terça-feira, 1 de março de 2011

ORIENTE MÉDIO: Hillary Clinton diz que Líbia pode sofrer guerra civil prolongada

01.03.2011
Da BBC BRASIL


Situação de refugiados líbios já configura crise, segundo a ONU

A secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que a Líbia pode se tornar uma democracia pacífica ou enfrentar anos de guerra civil.

Em pronunciamento em Washington, Hillary pediu que o congresso não corte os fundos necessários para lidar com crises em outros países.

Ela voltou a pedir que o líder líbio Muamar Khadafi “saia agora, sem mais violência, nem atrasos”.

“A região (Oriente Médio) inteira está mudando, e uma resposta americana forte e estratégica será essencial”, disse Hillary ao comitê de Assuntos Exteriores do Congresso americano.

“Nos próximos anos, a Líbia pode se tornar uma democracia pacífica ou pode enfrentar uma guerra civil prolongada. Os riscos são grandes.”

O pronunciamento da secretária de Estado acontece um dia depois de os Estados Unidos começarem a posicionar navios de guerra e aviões militares nas proximidades da Líbia.

Zona de exclusão aérea

Hillary Clinton pediu um inquérito sobre o papel de Khadafi no atentado contra um voo da PanAm sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 1988, no qual cerca de 260 pessoas morreram.

Ela disse ainda que a implementação de uma zona de exclusão aérea na Líbia era uma alternativa considerada pelos Estados Unidos, apesar das possíveis desvantagens.

Também nesta terça-feira, o general James Mattis, um alto comandante militar americano no Oriente Médio, disse que a zona impediria o governo de Khadafi de bombardear manifestantes.

No entanto, Mattis ressaltou que o exército americano teria que destruir as defesas aéreas líbias para estabelecer a zona de exclusão no país.

Refugiados

A situação dos refugiados na fronteira entre a Líbia e a Tunísia já é uma crise humana, segundo a ONU.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), mais de 140 mil pessoas já deixaram o país.

Cerca de 70 mil já cruzaram a fronteira entre Líbia e Egito

Há cenas de caos na fronteira entre os dois países com a chegada de milhares de pessoas, em sua maioria trabalhadores estrangeiros, que fogem dos conflitos entre o governo e a oposição no país.

Segundo a porta-voz do Alto Comissariado, Melissa Fleming, 14 mil pessoas atravessaram a fronteira entre Tunísia e Líbia, o maior número até agora.

“Dezenas de milhares de pessoas necessitam urgentemente serem transportadas aos seus países de origem. Com a chegada prevista de outras 10 a 15 mil pessoas, a rápida disponibilidade de transporte é fundamental para evitar uma crise humanitária”, disse.

De acordo com o Acnur, 70 mil pessoas já cruzaram a fronteira entre Líbia e Egito.

Leia: Crise de refugiados na fronteira líbia atinge 'ponto crítico', diz ONU

Comboio

Fleming disse ainda que, no escritório do Acnur em Trípoli chegam a todo o momento telefonemas de refugiados e suas famílias, que “se sentem ameaçados e perseguidos” e relatam que “vários compatriotas foram alvejados e mortos”.

A porta-voz disse ainda que a assistência do governo e da comunidade local da fronteira da Tunísia é “sem precedentes”, mas que eles não podem mais lidar com o grande número de pessoas cruzando a fronteira.

O governo da Líbia disse que enviará um comboio de ajuda humanitária à leste do país, que está quase completamente controlado por grupos de oposição.

Um correspondente da BBC foi levado por oficiais ao sul de Trípoli, onde lhe mostraram 18 caminhões carregados de cobertores, comida e medicamentos.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110301_refugiados_libia_atualizacao_cc.shtml

Dilma: imagem e realidade

01/03/2011
Do site do DESTAK JORNAL SP


Todo governante precisa cuidar da imagem que projeta. É essencial ao próprio exercício do poder. Mesmo em regimes autocráticos, esse aspecto não pode ser negligenciado. Numa democracia de massas, em que a relação com os eleitores se dá principalmente pelos meios de comunicação, torna-se obrigatório. Não adianta ser purista: o marketing é necessário à ação política. Quem se descuida dele, por melhor e mais correta que seja sua atuação, corre sérios riscos de fracassar.

Assim, não se pode criticar a presidente Dilma Rousseff pela investida que tem feito para consolidar sua imagem, trabalhando cuidadosamente para se diferenciar de seu padrinho e antecessor e criar sua própria relação com o público. Mais interessante é observar os movimentos que ela faz para alcançar esse objetivo.

Ontem, a presidente gravou uma participação no programa de Ana Maria Braga, Mais Você, exibido nesta terça. Falou do câncer que enfrentou, afirmou a importância de ter uma mulher na presidência do país e fez um omelete de queijo. No próximo dia 15, vai ao ar sua entrevista a Hebe Camargo, recém-contratada pela Rede TV!.

As duas aparições na televisão têm a carga simbólica de acontecerem em programas voltados ao público feminino, com a vantagem de não serem jornalísticos, o que obrigaria a presidente a se expor a eventuais perguntas inconvenientes. Não é ainda a hora.

Dilma tem se mostrado cautelosa e recatada no trato com a imprensa e com o público. Esse recato é, obviamente, estudado. Marca um contraste com o excesso de visibilidade de seu antecessor e indica uma presidente mais preocupada em administrar o país que em dar entrevistas e fazer discursos.

A presidente também fez questão de marcar algumas diferenças de ordem política, sem representar qualquer tipo de rompimento com seu padrinho, até porque ela é mesmo a continuidade do antecessor. Uma delas, também de forte significado, foi a mudança na diplomacia brasileira em relação à questão dos direitos humanos. Enquanto o governo Lula evitava críticas a ditadores, Dilma, que sofreu nas mãos de torturadores, determinou que o Brasil deixe de se calar frente aos abusos de países como o Irã.

Essas diferenciações, como escrevi, não significam qualquer ruptura com Lula. É apenas necessidade de sobrevivência política de Dilma.
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Fonte:http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=18,89254

Provas da insanidade política: sofrem os paulistanos

01.03. 2011
Do BLOG DA DILMA
Por Richard Jakubaszko *


Faz tempo que São Paulo (Capital) sofre com a insanidade, com o descaso, com a incompetência e inconsequência dos políticos e urbanistas.

As fotos abaixo não deixam dúvidas dessa loucura que sempre foi viver em São Paulo, dos perigos que corremos nesta época do ano. Em nossas casas ou nas ruas.

Porque os políticos, os urbanistas, com apoio da própria população, elegeram o asfalto e o cimento como protetores de seus automóveis e caminhos. Na impossibilidade de não ter por onde infiltrar-se, a água escorre por cima do asfalto, desce para as partes mais baixas da cidade, e aí inunda tudo.

Com o excesso de “urbanidade”, com o crescimento populacional, com a falta de educação do povo que joga os lixo no chão, até porque não dispõe de lixeiras suficientes nas ruas, os lixos ajudam a piorar a situação. Mas o lixo representa 10% do problema. Os 90% principais do problemaço de São Paulo, têm como responsáveis o asfalto e o cimento que cobre nossas calçadas. Olhem os troncos das árvores nas calçadas: por onde que entra a água? Como essa água alimenta o lençól freático? Não entra, não alimenta, as águas rolam por cima do asfalto…
Devíamos ser uma cidade com mais gramados, com mais “terra à vista”, com mais paralelepípedos, com menos asfalto e com menos cimento.

Sempre foi assim, e vai ficar pior, vejam as fotos abaixo, décadas de 1950 e 1960. Recebi as fotos abaixo de Paulo Sérgio Pires, da CL-A, de um e-mail que anda rolando pela internet, tal e qual um buscapé enfurecido, sem nenhuma saudade do passado, pois no presente as questões estão iguais, ou piores.

av marginal – rio Tietê 1960

A primeira foto é da marginal do rio Tietê, em 1960; a segunda foto é do Anhangabaú, de 1957, antes da existência do atual túnel, que continua alagando. O túnel aqui visto passava por debaixo da avenida São João, tinha pouco mais de 100 metros, e era chamado de “buraco do Adhemar”, como homenagem a Adhemar de Barros, governador que construiu aquela aberração.

Na foto seguinte, de novo, o buraco do Adhemar alagado, mas em 1963, e na última foto a avenida 9 de julho, tudo alagado…

Enquanto permanecer o descaso os problemas vão continuar, iguais e piores do que eram. Afinal, são só 50 anos, meio século, né?

* jornalista e escritor, editor do blog http://richardjakubaszko.blogspot.com

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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2011/03/provas-da-insanidade-politica-sofrem-os-paulistanos.html

O salário mínimo e o blefe tucano

28.02.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de Mauricio Dias, publicado na revista CartaCapital:

O governo aprovou no Congresso o novo salário mínimo de 545 reais. A oposição (DEM) tentou passar 560 reais ou 600 reais (PSDB). As centrais sindicais, inclusive a petista Central Única dos Trabalhadores (CUT), pediam 580 reais, aparentemente alinhadas com o próprio ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O valor poderia também ser também o de 2 mil, 194 reais e 76 centavos, projetado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em tese, o piso capaz de satisfazer as despesas de um cidadão com saúde, transporte, Previdência, lazer, educação, moradia, higiene e alimentação. Essa é a meta a ser perseguida.

Governar só tem sentido se o objetivo do governante for o de buscar, sempre e sempre, o bem-estar geral dos cidadãos. Entre essa percepção que deve guiar as ações do poder, o objetivo eleitoral da oposição e o estudo sobre o que seria um salário mínimo perfeito – justo aos trabalhadores que vivem ou têm como referência de ganho esse valor básico – existem, porém, as polêmicas e importantes contas públicas.

Por que, então, José Serra, ex-governador de São Paulo, mantém o discurso da campanha presidencial que perdeu, de que o mínimo de 600 reais não comprometeria a estabilidade das contas federais? E, mais ainda, ao estabelecer o salário básico de 600 reais, o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, não estaria provando, na prática, que o que Serra defende é possível?

Aparentemente, sim. Mas esse é apenas um blefe da oposição tucana.

O truque é facilmente desmontável. O salário mínimo regional, ao contrário do que acontece com o mínimo federal, não tem impacto na conta da Previdência local. Ou seja, não interfere nas contas públicas. Regula tão somente o patamar dos trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso definido por lei federal.

Alckmin fixou o mínimo em 600 reais, como Serra quer. Só que, no estado do Rio, vencida a batalha do salário no Congresso, o mínimo deverá ser de 605 reais e 32 centavos, a ser anunciado após o carnaval. O tempo é um cálculo político do governador Sérgio Cabral para evitar pressão no governo federal antes que o Congresso aprove o reajuste do mínimo. Ou seja, o salário mínimo no Rio será maior do que o mínimo em São Paulo, alardeado por Alckmin.

Mágica? Cabral asfixia as contas públicas do Rio de Janeiro? Claro que não.

Considerando os trabalhadores com carteira assinada, a primeira faixa de assalariados que, no Rio, receberá o aumento integral – inflação mais correção do crescimento econômico – representa apenas 0,5% do assalariado. Ou seja, um porcentual sem representação econômica expressiva nas contas do estado. Ou seja, fala-se aqui dos trabalhadores agropecuários e florestais. Raciocínio semelhante se aplica em São Paulo.

Antes que alguém apresente o argumento que esta mesma falácia eleitoral foi sustentada pelos petistas quando os tucanos estavam no poder, o colunista se antecipa. É verdade. Os petistas também usaram esse mesmo recurso com finalidade eleitoral. É preciso considerar, no entanto, dois “poréns” relevantes nesse ponto do debate.

O primeiro: o comportamento anterior do PT oposicionista não justifica o mesmo comportamento do PSDB oposicionista, no poder antes e na oposição agora. O segundo: em oito anos de governo, Lula possibilitou um ganho real de 53% para o salário mínimo.

Isso faz a diferença entre o PT e o PSDB no governo.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/o-salario-minimo-e-o-blefe-tucano.html

Hugo Chávez e aquela pílula alucinógena do Kadafi

24.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

A farinha estatal faz parte da cesta básica vendida por uma fração do preço na rede de mercados do governo

Quando a gente acha que já ouviu de tudo na vida, aparece o Muammar Kadafi dizendo que a Al Qaeda e pílulas alucinógenas são as razões para a revolução na Líbia. As pílulas, pelo que entendi, teriam sido distribuídas aos jovens rebeldes (será que ele está falando do ecstasy?).

De acordo com Fidel Castro, haveria por trás da revolta o interesse da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de controlar a Líbia. Será que o comandante também tomou a pílula?

Bem, a teoria de Fidel não é completamente inverossímil, se considerarmos que a Líbia é um importante fornecedor de petróleo para a União Europeia e os Estados Unidos.

Porém, tenho comigo que estava todo mundo feliz com o Kadafi no mundo. O ditador líbio tinha se dedicado em anos recentes a restabelecer suas relações políticas e comercias com o Ocidente. Como integrante da OPEP, jogava pesado em defesa do valor do petróleo (nesse campo, em aliança estratégica com a Venezuela). A Líbia fez investimentos em vários países da África, rompendo o isolamento geográfico do Saara e, com isso, Kadafi fez muitos amigos no continente.

Aparentemente quem não estava contente com ele era uma parcela considerável dos próprios líbios.

Em um texto anterior, a respeito de minha recente viagem à Venezuela (clique aqui para ler), relatei que existem críticas consistentes de esquerda ao governo Chávez.

Pergunta frequente dos que conversam comigo: mas ele ganha as eleições de 2012?

Sou péssimo para fazer prognósticos eleitorais. Se tivesse que apostar, apostaria que sim, que Chávez será reeleito para mais um mandato.

Apesar da inflação, da criminalidade e de problemas de abastecimento.

A economia venezuelana, como escrevi anteriormente, continua basicamente dependente do petróleo. A produção agrícola, por exemplo, representa hoje apenas 5% do PIB, pouco acima do que representava quando Chávez assumiu há 12 anos.

Isso significa que a economia venezuelana flutua de acordo com os preços internacionais do petróleo.

Quando eles desabam, ela vai junto. Quando sobem, a injeção de dinheiro dá um ânimo nas coisas.

Desde a crise no Egito os preços internacionais do petróleo começaram a subir. Mas, com a revolução na Líbia, eles realmente dispararam. E a agitação no Oriente Médio, que está apenas começando, é garantia de que o preço do barril não vai ficar abaixo dos 100 dólares por um bom período. Talvez um, dois anos.

Ou seja, se o preço dos alimentos — que estão em alta no mundo — afeta enormemente a Venezuela, um país que importa quase tudo do Brasil, o preço do petróleo dá uma imensa folga de caixa a Hugo Chávez. Aquela pílula alucinógena do Kadafi acaba, ironicamente, colaborando com a campanha dele.

Para saber como Chávez pendurou FHC no pescoço da oposição, clique aqui.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/hugo-chavez-e-aquela-pilula-alucinogena-do-kadafi.html

“Evite sair quando ocorrerem chuvas fortes”

28.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

O alerta do título é oficial e consta do site do Centro de Gerenciamento de Emergências de São Paulo. Equivale a uma rendição das autoridades paulistas e paulistanas às intempéries.

O CGE é o encarregado de dar os alertas sobre as chuvas e os possíveis pontos de alagamento na capital.

São Paulo dispõe, também, de um Sistema de Alerta a Inundações (SAISP), baseado no monitoramento de chuvas e da vazão de rios.

Os dados estão todos lá.

Mas falta a chamada “vontade política”.

Dois exemplos básicos.

Estamos em setembro de 2001. Eu me encontro em Tóquio, no Japão, gravando um Globo Repórter. Recebemos a notícia de que um furacão se dirige à capital japonesa. Os primeiros efeitos da chuva testemunhamos na estrada, depois de visitar a ilha onde se produzem as famosas pérolas de Mikimoto.

Dado o alerta, a máquina começa a se movimentar. Operários aparecem com placas de madeira para cobrir janelas do primeiro piso. Apoios de madeira são colocados em torno das árvores mais vulneráveis. Carros de bombeiro e ambulâncias são colocadas em áreas estratégicas, protegidas do vendaval. Bombeiros descem com bombas de água até estações de metro, para evitar inundações. Está tudo lá, prontinho para a emergência. Assistimos à tempestade de dentro do hotel, com uma breve saída para gravação nas ruas. Assim que passa o furacão, os equipamentos são recolhidos, os reparos necessários começam a ser feitos pelas equipes da prefeitura e a vida em Tóquio volta ao normal.

Tudo bem, o Brasil não enfrenta o mesmo nível de emergências que o Japão (numa de minha viagens ao país, a título de elogiar o Japão, um comentarista da extinta TV Manchete começou seu comentário assim: “Estamos nos confins do mundo. No Japão, terra de vulcões, furacões, terremotos e maremotos”. Juro por Deus que ele disse isso).

Mas se o Brasil não enfrenta tantas emergências quanto o Japão, o mesmo podemos dizer da Venezuela. Vamos a Caracas, em 2011, à prefeitura de Chacao, um dos municípios que compõem a Grande Caracas. Ali, no centro de emergências, na temporada de chuvas o monitoramento vai além de assistir ao transbordamento dos córregos: um sistema automático dispara alarmes para a população ribeirinha e, se for o caso, a polícia interrompe o trânsito na principal avenida de Caracas, a equivalente local da marginal do Tietê, antes que ela seja invadida pelas águas.

De que adianta ter um sistema de monitoramento se a gente não age a partir dele? “Evite sair quando ocorrerem chuvas fortes”, convenhamos, é digno de piada. E depois a gente ainda brinca com os lusos…

Será que os paulistas e paulistanos não merecem uma atenção especial, já que sabemos muito bem quais são os principais pontos de alagamento da cidade? Será que não dá para bloquear o trânsito antes dos transbordamentos, evitando mortes e perdas materiais?

Por onde anda o socialista Kassab, que não nos escuta?
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/evite-sair-quando-ocorrerem-chuvas-fortes.html

Perseguição, tiroteio e morte no bairro da Muribeca

01.03.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO e Folha Digital
Com Informações de Diego Mendes
repórter de Grande Recife

Ação mobilizou helicóptero e terminou com PM baleado

Na manhã desta terça-feira (01), policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) receberam uma ocorrência de que um homem tinha sido baleado no terminal de ônibus do Conjunto Marcos Freire, no bairro da Muribeca, Jaboatão dos Guararapes.

Quando os policiais se dirigiam para o local, foram surpreendidos por um Ford KA preto, placa JFL-3088, que havia sido roubado nesta manhã de terça-feira (01) em UR3, Ibura. Os bandidos de dentro do carro disparam vários tiros contra a viatura. Os PMs revidaram e houve perseguição e tiroteio. O policial Edvaldo Coelho Pereira Magalhães, 35 anos, foi baleado no braço e socorrido para o Hospital da Restauração.

O carro conseguiu escapar e durante a fuga encontrou outra viatura da Polícia Militar. Novamente, os bandidos trocaram tiros com os policias. Durante perseguição, na altura do loteamento Portal dos Prazeres, Muribeca, os carros entraram em uma estrada de barro. Em seguida, o carro dos bandidos bateu em um barranco e entrou na mata. Os bandidos que estavam dentro carro fugiram a pé.

Os policias do 6º (BPM) pediram apoio ao 19º Batalhão e com a ajuda do helicóptero da SDS, os PMs estão fazendo buscas na mata, mas até o momento ninguém foi preso.

O homem que havia sido baleado no terminal Marcos Freire foi socorrido para o Hospital Memorial Guararapes, em Prazeres. João Porfírio de Souza Neto, 27 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Até o momento, os policiais não sabem se os supostos bandidos que estavam dentro do Ford Ka preto tem alguma relação com a morte de João Porfírio.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/623750-perseguicao-tiroteio-e-morte-no-bairro-da-muribeca

Aposte na batata-doce!

01.03.2011
Do site "RUA DIREITA"
A batata-doce é originária da América Central. Desenvolve-se na extremidade da raiz de uma planta rasteira. É idêntica às batatas comuns, mas, por ser rica em açúcar, tem um sabor doce e uma consistência farinácea.

Os quatro tipos de batata-doce que existem distinguem-se pela cor, cuja intensidade está directamente relacionada com a percentagem de beta-caroteno – utilizado pelo nosso organismo para produzir vitamina A – que possuem, e pelo sabor. A branca é seca e não muito doce. A amarela apresenta um grau de doçura superior. A roxa é mais agradável e, por isso, a predilecta para os doces. Há ainda a batata avermelhada. Algumas possuem o formato clássico de uma batata, arredondado, outras são mais compridas e afuniladas.

A batata-doce é rica em calorias, hidratos de carbono, vitaminas A, B1 e B5, e sais minerais: cálcio, ferro, fósforo, sódio e potássio. Apenas 100 gramas de batata-doce contêm uma quantidade de vitamina A equivalente a 23 quilos de batata comum!... As folhas também são nutritivas e podem ser preparadas como qualquer outra verdura.

A vitamina A é essencial para a saúde dos olhos, da pele e do aparelho respiratório. As vitaminas do complexo B regulam o sistema nervoso e o aparelho digestivo. Os minerais contribuem para a formação dos ossos e dos dentes, sendo ainda auxiliares da regeneração sanguínea.

A batata-doce, à semelhança dos outros alimentos, requer alguns cuidados de acondicionamento para manter as suas características e qualidades nutritivas. Neste sentido, deve ser colocada em lugar fresco, seco e arejado, em camada única, longe da luz solar e protegida dos insectos. Não convém guardá-la no frigorífico antes de ser cozida ou assada, uma vez que perderá o sabor.É bom lembrar que, no momento da confecção, a batata-doce assa-se ou coze-se com a casca. As suas propriedades antioxidantes estão especialmente presentes na pele, correspondendo ao triplo da actividade verificada na polpa, independentemente da sua cor. Se for cozida a vapor, conserva todas as características. Se, pelo contrário, se optar pela cozedura em água, acabam por perder-se alguns nutrientes, mormente vitaminas. Ao ser assada, assegura-se a manutenção de grande parte dos nutrientes; todavia, adquire o sabor dos alimentos que a acompanham.

A batata-doce oferece alguns benefícios para a saúde, nomeadamente o que se refere ao combate da obesidade (pelo elevado grau de saciedade que proporciona), da arteriosclerose e da hipertensão arterial. Paralelamente, coadjuva a irrigação sanguínea e é dispensadora de energia àqueles que manifestam necessidades acrescidas, como por exemplo os desportistas. De facto, deviam distribuir umas batatinhas doces a certos jogadores de futebol da primeira liga, quanto mais não fosse durante o intervalo das partidas…
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Fonte:http://www.ruadireita.com/alimentacao/info/aposte-na-batata-doce/

Em defesa no caso da 'Máfia do Apito', CBF diz que futebol gera 'desinformação do povo'

01/3/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por ESPN.com.br, espn.com.br

Trechos do documento, publicados na edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo, também revelam a preocupação da CBF em caso de uma condenação. Para a entidade, caso isso aconteça, haveria o risco de insolvência

A entidade máxima do futebol brasileiro entende que o esporte bretão "não tem interesse social relevante" e contribui "para a desinformação do povo, já de si mal aparelhado intelectualmente". As conclusões fazem parte da argumentação de defesa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentada à 17ª Vara Cível de São Paulo para se defender no caso da chamada "Máfia do Apito".

Trechos do documento, publicados na edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo, também revelam a preocupação da CBF em caso de uma condenação. Para a entidade, caso isso aconteça, haveria o risco de "insolvência". Entretanto, para a Justiça, a especulação é "precipitada" e "alarmista".

Ainda de acordo com o texto de defesa da CBF, não seria responsabilidade do órgão "organizar campeonatos e jogos de futebol".

O juiz José Paulo Camargo Magano condenou a entidade, o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho e o empresário Nagib Fayad ao pagamento de R$ 160 milhões por danos morais em decorrência do escândalo de manipulação de resultados durante o Campeonato Brasileiro de 2005, a "Máfia do Apito".

Além disso, a entidade terá de pagar uma multa por ter dificultado as investigações.
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Fonte:http://esportes.br.msn.com/futebol/artigo-espn.aspx?cp-documentid=27852121

PACTO PELA VIDA: Ex-assessor especial do governo rebate críticas de Terezinha Nunes

28.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO


O ex-prefeito de Igarassu e ex-assessor especial do governo de Pernambuco, Severino Ninho, enviou o seguinte texto ao Blog de Jamildo, em resposta ao artigo de Terezinha Nunes, que continha críticas às políticas de segurança do governo estadual. Leia aqui o artigo de Terezinha

Cheia de má fé e sem nenhum apego à razão

Itálico
Severino de Souza Ninho

A suplente de deputada Terezinha Nunes prossegue sua cruzada contra a verdade dos fatos. Ela escreveu recentemente um pequeno texto publicado neste blog que denota o mais completo desrespeito pela razão, revelando combinação inaudita de ignorância e má-fé. A ex-deputada toma o Mapa da Violência, publicado pelo Instituto Sangari nos últimos dias, como um retrato da situação atual, quando ele se refere aos dados de 2008. Vale lembrar que, naquele ano, o Pacto pela Vida já produzia os primeiros efeitos com redução da violência da ordem de 2,0% em 2007 e de 2,4% em 2008.

No entanto, como Políticas Públicas de Segurança não são produzidas através de passes de mágica (a propalada queda da violência observada em São Paulo se deu em um período de 12 anos), foi em 2009 e 2010 que os efeitos do Pacto pela Vida produziram um impacto ainda maior na redução da criminalidade violenta em Pernambuco. A redução em 2009 foi da ordem de 12,4% e a de 2010 de 13,94%, consolidando e acentuando o declínio da violência durante o Governo Eduardo Campos. Se tomarmos o período 2007-2010, a redução acumulada da taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais, em relação a 2006, é da ordem de 26,7% para o estado, de mais de 32% para a Região Metropolitana e de 39,22% no Recife. Ademais, não só as taxas de crimes violentos contra a vida vêm caindo nos últimos anos em Pernambuco, mas também as de crimes contra o patrimônio.

O Pacto pela Vida, reconhecido nacional e internacionalmente por gestores e pesquisadores da área de Segurança Pública como o mais abrangente Plano Estadual de Segurança Pública do país, vem produzindo efeitos consistentes de redução da violência por quatro anos seguidos e por 27 meses consecutivos. Isto demonstra que Pernambuco não apenas reverteu a curva de crescimento da violência que vinha sendo observada até 2006 (o ano mais violento da história recente do estado) como iniciou um processo sustentado de redução, que se estende continuamente desde 2007. Observe-se que a expressiva redução alcançada em Recife nos últimos quatro anos (quase 40% de queda da taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais) é superior àquelas que ocorreram em Bogotá e Nova Iorque, também nos primeiros quatro anos de suas respectivas políticas. Lembremos também que estas cidades são tomadas como modelos mundiais de experiências exitosas de controle da violência e inspiraram alguns dos projetos do Pacto pela Vida.

Pernambuco, nos últimos quatro anos construiu um Plano Estadual de Segurança Pública, com uma meta ambiciosa e factível de redução da taxa de crimes violentos intencionais em 12% a cada ano e uma Política Pública de Segurança reconhecida e de inegável qualidade. Tal Política Pública inovadora combinou tecnologia, gestão baseada na informação, inteligência e integração policial com prevenção focalizada da violência e participação social. O sucesso e o contínuo aperfeiçoamento desta Política Pública, o Pacto pela Vida, permitirá, com a correta manutenção da meta atual, que Pernambuco tenha taxas de crimes violentos intencionais inferiores à meta nacional ao final do segundo Governo Eduardo Campos. Isto não é pouco, mas apenas o início de uma caminhada já iniciada para tornar Pernambuco um estado seguro e onde a vida é respeitada.

Os filósofos do iluminismo ensinaram, no século XVIII, que a razão guiará o homem para a sabedoria, conduzindo-o à verdade. Assim, a razão é a fonte de todo o conhecimento. Tantos séculos depois, o homem continua seguindo aqueles preceitos. É verdade, porém, que algumas pessoas têm dificuldade para assumir a razão como motor da vida. Outras – pior ainda – jamais aprendem.

Infelizmente, a ex-deputada Terezinha Nunes é uma destas. Ela não se submete à razão e não respeita os fatos. E, mesmo tendo recebido altissonante lição em outubro passado, segue sem compreender o que povo de Pernambuco exige dela: menos polêmicas vazias e mais apoio para quem está trabalhando na construção de um Pernambuco mais seguro para todos.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/28/exassessor_especial_do_governo_rebate_criticas_de_terezinha_nunes_93472.php

Fantástico visita cidades com casos mais graves de desvio de dinheiro público na Saúde.

27.02.2011
Do site do "Fantástico", da Rede Globo


Em Curralinho (PA), São Sebastião (PA) e Tefé (AM), os milhões de reais que deveriam ir para saúde e educação são desviados.

O Fantástico, neste domingo (27) trouxe uma reportagem capaz de causar indignação.

Ela mostra até que ponto o desvio de dinheiro público deixa populações inteiras sem saúde, sem educação, vivendo em condições sub-humanas. São milhões de reais que o Governo Federal libera para a saúde, a educação, o saneamento em cidades do interior, mas esse dinheiro some, e ninguém sabe direito para onde vai. Veja na reportagem de Eduardo Faustini (Veja documento anexo da CGU).

No Hospital Municipal de Curralinho, no estado do Pará, uma mulher se indigna: “Todo mundo se esconde”. Ela não consegue ser atendida. “O hospital está jogado às traças, não tem ninguém”, reclama.

Os cidadãos do município vizinho, São Sebastião da Boa Vista, e de Tefé, no estado do Amazonas, também sofrem com o mesmo abandono do poder público. “Aqui é lixão do hospital, é lixão da cidade e é lixão do matadouro. Tudo vem ser jogado aqui”, revela Berenice.

“Não tinha legumes. Eu tinha que levar de casa, senão a criança não merendava”, afirma uma mulher.

Essas três cidades – Curralinho (PA), São Sebastião (PA) e Tefé (AM) - recebem dinheiro do Governo Federal, mas milhões de reais que deveriam ir para a saúde, educação e saneamento são desviados. Os municípios brasileiros são fiscalizados pela Controladoria Geral da União (CGU), por sorteio. Uma das missões da CGU é defender o dinheiro público.

“Nós sorteamos 60 municípios de cada vez, no auditório da Caixa Econômica, no mesmo lugar onde se faz o sorteio da Mega-Sena, aberto para a imprensa, para todo mundo que quiser ver”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

No último sorteio, os relatórios da CGU apontaram São Sebastião da Boa Vista, Curralinho e Tefé como os casos mais graves de desvio de dinheiro público. E o Fantástico mostra como esses desvios prejudicam a população.

São Sebastião da Boa Vista é uma cidade de 22 mil habitantes que fica a 12 horas de barco de Belém, a capital do Pará. No hospital da cidade, funcionárias jogam fora o lixo hospitalar como se fosse lixo comum.

“É um absurdo. A universidade está ali, o prédio do INSS que estão construindo lá, o estádio lá, a quadra aqui: tudo próximo do lixão, tudo no lado do lixão, e o lixão no meu quintal, praticamente”, conta a dona de casa Benedita Magalhães.

No local, estão seringas usadas, com as agulhas prontas para espetar, ferir e contaminar. O carpinteiro Sebastião Pinto conta que o filho já se feriu no lixão.

“Meu filho, o Júlio, já foi furado com agulha umas duas vezes já, com seringa. E ninguém toma providência nenhuma”, diz,“A seringa desse jeito ou qualquer outro material perfuro-cortante no ambiente hospitalar tem que ser acondicionado em uma caixa apropriada. Essa caixa tem que ser transportada de forma apropriada, por uma equipe que foi treinada, para ser incinerado”, explica o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Curralinho, com 28 mil habitantes, fica a 12 horas de barco de Belém. O repórter Eduardo Faustini encontra o mesmo problema: seringas usadas misturadas ao lixo comum.

“Já sou vereador nesse município há seis anos. São seis anos cobrando, colocando no orçamento a construção do forno crematório, e até agora nada. Não tem resposta nenhuma”, aponta o vereador Marquinho, de Curralinho (PA).

Segundo a CGU, Curralinho não conseguiu comprovar como gastou R$ 9,7 milhões.

Vamos à cidade de Tefé, que tem 65 mil habitantes e fica a 36 horas de barco de Manaus. O perigo aumenta quando as chuvas escondem as seringas na lama.

“Alguém que for tentar catar lixo ali para poder reciclar uma garrafa Pet, por exemplo, pode se ferir. Ao se ferir, pode então adquirir algumas doenças. As principais são hepatite B, hepatite C ou o próprio HIV”, ressalta o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Em São Sebastião da Boa Vista, você conheceu Benedita, a vizinha do lixão. Pois quando ela sai de casa para cuidar da saúde, encontra mais dificuldade. Ela e outros cidadãos tentam marcar consulta no hospital público.

“Nós ficamos aqui até 23h para pegar a ficha para vir se consultar”, revela uma menina. “Eu vou ficar aqui até 23h para pegar uma ficha para o meu esposo, que está doente, precisando de médico”, diz uma senhora.

Em Tefé, a agricultora Neide da Costa de Castro não conseguiu ser atendida nem marcar consulta. “Eu fui ao médico, só que o médico não me atendeu, porque não tinha médico, tinha só uma enfermeira no hospital”, revela.

Em Tefé, como nas outras duas cidades, enfermeiros e técnicos de enfermagem trabalham no lugar de médicos. Eles fazem consultas e prescrevem remédios sem um diagnóstico feito por um médico.

“A verdade é que, no município, a maior parte do serviço do médico quem faz são os técnicos de enfermagem, não por irresponsabilidade, mas por não querer se omitir ao atendimento”, aponta o vereador Reinaldo de Souza e Silva, de São Sebastião da Boa Vista (PA).

Veja o que acontece em um atendimento feito sem a orientação de um médico: “Esse remédio, a gentamicina, é usado diariamente aqui. Tudo foi receitado por um enfermeiro”, comenta uma técnica em enfermagem.

Em um único dia, esse antibiótico foi receitado pelo menos 21 vezes. “A gentamicina pode provocar dano tanto ao rim quanto ao ouvido. Não pode ser passado de qualquer maneira”, alerta o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro, Carlindo Machado e Silva.

Em Curralinho, milhares de remédios são desperdiçados. Pílulas, ampolas e vacinas, muitos comprados pelo Ministério da Saúde, estão com a validade vencida.

O que é jogado fora faz falta no posto de saúde, fechado há quatro meses. “Porque a gente não tem medicamento. Não tem como atender uma pessoa caso aconteça um acidente com corte. Não tem para a gente fazer curativo”, destaca o agente de saúde Jaime Pantoja, de Tefé (AM).

O repórter Eduardo Faustini chega à outra comunidade. Nela, as condições de trabalho da técnica de enfermagem Francisca Sá Barreto são as piores possíveis. Ela não tem nem luvas para tirar os pontos da cesariana de uma paciente. “Não estou com luva, porque não tem”, afirma. “Já costurei oito pessoas com agulha de costurar roupa”.

Francisca explica que limpa o material hospitalar em uma pia e que a torneira não tem água. Então, enche um balde com a água do rio: “Acabou o procedimento, eu venho para cá, coloco aqui e pego o sabão. Eu tenho que encher com a água do rio. Eu pego, coloco o material de molho aqui por uns 20 minutos, depois eu venho, meto a escovinha e vou colocar nesse fogão para esterilizar”, explica.

“É feito tudo de uma maneira muito rudimentar, colocando em risco os próximos pacientes, nos quais ela for usar esse material, que certamente estará contaminado”, afirma o presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro, Carlindo Machado e Silva.

Mas por que técnicos e enfermeiros fazem o papel de médicos? “Os médicos não querem vir para o interior”, justifica o prefeito de Tefé (AM), Jucimar de Oliveira Veloso.

E os salários são bons. Muitos médicos aceitam, e um ou outro aproveita para ganhar mais um dinheirinho extra. “Um médico ganha cerca de R$ 1,3 mil por dia, para consultar 15 pessoas de manhã e 10 à tarde. Depois, ele não atende mais e vai para o consultório dele particular”, diz o prefeito interino de São Sebastião da Boa Vista (PA), Doriedson Teixeira da Silva.

Esse é o caso do médico Itamar Cardoso. Em um mesmo dia, ele atende no hospital público e depois no consultório particular, onde está o único aparelho de ultrassonografia do município.

“No dia em que ele está batendo ultrassom, ele ganha como médico de ultrassom e ganha também como médico do nosso município. Ele acumula dois salários só em um dia”, destaca o prefeito interino.

O Fantástico foi atrás do doutor Itamar. Ele marcou no hospital público às 15h, mas um funcionário do hospital não permite a entrada da equipe do Fantástico.

Funcionário: Fica lá fora

Fantástico: Eu vou ficar lá fora, mas ele marcou comigo às 15h.

Funcionário: Quando ele chegar, eu mando vocês entrar.

Fantástico: Está bom. Estou aqui fora, aqui na porta.

O funcionário tenta impedir a nossa equipe de trabalhar. Ele coloca a mão na câmera tentando impedir a filmagem. O doutor Itamar acaba dizendo que não quer gravar entrevista.

A falta de equipamentos é uma realidade também nos laboratórios públicos, que não têm aparelhos nem materiais para garantir a segurança do técnico e do paciente. “A gente coloca cloro, detergente e fica até soltar o material. Depois, a gente ainda escova com sabão. E assim a gente faz uma mistura para poder limpar. Não é o ideal. Tinha que ser descartável”, revela uma funcionária.

As lâminas são lavadas no banheiro. “Se você tiver que reutilizar um material. Uma lâmina de vidro, por exemplo, tem que ser autoclavado. Autoclavar é um aparelho que esteriliza. Ele usa a uma temperatura extremamente elevada que mata vírus e mata bactéria”, explica o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

Toda essa precariedade ocorre em um município com altíssimo índice de malária, cerca de metade dos 28 mil moradores já contraiu a doença. Muitos, mais de uma vez.

“Aqui na minha casa todo mundo já pegou malária. Meu pai pegou 14 vezes. Eu peguei cinco. Todos os anos, nós pegamos. Minha mãe pegou oito”, revela o estudante Michel Gonçalves.

“Em 2010, nós tivemos quase 13 mil casos de malária. Em 2011, se medidas não forem tomadas, certamente nós vamos aumentar esse número. E isso é muito alarmante para um município do tamanho de Curralinho”, destaca o coordenador de endemias do Pará, Luiz Roberto Pereira.

Alarmante também é um matadouro municipal. “O pessoal não tem o equipamento de proteção individual. O chão está totalmente imundo. As paredes e o chão não são apropriados. O transporte é totalmente irregular. A carne tem que ser transportada sob proteção, refrigerada. Não tem muita diferença do ponto de vista sanitário você transportar a carne na carroça e em uma caçamba de lixo”, aponta o professor de infectologia Edmilson Migowski, da UFRJ.

O que os funcionários entendem como higiene é lavar o estabelecimento com água, e tudo vai parar no rio que é de onde sai a água usada pela população. “Quando você joga sangue in natura na água, você acaba favorecendo a proliferação de bactérias”, explica o infectologista.

Segundo a Controladoria Geral da União, o município de São Sebastião da Boa Vista recebeu do Ministério da Saúde R$ 1,2 milhão para implantar o sistema de esgoto. Uma construtora recebeu o dinheiro, mas a prefeitura não comprovou a execução dos serviços.

“Nós não ficamos só no processo para ver a comprovação da despesa, para ver se houve a licitação ou não, porque, às vezes, o processo está muito bonitinho. Quando veem no processo que houve uma licitação, quais as empresas que ali apareceram como tendo participado, os nossos auditores vão procurar a empresa no endereço”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

Nosso repórter vai até duas empresas que venceram licitações da prefeitura de Curralinho, no Pará. Uma foi convidada a disputar o fornecimento de materiais de escritório; a outra, o de materiais de higiene e limpeza.

Fantástico: Vocês fizeram negócio na prefeitura?

Anisérgio da Silva Oliveira: Meu pai fez.

Fantástico: Mas a empresa é tua ou do teu pai?

Anisérgio da Silva Oliveira: É dele.

Fantástico: Todas elas?

Anisérgio da Silva Oliveira: Não. Essa aqui é dele. Essa aqui é minha.

A empresa de Anisérgio da Silva Oliveira tem o nome dele. Ela foi uma das vencedoras da licitação para fornecer material de escritório. Sobre a empresa do pai, ele diz que não sabe nada. “É parte de papelaria. Do meu pai, eu não sei. Só sei da minha”, diz Anisérgio.

Como ele não sabe? As duas empresas ficam lado a lado. A empresa do pai se chama Oliver Comércio e Serviços de Obras e foi uma das escolhidas para fornecer material de higiene e limpeza.

A CGU desconfia que o processo foi fraudado, porque as compras custaram mais R$ 200 mil para cada tipo de material. A lei diz que, se o valor passa de R$ 80 mil, não pode haver licitação por convite. O que a prefeitura tinha que ter feito era outro tipo de licitação, a chamada tomada de preços.

O ex-prefeito de Tefé Sidônio Gonçalves perdeu o mandato no ano passado, porque foi eleito prefeito pela quarta vez, o que é proibido. Quando ele era prefeito, a cidade recebeu do Governo Federal R$ 24,6 milhões para a educação. A CGU descobriu que a prefeitura não comprovou como gastou quase a metade desse dinheiro: R$ 11 milhões.

Segundo o novo prefeito, Jucimar de Oliveira Veloso, que tomou posse esta semana, a situação das escolas é péssima. “Nós temos mais de 48 escolas sem condições, totalmente sem condições de ter aula. Infelizmente, é essa a nossa realidade”, destaca.

O aluno que não leva comida de casa passa fome. “Não tinha legumes para fazer sopa. Tinha que levar de casa, senão a criança não merendava, para fazer a sopa. Quando tinha, quando não era rapadura, banana verde que eles davam para a criança”, conta Susimara Silva da Cruz, mãe de aluno. “Chegava lá e, às vezes, não tinha merenda. Voltava e não tinha merenda”, comenta Neide da Costa de Castro, mãe de alunos.

A situação não é melhor nas outras duas cidades fiscalizadas pela CGU.

“Não tem carteira para todos. A carteira que tem são poucas, não é para todos. Quando vêm todos os alunos, tem uns que têm que sentar no chão”, conta a professora Maria do Socorro de Farias, de Curralinho (PA).

“Quando chove, enche, e a gente tem que pular pela janela para poder dar aula, para os alunos terem acesso à sala de aula. As salas enchem. Está precisando de uma boa reforma”, diz a professora Francisca Rodrigues da Costa, de São Sebastião da Boa Vista (PA).

Procuramos o prefeito de São Sebastião da Boa Vista (PA), e ele não quis receber a nossa equipe.

Já o prefeito de Curralinho começa dizendo que todo o dinheiro recebido do Governo Federal foi aplicado corretamente. “O recurso da educação foi aplicado na educação. Os outros recursos, no caso, da saúde, mesma coisa”, diz o prefeito de Curralinho (PA), Miguel Santa Maria.

Mas, em seguida, ele admite que as contas da cidade não fecham: “Quando a CGU vai ao nosso município, é bom. Ela achou os problemas, e a gente vai responder já consertando”.

“Eu diria que hoje nenhum gestor, seja prefeito de município, seja dirigente de órgãos estadual ou federal, pode mais confiar integralmente na impunidade. Não pode. Mesmo que o processo judicial demore, que ele possa confiar que dificilmente chegará a se posto na cadeia, mas há outros tipos de sanções. São punições administrativas, são providências que o obrigam a devolver ao erário o dinheiro desviado. Além disso, há aquela sanção difusa da opinião pública, da sociedade, porque a imprensa divulga, toda a população fica sabendo o que aconteceu”, afirma o ministro Jorge Hage Sobrinho, da Controladoria Geral da União.

“Cada relatório de cada auditoria que se conclui, nós encaminhamos para todo mundo que tenha alguma coisa a ver com o assunto: a Câmara do município, o prefeito municipal e o ministério que repassou os recursos para que ele tome as providências”, destaca o ministro.
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Fonte – www.fantastico.globo.com/jornalismo

Depoimentos dos funcionários da Queiroz Galvão na volta ao Recife

28.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Thiago Lins, repórter do Blog de Jamildo


PERNAMBUCANOS DEIXAM A LÍBIA

"Se for pela vontade de Deus eu volto. (Se for) por minha vontade, não", afirmou o encarregado de mecânico Cícero Gonçalves, calorosamente recebido por familiares. "Eu estava num lugar seguro, mas seguro entre aspas. Eu só pensava em bombardeio aéreo", lembrou, sobre os momentos vividos na Líbia. Sobre a volta para casa, pontuou: "Uma grande emoção, com certeza".

Já o engenheiro Armando Carneiro era só alegria. Pela primeira vez depois de dois anos, reeencontrou o filho, o também engenheiro André Borges. Os dois pareciam não se incomodar com o assédio da imprensa, que insistia em registrar aquele momento histórico para os dois. Posaram abraçados e sorridentes por um longo tempo, enquanto o pai lembrava da "ansiedade muito grande" que vivenciou durante a espera, seguida da "alegria imensa" de rever o filho.

Alegando cansaço,um funcionário se esquivou da reportagem, mas deu o primeiro nome - Ricardo - e não perdeu o ânimo com o aquecimento que a engenharia tem vivido: "Se a empresa depender de mim, amanhã eu tou lá", revelou.

Por último, outro colaborador da Queiroz Galvão, Ricardo Simão, não escondeu ter passado por sustos, mas ressalta que a construtora teria providenciado um abrigo seguro para os funcionários. "Estou no meu país, perto da minha família", comentou, dando a entender que se sentia aliviado. Indagado sobre a possibilidade de voltar à conturbada região, foi evasivo: "É um caso a se pensar".
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/28/depoimentos_dos_funcionarios_da_queiroz_galvao_na_volta_ao_recife_93511.php