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segunda-feira, 7 de março de 2011

Taxistas de Paulista proibidos de entrar em Olinda prometem protesto

07/03/2011
Do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, da Redação
Por Micheline Batista

Os taxistas de Paulista não conseguiram fechar um acordo com a prefeitura de Olinda e estão proibidos de circular pela Cidade Patrimônio durante este Carnaval. Eles são obrigados a deixar os passageiros nos bloqueios montados nas entradas da cidade, o que vem causando revolta entre os profissionais e desconforto para os foliões.

“Nossos passageiros estão tendo que pagar outra bandeirada para ir até seu ponto de destino ou então estão indo a pé, o que é um absurdo”, reclama o presidente do Sindicato dos Taxistas de Paulista, Pedro Paulo Torchia.

A partir das 13h30 de hoje, aproximadamente 50 taxistas vão se reunir em frente ao Fórum de Olinda em protesto contra a proibição. “Queremos uma audência com o juiz de plantão para garantir nosso direito de ir e vir, assim como os taxistas do Recife”, diz Pedro Paulo. Os taxistas do Recife garantiram passe livre para entrar na cidade, desde que estejam transportando passageiros.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110307130452

Galo da Madrugada, mito e apartheid social. A elite nos camarotes refrigerados tietando celebridades vazias e efêmeras

07.03.2011
Do blog de jamildo

Por Homero Fonseca

Na terça-feira passada, 1º de março, os jornais do Recife publicaram um Comunicado do Clube de Máscaras O Galo da Madrugada posicionando-se no sentido de “salvaguardar direitos e obrigações inerentes ao uso da marca Galo da Madrugada”.

Assinada pelo presidente da agremiação, a nota adverte: “a utilização de suas marcas em quaisquer meios de comunicação, propagandas, festas, camarotes, eventos e afins, em quaisquer de suas modalidades, escrita, imagem, falada ou reproduzida, de forma integral ou parcial, sem a prévia e expressa autorização do seu titular, constitui violação” à Constituição e à Lei de Propriedade Industrial. Vazada em autêntico juridiquês, a nota detalha as interdições ao uso comercial da valiosa marca. A parte aspeada sugere até uma inibição ao noticiário, coisa, além de absurda, inócua e que, se lograsse êxito, seria totalmente contraproducente, pois o que seria do Galo sem a mídia?

É um documento curioso, merecedor de análise e registro por historiadores, pesquisadores e instituições de pesquisa social.

Na realidade, escancara uma realidade sabida de todos: como o futebol, a música popular e qualquer atividade que reúna grandes massas, o Carnaval é movido a dinheiro. É inescapável. Sempre foi assim, isto é, desde que o Carnaval assumiu, entre nós, as feições atuais, a partir das primeiras décadas do século passado, convivendo, essa inserção no mercado, com iniciativas basicamente lúdicas, mas integradas, afinal, ao gigantesco sistema. O que mudou é a escala e a franqueza expostas no comunicado.

[Lembremo-nos de que, desde épocas recuadas, mesmo as chamadas agremiações populares sempre dependeram de subvenções governamentais para desfilar, o que veio a determinar um crescente dirigismo dos festejos pelas instâncias estatais, substituindo o cassetete pelas verbas e induzindo por completo a formatação da festa, especialmente a partir da década de 1930. Hoje o poder público, consciente do trunfo mercadológico em mãos, vai em busca de patrocínios privados, como as grandes cervejarias, por exemplo, repassando parte da receita às agremiações. Os meios de comunicação completam o circuito, dedicando espaços mais que generosos à folia, arrecadando os tubos em publicidade. É a roda da fortuna girando a todo vapor.]

Fundado em 1978, quando exatamente 75 foliões, devidamente fantasiados de almas penadas, sacolejaram ao ritmo do frevo pelas ruas estreitas dos bairros de São José e Santo Antônio, às primeiras horas do Sábado de Zé Pereira, o clube cresceu de uma maneira vertiginosa por uma série de fatores, espontâneos ou planejados à luz das ferramentas do marketing. Era realmente uma sacudida renovadora nos festejos de rua no Recife, à época definhando pelo abusivo controle policial-militar-ideológico imposto pelo regime de 1964.

Nos anos 80, o Galo, vitaminado pela adesão constante de mais e mais foliões, já se tornara robusto e se apresentava com várias orquestras em cima de caminhões. Dois anos depois – conforme o saite do clube – “já era impossível o som das orquestras alcançarem ‘naturalmente’ a multidão” e recorreu-se à fórmula dos trios elétricos.

E aí, salvo engano, ocorreu um fato que seria fundamental para a explosão dos números: competindo por espaços nos noticiários nacionais, os setores de jornalismo da Rede Globo da Bahia e de Pernambuco fizeram um curioso leilão de público, a cada ano aumentando delirantemente o tamanho da festa no Recife e em Salvador (isto rendia mais prestígio e faturamento para as emissoras locais). Obviamente que todos se beneficiavam dessa emulação: o próprio clube, as prefeituras, o patriotismo bairrista. Então, as coisas deixaram de ser espontâneas e viraram uma jazida explorada em todos os seus filões. E, em 1991, chegou-se ao número mágico: o Galo arrastara “mais de um milhão de foliões”! Daí para chegar ao Guinness Book, em 1994, foi moleza. E a marca consolidou-se definitivamente como “o maior bloco de Carnaval do planeta” (desconfio de que, se a corrida espacial houve avançado mais, chegaríamos às raias do sistema solar).

Nada contra. Assim caminha a humanidade. Apenas creio ser necessário “contar o caso como o caso foi”.

[Um adendo: em 1996 ou 97, quando eu chefiava a redação de um jornal recifense, comecei a desconfiar do coro da Maria-vai-com-as-outras, trombeteando, como já se fazia, que o colossal desfile já ultrapassava o número de um milhão e meio de pessoas. Ora, o Recife contava com pouco mais de um milhão e duzentos mil habitantes, ou seja, tinha mais gente no Galo do que a população da cidade! Tudo bem, vem o pessoal da região metropolitana e os turistas, mas também é preciso descontar quem não gosta de Carnaval, os evangélicos, os católicos que fazem retiro, as crianças de berço, os muitos velhos, os que fogem para as praias e as serras, os doidos internados, os doentes, os presos etc. Há ainda o problema do espaço físico. Estávamos no campo dos mitos. Chamei um engenheiro e pedi-lhe para, em cima de um mapa da região por onde o clube se espraiava, e levando em conta os parâmetros para cálculo de multidões, aferir o público do desfile. Ele fez um estudo preliminar cujo resultado apontava algo como 350 mil pessoas, no máximo 400 mil (o que é gente pra caramba). A disparidade era tão grande em relação ao número mítico (menos de um terço) que resolvi suspender a pesquisa. Não valia a pena entrar em choque com o “resto do mundo” (rssss) e virar um inimigo do povo. Mas fiz uma recomendação expressa à redação: nada de falar em milhões e que tais – a cobertura seria a mesma, com o mesmo destaque de sempre, mas registrando “a grande multidão”, sem dimensionar o número exato, que aliás ninguém conhece com certeza. Ir de encontro a mitos é um pouco como combater moinhos de vento e essa não era minha prioridade.]

O que me incomoda substantivamente é o ‘apartheid social’ evidenciado no Carnaval: as multidões embaixo, como coadjuvante, e a elite nos camarotes refrigerados tietando celebridades vazias e efêmeras. Claro que desde o entrudo, povo e elite nunca se misturaram completamente na festa, apesar do seu razoável caráter democrático e da oportunidade mais ou menos consentida de inversão de papéis sociais (e até sexuais, vejam as “Virgens”). Brinquei uma vez no Galo, em fins dos anos 80, lá embaixo, no asfalto, apenas evitando o corredor polonês da Rua da Concórdia, o que exigia mais saúde e menos juízo do que eu tenho. Foi bom, mas depois se tornou impraticável. Para quem tem disposição demais, certamente continua valendo a pena.

Mas fora isso, viva o Galo! E viva também “quem é de fato bom pernambucano espera um ano e se mete na brincadeira”, como não faço mais, por comodismo, velhice chegando ou porque, morando na praia de Barra Grande, talvez eu tenha virado alagoano. Bom Carnaval para todos.

EM TEMPO (06/03/11)

Leio nos jornais que o Bola Preta, do Rio, superou o Galo, ao levar para as ruas DOIS MILHÕES de foliões. O dado basea-se numa avaliação genérica da PM do Rio (hum!). Pelos mesmos motivos que desconfio dos números mágicos do Galo, também intuo que a "superação do recorde" pelo simpático Bola Preta, num crescimento ainda mais vertiginoso e espantoso, carece de comprovação científica e tudo indicar situar-se no vaporoso terreno do marketing.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/

Machado Freitas: O poderoso lobby multinacional do Ecad

07.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Carlos Henrique Machado Freitas, em Cultura e Mercado


A posição do Caetano e outros tem como consequencia a defesa da lei Azeredo- AI5-Digital. A flexibilização com um novo equilíbrio do direito autoral foi política do governo Lula, construída com a sociedade civil . O produtor, editor, estúdio, técnicos etc…fazem parte da nova cadeia produtiva. Todos, além do autor, devem receber a partilha do trabalho. O que não pode é uma indústria intermediária que não existe mais no cenário da Internet continuar intermediando e faturando. ( Marcelo Branco)

Por trás do palavrório patriótico, a ministra Ana de Hollanda traz uma mensagem portadora de razões objetivas para prosseguir não só defendendo aferradamente o Ecad, como assentando o fruto do neoliberalismo cultural nas novas realidades e disciplinas do espaço cultural brasileiro.

Não é preciso tantas reflexões para perceber que Ana de Hollanda particularmente estimula um laboratório de geografia política que busca um mercado neoliberal de cultura. Logo no primeiro capítulo, Ana busca uma interpretação caótica para defender os criadores brasileiros, mesmo sabendo que a maioria das criações não é considerada pelo Ecad sequer como subproduto de suas políticas de distribuição.

Portanto, independente da autorização de cada autor, as multinacionais que controlam o Ecad o fazem nos espaços públicos e, agora, com Ana de Hollanda no comando do MinC, as práticas do Ecad ganham status de política de Estado.

Uma das características do neoliberalismo é criar uma esquizofrenia nos espaços geográficos e, assim, as multinacionais que comandam o Ecad atacam as atividades criativas e o pensamento livre para lucrar cada vez mais produzindo cada vez menos.

Ana de Hollanda e seus afins tentaram criar uma torre de babel sobre a questão dos direitos autorais e da soberania da nossa cultura para causar vertigens conceituais na sociedade dando a ela uma explicação confusa para ser confusamente percebida.

Ana só não imaginava colher um fruto tão amargo com críticas extraordinárias ao seu abuso de poder. Se Ana de Hollanda criou uma fábula dizendo defender o criador, o compositor brasileiro e a soberania do país, a cada dia suas filosofias são desmascaradas em quantidade e qualidade com artigos preciosos que permitem um entendimento limpo e transparente sobre o que está por trás desse jogo de poder.

Até então não se ouviu da ministra nada que se configure em projeto nacional. Sua contrapartida às políticas de Gil e Juca está focada, sobretudo na dissolução das ideologias que fortaleciam os movimentos populares protagonizados pela população, os quais o MinC, no governo Lula, irrigou com suas políticas como a principal semente da cultura brasileira. Ana parece querer sustentar a tirania da informação e do dinheiro. Por isso fala em benefício exclusivo dos poucos artistas que ganham com a massa de recursos extraída dos espaços públicos da sociedade brasileira que vai para as multinacionais.

A equação é simples, a indústria fonográfica multinacional quebrou. Sua forma de sustento hoje no Brasil se dá através do controle do Ecad que vem batendo recordes de arrecadação ano após ano, mostrando a perversidade desse mecanismo, ou seja, as multinacionais quanto menos produzem mais arrecadam. E o que é o neoliberalismo global senão esta forma de busca pela exploração dos povos pelos sistemas de super lucro.

A linguagem anti-imperialista surpreende, vindo de onde vem. Os defensores da tese são os sócios locais da indústria cultural internacional, sobretudo do setor fonográfico – empresas nada nacionais como a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. Obviamente, a acusação é apenas um jogo retórico, mas como tem encontrado algum eco, não seria despropositado relembrar alguns fatos básicos.

No mercado de música brasileiro, os autores são brasileiros, mas as empresas são estrangeiras. O discurso pseudo-nacionalista só pode funcionar porque o Brasil tem uma situação ímpar: é o único país, fora os Estados Unidos, onde o consumo de música nacional é superior ao de música estrangeira. No entanto, essa música nacional é explorada por empresas majoritariamente estrangeiras: a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. O que temos, portanto, é uma associação entre os grandes autores nacionais (os velhos nomes da MPB e os novos nomes do pop e do sertanejo) e as grandes empresas internacionais.

O Brasil é altamente deficitário em direito autoral. Se há ainda alguma dúvida que a exploração do direito autoral é interesse estrangeiro, basta olhar a balança comercial de direito autoral do país com os Estados Unidos. Todos os anos enviamos mais de 2 bilhões de dólares como pagamento de direito autoral (em todos os setores – não apenas música). Os americanos, por sua vez, nos pagam apenas 25 milhões”. (Pablo Ortellado).

Ao contrário da ideia de integridade nacional, esse caldo de cultura do novo MinC com o Ecad nos leva à quebra da cultura nacional. Quando a ministra da cultura defende o Ecad e subordina o MinC a seus interesses, ela tenta desfazer a queda de braço do Estado com as multinacionais que controlam esse órgão privado, condenado em CPI, que vem se especializando em extorquir o cidadão brasileiro em suas atividades comuns nos espaços públicos. É ai neste sistema perverso de exploração que o Ecad vem obtendo cada vez mais arrecadações milionárias.

A tendência que o MinC quer seguir, sob o atual comando, é ser arrastado à subordinação do processo da globalização cultural. É esta a pedagogia do novo MinC e sua secretaria da economia criativa, estimular sem limites uma das faces mais perversas da globalização financeira.

A hegemonia do Ecad é a própria hegemonia das multinacionais que cria um emaranhado de técnicas a partir do qual esse órgão passa a ter poder fiscalizador sobre cada compositor e cada cidadão brasileiro sem que ele próprio, o ECAD seja fiscalizado.

Ana de Hollanda insiste que, em nome de acordos internacionais, o Ecad, controlado por multinacionais, não pode se subordinar às leis brasileiras. E, com isso, uma ministra de Estado estimula, aí sim, a prática institucional da pirataria cultural, transformando em terra de Malboro o ambiente cultural brasileiro, aonde um sistema transnacional comandado no Brasil pelo Ecad põe toda uma sociedade de joelhos.

Carlos Henrique Machado Freitas é bandolinista, compositor e pesquisador
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/machado-freitas-o-poderoso-lobby-multinacional-do-ecad.html

Paulo Henrique Amorim: Racismo no Brasil

07.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

No post “Em três assassinados 2 são negros. Não, não somos racistas” [2], o Claudio fez o seguinte comentário:

Caro PHA, você não deu o devido crédito à fotografia que usa para ilustrar o seu comentário. Não por questão de direitos autorais, mas pela história dessa foto.

A foto “Todos Negros” foi tirada pelo fotógrafo Luiz Mourier em 1982, no Rio de Janeiro. http://ahistoriabemnafoto05.blogspot.com/2007/09/depoimento-5.html

Aqui está ahistória da foto do Mourier

TERÇA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2007

Luiz Morier: Todos Negros

Trechos do depoimento de Luiz Morier, gravado em 11/05/2007, a respeito de sua foto intitulada por ele “Todos Negros”.

Quando eu fiz esta foto, eu estava passando pela Grajaú-Jacarepaguá, e, passando pela estrada, percebi que havia uma blitz. Parei e fotografei a blitz. E me deparei com esta cena, os negros todos amarrados pelo pescoço. E até dei o título da foto de “Todos Negros”. E logo em seguida eu fui embora, e mais abaixo tinha uma manifestação dos moradores, eu continuei fazendo a seqüência e tal, e fui embora.

E essa me trouxe meu primeiro prêmio Esso na minha carreira. A sensação que eu tive foi de humilhação. Senti uma cena humilhante. As pessoas humilhadas, pessoas com carteira de trabalho na mão, dava para perceber que não eram bandidos, porque bandidos não usam um tipo de veste assim. É claro que eles se vestem bem melhor que isso. Eram pessoas simples, humildes, todos negros. Senti que era um ato de humilhação. Estavam sendo humilhados ali, carregados pelo pescoço como escravos.

- Do material que você fez nesse dia, você tinha certeza de que esta foto tinha destaque em relação às outras?

Não, não tinha certeza, não. Porque a gente… Eu, pelo menos, sempre… Você faz uma foto na hora, aí você só vai ter uma idéia depois que ela foi revelada. Quando eu estava revelando, sim. Aí, que eu vi a foto revelada, eu falei: “pô, essa vai dar o que falar!…” Que isso não é coisa que possa acontecer com o ser humano nos dias de hoje. Ou na época, na década de 80. Mas, até hoje a gente vê humilhação por aí…

Percebi que houve uma reação grande de todos que viram a foto. Até hoje, até hoje…

Quem ainda não viu e vê a foto… Já foi usada por várias faculdades, já foi tema… Inclusive foi, até, em 1988, quando a escravidão… Fez cem anos da Lei Áurea, ela foi bem revista e colocada para todos verem que cem anos depois ainda havia esse tipo de cena. (…)

Eu percebi que tinha uma blitz, mas eu parei porque tinha um camburão parado na pista. Eu fui lá dentro do mato fazer esta foto aqui. Então, eles estavam praticamente escondidos. Quer dizer, eu cacei!… Não estavam expostos assim, na rua. Você pode ver que tem mato lá no fundo, estavam lá no meio do mato, um caminhozinho no meio do mato. Então, quer dizer, era mais escondido, de uma forma… Eles faziam as mutretas, faziam tudo que tinham que fazer, mas, mais escondidos, para que a imprensa não visse mesmo. Agora, eles não estão nem aí… Agora, é tiro pra cá, é tiro pra lá, caiu ali, se tiver fotografa, se não tiver…

- Nessa foto aí, os PMs tiveram alguma reação de não deixarem você fotografar?

Ah, a reação foi imediata!… O tenente falou: “recolhe, recolhe, recolhe!”. Quando ele percebeu que eu estava fotografando, ele mandou recolher. Só que quando ele mandou recolher, ele não percebeu que eu… O guarda não percebeu que eu estava fazendo uma foto dele. Eu estava com um grande angular, ele achou que eu estivesse fazendo só os presos. E, no entanto, ele estava enquadrado na foto. (…)

Tem a importância que tem hoje porque mostra uma autoridade, ali, que devia usar algemas, no mínimo, e usou uma corda, e amarrada no pescoço. Não foi nem nas mãos, foi no pescoço. Quer dizer, um ato escravo mesmo! (…)

Sim, agora é. Para mim, ela é uma foto histórica. E vai estar sempre no primeiro lugar, pra mim, porque é uma foto que marcou muito esse meu tempo de trabalho.

Luiz Morier > Diz que foi no Jornal Tribuna da Imprensa que tudo começou. Aos seis anos, acompanhava o pai, Max Morier, repórter esportivo já falecido, e meio que um fundador da Tribuna. Morier começou a carreira de repórter-fotográfico no extinto jornal Última Hora, em 1977. Também teve passagens pelo Globo e trabalhou como freelancer no Estadão. No Jornal do Brasil trabalhou mais de 25 anos. Nos últimos anos tem frilado para várias empresas.


Em tempo:
este ansioso blogueiro teve a honra de dar a foto do Mourier na primeira página do Jornal do Brasil, quando era seu editor.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-henrique-amorim-racismo-no-brasil.html

Velho Chico, ilustre rio brasileiro

07.03.2011
Do blog de Rodrigo Vianna,"Escrevinhador"



Série de reportagens do Jornal da Record acompanha o curso do Rio São Francisco mostrando o Brasil que é conectado ao Velho Chico.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Wikileaks: Racha tucano: ‘caipiras’ x ‘cosmopolitas’

04/03/2011
Do blog ESCREVINHADOR
por Rodrigo Vianna

Como é lindo o amor entre tucanos!

O racha tucano não vem de hoje. Documentos do Wikileaks, de 2006, indicam que o PSDB está em adiantado estado de desagregação há pelo menos 5 anos.

O que se confirmaria em 2008, quando Alckmin (o “caipira”, o homem da Opus Dei – no entendimento dos “punhos de renda” que cercam Serra e FHC) foi rifado pelo serrismo. Os tucanos ligados a Serra apoiaram Kassab para a reeleição à Prefeitura de São Paulo – contra Alckmin, o candidato do partido. Durante a disputa pela candidatura tucana em 2006, a revista “Época” (=Globo=Serra) trouxe ampla reportagem mostrando as ligações de Alckmin com a Opus Dei. Descia a detalhes, contava sobre reuniões de Alckmin com gente da Opus Dei dentro do Palácio dos Bandeirantes. Na época, especulou-se que a “Época” teria agido sob orientação dos serristas. Agora,comprova-se (por telegramas do Wikileaks a que o “Escrevinhador” e outros blogueiros e jornalistas tiveram acesso)que Andrea Matarazzo (típico serrista “punhos de renda”) falava sobre Alckmin e a Opus Dei até para os diplomatas dos EUA! Em 2006, Serra ainda não havia descoberto as maravilhas da direita católica, como faria em 2010. Confiram mais detalhes, no texto de Juliana Sada (com informações ds seção brasileira do Wikileaks).

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Ao longo de 2006, as representações diplomáticas dos EUA no Brasil acompanharam de perto a movimentação eleitoral, especialmente a campanha tucana. Foram feitas diversas consultas aos membros do PSDB e de partidos aliados, como mostram novos documentos do Wikileaks.

Diversos telegramas relatam a disputa interna no PSDB entre as candidaturas de Geraldo Alckmin e José Serra. Curiosamente, a maioria das avaliações apontava que Serra sairia como candidato à presidência por conta de sua maior inserção nacional, assim como maior experiência.

A escolha de Alckmin como candidato foi recebida com surpresa. Como mostra um telegrama enviado em março de 2006 pelo Cônsul McMullen, “parece que todos sabiam que Alckmin era um hábil político e administrador, mas poucos imaginavam que ele teria a tenacidade de se sobrepor frente a um oponente mais conhecido e a percebida oposição da liderança partidária, especialmente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Com amigos como estes…

Após a escolha de Alckmin, foram muitas as críticas relatadas aos membros do consulado sobre a escolha tucana – vindas tanto de aliados quanto de membros do partido.

Uma fonte comentou com funcionários do consulado que “o problema do Alckmin é que, como médico de uma pequena cidade, ele não sabe como pensar grande. Além disto, como um anestesista, ele sabe como preparar um paciente para a cirurgia, porém ele está acostumado a sentar e deixar outra pessoa fazer todo o trabalho pesado enquanto ele se contenta em monitorar os sinais vitais”.

Já o então governador Cláudio Lembo (PFL) relatou a possibilidade de aliança com os tucanos mas problematizou que o PSDB estava dividido internamente: “há um conflito cultural entre FHC – que se considera uma pessoa cosmopolita e figura internacional – e Alckmin, que é visto por Cardoso como um caipira, por ser de Pindamonhangaba, cidade do interior paulista”.

Em junho de 2006, o tucano Andrea Matarazzo declarou que Alckmin possuía chances de ganhar de Lula mas ponderou que “o partido errou gravemente ao escolher Alckmin como candidato”. Para Matarazzo, que se declarou serrista, o candidato tucano e o grupo ao seu redor “simplesmente não têm noção de como executar uma campanha nacional”. A visão seria compartilhada por muita gente dentro do partido, que não estariam dispostas a colaborar com a campanha. Ao explicar a direção direitista da gestão de Alckmin no estado, Matarazzo afirmou “é claro que ele é da Opus Dei, mas não é um líder do grupo”.

Campanha desacreditada

Com o desenvolvimento da campanha, as avaliações foram se tornando cada vez mais pessimistas sobre as chances de Alckmin ganhar a eleição.

Em agosto, Tasso Jereissati, presidente do PSDB à época, afirmou aos diplomatas que as pesquisas indicavam uma vitória de Lula no primeiro turno mas acreditava que os tucanos tinham cerca de quinze dias para mudar o curso das eleições. “Se Alckmin não conseguir mudar a maré até meados de setembro, a campanha nacional do PSDB será desmoralizada e candidatos do partido nos estados e municípios irão se focar inteiramente em suas próprias campanhas”, afirmou Jereissati.

O presidente do partido explicou que o campanha passava por problemas financeiros pois muitos dos empresários, que eram tidos como apoiadores de Alckmin, estavam hesitantes em publicamente doar fundos para a campanha já que o tucano permanecia estável nas pesquisas e os empresários temiam represálias caso Lula se reelegesse.

Os telegramas relatam ainda uma avaliação de que para Aécio Neves seria melhor que Alckmin não ganhasse, pois assim o mineiro garantiria sua vaga como candidato em 2010.

Leia outros textos de Plenos Poderes
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Aeronáutica desmoraliza o Globo

06/03/2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim
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O Conversa Afiada reproduz texto publicado no site da Força Aérea Brasileira:

Aeronáutica desmente O Globo:


Base militar

Em relação à reportagem “Em base militar com praia deserta, Dilma passará carnaval em família” (4/3), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece que há equívocos nos dados que podem levar o leitor a uma interpretação errônea dos fatos.

A reportagem erra ao afirmar que ocorreram despesas no valor de R$ 8 milhões tendo em vista a visita da presidente da República. O valor que a reportagem alude possivelmente refere-se aos R$ 7.830.599,10 correspondentes a todo o volume de empenhos emitidos pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em 2010, de acordo com dados disponíveis no Siafi.

Este valor refere-se às despesas de custeio administrativo de todas as atividades do CLBI em 2010, dentre os quais R$ 2,36 milhões de investimentos realizados para atender às demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como o lançamento do foguete Improved Orion, previsto para ocorrer em abril deste ano.

As melhorias envolvem reforma do lançador principal, ampliação da casamata, além de construções, como o prédio de montagem de motores e um laboratório para experimentos científicos.

CORONEL AVIADOR MARCELO KANITZ DAMASCENO
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/03/06/aeronautica-desmoraliza-o-globo/

Questionamento à Lei Maria da Penha é carregado de intolerância e preconceito, diz Iriny Lopes

07/03/2011

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Amanhã (8) é o Dia Internacional da Mulher e, para a ministra da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, há avanços para se comemorar, mas, também, muita preocupação com a consolidação dos direitos alcançados. Uma ameaça real às conquistas dos últimos tempos, na sua opinião, são os questionamentos da constitucionalidade da Lei Maria da Penha que, hoje, se reproduzem em várias comarcas e tribunais.

A lei que garante punição para a violência cometida dentro de casa, motivada pela questão de gênero, chegou a ser classificada como “diabólica” por um juiz. Além disso, o artigo que garante que a vítima não será coagida a retirar a denúncia vem sendo questionado nos tribunais superiores. Para Iriny Lopes, há “intolerância e preconceito”.

A ministra assumiu como primeira tarefa de sua gestão estabelecer um diálogo com os magistrados para sensibilizá-los da importância da aplicação da lei tal como foi aprovada. Segundo ela, os juízes precisam aproximar-se mais das questões da população. “A alma da Lei Maria da Penha é que a mulher não seja coagida”, disse a ministra, em entrevista à Agência Brasil. Iriny também defendeu a formação de um banco de dados confiável para medir a dimensão da violência contra as mulheres.

Agência Brasil – A Lei Maria da Penha foi aprovada e sancionada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas, até hoje, há problemas com sua aplicação efetiva. Até a constitucionalidade da lei que protege as mulheres em relação à violência cometida dentro de casa vem sendo discutida no meio judiciário. Um juiz da cidade mineira de Sete Lagoas chegou a chamar a lei de “diabólica”. Como convencer as pessoas da necessidade de aplicação dessa lei?
Iriny Lopes – Primeiramente, seria prudente, seria bom para o Brasil que o Poder Judiciário se aproximasse um pouco mais do que são os anseios da população. A Lei Maria da Penha foi considerada pelas Nações Unidas como uma das três melhores legislações do mundo de proteção à mulher e instrumento eficaz e rigoroso contra a violência doméstica. Uma pesquisa recente mostra que 63% dos brasileiros conhecem e apoiam a Lei Maria da Penha. É um índice altíssimo. Nós poderíamos arriscar a dizer que é a lei brasileira mais popular de toda a história. O que ocorre no interior do Judiciário reflete o que vai também na sociedade. Em alguns casos, eu não generalizo, trata-se de intolerância e preconceito.

ABr - Mas não cabe ao juiz, desembargador ou ministro prezar pela aplicação da lei?
Iriny – Ao examinar um processo, aquela leitura é feita de forma contaminada pelo preconceito e pela cultura de que é natural a violência. Trata-se da naturalização da violência praticada contra a mulher e alguns magistrados já vão imbuídos dessa conduta.

ABr - Como é que o Executivo pode tratar esse assunto sem que isso caracterize invasão de Poderes ou atribuições?
Iriny – [Em] Alguns casos, é discussão sobre doutrina e é nessa ótica que queremos tratar e já estamos dialogando com o Judiciário.

ABr – O artigo da lei que não permite que a queixa seja retirada pela vítima causou discussão no Congresso [Nacional] e ainda é um ponto que muitos não aceitam. [Alguns parlamentares] Alegam que, diferentemente de outras leis, a vítima, nesse caso, a mulher, não pode se arrepender da denúncia. Como superar essa discussão?

Iriny – Posso falar [disso] com uma certa tranquilidade porque fui relatora da Lei Maria da Penha quando ela estava sendo apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O ponto contestado é o Artigo 16, que trata da ação ser ou não condicionável. A lei é clara. A mulher pode retirar, sim, a queixa, mas perante a um juiz, em audiência. Então, não há a alegada inconstitucionalidade. Existem coisas, como esse questionamento, que nos deixam perplexos. Mas a perplexidade não vai nos tirar a capacidade de ação.

ABr – Não dá para abrir mão desse ponto para manter as penalidades previstas na lei?
Iriny – Esse ponto é indispensável. As varas especializadas tanto na Justiça como na promotoria são importantes. As delegacias, núcleos e casas-abrigo são também importantes, a qualificação dos profissionais, servidores públicos que vão receber as mulheres [tudo isso] é também importante. A obrigatoriedade de uma central de dados é importante, mas o mais importante de tudo, a alma da Lei Maria da Penha, é que a mulher não seja coagida. Esse artigo a protege para que ela não seja constrangida a retirar a ação.

ABr – A senhora esperava esse embate com setores do Judiciário?
Iriny – Não se trata disso. Há questões que temos que enfrentar de forma decisiva e estou me esforçando nesse diálogo. Houve uma decisão recente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que nós, do governo, consideramos muito ruim. A decisão dá um prazo à mulher para ver se ela vai mesmo manter a ação. O agressor, ao saber disso, vai agir. A intimidação da vítima, nesse caso, é líquida e certa.

ABr – A senhora considera que essa decisão tem um caráter discriminatório?
Iriny – Sim. Quando se tem uma briga entre dois homens, por um motivo qualquer, um deles registra queixa e isso evolui para um processo, nunca se pergunta a ele se ele quer retirar a queixa ou não. Muito menos é dado a ele prazo para confirmar essa denúncia. Por que essa distinção em relação à mulher? Por que a Justiça tem que perguntar isso a uma mulher? Ela é vítima de agressão, ela apresentou denúncia. A denúncia foi objeto de inquérito, que originou uma denúncia do Ministério Público para, depois, virar um processo. Nesse tempo todo, se ela tivesse se arrependido, ela poderia ter ido lá e falado: "Doutor, quero retirar a queixa". Não tem porque o Judiciário perguntar isso a ela.

ABr – Outro questionamento é em relação à especificidade da própria lei que protege as mulheres. Como driblar isso?
Iriny – Já me perguntaram, ao vivo, em uma entrevista: por que não há, então, uma lei especial para homens? Eu simplesmente respondi: porque não precisa. Os homens não são agredidos porque são homens. Eles são agredidos em brigas por ciúme, por bebida, por qualquer outra coisa, mas não por serem homens. Já a agressão de gênero ocorre só contra a mulher. É por isso que há a necessidade da lei. A motivação da agressão por gênero não consegue ser atingida pela legislação comum.

ABr – Que características a senhora enxerga na chamada “violência de gênero”? Como caracterizar esse tipo de crime?
Iriny – É uma violência que vem em uma curva crescente. Começa com uma agressão psicológica, do tipo: 'Você está parecendo uma p... com essa saia', 'Não tinha uma outra roupa não?', 'Esse batom está escandaloso', 'Nossa, tenho até vergonha de ficar perto de você'. Depois passa para ameaça. O parceiro diz: 'Se você for trabalhar com essa roupa, não precisa mais voltar porque você não entra mais aqui'. Depois passa para uma sacudida, depois um tapa, depois uma surra, depois o corte de dinheiro. Não passa um recurso no caso de haver um só provedor, depois cárcere privado, deixa a mulher trancada e diz que só pode sair com ele. Se sair sem ele, quando voltar, mais surra, até chegar à morte, que pode acontecer de forma premeditada ou mesmo em consequência das sucessivas violências. Vai batendo, batendo, até a mulher não resistir. É por isso que esse tipo de crime tem que ter uma legislação específica que não podemos chamar nem de especial. Trata-se de uma legislação especializada.

ABr – A senhora considera que a lei já teve um efeito de diminuir esse tipo de violência?
Iriny – Nós podemos medir a Lei Maria da Penha e sua importância para as mulheres do país pelo Disque 180, o nosso disque-denúncia. O número de denúncias ampliou-se enormemente. Tem muita gente dizendo que a violência aumentou. Eu não acho isso. O que aumentou foi a confiabilidade das mulheres. Elas sabem que podem denunciar porque serão protegidas e seus agressores serão exemplarmente punidos. É isso, as mulheres brasileiras acreditaram que poderão deixar de ser vítimas de violência porque, agora, têm uma lei que as amparam.

ABr – O que pode acontecer caso essa lei seja considerada inconstitucional?
Iriny – Se as mulheres forem frustradas no acesso ao seu direito, sustentado na Lei Maria da Penha, nós teremos um retrocesso e corremos o risco de ter aumento dos homicídios, que já não são poucos.

ABr – Como está o cenário de homicídios de mulheres provocados pela violência doméstica?
Iriny – Nossos dados estão muito atrasados. Há pouco, foi divulgado o Mapa da Violência, mas ainda não se têm mecanismos confiáveis para distinguir se as mortes são originadas pela violência doméstica ou o crime comum. Não dá para saber a quantidade de mortes que ocorrem motivadas por violência de gênero. Os dados que as polícias enviam são dados misturados.

ABr – Como resolver essa carência de dados que poderiam alimentar, inclusive, outras políticas públicas voltadas para a redução da violência?
Iriny – Nós vamos trabalhar num novo banco de dados no Brasil. É preciso que se tenha um formulário diferenciado. Na hora do óbito, a própria polícia tem que poder registrar que foi uma briga com o marido, com o namorado, com o pai ou com o irmão. Estamos ainda discutindo como será esse formulário. Ele ainda não existe, mas a própria Lei Maria da Penha determina a criação de um banco de dados no país.

ABr – Quando as polícias poderão contar com esse novo formulário?
Iriny – Estou falando em formulário porque foi a primeira forma pensada para a formação desse banco de dados, mas podemos utilizar outro mecanismo. Nesta semana, eu conversei sobre esse assunto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e estamos criando um grupo de trabalho para discutir a forma de constituir esse banco de dados e alimentá-lo com dados confiáveis. Esse banco de dados tem que nos dar a informação, por exemplo, do número de homicídios de mulheres no país, quais mortes estão relacionadas à violência doméstica e à intolerância de gênero.

Edição: Lana Cristina

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=B16F7C2F675A954AA312CA970B59560A?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3205572

Lula vai dará palestra no 6.º Fórum Anual da Al-Jazira, rede de televisão

07.03.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O ex-presidente Lula vai participar, depois do Carnaval, do 6.º Fórum Anual da Al-Jazira, rede de televisão com sede em Doha. Lula será um dos palestrantes do painel “O Mundo Árabe em Transição: o Futuro chegou?”, no próximo dia 14. Convidado pela emissora, em meio à tensão política na Líbia, o Lula falará sobre a experiência sul-americana diante de uma plateia formada por analistas políticos, jornalistas e intelectuais.

O fórum da Al-Jazira foi criado há seis anos para “debater, discutir e ampliar” as mudanças no Oriente Médio no contexto do mundo globalizado. O painel no qual Lula fará sua palestra, na capital do Catar, também terá a presença do ex-primeiro ministro da França Dominique De Villepin, que abordará o futuro das relações entre a União Europeia e o Oriente Médio.

A Venezuela propôs uma solução negociada para conter a revolta na Líbia e quer que Lula lidere uma comissão internacional, com o objetivo de mediar um acordo de paz. Até agora, porém, nenhum pedido formal foi apresentado a ele.

A Al-Jazira entrevistou Lula em maio do ano passado. À época, ele tratou da política externa brasileira, do relacionamento com países vizinhos e da questão nuclear no Irã, entre outros temas. “Eu quero gastar a minha energia tentando pensar numa coisa positiva, tentando pensar em ajudar alguém, tentando construir a paz”, afirmou o então presidente. “Não é possível você governar procurando inimigo, querendo uma guerra.”

No último mês de janeiro, jornalistas da Al-Jazira foram detidos durante a cobertura dos protestos no Cairo. Repórteres da rede de TV chegaram a ser proibidos de trabalhar no Egito após divulgarem as manifestações contra o governo.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/lula-vai-dara-palestra-no-6-forum-anual.html

Lula voltou

03.03.2011
Do blog AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA



Em sua estreia como palestrante remunerado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de lado o discurso espontâneo para se prender a um texto recheado por números que ajudaram a resumir os oito anos de seu governo na área econômica.

Lula manteve o tom de "nunca antes na história deste país" que marcou sua passagem pela Presidência e fez uma apologia às ações realizadas em seus dois mandatos.

A uma plateia de empresários, fornecedores e funcionários da empresa LG, reunidos na noite de ontem, em um centro de convenções de São Paulo, o presidente de honra do PT disse que passou a vida toda pregando que era socialista, mas que foi em seu governo que aconteceu "a maior capitalização da história da humanidade".

Nos poucos momentos em que falou de improviso, Lula disse: "Uma coisa de que tenho orgulho e posso contar a vocês de coração é que passei minha vida inteira dizendo que eu era socialista, negando um monte de coisas, mas se perguntar para qualquer brasileiro onde aconteceu a maior capitalização da história da humanidade, ele vai pensar que foi nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha, que foi de uma empresa estrangeira. Pois bem, aconteceu em São Paulo, na Bolsa de Valores. Foi uma capitalização de R$ 70 bilhões, que aconteceu por conta do pré-sal". O presidente referia-se à capitalização da Petrobras.

Ao comentar sua gestão, Lula afirmou que o ambiente macroeconômico ajudou a atrair investimentos de empresas estrangeiras e que os últimos oito anos foram marcados pelo enfrentamento da desigualdade no país.

Lula enfatizou que os programas sociais e as medidas de incentivo de alguns setores foram determinantes para o avanço, inclusive para o país superar sem grandes transtornos a crise financeira mundial. "Eu disse que a crise aqui seria uma marolinha. Fui achincalhado porque achavam que eu estava menosprezando os fatos", lembrou Lula, acrescentando que à época fez pronunciamento de incentivo ao consumo.

A imprensa só pôde acompanhar metade da palestra. No fim, Lula citou Dilma Rousseff, sua sucessora na Presidência, e disse confiar na integridade e no compromisso ideológico da "companheira Dilma". Segundo petistas e profissionais ligados ao mercado de palestras para executivos, Lula teria recebido R$ 200 mil pela fala de 40 minutos.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/03/lua-voltou.html

Farra com dinheiro público:Gastos do governo de São Paulo com passagens e locomoção sobem 16%

07.03.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assumiu o mandato pedindo auditoria das contas do Executivo paulista e contenção de gastos - especialmente com viagens. Mas nos dois primeiros meses de gestão as despesas com passagens e locomoção do governo paulista subiram 16,2% em relação ao mesmo período de 2010.

Dados do Tesouro estadual demonstram que o governo desembolsou neste ano R$ 26,7 milhões, em valores liquidados, com passagens. O montante é R$ 3,8 milhões maior do que o aferido no primeiro bimestre de 2010, de R$ 22,9 milhões. O incremento nos gastos é baseado em levantamento feito pela liderança do PT na Assembleia, a pedido do Estado, no Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), da Fazenda estadual.

O aumento vai na contramão do primeiro ato de governo de Alckmin. Em janeiro, como medida "cautelar", o tucano congelou R$ 1,5 bilhão do Orçamento paulista e disse a seus secretários para "andar de helicóptero só em caso de enfarte do miocárdio". Emitiu, sobretudo, um alerta para contenção de gastos e custeio.

Ao todo, das 25 secretarias paulistas, 15 incrementaram os gastos com passagens, apenas 3 viram redução nos valores e 3, recém-criadas, não têm base de comparação com 2010 para aferir a variação. Para o governo, "as despesas verificadas são perfeitamente compatíveis com o novo desenho" da gestão.Agência Estado.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/farra-com-dinheiro-publicogastos-do.html

Senador Mozarildo é réu por grilagem de terras da reforma agrária

07.03.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) virou réu, acusado de invadir 2.811 mil ha de terras públicas de Boa Vista, em Roraima.

O senador alega que já possuía seu latifúndio de 1.700 mil ha ao lado da área invadida, mas não explicou como "anexou" a área pública invadida.

Como agravante, as terras griladas pelo senador, são para fazer assentamento da reforma agrária, através da divisão em lotes de 35 ha para atender parte das 1000 famílias inscritas no Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima).
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/senador-mozarildo-e-reu-por-grilagem-de.html

The Economist prega guerra aos sindicatos

07.03.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de Bernard Cassen, publicado pelo jornal Le Monde Diplomatique (edição em espanhol) e traduzido pelo sítio Carta Maior:

A revista The Economist é onde são expostas com maior radicalismo – e também com talento – as teses ultraneoliberais. É conhecida a grande influência que este semanário britânico exerce sobre as autoridades políticas, influência esta que vai muito além do mundo anglosaxão. O que The Economist preconiza transmite-se frequentemente para as políticas dos governos, em primeiro lugar na Europa. Por isso, é preciso levar muito a sério a capa da edição de 8 de janeiro passado e o conteúdo do informe especial: “A próxima batalha. Rumo ao confronto com os sindicatos do setor público”.

A tese da revista é de uma simplicidade evangélica e pode ser resumida em três pontos: a) todos os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; b) para reduzir o gasto público, é preciso reduzir os efetivos, os salários e os sistemas de pensões dos funcionários; c) os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem a custa do conjunto dos contribuintes.

Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. Tampouco que estes déficits aumentaram devido aos presentes sob a forma de isenções fiscais outorgadas aos ricos. Nem sequer se deixa claro que, em troca de seu salário, os funcionários prestam serviços indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade.
Em particular os professores, atacados muito especialmente neste informe.

O jornalista que escreveu um dos artigos deve estar muito desinformado sobre as reais condições de trabalho dos professores para ter coragem de escrever que “65 anos deveria ser a idade mínima para que essa gente que passa a vida em uma sala de aula se aposente”.

The Economist festeja que vários governos europeus – dois deles dirigidos por “socialistas”, Grécia e Espanha – tenham rebaixado os salários de seus funcionários e que, em toda a União Europeia haja “reformas” – seria mais justo falar de contrarreformas dos sistemas de pensões já realizadas ou em vias de realização.

Por ideologia, os liberais são hostis aos funcionários e demais assalariados do setor público. Em primeiro lugar porque privam o setor privado de novos espaços de lucro. Em segundo porque, protegidos por seu estatuto, podem ser socialmente mais combativos que seus companheiros do setor privado, até o ponto de que, às vezes, fazem greves “por delegação” e representam os trabalhadores do setor privado que não podem fazê-las.

Esta solidariedade é a que os governos querem destruir a todo custo para reduzir a capacidade de resistência das populações contra os planos de ajuste e de austeridade implementados em toda a Europa. Os déficits públicos constituem assim um pretexto inesperado para modificar as relações sociais conflitivas em detrimento do mundo do trabalho.
Defender os serviços públicos é defender o único patrimônio do qual dispõem as categorias mais pobres da população. A aposta na caça aos funcionários públicos e a seus sindicatos proposta por The Economist não é apenas financeira. É política ou ideológica.

* Tradução: Marco Aurélio Weissheimer.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/economist-prega-guerra-aos-sindicatos.html

Carnaval: Os blocos da política atual…

07.03.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Paulo Daniel, publicado no sítio da revista CartaCapital:

No carnaval, os blocos em algumas vezes representam uma determinada realidade social, por exemplo, o Bloco Bacalhau do Batata, teve origem ainda em 1962 em Olinda (PE), quando o garçom Isaías Pereira da Silva (falecido em 1993), e apelidado como Batata, organizou na quarta-feira de cinzas, um bloco carnavalesco destinado àqueles que, por trabalharem durante o período de festas momescas, deixavam de brincar o Carnaval.

Neste sentido, imaginei alguns blocos na política brasileira:

- Gilberto Kassab (DEM), prefeito de São Paulo, montaria o bloco do “Sou e não sou”, ora é situação, ora é oposição com José Serra (PSDB); uma figura ilustre desse bloco seria Aécio Neves (PSDB) Senador da República por Minas Gerais.

- A Família Roriz, do Distrito Federal, pai, mãe e filha, chefiariam o bloco “me dá um dinheiro aí”, para participar desse bloco, é necessário pagar uma mensalidade, que geralmente é alta, por isso, é apelidada de mensalão.

- Lula (PT), ex-Presidente da República, comandaria o bloco “O cara”, fez história ao assumir a Presidência da República e em seu último ano de governo bateu, positivamente, todos os recordes econômicos e sociais. O cara mais popular do país.

- José Serra (PSDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) montariam o bloco “Assim não dá…” Um bloco seleto, que para desfilar é necessário black tie, mas atualmente está em forte disputa pela mudança de nome do bloco, podendo se tornar “A urubuzada”, pois detesta compartilhar alegria e felicidade com o restante do povo.

- Dilma Rousseff (PT) estrearia no bloco “Nós podemos” com sua eleição à Presidência da República, as mulheres podem iniciar um novo protagonismo na história brasileira.

Os blocos aqui “criados” caso tenham qualquer semelhança com a realidade social e política brasileira são mera coincidência, por isso, antes de sair pensem e exerçam seus direitos e a democracia sem moderação…
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/carnaval-os-blocos-da-politica-atual.html

Brasil e Espanha articulam cooperação sobre imigração e emprego e renda

01/03/2011
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília
- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e a diretora-geral de Imigração da Espanha, Pilar Pinn, se reuniram hoje (1º) para tratar de temas relacionados a políticas de trabalho. Segundo Pilar, foram discutidas questões de imigração, serviços de emprego e sistemas de trabalho entre os dois países. Foram tratadas questões relativas a trabalhadores brasileiros na Espanha e trabalhadores espanhóis no Brasil.

Os espanhóis também se mostraram interessados nas políticas brasileiras de capacitação de jovens como o programa Meu Primeiro Emprego, que busca capacitar jovens para o mercado de trabalho.

De acordo com informações do Ministério do Trabalho, Brasil e Espanha articulam um acordo de cooperação nas áreas de emprego e renda e de imigração. O ministério não informou em quanto tempo o acordo será finalizado.

Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3200950

Brasil e Argentina discutem cooperação para apurar violações de direitos humanos durante ditadura

28/02/2011
Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– O Brasil e a Argentina discutiram hoje (28) um acordo de cooperação para apurar violações de direitos humanos que tenham sido cometidas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). O encontro entre a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, ocorreu durante a 16ª Reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça.

O Brasil tenta desde o ano passado aprovar o projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, que está em tramitação no Congresso Nacional desde maio de 2010. Ao assumir a Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário assumiu o compromisso de fazer o resgate histórico dos fatos ocorridos durante a ditadura militar.

Durante o encontro, os ministros conversaram ainda sobre a possibilidade de transferir para o Brasil os arquivos que tratam do desaparecimento, na Argentina, de 14 brasileiros. Timerman também expressou o desejo de desenvolver ações conjuntas de cooperação técnica na área de direitos humanos voltadas para países africanos.

Maria do Rosário e Timerman discutiram ainda a possibilidade dos dois países sul-americanos adotarem posições conjuntas no que diz respeito à política externa. Eles também expressaram o desejo de incluir o debate sobre a militarização das polícias da região na próxima Reunião de Altas Autoridades de Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh).

Edição: Aécio Amado
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3200180

Wisconsin: o fim do obamismo

07.03.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Glen Ford, publicado no sítio Opera Mundi:

O governador de Wisconsin, Scott Walker, desferiu mais um golpe com suas propostas de cortes adicionais de US$ 1,6 bilhão no orçamento de escolas e governos locais, uma ofensiva destinada a riscar do mapa os serviços públicos mais básicos, ou então levá-los à privatização pelo estrangulamento.

Esse Estado dominado pela classe média branca agora encara a possibilidade de ter salas de aula com 60 alunos, como no regime defeituoso que será imposto às crianças de Detroit sob um governo estadual democrata. Governadores democratas em Nova York, Califórnia e outros Estados certamente festejam a carnificina promovida por seus confrades republicanos no sistema monopartidário dos Estados Unidos, cujas depredações expandem o espaço político para suas próprias jihads contra o setor público e seus sindicatos.

Winsconsin é, em certo aspecto, o terreno quase ideal para um confronto final com a versão Tea Party do republicanismo. Os atores do drama são, na esmagadora maioria, brancos - o que deixa em evidência a crua natureza classista das agressões do capital. Com relativamente poucos bodes expiatórios negros para complicar a questão, os brancos precisam encarar a realidade do capitalismo em estágio avançado que esmaga as pessoas comuns enquanto salta de uma crise a outra.

Ou talvez não. A supremacia branca é uma ideologia dinâmica que sempre teve grande importância para as funções domésticas do Excepcionalismo norte-americano, distorcendo não só as relações raciais, mas também todas as outras relações sociais. Uma vez que o Nigger (preto) fundamental foi inventado e ganhou vida na mente pública, com todos os seus supostos defeitos ilógicos e poluidores da sociedade, suas características podem ser atribuídas a outros grupos-alvo - um kit pronto de demonização.

Os empregados públicos em geral e os professores em particular agora se veem niggerizados como burocratas preguiçosos, que fingem doenças para não trabalhar, que passeiam com mulheres penduradas na seguridade social, e outros flagelos humanos que precisam ser extirpados para que o livre mercado possa operar seus milagres.

Se as massas brancas se convencerem de que não merecem ser niggerizadas - e que tampouco o merecem os negros e pardos -, poderão um dia conquistar a lucidez necessária para derrotar a minoria de 2% que está desmantelando sistematicamente a esfera pública. Isto seria algo novo sob o sol norte-americano.

O advento de um fenômeno genuinamente novo, um presidente norte-americano negro, serviu objetivamente para fortalecer a influência do capital feroz neutralizando a metade negra dos EUA progressistas e obscurecendo o rosto da ofensiva de Wall Street, na qual Barack Obama tem papel fundamental. O ativista de esquerda Ben Manski, da Wisconsin Wave, diz que os estudantes e outros manifestantes não querem que Obama intervenha na briga com o governador Walker e a assembleia republicana por causa dos cortes do presidente no Pell Grants e em uma série de programas sociais.

Seus instintos estão corretos. Há razões de sobra para acreditar que, se Obama fosse além das banalidades dedicadas aos governadores na Casa Branca, nesta semana, ele diria aos senadores democratas de Wisconsin, entrincheirados em Chicago para não dar quorum aos republicanos: "Sei que vocês estão aproveitando bastante minha bela cidade, mas é hora de voltar para casa, sentar e resolver as coisas acima das divisões partidárias. Precisamos superar a política partidária." Em um instante, a sólida frente democrata desmoronaria e o Partido Republicano teria seu quorum.

Obama minou os professores da rede pública de uma maneira que o republicano George Bush nunca poderia ter feito, elevando a privatização das escolas públicas da nação à categoria de política nacional sob um governo democrata. Como observou o especialista em educação Richard D. Kahlenberg na semana passada no Washington Post, Obama "aplaudiu a demissão de cada professor sindicalizado da Escola Secundária de Central Falls, em Rhode Island".

Ele abraçou a ex-superintendente escolar de Washington Michelle Rhee, querida pelos defensores da privatização em ambos os lados do monopartido norte-americano, e acolheu o filme de propaganda antieducação pública Waiting for Superman na Casa Branca.

Aguardamos a próxima capitulação do Primeiro Presidente Negro em Capital Hill - algo inevitável, já que ele aceitou as premissas básicas da regra de Wall Street: déficits orçamentários são a maior ameaça ao bem-estar econômico; cortes de impostos para as corporações são necessários para a recuperação e o crescimento econômicos; os salários e direitos dos funcionários públicos precisam ser reduzidos (ele congelou seu pagamento unilateralmente por dois anos); e os gastos com a guerra, à exceção das margens, são invioláveis.

A princípio, não há diferença entre o Obama democrata corporativo e os republicanos corporativos - é apenas uma questão de grau. E os graus de separação ficam menores a cada dia.

O Partido Republicano tem quase garantida a vitória no Senado federal em 2012, para selar seu domínio do Legislativo. Ou teremos um republicano na Casa Branca, ou outro terrível mandato de Barack Obama, que a essa altura terá ajudado a mover o ponteiro ainda mais para a direita, onde se localiza sua zona de conforto. É por isso que, perdida ou ganha, a batalha em Wisconsin, assim como outros futuros confrontos com a direita triunfalista, precisam dar origem a uma política que não esteja amarrada às estruturas do Partido Democrata.

O Obamismo, em vez de oferecer o novo regime democrata que os progressistas desiludidos e as massas negras imaginavam, é um caminho direto para o fracasso. O sistema monopartidário é uma armadilha corporativa, e a aposta nas urnas, onde o dinheiro manda como nunca, não é capaz de galvanizar o movimento de ação direta que representaria a única defesa do povo em um ambiente pós-2012.

É hora de criar novas armas e retomar as antigas.

A boa notícia é que o capitalismo financeiro está morrendo. A má notícia é que ele quer levar todos nós junto - e, até agora, está conseguindo.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/wisconsin-o-fim-do-obamismo.html

Kadafi recupera Ras Lanuf e detém ofensiva rebelde no litoral

06/3/2011
Do MSN NOTÍCIAS, via Agência EFE


Cairo, 6 mar (EFE).- As tropas de Muammar Kadafi retomaram o controle de Ras Lanuf, embora alguns milicianos ainda resistam, segundo informou o correspondente da emissora "Al Jazeera".

A força aérea leal a Kadafi lançou um contra-ataque neste domingo e após obrigar os rebeldes que avançavam sobre a cidade de Sirte a recuar, varreu a resistência miliciana e retomou o controle deste porto, tomado pelos rebeldes na sexta-feira.

A perda é muito importante para os revolucionários, pois Ras Lanuf conta com dois aeródromos e era uma possível base do avanço rebelde em direção ao oeste, frustrado neste domingo.

O correspondente explicou que os milicianos continuavam disparando, mas ressaltou o caráter desorganizado de sua resistência dentro da cidade.

Simultaneamente, e mais a oeste, as brigadas de Kadafi lançaram outra ofensiva, desta vez terrestre, para tomar Misrata, em poder dos rebeldes desde o início da revolta e situada entre Trípoli e Sirte, segundo a "Al Jazeera".

Um morador da cidade relatou que os ataques eram mais violentos do que na tentativa anterior lançada pelo leste da cidade, e que estavam mais organizados, com apoio de blindados e perpetrados por dois pontos diferentes da cidade, o leste e o sul, causando muitas baixas.

A anunciada tomada de Sirte pelos revolucionários neste domingo foi impedida pelo desdobramento do poderio bélico de Kadafi, que repeliu milicianos com alta moral de combate e pouco treinamento, o que os deixa em desvantagem frente à superioridade aérea inimiga.

Em Zawiya, um morador que não quis revelar seu nome disse à "Al Jazeera" que os ataques haviam começado neste domingo pelo terceiro dia consecutivo, e que as forças de Kadafi contavam com carros de combate que disparavam nas casas da cidade.

Por outro lado, segundo o morador citado pela "Al Jazeera", os milicianos haviam conseguido prender sete agressores, dois deles de Mali e um terceiro do Chade. EFE
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Fonte:

Declaração // Receita normaliza sistema do IR

07.03.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO


Contribuintes tiveram de esperar manutenção no site . Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press

Brasília - A Receita Federal já normalizou o sistema de recepção das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2011. Do sábado até o final da manhã de ontem, as transmissões ficaram suspensas para que fosse feita uma manutenção. Normalmente, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) suspende a recepção das declarações entre as 1h e as 5h.

A paralisação do final de semana foi de rotina, informou a Receita. Não teve a ver com o incidente da última quarta-feira (2), quando um problema no centro de dados do Serpro em São Paulo interrompeu, por algumas horas, a transmissão das declarações e a emissão de documentos, inclusive nos departamentos de Trânsito (Detrans) de vários estados.

Das 15h do sábado até as 11h de ontem, os contribuintes só puderam preencher e gravar a declaração. Como as transmissões estavam suspensas, a alternativa foi guardar as informações no computador e fazer o envio posteriormente. São dois os programas necessários para o contribuinte cumprir com suas obrigações fiscais: o programa gerador da declaração e um outro responsável pela transmissão, sendo que os dois ficam disponíveis a qualquer horário no site www.receita.fazenda.gov.br. Neste ano, a Receita Federal espera receber 24 milhões de declarações.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/03/07/economia2_0.asp

Morre Alberto Granado, companheiro de Che em sua viagem de motocicleta

05/3/2011
Do MSN NOTÍCIAS, via Agência EFE

Havana, 5 mar (EFE).- Alberto Granado(f0t0), amigo e companheiro de Ernesto Che Guevara em sua viagem de motocicleta pela América do Sul, morreu neste sábado em Havana aos 88 anos, confirmaram à Agência Efe fontes familiares.

Granado, nascido em 8 de agosto de 1922 em Córdoba (Argentina) e estabelecido em Cuba desde 1961, morreu de causas naturais, explicou seu filho Alberto Granado.

A televisão estatal cubana definiu neste sábado Granado como um "fiel amigo de Cuba" e detalhou que, segundo sua vontade, será cremado neste sábado em Havana e suas cinzas serão espalhadas por Cuba, Argentina e Venezuela.

Amigo de infância de Che Guevara(foto), foi seu acompanhante na viagem que realizaram de motocicleta em 1952 pela América do Sul, um percurso que despertou a consciência política do guerrilheiro argentino.

Sobre "La Poderosa", o moto de Granado, os dois percorreram juntos boa parte do Cone Sul até que, nove meses depois, se separaram na Venezuela.

A viagem foi levada ao cinema em 2004 pelo filme "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.

Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.

Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.

Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse à Agência Efe seu filho, que destacou que Granado foi um "grande revolucionário" e um homem que amava muito a vida.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27903415

Carnaval brasileiro é 'made in China', diz 'Financial Times'

07/3/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por BBC Brasil


Para comércio, indústria precisa de investimentos para suprir demanda

Uma reportagem do jornal britânico 'Financial Times' afirma nesta segunda-feira que o Carnaval no Brasil é 'made in China'.

A reportagem mostra a importância que os produtos chineses ganharam na cadeia produtiva carnavalesca brasileira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), 80% das fantasias vendidas para o Carnaval são importadas do país asiático.

'Importações baratas da China inundaram o país latino-americano nos últimos anos, em parte como resultado da rápida apreciação da moeda, causando interrupções em diversas partes da economia e colocando um dos maiores dilemas políticos para a nova presidente, Dilma Rousseff', afirma a reportagem.

'Agora até mesmo o famoso Carnaval, a festa de quatro dias que termina na terça-feira, é made in China', diz.

O presidente da Abit, Jonatan Schmidt, disse à repórter do 'FT' que 'há quinze anos, tudo era diferente - tudo era brasileiro'.

Uma lojista ouvida pela reportagem do diário financeiro conta que importa mercadorias da China a preços 40% abaixo dos praticados por companhias brasileiras. Com o real mais forte, a loja, que em 2005 importava 30% do seu estoque, hoje importa 60%.

'Não é só a taxa de câmbio', diz a comerciante. 'Há carência de novos equipamentos e investimentos no setor têxtil. A demanda é tão forte agora que a indústria não consegue suprir.'

Citando economistas, o jornal diz que os esforços do país para combater a apreciação do real são ineficientes e que 'a única solução real, não apenas para a indústria têxtil mas para a indústria em geral, é melhorar a qualificação, investir em maquinário e desenvolver a infraestrutura'.

A reportagem sugere que o Carnaval, se continua em espírito sendo uma festa brasileira, é em termos econômicos uma festa dos importados.

'Apesar dos esforços da estatal petroleira Petrobras para expandir a sua própria produção de poliéster no Nordeste, é improvável que o Carnaval seja made in Brazil no futuro próximo.'
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=27915647

´Janela partidária` divide opiniões

07.03.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO


A ´janela partidária` divide as declarações públicas de petistas, tucanos, peemedebistas, pepistas, verdes, entre outros que se acotovelam para defender ou condenar uma forma de permitir aos políticos escapar do ´engessamento` a que estão sujeitos por força da judicialização da política. No entanto, não é nesse quesito que a polêmica reforma política se agudiza. ´O tema é dificílimo. Defendo que não se crie ilusões de comissões, que não terão matéria-prima para trabalhar enquanto não houver, entre os oito maiores partidos políticos, algum nível de entendimento sobre a forma de eleger deputados e senadores`, afirma Ricardo Berzoini, em referência à comissão especial instalada no último dia 22 no Senado.

Se entre democratas a preferência pelo sistema de lista fechada divide opiniões com parlamentares que apoiam o voto distrital misto, no PSDB a proposta do voto distrital puro, a princípio defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, evoluiu para um modelo misto, dada a dificuldade de aprovação na Câmara e no Senado, segundo o senador Aécio Neves (PSDB), que integra a comissão especial para o debate do tema na Casa.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/03/07/politica1_2.asp