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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

LEI DA MORDAÇA: Debate distorcido

21.02.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Fernando Pacheco Jordão (*)


O debate sobre a chamada "Lei da Mordaça" me parece muito distorcido, tanto quanto o próprio projeto em tramitação no Congresso.

Em primeiro lugar, para deixar muito claro: Sou contra qualquer tipo de censura!!! Passei a maior parte da minha vida profissional sob a violência da censura do regime militar e seria a última pessoa a defender tal prática. Tampouco tenho qualquer prevenção contra o Ministério Público, cuja atuação, nos últimos anos, tem sido excelente, graças sobretudo às ações dos jovens promotores.

Sou contra "mordaças" de qualquer espécie, mas defendo o princípio do sigilo em investigações, seja da polícia seja do Ministério Público, por duas razões: uma, a que está sendo bastante discutida, a preservação da privacidade e da reputação dos cidadãos; outra, que o debate ignora, a maior eficácia da própria investigação.

Muito a propósito, está nos jornais de 17 de fevereiro a notícia de uma brasileira condenada a 7 anos de prisão na Irlanda, por tráfico de 15 quilos de cocaína. O caso me parece exemplar. Estão lá nome, idade, estado civil, enfim, tudo que se queira saber sobre a mulher condenada. Em seguida, a informação de que ela tinha uma parceira, que também está presa, mas ainda não foi julgada. Por essa razão, ou seja, porque ainda não foi julgada, seu nome não pode ser divulgado.

Vamos imaginar que, pelos padrões brasileiros, essa pessoa estivesse exposta ao escrutínio público, mesmo antes de ser julgada. Seriam ouvidos vizinhos, ex-namorados ou o que seja, dizendo que sempre desconfiaram, era uma pessoa estranha, não se sabe bem como vivia etc. etc. Suponhamos que, no fim da história, a moça fosse absolvida. Como fica? Quem poderia reparar os danos provocados pela exposição indevida?

Quanto ao sigilo em função da eficácia do processo, imagino que a polícia irlandesa deva ter investigado a fundo as ligações da dupla com gente do Peru (de lá saiu a droga), conexões em Dublin etc. antes de anunciar para o mundo por onde caminhava seu trabalho.

É justamente o que não acontece entre nós. Polícia e Ministério Público fazem grande estardalhaço, ganham os holofotes da mídia, tornam-se celebridade durante alguns dias, e muitas vezes, além de comprometer irremediavelmente pessoas inocentes, acabam alertando possíveis cúmplices de ações criminosas ou invalidando provas. Ainda recentemente, vi na televisão um repórter, ao lado de um delegado de polícia, manipulando pacotes de drogas encontrados no apartamento daquele rapaz da metralhadora no Shopping Morumbi. Com tantas impressões digitais nas embalagens, ainda valeriam como prova de alguma coisa?

Com muita freqüência entre nós, o julgamento (quando não, o linchamento) se dá no campo da mídia, e muito criminoso (de colarinho branco, sobretudo) se safa na Justiça porque policiais e promotores preferiram as luzes da TV a fazer a lição de casa. Basta lembrar o episódio Collor: procurador que virou astro e processos que deram em nada.

Há ainda um terceiro ponto que gostaria de considerar. Por que, a cada prisão de delinqüente (ou suspeito), faz-se a sua "apresentação" à imprensa, com entrevistas coletivas e todo aquele aparato de escudos e coletes bem à vista para alardear qual das muitas polícias é a autora da façanha? Fora os aspectos de execração pública antes de um julgamento, de um lado, e possível prejuízo às investigações, de outro, muitas vezes essas "apresentações" acabam servindo de palco a indivíduos que justamente buscavam seus 5 minutos de fama ou o reconhecimento de seu status e o devido respeito ante seus pares.

São alguns pontos que acredito relevantes para esse debate.

(*) Jornalista
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/cadernos/cid20022000.htm#cidadania01

A aposta de Serra é no fracasso de todos

21.02.2011
Do blog de Luis Nassif
Por Marcos Coimbra,via Carta Capital


Não há partidos ou movimentos políticos exclusivamente bons ou unicamente ruins, se os considerarmos em seu tempo e lugar. Na vida real das sociedades, eles são uma mistura de coisas boas e más, de acertos e erros (salvo, é claro, exceções como o nazismo).

Tudo é uma questão de proporção, do peso que o lado ruim tem em relação ao bom. São bons os movimentos políticos e os partidos (bem como as tendências que existem no interior de alguns), cuja atuação tende a ser mais positiva para o País, seus cidadãos e instituições. São os opostos aqueles que fazem o inverso, que agem, na maior parte das vezes, de maneira negativa.

Tome-se o serrismo, um fenômeno pequeno, do ponto de vista de sua inserção popular, mas relevante no plano político. Afinal, não se pode subestimar uma tendência tucana que conseguiu aprisionar o conjunto de seus correligionários, mesmo aqueles que não concordavam com ela (e que eram maioria), e os levou a uma aventura tão fadada ao insucesso quanto a recente candidatura presidencial do ex-governador José Serra. E que tem, além disso, tamanha super-representação na mídia, com simpatizantes espalhados nas redações de nossos maiores veículos.
Por menor que seja sua base social e inexpressiva sua bancada parlamentar, o serrismo existe. E atrapalha. Muito mais atrapalha que ajuda.

Neste começo de governo Dilma, recém-completada sua primeira quinzena, o serrismo já mostra o que é e como se comportará nos próximos anos. Os sinais são de que será um problema para todos, seja no governo, seja na própria oposição.

Vem da grande imprensa paulista (uma insuspeita fonte na matéria), a informação de que seus integrantes estão revoltados com a trégua que outras correntes do PSDB estariam dispostas a oferecer à presidenta. Em vez da “colaboração federativa” buscada pelos governadores tucanos e as bancadas afinadas com eles, os serristas querem “partir para o pau”.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), expoente máximo da tropa de elite serrista, dá o mote, ao afirmar que o PSDB deveria ser duro contra Dilma desde já, de forma a ser uma referência oposicionista no futuro. O pano de fundo do que propõe, percebe-se com facilidade, é posicionar o serrismo (de novo!) para a sucessão de Dilma.
Segundo as informações disponíveis, a primeira meta do grupo de José Serra (cujo tamanho, diga-se de passagem, é ignorado) é aproveitar-se da tragédia das chuvas na região serrana do Rio para golpear a presidenta, responsabilizando-a pela ocupação caótica de encostas e outras áreas de risco nas cidades atingidas. Para esses personagens, seria a incompetência de Dilma, à frente do PAC, a causa de tantas mortes e sofrimento. Ou seja, vão tentar vender a versão de que, se ela fosse melhor gerente, nada teria acontecido.

Em nossa permissiva cultura política, não há surpresa no oportunismo da proposta. Ninguém se espanta que alguém faça um jogo como esse, que queira tirar dividendos de uma catástrofe e que, para isso, torça fatos e procure­ enganar os incautos. Todos nos acostumamos com essa falta de seriedade.

Mas até os mais céticos ficam perplexos com o contraste entre o que dizem agora os serristas e o que foi a campanha que fizeram na eleição de 2010.

Ou será que ninguém ouviu José Serra se apresentar como “verdadeiro continuador” de Lula? Que não viu Serra evitar qualquer crítica ao ex-presidente, dizendo que concordava com ele e que nada mudaria em seu governo (a não ser aumentar o salário mínimo para 600 reais e conceder uma 13ª parcela do Bolsa Família aos beneficiários)?
Derrotado, o serrismo virou oposição intransigente, e quer levar os grupos vitoriosos de seu partido com ele. Enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, buscou a boa convivência e a colaboração com o Planalto, avaliando que, ao agir dessa maneira, aumentava suas­ chances na sucessão de Lula. Agora que não tem escolha, se exime de qualquer compromisso e parte para o pau.

É pouco provável, no entanto, que consiga arrastar o restante do PSDB e os demais partidos de oposição para a radicalização anti-Dilma. No fundo, o serrismo apenas tenta preservar algum espaço em um cenário cada vez mais desfavorável para seus propósitos.

É só se tudo der errado, seja para a presidenta, seja para as novas forças oposicionistas, que o serrismo tem sobrevida. Sua aposta é o fracasso de todos.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-aposta-de-serra-e-no-fracasso-de-todos-0

SENSACIONALISMO: Jornalismo de insinuação

20.02.2011
Do site OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Carlos Vogt

Pois é, a imprensa brasileira, que tanto se orgulha de sua militância investigativa (em muitos casos, justo orgulho), é dona também de uma forma de jornalismo menos nobre e, às vezes, mais perniciosa do que o denuncismo leviano que já resultou em verdadeiros dramas pessoais para inocentes. Trata-se, agora, não do jornalismo de investigação, mas do jornalismo de insinuação.

Na revista IstoÉ nº 1.584, de 9 de fevereiro, há dois exemplares deste tipo de jornalismo, um mais exemplificador do que outro.

O primeiro é a reportagem "A guerra do canudo" (pp. 38-43), sobre acusações de favorecimento de universidades particulares, que pesam sobre o Ministério da Educação e sobre o Conselho Nacional de Educação.

A matéria prestaria um grande serviço ao bem público se não fosse toda ela feita muito mais de promessas de denúncias do que de denúncias propriamente ditas. O relato dos fatos é, em geral, feito em discurso indireto e todo ele modalizado de maneira a permitir que a revista diga o que quer dizer, sem se comprometer inteiramente com a verdade do que é dito, isentando-se, dessa forma, de oferecer provas caso estas viessem a ser solicitadas. É um disse-que-disse que levanta a lebre, mas não deixa ver com clareza se se trata mesmo do bicho, ou se não estamos comendo gato por lebre.

Desse modo, a reportagem soa como aviso, como ameaça de dizer mais, como anúncio do que poderá ou não vir na seqüência, mas não como descrição objetiva e factual de uma situação cuja clareza e esclarecimento interessam sobremaneira à sociedade brasileira.

Beirando a fofoca

O que não pode é ficar nas meias palavras, que estas sim são mais corrosivas que o ácido da maledicência direta e mais perturbadoras da fé pública que a identificação direta de um erro, o que sempre permite sua correção e o acerto de rumos necessário ao bom desempenho de um órgão, cujo trabalho vem produzindo resultados muito positivos para a educação no Brasil.

O segundo exemplo deste raro espécime de jornalismo é ainda mais espetacular e, por isso, mais constrangedor.

Na reportagem "Barrado na festa" (pp. 30-32), sobre o inferno astral do ministro Rafael Greca, pelas denúncias de envolvimento com a máfia dos bingos, há um box intitulado "Combate ao clima hostil" que, independentemente do grau de comprometimento do ministro com a verdade das denúncias que pesam sobre ele, é uma pérola de insinuações sobre sua vida pessoal. Sob o pretexto maldoso de mostrar Rafael Greca como uma pessoa afável, benquista e querendo bem seus funcionários, as três colunas que compõem o box carregam na maledicência displicente que, se fica bem e é divertida numa conversa de bar, soa pesada e inconveniente posta assim, numa revista de notícias, querendo fazer graça de salão ou de botequim na sala de estar do leitor, para onde o repórter piadista não havia sequer sido convidado.

Que as investigações sobre o ministro dos Esportes e seus assessores continuem e sejam informadas pela imprensa é bom e é saudável para as instituições e para a sociedade como um todo. Que a notícia beire a fofoca não é bom, nem é saudável para as instituições, para a sociedade e menos ainda para a imprensa.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/iq20022000.htm#questao02

Globo insulta povo egípcio

21.02.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Na edição do programa da Globo News Manhattan Connection exibida na noite do último domingo ocorreram ataques ao povo egípcio tão graves que fazem imaginar que se o Egito não estivesse vivendo uma crise institucional formularia um protesto ao Brasil, possivelmente em termos diplomáticos.

Apesar de o programa em questão não passar de uma reunião semanal de gente paga para insultar e nada mais, sua última edição foi particularmente virulenta.

Inicialmente, espantou assistir Diogo Mainardi dizendo que o recente incêndio na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, foi uma “boa notícia”. Ele mesmo, logo após se comprazer pelo sofrimento daquela gente humilde que teve uma de suas poucas alegrias na vida destruída, disse que, se fosse a Globo, não contrataria a si mesmo e que deveria ser “censurado”.

Sua intenção óbvia foi a de ridicularizar o gosto musical do populacho, tripudiar sobre pessoas que passam o ano inteiro juntando os tostões para desfilar.

O espanto, porém, só durou até o programa suplantar aquela barbaridade com outra ainda maior. Começaram ataques a uma nação inteira, de uma forma que, além dos prejuízos morais, por certo provocarão, no mínimo, prejuízos econômicos ao turismo egípcio.

Reproduzo, a seguir, os insultos da Globo a um povo que, demonstrando uma coragem que encantou o mundo, acaba de se libertar de uma ditadura de 30 anos.

Comentando os ataques físicos de viés sexual sofridos recentemente no Egito pela repórter Lara Logan, da rede de TV americana CBS, que cobria a comemoração pela renúncia de Hosni Mubarak, os integrantes do Manhatan Connection Lucas Mendes e Caio Blinder disseram o seguinte:

Lucas Mendes – 70%, 80% das egípcias e 90% das estrangeiras se queixam dos homens egípcios. O que é que há com os homens egípcios?

Caio Blinder – Não, não com os homens egípcios, homens de países que têm uma cultura… Não é, sabe…Eu queria voltar… Primeiro que a pesquisa diz que 98% das mulheres estrangeiras reclamam, no Egito. Em árabe – e isso eu li num [inaudível] da vida, num Google, aí – não existia, até pouco tempo, uma palavra pro termo, em inglês, arrestment, e português, assédio…

Mendes – O Caio, especialmente…

Blinder – O Cairo, não o Caio…

Mendes – O Cairo, que podia tá na lista das cidades mais feias do mundo… O Nilo, se tirar o Nilo, se tirasse o Nilo do Cairo, é uma…

Blinder – Milão é mais feia…

Mendes – O Cairo é feio [sic] que parece uma… Parece…

Blinder – E a explicação das mulheres?

Mendes – Além de ser feia, quando eu estava lá tinha um casal da embaixada brasileira que me acompanhava e a mulher dizia: “Olha, não ando sozinha numa rua do Cairo – de jeito nenhum –, não entro num elevador, com um egípcio, sozinha…”

Mendes – Porque elas eram, “rotinamente” [sic], “bulinada” [sic]… Hã… Beliscão…

(…)

Entra Diogo Mainardi:

– A situação das mulheres, isso num governo secular como o do Egito… Se esse, se esse… Se a situação piorar, nesses países do Oriente médio… Isso é, se os fanáticos religiosos assumirem o poder, realmente cada mulher, no Oriente Médio, irá se sentir como o Justin Bieber

Faltou explicar que pouco antes de começarem a insultar o povo egípcio, Mainardi e companhia faziam troça com a sexualidade do cantor adolescente americano que se tornou um fenômeno da música internacional, por dizerem-no “andrógino”.

Naquela conversa homofóbica também citaram a modelo transexual Lea T, filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, que discutiram se realmente era transexual por terem dúvidas sobre se havia “cortado” o pênis…

Se alguém se interessar em assistir a esse diálogo surreal que consumiu longos quinze minutos em uma concessão pública, pode clicar aqui por sua conta e risco.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/globo-insulta-povo-egipcio/

Para Aécio Neves e Anastasia, banda-larga é "coisa de rico"

20.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA




Lembram-se daquela inserção na TV durante a campanha eleitoral que falava: coisa de pobre e coisa de rico, na era demo-tucana?

Pois continua mais atual do que nunca no governo tucano mineiro.

O ex-governador tucano Aécio Neves, e o sucessor Anastasia acham que banda larga é coisa de rico. Coisa de pobre é só orelhão comunitário, planejado pelo governo FHC como meta na privataria, para o século XXI.

A CEMIG (estatal de eletricidade do governo de Minas), tem uma rede de fibra ótica de mais de 4.000 Km para internet e de TV a cabo, que chega a diversos bairros da capital e 29 cidades do interior.

Com essa formidável infra-estrutura pronta, onde já foram investidos US$ 203 milhões, e que poderia levar banda-larga popular a custo acessível aos mineiros, sobretudo da classe C para baixo, o governo demo-tucano fez a opção pelos ricos e pelo favorecimento às altas tarifas do oligopólio das operadoras de telefonia.

O dinheiro público da CEMIG é usado para construir e manter a rede com vultosos recursos, levando o sinal até a porta das casas nos condomínios de alto padrão, para entregar à exploração comercial pelas operadoras de Telefonia, como Oi/Telemar e CTBC Telecom, venderem banda-larga de luxo, chegando a 20MBits, com tarifas que chegam a ser superiores a R$ 200,00 mensais, e em planos "combo" passam de R$ 300,00.

A CEMIG Telecom (subsidiária da CEMIG na área de telecomunicações) se diz “carrier´s carrier”, ou operadora das operadoras. Em outras palavras, a estatal fica com o ônus do investimento pesado na infra-estrutura, e a mão grande e nada invisível do mercado fica com o bônus, apenas atuando como atravessadores: arrecada as elevadas tarifas dos consumidores de alta renda, e paga um módico aluguel da rede para a CEMIG.

Resumo: a CEMIG Telecom (subsidiária da CEMIG na área de telecomunicações) arruma a cama para os barões da telefonia dormirem.

Daniel Dantas na parada

A origem desse "modelo de negócio" ocorreu logo após Daniel Dantas montar o consórcio AES/Southern Energy/Opportunity que arrematou a privatização parcial de 33% CEMIG em 1997.

Em 13 de janeiro de 1999, a estadunidense AES em sociedade com a CEMIG, criava a empresa Infovias (agora rebatizada como CEMIG Telecom), com o objetivo de administrar a rede de fibras óticas da estatal e prestar serviços para empresas de TV por assinatura e Internet banda larga. A CEMIG passou a ser acionista e principal cliente da nova subsidiária.

A Infovias, por sua vez, criou a Way TV, operadora de TV a cabo em Belo Horizonte, e algumas poucas cidades do interior mineiro, usando essa rede da CEMIG.

Em 2002, FHC tinha quebrado o Brasil, a AES estava em crise e não pagava suas dívidas, o povo brasileiro estava sem poder aquisitivo, e tanto a Way TV como a Infovias acumulavam prejuízos e o mercado não era nada promissor. Mas a CEMIG "recomprou" sua própria rede por US$ 32 da milhões da AES (a parte da multinacional).

Fúria neoliberal de Aécio Neves fatiou e privatizou subsidiária para Oi

Depois gastar US$ 32 milhões para recomprar a empresa da AES, em 2003 Aécio Neves assumiu o governo e resolveu privatizá-la, mesmo sabendo que a principal cliente da Infovias era a própria dona: a CEMIG.

Em julho de 2004, o jornal Valor Econômico noticiava que a CEMIG estava finalizando o edital para privatização da Infovias. Talvez por acumular prejuízos e dívidas, a privatização da companhia de fibras óticas não foi à frente, mas resolveram privatizar de forma fatiada: apenas a Way TV foi vendida em 2006, sem as dívidas.

Quem comprou a Way Tv foi a Oi/Telemar por R$ 132 milhões, herdando a clientela e a exploração da rede construída de TV a cabo e banda-larga (a ANATEL vetou que a rede de cabos fosse vendida no pacote, permitindo apenas a cessão de uso da rede, sem exclusividade).

Sem privatizar, a empresa continuou alugando sua rede de fibras óticas para operadoras de telefonia privadas explorarem.

Quando Aécio e os demais neoliberais demo-tucanos privatizaram as telecomunicações, diziam que era porque as empresas privadas teriam muito mais capacidade de investirem do que o estado.

Agora qual é a razão, a não ser favorecimento, para os demo-tucanos neoliberais usarem a CEMIG estatal para bancar os investimentos em expansão da infra-estrutura (e nos nichos de mercado mais lucrativos, que interessam às operadoras privadas) e entregar na bandeja para os tubarões privados explorarem o serviço apenas como atravessadores entre o consumidor e a CEMIG, elevando as tarifas muito acima do custo e apenas recolhendo o lucro?

Se é para a CEMIG fazer toda a infra-estrutura que, pelo menos, ficasse com os lucros e que transferisse os benefícios para o consumidor com menores tarifas, sem atravessadores.

Povo mineiro precisa pressionar Anastasia para acabar com essa maracutaia

A Telebras e o governo federal tem feito acordos com os governos estaduais de boa vontade, como no Rio Grande do Sul, para interligar as redes estaduais disponíveis ao Plano Nacional de Banda Larga, e oferecer conexões de baixo custo acessível a todos.

E aí, governador Anastasia? Quando vai parar de bancar os barões da telefonia privada, com banda-larga de altíssima velocidade na porta da casa dos ricos, em vez de aderir ao PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) do governo Dilma, para todos os mineiros?
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/para-aecio-neves-e-anastasia-banda.html

Artigo de Dilma escrito para a Folha, acaba sendo desconcertante para o jornalão

21.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O jornal Folha de São Paulo comemora 90 anos de demo-tucanismo, e resolveu pedir à presidenta Dilma um artigo.


Dilma atendeu com cordialidade, mas o artigo é escrito com uma inteligência ferina que, ainda que não tenha sido intencional, tem trechos desconcertantes para os donos e colunistas demo-tucanos do jornal.

O artigo fala sobre o Brasil do passado, do presente e do futuro, com foco na sociedade do conhecimento e do respeito ao meio-ambiente. Não menciona o jornalão da ditabranda (nem elogia, nem critica diretamente), mas, de forma elegante, tem trechos que caem como uma luva sobre a atuação da Folha nos 90 anos de existência, como jornal da "elite pensante" do Brasil demo-tucano arcaico, injusto, excludente e da ditabranda.

De quebra fala sobre democratização do conhecimento (o que pressupõe democratização dos meios de comunicação), e que o grande "formador do cidadão" é o educador (que ensina o cidadão a formar opinião por si mesmo, e não os colunistas do PIG).

Segue a íntegra do artigo da nossa Presidenta (com os destaques em negrito nossos):

País do conhecimento, potência ambiental
por DILMA ROUSSEFF

Hoje, já não parece uma meta tão distante o Brasil se tornar país economicamente rico e socialmente justo, mas há grandes desafios pela frente, como educação de qualidade
Há 90 anos, o Brasil era um país oligárquico, em que a questão socialnão tinha qualquer relevância aos olhos do poder público, que a tratava como questão de polícia.

O país vivia à sombra da herança histórica da escravidão, do preconceito contra a mulher e da exclusão social, o que limitou, por muitas décadas, seu pleno desenvolvimento.

Mesmo quando os grandes planos de desenvolvimento foram desenhados, a questão social continuou como apêndice e a educação não conquistou lugar estratégico. Avançamos apenas nas décadas recentes, quando a sociedade decidiu firmar o social como prioridade.

Contudo, o Brasil ainda é um país contraditório. Persistem graves disparidades regionais e de renda. Setores pouco desenvolvidos coexistem com atividades econômicas caracterizadas por enorme sofisticação tecnológica. Mas os ganhos econômicos e sociais dos últimos anos estão permitindo uma renovada confiança no futuro.

Enorme janela de oportunidade se abre para o Brasil. Já não parece uma meta tão distante tornar-se um país economicamente rico e socialmente justo. Mas existem ainda gigantescos desafios pela frente. E o principal, na sociedade moderna, é o desafio da educação de qualidade, dademocratização do conhecimento e do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

Ao longo do século 21, todas as formas de distribuição do conhecimentoserão ainda mais complexas e rápidas do que hoje.

Como a tecnologia irá modificar o espaço físico das escolas? Quais serão as ferramentas à disposição dos estudantes? Como será a relação professor-aluno? São questões sem respostas claras.

Tenho certeza, no entanto, de que a figura-chave será a do educador, o formador do cidadão da era do conhecimento.

Priorizar a educação implica consolidar valores universais de democracia,de liberdade e de tolerância, garantindo oportunidade para todos.Trata-se de uma construção social, de um pacto pelo futuro, em que o conhecimento é e será o fator decisivo.

Existe uma relação direta entre a capacidade de uma sociedade processar informações complexas e sua capacidade de produzir inovação e gerar riqueza, qualificando sua relação com as demais nações.

No presente e no futuro, a geração de riqueza não poderá ser pautada pela visão de curto prazo e pelo consumo desenfreado dos recursos naturais. O uso inteligente da água e das terras agriculturáveis, o respeito ao meio ambiente e o investimento em fontes de energia renováveis devem ser condições intrínsecas do nosso crescimento econômico. O desenvolvimento sustentável será um diferencial na relação do Brasil com o mundo.

Noventa anos atrás, erramos como governantes e falhamos como nação.

Estamos fazendo as escolhas certas: o Brasil combina a redução efetiva das desigualdades sociais com sua inserção como uma potência ambiental, econômica e cultural. Um país capaz de escolher seu rumo e de construir seu futuro com o esforço e o talento de todos os seus cidadãos.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/artigo-de-dilma-escrito-para-folha.html

Presidenta Dilma assegura que governo manterá investimentos no Nordeste

21.02.2011
Do BLOG DA DILMA

Foto oficial do XII Fórum dos Governadores do Nordeste. A partir da esquerda, Teotônio Vilela, governador de Alagoas; Wilson Martins, governador da Paraíba; Cid Gomes, governador do Ceará; Washington Luiz, vice-governador do Maranhão; Marcelo Déda, governador de Sergipe; presidenta Dilma Rousseff; Jaques Wagner, governador da Bahia; Eduardo Paes, governador de Pernambuco; Ricardo Coutinho, governador da Paraíba; Rosalba Ciarlini, governadora do Rio Grande do Norte; e Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

O projeto de erradicação da pobreza, prioridade do governo federal, será efetivamente bem sucedido apenas se o Nordeste brasileiro for visto como estratégico e se as políticas públicas de investimento em infraestrutura, distribuição de renda, geração de emprego e inclusão social forem priorizadas para a região. A afirmação foi dada pela presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21/2), na abertura do XII Fórum dos Governadores do Nordeste, em Aracaju (SE), onde ela anunciou o projeto que define como “O novo Nordeste”.

“Avançar nas transformações, tanto garantido um crescimento acima do Produto Interno Bruto, aqui no Nordeste, quanto na distribuição de renda e no combate às desigualdades, é crucial para fazer o Brasil avançar, tanto no seu desenvolvimento quanto no que, para mim, é o projeto prioritário: a erradicação da miséria (…). Nós só conseguiremos diminuir a desigualdade regional se aqui [no Nordeste] nós sempre fizermos um pouco mais do que é feito no resto do Brasil, e é esse o grande desafio que nós temos”, afirmou.

Segundo a presidenta, tal projeto já começou a acontecer graças a parceria estabelecida com os governadores e prefeitos da região, “independente do partido ou convicção política”, e ganha força com os grandes investimentos para o crescimento regional sustentável, que não sofrerão cortes com a contenção orçamentária da União de R$ 50 bilhões, anunciada no início deste mês. Como exemplo, a presidenta citou o PAC 2; o Minha Casa, Minha Vida; o projeto Copa do Mundo e o Mobilidade Urbana, entre outros, que até 2014 somarão R$ 120,4 bilhões em investimentos na região.

“Os nossos cortes orçamentários dos R$ 50 bilhões preservaram o investimento. Temos perfeita consciência de que para que não haja no Brasil pressões inflacionárias – e nós não deixaremos que aconteça – é importante que a oferta de bens e serviços, sobretudo a taxa de investimento, cresça acima da demanda de bens e serviços. Daí porque nós mantivemos integralmente os investimentos”.

Para Dilma Rousseff, o crescimento contínuo do Nordeste também é indissociável da melhoria da qualidade de vida da população e do poder real de compra dos trabalhadores, assegurado pela proposta de correção do salário mínimo apresentada pelo governo federal, já aprovada pela Câmara dos Deputados e que irá para votação no Senado Federal na próxima quarta-feira (23/2). Segundo ela, tal política de valorização do salário mínimo é importante “porque garante o crescimento do salário mínimo de forma sistemática, sendo este horizonte o PIB de dois anos atrás e a inflação do ano corrente”.

Como um dos eixos estratégicos a presidenta defendeu o aumento do empreendedorismo e dos investimentos privados no Nordeste brasileiro. Nesse sentido, o governo enviará, ainda neste semestre, Projeto de Lei ao Congresso Nacional prorrogando até 2018 os incentivos fiscais do IRPJ aos investimentos produtivos naquela região. “Nosso objetivo é criar um ambiente de previsibilidade para investimentos em implementação ou em fase de negociação e reforçar compromisso de longo prazo com o estímulo ao investimento privado”, disse. A renúncia fiscal por meio deste instrumento corresponde, anualmente, aos recursos totais tomados pelos estados do Nordeste no Programa Emergencial de Financiamento (PEF) do BNDES.

“Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste. Isso porque nós acreditamos que a grande alavanca para o nosso país nos últimos anos, que mudou completamente a forma pela qual o mundo nos enxerga, mas também a forma pela qual nós nos enxergamos, foi de fato perceber que esse país só seria grande, só seria um país desenvolvido, se fosse um país em que homens e mulheres tivessem acesso aos bens de uma economia desenvolvida, de uma economia sofisticada e de uma economia que tinha que aplicar todos os seus esforços em incluir milhões e milhões de brasileiros”, concluiu. Blog do Planalto.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2011/02/presidenta-dilma-assegura-que-governo-mantera-investimentos-no-nordeste.html

PHA: A Folha, o mensalão e o “perdão” a Lula

21.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, via blog CONVERSA AFIADA,publicado em 20.12.2010

PHA: A Folha tem razão – mensalão era para ser o impeachment

A Folha publicou um caderno especial sobre os 8 anos do Lula: “Crescimento, avanços sociais e escândalos”. A primeira página já tinha ressalvas: “Lula entrega país melhor, mas (sic) imposto é record”. Ah, as adversativas do PiG! Quando a notícia contradiz o editorial, o título tem sempre uma adversativa – lembrou a professora Marilena Chauí.

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, via Vermelho

Sobre a comparação do Lula com o FHC, que a Folha não faz (clique aqui para ver a tabelinha). Lula dá de 10 a 0. Mas … a Folha tem razão.

Ela divide o governo Lula em “AM” e “DM” – Antes do Mensalão e Depois do Mensalão. O que tem o valor científico de dividir o governo Lula em “AGH” e “DGH” – antes do gol da Holanda e depois do gol da Holanda. Ou seja, não vale nada. Mas, significa muito.

A Folha se jacta de ter levado Lula à beira do precipício – do impeachment. Com o furo que o Thomas Jefferson resolveu dar a uma colonista da Folha.

O furador procurou o autor do furo.Uma invenção do PiG …Jefferson tornou-se herói do PiG ao denunciar o mensalão. Mensalão que, como diz o Mino Carta, ainda está por provar-se.

Mas, a Folha tem razão: o mensalão foi a senha para o impeachment. “Segunda feira é o batizado”: e saiu o PiG com a faca entre os dentes a pressionar os DEMO-Tucanos para o Golpe. O Golpe poderia ter saído no momento em que o Duda Mendonça, na CPI dos Correios, confessou que recebia dinheiro lá fora.

Perfeito. A Folha lançava o Golpe, Lula caía e os trabalhistas voltavam para o banco de trás. Como se pretendia em 1932, na brigada em que serviu o “seu Frias”. O impeachment da Folha só não deu certo porque o Fernando Henrique o frustrou.

O FHC sempre pensa nele, primeiro. Ele não queria correr o risco de o presidente José de Alencar dar certo. Por isso, FHC impôs a Teoria do Sangramento, subsidiária da Teoria da Dependência. Deixar o Lula sangrar e fazê-lo chegar um morto-vivo à eleição.

Lá, Fernando Henrique – e não Serra ou Alckmin – lá, FHC voltaria ao Poder nos braços do povo – e da Folha. O sangramento não deu certo. Também não deu certo, porque o Lula já ia para rua defender o mandato, com uns amigos que ele deixou no ABC. E o Golpe tornou-se apenas um marco na História da Folha – o Golpe que a Folha quase deu.

Interessante que as 16 páginas do caderno “Os anos Lula, OK, mas …” não dediquem um parágrafo ao pré-sal. Nem à maior operação de subscrição de ações da Historia do Capitalismo, a da Petrobras. Nem à substituição do regime de concessão pelo regime de partilha.

Quando o petróleo começar a jorrar do pré-sal, a Petrobrás será 35% do PIB brasileiro. A Folha, francamente, não entendeu nada dos “anos Lula, mas …”. A Chevron e o Cerra entenderam.
Só que a Dilma, também. A Folha até que é mais ou menos, mas …
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/pha-a-folha-o-mensalao-e-o-perdao-a-lula.html

O brasileiro que descobriu a relação entre escolaridade e emotividade

31 de janeiro de 2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha


Talvez vá merecer a capa da revista Science, especialmente porque a descoberta não foi feita por um cientista, mas por um sociólogo.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor dos livros “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo” e, aparentemente, militante do PIG, publicou sua descoberta no jornal da elite econômica brasileira, o Valor.

Isso mesmo: um sociólogo descobriu a relação entre escolaridade e emotividade! Só no Brasil…

Vou reproduzir apenas o trecho em que o sociólogo anunciou sua “descoberta”:

Dilma: um mês de reais mudanças

Valor Econômico – 28/01/2011

Faltam poucos dias para que o governo Dilma complete seu primeiro mês e já se notam mudanças reais em face do governo que lhe antecedeu e a elegeu. As principais diferenças entre Dilma e Lula poderão ser explicadas por um só fator: Lula teve quatro anos de escolarização formal, Dilma teve 16 anos. Lula não completou o primeiro grau, Dilma fez curso universitário. A consequência disso é simples: Lula se tornou um líder sindical e foi socializado nesse meio. Dilma não. Imaginemos o dia a dia de Lula nas disputas sindicais, com quem ele se relacionava, os métodos de disputa política, o divertimento dos bares e biroscas. Dilma, porque tem diploma universitário, nunca fez parte desse mundo.

Depois de deixar o cargo de presidente, Lula usou o avião oficial da Presidência da República, os filhos obtiveram a renovação de passaportes diplomáticos e Lula e sua família foram descansar nas instalações militares no Guarujá (SP). Trata-se de um comportamento típico de alguém que teve uma formação escolar débil: confunde-se o público com o privado. Isso só não é mais frequente porque existe controle social: mídia, opinião pública, Ministério Público e outras instituições que criticam e impedem que tal prática seja ainda mais disseminada.

O comportamento de Lula em tais episódios em nada difere das centenas de prefeitos também pouco escolarizados que utilizam a máquina da prefeitura como se fosse deles. Veja-se agora o ministro dos Portos do governo Dilma, Leônidas Cristino (PSB), que gastou R$ 5 milhões quando prefeito de Sobral (CE) para construir uma vila olímpica que leva o nome do ministro Ciro Gomes.

Uma grande parte da afetação emocional de Lula, revelada para o público nas inúmeras vezes em que chorou compulsivamente em eventos oficiais, pode ser compreendida em parte por sua baixa formação escolar. Quanto mais escolarizada a pessoa é, menores as chances de que ela tenha uma relação mágica com o mundo. Quem completa o grau superior tende a ter explicações racionais para os acontecimentos. Isso faz que essa pessoa seja mais fria, para o bem e para o mal. Lula chorou sem parar na cerimônia de diplomação nos idos de 2002. Quando Dilma foi diplomada, em dezembro de 2009, não rolou uma lágrima sequer em sua face. Isso merece louvor. Dilma encarou a diplomação com muito mais frieza do que fez Lula. Dilma tem uma visão do trato da coisa pública muito diferente da que tem Lula.

Deixar para trás um presidente sem formação escolar, substituindo-o por alguém que tem grau universitário é uma revolução e isso ficará mais claro no decorrer do governo Dilma. Lula era um fanfarrão, Dilma não é. Lula se considerava o salvador da pátria, como ele mesmo disse, ele se considerava a opinião pública. Tudo indica que esse tipo de pensamento não passe pela cabeça de Dilma. Lula falava o tempo inteiro, utilizava sem cerimônia linguagem de baixo calão. A julgar pela primeira aparição pública de Dilma na tragédia das chuvas do Rio, teremos uma presidente com boa capacidade de comunicação, mas sempre lançando mão de estilo e conteúdo comedidos. Com Dilma e sem Lula, a racionalidade voltou ao Palácio do Planalto.

Há algumas medidas reais que o governo ou vem tomando ou pretende executar que mostram claramente a grande mudança que significa trocar Lula por Dilma. Tem circulado que um dos motes, não o lema, do governo Dilma é “fazer mais com menos”. Essa foi a expressão utilizada por Miriam Belchior na entrevista coletiva que ela, Guido Mantega e Alexandre Tombini deram quando foi anunciada a equipe econômica. Essa expressão continua pairando sobre o governo. Junto com ela está em andamento a negociação para cortes no orçamento. Há quem diga que o governo vai propor R$ 40 bilhões de cortes. Além disso, Dilma tem deixado clara sua disposição de nomear mais técnicos do que políticos para o segundo e o terceiro escalões. Outra medida em consonância com tudo isso é a proposta de redução de impostos sobre a folha de pagamento.

Fazer mais com menos, cortes no orçamento, nomeação de técnicos e redução de impostos constituem um conjunto de medidas e sinalizações de que Dilma pretende iniciar o que pode ser um longo e penoso processo, que, no entanto, dará muitos frutos, de modernização do Estado brasileiro. Nunca antes na história deste país um governante reduziu impostos. O governo vai propor a redução gradativa da contribuição das empresas para o INSS, atualmente de 20%. Uma redução escalonada teria como alvo, depois de uns três anos, uma alíquota de 14%. Se isso realmente for feito, haverá grande aumento na oferta de empregos com carteira assinada, uma demanda antiga de nossa população.

A proposta recém-anunciada de redução de impostos já pôs as centrais sindicais na posição mais do que inusitada de defender uma compensação para que não aumente o rombo da Previdência. Acho que nunca antes na história deste país as centrais sindicais se preocuparam com o rombo da Previdência. Essa proposta também vai pôr o derrotado José Serra, caso ele não seja oportunista, em uma situação inusitada: ele terá que se opor à redução de impostos, pois foi isso que ele defendeu no último debate na TV Globo antes do segundo turno.

O que Dilma começou a sinalizar é que teremos uma grande inflexão em face de Lula: o governo irá para centro, tanto no conteúdo quanto na forma. Dilma será uma presidente de classe média que voltará a agradar à classe média. Lula foi um presidente de classe baixa que agradou ao povão.

Para ler todo o artigo, clique aqui.

PS do Viomundo: Notaram como o articulista se sente feliz ao ver o governo se “afastar” (na visão dele) do povão irracional e chorão!?!
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/o-brasileiro-que-descobriu-a-relacao-entre-escolaridade-e-emotividade.html

Governadores do NE defendem nova CPMF


21.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Julia Duailibi, enviada especial de O Estado de S.Paulo em Sergipe



Governadores do Nordeste reunidos nesta segunda-feira, 21, em encontro em Barra dos Conqueiros, Sergipe, defenderam a volta de um mecanismo para o financiamento da saúde, nos moldes da CPMF, extinta pelo Senado em 2007.


'É fundamental que tenhamos uma fonte de recursos para custeio. É fundamental implementarmos uma nova contribuição', declarou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ao chegar ao Fórum dos Governadores do Nordeste.

O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), seguiu a mesma linha. Segundo ele, '8% ou 10%' da população devem ajudar a prover recursos para atender '85% da sociedade'. 'Sou a favor de uma nova contribuição, sim', completou Wagner.

Tanto Wagner quanto Cid não deram detalhes de como seria esse novo instrumento de financiamento. A CPMF foi extinta em 2007, depois de ser derrubada no Congresso, numa das principais derrotas no Legislativo do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela, disse não ter 'posição definida. 'Mas apoiarei, se a proposta for colocada', disse.

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), disse ser contra a criação de um novo tributo, assim como o anfitrião, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

'Sou contra a criação de uma nova contribuição. Sou a favor da regulamentação da emenda 29?, afirmou Rosalba. 'Aumentar a carga tributária não é o caminho neste momento', disse Campos.

Os governadores defenderão a regulamentação da emenda 29, que fixa porcentuais mínimos de investimento na área da saúde pela União, Estados e municípios.

Participam do encontro os governadores do Nordeste e o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB). A presidente Dilma Rousseff também participa do evento.
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Aeronaves militares abrem fogo em vários locais de Trípoli-- TV

21.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Reuters, reuters.com


LONDRES (Reuters) - Aeronaves militares atacaram uma multidão de manifestantes antigoverno em Trípoli, capital da Líbia, disse a televisão Al Jazeera.

O líbio Soula al-Balaazi, que disse ser ativista da oposição, afirmou à rede por telefone que caças da Força Aérea líbia bombardearam 'alguns locais em Trípoli'. Ele disse que falava de um subúrbio de Trípoli.

Nenhuma verificação independente da notícia estava disponível no momento.

Outro morador da capital também afirmou à TV que diversas áreas da capital estão sendo bombardeadas.

'O que estamos testemunhando hoje é inimaginável. Aviões de guerra e helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente uma área depois da outra. Há muitos, muitos mortos', disse Adel Mohamed Saleh.

Um analista da consultora Control Risks, com sede em Londres, afirmou que o uso de aeronave militar contra o seu próprio povo indica que o fim está próximo para Muammar Gaddafi.

'Esses realmente parecem ser os últimos e desesperados atos. Se você bombardeia a sua própria capital, é muito difícil ver como você pode sobreviver', disse Julien Barnes-Dacey, analista da Control Risks para o Oriente Médio.

'Mas eu acho que Kaddafi vai comprar a briga. Acho que os rumores dele fugindo para a Venezuela vão se provar errados. Na Líbia, mais do que em qualquer outro país na região, há a perspectiva de violência grave e conflito direto.

O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, afirmara mais cedo que Gaddafi poderia estar se dirigindo para a Venezuela, mas uma fonte do governo em Caracas negou a informação.

(Reportagem de Giles Elgood)
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo.aspx?cp-documentid=27750379

A ficha falsa, a enchente e o economista competente

21.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

A presidenta da República vai participar, em São Paulo, da homenagem ao aniversário do jornal que publicou, na primeira página, uma ficha falsa da então candidata a presidenta em véspera de campanha eleitoral.

O jornal não pediu desculpas, disse apenas que não teve como confirmar o conteúdo do que publicou, nem desmentir.

Ou seja, o jornal inventou uma nova forma de fazer jornalismo: não confirmada uma informação, publique assim mesmo.

Mas o jornal não está sozinho. Antes dele, Ali Kamel já tinha inventado o jornalismo “testando hipóteses” e um então futuro assessor de um candidato a presidente já tinha publicado, na maior revista de circulação nacional, “documentos” falsos de contas no Exterior cuja autenticidade não tinha conseguido confirmar.

Brasil!

Enquanto isso, o senador do partido governista diz que pretende convencer as centrais sindicais a votarem no Senado em defesa da menor de todas as propostas de aumento do salário mínimo.

Não basta o Partido dos Trabalhadores votar contra aumento para trabalhadores e festejar a derrota dos trabalhadores no Congresso: o senador de tal partido, confirmadas as declarações dele publicadas na imprensa (Opa! Nisso a gente nunca pode acreditar), o senador quer que as centrais sindicais escolham — dentre várias opções — a pior proposta salarial para os trabalhadores que elas dizem representar.

Brasil!

Em São Paulo, uma pancada de chuvas faz transbordar um rio (o Tamanduatéi) que invade casas e automóveis, um rio que desagua no Tietê, objeto de uma obra bilionária para acabar com as enchentes.

O governador, recém reeleito em primeiro turno, é o que fez as obras que dariam fim nas enchentes; o sucessor dele, candidato à presidência, fez campanha se apoiando nas obras que fez em São Paulo (uma das quais foi deixar o rio que transborda, o Tietê, sem limpeza por três anos, de acordo com denúncia da Conceição Lemes neste site).

Brasil!

O candidato supra-citado, “economista competente”, acusa a presidenta que hoje homenageia o jornal que publicou a ficha falsa de ter cometido “estelionato eleitoral” e prevê uma hecatombe econômica dentro de um ano.

O candidato é o mesmo que previu uma hecatombe econômica no Brasil quando da crise financeira internacional e que, apesar do fracasso retumbante de sua previsão, continuou a ser considerado “economista competente”.

O jornal que acolheu a entrevista do “economista competente” é o mesmo que suprimiu informações comprometedoras sobre o “economista competente” e que previu (ele, jornal) uma hecatombe econômica no país devido à falta de aparelhos eletrodomésticos [em Lula estimula mais consumo e produtos começam a faltar]

Brasil!
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/a-ficha-falsa-a-enchente-e-o-economista-competente.html

Assistentes sociais aprovam paralisação de 24 horas no 1º de março

21.02.2011
Do site SINDSPREV/PE
Postado por Cristiano Silva

30 horas é lei, não é opção!


Em assembléia realizada nesta sexta-feira, dia 18/02, no auditório do Sindsprev-PE, os assistentes sociais do INSS aprovaram, por unanimidade, paralisação de 24 horas para a terça-feira, dia 1º de março, que será realizada em todo o país. Neste dia, a categoria vai realizar um ato público, às 10h, na Superintendência Regional Nordeste do INSS (Avenida Dantas Barreto, 300, Santo Antônio, em frente ao prédio JK). A concentração está marcada para as 8h, com carro de som, camisas padronizadas, faixas, apitos, narizes de palhaço.

A manifestação é um protesto contra o descumprimento da Lei 12. 317/2010, aprovada em agosto do ano passado, e que prevê a jornada de trabalho de 30 horas sem redução salarial para toda a categoria. No último dia 2 de fevereiro, o Ministério do Planejamento publicou no Diário Oficial da União (DOU) Orientação Normativa Nº 01/2011, instituindo a jornada de 30 horas como opcional. O profissional que optar pela redução da jornada reduzida terá seu salário reduzido proporcionalmente, ou seja, 33%.

Essa orientação causou indignação aos trabalhadores e trabalhadoras do serviço social, que sofrem com o processo de adoecimento em face do intenso ritmo de trabalho e pressão a que estão submetidos, além da natureza do tipo de função que realizam. É registrado que a categoria, junto com outros profissionais de saúde, apresenta um dos maiores índices de estresse, fadiga mental, doenças ocupacionais, desgaste físico e psicológico.

É importante ressaltar que no INSS já existem outras categorias contempladas com a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, a exemplo de jornalistas, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Para esse ato de protesto e luta, que acontecerá das 8h às 13h, conclamamos a participação dos companheiros e companheiras servidores do INSS, ativos e aposentados, assistentes sociais do banco de reserva do último concurso do instituto, de outros órgãos públicos de Pernambuco e do Nordeste, estudantes de serviço social e entidades representativas da categoria e a classe trabalhadora.

Confira outras fotos da assembléia


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ÎTAÍBA; TRE decide hoje cassação de Marivaldo Bispo

21.02.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por IZABELYTA GUERRA Especial para a Folha


Está previsto para hoje o pronunciamento do desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti sobre o pedido de liminar que solicita a supensão da cassação dos mandatos do prefeito da cidade de Itaiba, Marivaldo Bispo(PMDB) e do vice, Juliano Martins (PSDB), expedida pelo juiz da comarca local, Evandro de Melo Cabral, no último dia 15. Os gestores tiveram o pedido de cassação deferido, baseado em denúnicas de compra de voto e abuso de poder político e econômico. Caso a liminar seja aceita, o peemedebista e o tucano - irmão do deputado Claudiano Martins Filho (PSDB) - poderão retornar as suas funções ao mesmo tempo em que aguardam a decisão da Justiça de convocar ou não novas eleições para o município.

Enquanto a decisão não vem, a Prefeitura de Itaíba está sem comando tendo em vista que o sucessor natural para o cargo de prefeito, o presidente da Câmara Municipal, Sinval Batista da Silva, não assumiu a função. Segundo informações da base de oposição, Batista “desapareu”. “Ele não tem interesse de assumir porque faz parte do grupo do prefeito e já sabia que toda essa confusão iria acontecer”, avaliou uma fonte, em reserva.

Para o republicano Mário Celso (PR), que foi candidado a prefeito da cidade pela Frente Popular de Itaíba , em 2008, o resultado é aguardado “com naturalidade”. “Fizemos as denúncias e tudo foi provado, comprovado e periciado. Esperamos que a justiça seja feita. Este é o sentimento do povo”, afirmou.

Quanto à possibilidade de haver um novo pleito no município, Mario Celso mostrou-se otimista. “Se isso acontecer, será um fato histórico para a cidade. Ainda não sei se serei novamente candidato. Deixo esta escolha para o povo e para o grupo político. Eu quero é que Itaíba mude”, completou. O presidente da Câmara de Vereadores, Sinval Batista, foi procurado pela reportagem da Folha, mas não atendeu aos telefonemas.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/622134?task=view

POLICIAL FEMININA DEIXADA NUA NA DELEGACIA E PRESA [SEM CENSURA]

21.02.2011
Do Youtube



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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=fQrJA0xKOAY

O blog da Al Jazeera e a revolução na Líbia

21.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha


Para os junkies da informação, aqueles que querem saber de tudo antes que os outros, recomendo o blog da Al Jazeera que acompanha “ao vivo” os acontecimentos na Líbia (em inglês).

Quem não fala inglês pode ver os vídeos mais recentes que aparecem no You Tube com imagens das manifestações.

O blog fica aqui.

É curiosa a hipocrisia generalizada dos governos, inclusive dos Estados Unidos, que buscam “clarificar” a situação antes de emitir opiniões. É óbvio que o regime despótico está desabando, mas como a Líbia tem as maiores reservas de petróleo do continente, investe fortemente em outros países da região e vende petróleo à Europa e Estados Unidos, ficam todos sobre o muro…

[Leia aqui meu comentário sobre o impacto da Al Jazeera na África e no Oriente Médio]
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-blog-da-al-jazeera-e-a-revolucao-na-libia.html

G20 fecha acordo mundial sobre indicadores econômicos

20.02.2011
Do site da Agência Brasil


Ministros e presidentes de Bancos Centrais de países que integram o G20, durante reunião do grupo em Paris (Foto: Benoit Tessier/Reuters)

Brasília - Após tensos debates, sobretudo com a China, os ministros da Economia dos países do G20, reunidos em Paris no sábado (19), conseguiram fechar um acordo sobre os indicadores que irão medir os desequilíbrios macroeconômicos entre os países. As informações são da BBC Brasil.

A China, que até os últimos instantes estava bloqueando as negociações, aceitou, contrariando as expectativas gerais, incluir a taxa de câmbio como um dos elementos que vão ser levados em conta para definir os déficits ou superávits excessivos dos países.

A inclusão da taxa de câmbio entre as resoluções é um elemento que o governo brasileiro brasileiro avalia como “muito positivo”. O ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil “saiu satisfeito com esse acordo” porque ele contemplou muitos aspectos importantes para o país. “Nós chegamos a um acordo para colocar os vários indicadores que interessavam ao Brasil, particularmente. O principal para nós eram as contas externas e taxa de câmbio”, disse Mantega.

“O Brasil está plenamente satisfeito porque [o acordo] aponta alguns desequilíbrios externos que indicam que existe guerra cambial, que existem países com o câmbio mais valorizado do que outro. Portanto, vai na direção que o Brasil gostaria”, disse o ministro.

A posição brasileira no G20 a respeito da valorização do câmbio em alguns países se torna mais clara após o fechamento do acordo. Na última sexta-feira (18), após uma reunião com os ministros da Economia do Bric (Brasil, Rússia, Índia, e agora também a África do Sul), Mantega havia preferido não se estender sobre o tema da guerra cambial entre os Estados Unidos e a China.

O ministro havia apenas dito que “não há um único responsável, mas um conjunto de responsáveis pela situação atual do desalinhamento das moedas”.

A definição de uma lista de indicadores para as disparidades macroeconômicas entre os países era uma das grandes prioridades da França, que preside neste ano o grupo das maiores economias desenvolvidas e emergentes do planeta.

A pressão do Bric conseguiu evitar que as reservas internacionais fossem incluída na lista de indicadores. A China, que tem as maiores reservas cambiais mundiais, e o Brasil se opunham a essa medida. “As reservas internacionais caíram”, disse laconicamente a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, em uma coletiva após a reunião, reconhecendo que “não foi algo fácil” obter o acordo neste sábado, conseguido nos últimos instantes do encontro.

Os grandes emergentes saíram vitoriosos em alguns aspectos, mas também tiveram de ceder em alguns pontos: a balança de contas correntes, que inclui, além da balança de comércio de bens e serviços, também as remessas e transferências de capitais, acabou fazendo parte na lista final de indicadores.

O ministro Mantega havia dito na véspera do anúncio sobre o fechamento do acordo que os países do Bric achavam que a balança comercial é um bom indicador, mas que tinham restrições em relação à inclusão da conta corrente, que inclui aplicações financeiras e “não seria um indicador de desequilíbrio”.

Segundo o comunicado oficial, o acordo obtido pelos ministros do G20 fixa como indicadores para medir as disparidades econômicas entre os países: a dívida e o déficit público; a poupança e a dívida privada; a balança comercial e de fluxos e as transferências de capitais, “levando em conta a taxa de câmbio, as políticas monetárias e fiscal e outras”.

O ministro Mantega disse que na noite de sexta-feira houve uma longa discussão sobre a questão da alta dos preços das commodities, outra proposta da presidência francesa no G20, que pretende lutar contra a volatilidade nos preços das matérias-primas.

A França, nos últimos, dias, havia tido de se explicar ao governo brasileiro, afirmando que sua proposta não previa controle dos preços, mas sim a regulação dos mercados de derivativos financeiros das commodities, que contribuem para a especulação nos preços.

“O Brasil se opunha a algum tipo de controle de preço, de controle de estoque ou coisa parecida, e isso não ocorreu”, disse Mantega.

A ministra Christine Lagarde, no entanto, afirmou “que houve grande convergência entre países desenvolvidos e emergentes” em relação à questão da volatilidade nos preços das matérias-primas e da regulação dos derivativos financeiros das commodities.

Lagarde disse ainda que o G20 “tem de ir mais longe em relação à transparência e identificação dos estoques [de commodities] para melhorar o compartilhamento das informações."
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2011/02/g20-fecha-acordo-mundial-sobre-indicadores-economicos

Diretor do FMI elogia carisma do ex-presidente Lula

21.02.2011
Da BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly, via IG


O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, declarou que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi o político que mais se destacou nos últimos anos. "Tem um carisma impressionante e percorreu um caminho extraordinário para entender as necessidades de seu país", disse Strauss-Kahn em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal francês "Le Parisien".

Segundo o responsável pelo FMI, Lula "estava muito à esquerda no PT e, quando chegou ao poder, se deu conta de que a realidade era mais complicada". "Ajudou de forma formidável seu país sem renunciar a seus valores. Tirou milhões de brasileiros da pobreza. Por isso é tão popular", acrescentou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17433?task=view

Luciana Félix pode processar Priscila Krause por "antecipação de sentença"

21.02.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por André Nery
Postado por Valdecarlos Alves


As duras críticas da líder da oposição na Câmara do Recife, Priscila Krause (DEM), contra a Fundação de Cultura do Recife no caso de montagem de palcos, não foram nem um pouco digeridas pela presidente da autarquia municipal, Luciana Félix, que vê a postura da vereadora como uma antecipação de sentença de algo que ainda não foi julgado.

"Essa afirmação de que é crime ou não só o juiz pode dar. Estou absolutamente tranqüila em saber que não é um crime. Quando você tipifica um assunto penal, ele precisa ter uma sentença transitada e julgada e só quem pode fazer isso é juiz. Não sei se ela (Priscila) é (juíza) não sei da aformação dela", ironizou Félix, que insinuou processar a parlamentar caso a julgue como "uma criminosa". "Isso parte para uma esfera que eu vou ter que tomar minhas atitudes como cidadã", disse Luciana, em entrevista ao Blog da Folha.

A presidente da Fundação de Cultura do Recife ainda rebateu a ironia da vereadora democrata que questionou se as empresas de montagem de palco eram "filantrópicas". Isso porque mesmo ainda não tendo sido divulgado o resultado da licitação, elas trabalham a todo vapor nos pontos da festa. "Essa é uma pergunta para se fazer se as empresas são ou não filantrópicas. Certamente não são. Se concorreram às licitações com as empresas formalizadas, com CNPJ, a filantropia parece mais uma ironia do que juízo de valor pertinente", disparou Luciana Félix, lembrando que esteve no Tribunal de Contas do estado (TCE) para apresentar documentos da licitação.

“Antes de receber qualquer notificação, que até agora não recebi, eu fui por minha conta ao TCE, levar todo o processo de ata de registro de preço, pregão presencial realizado na Fundação na questão da lonas, e pedi (respeitando os procedimentos) uma brevidade no julgamento disso", adiantou a presidente.

Palcos

De acordo com Luciana Félix, os fornecedores que montaram os palcos já tinham ciência que eram os vencedores desde o dia 21 de janeiro. "Acessível no portal de compras da PCR". Segundo a presidente da Fundação, foram apenas homologados somente depois do último certame de todos os palcos. "Nenhum procedimento, administrativo ou jurídico foi descumprido pela PCR".
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17448-luciana-felix-pode-processar-priscila-krause-por-qantecipacao-de-sentencaq

Produtos biodegradáveis que substituem água sanitária


21.02.2011
Do BLOG DO EDUAMBIENTAL,em 14.02.2011


Reproduzo a matéria abaixo, do Blog do Eduambiental, aliás um excelente blog sobre questões ambientais.


Existem hoje nas prateleiras dos supermercados, uma grande variedade de produtos de limpeza.

Vou mencionar aqui a lixívia, água sanitária ou barrela é um composto químico para limpar e desinfetar superfícies, é muito utilizado também como clareador.

No Brasil, é popuplarmente chamado de cândida em São Paulo, e Q-Boa no Centro-Oeste e Nordeste. Produto prejudicial a saúde e causa impacto ambiental na água(rios, lagos etc.)

Mas pode ser substituido por produtos biodegradáveis, são os que incorporam naturalmente no solo, apodrecendo para transformar em matéria orgânica, são os produtos de mais fácil degradação como: vinagre, limão e bicarbonato de sódio, com a vantagem de serem mais baratos e ecologicamente corretos, seus resíduos não são tóxicos.

Algumas dicas para fazer uma limpeza ecologica em casa:

01- Limpeza de azulejos, vidros, espelhos etc, use vinagre branco e água na mesma proporção.

02- Limpeza de pias, bidês e vasos sanitários use bicarbonato de sódio, vai substituir o cloro na remoção de limo, deixe por uma hora, depois retire o limo com uma mistura de suco de limão e sal.

03- Desinfete ambientes, com água quente combinada com sabão.

04- Para purificar o ar, use uma mistura de ervas com suco de limão ou vinagre.

05- Os armários podem ser limpos com vinagre, tira cheiro de mofo, além de matar traças.

O cheiro forte do vinagre não é percebido se você usar uma mistura de bicarbonato de sódio e limão.

06- O vinagre também pode ser usado para limpar carpetes, tapetes e vidros.
A mistura deve ser um litro de água com 20 ml de vinagre.
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Fonte:http://blogdoeduambiental.blogspot.com/2011/01/produtos-biodegradaveis-que-substituem.html

Por que é perigoso viver no Brasil

20/02/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


Os que quiserem viver sem aquela angústia dos que habitam grandes, médias e até pequenas cidades brasileiras – sensação muitas vezes imperceptível de que alguma coisa terrível está prestes a acontecer –, não podem viver no Brasil. O brasileiro vive com medo porque sabe que a violência pode irromper em qualquer parte e nas situações mais improváveis.

No Brasil, é comum ver filho que mata pai, pai que mata filho, irmão que mata irmão; no trânsito, um mata o outro por causa de uma fechada; já soube de crimes de morte por causa de R$ 3; a polícia rouba, mata, tortura e humilha até cidadãos inocentes por mera suspeita ou por não ir mesmo com a cara do sujeito, e pratica torturas medievais nas delegacias para obtenção de confissões ou até para gáudio de autoridades policiais.

Ainda que inconscientemente, todos sabem disso. Até a diminuta elite branca que se tranca em gaiolas douradas, tais como condomínios fechados ou carros blindados, faz isso por medo, por conta daquela sensação de ameaça iminente à qual alude o primeiro parágrafo.

Não passa pela cabeça do brasileiro que é possível viver sem medo. Todavia, uma filha do blogueiro que vive na Austrália resiste a voltar ao Brasil porque, após dois anos vivendo sem medo, não sente ânimo de voltar a viver em um país violento e em uma cidade perigosa, poluída e feia como São Paulo, em que serviços públicos não funcionam e na qual o deslocamento é uma tortura.

Não se entende, portanto, a razão pela qual o topo da pirâmide social prefere viver assim em vez de aceitar que o Estado promova um nível de bem-estar social que permitiria aos mais ricos desfrutarem melhor da riqueza inclusive ostentando-a, como adoram fazer – coisa que podem fazer cada vez menos.

A crença insana em que há tão maior criminalidade no Brasil do que em países como a Austrália por conta da multiplicidade étnica – pré-conceito velado que pode ser ouvido escancaradamente dos Jardins paulistanos ao Leblon carioca em qualquer festinha de bacanas – e porque o Estado não judia mais “dos bandidos” impede que a elite viva sem medo.

Exceções como as de pessoas de classe média que delinqüem por almejarem bens de consumo mais caros são usadas para “provar” que “pobre não é bandido”, violando verdade verificável em qualquer tour que se faça por países com taxas civilizadas de pobreza e desigualdade, nos quais a violência e a criminalidade são vertiginosamente mais baixas.

Além da desigualdade e da pobreza, na base da violência que mantêm sobressaltados os brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sobressai o uso da violência desmedida pelo Estado através da instituição da tortura nas prisões e da violência policial nas ruas, com abusos bizarros aos quais todos assistem diariamente e que alguns até aplaudem.

Recentemente, dois bandidinhos pés-de-chinelo foram presos no Recife e os policiais fizeram com que se beijassem na boca, e perdi a conta de quantos denegerados se divertiram com aquilo apesar de que esse tipo de conduta se repete com inocentes como o motoboy que apanhou de dois gorilas ditos policiais sem ter qualquer culpa no cartório.

A violência policial, a tortura e as condições carcerárias subumanas são, aliás, uma espécie de decisão da sociedade brasileira, à qual foram vendidas teorias das quais o político paulista Paulo Maluf se tornou o principal vendedor nos anos 1970 e 1980, como a de que “bandido bom é bandido morto”, e que até hoje persistem na mentalidade da elite e de boa parte do povo.

Mesmo os setores mais esclarecidos do topo da pirâmide social parecem acreditar na repressão como forma de impor o conformismo com a desigualdade às massas subtraídas em seus direitos de cidadania e nas oportunidades para subir na vida pelo trabalho honesto, pois ainda lhes é negada a oportunidade real de estudar e se formar.

O texto se propõe a explicar por que é perigoso viver no Brasil. O autor considera que é porque a sociedade brasileira quer que seja assim, ainda que não saiba disso.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/por-que-e-perigoso-viver-no-brasil/

Sport terá que dividir título brasileiro de 1987 com o Flamengo, diz CBF

21.02.2011
Da FOLHA DE PERANAMBUCO e da Folha Digital


Anúncio foi feito hoje pelo presidente Ricardo Teixeira

A lendária briga do Flamengo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo reconhecimento do título brasileiro de 1987 teve mais um capitulo nesta segunda-feira (21). O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, anunciou que o Sport vai dividir a taça de campeão de 1987 com o clube carioca. A decisão foi proferida após encontro realizado na sede da confederação, no Rio, e que contou com a presença da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.

Segundo o site Globo Esporte, o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, garantiu que a entidade tomou a decisão respaldada legalmente. O argumento utilizado por Eugênio é baseado no pedido de reconsideração do Flamengo de reconhecer o título de 1987 junto com o Sport. O diretor considerou os argumentos do Flamengo bastante convincentes. Eugênio Lopes afirmou ainda que, judicialmente, não há o que o Sport contestar.

A presidente rubro-negra, Patrícia Amorim, classificou a decisão da CBF como “um dia histórico para o Flamengo”. Com o anúncio, o clube carioca se torna de maneira oficial hexacampeão brasileiro.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/622233-sport-tera-que-dividr-titulo-brasileiro-de-1987-com-o-flamengo-diz-cbf

Donos da mídia já se agitam no Congresso

21.02.2011
Do Blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges

Os donos da mídia no Brasil já dão sinais de preocupação diante da possibilidade da presidenta Dilma Rousseff encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de novo marco regulatório das comunicações. Na semana passada, em debate realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que a proposta de regulação da mídia “não foi enterrada” pelo Palácio do Planalto, conforme andaram alardeando certos veículos.

Ele relatou que o ex-ministro Franklin Martins deixou um projeto “ainda não acabado” de regulamentação do setor, com base nas resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), de dezembro de 2009, e nas contribuições do Seminário Internacional sobre Convergências de Mídia, de novembro passado. O esboço já foi encaminhado para estudo de outros órgãos, como a Secom e o Ministério da Cultura, e deverá em breve ser analisado pela presidenta Dilma Rousseff – prometeu o ministro.

A influente “bancada do PIG”

Avessos a qualquer debate democrático sobre regulamentação do setor, os donos da mídia já teriam iniciado suas articulações de bastidores no Congresso Nacional. Segundo matéria publicada na semana passada pela Agência de Notícias da Câmara Federal, “o novo marco regulatório das comunicações já desperta movimentação” em Brasília. A meta inicial da “bancada da radiodifusão” é a de ocupar os postos chaves que discutirão o tema, em especial na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a bancada do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem mais de 100 deputados e senadores, entre donos diretos de emissoras de televisão e rádio ou agentes indiretos, como familiares e “laranjas”. Mas ela não se reduz a este contingente. Muitos congressistas mantêm estreitas relações com os barões da mídia; e vários outros temem que suas biografias sejam maculadas por reportagens e manchetes denuncistas.

Privilégios e entraves às mudanças

Com essa conformação viciada, a batalha por um novo marco regulatório não encontrará terreno fértil no Congresso Nacional. Até as restrições já previstas em lei – como a que proíbe que membros do Executivo e do Legislativo sejam donos de concessões públicas de rádio e televisão – tendem a ser descartadas. Os parlamentares da “bancada do PIG” querem manter o privilégio de legislar em causa própria no que se refere à concessão e renovação de outorgas da radiodifusão.

É o caso do deputado Arolde de Oliveira (DEM/RJ), dono de uma emissora de rádio, que já anunciou que pretende se reconduzido à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em recente entrevista, ele disse que se considera “isento” para discutir as regras do setor, defendeu o “direito” de o parlamentar usufruir de concessões públicas de radiodifusão e manifestou ser contra qualquer regulação mais ampla da mídia, defendendo apenas ajustes decorrentes das inovações tecnológicas.

Outro que pretende integrar a cobiçada comissão é o agora deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O grão-tucano sempre teve uma relação privilegiada com os donos da mídia, que evitaram espinafrá-lo no episódio do “mensalão mineiro” – bem diferente do bombardeio deflagrado contra parlamentares petistas. O parlamentar já foi dono de uma rádio em Minas Gerais, mas garante que se desfez da sociedade. Entre outras medidas de interesse dos impérios midiático, Azeredo é autor do projeto de restringe o uso da internet, que já foi batizado de AI-5 Digital numa lembrança ao ato autoritário da ditadura militar.

A urgência da pressão social

Apesar destes entraves, o líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Paulo Teixeira, garante que a casa não se omitirá no debate sobre o novo marco regulatório. Diplomático, ele afirma que “há uma chiadeira dos proprietários dos conglomerados de comunicação, mas a matéria não pode ser mais adiada... A bancada de radiodifusão é cerca de 1/5 do Congresso, mas resta 4/5, e não quer dizer que este 1/5 seja todo contrário a mudanças, se elas forem boas para o país".

Mas é bom não contar com tanto “patriotismo”. Paulo Teixeira sabe que a pressão social será fundamental para garantir o envio do projeto de regulação da mídia e, na sequência, para permitir avanços no Legislativo. Nem um nem outro estão garantidos. Daí a importância da atividade realizada em Fortaleza na última sexta-feira, dia 18. Cerca de mil pessoas se mobilizaram para o debate sobre “mídia, regulação e democracia”. Essa voz das ruas é que precisa se manifestar em todo o país e de imediato!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/donos-da-midia-ja-se-agitam-no.html