sábado, 19 de março de 2011

A luta pelo novo partido de Kassab

19.03.2011
Do blog de Luis Nassif
Por Joaquim Neiva


Kassab critica postura 'errática' do DEM com governo federal

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criticou neste sábado o que chamou de postura "errática" do DEM com o governo federal e afirmou que seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), será criado em até três meses.

"O processo de filiação se estabelece no momento em que é criado o novo partido. Teremos de 2 a 3 meses de convivência com uma situação híbrida, filiado ao partido anterior, mas caminhando para o partido futuro. Mas já me desligando dos cargos de direção no DEM", disse Kassab.

O prefeito lançará amanhã seu novo partido, em Salvador (BA), exibindo como principal aliado o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Os dois solicitaram ontem o desligamento do DEM.

"O DEM, nos últimos anos, teve uma postura de ser contra o governo [federal] qualquer que fosse a sua postura. E nós temos que pensar antes no Brasil. Não podemos deixar de entender que o Brasil é muito maior do que o PT, o PSDB muito maior do que qualquer partido", afirmou Kassab.

Ele, no entanto, disse não guardar mágoa do partido. "Vamos olhar para a frente. E que o DEM possa recuperar seu rumo e contribuir para que o Brasil possa experimentar mais desenvolvimento e corrigir as desigualdades sociais."

Kassab destacou que seu novo partido terá um "cunho social". "É um partido que procura acelerar a correção das desigualdades sociais no país, mas que sabe que o importante é ter investimentos para o desenvolvimento. É com bastante desenvolvimento que vamos ter velocidade para a correção das desigualdades."

PSD

Kassab disse que a sigla PSD é uma homenagem ao desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek, que foi candidato por um partido de mesma sigla na década de 50. E descartou uma fusão com o PSB antes das eleições de 2012.

Ele afirmou que tenta convencer Afif Domingos ou o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ou o ex-secretário estadual de Planejamento Francisco Luna a se candidatarem a prefeito pelo novo partido.

Segundo Kassab, o evento amanhã em Salvador será para que um conjunto de líderes políticos manifeste a intenção de ingressar no partido quando ele for criado.

Ele disse ainda que no evento de segunda-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo, serão apresentadas as diretrizes para a construção do programa partidário.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/891096-kassab-critica-postura-erratic...
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-luta-pelo-novo-partido-de-kassab

Ao lado de Dilma, Obama diz que Brasil é cada vez mais um líder mundial

19.03.2011
Da BBC BRASIL
Por Alessandra Corrêa
Enviada especial da BBC Brasil a Brasília


Obama e Dilma se cumprimentam após pronunciamento no Planalto

O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado, em Brasília, que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global.

Em pronunciamento conjunto com a presidente Dilma Rousseff, feito no Palácio do Planalto, Obama não expressou diretamente seu apoio ao ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

No entanto, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos vão continuar trabalhando "ao lado do Brasil e de outros países" para tornar o Conselho mais representativo, com a participação de novos atores importantes no cenário mundial.

Um comunicado conjunto publicado depois do pronunciamento, e assinado pelos dois presidentes, afirma que Obama "manifestou seu apreço" pela intenção do Brasil se tornar membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as "responsabilidades globais" assumidas pelo país.

Segundo uma fonte do governo brasileiro, o fato de Obama ter manifestado, no comunicado final, seu "apreço" à ambição brasileira de ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança foi considerado positivo, por ter sido um apoio dado por escrito.

No entanto, o gesto esperado pelo lado brasileiro era uma manifestação pública de apoio ao Brasil, assim como a oferecida pelo presidente americano à Índia, no ano passado, em discurso feito em Nova Déli.

Em sua fala, Obama disse que o Brasil, como uma das maiores democracias do hemisfério, promove uma maior integração entre as Américas. O presidente americano destacou o "crescimento extraordinário" do Brasil, que passou de receptor de ajuda externa para doador de recursos a outros países.

Obama citou o “sacrifício” feito por pessoas como Dilma para transformar o Brasil de uma ditadura para uma democracia, e disse ter certeza de que a sua colega brasileira exercerá a liderança para viabilizar o progresso na relação entre os dois países.

O presidente americano afirmou que sua visita ao Brasil é uma oportunidade para estreitar a parceria entre os dois países nas áreas de energia renovável e de comércio. Ele também destacou as ações conjuntas entre EUA e Brasil em ações humanitárias, no combate ao tráfico de drogas e contra o trabalho infantil.

Dilma

Em seu discurso, Dilma ressaltou o fato de ela ser a primeira mulher na Presidência brasileira, recebendo em visita oficial o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

Dilma citou “contradições” que precisam ser superadas, pedindo o fim de medidas protecionistas no comércio com os Estados Unidos.

Ela reconheceu os esforços tomados pelo governo americano para sair da crise, mas disse que é necessário romper as barreiras aos produtos brasileiros e corrigir "desequilíbrios" na relação comercial entre os dois países.

A presidente pediu reformas em instituições como o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU.

Quanto ao Conselho de Segurança, a presidente pediu um assento permanente no órgão, afirmando que o Brasil é um país comprometido com a paz, a tolerância e o diálogo, e que não pretende realizar uma “ocupação burocrática” de espaços como este.

Dilma destacou a importância de estabelecer parcerias com Estados Unidos nas áreas de infraestrutura e energia, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio, em 2016.

Almoço

Depois do pronunciamento, em almoço promovido para mais de 150 pessoas no Palácio Itamaraty, Dilma afirmou que o Brasil está pronto para dar sua "contribuição à paz internacional" no Conselho de Segurança da ONU. "Queremos contribuir para uma multipolaridade benigna", disse.

A presidente também ressaltou a importância da cooperação entre Brasil e Estados Unidos na exploração do petróleo da camada do pré-sal e no desenvolvimento de tecnologias de energia renovável.

Sobre comércio, Dilma afirmou que tanto Brasil quanto Estados Unidos esperam uma conclusão bem-sucedida na rodada Doha, iniciada em 2001 para estimular o comércio entre os países e reduzir o protecionismo, mas que acabou suspensa em 2008 devido a desacordos sobre questões agrícolas.

Por sua vez, Obama citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-61) ao dizer que Brasília seria "o raiar de um novo dia", e afirmou que sua visita cria as bases para cooperação não apenas para os povos americano e brasileiro, mas para todo o mundo.

O presidente americano afirmou que pretende ajudar o Brasil no que for possível em seu caminho de progresso econômico. "O crescimento do Brasil é um dos principais empreendimentos da nossa era", disse Obama.

Comunicado

O comunicado conjunto divulgado pelos governos americano e brasileiro informa que os dois países, entre outros acordos, firmaram a intenção de criar uma comissão permanente para o comércio e a cooperação econômica.

Segundo o comunicado, os dois presidentes reconheceram o G20 como fórum para coordenar a cooperação econômica internacional, encorajando a criação de políticas para corrigir desequilíbrios entre diversos países.

Ainda de acordo com o texto, Obama e Dilma concordaram em ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis e fontes renováveis de energia.

O comunicado informa também que Brasil e Estados Unidos irão revisar os programas de cooperação existentes na área da educação, com o objetivo de ampliar o intercâmbio de estudantes e de aumentar a disponibilidade de bolsas de estudo.

Além disto, dada a experiência dos Estados Unidos em organizar grandes eventos esportivos, ambos os países firmarão um acordo de cooperação para compartilhar informações relativas à Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio. A parceria se dará principalmente nas áreas de infraestrutura, segurança e proteção.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110319_obama_dilma_rp.shtml

Lula e o Irã: Como a desinformação se espalha

19.03.2011
Do blog de Luis Carlos Azenha
Por Lisandra Paraguassu, de O Estado de S. Paulo

Convidado, Lula não participa do almoço com Obama


Ex-presidente ficou em São Bernardo para comemorar aniversário de um dos filho; Itamaraty convidou todos os ex-chefes

BRASÍLIA – O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes da República para o almoço em homenagem ao presidente americano Barack Obama, neste sábado, 19. Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor de Mello e José Sarney estão presentes. É praxe do Ministério das Relações Exteriores convidar os ex-presidentes para eventos importantes no Itamaraty.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu ficar em São Bernardo para comemorar o aniversário de um de seus filhos.

A relação do presidente Lula com Obama esfriou no final do mandato do presidente brasileiro, principalmente no ano passado, por causa da negociação do Brasil com o Irã em torno do programa nuclear iraniano. Fruto da performance de Lula nos fóruns internacionais, Obama chegou a chamar Lula, carinhosamente, de “o cara”.

Lula, em parceria com o governo turco, negociou para que o regime iraniano não fosse alvo de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas foi mal sucedido. O governo Obama considerou que as garantias oferecidas pelo governo de Mahmoud Ahmadinejad para o controle do programa nuclear não eram suficientes e rejeitou a negociação capitaneada por Lula.

A partir desse fracasso, a relação pessoal entre os dois presidentes perdeu força e Obama arquivou de vez a ideia de visitar o Brasil. Mesmo sem Dilma Rousseff ter visitado os EUA, Obama decidiu agora, no início do mandato da presidente brasileira, incluir o país em um périplo pela América Latina.

PS do Viomundo: Ah, tá. Então o que o Lula queria era evitar sanções ao Irã!
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lula-e-o-ira-como-a-desinformacao-se-espalha.html