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terça-feira, 22 de março de 2011

Comunique-se: Folha registra jornalistas como assessores administrativos

22.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Izabela Vasconcelos, Comunique-se

A Folha de S.Paulo registrou dois jornalistas como assessores administrativos. A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Comitê de Imprensa do Senado, o jornalista Fábio Marçal, que também é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.

O Comunique-se teve acesso aos documentos que comprovam a irregularidade na contratação dos jornalistas. Nos dados, o jornal alega que o registro como assessor administrativo é uma norma da empresa. “Eu não sei se eles fazem isso pra fugir do sindicato ou pra burlar a legislação, é um absurdo”, contestou Marçal.

O jornalista enfatiza que apenas os dois casos se tornaram conhecidos, mas acredita que outros profissionais já tenham passado pela mesma situação.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário Maia, a situação é absurda. “É um absurdo. É uma demostração de que veículos como a Folha são muito apressados em denunciar irregularidades, mas não prestam atenção no que acontece debaixo do seu nariz”, afirmou.

Maia lembrou do caso de outra empresa, que segundo ele, também já cometeu a mesma irregularidade. “A Bloomberg também tenta disfarçar suas contratações de jornalistas. Essas ‘inovações’, formas toscas disfarçadas de sofisticação, precarizam a profissão”, declarou. A Bloomberg não se pronunciou contra a acusação.

Deputado critica contratações
Há uma semana, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC que pede a volta da exigência do diploma de jornalismo para atuar na profissão, foi informado da irregularidade na Folha, e protestou. Segundo ele, que também é jornalista, irregularidades já eram cometidas em muitos veículos, mas tendem a aumentar. “É uma sinalização clara de que o fim do diploma levará à precarização da profissão”, afirmou.

Procurada pela reportagem, a Folha ainda não se manifestou sobre o caso.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/comunique-se-folha-de-s-paulo-registra-jornalistas-como-assessores-administrativos.html

Gaddafi e seus aliados podem estar tentando exílio, diz Hillary

22/03/2011
Da FOLHA.COM
DA REUTERS, EM WASHINGTON
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


O ditador líbio, Muammar Gaddafi, e seus aliados, que enfrentam uma ofensiva de bombardeios de países ocidentais, podem estar considerando o exílio, embora não esteja claro se ele realmente renunciaria, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, nesta terça-feira.

"Uma parte disso tudo é encenação", afirmou Hillary em entrevista à ABC News, acrescentando que os EUA ficaram sabendo que pessoas "supostamente por parte de Gaddafi" estão tentando avaliar as opções do líder frente às operações dos aliados internacionais em seu país.

"Muito se deve ao modo como ele se comporta. É um tanto imprevisível", afirmou. "Mas achamos que uma parte disso é explorar possibilidades...quais seriam minhas opções, para onde eu poderia ir, o que eu poderia fazer. E nós encorajaríamos isso."

OTAN

Os países ocidentais que apoiam uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger civis concordaram nesta terça-feira em usar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para conduzir o esforço militar, mas autoridades afirmaram que a aliança estava dividida e longe de concordar sobre detalhes da missão.

Gaddafi, em sua primeira aparição desde o início da campanha aérea, prometeu continuar lutando para permanecer no poder.

Hillary Clinton também afirmou que o governo norte-americano recebeu relatos não-confirmados de que pelo menos um dos filhos de Gaddafi pode ter sido morto durante os ataques. Ela disse que os "indícios não são suficientes" para confirmar a notícia.

A secretária de Estado disse que detalhes sobre qual será o país a assumir a liderança da coalizão ainda estão sendo ajustados. Ela afirmou não estar preocupada com a transição.

A reunião dos países-membros da Otan, contudo, não definiu se a aliança vai assumir a liderança da operação, que atualmente é comandada pelos Estados Unidos.

Rebeldes líbios param em estrada e observam morteiros das forças de Gaddafi a alguns quilômetros

A participação da Otan tem dividido seus países-membros. A Itália e o Reino Unido defendem que a aliança tem melhor capacidade de coordenar os esforços. Já França teme que a liderança da aliança atlântica pode afastar os países árabes. Há ainda os países-membros como Turquia e Alemanha, que têm objeções quanto aos ataques internacionais e se negam a participar.

"A Otan completou seus planos para ajudar a aplicar a zona de exclusão, para dar nossa contribuição, se for necessário, de forma claramente definida, ao amplo esforço internacional para proteger o povo da Líbia da violência do regime de [Muammar] Gaddafi", disse o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen, em comunicado, sem mais detalhes.

A Otan encerra assim a fase de planejamento, que tinha sido adiada no fim de semana passado diante do racha interno. Uma fonte da aliança, citada pela agência Efe, diz que haverá uma nova fase das discussões internas, para definir qual será o papel na aplicação da zona de exclusão --o que pode se prolongar por dias.

Os embaixadores dos países-membros voltam a se reunir nesta quarta-feira, em Bruxelas, para abordar o assunto.

ACIDENTE

Mais cedo, a imprensa divulgou que um F-15E Strike Eagle dos Estados Unidos caiu na noite desta segunda-feira na Líbia. Os dois pilotos a bordo conseguiram se ejetar e estão bem, segundo o Comando Americano na África.

Vince Crawley, porta-voz do comando, disse que ambos os pilotos sofreram ferimentos leves. Eles usaram paraquedas para se ejetar do F-15E Strike Eagle, ainda em uma grande altitude, e acabaram caindo em lugares diferentes. Um deles foi encontrado pelos rebeldes, o outro foi resgatado por um avião de resgate e salvamento da Marinha americana.

A aeronave partiu da base italiana de Aviano, como parte da operação Aurora da Odisseia. A queda ocorreu às 19h30 de segunda-feira.

Curiosos olham destroços que seriam do Air Force F-15E perto de Benghazi; os dois pilotos se ejetaram.

O comando não divulgou o local do acidente, mas o correspondente do jornal britânico "Daily Telegraph" disse ter encontrado os destroços perto de Benghazi.

A causa da queda está sendo investigada, mas segundo o correspondente do jornal britânico, o F-15E Eagle americano sofreu uma falha mecânica.

"Acabei de encontrar um avião de guerra dos EUA em um campo. Acredito que uma falha mecânica causou a queda", disse o correspondente do jornal Rob Crilly, em seu Twitter. "O avião caiu ontem a noite. A tripulação estaria bem", disse Crilly, que cobre os conflitos nos arredores de Benghazi.

A Força Aérea dos EUA disse que aviões B-2, F-15 e F-16 estão participando das operações na Líbia. Eles estão sendo coordenados pelo Comando Americano na África, que tem como base Stuttgart, na Alemanha.

VÍTIMAS


Apesar dos ataques da coalizão internacional, as forças de Gaddafi mantêm ampla ofensiva contra os rebeldes.

Um morador, citado pela agência de notícias Reuters, diz que ao menos 40 mortos na segunda-feira por forças leais ao ditador na cidade rebelde de Misrata.

O morador, Mohammed Ahmed, disse que o número lhe foi passado por um membro do comitê rebelde encarregado do atendimento médico. Ele não especificou quantos dos mortos eram civis e quantos eram combatentes.

Nesta terça-feira, os moradores de Misrata voltaram a relatar bombardeios das forças governistas.

"A situação está muito ruim. Os tanques começaram a atacar com artilharia nesta manhã", disse um morador que se identificou apenas como Mohammed. "Franco-atiradores estão participando da operação também".

Ele afirma que as vítimas da ofensiva incluem quatro crianças, a mais velha com 13 anos, que estavam em um carro atingido pela artilharia.

Testemunhas em Zintan, perto da fronteira com a Tunísia, disseram que a cidade foi atacada novamente nesta terça-feira, com artilharia pesada.

Várias casas foram destruídas, assim como o minarete de uma mesquita.

"Novas forças foram enviadas hoje para dominar a cidade. Há ao menos 40 tanques no pé das montanhas perto de Zintan", disse Abdulrahmane Daw.

As informações não puderam ser verificado independentemente e autoridades líbias não confirmaram.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/892581-gaddafi-e-seus-aliados-podem-estar-tentando-exilio-diz-hillary.shtml

A força e os limites da blogosfera

22.03.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges


Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo!

Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Num meio ainda não totalmente controlado pelas corporações capitalistas é possível desencadear ações contra-hegemônicas e quebrar o “pensamento único” emburrecedor da velha mídia. Desde Seattle, quando manifestações contra a rapina imperial foram convocadas basicamente pela internet, este fenômeno chama a atenção dos atores sociais. De lá para cá, o acesso à rede só se ampliou – no mundo e no Brasil.

Uma arma poderosa

Nas recentes convulsões populares no mundo árabe, que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito – sempre tratados como “amigos do Ocidente” pela mídia tradicional – a internet foi uma arma poderosa. Ela não produziu as “revoluções”, mas ajudou a detoná-las. Agora mesmo, na Líbia, há uma guerra de informações da globosfera, acompanhada da real e sangrenta guerra dos mísseis. A internet faz parte hoje da guerra, virtual e real, que se trava nas sociedades. Não dá para desconhecer esta nova realidade.

Os meios tradicionais de comunicação, hegemonizados por poucas corporações – no máximo 40, segundo recentes estudos sobre a crescente monopolização da mídia mundial –, não detêm mais o monopólio da informação. Os avanços tecnológicos abriram brechas, mesmo que temporárias, nesta frente estratégia da luta de idéias. Jornais e revistas da oligarquia estão falindo devido ao maior acesso à internet. Mesmo as redes televisão sofrem com a migração para este novo meio, principalmente da juventude.

A força da blogosfera

No Brasil, esta realidade é bem palpável. Nas eleições presidenciais de outubro passado, a chamada blogosfera progressista jogou papel de relevo na encarniçada disputa. As manipulações dos impérios midiáticos, que se transformaram em cabos eleitorais do candidato da direita, foram desmascaradas online pela internet. No auge da campanha fascistóide, de baixarias e de falsos moralismos, os blogs independentes atingiram mais de 40 milhões em audiência, segundo pesquisa recente.

O impacto foi devastador. José Serra, o candidato do Opus Dei e o preferido do império, conforme telegrama vazado pelo WikiLeaks, usou vários palanques para atacar o que ele chamou, pejorativamente, de “blogs sujos”. Já o presidente Lula, sofrendo violento cerco da ditadura midiática, produziu vídeo para estimular a produção independente dos blogueiros. Na guerra de informações, a internet foi decisiva para desmascarar a direita e para mostrar o real significado da candidatura lulista de Dilma Rousseff.

Passos na organização dos blogueiros

Neste intenso processo da luta de classes, com a centralidade a batalha eleitoral, a blogosfera progressista deu os primeiros passos para a sua organização no Brasil – de forma autônoma. Em agosto passado, mais de 330 blogueiros e twitteiros realizaram o seu primeiro encontro nacional, em São Paulo. Neste evento histórico, eles decidiram lutar pela democratização da comunicação, contra qualquer tipo de censura à internet, e por políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade informativas.

Fruto deste encontro histórico, os blogueiros progressistas quebraram a monopólio da mídia tradicional e realizaram a primeira entrevista coletiva com um presidente da República, Lula, em novembro passado. A velha mídia até tentou desqualificar o evento inédito, numa crise de “ciúme” ridícula. Na prática, ela sentiu o baque de uma mudança de paradigma que está em curso. Parafraseando o revolucionário italiano Antonio Gramsci, a coletiva com Lula evidenciou que “o velho está morrendo e o novo ainda não acabou de nascer”.

Os desafios do futuro

O segundo encontro nacional de blogueiros progressistas está agendado para junho próximo, em Brasília. Nele não haverá mais o fator galvanizador que estimulou o primeiro – a luta contra a mídia golpista, que se transformou no “partido do capital” durante o pleito presidencial. O desafio será encontrar novos pontos de unidade na enorme diversidade existente na rede. Sem verticalismo e estruturas hierarquizadas, este movimento amplo e plural tem muito a contribuir na luta pelo avanço da democracia no Brasil.

Os blogueiros progressistas, que hoje já constituem uma vasta e influente rede no país, podem amplificar a luta pela democratização dos meios de comunicação. Está na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório da mídia, que garanta a verdadeira liberdade de expressão para os brasileiros – e que não se confunde com a “liberdade de empresa” dos monopólios midiáticos. Também está em curso a discussão sobre a liberdade na internet, com investidas da direita contra este direito libertário.

Além de interferir nestas batalhas estratégicas, os blogueiros precisam ampliar sua capacidade de interferir na luta de idéias contra-hegemônicas na sociedade. É preciso que “floresçam mil flores”, que surjam mais e melhores blogs independentes, garantindo maior diversidade e pluralidade informativas. É urgente também qualificar os nossos instrumentos, produzindo conteúdos jornalísticos de qualidade. Para isso, é preciso encontrar caminhos de sustentação financeira da blogosfera, que potencializem essa nova militância virtual.

Riscos de retrocesso

A internet abriu brechas para novas vozes se expressarem na sociedade. Mas ela não deve ser idealizada. Quem detém maior audiência são os portais de notícia e entretenimento dos mesmos grupos midiáticos. A publicidade, que cresce na rede (nos EUA, ela superou pela primeira vez na história os anúncios nos jornais impressos), é totalmente sugada pelos barões da mídia. Ou seja: a internet é um campo de disputa. Sem ampliar e qualificar sua produção, a blogosfera progressista será derrotada, falará para seus nichos.

Além disso, a tecnologia não é neutra. Os monopólios da comunicação, que tornam reféns vários governos, já estudam mecanismos para cercear a liberdade na rede. Barack Obama, que a cada dia se revela um falso democrata, já enviou ao Congresso dos EUA um projeto para “vigiar” a internet. No Brasil, um parlamentar do bloco neoliberal-conservador, Eduardo Azeredo (PSDB), também se apressou em copiar o império e já apresentou projeto para abortar a neutralidade na rede. Os embates neste campo tendem a crescer.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/forca-e-os-limites-da-blogosfera.html

Lula condena ataque à Líbia: “Secretário da ONU deveria ir lá para conversar”

22.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Claudio Leal, no Terra Magazine
De São Paulo


Em evento com a comunidade árabe, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques à Líbia. “Quero dizer que sou solidário à posição do Brasil, que se absteve na ONU (Organização das Nações Unidas) contra as invasões”. Para ele, a aprovação dos bombardeios se deve ao “enfraquecimento da ONU”.

- Em vez de mandar avião, o secretário da ONU deveria ir lá para conversar – criticou, numa alusão indireta ao ditador líbio Muammar Kadafi.

Lula recebeu uma homenagem da Fundação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), que destacou a aproximação do País com o mundo árabe nos últimos oito anos. O líder petista comentou a visita do presidente norte-americano Barack Obama e ironizou os detratores de seu governo, citando “os rasgados elogios” de Obama à inclusão social no Brasil.

- Possivelmente agora… alguns que passaram dez anos me criticando passem a falar bem.

Irônico, o petista avaliou os afagos recebidos pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros dias de governo.

- Acho simplesmente extraordinário e hilariante. Durante oito anos, alguns adversários tentavam vender que éramos a continuidade do governo anterior. Agora que elegemos alguém para dar continuidade, dizem que é diferente… – atacou, diante de uma platéia de embaixadores árabes.

Na cerimônia, houve um minuto de silêncio para as vítimas dos desastres naturais no Japão e, genericamente, para as “vítimas civis”, uma referência indireta aos mortos nos bombardeios na Líbia. Nesse momento, Lula também se levantou, em solidariedade.

Terra Magazine
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lula-condena-ataques-a-libia-secretario-da-onu-deveria-ir-la-para-conversar.html

Cláudio Ferreira: “Não vamos aceitar dedo na cara”


22.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

O novo secretário de Assuntos Jurídicos do Recife, Cláudio Ferreira, antes mesmo de assumir de fato suas funções já carrega consigo uma grande responsabilidade: a de ser um supersecretário,já que também integrará o Conselho Político. Ontem, durante sua posse e a de mais quatro gestores, Cláudio foi bastante elogiado nos discursos - a começar pelo prefeito. Outra coisa que ficou clara foi a sintonia do auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE) com a gestão. Ferreira já chegou defendendo A PCR dos ataques dos opositores.

“Não vamos aceitar o dedo na cara como se fôssemos ímprobos, principalmente de quem não tem um projeto para a cidade”, disparou o novo secretário em seu discurso. Ao falar em nome de todos, Cláudio assumiu os compromissos de buscar parcerias para concretizar projetos; de lealdade com os antecessores; atuar de forma coordenada com todos os secretários; executar o máximo possível o Orçamento Participativo; garantir o respeito integral da atuação dos que representam o povo; e o compromisso da probidade do trabalho de quem assume cargos públicos.

Após a posse, Cláudio Ferreira reclamou da ação dos opositores, e disse que ficou “impressionado” com a repercussão do caso das lonas no Carnaval. “A oposição reproduziu durante mais de duas semanas uma despesa de R$ 90 mil, tentando tornar ilícita uma despesa que era totalmente regular”, disse. Ao ser questionado sobre sua nova função, afirmou que é uma área meio, na qual o secretário tem que dialogar com todo mundo. “Assuntos jurídicos tem esse papel de intermediar e formatar as soluções que precisam ser implementadas no ponto de vista executivo. Acho que isso é uma contribuição que vamos dar nesse aspecto, que é normal da secretaria”, afirmou.

O auditor foi elogiado por todos os que discursaram. O prefeito João da Costa agradeceu o “gesto desprendido” do ex-presidente do TCE, Fernando Correia, de ter “liberado” Cláudio para a PCR. “Cláudio é uma figura que tem uma relação política e pessoal maior conosco. Militamos juntos no partido, no movimento sindical. Às vezes tem um envolvimento emocional de maior proximidade do que com alguns outros companheiros”, disse. Fernando Correia disse ao prefeito que, para liberar o auditor, “preferia se aposentar também”. “E de fato ele saiu no mesmo dia que eu saí”, contou Cláudio, que coordenava todos os trabalhos administrativos e de auditoria do Tribunal.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/627082

O SILENCIO COMO CENSURA

22.03.2011
Do site da Revista CartaMaior


"...exemplo recente dessa censura disfarçada foi o silêncio sobre as manifestações populares que mobilizaram centenas de milhares de pessoas por várias semanas em Madison, a capital do importante estado americano de Wisconsin...... trava-se na mais poderosa democracia do mundo a primeira de uma série anunciada de batalhas entre sindicatos de trabalhadores do serviço público e governos estaduais. Os próximos estados serão Ohio, Michigan, Iowa e Indiana. Está em jogo não só o poder de barganha desses sindicatos... Na verdade, a corda (da crise) está arrebentando do lado dos trabalhadores e eles estão reagindo . Você leitor(a), conhece a cobertura que essas manifestações mereceram na grande mídia brasileira? (Venício Lima; autor do recém lançado "Regulação das comunicações - história, poder e direitos", editora Paulus. Leia artigo nesta pág)
(Carta Maior; 3º feira, 22/03/2011)
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

Vice de Serra critica o DEM e caminha para o PSD

22/03/2011
Do CONGRESSO EM FOCO

"Infelizmente, sempre acreditei no DEM, mas em nosso estado somos um feudo da família Maia", diz o ex-deputado do DEM do RJ. Edson Sardinha

Candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo tucano José Serra, o ex-deputado Índio da Costa (DEM-RJ) caminha para trocar o DEM pelo Partido Social Democrático (PSD), lançado em ato político ontem (21) pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Em seu microblog, Índio da Costa criticou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deixou a presidência do partido na semana passada, e não poupou elogios à nova legenda.

“Nunca fui do PSDB. Fui vice do Serra/45 pelo DEM. O DEM busca renovar nacionalmente, mas no Rio continua um cartório do Rodrigo Maia”, disse o ex-deputado esta manhã. “Infelizmente, sempre acreditei no DEM, mas em nosso estado somos um feudo da família Maia”, reforçou, em alusão ao poder de Rodrigo e do pai do deputado, o ex-prefeito do Rio César Maia.

Índio da Costa disse que o PSD será o “primeiro partido pós 60”, que as propostas da nova sigla são “focadas na sociedade”. “Respeito ao contribuinte, menos impostos, justiça social, voto distrital puro, meio ambiente, energia renovável...”, apontou, ao relacionar as diretrizes da sigla. Segundo ele, o novo partido nasce com propostas de “direita e esquerda”: “Será um partido em busca do centro”.

O ex-candidato a vice-presidente ressaltou que ainda não mudou de partido e que não considera a nova sigla “adesista” ao governo Dilma Rousseff (PT). Questionado por seguidores de seu microblog se não estava embarcando na base governista depois de disparar algumas das mais ácidas críticas a Dilma durante a campanha, Índio da Costa disse que seguirá oposicionista e que o PSD será um “partido independente”. “Só não irei para a base do governo”, respondeu. “Aonde eu esteja, serei oposição”, disse o deputado no último sábado.

Na semana passada, ele afirmou que deixaria o DEM se não lhe dessem oportunidade de crescimento. “Só saio do DEM se novamente não me derem oportunidade de crescer”, escreveu. “Cada partido deve ter seu projeto. Não servir de trampolim para outros na largada”, criticou.
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Fonte:http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=36461

Avançamos em nossas lutas na conquista de nossos direitos

22.03.2011
Do site da CNTSS/CUT

Terezinha de Jesus Aguiar – Vice- presidenta da CNTSS/CUT

O dia internacional da mulher surge na virada do século XX, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas já eram motivo de frequentes de protestos por parte dos trabalhadores.

Nesta luta dos trabalhadores, para a mulher tem seu marco em 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situado na cidade norte americana de Nova Iorque, ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro a fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. È uma data marcada mundialmente.

No Brasil não foi diferente e durante muitos anos à mulher foi negado o direito político de votar e se candidatar. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito do voto.

Também puderam se candidatar a cargos políticos. Nas eleições de 1933, a doutora Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira. Entre 24 de agosto de 1982 e 15 de março de 1985, o Brasil teve a primeira mulher ministra. Foi Esther de Figueiredo Ferraz, ocupando a pasta da Educação e Cultura. Em 1989, ocorre a primeira candidatura de uma mulher para a presidência da República.

A candidata era Maria Pio de Abreu, do PN (Partido Nacional). Em 1995, Roseana Sarney tornou-se a primeira governadora, estado do Maranhão, mulher no Brasil. Em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff (PT - Partido dos Trabalhadores) venceu as eleições presidenciais no segundo turno, tornando-se a primeira mulher presidente da República no Brasil.

Se neste breve histórico, podemos constatar os avanços que essa luta tem sido capaz de assegurar os direitos das mulheres, contudo, ainda a muito a ser feito tanto no âmbito da violência domestica, na discriminação do trabalho, especialmente no âmbito da valorização profissional, na inserção do poder decisório politico e econômico rumo a construção da cidadania real.

Por fim, destacamos a Lei Maria da Penha que tem assumido um instrumento de coibir e reprimir a violência contra a mulher ainda tão presente no nosso cotidiano rumo à construção de sua cidadania real.
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=3092

Anísio Texeira - O inventor da escola pública brasileira e o projeto de educação integral

21.03.2011
Do blog de JADER RESENDE

"Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública"

BIOGRAFIA

Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité, sertão da Bahia, em 12 de julho de 1900. Após sólida formação adquirida em colégios jesuítas de Caetité e Salvador, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro em 1922 e obteve o título de Master of Arts pelo Teachers College da Columbia University, em Nova York, em 1929. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em março de 1971.

Considerado um dos maiores educadores brasileiros, Anísio Teixeira deixou uma obra pública excepcional que, ainda hoje, está à frente do nosso tempo. Sua formação educacional foi fortemente influenciada pelo pragmatismo do filósofo John Dewey, de quem foi aluno no Teachers College e cujas idéias divulgou no Brasil. Mas foi, sobretudo, nos embates entre a gestão cotidiana da educação e sua visão de futuro, em meio a aliados e adversários, que aprendeu a organizar homens e instituições.

"somente a educação e a cultura poderão salvar o homem moderno e que a batalha educacional será a grande batalha do dia de amanhã".
Fonte Blog da Elfi Kurten
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Fonte:http://jaderresende.blogspot.com/2011/03/anisio-texeira-o-inventor-da-escola.html

LÍBIA - O imperialismo sem máscara

22.03.2011
Do BLOG DE UM SEM-MÍDIA
Na agressão ao povo da Líbia.


Os Editores

Uma vaga de indignação varre o mundo, levantada pela agressão imperialista ao povo da Líbia.

A Resolução do Conselho de Segurança que abriu a porta ao crime – mascarado de «intervenção humanitária» – foi preparada com antecedência. Concebida em Washington, coube à França e ao Reino Unido apresentar e defender o texto porque não convinha aos EUA, atolados nas guerras do Iraque do Afeganistão, surgirem como país patrocinador. Essa Resolução desrespeita a Carta a da ONU, mas, embora criminosa, os agressores não a consideraram suficiente.

A França iniciou os bombardeamentos aéreos e navios de guerra dos EUA e do Reino Unido dispararam quase simultaneamente salvas de mísseis de cruzeiro contra Tripoli e outras cidades. Alguns atingiram um hospital e áreas residenciais, matando dezenas de civis.

Os discursos de Obama, Sarkozy e Cameron que pretendem justificar a agressão – montada e dirigida pela África Comand dos EUA -serão recordados como peças oratórias de refinada hipocrisia.

Dois objectivos motivaram o ataque à Líbia: o saque dos recursos naturais - petróleo e gás - e a necessidade de controlarem através do medo, o rumo das rebeliões populares que na Tunísia e no Egipto derrubaram as ditaduras de Ben Ali e Mubarak, ambos aliados de Washington.

Enquanto invocam a defesa da liberdade e da democracia e motivos humanitários para bombardear a Líbia, os EUA apoiam as matanças praticadas pela ditadura feudal do Iémen e incentivaram a monarquia islamista da Arábia Saudita a invadir o Bahrein, sede da V Esquadra da US Navy – para reprimir a insurreição do seu povo.
A contradição ilumina bem o farisaísmo de Washington.

Os governos responsáveis pelo ataque à Líbia garantem que não haverá desembarque de tropas terrestres. Mas é imprevisível a desenvolvimento da agressão. O motivo alegado para o ataque ao Afeganistão foi a suposta permanecia ali de um homem, Bin Laden, apontado então como inimigo numero um dos EUA. Agora é outro individuo, Muamar Khadafi , o pretexto invocado para a agressão imperial.

Khadafi nunca mereceu o nosso respeito. Mas manifestamos irrestrita solidariedade com o povo da Líbia, ameaçado de recolonização, nestes dias em que nas suas cidades e campos explodem bombas e mísseis.

É oportuno sublinhar e lamentar que o Parlamento Europeu tenha aprovado uma resolução que o tornou cúmplice da agressão, iniciativa que contou com os votos do PS, PSD e CDS, e também com o voto do partido da Esquerda Europeia, incluindo o do Bloco de Esquerda. O PCP, consequentemente, votou contra.

O Conselho Português para a Paz e a Cooperação convocou para o dia 23 uma concentração de protesto contra a agressão, junto da Embaixada Americana.

Fazemos nosso o seu apelo à participação do povo de Lisboa. O imperialismo estadounidense é o grande inimigo da humanidade.

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO
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Fonte:http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2011/03/libia-o-imperialismo-sem-mascara.html

Kadafi voltou a ser inimigo do Ocidente

18/03/2011
Do portal de notícias, OPERA MUNDI
Por Eduardo Febbro | Paris


Muamar Kadafi foi retirado definitivamente do altar ao qual havia sido conduzido pela gula ocidental, pelos petronegócios e pela desfaçatez do sistema financeiro internacional. O tirano, que durante quase duas décadas foi considerado o “inimigo número um” do Ocidente para logo converter-se no vistoso aliado de seus inimigos de agora, voltou ao seu estatuto originário. A resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU não deixa nenhum espaço para a ambiguidade: o dispositivo militar já está preparado e só faltava a famosa “base jurídica” reclamada pela OTAN. Paris e Londres levaram até um final tardio sua ideia de instaurar uma zona de exclusão aérea para neutralizar a força aérea de Kadafi.

As provocações mútuas tornaram inevitável a participação árabe-ocidental em uma nova cruzada militar contra um país árabe. A Líbia se soma assim ao Iraque e ao Afeganistão à lista de países que passarão uma temporada sob as bombas de uma coalizão onde o poderio militar do Ocidente marcará as orientações. Era necessário o voto a favor de 9 dos 15 membros do Conselho de Segurança e também que nenhum dos integrantes permanentes do Conselho vetasse a resolução. China e Rússia se abstiveram e com isso abriram passagem ao operativo militar.

A comunidade internacional, fragmentada, salvará no fio da navalha a já asfixiada oposição líbia. Cercada em seu feudo de Benghazi pelas forças leais ao regime, a participação direta do Ocidente era a única cartada que podia salvar a oposição do despenhadeiro. “Preparem-se, esta noite chegamos”, disse Kadafi aos habitantes de Benghazi. Talvez, as primeiras a chegar sejam as bombas ocidentais apoiadas por alguns países árabes como Emirados Árabes Unidos, Qatar e Egito. Washington conseguiu seu propósito de transferir a responsabilidade da ação principal aos países vizinhos, ou seja, os europeus com costas mediterrâneas e os árabes. França e Inglaterra, promotores da resolução, assumirão a maior parte da responsabilidade do Ocidente, apesar de os Estados Unidos serem a força dominante na OTAN.

Não é certo que a guerra total seja a aposta definitiva. O Guia Supremo da desgastada revolução libia soube dar marcha ré diante do abismo. A partir de 2003, Kadafi demonstrou seu sentido de realismo quando, impressionado pela invasão do Iraque e a captura de Saddam Hussein, retrocedeu em seu principal projeto, a acumulação de armas de destruição massiva, e reconheceu a responsabilidade em dois atentados: contra o avião da PanAm que explodiu sobre a localidade de Lockerbie (1988, 270 mortos) e contra o avião francês da companhia UTA (1989, 170 mortos). Esse foi o início do idílio público entre o coronel e seus juízes de anos anteriores. Investimentos e visitas de Kadafi às grandes capitais do mundo e viagens dos democratas a Trípoli consagraram o retorno do coronel ao “eixo do bem”. Ou seja, os negócios ficaram seguros ainda que as mãos que firmavam os contratos estivessem manchadas de sangue.

Pode ser que faça o mesmo agora. A resolução da ONU é ampla e explícita. A OTAN e a Liga Árabe apoiaram a instauração de uma zona de exclusão e isso os converte em aliados diretos da intervenção. Pressionado internamente pelos rebeldes, monitorado pelo céu e cercado pelo mar, Kadafi tem as horas contadas. Kadafi ofereceu a repressão selvagem a seu povo e uma fonte de água benta para que o Ocidente lave a sua má consciência.

Não cabe a mais remota dúvida de que as armas já estão preparadas. Na noite de quinta, tanto o primeiro ministro francês, François Fillon, como o chefe da diplomacia, Alain Juppé, adiantaram que a força seria empregada quando a resolução fosse aprovada. Alain Juppé precisou inclusive o modo da operação: “Está excluído que se faça algo em terra. Está claro. A alternativa é a utilização da força aérea”. Talvez Kadafi tenha calculado mal a convicção de seus sócios do Oeste. Pensou que suas divisões profundas e suas debilidades morais e energéticas permitissem que ele sufocasse a revolta com um custo mínimo. O Ocidente também se equivocou com ele e com as reais capacidades da oposição. As demoras e o duplo erro resultaram em centenas e centenas de mortos, destruição e êxodo de centenas de milhares de pessoas para as fronteiras.

O movimento democrático líbio terminou condicionado à pior opção para triunfar: derrubar Kadafi com o respaldo de forças estrangeiras. Os movimentos de uns e outros condenaram a contrarrevolução líbia a uma assistência estrangeira. Kadafi não deixaria o poder sem matar e sem zombar da OTAN e da ONU. O Ocidente, por sua vez, não podia deixá-lo ganhar sem cair no ridículo. Kadafi foi um sócio perfeito, na paz e na guerra. Sua previsível derrota se forjou segundo suas condições. Matou seu povo sem concessões e provocou o Ocidente para que viessem buscá-lo. A história volta a se repetir com uma pontualidade sangrenta, como no Panamá, Iraque e Afeganistão: outra vez é preciso armar uma coalizão e lançar bombas para extirpar um mal que foi se arraigando com a cumplicidade e até a ajuda direta daqueles que hoje se mobilizam para derrotá-lo. Noriega foi um aliado das superpotências, do mesmo modo que Saddam Hussein no Iraque e os talibãs no Afeganistão. Tirá-los do poder custou milhares de vidas humanas inocentes. Kadafi e seus sócios tardios fizeram cair sobre o povo líbio o mesmo e repetitivo destino.

(*) Texto originalmente publicado para o Página 12 e reproduzido na Carta Maior .

Tradução: Katarina Peixoto
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1414