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segunda-feira, 21 de março de 2011

PAULISTA/PE: COMEÇA DUPLICAÇÃO DA ESTRADA DE MANEPÁ

18.03.2011
Do blog PAULISTA EM 1° LUGAR
Por Francisco Marques


Um trecho de 1,8 km da Estrada de Manepá, no Engenho Maranguape, em Paulista, está sendo duplicado. A Secretaria de Infraestrutura iniciou as obras de terraplenagem, aplicação de asfalto, construção de calçadas e de meio-fio. Com a ampliação das laterais da via a parte beneficiada terá quatro faixas de rolamento.

O trecho contemplado vai da PE-22 até a Rua Poeta João Neves, que se encontra em obras de calçamento. A outra parte da Manepá (1,2 km), que manterá a largura original, passa por serviços de recuperação das calçadas, reposição de tampas de galerias e revestimento asfáltico.

A ideia é que após a finalização das obras o fluxo de veículos no sentido Engenho Maranguape/Janga passe a funcionar do seguinte modo: os veículos seguirão pela Manepá e entrarão na Rua Poeta João Neves para atingir a Avenida Cláudio Gueiros Leite (PE-01). Por outro lado, o trajeto inverso não sofrerá alterações.
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Governo cria Secretaria de Aviação Civil com status de ministério

21/03/2011
Do UOL NOTÍCIAS
Daniella Jinkings
Da Agência Brasil
Em Brasília


O governo criou a Secretaria de Aviação Civil para tentar solucionar o problema do setor no país. A secretaria criada pela presidente Dilma Rousseff será vinculada diretamente à Presidência da República. Com isso, o setor de aviação civil deixará de ser responsabilidade do Ministério da Defesa. A secretaria foi criada por meio de uma medida provisória (MP) publicada na edição extra do Diário Oficial da União da última sexta-feira (18).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vão integrar a nova secretaria. Entre as atribuições do novo órgão estão a elaboração de estudos e projeções relativos aos assuntos de aviação civil e de infraestruturas aeroportuária e aeronáutica civil.

A secretaria também será responsável pela elaboração e aprovação dos planos de concessão para a iniciativa privada explorar os aeroportos. Ao Ministério da Defesa competirá o controle do espaço aéreo brasileiro.

De acordo com a MP, a Secretaria de Aviação Civil tem como estrutura básica o gabinete, a Secretaria-Executiva e até três secretarias. Serão criadas 129 cargos para as funções administrativas, além de 160 vagas temporárias e 100 efetivas para o cargo de controlador de voo.

Os ministérios da Defesa e do Planejamento têm até o dia 1º de junho para efetivar as transferências relacionadas ao novo órgão. Até esse período, o Ministério da Defesa prestará o apoio administrativo e jurídico necessário para garantir a continuidade das atividades da Secretaria de Aviação Civil.

A Presidência da República ainda não informou quem será o titular da secretaria que terá status de ministério.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/politica/2011/03/21/governo-cria-secretaria-de-aviacao-civil-com-status-de-ministerio.jhtm

Estimativa do Banco Mundial:Terramoto e maremoto no Japão podem custar até quatro por cento do PIB

21.03.2011
Do jornal português, O PÚBLICO
Por Paulo Miguel Madeira


O Banco Mundial estimou que os estragos causados pelo maior sismo de que há registo no Japão, e maremoto subsequente, se situem entre 2,5 e quatro por cento do PIB do país.
(Aly Song/ Reuters)

Este intervalo situa o valor dos estragos entre 122 mil milhões e 235 mil milhões de dólares, ou 86,5 mil milhões a 166,7 mil milhões de euros, ao câmbio actual, de acordo com a informação disponível até dia 17.

Num relatório hoje divulgado sobre a Economia do Extremo Oriente e Pacífico, o Banco Mundial inseriu um capítulo específico sobre as implicações naquela região do terramoto de dia 11, que atingiu uma intensidade de 9,0 na escala de Richter.

A conclusão é que o crescimento do produto interno bruto no Japão será “afectado negativamente até meados de 2011”, mas “deverá voltar a aumentar nos trimestres seguintes”, com a aceleração dos esforços de reconstrução, “que poderão durar cinco anos”.

Este abrandamento temporário do ritmo da economia deverá ter um “impacto modesto de curto prazo” na região.

O terramoto de Kobe, em 1995 custou então cerca de dois por cento do PIB do país, cerca de cem mil milhões de dólares. O Banco Mundial lembra que, então, o comércio japonês abrandou “apenas http://economia.publico.pt/noticia/terramoto-e-maremoto-no-japao-podem-custar-ate-quatro-por-cento-do-pib_1485908durante alguns trimestres antes de recuperar”.

Os custos da reconstrução para o sector segurador privado estão estimados entre 13 mil milhões e 33 mil milhões de dólares (9,22 e 23,4 mil milhões de euros), enquanto no terramoto de Kobe, em 1995, teve custos de 783 milhões de dólares.
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Fonte:http://economia.publico.pt/noticia/terramoto-e-maremoto-no-japao-podem-custar-ate-quatro-por-cento-do-pib_1485908

Carvalho da Silva: PEC IV é declaração de guerra aos trabalhadores

19.03.2011
Do jornal português, O PÚBLICO
Por CARLOS PESSOA

Dezenas de milhares de manifestantes desfilaram hoje em Lisboa e encheram a praça dos Restauradores para ouvir o secretário geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva. Foi uma resposta maciça ao protesto convocado por aquela central sindical contra o desemprego, a precariedade e por aumentos salariais e das pensões.

O novo plano de austeridade anunciado esta semana pelo Governo “é uma declaração de guerra aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos jovens e a toda a sociedade”, acusou ontem Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

Perante os muitos milhares de pessoas que vieram até Lisboa participar no “dia de indignação e de protesto dos reformados”, o dirigente daquela central sindical prometeu não baixar os braços: “Se as medidas agora anunciadas fossem executadas, provocariam maiores desigualdades sociais e recessão. Comprometemo-nos a reforçar a luta através da unidade de acção de todos os trabalhadores.”

Carvalho da Silva foi o último orador da tarde.

Quando começou a falar, ainda a faixa central da Avenida da Liberdade era um mar de gente, que só com muita dificuldade conseguia chegar até ao palco montado no centro da Praça dos Restauradores. A mobilização popular foi efectiva e levou o secretário-geral da CGTP a considerar esta manifestação a mais importante forma de luta desde a greve geral de Novembro do ano passado. “A greve geral colocou as questões do emprego e os problemas concretos das pessoas no centro da mobilização dos trabalhadores”, disse Carvalho da Silva, expressando depois a sua convicção de que “é possível e indispensável sair desta crise através de uma efectiva solidariedade, da afirmação do modelo social e da limitação dos poderes dos mercados”.

Uma nova jornada de luta, centrada nos problemas dos jovens, está marcada para o próximo dia 1 de Abril.

Críticas ao PS e PSD

O dirigente sindical acusou o Governo de abrir uma crise política complexa e alertou para a necessidade de “estarmos atentos” à evolução dos acontecimentos. Acusou Sócrates de ter “posto o país de joelhos perante as autoridades comunitárias e a senhora Merkl” – nomes a que os manifestantes reagiram com uma grande vaia –, mas denunciou também um “PSD ansioso por chegar ao poder”: “As políticas [do PS e do PSD] são exactamente as mesmas e só visam aprofundar políticas sociais desastrosas, com mais privatizações no ensino e na saúde e mais exploração do trabalho.”

A parte final da intervenção de Carvalho da Silva centrou-se na resposta que deve ser dada por parte dos trabalhadores portugueses. “A nossa preocupação é o emprego, a precariedade, a situação dos pensionistas e reformados, dos jovens”, disse. “A presente situação do mercado de trabalho é insustentável. Nós lutamos pelo reforço do Estado social e não pela sua destruição. E não precisamos do congelamento das pensões, mas de uma política de distribuição mais justa da riqueza.”
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Fonte:http://economia.publico.pt/Noticia/carvalho-da-silva-pec-iv-e-declaracao-de-guerra-aos-trabalhadores_1485718

Estimativa do Banco Mundial:Terramoto e maremoto no Japão podem custar até quatro por cento do PIB

21.03.2011 - 09:55 Por Paulo Miguel Madeira
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O Banco Mundial estimou que os estragos causados pelo maior sismo de que há registo no Japão, e maremoto subsequente, se situem entre 2,5 e quatro por cento do PIB do país.

(Aly Song/ Reuters)

Este intervalo situa o valor dos estragos entre 122 mil milhões e 235 mil milhões de dólares, ou 86,5 mil milhões a 166,7 mil milhões de euros, ao câmbio actual, de acordo com a informação disponível até dia 17.

Num relatório hoje divulgado sobre a Economia do Extremo Oriente e Pacífico, o Banco Mundial inseriu um capítulo específico sobre as implicações naquela região do terramoto de dia 11, que atingiu uma intensidade de 9,0 na escala de Richter.

A conclusão é que o crescimento do produto interno bruto no Japão será “afectado negativamente até meados de 2011”, mas “deverá voltar a aumentar nos trimestres seguintes”, com a aceleração dos esforços de reconstrução, “que poderão durar cinco anos”.

Este abrandamento temporário do ritmo da economia deverá ter um “impacto modesto de curto prazo” na região.

O terramoto de Kobe, em 1995 custou então cerca de dois por cento do PIB do país, cerca de cem mil milhões de dólares. O Banco Mundial lembra que, então, o comércio japonês abrandou “apenas durante alguns trimestres antes de recuperar”.

Os custos da reconstrução para o sector segurador privado estão estimados entre 13 mil milhões e 33 mil milhões de dólares (9,22 e 23,4 mil milhões de euros), enquanto no terramoto de Kobe, em 1995, teve custos de 783 milhões de dólares.
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Fonte:http://economia.publico.pt/noticia/terramoto-e-maremoto-no-japao-podem-custar-ate-quatro-por-cento-do-pib_1485908

Carvalho da Silva: PEC IV é declaração de guerra aos trabalhadores

19.03.2011
Do jornal português, O PÚBLICO
Por CARLOS PESSOA

Dezenas de milhares de manifestantes desfilaram hoje em Lisboa e encheram a praça dos Restauradores para ouvir o secretário geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva. Foi uma resposta maciça ao protesto convocado por aquela central sindical contra o desemprego, a precariedade e por aumentos salariais e das pensões.

O novo plano de austeridade anunciado esta semana pelo Governo “é uma declaração de guerra aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos jovens e a toda a sociedade”, acusou ontem Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

Perante os muitos milhares de pessoas que vieram até Lisboa participar no “dia de indignação e de protesto dos reformados”, o dirigente daquela central sindical prometeu não baixar os braços: “Se as medidas agora anunciadas fossem executadas, provocariam maiores desigualdades sociais e recessão. Comprometemo-nos a reforçar a luta através da unidade de acção de todos os trabalhadores.”

Carvalho da Silva foi o último orador da tarde.

Quando começou a falar, ainda a faixa central da Avenida da Liberdade era um mar de gente, que só com muita dificuldade conseguia chegar até ao palco montado no centro da Praça dos Restauradores. A mobilização popular foi efectiva e levou o secretário-geral da CGTP a considerar esta manifestação a mais importante forma de luta desde a greve geral de Novembro do ano passado. “A greve geral colocou as questões do emprego e os problemas concretos das pessoas no centro da mobilização dos trabalhadores”, disse Carvalho da Silva, expressando depois a sua convicção de que “é possível e indispensável sair desta crise através de uma efectiva solidariedade, da afirmação do modelo social e da limitação dos poderes dos mercados”.

Uma nova jornada de luta, centrada nos problemas dos jovens, está marcada para o próximo dia 1 de Abril.

Críticas ao PS e PSD

O dirigente sindical acusou o Governo de abrir uma crise política complexa e alertou para a necessidade de “estarmos atentos” à evolução dos acontecimentos. Acusou Sócrates de ter “posto o país de joelhos perante as autoridades comunitárias e a senhora Merkl” – nomes a que os manifestantes reagiram com uma grande vaia –, mas denunciou também um “PSD ansioso por chegar ao poder”: “As políticas [do PS e do PSD] são exactamente as mesmas e só visam aprofundar políticas sociais desastrosas, com mais privatizações no ensino e na saúde e mais exploração do trabalho.”

A parte final da intervenção de Carvalho da Silva centrou-se na resposta que deve ser dada por parte dos trabalhadores portugueses. “A nossa preocupação é o emprego, a precariedade, a situação dos pensionistas e reformados, dos jovens”, disse. “A presente situação do mercado de trabalho é insustentável. Nós lutamos pelo reforço do Estado social e não pela sua destruição. E não precisamos do congelamento das pensões, mas de uma política de distribuição mais justa da riqueza.”
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Fonte:http://economia.publico.pt/Noticia/carvalho-da-silva-pec-iv-e-declaracao-de-guerra-aos-trabalhadores_1485718

Kadafi e as potências ocidentais

20.03.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Frei Betto, publicado no sítio da Adital:

As potências ocidentais, lideradas pelos EUA, botam a boca no trombone em defesa dos direitos humanos na Líbia. E as ocupações genocidas do Iraque e do Afeganistão? Quem dobra os sinos por um milhão de mortos no Iraque? Quem conduz à Corte Internacional de Justiça da ONU os assassinos confessos no Afeganistão, os responsáveis por crimes de lesa-humanidade? Por que o Conselho de Segurança da ONU não diz uma palavra contra os massacres praticados contra os povos iraquiano, afegão e palestino?

O interesse dos EUA e da União Europeia não é a defesa dos direitos humanos na Líbia. É assegurar o controle de um território que produz 1,7 milhão de barris de petróleo por dia, dos quais depende a energia de países como Itália, Portugal, Áustria e Irlanda.

O caso do Iraque é exemplar: os EUA inventaram as jamais encontradas "armas de destruição em massa” de Saddam Hussein para exercer o controle sobre um país que é o segundo maior produtor mundial de petróleo – 2,11 milhões de barris por dia, só superado pela Arábia Saudita. E possui uma reserva calculada em 115 bilhões de barris. Soma-se a essa riqueza o fato de ocupar uma posição geográfica estratégica, já que faz fronteiras com Arábia Saudita, Irã, Jordânia, Kwait, Síria e Turquia.

No próximo dia 20 de março completam-se oito anos que os EUA e parceiros invadiram o Iraque sob o pretexto de "estabelecer a democracia”. O governo de Maliki está longe do que possa ser considerado uma democracia. Em fevereiro último, milhares de iraquianos foram às ruas para reivindicar trabalho, pão, eletricidade e água potável. O exército os reprimiu brutalmente, com mortes, detenções arbitrárias e sequestro de ativistas. Nenhuma potência mundial clamou em favor do direitos humanos nem sugeriu que Maliki responda perante tribunais internacionais.

A ONU é, hoje, lamentavelmente, uma instituição desacreditada. Os EUA a utilizam para aprovar resoluções que justifiquem seu papel de polícia global a serviço de um sistema injusto e excludente. Quando a ONU aprova resoluções que contrariam a Casa Branca – como a condenação do bloqueio a Cuba e da opressão dos palestinos – ela simplesmente faz ouvidos moucos.

Kadafi está no poder desde 1969. São 42 anos de ditadura. Por que os EUA e a União Europeia jamais falaram em derrubá-lo? Porque, apesar de seus atentados terroristas, era conveniente manter ali um déspota que atraía investimentos estrangeiros e impedia que chegassem à Europa os imigrantes ilegais da África subsaariana, ou seja, todos os países ao sul do deserto de Saara.

Agora que o povo líbio clama por liberdade, os EUA ocupam posições estratégicas no Mediterrâneo. Barcos anfíbios, aviões e helicópteros são transportados pelos navios de guerra US Ponce e US Kearsarge. A União Europeia, por sua vez, não está preocupada com a democracia na Líbia, e sim em evitar que milhares de refugiados desembarquem em seus países combalidos pela crise financeira.

Temem ainda que a onda libertária que assola os países árabes produtores de petróleo elevem o preço do produto, onerando ainda mais as potências ocidentais, que lutam com dificuldade para vencer a crise do sistema capitalista.

Fala-se em estabelecer uma "zona de exclusão aérea” na Líbia. Isso significa bombardear os aeroportos do país e todas as aeronaves ali estacionadas. E exige o envio de porta-aviões às costas africanas. Em suma: uma nova frente de guerra.

O fato é que a Casa Branca foi surpreendida pelo movimento libertário no mundo árabe e, agora, não sabe como proceder. Era mais cômodo prosseguir cúmplice dos regimes autoritários em troca de fontes de energia, como gás e petróleo. Mas como opor-se ao clamor por democracia e evitar o risco de o governo de tais países cair em mãos de fundamentalistas?

Kadafi chegou ao poder com amplo apoio popular ao derrubar o regime tirânico do rei Idris, em 1969. Mordido pela mosca azul, com o tempo esqueceu todas a promessas libertárias que fizera. Em 1974, valendo-se da recessão mundial, expulsou as empresas ocidentais, expropriou propriedades estrangeiras, e promoveu uma série de reformas progressistas que fizeram melhorar a qualidade de vida dos líbios.

Finda a União Soviética, a partir de 1993 Kadafi deu boas-vindas aos investimentos estrangeiros. Após a queda de Saddam, temendo ser a bola da vez, assinou acordos para erradicar armas de destruição em massa e indenizou vítimas de seus atentados terroristas. Tornou-se feroz caçador de Osama Bin Laden. Pediu ingresso no FMI, criou zonas especiais de livre comércio, abriu o país às transnacionais do petróleo e eliminou os subsídios aos produtos alimentícios de primeira necessidade. Iniciou o processo de privatização da economia, o que fez o desemprego aumentar cerca de 30% e agravar a desigualdade social.

Kadafi mereceu elogios de Tony Blair, Berlusconi, Sarkozy e Zapatero. Como ao Ocidente, desagradou-lhe a derrubada dos governos tirânicos da Tunísia e do Egito. Agora, atira contra um povo desarmado que aspira vê-lo fora do poder.

Para as potências ocidentais, Kadafi tornou-se uma carta fora do baralho. O problema, agora, é como derrubá-lo de fato sem abrir uma nova frente de guerra e tornar a Líbia um "protetorado” sob controle da Casa Branca. Se Kadafi resistir, Bin Laden pode ganhar mais um aliado ou, no mínimo, um concorrente em matéria de ameaças terroristas.

O discurso do Ocidente é a democracia. O interesse, o petróleo. E para o capitalismo, só isto interessa: privatizar as fontes de riqueza. Enquanto a lógica do capital predominar sobre a da liberdade, o Ocidente jamais conhecerá verdadeiras democracias, aquelas nas quais a maioria do povo decide os destinos da nação.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/kadafi-e-as-potencias-ocidentais.html

Bomba ! Bomba ! Bessinha viu o DEMO de perto !

17.03.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
De PAULO HENRIQUE AMORIM

Bessinha infiltrou-se e acompanhou a convenção dos DEMOS, o partido que Aécio e Cerra cultivam (na moita).

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/17/bomba-bomba-bessinha-viu-o-demo-de-perto/

Bessinha sentiu: grão-tucano fede

21.03.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Extraído do Amigos do Presidente Lula:

Tucano Barros Munhoz é acusado de pagar pizzas com dinheiro da educação

Deputado tucano deu jantar para 285 convidados com dinheiro público

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), é acusado numa ação judicial de usar verba destinada à educação para pagar um jantar de confraternização para 285 pessoas em uma pizzaria.

O evento ocorreu em outubro de 2004. À época, o deputado era prefeito do município de Itapira (SP).

O Ministério Público denunciou o tucano por ter assinado um cheque no valor de R$ 2.850 nominal à Choperia e Pizzaria Don Rossi. A verba pagou “285 refeições tipo rodízio”, segundo a nota fiscal emitida pela pizzaria.

Barros Munhoz afirma que o restaurante foi contratado para uma comemoração do Dia do Professor, em procedimento administrativo legal.

Em outra denúncia, o deputado é acusado de participar do desvio de R$ 3,1 milhões da prefeitura em 2003, conforme revelou a Folha.

A ação corre em segredo de Justiça para proteger os sigilos bancários dos envolvidos. Barros Munhoz, que teria se beneficiado de R$ 933 mil, nega ter participado do suposto esquema de desvios.

EDUCAÇÃO

O sistema de acompanhamento dos gastos municipais indicou que o dinheiro pago à pizzaria saiu da conta do antigo Fundef, hoje chamado de Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

As contas do Fundeb devem ser destinadas exclusivamente a gastos com educação. Cerca de 60% do dinheiro do fundo é utilizado para o pagamento do salário de professores da rede pública.

No Estado de São Paulo, o Fundeb é composto por recursos do governo e dos municípios. As verbas para cada cidade são distribuídas de acordo com o número de matrículas. O sistema já funcionava assim em 2004.


O cheque assinado por Munhoz, a nota fiscal da pizzaria e um extrato de origem e destino do cheque foram encaminhados em 2007 à Promotoria pelo governo municipal. Desde 2005, a Prefeitura de Itapira é comandada por um grupo de oposição a Munhoz.Na Folha dos tucanos

Clique aqui para ler: “Corrupção no coração dos tucanos de SP”.

Aqui para ler: “Ação indica que Munhoz teria beneficiado empreiteira”.

E aqui para ler: “Licitação suspeita em Itapira foi vencida por dona de casa”.

E também aqui para ler: “Barros Munhoz transferiu bens para proteger patrimônio”

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/21/bessinha-sentiu-grao-tucano-fede/

A guerra e o Brasil: O Cristo é dos gringos: “psh, psh, psh!” Chefe dos cruzados vai ao Redento

21.03.2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Rodrigo Vianna

Era meia-noite de sábado pra domingo quando um gringo ligou no meu celular e - com um sotaque carregado mas de forma muito polida – avisou: “senhor Rodrigo, aqui é o Eric, do consulado [não disse qual consulado, acho que pra ele só existe um "Consulado"], o presidente [qual presidente, de que país? ele também não disse] não vai mais ao Cristo Redentor domingo pela manhã; programação mudou, ele vai à noite.”

Logo entendi: Obama, que chegava de Brasilia, precisava de um tempo domingo de manhã pra tratar de assuntos de governo, para articular a guerra com a Líbia. Ok. Ganhei algumas hporinhas de sono domingo cedo, mas trabalhei o dia todo na cobertura dos outros eventos, e à noite ainda tinha a visita ao Cristo.

Vocês pensam que subimos até o Cristo por nossos próprios meios? Não. As instruções eram claras: pouco antes das seis da tarde de ontem, devíamos nos apresentar na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde nos aguardavam funcionários do governo dos Estados Unidos. O grupo de jornalistas entrou num microônibus alugado pel Consulado dos EUA, e subiu serpenteando pela Floresta da Tijuca. Chegamos a Cristo às 19h, e já não havia vestígio de Brasil por lá. O maior símbolo brasileiro tinha sido entregue aos cuidados da segurança dos Estados Unidos.

Mas nem tudo é política. Nenhum dos jornalistas brasileiros ali presentes nunca havia subido ao Cristo durante a noite. Lado a lado com os colegas vindos dos EUA, ficamos embasbacados com a vista noturna. Do alto, vê-se tudo iluminado, de maneire feérica: a Lagoa, os navios fundeados na baía, a ponte Rio-Niterói, e os maciços montanhosos que desenham uma das paisagens urbanas mais lindas do Planeta (do que já conheci, só a Cidade do Cabo rivaliza com a beleza do Rio). E isso não é (só) um clichê. É a realidade, confirmada ontem mais uma vez.

Tiramos fotos, e como qualquer turista ficamos ali do alto tentando advinhar onde estavam ruas, bairros, casas. Posicionamos câmeras onde a segurança da Casa Branca determinou. E aí, mais uma surpresa: “agora vocês deixem aí os equipamentos e descçam, porque tudo será revistado”. Ou seja: eles revistaram câmeras, bolsas, tudo… Sem a nossa presença. E sem a presença de nenhum brasileiro.

Quando voltamos para nossos “postos”, sempre sob comando de um baixinho norte-americano, ainda havia um cão farejador (de nacionalidade estadunidense, porque cães brasileiros são suspeitos) por ali. Aliás, fez um xixi desavisadamente justo no trajeto por onde a família Obama passaria. Mas era xixi de cachorro gringo. Permitido. Jogaram uma aguinha em cima, e não se falou mais nisso.

Às 21 horas veio o aviso: Obama está chegando.

Ajeita tripé, ajusta a câmera e, lá vem ele, simpático, com a família toda. Todos agasalhados – porque havia um ventinho àquela hora da noite.

O cinegrafista fazia as imagens, e eu comecei a fazer a narração, a “passagem” (aquela hora em que o repórter dá seu testemunho, contando o que vê). Um gringo que nem sei quem era começou a dizer “psh, psh”. Não era jornalista, mas funcionário da Casa Branca. “Please, let´s enjoy this moment”. Deu a entender que eu precisava calar a boca para que o presidente pudesse desfrutar da vista, e do momento de espiritualidade. “Tenho que fazer meu trabalho”, respondi. E tasquei a segunda vez. Consegui, mas o cara continuava “psh, psh”.

Não cheguei a tirar os sapatos pra eles. Mas confesso que ver o Cristo dominado daquela forma pela segurança dos EUA, e ainda levar um “psh, psh” de um moleque da Casa Branca me deixou bastante irritado. Ainda mais que, na hora de fazer as imagens, os jornalistas brasileiros cumpriram tudo que estava combinado (não avançar além de determinado ponto etc), enquanto a turma dos EUA invadiu, entrou na nossa frente – assim como os seguranças.

Claro que isso tudo é detalhe. O que importa nos jornais e telejornais é a imagem de Obama aos pés do Cristo. Imagem que tem um enorme peso simbólico no momento em que os EUA comandam mais um ataque a país de maioria muçulmana: “o líder do mundo cristão ocidental vai buscar energia espiritual aos pés do redentor, antes de comandar mais uma cruzada contra o mundo muçulmano.”

É um símbolo. Muito mais importante, eu diria, do que o moleque da Casa Branca cantando de galo na casa dos outros e dizendo “psh, psh” pra um jornalista brasileiro…

Depois de tanta irritação, só havia um jeito de terminar bem o dia: chopp e sanduíche de pernil, no bom e velho Cervantes. Saí do hotel no Leme, desviei de algumas moças mais afoitas na Prado Junior, e debrucei-me sobre a refeição altamente calórica, já no início da madrugada: “Aha-uhu, o Cervantes é nosso.”

Leia outros textos de Palavra Minha

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Para o PIG, protestos do "caos-aéreo" só valia contra Lula. Não vale contra Obama.

21.03.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Parentes das vítimas do acidente do avião da Gol, atingido por um jatinho Legacy, pilotado de forma negligente, por dois pilotos estadunidenses, protestaram junto ao presidente dos EUA, Barack Obama, em frente o hotel onde ficou hospedado no Rio de Janeiro.

Poucos órgãos da imprensa demo-tucana brasileira noticiaram, e os que fizeram foi de forma tão discreta a passar desapercebido.

Contrasta com o sensacionalismo do "caos-aéreo", da tentativa de incitar e usar a imagem das famílias das vítimas, como massa de manobra eleitoral, contra o governo Lula, durante meses após o acidente.

Cadê a Globo, a Veja, a Folha e o Estadão, para defender estes brasileiros em seus pleitos legítimos de conseguirem justiça para pilotos e indenização exemplar da empresa estadunidense?

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) é a vergonha nacional. Tão servil ao presidente e corporações de uma nação estrangeira, e tão golpista contra os brasileiros, inclusive as próprias vítimas.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/para-o-pig-protestos-do-caos-aereo-so.html

REPÓRTER-TODDYNHO ENTALA COM CANUDINHO

21.03.2011
Do blog CLOACA NEWS

Não é de hoje que a organização mafiomidiática Folha de S. Paulomantém em Brasília um setorista-mirim plantado na saída do Palácio do Planalto. Sua missão: produzir futricadas diárias contra o governo federal, desde que este seja do PT.
O gargajola, em passado recente, notabilizou-se por uma reporcagem que atribuía à recem-eleita presidenta Dilma Rousseff a contratação de uma “cabeleireira” para o governo de transição que se instalara. Naquela ocasião, fizemos barba, cabelo e bigode com a jactanciosa mentira engendrada pelo párvulo. Foi da lavra do mesmo empertigado frangainho, registre-se, a cobertura da entrevista coletiva concedida pelo então presidente Lula a um grupo de blogueiros, em novembro último. O titular deste Cloaca News, que integrava a comitiva, foi abordado na marquise do Planalto pelo guri, encontro que produziu o substancioso diálogo que você poderá recuperar aqui.
Eis que a grande promessa da Imprensa planetária para o século XXI nos brinda neste 11/3 com a ribombante informação estampada no Portal da Ditabranda: o governo federal – que escândalo! – vai gastar cerca de 43 mil reais em canudos de papelão. “O Planalto decidiu enviar 12.000 fotos da presidente "para todo o Brasil" que irão substituir as fotos do ex-presidente Lula em repartições públicas”, explicou o estrênuo caçador de notícias. Repare que “para todo o Brasil” está entre aspas, uma provável senha para sinalizar que ele sabe mais que o que está relatando. Talvez os petistas planejem enviar a foto oficial de Dilma também para as nossas representações diplomáticas no exterior – falcatrua na certa!
Sete parágrafos e exatos 1019 caracteres depois, ficamos sabendo que “não existe qualquer legislação que determine que um quadro com a foto da presidente deva ser pendurado nas salas de funcionários públicos”.
Tadinho do repórter, que não conseguiu encontrar na internet copioso artigo publicado em 30/6/1999, pela – perdão! – revista Veja, sobre o “novo” retrato oficial de – perdão de novo! – Fernando Henrique Cardoso. Vai ver, na época ele ainda estava na fase do Nestogeno Plus.
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Wladimir Pomar: Mr. Obama não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho

21.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Wladimir Pomar

Rio de janeiro,21/03/2001
SOBRE A VISITA DE MR. OBAMA


Mr. Obama aterrisou no Brasil cheio de simpatia. Afinal, boa parte da população brasileira ainda não está informada de que o eleitorado americano foi vítima de um embuste, e a grande imprensa fez tudo a seu alcance para promover a simpatia do casal e o charme de Mrs. Michele.

A grande mídia não mediu esforços para encobrir a grave crise econômica e social que assola aquele grande país, omitir a manutenção da mesma política externa que levou os Estados Unidos ao atoleiro do Afeganistão e do Iraque, e encobrir o apoio do governo norte-americano aos governos ditatoriais da África do Norte e da Arábia.

Em resumo, fez de tudo para dourar a pílula do que deseja realmente Mr. Obama em sua viagem ao Brasil. E tem sido incapaz de mostrar sua afronta ao Brasil, tipo Bush filho, ao ordenar o bombardeamento da Líbia em seu primeiro dia de visita ao governo brasileiro.

Apesar de falar em paz e cooperação, Mr. Obama demonstrou que pratica guerra e imposição. Embora tenha dito ter apreço pela pretensão brasileira de participar do Conselho de Segurança da ONU, não avançou um til sequer na promessa vaga de continuar trabalhando com todos pela reforma daquele órgão multilateral. E não deu qualquer sinal de que afrouxará as barreiras à entrada dos produtos brasileiros no mercado estadonidense.

Em outras palavras, Mr. Obama esbanjou simpatia, tanto a própria quanto a fabricada, mas não se mostrou disposto a pagar nem um cafezinho. Isso não acontece por acaso. Já antes da catástrofe que assola o Japão, os Estados Unidos enfrentavam uma crescente dificuldade para colocar seus bônus do Tesouro, indispensáveis para financiar seus diferentes déficits e para salvar seus bancos da bancarrota.

O Japão interrompera a aquisição daqueles títulos, a China procurava outras formas de aplicar seus excedentes financeiros, os países árabes produtores de petróleo se resguardavam diante dos levantes populares, e até a Grã-Bretanha, fiel aliada dos EUA, se via obrigada a direcionar seus recursos financeiros para pagar a dívida pública. Diante desses movimentos, o FED já se via constrangido a comprar mais de 70% das emissões dos bônus de seu próprio Tesouro.

A tríplice catástrofe que se abateu sobre o povo japonês pressionará o governo do Japão a despejar seus recursos financeiros na reconstrução das regiões destruídas, na adoção de medidas radicais para substituir alimentos e outros bens contaminados pelas radiações nucleares, e na reativação da economia japonesa. Nessas condições, o Japão pode se transformar de grande comprador de bônus do Tesouro americano em vendedor desses bônus no mercado internacional. Combinada aos demais fatores que já afetavam o mercado desses títulos, a situação japonesa pode representar um golpe destruidor sobre o principal mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para financiar a continuidade de sua economia.

Nessas condições, será muito difícil ao governo de Mr. Obama tratar adequadamente seus débitos internos e internacionais, manter suas taxas de juros no atual patamar próximo de zero, utilizar eficientemente a desvalorização do dólar como fator de elevação da competitividade de seus produtos e de reativação de sua economia, e resolver a favor dos Democratas a disputa fratricida que estão mantendo com os radicais Republicanos. Na verdade, o We Can de Mr. Obama está se tornando, cada vez mais, em We Cannot. Afinal, não é preciso ser um analista arguto para notar que nenhum de seus compromissos eleitorais foi cumprido.

Para agravar o quadro geral da crise norte-americana, a decisão do governo Obama de estimular seus aliados sauditas e de outros países árabes a intervir no Bahrein e reprimir as manifestações populares dos povos árabes por melhores condições de vida, reformas democráticas e soberania nacional, já representavam medidas perigosas que podiam tornar ainda mais caótica a situação das regiões do Norte da África e da Península Arábica, tanto do ponto de vista político, quanto social e econômica. O que, inevitavelmente, rebaterá desfavoravelmente sobre a crise norte-americana.

A decisão, em conjunto com a França, Inglaterra e Itália, de intervir nos negócios internos da Líbia, com pretextos idênticos aos utilizados no Afeganistão e no Iraque, pode agravar ainda mais, exponencialmente, todos os fatores de instabilidade e caos presentes no cenário mundial e no cenário interno americano, a começar pelo potencial fator de elevação do preço do petróleo, a principal fonte energética da economia dos Estados Unidos.

Mas podemos agregar a tudo isso outros fatores de crise. Os preços das demais commodities minerais e agrícolas devem continuar se elevando. O Japão terá grandes dificuldades para continuar abastecendo o mercado mundial de componentes eletrônicos vitais para o funcionando da economia global altamente informatizada. Haverá uma parada obrigatória, mesmo momentânea, para a revisão dos projetos de energia nuclear, agravando os problemas produtivos em países, como a França, que possuem fortes cadeias industriais voltadas para esse setor.

Talvez por isso, com a França tendo uma forte indústria bélica, o governo Sarkozi tenha se mostrado tão belicista em relação à Líbia. Supõe, como os antigos imperialistas, que a guerra pode ser um instrumento de reativação econômica. Nem se deu conta de que os custos astronômicos dos atuais equipamentos bélicos vão agravar ainda mais a crise financeira da zona do euro. E que os custos de reconstrução das áreas destruídas pesarão consideravelmente, seja sobre os orçamentos já em crise, seja sobre a posição política desses falcões.

Por tudo isso, talvez possamos afirmar que os Estados Unidos, assim como seus aliados europeus, não estão em condições de transformar simpatia em projetos positivos. Para comprovar isso, basta examinar a posição dos Estados Unidos diante da tríplice tragédia japonesa. Eles estão sem qualquer condição de contribuir com qualquer ajuda financeira ou com a abertura de seus mercados. Depois, vão reclamar da China que, segundo muitos analistas, é a única que se acha em condições de oferecer uma ajuda financeira real ao Japão e abrir seu mercado para a recuperação das empresas e da economia japonesa.

O mesmo em relação ao Brasil. Mr. Obama quer maior abertura para os produtos norte-americanos, sem reduzir em nada os entraves à entrada da carne, etanol, sucos, algodão e outros produtos brasileiros no mercado norte-americano. Também não quer equilibrar a balança comercial entre os dois países. Mas Mr. Obama ofereceu financiamentos de um bilhão de dólares, como se estivesse ofertando a maior fortuna do mundo.

A presidenta Dilma poderia ter dito a ele que o Brasil está financiando os Estados Unidos em cerca de 8 bilhões de dólares anuais, que é o saldo dos EUA no comércio com o Brasil. Também poderia ter dito que os chineses, apenas para a exploração do pré-sal, financiaram 10 bilhões de dólares. Talvez não o tenha feito, por educação. E também porque, afinal, mesmo não pagando nem o cafezinho, a simpatia do casal Obama é inegável.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/wladimir-pomar-mr-obama-nao-se-mostrou-disposto-a-pagar-nem-um-cafezinho.html

Sobre Lula recusar encontro com Obama

19.03.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

É comum e compreensível que em momentos simbólicos na política as pessoas tentem adivinhar o que provocou este ou aquele comportamento para além do que os fatos autorizam supor. E isso acontece quer se queira, quer não. Por exemplo: a visita de um chefe de Estado simboliza apoio e deferência ao anfitrião. Ninguém visita quem desaprova.

Por outro lado, a ausência de um ícone político como Lula em um encontro entre chefes de Estado, como acontece quando o ex-presidente abre mão de se encontrar com Obama no âmbito da agenda diplomática para a visita do presidente norte-americano, pode de ter mil significados.

A política, no entanto, é feita de simbolismos. A presença ou a ausência de políticos em eventos está entre os mais evidentes. A ausência de Lula no almoço com Obama, para o qual foi convidado pelo cerimonial juntamente a outros ex-presidentes, certamente será vista como “desfeita”.

A menos que houvesse explicação oficial mais convincente do que ir a festa de aniversário de um familiar. Como não houve outra explicação, a que foi dada soa como desculpa. É meramente lógico, portanto, extraírem desaprovação da hipótese, ainda por se confirmar, de Lula vir a ser o único ex-presidente a não se encontrar com Obama durante a sua visita ao país.

A hipótese de o ex-presidente não querer ofuscar Dilma, não cola. Apesar de ser mais popular do que os outros ex-presidentes, seria grosseria de Lula se diferenciar dos colegas achando que sua presença, diferentemente das dos outros, seria a única a ofuscar a anfitriã oficial. Por mais que essa seja a verdade.

Mesmo que exista alguma razão insuspeita, que não a de Lula desaprovar Obama ou a maior aproximação comercial do Brasil com os Estados Unidos, se a razão que não se imagina não for explicada, o simbolismo da ausência ilustre permitirá ao cidadão comum inferir desaprovação do gesto do ex-presidente.

A possibilidade de desaprovação de Lula é muito séria e sobre ela não pode pairar dúvida. Se existisse, denotaria um abalo nas relações com a sucessora – que parece pouco provável, no âmbito das conjecturas. Ou que deveria ser pouco provável…

Urge, pois, que seja oferecida ao público uma explicação convincente para Lula ter sido o único ex-presidente do período pós-redemocratização a não se reunir com o presidente dos Estados Unidos. Isso se realmente for o único, se todos outros comparecerem mesmo.

Este não é um juízo de valor, é uma constatação. Não importa o que pensa o blogueiro. Importa o que a ausência de Lula parecerá. Parece-me pouco provável que ele não saiba disso ou que ao menos alguém em seu entorno não lhe tenha dito. A menos que não contassem com a mídia ressaltar tanto o fato.

Seja como for, repito que agora há um fato inescapável com o qual haverá que lidar: a ausência de Lula, devido à publicidade que tal ausência está recebendo da mídia, deixa a impressão de que há uma desaprovação do ex-presidente não só ao visitante ilustre – ou ao que ele representa –, mas à decisão de recebê-lo daquela que governa o país.

Só para que se tenha uma idéia, o porteiro do prédio, o frentista do posto e uma enfermeira relataram que acham que Lula não gosta de Obama e que estaria “puto” com Dilma por recebê-lo. Se não foi essa a mensagem que se quis passar, a versão terá que ser desmentida e a mídia terá que repercutir.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/sobre-lula-recusar-encontro-com-obama/

Não perca: Os incansáveis esforços para afundar o pré-sal

20.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

02.12.2009

C O N F I D E N T I A L RIO DE JANEIRO 000369

SIPDIS
STATE – PLEASE PASS NSC FOR RACHEL WALSH AND LUIS ROSELLO
STATE – PLEASE PASS DOE FOR RUSSELL ROTH
STATE – PLEASE PASS TO DOC FOR LORRIE FUSSELL
STATE – PLEASE PASS TO USTR FOR KATE KALUTKIEWICZ. WHA/EPSC EEB/ESC/IEC AMEMBASSY BRASILIA PASS TO AMCONSUL RECIFE

E.O. 12958: DECL: 2019/12/02
TAGS: EPET EIND EINV PREL PGOV BR CO

SUBJECT: CAN THE OIL INDUSTRY BEAT BACK THE PRE-SALT LAW?
REF: BRASILIA 1099; RIO DE JANEIRO 294; RIO DE JANEIRO 288 CLASSIFIED BY: Dennis W. Hearne, Principal Officer; REASON: 1.4(B), (D)

SUMMARY

¶1. (C) Embora companhias de petróleo grandes e independentes continuem a ver o marco regulatório para desenvolver as reservas de petróleo e gás do pré-sal na costa do Brasil como potencialmente prejudiciais ao futuro de suas operações de exploração e produção aqui (E&P), o grupo da indústria baseado no Rio de Janeiro que representa estas companhias tem sido até agora mal sucedido nos esforços para obter mudanças no projeto de lei que está na Câmara dos Deputados. A indústria continua a defender que o aspecto mais prejudicial do marco regulatório, quanto à viabilidade das futuras operações do pré-sal — e mesmo para os fabricantes locais — é a designação da Petrobras como operadora-chefe, parte da lei que trata dos PSAs [Production Share Agreement]. Fabricantes locais e fornecedores também serão afetados, mas o maior grupo fornecedor de petróleo reclama que a natureza política atrapalha sua voz sobre a matéria no Congresso. Com a indústria resignada com a passagem das quatro leis na Câmara dos Deputados (na maior parte no formato atual), sua estratégia para o futuro é arranjar novos parceiros e focar no Senado, com o objetivo de obter emendas-chave nas leis, assim como empurrar a votação para depois das eleições presidenciais e legislativas de outubro. Fim do resumo.

ELECTION YEAR MAKING FOR A “HARD BATTLE” FOR INDUSTRY

¶2. (C) Embora as companhias de petróleo grandes e independentes (IOCs) continuem a ver o marco regulatório para desenvolver as reservas de petróleo e gás do pré-sal na costa brasileira como potencialmente prejudiciais ao futuro de suas operações de exploração e produção aqui (E&P), o grupo baseado no Rio de Janeiro que representa estas companhias tem sido até agora mal sucedido nas tentativas de obter mudanças na lei que está na Câmara dos Deputados. Patricia Pradal, chefe de relações governamentais da Chevron, disse ao Econoff em 19 de novembro que desde que o presidente Lula anunciou o marco regulatório em 31 de agosto, a indústria tem lutado uma “dura batalha” para conseguir mudanças na legislação, mas a Câmara dos Deputados não levou as preocupações da indústria em consideração. (Nota: Pradal também chefia o comitê do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), o grupo que representa todas as companhias grandes e independentes que operam no Brasil, inclusive a Petrobras. Ela conversou com o Econoff nesta capacidade. Fim da nota). Pradal lamentou a falta de apoio dos partidos de oposição no Congresso, culpando as eleições presidenciais e legislativas do ano que vem e explicando, “o PSDB [principal partido de oposição] simplesmente não compareceu ao debate”. Ela expressou respeito relutante ao assessor de relações internacionais do presidente Lula, Marco Aurelio Garcia, e ao secretário de imprensa Franklin Martins, como os principais orquestradores da estratégia do governo, afirmando que “eles são os profissionais, e nós somos os amadores”.

PSDB’S SERRA REPORTEDLY OPPOSES FRAMEWORK, BUT NO SENSE OF URGENCY

¶3. (C) De acordo com a Pradal do IBP, o provável candidato do PSDB em 2010 José Serra se opõe ao marco regulatório, mas parece não ter senso de urgência quanto ao assunto. Ela atribuiu a ele declarações a representantes da indústria, “Deixa esses caras [do Partido dos Trabalhadores] fazer o que eles quiserem. Não haverá rodadas de leilão e então nós vamos demonstrar que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”. Sobre o que vai acontecer com as companhias de petróleo estrangeiras enquanto isso, Serra alegadamente afirmou, “Vocês vão e voltam”. Fontes no Congresso também disseram a autoridades da Embaixada que Serra sinalizou ao PSDB e outros partidos de oposição que eles deveriam emendar, mas não se opor à legislação final do pré-sal, e sugeriu a legisladores de oposição que evitassem oposição vocal à lei.

CURRENT STATUS OF THE FRAMEWORK

¶4. (U) Em 31 de agosto, o presidente Lula anunciou o marco regulatório e o enviou ao Congresso para aprovação. Em 18 de novembro, a Câmara dos Deputados aprovou a primeira das quatro leis (reftel A) que compõem o marco, por um votação de 250 a 67, para criar a Petrosal, uma nova entidade governamental que vai representar o governo brasileiro no ainda não aprovado regime de partilha. Mais informações serão reportadas septel. (Nota: A próxima lei que provavelmente vai à votação na Câmara dos Deputados será a criação de um fundo social, seguida pela lei de capitalização da Petrobras de 50 bilhões de dólares. Antecipamos que a lei instituindo os Acordos de Produção Partilhada (PSA) — tornando a Petrobras a operadora-chefe dos blocos do pré-sal — será a última a ser votada pela Câmara dos Deputados. Uma vez a lei passe na Câmara dos Deputados, precisa ser submetida ao Senado para aprovação. Se o Senado aprovar a lei, ela é final. Se o Senado emendar a lei, ela voltará à Câmara dos Deputados para discussão e nova votação. Post vai reportar em acontecimento legislativos septel. Fim da nota).

PETROSAL: ALL THE CONTROL, NONE OF THE LIABILITY?

¶5. (C) Embora não se oponha per se à existência da Petrosal, a indústria está preocupada que o grupo de nomeados políticos, que vão administrar os blocos do pré-sal em nome do governo brasileiro, também terão poder desproporcional sobre as operações de qualquer consórcio de produção partilhada no qual as companhias de petróleo entrarem. Sob a lei proposta, a Petrosal controla 50 por cento das vagas — com poder de veto — no comitê de operações do consórcio PSA. De acordo com a Pradal do IBP, isso dará à Petrosal poder significativo sobre decisões-chave das E&P, como em questões de orçamento, meio ambiente e segurança nos blocos do pré-sal. “Eles terão todo o controle, e nenhuma responsabilidade”, ela disse.

PETROBRAS AS CHIEF OPERATOR UNIVERSALLY CRITICIZED

¶6. (C) A indústria continua a argumentar que o aspecto mais prejudicial do marco regulatório à viabilidade comercial das futuras operações do pré-sal é a designação da Petrobras como operadora-chefe, parte da lei que trata dos PSAs. Enfatizando um argumento que ele apresentou ao Charge d’Affaires em 1 de Setemrbo (reftel B), o Lacerda da Exxon disse que ter a Petrobras tocando todos os blocos do pré-sal vai relegar as companhias de petróleo aos boards de financiamento. Robert Abib da Anadarko disse em 19 de novembro que o papel da Petrobras como operadora-chefe deixará de fora as companhias de petróleo menores e independentes se a paraestatal focar nos maiores campos do pré-sal, em vez de nos pequenos, onde as independentes normalmente se especializam e focam suas operações. O Lacerda da Exxon reclamou que a lei dos PSA fracassou em definir suficientemente os termos fiscais dos contratos e disse que sob o regime proposto, tais termos apenas ficarão claros na véspera de uma rodada de leilão, tornando praticamente impossível para uma empresa se preparar. Tanto a Pradal do IBP quanto o Lacerda disseram que o debate em andamento sobre a distribuição de royalties para estados produtores e não produtores, prefeituras e o governo federal, do qual também faz parte a lei dos PSA, está evitando qualquer discussão real sobre a transparência do marco regulatório e sua capacidade de atrair investimento.

¶7. (C) Se a designação da Petrobras como operadora-chefe continuar, a Pradal do IBP disse que seria impossível competir nas rodadas de leilão contra as Companhias Nacionais de Petróleo (NOC), como a Sinopec da China e a Gazprom da Rússia. De acordo com Pradal, as rodadas serão decididas por quem der mais lucro ao governo. “Os chineses podem oferecer mais que qualquer um”, ela explicou. “Eles podem empatar e ainda será atrativo para eles. Eles querem apenas o petróleo”. Pradal disse que a Chevron nem participaria em tais circunstâncias. (Nota: Antevendo maior envolvimento das NOC no Brasil, a Ecopetrol da Colômbia, 90% de propriedade estatal, abriu um escritório no Rio de Janeiro em 18 de novembro. Além disso, o CFO da Petrobras Barbassa disse em 23 de novembro que a paraestatal mandaria executivos senior para a China no início de 2010, em uma tentativa de atrair fornecedores de equipamento para o Brasil. Post vai reportar nas duas questões septel. Fim da Nota).

WHAT ABOUT THE LOCAL MANUFACTURERS?

¶8. (C) Fabricantes e fornecedores brasileiros também podem perder com o papel da Petrobras como operadora-chefe, mas o maior grupo fornecedor do Brasil reclamou que a natureza política do marco regulatório estava impedindo sua voz de ser ouvida no Congresso. Lacerda da Exxon disse que fabricantes e fornecedores locais perderiam por ter apenas um cliente principal, sugerindo que a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), um forum sem fins lucrativos que reúne as principais empresas fornecedoras e fabricantes do setor de serviços, poderia ser uma poderosa aliada nesta luta. Ela reclamou, no entanto, que a ONIP tinha até agora se mantido “quieta” na questão. O diretor da ONIP Alfredo Renault disse ao Econoff em 23 de novembro que se a ONIP não se engaja em políticas públicas ou lobby, ainda assim estava preocupada com a designação da Petrobras como operadora-chefe no marco regulatório, e expressou estas preocupações ao Congresso. Infelizmente, ele explicou, o Comitê Especial da Câmara dos Deputados onde Renault fez sua apresentação era guiado “pela política em vez da lógica”, e pareceu indiferente às preocupações de Renault. De acordo com Renault, ter apenas um cliente não beneficiaria a competitividade dos fabricantes brasileiros nem daria a eles a oportunidade de estabelecer relacionamentos de comprador-fornecedor com as companhias de petróleo grandes e independentes, o que é crucial para fazer negócios no Exterior. Renault afirmou que algumas associações da indústria dentro da ONIP apoiavam o marco regulatório, mas disse que estes grupos tendiam a incluir companhias que já tem extensas relações comerciais com a Petrobras.

RISKY PETROBRAS CAPITALIZATION

¶9. (C) Representantes das companhias de petróleo enxergam problemas legais com a lei referente à capitalização da Petrobras através da garantia de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal e questionam a constitucionalidade da transação. A Pradal da IBP explicou que a capitalização proposta, que vai dar à Petrobras as reservas prometidas em troca de um aumento das ações do governo na companhia, tem precedente em outros países; ela disse, no entanto, que tais precedentes envolviam reservas provadas, em vez de não provadas, como são neste caso. (Nota: Pradal não conseguiu nomear o país onde isso aconteceu, mas disse que a equipe de advogados da Chevron estava pesquisando o precedente. Fim da Nota). O Abib da Anadarko enfatizou o risco de diluir o valor em mãos dos acionistas da Petrobras e disse que a companhia estava se arriscando a descumprir suas responsabilidades fiduciárias. Alegando que era impossível avaliar o óleo do pré-sal, ele afirmou que os acionistas da Petrobras poderiam processar a companhia, se descobrirem que as reservas foram sobrevalorizadas. De acordo com Pradal, bancos de investimento e firmas de accounting tinham sérias preocupações com a transação, mas apenas um pequeno grupo de acionistas estava expressando abertamente suas preocupações. Ela expressou consternação que a CVM não tinha nem aberto uma investigação sobre a transação. (Nota: CVM é a equivalente brasileira da SEC. Fim da Nota). Pradal acrescentou: “Na verdade, não acreditamos que a Petrobras está fazendo as coisas respeitando a lei”, afirmando ainda que a Petrobras conscientemente superestimou as reservas de 5 a 8 bilhões de barris da área de Tupi. (Nota: A Petrobras está atualmente sob investigação do Congresso por práticas fraudulentas — evasão fiscal, superfaturamento de bens e doações favoráveis a apoiadores de Lula — mas se espera que fique livre das acusações por conta de um comitê do Senado controlado pela coalizão governista. Fim da Nota).

INTERNAL CONFLICT IN PETROBRAS?

¶10. (C) Players da indústria do petróleo no Rio alegam que há divisões de opinião na Petrobras quanto ao marco regulatório e como ele vai afetar tanto a Petrobras como o desenvolvimento do pré-sal. Insiders da indústria afirmam que pessoal-chave da Petrobras se opõe à mudança para os PSAs e ao papel de operadora-chefe [da Petrobras], enquanto a gerência superior da empresa favorece o marco regulatório, vendo as reservas do pré-sal em termos nacionalistas. Por exemplo, numa conferência no Rio de Janeiro em 23 de Novembro, o CFO da Petrobras Almir Barbassa expressou preocupação com a possibilidade de que a Petrobras não teria capacidade mesmo para cumprir seus compromissos atuais. “O ritmo de crescimento de novos projetos continua a aumentar, e eu sempre me pergunto quanto mais seremos capazes de crescer neste ritmo”, ele disse. “Os projetos abundam, mas ficamos limitados por uma falta de pessoal, material e equipamento”. Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para a África, Ásia e Euroasia disse ao Econoff em Agosto que a responsabilidade de operadora-chefe, além da porção obrigatória de 30% [da Petrobras] em cada bloco, “espantaria investidores” (reftel C). De outra parte, o Lacerda da Exxon disse que o diretor de E&P da Petrobras Guilherme Estrella era o principal responsável pelos termos do PSA que prejudicam as companhias internacionais de petróleo. (Nota: Estrella comparou publicamente a Petrobras a um programa espacial nacional, em termos de ambição nacional, e é considerado próximo do presidente Lula. Fim da Nota).

INDUSTRY STRATEGY: WHAT NOW?

¶11. (C) Com a indústria resignada com a aprovação das quatro leis do marco regulatório pela Câmara dos Deputados (na maior parte na forma atual), sua estratégia para o futuro é focar no Senado, que tem um número maior de legisladores de oposição que a Câmara dos Deputados. A Pradal da IBP disse que tentaria arregimentar novos parceiros, tais como a companhia independente brasileira de E&P OGX, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e várias câmaras do comércio, de forma a conquistar emendas no Senado contra o papel de operadora-chefe da Petrobras e os termos da Petrosal. Ela também disse que seria ideal evitar um voto do Senado antes de maio, o que então poderia empurrar a votação para depois das eleições presidenciais e legislativas de outubro. De acordo com Pradal a “verdadeira luta” acontecerá em Fevereiro, depois que o Congresso retornar do recesso. Lacerda da Exxon também afirmou que a indústria planeja fazer “pressão de quadra inteira” no Senado, mas que para não correr riscos a Exxon agora também faria esforços de lobby por conta própria. Pradal enfatizou que tanto a IBP como a Chevron esperavam que o embaixador-designado Shannon poderia ter um impacto significativo neste debate, e perguntaram ao Econoff em múltiplas ocasiões para quando a confirmação no Congresso [dos Estados Unidos] era esperada.

COMMENT

¶12. (C) No momento em que aumentam seus esforços dentro deste debate altamente nacionalista, os IOCs terão que caminhar cautelosamente. Numerosos contatos no Congresso compartilharam com o Post sua avaliação de que ao se tornarem mais vocais na questão, as IOCs correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista em torno desta questão, danificando, em vez de ajudar, sua causa. Ao mesmo tempo, as IOCs não estão otimistas sobre sua força para aprovar emendas-chave ao corrente marco regulatório. Além disso, mesmo que as IOCs forem bem sucedidas em forçar um adiamento da votação no Senado para depois de uma possível — mas incerta — vitória de um presidente de oposição, há a sensação de que a espera para disputar oportunidades comercialmente atraentes no pré-sal vai ser longa. Tal perspectiva, assim como a atratividade limitada dos blocos em terra e a incerteza quanto ao tamanho das áreas na fronteira marítima que não faz parte do pré-sal, prejudicam a capacidade das IOCs de efetivamente mapear suas operações locais, e ameaçam o conjunto de seus interesses no Brasil. End Comment.

¶13. (U) This cable has been coordinated with Embassy Brasilia.

HEARNE..

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/nao-perca-os-incansaveis-esforcos-para-afundar-o-pre-sal.html