domingo, 13 de fevereiro de 2011

País rico é país sem pobreza

10.02.2011
Do blog OS AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA


O primeiro pronunciamento da presidenta Dilma em rede nacional de rádio e tevê contrastou na forma, mas não no conteúdo em relação aos pronunciamentos de seu antecessor. E por “forma” entenda-se imagem. É forte o contraste entre a figura embrutecida pela vida que era Lula em seus pronunciamentos e a imagem suave e até bela da mulher que governa o país.

Dilma está bonita. O poder lhe fez bem. E seu gestual demonstra ter sido estudado e construído milimetricamente. Cada sorriso, cada franzir de cenho, cada arquear de sombrancelhas se coadunam com vestimenta, luz e cenário.

O resumo de sua fala, acima do anúncio de programas que ainda dar-se-ão a conhecer, materializa-se em promessa com que o novo lema do governo federal acena ao constatar um dos sinônimos de um país rico, que é o de não ter pobreza.

Poder-se-ia, contudo, dizer muito mais sobre o que é ser um país rico, ainda que mais do que rico o que se quer, para o Brasil, é que seja justo. O critério da riqueza, porém, atende a um sentimento que vai tomando os brasileiros, aos quais foi vendido, irremediavelmente, que a riqueza traz felicidade.

Todavia, se quisermos dar um sentido melhor ao termo “rico”, como sinônimo de valores sem cifrão, por exemplo, poderíamos dizer que:

País rico é país justo

País rico é país educado

País rico é país solidário

País rico é país sem violência

País rico é país com habitações dignas

País rico é país com sistema de saúde eficiente

País rico é país democrático

País rico é país governado para todos

A lista é infindável. Mas o bordão “país rico é país sem pobreza” também é bom, pois faz uma promessa de que, em verdade, país rico é país justo, com igualdade de oportunidades, com Justiça equânime para todos, com garantias individuais e coletivas idênticas para todos os estratos sociais, para todas as etnias, para todos os credos e regiões.

É cedo para pedir mais. Dilma governa há cerca de quarenta dias. Entretanto, estava no poder antes disso e, assim – e até por ter recebido um país organizado social, econômica e politicamente –, tem que fazer as coisas acontecerem em ritmo mais acelerado.

Resta oferecer uma reflexão à presidenta. De boas intenções o inferno está cheio. É difícil cumprir uma promessa de justiça social sem contrariar ninguém, ou melhor, contrariando apenas àqueles que, por esta ou aquela razão, for previsível que reagirão de forma contida diante da contrariedade.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/pais-rico-e-pais-sem-pobreza/

Kassab tem pronto estatuto de novo partido

12.02.2011
Do blog OS AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA

Embora esteja sendo cortejado por PSB e PMDB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), contratou dois escritórios de advocacia especializados em legislação eleitoral para cuidarem da criação de um novo partido.

Segundo interlocutores, Kassab pensa em denominá-lo Partido Democrático Brasileiro (PDB).

Nesta semana, o prefeito deu ordem para que os advogados procurem uma sede para o partido em Brasília e elaborem o manifesto e o programa partidário a serem submetidos aos “fundadores” da nova legenda. “O estatuto está basicamente pronto”, diz o advogado Admar Gonzaga, que dividirá o trabalho encomendado por Kassab com o colega Alberto Rollo.

Ideologicamente de centro, o novo partido é a alternativa mais “viável” encontrada pelo prefeito para deixar o DEM e levar consigo seus aliados próximos. Kassab quer garantias jurídicas de que seus aliados não correrão o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. “A preocupação dele é preservar os companheiros”, afirma Gonzaga.

Kassab deve ficar no DEM até 15 de março, dia da convenção nacional do partido. Após essa data, os advogados terão 90 dias para concluir o processo jurídico de criação da legenda. “Aguardamos apenas a definição do prefeito para deflagrarmos o processo”, afirma Admar. Para criar um partido que tenha abrangência nacional, o prefeito precisará de um total de assinaturas equivalente a pelo menos 0,5% do total de votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados (sem os votos brancos e nulos), distribuídos por ao menos um terço dos Estados.

Os advogados de Kassab não descartam o anúncio da sua desfiliação do DEM durante a convenção. “Pode ser o encontro de despedida dele do DEM”, diz Rollo. Ciente da movimentação de Kassab, a cúpula do DEM se reunirá em São Paulo para tratar da possível “debandada” do partido. Na próxima segunda-feira, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), candidato à presidência do partido, almoçará com os ex-senadores Marco Maciel (PE) e Jorge Bornhausen (SC). O DEM aceita abrir espaço na cúpula do partido para aliados do prefeito, caso ele decida manter sua filiação. Agência Estado
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/kassab-tem-pronto-estatuto-de-novo.html

II Fórum Mundial de Mídia Alternativa

13.02.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo matéria publicada na página dos blogueiros do Paraná:

Reunidos durante a “Assembleia Pelos Direitos à Comunicação”, centenas de participantes do Fórum Social Mundial de Dakar discutiram o contexto das comunicações e constataram que em todo mundo a liberdade de expressão é nula, travada ou reprimida e que o acesso à informação de qualidade é dificultado por podereosos interesses políticos e econômicos e por monopólios da indústria da comunicação.

Notou-se que há um crescente descrédito por parte da população em relação às notícias veiculadas pela velha mídia e, ao mesmo tempo, constatou-se um crescimento da conscientização e da capacidade dos próprios cidadãos em produzir e distribuir conteúdos que favorecem a dissiminação de informação de qualidade e em defesa da justiça social.

Os participantes da Assembleia aprovaram um declaração onde se destacam o apoio e o incentivo aos meios de comunicação alternativos, a luta por leis e regulamentações que garantam o direito à comunicação e à informação e permitam o desenvolvimento dos meios alternativos.

Os participantes da Assembleia declararam ainda que trabalharão para criar sinergias entre todos os atores da transformação social, para promover o acesso e apropriação dos meios de comunicação e das tecnologias da informação e da comunicação por parte dos cidadãos e apoiar o desenvolvimento e fortalecimento dos meios de comunicação comunitários e alternativos.

A Assembléia discutiu também a realização do II Fórum Mundial de Mídia Alternativa que acontecerá em 2012, no Rio de Janeiro, dois dias antes da Rio+20, a Conferência Mundial promovida pela ONU para discutir as mudanças climáticas.

A blogosfera progressista brasileira, a partir de agora, tem diante de si mais um novo desafio, ou seja, participar do processo de organização do II Fórum Mundial de Mídia Alternativa que ocorrerá em nosso país.

Os participantes da Assembleia também se solidarizaram com as lutas dos povos tunisiano e egípcio e condenaram todo o tipo de censura e repressão contra os cidadãos e produtores de conteúdo informativo.

O texto final da declaração será publicado em breve nos sítios do Fórum Social Mundial e poderá ser reproduzido livremente por todas as pessoas e organizações que defendem a liberdade de expressão e uma Outra Mídia Possível.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/ii-forum-mundial-de-midia-alternativa.html#more

Nem o PSDB aguenta o Serra

11.02.2011
Do blog OS AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA


Ao cobrar ontem, em artigo publicado nos jornais, uma ação mais vigorosa da oposição, o ex-candidato tucano à Presidência José Serra acabou acentuando a divisão interna no PSDB.

Serra reclama da falta de oposição, mas, na campanha dele, ano passado, o slogan foi "O Brasil pode mais", que passava a ideia de continuidade do que vinha sendo feito por Lula. Essa foi a oposição que ele fez - criticou o deputado Márcio Bittar (PSDB-AC).

No artigo, Serra acusou o partido de não saber fazer oposição e destacou o risco de a legenda se apequenar, frustrando os 44 milhões de eleitores que votaram nele no segundo turno. E condenou disputas entre companheiros.

- Não vejo essa tal crise no PSDB. Agora mesmo, acabamos de eleger os líderes das nossas bancadas na Câmara e no Senado por unanimidade. Uma parcela grande de deputados e senadores me indicou para disputar a reeleição para a presidência do partido. Agora, a preocupação de Serra em unir a oposição é sensata. Aliás, o partido não quer nada diferente disso - disse Sergio Guerra.

O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, ironizou o artigo de Serra. Segundo o petista, a discussão colocada pelo tucano parece mais "um acerto de contas dele com seus aliados".
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/nerm-o-psdb-aguenta-o-serra.htmlhttp://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/nerm-o-psdb-aguenta-o-serra.html

TV Globo escondeu a Seleção de Neymar

13.02.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de Cosme Rímoli, publicado em seu blog:

Por que a Seleção Brasileira Sub-20 fez tantos jogos às 00h10?

Ninguém no Sul-Americano do Peru atuou neste horário ingrato para o público nacional...

Como hoje, quando o time de Neymar decidirá o título contra o Uruguai e decidirá ou não sua ida à Olimpíada...

Nada é por acaso envolvendo televisão.

No Brasil, a TV Globo é dona dos direitos dos jogos para o território nacional.

Como faz com o Brasileiro, repassa a Bandeirantes com um custo mais baixo.

A empresa argentina Full Play é dona dos direitos da Sub-20.

E está tentando tomar da brasileira Traffic a Copa América.

Mas isso não vem ao caso.

O que importa é o horário que a Globo exigiu os jogos do Brasil.

Impôs o das 00h10 durante a semana por motivo muito simples.

Deixar a Seleção Pré-Olímpica a mais desconhecida possível da população em geral.

Foi raridade o que aconteceu na quarta-feira, quando houve jogos em Arequipa e nos regionais.

Nesta luta pela liderança da audiência no País, não vale a pena para a Globo valorizar a Seleção que vai a Londres em 2012.

Pelo simples motivo que a emissora carioca não tem direito sobre a próxima Olimpíada.

Ela é da Record.

Quanto menos Neymar, Lucas e Casemiro brilharem...

Quanto menos apego da torcedor ao time de Ney Franco, melhor...

Quantas pessoas podem ir dormir depois das duas da madrugada e trabalhar no dia seguinte?

A lógica é cruel e foi seguida à risca.

A Argentina, por exemplo, que não tem esse problema interno sempre jogou antes do Brasil.

A desculpa que no Peru o fuso horário é de menos três horas em relação ao nosso país é mera desculpa.

A Globo poderia impor o horário que desejasse.

E foi o que ela fez.

Por isso, o Brasil decidirá hoje o seu futuro amanhã.

A frase só é sem sentido para quem vai acompanhar a partida contra os uruguaios às 00h10 deste domingo.

A compensação virá no meio do ano que vem.

Quando, aí sim, o time de Neymar jogará em um horário que todos poderão assistir.

E torcer.

Brigará pela inédita medalha de ouro olímpica.

E não terá como a Globo mandar as partidas para as madrugadas.

Para sorte do torcedor...
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/tv-globo-escondeu-selecao-de-neymar.html#more

Projeto político de caciques paulistas se choca em 2014

13.02.2011
Do blog OS AMIGOS DA PRESIDENTA DILMA


O governador paulista Geraldo Alckmin sonha com a candidatura de José Serra (PSDB) para a Prefeitura de São Paulo. Mas ele não quer.

Serra, por sua vez, não descarta concorrer a governador em 2014. Mas aí é seu afilhado político, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que não quer.

A incompatibilidade dos projetos dos três principais líderes políticos de São Paulo ameaça abalar a aliança governista do Estado.

Em comum, Alckmin e Serra trabalham para evitar que o senador mineiro Aécio Neves se firme como única alternativa do PSDB à corrida presidencial de 2014.

Mas a coincidência para por aí. Serra sabe que a consolidação do nome do mineiro fecha-lhe duas possibilidades: a Presidência e o governo de São Paulo.

Por isso infla Alckmin como presidenciável, nem que seja só para debilitar Aécio.

Serra apoiará definitivamente escolha de Alckmin para sucessão presidencial caso perceba que não tem chances. Assim, poderá pelo menos concorrer ao governo de São Paulo. Mas é isso que assusta Kassab.

Em seu segundo mandato, o prefeito planeja disputar o Palácio dos Bandeirantes. Mas, em recente jantar com o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse que só não tentará o governo caso Serra seja candidato.

"Se Kassab dissesse algo diferente, eu ficaria assustado. Depois de um pé em Serra, a próxima vítima seria eu", disse Campos.

O PSB é um dos partidos com os quais Kassab flerta. Prestes a aderir à base governista, ele pretende consultar até o PT sobre sua candidatura. Teme, no entanto, o carimbo de desleal e evitará um confronto com Serra.

PREFEITURA

Já Alckmin idealiza o lançamento de Serra para a Prefeitura de São Paulo por dois motivos: além de imobilizar um potencial rival para governo ou Presidência, o governador ainda se livra do desgaste de patrocinar um candidato num momento em que não existe nome natural para o cargo.

A eleição de Serra permitiria ainda uma composição com Kassab num cenário dos sonhos de Alckmin: ele para Presidência e o prefeito para o Palácio dos Bandeirantes.

Todo o quebra-cabeça dependerá ainda do destino de Kassab. Em avançada negociação com o PMDB, o prefeito voltou a conversar com o PSB. Ele pretende deixar o DEM em março, após as eleições do partido.

Ele estuda três alternativas para permitir que deputados aliados deixem a sigla sem risco de perda de mandato. Além da flexibilização temporária da regra da fidelidade (que dependeria de acordo no Congresso), Kassab tenta convencer o DEM a se fundir com outro partido.

Nesse caso, os parlamentares do DEM poderiam deixar a legenda sem perder o mandato. A criação de uma nova legenda é outra hipótese em que a desfiliação não implica punição. Folha
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2011/02/projeto-politico-de-caciques-paulistas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/yPsQ+(Os+Amigos+da+Presidente+Dilma)

A ditadura no Egito e a omissão da mídia

13.02.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Rogério Marques, intitulado "Imprensa acordou com os gritos da multidão", publicado no Observatório da Imprensa:

A revolta popular no Egito não pegou de surpresa apenas os Estados Unidos e países europeus, velhos aliados de Hosni Mubarak e de outras ditaduras árabes. A imprensa brasileira, eternamente influenciada por Washington e pelos jornais americanos, foi igualmente surpreendida. Até então, quase todo o noticiário internacional e boa parte do de economia eram voltados para países como Bolívia, Equador, Venezuela, Irã. De repente, os gritos de revolta, primeiro na Tunísia, depois nas ruas do Cairo, invadiram os aquários das nossas redações.

Nossos editores, principalmente os de internacional, continuam agindo como no tempo em que se vivia, ao mesmo tempo, guerra fria e ditadura militar. Todo cuidado era pouco. Ter uma visão crítica da política americana e de outras potências ocidentais podia parecer um apoio ao "outro lado". De repente, leitores, ouvintes, telespectadores ficaram sabendo que o governo egípcio recebe dos Estados Unidos uma ajuda anual de quase US$ 2 bilhões – inferior apenas àquela recebida por Israel, outro aliado problemático de Washington. Os leitores ficaram sabendo também das lamentáveis condições de vida do povo, com altas taxas de desemprego, pobreza, desigualdade social. E o que acontecerá nas prisões egípcias, sauditas? Pouco se falou sobre isso, até agora.

Pena de morte é sempre execrável

O governo americano obviamente ficou em má situação, mas os correspondentes de nossas TVs nos Estados Unidos falam "da preocupação de Obama com a democracia" e coisas desse tipo, sem nenhum comentário crítico sobre a velha cumplicidade de Washington com as ditaduras árabes. A secretária de Estado americana Hillary Clinton tenta se equilibrar no salto alto e alguns jornais brasileiros parecem fazer o mesmo: da noite para o dia, passaram a chamar Hosni Mubarak de ditador, não mais de presidente, com apenas 30 anos de atraso. E a exigir sua saída imediata e a realização de eleições livres. Pensam que o leitor é idiota. Entraram em cena também os famosos "analistas" do óbvio. Até mesmo alguns comentaristas de economia descobriram, finalmente, as mazelas do povo egípcio. Com multidões nas ruas e jornalistas sendo presos e deportados, é hora de chutar o cachorro agonizante.

Em 2008 aconteceu algo parecido, quando explodiu nos Estados Unidos a crise das hipotecas, considerada a pior desde a Grande Depressão de 1929. A bolha do mercado imobiliário já vinha crescendo há alguns anos, mas somente depois de instalada a crise surgiram os analistas, agora para fazer previsões catastróficas sobre o futuro do Brasil. Alguns pareciam mesmo torcer pelo pior. Felizmente, quebraram a cara.

Esse tipo de atitude, essa falta de independência, leva a imprensa brasileira a não informar o público corretamente e a desrespeitar regras fundamentais do bom jornalismo: ouvir os dois lados, ter olhar crítico. Faltou isso também no episódio da condenação à morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani. Pena de morte, seja onde ou por que motivo for, é execrável. Os Estados Unidos têm nos seus corredores da morte 52 mulheres. Uma delas, Teresa Lewis, foi executada em setembro do ano passado no estado da Virgínia, por planejar o assassinato do marido e do enteado para receber um seguro. Milhares de pedidos de indultos foram recusados pelo governador da Virgínia, Robert McDonnell. Profissionais da área de saúde inundaram de e-mails a caixa postal do governador, alertando que Teresa era deficiente mental. De nada adiantou.

A imprensa esqueceu que Bush existe

Que moral tem um governo que executa mulheres para criticar outro que faz o mesmo? E nossa imprensa, por que não assume diante disso um posicionamento crítico, como no caso de Sakineh? E em países como a Arábia Saudita, onde a mulher sofre aquilo que oficialmente já sabemos, o que acontecerá longe dos olhos da imprensa?

De todos os casos de omissão da imprensa brasileira, o pior certamente diz respeito ao ex-presidente George W. Bush e ao ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair. Os dois são criminosos de guerra. Com base numa mentira, lideraram a invasão e destruição do Iraque. Despejaram toneladas de bombas, mataram, feriram e mutilaram milhares de civis. Até hoje, oito anos da invasão da chamada coalizão comandada pelos Estados Unidos, o país vive em clima de quase guerra civil. A ONU, onde as grandes potências dão as cartas, lavou as mãos. Exatamente como tem feito há décadas diante da atitude de Israel que, com a cumplicidade dos Estados Unidos, ocupa terras dos palestinos e atropela decisões das Nações Unidas.

Enquanto isso, o criminoso de guerra Bush engorda sua poupança dando palestras para empresários e em universidades, no mundo inteiro. Quem já viu, na grande imprensa, uma única crônica protestando contra essa impunidade, lembrando que George W. Bush é criminoso de guerra e deveria ser julgado por seus atos? Em setembro último, ele esteve no Brasil para falar a um grupo de empresários. Certamente voltou para casa com muito dinheiro. Cercado de seguranças, não deu entrevistas nem permitiu fotos. Talvez nem precisasse. Nossa imprensa simplesmente esqueceu que ele existe e todos os crimes que cometeu contra o povo iraquiano.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/ditadura-no-egito-e-omissao-da-midia.html

Italianas vão receber aparelhos de GPS para evitar estupros

13.02.2011
De Milão para a BBC Brasil*
Por Guilherme Aquino

Vão ser entregues cerca de 200 aparelhos na cidade de Monza

Cerca de 200 mulheres da cidade italiana de Monza vão ter aparelhos de GPS, batizados de "caixas rosas", instalados em seus veículos nas próximas semanas, em uma iniciativa da prefeitura local de evitar crimes sexuais.

Na realidade, se trata de um sistema antifurto que vai ser instalado gratuitamente nos veículos das mulheres e que elas vão poder acionar à distância, num raio de 150 metros do veículo.

O serviço irá funcionar 24h e alertar a patrulha mais próxima da área de onde partir o pedido de socorro.

A distribuição do aparelho tinha sido prevista inicialmente para dar maior segurança às mulheres que pudessem estar em dificuldades devido a um acidente rodoviário, por exemplo.

Mas, diante da atenção despertada por alguns casos de estupros, o aparelho ganha uma importância ainda maior e uma nova interpretação.

Vulneráveis

Monza tem cerca de 120 mil habitantes, 63% do sexo feminino. A seleção das candidatas para usar o equipamento segue a orientação do CADOM, o Centro de Ajuda de Mulheres Maltratadas, mas muitas preferem não revelar que foram vítimas de agressão.

"O maior problema é fazer com que o crime seja denunciado. Na maioria dos casos, a mulher tenta esquecer e até mesmo negar o estupro, a agressão física e psicológica", disse à BBC Brasil a secretária do Pares Oportunidades (órgão do governo destinado a fiscalizar a igualdade de oportunidades para ambos os sexos) de Monza, Martina Sassoli.

"Sabemos que a violência sexual acontece, principalmente dentro de casa, com maridos e companheiros de relações estáveis."

Tiveram preferência as mulheres que trabalham de noite ou durante a madrugada e vítimas que já denunciaram agressões ou viveram ou vivem situações de risco de abuso sexual, ameaças e perseguição por parte de ex-companheiros ou desconhecidos.

Outras grandes cidades italianas também pretendem adotar a medida.

A prefeitura de Milão anunciou a distribuição de mil aparelhos de GPS. Eles vão ser doados para moradoras de quarteirões com maiores índices de criminalidade e instalados de graça. As mulheres irão ficar com o aparelho durante três anos.

"A mesma experiência vai ser repetida em Roma. Nos já tínhamos pensado nesta utilização contra a agressão sexual", disse Matteo Avico, diretor de comunicação da fundação Ania (ONG que promove a segurança rodoviária), que apresentou o projeto em 2007.

Pulseira

A experiência dos aparelhos de GPS colocados à disposição das proprietárias de veículos pode minimizar o problema, mas as mulheres que não possuem carros ainda continuam sem opção de proteção.

"A minha grande preocupação também é com as mulheres que usam os transportes públicos, caminham a pé e que precisam de segurança. Estamos estudando uma parceria para dar a elas um instrumento de ajuda eficaz", disse Martina Sassoli.

Uma das hipóteses é o uso de uma sofisticada pulseira com um chip embutido. A emissão dos sinais começa quando a pessoa aciona um dispositivo que, por sua vez, acende o radiotransmissor preso ao corpo ou dentro da bolsa, ao alcance da mão. O S.O.S. chegaria diretamente à central de polícia.

Alguns casos recentes de estupros cometidos por imigrantes estrangeiros revoltaram a opinião pública e levaram o governo a lançar novas leis para coibir assédios sexuais.

Leia mais na BBC Brasil: Itália aprova decreto que endurece leis contra estupro

Embora a maior parte dos condenados ou denunciados por estupro sejam italianos, existe o temor de que os casos recentes aumentem a xenofobia no país.

*Publicada originalmente em 20 de fevereiro de 2009.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/02/090220_gps_rosa_italia_rc.shtml

Começou a caça a família de Lula

13.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


No Estadão; "Caberá à 10ª Vara Criminal da Seção Judiciária de São Paulo julgar suposto tráfico de influência praticado pelo filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz, no caso Gamecorp. A decisão é da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento de um conflito de competência"

Vai começar o sensacionalismo da imprensa. Os promotores que adoram holofote da mídia procurando visibilidade para a próxima eleição, são escolhido a dedo pelo PSDB, a maioria são tucano. Duvida? Fernando Capez, foi promotor em São Paulo, hoje é deputado do PSDB. Carlos Sampaio, também foi promotor, é (ou foi) deputado do PSDB

Você lembra de algum caso envolvendo politicos do PSDB paulista que foi apurado? Todos os casos ficaram estagnadas na justiça paulista, ou não?. Caso de corrupção envolvendo Alston e PSDB, que fim levou? As 7 mortes no buracão do metrô do Serra, quem foi condenado?. O dinheiro publico da Nossa Caixa que o governaodor Geraldo Alckmin pagava o blogueiro da Veja, o que deu o processo?..Enfim, quantos casos você conhece em que a justiça paulista julgou e condenou um tucano?

O Ministério Público Paulista foi contaminado pela doença do PSDB, a maioria dos seus integrantes são filiados ao PSDB e agem como militantes a serviço do PSDB e não como promotores públicos.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/comecou-caca-familia-de-lula.html

PSDB: drogas, corrupção o e incompetência.

13.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu a descriminalização dos usuários de drogas em entrevista veiculada neste domingo no programa Esquenta!, apresentado por Regina Casé na Rede Globo. "O usuário não é um bandido, não pode ser tratado como criminoso", disse FHC, que perdeu as eleições para a prefeitura de São Paulo em 1985, quando foi alvo de uma campanha moralista do então adversário Jânio Quadros, que o acusava de ser ateu e de ter fumado maconha na década de 1960.Pergunta para o Fernando Henrique:o usuario rouba, mata, sequestra, para sustentar seu vicio, se isso não é crime, não sei o que é?

" Descriminalizar quer dizer que não adianta colocar o usuário na cadeia, onde ele só vai aprender a usar outras drogas. FHC não está se atualizando em Sociologia está morando muito tempo na França, usuário de drogas no Brasil quando não tem dinheiro para comprar drogas faz assaltos e até mata para manter seu vício...

E FHC precisa lembrar...

hoje se o advogado provar que o cara é usuário ele não vai para a cadeia, mas ganha uma pena alternativa, de prestação de serviço à comunidade. O problema é que a lei ainda é frouxa. Se o garoto é negro, mora na favela, vai ser considerado traficante. Se o menino é branco, classe média, com a mesma quantidade, vai ser considerado usuário.

E disse também...

Para o ex-presidente, o Brasil deve seguir o exemplo de países que têm "avançado" no modo de lidar com a questão. "Dependemos de nós mesmos. À medida que mais pessoas tenham essa opinião (favorável à descriminalização), as coisas avançam. E estão avançando, lentamente. Está avançando na Argentina e no México. Avançou muito em Portugal, na Holanda, na Rússia, na Alemanha. A ideia que vem dos Estados Unidos de que 'basta prender que resolve' fracassou", afirmou.

Economia

Segundo FHC, os brasileiros estão com "mais dignidade, menos medo de assumir o que são" desde a redemocratização do País e o controle da inflação. "O Brasil saiu de um regime de peso, desemprego e inflação. Ainda há isso, falta muita coisa, está tudo cheio de problemas, mas hoje há como prever. Antes, ninguém poderia calcular nada", disse, em referência à instabilidade dos preços durante o período inflacionário.

Fernando Henrique deveria ter citado Lula. Folha - 14/01/2010 - Inflação no governo Lula é 37% menor que nos anos de FHC

O índice fechou 2009 com taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Entre 1995 e 2002, durante o período de implementação do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso, o IPCA médio ficou em 9,1%.

De 2003 a 2009, sob o governo do PT, o índice médio caiu para 5,7%. Ou seja: a inflação média anual dos sete anos de Lula é mais de um terço (37%) menor que a dos oito anos de FHC.

Associada ao aumento do salário mínimo e a programas de transferência de renda, a inflação mais baixa funcionou como motor de redução da pobreza. Em 2003, com um salário mínimo, comprava-se pouco mais de uma cesta básica (1,5). Hoje, compra-se algo mais que duas (2,2) cestas básicas.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/psdb-drogas-corrupcao-o-e-incompetencia.html

O sonho de “matar” Lula

13.02.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


Com a espantosa inteligência política que lhe é característica, o ex-presidente Lula deu uma resposta arrasadora àqueles meios de comunicação que o fustigam sem parar desde que enfrentou Fernando Collor de Mello na eleição presidencial de 1989.

Durante participação nas comemorações dos 31 anos do PT, o ex-presidente foi direto ao ponto ao considerar que estão tentando criar diferenças entre o governo dele e o de Dilma Rousseff. Disse, textualmente, o seguinte:

“O fracasso de Dilma é o meu fracasso. Se a grande desconstrução do governo Lula é falar bem do governo Dilma, eu posso morrer feliz”

Visivelmente assustada com a possibilidade real de o PT manter o poder em 2014, a direita midiática inventou duas táticas principais que terão que ser “tratadas” devagar e sempre pelos que se opõem ao seu sonho de “matar” Lula politicamente.

Uma dessas táticas é a de tentar envenenar a relação entre o ex-presidente e a sucessora, mirando no histórico verdadeiro de crias que se voltam contra os criadores, como no caso de Pitta contra Maluf, de Fleury contra Quércia ou, mais recentemente, de Kassab contra Serra.

Aliás, se formos generosos com a direita, haverá que considerar que também na esquerda há fenômenos similares, ainda que não sejam idênticos aos que se viu na direita.

De fato, há um sem-número de esquerdistas que se tornaram os piores inimigos de Lula. O PSOL que o diga. Contudo, trata-se de uma cizânia entre meros correligionários e fundada muito mais na vaidade e nos projetos pessoais dos que se sentiram preteridos pelo líder petista.

Os motins de Pitta, Fleury ou Kassab decorreram da percepção que eles tiveram de que seus padrinhos políticos estavam em processo de degenerescência política e deles decidiram se afastar. E é aí que entra a segunda parte da estratégia midiática.

A percepção da direita midiática é a de que, sem Lula ter como se manifestar sonoramente agora que deixou o poder – e com a suposta afasia política de Dilma que essa direita vê no estilo “discreto” dela –, será possível realizar esse antigo e tão acalentado sonho.

O método de desconstrução do governo Lula que criaria o ambiente para uma cizânia entre o seu protagonista e a sucessora é o de apontar uma herança maldita em um governo que saiu apoiado por 83% da população devido a ter gerado um bem-estar social inédito em todas as classes sociais e regiões do país.

A aposta é a de que ninguém se perguntará como a mídia pôde negar que foi herança maldita o país quebrado e em crise que Lula recebeu de FHC enquanto afirma que é herança maldita o país em processo de crescimento e com tantas perspectivas de futuro que Dilma herdou.

De uma coisa, porém, todos podem ter certeza: se a aliança entre Lula e Dilma não foi produto de mero conchavo eleitoreiro, essa cizânia pode nunca acontecer. Tasso Jereissati e Ciro Gomes estão aí para mostrar como relações de amizade sobrevivem a tudo.

O fato é que a direita se deixa convencer pelo seu discurso político sobre Lula, negando-lhe a sua inquestionável inteligência ou qualquer de seus méritos, inclusive de caráter. E confunde a postura política discreta de Dilma com desejo de se diferenciar do antecessor.

Bastaram duas ou três declarações da presidenta sobre política externa para a direita midiática enxergar mudança de rumos na diplomacia. Em um mês e tanto de governo.

Contenção de gastos devido à inflação de demanda causada pela forte e rápida retomada da atividade econômica, apesar de o governo Lula ter aumentado os juros em pleno processo eleitoral, é confundida com sinal de deterioração da economia.

A mais breve análise do histórico da mídia de suas previsões sobre os rumos da economia nos últimos oito anos mostra enganos homéricos, como no caso de sua aposta de que a crise financeira internacional seria um tsnumi, ao passo que foi uma marolinha.

Politicamente, o histórico sobre as apostas políticas tucano-pefelê-midiáticas revela outro gigante de incompetência e falta de sensibilidade que culminou com um encolhimento dos partidos de oposição que chega a ameaçar o sistema de pesos e contrapesos democrático.

Não admira que a esquerda ande batendo em si mesma. Com adversários fracos assim, se não brigar com alguém capaz de reagir à altura acabará perdendo o jeito.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/o-sonho-de-%E2%80%9Cmatar%E2%80%9D-lula/

Foto de afegã que teve nariz arrancado pelo marido é premiada

11.02.2011
Da BBC BRASIL

Jovem foi mutilada por ordem de comandante do Talebã

A imagem de uma jovem afegã que teve o nariz e as orelhas arrancadas por seu marido ganhou nesta sexta-feira o prêmio World Press Photo como melhor foto jornalística de 2010.

Bibi Aisha, 18 anos, moradora da província de Oruzgan, no centro-sul Afeganistão, sofreu os ferimentos por ordem de um comandante do Talebã depois de ela ter fugido de seu marido, alegando que era tratada com violência por ele.

Bibi foi encontrada pelo Talebã na casa dos seus pais, onde buscou refúgio. após o veredicto imposto pelo comandante, o cunhado da jovem a prendeu no chão, para que depois o marido executasse a mutilação.

Abandonada, a jovem afegã acabou resgatada por militares americanos e equipes de ajuda humanitária. Ela agora mora nos Estados Unidos, onde passou por uma cirurgia de reconstituição na face.

A imagem premiada foi feita pela fotógrafa sul-africana Jodi Bieber, tendo estampado a capa da revista semanal americana Time em agosto do ano passado. Este é o oitavo prêmio World Press Photo ganho pela sul-africana.

"Esta pode se tornar uma daquelas fotos - e nós temos talvez somente dez delas em nossa era - que, quando alguém comentar, 'você sabe, aquela foto de uma garota...', você saberá exatamente do que se está falando", disse o presidente do júri, David Burnett.

"(A fotografia) é forte porque a mulher parece ter tanta dignidade", afirmou a integrante do júri Ruth Eichhorn.

Brasil

O júri, formado por 19 pessoas, premiou fotógrafos em nove categorias. Em cada uma delas, foram dados prêmios separados para imagens únicas e para séries de fotos, fossem elas ensaios ou portfólios de profissionais.

A foto da jovem afegã, além de vencer o prêmio principal, também foi a primeira colocada na categoria "Retrato".

Mais de 5,8 mil fotografias participaram da competição. A premiação é realizada pela fundação World Press Photo, com sede na Holanda.

O fotógrafo brasileiro Alexandre Vieira, do jornal O Dia, ganhou uma menção honrosa por uma série de fotos de um tiroteio em uma rua do Rio de Janeiro ocorrido em março.

Além disto, o júri deu outra menção honrosa a uma série de 12 fotografias feitas pelos mineiros que ficaram presos por 69 dias na mina San José, no Chile, a 700 de profundidade, até serem resgatados em 13 de outubro de 2010.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/110211_premio_foto_afega_rp.shtml

Mulheres saem às ruas na Itália para pedir renúncia de Berlusconi

13.02.2011
Da BBC BRASIL

Com montagem de Berlusconi preso, italianas protestam contra premiê na Piazza del Popolo, em Roma

Milhares de italianas organizam neste domingo, em diversas cidades do país, um protesto pedindo a saída do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, a quem acusam de denegrir a reputação das mulheres, depois dos recentes escândalos sexuais em que se envolveu.

O dia de protestos ganhou o título de "Se Não Agora, Quando?". Para as participantes da manifestação, Berlusconi enfraqueceu a posição das mulheres na sociedade italiana ao tratá-las como objetos.

Berlusconi é acusado de ter mantido relações sexuais pagas com a dançarina de origem marroquina Karima El Mahroug, além de ter influenciado a liberação da jovem quando ela foi detida pela polícia.

Conhecida com Ruby, Karima, atualmente com 18 anos, participou de festas do primeiro-ministro quando ainda tinha 17 anos. Promotores acusaram formalmente o premiê por manter relações sexuais com uma menor de idade e por abuso de poder.

Ruby admite ter recebido 9 mil euros (cerca de R$ 20 mil) do primeiro-ministro, mas nega que seja prostituta e afirma que a quantia era um presente. Berlusconi nega as acusações e afirmou que o processo tem motivação política.

No final de janeiro, o nome de uma segunda menor de idade, uma brasileira que teria participado aos 17 anos de festas que incluiriam orgias organizadas por Berlusconi, foi revelado pelos promotores.

Iris Berardi já era conhecida pela polícia italiana como prostituta e teria participado de festas em casas do primeiro-ministro na Sardenha e em Milão, dias antes de completar 18 anos.

Personalidades

Segundo o correspondente da BBC em Roma Duncan Kennedy, personalidades como a atriz Sabina Guzzanti - conhecida por sua imitação de Berlusconi - e a líder oposicionista Rosy Bindi estão participando dos protestos.

É esperado que as mulheres saiam às ruas de 60 cidades em toda a Itália.

A popularidade de Berlusconi está em cerca de 35%, e ele mantém o apoio do partido Lega Nord, seu principal aliado na coalizão de governo. Kennedy afirma, no entanto, que muitos italianos - tanto mulheres quanto homens - acreditam que o premiê deve se afastar, por transformar a Itália em motivo de piada.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/110213_berlusconi_protesto_rp.shtml

Políticas públicas de segurança reduzem custos dos seguros de veículos

13/02/2011
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro
- A implantação de políticas públicas de segurança é o principal fator de redução do custo dos seguros de veículos no país, segundo o presidente do Clube dos Corretores do Estado do Rio de Janeiro, Amílcar Vianna.

Um estudo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra queda de 12,57% no Rio de Janeiro de 2009 para 2010. Em São Paulo, a redução foi de 7,21%, enquanto no Distrito Federal houve um aumento de 21,80%.

Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que a quantidade de veículos roubados ou furtados no país caiu de 48,3 mil, em 2008, para 38,2 mil no ano passado. O índice de recuperação de veículos foi de 41% em 2010. Somente em dezembro, a recuperação foi de 43%.

O custo do seguro, como é chamado o preço da apólice, é formado por vários itens, como o índice de roubo, o custo de peças de reposição e a quantidade de acidentes ocorridos com os automóveis. No caso do Rio de Janeiro, em especial, a Lei Seca foi um dos fatores que contribuíram para a redução do preço do seguro, segundo Vianna.

“A lei diminuiu enormemente o número de colisões no trânsito. As colisões também geram um custo para a indústria de seguros. Se eu tenho um número menor de colisões e de roubos, certamente os custos dos seguros são reduzidos.”

A instalação das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes do Rio também pesou no resultado. “É um fator a mais”, disse Vianna, destacando que essas unidades foram implantadas principalmente no segundo semestre de 2010, e que a redução nos custos dos seguros ocorreu gradativamente.

Vianna aposta que haverá maior interesse dos moradores das comunidades pacificadas pelos seguros em geral. Segundo ele, o aumento da renda do trabalhador provoca uma reação positiva no setor de seguros.

“Naturalmente, a população das classes C e D deve tornar-se consumidora de seguros pessoais ou patrimoniais. Acredita-se que vai haver um crescimento do chamado microsseguro, dedicado à população de baixa renda e contratado de maneira simplificada, para garantir não só o patrimônio, mas, especialmente, a vida dessas pessoas.”

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=F7D1E094CAC5E1D5CA2A0DACDD9104A5?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-4&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=7&_56_groupId=19523&_56_articleId=3188140

Paulo Moura: O dia em que a multidão foi maior do que o Cairo

13.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
via José Carlos
Por Paulo Moura*,
Jornal Público

CAIRO — Venceram. Era impossível, mas venceram. A praça Tahrir estava cheia quando rebentou a notícia, sob a forma de gritos – “Alah U Akbar!” E todos souberam o que era. Não pela frase, mas pelo modo arrebatado, incandescente, como foi gritada. “Alah U Akbar!”, e as multidões que ainda faziam fila nos checkpoints junto aos tanques lançam-se a correr loucas sobre a praça. Ao princípio parece uma guerra, um novo ataque dos provocadores, uma carga da polícia ou do exército, mas é apenas alegria. Violenta como tiros de canhões.

“Egipto livre! Egipto livre!”, gritam grupos que correm em comboios rumo ao coração de Tahrir. “O povo venceu”, gritam outros. “Nós somos o povo do Egipto”. E tambores explodem em ritmos desenfreados, música, foguetes, o ulular das mulheres árabes. Há sorrisos em todos os rostos. Sorrisos estranhos, que parecem brotar de uma nascente lídima e cristalina da consciência humana.

“Estou aqui de alma e sangue”, diz Zeinob, 26 anos, médica. “Estou aqui pela dignidade do meu paà ­s. Com orgulho nele. Orgulho que o mundo nos esteja a ver neste momento. Pensavam que os povos árabes eram desorganizados, incultos e violentos? Pois o que me dizem agora?”

Zeinab sabe que se seguem tempos difíceis, mas tem confiança absoluta no futuro. “Recuperámos a nossa dignidade. Depois do que aconteceu nesta praça, nunca mais ninguém nos poderá humilhar”.

“Bem vindo ao século XXI”

Mahmoud Halaby, 46 anos, publicitário, acrescenta: “Somos um povo pacífico. Aguentámos este ditador durante 30 anos: querem melhor prova?” E Khaled Kassam, 23 anos, médico, diz: “Os governantes que vierem a seguir sabem que terão de tratar este povo de forma diferente. Vamos observar a transição passo a passo. Se as coisas não evoluírem na direcção certa, faremos ouvir a nossa voz. Egipto, bem-vindo ao século XXI”. Mahmoud acredita que os militares vão cumprir a promessa de transformar o regime. “Com Mubarak no poder não seria possível, mas agora sim. O regime é como uma serpente. Se lhe cortarmos a cabeça, não pode sobreviver”.

Tahrir nunca teve tanta gente. Chegam cada vez mais, aos milhares. Já não cabem, apertam-se, misturam-se, unem-se num organismo desmesurado e vivo, a revolver-se de júbilo, como uma crisálida em plena transformação. A multidão é maior do que a praça, do que a cidade. Maior e mais poderosa do que se julgava.

“É uma surpresa. Para mim é uma surpresa. Nunca pensei, nunca sonhei que vencêssemos”, diz Ahmed Shamack, 21 anos, estudante de engenharia. “Acho que nunca ninguém acreditou verdadeiramente. Sabíamos que tinha de acontecer, mas não o imaginávamos. Por isso agora é tão maravilhoso”.

Farah Faouni, uma rapariga de 23 anos e olhar negro e intenso como o de uma sacerdotisa de Ísis aproxima-se para dizer, lentamente: “Sinto o doce aroma da liberdade”. E depois acrescenta: “Vamos avançar. Vamos construir neste lugar um país democ rático e livre. Ninguém nos poder impedir. Este é o nosso tempo.”

Um velho de barbas e longa túnica chora ruidosamente, de braços no ar. Mulheres sozinhas, perdidas na multidão, têm os olhos cheios de lágrimas. Há rostos tisnados, rugosos, sujos, chorando e rindo ao mesmo tempo. Alguns procuram desesperadamente um jornalista para lhe contar a sua vida. Como se o pudessem fazer pela primeira vez, em liberdade. Só agora se permitindo olhar para si próprios e ver-se na sua miséria e grandeza. Chorar é o primeiro apanágio da liberdade. O primeiro direito. “Eu não tenho trabalho. Não tenho segurança social, não tenho seguro, não tenho uma casa decente, não tenho assistência médica para a minha família, diz Sherif Assan, 41 anos, rodeado dos seus quatro filhos, Radua, Mohamed, Zwad e Tamema. Esta tem dois anos e está às cavalitas dele. Os outros, de 3, 4 e 6 anos, estão à volta da mãe, que tem o rosto coberto pelo hijab negro. “Não temos nad a. A minha família merece mais do que isto”.

Mariam, 20 anos, estudante, diz que não sabia que Mubarak era um homem rico. “Ninguém sabia, até a revolução ter começado. Diziam às pessoas: “Sabemos que vocês estão na miséria, que sofrem, mas não podemos fazer nada. Não temos dinheiro”. Afinal descobrimos que Mubarak e a família têm uma fortuna pessoal de milhões. É revoltante. Ele é um homem mau, que desprezou o seu povo”.Amin, 31 anos, topógrafo, diz que está a ver na praça gente que nunca tinha vindo. “Os mais pobres não aderiram de início à revolução porque estão habituados a viver de forma negativa. Para o momento, para a sobrevivência. Não acreditavam em nada. Não sabiam o que era a esperança. Mas esta revolução também é deles. É sobretudo deles.”

As horas passam e a festa, na praça Tahrir, em toda a cidade do Cairo, em todo o país, não esmorece. A energia aumenta, redobra-se, como se a felicidade precisasse do seu tempo para correr nas veias.

Eles venceram. Contra todas as probabilidades, enfrentando o regime mais forte e empedernido do Médio Oriente. O que tinha as costas mais bem protegidas. Lançaram contra eles a Polícia, uma força de quase dois milhões de homens. Cercaram-nos com o Exército, que tem 500 mil soldados. Atiraram contra eles turbas armadas e enfurecidas. Disseram-lhes que estavam a trair o país. A matar a economia. “O que não pensaram”, diz Amin, “é que a maioria destas pessoas não beneficia nada da economia egípcia. Por isso também se estavam nas tintas para os prejuízos na economia”.

Disseram-lhes que estavam a ser manipulados pelos estrangeiros. Que Israel, o Irão e a América queriam dominar o país. Que havia agentes infiltrados a pagar 100 dólares a cada manifestante. Amin cita o Corão: “Nem que pagassem às pessoas todo o dinheiro do mundo para se amarem umas às outras, elas nunca o fariam, se não se amassem realmente “.

“A internet fez-nos pensar”

Desvalorizaram-nos, dizendo que eram os miúdos do facebook. “Mubarak e Suleiman tentaram humilhar-nos dessa forma”, explica Ahmed Shamak. “Mas agora sou eu que lhes digo: foram os miúdos do facebook que vos tiraram do poder”.

O facebook iniciou o processo, mas a revolução tomou a sua dinâmica. “Olho em redor e não me parece que estas pessoas tenham uma página no facebook”, diz Amin. Mas Samy, 60 anos, médico, admite: “Foram eles, os jovens, que fizeram isto. Olhamos para eles e vemos finalmente o que este país é. Estivemos cegos, incapazes, durante 30 anos. Este regime roubou-nos a nossa vida. Mas estes jovens vão vivê-la por nós, e isso faz-me feliz”.

Ahmed Shamak diz que a internet foi importante porque abriu os horizontes aos jovens. “Os nossos media eram controlados pelo regime, e eram mentirosos. Não nos falavam do mundo, não nos mostravam a verdade. A internet permitiu-nos saber o que se passava. Ver que havia outras formas de vida. A internet fez-nos pensar”.

Obama discursa no Cairo

A 4 de Junho de 2009, Barack Obama escolheu o Cairo para proferir o seu discurso dirigido ao Médio Oriente. Falou da necessidade e possibilidade da democracia e da dívida que a Civilização tinha para com a cultura muçulmana. Lembrou que, durante séculos, o Islão transportou a luz que abriu espaço para o Renascimento e o Iluminismo na Europa.

No Egipto não havia oposição. O regime estrangulou toda a semente de pensamento livre, todo o debate de ideias. Não era possível fazer nada, mas os jovens encontraram estranhos caminhos. Captaram sinais invisíveis como os místicos sufis. Puxaram pelos galões de sete mil anos de civilização. Misturaram o melhor de todos os mundos. Ouviram Umm Kulthum cantar Blowing in the wind no deserto. Ergueram a sua própria Sierra Maestra no ciberespaço. Criaram um delta de comunicação, capila r, fresco e fecundo. E venceram. A sua exigência era a mais simples de todas e por isso a mais difícil: a liberdade.

“O que está a acontecer aqui é uma coisa única”, diz Farah Faouni, a sacerdotisa de olhos negros. “Talvez o mundo mude depois disto”, grita ela sobrepondo-se às buzinas dos carros que enchem todas as ruas do Cairo, em filas intermináveis, com música no máximo, raparigas sentadas nas janelas, cantando e agitando bandeiras. A cidade, vista da ponte 6 de Outubro, parece agora outra, envolta numa névoa brilhante. Tudo está diferente do que era ontem. Talvez este seja um daqueles raros momentos em os que seres humanos se olham uns aos outros e vêem seres humanos. Sente-se que alguma coisa decisiva está a acontecer. Até o Nilo se revolveu no seu leito sagrado. A Esfinge olhou, desconfiada, a pirâmide de Kéops rangeu nos pedregulhos. Os jovens do Egipto exigiram o impossível. E venceram.

* Paulo Moura é do jornal português, Público, e foi enviado ao Cairo, Egito, para cobrir as manifestações que levaram à queda do ditador Mubarak
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-moura-o-dia-em-que-a-multidao-foi-maior-do-que-o-cairo.html

Vereadores e secretários recebem o Bolsa-Família

13.02.2011
Do site CONSULTOR JURÍDICO


Principal programa social do governo, o Bolsa-Família ajudou a reeleger o então presidente Lula em 2006, foi cabo eleitoral de Dilma Rousseff no ano passado e mereceu elogios até mesmo de candidatos da oposição, que prometeram ampliá-lo se chegassem ao Planalto. Mas uma parte do dinheiro que deveria reduzir um pouco os efeitos da miséria em milhões de lares brasileiros, oito anos depois de criado o programa, ainda é desviada para beneficiar pessoas que não se encaixam no perfil exigido. A notícia é do jornal O Estado de Minas.

Em 2010, último ano do governo Lula, 1.327 funcionários públicos municipais com renda familiar per capita acima da estipulada pelo Bolsa-Família receberam o benefício, de acordo com levantamento feito pelo Estado de Minas com base nos relatórios divulgados pela Controladoria-Geral da União, em suas investigações sobre a aplicação de verbas públicas federais nos municípios. Desses, pelo menos 30 são mulheres de vereadores e 15 mulheres de secretários de prefeituras. Muitos beneficiários ainda continuaram recebendo o benefício mesmo depois das visitas dos fiscais em março, maio e julho.

Servidor público receber Bolsa-Família não é uma irregularidade ao pé da letra. Os casos apontados pela controladoria nos relatórios divulgados neste início de ano, entretanto, estão todos fora da lei, já que os funcionários têm renda familiar per capita acima de R$ 140, valor máximo para ter direito ao recurso. O problema é que o cadastro das pessoas que recebem o recurso é feito pelas prefeituras. Em um dos relatórios divulgados, a CGU questiona a concessão de benefícios irregulares a servidores municipais: “Esta (a prefeitura) tem acesso tanto à ficha financeira quanto ao cadastro dessas pessoas, o que já seria suficiente para verificar a incompatibilidade de renda per capita”. A CGU ressalta ainda que o Decreto 5.209/2004, do presidente Lula, proíbe que políticos eleitos em qualquer esfera de governo recebam recursos do Bolsa-Família.

Em Frei Inocêncio, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, a controladoria flagrou a mulher do então secretário de Obras, Cyntia Rodrigues Pereira, recebendo o benefício no valor de R$ 68. Ela teve a poupança bloqueada em abril, um mês depois da visita da CGU à cidade. Seu marido, Marcelo Vieira Cabral, foi exonerado da secretaria em outubro, devido a atritos com o prefeito. Cyntia disse que já recebia o benefício antes de conhecer Marcelo. Ela assumiu que não precisava da verba, mas explicou que o dinheiro era para ajudar o irmão, de 14 anos. “Somos órfãos e meu irmão precisava desse dinheiro”, afirmou.

Em benefício próprio

Nos grotões do Maranhão, em Benedito Leite, cidade com pouco mais de 5,3 mil habitantes, os desvios do recurso federal beneficiaram a vereadora Idelvania Carreiro de Morais. Ela, diferentemente do seu companheiro na Câmara Municipal, que pôs a mulher como titular no cadastro, recebia a verba diretamente. Segundo as informações da CGU, a vereadora não declarou renda, mas se elegeu em 2008, de acordo com os registros da Justiça Eleitoral. Já a mulher do outro vereador, Maria Aparecida Miranda da Silva, solicitou cancelamento do benefício, em 10 de agosto, um mês depois da visita dos fiscais na cidade. Seu marido recebia no Legislativo Municipal R$1,4 mil. Os vereadores foram procurados pela reportagem, mas não foram encontrados.

Como se não bastasse secretários e vereadores receberem o benefício, a CGU encontrou até chefe de gabinete da prefeitura e coordenador do Bolsa-Família tirando proveito do dinheiro dos pobres. Estes casos foram detectados em São Expedito Lopes, no Piauí.

Além de a mulher do secretário de Obras ter sido contemplada com os recursos, dois coordenadores do programa aproveitaram a situação para se cadastrar. Além deles, outros dois funcionários da prefeitura receberam o benefício irregularmente: uma professora e um servidor da Secretaria Municipal de Agricultura.

Casa própria

Em São Joaquim de Bicas, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, na Região Central de Minas, 104 servidores municipais receberam o benefício irregularmente em 2010, de acordo com os relatórios da controladoria. Com renda de R$ 2.198, a agente da dengue Amária Aparecida Soares, dona de uma confortável casa na Rua Rio de Janeiro, no Bairro Tereza Cristina, está cadastrada no programa. A alguns quarteirões, em um barracão, mora sua irmã, titular do benefício, Neuza Rosa Soares. Com dois filhos pequenos, Neuza disse que é a única que usa o dinheiro, “até porque a minha irmã não precisa, tem casa própria”. Ela não soube explicar por que Amária está cadastrada, mas disse que já pediu para tirar o nome dela da lista. Amária Soares não foi localizada pela reportagem, seu marido, Alexandre Soares, que trabalha em uma funerária, disse não saber que sua mulher está cadastrada.

O secretário de Assistência Social de São Joaquim de Bicas, Márcio de Almeida e Silva, disse que os benefícios dos 104 servidores denunciados pela CGU já foram bloqueados. “O prefeito paga a cesta básica para os funcionários em dinheiro. Nós não sabíamos que esse valor contava como salário, por isso, a CGU encontrou tantas pessoas recebendo acima do estipulado pelo programa”, explicou. Já o controlador interno da Prefeitura de Mateus Leme, também na Região Central, Orlando Pereira, informou que o município não vai cortar o cadastro dos 27 servidores questionados pela controladoria. Ele disse que o Executivo municipal está fazendo uma nova fiscalização e que nem sempre as informações detectadas pela CGU estão corretas.

Em uma casa simples, mas com um carro na garagem, a reportagem localizou Viviane Pereira, funcionária pública de Mateus Leme, que teve o benefício cortado depois da visita dos fiscais na cidade. Ela disse que quando começou a receber o benefício não trabalhava e que depois não pediu para bloquearem o cartão. “Eu já questionei com os funcionários do programa que várias famílias que não precisam estão recebendo o benefício e que pessoas que precisam não recebem”, afirmou. O volume maior de servidores que receberam o dinheiro de forma irregular registrado pela CGU foi em Benjamin Constant, no Amazonas, onde 177 famílias, sem necessidade, receberam o benefício. Só em julho foram desperdiçados R$ 20,2 mil.
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Fonte:http://www.conjur.com.br/2011-fev-13/cgu-identifica-vereadores-secretarios-recebem-bolsa-familia

Governador reúne prefeitos para o combate à dengue em Pernambuco

13.02.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


O governador Eduardo Campos e o secretário de Saúde, Antonio Carlos Figueira, reúnem prefeitos de 19 municípios pernambucanos com maior risco de epidemia de dengue para apresentar o plano estadual de contingência contra a doença. O encontro será no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (14/02), às 9h. O objetivo é integrar as prefeituras às ações desenvolvidas pelo Estado e apoiá-las na estruturação de planos municipais. Dos municípios convocados, 14 têm alto risco de epidemia (Afogados da Ingazeira, Bezerros, Serra Talhada, Quixaba, Ouricuri, Floresta, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Cruz da Baixa Verde, Timbaúba, Araripina, Pesqueira, Camaragibe, Santa Cruz e Santa Teresinha) e cinco precisam de cuidados por causa do alto contingente populacional (Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Recife, Olinda e Petrolina).

Dentre as ações do plano para auxiliar todos os municípios contidos no Plano, está a capacitação de 80 profissionais de Vigilância Epidemiológica, contratação de 500 agentes de endemias para reforçar as equipes de trabalho e aquisição de equipamentos para controle químico do vetor. A SES também está descentralizando o diagnóstico sorológico para Caruaru, Palmares, Limoeiro, Salgueiro, Afogados da Ingazeira e Petrolina, além do trabalho já realizado no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE), em Recife. Um total de 11 profissionais serão contratados para realização das atividades nos laboratórios.

Na área de assistência ao paciente, mais de 1.212 agentes comunitários de saúde (ACSs) e 1.148 profissionais das equipes de Saúde da Família serão capacitados para informar à população sobre as formas de prevenção da doença e como tratá-la. Já os médicos clínicos, pediatras e enfermeiros, totalizando 870 pessoas, estarão aptos a agilizar o diagnóstico preciso e o tratamento oportuno. Os municípios ainda poderão receber incentivo financeiro para estruturação de leitos de retaguarda, sendo R$ 40 mil para cada cinco leitos.

CAMPANHA DENGUE 2011 – A comunicação será um eixo importante nas ações contra a dengue em 2011. Por isso, a SES confeccionou folders, cartazes e jingles/spots para alertar a população que o controle da doença deve começar dentro de casa. Todo o material explica as formas de prevenção da doença, os sintomas e diferenças entre as formas clássica e hemorrágica e dão instruções de como agir diante da suspeita da doença. Camisas, bonés e braçadeiras também serão distribuídos para parceiros e ACSs.

DADOS 2011 – Até o dia 29/01, foram notificados 897 casos de dengue distribuídos em 71 municípios, representando um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2010, que notificou 690 casos. Os dez municípios que mais notificaram foram: Afogados da Ingazeira (159), Serrita (62), Caruaru (60), Petrolina (48), Ipojuca (45), Tabira (39), Salgueiro (32), Goiana (27), Aliança (25) e Recife (25). Esses representam 58,19% do total das notificações. Até o momento, há cinco casos suspeitos de dengue hemorrágica, contra dez no mesmo período de 2010. Há dois casos suspeitos de óbitos em 2011, ambos em investigação.

DADOS 2010 – Foram notificados 57.362 casos de dengue distribuídos em 185 municípios, representando um aumento de 585,73% em relação ao mesmo período de 2009, que notificou 8.365 casos, confirmando 1.787 destes. Os municípios com os maiores números de notificações foram: Recife (14.546), Caruaru (6.223), Jaboatão dos Guararapes (4.516), Olinda (2.377), Salgueiro (2.075), Paulista (2.073), Petrolina (2.060), Cabo de Santo Agostinho (2.019), Moreno (1.011) e Vitória (917). Estes representam 65,92% dos casos notificados no Estado. Já em relação aos casos de dengue hemorrágica, foram 424 casos suspeitos e 150 confirmados. Ainda foram notificados 76 óbitos suspeitos de dengue, sendo 36 descartados, 20 confirmados e 20 em investigação.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17166-governador-reune-prefeitos-para-o-combate-a-dengue-em-pernambuco

Senador petista se reuniu com o governador na sexta-feira. Tudo pela "unidade"

13.02.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por Bruno Campos
Postado por Valdecarlos Alves


O apelo do senador Humberto Costa (PT) ao governador Eduardo Campos (PSB), em contar com o apoio da Frente Popular na disputa municipal, e com isso garantir uma candidatura única para a PCR em 2012, é vista com desconfiança entre petistas locais. Na última sexta-feira (11), o parlamentar se reuniu com o socialista no Palácio do Campo das Princesas e disse que "muita gente se surpreenderia", porque todos estarão unidos no ano que vem. "Humberto não quer assumir o ônus sozinho e o ideal é ter todos juntos, no caso de uma eventual derrota no Recife. É a chamada co-responsabilidade", avaliou uma fonte, que procurou o Blog da Folha para falar do assunto.

Dentro do partido, existe o sentimento de que o nome do PT está em jogo para as eleições do próximo ano, e perder a Prefeitura do Recife para a oposição ou até mesmo um possível aliado seria "dar um passo atrás em 12 anos". "Não é João da Costa que está em primeiro lugar. É o PT que está em questão". O mês de agosto seria a data limite para o o prefeito João da Costa conseguir, enfim, recuperar a gestão ainda mal avaliada pela população e credenciar seu nome para a reeleição. Na opinião dessa fonte petista, a legenda encontra-se muito fragilizada em Pernambuco e o último grande marco foi a vitória no primeiro turno, garantindo a continuidade na administração municipal. No entanto, esse feito da sigla foi ofuscado em seguida com a ascenção política e administrativa de Eduardo Campos, além da baixa performance do gestor da cidade . "O PT perdeu o que era de força para o Recife. O PSB está de olho na prefeitura. O PTB e a oposição, também", disse o petista, alertando que o tempo do governo municipal é lento e a oposição vai querer enfraquecer ao máximo a gestão.

"A tendência é que a oposição se fortaleça junto à opinião pública. O governo (municipal) tem que ter gestos políticos, obras e ações. A população vai querer saber se a gestão deu continuidade ou não. Estamos vivendo um momento difícil. Os cortes do governo Dilma terão impacto em todos os municípios e isso pode pesar contra o prefeito do Recife. Ele tem que terminar o que ainda não foi concluído", disparou o integrante do PT. A mesma fonte, ainda fez um comparativo entre o modo de administrar entre Eduardo Campos e João da Costa. "Dá para entender isso? Basta ver que os viadutos de Olinda já serão inaugurados agora em março e o alargamento do Capitão Temudo se arrasta há meses. É uma disparidade", reclama.

Nos bastidores, ventila-se que o "mergulho" do deputado federal João Paulo tem uma razão de ser. O ex-prefeito seria a carta na manga do partido para substituir João da Costa. O mesmo teria o aval do governador e sem empecilhos da parte de Humberto, que já acenou para uma possibilidade de outros nomes também serem discutidos para 2012, embora o atual prefeito seja o mentor do processo.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17164-humberto-quer-dividir-com-todos-o-onus-de-uma-derrota-em-2012-diz-petista

Mínimo é o mínimo, mas Senado trabalha para devolver adicional por tempo de serviço para magistrados e membros do MP

13.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Na Agência Senado


Aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) a Proposta de Emenda à Constituição 2/11, que restabelece o adicional por tempo de serviço na remuneração das carreiras da magistratura e do Ministério Público. Antes de ser extinto por meio das Emendas Constitucionais 20/98 e 41/03, o adicional era garantido a todos servidores públicos federais.

Do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), a PEC altera o parágrafo 11 do artigo 37 da Constituição. A proposta prevê que, para efeito dos limites remuneratórios estabelecidos no inciso do dispositivo constitucional, não serão computadas as parcelas devidas aos magistrados e membros do Ministério Público que sejam de caráter indenizatório, nem as decorrentes do adicional por tempo de serviço à razão de 1% ao ano, limitado este a 35% dos respectivos subsídios, vencimentos ou proventos.

A proposta também exclui, dos limites cumulativos fixados no inciso XI do artigo 37 e no parágrafo 11 do artigo 40 da Constituição, os proventos das aposentadorias concedidas até a promulgação da emenda, que passará a vigorar na data de sua publicação.

"Grave injustiça"


Na justificativa do projeto, Gilvam Borges argumenta que a proposta procura corrigir uma "grave injustiça" no texto, imposta pelas Emendas 20/98 e 41/03, com a extinção da tradicional gratificação adicional por tempo de serviço, conhecida como ATS, a qual configura uma vantagem pessoal, conquistada ao longo do desempenho da função pública.

Por ser uma vantagem pessoal variável em razão do tempo de serviço, ela constitui uma similar à de natureza indenizatória, que não configura subsídio nem vencimento, para efeito de teto remuneratório, alega o senador. Em sua avaliação, a superveniência das duas emendas constitucionais surpreendeu servidores em regime de acumulações lícitas, mas que se tornaram vedadas em razão do entendimento equivocado dado ao texto constitucional de estar todo esse somatório sujeito a um teto único, acarretando cortes de legítimas conquistas até então usufruídas.

Gilvam Borges sustenta ainda que a PEC irá recuperar perdas injustas impostas a servidores merecedores da remuneração inerente a seus cargos, com a ATS obtida ao longo do seu tempo de serviço.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/13/minimo_e_o_minimo_mas_senado_trabalha_para_devolver_adicional_por_tempo_de_servico_para_magistrados_e_membros_do_mp_91984.php

Por que desrespeitar a faixa?

13.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Daniel Leal
danielleal.pe@dabr.com.br
Caderno VIDA URBANA


Hábito bem recifense, motoristas e transeuntes não se entendem na hora de fazer a travessia

Por que o recifense não respeita a faixa de pedestre? Não adianta levantar o braço, correr ou fazer cara feia. Os motoristas não cedem passagem aos transeuntes que, por sua vez, acabam atravessando as vias de qualquer forma e em qualquer lugar. Resultado: 379 pessoas foram atropeladas em 2010 no Recife, segundo informações da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). Em Brasília, cidade modelo de respeito à faixa no país, ocorreram 154 acidentes iguais, no mesmo período, ou seja: menos da metade frente à capital pernambucana. Nem mesmo o peso no bolso assusta os motoristas.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, parar na faixa sem sinal equivale a infração leve, três pontos na carteira e multa de R$ 53,21. Já em local com sinal, a infração muda para média, o condutor fica com menos quatro pontos e poderá pagar R$ 85,13. A coordenadora de educação no trânsito do Detran-PE, Cristina Arouxa, afirmou que a entidade tem planos para o segundo semestre deste ano.

´Estamos viabilizando novas campanhas não apenas para faixas, como para a manutenção da utilização do cinto de segurança e para o perigo de usar o celular no trânsito`, disse. Para Cristina, o desrespeito nas vias recifenses passa por uma forte questão cultural. ´Ainda não conseguimos sensibilizar a nossa população para a importância da faixa de pedestre. Infelizmente, isso não é algo que possamos conseguir em três dias`, disse.

Já o gerente de educação para o trânsito da CTTU, Francisco Irineu, acredita que as escolas são os locais corretos para que as pessoas passem a modificar, a longo prazo, o seu modo de pensar e agir nas ruas. ´Estamos ainda em fase embrionária, mas podemos adiantar que planejamos incluir uma disciplina sobre trânsito nos colégios municipais, por exemplo. Além disso, também investiremos em mais campanhas educativas, com a presença de técnicos e voluntários nas ruas`, afirmou Irineu.

Até que todas essas promessas tornem-se realidade, a supervisora de telemarketing Gislene Nascimento, 28 anos, continuará esperando o dia em que poderá usar, sem medo, a faixa de pedestre para poder atravessar com o filho a Rua Ernesto de Paula Santos, uma das mais movimentadas em Boa Viagem. ´Não só aqui, mas em qualquer lugar no Recife é impossível ver alguém respeitar a faixa. Não há educação no trânsito`, lamentou a transeunte, em palavras que, certamente, seriam seguidas pela grande maioria dos seus conterrâneos.

Sertão

Modelo de respeito às faixas de pedestres, Brasília não chegou ao patamar de exemplo nacional em vão. Lá, basta encostar rente à calçada para que os motoristas instantâneamente parem. Petrolina, no Sertão pernambucano, segue os passos candangos de perto e, desde 1998, virou exemplo para todo o Nordeste. Através de campanhas educativas aliadas a uma fiscalização severa, Petrolina conseguiu mudar os hábitos da população em pouco mais de dois anos. ´Modificamos a cultura local priorizando as ações educativas e hoje há um respeito que já faz parte da cultura local`, disse o diretor-presidente do Dentran da cidade, Paulo Valgueiro.

Já Brasília protagonizou uma forte campanha pela Paz no Trânsito, liderada pelo jornal Correio Braziliense, dos Diários Associados, em 1996. O movimento foi marcado por uma passeata de 25 mil pessoas pelas ruas. O símbolo, uma mão espalmada, criada pela equipe gráfica do Correio, até hoje é usado na cidade. O diretor-geral do Detran-DF, José Alves Bezerra, planeja aumentar os trabalhos com foco em educação para conter a violência no trânsito. ´Vamos deslocar nosso pessoal para reforçar as campanhas nas salas de aula`, disse.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/02/13/urbana5_0.asp

STF julga na quarta-feira ação contra pensão vitalícia de ex-governadores

13.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO
No Globo


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima quarta-feira a primeira das cinco ações contra as pensões vitalícias pagas a ex-governadores. Está em pauta um processo de relatoria da ministra Cármen Lúcia, que contesta a aposentadoria de ex-governadores do Pará. Em 2007, Cármen Lúcia foi relatora e votou contra o pagamento do benefício a Zeca do PT, ex-governador do Mato Grosso do Sul. A maioria dos ministros concordou com a relatora.

O caso de Zeca do PT foi o único relacionado ao tema enfrentado pela Corte. Também foi incluída na pauta de quarta-feira uma ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil contra o pagamento de 14º salário a parlamentares do Pará. O benefício é concedido em caso de convocação extraordinária, quando a Assembleia Legislativa estiver em recesso.

A decisão do STF contra o pagamento de pensão vitalícia para Zeca do PT não inibiu governadores que deixaram o cargo nos últimos meses. Ana Júlia Carepa (PT), ex-governadora do Pará, Leonel Pavan (PSDB), de Santa Catarina, que administrou o estado por nove meses, e Roberto Requião (PMDB), do Paraná, entraram com pedido para receber o benefício, que pode chegar a R$24 mil por mês. Requião recebeu o primeiro pagamento em dezembro, e Ana Júlia e Pavan foram pagos pela primeira vez em janeiro.

Mais de 60 ex-chefes de estado recebem pensão


Os três se juntaram a um grupo de mais de 60 ex-chefes de estado, que recebem mesmo depois de terem terminado o mandato. E a lista deve aumentar: Yeda Crusius (PSDB), ex-governadora do Rio Grande do Sul, deu entrada no pedido de aposentadoria especial no início de janeiro. Nem ex-presidentes da República têm direito ao privilégio, extinto na Constituição de 1988.

No país, o estado que mais gasta com pessoal acima do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é a Paraíba. Ainda assim, desembolsa, por ano, R$2,8 milhões com oito ex-governadores e seis pensionistas. Por lá, em caso de morte, as aposentadorias são repassadas às viúvas.

José Maranhão (PMDB), ex-governador do estado, é um dos recebem há anos, desde que administrou a Paraíba pela primeira vez, nos anos 90, R$18,3 mil.

Depois que os nomes dos ex-governadores que recebem pensão vitalícia foram divulgados, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que ingressaria no STF com ações contra todos, e divulgou nota dizendo que o pagamento "atenta contra o princípio da moralidade pública, afrontando a Constituição".
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/13/stf_julga_na_quartafeira_acao_contra_pensao_vitalicia_de_exgovernadores_91973.php

A história da pequena Lurdinha

13.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Marcionila Teixeira
marcionilateixeira.pe@dabr.com.br

Ela tem 72 anos e, com o tamanho de uma criança de 7, virou patrimônio do Hospital Agamenon Magalhães

Um dia, quando Lurdinha ainda era uma adolescente, falaram que ela não precisava estudar. O conhecimento, explicaram, não serviria para alguém que estava condenada a permanecer com pouco mais de um metro de altura para o resto da vida. Lurdinha acreditou no raciocínio às avessas de um parente e resolveu deixar os estudos de lado. Tempos depois, Maria de Lourdes Vieira Costa, 72 anos, aprendeu que o mundo pode dar voltas e que nem sempre os veredictos ditados por outros definem o formato dos nossos destinos.


Foto: Lucas Oliveira/Esp DP/D.A PressLurdinha nunca mais voltou a estudar. Não carrega a bagagem intelectual que um dia desejou. Também não cresceu, é verdade. Mas o crachá verde pendurado no peito é de bom tamanho para que todos compreendam que ela também conquistou importância com o passar dos anos. Naquele universo repleto de jalecos brancos, pacientes, nascimentos e dor, Lurdinha, ´aquela pequenininha` que cruza os corredores do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) todos os dias, ganhouo título de patrimônio.

Ela não sabe ao certo quando foi o dia da homenagem, promovida pela direção do hospital, mas o crachá confere a Lurdinha uma aura de respeito. Ela circula tranquila nos andares como se fosse uma servidora pública. Acena para todo mundo, chama de ´meu amor` e se vai, andando com um passo curto, assim como sua estatura, com o auxílio de uma bengala.

Lurdinha, que é aposentada, não gosta de fazer contas. Ou quem sabe não consegue mesmo lembrar bem do passado. O certo é que ela afirma não ter ideia de há quanto tempo frequenta os corredores do hospital. ´Estou aqui há mais de vinte anos e ela já existia por aqui`, conta a ascensorista Iranete Santos Ferreira, 57. Se ela tem hora para chegar ou hora para sair? ´Tem vezes que ela chega antes de mim, que começo às 7h`, revela a vigilante Andreza Silva. Em meio à conversa, a aposentada fala que descobriu o nome da doença dela aos 15 anos e, desde então, não parou mais de buscar ajuda pelos hospitais, principalmente no HAM.

A baixa estatura,ela mede apenas 1m20 - altura média de uma criança de sete anos - é característica da doença de nome quase impronunciável: hipopituitarismo congênito. Quem explica melhor é a mensagem que ela carrega sempre na bolsinha à tiracolo, preparada pelo médico endocrinologista Ney Cavalcanti. ´A paciente possui hipopituitarismo congênito, com deficiência dos hormônios LH, SSH, pró-lactina, TSH e ACTH. A paciente necessita tomar diariamente: levotiroxina, corticóide, sinvastatina, cálcio e vitamina D. O corticóide é indispensável. Na ausência do mesmo, levará a quadro grave de insuficiência adrenal aguda. Na vigência de vômito ou diarreia, a prescrição do corticóide poderá ser injetável`, conclui a mensagem.

Com uma voz quase infantil, Lurdinha vai contando porque gosta tanto de passar os dias no hospital, observando tudo o que se passa. ´Gosto muito de vir aqui para ver os pacientes e meus amigos médicos`, afirmou a torcedora do Náutico.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/02/13/urbana8_0.asp

NOTA: Parabéns a reporter Marcionila pela reportagem. De fato, Lurdinha é uma figura queridíssima por todos do Hospital Agamenon Magalhães. Vi-a no Agamenon desde os meus 23 anos, quando lá entrei. Parabéns Lurdinha.Não podia deixar de postar no meu blog esta merecida homenagem.

"Efeito dominó" no mundo árabe tem influência da globalização, diz professor da UnB

13.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Via Agência Brasil
Por Luciana Lima, repórter


Brasília - Embora ainda se considere cedo para analisar as relações entre as recentes revoltas populares, a combinação entre a rapidez da comunicação no mundo globalizado, o empobrecimento relativo de algumas regiões da Europa e até mesmo a resistência do mundo ocidental ao programa nuclear iraniano tem influenciado diretamente a 'onda democratizante' nos países árabes.

Para o professor Carlos Eduardo Vidigal, doutor em Relações Internacionais e professor de história pela Universidade de Brasília (UnB), é certo que há um 'efeito dominó' influenciado por esses e outros fatores, mas é incerto o futuro desses países e a nova configuração geopolítica do mundo árabe. 'São anos de regimes autoritários, muitos deles contando com a simpatia norte-americana. Há um choque entre a manutenção desses regimes e o mundo globalizado, com tamanha velocidade de informações', comentou.

O primeiro governo a ruir diante das manifestações populares foi o da Tunísia, que hoje está sob um governo de transição. As revoltas culminaram com a deposição do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que foi obrigado a deixar o país após 23 anos no poder. No Egito, os protestos levaram à renúncia o presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.

Hoje (13), em mais um Dia da Raiva, manifestantes no Yemen exigiram a saída imediata do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder há 32 anos. Abdullah Saleh já anunciou que não diputará as eleições presidenciais em 2013, mas os manifestantes querem sua renúncia imediata, como fez o presidente do Egito.

Na Argélia, mais de 3 mil argelinos se concentraram na praça Primeiro de Maio, pela redemocratização do país, no entanto a polícia conseguiu impedir que os manifestantes percorressem as ruas da cidade contra o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, que governa o país desde 1999. O movimento de oposição argelino já está organizando uma marcha para o próximo sábado (19).

Para Vidigal, as redes sociais representam um fato novo com grande influência nesse processo. 'O uso das redes sociais para as mobilizações, sem dúvida alguma, é um fato novo, como também é um fato novo o surgimento de democracias verdadeiramente populares', destacou o professor.

'No Brasil, por exemplo, temos uma democracia que coexiste com a miséria, com muitos grupos empobrecidos. A princípio, vejo essas revoltas como algo positivo. A expectativa é que isso se transforme em uma melhor distribuição de renda. Mas é preciso ficar atento porque o povo nas ruas não agrada muito a qualquer governo, nem mesmo aos regimes democráticos', criticou.

Nesse contexto, para o professor, os Estados Unidos têm muito a perder com uma reconfiguração do mundo árabe. "Os atuais regimes ditatoriais são fundamentais para o atual equilíbrio dos Estados Unidos. Um exemplo disso é o que ocorre na Arábia Saudita. Além da questão econômica, essas revoltas também podem despertar um sentimento de nacionalismo contrário aos Estados Unidos, o que seria contraproducente para os negócios norte-americanos."

As sanções internacionais ao programa nuclear iraniano influenciaram as revoltas, na opinião de Vidigal, ao criarem a simpatia dos povos árabes ao programa do país persa. 'Há o seguinte questionamento: Por que outros países puderam desenvolver seus programas nucleares, e até mesmo chegar ao artefato atômico, sem sofrerem pressão do Conselho de Segurança da ONU, liderado pelos Estados Unidos, França e Grã Bretanha?', analisou. 'Existe um sentimento de solidariedade com o Irã, mesmo não sendo um país árabe', destacou.

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27665263

Chávez rejeita comparações com egípcio Hosni Mubarak

13.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Reuters, reuters.com

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tentou se distanciar das comparações que a oposição tem feito entre os seus doze anos no poder e a situação que levou à renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Chávez, que afirma liderar uma revolução socialista no país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), se prepara para as eleições presidenciais de 2012, quando espera se reeleger para um novo período de seis anos.

'Acho graça quando alguns analistas inteligentes tentam comparar o meu governo com o do ex-presidente Hosni Mubarak no Egito. Estão loucos ... lá sim havia uma ditadura e mais da metade da população vivendo na pobreza, essa é a causa fundamental', ele disse no seu programa de TV dominical.

A oposição venezuelana chama Chávez de ditador constantemente, posição que foi fortalecida desde que a Assembleia Nacional lhe deu poderes especiais para legislar durante dezoito meses, no fim de 2010.

A oposição argumenta que seu governo é autocrático, ao ignorar o conceito de divisão e independência dos poderes públicos.

Os seguidores de Chávez, que foi o vitorioso de quase todas as eleições realizadas na Venezuela desde 1998, dizem que o presidente colocou o poder nas mãos do povo.

'Não existe uma revolução que se planeje friamente pelo celular, Twitter ou qualquer outra coisa', acrescentou Chávez. 'Deve haver condições. As revoluções nascem pelo acúmulo de condições objetivas e subjetivas.'

(Reportagem de Marianna Párraga e Andrew Cawthorne)
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27665187

Laurindo Lalo Leal: Bem informados, mal esclarecidos

13.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Maior


A cobertura da situação política no norte da África revela a precariedade informativa produzida pela mídia tradicional no Brasil. A queda do ditador da Tunísia e as primeiras manifestações populares no Egito foram tratadas por parte considerável desses meios, especialmente pela televisão, como se fossem raios em céu azul.

Quando as manifestações explodiram nas ruas do Cairo, em 25 de janeiro, ninguém estava preparado para cobri-las de forma aprofundada e abrangente. O Jornal Nacional deu uma nota coberta (com imagens das agências internacionais de notícias) de exatos 29 segundos.

Nessa data já fazia mais de um mês que um jovem tunisiano se imolara dando início à revolta, ampliada depois para outros países da região. No Egito, no dia 17 de janeiro, um homem de cerca de 50 anos colocou fogo nas roupas em frente à Assembléia do Povo. E no dia 18 ocorreram atos semelhantes em Alexandria e outra vez no Cairo.

Nada foi suficiente para disparar o alerta nas redações brasileiras. A maioria segue a pauta matinal ditada pelo G1, o portal de notícias da Globo, generalizando dessa forma a indolência da cobertura.

Nos dias seguintes, com a intensificação do movimento popular no Egito, a cobertura passou a ser mais constante. O que não quer dizer que tenha sido explicativa. E aí está o grande problema dos nossos noticiários televisivos.

Na aparência são dinâmicos e eficientes. Equipes de reportagem vão para o local dos fatos, repórteres se misturam à multidão e dialogam com os manifestantes, transmissões são feitas muitas vezes em tempo real dando ao telespectador a sensação de estar bem informado.

Mas na essência as coisas são diferentes. Informação não é sinônimo de comunicação e muito menos de contextualização. O que a TV faz é in-formar, ou seja colocar na forma os acontecimentos, separando cada um deles segundo os seus interesses, embalando-os em papel celofane vistoso e entregando-os de bandeja ao telespectador. Em casa, diante da TV, ele é até capaz de agradecer pelo brilho da informação recebida.

Comunicação é outra coisa. É tornar um fato comum a todos a partir das várias visões que ele pode proporcionar. Só assim se tornará concreto, síntese de múltiplas determinações, como já assinalava um filósofo do século retrasado. Mas para tanto só a informação não basta. É preciso pesquisa, interpretação, método de análise e, mais do que tudo, debate.

O Brasil talvez seja a única grande democracia do mundo onde não existem debates políticos em redes nacionais de TV. O caso do Egito explica. Num debate plural certas informações não selecionadas pelos telejornais e escondidas do telespectador viriam à tona, tornar-se-iam comuns a todos e, aí sim, estaria sendo exercida a comunicação real. É o que temem os donos da mídia.

Se os debates fossem constantes, há muito tempo muito mais gente saberia que o Egito é controlado por uma ditadura bancada pelos Estados Unidos. Como outras da região. E, por certo, surgiriam vozes mostrando como determinados meios de comunicação brasileiros atuam como meros reprodutores da ideologia veiculada pelos grandes conglomerados internacionais de informação.

Lembram sempre da revolução iraniana na tentativa de associar a Irmandade Muçulmana egípcia aos aiatolás. Espalhando com isso a ideia de que o controle do país, mesmo sem Mubarak, deve permanecer nas mãos dos grupos que sempre o sustentaram. É o fato colocado na forma, in-formado.

Ficamos sem alternativa. Sem a palavra daqueles que apontam para o fim do regime e não apenas da atual ditadura. Vozes que ecoam, por exemplo, pela Al Jazira e Telesur mas que aqui não chegam.

E nem mesmo a minoria privilegiada brasileira (cerca de 10% da população), assinante de canais pagos de TV, pode vê-los. As operadoras entopem os assinantes de vendas e religião e, num ato nítido de censura, excluem Al Jazira e Telesur.

Com o passar dos dias o espaço na TV para crise no norte da África vai diminuindo. Logo chegará aos 29 segundos iniciais para depois sumir. Até um fato novo surpreender outra vez as redações.

Assim seguimos bem informados mas sem sabermos o que realmente ocorre, sem comunicação.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/laurindo-lealbem-informados-mal-esclarecidos.html

Terceiro pacto federativo deve resgatar projetos de acordos anteriores

13/02/2011
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O terceiro pacto federativo, com foco na melhoria do Judiciário, ainda está sendo discutido, mas a expectativa é que ocorra, além das novas proposições, o resgate de projetos de acordos anteriores, que aguardam definição no Congresso Nacional. Foi o que aconteceu com o segundo pacto, assinado em 2009, que herdou pelo menos nove projetos importantes do primeiro acordo entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, fechado em 2004.

O levantamento feito pela Agência Brasil mostra que pelo menos 46 projetos de lei ou de emenda constitucional do segundo pacto federativo ainda tramitam no Legislativo e 14 foram vinculados a outros projetos. A troca de legislatura também fez com que 27 projetos fossem arquivados - só serão resgatados se algum parlamentar demonstrar interesse nos próximos seis meses.

O Ministério da Justiça afirmou, por meio da assessoria, que continuará trabalhando para que os principais projetos herdados dos primeiros acordos sejam votados, independentemente do teor do terceiro pacto. Para o ministério, os pactos são uma questão de Estado e o que foi afirmado não deixou de valer.

Em novembro do ano passado, dias após as eleições e já na gestão de Cezar Peluso à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), o Comitê Gestor do Segundo Pacto Federativo soltou uma lista com seis projetos considerados prioritários. Pelo menos dois vieram do primeiro pacto: um sobre medidas cautelares alternativas à prisão e outro sobre uniformização de entendimentos de juizados cíveis e criminais.

Outros temas considerados prioritários pelo comitê são o perdão de parte da pena para os presos que estudarem, a criação de certidão negativa de débitos trabalhistas, a agilização do combate à lavagem de dinheiro e a possibilidade de admissão de recursos fora do prazo em processos relevantes. Esta última proposição foi descartada com a aprovação do substitutivo ao projeto de lei que reforma o Código de Processo Civil (CPC) em dezembro passado.

As reformas do CPC e do Código de Processo Penal (CPP), que tramitam atualmente no Legislativo, já influenciaram pelo menos 11 projetos listados nos primeiros pactos federativos, que tratam de temas semelhantes.

"Quando vier um terceiro pacto, acho que a questão da aprovação dos códigos é a principal, além de outras reformas processuais que ficaram pela metade", avalia Flávio Dino (PCdoB-MA), ex-deputado federal que participou da implementação dos dois primeiros pactos.

Dino também defende a retomada de projetos que ficaram pelo caminho. "Tem coisas muito boas dos primeiros pactos que ainda estão no Congresso, e a aprovação delas é uma questão política. Não tem que reinventar a roda, tem é que botar para rodar."

Edição: Andréa Quintiere
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=FCF1F7C341FA3B4D51C5178760F7A977?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=7&_56_groupId=19523&_56_articleId=3188090