terça-feira, 29 de março de 2011

Alencar, de balconista a empresário e vice-presidente da República

29.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO,via Agência Brasil


Brasília – O ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva nasceu no vilarejo de Itamuri, no município de Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais, em 17 de outubro de 1931. Era o 11º filho de um total de 15 do comerciante Antônio Gomes da Silva e da dona de casa Dolores Peres Gomes da Silva.

Em 2003, Alencar foi eleito vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário mineiro teve papel fundamental para que Lula ganhasse a confiança do empresariado durante a campanha eleitoral. Em 2006, foi reeleito para o cargo.

No governo, Alencar acumulou a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa, de 2004 até março de 2006, quando se licenciou do ministério para concorrer novamente às eleições presidenciais.

Filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), Alencar fez inúmeras críticas à política econômica adotada pelo Conselho de Política Monetária (Copom) e virou símbolo dos que pediam a redução da Taxa Básica de Juros (Selic).

Alencar deixou a casa dos pais aos 14 anos para ser balconista da loja de tecidos A Sedutora, em Muriaé. Dois anos depois, mudou-se para Caratinga (MG), onde continuou a trabalhar como vendedor.

Quando completou 18 anos, Alencar foi emancipado pelo pai, pegou dinheiro emprestado com o irmão mais velho, Geraldo Gomes da Silva, e abriu o próprio negócio. Em 31 de março de 1950, abriu a primeira empresa A Queimadeira, onde vendia tecidos, calçados, chapéus, guarda-chuvas e sombrinhas. Para economizar, morava na própria loja.

Com o apoio dos irmãos, o ex-vice presidente manteve a loja até 1953, quando decidiu vendê-la e mudar de ramo. Tornou-se representante comercial de um fabricante de tecidos do Rio de Janeiro, trabalhou na área de cereais e foi sócio de uma fábrica de macarrão. Em 1959, o irmão mais velho de Alencar morreu em Ubá, também em Minas, e ele assumiu os seus negócios.

Em 1967, em parceria com o empresário de beneficiamento de algodão e deputado Luiz de Paula Ferreira, Alencar fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, a Coteminas, que se tornaria um dos maiores grupos têxteis do Brasil. Em 1975, ele inaugurou a mais moderna fábrica de fiação e tecidos do país. A Coteminas tem fábricas de fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno. O grupo ainda tem cinco unidades nos Estados Unidos, uma na Argentina e uma no México.

O ex-vice-presidente atuou em entidades representativas do empresariado. Foi presidente da Associação Comercial de Ubá e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), além de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na vida política, em 1994, candidatou-se ao governo de Minas e, em 1998, elegeu-se senador pelo PMDB, com quase 3 milhões de votos.

No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infraestrutura e membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

Desde 1997, o vice-presidente lutava contra o câncer. Fez tratamento no Brasil e nos Estados Unidos. Ao todo, ele passou por 17 cirurgias. Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/628646-alencar-de-balconista-a-empresario-e-vice-presidente-da-republica

Aos 79 anos, o ex-vice presidente José Alencar perde luta contra o câncer

29.03.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

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Do G1

O ex-vice-presidente da República José Alencar morreu nesta terça (29), às 14h45, por falência múltipla de órgãos, aos 79 anos, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O político mineiro lutava contra um câncer na região do abdômen. Na última das várias internações, Alencar estava desde segunda (28) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com quadro de suboclusão intestinal.

O ex-vice-presidente lutava contra o câncer havia 13 anos, mas nos últimos meses, a situação se complicou. Após passar 33 dias internado – inclusive no Natal e no Ano Novo –, o ex-vice-presidente havia deixado o hospital no último dia 25 de janeiro para ser um dos homenageados no aniversário de São Paulo.

A internação tinha sido motivada pelas sucessivas hemorragias e pela necessidade de tratamento do câncer no abdômen. No dia 26 de janeiro, recebeu autorização da equipe médica do hospital para permanecer em casa. No entanto, acabou voltando ao hospital dias depois.

Durante o período de internação, Alencar manifestou desejo de ir a Brasília para a posse da presidente Dilma Rousseff. Momentos antes da cerimônia, cogitou deixar o hospital para ir até a capital federal a fim de descer a rampa do Palácio do Planalto com Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ele desistiu após insistência da mulher, Mariza. Decidiu ficar, vestiu um terno e chamou os jornalistas para uma entrevista coletiva, na qual explicou por que não iria à posse e disse que sua missão estava “cumprida”. Na conversa com os jornalistas, voltou a dizer que não tinha medo da morte. “Se Deus quiser que eu morra, ele não precisa de câncer para isso. Se ele não quiser que eu vá agora, não há câncer que me leve”, disse.

No mesmo dia, ele recebeu a vista de Lula, que deixou Brasília logo após a posse de Dilma.

Internações
Os últimos meses de Alencar foram de internações sucessivas. Em 9 de fevereiro, ele foi hospitalizado devido a uma perfuração no intestino. O ex-vice-presidente já havia permanecido internado de 23 de novembro a 17 de dezembro para tratar uma obstrução intestinal decorrente dos tumores no abdômen. No dia 27 de novembro, foi submetido a uma cirurgia para retirada de parte do tumor e de parte do intestino delgado.

Alencar passou alguns dias na UTI Cardiológica e começou a fazer sessões de hemodiálise depois que os médicos detectaram piora da função renal. Em setembro de 2010, foi internado em razão de um edema agudo de pulmão. No dia 25 de outubro, voltou ao Sírio-Libanês ao apresentar um quadro de suboclusão intestinal. Dias após a internação, ainda no hospital, sofreu um infarto no fim da tarde do dia 11 de novembro. Foi submetido a cateterismo, “que não mostrou obstruções arteriais importantes”.

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Batalha contra o câncer
O ex-vice-presidente travou uma longa batalha contra a doença. Nos últimos 13 anos, enfrentou uma série de operações e tratamentos médicos. Foram mais de 15 cirurgias. Em abril de 2010, desistiu da candidatura ao Senado para se dedicar ao tratamento do câncer.

Desde 1997, foram mais de dez cirurgias para retirada de tumores no rim, estômago e região do abdômen, próstata, além de uma cirurgia no coração, em 2005.

A maior delas, realizada em janeiro de 2009, durou quase 18 horas. Nove tumores foram retirados. Exames realizados alguns meses depois, no entanto, mostraram a recorrência da doença. Também em 2009, iniciou em Houston, nos Estados Unidos, um tratamento experimental contra o câncer.

Alencar obteve autorização para participar, como voluntário, dos testes com um novo medicamento no hospital MD Anderson, referência no tratamento contra a doença. O tratamento não surtiu o efeito esperado e o então vice-presidente voltou a fazer quimioterapia em São Paulo. José Alencar era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixa três filhos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
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Armando Monteiro lamenta morte de José Alencar

29.03.2011
Do BLOG DE JAMILDO

Veja abaixo declaração do senador Armando Monteiro (PTB/PE) sobre o falecimento do ex-vice-presidente da República José Alencar, de quem era amigo pessoal e companheiro na Confederação Nacional da Indústria (CNI):

"O Brasil perdeu um grande homem público, um cidadão exemplar, um homem que teve uma bela e respeitável trajetória de vida. Na área empresarial, foi um construtor, um empreendedor notável. Na vida pública, um homem com posições coerentes e sem deixar nunca de revelar uma grande dimensão humana. José Alencar é uma extraordinária referência no plano ético e um exemplar chefe de família que estará agora imortalizado na galeria das maiores figuras da nossa vida cívica. Que Deus o abençoe”.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/29/armando_monteiro_lamenta_morte_de_jose_alencar_96347.php

A vida eterna de José Alencar

29.03.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Com informações da Wikipedia editadas por Eduardo Guimarães

José Alencar Gomes da Silva (Muriaé,1931 + São Paulo, 2011) foi senador por Minas Gerais e vice-presidente do Brasil de 2003 a 2011. Foi um dos maiores empresários de Minas Gerais. Construiu um império no ramo têxtil, sendo a Coteminas sua principal empresa. Elegeu-se vice-presidente da República na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, conseguindo a reeleição em 2006.

Filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva, começou a trabalhar com sete anos de idade, ajudando o pai em sua loja. Tinha 14 irmãos e irmãs. Quando fez quinze anos, em 1946, foi trabalhar como balconista numa loja de tecidos conhecida por “A Sedutora”. Em maio de 1948, mudou-se para Caratinga para trabalhar na “Casa Bonfim”.

Notabilizou-se como grande vendedor, tanto neste último emprego, quanto no anterior. Ainda durante sua infância, tornou-se escoteiro. Aos dezoito anos, iniciou seu próprio negócio. Contou com a ajuda do irmão Geraldo Gomes da Silva, que lhe emprestou quinze mil cruzeiros.

Em 1950, abriu a sua primeira empresa, denominada “A Queimadeira”, localizada na cidade de Caratinga. Vendia diversos artigos: chapéus, calçados, tecidos, guarda-chuvas, sombrinhas, etc. .

Em 1953, iniciou seu segundo negócio, na área de cereais por atacado, ainda em Caratinga. Logo em seguida participou – em sociedade com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes da Silva Filho – de uma fábrica de macarrão, a “Fábrica de Macarrão Santa Cruz”.

No final de 1959, seu irmão Geraldo faleceu. Assumiu então os negócios deixados por ele na empresa União dos Cometas. Em homenagem ao irmão, a razão social foi alterada para Geraldo Gomes da Silva, Tecidos S.A.

Em 1963, constituiu a Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, que, mais tarde, passaria a se chamar Wembley Roupas S.A.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas. Em 1975, inaugurava a mais moderna fábrica de fiação e tecidos que o país já conheceu.

A Coteminas cresceu e hoje são onze unidades que fabricam e distribuem os produtos: fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis para o mercado interno, para os Estados Unidos, Europa e Mercosul.

Na vida política, foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, presidente da FIEMG (SESI, SENAI, IEL, CASFAM) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria. Candidatou-se às eleições para o governo de Minas Gerais em 1994 e, em 1998, disputou uma vaga no Senado Federal, elegendo-se com quase três milhões de votos.

No Senado, foi presidente da Comissão Permanente de Serviço de Infra-Estrutura – CI, membro da Comissão Permanente de Assuntos Econômicos e membro da Comissão Permanente de Assuntos Sociais.

Foi, ao início, um vice-presidente polêmico, ao assumir o cargo em 2003, tendo sido uma voz discordante dentro do governo contra a política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que mantém os juros altos na tentativa de conter a inflação e manter a economia sob controle.

Já a partir de 2004, passou a acumular a vice-presidência com o cargo de ministro da Defesa. Por diversas oportunidades, demonstrou-se reticente quanto à sua permanência em um cargo tão distinto de seus conhecimentos empresariais, mas a pedidos do presidente Lula, exerceu a função até 2006. Na ocasião, renunciou para cumprir as determinações legais com o intuito de poder participar das eleições de 2006.

José Alencar tinha um delicado histórico médico. A partir de 2000, enfrentou um câncer na região abdominal, tendo passado por mais de 15 cirurgias – uma delas com duração superior a 20 horas. Em sua longa batalha contra o câncer, submeteu-se a um tratamento experimental nos Estados Unidos, com resultado inconclusivo. Em 2010, após repetidas internações e intervenções médicas, decidiu desistir de se candidatar ao Senado, por considerar uma injustiça com os eleitores.

No final de seu mandato como vice-presidente, em 2010, apresentou o complexo estado de saúde, sendo até mesmo necessário interromper o tratamento contra o câncer. No dia 22 de dezembro de 2010, foi submetido a uma cirurgia para tentar conter uma hemorragia no abdômen. Voltou a ser internado em março de 2011, vindo a morrer no dia 29 devido a parada cardíaca e falência múltipla dos órgãos.

São poucos os políticos brasileiros que nos fazem chorar quando morrem. José Alencar é um deles.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/a-vida-eterna-d-jose-de-alencar/

Morre aos 79 anos o ex-vice-presidente José Alencar

29.03.2011
Da BBCBRASIL


Desde 1997, vice de Lula passou por tratamentos contra o câncer

O ex-vice-presidente da República José Alencar morreu nesta terça-feira aos 79 anos, confirmou a assessoria do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava desde segunda-feira.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Alencar morreu às 14h41, em decorrência de câncer e falência múltipla de órgãos.

Alencar foi internado nessa segunda-feira na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com um quadro de obstrução intestinal com sangramento, além de peritonite (inflamação na membrana que cobre as paredes abdominais).

O ex-vice-presidente foi diagnosticado com câncer em 1997. A partir de então, ele passou por diversos tratamentos e cirurgias devido aos tumores, muitas vezes com longas internações hospitalares.

Filiado ao PRB, Alencar foi vice-presidente durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Além disto, em 1998, ele foi eleito senador por Minas Gerais.

Biografia

José Alencar Gomes da Silva nasceu em outubro de 1931, no município mineiro de Muriaé, onde foi criado junto com seus 14 irmãos.

Trabalhou como balconista dos 7 aos 18 anos, quando então conseguiu um empréstimo para abrir seu próprio negócio – a loja “A Queimadeira”, que vendia de calçados a guarda-chuvas. Por esse motivo, os estudos foram até apenas a quinta série.

O grande salto profissional na vida de Alencar aconteceu em 1967, quando decidiu abrir uma fábrica de tecidos, a Coteminas. O negócio deu certo: a empresa conseguiu competir em pé de igualdade com os chineses e se transformou em um gigante internacional do setor têxtil, com um faturamento de R$ 3,6 bilhões em 2008.

O envolvimento com a política começou nos anos 90, após um período à frente de associações de classe. Em 1994 Alencar decide candidatar-se ao governo de Minas Gerais, mas perde a disputa, ficando em terceiro lugar.

Quatro anos depois, com a ajuda de uma campanha milionária para a época e praticamente toda financiada com dinheiro próprio, Alencar é eleito senador pelo PMDB.

Em outubro de 2000, quando comemorava seu aniversário de 50 anos, em uma festa em Belo Horizonte, José Alencar conheceu Lula.

Com seu discurso de industrial que enfrentou dificuldades e que deu certo, e ao mesmo tempo de defensor dos interesses nacionais, o senador Alencar passou a ser disputado tanto por petistas quanto por tucanos, que o queriam como vice na chapa presidencial para a campanha de 2002. Venceram os petistas.

Durante o primeiro mandato do governo Lula, o vice-presidente tornou-se um dos principais críticos à política monetária do Banco Central, que em 2003 iniciou um período de forte alta dos juros.

Em 2005, Alencar teve seu nome envolvido no escândalo do mensalão: o PT teria pago R$ 1 milhão à Coteminas, valor que não aparecia nas contas do partido.

Logo depois, o então presidente da empresa, Josué Gomes da Silva, informou à Polícia Federal que o valor referia-se ao pagamento de 2.750 camisetas encomendadas pelo PT e que tinha as notas fiscais da operação.

Saúde

A luta contra o câncer começou em 1997, quando dois tumores – um no rim direito e outro no abdômen – foram descobertos. Alencar foi então submetido à primeira cirurgia e os nódulos foram retirados. No entanto, Alencar perdeu o rim direito e parte do estômago.

Em 2002, a doença volta a se manifestar, dessa vez na próstata. A partir daí, Alencar passa a ser freqüentemente submetido a cirurgias. Foram 17, ao todo.

Em uma delas, realizada em janeiro de 2009, o vice-presidente ficou 17 horas na sala de operações para a retirada de 15 tumores na região do abdômen.

Amigos, parentes e políticos que visitaram Alencar no hospital nessas ocasiões, sempre se referiam ao “bom humor” e à “coragem” do vice-presidente, apesar dos problemas de saúde.

Em novembro de 2010, Alencar foi vítima de um infarto no miocárdio, depois do qual foi submetido a um cateterismo.

Devido a seu estado delicado de saúde, Alencar não foi à cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff, em 1º de janeiro deste ano. Dias antes, ele recebeu a visita de Dilma e do presidente Lula, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Em 16 de março, o ex-vice-presidente deixou o hospital depois de mais de 30 dias internado, quando foi tratado de uma peritonite.

No entanto, ele voltou a ser internado no Sírio-Libanês no dia 28 de março, devido a um quadro de obstrução intestinal. Alencar havia apresentado o mesmo problema em novembro.

Casado com Mariza Campos Gomes da Silva, Alencar deixa três filhos e dois netos.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110329_alencar_morte_rp.shtml

ESTADOS UNIDOS: Americana raptada recém-nascida reencontra mãe 23 anos depois

29.03.2011
Da BBC BRASIL

Uma jovem americana que foi raptada de um hospital quando tinha apenas 19 dias de vida reencontrou a mãe depois de 23 anos de separação, em Nova York.

A história de Carlina White vinha sendo qualificada como um dos casos não resolvidos mais frustrantes da polícia nova-iorquina.

A menina desapareceu de um hospital do Harlem em 4 de agosto de 1987, onde havia sido internada com febre alta. Ela tinha 4kg e media 53 centímetros, segundo os registros do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas.

A mãe, Joy, tinha apenas 16 anos de idade na época. Apesar da recompensa oferecida na época, nenhuma pista do raptor ou do paradeiro da menina foi produtiva.

Segundo os jornais americanos, White foi criada no Estado de Connecticut sob um nome falso. A mulher que ela pensava ser sua mãe usava drogas e costumava abusar dela, certa vez chegando inclusive a agredi-la com um sapato no rosto.

Quando, por sua vez, ficou grávida, Carlina pediu à suposta mãe seus documentos de nascimento, e descobriu que as duas não tinham laços sanguíneos.

A jovem - que hoje vive em Atlanta, no Estado da Geórgia - disse que já vinha desconfiando desta possibilidade, e deu início à procura por sua família biológica.

Busca

De acordo com o jornal Washington Post, Carlina, ou Nejdra Nance, como passou a ser chamada após o rapto, entrou em contato com a família White após encontrar, em um banco de dados de crianças desaparecidas, uma foto que parecia ser sua.

A jovem enviou à mãe uma série de fotografias de quando era criança e foi imediatamente reconhecida, mesmo após 23 anos.

"Ela disse que sentia ser algo diferente das pessoas que a criaram", disse a avó de Carlina, Elizabeth, segundo o Washington Post.

Testes de DNA posteriores confirmaram que os pais da jovem são Joy e seu ex-marido, Carl Tyson.

No dia 4 de janeiro, Carlina desembarcou em Nova York para encontrar os pais pela primeira vez depois de 23 anos. O segundo encontro foi na última quarta-feira.

"Estou muito emocionada", disse a jovem ao jornal New York Daily News, ao chegar no aeroporto de La Guardia para a segunda reunião com a mãe.

"Estou simplesmente muito feliz. Me sinto como em um filme."

Resolução

O caso resolve um enigma que permanecia em aberto nos arquivos do Departamento de Polícia de Nova York.

Para concluir a investigação, a polícia está entrando em contato com investigadores que trabalharam no caso há 23 anos.

Segundo o New York Daily News, a polícia nova-iorquina localizou a mulher suspeita de ter criado Carlina White, mas ainda não há evidências suficientes para prendê-la com base em acusações de rapto.

Joy White disse ao jornal que, durante todos esses anos, não parou de rezar para se reencontrar com a filha.

"Isto está acontecendo mesmo?", perguntou. "Sempre sonhei com isso."
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110120_filha_reencontro_pu.shtml

Preta Gil diz que processará deputado por declaração racista

29.03.2011
Do portal de notícias TERRA

 São Paulo, 22/1 -   No último dia do SPFW, acantora Preta Gil agitou o público com canções de seu show Noite Preta. Foto: Christian Schcolnik/vc repórter

Cantora disse ter orgulho de ser negra e consciência de seus direitos como cidadã
Foto: Christian Schcolnik/vc repórter

A cantora Preta Gil comunicou em seu Twitter que acionou um advogado para tomar providências jurídicas contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por racismo. Respondendo uma pergunta formulada pela própria artista, no programa CQC exibido na segunda-feira, ele disse que namorar uma negra seria uma "promiscuidade".

Preta foi convidada a enviar uma pergunta para o parlamentar e lhe questionou sobre como reagiria caso seu filho namorasse uma negra. Bolsonaro respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu."

Preta revelou que não assistiu ao programa na Band TV e soube da repercussão pela internet, onde também assistiu ao vídeo. Em seguida, postou no Twitter: "Advogado acionado, sou uma mulher negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofóbico, nojento." E acrescentou: "Estou em paz, sei muito bem a família que tenho, o orgulho de ser negra e a consciência dos meus direitos como cidadã." Ela é filha do cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

Também no Twitter, o filho de Jair, deputado estadual no Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro (PP), disse que seu pai não é racista e que não teria entendido a pergunta. Ele também afirmou que Jair publicaria uma nota em seu site "esclarecendo o mal entendido". Até às 10h45 desta terça-feira, o deputado não havia se pronunciado sobre o caso.

Partido do Kassab não é centro, esquerda ou direita. É Serra

28.03.2011
Do blog O TIJOLAÇO
Por Brizola Neto


A entrevista do prefeito Gilberto Kassab, hoje, no Estadão, mostra o nível de oportunismo que tomou conta da política brasileira.

Entre outras pérolas, o prefeito diz que seu novo PSD “não será de direita, nem de esquerda, nem de centro” e que, se a filha do ex-presidente Juscelino Kubitschek, Maria Estela, não quiser que seja ele o inspirador das ideias do partido, “será homenageado outro brasileiro”.

Quem sabe Jãnio Quadros, com um pé para cada lado, nesta maravilhosa foto do gaúcho Erno Schneider?

Está mais que claro que seja lá qual for a sigla ou o patrono do partido kassabista, sua função é ser uma linha auxiliar de José Serra, ao mesmo tempo em que não entra em conflito aberto com o Governo Federal.

E ficam à mão para negociar muito em troca de seu parco apoio.
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Fonte:http://www.tijolaco.com/partido-do-kassab-nao-e-centro-esquerda-ou-direita-e-serra/#comment-98892

Uma elite saudosa da escravidão

28.03.2011
Do blog O TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

É inacreditável a matéria publicada hoje no Estadão:

Mães criam grupo ”antiterrorismo” contra empregadas
Elas trocam e-mails com observações sobre sua relação com funcionárias ”ingratas”, que as deixam até ”meio tontas’
Paulo Sampaio – O Estado de S.Paulo.

Indignadas, cerca de 20 mães com sobrenomes tão colunáveis como Gasparian, Vidigal, Pignatari, Souza Aranha e Flecha de Lima se juntaram há cinco anos para fundar o GATB: Grupo Anti-Terrorismo de Babás.

A ideia era se proteger da “petulância” das funcionárias, dar dicas sobre o que fazer em caso de “abuso de direitos” e ainda trocar ideias sobre cabeleireiros, temporadas de esqui em Aspen e veraneios em condomínios do litoral norte.

Hoje, o grupo antiterrorista agrega por volta de cem mulheres que disparam e-mails diariamente. No campo “assunto”, leem-se frases como: “É necessário pagar feriado??”, com várias interrogações ou exclamações, inclusive em inglês, dependendo do tema. “Help!!”

A matéria faz parte de uma reportagem maior, que conta como casais de classe média alta estão contratando paraguaias como babás para seus filhos, por causa de maior dependência – não têm casa nem família aqui – , salários menores e maior dificuldade em mudar de emprego. Dizem que elas são “menos roubáveis” por outras mães que se disponham a pagar melhor e aceitam trabalhar todos os dias, sem folgas. E, dormindo no emprego, ainda podem “ficar acordada caso o bebê caia no berreiro”.

E isso é a gente que defende a “modernidade”…
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Fonte:http://www.tijolaco.com/uma-elite-saudosa-da-escravidao/#comment-98893

Racismo com imunidade parlamentar?

29.03.2011
Do blog o TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Eu me orgulho de pertencer a um partido que fez o racismo ser crime neste país, com a Lei Caó.

Eu me orgulho de pertencer a um partido que tem como um de seus fundadores um homem como Abdias do Nascimento, que tem 97 anos de luta pela igualdade racial.

Por tudo isso, não posso ficar calado diante de absurdo que foi o comentário do sr. Jair Bolsonaro, de quem também me orgulho de ser um adversário político, esta madrugada, no programa CQC, da Band.

A cantora Preta Gil, filha do grande Gilberto Gil, perguntou o que ele faria se um de seus filhos casasse com uma negra. Bolsonaro respondeu que os filhos dele são bem educados e “não viveram num lar promíscuo como o dela”.

Porque promíscuo? Porque era de negros, como Gil?

Bolsonaro, como deputado, não está acima das leis. E, graças a Deus, uma das leis é a que faz do racismo um crime inafiançável.

A Constituição que este senhor jurou diz que racismo é crime.

Se não é crime, meu Deus, defender como ele faz a tortura, a prisão e o homicídio políticos praticados pela ditadura, então que seja crime o racismo.

Ou vamos ter de ver os deputados da direita dizerem que não estão criticando os negros, mas os “morenos escuros”, como disse outro dia um parlamentar do DEM em relação ao Ministro Joaquim Barbosa, do STF?

Nem sei se uma retratação do Deputado Bolsonaro, a esta altura, é suficiente. Vejamos se o Ministério Público, tão cioso da letra da lei ao enfrentar a esquerda, tem a coragem de enfrentar a direita…
Assista o video:

PS. Vejo, pelo Twitter, que Preta Gil já acionou advogados para processar Bolsonaro. Parabéns, é a atitude digna e civilizada. Conte com meu apoio militante.

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Neymar, Pelé e PV

25.03.2011
Do blog FUTEPOCA

Na noite de quinta-feira, 24, líderes de oposição interna do PV reuniram-se na zona leste de São Paulo. Em jogo, o lançamento da "Transição Democrática", um movimento por mais abertura e menos controle da legenda por parte de José Luiz de França Penna (SP), deputado federal e presidente nacional dos Verdes desde 1999, e outras figuras, como José Sarney Filho (MA).

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Marina Silva era a principal figura em destaque, mas outros caciques participaram, com destaque para o também deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), que presidete o diretório fluminense. Ele é responsável pela maior parte da formulação do movimento intrapartidário e foi dos que mais falou. Mas Fernando Gabeira, ex-deputado e candidato segundo colocado na eleição ao governo do Rio de Janeiro em 2010, e outros parlamentares e prefeitos deram seu recado com críticas mais ou menos duras a (ainda que todas veladas e sem menção ao nome de) Penna.

O motivo da celeuma ocoreu em reunião da executiva nacional, a primeira desde o fim do processo eleitoral, em que Marina abocanhou 20% dos votos no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto. O quase vitalício mandatário do PV aprovou, por sugestão de Zequinha Sarney, uma determinação de esticar seu breve mandato por "até" um ano. No período, seria conduzida uma série de seminários e uma convenção nacional para debater (ou encontrar) os rumos da agremiação.

Parece que a manobra fez cair uma ficha para Marina, Sirkis e cia., a de que algumas lideranças resistem a mudanças na legenda que levam a perdas de poder de influência e caminham para um destino incerto. O próprio Penna atribui o "vendaval" a um "surto de partido grande", sugerindo que o tamanho real dos Verdes é médio e sem homogeneidade nacional.

Ao que interessa

O fato é que a turma estava animada com a movimentação de gente (partido?) grande, propondo democracia e renovação programática. Tudo em um contexto de aproveitar a "explosão" da militância pró-Marina em 2010, e coisa e tal. Boa parte deles evitava o tom separatista a todo custo, fazendo até elogios ao que foi produzido pelo grupo de Penna.

O auge foi cunhado pelo deputado federal Guilherme Mussi (SP). Primeiro, ele disse sentir "vergonha alheia" por certos companheiros que estariam até esboçando um movimento "sai, Marina", paródia do "Vem, Marina" de 2009. Depois, amortizou.

Mussi declarou que os dirigentes que agora pareciam resistir a mudanças foram importantes e fizeram muito pelo partido, mas era hora de mudar, renovar, arejar. E chegamos finalmente à metáfora com futebol que justifica o título deste post: "É como se, na Copa de 2014, o Pelé quisesse jogar na seleção no lugar do Neymar. Não queremos negar que ele contribuiu bastante, mas o momento é outro".
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Fontehttp://www.futepoca.com.br/2011/03/neymar-pele-e-pv.html

O Google derrota o jornalismo. De goleada

28 de março de 2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

No início de 2012 eu completo 40 anos de jornalismo. Prefiro dizer que serão 40 anos de vida de repórter. Entenda, caro leitor que não tem intimidade com uma redação, que os repórteres formam uma tribo à parte.

Ninguém gosta de repórter. O chefe não gosta de repórter porque, na rua, frequentemente o repórter derrota a “tese” do chefe. Explico melhor. O chefe leu em algum lugar, ouviu falar ou acredita piamente numa teoria. Encomenda uma reportagem. Mas o repórter vai lá e descobre que não é bem assim. O conflito resultante produz uma reportagem-frankenstein, quando não uma demissão.

O mesmo podemos dizer do pauteiro, que não tem tanto poder quanto o chefe, mas tem muito mais teorias que ele.

E assim é com o chefe de redação, o chefe de reportagem, os editores em geral e os editores-chefe em particular. Também acontece com os apresentadores que nunca foram repórteres, às vezes nem mesmo jornalistas.

E olhem que estou falando apenas dos colegas de trabalho. Mas o apego à verdade factual também nos custa caro com as fontes, com as autoridades em geral, com os relações públicas e os aspones encarregados de plantar notícias.

Ou seja, caro leitor, a lista de inimigos em potencial de um repórter é ampla.

Razão pela qual os repórteres se dão muito bem com… outros repórteres.

Outro dia um ótimo repórter, o Tony Chastinet, dizia que o Google estava derrotando, aos poucos, o jornalismo.

“Azenha”, disse o Tony, “o pessoal agora acha que faz reportagem pelo Google”.

Ele não falou exatamente assim (um repórter só usa aspas para declarações textuais), mas foi esse o sentido.

O Tony hoje é produtor de TV, ou seja, costuma entregar tudo mastigadinho para aquele que aparece na TV.

Quando ele disse aquilo eu me lembrei do Tim Lopes, que foi meu colega de redação na TV Globo do Rio. Fizemos várias reportagens juntos. O Tim era repórter investigativo e, portanto, dispensava o Google. O Tim descolava pautas conversando com as pessoas. Conversando com as pessoas! Na padaria, no ônibus, no trem de subúrbio, na praia. O Tim era um repórter que conversava com as pessoas! Era muito engraçado vê-lo dividindo redação com jovens que chegavam à Globo trazidos por motoristas particulares…

O Tim costumava brincar: “Se falar em Madureira por aqui tem gente que acha que é uma árvore”. Não, ele nunca disse isso textualmente. Mas brincava com a ideia de jovens jornalistas cariocas que nunca tinha saído da zona Sul.

Não estou entre os saudosistas, que acreditam que tudo era melhor no meu tempo. Os meninos e meninas de hoje chegam às redações muito bem informados, falam dois ou três idiomas, às vezes se especializam desde cedo numa área específica.

A diferença é que antes os remediados eram a imensa maioria nas redações. Ainda que inconscientemente, havia uma boa dose de inconformismo, de rebeldia, de identidade de classe. Hoje nossa profissão é de classe média.

“O Google é o pai do conformismo jornalístico”, diz o Tony Chastinet. “Eles caminham juntos”. Eu continuo inventando aspas, mas foi mais ou menos o que ele quis dizer.

Acho que entendi o sentido: o repórter do passado apoiava sua apuração quase que exclusivamente nas pessoas que encontrava nas ruas, nos ônibus, nas padarias. Hoje ele reproduz de forma bovina as notas oficiais e os press releases e, a título de dar espaço ao “outro lado”, reproduz informações que sabe ser mentirosas.

Ah, sim, e consulta “especialistas” nas ocasiões mais absurdas.

Quando eu era correspondente em Nova York, fiz uma reportagem sobre uma tremenda demonstração de solidariedade humana. Quando estava quase tudo pronto, veio a sugestão: ouça um psicólogo para explicar a solidariedade humana.

Percebi, então, que havia algo de errado com o jornalismo.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/o-google-derrota-o-jornalismo-de-goleada.html

Sobram vagas no mercado de trabalho

28.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
CAROL PACOBAHYBA e AGÊNCIA BRASIL

Oportunidades dentro de prisões e para ex-detentos não são preenchidas

“As portas das empresas estão fechadas para quem passou por uma prisão. Mesmo que você trabalhe bem, as pessoas não olham para você do mesmo jeito”, diz a reeducanda Luisa Alzira Pereira de Melo, de 40 anos, condenada a dez anos de prisão por tráfico internacional de drogas, e que hoje trabalha numa loja na Casa da Cultura. De fato, a passagem por uma unidade prisional muitas vezes bloqueia as oportunidades no mercado de trabalho para cidadãos que tentam recomeçar a vida após ganharem a liberdade. Entretanto, segundo números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), hoje há mais vagas para reeducandos e ex-reeducandos do que as que são efetivamente preenchidas. Com a criação do projeto Começar de Novo, da CNJ, 2.848 vagas destinadas a esse público foram registradas desde 2009, mas apenas 445 trabalhadores foram absorvidos pelo mercado em todo o Brasil, o que corresponde a 15%.

Criado desde 2009, o projeto tem o objetivo de dar oportunidade a quem responde ou já respondeu por um crime, mas caminha de forma tímida e parece não sensibilizar a maior parte dos empresários, que acabam por não aceitar trabalhadores apenados ou ex-apenados. Em cada estado brasileiro, a execução do programa é de responsabilidade dos tribunais de Justiça, que ficam com a incumbência de estabelecer parcerias entre empresas privadas, promover a criação de vagas e capacitar os reeducandos, além de gerenciar o encaminhamento dos presos para as oportunidades adequadas de trabalho.

Segundo o magistrado e coordenador do programa Começar de Novo no Brasil, Luciano Losekann, “a mola propulsora para a criação do projeto se deu quando o CNJ percebeu que os presos estavam ociosos e, depois de cumprir a pena, não conseguiam colocação ou recolocação no mercado de trabalho”. Para Losekann, o oferecimento de vagas ainda esta muito aquém do desejado. “Hoje no portal temos 2.417 vagas, sendo que 3.040 mil foram oferecidas e apenas 550 foram ocupadas”, detalha.

Em Pernambuco, o número de detentos empregados através do programa é muito reduzido. “No ano passado, começamos com 50 presos. Este ano estamos aguardando inserir outras 25 pessoas que estão em liberdade condicional”, informa o juiz e coordenador do projeto Começar de Novo no Estado, Humberto Inojosa.

As únicas unidades da Federação com 100% de aproveitamento das oportunidades são Paraíba e Distrito Federal, com encaminhamento para todas as 43 vagas oferecidas. Por outro lado, os estados que criaram mais vagas são a Bahia (956) - onde nenhuma foi preenchida até agora - e o Espírito Santo (798), que encaminhou apenas sete pessoas. Goiás é o estado em que mais postos de trabalho foram ocupados: 265 de 322. Porém, em 11 unidades federativas nenhuma foi preenchida, de um total de 1.422 vagas.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/628264?task=view

General argentino é condenado por crimes contra humanidade

28.03.2011
Do portal o VERMELHO
Por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

Ex-chefe do Terceiro Corpo do exército argentino, Luciano Benjamín Menéndez foi condenado à pena de prisão perpétua pela prática de crimes contra a humanidade durante a última ditadura militar na Argentina. O tribunal considerou-o responsável por “homicídios duplamente agravados e violação de domicílio”.

Esta é a sexta condenação à prisão perpétua que Menéndez recebe. Desta vez, ele foi julgado pelo assassinato de María Alejandra Niklison e outros quatro militantes montoneros. Ele deverá cumprir sua pena em prisão comum.

O Tribunal Oral Federal da província de Tucumán condenou hoje o ex-chefe do Terceiro Corpo do exército argentino Luciano Benjamín Menéndez à pena de prisão perpétua pela prática de crimes contra a humanidade durante a última ditadura militar. O tribunal considerou-o responsável por “homicídios duplamente agravados e violação de domicílio”. Esta é a sexta condenação à prisão perpétua que Menéndez recebe. Ele deverá cumprir sua pena em prisão comum.

Desta vez, ele foi julgado pelo assassinato de María Alejandra Niklison e outros quatro militantes montoneros. A mesma pena foi aplicada ao ex-policial Roberto Heriberto Albornoz. Niklison foi assassinada no dia 20 de maio de 1976 na capital de Tucumán. Ela e seus quatro companheiros foram fuzilados pelos acusados.

A advogada de acusação, filha da militante montonera assassinada, pediu a condenação à prisão perpétua e o envio de Menéndez para uma cela comum. Além disso, pediu a suspensão da aposentadoria e da pensão do militar acusado de assassinatos e torturas. O representante do Ministério Público Fiscal, Leopoldo Peralta Palma, solicitou para Menéndez, além da prisão perpétua, a perda definitiva de sua patente militar, a baixa das Forças Armadas e que ele seja declarado “infame traidor da Pátria”.

A primeira pena perpétua aplicada a Menéndez foi em 24 de julho de 2008; a segunda, em 28 de agosto de 2008; a terceira em dezembro de 2009 e as posteriores em julho e dezembro de 2010. Em 1988, ele foi acusado de ter cometido 47 assassinatos, 76 casos de torturas e de ter se apropriado de quatro menores.

Os crimes em julgamento nesta quarta-feira sofreram um processo de reconstituição. Segundo se reconstruiu em juízo, forças conjuntas do Exército e da Polícia Provincial lançaram explosivos e tomaram de assalto a casa onde estavam os cinco militantes montoneros, que foram pegos de surpresa.

Os militares e os policiais simularam então um enfrentamento e fuzilaram todos os moradores da casa. Um dos ocupantes conseguiu sair da casa, mas foi assassinado pelos agressores perto de uma igreja localizada próximo à residência. Os corpos das vítimas foram levados à Chefatura da Polícia de Tucuman. Dali, quatro deles foram enterrados em fossas comuns em um cemitério da cidade.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=150519&id_secao=7

O silêncio como forma de censura

22.03.2011
Da REVISTA FÓRUM
Por Venício A. de Lima

Nessa nova sociedade-rede, uma forma disfarçada de censura é o silêncio da grande mídia em relação a determinados temas. Considerando que a grande mídia ainda é a principal mediadora e construtora dos espaços públicos, um tema deliberadamente omitido está sendo sonegado e excluído desse espaço, vale dizer, da possibilidade de fazer parte do conhecimento e do debate público.

Em debate recente cujo tema foi "Censura e liberdade de expressão: por uma outra mídia", promovido pela Secretaria de Audiovisual do Mininstério da Cultura e pelo programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense, realizado no Rio de Janeiro, tentei argumentar que, contrariamente ao "eixo discursivo" dominante na grande mídia, o Estado não é o único censor e, muitas vezes, nem sequer o mais importante. Existem várias formas de censura e, por óbvio, diferentes censores (ver, no Observatório, "A privatização da censura").

Estamos nos referindo à censura da palavra, da expressão que é um direito humano fundamental da pessoa, do indivíduo, do cidadão. Esta censura é anterior à existência não só de Gutenberg – vale dizer, da possibilidade de se imprimir – como é muito anterior à existência da instituição que passou a ser conhecida como "imprensa" e hoje chamamos de "mídia".

A "cultura do silêncio"

No Brasil, onde a "imprensa" tardia chegou somente no século 19, lembrei-me de trecho conhecido do Padre Antonio Vieira que, em sermão pronunciado na Bahia, ainda em 1640, afirmava:

"Bem sabem os que sabem a língua latina, que esta palavra – infans, infante – quer dizer o que não fala. Neste estado estava o menino Batista, quando a Senhora o visitou, e neste permaneceu o Brasil muitos anos, que foi, a meu ver, a maior ocasião de seus males. Como o doente não pode falar, toda a outra conjectura dificulta muito a medicina. (...) O pior acidente que teve o Brasil em sua enfermidade foi o tolher-se-lhe a fala: muitas vezes se quis queixar justamente, muitas vezes quis pedir o remédio de seus males, mas sempre lhe afogou as palavras na garganta, ou o respeito, ou a violência; e se alguma vez chegou algum gemido aos ouvidos de quem o devera remediar, chegaram também as vozes do poder, e venceram os clamores da razão".

Apoiado neste diagnóstico precoce de Vieira, o educador Paulo Freire, em vários de seus escritos, fala da nossa herança colonial de "mutismo" e mais tarde da "cultura do silêncio" dos oprimidos, impedidos de ter voz, mergulhados na submissão pelo silêncio (cf. Venício A. de Lima; Comunicação e Cultura: as idéias de Paulo Freire; Paz e Terra, 2ª. ed., 1984).

Não seria essa uma forma histórica de censura na medida em que a "cultura do silêncio" nega a boa parte da população sua liberdade fundamental de palavra, de se expressar? E quem seria, neste caso, o censor?

No Brasil colonial, certamente o Estado português e os muitos aliados que se beneficiavam da opressão aos povos nativos e aos escravos africanos. A própria sociedade era também "censora", na medida em que convivia culturalmente com a exclusão de vários segmentos de qualquer participação civil. Por exemplo, as mulheres.

Silêncio como censura

Nada disso é novidade, mas certamente ajudará, sobretudo aos jovens de uma sociedade onde nascem novas formas interativas de comunicação – as TICs – a compreender a verdadeira dimensão de conceitos como censura e liberdade de expressão.

Nessa nova sociedade-rede, uma forma disfarçada de censura é o silêncio da grande mídia em relação a determinados temas. Considerando que a grande mídia ainda é a principal mediadora e construtora dos espaços públicos, um tema deliberadamente omitido está sendo sonegado e excluído desse espaço, vale dizer, da possibilidade de fazer parte do conhecimento e do debate público.

Um exemplo recente dessa censura disfarçada foi o silêncio sobre as manifestações populares que mobilizaram centenas de milhares de pessoas por várias semanas em Madison, a capital do importante estado americano de Wisconsin (ver aqui matéria do New York Times).

Ao mesmo tempo em que sociedades autoritárias explodem no Oriente Médio, fruto de mobilizações populares – com ampla, mas seletiva, cobertura da grande mídia ocidental –, trava-se na mais poderosa democracia do mundo a primeira de uma série anunciada de batalhas entre sindicatos de trabalhadores do serviço público e governos estaduais. Os próximos estados serão Ohio, Michigan, Iowa e Indiana.

Está em jogo não só o poder de barganha desses sindicatos, como o valor das aposentadorias e seus planos de saúde. Na verdade, a corda está arrebentando do lado dos trabalhadores e eles estão reagindo. Não se sabe até onde a resistência sindical conseguirá envolver e mobilizar também outros setores da sociedade que sofrem as conseqüências da crise econômica de 2008. E, menos ainda, quais conseqüências essas mobilizações poderão produzir não só nos EUA como em outros países.

Você leitor(a), conhece a cobertura que essas manifestações mereceram na grande mídia brasileira?

Censura x liberdade de expressão x liberdade de imprensa

A discussão de temas como censura, liberdade de expressão e liberdade de imprensa é sempre oportuna entre nós. O historiador Aloysio Castelo de Carvalho no seu A Rede da Democracia (NitPress/Editora da UFF, 2010) – onde fica demonstrado o conluio dos jornais O Globo, O Jornal e Jornal do Brasil, unidos para derrubar o governo democrático de João Goulart, em 1964 – adverte:

"A liberdade de imprensa é um eixo discursivo dos jornais quando eles querem se valorizar como único canal de expressão da opinião pública".

As novas gerações precisam conhecer a história da censura no Brasil e incluir aí não só a censura exercida pelo Estado, mas outras formas de censura: aquela que vem de nossa herança colonial de "cultura do silêncio" e também a censura disfarçada exercida pelo silêncio deliberado em relação a certos temas, pratica rotineira na grande mídia.

Publicado por Observatório da Imprensa. Foto por http://www.flickr.com/photos/schmilblick/.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/noticias/2011/03/22/o_silencio_como_forma_de_censura/

Festival de Teatro de Curitiba: Izaías Almada e o drama dos desaparecidos

28.03.2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Juliana Sada

Nesta quarta-feira, tem início a 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, um dos mais importantes eventos de artes cênicas do Brasil. Com duração até dez de abril, o Festival reúne mais de quatrocentas atrações, entre teatro, música, circo, stand-up comedy, dança e cinema. O dramaturgo e escritor Izaías Almada, colunista ddeste Escrevinhador, terá sua peça “Pai” encenada pela Cia Nuvem da Noite.

O texto inédito de Almada, adaptado e dirigido por Gilson Filho, conta a história de uma família que encontra o corpo de seu pai, um desaparecido da ditadura militar brasileira. A ossada é encontrada junto a outras centenas durante uma busca no Cemitério de Perus, em São Paulo. O enredo foca na chegada da informação à família, e como isso transforma a delicada relação entre mãe e filha, reavivando lembranças e revelando sentimentos abafados.

A peça será encenada nos dias 4, 5, 6 e 7 de abril, na Casa Hoffman, no centro de Curitiba. Mais informações podem ser encontradas no site do Festival.

Izaías Almada conversou com o Escrevinhador e nos contou mais sobre a sua peça.

A peça foi escrita baseada em alguma história em particular, algum episódio real?
Não foi propriamente uma história em particular, mas foi a partir da notícia da descoberta de ossadas em um cemitério da periferia de São Paulo, ainda no governo da prefeita Luiza Erundina. Havia suspeitas de que algumas dessas ossadas pudessem ser de prisioneiros políticos da ditadura que desapareceram. Como tive amigos nessa situação, em especial o Eduardo Leite, o Bacuri, e o ex-marinheiro Raimundo Costa, quis fazer uma homenagem a eles e a outros companheiros desaparecidos.

O objetivo do texto é sensibilizar o público frente a questão dos desaparecidos políticos? Ele tem como finalidade provocar um debate entre o público?

Sim, o objetivo da peça é sensibilizar o público para esse problema, mostrando que aqueles “terroristas” eram pessoas como qualquer um de nós, cujas as circunstâncias da luta política na época os transformou em opositores clandestinos, já que não havia alternativas para um pensamento oposicionista no país depois do golpe de 64. Mas a sensibilização ultrapassa esse primeiro patamar, pois também – nos dias de hoje – deve chamar a atenção para a efetivação e os trabalhos da Comissão da Verdade. E se isso provocar debates com o público após as apresentações, melhor ainda.

Qual a relevância do teatro abrir espaço para esse debate político?

No meu entender, o teatro, o cinema, a literatura, as artes de um modo geral, mas principalmente aquelas que mantém contato com um número maior de pessoas, devem estar sempre sintonizada com o que se passa à sua volta.

E qual é, na sua opinião, a importância de se debater esses temas?

Debater a questão dos direitos humanos será sempre importante, em qualquer época. Como o homem ainda não aprendeu a viver numa sociedade mais justa e efetivamente pacífica, nunca será demais tentar, através da arte, sensibilizar as pessoas para determinadas questões: a melhor distribuição da riqueza é uma delas. A luta contra a tortura e a violência policial é outra. A questão da soberania nacional será uma terceira. E por aí eu poderia nomear várias questões relevantes para se debater. Hoje e, pelo visto, sempre…

Leia outros textos de Sopa de Letras
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/sopa-de-letras/peca-de-izaias-almada-debate-questao-dos-desaparecidos-politicos.html

Brasileiros no exterior terão FGTS

28.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Acordo permite a quem mora fora do Brasil sacar dinheiro depositado

BRASÍLIA (ABr e AE) - A partir de agora os brasileiros que moram no exterior poderão sacar o dinheiro depositado nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida começa a valer porque o Ministério das Relações Exteriores e a Caixa Econômica Federal firmaram um termo aditivo a um termo de compromisso que foi adotado em julho de 2010.

Antes disso, somente os três consulados-gerais do Brasil no Japão estavam aptos a receber a documentação necessária para o saque de contas do FGTS. O termo aditivo assinado na última quinta-feira dará flexibilidade para a gradual expansão desse serviço aos brasileiros residentes em outros países.

Caberá ao governo autorizar as situações que permitirão o saque das contas de FGTS. Uma das possibilidades é limitar os saques para aposentadoria e contas inativas por mais de três anos. No Japão, onde a comunidade brasileira é de cerca de 254 mil pessoas, a medida já está em vigor desde agosto do ano passado.

De acordo com técnicos que trabalharam na elaboração do termo aditivo, depois da liberação, o dinheiro será transferido para conta na própria Caixa ou outra instituição financeira brasileira. O projeto, implantado inicialmente no Japão, serviu como piloto.

IOF

O governo vai elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as compras no exterior com cartão de crédito de 2,38% para 6,38%, segundo informações de duas fontes do governo ouvidas pela Agência Estado. O decreto com o aumento da alíquota está pronto e deve ser publicado hoje. A medida tem como um dos focos conter o consumo de brasileiros no exterior. Os gastos de brasileiros lá fora cresceram muito no ano passado em função da valorização do Real frente ao Dólar. A despesa bruta com cartão de crédito em 2010 foi de US$ 10,17 bilhões. Em 2009, tinha sido de US$ 5,59 bilhões, segundo os dados do Banco Central.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/628262?task=view

O cornonelismo eletrônico, por Venício Lima

28.03.2011
Do blog de Luis Nassif
Por VENÍCIO A. DE LIMA
ESPECIAL PARA A FOLHA

País precisa repensar com urgência a radiodifusão

Decretos de 1995 e 1996, estenderam para as concessões de radiodifusão as licitações válidas para a prestação de outros serviços públicos. Acreditava-se que teria fim a utilização das concessões de rádio e TV como moeda de barganha política.

Logo se viu, todavia, que pelo menos duas "brechas" legais permitiriam a continuidade do "coronelismo eletrônico": as outorgas de radiodifusão educativa e as chamadas "retransmissoras mistas" de rádio e TV estavam dispensadas de licitação. Além disso, uma lei de 1998 também excluiu a radiodifusão comunitária.

Catorze anos depois que as primeiras licitações foram realizadas, a avaliação que se pode fazer é, no mínimo, constrangedora.

Em artigo recente no Observatório da Imprensa, o consultor legislativo Cristiano Lopes mostrou que mais de 93% das licitações concluídas desde 1997 foram vencidas pela empresa que apresentou a melhor oferta.

Os critérios técnicos -tempo destinado na programação a conteúdos jornalísticos, educativos e culturais; e programas produzidos na própria área de prestação do serviço- são sempre incluídos nas propostas.

Mais de 90% das propostas técnicas apresentadas obtiveram nota máxima. Na maior parte das licitações os concorrentes empatam na avaliação técnica e é apenas a proposta de preço que define o vencedor.

Como inexiste a fiscalização do Estado no que se refere ao cumprimento daquilo que é proposto, as empresas vencedoras simplesmente não cumprem a proposta.

A reportagem de ontem da Folha revela agora um outro lado do total fracasso das licitações: não há nenhum controle do Estado em relação a quem de fato se candidata, vence ou coloca em operação uma emissora de rádio e televisão.

A reportagem levanta três hipóteses para explicar o uso de laranjas: lavagem de dinheiro; evitar acusações de exploração política e burlar a regra que impede igrejas de serem concessionárias.

Qualquer delas constitui ilícito e deveria ser objeto de investigação. Ou não?

Confirma-se a necessidade urgente de que a radiodifusão seja repensada e o Estado proponha, finalmente, um marco regulatório para o setor de comunicações.

VENÍCIO A. DE LIMA , 65, é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações -História, Poder e Direitos (ed. Paulus).
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-cornonelismo-eletronico-por-venicio-lima#more