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sábado, 5 de março de 2011

Silvia Camurça: Dilma, a pobreza e as mulheres

04.03.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Silvia Camurça (*)

Dilma, a pobreza e as mulheres

A presidenta Dilma tem afirmado como orientação estratégica de seu governo o combate à pobreza e à erradicação da miséria. Muito bom, muito melhor do que se fosse o crescimento do PIB. Mas, longe de ser transparente, esta afirmação ainda guarda enormes ambiguidades, podendo significar toda sorte de medidas: desde o controle do número do nascimento dos pobres, para os que defendem a doutrina malthusiana (e ainda há quem defenda), até a profusão de cursos profissionalizantes, para aqueles que pensam, ingênua ou cinicamente, que a pobreza é causada pela falta de estudo.

A pobreza, como sabemos, não é um câncer, nem um mosquito ou erva daninha, que pode ser extirpado num grande mutirão, reunindo todo o mundo. Não, a pobreza é uma situação, uma condição de vida, imposta para milhões de pessoas pela força das relações de exploração sobre o trabalho, mas também pela política econômica, pela regulamentação tributária, pela política de ocupação das terras, rios, mares e praias, pela concessão de benefícios fiscais, pelos projetos de desenvolvimento, enfim, por muitas variáveis reguladas pelo Estado e gerenciadas pelos governos, e que produzem e reproduzem acumulação das riquezas nas mãos de uns, em detrimento da maioria, e favorecem o capital.

Como é sabido, no capitalismo, o combate à pobreza, exige medidas como controle de capitais, impostos maiores para os mais ricos, taxação de grandes fortunas, de heranças, e sobre lucros. Todas estas são formas, conhecidas, testadas e aprovadas, para retirar um pouco dos que têm mais e re-distribuir para os que não têm nada – na forma de serviços públicos ou de assistência social, transferência de renda, seguro desemprego e outros meios. Mas disso, tenho certeza, Dilma entende. E sabemos, que essas políticas dependem da correlação de força no Congresso, na mídia, e no próprio governo.

Contudo, na perspectiva feminista, esta diretriz do Governo pode conter ainda mais ambiguidades. Foi sobre as mulheres que se fez o controle de natalidade em nome de combate à pobreza, nos anos 1970. Mas esse tempo não acabou. Nos primeiros meses do primeiro Governo Lula, o tema voltou à baila com uma proposta, felizmente derrotada dentro do próprio governo, de associar o Bolsa Família ao uso de método contraceptivo. Saímos em grita muitas de nós, a Articulação de Mulheres Brasileiras uma delas, com o manifesto “A pobreza não nasce da barriga das mulheres”. Não penso que este risco estaria colocado agora. Mas começo de governo é sempre tempo de disputa de rumos para as políticas públicas. E cada ministério terá de interpretar esta diretriz para seu mandato, o que abre margem a muitas propostas.

A pobreza é maior entre as mulheres. Recebemos menos que os homens no mercado de trabalho, somos a maioria em contratos precários de trabalho. E nas muitas ocupações informais, somos as que recebem os menores valores de benefícios previdenciários. Mas, temos certeza, não será apenas com o Bolsa Família que iremos superar esta situação. A mais perfeita tradução para uma estratégia de combate à pobreza entre as mulheres são políticas promotoras da autonomia. Isto quer dizer política de aumento continuado do salário mínimo; investimentos em equipamentos para reduzir o impacto da divisão sexual do trabalho, que sobrecarrega as mulheres; garantias do acesso à terra e a meios de produção, moradia e trabalho, e, acima de tudo, muitas creches, boas e em grande quantidade, nas cidades, no campo e na floresta – um desafio em tempos de cortes no orçamento.

Contudo, no Governo Dilma, o maior desafio para garantir políticas promotoras de autonomia para as mulheres será, sem dúvida, enfrentar os religiosos conservadores. Estes estão à espreita desde o final da campanha eleitoral e rearticulados faz tempo. Estão se apropriando dos fundos públicos por meio da gestão dos orçamentos de serviços de educação e de saúde, por todo o país. São as famigeradas fundações sociais, muitas das quais, sob controle de grupos com orientação religiosa fundamentalista, tentam implementar suas próprias diretrizes na orientação dos serviços. E aí, o foco não terá nada a ver com autonomia das mulheres, mas com a conhecida associação materno-infantil, orientação política que percebe as mulheres apenas na sua condição de mãe, situação que não é de todas e nem durante toda a vida de todas as mulheres.

(*) Silvia Camurça é socióloga, educadora do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia e integra a coordenação nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/silvia-camurca-dilma-a-pobreza-e-as-mulheres.html

Governo líbio autoriza Venezuela a criar comissões de países para mediar conflitos na Líbia

04/03/2011
Do site da Agência, via Agência Lusa


Brasília - O governo líbio autorizou a Venezuela a realizar ações “necessárias” para criar uma comissão internacional de países que possa mediar o atual conflito na Líbia, medida apresentada esta semana pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

“Autorizamos [a Venezuela] a tomar todas as medidas necessárias para selecionar os integrantes e coordenar a respectiva participação nesse diálogo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Nicolás Maduro, ao ler uma carta enviada pelo seu colega líbio, Mousa Kousa.

A proposta de mediação na crise líbia apresentada esta semana pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vem na sequência de uma década dos laços diplomáticos entre os líderes de Caracas e Trípoli.

Há anos que Chávez e o líder líbio, Muammar Khadafi, intensificam uma cooperação bilateral, fomentando uma relação de amizade no campo político e econômico.

A Venezuela é membro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e Hugo Chávez partilha com Muammar Khadafi posições políticas antagônicas às dos Estados Unidos, que ambos acusam de conspirar para criar instabilidade.

Desde que Chávez assumiu o poder, em 1999, realizou seis visitas oficiais à Líbia, a primeira delas um ano depois de chegar à Presidência da Venezuela.
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Fonte:http://www.publico.pt/Mundo/veu-islamico-integral-vai-levar-a-multas-e-detencoes-em-franca_1483267http://www.publico.pt/Mundo/veu-islamico-integral-vai-levar-a-multas-e-detencoes-em-franca_1483267

Quem tem medo de John Galliano?

03.03.2011
Do jornal português, O PÚBLICO
Por Joana Amaral Cardoso


Os comentários anti-semitas de John Galliano levaram à queda de um ícone da criação de moda. A notícia correu mundo, Galliano foi despedido depois de 15 anos à frente de um dos gigantes do luxo que ajudou a ressuscitar. Agora vai ser julgado pela justiça francesa, depois de já ter sido condenado pela opinião pública

John Galliano era conhecido pelos desfiles-acontecimento (Reuters)

Quem tem medo de John Galliano? A frase, um pastiche do teatralQuem Tem Medo de Virginia Woolf?, foi cunhada pela então jornalista Catarina Portas e pelo produtor de moda Paulo Gomes em 1993, quando o designer britânico esteve para ser o convidado especial da ModaLisboa e gerou os protestos de uma série de criadores portugueses (Ana Salazar, Alves/Gonçalves, Tenente, Nuno Gama), que temia ser ofuscada pela exuberância de Galliano. A edição da ModaLisboa ficou congelada, Portas e Gomes perguntaram-no nos jornais, a frase acabou estampada em t-shirts vendidas no Bairro Alto. Ele já era um ícone. Hoje, véspera do desfile da Casa Christian Dior no Museu Rodin, em Paris, Galliano estará ausente, despedido da histórica e rica casa de moda parisiense após duas acusações policiais por insultos raciais, pelos quais será julgado nos próximos meses, e um vídeo com declarações anti-semitas que afastaram até a vencedora do Óscar de Melhor Actriz, Natalie Portman, de origem israelita. Que simboliza ele hoje?

Na sexta-feira, 25 de Fevereiro, Galliano foi suspenso da Maison Dior após a queixa de um casal, que diz ter sido insultado pelo criador, embriagado, no bar La Perle, do icónico bairro parisiense do Marais. Geraldine Bloch, 35 anos, diz ter ouvido: "Sua cara suja de judia, devias estar morta." Philippe Virgitti, 41 anos e de origem asiática, diz que o criador o ameaçou: "Seu cabrão asiático, vou matar-te." A importância e a carreira do homem que salvou a Casa Dior do prejuízo, um milagre da alta-costura mundial, estava suspensa por uma polémica grave que faz lembrar os dislates de Mel Gibson, ou, mais recentemente, de Charlie Sheen.

Mas na terça-feira seguinte, depois da divulgação de um vídeo (que será datado de 12 de Outubro e no qual as interlocutoras do criador se riem audivelmente) em que Galliano profere comentários anti-semitas no mesmo bar, dizendo nomeadamente "Amo Hitler" (o vídeo está no site do PÚBLICO), a Dior despediu-o mesmo. "O carácter particularmente odioso do comportamento" do criador no vídeo, lê-se no comunicado da marca, levou Sydney Toledano, presidente da empresa, "a condenar com grande firmeza as suas declarações".

A Casa tinha sido cautelosa desde o início, distanciando-se de Galliano assim que o alegado teor das suas declarações foi conhecido - ele negou inicialmente os factos,tendo o seu advogado Stéphane Zerbib enfatizado que o casal começou a discussão, gozando com o aspecto de Galliano.

Depois, nova queixa. Uma francesa diz ter sido insultada no mesmo registo e no mesmo La Perle, também em Outubro. Não se queixou mais cedo por ter achado que o criador estava alcoolizado. Novamente, o advogado de Galliano questiona estas acusações e o seu timing.

Entretanto, ontem à tarde, Galliano, já representado pela firma de advogados que defendeu Kate Moss, quando foi acusada de consumo de drogas, pediu desculpas. "O anti-semitismo e o racismo não têm qualquer papel na nossa sociedade. Peço desculpas sem reservas pelo meu comportamento", disse num comunicado divulgado pelas agências noticiosas. Não sem acrescentar que foi "sujeito a uma perseguição verbal e a uma agressão não provocada": "Um indivíduo tentou agredir-me com uma cadeira depois de ter comentado violentamente o meu aspecto e a minha roupa." Agora promete internar-se numa clínica de reabilitação.

Natalie Portman, cara do perfume Miss Dior Chérie (uma das principais fontes de lucro da marca, cujos desfiles espectaculares servem sim de alavanca para as vendas de produtos como os perfumes, cosméticos e acessórios), acabada de ganhar um Óscar, disse segunda-feira que nada queria ter a ver com alguém que proferia tais palavras contra judeus como ela. Em França, as declarações anti-semitas são puníveis com penas até seis meses de prisão.

Um génio em depressão?

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Fonte:

Entrevista a Ingrid Betancourt: "Escrevi este livro ora a chorar, ora a rir"

03.03.2011
Do jornal português, O PÚBLICO
Por Fernando Sousa


O mero ruído de um helicóptero, os cheiros da terra molhada ou da relva cortada são o suficiente para a antiga candidata à Presidência colombiana voltar aos piores momentos dos seis anos, quatro meses e dez dias que passou nas mãos das FARC.

Ingrid Betancourt (Foto: Nuno ferreira Santos)

No primeiro livro, Com Raiva no Coração (2001), Ingrid Betancourt era uma mulher apostada em mudar a Colômbia. Era uma jovem senadora, combativa e disposta a tornar o seu país - desfeito pelo narcotráfico, a corrupção e a guerra - num lugar respirável. Apontava os corruptos e favorecia o diálogo com a guerrilha. Até o Silêncio Tem Um Fim, publicado agora em Portugal pela editora Objectiva, é o relato do preço que pagou pelo sonho: 2321 dias refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Obrigada a caminhadas até os pés sangrarem, privada de comida, de tratamentos, de intimidade, acorrentada e humilhada, chegou a desejar morrer. O seu carácter afirmativo irritava os algozes.

Salvou-a o ter recusado a lógica da selva. Foi resgatada pelo Exército colombiano, em Julho de 2008. Hoje ainda quer mudar as coisas, confessou ao PÚBLICO, numa breve passagem por Lisboa.

Olá, Ingrid

Hola.

Disse durante o seu cativeiro que no fim quereria ser uma mulher diferente. É?

Muito. Muito diferente.

Em que é que mudou?

Na consciência de que se pode ser melhor. Vivemos numa sociedade que nos formata. Na selva tomei consciência de uma realidade muito diferente: uma pessoa não tem que ser o que não quiser ser. E isso implica um grande esforço, porque o que não se quer ser é algo que está lá muito em cima, são metas muito ambiciosas, implica uma pessoa enfrentar-se a si mesma e transformar-se. Quando digo que sou uma mulher diferente, isso é mesmo verdade, não tanto por considerar que consegui as mudanças que quis, mas porque me tornei consciente de que me fui transformando e que cada vez o consigo melhor.

E como se processou essa transformação?

Através da dor. É assim que se dá esse despertar da consciência. É ela que permite veres-te de outro modo.

Foi parte dela, sim, sem dúvida.

Uma forma de catarse...

Não foi pensado como tal, mas acabou por ajudar.

Obrigando-a a recordar?

Tive que voltar a mergulhar nesses momentos, com tudo o que estava a sentir, os odores, a luz ou a falta dela, as pessoas à volta, com tudo o que estava a pensar. Sensações muitos tácteis, físicas, emocionais e também espirituais. Houve fases em que disse: "Não, disto não me quero lembrar." Porque não gostei de como me portei, reagi, pensei. Mas concluí que fora o que se passou e, então, quis deter-me nesses instantes, reflectir e perguntar-me o que é que se tinha passado.

E aguentou essa tensão.

Escrevi este livro ora a chorar, ora a rir. Olhe: foi uma espécie de alpinismo espiritual.

Esse passado ainda se manifesta?

Em tudo. Positivamente, pela grande vontade que tenho de viver, e negativamente porque há coisas que uma pessoa não controla, como pesadelos, insónias, odores que não suporto... Quando tenho de ir ao campo, fico cheia de medos, do cheiro da terra molhada ou de vegetais cortados. E não gosto de ouvir helicópteros. São coisas que me produzem angústia e até reacções físicas.

Tem tido apoio psicológico?

Agora menos. Sinto-me muito bem.

Acha que as pessoas entendem o que se passou?

Penso que sim. Temos todos bagagem para sabermos do que se está a falar. Não precisamos de ir aos pormenores mais extremos. Nos acampamentos, por exemplo, estávamos sempre em cima uns dos outros. Ora, as pessoas sabem o que é falta de espaço. E que quando isso acontece os ânimos exaltam-se.

Uns terão entendido melhor, como [os filhos] Mélanie e Lorenzo?

Sim. O meu sequestro foi o de uma família inteira. Marcou-nos de maneira diferente, mas a todos.
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Fonte:http://www.publico.pt/Mundo/entrevista-a-ingrid-betancourt--escrevi-este-livro-ora-a-chorar-ora-a-rir_1483075

Itamaraty encorajará volta de brasileiros vítimas de exploração

Foto Getty

O foco da iniciativa são vítimas de tráfico humano, como mulheres aliciadas por redes de prostituição.

O Ministério das Relações Exteriores lançará uma cartilha para orientar seus diplomatas no exterior a encorajar a volta de imigrantes brasileiros endividados ou vítimas de violência e exploração trabalhista.

O Guia de Retorno ao Brasil, como a cartilha foi intitulada, busca fazer com que a volta seja “não o fim de um sonho, mas o recomeço de suas vidas”, segundo a introdução do documento.

De acordo com Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva, chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty e coordenadora do grupo que elaborou a cartilha, o foco da iniciativa são vítimas de tráfico humano, como mulheres aliciadas por redes de prostituição.

O Itamaraty não tem dados sobre esse grupo, mas um relatório de 2006 do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) estimou que 70 mil brasileiras trabalhavam como prostitutas no exterior. Atraídas por ofertas de trabalho em outras áreas, muitas se veem obrigadas a fazer programas para quitar dívidas com os empregadores.

Para chegar a essas mulheres, os diplomatas recorrerão a voluntários da própria comunidade brasileira no exterior.

"Uma manicure, por exemplo, pode ser uma ponte com outras integrantes da comunidade", diz Lopes da Silva.

Programas sociais

Feito o contato, elas serão orientadas sobre programas sociais nos quais poderiam se enquadrar caso regressassem ao país, como os de microcrédito, o Bolsa Família e o Minha Vida, Minha Casa, e sobre a oferta de empregos e cursos profissionalizantes nas suas regiões de origem.

Em casos excepcionais, caso comprovem não ter como arcar com as despesas para a volta e a Organização Internacional para a Migração não puder fazê-lo, o Itamaraty cobrirá os gastos.

"A ideia é aperfeiçoar o nosso serviço, para que ele não termine com a viagem no aeroporto. Queremos impedir que essas pessoas voltem ao Brasil sem nada nas mãos."

Outro público-alvo do programa, diz Lopes da Silva, são mulheres que sofrem violência doméstica. "Muitas brasileiras acabam se casando com moradores locais para a obtenção de documentos, e é comum que essa situação de desequilíbrio resulte em violência."

Mas transexuais e homens nas mais diversas situações de vulnerabilidade também serão contemplados.

No fim de agosto, a polícia espanhola desmontou uma rede destinada a explorar sexualmente brasileiros. Segundo a polícia, homens com promessas de trabalho e bons salário eram obrigados, ao chegar na Espanha, a se prostituir para pagar dívidas que chegavam a 4 mil euros (cerca de R$ 8,9 mil).

Rede de amparo

Elaborado desde julho, o Guia de Retorno ao Brasil foi montado em parceria do Itamaraty com a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

Esses órgãos forneceram ao Itamaraty uma lista de entidades espalhadas por todo o país que podem auxiliar os recém-chegados, como entidades públicas federais e estaduais.

Segundo Lopes da Silva, a intenção do programa é fazer uma ponte entre os brasileiros no exterior e a "tremenda estrutura" de amparo já existente no Brasil.

No próximo dia 20, ela viajará à Espanha e a Portugal para divulgar a cartilha e se reunir com diplomatas, voluntários e ONGs locais. Os dois países são, nessa ordem e seguidos por Suíça e Holanda, os que concentram a maioria dos brasileiros em situação de risco no exterior, segundo a diplomata.

Por isso, agentes consulares e voluntários desses países receberão, além da cartilha, um treinamento para lidar com o grupo.

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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100911_itamaraty_cartilha_jf_rc.shtml