sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Governo estuda criação de agência de comunicação social

16/02/2011
Do site da revista CAROS AMIGOS
Por Lúcia Rodrigues


Uma das atribuições do novo órgão será a regulação do conteúdo da mídia

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça, dia 15, que o governo Dilma estuda a possibilidade de criação de uma agência de comunicação. A nova agência dividiria funções com a atual Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel.

Pela proposta em discussão, ficará sob a batuta dessa nova agência a regulação dos conteúdos da mídia, já a Anatel cuidará da fiscalização dos meios. “A hipótese mais aceita é de que sejam duas agências, mas ainda não está definido”, frisa o ministro.

Paulo Bernardo antecipa que sugeriu à presidente Dilma Rousseff que se faça uma consulta pública sobre o projeto de regulação da mídia. Ele teme que uma reação contrária por ausência de debate enterre o projeto.

“Tem de ter muita ressonância na sociedade, porque senão o projeto vai para a gaveta. Acontece o que aconteceu com a Ancinav (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual)”, destaca, se referindo ao fracasso na condução do projeto que criava essa agência.

Para o ministro, o projeto que prevê a regulação da mídia não será resolvido rapidamente. “Não sei se estou jogando um balde de água fria, mas não dá para resolver logo”, afirmou para uma platéia lotada por ativistas de movimentos pela democratização dos meios de comunicação, que assistiam sua palestra sobre banda larga, no Sindicato dos Bancários de São Paulo.

No final de dezembro de 2009, o governo organizou a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Na oportunidade foram aprovadas 672 propostas pelos delegados presentes. Mas até agora nenhuma dessas propostas saiu do papel.
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

Alvaro Dias se deu mal: aposentadoria especial de R$ 24 mil foi barrada

18.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


A Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná informou que a aposentadoria especial de ex-governador do senador Alvaro Dias (PSDB) no valor de R$ 24 mil por mês, por apenas 4 anos de mandato foi cancelada.

A decisão foi tomada com base no parecer da Procuradoria-Geral do Estado, por considerar que a aposentadoria especial foi requerida fora do prazo legal de cinco anos.

O pagamento retroativo de R$ 1,4 milhão referentes aos últimos cinco anos, requerido pelo demo-tucano, também foi negado.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/alvaro-dias-se-deu-mal-aposentadoria.html

Manual da Imprensa Golpista

18/02/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


Jovem estudante de jornalismo, não se iluda: a profissão que abraçará, à diferença de todas as outras neste país em processo de euforia econômica, oferece muito poucos bons empregos – entendam-se empregos em empresas que ofereçam perspectivas de ascensão profissional e econômica.

E os poucos empregos promissores que existem, nem são tão bons porque obrigarão o jornalista neófito a violar os princípios éticos que lhe forem ensinados na universidade e a própria dignidade, tendo que curvar a espinha a cada edição do veículo em que for trabalhar. E em qualquer vertente do jornalismo da grande imprensa.

Essa situação se deve à concentração da propriedade de meios de comunicação, à propriedade cruzada desses meios e dos critérios políticos para entrega de concessões públicas de rádio e tevê a algumas poucas famílias que controlam toda a grande mídia brasileira.

Acima de todas essas famílias midiáticas, míseras quatro controlam o “centro nervoso” da comunicação no Brasil: as famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita. Depois delas, mais umas três ou quatro formam tentáculos dos quais se ramificarão mais algumas dezenas de empresas de médio e pequeno porte que reproduzirão o que veicular o tronco dessa árvore cartelizada da comunicação.

A oportunidade de conseguir algum dos poucos empregos nesses veículos só existirá na medida em que você, caro estudante de jornalismo, estiver disposto a seguir um manual que vai mudando de personagens através dos anos, mas que mantém sempre os mesmos “princípios”.

Esse manual se baseia, acima de tudo, em crenças e conveniências político-ideológicas e econômicas das famílias midiáticas. E como essas empresas se amparam em benesses que conseguiram institucionalizar no Brasil por terem permanecido “amigas” do Estado por décadas incontáveis, tudo passa pela postura político-ideológica do candidato a emprego.

Se você, estudante de jornalismo, desviar-se dos ditames dessa postura, estará condenado a se tornar assessor de imprensa de empresas, políticos ou celebridades, ou a tentar a imprensa dita “alternativa”, que mal consegue sobreviver justamente porque os recursos públicos são uma espécie de monopólio das famílias supracitadas.

A seguir, leia e entenda esse manual de corrupção e submissão da alma. E decida se é o que quer para você.

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MANUAL DA IMPRENSA GOLPISTA

1 – Ser antipetista, mas sempre se dizendo um petista “arrependido devido à corrupção do governo Lula”.

2 – Afirmar que o êxito econômico e social do Brasil durante o governo Lula é mérito do governo FHC, ignorando todas as catástrofes sociais e econômicas que ocorreram no governo tucano.

3 – Afirmar que a ditadura militar de 1964 foi implantada para “impedir uma ditadura comunista no Brasil”, mas sem jamais perguntar onde estão as provas disso.

4 – Afirmar que a Venezuela é uma ditadura mesmo a despeito de que vige o voto livre no país e de que nenhuma das suas muitas eleições sofreu qualquer questionamento sério, tendo sido todas referendadas por observadores internacionais.

5 – Condenar previamente todos os petistas envolvidos no escândalo do mensalão – José Dirceu à frente – com base apenas no fato de que estão sendo julgados. E afirmar, peremptoriamente, que Lula foi o mentor de tudo.

6 – Dizer que todas as absolvições de petistas e aliados em processos judiciais decorrentes de escândalos inflados ou inventados pela mídia são produto de farsa jurídica, enquanto usa as absolvições jurídicas de tucanos para denunciar que foram vítimas de armações políticas.

7 – Jamais investigar qualquer denúncia contra o governo paulista ou contra qualquer tucano, limitando-se a fazer uma matéria meio antipática a cada seis meses ou um ano só para disfarçar, enquanto produz ataques diários a petistas e aliados.

8 – Afirmar que Lula foi culpado pelos desastres dos aviões da TAM e da Gol apesar de que as investigações e perícias mostraram que foram culpa de pilotos e do equipamento.

9 – Afirmar que Antonio Palocci violou o sigilo do caseiro Francenildo apesar de o atual ministro-chefe da Casa Civil ter sido absolvido pela Justiça.

10 – Ficar do lado da Itália e contra o Brasil na questão da extradição do ativista italiano Cesare Battisti, assumindo cada argumento italiano in limine e criticando sempre os motivos do governo brasileiro, ignorando qualquer argumento em contrário.

11 – Ficar sempre a favor de golpes ou tentativas de golpes de Estado contra governos de esquerda, como no caso de Honduras, Venezuela ou Bolívia, e ficar no mínimo isento em casos assim quando o governo for de direita.

12 – Sempre lembrar com muito, mas muito maior ênfase o que persiste de ruim no Brasil do que o que melhorou, atribuindo todos os problemas históricos do país ao governo Lula, acusando-o por não resolvê-los de uma vez e desconsiderando o que fez para diminui-los como nenhum outro governo.

13 – Sempre puxar o saco de FHC apesar de ele ser rejeitado por quase 80% da opinião pública, segundo as pesquisas sobre sua popularidade.

14 – Sempre tratar Serra como vítima do PT, apesar de ser talvez o político mais beligerante do país ao lado de Ciro Gomes.

15 – Sempre afirmar que o PT fez, sim, dossiês contra o PSDB, apesar de jamais ter surgido uma única prova cabal dessa hipótese.

16 – Sempre dizer que o estilo discreto de Dilma agrada mais a todos do que a “verborragia” de Lula, mas sempre sem dizer de onde tirou a informação.

17 – Garantir que Serra não foi atingido por uma bolinha de papel na campanha eleitoral passada, mas por um rolo de fita crepe pesando 1 quilo, ignorando as perícias de universidades dizendo o contrário.

18 – Bloquear, em colunas de cartas de leitores, quase todas as manifestações favoráveis ao PT ou a governos do “eixo do mal” de outros países, ou seja, de Cuba, Venezuela, Irã e Bolívia. E, ao mesmo tempo, brandindo sempre intenções de petistas de promoverem “censura”.

19 – Ser visceralmente contra cotas para negros nas universidades, afirmando sempre que formados através dessas cotas serão profissionais inferiores, apesar dos estudos das universidades que mostram que cotistas se saem igual ou melhor do que os não-cotistas.

20 – Tratar o MST como uma organização criminosa violenta apesar de os sem-terra serem vítimas de atrocidades homicidas praticadas pelos latifundiários, que dificilmente sofrem violência física na disputa pela terra.

21 – Entender, aceitar e defender a premissa de que jornalista que quer ganhar dinheiro e ser famoso hoje no Brasil só pode ter uma opinião: a do patrão.

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Deve faltar muita coisa nesse “manual” de antijornalismo da Imprensa golpista. Quem se lembrar de algo que não tenha sido mencionado pode complementar a lista, que irá sendo aumentada conforme as sugestões não-repetidas forem chegando.

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SUGESTÕES DOS LEITORES

22 – Afirmar, categoricamente, que o Bolsa Família significa “Bolsa Esmola” e que irá transformar milhões de brasileiros em vagabundos que vivem às custas do Estado.

23 – Definir o Lula como um sapo bêbado sortudo que surfou na maravilhosa economia global durante todo o seu mandato.

24 – Insistir que o Lula é quem considerava a Dilma um poste sem a menor qualificação para o cargo de presidenta do Brasil.

25 – Afirmar que os blogueiros independentes são todos petistas, indistintamente, e que recebem benesses do PT de forma direta ou indireta.

26 – Dizer que o Brasil é uma república sindicalista e portanto os sindicatos são todos pelegos e vivem às expensas do Estado brasileiro.

27 – Repetir o mantra neoliberal do Estado Mínimo, mesmo sabendo que até mesmo no maior país capitalista do mundo, os EUA, o Estado tem intervido na economia.

28 – As fotos publicadas de esquerdistas devem causar repulsa, ao contrário das dos representantes da direita.

29 – Ler diariamente a coluna do Merval em O Globo, assistir religiosamente a Míriam Leitão no Bom Dia Brasil, da Globo, e ouvir, com fervor, o comentário do Jabor na CBN. E repetir, em seus textos e conversas, todos os argumentos desenvolvidos por esses luminares da grande mídia brasileira.

30 – Insistir dia sim e outro também que a Dilma foi eleita pelos votos dos miseráveis analfabetos.

31 – Afirmar que Lula aparelhou o estado, nomeando os companheiros para os cargos públicos.

32 – Sempre que surgir qualquer fato negativo em alguma esfera de governo, mencionar com destaque se o partido responsavel for de esquerda ou algum aliado, caso contrario não mencionar o Partido

33 – Sempre fazer manchetes com uma segunda parte, mais ou menos assim: Governo tira 100% da miséria, mas ricos estão perdendo terreno.

34 – Afirmar que o Banco Panamericano recebeu recursos via Caixa a mando do Lula pra eleger a Dilma via SBT.

35 – Afirmar, categoricamente, que Dilma é a favor do aborto, que defende a morte, mas que a classe alta (por exemplo, mulher do Serra) pode fazer aborto – no Chile, é claro.

36 – Insinuar, em toda oportunidade que for possível, que o ex-presidente Lula tem falha de caráter, é alcoólatra e foi conivente com a corrupção.

37 – Para fazer futrica política entre Dilma e Lula, afirmar sempre que o governo Dilma é eficiente e discreto, ao contrário do governo do presidente Lula, que falava demais e não respeitava a liturgia do cargo.

38 - Afirmar sempre que o sonho de todo petista é censurar a impoluta, imparcial e magnânima mídia conservadora brasileira, esta sim a verdadeira defensora da democracia e dos interesses dos pobres, fracos e oprimidos do Brasil.

39 – No período das eleições para qualquer cargo, seja para prefeito, governador ou presidente, não ter a menor vergonha na cara e culpa de consciência de agir como militante político da direita, inclusive podendo transformar a redação e o meio de comunicação em comitê de campanha contra os petistas.

40 – Na eleições, dar todo o destaque a qualquer denúncia contra qualquer petista, de qualquer nível e transformar imediatamente o caso em escândalo político nacional; já se a denúncia for contra tucano ou demo, ignorar o assunto, por mais grave que seja, ou, se não der para esconder, dar algumas notinhas e sumir com o assunto da pauta o mais rápido.

41 – Nos temas mais técnicos ou polêmicos, mencionar a “opinião insuspeita” de “especialistas reconhecidos”; sempre e quando os tais “especialistas” tenham, exatamente, a mesma opinião do baronato da mídia e, de preferência, tenham vínculo notório e inegável com a oposição e o conservadorismo.

42 – Sempre esconder os crimes contra a Humanidade praticados semanalmente pelo Estado de Israel contra o Povo Palestino ao mesmo tempo em que retrata os israelenses como vítimas inocentes do povo árabe.

43 – Publicar documentos falsificados de petistas e argumentar que não pode garantir que sejam verdadeiros, mas tampouco comprovar que são falsos.

44 — Nunca tocar em escândalo se envolver alguém que tenha parentesco ou proximidade com um colega com algum partido da direita, mas somente da direita, mas, caso seja o contrário, dê enfase para desacreditar o colega.

45 – Caso não tenha competência para falar rebuscadamente o que quer o patrão e vá aparecer na mídia televisada, aprenda a fazer caras e bocas quando citar um político de esquerda.

46 – Se um antigo coronel de modos suspeitos de se conduzir na política se bandear para a esquerda, arreie o pau nele e quem estiver com ele diuturnamente. Nos outros, seus antigos pares, mas que ainda estão mais à direita, não!

47 -A cada seis meses, lembrar do sofrimento dos judeus no regime nazista, mas deixar de lado outros holocaustos, como o dos índios na América ouu o dos negros trazidos d’a África para a América. E dos índios brasileiros.

48 – Se for escrever uma denuncia contra petistas, escreva “acusação”; ser for obrigado a escrever uma denúncia contra demotucanos, classifique como “Dossiê político”.

49 – Colocar a culpa no Lula e na Dilma pelas enchentes no Rio e jogar a culpa em Deus e em São Pedro pelas enchentes em São Paulo.

50 – Definir o DEM como sendo mesmo um partido de democratas e defensores dos trabalhadores. Dizer que Roberto Freire jamais foi contra o neoliberalismo que o PSDB sempre defendeu e ainda defende. Dizer que o PPS é mesmo o PPS e não o PSDB e o DEM.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/manual-da-imprensa-golpista/

Você viu essa?

18.02.2011
Do blog AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA


O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), aclamado no plenário por sindicalistas? O ex-presidente da CUT, deputado Vicente de Paula, o Vicentinho (PT-SP), sorrindo amarelo diante das vaias das galerias lotadas de manifestantes das centrais sindicais? Sim, isso aconteceu ontem no plenário da Câmara quando deputados da oposição ficaram lado a lado com os trabalhadores por um mínimo de R$560, e os petistas amargaram a defesa impopular do salário mínimo de R$545 do Planalto. A fala do eterno inimigo das esquerdas, Ronaldo Caiado, foi muito aplaudida pelas galerias. O mesmo paradoxo continuou em outras falas na tribuna, com os sindicalistas, em sua maioria da Força Sindical e de centrais menores, aplaudindo deputados da oposição (DEM e PSDB) e que defendiam valores maiores que R$545 e vaiando parlamentares, sobretudo do PT.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/voce-viu-essa.html

PSDB: Demagogia e hopocrisia: Entre tucanos, só dois Estados têm mínimo regional

18.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Maior partido oposicionista, o PSDB agita em nível federal uma bandeira levantada por seu candidato a presidente, José Serra, em 2010 - o salário mínimo de R$ 600 - que governadores eleitos pela legenda não querem adotar nos Estados que administram. Alegando fraqueza das suas economias, seis dos oito governos tucanos não têm perspectiva de usar sua prerrogativa de propor pisos estaduais acima do valor nacional.

O mínimo estadual já existe em São Paulo e no Paraná, mas não em Minas, por exemplo, Estado governado pelo PSDB desde 2003 - primeiro pelo hoje senador Aécio Neves e agora por Antonio Anastasia.

"Se o Serra tivesse sido vitorioso, eu ia respeitar e tentar sacrificar alguma coisa para adotar (o piso estadual)", disse o governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB). "Cada Estado tem a sua particularidade. O piso (de R$ 600) seria um sacrifício a mais."

Em Minas, o governo informou em nota que, "por enquanto", não vai tomar a iniciativa de apresentar a proposta. Também informaram que não há iniciativas para adotar o piso local os governos tucanos de Tocantins, Alagoas. Pará e Goiás.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deu força à proposta de mínimo nacional de R$ 600 ao anunciar esse valor para o piso regional, no dia 9. Já no Paraná, onde desde 2010 o piso vai de R$ 663 a R$ 765, a discussão apenas começou. Na semana passada, o secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, encontrou-se com representantes de centrais sindicais. O governador Beto Richa (PSDB) também recebeu dirigentes empresariais para debater o novo piso, que vigorará a partir de 1º de maio.

Estados

A falta de iniciativa para estabelecer o piso estadual diferenciado não é exclusividade tucana. O PT até hoje só adotou o piso estadual no governo Olívio Dutra (RS). Hoje, só cinco Estados têm piso local: São Paulo (criado por um governador do PSDB), Paraná (pelo PMDB), Rio Grande do Sul (pelo PT), Santa Catarina (pelo PMDB) e Rio (pelo PDT).Estado.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/psdb-demagogia-e-hopocrisia-entre.html

Pedro Eugênio assume PT estadual com a missão de apagar os 'incêndios' no partido

18.02.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

Petista (foto) assume lugar deixado por Jorge Perez

Neste sábado, as principais lideranças petistas em Pernambuco se reúnem para anunciar o novo presidente da estadual do partido. O deputado federal Pedro Eugênio irá presidir a legenda até 2012, embora se negue a afirmar que é nome de consenso na Executiva do PT. Os petistas estarão reunidos desde a manhã, mas só irão se pronunciar às 16h.

Com a saída de Jorge Perez da presidência estadual do partido, por problemas de saúde, o bastão será repassado para Eugênio que terá grandes desafios pela frente. Entre eles, a continuidade do partido na Prefeitura do Recife e apagar incêndios internos ainda de pequenas proporções, mas que poderão causar estragos no futuro (leia-se eleições municipais).
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17365-pedro-eugenio-assume-pt-estadual-com-a-missao-de-apagar-os-incendios-no-partido

ANS juntará plano de saúde com previdência privada

18/02/2011
Do portal de notícias ÚLTIMO SEGUNDO

Ideia é criar um fundo para ajudar a custear gastos com saúde após 60 anos, quando despesas sobem e renda cai com a aposentadoria

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promete finalizar ainda neste semestre o desenho de um novo tipo de plano que une assistência médica e previdência privada num só produto. A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um fundo de capitalização individual, que ajudaria a custear os gastos com saúde após os 60 anos, quando a necessidade de assistência sobe e a renda, normalmente, cai, por conta da aposentadoria.

O projeto vem sendo debatido há alguns anos entre as empresas do setor. Agora o tema foi incluído na Agenda Regulatória da agência reguladora - uma espécie de plano de gestão - e tornou-se prioridade da nova diretoria. "Nos preocupa a sustentabilidade da saúde suplementar. O número de idosos, que hoje representam 10% da população e 25% dos gastos com saúde, deve triplicar até 2050", diz Mauricio Ceschin, presidente da ANS. Segundo ele, o sistema atual em que o valor da mensalidade cresce em função da faixa etária não é uma boa resposta para a mudança demográfica em curso no País. "Criar um plano de previdência privada atrelado a um plano de saúde é uma das alternativas que estamos estudando."

O produto seria oferecido por meio de parceria entre uma operadora de panos de saúde e uma instituição financeira que trabalhe com planos do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que permite acumular recursos por um prazo contratado. O resgate do dinheiro - hoje sujeito ao imposto de renda a uma alíquota mínima de 10% e máxima de 27,5% - seria totalmente isento de tributação caso fosse usado com despesas médicas ou para pagar um plano de saúde.

A renúncia fiscal é justamente o maior obstáculo para que a ideia entre em prática ainda neste ano, porque depende do sinal verde da Receita Federal, dos ministérios da Saúde e da Fazenda. No entanto, presidente da ANS diz ser possível lançar o produto sem que seja necessário fazer mudanças na atual legislação: "O VGBL já existe. O que precisamos agora é construir uma visão conjunta entre as áreas da saúde e da previdência."

A ANS já conta com apoio dos representantes desses setores. Na última semana, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) entregaram suas contribuições para a proposta. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) já deu seu aval. Carlos Suslik, especialista em Gestão de Saúde do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), acha boa a ideia, mas faz ressalvas. "É uma aposta para daqui a 20 anos. As empresas têm de ser robustas e o governo terá de dar guarita para não deixar os beneficiários desamparados caso elas quebrem." Além disso, acrescenta ele, não será fácil estabelecer o preço justo para cobrir gastos atuais e futuros.

Suslik defende que seja mantida a ótica mutualista do sistema atual, onde todos pagam para que uns usem mais o sistema e outros menos, de modo que haja diluição do risco. "Há duas possibilidades: uma é o beneficiário e sua família terem o direito de ficar com o dinheiro acumulado e gerenciá-lo como quiser. Se acabar, problema dele. Na outra, em vez de ficar com o dinheiro, ele permanece com o plano de saúde. Se morrer aos 61 anos, foi um mau negócio, mas se viver até os 120 terá sido um ótimo negócio. Saúde é algo imprevisível."

Embora não considere a solução ideal para o financiamento da saúde, o consultor financeiro Mauro Calil diz que a proposta é melhor que o sistema atual. Já a advogada Rosana Chiavassa, acha temerário criar esse modelo num país "com histórico de falta de seriedade na gestão de fundos de capitalização."
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Fonte:http://economia.ig.com.br/ans+juntara+plano+de+saude+com+previdencia+privada/n1238031056962.html

O caos sobre rodas

18.02.2011
Da REVISTA FÓRUM
Por Camila Souza Ramos e Glauco Faria

O centro de São Paulo está vazio. Vazio não, um único carro de uma montadora estrangeira passeia tranquilamente por suas ruas ao som de “At Last”, enquanto Kiefer Sutherland, que interpreta Jack Bauer, no seriado televisivo “24 horas”, dirige o carro, surpreso com a situação. Assim que resolve parar e sair do veículo, o motorista se depara com trânsito, muito barulho, muitas pessoas, enfim, o caos urbano que acompanha a capital paulista todos os dias. Frente a isso, prefere voltar ao automóvel e, dentro dele, olhar novamente as ruas vazias da cidade.

Esse comercial foi transmitido na televisão entre 2007 e 2008. A promessa é a sensação de sossego e distanciamento do ambiente exterior, como se o automóvel fosse uma espécie de retiro sobre quatro rodas que, segundo outras campanhas publicitárias, ainda faz o motorista/dono se destacar entre seus pares, atraindo olhares do sexo oposto e atiçando a inveja alheia. Não à toa os veículos automotores são um dos primeiros itens de consumo identificados com a ascensão social. Porém, as conseqüências da opção rodoviarista adotada pela sociedade são bem diferentes dos idílicos comerciais de televisão.

Mas, o automóvel não é apenas um símbolo de ascensão social ou objeto de desejo da maioria das pessoas. Sua história está ligada de forma intrínseca ao próprio desenvolvimento econômico da maior parte dos países e do próprio capitalismo. Formas de organização da produção que se tornaram tradicionais como o fordismo e o toyotismo vieram da área automotiva e serviram de modelo para o restante da indústria. No Brasil, a produção de automóveis começou a se instalar no começo dos anos 20 com a vinda de representações comerciais de montadoras internacionais. No fim da década, com a Grande Depressão, as primeiras ações para a recuperação da economia foram os incentivos ao setor automobilístico. E, na época, o país abriu as primeiras fábricas de autopeças.

Simultaneamente, surge o primeiro presidente da República que iria defender abertamente a indústria: Washington Luis, cujo lema célebre era “governar é abrir estradas”. Nessa época, mais precisamente em 1927, o Brasil tinha 93.682 automóveis e 38.075 caminhões e a primeira rodovia asfaltada seria inaugurada pelo presidente, em 1928. “Ele foi o grande difusor das virtudes do automóvel como meio de transporte e objeto de desenvolvimento econômico e social. Agia sempre em conjunto com Silvio Álvares Penteado e Antonio Prado Júnior. Faziam excursões com a cobertura da imprensa, como a primeira viagem de carro de São Paulo até Santos e até o Rio, como se fosse parte de um movimento histórico e a motorização dos veículos se daria no momento seguinte”, conta o arquiteto e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Marco Aurélio Lagonegro.

Além de organizar os primeiros departamentos que cuidavam da questão rodoviária no país, Washington Luis propagandeava o automóvel junto à população, mostrando as virtudes e as vantagens econômicas que estariam ao alcance de todos, estimulando o setor de autopeças de oficinas mecânicas, pequenos prestadores de serviços, repercutindo também em todas as elites regionais brasileiras. “Chega uma época em que ele diz que o transporte rodoviário precisa substituir as ferrovias. Como o transporte ferroviário é coletivo por natureza, faz certa apologia do individualismo burguês em que a própria sociabilidade se torna refém das iniciativas particulares. O Estado acaba se desincumbindo de realizar tarefas de caráter coletivo, como a manutenção do parque ferroviário que a partir da época dele passa a ser sucateada de forma acelerada”, explica Lagonegro.

Mesmo com a queda da República Velha, Vargas continua na mesma direção com uma serie de medidas legais de financiamento do setor automotivo, além de outras que também dão impulso o setor, como a criação da Petrobras. O avanço da indústria automobilística no país se solidifica no governo de Juscelino Kubitscheck, com a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), que concedeu benefícios para montadoras se instalarem em associação com empresas nacionais (por meio de joint ventures) como isenções, vantagens cambiais e incentivos de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Depois disso, tanto os governos da ditadura militar como os da Nova República continuaram dando generosa atenção ao setor automotivo. Não é para menos já que, em 50 anos, o número de montadoras cresceu de nove para 24, sendo que estas compram produtos das mais de 500 empresas de autopeças hoje atuantes no Brasil, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Dados de 2009 mostram que o setor responde por 23% do PIB industrial e 5,5% do PIB brasileiro, ou seja, é um dos carros-chefes da economia tanto que, após a eclosão da crise econômica de 2008, foi um dos primeiros setores beneficiados por medidas governamentais anticiclícas.

Houve isenção do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para os carros populares e outros modelos tiveram redução, permitindo que a indústria recuperasse o fôlego em apenas três meses. Em outros países, como os EUA, a intervenção precisou ser ainda maior, pois o pedido de concordata feito pela General Motors (GM) em junho de 2009 – considerada a terceira maior quebra de uma empresa na história dos Estados Unidos – poderia causar efeitos catastróficos na economia nacional e de outros países.

Reféns do automóvel

“Imagine se fosse criado um meio de transporte não-poluidor, um capacete teletransportador, por exemplo. Com certeza todos ficariam felizes e premiariam o inventor. Mas, vamos supor ainda que, quando fosse receber a distinção, ele revelasse que a máquina é movida a carne humana, que consome dez pessoas por dia. Ele certamente seria preso. Mas o mesmo não ocorre com os carros, todo mundo aceita.” É assim que Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), definia em entrevista à Agência FAPESP a utilização do automóvel e sua aceitação pela sociedade.

Hoje, não é mais preciso um esforço como o de Washington Luís para convencer a sociedade a consumir carros. Além de estar integrado solidamente na estrutura produtiva do país, o sucateamento do transporte público, o próprio desenho das grandes cidades e a propaganda massiva fazem do carro uma necessidade para uns e um fetiche para outros. A capital paulista, por exemplo, absorveu 5,2% mais carros em 2009, tendo como referência o ano anterior, mais 223 mil carros nas ruas. Isso se traduz em mais trânsito, mais emissão de poluentes, mais estresse para os cidadãos e a necessidade de investimentos públicos para “enxugar o gelo” das vias de tráfego lotadas.

As cidades também passaram a ser consideradas de acordo com a necessidades dos carros e de seus motoristas. Em entrevista concedida à Fórum nº 82, a professora da USP Raquel Rolnik lembra que, em Bogotá, capital colombiana que é tida como exemplo em termos de modelo urbano, as intervenções feitas pelo poder público dão prioridade para o transporte coletivo e para o pedestre, ao contrário do que ocorre em São Paulo e em outras cidades brasileiras. “Quando visitei a cidade, vi que a urbanização da periferia começava fazendo a calçada com árvore, arborizada, iluminada, linda, ciclovia na calçada, equipamentos públicos, escola, biblioteca, etc. e só depois pavimentava a via. Pavimentação é 50% do custo total de uma urbanização”, contou. “Ninguém fala, né? As coisas que realmente a gente precisa, calçada, escola, praça, árvore, custam menos que a pavimentação. Quem precisa de pavimentação é o carro, a maior parte do povo não precisa.”

No que diz respeito à poluição, algumas notícias podem até fazer parecer que o problema não é tão grave assim. Os últimos números divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo, por exemplo, apontam redução na emissão de monóxido de carbono e dióxido de enxofre, dois dos principais poluentes de veículos automotores na capital paulista. Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Companhia Ambiental Estadual do Estado de São Paulo (CETESB), explica que essa diminuição tem ocorrido há alguns anos e é conseqüência principalmente da renovação da frota de carros e dos programas de controle da qualidade do ar. Na década de 1980, um veículo novo emitia 30 gramas por quilômetro quadrado de monóxido de carbono (CO). Hoje um emite 0,3 grama.

Um deles é o Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconv), que obrigou a indústria automobilística a colocar catalisadores para filtrar as substâncias emitidas pela queima dos combustíveis. “Estamos em fase de estabilidade. Os ganhos são menores porque esse aumento da frota vai neutralizando [os resultados]”, diz Martins. Além dos ganhos tecnológicos, outros fatores como a inspeção veicular e o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares são citados como responsáveis pela melhora.

Mas, a perspectiva em relação à qualidade do ar já não é tão positiva. Na visão do médico Alfésio Braga, pesquisador do Laboratório Experimental da Poluição do Ar da Universidade de São Paulo (USP) essa queda no nível de poluentes pode ser revertida se mantido o ritmo de entrada de novos automóveis na metrópole paulistana. “Chegamos a uma quantidade impressionante de veículos e isso continua crescendo. Quando o nível de poluentes começou a cair, a velocidade de queda era muito maior, mas já temos projeções mostrando que se a frota continuar a aumentar a queda vai parar e vai voltar a subir. Nossa perspectiva nos cenários futuros é muito ruim”, acredita.

O último relatório da Secretaria de Meio Ambiente aponta outro perigo ainda mais urgente: o aumento da concentração de ozônio e de partículas inaláveis no último ano. Diferentemente dos outros gases poluidores, esse é formado pela reação entre gases de óxido nitroso e compostos orgânicos voláteis, que, na presença da luz solar, combinam-se com o oxigênio presente no ar e formam o ozônio. Sua concentração aumenta em épocas mais ensolaradas e, apesar de ser formado principalmente nas áreas urbanas, é carregado para um raio de até 150 quilômetros de alcance. Por ser formado na presença de luz, o gás atinge também quem mora nos andares mais altos dos prédios “A concentração de ozônio tem aumentado mesmo com os outros poluentes em queda e o controle dele é bem mais complicado”, aponta Braga. “Contudo, o que temos que temer é a mistura de poluentes. Havia uma tentativa de dar ao material particulado o papel de vilão, mas se individualmente os gases fazem mal, em conjunto são piores ainda”.

Na verdade, tais poluentes têm efeito inflamatório, podendo afetar principalmente as vias aéreas, agravando doenças respiratórias pré-existentes e reduzindo a capacidade respiratória e a capacidade para fazer exercícios. Assim, a poluição dos carros leva cada vez mais pessoas a hospitais e pronto-socorros, o que fica evidente em períodos de greve no transporte público, por exemplo, quando mais carros saem às ruas. “Quando isso acontece há aumento no transporte individual e na emissão de poluentes, causando elevação de internações hospitalares e óbitos de pessoas suscetíveis, como crianças e idosos com doenças preexistentes. Além disso, o fato de você estar dentro do veículo faz com que também esteja exposto aos gases que o veículo produz, já que não há um isolamento perfeito”, explica Braga.

De acordo com Drauzio Varella, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, de fevereiro de 2009, “inquéritos conduzidos em diversos países industrializados demonstraram que a concentração de poluentes no ar está diretamente associada à diminuição da expectativa de vida: redução média de 13 meses na Holanda, 15 meses na Finlândia e nove meses no Canadá”. Na cidade de São Paulo, segundo Paulo Saldiva, a poluição reduz em média dois anos a expectativa de vida da população local.

Síndrome de Estocolmo

Não só apenas as doenças causadas pela exposição à poluição que levam à morte. Apesar do histórico de queda nas mortes em acidentes de trânsito, o número ainda é elevado. Em 2009, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou – apenas na capital paulista – 1382 vítimas fatais, contra 1463 no ano anterior. São quase quatro vidas por dia tiradas pela imprudência e pelo caso do trânsito paulistano. Motoboys apressados pelo ritmo de trabalho, parte, aliás, da solução encontrada para que as entregas fugissem dos congestionamentos, sinalização precária, ausência de ciclovias e descaso dos motoristas de automóveis estão entre as estatísticas das mortes de motociclistas. Mais um dado trágico: somente em 2009 morreram 428, mais de uma morte por dia.

A velocidade prometida pelo sonho do automóvel, que contrasta com a situação real das vias da capital paulista, também gera outro resultado: o elevado número de infrações. A mais cometida pelos motoristas paulistanos é o excesso de velocidade. E não é só a infração mais recorrente como também das que mais cresce: em 2009, a CET multou mais de 1,5 milhão de apressadinhos, o que representou um aumento de nada menos que 70% dos enquadramentos relativos a 2008 e equivale a um quarto das multas aplicadas. Considerando que, hoje, em São Paulo, rodam em torno de 6,5 milhão de carros, e foram aplicadas, em um ano, 6,254 milhão de multas, é como se cada carro que anda na cidade cometesse uma infração por ano.

Os números fatais do trânsito e da saúde pública de um grande município – gerados pelo uso intensivo de automóveis – assusta. Como também é assustador e surpreendente outro item; a capacidade das pessoas se adaptarem e estarem praticamente insensíveis ao problema do excesso de carros. Uma pesquisa contratada pelo Movimento Nossa São Paulo junto ao Ibope, divulgada em setembro do ano passado, apontou que os paulistanos gastam em média 2h43 no trânsito. Ou seja, são 41 dias por ano em idas e vindas ao trabalho. No entanto, a maioria se posiciona de forma contrária a qualquer tipo de restrição à circulação de automóveis, apoiando apenas medidas contra caminhões.

A situação é curiosa, segundo o doutor em marketing Carlos Magno Gibrail. Em artigo publicado no Blog do Milton Jung, ele ressalta que o cidadão que vive em São Paulo é mais acomodado ao caos paulistano do que os moradores de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. “Pesquisa realizada pela fundação Dom Cabral do Núcleo de Estudo em Infra-estrutura e Logística constata que 61% dos paulistanos estão acomodados e conformados com a atual situação dos congestionamentos na cidade”, diz. “É a síndrome de Estocolmo adaptada ao trânsito. O raptado passa para o lado do raptor. Pelo menos no sentido do encarceramento, do cerceamento da liberdade. Dentro dos carros, 30% escutam notícias, 27% ouvem músicas, 16% estudam, 11% trabalham e 10% olham o trânsito.”

Soluções?

Em vista do cenário caótico de São Paulo e de outras grandes cidades, e em função de todas as suas implicações, muitas soluções ou pseudo-soluções são propostas e colocadas em prática. Uma das preocupações em voga é a questão dos danos ambientais e, por conta disso, as indústrias vêm procurando atenuar os impactos dos automóveis utilizando os avanços tecnológicos.

A nova vedete dos ambientalistas apaixonados por automóvel é o carro elétrico. Já à venda em algumas concessionárias brasileiras, o modelo não polui, é silencioso e mais econômico. Com designs futuristas, eles já somavam, em 2008, nos Estados Unidos, mais de 400 mil veículos. Governos europeus estão desenvolvendo postos de recarga de baterias nas ruas para os automóveis elétricos. Ao invés de parar nos postos e abastecer com combustíveis derivados de hidrocarbonetos, os motoristas poderão parar os carros e ligar a bateria na tomada. No Brasil, a cidade de Campo Largo (PR) se prepara para receber a primeira fábrica de elétricos, que apesar de inovadores prometem não custar em torno de R$ 7 mil. Parece ser a solução para as doenças respiratórias e o meio ambiente, mas não às questões relativas ao trânsito.

Enquanto eles não se tornam realidade, medidas paliativas, como inspeções veiculares, rodízio e até pedágio urbano são aplicados ao redor do mundo para minimizar os impactos ao ambiente e à saúde humana, que são cada vez menos eficazes com o aumento da produção e do consumo de automóveis. “Até 2014, a perspectiva de crescimento (do PIB) é de 5% ao ano. Com essa tendência, a venda de veículos vai aumentar muito”, acredita o pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) Alexandre Gomide. “Isso tem dois lados: o direito das pessoas de melhorar de vida e comprar os bens que sempre foram desejados e, por outro lado, a sociedade toda começa a sofrer com esse excesso de veículos. Isso é o que os economistas chamam de externalidade negativa. É o ato de consumo que prejudica a sociedade.”

Para Gomide é preciso disciplinar o uso do automóvel. “Devem ser adotadas medidas restritivas, com locais onde os veículos podem circular ou não”, diz, defendendo o pedágio urbano. “Junto com isso, tem que melhorar o transporte coletivo”, propõe. Ele explica que apenas a melhora no transporte público não garante a diminuição da circulação de carros. “Por mais que o trânsito esteja ruim, as pessoas preferem usar transporte privado. Elas querem transporte público melhor para o outro usar e não para ela deixar o carro”, argumenta. Para que a pessoa tenha o direito de usar o carro e assim, inevitavelmente, prejudicar a saúde coletiva, ela deve pagar por isso, defende. “A solução ideal e mais democrática é dotar a cidade de transporte público. Se a pessoa quiser andar de carro, então vai pagar por isso, já que existiriam alternativas. Mas, se não for feito investimento em transporte coletivo é justo você exigir que alguém não use o seu carro?”, questiona Alfésio Braga.

Aliás, a melhora do transporte coletivo é apontada como solução entre todos os especialistas entrevistados. E as implicações da opção pelo veículo individual também geram efeitos pouco visíveis para o sistema de transportes. Gomide afirma que de 4% a 9% do aumento das tarifas dos coletivos são decorrentes do congestionamento gerado pelo excesso de automóveis particulares nas ruas. “Quem se prejudica com o aumento da frota particular é quem não tem carro, as classes D e E. E quem anda de ônibus”, observa.

Mas, alguns ambientalistas e militantes do uso da bicicleta têm insistido que a solução deve ser radical. A extinção do carro seria a única solução possível para o conjunto de problemas gerados pela cultura do automóvel. “O automóvel é o símbolo de tudo que o capital mais preza: individual, veloz, excludente e devastador. Temos em apontar o dedo e dizer: basta”, defende Tatiana Schor, economista e professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas. Ainda que muitos possam achar um exagero, o debate é mais do que necessário.

Vitrines da velocidade As corridas automobilísticas estão aí para provar que o automóvel não é apenas um meio de transporte e nem nasceu apenas para isso. O professor Ronai Pires da Rocha, do Departamento de Filosofia da UFSM, explica que as corridas surgiram de forma concomitante à própria tentativa de popularização do automóvel. “As provas automobilísticas começaram sendo espaços para as fabricantes provarem que seus produtos são viáveis mesmo sob condições extremas”, conta. “As corridas de resistência e velocidade foram concebidas como oportunidade de marketing e de mostrar que aquilo é uma coisa inteligente, interessante, responsável”, diz.

Atualmente, existem modalidades para os mais diversos veículos automotivos e as montadoras fornecem motores e possuem equipes próprias em diversas categorias automobilísticas desde a brasileira Fórmula Truck para caminhões, a Fórmula Indy (que prioriza a velocidade do carro) a Fórmula 1 (que prioriza a aerodinâmica) até o motocross (para motocicletas em circuitos sem asfalto).

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum 86. Nas bancas.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/06/10/o_caos_sobre_rodas/

Caixa retoma imóveis que PiG (*) quis usar contra Dilma

18.02.2011

Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Presidenta cala o PiG (*)

Saiu no Blog do Planalto:

Caixa recupera imóveis ocupados irregularmente em Feira de Santana (BA)


A Caixa Econômica Federal (CEF), por meio de sua Assessoria de Imprensa, divulgou nota na qual informa que a Justiça Federal concedeu liminares para que os dois imóveis do Residencial Nova Conceição, em Feira de Santana (BA), sejam desocupados em 30 dias. Segundo a Caixa, tal decisão é resultado das “medidas adotadas para impedir práticas irregulares no Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).


A seguir a íntegra do comunicado da Assessoria de Imprensa da Caixa.


“CAIXA RETOMA IMÓVEIS IRREGULARES EM FEIRA DE SANTANA


Justiça Federal determina desocupação em 30 dias


Dando sequência às medidas adotadas para impedir práticas irregulares no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), a Caixa Econômica Federal conseguiu, na Justiça Federal, liminares para desocupação, em 30 dias, de dois imóveis ocupados irregularmente no Residencial Nova Conceição, na cidade de Feira de Santana (BA). A Justiça Federal reconheceu a irregularidade e a perda do direito daqueles ocupantes.


Com esta iniciativa, a CAIXA e o Governo Federal deixam claro que não vão tolerar ações daqueles que pretendam desviar a finalidade do PMCMV, que é de dar condições dignas de moradia às famílias de baixa renda.


Assessoria de Imprensa


Caixa Econômica Federal”

Navalha

Na campanha, a presidenta usou esses imóveis do Minha Casa em Feira como pano de fundo de um programa sobre o Minha Casa.

Minha Casa construiu um milhão de casas no PAC 1.

E vai construir 2 milhões no PAC 2.

Um horror !

Aí, o PiG descobriu que uns compradores fraudaram o contrato e venderam o imóvel comprado pelo Minha Casa, antes do pagamento de toda a dívida.

A Presidenta foi lá e repôs o contrato no lugar.




Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/02/18/caixa-retoma-imoveis-que-pig-quis-usar-contra-dilma/

STJ aumenta indenização de colunista para filha de Lula

18.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por AE, estadao.com.br

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aumentou em dez vezes a indenização que o colunista Gilberto Luiz di Pierro, conhecido como Giba Um, terá de pagar a Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A condenação chega agora a R$ 100 mil. O ministro Luis Felipe Salomão afirmou que a cifra estipulada inicialmente não cumpre os dois objetivos de 'desestímulo' e 'compensação'.

Na decisão, o ministro levou em consideração a gravidade do dano causado por notícias consideradas 'de forte carga valorativa' sobre Lurian e o ex-prefeito da cidade de Blumenau (SC) Décio Nery de Lima. Além disso, Salomão aponta a reincidência das publicações e a posição profissional e social dos envolvidos.

O colunista publicou em seu blog notícias que, conforme a decisão do ministro, fazem parecer que Lurian foi beneficiada 'de forma escusa' pelo ex-prefeito de Blumenau, que é do PT. Na época da publicação dos textos, de dezembro de 2001 a janeiro do ano seguinte, Lula concorria ao seu primeiro mandato de presidente da República.

Conforme o site do STJ, Giba Um havia sido condenado em primeira instância a pagar R$ 10 mil. Lurian recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina alegando que o valor estipulado para a indenização era irrisório. No entanto, a corte negou a apelação. A filha do ex-presidente Lula, então, levou o caso para o STJ.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27724391

Um império contra um operário

18.02.2011
Do site da CartaCapital
Por Mauricio Dias

A mídia, Globo na frente, não dá trégua ao ex-presidente

Nunca foram boas as relações entre a mídia brasileira e o torneiro mecânico Lula, desde que, nos anos 1970, ele emergiu no comando das jornadas sindicais no ABC paulista, onde estão algumas das empresas do moderno, mas ainda incipiente capitalismo brasileiro. Em consequência, quase natural, o operário não foi recebido com entusiasmo quando, após três fracassos, venceu a disputa para a Presidência da República, em 2002.

Os desentendimentos se sucederam entre o novo governo e o chamado “quarto poder” e culminaram com a crise de 2005 quando televisões, jornais, rádios e revistas viraram porta-vozes da oposição que se esforçava para apear Lula do poder. Inicialmente, com a tentativa de impeachment. Posteriormente, após esse processo que não chegou a se consumar, armou-se um “golpe branco” em forma de pressão para o presidente desistir da reeleição, em 2006.

Lula ganhou e, em 2010, fez o sucessor. No caso, sucessora. Dilma Rousseff sofreu quase todos os tipos de constrangimentos políticos. Ela tomou posse e, no dia seguinte, foi saudada por deselegante manchete do jornal O Globo, do Rio de Janeiro: “Lula elege Dilma e aliados preparam sua volta em 2014”.

A reportagem era um blefe político. Uma “cascata” no jargão jornalístico. O jornal O Globo, núcleo do império da família Marinho, tornou-se a ponta de lança da reação conservadora da mídia e adotou, desde a posse de Lula, um jornalismo de combate onde a maior vítima, como sempre ocorre nesses casos, é o fato. Sem o fato abre-se uma avenida para suspeitas versões.
O comportamento inicial da presidenta, mar­ca­do por discrição e austeridade, foi uma surpresa para todos. O Globo inclusive. Não há sinais de que seja uma capitulação ao poder dos donos da mídia com os quais Dilma tem travado discretos diálogos. Armou-se circunstancialmente um clima de armistício. Na prática, significou um fogo mais brando, a provocar um visível recuo de comentaristas que eram mais agressivos com Lula. Soltam, porém, elogios hesitantes por não saberem até onde poderão seguir.

Esse armistício se sustenta numa visão de que as situações não são iguais. Dilma não é Lula. É claro que há diferenças entre o governo de ontem e o de hoje. No entanto, o carimbo pessoal da presidenta na administração do País faz a imprensa engolir a propaganda de que ela era um “poste”. Essa contradição se aguça na sequência dessa história. Dilma passou a ser elogiada e Lula criticado.

Alguns casos, colhidos da primeira página de O Globo ao longo de uma semana, expressam o que ocorre, em geral, em toda a mídia:
Atos de Dilma afastam governo do estilo Lula (6/2) – críticas ao ex no elogio ao governo Dilma.
Por qué no te callas? (8/2) – crítica atribuída a um sindicalista, mantido no anonimato, sobre apoio de Lula ao salário mínimo proposto por Dilma.

A fatura da gastança eleitoral (10/2) – a respeito de despesas do governo Lula com suposta intenção eleitoral.

Dilma aposenta slogan de Lula (11/2) – sobre a frase “Brasil, um país de todos”.

Herança fiscal de Lula limita o começo do governo Dilma – (13/2) – crítica a Lula ao corte no Orçamento proposto por Dilma.

Ela recebe afagos e ele, pedradas. Procura-se, sem muito disfarce, cavar um fosso entre o ex e a presidenta. Situação que levou Lula, na festa de aniversário do PT, a reagir: “Minha relação com Dilma é indissociável”.

Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital. A versão completa de sua coluna é publicada semanalmente na revista. mauriciodias@cartacapital.com.br
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/um-imperio-contra-um-operario

Netinho: denúncias da Folha têm motivação política e visam 2012

17.02.2011
Do portal VERMELHO


Ao contrário do que foi noticiado pela Folha de S.Paulo nos últimos dias 15, 16 e 17, não há, por ora, nenhum dado concreto capaz de caracterizar como “fantasmas” as empresas que prestaram serviço ao vereador de São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB). A afirmação foi feita na tarde desta quinta-feira (17) pelo promotor Marcelo Daneluzzi. O vereador, por sua vez, diz não ter dúvidas de que as matérias têm “motivação política” e visam prejudicar sua possível candidatura para a Prefeitura em 2012.

“Para a gente, é tudo mais difícil; só quem veio de lá é que sabe”, diz Netinho

“Eu ainda não me sinto confortável em dizer que essas empresas são fantasmas. Elas podem não estar no endereço constante no contrato social, mas pode ter havido alguma mudança e elas podem, de fato, existir. Então, ainda não tenho essa comprovação”, declarou Marcelo Daneluzzi em coletiva realizada no Ministério Público do Estado de São Paulo.

Ele está à frente de investigações envolvendo supostas irregularidades na prestação de serviços de empresas a três vereadores – além de Netinho, João Antônio (PT) e Carlos Alberto Bezerra (PSDB) –, ambos deixados de lado nas matérias do diário paulista. Segundo foi noticiado, as empresas Paulo Sérgio Rodrigues de Souza, Nilton de Souza Brandão Informática, PRS Informática e Mineral Comunicação e Imagem, prestadoras de serviço ao vereador comunista, teriam apresentado divergências em seus endereços. Ou seja, elas não funcionariam nos locais indicados nos contratos sociais e na Junta Comercial.

“Preciso checar se, de fato, essas empresas não estão sediadas no local constante do contrato social. Tenho informações parciais da Câmara sobre os contratos e pagamentos relativos a elas”, explicou Daneluzzi. De acordo com o promotor, a Câmara está sendo notificada a fim de prestar informações sobre o caso. Além disso, todos os envolvidos serão ouvidos pelo MP. Os vereadores prestarão esclarecimentos no começo de março.

“Arquei com o prejuízo”

Procurado pelo Portal Vermelho, Netinho de Paula disse que “se as notas deram problema, elas não geraram reembolso e se não houve reembolso, não houve dolo à Câmara. Eu é que arquei com o prejuízo”.

Para ele, o que está por trás das denúncias é a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012, para a qual ele é virtual pré-candidato. “Não tenho dúvida de que isso tudo tem motivação política. Isso fica bem claro, inclusive, com pessoas aqui da Casa mesmo que estão se utilizando de contatos dentro da Folha para vazar documentos da secretaria”, disse.

“A Folha publicou documentos que são da Secretaria da Câmara e não teriam como sair daqui. Ou seja, já tem todo um esquema montado para tentar desconstruir minha imagem e abrir caminho para outros candidatos”, acusou. E, referindo-se à sua origem humilde, declarou: “Para a gente, é tudo mais difícil; só quem veio de lá é que sabe”.

Netinho disse ainda que aguardará as investigações do Ministério Público antes de tomar qualquer providência legal. “A tentativa de desconstrução dessa mídia golpista que temos em São Paulo, através do MP, não vai prejudicar a relação que sempre tive com o meu povo. Espero que haja transparência nas investigações porque transparência é o melhor remédio para a injustiça”.

Carta à Folha

Nesta quarta-feira, 16, o vereador Netinho de Paula encaminhou carta à Folha de S.Paulo a fim de esclarecer os fatos noticiados pelo jornal. “Tenho prestado todos os esclarecimentos solicitados pelo órgão público e sempre agi dentro das normas e regimento estabelecidos e aprovados pela Câmara dos Vereadores”, escreveu.

No quesito de contratação de bens e serviços, destacou que “oriento o meu mandato a ter como conduta solicitar vários orçamentos para a pesquisa e análise de preços e qualidade dos mesmos, prática não exigida, nem orientada, pelo Manual de Procedimentos de Prestação de Contas do Auxílio-Encargos Gerais de Gabinete da Câmara”.

Mais adiante, apontou: “um vereador contrata serviços na boa fé própria e de seus contratados, compete a verificação da veracidade dos documentos apresentados à Equipe de Tomada de Contas da Câmara de acordo com o manual citado acima. O Tribunal de Contas do Município, como constou na matéria publicada em 16 de fevereiro de 2011, na Folha de S.Paulo sob o título “Câmara cobra explicações de Netinho sobre gastos oficiais”, também “considera a fiscalização dos gastos responsabilidade do controle interno da Câmara””.

Por fim, argumenta que “a decisão do que é ressarcido ao vereador da cidade de São Paulo é de exclusiva competência da Câmara de Vereadores não cabendo essa função ao parlamentar, conforme a Lei Municipal nº 14.381/07 em seu artigo 20 - parágrafo 10”.

De São Paulo,
Priscila Lobregatte
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=147863&id_secao=1

Tucanos sobre tucanos

18.02.2011
Do blog de Luis Nassif
Por Paulo Cezar, do Valor Econômico
Autor(es): Raymundo Costa | De Brasília


Votação expõe divisão interna no PSDB

O PSDB prepara uma grande festa para comemorar os 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em junho. O evento é mais uma etapa do processo de reconhecimento de FHC, iniciado no programa partidário de rádio e televisão. A única dúvida dos tucanos é se convidam os amigos internacionais do ex-presidente ou se fazem uma festa apenas tupiniquim. Acabam por aí as certezas do PSDB, ainda hoje um partido "engessado" por uma disputa que deveria ter acabado com a eleição presidencial.

O comportamento dos tucanos na votação do salário mínimo é uma prova disso. Enquanto o partido decidia manter posição em torno da proposta que José Serra apresentou na campanha eleitoral do ano passado, de R$ 600, o senador Aécio Neves (MG) negociava a proposta de R$ 560 da Força Sindical, sob a desculpa esfarrapada de que era preciso o partido ter um "Plano B" e estabelecer pontes em direção às centrais sindicais. Fez isso sem combinar com ninguém, o que revela um estilo, e por isso desagradou até aliados em potencial - Aécio é hoje candidato quase consensual do PSDB a presidente da República, em 2014.

Para os tucanos, o impasse somente será resolvido no momento em que José Serra entender que "a fila andou" e tentar se firmar, a partir de agora, como uma referência moral e intelectual do PSDB. Mais ainda, uma referência da maioria da oposição. Para isso, Serra não precisa de cargos na cúpula do PSDB. Ele provavelmente não entrará numa disputa pela presidência da sigla, mas se entrar, certamente perderá - o momento é de Aécio, o que não necessariamente significa dizer que, daqui a quatro anos, a conjuntura ainda será mais favorável ao senador mineiro. Em caso de fracasso do governo Dilma, seu contraponto é Serra, mesmo que na eleição de 2010 ele tenha feito uma campanha de exaltação do governo Lula da Silva. O que o PSDB espera de Serra é que ele seja oposição e a voz crítica do partido ao governo do PT.

Serra e Aécio entraram em 2011 de maneira açodada. Serra está preparando um blog na internet e quer escrever um livro crítico sobre o "sucesso" do governo Lula. Aécio mostrou um estilo ao negociar à margem das instâncias partidárias com as centrais. Se o mineiro é o pré-candidato preferido do PSDB, é fato também que não há saída para o PSDB sem que José Serra faça parte dela. Quadro histórico, duas vezes candidato do partido à sucessão presidencial, quase 44 milhões de votos na eleição passada, Serra não pode ser ignorado pelo PSDB e muito menos por Aécio Neves. A solução passa pelo tucano paulista.

Basta observar que Serra e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, são o que se chama no PSDB de "aliados compulsórios". Eles simulam uma boa relação, mas não têm como fugir um do outro eleitoralmente. Se não for candidato a presidente, Serra pode tentar convencer Alckmin a disputar a indicação do PSDB, para ele próprio concorrer ao Bandeirantes. Ou seja, Serra também tem bala na agulha para atrapalhar os planos de Aécio.

O PSDB não votou majoritariamente nos R$ 600 manipulado por José Serra. Votou porque esta foi a proposta do partido mais bem entendida pela população na campanha presidencial de Serra, no ano passado. Apesar dos discursos no tapete verde da Câmara, desde a véspera os tucanos e o Democratas sabiam que o governo aprovaria com facilidade sua proposta de R$ 545. Entrar com uma terceira alternativa só confundiria seu potencial eleitor. O próprio Aécio mais tarde recuaria da posição assumida.

O tempo corre contra os tucanos. O PSDB tem problemas graves em colégios eleitorais importantes para quem planeja a retomada do poder. É raquítico, por exemplo, no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, e na Bahia, o quarto. Isso sem falar no Rio Grande do Sul e em colégios menores como Sergipe e Amazonas. Mas o partido só terá condições de enfrentar situações desse tipo depois que Serra e Aécio se entenderem.

São três as alternativas à frente do PSDB. A primeira é a disputa entre Aécio (ou um candidato que ele indicar a presidente do partido) e Serra. Os tucanos, que não são de fazer enfrentamento, acham que "bater chapa" é a pior solução e representaria o estilhaçamento do partido. A segunda é a solução rotineiramente adotada do arreglo interno, cada um fica com um pedaço do PSDB e o partido segue a vida. A terceira opção está sendo agora levada à mesa pelo presidente tucano Sérgio Guerra: empenhar todos os expoentes do partido no projeto de reconstrução dos tucanos, desde Fernando Henrique Cardoso a Pimenta da Veiga, um "histórico" mineiro que anda meio esquecido entre os tucanos.

O problema é que Serra e Aécio parecem mais empenhados em derrotar um ao outro, no momento. E os prazos correm contra o PSDB: no dia 20 março, o partido deve eleger seus diretórios municipais. Em 17 de abril, os estaduais. No fim de maio, provavelmente no dia 29, deve ser eleita a nova executiva nacional. Por enquanto, a única coisa certa é a comemoração dos 80 anos de FHC, "escondido" pelo partido nas três últimas eleições presidenciais, o que hoje os tucanos atribuem mais aos "marqueteiros" do que propriamente a uma decisão refletida do PSDB. FHC ainda é a voz de maior repercussão entre os tucanos.

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/18/votacao-expoe-divisao-interna-no-psdb
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/tucanos-sobre-tucanos#more

Por que o Cerra não larga o osso. Porque a extrema direita é dele

18.02.2011
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Com a Chevron e o Papa não é mole

Impressionado com a qualidade e a relevância da ação do Cerra no twitter, ligo para o Tirésias, o profeta.

- Profeta, você acompanha o Cerra no twitter ?

- Não. Ainda não li Dante completo. Mas, meu neto me conta. Parece que é de uma irrelevância abismal.

- É como ele: diligente e medíocre.

- É verdade. Só a Maria Inês Nassif teve coragem, em todo o território de São Paulo, de chamar ele de medíocre.

- É verdade. Ela é danada. Mas, Tirésias, me conta uma coisa: por que ele não larga o osso ? Agora, toma essa tunda com o salário mínimo, e está ele, no alagamento, a dizer irrelevâncias.

- Ele pode não ser economista, como diz você, mas ele sabe fazer conta.

- Muito. Especialmente com a ajuda do Bispo de Guarrulhos.

- Esse é o ponto. O Bispo de Guarulhos.

- Não, pêra aí, eu tô brincando. O bispo de Guarulhos provavelmente não sabe fazer uma regra de três.

- Calma, meu filho. A conta é a seguinte: o Cerra já parte com a extrema direita na bagagem. Ele começa o jogo com a extrema direita no papo.

- Aquela tese do Wanderley Guilherme na Carta.

- Extamente. Ninguém representa melhor a extrema direita hoje no Brasil do que ele.

- Sim, e a Chevron, o Papa, o Tea Party, os do aborto …

- Como é que você diz ?, mas no Chile pode …

- Pois é, esse pessoal do pois é, no Chile pode.

- Então, meu filho. Ele começa forte. Já pensou ? Papa com Chevron ?

- Sem falar no PiG.

- Isso mesmo, o PiG é dele. Mas, isso já se sabe sabe. O PiG de São Paulo então …

- Mas, pondero. O Aécio e o Alckmin também podem conquistar isso tudo.

- Não, senhor. O Aécio e o Alckmin não podem dar uma guinada para a extrema direita como o Cerra já deu.

- Por que não ?

- Porque aí eles perdem o Centro.

- E o Cerra não perdeu o Centro ?

- Aparentemente não.

- “Aparentemente” como ?

- Uai, ele não teve 40 milhões de votos ?

- Mas, aí dentro tem Marina, tem o desconhecimento da Dilma, tem aquela campanha calhorda, como disse o Ciro. Tem um monte de coisa – isso não é só Cerra, digo eu.

- Tá bom, vai contar isso prá ele.

- Ele me ataca no twitter.

- Entre outras plataformas.

- Plataformas, profeta ?

- Ele opera em todas.

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/02/18/por-que-o-cerra-nao-larga-o-osso-porque-a-extrema-direita-e-dele/

QUANDO O PARLAMENTAR VOTA PRÁ-LAMENTAR

18.02.2011

Do BLOG DO PAULINHO
Postado por PAULO CAVALCANTI
(Na imagem acima a esquerda o Deputado Tiriríca e Eudes Xavier - parecem irmãos)

Todo brasileiro, por mais curta que seja sua memória, se lembra que no final do governo FHC, o salário mínimo era de R$180 (cento e oitenta reais). Bem como se lembra que o PT em bloco, defendia um salário mínimo de U$100 (cem dólares) e que toda bancada de oposição, leia-se PSDB e DEM, alegavam que um salário mínimo de cem dólares, com certeza quebraria a previdência, e levaria à falência, prefeituras do norte e nordeste do país.

Por mais esdrúxulo que possa parecer, durante a votação do salário mínimo anteontem, dois parlamentares do PT, votaram contra a proposta do governo e da base aliada. Defenderam e votaram com a base do PSDB e DEM, no mínimo de R$ 600 (seiscentos reais). Sabendo que DEM e PSDB, são os mesmos que mantiveram a classe operária na senzala durante cinco séculos, agora viraram paladinos da justiça social.

Este reles blogueiro, especialista em nada, vai aqui, dar um refresco na memória de Francisco Praciano (PT-AM) e Eudes Xavier (PT-CE) - que votaram contra orientação partidária, sob alegação de que "não querem ser constrangidos pelas suas bases". Excelentíssimos senhores deputados, quando FHC entregou o governo à Lula, em 2002 - o salário mínimo, era de R$ 180 - logo que entrou, Lula elevou o o salário para R$ 200, e quando entregou o cargo à Dilma Rousseff, o salário mínimo era de R$ 510 - portanto, uma aumento real de mais de 300%.

Só mais um refresco, a grande luta do PT dentro do parlamento, sob a liderança do Senador Paulo Paim (PT-RS), foi a defesa incansável de uma salário mínimo de U$100 (cem dólares) - proposta essa que os demo-tucanos, através de suas lideranças, ACM e Agripino Maia, sim eram os demos que mandavam e desmandavam, FHC, só obedecia, pois o PSDB, foi refém de ACM até o fim do seu mandato. Alegavam que um salário mínimo desse porte, quebraria não só a previdência, como levaria à bancarrota a grande maioria das prefeituras do norte e nordeste.

Hoje, o salário mínimo equivale à R$ 328 (trezentos e vinte e oito dólares) - não só aumentou a arrecadação da previdência, como não faliu as prefeituras do norte e nordeste. Portanto o apocalípse pregado pelos demos, era uma falácia, e não se concretizou.

Só uma perguntinha, fica martelando meu juízo o tempo todo: Onde estava essa dupla, Franciso e Eudes, nos últimos 20 anos? Em coma? Ou em Marte?

Somente admitindo serem dois "parlapatões" - para votar contra uma bancada inteira e de quebra toda a base aliada, levando se em conta, que o PMDB, votou 100% com o governo, sendo que ainda ontem, estavam com uma faca no pescoço da Presidente Dilma, por conta de cargos e Furnas.

Ao excelentíssimos e nobres deputados, deixo meu recado: "Eleições passam, parlamentares, passam, felizmente o povo fica, essa nódoa, vocês irão arrastar em seus curriculos pelo resto da vida. Os 15 minutos de fama, proporcionados por nossos algozes, Folha, Estadão, Veja e Globo, já passaram, agora é a ressaca...
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Fonte:http://bogdopaulinho.blogspot.com/2011/02/quando-o-parlamentar-vota-pra-lamentar.html