quarta-feira, 9 de março de 2011

Michael Moore: O povo, unido, jamais será vencido

05/3/2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Michael Moore, “As três mentiras”, Madison, Wisconsin
Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

Avante, Madison! Força! Estamos com vocês!

“Não queremos ser os Estados dos Business Unidos”

Vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=wgNuSEZ8CDw

Ao contrário do que diz o poder, que quer que vocês desistam das pensões e aposentadorias, que aceitem salários de fome, e voltem para casa em nome do futuro dos netos de vocês, os EUA não estão falidos. Longe disso. Os EUA nadam em dinheiro. O problema é que o dinheiro não chega até vocês, porque foi transferido, no maior assalto da história, dos trabalhadores e consumidores, para os bancos e portfólios dos hiper mega super ricos.

Hoje, 400 norte-americanos têm a mesma quantidade de dinheiro que metade da população dos EUA, somando-se o dinheiro de todos.

Vou repetir. 400 norte-americanos obscenamente ricos, a maior parte dos quais foram beneficiados no ‘resgate’ de 2008, pago aos bancos, com muitos trilhões de dólares dos contribuintes, têm hoje a mesma quantidade de dinheiro, ações e propriedades que tudo que 155 milhões de norte-americanos conseguiram juntar ao longo da vida, tudo somado. Se dissermos que fomos vítimas de um golpe de estado financeiro, não estamos apenas certos, mas, além disso, também sabemos, no fundo do coração, que estamos certos.

Mas não é fácil dizer isso, e sei por quê. Para nós, admitir que deixamos um pequeno grupo roubar praticamente toda a riqueza que faz andar nossa economia, é o mesmo que admitir que aceitamos, humilhados, a ideia de que, de fato, entregamos sem luta a nossa preciosa democracia à elite endinheirada. Wall Street, os bancos, os 500 da revista Fortune governam hoje essa República – e, até o mês passado, todos nós, o resto, os milhões de norte-americanos, nos sentíamos impotentes, sem saber o que fazer.

Nunca freqüentei universidades. Só estudei até o fim do segundo grau. Mas, quando eu estava na escola, todos tínhamos de estudar um semestre de Economia, para concluir o segundo grau. E ali, naquele semestre, aprendi uma coisa: dinheiro não dá em árvores. O dinheiro aparece quando se produzem coisas e quando temos emprego e salário para comprar coisas de que precisamos. E quanto mais compramos, mais empregos se criam.

O dinheiro aparece quando há sistema que oferece boa educação, porque assim aparecem inventores, empresários, artistas, cientistas, pensadores que têm as ideias que ajudam o planeta. E cada nova ideia cria novos empregos, e todos pagam impostos, e o Estado também tem dinheiro. Mas se os mais ricos não pagam os impostos que teriam de pagar por justiça, a coisa toda começa a emperrar e o Estado não funciona. E as escolas não ensinam, nem aparecem os mais brilhantes capazes de criar mais e mais empregos.

Se os ricos só usam seu dinheiro para produzir mais dinheiro, se de fato só o usam para eles mesmos, já vimos o que eles fazem: põem-se a jogar feito doidos, apostam, trapaceiam, nos mais alucinados esquemas inventados em Wall Street, e destroem a economia.

A loucura que fizeram em Wall Street custou-nos milhões de empregos. O Estado está arrecadando menos. Todos estamos sofrendo, como efeito do que os ricos fizeram.

Mas os EUA não estão falidos, amigos. Wisconsin não está falido. Repetir que o país está falido é repetir uma Enorme Mentira. As três maiores mentiras da década são: 1) os EUA estão falidos, 2) há armas de destruição em massa no Iraque; e 3) os Packers não ganharão o Super Bowl sem Brett Favre.

A verdade é que há muito dinheiro por aí. MUITO. O caso é que os homens do poder enterraram a riqueza num poço profundo, bem guardado dentro dos muros de suas mansões. Sabem que cometeram crimes para conseguir o que conseguiram e sabem que, mais dia menos dias, vocês vão querer recuperar a parte daquele dinheiro que é de vocês.

Então, compraram e pagaram centenas de políticos em todo o país, para conduzirem a jogatina em nome deles. Mas, p’ro caso de o golpe micar, já cercaram seus condomínios de luxo e mantêm abastecidos, prontos para decolar, os jatos particulares, motor ligado, à espera do dia que, sonham eles, jamais virá. Para ajudar a garantir que aquele dia nunca cheguasse, o dia em que os norte-americanos exigiriam que seu país lhes fosse devolvido, os ricos tomaram duas providências bem espertas:

1. Controlam todas as comunicações. Como são donos de praticamente todos os jornais e redes de televisão, espertamente conseguiram convencer muitos norte-americanos mais pobres a comprar a versão deles do Sonho Americano e a eleger os candidatos deles, dos ricos. O Sonho Americano, na versão dos ricos, diz que vocês também, algum dia, poderão ser ricos – aqui é a América, onde tudo pode acontecer, se você insistir e nunca desistir de tentar! Convenientemente para eles, encheram vocês com exemplos convincentes, que mostram como um menino pobre pode enriquecer, como um filho criado sem pai, no Havaí, pode ser presidente, como um rapaz que mal concluiu o ginásio pode virar cineasta de sucesso. E repetirão essas histórias mais e mais, o dia inteiro, até que vocês passem a viver como se nunca, nunca, nunca, precisassem agitar a ‘realidade’ – porque, sim, você – você, você mesmo! – pode ser rico/presidente/ganhar o Oscar, algum dia!

A mensagem é clara: continuar a viver de cabeça baixa, nariz virado p’ro trilho, não sacuda o barco, e vote no partido que protege hoje o rico que você algum dia será.

2. Inventaram um veneno que sabem que vocês jamais quererão provar. É a versão deles da mútua destruição garantida. E quando ameaçaram detonar essa arma de destruição econômica em massa, em setembro de 2008, nós nos assustamos. Quando a economia e a bolsa de valores entraram em espiral rumo ao poço, e os bancos foram apanhados numa “pirâmide Ponzi” global, Wall Street lançou sua ameaça-chantagem: Ou entregam trilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes dos EUA, ou quebramos tudo, a economia toda, até os cacos. Entreguem a grana, ou adeus poupanças. Adeus aposentadorias. Adeus Tesouro dos EUA. Adeus empregos e casas e futuro. Foi de apavorar, mesmo, e nos borramos de medo. “Aqui, aqui! Levem tudo, todo o nosso dinheiro. Não ligamos. Até, se quiserem, imprimimos mais dinheiro, só pra vocês. Levem, levem. Mas, por favor, não nos matem. POR FAVOR!”

Os economistas executivos, nas salas de reunião e nos fundos rolavam de rir. De júbilo. E em três meses lá estavam entregando, eles, uns aos outros, os cheques dos ricos bônus obscenos, maravilhados com o quão perfeita e absolutamente haviam conseguido roubar uma nação de otários. Milhões perderam os empregos: pagaram pela chantagem e, mesmo assim, perderam os empregos, e milhões pagaram pela chantagem e perderam as casas. Mas ninguém saiu às ruas. Não houve revolta.

Até que… COMEÇOU! Em Wisconsin!

Jamais um filho de Michigan teve mais orgulho de dividir um mesmo lago com Wisconsin!

Vocês acordaram o gigante adormecido – a grande multidão de trabalhadores dos EUA. Agora, a terra treme sob os pés dos que caminham e estão avançando!

A mensagem de Wisconsin inspirou gente em todos os 50 estados dos EUA. A mensagem é “Basta! Chega! Basta!” Rejeitamos todos os que nos digam que os EUA estão falidos e falindo. É exatamente o contrário. Somos ricos! Temos talento e ideias e sempre trabalhamos muito e, sim, sim, temos amor. Amor e compaixão por todos os que – e não por culpa deles – são hoje os mais pobres dos pobres. Eles ainda querem o mesmo que nós queremos: Queremos nosso país de volta! Queremos, devolvida a nós, a nossa democracia! Nosso nome limpo. Queremos de volta os Estados Unidos da América.

Não somos, não queremos continuar a ser, os Estados dos Business Unidos da América!

Como fazer acontecer? Ora, estamos fazendo aqui, um pouco, o que o Egito está fazendo lá. E o Egito faz, lá, um pouco do que Madison está fazendo aqui.

E paremos um instante, para lembrar que, na Tunísia, um homem desesperado, que tentava vender frutas na rua, deu a vida, para chamar a atenção do mundo, para que todos vissem como e o quanto um governo de bilionários lá estava, afrontando a liberdade e a moral de toda a humanidade.

Obrigado, Wisconsin. Vocês estão fazendo as pessoas ver que temos agora a última chance de vencer uma ameaça mortal e salvar o que nos resta do que somos.

Vocês estão aqui há três semanas, no frio, dormindo no chão – por mais que custe, vocês fizeram. E não tenham dúvidas: Madison é só o começo. Os escandalosamente ricos, dessa vez, pisaram na bola. Bem poderiam ter ficado satisfeitos só com o dinheiro que roubaram do Tesouro. Bem se poderiam ter saciado só com os empregos que nos roubaram, aos milhões, que exportaram para outros pontos do mundo, onde conseguiam explorar ainda mais, gente mais pobre. Mas não bastou. Tiveram de fazer mais, queriam ganhar mais – mais que todos os ricos do mundo. Tentaram matar a nossa alma. Roubaram a dignidade dos trabalhadores dos EUA. Tentaram nos calar pela humilhação. Nos tiraram a mesa de negociações!

Recusam-se até a discutir coisas simples como o tamanho das salas de aula, ou o direito de os policiais usarem coletes à prova de balas, ou o direito de os pilotos e comissários de bordo terem algumas poucas horas a mais de descanso, para que trabalhem com mais segurança para todos e possam fazer melhor o próprio trabalho –, trabalho que eles compram por apenas 19 mil dólares anuais.

Isso é o que ganham os pilotos de linhas curtas, talvez até o piloto que me trouxe hoje a Madison. Contou-me que parou de esperar algum aumento. Que, agora, só pede que lhe deem folgas um pouco maiores, para não ter de dormir no carro entre os turnos de voo no aeroporto O’Hare. A que fundo do poço chegamos!

Os ricos já não se satisfazem com pagar salário de miséria aos pilotos: agora, querem roubar até o sono dos pilotos. Querem humilhar os pilotos, desumanizá-los e esfregar a cara dos pilotos na própria vergonha. Afinal, piloto ou não, ele não passa de mais um sem-teto…

Esse, meus amigos, foi o erro fatal dos Estados dos Business Unidos da América. Ao tentar nos destruir, fizeram nascer um movimento – uma revolta massiva, não violenta, que se alastra pelo país. Sabíamos que, um dia, aquilo teria de acabar. E acabou agora, já começou a acabar.

A mídia não entende o que está acontecendo, muita gente na mídia não entende. Dizem que foram apanhados desprevenidos no Egito, que não previram o que estava por acontecer. Agora, se surpreendem e nada entendem, porque tantas centenas de milhares de pessoas viajam até Madison nas últimas semanas, enfrentando inverno brutal. “O que fazem lá, parados na rua, com vento, com neve?” Afinal… houve eleições em novembro, todos votaram… O que mais podem desejar?!” “Está acontecendo algo em Madison. Que diabo está acontecendo lá? Quem sabe?”

O que está acontecendo é que os EUA não estão falidos. A única coisa que faliu nos EUA foi a bússola moral dos governantes. Viemos para consertar a bússola e assumir o timão para levar o barco, agora, nós mesmos.

Nunca esqueçam: enquanto existir a Constituição, todos são iguais: cada pessoa vale um voto. Isso, aliás, é o que os ricos mais detestam por aqui. Porque, apesar de eles serem os donos do dinheiro e do baralho e da mesa da jogatina, um detalhe eles não conseguem mudar: nós somos muitos e eles são poucos!

Coragem, Madison, força! Não desistam!

Estamos com vocês. O povo, unido, jamais será vencido.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/michael-moore-o-povo-unido-jamais-sera-vencido.html

Comissão da Verdade avança no Congresso

09/03/2011
Do Vermelho


Apesar das críticas internas e duras das Forças Armadas, a criação da Comissão Nacional da Verdade já dá seus primeiros passos no Congresso. Contrariando as expectativas, os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Maria do Rosário (Direitos Humanos), vistos inicialmente como extremos opostos dessa polêmica, estão atuando juntos.

A Comissão deve ser criada ainda neste ano, com base num projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional em 2010. O governo Dilma já está escolhendo parlamentares para atuarem na intermediação desse debate na Câmara.

Uma das indicadas é Luiza Erundina (PSB-SP), nome sugerido por Maria do Rosário. A deputada disse que ainda não foi oficialmente procurada, mas já solicitou a seu partido que seja indicada para integrar a comissão.

Neste ano, Erundina já apresentou projeto que altera o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a punição para agentes públicos que torturaram na ditadura. Na opinião da parlamentar, a decisão do STF não encerrou o assunto, uma vez que o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça e anistia.

“É uma vergonha para o Brasil ser o único país da América a não punir esses torturadores. O país precisa sair dessa situação constrangedora e limpar esse passado. Estamos no atraso”, declarou Erundina, que quer esse projeto discutido na Comissão da Verdade.

O deputado Osmar Terra (PMDB-RS), amigo de Jobim, disse que ele mesmo teve a iniciativa de procurar o ministro e se apresentar para colaborar. Sua posição é mais alinhada ao STF.

“Eu me dispus a ajudar e até a integrar a comissão — mas sem revanchismo, sem revisão da anistia. É preciso, sim, esclarecer o que ocorreu, as circunstâncias, onde, e, se possível, permitir às mães dos desaparecidos o direito de enterrarem seus filhos.”

O governo brasileiro ainda tenta mudar a questão do acesso a informações. Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados visa acabar com o sigilo eterno de documentos e também veda o sigilo de documentos que possam tratar de violação a direitos humanos. O país também financia o resgate da memória da sociedade civil.

Se o Brasil deseja avançar na investigação e punição de crimes e no acesso à memória da ditadura militar, é preciso também que a causa tenha maior participação da sociedade. “O sucesso ou fracasso das políticas do governo dependerá fortemente da adesão social a esta pauta”, reconhece um membro do governo, que também aponta que, em países como Argentina e Chile, até agora, houve muito mais participação que no Brasil.

Forças Armadas

Já as Forças Armadas se mostram irritadas com a decisão da presidente Dilma Rousseff de bancar como prioridade a criação da Comissão Nacional da Verdade. O Exército, principal responsável pelas atrocidades que tomaram conta do Brasil entre 1964 e 1985, é o mais interessado na inviabilização do projeto.

Em documento elaborado pelo Comando do Exército e enviado no mês passado a Nelson Jobim, os militares afirmam que a instalação da comissão “provocará tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão”. Segundo a versão do Exército — que tem apoio da Aeronáutica e da Marinha —, a Comissão vai abrir uma “ferida na amálgama nacional” e “promover retaliações políticas”.

A intenção das Forças Armadas é clara: sustentar que a redemocratização do Brasil foi suficiente para superar fatos históricos. “O argumento da reconstrução da História parece tão somente pretender abrir ferida na amálgama nacional, o que não trará benefício, ou, pelo contrário, poderá provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão”, choramingam os militares.

“Passaram-se quase 30 anos do fim do governo chamado militar e muitas pessoas que viveram aquele período já faleceram: testemunhas, documentos e provas praticamente perderam-se no tempo. É improvável chegar-se realmente à verdade dos fatos”, agregam.

Exceção no Cone Sul

A manobra das Forças Armadas visa a manter o Brasil na contramão dos países do Cone Sul. Brasileiros que foram torturadores, assassinos e sequestradores durante a ditadura militar são, hoje, os privilegiados entre seus pares do continente. Os últimos anos têm servido para argentinos, chilenos e uruguaios levarem dezenas de responsáveis por crimes de lesa-humanidade à cadeia.

Nos três países, a Justiça passou a considerar que esses delitos são imprescritíveis, tendo como base tratados internacionais — o que é um alento para o Brasil. Condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em dezembro do ano passado, devido ao assassinato e desaparecimento de 62 pessoas entre 1972 e 1979, o país irá, mais cedo ou mais tarde, investigar e punir os responsáveis pelos crimes cometidos durante o regime militar.

Por ora, o atraso gritante do Brasil em relação a Argentina, Chile e Uruguai não só nos põe em uma posição de descrédito. A falta de acesso aos arquivos da ditadura brasileira faz também com que sejamos o país do Cone Sul que atravanca as investigações sobre a Operação Condor, colaboração militar entre diversos países sul-americanos, com apoio dos Estados Unidos, para reprimir militantes de esquerda.

“É uma peça que falta para compreender a Operação Condor. Nunca entendemos porque, com governos progressistas, no Brasil se resiste a abrir os arquivos”, diz a jornalista e ativista chilena Mónica González, diretora do Centro de Investigación Periodistica (CIPER).

No Chile, que viveu sob a ditadura de Augusto Pinochet de 1973 a 1990, Neste ano, uma comissão de justiça e verdade chegou à conclusão de que havia mais de 3 mil vítimas de crimes no período. Vítima e parentes das vítimas receberam pensões. Até 2004, contudo, apenas crimes cometidos entre 1979 e 1990 tiveram condenações.

Para os crimes ocorridos entre 1973 e 1979, período mais duro da ditadura, continuava prevalecendo a lei de anistia. “Muitos juízes seguiam sendo pinochetistas, e seguiam mantendo a mesma posição que antes. Continuavam aplicando a anistia sem investigar”, conta a jornalista Mónica González.

Da Redação, com agências
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/comissao-da-verdade-avanca-no-congresso.html

Oscar Barreto diz que a bancada do PT na Câmara tem que discutir as declarações de Osmar Ricardo

09.03.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Gilberto Prazeres

Hesíodo Góes/Folha de Pernambuco

O presidente do PT recifense, deputado Oscar Barreto, disse ao Blog da Folha que as críticas desferidas pelo líder da bancada petista na Câmara do Recife, vereador Osmar Ricardo, ao prefeito João da Costa (PT), durante o sábado de Carnaval, devem ser analisadas pelos integrantes da bancada. “Quem escolhe o seu líder é a bancada. Os vereadores têm que discutir a questão. O vereador (Osmar Ricardo) disse, quando eu falei umas coisas, que o partido deveria construir uma unidade. Mas suas declarações não batem com isso”, bateu Oscar.

Osmar Ricardo havia questionado o fato da Prefeitura não ter disponibilizado um trio elétrico para os servidores desfilarem no Galo da Madrugada, no último sábado, como ocorria tradicionalmente. O petista afirmou que o fato mostrava como o prefeito não estava bem com o povo e como a PCR não respeitava seus funcionários.

Já as coisas mencionadas por Oscar Barreto dizem respeito à acusação pública, que fez no mês passado , de que o deputado federal João Paulo (PT) queria continuar mandando na Prefeitura do Recife após a eleição do prefeito João da Costa.

Osmar Ricardo e Oscar Barreto são irmãos, mas não se entendem. Há pouco mais de um ano, os dois se afastaram política e pessoalmente.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/18150-oscar-barreto-diz-que-a-bancada-do-pt-na-camara-tem-que-discutir-as-declaracoes-de-osmar-ricardo

Berlusconi gastou 34 milhões de euros em compras, presentes e em suas casas

09/3/2011
Do MSN NOTÍCIAS

Roma, 9 mar (EFE).-
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, gastou 34 milhões de euros em 2010 em compras, presentes e na manutenção de várias de suas residências, entre outros serviços, segundo divulgou nesta quarta-feira o jornal italiano "Corriere della Sera".

A publicação revela várias das movimentações bancárias realizadas de uma conta que supostamente pertence a Berlusconi e era administrada por seu contador, Giuseppe Spinelli, e que consta na investigação do chamado "caso Ruby", pelo qual o governante será julgado no dia 6 de abril por abuso de poder e incitação à prostituição de menores.

Trata-se de uma conta aberta no banco Monte dei Paschi de Siena, que se transformou em um dos pontos fortes da investigação executada pela Promotoria de Milão e da qual se beneficiou, entre outros, a conselheira regional da Lombardia, Nicole Minetti, também investigada por indução à prostituição.

Segundo a informação divulgada nesta quarta-feira pelo jornal, Berlusconi deu 562 mil euros, através desta conta, a 14 jovens que compareceram a várias de suas festas em sua residência de Arcore, no norte da Itália, incluindo 100 mil euros à ex-participante do programa de televisão "Big Brother" Angela Sozio.

Além disso, desembolsou 120 mil euros em gravatas e lenços, 65 mil em uma joalheria e 300 mil em uma loja de tecidos.

O governante e magnata, de 74 anos, gastou 675 mil euros no aluguel e manutenção do Castelo de Paraggi, em Portofino, e 900 mil euros em faturas de água e luz em sua residência de Antígua, no Caribe.

A lista de pagamentos também inclui várias doações, entre elas uma de 70 mil euros para a restauração de uma paróquia e outra de 200 mil para uma equipe de rugby, além de um presente de casamento no valor de 40 mil euros para uma secretária.

Segundo o jornal publicou em fevereiro, Berlusconi também realizou várias transferências desta conta no valor de 20 mil euros à mãe de Noemi Letizia, a jovem com a qual se relacionou há dois anos.

O advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, que segundo o "Corriere della Sera" recebeu 441 mil euros, negou a informação e qualificou a publicação destes dados como uma "violação da privacidade de Silvio Berlusconi". EFE
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27939422

‘Mulheragem’ às catadoras da Granja Julieta

08.03.2011
Do blog MariaFrô

Neste 8 de Março, o Maria Frô, com a ajuda de Joelma Couto, presta homenagem às mulheres catadoras da Granja Julieta. Este blog tem um verdadeiro respeito pela luta destas mulheres e por diversas vezes elas já foram foco de postagens:
aqui, aqui, aqui

Elas são lindas, são a síntese de nossas duras lutas. São aquelas que diminuem o impacto de um consumismo extremo,
irresponsável, produtor de desigualdades e exclusão.

Elas merecem todo o nosso respeito e solidariedade.


No sorriso perfeito da Laíssa, a esperança de superação.

Mulheres fora de pauta

Por: Joelma Couto (enviado por e-mail)
08/03/2011

Neste oito de março de 2011 quero homenagear uma categoria de mulheres trabalhadoras que nem sempre estão em pauta. Programas de tv, rádios, jornais, revistas até falam da categoria, mas, se esquecem que nesta categoria a grande maioria são mulheres. Também não falam que mesmo sendo maioria estas mulheres também sofrem descriminação e nem sempre estão à frente das decisões. Aqui também são minoria no quesito direitos iguais.

São mulheres lindas, mas, que não são vistas nem admiradas.

São mulheres corajosas.
são mulheres fortes.
São mulheres trabalhadeiras.
São mulheres amantes.
São mulheres que amam.
São mulheres que amam os homens.
São mulheres que amam outras mulheres.
São mulheres nem sempre amadas.
São mulheres filhas.
São mulheres mães.
São mulheres avós.
São mulheres profissionais.
São mulheres, tão somente mulheres.
Mulheres com todo significado que trás a palavra mulher.
São mulheres com toda carga que carrega uma mulher.
São mulheres que ousam desafiar o sistema.
São mulheres que catam a sobrevivência.
São mulheres que muitas vezes catam migalhas de amor.
São mulheres economistas que catam as migalhas da sociedade e fazem a multiplicação dos pães.
São mulheres que com coragem catam a vida.
São anjos caídas do céu.
São Evas expulsas do paraíso.
São mulheres catadoras.
Catadoras mulheres. Mulheres catadoras. Mulheres fora de pauta. Mulheres.
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Fonte:http://mariafro.com.br/wordpress/?p=23774

Kadafi ameaça com revolta armada contra zona de exclusão aérea

09/03/2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO, iG São Paulo

Líder da Líbia diz que 'povo pegará em armas' se países ocidentais ou ONU determinarem bloqueio aéreo sobre o país

Kadafi posa para foto após entrevista a uma emissora turca (08/03).Foto: Reuters

O líder da Líbia, Muamar Kadafi, disse nesta quarta-feira que a população pegará em armas se uma zona de exclusão aérea for imposta à Líbia por países ocidentais ou pela ONU, como vários líderes rebeldes vêm pedindo.

Em entrevista à TV turca TRT, Kadafi disse que países ocidentais querem impor a zona de exclusão aérea para "tomar o petróleo líbio".

"Se eles tomarem esta decisão, será útil para a Líbia, porque o povo líbio verá a verdade, que o que eles querem é assumir o controle da Líbia e roubar seu petróleo", disse Kadafi. "Então o povo líbio pegará em armas contra eles", afirmou.

Países ocidentais vêm discutindo a possibilidade de impor uma zona de restrição a vôos sobre a Líbia, para impedir ataques aéreos de forças leais ao governo contra rebeldes. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que a decisão depende da ONU e não dos Estados Unidos.

Zonas de exclusão aérea foram impostas sobre as regiões sul e norte do Iraque durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991, e durante o conflito na Bósnia, entre 1994 e 1995.

Em discurso transmitido pela TV estatal líbia horas antes da entrevista, Kadafi acusou "forças externas" de estarem fomentando a revolta no país. Ele disse que governos europeus e a rede Al-Qaeda estão incitando a juventude da Líbia a aderir à revolta contra seu governo.

Os protestos contra Kadafi, que começaram há três semanas, teriam deixado mais de mil mortos. Segundo estimativas da ONU, os confrontos forçaram 212 mil a deixar o país - a maioria trabalhadores imigrantes.

Ofensiva

As declarações de Kadafi são feitas no momento em que tropas leais a ele estão conseguindo se impor em ataques contra áreas controladas por forças rebeldes.

A ofensiva do regime tem o objetivo de impedir o avanço opositor a partir do leste, que está sob seu controle, em direção à capital do país, Trípoli.

A cidade de Zawiya, que foi tomada por forças contrárias ao regime há duas semanas, está sofrendo pesados bombardeios e há relatos de diversas vítimas das incursões aéreas.

Tropas leais ao líder líbio estariam visando alvos no subúrbio de Zawiya e tentando retomar o controle da praça principal.

Outro reduto dos rebeldes, a cidade de Ras Lanuf, também sofreu pesados ataques aéreos e de artilharia. As incursões teriam deixado pelo menos 30 feridos. Segundo a emissora árabe Al-Jazeera, nesta quarta-feira as forças leais a Kadafi bombardearam o terminal petrolífero da cidade.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/kadafi+ameaca+com+revolta+armada+contra+zona+de+exclusao+aerea/n1238144243632.html

Partido de Kassab é 'distorção da legislação', diz especialista

09/03/2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por Nara Alves, iG São Paulo

Para pesquisadora, nova sigla teria perfil de centro-direita, atrairia traidores do governo Dilma e descontentes de nanicos

A ideia do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de criar um novo partido para se fundir ao PSB é perfeitamente viável do ponto de vista da legislação eleitoral. Para a Ordem dos Advogados do Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral deverá deferir tanto a criação do novo partido como a fusão com outra legenda. Do ponto de vista do mérito, no entanto, a ação pode ser questionada, de acordo com a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga. Para a especialista em processos partidários, a nova sigla seria uma “distorção da legislação”.

Maria do Socorro: ideia do novo partido seria furar polarização entre PT e PSDB.
Foto: Arquivo pessoal

Para a pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o novo partido pode ter um impacto significativo no quadro político nacional. Isso porque poderia quebrar a polarização entre PT e PSDB. Teria um perfil de centro-direita e atrairia traidores da base aliada do governo de Dilma Rousseff, além dos descontentes de outras legendas, especialmente dos partidos chamados “nanicos”. Leia abaixo trechos da entrevista que a cientista política concedeu ao iG.

iG – Como o eleitor pode avaliar a criação de um novo partido com o objetivo de se fundir a outro?

Maria do Socorro - É uma saída estratégica, uma distorção da legislação. A própria questão da lei de infidelidade partidária acabou inibindo a troca de partidos, que girava em torno dos 30% (a lei estabelece que o mandato pertence ao partido). Mas deixaram uma brecha. A criação de um novo partido para fusão é a brecha que acaba passando a imagem de que o sistema partidário é caótico, onde pode tudo. É uma contribuição negativa ao sistema político.

iG – Como podemos entender a possível união do DEM, um partido de direita, ao PSB, dito socialista e de origem na esquerda?

Maria do Socorro - A união PSB e DEM é muito estranha, mas acompanhando o PSB nos Estados, vejo que o recrutamento é muito próximo aos partidos de direita. Os quadros do PSB têm um perfil muito parecido com os do DEM. Se pensarmos nos grupos dos quais eles estão próximos, não fica estranho. Por exemplo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, representante do capital, que foi candidato ao governo de São Paulo pelo PSB. Ele é representante do capitalismo. A cara pública, seus políticos e candidatos são de segmentos que também são representados pelo DEM. Claro que há candidatos mais à esquerda, como a deputada Luiza Erundina. Mas estes devem sair.

iG – Como a criação desse partido afetaria as eleições de 2012 e 2014?

Maria do Socorro - A ideia dessa fusão é de alguma forma furar a polarização entre PT e PSDB, tanto nas eleições municipais de 2012 em São Paulo como nas presidenciais em 2014. As eleições de 2012 serão fundamentais para mensurar o poder dessa coalizão em 2014. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (presidente nacional do PSB), quer ser vice em uma chapa com o PT, mas pode ser até com o PSDB. Em São Paulo, a fusão vai tentar furar o ciclo do PSDB. Conforme o peso da aliança, deve atrair outros quadros para formar uma frente com partidos pequenos de direita, além do próprio PDT, que já não apoiou o governo Dilma com relação ao salário mínimo.

Para ter força, o novo partido não pode ser totalmente à direita, como o DEM. Tem que ser centro-direita para atrair outros partidos mais afinados com o governo. Ou seja, quanto maior a infidelidade ao governo Dilma, maior a possibilidade de uma recomposição a partir daí.

iG – Como o governo poderia diminuir a possibilidade de que infiéis migrassem para o novo partido?

Maria do Socorro – Depende da forma como farão a ocupação do segundo escalão, os cortes no Orçamento, as reformas prometidas na campanha...Tudo isso pode mexer com setores desses partidos mais fisiológicos, acostumados a barganhar o tempo todo. Vamos ter de avaliar quanto os partidos estarão perdendo ao sair do governo.

iG – Essa ação que a senhora chama de “fisiológica” pode afetar a aprovação de Kassab?

Maria do Socorro - Ela já está caindo e deve baixar ainda mais. Para certo público, essa ação fisiológica pode fazer diferença negativa. Mas grande parte do eleitorado está muito mais preocupada com seu cotidiano, fica à margem dessas questões de articulação política. Os aspectos negativos da administração não serão responsabilizados pela articulação.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/partido+de+kassab+e+distorcao+da+legislacao+diz+especialista/n1238135807338.html