da geração que conheceu José Alencar. O Brasil está de luto. A Câmara dos Deputados está de luto e todos nós estamos de luto. Este é um momento de reflexão. Sua morte é exemplo de vida. Sua perda deve fortalecer em nós a busca pela vida com dignidade e com princípio. Minhas saudades e solidariedade”, disse o líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), na Tribuna.

José Alencar Gomes da Silva foi um homem com várias fases: passou pela infância simples, depois tornou-se um empresário de sucesso, na meia-idade decidiu entrar para a política, e, no fim da vida, virou um símbolo da luta pela sobrevivência. Após 17 cirurgias e mais de dez anos, por pouco ele não atendeu ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que gostaria que o vice-presidente o acompanhasse na descida da rampa do Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro de 2011.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931 no lugarejo de Itamuri, município de Muriaé, na Zona da Mata mineira. No posto de vice-presidente, notabilizou-se pela defesa da redução nas taxas de juros, pedido que repetia a cada vez que deixava o hospital. Entre 2004 e 2006, acumulou o cargo de ministro da Defesa.

“Eu não tenho medo da morte. Da desonra, sempre tive”. Reiteradas vezes, em meio à longa e penosa batalha contra o câncer, José Alencar Gomes da Silva recuperou o vocabulário esquecido da política brasileira. Por todos os cantos, cidadãos que acompanharam a dignidade com que o ex-vice-presidente da República enfrentou as recidivas dos tumores, em princípio, no abdômen, ouviram a referência a Sócrates. O filósofo, que preferiu a cicuta à negação de suas ideias, consideradas subversivas à polis, respondeu quando lhe indagaram se não temia a morte: “Não posso opinar sobre o que não conheço. Minha preocupação é com a vida, que desejo viver bem, com dignidade e sem desonra.”

www.ptnacamara.org.br
****
Fonte:http://vaccarezza.com.br/morte-de-alencar-leva-parte-da-cada-um-de-nos/

A face rude, cruel e mesquinha do PIG

29.03.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Há momentos em que a dor deve se colocar a serviço da virtude. Combater os atos mesquinhos e desumanos, muitas vezes tem que ser feito assim. Há, pois, que recordar o último ataque vil que o gigante José Alencar sofreu, entre 22 de julho e 30 de agosto de 2010, da parte de gente que, em seus delírios de poder, não hesitou em fustigar um homem no mais difícil momento de sua vida, quando travava seus últimos combates.

O Brasil vivia a campanha eleitoral mais suja de sua história recente quando a Globo atiçou um de seus soldados mais truculentos contra alguém que teve que suportar insultos e sucessivas humilhações em meio àquela loucura que se apossou daqueles que, mais uma vez, viam esvair por entre seus dedos a chance de voltarem ao poder através do despachante que escalaram para lhes representar os interesses.

Um blogueiro da Globo, em menos de um mês, disparou verdadeira saraivada de posts nos quais, no momento de maior empenho por demonstrar aos patrões do que é capaz de fazer sob suas ordens, chegou a qualificar esse homem que tanta saudade deixará como sendo alguém “rude, cruel e mesquinho”, adjetivos que, agora, fica fácil demonstrar que se aplicam muito mais ao pistoleiro da família Marinho.

Não reproduzirei os ataques, mas, se alguém tiver dúvida de sua natureza ou mórbida curiosidade, pode encontrá-los aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e, principalmente, aqui.

*****

Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/a-face-rude-cruel-e-mesquinha-do-pig/

Planalto divulga nota de pesar pela morte de José Alencar

29 de março de 2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, "Vi o Mundo", via Blog do Planalto

Nota de pesar do Presidente da República em Exercício, Michel Temer, pelo falecimento do ex-vice-presidente da República, José Alencar:

O ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva foi exemplo de luta, perseverança e superação para todos os brasileiros. Mesmo nos momentos de maior sofrimento pessoal, transmitia otimismo permanente e fé inquebrantável. A quem o procurava para oferecer conforto pela dura provação pela qual passava, retribuía com alegria, bom humor e desassombro.

Homem público de valor inestimável, José Alencar teve carreira de sucesso como empreendedor no setor de tecidos e confecções, tornando-se um dos maiores líderes empresariais do país. Tornou-se, ademais disso, conhecido nacionalmente por integrar um governo profundamente comprometido com a justiça social.

A perda de José Alencar é imensa devido à grande estatura que ele alcançou durante sua vida, seja como empresário, seja como político. Sempre de forma irreparável e exemplar. Lamento profundamente a morte desse mineiro que não conhecia fronteiras e acreditou sempre no Brasil. Transmito em meu nome, em nome da presidenta Dilma Rousseff nossa solidariedade à família e aos amigos nesta hora triste.

Michel Temer
Presidente da República, em Exercício

****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/planalto-divulga-nota-de-pesar-pela-morte-de-jose-alencar.html

Discurso histórico :Lula no Uruguai: ‘Norte pode estar no Sul’

28/03/2011
Do blog de Rodrigo Vianna, "Escrevinhador"


Recebo de uma pessoa muito próxima, que é funcionária de carreira do Itamaraty e ajuda a construir na prática a integração latino-americana, o histórico discurso de Lula no aniversário de 40 anos da Frente Ampla.

Vale a pena ser lido na íntegra. É um aperitivo do que Lula pode fazer nos próximos anos. Enquanto Dilma ocupa o centro, Lula entra de cabeça nas articulações da esquerda sul-americana. Lula é um líder maior do que o Brasil. E tem consciência do papel que pode exercer.

===

Queridos companheiros e companheiras

Estou profundamente honrado por ter sido convidado para dirigir-lhes a palavra neste ato de comemoração dos 40 anos da Frente Ampla.
Quero iniciar recordando um dezembro de 1993, quando vim pela primeira vez ao Uruguai. Estava me preparando para ser, pela segunda vez, candidato a Presidente da República. Precisei concorrer mais duas vezes para ser eleito!

Naquele dezembro de 1993, quando tive a oportunidade de sentir de perto a afetuosa hospitalidade deste país, conheci muitos companheiros frenteamplistas, que hoje aqui estão, como os fraternos amigos Tabaré Vázques e Pepe Mujica. Mas conheci, igualmente, um grande companheiro, que não mais está entre nós. Refiro-me ao inesquecível Líber Seregni, a quem presto hoje minha homenagem, como um dos maiores valores da Frente Ampla, da história do Uruguai e de toda a América Latina.

Dirigentes e militantes da Frente Ampla, nestas últimas décadas, a Frente Ampla mudou o panorama da política uruguaia, até então dominado por um sistema bi-partidário que não mais correspondia à evolução da sociedade. Sua presença na cena nacional deu à política deste país uma nova qualidade. Sei que seus militantes pagaram muitas vezes um alto preço por sua coerência e determinação durante o regime ditatorial, que infelicitou este país nos anos setenta e oitenta. Mas sei, também, que a Frente foi fator decisivo no processo de democratização política do Uruguai, já muito antes de conquistar a Presidência da República. Suas mobilizações foram fundamentais para impedir que a onda neo-liberal, que se abateu sobre todo nosso continente, prevalecesse no Uruguai.

Não fosse a luta da Frente Ampla, não fosse a resistência do movimento sindical e dos movimentos sociais, o Estado uruguaio teria sido desmontado pelos insensatos adoradores do mercado. Aqueles senhores que, em grande parte da América Latina, conseguiram privatizar o patrimônio público, desorganizar nossas economias, aumentar a pobreza e comprometer a soberania nacional. Aqui, felizmente, eles não tiveram o êxito que esperavam. Em muitos de nossos países, eles deixaram um rastro de estagnação econômica e exclusão social. Pior do que isso, agravaram a inflação que pretendiam combater e aprofundaram nossa vulnerabilidade externa.

O povo uruguaio, com a intervenção crucial da Frente Ampla, não permitiu que isso acontecesse. Que fosse entregue às gerações futuras deste país um Estado raquítico, incapaz de regular democraticamente a economia e de promover o desenvolvimento. Mas nossa região mudou.

Hoje, há uma nova América do Sul. Um continente que ergueu a cabeça, libertou-se das tutelas internacionais e resgatou a sua soberania. Um continente que recuperou a autoestima e voltou a acreditar em si mesmo, em sua capacidade de tornar-se cada vez mais próspero e justo.

Nossos países estão demonstrando na prática que é possível crescer de modo vigoroso e continuado mantendo a inflação baixa. Que é perfeitamente viável crescer distribuindo os frutos da expansão econômica para toda a sociedade. Crescer combatendo a pobreza e a desigualdade. Que esta é, aliás, a forma mais consistente e duradoura de desenvolver-se. A única justa e sustentável.

Vocês uruguaios, e nós brasileiros, que tanto nos opusemos às políticas recessivas e excludentes do passado, temos muito o que comemorar. Hoje, vivemos uma nova realidade. Podemos, sem nenhum triunfalismo, festejar o êxito das nossas economias, os extraordinários avanços sociais, a vitalidade de nossas democracias. Não celebramos apenas valores éticos e morais – que constituem obviamente um patrimônio irrenunciável – mas também o acerto de nossa estratégia de desenvolvimento e de nossas políticas públicas emancipadoras, que estão mudando para melhor a vida das classes populares.

Ainda falta muito por fazer. Mas as conquistas históricas dos anos recentes justificam plenamente a nossa confiança no futuro.

Companheiros e Companheiras, como ex-Presidente da República, militante e dirigente do Partido dos Trabalhadores sempre tive uma enorme afinidade com a Frente Ampla. As políticas que Tabaré e Mujica implementaram no Uruguai são muito próximas daquelas que implementei no Brasil e que Dilma Rousseff está desenvolvendo agora. Mas o PT e a Frente Ampla têm muito mais em comum. Alguns já disseram que o PT é, em realidade, uma frente e que a Frente Ampla é um partido. As duas afirmações têm um fundo de verdade. Por uma razão muito simples: tanto a Frente, como o PT, são organizações plurais, profundamente democráticas. Somos capazes de combinar uma indispensável unidade de ação, com a valorização da diversidade e da democracia interna.

Abrigamos distintas correntes de pensamento progressista. Respeitamos nossas diferenças ideológicas, mas não abrimos mão, em hipótese alguma, do compromisso com os trabalhadores e o povo pobre. Sabemos que, nas últimas décadas, as grandes correntes de esquerda entraram em crise no mundo. Muitos ficaram órfãos de referências político-ideológicas. Nenhuma força progressista esteve imune à crise. Mas nem por isso cruzamos os braços, mergulhando na perplexidade ou na passividade política.

Conosco, foi diferente: não abandonamos nossas convicções de base. Para nós, as doutrinas têm a sua importância, mas o principal é o compromisso de vida com o destino dos oprimidos. A esquerda autêntica supera seus desafios participando cada vez mais nas lutas concretas do povo. Nossa bússola são as aspirações populares por uma vida digna. Por isso, fomos capazes de promover, em plena crise das ideologias, reformas sociais tão importantes em nossos países.

As esquerdas no Uruguai e no Brasil souberam mudar, mas sem mudar de lado. Também por essa razão, nossas experiências de Governo e nossos partidos são hoje referências, tanto para a América Latina como para outras regiões do mundo. Tudo isso nos impõe responsabilidades redobradas. Precisamos continuar e aprofundar as transformações em nossos países, tendo claro que esse é trabalho para mais de uma geração.
Mas precisamos também reconstruir o pensamento de esquerda, enfatizando, sobretudo, nosso compromisso inegociável com a democracia.

Não queremos dar lições a ninguém. Não buscamos construir paradigmas ou elaborar “modelos”. Mas temos a obrigação política e moral de explicitar para o mundo o cerne de nossa experiência histórica. E essa experiência mostra claramente duas coisas.
Que não haverá socialismo se ele não for profunda e radicalmente democrático. Tampouco haverá uma autêntica democracia política se não houver uma democracia econômica e social.

Essa combinação de democracia política com democracia econômica e social nos dá a chave para formularmos o projeto histórico que queremos construir. É nossa missão dar consistência teórica e política a esse renovado ideal libertário. Tal consistência não virá somente dos livros. Ela surgirá sobretudo da luta dos trabalhadores e de nossa capacidade de refletir sobre os rumos da história. Não poderá ser uma reflexão solitária, menos ainda confinada a um espaço nacional. Mais do que uma constatação, cabe-nos fazer um convite, uma convocatória.

Nossos partidos – a Frente Ampla, o PT e outras organizações amigas da América Latina – têm de aprofundar sua relação, seu diálogo, para transmitir a outros movimentos o sentido de nossas experiências, com seus méritos, mas também com seus limites. Eu ousaria dizer que há uma grande expectativa nesse sentido, inclusive por parte das esquerdas dos países desenvolvidos, que hoje enfrentam impasses profundos.

Aqueles que, sobretudo na Europa, observam o que está ocorrendo em nossa América, começam a dar-se conta, cada vez mais, de que seu Norte pode estar no Sul.

Companheiros e companheiras, não poderia deixar de destacar um aspecto fundamental da trajetória da Frente Ampla nestes quarenta anos de sua existência – seu compromisso com a integração sul-americana e latino-americana. José Artigas, máximo líder da independência Oriental, foi um combatente pela liberdade muito além das fronteiras deste país. Seguramente seu exemplo inspirou e continuará inspirando todos os que lutam pela pátria grande latino-americana.

A Frente Ampla sempre deu contribuições importantes a todas as iniciativas de integração regional, por meio das quais queremos garantir que a América do Sul tenha peso decisivo neste mundo multipolar que se está desenhando. E os resultados desse processo de integração são cada vez mais positivos.

No terreno econômico, vivemos um momento muito promissor. Nunca houve tanto comércio entre os países da América do Sul. E o Mercosul, que amanhã completa 20 anos, é a locomotiva dessa expansão, o que só foi possível depois que conseguimos sepultar a proposta da ALCA, que não era de integração soberana, mas de anexação subalterna. De 2003 a 2010, o comércio do Mercosul mais do que triplicou. Os investimentos produtivos conjuntos crescem de modo exponencial. E o que é mais importante: a balança comercial e as relações entre os nossos países estão cada vez mais equilibradas. A integração está beneficiando a todos.

Nós, brasileiros, percebemos que só vale a pena o Brasil crescer e se tornar um país mais rico se os países vizinhos, os povos irmãos também crescerem e se tornarem mais ricos. Temos consciência de que o caminho da integração não está isento de contradições e eventuais conflitos.

Mas estou certo de que saberemos construir instituições aptas a resolvê-los, porque aquilo que nos une é infinitamente mais importante do que aquilo que nos separa.

A verdadeira integração não pode ser apenas comercial. A parceria econômica é imprescindível, mas está longe de ser suficiente. A unidade do continente só será efetiva quando as nossas populações se conhecerem melhor, quando os sindicatos se articularem em escala regional, quando as nossas universidades tiverem um intercâmbio cotidiano, quando nossos cientistas estiverem pesquisando juntos, quando as nossas riquíssimas tradições culturais forem de fato compartilhadas. Quando a integração não for apenas dos produtos, ou dos Estados – mas dos povos.

Queridos amigos e amigas, permitam-me concluir dirigindo uma palavra à militância da Frente Ampla. Vocês sabem melhor do que eu que a esquerda uruguaia conta com dirigentes de grande estatura moral e política. Líderes de extraordinária dignidade e maturidade, de inquebrantável amor ao seu país e ao seu povo. Líderes ouvidos e respeitados em toda a América Latina. Mas conta também com uma admirável militância de base, espalhada por todo o país, sem a qual a trajetória da Frente, com certeza, não seria tão vitoriosa.

Feliz do povo que pode dispor de lutadores sociais e políticos tão generosos e tão dedicados ao bem comum. Essa esplêndida militância é a prova de que o sonho igualitário não acabou. De que valeu a pena o sacrifício das gerações que nos precederam. A força da Frente Ampla e de outras alianças populares da região mostra que chegou a vez do nosso continente. O século XXI tem tudo para ser o século da afirmação definitiva da América do Sul. Daquela América do Sul com que sonharam nossos próceres e pela qual deram suas vidas. Uma comunidade de países soberanos, justos e desenvolvidos.

Viva a Frente Ampla!

Viva a querida República Oriental do Uruguai!

Viva a Pátria Grande Latino-Americana!


Leia outros textos de Vasto Mundo
****
Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Congresso reage a pressão de juízes por reajuste e expõe atrito entre Poderes

30.03.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Denise Madueño, do Estadao.com


Em tom às vezes duro, às vezes com desdém, parlamentares consideraram fora de propósito a tentativa de juízes aumentarem os próprios salários à revelia do Congresso, através de ação no Supremo Tribunal Federal (STF). A polêmica é o mais novo capítulo das rusgas entre Legislativo e Judiciário, evidenciadas após a decisão do STF em relação à Lei da Ficha Limpa, na semana passada.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), reagiu ontem contra a iniciativa dos juízes, que alegam que, diante da omissão do Legislativo em não aprovar o reajuste dos vencimentos da magistratura, o Supremo poderia tomar essa iniciativa.

Maia aproveitou para criticar outra proposta do Judiciário - feita pelo presidente do STF, Cezar Peluso - de instituir um controle de constitucionalidade para projetos aprovados pelo Congresso encaminhados para sanção presidencial. 'Temos na Câmara uma Comissão de Constituição e Justiça que tem responsabilidade de discutir constitucionalidade dos projetos e fazemos (isso) com zelo e transparência. Não me parece necessário consulta prévia', disse Maia.

Críticas. Líderes de bancada seguiram a posição do petista. Na semana passada, parlamentares já haviam criticado a proposta de Peluso. Ontem, atacaram a iniciativa da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que espera que o Supremo determine o reajuste da magistratura.

'É descabido e não tem nenhuma consequência que possa ser levada a sério', reagiu o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). O deputado afirmou que o reajuste é prerrogativa do Congresso prevista na Constituição. 'O Supremo tem de ser o guardião da Constituição e não pode ser o pai da inconstitucionalidade.'

O mesmo raciocínio foi usado pelo presidente da CCJ do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). 'Não cabe fazer nenhum tipo de comentário. A Constituição é clara em relação às prerrogativas de cada Poder', afirmou.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), também foi sucinto: 'O foro constitucional para dar cumprimento a essa questão é o Congresso. Não tenho dúvida de que os juízes, zeladores da Constituição, vão concordar com a minha opinião.'

Enviado em agosto à Câmara, o projeto do Supremo de aumento salarial não tem data para entrar em votação. O projeto eleva de R$ 26.723 para R$ 30.675 os subsídios dos ministros do STF e tem efeito cascata. Segundo a própria Corte, o impacto no âmbito do Supremo seria de R$ 2,022 milhões e de R$ 446,764 milhões no Poder Judiciário da União.

Atalho. Sem ver o projeto aprovado no tempo desejado, a Ajufe tentou criar um atalho. A entidade e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) enviaram à secretaria da Mesa uma nota técnica defendendo que a proposta dispensava votação no plenário - bastaria o aval das comissões permanentes. Não deu certo: a Câmara manteve a necessidade de votação em plenário.

Rota de colisão

MARCO MAIA (PT-RS)

PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

'Temos uma Comissão de Constituição e Justiça que tem responsabilidade de discutir constitucionalidade dos projetos e fazemos (isso) com zelo e transparência. Não me parece necessário uma consulta prévia'

ACM NETO (DEM-BA)

LÍDER DO DEM NA CÂMARA

'É descabido e não tem nenhuma consequência que possa ser levada a sério. Não existe isso. O Supremo

tem de ser o guardião da Constituição e não pode ser o pai da inconstitucionalidade'

Orçamento

R$ 26.723

reais é o salário mensal dos ministros do Supremo

R$ 30.675

reais é o valor proposto pelo Judiciário para o novo subsídio

R$ 2,02 mi

é a previsão de aumento no âmbito do Supremo

R$ 446,76 mi

é o impacto previsto no Poder Judiciário da União

****
Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28186177

Velório de José Alencar no Planalto se estenderá por toda a noite

30.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


Corpo chega à Brasília nesta quarta, depois segue para BH Da Agência Brasil

Brasília – O velório do ex-vice-presidente José Alencar, que terá início nesta quarta-feira (30) de manhã, no Palácio do Planalto, só terminará na manhã de quinta-feira, quando o corpo deixará Brasília, para ser levado a Belo Horizonte. Durante toda a noite, o velório será aberto à visitação pública.

O ex-vice-presidente José Alencar morreu ontem (29), aos 79 anos, vítima de câncer, em São Paulo. De acordo com o Palácio do Planalto, a previsão é que o corpo saia de São Paulo nesta quarta-feira, às 7h, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e chegue à Base Aérea de Brasília às 9h15.

Já na Base Aérea, haverá uma cerimônia de honras militares com a presença do presidente em exercício, Michel Temer, e dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Senado, José Sarney.

Depois da cerimônia, o corpo será levado por um caminhão do Corpo de Bombeiros até o Palácio do Planalto, em cortejo fúnebre que passará pelo Eixão e depois pelo Eixo Monumental, ganhando a Praça dos Três Poderes.Ao chegar ao Planalto, o caixão será conduzido pelos Dragões da Independência pela rampa até o Salão Nobre, que fica no primeiro andar do palácio. A visitação pública deve começar às 10h.

A segurança do planalto organizará fila para que as pessoas possam subir a rampa e circundar o caixão do ex-vice-presidente. Haverá ainda um local reservado para autoridades e parentes de Alencar.

O Planalto também estima a chegada da presidenta Dilma Rousseff para o início da noite. Ela deverá retornar de sua viagem a Portugal junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todos os ministros de Estado cancelaram os compromissos previstos para esta quarta-feira, diante da convocação de todos para as 9h, feita pela presidenta Dilma, ao saber da notícia da morte de Alencar.

Nesta quarta-feira, o presidente em exercício, Michel Temer, disse que nada mais justo prestar honras de chefe de Estado a Alencar, já que ele exerceu o cargo de presidente da República durante praticamente um ano, nas ocasiões em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava em viagem.

Temer ressaltou que Alencar foi um exemplo de luta para os brasileiros e lembrou que, mesmo em momentos de maior sofrimento, durante o tratamento de câncer, transmitia "otimismo permanente" e "fé inquebrantável".

"A quem o procurava para oferecer conforto pela dura provação pela qual passava, retribuia com alegria, bom humor e desassombro", diz a nota, divulgada há pouco.

O presidente em exercício também decretou luto oficial de sete dias e, pouco depois da divulgação da notícia da morte, a bandeira do Palácio do Planalto foi hasteada a meio-mastro.

"Lamento profundamente a morte deste mineiro que não conhecia fronteiras e acreditou sempre no Brasil. Transmito, em meu nome e em nome da presidenta Dilma Rousseff, nossa solidariedade à família e aos amigos nesta hora triste", diz a nota de Temer, em exercício na Presidência da República por causa da viagem de Dilma a Portugal.

Temer também lembrou na nota que José Alencar teve carreira de sucesso como homem público e como empresário do setor de tecidos e confecções e foi um líder entre os empresários.
*****
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/628691-velorio-de-alencar-no-planalto-se-estendera-por-toda-a-noite