Pesquisar este blog

quinta-feira, 24 de março de 2011

BLOG DO IRINEU MESSIAS: MPF pede condenação de envolvidos no roubo da prova do Enem em 2009 Da Agência Brasil

BLOG DO IRINEU MESSIAS: MPF pede condenação de envolvidos no roubo da prova do Enem em 2009 Da Agência Brasil

MPF pede condenação de envolvidos no roubo da prova do Enem em 2009 Da Agência Brasil

23.03.2011Itálico
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Brasília – O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) pediu a condenação dos cinco envolvidos no roubo, vazamento e tentativa de venda das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. O pedido foi apresentado à 10ª Vara Federal Criminal do estado. Funcionários do consórcio responsável pela aplicação do exame roubaram o material de dentro da gráfica e a prova teve que ser adiada às vésperas da aplicação, prejudicando 4,1 milhões de inscritos.
O MPF encaminhou os memoriais escritos com as alegações da acusação e defesa sobre o caso. O órgão pede que os envolvidos sejam condenados pelos crimes de corrupção passiva (exigir vantagem indevida) e violação de sigilo funcional. Um dos investigados também é acusado de extorsão.

O prejuízo estimado com o furto e adiamento da prova é de R$ 45 milhões. Para o MPF, são responsáveis pelo crime três ex-funcionários do consórcio que furtaram a prova da gráfica, além de dois intermediários que auxiliaram o grupo na tentativa de venda do material para diferentes veículos de imprensa. Um dos envolvidos ainda é acusados de extorsão porque ameaçou a repórter do jornal O Estado de S. Paulo, que denunciou o caso, exigindo R$ 10 mil “para não lhe fazer mal”.

A prova do Enem 2009 só foi aplicada dois meses depois, com um alto índice de abstenção. Pelo atraso, muitas instituições de ensino desistiram de utilizar a nota do exame em seus processos seletivos.
Da Agência Brasil
***
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/627680?task=view

Massacre de Corumbiara: Jura de morte separa pai e filho há 10 anos

24.03.2011
Da REDE BRASIL ATUAL
Por: João Peres, Rede Brasil Atual


Adelino Ramos considera que o filho Claudemir, perseguido desde que sobreviveu à execução de Corumbiara, teria sido morto se permanecesse em Rondônia

São Paulo – Adelino Ramos, camponês da região amazônica, não vê o filho há dez anos. Aos 56, tampouco tem ideia de quando poderá encontrá-lo. Os dois não brigaram: o que os separa é o fato de Claudemir Gilberto Ramos ter a cabeça a prêmio em Rondônia.

“Se ele não sai do estado de Rondônia, está morto na mão da própria polícia, pelo próprio estado de Rondônia. A prática do Brasil é essa”, resume Adelino, integrante do Movimento Camponês de Corumbiara que atualmente vive em um assentamento florestal no Amazonas.

Após o massacre de Corumbiara, em 1995, que resultou na morte de onze trabalhadores rurais e de uma criança, Claudemir leva uma vida de peregrinação. Tido pelos fazendeiros locais como líder do movimento sem-terra da região, sua vida vale R$ 50 mil.

Com base em investigação feita pela Polícia Militar, diretamente envolvida nas mortes, Claudemir foi condenado a oito anos e seis meses de prisão. Na primeira entrevista concedida desde a época do massacre, Claudemir contou que policiais tentaram matá-lo em todos os hospitais pelos quais passou antes de fugir.

Entre os mandantes do crime, não houve condenação. Além de Claudemir, outro sem-terra foi julgado culpado. Pela parte dos policiais, foram sentenciados o capitão Vitório Regis Mena Mendes e os soldados Daniel da Silva Furtado e Airton Ramos de Morais, mas todos ganharam o direito a um novo julgamento.

Depoimentos de policiais indicavam que o fazendeiro Antenor Duarte, líder dos proprietários de terras da região, havia dado dinheiro e carros para os envolvidos no massacre de trabalhadores, que teve ainda sessões de tortura.

Após o episódio, a família desmanchou. A mãe mudou-se, Claudemir acabou se separando da esposa, com a qual tem duas filhas que há muito não vê, e o pai deixou a cidade na qual ocorreu a tragédia.

Adelino chegou a ser processado junto com o filho por ter, na visão da Polícia Militar e da Polícia Civil, induzido mais de duas mil pessoas a promoverem a ocupação na Fazenda Santa Elina, em julho de 1995. Adelino presidia o sindicato rural na época e havia sido filiado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), motivos que levaram a ser indicado como corresponsável pela ocupação.

A versão dele é diferente: “Essa ocupação onde aconteceu o massacre foi uma questão de revolta do povo da região. Foi uma fazenda em que a própria igreja teve gente torturada pelos pistoleiros antes da ocupação”, ressalta, acrescentando que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Rondônia conduz de maneira muito lenta a distribuição de terras. “Essa ocupação foi uma questão quase natural. Descobriram que tinha 40 lotes demarcados pelo Incra e o Incra de Rondônia não tomou posição até hoje.”

Ele e Claudemir foram tidos pelo Ministério Público Estadual como responsáveis por impedir que os trabalhadores deixassem o local durante a repressão promovida por policiais e pistoleiros na madrugada de 9 de agosto daquele ano. Desde 2004, quando se esgotaram os recursos, Claudemir considera-se um “foragido da injustiça”.

“A prática da Justiça brasileira, antes de fazer o papel dela, de prender os bandidos, traficantes, ladrão, invasores e não deixar o crime tomar conta do Brasil, quando um trabalhador não tem onde cair eles aplicam tudo quanto é lei”, lamenta Adelino, que se soma ao pedido do filho e do Comitê Nacional de Solidariedade ao Movimento Camponês de Corumbiara de que se conduza uma nova investigação que, por sua vez, leve a um novo julgamento.

“Fizemos vários manifestos, várias discussões, já sentamos com o presidente do tribunal daqui, já pedimos que o Brasil tomasse vergonha, que tivesse uma revisão desse processo. Comandante desse massacre tá atuando na polícia ainda e não foi condenado. Fazendeiro que comandou não foi nem citado no processo.”

Com apoio internacional

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) concluiu em 2004 que o Brasil deveria refazer a apuração sobre o caso, uma vez que a Polícia Militar, diretamente envolvida nos fatos, não goza de suficiente isenção para realizar os trabalhos de inquérito. O caso só não foi remetido à Corte Interamericana porque o massacre ocorreu em 1995, três anos antes da entrada do Brasil no Sistema Interamericano de Justiça.

Sem ter como dar sequência, a CIDH, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA), recomendou que fosse feita uma investigação “completa e imparcial”, dando conta da participação de cada um dos agentes nos episódios de Corumbiara.

O histórico do caso conta a favor dos líderes que pedem um novo julgamento. Em julho de 1995, durante o processo de ocupação, os trabalhadores sem-terra mostraram-se abertos à negociação, fato demonstrado pelo relatório da CIDH.

Mas o clima de vitória foi quebrado quando, desrespeitando a legislação brasileira, policiais militares invadiram o local a balas. Começou uma troca de tiros que foi encerrada na manhã seguinte, quando os agentes de segurança imobilizaram os integrantes do movimento.

Foi então que começou uma série de sessões de tortura e de execuções de pessoas, segundo relatos. Uma das vítimas foi uma menina de sete anos que teria se recusado a pisar sobre os adultos deitados no chão, uma das ações voltadas à humilhação. Outras práticas incluíram comer terra suja de sangue, expor mulheres nuas e provocar ferimentos pela baioneta das armas.
***
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/03/jura-de-morte-separa-pai-e-filho-ha-10-anos

Taxa de desemprego avança em fevereiro para 6,4%, segundo IBGE

24.03.2011
Do portal de notícias IG,
Seção de ECONOMIA
Ilton Caldeira, iG São Paulo

Apesar da alta registrada no mês passado, resultado foi o menor para o período desde 2003

A taxa de desemprego no País subiu para 6,4% em relação a janeiro quando o indicador ficou em 6,1% e recuou um ponto percentual em relação a fevereiro de 2010 quando a desocupação estava em 7,4%.

Apesar da alta, essa foi a menor taxa para os meses de fevereiro, desde 2003, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a segunda alta no desemprego em nove meses, após sucessivos recordes de queda verificados em 2010. A taxa para fevereiro também é a maior desde agosto de 2010, quando o índice ficou em 6,7%.

"Embora ainda distante do que consideramos ser o patamar não inflacionário de desemprego, na casa de 7%), o resultado poderá ser tomado como um sinal inicial de que o mercado de trabalho ganhará alguma folga à frente", avalia o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.

Após as recentes divulgações de indicadores que vieram em contraposição ao diagnóstico do Banco Central, o dado do mercado de trabalho pode ajudar a autoridade monetária a reconquistar a confiança dos agentes de mercado e também ancorar as expectativas futuras, analisa o economista.

Para a equipe de economistas da consultoria LCA, este resultado conjuntamente aos efeitos defasados das medidas macroprudenciais implementadas no fim de 2010, reforçam a hipótese de que a taxa de juros deve ter uma última elevação de 0,5 ponto percentual em abril que será suficiente para trazer o IPCA para nível próximo ao centro da meta no médio prazo. "Projetamos que no início do 2º trimestre de 2012 o IPCA anualizado estará em torno de 4,5%", avalia a LCA.

Desemprego no Brasil

Variação da taxa de desocupação para meses de fevereiro

Fonte: IBGE

Em fevereiro, o índice de desemprego ficou dentro das projeções dos analistas, mas de acordo com especialistas no mercado de trabalho, a desocupação no mês passado apresentou um pequeno avanço, mesmo com a geração recorde de empregos no período, devido ao aumento no número de pessoas à procura de trabalho. Esse movimento foi captado pela pequisa do IBGE.

A população desocupada, de cerca de1,5 milhão de pessoas, registrou elevação de 6% em relação ao mês anterior, com mais 85 mil pessoas a procura de trabalho. Frente a fevereiro do ano passado, o resultado apresentou queda de 12,4% (menos 214 mil pessoas).

De acordo com o IBGE, a população ocupada, de 22,2 milhões de pessoas, apresentou estabilidade em comparação com janeiro. No confronto com fevereiro de 2010, ocorreu elevação de 2,4% nessa estimativa, representando um adicional de 515 mil ocupados.

O rendimento médio real dos trabalhadores em fevereiro foi de R$ 1.540,30, queda de -0,5% na comparação com janeiro quando a renda média alcançou R$ 1.547,46, e alta de 3,7% frente a média salarial de R$ 1.485,94 de fevereiro do ano passado.O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado,10,7 milhões de pessoas, cresceu 1,8% na análise mensal em fevereiro. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,9%, representando um adicional de 687 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo o IBGE, a massa de rendimento médio real habitual de R$ 34,6 bilhões teve queda em relação a janeiro de -0,5% e cresceu 6,4% em relação a fevereiro do ano passado. A massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados de R$ 34,4 bilhões estimada em janeiro de 2011 caiu 20,3% no mês e cresceu 6,7% no ano.

Dados regionais

O levantamento do IBGE foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

Regionalmente, na comparação mensal, a taxa de desocupação apresentou variação significativa apenas em Belo Horizonte, onde passou de 5,3% para 6,3%. Frente a fevereiro de 2010 foi registrada queda em São Paulo de 1,5 ponto percentual. Nas demais regiões do País, o quadro foi de estabilidade.

Com uma taxa de desemprego na faixa entre 5% e 6%, o País apresenta um cenário de pleno emprego projetado em meados de 2010 por economistas especializados na área. Isso não significa o fim do desemprego, mas indica que o trabalhador leva em média entre 30 e 60 dias para encontrar um novo emprego.

***

Fonte:http://economia.ig.com.br/taxa+de+desemprego+avanca+em+fevereiro+para+64+segundo+ibge/n1238188541846.html

Taxa de desemprego avança em fevereiro para 6,4%, segundo IBGE

24.03.2011
Do portal de notícias IG,
Seção de ECONOMIA
Ilton Caldeira, iG São Paulo

Apesar da alta registrada no mês passado, resultado foi o menor para o período desde 2003

A taxa de desemprego no País subiu para 6,4% em relação a janeiro quando o indicador ficou em 6,1% e recuou um ponto percentual em relação a fevereiro de 2010 quando a desocupação estava em 7,4%.

Apesar da alta, essa foi a menor taxa para os meses de fevereiro, desde 2003, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a segunda alta no desemprego em nove meses, após sucessivos recordes de queda verificados em 2010. A taxa para fevereiro também é a maior desde agosto de 2010, quando o índice ficou em 6,7%.

"Embora ainda distante do que consideramos ser o patamar não inflacionário de desemprego, na casa de 7%), o resultado poderá ser tomado como um sinal inicial de que o mercado de trabalho ganhará alguma folga à frente", avalia o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.

Após as recentes divulgações de indicadores que vieram em contraposição ao diagnóstico do Banco Central, o dado do mercado de trabalho pode ajudar a autoridade monetária a reconquistar a confiança dos agentes de mercado e também ancorar as expectativas futuras, analisa o economista.

Para a equipe de economistas da consultoria LCA, este resultado conjuntamente aos efeitos defasados das medidas macroprudenciais implementadas no fim de 2010, reforçam a hipótese de que a taxa de juros deve ter uma última elevação de 0,5 ponto percentual em abril que será suficiente para trazer o IPCA para nível próximo ao centro da meta no médio prazo. "Projetamos que no início do 2º trimestre de 2012 o IPCA anualizado estará em torno de 4,5%", avalia a LCA.

Desemprego no Brasil

Variação da taxa de desocupação para meses de fevereiro

Fonte: IBGE

Em fevereiro, o índice de desemprego ficou dentro das projeções dos analistas, mas de acordo com especialistas no mercado de trabalho, a desocupação no mês passado apresentou um pequeno avanço, mesmo com a geração recorde de empregos no período, devido ao aumento no número de pessoas à procura de trabalho. Esse movimento foi captado pela pequisa do IBGE.

A população desocupada, de cerca de1,5 milhão de pessoas, registrou elevação de 6% em relação ao mês anterior, com mais 85 mil pessoas a procura de trabalho. Frente a fevereiro do ano passado, o resultado apresentou queda de 12,4% (menos 214 mil pessoas).

De acordo com o IBGE, a população ocupada, de 22,2 milhões de pessoas, apresentou estabilidade em comparação com janeiro. No confronto com fevereiro de 2010, ocorreu elevação de 2,4% nessa estimativa, representando um adicional de 515 mil ocupados.

O rendimento médio real dos trabalhadores em fevereiro foi de R$ 1.540,30, queda de -0,5% na comparação com janeiro quando a renda média alcançou R$ 1.547,46, e alta de 3,7% frente a média salarial de R$ 1.485,94 de fevereiro do ano passado.O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado,10,7 milhões de pessoas, cresceu 1,8% na análise mensal em fevereiro. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,9%, representando um adicional de 687 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo o IBGE, a massa de rendimento médio real habitual de R$ 34,6 bilhões teve queda em relação a janeiro de -0,5% e cresceu 6,4% em relação a fevereiro do ano passado. A massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados de R$ 34,4 bilhões estimada em janeiro de 2011 caiu 20,3% no mês e cresceu 6,7% no ano.

Dados regionais

O levantamento do IBGE foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

Regionalmente, na comparação mensal, a taxa de desocupação apresentou variação significativa apenas em Belo Horizonte, onde passou de 5,3% para 6,3%. Frente a fevereiro de 2010 foi registrada queda em São Paulo de 1,5 ponto percentual. Nas demais regiões do País, o quadro foi de estabilidade.

Com uma taxa de desemprego na faixa entre 5% e 6%, o País apresenta um cenário de pleno emprego projetado em meados de 2010 por economistas especializados na área. Isso não significa o fim do desemprego, mas indica que o trabalhador leva em média entre 30 e 60 dias para encontrar um novo emprego.

***

Fonte:http://economia.ig.com.br/taxa+de+desemprego+avanca+em+fevereiro+para+64+segundo+ibge/n1238188541846.html

Arco Metropolitano em planejamento

24.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


Para desafogar o fluxo de cargas pesadas e beneficiar os distritos industriais de sete municípios, a Secretaria Estadual de Transportes (Setran) planeja executar a obra do Arco Metropolitano. O projeto, que por enquanto está em análise no Governo, já tem orçamento estimado de R$ 1,5 bilhão e conta com 98 quilômetros de estrada que vão facilitar o transporte de cargas de Suape e a mobilidade do trânsito urbano.

E, diante da atual situação das rodovias que cortam o Estado, a Setur também planeja o restauro e conservação de cinco mil quilômetros de estrada nos próximos quatro anos, obras que fazem parte do Programa de Manutenção e Melhoramento da Rede Rodoviária do Estado. De acordo com o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, os diagnósticos começam em abril. “A partir dessa data, serão 30 dias para o diagnóstico em 19 rodovias. Depois, mais 120 dias para conclusão total”, comentou.

Pernambuco tem 170 rodovias pavimentadas, que receberão investimentos de cerca de R$ 6,915 milhões. São R$ 13 mil por quilômetro/ano destinados à conservação das vias e entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão por quilômetro/ano para restauração. As obras serão gradativas e o projeto prevê conclusão total até o fim da gestão.

O diagnóstico classificará as estradas através do Índice do Estado de Superfície dos Pavimentos (IES) como “bom”, “regular” ou “mau”. “A PE 390, de Ibimirim e Floresta, está em situação grave, assim como a PE 90, que liga Surubim a Toritama. Estradas como estas serão prioridade do programa”. Um dos objetivos é não restringir a manutenção dos pavimentos a intervenções emergenciais.
***
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/627561

Imperialismo, fase atual do capitalismo

24.03.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

Mesmo sabendo que o Brasil não votou a favor da resolução da ONU sobre o ataque à Líbia, Obama teve a deselegância de dar a ordem de começo da operação militar em solo brasileiro, durante sua viagem relâmpago ao nosso país. Ao mesmo tempo, esbanjou charme, ele e sua mulher, fez elogios fartos ao Brasil e a Dilma – mesmo se muito parco nos acordos concretos.

A visita de Obama permitiu conhecer de perto as duas caras do mesmo do rosto da potência imperial. A fisionomia pode ser grosseira, como a do seu antecessor, Bush, ou ter a cara simpática de Obama, mas a politica continua sendo a mesma: imperial, belicista, agressiva.

Porque os EUA não são apenas um país rico. São a cabeça do sistema imperialista mundial. Um sistema que teve sua origem no sistema colonial, aquele que, desde a Europa, submeteu os países dos outros continentes, os explorou, os oprimiu – usando trabalho escravo da África –, dividiu-os entre si e constituiu um sistema internacional de poder que passou a controlar o mundo, sob hegemonia inglesa.

A decadência inglesa abriu campo para uma disputa de sucessão entre duas potências emergentes – a Alemanha e os EUA -, que as duas guerras mundiais resolveram a favor deste último. Ao mesmo tempo, as formas de dominação foram mudando. Da ocupação direta, que considerava que as colônias faziam parte dos territórios do país colonizador, foi se passando a formas de dominação que conviviam com a independência politica dos países dominados, mas submetidos a forte controle econômico, tecnológico e militar. Foi se passando do sistema colonial ao sistema imperialista, que tem nos EUA sua cabeça fundamental. Fundem-se no poder norteamericano o poder econômico, político, tecnológico, militar e ideológico.

O imperialismo e os monopólios são a consequência natural da concorrência capital no mercado, em que os mais fortes se tornam cada vez mais fortes, os poderosos cada vez mais poderosos. A concentração de renda e de poder é um resultado obrigatório das condições da concorrência, em que o Estado tem um papel estratégico, seja de favorecer os grandes grupos econômicos, seja de promover os interesses das grandes potências nos conflitos internacionais.

Os EUA passaram a defender os interesses do bloco capitalista em escala mundial, mediante sua força militar, sua capacidade de ação politica, de exportação global dos valores das suas formas de vida – o “modo de vida norteamericano”. Defendeu a esse bloco durante a Guerra Fria – do término da Segunda Guerra Mundial até o fim da URSS (de 1945 a 1991) – contra os “riscos do comunismo”.

Terminado esse período, passaram a buscar inimigos que justificassem a manutenção e a contínua militarização da sua economia e dos conflitos. Encontraram no “terrorismo” esse novo inimigo. As guerras do Afeganistão, do Iraque e agora da Líbia expressam a forma concreta que essa luta adquire – contra países árabes, portadores de recursos energéticos que os países ocidentais não dispõem ou dispõem de forma insuficiente.

Por que governantes de partidos distintos, com estilos diferentes, acabam defendendo os mesmos interesses: respeitando antes de tudo o poder dos bancos, da indústria bélica, mantendo as guerras iniciadas e começando outras? Porque, para além daquelas diferenças, se mentem o mesmo papel imperialista dos EUA? Porque é um Estado que tira sua legitimidade, sua força, dessa função de líder do bloco das potências capitalistas no mundo.

As guerras sempre foram parte integrante na afirmação da superioridade imperialista. Aproveitando-se da sua superioridade no plano militar, tratam de resolver os conflitos pela força, impõem-se a seus aliados valendo-se dessa superioridade militar. Assim os EUA se tornaram a potência mais bélica da história da humanidade, não apenas pelo seu poderio militar, mas também pela quantidade de invasões, agressões, desembarques, participações em golpes militares.

Mesmo com a economia em recessão, os EUA mantem sua capacidade de intervenção militar, de forma direta ou através de aliados, em quase todas as regiões do mundo, de que a Líbia agora é a confirmação. A luta pela democracia no mundo passa pela ruptura do mundo unipolar e a passagem a um mundo multipolar, em que o maior numero de vozes possíveis sejam ouvidas para decidir os destinos da humanidade, até aqui concentrados nas mãos do maior império e o mais agressivo que a história conheceu.
***

Palavra de Lula

24.03.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Ontem, com a finalidade de tirar a prova dos nove nessa questão da relação entre Lula e Dilma e a continuidade, ipsis litteris, do modelo de governo anterior, enviei e-mails a pessoas que sei que mantêm interlocução com o ex-presidente.

São pessoas com as quais jamais troquei palavra – ou mensagem eletrônica –, mas cujas respostas sabia que, se viessem, dar-me-iam condição de garantir aos leitores que o que relatassem poderia ser considerado como expressão da verdade.

Surpreendentemente, recebi duas respostas. Esperava não receber resposta alguma. Em tom amistoso e até próximo, reproduziram-me palavras fiéis de Lula sobre as intrigas da mídia relativas à sua relação com a presidenta Dilma:

1 – Eles conversam, pelo menos, uma vez a cada quinze dias.

2 – A mídia está decidida a desconstruir o ex-presidente, segundo ele mesmo.

3 – Lula acha que seus adversários midiáticos estão certos de que Dilma só estaria “esquentando” o lugar para ele voltar em 2014 e por isso querem descontruí-lo.

4 – O ex-presidente também acredita que a mídia considera a desconstrução de sua imagem vital para ela reafirmar seu poder.

5 – Não haveria diferenças programáticas ou ideológicas da mídia e, sim, medo que ela teria de perder o poder de negociação com a classe política se não conseguir destruir um simples homem.

6 – Lula não pretende se candidatar a nada nunca mais.

***

Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/palavra-de-lula/

Washington Araújo: A entrevista que a Veja escondeu

24.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

A entrevista que a revista Veja escondeu

Causou profunda estranheza e perplexidade o timing da publicação da entrevista que o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), concedeu à Veja. Por que a revista, tendo entrevistado Arruda em setembro de 2010, durante a campanha eleitoral, somente agora, quase 190 dias depois, resolveu levá-la ao conhecimento de seu público leitor? Na entrevista, o ex-governador dispara torpedos contra aliados e antigos companheiros de partido, entre eles, Agripinio Maia, Demóstenes Torres, Marco Maciel, ACM Neto, Rodrigo Maia, Ronaldo Caiado e Sérgio Guerra. O artigo é de Washington Araújo.

Washington Araújo – Observatório da Imprensa, via Carta Maior

Existem notícias que nos fazem rever o conceito do valor-notícia. Estou com isto em mente após ler a entrevista que o ex-governador José Roberto Arruda (DF) concedeu em setembro de 2010 à revista Veja. Na entrevista, Arruda decidiu dar uma espécie de freio de arrumação em suas estripulias heterodoxas como governador do Distrito Federal: atuou como principal protagonista no festival de vídeos dirigido pelo ex-delegado de polícia Durval Barbosa e que tratavam de um único tema: a corrupção graúda correndo solta nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Distrito Federal.

Na entrevista publicada na quarta-feira (17/3) no sítio de Veja encontramos o ex-governador desarrumando as biografias de seus antigos companheiros de partido, pessoas como os senadores Agripino Maia, Demóstenes Torres, Cristovam Buarque e até o sempre correto Marco Maciel. Não faltaram mísseis dirigidos aos deputados ACM Neto, Rodrigo Maia e Ronaldo Caiado. E também ao presidente do PSDB, o agora deputado Sérgio Guerra. Na fala de Arruda sobra ressentimento e, mesmo tendo passado alguns meses, ainda trai uma certa conotação de vingança.

Não. Não estou desmerecendo o valor de uma única palavra de Arruda nessa entrevista. Após ler os desmentidos de todos os novos citados no escândalo conhecido como o “panetone do DEM” (ver, neste Observatório, “Panetones na Redação” e “Mídia encara corrida de obstáculos”), confesso que nenhum me convenceu: a defesa esteve muito inferior ao ataque desferido e onde as palavras deveriam ser adjetivas conformaram-se como nada mais que substantivas. Naquele velho diapasão do “nada como tudo o mais além, ainda mais em se tratando deste assunto, muito pelo contrário”. Ou seja, a bateria antimíssil deixou muito a desejar e, considerando a virulência verbal dos agora acusados de receberem apoio financeiro no mínimo com “origem suspeita”, os desmentidos surgem como bolhas de sabão que tanto animam festas infantis. Desmancham-se no ar.

Miúdos e graúdos

O que me causou profunda estranheza nessa entrevista nem foi seu conteúdo, menos ainda seu personagem. O que me deixou perplexo, com todas as pulgas aninhadas em volta da orelha, foi o timing da publicação da entrevista. Por que Veja, tendo entrevistado o ex-governador em setembro de 2010, somente agora, quase 190 dias depois, resolveu levá-la ao conhecimento de seu público leitor? O ponto é que o mais robusto episódio de explícita corrupção, o único escândalo com tão formidável aparato midiático, com dezenas de vídeos reproduzidos nos principais telejornais do Brasil, merecia ter um tratamento realmente jornalístico: descobrindo-se novos fatos, novos meliantes, novas falcatruas, tudo teria que vir à luz, a tempo e a hora.

Convém refrescar a memória com essas autoexplicativas manchetes dos principais jornais brasileiros no dia 28/11/2009:

O Globo: “Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados“. E diz que “PF grava José Roberto Arruda negociando repasse de dinheiro com assessor”;

Folha de S.Paulo: “Governo do DF é acusado de corrupção“;

O Estado de S.Paulo: “Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF“. E diz que o esquema “teria até mesmo participação do governador Arruda”.

No dia seguinte, 29/11/2009, as manchetes continuaram com tintas denunciatórias:

O Globo teve como manchete principal “PF: Arruda distribuía R$ 600 mil todo mês“;

Folha de S.Paulo optou por “Documento liga vice-governador do DF a esquema de corrupção“;

O Estado de S.Paulo não deixou por menos: “Em vídeo, Arruda recebe R$ 50 mil“.

E, para concluir essa sessão “refresca memória”, compartilho as manchetes dos jornalões no dia 30/11/2009:

O Globo abriu sua edição com a manchete “Arruda: TSE vê indício de caixa 2“;

Folha de S.Paulo destacou na primeira página: “Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro“;

O Estado de S. Paulo abriu manchete com “Vídeos ‘letais’ levam DEM a preparar expulsão de Arruda“, destacando em subtítulo que “Provas contundentes da PF deixam governador em situação insustentável”.

Até o fluminense Jornal do Brasil passou a tratar do assunto com a importância que o assunto requeria: “Aliados deixam Arruda isolado“.

Tudo bem, este foi o início da divulgação do escândalo. E, como sempre acontece, o início de todo escândalo político tende a ser megapotencializado. É assim aqui no Brasil, na Itália, no Reino Unido, no mundo todo. No caso atual, pela primeira vez um governador no Brasil esteve trancafiado por tão longo tempo: 60 dias, de 11 de fevereiro a 12 de abril de 2010. A carceragem se deu na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Antes de completar um ano de sua divulgação, o escândalo produziu a cassação de mandatos de diversos deputados distritais, a renúncia de um senador da República, a instauração de diversos inquéritos para apurar responsabilidades de políticos miúdos e graúdos e também de procuradores do Ministério Público do Distrito Federal.

E foi nesse meio tempo que, segundo os advogados de Arruda, em setembro de 2010, o ex-governador concedeu a entrevista ao carro-chefe da Editora Abril. O que as teclas de meu micro querem saber é por que Veja escondeu comprometedora entrevista de Arruda.

Insidiosa, rastejante

Tenho exposto aqui neste Observatório minhas teses sobre a forma e o modus operandi de como a imprensa, a grande imprensa, tem se comportado como agremiação político-partidária. E essa defasagem de mais de seis meses entre a data da entrevista e a data de sua divulgação é de chamar a atenção.

Quais as reais motivações para que fosse esquecida, largada na gaveta de um editor aparentemente displicente? Por onde andaria aquele polvo-caçador-de-corruptos-no-Planalto que não deu a mínima trela para essa entrevista? Ninguém na redação de Veja considerou um mísero grama de valor-notícia para buscar a versão dos “novos acusados”? Ou seria mais um desserviço à campanha presidencial de José Serra? Desserviço que, com certeza, cobriria tal campanha de portentosa agenda negativa, incluindo sob suspeição até mesmo o presidente de seu partido.

Todos sabemos que o papel da imprensa é informar a população. Aprendemos isso ainda nos primeiros dias de aula de qualquer curso de jornalismo, mesmo aqueles chamados “meia-boca”. Por que à população brasileira foram suprimidas tais informações?

É, não é necessário muitos decênios de madura experiência como analista da política brasileira para entender que dentre as mil possíveis razões para que ocorresse tal ocultação uma delas sobressai, insidiosa, sibilina, rastejante: a entrevista de Arruda, que hoje causa apenas perplexidade, publicada em setembro de 2010 traria em seu cerne forte componente explosivo capaz de desarrumar por completo o pleito presidencial de 2010.

Mas, como dizem nossos oráculos da imprensa… o leitor vem sempre em primeiro lugar.

PS do Viomundo: A entrevista que saiu da cova teria sido um petardo para demolir Sérgio Guerra?

*****

Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/washington-araujo-a-entrevista-que-a-veja-escondeu.html