domingo, 13 de março de 2011

PJ Crowley renuncia após dizer que tratamento dado a Bradley é “contraproducente e estúpido”

13.03.2011
Do blog MariaFrô
Por Guardian, UK, Tradução: Vila Vudu
Nota do Maria Frô sobre Bradley Manning veja aqui e aqui, aqui


Porta-voz PJ Crowley, do Departamento de Estado dos EUA renuncia, depois de criticar tortura do soldado Bradley Manning

“Nos EUA, os Republicanos temem a voz das urnas e os Democratas a desprezam.”
David Frum, jornalista, pelo Twitter

PJ Crowley, porta-voz oficial do Departamento de Estado, tombou vítima da própria espada, ao dizer que o tratamento dado a Bradley Manning, acusado [ainda sem qualquer prova] de ser a fonte que entregou a WikiLeaks os arquivos sigilosos de telegramas diplomáticos sigilosos, que continuam a ser divulgados, seria “contraproducente e estúpido”.

A renúncia vem logo depois de Crowley ter feito aquelas observações, em seminário realizado no MIT, sobre o tratamento que Manning está recebendo numa prisão militar dos EUA.

Crowley disse textualmente: “O que o Departamento da Defesa está fazendo a Bradley Manning é ridículo, contraproducente e estúpido”.

A frase obrigou o presidente Obama a manifestar-se pela primeira vez sobre o modo como o soldado Manning está sendo tratado na prisão de Quantico, base da marinha, na Virginia. Obama defendeu a tortura de Manning. Disse que havia sido informado pelo Pentágono de que os procedimentos eram apropriados.

Na carta em que apresenta sua renúncia ao posto, Crowley diz que assume total responsabilidade pelo que disse. Disse que considera os vazamentos “crime grave, nos termos da lei dos EUA”, mas não desmentiu críticas anteriores ao Pentágono.

Em palavras que podem ainda causar novas dificuldades para Obama, Crowley escreveu que seus comentários “visavam a lançar luz sobre o impacto muito maior, impacto talvez estratégico, de ações clandestinas empreendidas como rotina por agências de segurança nacional dos EUA, na imagem e na liderança global dos EUA. O exercício do poder nos tempos desafiadores que vivemos, e o trabalho da mídia, têm de ser prudentes e consistentes com a lei e os valores norte-americanos.”

Quando Obama chegou à Casa Branca, disse que um dos objetivos chaves de seu governo seria recuperar a imagem global dos EUA. Denunciou, então, o tratamento degradante que o governo Bush dava aos prisioneiros, como ação contrária aos interesses nacionais dos EUA.

Em carta-resposta oficial, Hilary Clinton disse que aceitara “com tristeza” a partida de Crowley. “PJ serviu nossa nação com distinção por mais de trinta anos, em uniforme e como civil” – disse ela.

A renúncia do principal porta-voz significa que a indignação contra a tortura do soldado Manning já alcançou os círculos superiores do governo Obama.

Manning está preso em confinamento (“solitária”) há dez meses. Tem sido submetido a condições especiais, alegadamente para evitar que se suicide. Essas condições implicam permanecer 23 horas por dia na cela sob vigilância ininterrupta, e completamente despido à noite.

O regime de segurança máxima ao qual está submetido na prisão de Quantico já foi denunciado como forma de tortura por muitos, inclusive por Daniel Ellsberg, que vazou para a mídia os “Pentagon Papers” sobre a guerra do Vietnã [ver “A vergonhosa violência contra Bradley Manning”, Daniel Ellberg, 12/3/2011, aqui]. A ONU também está investigando.

Muitos analistas já chamaram a atenção para o critério ambíguo que se vê por trás da renúncia de Crowley. Glenn Greenwald, repórter da revista Salon, que luta na vanguarda da denúncia contra os maus tratos infligidos ao soldado Manning, disse, pelo Twitter, que “torturar prisioneiros pode; manifestar-se contra a tortura de prisioneiros, é proibido”.

Semana passada, o próprio Manning manifestou-se sobre como está sendo tratado. Disse que a tortura visa a castigá-lo, mesmo antes de qualquer acusação ou julgamento legal. Disse que, todas as noites, tiram-lhe todas as ropuas, desde o dia em que fez um comentário sarcástico, ouvido por um dos guardas, sobre o absurdo do regime a que já estava condenado.

Manning foi acusado de vários crimes relacionados ao vazamento de milhares de telegramas diplomáticos sigilosos dos EUA, além de vídeos e imensos arquivos sobre o Afeganistão e o Iraque. Foi preso em maio de 2010, numa base militar dos EUA próxima de Bagdá, onde servia como especialista dos serviços de inteligência.
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Fonte:http://mariafro.com.br/wordpress/?p=23938

JAPÃO EM ALERTA

13.03.2011
Do blog de Rodrigo Viana


Vídeo mostra as cenas da destruição na região de Sendai, no Japão, atingida por terremoto e tsunami. A maior preocupação é com usinas nucleares, que tiveram suas estruturas afetadas pelo tremor. Vazamento de material radioativo poderia ter consequências ainda mais trágicas.


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Fonte:www.escrevinhador.com.br

Dilma na cova dos leões: top no Google News, mas irrelevante na Folha

13.03.2011
Do blog BRASÍLIA, EU VI,
Postado por Leandro Fortes, em 01.03.11


Assunto extremamente relevante!

Foram muitas as reações ao meu post anterior, “Dilma na cova dos leões”, sobre a presença da presidenta (lá, auto-apresentada como “presidente”) na festa de 90 anos da Folha de S.Paulo. A maioria concordou comigo, pelo menos na minha caixa de mensagem e na minha coluna eletrônica na CartaCapital. Quem foi contra, ou por convicção, ou por militância pura e simples, usou basicamente o argumento de que a presidenta deu um “tapa de luva de pelica” na mídia oposicionista como parte de uma estratégia política muito sofisticada. Balela. Em minha opinião, e de muitos outros, ela foi ingênua, equivocada e, basicamente, mal assessorada. Tem muito tempo, contudo, para corrigir rumos.

A velha mídia brasileira é de direita e reacionária, tanto politicamente como nos modos. Não aceitou o operário semi-letrado Lula, obrigado a se retirar de um encontro na sede da Folha de S.Paulo, durante a campanha eleitoral de 2002, por assim ter sido chamado, em outros termos, pelo atual dono (na época, filho do dono) do jornal. Negou-se as ser humilhado por não saber falar inglês. A mesma Folha não aceita sua sucessora, poliglota, mas mulher e de esquerda, a quem já tratou de vadia, vagabunda e terrorista, com direito à publicação, na primeira página, de uma falsa ficha policial forjada por grupos de militares, viúvas da ditadura, na internet.

No começo do primeiro governo Lula, quando a velha mídia ainda sonhava com o “Proer da imprensa”, ou seja, com uma política de generosa distribuição de verbas do BNDES para estancar a sangria financeira de diversos grupos de comunicação, como FHC fez com os bancos privados, tudo era lindo e maravilhoso. Mas, aí, a grana não veio e, para piorar, a Polícia Federal do Dr. Paulo Lacerda, que chegou a ganhar uma capa da Veja com ares de esquadrão Power Ranger, começou a fuçar os crimes de colarinho branco, invadir a Daslu e prender o banqueiro Daniel Dantas. A partir de 2005, então, Lula passou a ser o governo do “mensalão” e, daí em diante, foi fustigado diariamente, de forma vil e, não raramente, mentirosa, de tal maneira que a boa e necessária crítica ao governo se perdeu na ignomínia das redações. O Dr. Lacerda, de arauto de uma polícia republicana exemplar, por exemplo, passou a dono de conta clandestina em paraíso fiscal (notícia falsa passada à Veja por Daniel Dantas) e grampeador do ministro Gilmar Mendes (notícia falsa passada à Veja, imagina-se por quem).

É nesse covil que Dilma se meteu, mas seus admiradores (nem todos, felizmente) teimaram em interpretar como um tapa de luva de pelica. Só se foi nos olhos do eleitor.

Voltei ao assunto, na verdade, porque entre as reações ao artigo, a mais engraçada foi, justamente, na Folha de S.Paulo, em um artigo obscuro de um articulista de quem eu nunca tinha ouvido falar. Ele se chama Antonio Athayde e é consultor da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Foi, também, executivo sênior (?) da Rede Globo, da Rede Bandeirantes e do SBT, Além de ter trabalhado para o Grupo Abril, que edita a revista Veja. Ou seja, o cara não é fraco não.

Soube do artigo, intitulado “Como tornar a irrelevância relevante”, por meio de Conceição Oliveira, do excelente blog “Maria Frô”, ao citar um post do meu amigo e cidadão sempre vigilante Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, que não é jornalista, mas faz inveja a muitos colegas de profissão. Eu, inclusive, por ser defensor do diploma, costumo escondê-lo das visitas sempre que posso.

No artigo em questão, Athayde monta uma rápida e sinuosa tese sobre o Google News, o serviço de notícias do Google, por ele considerado uma espécie de conspiração robótica a serviço da irrelevância. No caso, os milhares de sites, blogs e jornalistas independentes que não fazem parte da ANJ nem podem pagar pela consultoria de um executivo sênior (?). Por isso, o Google News, esse serviço irrelevante de uma empresa que vale 125 bilhões de dólares, teria sido montado, pela lógica de Athayde, para evitar a disseminação das notícias realmente relevantes, ou seja, as que são veiculadas pela velha mídia, da qual o articulista foi um orgulhoso executivo sênior (?) e a qual, hoje, representa na ANJ, órgão oficial da oposição, segundo a própria presidente da entidade, Judith Brito – aliás, executiva (sênior?) da Folha de S.Paulo.

(Parênteses necessários: esse negócio de “executivo sênior” é a mesma coisa que “repórter especial”, ou seja, uma forma de demonstrar que, embora você seja só repórter mesmo, ganha mais que os outros, na maioria das vezes, porque é mais velho ou porque presta mais serviços, digamos, relevantes)

De volta ao artigo de Athayde. Lá pelas tantas, para justificar a tese, cita alguns exemplos de irrelevância por ele detectados, entre os quais, as notícias sobre os 90 anos da Folha de S.Paulo. Em primeiro lugar, no Google News, aparece o quê? Isso mesmo, o meu post intitulado “Dilma na cova dos leões”, o único, entre os citados por Athayde ao longo do texto, que vem sem crédito – nem do autor, nem do blog, nem da revista onde eu trabalho.

Assim escreveu o ex-executivo sênior (?) Antonio Atahyde:

Quero saber a situação da Líbia; são 15:30 do dia 23/2, e digito “SITUAÇÃO LÍBIA” no Google News. O resultado: “Conselho de Direitos Humanos da ONU aborda situação da Líbia (Angola Press – há sete horas)”. Interesso-me pela Itália: digito “PROCESSO BERLUSCONI” e meu resultado é “A “batalha final” contra Berlsuconi (PlanetaOsasco.com – há 13 horas”).
E sobre os 90 anos da Folha?
“Dilma na cova dos leões; aniversário do jornal “Folha” (PlanetaOsasco.com – há 3 horas)”.


Depois, o articulista conclui:

Os indianos que definem a “relevância” de notícias não sabem o que realmente interessa a um habitante da cidade de São Paulo, que gosta de ler a Folha e “O Estado de S. Paulo”.

Só por curiosidade, dei um Google para saber de que indianos Antonio Atahyde estava falando. Certamente não era dos criadores do Google. Um deles, Sergey Brin, é russo de nascimento, mas emigrou para os Estados Unidos aos seis anos de idade. O outro, Larry Page, é americano, de Michigan. Vai ver os robôs é que são indianos, sei lá, não tive paciência para me aprofundar nessa pesquisa.

No fim as contas, só tenho um pedido a Antonio Athayde, em meu nome, em nome do “Brasília, eu vi” e em nome da CartaCapital: para, no mínimo, termos o mesmo tratamento dispensado ao “PlanetaOsasco.com” e à “Angola Press”, pô!
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Fonte:http://brasiliaeuvi.wordpress.com

Guerra dos tucanos: Jornalismo serrista tenta salvar o Pinto

11.03.2011

Do blog de Rodrigo Vianna

Por Rodrigo Vianna

O serrismo iniciou a operação para salvar Antônio Ferreira Pinto – o secretário de Segurança que foi filmado conversando com um repórter da “Folha” em shopping de São Paulo (quatro dias depois, o repórter publicou matéria com denúncias contra um assessor da secretaria, que integraria grupo rival de Ferreira Pinto na pasta; segundo a matéria, Tulio Khan ”vendia” informaçõe sigilosas através de uma consultoria privada – tudo com “aprovação informal” da secretaria).

O primeiro sinal da “operação de salvamento do Pinto” (com todo respeito) veio na quinta-feira, com um texto no blog de um daqueles jornalistas da “Veja”. A linha da defesa era: o secretário é um “homem bom” (copyright – Professor Hariovaldo) e foi vítima de uma operação de espionagem armada pela “banda podre” da polícia. Depois, o tal blogueiro desfiou números dos bons serviços prestados por Ferreira Pinto ao bravo povo bandeirante.

Hoje, a “Folha de S. Paulo” adotou a mesma linha. Chamada na capa questionando o shopping (que cedeu as imagens), e artigo de Fernando Barros e Silva, sob o título: ”A quem interessa espionar o titular da Segurança?”. A cobertura, digamos, “jornalística” do episódio a “Folha” deslocou para o caderno “Cotidiano” – longe das páginas de “Política”. Hum…

Acho que a “Folha” faz bem em perguntar “a quem interessa espionar o secretário de Segurança”. Evidentemente, alguém estava na cola do secretário, viu o encontro dele com o repórter, e acionou a equipe de segurança do shopping para obter as imagens. O subtexto da “reportagem” da “Folha” e do artigo do Fernando Barros e Silva é: Ferreira Pinto está sendo perseguido pela “banda podre” da polícia.

Ok. Pode até ser. E isso seria grave mesmo.

O estranho é a “Folha” não fazer outras perguntas. Então, humildemente, faço-as aqui.

1) Por que o secretário foi conversar com repórter no shopping, em vez de recebê-lo em seu gabinete? O secretário não queria que ninguém na secretaria testemunhasse o encontro? (isso mostra o grau de divisão que há na secretaria, e entre os tucanos de São Paulo de forma geral…).

2) Se o secretário Ferreira Pinto foi o responsável, como sugerem as imagens no shopping, por vazar para o jornalista Mario Cesar Carvalho informações sobre as atividades, digamos, pouco republicanas do assessor Tulio Khan, por que o próprio secretário não demitiu antes Tulio Khan? (isso compromete um pouco a imagem de “homem bom” que Ferreira Pinto tenta vender para justificar sua permanência no cargo)

3) Se um ministro de Lula (ou um secretário de Marta, quando prefeita de São Paulo) fosse flagrado com envelope debaixo do braço, e depois reunido com um blogueiro sujo fora do horário de expediente, a “Folha” estaria cobrando explicações do shopping, ou estaria partindo pra cima do governo? (isso mostra, como se fossem necessárias ainda provas adicionais, a diferença de tratamento da velha mídia para tucanos e petistas).

Além das perguntas singelas acima, acho importante relembrar alguns pontos:

- esse episódio é parte da guerra fratricida travada entre os tucanos, como escrevi aqui;

- essa guerra começou muito antes, documentos do wikileaks mostram como os serristas se referiam a Alckmin durante a disputa pela candidatura presidencial em 2006, com você pode leraqui;

- em novembro de 2010, quando Alckmin montava o secretariado, a “Folha” (sempre ela) trouxe reportagem do mesmo Mario Cesar Carvalho defendendo a tese de que tirar Ferreira Pinto da Secretaria de Segurança seria uma rendição à “banda podre” da polícia (a reportagem, por “coincidência”, interessava a Serra – que pretendia manter o afilhado Ferreira Pinto na pasta; ou seja: a Folha teria feito lobby para manter um secretário serrista no governo de Alckmin); a “Folha” está afundada até o pescoço nessa história, e fará de tudo para virar o jogo, tentando transformar episódio em “grave violação dos preceitos constitucionais”.

- a imagem do secretário com o repórter não foi divulgada em nenhuma TV, não saiu no rádio nem no jornal – foi publicada “apenas” em blogs; portanto, a “Folha” gasta umas três páginas (com chamada de capa) para responder a meia dúzia de blogs sujos (o que mostra como o jogo da comunicação no Brasil tornou-se mais complexo).

Por fim, a pergunta mais importante: por que Serra (e o jornalismo serrista) estariam tão preocupados em manter Ferreira Pinto no cargo? Certamente, não é porque ele é um “homem bom” a serviço da liga da Justiça bandeirante!

A resposta está na política… A Secretaria de Segurança de São Paulo é mais importante que muito ministério em Brasília. Mexe com dezenas de nomeações de delegados e policiais. E por ela passam invesigações importantes. Dois exemplos singelos: o caso que envolve o cunhado de Geraldo Alckmin, e a investigação sobre Paulo Preto. Os dois casos são conduzidos pelo Ministério Público. Mas a polícia civil é (sempre) o braço operacional nas investigações.

Interessa a Serra ter o comando de uma secretaria que pode, digamos, direcionar investigações que mexem com a composição de forças do tucanismo em São Paulo.

O caso Ferreira Pinto é tão grave que pode levar parte da base aliada de Alckmin a pedir uma CPI na Assembléia Legislativa. Pelo menos quatro deputados estaduais da base já manifestaram interesse em pedir investigação sobre Fereira Pinto. O que move os parlamentares não é interesse público. Pinto tem-se mostrado duro (com todo respeito) no trato com parlamentares: nega-se a atender pleitos políticos para nomeações de delegados e teria destratado dois parlamentares em audiências recentes.

Alckmin gostaria de rifar logo Ferreira Pinto. Mas se o fizer agora, o jornalismo serrista vai espalhar que ele “cedeu à banda podre”. Mas a decisão de trocar o secretário, garantem fontes na Assembléia Legislativa de São Paulo, já estaria tomada.

Vão voar mais penas de tucanos por aí. A “Folha” e o blogueiro da “Veja” podem ajudar a recolhê-las… Boa sorte a eles.

Leia outros textos de Palavra Minha

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Fonte:www.escrevinhador.com.br

Um monumento pelas vítimas da ditadura

12/03/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


No momento em que a presidenta Dilma Rousseff torna público que pretende bancar a Comissão da Verdade de forma a desmascarar os que torturaram, estupraram e assassinaram garotos e garotas idealistas que lutavam pela libertação do Brasil das garras da ditadura militar, vem à mente uma reflexão: até hoje, o Brasil não fez um único grande monumento às vítimas daquele regime.

Logo, teremos no SBT uma novela contando as atrocidades que foram cometidas neste país contra os que pegaram em armas para defender o Brasil dos usurpadores que, por falta de votos, deram um golpe de Estado que redundou em uma ditadura de duas décadas e tanto. Essa novela deve se desenrolar paralelamente à Comissão da Verdade, que, com o apoio da presidenta, agora irá vingar.

Nesse momento de resgate da verdade, porém, as mentiras e a enganação se travestem de jornalismo e tentam vender a teoria absurda de que “os dois lados” têm que ser investigados pela Comissão da Verdade. Uma distorção tão hedionda que não resiste à menor reflexão.

Tomemos o exemplo de Dilma. Ela tinha 19 anos quando foi presa, torturada e só depois julgada. Como milhares de outros brasileiros, sentou-se no banco dos réus. Mesmo sendo inocente. E ficou encarcerada por três longos anos. Teve até sorte…

Se prevalecesse a teoria sobre ser necessário julgar “os dois lados” – o dos assassinos, torturadores e estupradores da ditadura e o da resistência àquele regime criminoso –, Dilma teria que ser julgada de novo. Os que foram exilados, os que foram torturados, os que foram presos, todos teriam que passar por tudo de novo.

Agora, alguém conhece um único torturador ou assassino integrante da ditadura que tenha sido julgado? Não, mas conhece milhares de vítimas que foram não só julgadas, mas punidas com torturas e até com a morte, muitas vezes sem jamais terem se envolvido em nada. Apenas porque os esbirros da ditadura acharam que estavam envolvidas.

Remember Wladimir Herzog, entre tantos outros.

Por todo este país, milhares carregam até hoje as marcas e seqüelas da tortura. Só seus corpos sobreviveram, porque suas almas foram assassinadas há décadas. Muitos de nós conhecem alguém que até hoje estremece quando ouve um baque ou qualquer ruído mais forte, sob lembranças redivivas daquele período de trevas.

Então, quero propor aqui que o governo federal, sob a liderança da Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Dilma Vana Rousseff, execute e inaugure, com toda a pompa e circunstância, um grande monumento às vítimas da ditadura militar. Tanto para as vítimas que se foram quanto para as que arrastam por este país a dor que lhes foi imposta.

Há alguns poucos monumentos escondidos por este país, mas esse tem que ser feito em Brasília, em plena Praça dos Três Poderes. Para que este país jamais esqueça.

Se houver bastante apoio a esta iniciativa, será composto um documento com essa proposta e enviado à Presidência da República com os nomes dos signatários. Só assim, finalmente este país fará uma homenagem à altura das milhares de vítimas (vivas e mortas) daquele regime hediondo que o infelicitou por vinte longos anos.

Você apóia?

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/um-monumento-pelas-vitimas-da-ditadura/

Prefeitura do Recife inicia limpeza dos canais da cidade

13.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Com informações da Prefeitura do Recife


Para combater os alagamentos na cidade, a Prefeitura do Recife inicia, nesta segunda-feira (14), a programação de limpeza da rede de macrodrenagem. Serão realizados serviços de desobstrução em 66 canais que cortam os bairros do município, representando um investimento total de R$ 3,2 milhões. O trabalho começará pelos canais Guarulhos (Jardim São Paulo), Arruda, Ibura de Baixo e Realeza (Coque).

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), responsável pela execução do serviço, mobilizará 50 servidores, além do apoio de oito escavadeiras e 14 caminhões para remover os detritos. Na primeira etapa do serviço, estão previstos seis sistemas de drenagem. Na próxima semana, serão limpos os canais do Arruda, Realeza, Guarulhos e Ibiporã. Na semana seguinte, a operação se estenderá para a Bacia do Vasco da Gama e para o Canal Ibiporã, que fica no Coque.

A programação continuará nos meses de abril, maio e junho e deve ser concluída em julho, atingindo os 66 canais do Município. Além do trabalho na rede de macrodrenagem, a Prefeitura do Recife reforçará neste mês a manutenção no sistema de microdrenagem, que compreende galerias e canaletas, através de mutirões de limpeza.

Educação ambiental - Como acontece todos os anos, uma equipe socioambiental da Prefeitura atuará paralelamente ao serviço de limpeza dos canais. O objetivo é sensibilizar os moradores que habitam nas proximidades de canais a não descartar lixo na drenagem. O trabalho atingirá 17 comunidades cortadas por canais.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/625287-prefeitura-do-recife-inicia-limpeza-dos-canais-da-cidade

O “tecnocrata taciturno”, o acordo do “insider” e o Ibope

13.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha


Telegramas de diplomatas americanos referentes à eleição 2010

225709 9/17/2009 20:11 09SAOPAULO551 Consulate Sao Paulo UNCLASSIFIED//FOR OFFICIAL USE ONLY

NCLAS SECTION 01 OF 02 SAO PAULO 000551 SENSITIVE SIPDIS STATE FOR WHA/BSC E.O. 12958: N/A TAGS: PINR, PGOV, PREL, KPAO, BR SUBJECT:

LEADING PSDB PRESIDENTIAL CONTENDERS STEER AWAY FROM PRIMARY SPLIT

1. (SBU) Resumo: Na semana passada, o candidato potencial do Partido Socialista Democrático do Brasil (PSDB) [sic] e atual governador de Minas Gerais Aécio Neves — embora ainda candidato à nomeação pelo PSDB — voltou atrás em sua insistência anterior de que o partido precisa promover primárias, uma demanda chave que era a base para o desafio de Neves à nomeação do líder, governador de São Paulo José Serra. O reposicionamento de Neves é provavelmente guiado em parte por recentes pesquisas que mostram Serra com uma vantagem importante sobre a provável nomeada do PT Dilma Rousseff. Sua [de Neves] repentina flexibilidade é boa notícia para Serra e para o PSDB. O partido agora pode evitar um nocaute debilitante, uma luta contínua pela nomeação e se concentrar em aperfeiçoar sua mensagem emergente, que parece ser um apelo pela maior descentralização na administração do país. Fim do resumo.

No Primary Needed

2. (SBU) Durante o último ano, o governador de Minas Gerais Neves tem insistido que o PSDB precisava fazer uma primária para escolher seu candidato presidencial. Tal mecanismo representava a melhor e talvez única esperança [de Neves] para desafiar a nomeação do líder José Serra e, assim, emergir como o principal candidato de oposição à candidata Dilma Rousseff do governista Partido dos Trabalhadores (PT). Serra é amplamente visto como um tecnocrata taciturno que tem apoio da liderança do PSDB, enquanto Neves, o jovem e carismático governador de um dos estados economica e historicamente mais importantes, tem demonstrando grande habilidade para empolgar a base do partido e apelar àqueles de fora do PSDB.

A disputa entre os dois peso-pesados preocupa alguns no partido, que temem uma luta intra-partidária debilitante que os faz lembrar de 2002, quando o então candidato José Serra fracassou na tentativa de juntar todos os elementos do PSDB e subsequentemente perdeu a eleição para o presidente Lula. Mais que isso, o PSDB nunca fez uma primária, e regras para tal evento nacional teriam de ser definidas do zero. Finalmente, até recentemente, alguns especularam que Neves poderia abandonar o PSDB e buscar uma nomeação do PMDB, dividindo o voto anti-PT e prejudicando significantemente as chances do PSDB nas disputas presidenciais de 2010.

Insiders Talk of a Deal

3. (SBU) Em contraste com tensões superficiais, em semanas recentes insiders políticos tem falando de uma crescente possibilidade de um acordo entre Serra e Neves, no qual Serra receberia a candidatura presidencial e Neves o lugar de vice-presidente. O jornalista William Waack afirmou em um almoço com o CG em 4 de setembro que Serra e Neves já tinham fechado um acordo, concordando em disputar juntos, com Serra na cabeça da chapa. Um segundo participante do evento, o diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso (FHC) Sergio Fausto expressou surpresa em relação à afirmação de Waack, mas acrescentou que FHC não permitiria que a rivalidade Serra-Neves dividisse o partido. A combinação Serra-Neves unificaria o PSDB e poderia se provar formidável. Ambos governadores são altamente populares em seus respectivos estados (pesquisas recentes dão a Serra aprovação de 77% em São Paulo e Neves tem mais de 90% de aprovação em MG) e eles tem estilos políticos contrastantes, mas potencialmente complementares.

Neves Shifts Rhetoric

4. (U) Em uma entrevista em Belo Horizonte em 9 de setembro, Neves afirmou que embora continue a preferir primárias no PSDB, outros “instrumentos” para a escolha do candidato existem, inclusive pesquisas e outros mecanismos para consultar a base do partido. Desde sua entrevista, Neves faz várias declarações enfatizando as boas relações com Serra. Numa aparição conjunta em São Paulo no 14 de setembro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra e Neves falaram da unidade partidária e da disposição de dar apoio um ao outro, qualquer que seja o candidato que obtiver a nomeação do PSDB. Neves reiterou sua preferência pela primária, mas não fez dela uma demanda absoluta. Ambos enfatizaram a importância de seus respectivos estados em manter autonomia em relação ao governo central, que eles disseram ser muito centralizador e arrecadador de impostos demasiados.

Neves Looking to the Future?

5. (SBU) Enquanto na imprensa fermenta um possível “pacto” entre Serra e Neves, analistas locais apontam para um acerto menos óbvio, ainda assim significativo. O consultor Thiago d’Aragão disse ao Poloff* que Neves “não tem escolha”, mas se acomodar com Serra e o PSDB. O PMDB foi afetado por recentes escândalos e não pode dar uma plataforma adequada às ambições futuras de Neves. O governador de Minas tem excelentes chances de se tornar presidente do Brasil algum dia, mas precisa escolher a hora. O cientista político Rogerio Schmitt, do Centro para Liderança Pública, concordou, afirmando que ele e outros analistas de SP consideram a nova postura de Neves como abertura de caminho para uma saída elegante de sua campanha pela nomeação do partido, se o seu desafio não prosperar.

Comment: Not a Pact, But A Most Productive Understanding

6. (SBU) Embora talvez seja demais chamar o novo relacionamento entre Serra e Neves de um pacto, parece que Neves recuou de seu confronto potencialmente demolidor do partido com o governador de São Paulo. O reposicionamento de Neves veio depois de uma pesquisa IBOPE do fim de agosto que deu a Serra uma vantagem importante sobre a principal candidata do PT Dilma Rousseff em um segundo turno potencial (57-23). Isso, mais os desafios logísticos de organizar pela primeira vez uma primária no PSDB, provavelmente convenceram o governador de Minas Gerais a moderar sua posição. Com as coisas como estão, Neves pode continuar a disputar a nomeação de seu partido, mas fazer isso dentro de limites que não impeçam uma reconciliação ao fim do processo. WHITE

Leia sobre os ataques feitos à política externa brasileira diante do sub-do-sub do Departamento de Estado americano

Saiba o que Mainardi, Merval e Itagiba “ofereceram” aos diplomatas dos Estados Unidos

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-tecnocrata-taciturno-o-acordo-do-insider-e-o-ibope.html

Diante do sub-do-sub, tucanos atacam Brasil e bajulam Washington

12.03.2011

Do blog de Luiz Carlos Azenha

Telegrama de 29 de dezembro de 2009, do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, vazado pelo Wikileaks

241953 12/29/2009 16:53 09SAOPAULO667 Consulate Sao Paulo CONFIDENTIAL

C O N F I D E N T I A L SAO PAULO 000667 SIPDIS AMEMBASSY BRASILIA PASS TO AMCONSUL RECIFE E.O. 12958: DECL: 2019/12/29 TAGS: PGOV, PREL, ECON, EFIN, BR SUBJECT: SAO PAULO LEADERS OUTLINE CONCERNS WITH GOB TO WHA A/S VALENZUELA CLASSIFIED BY: Thomas J. White, Consul General; REASON: 1.4(B), (D) 1. (C) SUMMARY:

Na perna final de sua visita de uma semana ao Cone Sul, o secretário-assistente para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, se encontrou com importantes observadores políticos e econômicos em São Paulo, que expressaram preocupação com a política externa do Brasil, com gastos públicos e com manobras políticas às vésperas da eleição de outubro de 2010. Em um encontro privado subsequente com A/S Valenzuela, o governador de São Paulo e líder da corrida presidencial José Serra alertou que a corrupção e a radicalização estavam crescendo no governista Partido dos Trabalhadores (PT) e sugeriu que como presidente ele deixaria a política externa mais sintonizada com os Estados Unidos. END SUMMARY.

Sao Paulo Political and Economic Observers

2. (C) Concluindo sua visita à região com uma escala em São Paulo no Sábado, 18 de Dezembro, A/S Valenzuela participou de um almoço oferecido pelo Cônsul Geral com ChargC) e nove importantes especialistas políticos e econômicos, inclusive o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, o ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos Rubens Barbosa e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia José Goldemberg. A/S Valenzuela fez um balanço de sua visita e enfatizou a alta prioridade do USG [United States Government] nas relações bilaterais/ Ele identificou cooperação com o Brasil em questões regionais, inclusive Honduras, como sendo de importância crítica.

3. (C) Todos os convidados brasileiros criticaram a política externa do governo Lula, demonstraram preocupação com a crescente radicalização do governista Partido dos Trabalhadores (PT) e enfatizaram a deterioração das contas públicas. Ex FM Lafer descreveu a posição do Brasil em relação ao Irã como “o pior erro” da política externa de Lula, enquanto o embaixador Barbosa citou o papel do Brasil em Honduras como um fracasso importante. Todos concordaram que o GOB [Government of Brazil] está focalizando questões internacionais (Irã, o conflito israelo-palestino, Honduras, etc.) nos quais o Brasil tem poucos interesses nacionais e pequena influência, ao custo de ignorar questões mais próximas de casa, inclusive relações com o Mercosul.

4. (C) Vice-presidente do Centro Brasileiro para Relações Internacionais (CEBRI) Roberto Teixeira da Costa e professor Goldemberg particularmente questionaram o interesse do GOB no Irã, dada a falta de perspectivas comerciais e a improbabilidade de cooperação nuclear civil. [NOTA: Numa conversa paralela com o ChargC), Goldemberg, que é um renomado cientista nuclear, disse que o Brasil não tem nada a oferecer ao Irã em questões de combustível nuclear e que o Irã está bem adiante do Brasil em capacidade centrífuga. Além disso, ele disse que aprovava as recentes declarações da secretária Clinton sobre países que trabalham em proximidade com o Irã e que o GOB deveria levar as declarações a sério. FIM DA NOTA] A/S Valenzuela enfatizou que um crescentemente isolado Irã está em busca de oportunidades como as oferecidas pelo governo Lula para tentar encobrir sua falta de cooperação e impopularidade com a comunidade internacional.

5. (C) Domesticamente, os participantes brasileiros descreveram a estratégia do PT em tornar as eleições nacionais vindouras em um plebiscito sobre o governo Lula como superior ao governo Cardoso e enfatizaram a intenção do partido de fazer uma campanha agressiva. Tomando este rumo, eles argumentaram, [o PT] poderia descrever José Serra como candidato de Cardoso, ajudando a transferir alguma popularidade de Lula para Dilma Rousseff, que nunca disputou um cargo eletivo antes e tem demonstrado pouco carisma como candidata até agora. O ombudsman da Folha de S. Paulo Carlos Eduardo Lins da Silva destacou a força financeira sem precedentes do PT para fazer campanha depois de oito anos no governo, enquanto o cientista político Bolivar Lamounier disse que um PT crescentemente radicalizado provavelmente faria uma campanha muito negativa contra a oposição. Lins da Silva acrescentou que, se o PT perder as eleições presidenciais de 2010, poderia usar sua nova riqueza para fazer uma oposição muito problemática.

6. (C) Na economia, Teixeira da Costa disse que as percepções públicas sobre o Brasil estavam demasiadamente otimistas e que os mercados poderiam entrar em queda rapidamente se a situação internacional se deteriorasse ainda mais. Ricardo Sennes, diretor de assuntos internacionais da firma de consultoria Prospectiva, ecoou a avaliação, dizendo que as contas públicas do GOB estavam sob crescente ameaça e que a economia brasileira continuava não competitiva no longo prazo, devido à fraca infraestrutura, alta carga de impostos e políticas trabalhistas rígidas. Todos concordaram, no entanto, que a forte performance do Brasil nos últimos oito anos e a atual recuperação da crise global ajudam a campanha de Dilma Rousseff. Sobre o recente envolvimento destacado do Brasil na Conferência do Clima de Copenhague (COP-15), Professor Goldemberg disse que a performance do presidente Lula foi medíocre, e que os titubeios do GOB deixaram a percepção de que o Brasil decidiu suas posições nas últimas duas semanas. De outra parte, ele elogiou a apresentação da secretária Clinton e disse que que os países mais importantes deveriam se reunir em pequenos grupos (versus o G-77) para obter progresso em questões como financiamento e monitoramento.

SP Governor and Presidential Front-runner Jose Serra

7. (C) Em um encontro de 90 minutos um-a-um no palácio do governador, José Serra expressou um número das mesmas preocupações quanto à corrente política nacional, a crescente corrupção, gastos públicos e política externa. Serra disse ao A/S Valenzuela que o governista Partido dos Trabalhadores (PT) está fazendo de tudo para construir uma plataforma de poder de longo prazo enquanto estiver no governo. Serra disse que o Brasil está atingindo níveis de corrupação nunca vistos antes e que o PT e sua coalizão de aliados estão usando crescentes gastos públicos para construir uma máquina política para as eleições de 2010. Diante de tais tentativas, e o que ele descreveu como fraco aparato de seu próprio partido PSDB, Serra não estava firmemente confiante de que poderia vencer a presidência em outubro de 2010.

8. (C) Para além da política doméstica, Serra criticou a política externa do governo Lula e indicou que ele levaria o Brasil para uma direção mais internacionalista se eleito presidente. Serra citou Honduras especificamente como fracasso do governo Lula, culpando a posição do GOB e o presidente hondurenho Zelaya por impedir uma resolução. De outra parte, ele destacou seu envolvimento com o Governo da Califórnia em questões ambientais como um exemplo de oportunidade para trabalhar juntos em questões difíceis. No entanto, reiterando sua posição pública sobre biocombustíveis, Serra criticou as tarifas dos Estados Unidos sobre etanol importado do Brasil como economicamente ilógicas.

9. (C) Numa referência ao crescente populismo na região, Serra disse que achava a presidente argentina Cristina Kirchner “cordial e inteligente” e sugeriu que se o USG tem preocupações com as políticas populistas de Kirchner, a candidata presidencial do PT Dilma Rousseff deveria causar maior preocupação. Ele também alertou que as referências do USG a uma “relação especial” com o presidente Lula não soavam bem em todos os segmentos do Brasil e poderiam ser manipuladas pelo PT. [COMENTÁRIO: Além da Argentina, Serra parecia geralmente desinformado sobre recentes acontecimentos no Cone Sul, inclusive sobre a situação política do presidente paraguaio Lugo, e parecia primariamente imerso na política doméstica do Brasil. FIM DO COMENTÁRIO]. Finalmente, Serra disse que estava trabalhando em vários artigos de opinião que articulariam publicamente suas críticas à política externa do governo Lula nos próximos meses.

10. (U) WHA A/S Valenzuela has cleared this cable. White

Saiba qual foi o “furo” de reportagem que William Waack ofereceu ao cônsul americano em São Paulo

E o que disseram Mainardi, Merval e Itagiba aos diplomatas gringos?

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/diante-do-sub-do-sub-tucanos-atacam-brasil-e-prometem-obediencia.html

Livro mostra vidas paralelas de Dilma e meio-irmão na Bulgária

13.03.2011

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A família da presidente

Foto 4 de 5 - Foto de Pedro (D), ao lado dos filhos Igor e Dilma, em Belo Horizonte Arquivo familiar

Eles nunca se viram pessoalmente, mas trocaram cartas por anos. Cultivavam o hábito da leitura e o gosto pela música clássica. Rebeldes durante a juventude, ambos acabaram, cada um à sua maneira, enclausurados. As semelhanças entre a ex-guerrilheira e atual presidente do Brasil com seu meio-irmão búlgaro, um engenheiro morto em 2008 e condenado ao isolamento por se opor ao socialismo, são o tema do livro “Rousseff”, dos jornalistas Jamil Chade e Momchil Indjov.

A presidente e Luben – que nunca pôde deixar a Bulgária – são filhos de Peter Rusev, que no Brasil se tornou Pedro Rousseff. No casamento com Dilma Jane, teve mais dois filhos, além da petista: Igor e Zana Lúcia, morta na década de 70. Por ter sido militante socialdemocrata em um país comunista, o meio-irmão búlgaro nem sequer pôde deixar o país para ver a família na América do Sul. Nunca conheceu o pai. Morreu semanas antes de a então ministra de Minas e Energia visitá-lo.

De acordo com o jornalista, Luben foi prejudicado nos empregos por ser dissidente. “Na faculdade ele era um aluno brilhante. Ainda assim, no trabalho sempre foi uma figura menor. E isso porque o enviavam para lugares remotos da Bulgária, onde pouca gente pudesse ver o que ele poderia fazer. Na mesma época, entre os anos 60 e 70, a meia-irmã dele no Brasil vivia uma situação parecida, cheia de dificuldades.”“Achei que seria a história da família de qualquer outro imigrante. Juscelino Kubitschek tinha avô tcheco, Ernesto Geisel tinha pai alemão. Mas chegando à Bulgária vi que era uma história bem diferente”, disse Chade, repórter do jornal “O Estado de S. Paulo” ao UOL Notícias . “Pelo olhar da história privada, é um drama do século 20. São vidas paralelas: ela lutou contra uma ditadura de direita e ele, contra uma ditadura de esquerda. Pagaram preços altos e tiveram destinos diversos.”

Herança


Ao contrário de Dilma, Luben não chegou a ser torturado nem detido. Mas nunca teve autorização para sair da Bulgária – nem sequer para vir ao enterro de Pedro, em 1962. Também por isso, não recebeu nada da herança – que alcançava vários imóveis e pequenos negócios em Minas Gerais, Estado onde se fixou: ficou com apenas US$ 1,5 mil, oferecidos em troca da recusa de sua parte na herança do pai. “Ele pode ter tido mágoa com isso, mas o tempo amenizou”, diz Chade.

Um traço que nenhum dos dois filhos herdou, segundo o livro, é a participação política. Chade afirma que, ao contrário do que diz a presidente, Pedro não deixou a Bulgária por ter participado de grupos comunistas na década de 30. “Ele saiu do país, deixando a esposa grávida de 7 meses, para se fixar na França. Os comunistas da época passavam pela União Soviética quando queriam sair”, afirma. “O pai de Dilma foi a Paris e só se sabe dele a partir de 1948, morando no Brasil, com outra família e com a Dilma já nascida. Não é um caminho de um militante político.”

A relação entre Dilma e Luben só foi estabelecida quando a petista estava no governo federal, com a ajuda do Itamaraty, diz o livro. A partir de 2005, trocaram cartas e a então ministra enviava recursos para o meio-irmão, com mais de 80 anos de idade e dificuldade para andar. “Eram quantias com pelo menos três zeros”, diz Chade. “Mesmo sem nunca terem se visto pessoalmente, dá para dizer que era uma relação afetuosa. Ele abria as cartas chamando Dilma de ‘minha querida irmã’.”

As cartas de Luben eram traduzidas por um ex-diplomata búlgaro no Brasil, apesar de ele e a meia-irmã saberem falar francês. “Em 2008, Dilma tinha marcado sua primeira visita à Bulgária para encontrá-lo. Algumas semanas antes, Luben chamou o tradutor para uma carta muito importante. Mas não houve tempo. Nunca saberemos o que estava para ser contado ali”, relembra Chade. “Mas é fato que a vida paralela dos dois seria um grande assunto se o encontro tivesse se realizado.”

“Rousseff”, editado pela Livros de Safra, tem 224 páginas e custa, em média R$ 39,90.

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Fonte:http://noticias.uol.com.br/politica/2011/03/13/livro-mostra-vidas-paralelas-de-dilma-e-meio-irmao-na-bulgaria.jhtm


Denúncias de corrupção bilionária no Governo do PSDB paulista

13.03.2011
Do Youtube,
Postado por Irineu Messias



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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=8pBwr-DEwmU&feature=related