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domingo, 20 de março de 2011

Regionalização do SUS: o caso da Bahia

17.03.2011
Do blog de Luis Nassif
Por Bruno de Pierro

Entre as estratégias que a nova gestão do Ministério da Saúde considera como prioritárias, está a consolidação da regionalização do Sistema Único de Saúde, por meio da definição de territórios, que reorganizarão as redes de atenção básica e de média e alta complexidade.

Em entrevista publicada na última terça-feira, o ministro Alexandre Padilha explicou as diretrizes que tem direcionado esta política, norteada pelo Pacto de Gestão do SUS, criado há seis anos. Nessa nova fase, União, Estados e municípios assumirão compromissos globais, tendo em vista, principalmente, fixar o importante papel dos governos estaduais na coordenação da gestão das regiões. Para isso, cada região terá seu mapa sanitário, ferramenta que facilitará os gestores a identificar quais as demandas, as necessidades principais e a lógica das redes interestaduais.

A distância entre conceito e realização, porém, não é tão grande e abre espaço para algumas experiências no país. As iniciativas, que ainda não chegam a constituir grandes territórios, já conseguem driblar, por exemplo, o problema da sobreposição – isto é, quando dois municípios próximos realizam procedimentos iguais de média ou alta complexidade. Um exemplo é o Estado de Santa Catarina, que, por meio de uma liminar, oferece aos pacientes do SUS tratamento intermunicipal e alguns fora do Estado.

No entanto, especialistas ouvidos pelo Brasilianas.org apontam o caso da Bahia e de Pernambuco como modelar. Lançada em 2009, a Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do Médio São Francisco atende cerca de 1,8 milhão de habitantes de 55 municípios dos dois Estados, numa parceria pioneira gerada a partir de um pacto firmado entre o Ministério da Saúde, as Secretarias de Saúde Estaduais e as prefeituras dos municípios da região. Os municípios de Petrolina, em Pernambuco, e de Juazeiro, na Bahia, são responsáveis pelos 3 hospitais principais, voltados para procedimentos de alta complexidade.

O Brasilianas.org procurou o secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, para saber quais foram as ações modernizantes da atual gestão que abriram caminho para a consolidação dessa parceria. Apesar de considerar uma gestão eficiente, Solla identifica problemas que ainda merecem atenção, como a questão da judicialização e as falhas da legislação referente ao ressarcimento. As fundações públicas de direito privado, porém, são tidas como fatores de sucesso, na visão do secretário. Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista. Temas específicos sobre a rede interestadual serão abordados na segunda reportagem, que será publicada amanhã.

Brasilianas.org – Como está organizada a gestão da Saúde na Bahia e a rede pública?

Jorge Solla - Temos uma rede própria de serviços hospitalares da Secretaria de Saúde do Estado, que é uma das maiores redes estaduais do país. E essa rede tem unidade sobre gestão direta do Estado; tem unidades sobre gestão indireta, das quais nós temos algumas sob o modelo de Organização Social (OS) e temos uma no formato de parceria público-privada (PPP) - o primeiro projeto PPP em saúde no Brasil e o único em funcionamento até agora [foi inaugurado há seis meses].

Como funciona esse modelo de PPP?

Esse modelo funciona mediante um consórcio, que ganhou um processo de licitação, que ocorreu no Bovespa – foi a primeira licitação do governo da Bahia na Bovespa -, em que o consórcio vencedor ficou responsável de equipar o hospital, com todos os equipamentos, e que foi construído pelo governo do Estado. E fazer toda a gestão, incluindo todos os recursos humanos e insumos para o funcionamento do hospital, com contrato de dez anos, prorrogado para mais dez anos – e tem uma série de exigência e metas quantitativas e qualitativas que devem ser atendidas.

Temos fundações estatais na Bahia (públicas, de direito privado). Temos duas: a primeira, que foi feita e até hoje é a única fundação que é interfederativa – que hoje atende mais de 100 municípios -, voltada para a atenção básica. É a Fundação Estatal da Saúde da Família, que é feita entre municípios e atua só na Bahia, e temos a Fundação Bahia Farma, voltada para a pesquisa e assistência farmacêutica, que foi criada pelo governo do Estado e, por meio dela, nós estamos reativando a profissão pública na área de medicamentos. Aqui antes tínhamos uma empresa pública, a Bahia Farma, que foi fechada no final dos anos 1990, e estamos retomando agora como uma fundação pública de direito privado.

Foi necessário um aparato legislativo para a criação dessas fundações, inclusive para a regulação delas?

Nós já tínhamos, na gestão anterior, a legislação estadual de OS; então nós utilizamos essa legislação, e aperfeiçoamos os mecanismos de acompanhamento. Nós criamos uma lei voltada para a Fundação Pública de Direito Privado, que foi aprovada nessa gestão, que permitiu criar a Fundação Estatal da Saúde da Família e a Fundação Bahia Farma. Essa lei foi aprovada no final de 2007. E a lei de PPP, o Estado desenvolveu todo um aparato para dar conta da sua aplicação na área de saúde.

A administração direta do Estado também sofreu mudanças?

As unidades sob administração direta também sofreram ações modernizantes. Por exemplo, fizemos o primeiro concurso público para médico em 15 anos – nós já contratamos por concurso público algo próximo a mais de quatro mil trabalhadores. Fazia dez anos que tinha o monopólio de uma única empresa que contratava médicos para redes de hospitais estaduais. E já tinha, desde 2005, a decisão do Superior Tribunal obrigando o Estado da Bahia a suspender o contrato dessa empresa que monopolizava, e o Estado da Bahia não cumpria.

Nós incorporamos registro de preços em nossas unidades; todas as nossas unidades sob gestão direta são unidades gestoras. Foram feitos diversos investimentos em modernização tecnológica; modernização do parque tecnológico. Ao todo, já contratamos mais de 11 mil postos de trabalho.

E com relação à qualificação do profissional?

Foi feito investimento em qualificação do quadro de recursos humanos, inclusive nós montamos uma Universidade Aberta do SUS, empregando o formato de gestão PROESF. É um projeto que foi robustecido, e nós temos um contrato com OS e tem um cronograma de atividades por dois anos com um conjunto de metas, especialização, mestrado profissional, qualificação, educação permanente, educação à distância.

Foi feita uma licitação, e quem ganhou foi a Fundação de Apoio à Pesquisa à Universidade Federal da Bahia; e nós estamos com uma série de atividades de qualificação e especialização, também empregando esse formato de gestão de OS.

O modelo de OS tem muitas críticas por parte de gestores e também profissionais da saúde, que alertam para a questão da privatização da saúde.

Todos os modelos tem suas limitações. No caso das OS, por exemplo, uma limitação é disponibilizar instituições que possuem esse perfil e possam fazer parcerias com o SUS. Não adianta inventar OS, como já vi em alguns locais, onde se pega uma empresa privada que não tem nenhuma experiência no ramo, ou mesmo filantrópica, que nunca teve a gestão de um hospital, e a qualifica formalmente como OS.

A gestão passada aqui na Bahia fez isso em dois hospitais. Por outro lado, nós temos uma parceria muito boa aqui com a Obras Sociais Irmã Dulce, uma instituição que há 50 anos tem o maior hospital filantrópico do nordeste e que é cem por cento SUS. Ela nunca cobrou de nenhum paciente. E da mesma forma nós temos mais três projetos com resultados muito positivos. Uma coisa importante é diferenciar nossa legislação de OS de outras legislações, como a de São Paulo.

Qual a diferença?

A de São Paulo o gestor escolhe a OS; ele mais do que indica, ele decide. Aqui não. Aqui há um processo de seleção pública, como se fosse um processo licitatório, e os interessados se candidatam.

E os critérios são os mesmo de uma licitação?

É quem tem o melhor preço, sendo que a técnica está diretamente relacionada com o know how da instituição, experiências anteriores. E esse processo é avaliado por uma comissão técnica.

O que o senhor pensa sobre a medida de reservar 25% dos leitos do SUS para usuários que tenham plano de saúde, como ocorre em São Paulo? É a melhor forma de fazer o ressarcimento ao SUS?

Tem hospitais públicos que são certificados como hospitais de ensino, em São Paulo, que assinaram contrato com o SUS, desde 2004, se comprometendo em deixar de atender, em quatro anos, planos privados e deixando cem por cento dos leitos para o SUS. Em 2007, saiu uma portaria interministerial (Educação e Saúde), dizendo que os hospitais públicos federais, que ainda tivessem leitos conveniados com planos privados tinham dois anos para se tornar cem por cento SUS. Já se passaram quatro anos, e ainda tem situações como essa em São Paulo.

Mas são duas coisas diferentes: uma coisa é ressarcimento, que defendo totalmente. Mas acho que a nossa legislação de ressarcimento, e os mecanismos utilizados, são ineficazes. Para você conseguir fazer o ressarcimento, são meses e meses de processo administrativo, e depois ainda correr o risco de enfrentar processos judiciários. A outra coisa é a dupla porta. O que existe em alguns hospitais públicos em São Paulo não é o ressarcimento ao SUS, é a dupla porta.

Aqui, já tivemos a dupla porta, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, mas não tem mais, desde 2004. E quando falo de dupla porta, é literalmente; você tinha um acesso para pacientes do SUS, e outro para pacientes conveniados, que tinham facilidade no atendimento. A lei de São Paulo busca legalizar a dupla porta. O correto não é estipular número de vagas, mas sim abrir uma porta única e depois ressarcir daqueles que tem plano de saúde, simplesmente.

Precisamos melhorar a legislação, inclusive para cobrir situações como a que ocorreu aqui no dia 10 de março, semana passada. Estávamos com uma criança num hospital privado; o plano de saúde dela está cobrindo a internação neste hospital privado, mas essa criança precisa de um medicamento caríssimo, que vai custar, só agora, R$ 260 mil, e quem vai ter que bancar isso é o poder público estadual.

Aí se esbarra no problema da judicialização.

Exatamente. Eu estou sendo instado por uma liminar judicial a importar um medicamento que nem existe aqui no mercado (trata-se de uma doença rara), e R$ 260 mil será a primeira fatura que terei que pagar. E o plano é que deveria pagar, pois ele está internado num hospital privado, mas isso não acontece, pois nossa legislação de ressarcimento é insuficiente. Ela é inadequada, e não dá conta da totalidade. Aí as pessoas dizem, “mas o SUS não é para atender a todos?”. Sim, mas não é o direito à saúde que está sendo negado, mas é o direito de consumidor que está sendo negado, pois o paciente paga por um plano privado. Já tive casos de ações aqui, do juiz dar a liminar obrigando o Estado a retratar um paciente com um medicamento, por meio da compra de outra empresa. São dois erros de uma vez só.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/materia-artigo/regionalizacao-do-sus-o-caso-da-bahia

FHC e as dores de amor com Lula

20.03.2011
Do blog de Luís Nassif


Único ex ausente no almoço, Lula é criticado por FHC

Tucano elogia Dilma pelo ''convite pessoal'' e ironiza seu sucessor, que jamais o convidou para nada: ''Achou que não era necessário''

20 de março de 2011
Lisandra Paraguassu e Leandro Colon - O Estado de S.Paulo

Tucano elogia Dilma pelo ''convite pessoal'' e ironiza seu sucessor, que jamais o convidou para nada: ''Achou que não era necessário''

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamado por Barack Obama de "o cara", foi o único ausente entre os ex-chefes de Estado brasileiros convidados para participar do almoço oficial ontem no Itamaraty com o presidente americano. Lula foi convidado, mas preferiu ficar em São Bernardo para comemorar o aniversário de um de seus filhos.

Convite para o almoço com Obama para evitar constrangimentos diplomáticos já que a relação entre ambos ficou estremecida por conta de posições políticas do petista favoráveis ao Irã. Informalmente, a desculpa pela ausência é que Lula está de "quarentena" e não quer que sua presença, em solenidades oficiais, rivalize com a da presidente Dilma Rousseff.
É praxe do Ministério das Relações Exteriores convidar os ex-presidentes para eventos importantes no Itamaraty. A presidente Dilma Rousseff, porém, telefonou para Fernando Henrique Cardoso para convidá-lo. No discurso ontem, Dilma saudou FHC durante o brinde. Também estavam presentes os ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Collor de Mello e José Sarney.

"Achei uma gentileza, senão não teria vindo", disse Fernando Henrique sobre o convite da presidente. "Em matéria de Estado, quando se está representando o País, não cabem divisões partidárias. A presidente Dilma demonstrou que tem compreensão correta dessa matéria", afirmou.

O tratamento igualitário dado por Dilma aos ex-presidentes, apesar de sua proximidade com Lula, foi elogiado por FHC. "Não é necessário tratar um como Deus e outro como demônio. "Aí não dá", afirmou.

Fernando Henrique ironizou o fato de o petista, na condição de presidente, nunca tê-lo convidado, como fez Dilma. "É que o Lula é meu amigo de tantos anos atrás e achou que não era necessário", afirmou. E alfinetou: "O Lula, quando eu era presidente, esteve comigo. Muitas vezes".

Passado. A relação de Lula com Obama esfriou no final do mandato do brasileiro por causa da negociação do Brasil com o Irã em torno do programa nuclear iraniano. Lula, em parceria com o governo turco, negociou para que o regime iraniano não fosse alvo de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas foi mal sucedido.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-e-as-dores-de-amor-com-lula

Depois do Pará, agora é o RN

20.03.2011
Do blog de Altamiro Borges


Na preparação do II Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, marcado para os dias 17, 18 e 19 de junho, em Brasília, os blogueiros do Pará foram os primeiros a realizar seu encontro estadual, no final de março. O evento reuniu cerca de 40 participantes e aprovou a montagem de uma rede estadual para fortalecer a blogosfera.

Agora é a vez do Rio Grande do Norte. Segundo Daniel Dantas, integrante da comissão organizadora, o encontro será realizado de 1 a 3 de abril, no auditório do IFRN, no centro de Natal. Ele está aberto à participação de blogueiros, tuiteiros ou outros interessados nas mídias digitais e redes sociais. O valor da inscrição é R$ 20,00 (R$ 10,00 para estudantes).

“Estamos preparando uma programação recheada para discutir os rumos da democratização da informação e da comunicação nesta década que se inicia”, explica Daniel. Nesta semana, saiu o cartaz de mobilização para o evento. A expectativa dos organizadores é otimista. Além de vários debates, de muito conteúdo e informação, eles acreditam numa expressiva participação dos internautas do estado.
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Com petistas e 'herdeiro' de ACM, Kassab lança partido em Salvador

20/03/2011
Da FOLHA.COM
Por MATHEUS MAGENTA
DE SALVADOR


Dois dias após pedir a desfiliação do DEM, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi a Salvador neste domingo (20) para lançar oficialmente o seu novo partido.

Na Bahia, o PSD (Partido Social Democrático) se aproxima da base do governo Dilma Rousseff e já recebeu até o apoio do governador Jaques Wagner (PT).

Em evento realizado em Salvador, Kassab reuniu cerca de 600 pessoas, entre elas 70 prefeitos. Ele recebeu o apoio de petistas, como o senador Walter Pinheiro (PT), mas a maioria dos presentes era integrantes insatisfeitos de partidos como DEM, PP e PMDB.

Na Bahia, o principal aliado de Kassab é o vice-governador, Otto Alencar (PP).

O vice espera atrair cem prefeitos, oito deputados estaduais e cinco deputados federais, entre eles Paulo Magalhães (DEM), sobrinho de Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007. Magalhães compareceu ao evento.

Para Alencar, o partido pertencerá à base de Wagner e deve apoiar o governo Dilma.

Salvador foi escolhida para o lançamento do PSD para indicar que o partido, que deve ser formalizado até julho, terá um caráter nacional. A sigla terá representação em dez Estados.

O objetivo do evento era coletar assinaturas para a abertura do processo de criação do partido. Haverá um ato semelhante nesta segunda-feira (21), na Assembleia de São Paulo.

Em entrevista, Kassab evitou situar a nova legenda entre a oposição e a base do governo Dilma Rousseff no Congresso e afirmou que o PSD nasce "independente".

Ele negou a articulação para sua candidatura ao governo paulista. "Sou candidato a ser um bom prefeito de São Paulo", afirmou.

Em entrevista, citou ainda como possíveis integrantes do novo partido o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM), e os senadores Sérgio Petecão (PMN-AC) e Kátia Abreu (DEM-TO).

Em seu discurso, Kassab disse que o nome PSD foi escolhido porque o partido será desenvolvimentista como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, que era membro de uma legenda com o mesmo nome.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/891457-com-petistas-e-herdeiro-de-acm-kassab-lanca-partido-em-salvador.shtml

O “Bob Jeff” tucano-pefelê

18.03.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Alguém sabe explicar qual é a diferença entre as acusações que o ex-deputado Roberto Jefferson fez ao PT em 2005, e que desencadearam o escândalo do mensalão, e as acusações que o ex-governador demo de Brasília, José Roberto Arruda, fez à cúpula do Democratas e a tucanos?

É simples. As acusações de Bob Jeff ganharam as primeiras páginas de todos os jornais e os telejornais lhes deram destaque máximo. A cobertura durou anos, sendo martelada todo dia. Já as denúncias de Arruda, de que o novo presidente do DEM, o anterior e toda a cúpula do partido e aliados tucanos são seus cúmplices, estas estão sendo escondidas.

Folha, Globo e Estadão deram notinhas de pé de página, sem chamada na primeira página, e o Jornal Nacional, que teria tido tempo de repercutir, nada repercutiu. Até agora (tarde de sexta), ao menos. A notícia, porém, foi dada e comentada pelo SBT aqui e aqui

Entre os partidos adversários de demos e tucanos – PT à frente –, tampouco há pedidos de explicação sobre por que a revista Veja não publicou a entrevista de Arruda durante a campanha eleitoral do ano passado e muito menos pedidos de investigação dos que o ex-governador acusou.

Por mais que esta história siga curso diferente da que gerou o escândalo do mensalão devido ao tratamento diferenciado que a mídia dá a políticos amigos e inimigos, o ex-governador cassado e preso de Brasília, José Roberto Arruda, já é a versão tucano-pefelê de Roberto Jefferson.

PS: se nenhum partido pedir que o Ministério Público investigue as denúncias de Arruda e/ou se o próprio MP não pedir por moto próprio, alguém pedirá. Podem ter certeza disso.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/o-%E2%80%9Cbob-jeff%E2%80%9D-tucano-pefele/

Líbia sob ataque: 64 mortos apenas em Trípoli

20.03.2011
Do portal o VERMELHO

O presidente da Líbia, Muammar Kadafi, falou neste domingo (20) que haverá “uma longa guerra no país”. Antes do amanhecer, a capital líbia foi alvo de ataques aéreos das forças aliadas. Apenas em Trípoli, há relatos de 64 mortos e mais de 100 feridos, segundo informações do governo líbio. Em reunião neste sábado (19) com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em visita ao Brasil, a presidente Dilma Rousseff advertiu que a ação militar na região poderia levar ao acirramento da violência.

Goran Tomasevic/Reuters
Libia

Tanque das forças de Kadafi pega fogo após bombardeio em Benghazi, na Líbia

No sábado (19) os países aliados (Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália e Canadá) lançaram mísseis sobre a Líbia. Em pronunciamento, Kadafi recomendou que as pessoas reajam aos eventuais ataques, pediu que o povo líbio porte armas e afirmou que ele vai “vencer”.

A intervenção da coalizão imperialista está se intensificando. A ordem para agir ocorreu depois de uma cúpula internacional em Paris – onde se reuniram os chanceleres dos países aliados. O governo do Catar se comprometeu a liderar os países árabes, que também estão prontos para participar da ação. Em poucas horas ontem houve uma ação limitada, liderada pela França, com o sobrevoo do Mirage 2000 e de um Rafale sobre a área da Líbia destruindo tanques na região de Benghazi.

Aurora da Odisseia

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, disse neste domingo (20) que a operação militar Odyssey Dawn (Aurora da Odisseia, em tradução aproximada), iniciada neste sábado (19), conseguiu impor "de fato" uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Isso significa que aviões das forças de Muammar Kadafi estão proibidos de decolar e podem ser abatidos pelos caças ocidentais.

Em discurso transmitido pela televisão estatal líbia, Kadafi prometeu uma vitória contra o que chamou de "novo nazismo" e disse que está "armando todos os líbios".

Um funcionário do governo líbio da área de saúde disse que o número de mortos nos ataques aéreos das forças ocidentais subiu de 48, conforme relatado neste sábado, para 64. “As pessoas morreram em decorrência de seus ferimentos, então o total de mortos subiu”, disse.

110 mísseis

No sábado a Líbia foi bombardeada por 110 mísseis Tomahawk, disparados a distância. Segundo relatos, os mísseis atingiram os sistemas de defesa aéreo e comunicação estratégica do governo líbio. O objetivo das autoridades dos países aliados é a destruir as armas das forças aliadas de Kadafi. A Espanha informou que o Exército do país será acionado para o envio de quatro caças F18, aviões de reabastecimento e para manter vigilância marítima, com o uso de uma fragata e um submarino. Aviões das forças aliadas voltaram a bombardear a Líbia neste domingo.

Em 1999, em nome da proteção do povo do Kosovo, os países que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) bombardearam a Sérvia por 78 dias.

Da redação, com Agência Brasil e R7
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Vale a pena ser jornalista no Brasil?

Pequena reflexão sobre as relações entre profissionais nativos e a diplomacia dos EUA, e sobre quem lhes dá crédito. Por Mino carta. Foto: Reprodução

Como jornalista, recebi o melhor elogio de João Baptista Figueiredo. À beira de um churrasco celebrado em 1988 em companhia de colegas de pijama, o quinto e último ditador pós-golpe, também ele já apeado, gravou um depoimento em que lá pelas tantas fala de mim. Textual: “O Mino é um chato, se pudesse reescreveria os Evangelhos, Geisel o detestava, mas ele não tem rabo preso”.

Figueiredo me comparava a Roberto Marinho e Victor Civita, dos quais não tinha boa opinião: só o procuravam, dizia ele, para pedir favores de alto calibre. Evidente a confusão no confronto: Marinho e Civita são patrões e eu sou um profissional de imprensa. Há hoje em dia quem me pretenda empresário, apresso-me a esclarecer: faltam-me tino e espírito para tanto. Deu-se apenas que, depois de sair da Veja em fevereiro de 1976 ao me demitir para não levar um único escasso tostão do dono da Editora Abril, tive de inventar os meus empregos. De sorte a garantir um salário, até agora indispensável.

Perdoem se me alongo no assunto, mas os leitores, sempre generosos, entenderão ao cabo a sua pertinência. No caso da Carta­Capital deixo claro que nunca vi a cor de um dividendo, o emolumento que costuma premiar os empresários. Não vi porque não houve. Sobra o salário, muito, incrivelmente inferior ao de qualquer diretor de redação da chamada grande imprensa. E nem se fale dos senhores da mídia eletrônica. As redações espelham a situação social do País com alguma fidelidade. Os graúdos ganham mais do que os colegas do mundo pretensamente primeiro, os miúdos ficam a léguas de distância a viver o terror da demissão.

Disso tudo, e razões outras, resulta um jornalismo de péssima qualidade. Quem tiver dúvidas, compare os produtos da nossa imprensa, jornais e revistas, com os similares europeus e alguns americanos. Os quais, aliás, nascem em redações bem menores e infinitamente mais competentes, ancoradas em profissionais que lidam com o vernáculo com desembaraço impensável por aqui, e carregam uma bagagem inatingível nas nossas latitudes de estudo e leituras importantes em lugar de inúteis diplomas. Sem contar que prestam seus serviços a uma mídia devidamente regulamentada por leis tão democráticas quanto inflexíveis.

Não sei se vale a pena acentuar certas diferenças, por mais evidentes, em um país­ que, em níveis sociais elevados, é o Bazil zil zil em vez do Brasil brasileiro da música. Popular, obviamente. Mas a turma de cima se dá ares, dirige pelas ruas como se fossem da sua propriedade e carrega para os restaurantes o vinho conservado em suas adegas climatizadas. E dizer que há poucos anos se encharcavam de uísque antes, durante e depois do jantar. Terrível é que se espraie um segundo time empenhado em seguir-lhes os passos. São estes os leitores da nossa imprensa. Haverá outros, está claro, entre eles os de CartaCapital, mesmo assim a leitura é coisa da minoria, não somos argentinos, muito menos ingleses, que diabo.

O episódio entre o ridículo e o grotesco que aponta em alguns jornalistas (jornalistas?) brasileiros outros tantos advisers da diplomacia dos EUA, revelado nos últimos dias pelo WikiLeaks, é altamente representativo da mediocridade dos atores. O jornalismo nativo e a diplomacia americana. Pergunto aos meus irônicos botões se eu não seria condescendente quando aludo à mediocridade. Não estaríamos diante de um fenômeno que a transcende? Gargalham com gosto, advertem contudo: não se trata de vendilhões da pátria, não caiamos em equívoco tão grosseiro. Trata-se é de sonhadores.

Sonhadores? Que os botões se expliquem. Reproduzo o raciocínio. Não são jornalistas, não se interessam pela verdade factual, pelo exercício do espírito crítico. Entregam-se ao devaneio, a uma ficção onírica, e mandam às favas as regras mais comezinhas da profissão. Se não, vejamos. Ao acaso: segundo um despacho do consulado americano do Rio para Washington, “o importante colunista político da revista Veja, Diogo Mainardi” expõe em sua coluna de uma edição de janeiro do ano passado o desejo de José Serra de ter Marina Silva como vice na chapa anti-Lula, manifestado durante almoço tête-à-tête ocorrido dias antes. E Aécio Neves onde fica? O principal officer sediado no Rio apressa-se a esclarecer em seu despacho que o importante colunista relatara anteriormente os termos de uma conversa com Neves, o qual se dissera “completamente aberto” à possibilidade de concorrer como vice de Serra. Muito antes, em entrevista a CartaCapital, o então governador de Minas havia excluído peremptoriamente esta chance, para negá-la oficialmente, de resto, dia 17 de dezembro de 2009.

Acontece que os diplomatas americanos leem sofregamente a imprensa nativa e não perdem o Jornal Nacional, e confiam na mídia sonhadora do pensamento único. Na lista dos especialistas e peritos em miragens consultados pelos americanos estão nomes ilustres. Merval Pereira, por exemplo. Nove dias depois de Mainardi, insistia na disposição já desmentida de Aécio Neves. William Waack, da TV Globo, e Helio Gurovitz, diretor de redação de Época, foram classificados pela própria embaixada como “os críticos mais duros de Rousseff”. Para Waack, Dilma é “incoerente”. Menos criativo, Gurovitz a definia como “o poste de Lula”. De todo modo o presidente não a elegeria, como se deu com o candidato da senhora Bachelet no Chile.

Não é que representantes de Tio Sam se diferenciem de nossos privilegiados, ao menos na escolha de suas leituras. Uns e outros preferem o devaneio, o sonho à rea­lidade, a mentira à verdade factual. Deste caos mental participa boa parcela de empresários e publicitários, e a eles aludo porque esta é matéria fortemente relacionada com o destino de CartaCapital. Faz tempo surgem em cena senhores que se apresentam como jornalistas e que se aplicam na conta das páginas de publicidade desta revista. Concluem que a contribuição da publicidade “governista” é maior do que a da iniciativa privada. Não é bem assim.

Por que se dedicam a este mínimo esforço (às vezes não exige excessivo saber aritmético) até hoje não entendi. De quando em quando, entre o fígado e a alma formulo uma hipótese, não enobrece esses matemáticos mas não a declino por modéstia: aponta para a nossa invejável qualidade. Recorro, porém, e mais uma vez à verdade factual. Durante o reinado de Fernando Henrique Cardoso fomos esquecidos pela publicidade do seu governo, de certa forma perseguidos, na esperança, quem sabe, de que morrêssemos na praia. Recém-empossado em 2003, Lula me chamou a Brasília dia 15 de janeiro. Somos velhos amigos, desde o final de 1977, e ambos ficamos à vontade quando me perguntou: “Que podemos fazer por CartaCapital?” A esta altura da conversa estava presente também José Dirceu, chefe da Casa Civil. Respondi: “Peço apenas isonomia em relação à publicidade do governo”.

Assim foi, dentro das justas regras de que as nossas páginas são mais baratas que outras. Quem soma as inserções públicas em CartaCapital, se frequentasse a verdade factual teria de verificar o que acontece naquele mesmo instante nas outras semanais. Quanto ao setor privado, a conclusão é inescapável: inúmeros empresários, inúmeros publicitários, preferem o devaneio, tão bem contado pelos informantes e conselheiros que a nossa mídia fornece aos diplomatas americanos, à prática do jornalismo honesto, incapaz de confundir o wishful thinking com quanto acontece e, como dizia Hannah Arendt, “acontece porque é”. Mas até as nossas autoridades, frequentemente agredidas pela sonhadora mídia nativa, a prestigiam sempre que podem, em uma belíssima demonstração de humildade e caridade cristã.

CartaCapital não apoiou, nos limites dos seus alcances, as candidaturas de Lula em 2002 e 2006, e de Dilma em 2010, por qualquer motivo de identificação ideológica ou interesse material, e sim porque entendia serem as melhores para o Brasil brasileiro. Em outros países, esta definição não somente é de praxe, mas também demanda­ da opinião pública. Neste momento as circunstâncias me levam a perguntar aos meus céticos botões: vale a pena ser jornalista no Brasil? Eles agora se calam.

FHC não desiste: quer entregar o pré-sal

    19.03.2011
    Do blog CONVERSA AFIADA
    Por Paulo Henrique Amorim

Saiu no Globo, pág. 10

“Hillary: oportunidades fenomenais na América Latina”.


“Não há dúvida de que, quando as obras de construção e perfuração do petróleo começarem, as empresas americanas estarão lá.”


“Nossa segurança energética depende desse continente (ou seja, do Brasil – PHA)”.


“O Brasil se tornará grande fornecedor de petróleo para nós graças a suas recentes descobertas em águas profundas.”


Agora, duas informações para refrescar a memória do amigo navegante.

Hillary Clinton é mulher de Bill.

Bill salvou e desmoralizou o Farol em público.

Clique aqui para ler “Por que o Obama não vai ver o Nunca Dantes”.

Outra lembrança: FHC fundou a Petrobrax, depois de vender a Vale do Rio Doce, a pedido do Cerra.

Clique aqui para ver o vídeo em que o Farol fala do exercício de genuflexão para entregar a Vale.

A próxima a passar nos cobres seria a Petrobrax.

Agora, vamos à entrevista inútil que FHC deu hoje à notável colonista (*) Eliane Catanhêde, uma espécie de entrevistadora preferida do FHC e do Nelson Johnbim (é a mesma coisa).

Saiu na pág. A18 da Folha (**).

Sobre a venda de petróleo antecipada de petróleo do pré-sal à China e aos Estados Unidos.

Diz o entreguista:

“ … você esta vendendo o futuro (ou a venda não é antecipada ? – PHA) e NÃO HOUVE UMA DISCUSSÃO PROFUNDA SOBRE O PRÉ-SAL” (ênfase minha – PHA).

Ou seja, o entreguista não desiste.

Ele quer abrir o pré-sal.

Quer “discutir profundamente”.

Quer ajudar a Hillary e o marido dela.

É uma vocação incontrolável.

Em tempo: acompanhe, amigo navegante, o bestialógico que a Catanhêde recolheu do Farol:

“O pólo mundial se deslocou para os EUA depois que eles ganharam a guerra porque tiveram capacidade de inventar novas tecnologias (será a bomba atômica ? – PHA) e formas de produção.”


“E, agora, a internet, toda essa onda (sic) de nova mídia foi feita lá. “


“A competição estratégica vai ser entre quem vai ter mais capacidade de inovar.”


O amigo navegante entendeu ?

Seguiu o raciocínio ?

Tirou algum ensinamento ?

Nenhum, não é isso ?

A frase não quer dizer nada.

Se quer dizer alguma coisa – se, se … – é que os Estados Unidos continuam a ser a maior potência do mundo porque inventou essa “nova onda”.

A China deve achar muito interessante.

Ele é outro blefe.

Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/19/fhc-nao-desiste-quer-entregar-o-pre-sal/

Coalizão volta a atacar forças de Khadafi na Líbia

20.03.2011

Da BBC BRASIL

TV líbia mostrou imagens de veículos queimados próximo a Benghazi

Aviões americanos voltaram a lançar ataques neste domingo contra posições das forças de segurança do coronel Muamar Khadafi na Líbia, após uma noite de ofensivas por terra e ar.

Um porta-voz das Forças Armadas americanas disse que 18 aeronaves, incluindo aviões 'invisíveis' B-2, conduziram a operação.

Durante a noite, os B-2 lançaram 40 bombas convencionais em alvos em território líbio, enquanto navios de guerra americanos e britânicos dispararam pelo menos 110 mísseis teleguiados contra a defesa aérea líbia.

Pelo menos 20 posições de defesa aérea foram alvejadas na capital, Trípoli, e na cidade de Misrata, no oeste.

O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que a zona de exclusão aérea autorizada na quinta-feira por uma resolução da ONU está de fato em vigor na Líbia.

A TV estatal líbia exibiu neste domingo imagens de corpos e veículos militares queimados na estrada que as forças do governo estavam usando para lançar sua ofensiva em Benghazi, a principal cidade do leste da Líbia, que voltou ao controle rebelde.

CliqueLeia também na BBC Brasil: Após ofensiva ocidental na Líbia, rebeldes retornam a Benghazi

A TV também mostrou autoridades líbias visitando pacientes no hospital. O governo líbio diz que 64 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas nos bombardeiros, mas a informação não foi verificada independente. O almirante disse que não tem registro de mortos.

Mais cedo, o coronel Khadafi falou à população através de uma ligação telefônica para a TV estatal.

"Prometemos uma guerra longa e extensa sem limites", disse o líder líbio. "Vamos lutar palmo a palmo."

No sábado à noite, Khadafi acusou as potências ocidentais de "colonialismo" e pediu ao povo que empunhe armas para defender a revolução que ele lidera.

Navio de guerra americano dispara míssel no Mediterrâneo

Navios americanos dispararam mais de 100 mísseis contra bases líbias

"Esta agressão só torna o povo líbio mais forte e consolida sua vontade", disse o líder líbio.

Contra os inimigos, disse, o regime abrirá "os depósitos de armas para defender a unidade, soberania e poder da Líbia".

Ameaça

A ação militar na Líbia começou no fim da tarde do sábado, quando caças franceses Rafale atacaram tanques e veículos militares blindados das forças do governo.

Durante a madrugada, mais de cem mísseis foram disparados a partir de navios de guerra americanos e britânicos. A aviação da Grã-Bretanha também informou estar participando da ação aérea ao lado da França.

Em entrevista ao canal de TV France 2, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, declarou que "os ataques vão continuar nos próximos dias, até que o regime líbio cesse a violência contra sua população".

Já o governo russo disse estar preocupado com os relatos de vítimas entre civis e pediu aos aliados que não atinjam alvos não-militares na Líbia.

A resolução 1.973, aprovada na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger os civis de bombardeios por parte do governo.

A medida autoriza os Estados membros a tomar "todas as medidas necessárias" para efeito de proteção, excluindo a possibilidade de envio de forças de ocupação estrangeiras.

Khadafi, que está há 40 anos no poder, diz que a resolução é "inválida".

Rebeldes dizem que as forças de Khadafi ainda controlam a terceira maior cidade da Líbia, Misrata, a oeste de Benghazi, e que atiradores de elite haviam sido posicionados nos edifícios da cidade prontos para atirar em passantes.

Um porta-voz dos rebeldes disse que a cidade está sob intenso bombardeio por parte das forças do regime líbio.

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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110320_libia_nova_pu.shtml

A guerra que começou dentro do Planalto

20.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, na Folha.com

Casa Branca nega mal-estar entre Dilma e Obama por ataque à Líbia

A Casa Branca afirmou neste domingo que não a presidente Dilma Rousseff não expressou mal-estar sobre as operações militares na Líbia durante seu encontro com o colega americano, Barack Obama.

Obama deu o seu aval à ofensiva militar durante um encontro privado com Dilma Rousseff, na manhã de sábado, no Palácio do Planalto. O Brasil foi um dos cinco países que se absteve do voto da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que permitiu o uso de “todas as medidas necessárias” para conter a violência na Líbia e impor uma zona de restrição aérea.

O Brasil alegou preferir uma solução negociada e pacífica e disse temer que os ataques à Líbia tenham o inesperado resultado de aumentar os confrontos em terra.

No entanto, no momento em que uma coalizão que inclui os Estados Unidos começou a atacar a infraestrutura do regime líbio, “não houve expressão de mal-estar por parte da senhora Rousseff”, segundo Daniel Restrepo, conselheiro de Obama para as Américas.

Restrepo disse ainda que Obama e Dilma chegaram a discutir a questão líbia.

“Nenhuma inquietação foi expressa por parte de ninguém em relação às diferenças que manifestaram durante a votação no Conselho de Segurança”, insistiu o conselheiro.

Segundo a Folha apurou, enquanto os dois presidentes conversavam, um assessor americano entrou na sala com um bilhete. Obama leu e disse que as “providências” teriam de ser tomadas.

Em seguida, explicou a Dilma que o assunto se referia à Líbia e que ele estava dando o apoio para que as forças aliadas abrissem fogo contra as tropas comandadas pelo ditador Muammar Gaddafi.

No Rio de Janeiro, onde chegou na noite de sábado, Obama participou de uma conferência telefônica por linha segura com seu conselheiro de Segurança Nacional, Tom Donilon; a secretária de Estado, Hillary Clinton; o secretário de Defesa, Robert Gates, e o chefe do comando americano para a África, general Carter Ham, entre outros.

Na conversa, Obama recebeu uma atualização sobre o desenvolvimento das operações na Líbia por parte de Ham, que coordenou a primeira fase do ataque.

O presidente também abordou “as consultas militares e diplomáticas que ocorrem sobre a situação na Líbia” e agradeceu às forças americanas que participam da operação Aurora da Odisseia.

Obama anunciou no sábado o começo da operação aliada para atacar as defesas antiaéreas líbias e permitir o estabelecimento de uma zona de restrição aérea sobre o país norte-africano.

“Não é algo que os Estados Unidos ou nossos aliados tenhamos buscado”, mas o comportamento de Gaddafi, que continua seus ataques contra a cidade rebelde de Benghazi, não deixou outra opção, afirmou.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/dirigentes-do-pt-rio-discordam-de-presidente-estadual-do-partido.html