quinta-feira, 17 de março de 2011

Contribuição menor ao INSS para dona de casa

17.03.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Rosa Falcão
rosafalcao.pe@dabr.com.br

Projeto de lei no Senado reduz de 15 para 2 anos tempo de recolhimento que dá direito à aposentadoria

As donas de casa de baixa renda com mais de 45 anos poderão se aposentar por idade com a contribuição de apenas dois anos e receber um salário mínimo de R$ 545. É o que prevê o projeto de lei (PLS 81/2011) apresentado no Senado Federal. Pelas regras atuais essa categoria tem direito a aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se contribuir no mínimo por 15 anos com a alíquota diferenciada de 11%. A proposta inclui uma regra de transição e só vai beneficiar as pessoas que se inscreverem no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) até 31 de dezembro deste ano. O projeto poderá contemplar cerca de 6,3 milhões de mulheres entre 45 e 59 anos de idade e 5 milhões com mais de 60 anos.


Proposta que altera contribuição da dona de casa será discutida pelos senadores e depois enviada à Câmara Foto:
Paulo de Araújo/CB/D.A Press

Autora da proposta, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) destaca que o tempo de contribuição de 15 anos em vigor deixou de fora muitas mulheres idosas com mais de 70 anos. ´Quando a lei foi aprovada em 2006 houve um avanço grande, mas muitas mulheres com 70 anos não usufruiram porque teriam que contribuir por quinze anos`. Ela explica que o projeto cria uma regra de transição, para permitir às pessoas mais idosas que se inscreverem no INSS pelo modelo simplificado contribuir com tempo reduzido para ter a aposentadoria quando completar a idade mínima de 60 anos (mulher) e 65 anos (homem).

Por exemplo: a mulher de 58 anos que começar a pagar o INSS este ano poderá se aposentar com dois anos de contribuição. Enquanto a dona de casa com 57 anos terá que pagar durante três anos à Previdência Social, e quem tiver 56 anos vai contribuir por quatro anos. A tabela prossegue até alcançar o período mínimo de 15 anos (180 meses). A senadora petista esclarece que o projeto beneficia as pessoas de baixa renda que se dediquem apenas ao emprego doméstico dentro da sua residência.

Questionada sobre as formas de financiamento das novas aposentadorias, a parlamentar responde que os recursos deverão ser bancados pelo Tesouro Nacional, que fará os repasses do dinheiro para cobrir o orçamento da previdência. Ela não soube estimar o impacto financeiro da medida nas contas do INSS. ´Como o projeto prevê uma regra de transição, não haverá um aumento real das despesas previdenciárias`.

O PLS 81/2011 está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado à espera da indicação do relator. A proposta será discutida pelos senadores e depois de votada seguirá para a Câmara dos Deputados. Se a lei for aprovada no Congresso Nacional dependerá da sanção da presidente Dilma Rousseff para ser implementada pelo Ministério da Previdência Social.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/03/17/economia9_0.asp

"Obama: a farsa do sonho americano"

17.03.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de Francisco Machado Filho, publicado no blog Interação Midiática:

Confesso que no dia da posse do presidente Obama, me emocionei frente à TV acreditando que estaria presenciando um novo tempo, uma nova história sendo escrita à partir da eleição do primeiro presidente negro nos EUA. As promessas foram muitas: fim de Guantanamo, em Cuba, fim da invasão americano ao Iraque, recuperação da economia americana, regulação do sistema financeiro, uma nova política de imigração e etc. Mas, infelizmente, tudo não passou de um sonho. Obama é apenas “mais do mesmo”. Enganou todos os americanos que votaram nele e boa parte do mundo. Suas ações após ter tomado posse falam muito mais que suas promessas.

A primeira pessoa influente que me chamou a atenção para o fato de que Obama não representa uma mudança verdadeira na política americana foi Noam Chomsky. O importante pensador americano afirmou que Obama era a mesma coisa que seu antecessor: Bush filho, apenas com uma retórica diferente. “Yes, we can”. Sim, nós podemos. Esta foi a frase, repetida a exaustão pela mídia mundial, na qual Obama conseguiu atingir o coração e mente de todos que acreditaram nele. Nela está implícito o desejo dos americanos em resgatar o seu estilo de vida (consumista) e orgulho em ser a nação mais rica e poderosa do globo. Mas, então, as decepções começaram se concretizar. Em seu primeiro ano de mandato, o índice de aprovação de Obama caiu de 78% para 47%. Uma das maiores quedas já registradas no primeiro ano de mandato presidencial dos EUA.

Obama intensificou mais do que Bush as intervenções militares no Oriente Médio e no Afeganistão, aumentou impostos para a classe média (e não para os ricos, que viram seus impostos diminuir no governo Bush), não só não fechou Guantanamo, como autorizou novos julgamentos, mas o pior ainda estava por vir.

A segunda pessoa influente que me chamou a atenção para o “mais do mesmo” que representava Obama, foi o documentário: Capitalismo: uma história de amor, do cineasta americano Michael Moore. No final do documentário, Moore levanta a hipótese que poderíamos estar entrando em uma nova fase (quando do lançamento do filme, Obama tinha assumido a presidência há poucos meses) com a eleição do primeiro presidente negro. Mas via em um pequeno detalhe, algo que podia frustrar esta esperança: as mesmas empresas que doaram milhões de dólares para a campanha de John McCain, também o fizeram para o comitê de Obama.

A terceira pessoa a me alertar sobre Obama foi Charles Ferguson, em seu documentário, Trabalho Interno, ganhador do Oscar de 2011 e que jogou por terra completamente a esperança que depositava em Obama e o sonho de uma nova era. No final do governo Bush, uma crise financeira abalou o mundo, comparada apenas à crise de 1929. Ao assumir a presidência dos EUA, Obama afirmou que a “farra” financeira acabaria e que imporia restrições ao mercado financeiro para que a crise não se repetisse. Não fez nada disso, e ainda fez pior. Estão em seu governo, atualmente e participando de sua equipe econômica, os principais envolvidos nas causas que levaram o mundo à pior crise financeira em mais de 40 anos. E mais, liberou U$ 700 bilhões do dinheiro público americano para “salvar” bancos, agências de financiamento e seguradoras envolvidas na crise e empresas afetadas por ela.

As mesmas pessoas que causaram a crise estão ocupando cargos de confiança e liderança na equipe econômica do governo Obama, sem que nenhuma acusação pesasse contra elas e todas muito ricas, pois parte do dinheiro liberado por Obama foi destinado ao pagamento de bônus aos executivos destas instituições. Isso mesmo, estão no governo Obama executivos que anteriormente ocupavam cargos nas instituições envolvidas, tais como: Lehman Brothers, AIG, J.P Morgan, Merrill Lynch e outras.

Agora, Obama vem ao Brasil. O que será que ele vem fazer aqui? O Brasil saiu-se muito bem da crise. José Serra, que pretendia fazer uma política mais alinhada à americana, não ganhou as eleições presidenciais. Parte da imprensa brasileira já está se derretendo para o lado do presidente americano. Estão tratando o evento como se um deus grego viesse nos visitar, até comício na Cinelândia Obama irá fazer. O que quer o Sr. mentira quer com nosso país? A respeito de suas ações, podemos estar correndo perigo? “Yes, we can”.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/obama-farsa-do-sonho-americano.html

Obama e o "conservadorismo de bordel"

17.03.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo entrevista concedida ao sítio Carta Maior:


Em entrevista exclusiva à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a visita de Obama ao Brasil, a situação dos Estados Unidos e da economia mundial. Para ela, a convalescença internacional será longa e dolorosa. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, diz. E acrescenta: "a sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”.

Quando estourou a crise de 2007/2008, ela desabafou ao Presidente Lula no seu linguajar espontâneo e desabrido: “Que merda, nasci numa crise, vou morrer em outra”. Perto de completar 81 anos – veio ao mundo numa aldeia portuguesa em 24 de abril de 1930 - Maria da Conceição Tavares, felizmente, errou. Continua bem viva, com a língua tão afiada quanto o seu raciocínio, ambos notáveis e notados dentro e fora da academia e esquerda brasileira. A crise perdura, mas o Brasil, ressalta com um sorriso maroto, ao contrário dos desastres anteriores nos anos 90, ‘saiu-se bem desta vez, graças às iniciativas do governo Lula’.


A convalescença internacional, porém, será longa, adverte. “E dolorosa”. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, dispara Conceição que não se deixa contagiar pelo entusiasmo da mídia nativa com a visita do Presidente Barack Obama, que chega o país neste final de semana.


Um esforço narrativo enorme tenta caracterizar essa viagem como um ponto de ruptura entre a ‘política externa de esquerda’ do Itamaraty – leia-se de Lula , Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães - e o suposto empenho da Presidenta Dilma em uma reaproximação ‘estratégica’ com o aliado do Norte. Conceição põe os pingos nos is. Obama, segundo ela, não consegue arrancar concessões do establishment americano nem para si, quanto mais para o Brasil.

‘Quase nada depende da vontade de Obama, ou dito melhor, a vontade de Obama quase não pesa nas questões cruciais. A sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”. O entusiasmo inicial dos negros e dos jovens com o presidente, no entender da decana dos economistas brasileiros, não tem contrapartida nas instâncias onde se decide o poder americano. “O que esse Obama de carne e osso poderia oferecer ao Brasil se não consegue concessões nem para si próprio?”, questiona e responde em seguida: ‘Ele vem cuidar dos interesses americanos. Petróleo, certamente. No mais, fará gestos de cortesia que cabem a um visitante educado’.


O desafio maior que essa discípula de Celso Furtado enxerga é controlar “a nuvem atômica de dinheiro podre” que escapou com a desregulação neoliberal – “e agora apodrece tudo o que toca”. A economista não compartilha do otimismo de Paul Krugman que enxerga na catástrofe japonesa um ponto de fuga capaz, talvez, de exercer na etapa da reconstrução o mesmo efeito reordenador que a Segunda Guerra teve sobre o capitalismo colapsado dos anos 30. “O quadro é tão complicado que dá margem a isso: supor que uma nuvem de dinheiro atômico poderá corrigir o estrago causado por uma nuvem nuclear verdadeira. Respeito Krugman, mas é mais que isso: trata-se de devolver o dinheiro contagioso para dentro do reator, ou seja, regular a banca. Não há atalho salvador’.


Leia a seguir a entrevista exclusiva de Maria da Conceição Tavares à Carta Maior.


Por que Obama se transformou num zumbi da esperança progressista norte-americana?


Os EUA se tornaram um país politicamente complicado... o caso americano é pior que o nosso. Não adianta boas idéias. Obama até que as têm, algumas. Mas não tem o principal: não tem poder, o poder real; não tem bases sociais compatíveis com as suas idéias. A estrutura da sociedade americana hoje é muito, muito conservadora –a mais conservadora da sua história. E depois, Obama, convenhamos, não chega a ser um iluminado. Mas nem o Lula daria certo lá.


Mas ele foi eleito a partir de uma mobilização real da sociedade....


Exerce um presidencialismo muito vulnerável, descarnado de base efetiva. Obama foi eleito pela juventude e pelos negros. Na urna, cada cidadão é um voto. Mas a juventude e os negros não tem presença institucional, veja bem, institucional que digo é no desenho democrático de lá. Eles não tem assento em postos chaves onde se decide o poder americano. Na hora do vamos ver, a base de Obama não está localizada em lugar nenhum. Não está no Congresso, não tem o comando das finanças, enfim, grita, mas não decide.


O deslocamento de fábricas para a China, a erosão da classe trabalhadora nos anos 80/90 inviabilizaram o surgimento de um novo Roosevelt nos EUA?


Os EUA estão congelados por baixo. Há uma camada espessa de gelo que dissocia o poder do Presidente do poder real hoje exercido, em grande parte, pela finança. Os bancos continuam incontroláveis; o FED (o Banco Central americano) não manda, não controla. O essencial é que estamos diante de uma sociedade congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada...


É uma decadência reversível?


É forçoso lembrar, ainda que seja desagradável, que os EUA chegaram a isso guiados, uma boa parte do caminho, pelas mãos dos democratas de Obama. Foram os anos Clinton que consolidaram a desregulação dos mercados financeiros autorizando a farra que redundou em bolhas, crise e, por fim, na pasmaceira conservadora.


Esse colapso foi pedagógico; o poder financeiro ficou nu, por que a reação tarda?


A sociedade americana sofreu um golpe violento. No apogeu, vendia-se a ilusão de uma riqueza baseada no crédito e no endividamento descontrolados. Criou-se uma sensação de prosperidade sobre alicerces fundados em ‘papagaios’ e pirâmides especulativas. A reversão foi dramática do ponto de vista do imaginário social. Um despencar sem chão. A classe média teve massacrados seus sonhos do dia para noite. A resposta do desespero nunca é uma boa resposta. A resposta americana à crise não foi uma resposta progressista. Na verdade, está sendo de um conservadorismo apavorante. Forças e interesses poderosos alimentam essa regressividade. A tecnocracia do governo Obama teme tomar qualquer iniciativa que possa piorar o que já é muito ruim. Quanto vai durar essa agonia? Pode ser que a sociedade americana reaja daqui a alguns anos. Pode ser. Eles ainda são o país mais poderoso do mundo, diferente da Europa que perdeu tudo, dinheiro, poder, auto-estima... Mas vejo uma longa e penosa convalescença. Nesse vazio criado pelo dinheiro podre Obama flutua e viaja para o Brasil.


Uma viagem cercada de efeitos especiais; a mídia quer demarcá-la como um divisor de águas de repactuação entre os dois países, depois do ‘estremecimento com Lula’. O que ela pode significar de fato para o futuro das relações bilaterais?


Obama vem, sobretudo, tratar dos interesses norte-americanos. Petróleo, claramente, já que dependem de uma região rebelada, cada vez mais complexa e querem se livrar da dependência em relação ao óleo do Chávez. A política externa é um pouco o que sobrou para ele agir, ao menos simbolicamente.


E o assento brasileiro no Conselho de Segurança?


Obama poderá fazer uma cortesia de visitante, manifestar simpatia ao pleito brasileiro, mas, de novo, está acima do seu poder. Não depende dele. O Congresso republicano vetaria. Quase nada depende da vontade de Obama, ou dito melhor, a vontade de Obama quase não pesa nas questões cruciais.


Lula também enfrentou essa resistência esfericamente blindada, mas ganhou espaço e poder...


Obama não é Lula e não tem as bases sociais que permitiriam a Lula negociar uma pax acomodatícia para avançar em várias direções. A base equivalente na sociedade americana, os imigrantes, os pobres, os latinos, os negros, em sua maioria nem votam e acima de tudo estão desorganizados. Não há contraponto à altura do bloco conservador, ao contrário do caso brasileiro. O que esse Obama de carne e osso poderia oferecer ao Brasil se não consegue concessões nem para si próprio?


A reconstrução japonesa, após a tragédia ainda inconclusa, poderia destravar a armadilha da liquidez que corrói a própria sociedade americana ? Sugar capitais promovendo um reordenamento capitalista, como especula Paul Krugman?


A situação da economia mundial é tão complicada que dá margem a esse tipo de especulação. Como se uma nuvem atômica de dinheiro pudesse consertar uma nuvem atômica verdadeira. Não creio. Respeito o Krugman, mas não creio. O caminho é mais difícil. Trata-se de devolver a nuvem atômica de dinheiro para dentro do reator; é preciso regular o sistema, colocar freios na especulação, restringir o poder do dinheiro, da alta finança que hoje campeia hegemônica. É mais difícil do que um choque entre as duas nuvens. Ademais, o Japão eu conheço um pouco como funciona, sempre se reergueu com base em poupança própria; será assim também desta vez tão trágica. Os EUA por sua vez, ao contrário do que ocorreu na Segunda Guerra, quando eram os credores do mundo, hoje estão pendurados em papagaios com o resto do mundo –o Japão inclusive. O que eles poderiam fazer pela reconstrução se devem ao país devastado?


Muitos economistas discordam que essa nuvem atômica de dinheiro seja responsável pela especulação, motivo de índices recordes de fome e de preços de alimentos em pleno século XXI. Qual a sua opinião?


A economia mundial não está crescendo a ponto de justificar esses preços. Isso tem nome: o nome é especulação. Não se pode subestimar a capacidade da finança podre de engendra desordem. Não estamos falando de emissão primária de moeda por bancos centrais. Não é disso que se trata. É um avatar de moeda sem nenhum controle. Derivam de coisa nenhuma; derivativos de coisa nenhuma representam a morte da economia; uma nuvem nuclear de dinheiro contaminado e fora de controle da sociedade provoca tragédia onde toca. Isso descarnou Obama.


É o motor do conservadorismo americano atual. Semeou na America do Norte uma sociedade mais conservadora do que a própria Inglaterra, algo inimaginável para alguém da minha idade. É um conservadorismo de bordel, que não conserva coisa nenhuma. É isso a aliança entre o moralismo republicano e a farra da finança especulativa. Os EUA se tornaram um gigante de barro podre. De pé causam desastres; se tombar faz mais estrago ainda. Então a convalescença será longa, longa e longa.


Esse horizonte ameaça o Brasil?


Quando estourou a crise de 2007/2008, falei para o Lula: - Que merda, nasci numa crise mundial, vou morrer em outra... Felizmente, o Brasil, graças ao poder de iniciativa do governo saiu-se muito bem. Estou moderadamente otimista quanto ao futuro do país. Mais otimista hoje do que no começo do próprio governo Lula, que herdou condições extremas, ao contrário da Dilma. Se não houver um acidente de percurso na cena externa, podemos ter um bom ciclo adiante.


A inflação é a pedra no meio do caminho da Dilma, como dizem os ortodoxos?


Meu temor não é a inflação, é o câmbio. Aliás, eu não entendo porque o nosso Banco Central continua subindo os juros, ainda que agora acene com alguma moderação. Mas foram subindo logo de cara! Num mundo encharcado de liquidez por todos os lados, o Brasil saiu na frente do planeta... Subimos os juros antes dos ricos, eles sim, em algum momento talvez tenham que enfrentar esse dilema inflacionário. Mas nós? Por que continuam a falar em subir os juros se não temos inflação fora de controle e a prioridade número um é o câmbio? Não entendo...


Seria o caso de baixar as taxas?


Baixar agora já não é mais suficiente. Nosso problema cambial não se resolve mais só com inteligência monetária. Meu medo é que a situação favorável aqui dentro e a super oferta de liquidez externa leve a um novo ciclo de endividamento. Não endividamento do setor público, como nos anos 80. Mas do setor privado que busca lá fora os recursos fartos e baratos, aumentando sua exposição ao risco externo. E quando os EUA subirem as taxas de juros, como ficam os endividados aqui?


Por que o governo hesita tanto em adotar algum controle cambial?


Porque não é fácil. Você tem um tsunami de liquidez externa. Como impedir as empresas de pegarem dinheiro barato lá fora? Vai proibir? Isso acaba entrando por outros meios. Talvez tenhamos que implantar uma trava chilena. O ingresso de novos recursos fica vinculado a uma permanência mínima, que refreie a exposição e o endividamento. Mas isso não é matéria para discutir pelos jornais. É para ser feito. Decidir e fazer.


A senhora tem conversado com a Presidenta Dilma, com Lula?


O governo está começando; é preciso dar um tempo ao tempo. Falei com Lula recentemente quando veio ao Rio. Acho que o Instituto dele está no rumo certo. Deve se debruçar sobre dois eixos fundamentais da nossa construção: a questão da democracia e a questão das políticas públicas. Torço para que o braço das políticas públicas tenha sede no Rio. O PT local precisa desse empurrão. E fica mais perto para participar.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/obama-e-o-conservadorismo-de-bordel.html

Brasil lançará Comissão da Verdade para investigar casos da ditadura militar

17.03.2011
Do blog do Deputado Federal, Zeca Dirceu(PT/PR)

Os mortos da ditadura ainda vivem na memória dos brasileiros, sobretudo os familiares. Por isso, o governo pretende esclarecer, de uma vez por todas, as circunstâncias e o destino dos corpos dos mortos e desaparecidos nos anos da ditadura militar. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse hoje (17) à Agência Brasil, que defende, nesse sentido, a instalação de uma Comissão Nacional da Verdade, para investigar todos os casos ocorridos no período de ‘ferro’. “É uma dívida da nação com o povo brasileiro que não está sendo reconhecida”, disse a ministra.

Quanto a eventuais resistências dos militares em abrirem os arquivos do período da ditadura, Maria do Rosário afirmou que as instituições das Forças Armadas, na atualidade, estão vocacionadas para a democracia. Ao Congresso, ela solicitou que o assunto seja debatido no ritmo que os parlamentares julgarem adequado. O projeto que institui a criação da Comissão da Verdade foi encaminhado ao Congresso em maio de 2010, véspera do início da disputa presidencial.

Ao participar de encontro na Comissão de Direitos Humanos do Senado, para discutir com representantes de vários segmentos da sociedade a política de direitos humanos do Executivo, Maria do Rosário também destacou a situação da família do ex-deputado Rubens Paiva (PTB), preso pela ditadura militar e desaparecido desde 1971. “A nação recebeu sua vida [Rubens Paiva]. Agora, a nação recebe a luta de seus netos que querem saber o que ocorreu com Rubens Paiva e outros que morreram na luta pela democracia”, afirmou a titular de Secretaria de Direitos Humanos.
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Fonte:http://www.zecadirceu.com.br/post.php?id=4495

Presidente da CUT fala sobre resultado de encontro com Dilma

17/03/2011
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Coletiva

O presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijó, participa hoje de reunião com sindicalistas sobre o resultado do encontro com a presidente Dilma Rousseff. A entrevista coletiva acontece esta tarde na sede da CUT, na Rua Dom Manoel Pereira, em Santo Amaro.

Na ocasião, Feijó vai falar ainda sobre a definição de uma política de correção da tabela do Imposto de Renda em longo prazo, semelhante à utilizada para estabelecer o valor do salário mínimo. De acordo com o dirigente, a Central acha necessário estabelecer a correção para este ano. As centrais sindicais em nível nacional lutam por um índice de 6,47%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010. O passo seguinte será estabelecer o critério para atualização do valor.

Outro resultado importante da reunião foi a formalização de uma mesa permanente de negociação entre governo e centrais que terá a presença de ministros e será coordenada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Essa mesa composta por diferentes ministros, de acordo com o tema em pauta, tratará de assuntos como política de valorização de aposentadorias acima do mínimo, organização no local de trabalho, 158, imposto sindical, entre outros temas.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/politica/nota.asp?materia=20110317101353

O que penso da visita de Obama ao Brasil

16/03/11
BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Antes de opinar sobre a visita de Barack Obama ao Brasil, tive o cuidado de pedir aos meus leitores que me dessem um “feedback” (tempos de inglês, meus caros…) não apenas sobre o que esperam da visita do presidente norte-americano, mas até sobre se deveria vir ou ser recebido.

Há uma variedade bastante interessante de opiniões sobre a ilustre visita. Há, por exemplo, quem ache que não deveria nem ter sido aceito o pedido de visita de um presidente de um país que mantém relações diplomáticas, comerciais e culturais com o nosso.

Há quem veja como negativa a visita de Obama. Aceita que venha, mas acha que vem para nos depenar de alguma forma, o que não chega a ser tão absurdo quanto pode parecer a alguns. Pedem, assim, que a presidenta tome cuidado. Ou nem pedem, porque acham que está tudo dominado.

Há quem fique indiferente, também. “Ele vem? E daí? Vamos ser educados e recebê-lo. E que faça seu showzinho logo e se mande”. Ou há quem ache que nada extrairemos de sua visita, então acha que a presidenta vai aproveitar para dar um tapa de luva de pelica no pobre do Obama.

Há, por fim, quem julga positivo que o presidente dos Estados Unidos se desloque até aqui. Há quem veja prestígio para o Brasil. Estes, subdividem-se entre os que acham que podemos tirar vantagem ainda maior de sua visita e os que já se satisfazem com a o fato de o Brasil estar, durante o evento, sob os olhares do mundo inteiro.

Estou um pouco com cada grupo, mas tenho uma postura definida.

Acho que quem ficou puto com a vinda de Obama ao Brasil e que acha que a presidenta nem deveria ter aceitado recebê-lo pelo simbolismo do cargo que ele ocupa – de líder do Grande Satã –, tem lá, sim, alguma razão. Estamos falando da potência que tanto mal já nos fez…

Contudo, quem fez mal ao Brasil não foi Obama, foi o país dele. E temos que nos decidir se vamos ter relações com esse país ou não, o que não me parece uma questão muito polêmica, pois duvido que seja mais do que um contingente minimamente representativo de brasileiros que queira isso.

Também devemos pensar no seguinte: uma potência com poder para influir tanto no resto do mundo está melhor nas mãos do fraco – porém minimamente sensato – Obama ou do homicida George Bush? Foi melhor que os EUA elegessem Obama ou o assustador ex-combatente de direita John McCain e a debilóide de ultra-direita Sarah Palin?

Se Obama deve vir ao Brasil? Não há nem o que discutir. É claro que deve. É bom que venha. Temos relações diplomáticas, comerciais e culturais com os Estados Unidos e temos, também, que nos portar como anfitriões de respeito, dando-lhe uma acolhida calorosa como só o nosso povo sabe fazer na hora em que se deve trocar gentilezas.

Ou alguém acha que chefes de Estado – sobretudo de Estados como o americano e o brasileiro – deixam para negociar pontos sensíveis na hora das fotos durante a cerimônia pública de recepção diplomática? É óbvio que a agenda está definida. Os intermediários diplomáticos já terão tratado de tudo que for detalhe, ficando apenas o bater do martelo para o final.

E o que se discutirá? Um dos pontos que está sendo mais discutido é o apoio de Obama à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Podem acreditar em mim, portanto, que Dilma não tem nenhuma intenção de passar qualquer reprimenda em Obama ou no país dele.

Até porque, Obama vem aqui para ser bem recebido e melhorar a sua combalida imagem, e também pretendendo aumentar os negócios bilaterais, coisa de que seu país precisa muito.

Mas e deles, dos americanos, precisamos do quê?

Dinheiro, como na época do genial príncipe da Sorbonne, não precisamos. Pelo contrário. Talvez tenhamos mais dólares disponíveis em caixa do que o país do dólar que todos sabem enterrado em restrições orçamentárias draconianas, para não ser exagerado.

Tecnologia? Não creio. Há fila de outros países querendo nos dar tecnologia. Aliás, os americanos são ruins de negócio, nesse quesito. Nem adianta tentar. Os caças americanos dificilmente serão comprados, por mais que a compra deles que o Brasil deverá fazer no ano que vem seja um dos pontos da pauta de Obama e Dilma.

O que os Estados Unidos podem nos dar, através de Obama, o medroso presidente americano dificilmente dará. Simplesmente porque tem pouco poder. Duvido que os falcões de Washington, que andam em seus calcanhares, concordarão em entregar poder de veto no Conselho de Segurança a um país governado por uma ex-guerrilheira de esquerda.

Se assim for, para nós essa visita redundará em zero. Talvez alguns contratos comerciais… Nada muito além. O que não quer dizer que Dilma não deva receber Obama e ser muito gentil com ele. Assim como o nosso povo.

Aliás, se movimentos sociais e políticos quiserem lhe dizer alguma coisa, não será através da hostilidade que conseguirão. Através da cortesia, da boa educação, da firmeza, da sinceridade e da honestidade de propósitos, porém, esse pode ser o ponto alto da visita do presidente norte-americano. Com boas maneiras, é possível até lhe chutar as canelas.

Chutar as canelas de Obama, porém, não trará nada ao Brasil ou às vítimas dos Estados Unidos de ontem e de hoje. É preferível que se tente dialogar com ele. Convencê-lo a tomar alguma medida que caiba no âmbito de sua escassa coragem. Mas, para isso, ele precisa ouvir as vozes dos descontentes, o que só fará se for tratado com respeito.

Bem, e sobre o que penso da visita de Obama ao Brasil, posição que me foi cobrada, só saberei depois que acontecer.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/o-que-penso-da-visita-de-obama-ao-brasil/

Todos odeiam Kassab

16/03/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
De repente, a mídia começou a fazer reportagens bem ruins para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Cracolândia, enchentes, congestionamentos e, acima de tudo, claro oportunismo kassabiano no âmbito do partido que está criando, o PDB, que deverá sugar as últimas gotinhas de sangue do exangue DEM.

Sempre é bom lembrar que o partido do qual Kassab pula fora tem um DNA – ou ADN, para ser politicamente correto – tenebroso. Ex-UDN, ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL, agora o Democratas corre o risco de terminar 2011 com menos de 1/6 da bancada de deputados federais que tinha há uma década.

Os ataques demolidores que Folha, Veja, Estadão, Globo e penduricalhos já ensaiam contra Kassab só não aumentaram porque ele ainda está titubeando em sair do DEM, por mais que a situação pareça estar se configurando irreversível. Mas, como em política o que dizem tem a consistência de uma bolha de sabão, não me espantaria se o prefeito paulistano desistisse de desistir do que sobrou da direita após o tsunami eleitoral de 2010, que lhe varreu mais um belo naco do território político no Brasil.

Reportagens têm sido feitas, aliás, sobre a desidratação destra em curso neste país. No último domingo, a Folha de São Paulo publicou matérias com postulados bem significativos:

Direita ideológica some do quadro partidário brasileiro

Em crise no país, legendas liberais trocam de nome para tentar sobreviver

Militantes dizem faltar espaço para ideias de direita; especialista vê consenso social-democrata no Brasil

Além disso, um dos três grandes jornais que fazem a cabeça da direita brasileira trata com desdém e até pilhéria iniciativas para “resgatar a imagem da direita”, de novo com aquela história de que os demos e tucanos seriam, isso sim, de “esquerda”, assim como os generais que implantaram uma ditadura que cassou e detonou “comunistas” durante 20 anos:

Jovens de SP fundam grupo para ‘endireitar’ o país

Está difícil de endireitar o país quando os políticos de direita fogem do rótulo como o diabo da cruz. Isso porque a centro-direita tucana e a direita mais assumida demista foram arrasadas no pleito de 2010. E a sua máquina midiática de propaganda está sofrendo um ataque surdo que pode engolfá-la se prosseguir com seus antigos métodos.

Não é por outra razão que já faz quase três meses que Folha, Veja, Estadão ou Globo não inventam nenhum escândalo ou picuinha de monta contra o governo federal. Não consigo me lembrar de quando isso ocorreu em relação a um governo do PT.

Kassab, portanto, é o símbolo dos novos tempos na política brasileira, da coexistência pacífica da mídia com o novo governo do país. Ao mesmo tempo em que sua fuga do DEM revela o estado de destruição em que se encontra a direita, significa o golpe de misericórdia nas pretensões de José Serra de se manter politicamente vivo e influente.

A situação de Serra é tão difícil que até Fernando Henrique Cardoso baixou o tom, refugiando-se no antilulismo pré-diluviano, no mesmo barco que Eliane Cantanhêde, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Ricardo Noblat, Merval Pereira, Augusto Nunes e algumas outras figuraças da moribunda direita brasileira.

Logo, logo, porém, terão que deixar o antilulismo de lado e falar do presente. O silêncio de Lula lhes tira o fôlego.

A mídia, portanto, fica em um dilema. Apesar de estarem coexistindo pacificamente com o governo Dilma, até porque este já sinalizou que não quer brigar ou lhes fazer desfeitas, os Marinho, Civita, Frias, Mesquita e companhia limitada são de direita. Direitona mesmo. Não querem ficar sem partidos que os representem, como são PSDB e DEM.

Todavia, como atacar Kassab com força sem atingir José Serra, seu ex-padrinho político, sem a própria mídia se desmoralizar? Só débeis mentais não perceberiam que as críticas surgiriam de chofre, o que levantaria questionamentos sobre por que só estariam surgindo agora, no penúltimo ano do governo de seis anos do prefeito paulistano.

Por outro lado, se valer mesmo a lenda de que Kassab fundará o Partido Democrático Brasileiro (PDB), sigla meio megalômana que deixa entender que os outros partidos não são democráticos, e que depois o fundirá com o PSB, tempos difíceis se avizinham para o prefeito.

Luiza Erundina já deixou claro que, se Kassab entrar em seu partido, ela sai. Na esquerda, no PT, no PC do B, entre os movimentos sociais, entre os sindicatos, não consigo imaginar alguém passando a tratá-lo como “companheiro”. Aliás, muito menos na blogosfera progressista…

Não é rancor. É consciência de que se trata de um oportunista que esfaqueou seus companheiros, aqueles que o levaram onde está, na primeira oportunidade. Ou seja, vale o aviso espanhol: “Cria cuervos para que te coman los ojos”. Ninguém criará o corvo Kassab, pois.

Traidor da direita, inaceitável para a esquerda, Kassab já ensaia os primeiros movimentos de seu descenso previsível. Sem mídia, com o tamanho diminuto de sua gestão em São Paulo sendo progressivamente revelado, pode-se dizer que está se tornando odiado por gregos e troianos. Um picareta a menos na política, pelo menos.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/todos-odeiam-kassab/

Eduardo descarta saída de Damázio e tranquiliza população sobre usina nuclear

17/03/2011
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Petrolina

O governador Eduardo Campos e todo o secretariado estadual iniciam hoje uma maratona pelo Sertão para dar início à segunda edição do programa Todos por Pernambuco.

O governador Eduardo Campos e todo o secretariado estadual iniciam hoje uma maratona pelo Sertão para dar início à segunda edição do programa Todos por Pernambuco e cumprir uma agenda paralela de inaugurações de obras e assinaturas de Ordem de Serviço e convênios em cinco municípios.

A programação começou pontualmente às 9h, na cidade de Petrolina, onde ele abriu o seminário do Todos por Pernambuco. Na chegada, o governador assistiu a uma apresentação do grupo Samba de Véio da Ilha do Massangano e até dançou coco com os participantes.

Eduardo falou rapidamente com a imprensa e assegurou a permanência do secretário de Defesa Social Wilson Damázio. "Continuo depositando toda a confiança nele. Não existe motivo para a sua saída", frizou.

O governador também procurou tranquilizar a população sobre a possível instalação de usina nuclear na cidade de Itacuruba. "Existem estudos, mas não existe nada definitivo, nem recursos no PPA, nem decisão política da presidente Dilma. Há estudos para a construção de mais 12 usinas nucleares no Brasil, sendo seis no Nordeste, mas o assunto não está na pauta. O programa nuclear é muito maior que uma usina nuclear e não se pode estigmatizá-lo. O programa nuclear brasileiro é bem mais amplo e beneficia a medicina, propicia curas como a do câncer e até mesmo ajuda a tratar pragas de lavouras", lembrou.

À tarde, o governador preside a reunião plenária do programa e, no final do dia, visita a escola estadual Gercino Coelho que passa por uma reforma. Amanhã, ainda em Petrolina, o governador vai inaugurar a pavimentação das estradas vicinais do Projeto Pontal, que prevê a implantação de infraestrutura hidráulica para irrigar 7.862 hectares. Serão inaugurados os acessos à Uruais (aproximadamente 20 km), à Fazenda Timbaúba (7,5 Km) e às Vilas N3 e N5. Obras realizadas com recursos do governo do estado.

Em seguida, Eduardo segue para os municípios vizinhos de Dormentes e Santa Filomena para entregar uma Escola de Referência e a pavimentação da estrada Santa Cruz da Baixa Verde/Santa Filomena, respectivamente. Às 14h30, o governador abre a reunião plenária do Todos por Pernambuco em Araripina e às 19h assina a Ordem de Serviço para a construção de uma Escola Técnica Estadual no município.

Após dormir em Araripina, Eduardo segue no sábado para Salgueiro às 07h da manhã. Chegando lá, visita as salas temáticas do Todos por Pernambuco. Às 14h, ele assina o convênio para ampliação e reforma do estádio municipal Cornélio de Barros e às 14h30 abre a plenária do Todos por Pernambuco. O seu retorno para Recife está marcado para as 19h.

Com informações da repórter Aline Moura
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/politica/nota.asp?materia=20110317103718

CARAVANA PELO SERTÃO:Senador Armando Monteiro elogia programa ''Todos por Pernambuco'', do Governo Eduardo

17.03.2011
Do BLOG DE JAMILDO

O senador Armando Monteiro (PTB/PE) acompanha a partir desta quinta-feira (17) a nova edição do programa Todos por Pernambuco, promovido pelo governo Eduardo Campos nas mais diversas regiões do Estado com o objetivo de planejar suas políticas públicas em sintonia com as necessidades da população.

De Brasília, Armando segue nesta quinta (17) para Petrolina, no Sertão do São Francisco, onde se incorpora à tarde à caravana do governador, que deve passar também pelos municípios de Dormentes, Santa Filomena, Araripina e Salgueiro, onde a programação de plenárias, inaugurações e anúncios de obras se encerra na noite do sábado (19).

Na opinião do senador, o Todos por Pernambuco tem sido fundamental para o sucesso da gestão Eduardo Campos: “Considero que essa experiência do Todos por Pernambuco foi um dos fatores determinantes do êxito do governo, essa capacidade de ouvir, de fazer uma ampla audiência dos segmentos da sociedade de Pernambuco, nas diferentes regiões do Estado, de modo a informar os programas governamentais de maneira adequada, legitimando as demandas que são encaminhadas por esses segmentos e dando uma dimensão muito qualificada ao processo de planejamento.

O êxito da experiência, em relação à primeira gestão Eduardo Campos, aponta mais ainda a necessidade de reproduzir o primeiro e aperfeiçoá-lo para que se assegure o êxito desse segundo governo, que na realidade é um novo governo”.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/17/senador_armando_monteiro_elogia_programa_todos_por_pernambuco_do_governo_eduardo_95145.php

Cuidando da cidade: PCR explica descalçamento de rua no Recife Antigo

17.03.2011
Do BLOG DE JAMILDO

Sobre o post “Leitor atento do Blog de Jamildo diz que obra no Bairro do Recife é desnecessária”, a Prefeitura do Recife esclarece que as obras na Rua Dona Maria César fazem parte de uma serie de ações realizadas pelo Governo Municipal para dar nova vida ao Bairro do Recife, importante cartão postal da cidade.

Na via, são realizados serviços para nivelar o pavimento da pista, assentado há mais de 20 anos, limpar o paralelo e requalificar as calçadas.

A questão da acessibilidade é um dos pontos fortes do trabalho de revitalização em curso, visando possibilitar o fácil deslocamento de pessoas com deficiência em uma das áreas mais belas e de grande valor histórico na capital pernambucana.

Por meio de uma parceria com o programa Monumenta/BID, além da Dona Maria César, outras sete vias são beneficiadas com as intervenções: Vigário Tenório, Assembléia, Arrecifes, Tomazina, Mariz e Barros, Travessas Tuiuti e do Amorim.

Vale ressaltar que a requalificação urbanística do Pólo Alfândega também já promoveu melhorias nas avenidas Cais da Alfândega e Alfredo Lisboa, além das ruas Madre de Deus, Aluisio Magalhães, Aluísio Periquito e da Moeda.

Assessoria de Imprensa
Prefeitura do Recife
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/17/pcr_explica_descalcamento_de_rua_no_recife_antigo_95188.php

Animação cultural André Campos promete dar prioridade a artistas locais na recuperação do Recife Antigo

17.03.2011
Do BLOG DE JAMILDO

O novo secretário de Turismo do Recife, André Campos, falou no começo desta tarde, em almoço no Amadeus, em Boa Viagem, sobre os planos para a sua pasta.

André Campos renovou a promessa de dar nova vida ao Recife Antigo, ajudando o setor de turismo local.

“Eu quero que as pesssoas tenham o Recife Antigo na cabeça quando pensarem em diversão, como já foi no passado. Não me preocupo com marcas, se foi de um gestor ou outros. O que eu quero é cuidar da cidade, para atrair turistas ao centro”, afirmou

Uma de suas idéias nesta área é promover atrações diárias no bairro, sempre a partir de quarta-feira, para estimular a renovação de empreendimentos como bares e restaurantes.

Ele disse que os artistas locais terão prioridade na contratação das apresentações.

As demais secretarias da PCR também ajudariam no projeto, com limpeza, disciplinamento do trânsito e etc.

A sua expectativa é de que já no segundo semestre os shows sejam postos em prática, depois de definida a grade (tipo de apresentação para cada dia).

O secretário adjunto da pasta, Carlos Braga, calculou que seria possível investir até R$ 2 milhões no projeto. “Com mais de um milhão de reais dá para fazer fácil”, explicou.

Na foto acima, o secretário e o adjunto, em companhia da editora Monalisa Dourado, da repórter Raissa, de Economia, e da editora de Turismo do JC, Janaína Lima, em primeiro plano.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/03/17/andre_campos_promete_dar_prioridade_a_artistas_locais_na_recuperacao_do_recife_antigo_95192.php

Servidores municipais de Paulista lançam campanha salarial

17.03.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

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"E o salário, oh", já dizia o professor Raimundo...

Servidores da Prefeitura de Paulista lançam a campanha salarial 2011 hoje (17). Duas assembléias serão realizadas (às 09h e às 14h), no Centro de Atividades – Rua do Riachuelo, 1644, bairro do Nobre -, para discussão e aprovação da pauta de reivindicações a ser entregue ao prefeito Yves Ribeiro.

De acordo com o presidente Sindicato dos Servidores Municipais, Sinsempa, Genivaldo Ribeiro, foram convocados os garis, merendeiras, motoristas, mecânicos, auxiliares de serviços gerais e administrativos, agentes de trânsito, guardas municipais, professores, enfermeiros, enfim, todos que integram o quadro de funcionários da Prefeitura da “cidade das chaminés”

“A aprovação da Pauta de Reivindicação é de fundamental importância. Avisamos que não queremos migalhas do Governo Municipal. Queremos sim é valorização profissional, através de reposição e reajuste salarial que atendam às necessidades dos servidores, além do cumprimento de pendências do acordo do ano passado”, assinalou Genivaldo Ribeiro.

Ele adiantou que, depois de anos e anos de lutas na Justiça Federal, finalmente vai ser efetuado o pagamento dos depósitos do FGTS dos servidores regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O montante de R$ 5 milhões será dividido entre os servidores que têm direito a este pagamento. “ Não há dúvidas que representa mais uma vitória Sindicato que nunca arrefeceu da luta em defesa dos interesses dos servidores do Paulista”, acrescentou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18470?task=view

"Meu governo será um governo municipalista", diz Dilma

17.03.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly

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Do Estadão

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que terá uma relação "qualificada e de parceria" com prefeitos, já que uma série de projetos de seu governo só poderá ser viabilizada com o apoio das prefeituras. "Vocês podem ter certeza: meu governo será um governo municipalista", disse a presidente, que esteve em Uberaba (MG) no evento de assinatura do protocolo para a implantação da uma unidade de fertilizantes da Petrobras na cidade mineira.

Dilma ainda trocou elogios com seu adversário político, o governador Antonio Anastasia, do PSDB, o qual foi chamado por ela de "excelente parceiro". Anastasia retribuiu o elogio e disse que Minas Gerais está aberta a parcerias com o governo federal e que "o nível de maturidade política permite, especialmente entre nós mineiros, as condições ideais ao desenvolvimento".

A presidente brincou com o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, que é de Uberaba, cidade que sediará o investimento de US$ 1,3 bilhão da empresa. "Se eu soubesse que ele era daqui, eu entenderia com mais facilidade a implantação da unidade", disse a presidente.

Dilma e Anastasia citaram ainda o empenho do ex-vice-presidente da República José Alencar para que a obra fosse para a cidade mineira e para a construção do gasoduto de São Paulo a Minas Gerais que proporcionará energia à fábrica. "José Alencar teve um empenho tão grande no projeto que, de certa forma, cada molécula de gás deveria ter o nome dele", afirmou a presidente.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18488-qmeu-governo-sera-um-governo-municipalistaq-diz-dilma

Indicados dois novos conselheiros para o TCE

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por RENATA BEZERRA DE MELO


JOÃO Campos substitui Fernando Correia, enquanto o procurador Dirceu ocupa vaga do Ministério Público de Contas
Indicados, ontem, pelo governador Eduardo Campos (PSB) para compor a corte do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o advogado João Campos e o procurador Dirceu Rodolfo de Melo Júnior serão sabatinados pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa, na próxima terça-feira. Concluída a arguição, a escolha da dupla será submetida à aprovação do plenário, na quarta-feira, segundo informou o presidente da Casa, deputado Guilherme Uchoa (PDT).

Ontem, o pedetista realizou a primeira visita ao chefe do Executivo desde que retornou (dia 3) dos Estados Unidos, onde esteve por ocasião do tratamento de saúde da esposa. Uchoa aproveitou para convidar Dirceu e João Campos, que encontravam-se no Palácio do Campo das Princesas, para uma visita à Alepe. Em tom de cortesia, os dois se dirigiram ao pleno do Legislativo e cumprimentaram os parlamentares presentes à sessão.

Os futuros conselheiros foram convocados para preencher as vagas abertas com as saídas dos conselheiros Severino Otávio e Fernando Correia, que decidiram antecipar seus pedidos de aposentadoria. Pela compulsória, ambos poderiam permanecer nas funções até os 70 anos, como rege a Constituição. Correia, até então, ocupando o cargo de presidente do TCE, teria até a outubro para manter-se no Tribunal.

João Campos foi selecionado na cota de livre escolha do governador. Ele deixou a corte do TRE, no ano passado, quando concluiu os dois biênios naquela casa - 2005-2007 e 2008-2010, na qual atuou como vice-presidente da Escola de Direito Eleitoral. Formado pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), tem no currículo atuações no Escritório de Advocacia Prof. José Meira, Departamento Jurídico do Banco Banorte S/A e Campos Advogados S/C Ltda. Foi ainda diretor jurídico da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco - FIAM. Desde 2000, comanda escritório de advocacia, patrocinando ações judiciais e consultoria nas áreas de direito administrativo, civil, comercial e tributário.

O procurador Dirceu Rodolfo é membro do Ministério Público de Contas (MPCO) e foi alçado para o TCE em meio à lista tríplice, formada por nomes do MPCO, com base critério de antiguidade. Encaminhada a Edu­ar­do Campos, a relação continha ainda como opções Eliana Maria Lapenda e Maria Nilda da Silva. Rodolfo é procurador apro­vado em concurso público para a função em primeiro lu­gar. Foi procurador-geral no período de 2000-2005 e 2010-2011. Formado pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é pós-graduado em Administração Pública pela FGV e mestre pela UFPE.

Severino Otávio, que presidia a 2ª Câmara, tinha prazo para ficar até 2013. No entanto, com tempo de serviço público acumulado suficiente para retirar-se, Otávio e Correia comu­ni­ca­ram, na sessão plenária de on­tem, os respectivos afastamen­tos, os quais devem ser publi­cados no Diário Oficial de hoje.

A corte do TCE tem em sua composição quatro vagas reservadas para membros da Alepe, uma para a classe dos auditores da Casa, uma de livre indicação do chefe do Executivo Estadual e outra para os procuradores do MPCO. Esta última, determinada pela constituição de 1989, quando o quadro da corte encontrava-se completo, ainda não havia sido utilizada. A nomeação de Dirceu marcará a estreia.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/626126-indicados-dois-novos-conselheiros-para-o-tce

PE-60 será da União para poder ser duplicada

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por AUGUSTO LEITE

Expectativa é que rodovia se transforme numa BR juntamente com a AL-101

Será necessário federalizar a PE-60, no Litoral Sul do Estado, para duplicá-la por completo. A expectativa é que a rodovia pernambucana e a AL-101, em Alagoas, se transformem em uma BR, inclusive com mudança de nomenclatura. O fluxo no trecho de Pernambuco é de 30 mil veículos por dia, número que dobra durante feriados e festividades. Por aqui, as obras nos 86,8 quilômetros custarão R$ 600 milhões, com 10% de contrapartida do Governo. Os serviços ficarão a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE), mas a gestão e a manutenção terão a União como responsável. Esta foi a saída encontrada para angariar os recursos.

A federalização foi determinada pela Medida Provisória 505-A, editada pela Câmara Federal no último dia 24. O DER-PE aguarda a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para lançar o edital de licitação para contratar a empresa que fará o projeto executivo. Os trabalhos na duplicação só devem começar em 2012, com duração mínima de 36 meses. “A intenção é fazer com que a PE-60 seja uma via litorânea, o que não foi possível fazer com a BR-101”, disse o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento.

Segundo ele, a parte alagoana tem extensão e valores similares ao trecho pernambucano. O DER de Alagoas avisou que todas as informações sobre a futura BR estão sendo concentradas no Dnit. A reportagem procurou o órgão federal, que não se pronunciou até o fechamento desta edição. As duas rodovias já passam por processo de duplicação. Em Pernambuco, os serviços na PE-60 até a praia de Porto de Galinhas estão em andamento. A nova obra cortará ainda Rio Formoso, Barreiros e São José da Coroa Grande. Em Alagoas, os trabalhos iniciais vão da Barra de São Miguel até a Praia do Gunga.

Para o diretor do Grupo de Estudos da Logística em Pernambuco (Gelpe), Marcílio Cunha, passar a responsabilidade das estradas para o Governo Federal é fundamental para levantar recursos. Ele enxerga uma tendência de privatização das rodovias para que a manutenção seja contínua. “A PE-60 também é uma base de alimentação do Complexo de Suape. No futuro, a possibilidade é que se cobre pedágio como uma forma de evitar o que ocorre hoje na BR-232, onde o Estado precisa investir em recuperação”, avaliou. A federalização da PE-60 vai ser a primeira da história de Pernambuco.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/625816?task=view

FEDERAIS - Campanha salarial é lançada

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por AUGUSTO LEITE

Os servidores federais em Pernambuco lançaram ontem a campanha salarial em âmbito estadual. Para marcar a ação, um ato público foi realizado em frente ao Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, com foco no combate à Medida Provisória (MP) 520, que pretende criar empresas para gerir as unidades de saúde estaduais. A maior luta do funcionalismo público, no entanto, não tem nada de novo. A classe quer o fim da disparidade salarial para pessoas que exercem a mesma função, a realização de concursos públicos e a equiparação das remunerações entre ativos, aposentados e pensionistas.

Mais duas MPs em tramitação no Congresso Nacional são repugnadas pela categoria. A de número 548 prevê reajustes salariais de até 2% além da inflação, o que é considerado um “congelamento” pelas classes sindicais. “O Governo Federal só gasta 31% com pessoal, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite que o percentual atinja 60%. Não há motivo para enxugar as despesas com funcionários”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco (Sindsep-PE) e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Sérgio Goiana.

Já a Medida Provisória 248, que vem sendo discutida desde 1998, aponta que os profissionais com duas avaliações de desempenho negativas podem ser desligados do emprego. “Lutamos para que os servidores sejam valorizados e reconhecidos pelo seu trabalho. A proposta age no sentido inverso”, afirmou Goiana. Além do Sindsep, a pauta conjunta envolve ainda os sindicatos dos trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajuf), da Saúde e da Previdência Social (Sindsprev), das Universidades Fede­rais (Sintufepe) e dos Policiais Rodoviários Federais (Sinprfpe).
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/626059?task=view

Aposentadoria de servidor em debate

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Caderno ECONOMIA

Fundo pode complementar benefício de funcionário público federal

BRASÍLIA (Folhapress e AE) - O Governo quer reabrir a discussão sobre mudanças na aposentadoria dos servidores públicos federais. De acordo com o ministro Garibaldi Alves (Previdência), a presidente Dilma Rousseff já pediu que seja retomado o andamento do projeto que está na Câmara dos Deputados desde 2003 e que prevê a criação de um fundo para complementar a aposentadoria desses funcionários, que passariam a ganhar somente o teto no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O ministro admitiu que o Governo poderá enviar um substitutivo ao texto, modificando alguns pontos polêmicos. “O projeto está sofrendo desistência. Acho que, como está, não vai conseguir avançar”, completou.

Segundo Garibaldi, a resistência maior é do Poder Judiciário, que quer um fundo próprio para seus servidores. O novo sistema valeria apenas para os novos servidores. Quem já está na ativa poderia optar por migrar para o plano de previdência complementar, mas o ministério acredita que a adesão seria baixa.

As declarações do ministro foram dadas durante o seminário O Futuro da Previdência no Brasil. No encontro, que vai até hoje, o debate é sobre o fortalecimento das contas da Previdência e a melhoria dos serviços em função das necessidades do futuro. Garibaldi lembrou a importância da Previdência no processo de distribuição de renda. “Isso (o pagamento dos benefícios previdenciários) permite que 23 milhões de pessoas vivam atualmente fora da condição de pobreza”, disse.

Na opinião do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochman, disse que “não há modelos de Previdência Social que possam ser seguidos pelo Brasil, pois a experiência dos outros países é muito diversa e mutante a cada década, de acordo com a situação de cada local”. Para ele, o País precisa promover discussões de como manter o sistema viável.

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, lembrou que sempre que se pensar em mudança na Previdência oficial “deve-se respeitar os contratos de trabalho já firmados, o direito adquirido, que não podem ser rasgados”. Franco entende que quaisquer mudanças que sejam feitas devem ter como foco as situações futuras.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/626058?task=view

Viadutos de Olinda são entregues com algumas pendências

17.03.2011
Do FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Rachel Morais

Rotatória de retorno e o projeto de paisagismo não estão prontos, o que ainda causa transtorno


TRÁFEGO de veículos das duas vias foi liberado no final da tarde de ontem

O trânsito nos dois viadutos do Complexo Salgadinho, na avenida Pan Nordestiva, em Olinda, passaram a fluir no final da tarde de ontem. O lado oeste, que ainda estava em obras, foi liberado, enquanto o leste, que fazia o percurso no sentido Olinda-Recife, teve o sentido invertido. Ainda assim, a obra está incompleta. As duas pistas locais do lado leste (sentido Varadouro-Peixinhos), a rotatória para o retorno e o projeto de paisagismo ainda não estão prontos, causando transtorno para uma parte dos motoristas. Além disso, a faixa da direita do viaduto oeste es­tá isolada para o acabamen­to do guardarrodas e para preservar faixa de segurança de trabalho. O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) deu o prazo de um mês para entrega.

Para quem vinha de Paulista e Olinda, da PE-15, para o Recife, como o contador Eliel Cândido, 43, que trafega pelo local diariamente, o trânsito deve melhorar significativamente. “Acredito que vai facilitar bastante a vida de quem dirige ou de quem anda de transporte coletivo por aqui, porque estava impossível transitar”, falou. Essa é a expectativa de vários motoristas que falaram com a reportagem da Folha durante a liberação do viaduto, que teve o apoio dos policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv).

Já para quem saía da avenida Presidente Kennedy, as coisas não mudaram tanto assim. “Para nós, vai ficar do mesmo jeito. De manhã, o trânsito é impossível”, afirmou o entregador Carlos Augusto da Cunha, 32. Até a conclusão do restante da obra da rotatória, aqueles que precisam ir para a Presidente Kennedy continuam fazendo o mesmo percurso. Do Recife, o motorista deve pegar o retorno em frente ao Atacadão Extra, depois entrar à direita na rua Cônego Xavier Pedrosa e à esquerda na avenida Professor Agamenon Magalhães. E, quem vem da PE-15, faz o mesmo trajeto a partir da Cônego Xavier Pedrosa.

De acordo com o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, o atraso da obra se deve a questões do Iphan. “As modificações fizeram o orçamento, que era de R$ 24 milhões passar para R$ 38 milhões. Estamos cumprindo um compromisso com a população. São 50 mil veículos que passam por aqui todos os dias, o que torna o complexo extremamente importante. Sabemos do transtorno causado, mas foi necessário para um bom resultado”, falou. Nascimento ainda falou que a via será equipada com câmeras e sinais inteligentes, que serão acompanhados por uma Central de Monitoramento da Secretaria.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/626063?task=view

Confira as fotos da abertura do Todos por Pernambuco em Petrolina

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Fotos: Roberto Pereira/SEI
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Brasil quer relação de igual para igual com Estados Unidos, diz Patriota

17/03/2011
Internacional Patriota brasil estados unidos obama
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje (17) que a visita ao Brasil do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo fim de semana deve representar, sobretudo, o estabelecimento de um novo patamar nas relações entre os dois países. Ele disse que o Brasil quer uma relação de igual para igual, sem confrontação.

“O Brasil quer uma relação de igual para igual. As circunstâncias no mundo de hoje favorecem isso”, afirmou o chanceler. “O Brasil se consolidou como democracia”, acrescentou, lembrando que as fontes renováveis no Brasil são 45% da matriz e que os brasileiros estão envolvidos em vários temas de interesse global.

Patriota disse que o governo do Brasil participa de várias frentes de articulação na América Latina, na África, no Oriente Médio e nos países desenvolvidos. “Estamos em articulação com os nossos vizinhos e com o mundo em desenvolvimento, que oferecem frentes múltiplas de cooperação. Queremos multipolaridade da cooperação, não da rivalidade, do protagonismo e da confrontação”, afirmou.

Segundo o chanceler, a expectativa é que Obama sinalize favoravelmente à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao ingresso do Brasil como membro permanente. Ele reconheceu, no entanto, que apenas a sinalização não resolverá o impasse que há no órgão em decorrência da divergência interna – dos favoráveis e dos contrários à reestruturação do conselho.

“Uma manifestação dos Estados Unidos não vai afetar dramaticamente os acontecimentos, pois envolve entendimentos nas Nações Unidas, a aprovação da maioria de dois terços [dos 15 integrantes do conselho, ou seja, o apoio de dez países] e a ratificação dos cinco membros permanentes. [Mas] um discurso dos Estados Unidos é um dado significativo”, disse Patriota.

O ministro ressaltou que Obama, em 2009, já havia indicado que tinha interesse em conhecer o Brasil. Segundo ele, esta é a nona visita de um presidente norte-americano ao Brasil e ocorre na melhor fase vivida no país.

“Dos nove presidentes americanos que visitaram o Brasil, esta será a ocasião em que um presidente norte-americano encontrará o país em melhores condições econômicas, políticas e com um perfil internacional elevado, uma diplomacia muito ativa, um alcance verdadeiramente global da diplomacia”, afirmou.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-17/brasil-quer-relacao-de-igual-para-igual-com-estados-unidos-diz-patriota

Presos dois dos homens acusados de sequestrar o vereador Galego Abílio, de Orocó

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


Policiais civis do Grupo de Operações Especiais (GOE), prenderam na noite da última quarta-feira (16), no centro de Orocó, dois homens acusados de participarem do seqüestro do vereador Galego Abílio (PTB), na segunda-feira (14).

Amilton Bernardo Da Silva, 33 anos e Francisco De Assis Da Silva Santos ,conhecido como tico,41, indicaram onde estavam enterradas as armas usadas no crime, uma espingarda calibre 12 e um revólver 38, encontrados numa fazenda na Zona Rural da cidade.

Apesar de usarem capuz durante o sequestro, a vítima conseguiu identificar os dois. Segundo a polícia, o terceiro envolvido, irmão de Amilton, está foragido e com o dinheiro pago pelo resgate. Os policiais continuam as buscas na região. A dupla será encaminhada para a Cadeia Pública de Cabrobó.

Durante os dias de seqüestro, os familiares receberam constantes ligações dos criminosos, que ameaçavam matar o parlamentar caso houvesse intervenção da polícia. Segundo informações de bastidores, eles exigiram resgate no valor de R$ 500 mil. De acordo com o radialista Edenevaldo Alves, a situação causou estranheza em São Francisco, já que o vereador é um comerciante simples e de atuação discreta na Câmara Municipal da cidade.

Com informações da assessoria
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/626184-presos-dois-dos-homens-acusados-de-sequestrar-o-vereador-galego-abilio

TÓQUIO ESVAZIADA

17.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO


TÓQUIO (EFE, Folhapress e AE/DJ) - Tóquio enfrentou, ontem, a ameaça radioativa da usina de Fukushima com mais máscaras entre a população e menos tráfego nas ruas , já que muitos habitantes trabalham de casa e numerosos estrangeiros preferiram deixar a cidade, apesar dos pedidos de calma das autoridades. Embora a capital japonesa esteja a cerca de 250 quilômetros dos reatores nucleares em risco de sofrer uma grande fuga de radiação e o vento, ontem, deslocasse as nuvens dessas instalações em direção ao oceano, os habitantes de Tóquio aumentaram as precauções diante do temor de contaminação nuclear.

O comércio está parcialmente fechado, bancos estrangeiros não funcionam e a maioria das escolas públicas não abriu. A maior parte das pessoas está abrigada em casa, com medo da radiação, que aumentou terça após a explosão de hidrogênio em um reator, mas já havia voltado praticamente ao normal. A capital ainda enfrenta problemas de transporte e energia elétrica. O racionamento de energia elétrica continua em Tóquio e em outras oito províncias nas proximidades. A paralisação e os atrasos em algumas linhas de trem e metrô e o medo de contaminação radioativa fizeram muitas empresas darem folga aos funcionários.

Lojas de pequenos aparelhos eletrônicos venderam todos os seus estoques de contadores Geiger portáteis - aparelhos usados para medir os índices de radiação. O uso de máscaras, um artigo muito comum entre os japoneses, aumentou ainda mais nos últimos dias após as advertências divulgadas na televisão, mas o governo metropolitano garante que as medições de radioatividade seguem abaixo dos níveis perigosos. O governo japonês reiterou que, fora do perímetro de 30 quilômetros ao redor dessa usina, na costa Leste, não há perigo para a saúde, mas, como precaução, muitos trabalhadores estrangeiros decidiram se deslocar ao Sul do país ou abandoná-lo. Alguns pediram a suas empresas ou embaixadas que os ajudassem a deixar o país ou a viver temporariamente em lugares mais distantes da instável usina de Fukushima. Por isso, legações diplomáticas - como a do México - decidiram fretar ônibus e pagar diárias de hotel a seus cidadãos. As embaixadas dos Estados Unidos e Reino Unido transmitiram mensagens de tranquilidade às empresas de seus países estabelecidas no Japão e lembraram que as avaliações dos especialistas sobre os níveis de radiação em Tóquio não refletem a gravidade que alguns acreditam.

TREMOR

Um terremoto de magnitude 6 na escala Richter, ocorreu às 12h52 de ontem, no horário local (0h52, em Brasília), na cidade de Chiba fazendo com que os edifícios na vizinha Tóquio chacoalhassem. Não houve feridos. O epicentro localizou-se no Oceano Pacífico, a 25 km de profundidade. Na noite de terça-feira, no horário local, outro sismo de 6 graus na escala Richter já havia ocorrido em Tóquio.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/626123-toquio-esvaziada

COMPLEXO DE SALGADINHO: Viaduto facilita acesso ao Recife

16.03.2011
Do JORNAL COMMÉRCIO


A alça oeste foi liberada ontem à tarde, reduzindo os engarrafamentos na área. A obra no sistema viário, entretanto, ficará pronta só no próximo mês

A faixa oeste do viaduto da Avenida Pan-Nordestina, no Complexo de Salgadinho, em Olinda, foi liberada ontem à tarde. A obra foi batizada de Dom Basílio Penido, em homenagem ao abade do Mosteiro de São Bento falecido em 2003. Agora quem segue do Recife para Olinda também passará pelo elevado, antes disponível apenas para o sentido oposto. Os motoristas que circulam pelo local, no entanto, ainda não podem usufruir do complexo viário completo. Faltam ser concluídas a rotatória que ficará embaixo do viaduto e que facilitará o acesso à Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos, e a saída de quem vem dessa via para a PE-15 ou Avenida Agamenon Magalhães.

Antes da liberação do trecho oeste do viaduto, o tráfego para quem vinha do Recife em direção a Olinda seguia por baixo, ao lado do elevado. Quem trafegava para o Recife passava pelo viaduto, mas na faixa leste, que deveria receber os veículos no sentido oposto.

A liberação dos dois trechos aconteceu aos poucos. Os primeiros veículos puderam passar pela faixa oeste às 15h50, mas o sentido oposto ficou interditado até que fossem removidos os gelos-baianos que antes desviavam o fluxo, às 18h10. Apenas 10 minutos depois, a via registrou o primeiro acidente, envolvendo duas motos. O Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), que esteve no local desde o início da tarde, para orientar sobre as mudanças na circulação de veículos, permaneceu até a noite, tentando ordenar a circulação.

Agora, os dois sentidos passam pelos elevados. O trecho oeste foi liberado mesmo inacabado. O guarda-corpo tem as vigas de ferro expostas, ainda sem revestimento de concreto, e uma das faixas está bloqueada para veículos porque as obras na descida do viaduto não estão concluídas e os trabalhadores da obra precisam de espaço para terminar o guarda-corpo. Também não há sinalização horizontal (pintura de faixas). A via local no sentido Olinda deverá ser usada apenas por aqueles que pretendem seguir para o Varadouro. A liberação do trecho no sentido Recife só será liberado daqui a um mês, aproximadamente, quando será entregue a rotatória. Até lá, o desvio para quem chega ou sai da Avenida Presidente Kennedy continua o mesmo.

Para acessar a Presidente Kennedy, partindo do Recife, é preciso fazer o retorno improvisado em frente ao Atacadão Extra. Em seguida, entrar à direita na Rua Cônego Xavier Pedrosa (há um semáforo neste ponto) e à esquerda na Rua Professor Agamenon Magalhães (onde um imenso buraco dificulta a passagem dos carros), chegando à avenida principal. Os motoristas que saem de Olinda fazem o mesmo trajeto a partir da Rua Cônego Xavier Pedrosa. Somente depois que a rotatória ficar pronta, o acesso à Presidente Kennedy voltará ao normal.

Cada trecho do viaduto construído tem 572 metros de extensão e veio para desafogar o tráfego no local, que mesmo com a rotatória apresentava muita contenção em horários de pico. A construção do viaduto, no entanto, demorou muito mais que o previsto. O próprio início das obras foi adiado por causa de restrições apontadas pelo Ministério Público Federal, em relação á altura do elevado, que estaria atrapalhando a visão do Sítio Histórico.

Iniciada há dois anos, a construção teve o prazo de conclusão mudado várias vezes. A primeira previsão era para novembro de 2010. O último prazo descumprido foi o dia 4 de março, antes do Carnaval, quando o Departamento de Estradas e Rodagens pretendia entregar o viaduto pronto.

Fonte:http://jc3.uol.com.br/jornal/2011/03/17/not_416008.php

Jaqueline Roriz recebeu ''dinheiro sujo'', afirma delator do ''mensalão do DEM''

17.03.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Leandro Colon / BRASÍLIA, estadao.com.br
Beto Barata/AE


"Na Câmara. Deputados federais do PSOL entregaram pedido de cassação da deputada Jaqueline Roriz na reunião em que foi instalado o Conselho de Ética"
Delator do esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como 'mensalão do DEM', Durval Barbosa afirmou ontem, em entrevista exclusiva ao Estado, que a origem do dinheiro entregue por ele à deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) é suja. 'O dinheiro entregue a Jaqueline Roriz é oriundo das propinas dos contratos de informática do governo do Distrito Federal', disse ele, em conversa gravada. 'O dinheiro é sujo, não tem outra denominação.'

É a primeira declaração pública de Durval sobre o conteúdo da gravação, revelada pelo portal do Estado no dia 4 de março, em que ele repassa dinheiro vivo a Jaqueline Roriz e seu marido, Manoel Neto.

Por ser a principal fonte de informação da investigação do Ministério Público, Durval está sob proteção policial. A afirmação dele de que a origem dos recursos é o esquema corrupto no DF contradiz a defesa da deputada de que o dinheiro que surge nas imagens não passa de doação 'não contabilizada' à sua campanha eleitoral em 2006, uma espécie de caixa dois.

Para o Ministério Público Federal, o importante é mostrar que o dinheiro recebido pela parlamentar é fruto de desvios dos cofres públicos. Em 2008, uma operação do Ministério Público com auxílio da Polícia Federal, chamada de 'Megabyte', apontou fraudes envolvendo R$ 1,2 bilhão no setor de informática.

A versão de Durval Barbosa será repetida no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que investigará a deputada e ratificada caso seja chamado a depor na Corregedoria e no Conselho de Ética da Câmara, que ontem recebeu representação do PSOL contra a parlamentar por quebra de decoro.

Pelo menos R$ 50 mil foram entregues a Jaqueline Roriz por Durval no vídeo revelado pelo Estado. Ele explicou à reportagem que a gravação com Jaqueline foi feita com intuito de mostrar a distribuição da propina dos contratos com o governo do Distrito Federal. 'Como todos os outros vídeos', disse, referindo-se às outras gravações já reveladas nas quais aparecem, entre outros, o ex-governador José Roberto Arruda e os ex-deputados distritais Leonardo Prudente, Júnior Brunneli e Eurides Brito.

Segundo Durval, o dinheiro entregue a Jaqueline faz parte da propina dos contratos de informática de empresas com a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), presidida por ele na gestão do ex-governador Joaquim Roriz, pai da deputada federal flagrada recebendo os recursos.

De acordo com as investigações em andamento, a Codeplan serviu para desviar recursos públicos, abastecer campanhas e enriquecer políticos do DF.

Ex-secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda, Durval Barbosa negou que esteja guardando mais vídeos comprometedores para fazer chantagem política. 'Eu entreguei tudo ao Ministério Público. Está tudo com eles (promotores)', afirmou. Frisou que vem cumprindo o acordo de delação premiada e minimizou a cobrança pública pela divulgação só agora do vídeo sobre Jaqueline Roriz. 'Esse vídeo eu entreguei faz tempo', disse ao Estado. Indagado sobre uma possível cassação do mandato dela, Durval preferiu não se manifestar.

Histórico. O escândalo do esquema de corrupção no DF veio à tona em 2009 na Operação Caixa de Pandora. O caso levou à cassação do então governador Arruda, que ficou dois meses preso. Um inquérito, conduzido pelo Ministério Público Federal, ainda tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A denúncia, que se aceita transformaria os investigados em réus, é aguardada para os próximos meses.

PARA ENTENDER

Durval foi alvo da 'Megabyte'


As propinas dos contratos de informática do Distrito Federal foram alvo de investigação do Ministério Público em 2008 na operação chamada de 'Megabyte'. Durval Barbosa foi o principal alvo da ação, sob a acusação de comandar o esquema de desvios de dinheiro. Buscas e apreensões foram realizadas em empresas e residências dele e de seus familiares.

Só na Codeplan, presidida por Durval na gestão de Joaquim Roriz, R$ 120 milhões teriam sido desviados por meio do Instituto Candango de Solidariedade (ICS). No total, o esquema envolveria R$ 1,2 bilhão. A 'Megabyte' atingiu o promotor Leonardo Bandarra, ex-procurador-geral de Justiça do DF. Ele é acusado de vazar para Durval a ação dos promotores.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28031472

Líbia, a esquerda europeia e a volta do imperialismo humanitário

16.03.2011
Do portal o VERMELHO
Por Jean Bricmont, no Le Grand Soir


Doze anos depois, é a história do Kosovo que se repete. Centenas de milhares de mortos iraquianos, a Otan colocada numa posição insustentável no Afeganistão, e eles nada aprenderam! A guerra do Kosovo foi lançada para brecar um genocídio inexistente, a guerra afegã para proteger as mulheres (vá verificar a sua situação atualmente) e a guerra do Iraque para proteger os curdos.

Quando é que eles vão compreender que sempre se afirmou que as guerras são justificadas por razões humanitárias? Mesmo Hitler "protegia as minorias" na Tchecoslováquia e na Polônia.

Todos eles estão lá: os "Verdes" com José Bové, agora aliado a Daniel Cohn-Bendit, que sempre apoiou as guerras da Otan e, naturalmente, Bernard-Henry Levy e Bernard Kouchner, apelando a uma espécie de "intervenção humanitária" na Líbia, mas também, por vezes, os partidos da esquerda europeia (que reagrupa os partidos comunistas europeus "moderados"); diferentes grupos "radicais" censuram a esquerda da América Latina, cujas posições são bem mais sensatas, por agirem como idiotas úteis do tirano líbio.

Um artigo recente da Liga Comunista Revolucionária (belga), falando do "fracasso do chavismo", é um bom exemplo desta atitude. Embora os trotsquistas nunca tenham conhecido a responsabilidade do poder e nunca tenham tido a obrigação de responder ao povo que pretendem representar, lançam-se em críticas virulentas a Chávez, que é regularmente eleito à frente de um grande país (e os trotsquistas não adoram a democracia?) sem procurar compreender porque a esquerda latino-americano vê, com razão, a ingerência americana como "o inimigo principal" e, sem dúvida porque ela está mal informada, não confia nos trotsquistas europeus para brecar a Otan.

Doze anos depois, é a história do Kosovo que se repete. Centenas de milhares de mortos iraquianos, a Otan colocada numa posição insustentável no Afeganistão, e eles nada aprenderam! A guerra do Kosovo foi lançada para travar um genocídio inexistente, a guerra afegã para proteger as mulheres (vá verificar a sua situação atualmente) e a guerra do Iraque para proteger os curdos. Quando é que eles vão compreender que sempre se afirmou que as guerras são justificadas por razões humanitárias? Mesmo Hitler "protegia as minorias" na Tchecoslováquia e na Polônia.

E, como no Kosovo, opõem-se à intervenção com todas as más razões possíveis e imagináveis: por exemplo, que uma intervenção vai reforçar Kadafi – mas também se disse isso para Milosevic e Saddam e não foi exatamente o que se passou. O que é preciso "apoiar a insurreição" mas opor-se à intervenção, quando é evidente que um apoio puramente verbal não tem efeito. Ou ainda que os insurgentes não nos pedem para intervir; primeiro, isso parece não ser mais verdadeiro e, se eles perdem, certamente não nos pedirão para intervir. Mas devemos nós intervir em toda a parte do mundo se nos for pedido? Isso é feito com os palestinos?

Em contrapartida, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Robert Gates, declarou que "deve-se examinar a cabeça" de todo futuro secretário de Estado que aconselhasse o presidente americano a enviar tropas à Ásia ou à África. O almirante McMullen igualmente aconselhou prudência. O grande paradoxo da nossa época é que o QG do movimento da paz encontra-se no Pentágono e no Departamento de Estado ao passo que o partido pró-guerra é constituído por uma coligação de neo-conservadores e de intervencionistas de toda espécie, compreendendo a esquerda da ingerência humanitária assim como certos Verdes ou comunistas arrependidos. A mesma combinação encontra-se igualmente no caso do Irã. São os militares que aconselham a prudência e os "humanitários" que lançam gritos de guerra em nome dos direitos do homem (ou da mulher).

Evidentemente, os Estados Unidos farão ou não a guerra por razões que são independentes das opiniões da esquerda pró guerra. Ao contrário do quer é muitas vezes afirmado, o petróleo não é o fator principal que afeta a sua decisão pois qualquer futuro governo líbio deverá vender petróleo e a Líbia não produz bastante para pesar significativamente na cotação do petróleo. Naturalmente, o caos na Líbia leva à especulação que por si mesma afeta os preços, mas isso é outro problema. Toda ideia de "guerra pelo petróleo" sofre de simplismo. No Iraque, por exemplo, as companhias chinesas podem investir tanto quanto as outras e a China compra petróleo um pouco por toda a parte do mundo aos preços do mercado, sem gastar um centavo em intervenções militares. Se os Estados Unidos fizeram a guerra para "controlar o petróleo" e enfraquecer a China, eles realmente saíram-se mal! E mais: todo o dinheiro que eles gastam com as suas guerras é, na prática, tomado emprestado à China, o que contribui ainda mais para o seu declínio. Estranha maneira de manter a sua hegemonia.

O argumento principal em favor da guerra, do ponto de vista dos Estados Unidos, é que, se tudo ocorrer rápida e facilmente, isso reabilitará a Otan e a ingerência humanitária, cuja imagem foi empanada pelo Iraque e pelo Afeganistão. Uma nova Granada ou um novo Kosovo é exatamente o que é preciso. Um outro motivo de intervenção é controlar melhor os rebeldes vindo "salvá-los" na sua marcha para a vitória. Mas isso tem pouca probabilidade de êxito: Karzai no Afeganistão, os nacionalistas kosovares, os xiitas do Iraque e naturalmente Israel ficam perfeitamente satisfeitos por beneficiar da ajuda americana quando têm necessidade mas, depois disso, prosseguem a sua própria agenda. E uma ocupação militar total da Líbia após a "libertação" é pouco realista, o que, certamente, do ponto de vista dos Estados Unidos torna a intervenção menos atraente.

Mas se as coisas correrem mal, isso provavelmente será o começo do fim do Império americano, daí a prudência das pessoas que o gerem e que não se contentam em escrever artigos no Le Monde ou vituperar ditadores diante das câmaras.

É difícil para cidadãos comuns saberem exatamente o que se passa na Líbia, pois as mídias ocidentais desacreditaram-se completamente no Iraque, no Afeganistão, no Líbano e na Palestina e as fontes de informação alternativas nem sempre são críveis. Isso não impede naturalmente a esquerda pró-guerra de estar absolutamente convencida da verdade das piores informações sobre Kadafi, tal como há doze anos a propósito de Milosevic.

O papel negativo da Corte Penal Internacional é manifesto, como o foi o do Tribunal Penal Internacional para a Iugoslávia no caso do Kosovo. Uma das razões porque houve relativamente pouco sangue derramado na Tunísia e no Egito é que havia uma porta de saída possível para Ben Ali e Mubarak. Mas a "justiça internacional" quer tornar impossível uma tal saída para Kadafi e provavelmente para as próximas dele, pressionando-as assim a combater até o fim.

Se "um outro mundo é possível", como proclama sem cessar a esquerda europeia, então um outro Ocidente também deveria ser possível e a esquerda europeia deveria começar a construí-lo. O encontro recente da Aliança Bolivariana poderia servir de exemplo: a esquerda da América Latina quer a paz e quer impedir a intervenção dos Estados Unidos pois sabe que está na sua linha de mira e que o seu processo de transformação social exige primeiro e antes de mais nada a paz e a soberania nacional. Portanto, ela sugeriu enviar uma delegação internacional dirigida eventualmente por Jimmy Carter ou Lula (que não se pode acusar de serem marionetes de Kadafi) para começar um processo de negociação entre o governo e os rebeldes. A Espanha diz-se interessada nesta ideia, que naturalmente é rejeitada por Sarkozy. Esta proposta pode parecer utópica, mas se a ONU nela pusesse todo o seu peso, talvez não fosse o caso. E seria um modo para a ONU de cumprir sua missão, o que atualmente é tornado impossível pela influência dos Estados Unidos e do Ocidente. Contudo, não é impensável que agora, ou aquando de uma próxima crise, uma coligação de países não intervencionistas, por exemplo, a Rússia, a China ou a América Latina e talvez outros possam trabalhar em conjunto para construir alternativas críveis ao intervencionismo ocidental.

Ao contrário da esquerda da América Latina, a esquerda europeia perdeu completamente o sentido do que quer dizer fazer política. Ela não tenta propor soluções concretas para os problemas e só é capaz de adoptar posições morais, em particular denunciar de modo grandiloquente os ditadores e as violações dos direitos do homem. A esquerda social-democrata segue a direita com alguns anos de atraso e não tem nenhuma ideia independente. A esquerda "radical" consegue muitas vezes denunciar ao mesmo tempo os governos ocidentais de todas as maneiras possíveis e pedir que estes mesmos governos intervenham militarmente por toda a parte do mundo para defender a democracia. Um dos argumentos mais ridículos avançados por esta esquerda é que Kadafi colaborou com os europeus para limitar a imigração africana e que, em consequência, há que "denunciá-lo" (um dos desportos favoritos da esquerda radical é "denunciar" todos aqueles que não lhe agradam, manobra puramente verbal e destituída de efeitos positivos). Mas são evidentemente estas viciosas potências europeias, ou americanas, que vão intervir na Líbia, não a esquerda radical que não tem qualquer força militar à sua disposição. E se, em vez de denunciar Kadafi, esta esquerda se fixasse a tarefa (um pouco mais árdua, é verdade) de convencer as opiniões públicas europeias da necessidade de abrir as suas fronteiras a alguns milhões de africanos?

A esquerda radical não tem qualquer programa coerente e não saberia o que fazer mesmo se um deus a pusesse no poder. Em vez de "apoiar" Chávez e a Revolução Venezuelana, uma afirmação despida de sentido que alguns se satisfazem em repetir, deveria humildemente seguir a sua escola e, acima de tudo, reaprender o que quer dizer fazer política.

Jean Bricmont é professor de física na Bélgica e membro do Tribunal de Bruxelas. O seu livro "Humanitarian Imperialism" foi publicado pela Monthly Review Press, a versão francesa "Impérialisme Humanitaire" pelas edições Aden.

leia também: O Partido Comunista Grego denuncia uma moção no Parlamento Europeu que abre o caminho para uma intervenção na Líbia votada pelos membros do Partido de Esquerda Europeu, dentre os quais Jean-Luc Mélenchon e Marie-Christine Vergiat.

Fonte: Resistir. O original encontra-se em www.legrandsoir.info/.

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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=149633&id_secao=9