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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Aulas para uma boa convivência

20.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Caderno Vida URBANA


Moradores dos habitacionais erguidos pela PCR passarão por oficinas para respeitar o direito do outro

Prefeitura quer evitar problemas nos 12 conjuntos residenciais entregues à população. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

A embaladora Sandra Maria Izídio da Silva, 42 anos, mora com a filha, o genro e o neto de apenas 1 ano de idade. Depois de um dia cansativo de trabalho, ela chega em casa precisando descansar, mas não pode. A poucos metros de seu apartamento, o vizinho evangélico está realizando um culto. Do outro lado, outros vizinhos estão jogando bingo, crianças correm e gritam nos corredores.

Além da poluição sonora, muito lixo está espalhado na escada e na calçada em frente ao prédio. A cena não é só comum para ela e as centenas de famílias que moram no Conjunto Habitacional da Torre, mas o caos se repete nos 12 habitacionais da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR). A falta de respeito às leis de convivência é a causa de conflitos sérios entre os moradores. Situações que poderiam ser evitadas se cada um cumprisse com seus deveres de cidadão.

O projeto Ações para uma convivência segura e feliz, da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife (SDHSC) pretende, se não acabar com os problemas entre vizinhos nos habitacionais, ao menos minimizá-los. Com o apoio da Programa URB-AL III - Políticas Locais de Prevenção da Violência, que é financiado pela União Europeia e promovido pelo governo de Pernambuco, os moradores terão oficinas de Direitos Humanos e Cidadania, Cultura de Paz, Controle Urbano, Educação Ambiental e Produção de vídeos para os jovens. A ideia é que moradores participem voluntariamente das oficinas e se tornem multiplicadores dentro dos seus conjuntos habitacionais. A ação começa em abril.

A proposta do projeto surgiu das constantes reclamações dos próprios moradores dos conjuntos e dos técnicos das secretarias de Habitação, Saúde, Educação e Assistência Social da prefeitura, que trabalham diretamente com os moradores. O primeiro passo será fazer um diagnóstico nos conjuntos para identificar qual deles apresenta mais ocorrências de conflito. De acordo com a diretora de Segurança Cidadã do Recife, Cacilda Medeiros, cada uma das oficinas vai durar no máximo duas semanas e poderá ser frequentada por qualquer pessoa acima de 16 anos. ´Vamos levar aos moradores conhecimentos básicos de cidadania, para que possam repassar para seus familiares e depois vizinhos`, disse.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/02/20/urbana11_0.asp

Um Recife que não consegue andar

20.12.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tânia Passos
Caderno VIDA URBANA

Plano de Mobilidade lançado pela PCR não avança em questões das últimas quatro décadas

O conceito de mobilidade parece novo, mas já se passaram quase quatro décadas das primeiras tentativas de se melhorar a circulação na Região Metropolitana do Recife. O nó parece não desatar e não é por falta de plano que continuamos na imobilidade. Com o lançamento, este mês, do plano municipal, já são quatro estudos que traçaram diretrizes para um sistema viário e de circulação, mas pouco ou quase nada avançou. E o que é pior: as projeções do município são para os próximos 20 ou 30 anos. O que os planos têm em comum é a repetição de metas não cumpridas e mais do que nunca necessárias. Não apenas pela Copa de 2014, que já está batendo à porta, mas pela situação de colapso das vias. O Diario resolveu entender os percalços de uma dinâmica urbana, que muda sem acompanhar as etapas do desenvolvimento de uma infraestrutura anteriormente planejada. O que foi feito e o que deixou de ser executado nos planos propostos desde a década de 1970. Ouviu especialistas, mas sobretudo a população, que está na ponta de um sistema de imobilidade.


No Centro da cidade, as calçadas são mais um problema.
A primeira tentativa para melhorar a mobilidade na RMR surgiu na década de 1970 com uma pesquisa de origem/destino feita pela Sudene. Depois disso, vieram os planos diretores de transporte para a RMR elaborados pela Geipot/ Fidem em 1982 e em 2009 pela CBTU. No diagnóstico do PDTU de 2009, as simulações indicam que a não realização de intervenções projetadas até 2012 e 2020, podem provocar, no primeiro caso, um aumento de 200% no número de congestionamentos nas vias já saturadas. E as notícias não são boas.

Somente parte do que previa o documento da CBTU foi executada. A expansão da linha Sul do metrô, por exemplo, foi feita, mas os terminais integrados ainda não foram construídos. Os corredores exclusivos de transporte de massa, previstos nos projetos do Norte/Sul, Leste/Oeste e Avenida Norte, não foram ainda licitados e tampouco definido o tipo de modal: BRT (transporte por ônibus rápido) ou monotrilho (espécie de metrô sobre um trilho).


Ponte no Parque de Santana: lugar para uma perimetral.
Segundo asecretária executiva das Cidades, Ana Suassuna, a definição dos modais ocorrerá até o fim do mês. ´Não há uma concorrência entre os dois modais, talvez eles possam se complementar. Houve um aumento da demanda nos coletivos, que já estão saturados, e nós queremos que os corredores tenham sucesso`, afirmou Suassuna. Ainda de acordo com ela, se o monotrilho for incluído haverá adaptações nos projetos dos corredores.

No caso das perimetrais ainda não há definições por parte do município. No plano de mobilidade da Prefeitura do Recife, o único projeto citado é o do Capibaribe Melhor, que indica a construção de uma ponte ligando o bairro da Iputinga, na Zona Oeste ao bairro de Monteiro, na Zona Norte, mas não é a ponte prevista para a terceira perimetral. ´A terceira perimetral é uma via estruturadora já prevista no PDTU de 1982 e reiterada no de 2009. Ela inicia no binário da Ernesto de Paula Santos, em Boa Viagem, segue pela Avenida Recife e se incorpora à San Martin até a Caxangá. Com a ponte ela pode chegar até a Avenida Norte, mas infelizmente o município está priorizando uma ponte secundária do ponto de vista viário`, afirmou o engenheiro Germano Travassos, especialista em trânsito.

Já a segunda perimetral, que inicia no bairro de Afogados e vai até o bairro de Aguazinha, termina na PE-15, na altura do terminal. No PDTU está prevista a construção de um viaduto sobre o terminal, que fará a ligação do tráfego até a PE-22. Já o trecho do contorno Recife da BR-101, a chamada 4ª perimetral, tem indicação de um corredor exclusivo de tráfego desde a década de 1970 e até hoje não foi implantado.
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Hegemonia do Diario em prêmio sobre transporte

20.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Caderno VIDA URBANA


Cobertura do jornal sobre mobilidade urbana sai reconhecida com vitória inédita em cinco categorias

Silvano Prysthon, Raquel, Cassio, Adriana Nolasco, Elian,Tânia, Fred Figueiroa e Ed Wanderley: profissionais dos Diários Associados venceram todas as categorias de reportagem. Foto: Paulo Paiva/Esp. DP/D.A Press

As melhores reportagens sobre trânsito e transporte urbanos em Pernambuco são do Diario de Pernambuco e da TV Clube, segundo o resultado da 7ª edição do Prêmio Urbana de Jornalismo, dedicado ao setor. Foram cinco vitórias, ganhando todas as categorias de reportagem (profissional). O Diario venceu a principal categoria, o chamado Grande Prêmio, e três outras: as de série e caderno especial em jornalismo impresso e a de jornalismo online. Já a TV Clube ganhou em telejornalismo. A conquista é um reconhecimento à qualidade de cobertura que os Diários Associados fazem de um dos desafios mais importantes da atualidade: o da mobilidade urbana.

Cássio Zirpoli, Elian Balbino, Tânia Passos e Ed Wanderley: vitória em dose dupla.

O resultado mostra também o sucesso do projeto de convergência entre jornalismo impresso e online, implantado no Diario a partir de 4 de agosto de 2009. Duas reportagens do jornal, uma na versão impressa (´Sinal fechado`, de Cassio Zirpoli, Jaílson da Paz e Tânia Passos) e outra na versão online (´Passageiros da Web 2.0`, de Ed Wanderley e Ellian Balbino), dividiram o Grande Prêmio - que é aquela categoria em que os jurados escolhem o melhor trabalho entre todos os inscritos. ´Sinal fechado` faz uma radiografia completa do trânsito no Recife, e foi publicada como série de 6 a 10 de junho do ano passado; ´Passageiros da Web 2.0`, veiculada em 3 de dezembro de 2010, trata da participação do internauta na melhoria e fiscalização do transporte coletivo.

Outra reportagem vencedora foi o caderno especial ´O caminho sem volta`, de Fred Figueiroa e Juliana Colares, que ganhou a categoria de ´Matéria especial` em jornalismo impresso. Aqui também se destaca mais uma característica pioneira do Diario: a do investimento sistemático em cadernos especiais. ´Caminho sem volta` ganhou antes o Prêmio Esso (categoria Norte-Nordeste) e o Grande Prêmio nacional da CNT (Confederação Nacional de Transporte). A reportagem aborda os acidentes causados e sofridos por usuários de motos no Nordeste - problema que já se transformou em caso de saúde pública.

No Prêmio Urbana, jornalismo impresso tem outra categoria, a de ´série`, vencida por ´Sinal fechado`. No online, quem levou foi ´Passageiros da Web 2.0`. As duas acumularam a vitória com o Grande Prêmio. Em telejornalismo a conquista ficou com a reportagem ´Terminal de transtornos`, de Raquel Andrade, Silvano Prysthon e Adriana Nolasco, da TV Clube.

O Prêmio Urbana de Jornalismo é promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco, com o apoio do Sindicato de Jornalistas do Estado. Concorrem matérias sobre trânsito e transporte. Uma comissão de cinco jornalistas escolhe os melhores trabalhos. O anúncio dos vencedores aconteceu terça-feira, no restaurante Spettus Gold, em Boa Viagem. Nos sete anos de existência do Prêmio, esta foi a primeira vez que o Diario venceu todas as categorias de reportagem.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/02/20/urbana10_0.asp

Horário de verão chega ao fim em dez Estados; atrase seu relógio

19/02/2011
Do UOL Notícias, em São Paulo

Veja que Estados deixam o horário de verão

Terminou à meia-noite de sábado (19) o horário de verão em dez Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, além do Distrito Federal --nesses locais, os moradores devem atrasar os relógios em uma hora. O horário de verão ficou em vigor do último dia 17 de outubro até 19 de fevereiro.

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (18) pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), a economia de energia no período foi de 4,4% da demanda máxima (entre 18 e 20h), abaixo da média de 5% prevista pelo governo, e em percentual equivalente a R$ 30 milhões.

Conforme o ONS, a economia gerada pode representar ganhos para o consumidor ao longo do ano, com redução nas tarifas de energia elétrica. A queda foi de 0,5% nos subsistemas Sul/Sudeste/Centro-Oeste, o que equivale a cerca de 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro, com 6.323.037 habitantes, e 10% do consumo mensal de Curitiba, com 1.746.896 habitantes.

Pelo balanço divulgado na sexta, a redução foi da ordem de 2.376 megawatts --1.821 megawatts no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 555 megawatts no subsistema Sul.

Em nota, o diretor geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que a redução da demanda no horário de ponta tem duas consequências principais: “O aumento da segurança e a diminuição dos custos de operação do Sistema Interligado Nacional”.

De acordo com Chipp, o aumento da segurança operacional é resultado de fatores como a diminuição dos carregamentos na rede de transmissão e a redução de cortes de carga em situações de emergência nesses horários.

Horário de pico

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o horário de verão tem como objetivo principal o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora. Com isso, é reduzida a concentração de consumo no horário entre 18h e 20h, e a diminuição na coincidência de consumo entre as várias utilizações prolonga esse período de maior consumo até as 22h, reduzindo o seu valor máximo, chamado de demanda.

A redução da demanda máxima impacta também na redução da necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia elétrica. Pelos cálculos do ministério, essa redução tem evitado investimentos de R$ 2 bilhões anuais na construção de novas fontes geradoras de energia.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/02/19/horario-de-verao-chega-ao-fim-em-dez-estados-atrase-seu-relogio.jhtm

Lula, Dilma e a velha mídia

15/02/2011
Do BLOG DO EMIR
Por Emir Sader

O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.

Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.

Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.

No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.

A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.

O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.

Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=664

Dilma e a trégua da imprensa

18.02.2011
Do blog OS AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA

“Dilma está ainda naquele banho-maria dos primeiros cento e vinte dias de governo nos quais a mídia concede uma espécie de trégua ao recém-eleito, porque (olha só o clichê) se bem me recordo, a mídia teve o mesmo procedimento, guardadas as proporções, quando da eleição de Marta Suplicy do PT como prefeita de São Paulo: “namorou” e encheu sua bola no começo, depois caiu de pau”

Como diz o insuspeito Delfim Netto, "não importa qual seja nossa orientação ideológica ou nossa pretensão científica sobre a melhor receita para a boa governança econômica, é impossível deixar de reconhecer que quase 90% de aprovação popular - num regime de plena liberdade de expressão, mídia alerta e inquisidora - tem pouca probabilidade de ser um acidente...".

Senão vejamos (segundo editorial da Carta Maior): o financiamento imobiliário bate recorde em 2010; vendas no varejo têm a maior alta em nove anos; geração de emprego também bate recorde em 2010: 2,5 milhões de vagas formais; a população ocupada atinge 22 milhões de pessoas em 2010, maior patamar desde 2002; total de desempregados - 1,6 milhão de pessoas - é o menor da série. Produção industrial cresce 10,5% em 2010: a maior expansão desde 1986.

Em reporte à coluna do nosso editor Sylvio Costa, alertando que pode dar cadeia ao jornalista brasileiro criticar político (a exemplo do blogueiro de Mossoró-RN), e só por desaforo, vou citar o sociólogo, jornalista e professor Emir Sader – alvo de um ruidoso e injusto processo por calúnia promovido pelo demo-mor Jorge Bornhausen em razão de Emir ter se referido a ele de “maneira injuriosa” em seu blog – a respeito duma “desconstrução lulista” ora praticada pela mídia.

Para Sader, o esporte preferido da mídia hegemônica é fazer comparações entre Dilma e Lula. Sem coragem de admitir que já não expressa a opinião pública e faz tempo– que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4% de rejeição no final de um mandato, apesar de toda a velha mídia contra – esta procura se reposicionar (só para não ser tão contrária ao governo) e a melhor estratégia encontrada foi dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo Lula, que Dilma deixaria de lado.

Diz Emir: “Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas política e econômica distintas. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra. Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como se partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estilo é o homem” (ou a mulher): como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo. ”

“Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.”, conclui Emir.

No meu entender, Dilma está ainda naquele banho-maria dos primeiros cento e vinte dias de governo nos quais a mídia concede uma espécie de trégua ao recém-eleito, porque (olha só o clichê) se bem me recordo, a mídia teve o mesmo procedimento, guardadas as proporções, quando da eleição de Marta Suplicy do PT como prefeita de São Paulo: “namorou” e encheu sua bola no começo, depois caiu de pau.

É bem verdade que Dilma não é Marta, cujo índice de rejeição é alto, notadamente em razão duma personalidade demasiado agressiva e por fatos de sua vida particular (a separação do senador Eduardo Suplicy e união com Luís Favre, do qual já está separada), isto é, por razões meramente pessoais, malgrado sua gestão como prefeita de Sampa ter sido excelente.

Dilma, por outro lado, parece não ter lances emocionantes em sua vida particular, além de apresentar uma personalidade, embora forte e incisiva, mais tranqüila que sua inquieta colega de partido. O fato é que é tempo de espera, sem contar que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval. Parafraseando Sylvio, “e isto é ainda mais Brasil!”.Márcia Denser - Congresso em foco
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/dilma-e-tregua-da-imprensa.html

Caixa dá desconto de até 82% em imóveis

16.02.2011
Do blog AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA

Aproximadamente 74 mil mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com contratos administrados pela Emgea, Empresa Gestora de Ativos, poderão quitar a dívida com 82% de desconto. Para isso bastará que os interessados firmem um acordo na Justiça, desistindo de processos que se arrastam por quase duas décadas. Outra alternativa, segundo o presidente da Emgea, Josemir Mangueira Assis, é o mutuário procurar a companhia, por meio das agências da Caixa Econômica Federal e fazer a negociação. “Nós daremos baixa nos processos”, disse. No Distrito Federal, 1.636 contratos encontram-se nessa situação.

A Justiça Federal garante que esse é o seu maior esqueleto — são 200 mil processos referentes ao tema. Diante disso, Assis afirmou que a função da Emgea é desatar o nó dos contratos antigos do SFH, a maioria deles com sérios desequilíbrios financeiros. A dívida contratual, com o acréscimo de juros não pagos e da correção monetária ao saldo devedor, chega a R$ 14 bilhões. A Emgea aceita a quitação do débito por R$ 2,5 bilhões. “É o mínimo que precisamos para devolver o dinheiro aos trabalhadores”, ressaltou o presidente da Engea, lembrando que os recursos pertencem ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O juiz auxiliar da Corregedoria Nacional da Justiça, Erivaldo Ribeiro, destacou que o Conselho Nacional da Justiça (CNJ) tem todo o interesse em promover audiências de conciliação e julgamento para pôr fim ao esqueleto. “Vamos planejar as audiências de conciliação e fazer um amplo mutirão de julgamento”, contou. Segundo ele, é essencial uma solução rápida para a questão. “É socialmente importante que os recursos retornem aos fundos que deram origem aos créditos para que possam financiar novas moradias aos trabalhadores”, observou. Pelas contas da Emgea, os R$ 2,5 bilhões são suficientes para a contratação de 26 mil novos financiamentos habitacionais.

Para ver a melhor forma de encaminhar os acordos, corregedores da Justiça e coordenadores de conciliação dos tribunais regionais federais se reúnem hoje em Brasília. Do encontro, coordenado pela ministra Eliana Calmon, deverá sair uma meta de negociação. Dentro de um prazo de 30 dias, o CNJ espera contar com um cronograma de julgamentos. São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maior parte dos processos, com pouco mais de 13 mil cada um. Os contratos ficaram sem a cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), que, no fim dos financiamentos, cobria a diferença entre o que foi pago e o que saldo devedor. O fundo deixou de vigorar a partir de 1988.

Recursos recordes

Outra boa notícia foi dada pela Associação Brasileira de Poupança e Empréstimo (Abecip). A entidade prevê que, neste ano, R$ 85 bilhões serão destinados pelos bancos para o financiamento habitacional à classe média. Com esse dinheiro poderão ser negociadas 540 mil unidades. No ano passado, segundo balanço divulgado ontem pela associação, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo destinou R$ 56 bilhões para o crédito habitacional, o suficiente para a aquisição de 421 mil imóveis residenciais.

Contando com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), voltado para as famílias com renda mensal de até R$ 4,5 mil, o volume de recursos destinados ao crédito habitacional em 2010 chegou a R$ 83,1 bilhões, 67% a mais do que o volume aplicado em 2009. No mesmo período, a quantidade de moradias financiadas saltou de 670 mil para 1,052 milhão de unidades.

O valor médio dos financiamentos com recursos da poupança, oriundos dos bancos integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), ficou em R$ 133 mil no ano passado, contra R$ 112 mil em 2009. Como se trata de um financiamento de longo prazo, que vai comprometer a renda familiar por muito tempo, os mutuários buscam dar a maior entrada possível, com recursos próprios da poupança ou do Fundo de Garantia. No SFH, o financiamento máximo pode chegar a R$ 450 mil, com o valor do imóvel de, no máximo, R$ 500 mil. Já com recursos do FGTS, o valor máximo a ser financiado é de R$ 130 mil.

Na aquisição, os dados da Abecip demonstram que a preferência dos mutuários foi por imóveis usados: mais de 72% do total. Com estabilidade econômica, emprego e renda, a inadimplência vem se mantendo baixa para os contratos novos, que são aqueles com alienação fiduciária: 1,1%.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/caixa-da-desconto-de-ate-82-em-imoveis.html

Os intelectuais e o dever da cidadania

17/02/2011
Do site da AGÊNCIA CARTA MAIOR
Por Mabel Machado, da revista de Cultura Cubana La Jiribila

As transformações políticas e mesmo ideológicas ocorridas na última década na America Latina colocam novos desafios aos intelectuais, aos escritores em particular, dessa região. É o que pensa e afirma o escritor equatoriano Raúl Vallejo nesta entrevista realizada pela jornalista cubana Mabel Machado para a Revista Cubana de Cultura La Jiribilla. "Os intelectuais e os escritores, em particular, têm a responsabilidade de assumir seus deveres de cidadania. Assumir deveres que têm a ver com a ampliação das liberdades democráticas, com a construção de sociedades mais justas, mais solidárias", diz Vallejo.

“O destino da palavra literária é sempre o da irreverência”. Assim se apresenta em seu portal da web o escritor e intelectual equatoriano Raúl Vallejo, que esteve em Cuba para participar da última Feira Internacional do Livro.

Em seu país este escritor tem ocupado diferentes cargos públicos, tendo sido Diretor da Campanha de Alfabetização e três vezes Ministro da Educação. E a partir desses cargos empreendeu projetos inovadores de grande repercussão social, como a vitória de sua proposta para transformar temas educativos em política de estado, respaldada em referendo popular por mais de 80% dos equatorianos.

Desde fevereiro de 2011, Vallejo assumiu o posto de embaixador de seu país na Colômbia, porém os cargos diplomáticos não o separam de uma carreira literária que se iniciou como contista na década de 70 com o livro “Cuento Cuento” (1976), e que em 1992 recebe o Prêmio 70 Anos do Diário ‘El Universo’ pelo livro de relatos “Fiesta de Solitários”. Recebe em 1999 os prêmios Joaquim Gallegos Lara e o Nacional do Livro pela obra “Acoso Textual”. No ano 2000 é galardoado com o prêmio Aurélio Espinosa Pólit pela obra “Huellas de amor eterno”, tendo incursionado também pela poesia com textos como “Cánticos para Oriana” e “Crónica del mestizo”

Em uma de suas apresentações diante do público leitor e de profissionais do livro na Feira de Havana, Raúl Vallejo, cuja obra está publicada em Cuba, discorreu sobre a literatura latino americana do século XIX e a projeção dos intelectuais da época sobre os temas de pátria e amor.

Segundo suas investigações no campo da narrativa, os autores do continente, tomados pelo espírito romântico, mostram-se interessados em construir em sentido de pátria que, durante os processos de independência de seus países colocam em destaque a exaltação às ideias de progresso e ordem em oposição a barbárie, porém com reflexos de admiração pelos costumes populares.

Vallejo destacou como os romancistas, em geral, assumiram o ideário de “poetas civis”, o que ajudou a construir os estados e a literatura nacional, razão pela qual quase todos – “seres apaixonados que moldaram o espírito de cada nação” – são considerados patriotas.

Desde o Equador, Vallejo é integrante de uma vanguarda intelectual que hoje é protagonista de um dos processos políticos e culturais mais importantes do mundo: a reconfiguração das fronteiras ideológicas latino americanas. La Jiribilla procurou-o para conhecer seus pontos de vista sobre o novo processo emancipatório que se dá com a ascensão de governos populares no continente.

Em sua conferência percorreu um caminho procurando mostrar o conceito de patriotismo na literatura latino americana do século XIX. Quanto se perdeu dessa noção de patriotismo do século XIX até os dias de hoje na literatura latino americana?

Raul Vallejo: O que acontece é que o patriotismo do século XIX está relacionado com a definição de um escritor civil, isto é, um escritor que participa ativamente do processo de construção da nação. Para esse escritor ou escritora, a pátria é um conceito que se precisa construir.

Durante o século XX, com os estados nacionais constituídos e com os poderes de dominação de fato já institucionalizados, o conceito de pátria se transforma em conceito de uma segunda independência, até o momento em que os ideais libertadores possam ser expressos como ideais que requerem uma realização plena e não apenas uma realização formal.

Contudo, como já se deu o processo de profissionalização dos escritores, a literatura se torna ainda receosa de receber em seus textos a idéia de patriotismo. Existe, assim, uma diferenciação entre a atitude do escritor e sua obra literária. Um exemplo clássico desse fenômeno é Cortazar. Em termos estritos, ele é um patriota, um lutador pelas liberdades. Porém sua obra, excetuando-se um ou dois textos como “Fantomas contra las transnacionais”, não introduz tais elementos de patriotismo na ficção.

O senhor fez alusão à responsabilidade dos intelectuais, segundo Gramsci, e também sobre a aplicação dessa responsabilidade na literatura do século XIX. Qual deve ser o conceito de responsabilidade intelectual no mundo contemporâneo e nos novos processos emancipatórios da América Latina?

Raúl Vallejo: Os intelectuais e os escritores, em particular, têm a responsabilidade de assumir seus deveres de cidadania. O que quero dizer com isso? Assumir deveres que têm a ver com a ampliação das liberdades democráticas, com a construção de sociedades mais justas, mais solidárias. Em outras palavras: ao assumir esses deveres, os intelectuais de hoje se assumem como parte dos processos emancipatórios e não como seus líderes, nem tampouco como messias desses processos. Essa função messiânica já não é mais propriedade dos intelectuais. Agora a função de liderança desses processos de libertação está dada aos movimentos populares.

Até que ponto as celebrações pelo bicentenário das independências em países da América Latina (1) podem contribuir para aprofundar a consciência sobre a necessidade de unidade e de repensar Nossa América como uma pátria grande?

Raúl Vallejo: As comemorações do bicentenário têm sido regidas pela idéia da necessidade de uma visão crítica sobre o que significou a independência. Apresentam como introdução ao tema duas perguntas: Os ideais de independência realmente se realizaram nesses duzentos anos? O que faltou ou o que ainda falta para que esses ideais tornem nossas pátrias realmente livres e não submetidas a processos neocoloniais. Por aí devem seguir encaminhando-se os debates.

(*) Raúl Vallejo é escritor e atual embaixador do Equador na Colômbia.

(1) Nas duas primeiras décadas do século XXI se comemoram os duzentos anos de independência do colonialismo espanhol de vários países latino americanos.

Tradução do espanhol de Izaías Almada.

Fotos: La Jiribilla
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17448

Dilma inicia viagens internas em encontro de governadores do NE

19.02.2011
Do blog AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA

Antes mesmo de se concretizar, o fim do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já gerava apreensão no meio político do Nordeste. O crescimento econômico da região, acima da média nacional desde 2003, foi diretamente atribuído à influência do ex-presidente em levar grandes projetos de investimento para o Nordeste, o que lhe conferiu taxa de aprovação local superior a 90%. Beneficiada nas urnas por essa popularidade, a presidente Dilma Rousseff se reunirá na segunda-feira, em Aracaju, com governadores ansiosos em garantir a manutenção da política do pernambucano Lula para a região.

Em sua 12ª edição, o Fórum dos Governadores do Nordeste será a primeira viagem de trabalho de Dilma em território nacional desde que assumiu. Até agora, ela só saiu de Brasília para acompanhar os estragos causados pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro e para visitar em, Buenos Aires, a presidente argentina, Cristina Kirchner.

"O foco desse encontro será permitir à presidenta explicitar pra nós, governantes da região, qual é a política do seu governo para o Nordeste", resumiu o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), anfitrião do fórum. Segundo ele, os governadores querem saber, por exemplo, a posição de Dilma sobre a manutenção "de uma certa prioridade" do Nordeste nos investimentos federais em infraestrutura.

Nesse sentido, os participantes também vão querer saber mais sobre o corte de R$ 50 bilhões do orçamento federal, considerado elevado. "O que nos angustia e é motivador de enorme ansiedade é que nós tomamos conhecimento do volume do corte. É um corte que evoluiu muito", afirmou Déda. Há um grande receio, segundo ele, de que sejam paralisadas obras que estão fora do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

"O fato é que até agora não temos condições de saber onde esses recursos [cortes] serão buscados, que programas serão atingidos. Não temos ideia do impacto desse corte na região Nordeste", relatou Déda. Na mesma linha, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), considera preocupante o contingenciamento, especialmente para os Estados mais dependentes de recursos federais. "Compreendo as razões do governo, mas nas condições atuais, precisamos de um apoio federal", afirmou.

Apesar do culto a Lula, os governadores irão manifestar o desejo de que seja pensada uma alternativa para o veto dado pelo ex-presidente ao modelo de distribuição dos royalties do pré-sal que reduzia as receitas dos Estados produtores. Está em gestação uma proposta pela qual seria reduzida de forma gradativa a participação dos produtores, em benefício dos demais Estados.

Também será defendida a regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais mínimos para investimento na saúde. O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, participará do encontro, onde irá explicitar a necessidade de aporte de mais recursos na instituição, que alega dificuldades em atender toda a demanda da região. Os governadores também tratarão de mobilidade urbana, irrigação, dívidas estaduais, energia eólica e nuclear, aeroportos, transposição do Rio São Francisco, ICMS sobre vendas eletrônicas e Copa do Mundo, entre outros.

Além dos representantes do Nordeste, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), estará presente. Como o norte mineiro tem características geográficas e sociais semelhantes às do Nordeste, o Estado foi incluído no encontro. Ao lado do tucano, somente os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB) e do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), integram os partidos de oposição ao governo federal.

Do lado governista, há uma disputa velada entre os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da Bahia, Jaques Wagner (PT), pela liderança política da região. Apesar de o Nordeste ter quatro Estados governados pelo PSB, Campos tem diferenças evidentes com seus colegas de partido, especialmente Cid Gomes (Ceará). "Não tem esse negócio de liderança única. Os líderes são todos os governadores. O protagonismo político é construído por cada um", desconversou Déda.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/dilma-inicia-viagens-internas-em.html

Kassab: PSB sinaliza fusão com nova sigla

19.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O PSB, que há algumas semanas começou a negociar a mudança do prefeito Gilberto Kassab (hoje no DEM) para suas fileiras, aguarda apenas a formalização da criação de um novo partido para discutir uma futura fusão. “É um partido novo que eventualmente se fundiria com o PSB”, explicou o presidente do PSB em São Paulo, Márcio França. Nos bastidores da negociação, especula-se que o prefeito levaria não apenas o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, mas outros democratas de peso, entre eles a senadora Kátia Abreu (TO) e Indio da Costa, ex-deputado federal e vice na chapa presidencial de José Serra.

Como o prefeito poderá manter seu mandato mesmo se desfiliando do DEM, a preocupação de Kassab é estender a mesma garantia jurídica para seus aliados e evitar a perda de mandato por infidelidade partidária. “É uma possibilidade real sim”, admitiu o deputado federal Rodrigo Garcia (SP) ao se referir à fusão com o PSB. Kassab já contratou doisescritórios de advocacia para cuidar da estrutura jurídica do novo partido, o PDB (Partido da Democracia Brasileira). “Essa é a primeira fase, que vai levar alguns meses”, contou França.

Kátia Abreu rebateu as especulações, que apontam seu nome como “articuladora financeira” da nova legenda. “Eu já fui Democrata, estou Democrata e vou dar voto de confiança ao meu líder Agripino (Maia, do Rio Grande do Norte, líder do DEM no Senado), porque ele é merecedor”. A senadora tem evitado manifestações públicas sobre a crise interna no DEM. No entanto, assessores próximos dizem que a senadora ainda não tomou uma decisão. Procurado, Indio da Costa – apontado como negociador político do novo partido de Kassab – não retornou as ligações.
Enquanto a aproximação com o PSB avança, as conversas com o PMDB estão paralisadas. O presidente da Comissão Provisória do PMDB de São Paulo, deputado estadual Baleia Rossi, afirmou que as negociações do partido com Kassab seguem sem novidades e que o partido esperaria uma posição do prefeito paulista até 15 de março, quando o DEM realiza sua convenção nacional.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/kassab-psb-sinaliza-fusao-com-nova.html

Aécio anti-Dilma leva PT a rejeitar alianças em 2012 com tucanos mineiros

19.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Após reunião na sexta-feira, em Brasília, com deputados do PT de Minas, o deputado estadual Rogério Correia (PT) descreveu o estado de espírito da legenda:

“O José Eduardo Dutra [presidente nacional do PT] foi muito claro e disse que a aliança com o PSDB em Belo Horizonte está sepultada. O acirramento da campanha presidencial inviabilizou qualquer aliança”, afirma Correia. Ele também disse que a decisão do senador Aécio Neves de processar o deputado federal e secretário Nacional de Comunicação do PT, André Vargas, piorou a situação. Para os petistas, isso a demonstra a atitude do tucano de entrar em atrito com a presidenta Dilma Rousseff (PT). “Ele fez isso porque quer ser porta-voz da oposição”, avalia. (Do Ig)
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/aecio-anti-dilma-leva-pt-rejeitar.html

Aécio e as leis delegadas

19.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem à Folha do PSDB que o governo Dilma começou de forma "autoritária" sua relação com o Congresso Nacional.."É lamentável que um governo comece sua relação tentando solapar uma prerrogativa constitucional do Legislativo"

Oras, oras. Aécio foi o governador que mais utilizou as Leis Delegadas. Recorde histórico no Brasil. Agora Aécio fala em respeito ao Legislativo?

Aécio é até agora o recordista na emissão de leis delegadas em Minas, na comparação com os seus antecessores desde 1985. Ele editou 130 leis com as duas delegações dadas pela Assembleia Legislativa. Foram 63 leis delegadas editadas no início de 2003e 67 em janeiro de 2007.

Minas Gerais é dirigida por oligarquia da República Velha, do tempo do "café-com-leite". Aécio, que aparece posando de "democrata", governou sob "estado de excessão", através das tais leis delegadas. É uma gente que não suporta o debate público. A imprensa em Minas está amordaçada: Qualquer jornalista que abre a boca é escorraçado do estado. Controlam tudo com mão de ferro: dos jornais aos times de futebol! É uma oligarquia total.Este é o PSDB,que chamam os outros partidos de ditadores.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/aecio-e-as-leis-delegadas.html

Como qualquer traficante

19/02/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Dos descaminhos pelos quais o Brasil se perdeu durante a ditadura militar, hipocrisia foi possivelmente o mais tortuoso. Contrastando com o moralismo compulsório de ditadores que vetavam obras artísticas por dizerem-nas atentatórias aos “valores da família” ou subversoras da ordem política e social, nas comunas dos beneficiários da usurpação militar os próprios usurpadores se entregavam aos vícios que diziam combater.

O rapaz forte e de lábios grossos dos quais saía uma voz verdadeiramente tonitruante costumava chegar chegando aos barzinhos do Gemini, na avenida Paulista, nos idos dos anos 1970. Freava bruscamente o seu carro – um buggy, se bem me lembro –, que mais parecia um trio-elétrico dado o volume do som que dele emanava. Em geral, largava o veículo em fila dupla, congestionando o trânsito da Alameda Joaquim Eugênio de Lima.

Era temido e bajulado por duas razões fundamentais: além de ser faixa-preta de caratê – creio eu, ou de qualquer outra arte marcial –, era filho de general, o que lhe permitia se livrar das ameaças de prisão que colecionava em suas noitadas, incursões pela noite paulistana nas quais, usando o nome do pai, demovia a polícia de fazer o seu trabalho de impedir aquele que se convertera em legítima ameaça ambulante.

Nos anos seguintes, porém, à medida que a cocaína lhe destruía a saúde física e mental, foi se tornando menos truculento e mais decadente, ao ponto em que, na última vez em que o vi, tornara-se uma figura patética, abatida, esquálida, que, vez por outra, vendia o veneno que consumia de forma a sustentar o próprio vício, pois a família, agora desalentada com os efeitos da liberdade que lhe outorgara, finalmente decidira não lhe financiar mais a derrocada.

Certa feita, quando chegou caminhando aos barzinhos – em vez de dirigindo, pois já cheirara o último carro que lhe dera a família, além de uma casa na praia e muitos itens de sua residência –, vendo que agora só representava risco a si mesmo e àqueles aos quais vendia seu veneno criei coragem para perguntar, não sobre os abusos que cometera no passado, mas se não tinha crise de consciência por vender droga.

Seu argumento para justificar o fato de que não tinha crises de consciência por eventualmente vender droga era o de que não obrigava ninguém a comprar substância que se convertera em sua filosofia e até mesmo em seu meio de vida, em certos momentos. Da forma como dizia, o pensamento parecia fazer sentido…

Lembrei-me desses fatos ao ler a resposta da Globo à recente nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que condenou os “reality shows” em recado claramente endereçado ao Big Brother Brasil. Leiam, abaixo, se não é o mesmo discurso daquela pobre alma que traficava drogas, daquela vítima dos que subjugaram este país brandindo valores que não adotavam para si ou suas famílias.

“A Rede Globo é uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos. Temos tradição de estar, no campo institucional, ao lado da maioria das causas da CNBB. No que nos refere, somos gratos pelo reconhecimento do papel positivo que a televisão aberta e privada desempenha no Brasil e concordamos que cabe aos pais selecionar o que seus filhos devem assistir – como tudo que pode influenciar na formação dos jovens.

O telespectador é o mesmo cidadão-eleitor que, a cada momento, tem plena liberdade de decidir o que é melhor para si e sua família”.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/como-qualquer-traficante/

Juan Cole: O Iraque tomado por protestos

19.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Juan Cole, Informed Comment
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

O que não consigo entender é que, se a direita dos EUA conseguiu fazer o que George W. Bush disse que faria, ‘deu o pontapé inicial’ para implantar alguma democracia no Oriente Médio, com invasão e ocupação militar, e já se declara pronta para sair de lá, com a missão cumprida… POR QUE, então, as multidões estão hoje na rua, queimando prédios do governo ‘democrático’… no Iraque?! E por que cinco pessoas foram mortas há dois dias no Iraque, por se manifestarem nas ruas, o mesmo número de mortos oficiais que se contaram nas manifestações populares contra uma monarquia ditatorial e repressiva, como a do Bahrain?

Os iraquianos estão nas ruas, em manifestações contra o governo de al-Maliki e a falta de serviços públicos, já há duas semanas. Mas na 5ª-feira, uma onda de manifestações varreu todo o país, de norte a sul, deixando dois mortos em Sulaimaniya e prédios governamentais em ruínas em todo o país (em árabe, em http://www.daralhayat.com/portalarticlendah/235500).

O jornal Al-Hayat noticia em árabe que a cidade de Kut, no sul xiita do Iraque (a capital da província de Wasite), multidões ameaçaram o quartel-general da província. A ação aconteceu um dia depois de o prédio do conselho provincial ser queimado; três manifestantes foram mortos pelas forças de segurança.

O canal Euronews mostrou em vídeo, na 4ª-feira, os eventos em Kut (em http://www.youtube.com/watch?v=aw0T0cblz4Y&feature=player_embedded).

O parlamento iraquiano marcou para o sábado o início de uma série de reuniões para discutir os protestos. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki advertiu que forças sinistras, incontroláveis, tentam manipular as legítimas demandas do povo, para promover seus objetivos nefandos.

Em Kut na 3ª-feira, dúzias de manifestantes reuniram-se à frente da mansão do governador da província de Wasit, exigindo a demissão do governador local (em http://www.emg.rs/en/news/world/147633.html). Querem melhores serviços públicos, o fim da corrupção no governo (os funcionários da administração provincial cobram propinas para executar todas as tarefas públicas), julgamento e punição para os corruptos e empregos. Na 4ª-feira, a polícia matou três manifestantes e feriu vários em Kut, depois de um prédio do governo ser queimado.

Na 3ª-feira, na cidade de Nasar, na província de Dhi Qar, a 490 km ao sul de Bagdá, o chefe de polícia Sabah al-Fatlawi disse que havia sido imposto um toque de recolher, depois de vários prédios do governo terem sido incendiados.

Também na 3ª-feira, cerca de 600 manifestantes em Basra, cidade portuária do sul do Iraque, reuniram-se à frente da residência do governador provincial, exigindo sua renúncia, pelo fracasso da administração e inexistência de serviços públicos básicos. A manifestação foi dissolvida pela polícia.

O jornal Al-Hayat noticia que médicos informaram que houve dois mortos e mais de 30 feridos em Sulaimaniya, quando cerca de 3.000 manifestantes reuniram-se para exigir que o governo regional do Curdistão dê atenção aos problemas de desemprego e passe a trabalhar para melhorar as condições de vida dos moradores da região. A manifestação foi convocada pela “The Network for Safeguarding Rights and Liberties” – que protestava contra o governo autoritário dos dois partidos curdos reunidos na “Aliança Curda” de governo. No Iraque, os partidos políticos são máquinas de apadrinhamento, que excluem os não-membros de todos os benefícios e serviços. A manifestação exigia a deposição do governo e o fim da corrupção.

Na 2ª-feira, o clérigo xiita Muqtada al-Sadr convocara uma manifestação pacífica contra o que chamou de “continuada ocupação do Iraque pelos EUA”. Os Sadrists são a base de praticamente todas as manifestações nas cidades do sul do Iraque (em árabe, em http://www.sotaliraq.com/iraq-news.php?id=16284).
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/juan-cole-o-iraque-tomado-por-protestos.html

ALBERT EINSTEIN - Polícia busca assassinos da família

19.02.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Berlim (EFE) - O Escritório de Investigação Criminal (LKA) do estado alemão de Baden-Württemberg abriu uma investigação para identificar os assassinos da família do Nobel da Física Albert Einstein, 66 anos depois do crime. Nove meses antes do final da Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemãs se retiravam da Itália, um comando de extermínio da Wehrmacht, o Exército alemão, invadiu a casa de Robert Einstein, primo do cientista, e assassinou sua esposa e as duas filhas.

O jornal “Bild” revelou neste sábado que o LKA em Stuttgart reabriu o caso para tentar esclarecer e, se possível, deter os militares alemães que participaram do crime na pequena localidade de Rignano sull’Arno, junto à cidade italiana de Florença. Os nazistas teriam identificado o sobrenome como judeu e decidiram matar Robert Einstein e sua família sob a acusação de espionagem.

À revelia do primo de Einstein, que havia se escondido, o comando assaltou em 3 de agosto de 1944 a vila Il Focardo e assassinou sua esposa Nina, de 57 anos, e suas filhas Luce e Anna Maria, de 26 e 17 anos, respectivamente. Robert Einstein se suicidaria quase um ano depois de perder a família, em 13 de julho de 1945, pouco depois do final da Segunda Guerra Mundial.

O “Bild” destaca que a investigação é dirigida pelo comissário superior Martin Länge, que em 2007 visitou o local do crime e que recorreu ao programa de televisão alemão “Aktenzeichen XY”, de colaboração cidadã com a Polícia, para tentar localizar uma testemunha do assassinato triplo.

Trata-se de um soldado alemão que tinha à época entre 18 e 20 anos e acompanhava o comando. O soldado teria se negado a participar do múltiplo assassinato e encontrava-se em outro quarto quando a família de Einstein foi executada.

O LKA espera encontrar esse homem que hoje teria cerca de 85 anos para que identifique os membros do comando de extermínio da Wehrmacht e o oficial que comandava a tropa.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-geral/621980?task=view


Dilma, sucesso de crítica

18.02.2011
Da BBC BRASIL
Por Rogério Simões, Blog do Editor

Os elogios pipocam por todos os lados. A candidata que muitos consideravam uma espécie de fantoche do ultrapopular Luiz Inácio Lula da Silva é hoje descrita como uma presidente de personalidade própria, equilibrada e pragmática. A imagem adquirida por Dilma Rousseff junto a analistas, jornalistas e políticos é de uma chefe de governo capaz de rejeitar posições do seu próprio mentor e resistir ao fisiologismo de membros do Congresso.

Uma das medidas do governo que mais conquistaram admiradores foi o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União, anunciado pelo ministro Guido Mantega. A revista britânica The Economist, que defendeu a eleição do tucano José Serra, elogiou o maior compromisso do governo até agora com a austeridade fiscal, em contraste à herança deixada por Lula. Na mesma linha, o respeitado diário Financial Times escolheu o adjetivo "sólido" para descrever o início de governo da primeira mulher presidente do Brasil. O jornal, que também havia declarado preferência por Serra na fase final da campanha, elogiou o fato de a petista ter sinalizado uma posição diferente da do governo Lula em relação a violações de direitos humanos no Irã. As diferenças entre criador e criatura também foram observadas pelo espanhol El País, que destacou uma suposta preferência de Dilma pelos caças americanos da Boeing para a Força Aérea Brasileira, em vez do francês Rafale, defendido pelo antecessor. Em apenas 45 dias no Planalto, Dilma Rousseff é um sucesso de crítica.

A boa impressão não tem se limitado à imprensa e analistas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que as primeiras semanas da petista como chefe da nação foram uma "surpresa positiva". Trata-se de um reconhecimento importante de um dos maiores nomes da oposição e adversário de Lula na histórica, e às vezes cansativa, disputa sobre quem fez mais pelo Brasil. Mas quem importa para a presidente Dilma são os políticos em atividade, especialmente aqueles que, no papel, pertencem à sua base de apoio. Em sua primeira batalha na Câmara dos Deputados, por um aumento do salário mínimo mais modesto do que queriam centrais sindicais e a oposição, Dilma venceu com uma margem de mais de 200 votos. Além de reafirmar seu atual controle sobre sua base, expôs as fraquezas da oposição, formada por partidos que costumavam defender a austeridade, mas tentaram abraçar uma bandeira oposta devido a seus objetivos políticos.

Um admirado início de governo, no entanto, está longe de representar a certeza de sucesso. Uma lua-de-mel seguida de períodos desastrosos é tão comum na carreira de governantes como na vida de casais antes apaixonados. A primeira preocupação de Dilma Rousseff é com os problemas que estão à sua frente, que incluem o avanço da inflação, o enfraquecimento de parcela da indústria devido ao real fortalecido e o estado lamentável da infraestrutura nacional. Como se não bastasse a necessidade de oferecer estradas, portos, aeroportos e energia elétrica apenas para administrar as necessidades básicas de uma economia em crescimento, o Brasil ainda tem de organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada nos próximos cinco anos. E não poderá sair gastando como se não houvesse amanhã, o que nos leva à segunda grande preocupação da presidente. Além de tomar medidas equilibradas e sensatas para proteger a economia, ela precisa também ser adorada pelos eleitores, mesmo adotando políticas supostamente impopulares. Só assim conquistará nas urnas um segundo mandato. Já respeitada pela crítica, Dilma Rousseff terá de mostrar se consegue ser também um sucesso de público.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/