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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

HOSPITAL DE AREIAS:Falta de médicos provoca protesto

10.02.2011
Do site do SINDSPREV/PE
Postado por Wedja Gouveia

Realizada na última quarta-feira, 09/02, a manifestação reuniu cerca de 150 servidores e teve o apoio do Sindsprev-PE.

Um hospital sem médicos. Desde abril do ano passado, servidores e pacientes sofrem com a situação do atendimento do Hospital Geral de Areias (HGA), no bairro de mesmo nome, Zona Sul do Recife. Na unidade faltam médicos de várias especialidades. Ontem ( 09/02), o Conselho Gestor do hospital, pacientes e entidades realizaram um ato público em frente ao ambulatório do local para protestar contra a situação.

Os funcionários denunciaram a falta de cardiologistas, ortopedistas, psiquiatras e até cirurgiões. “Além, disso, temos apenas um clínico geral trabalhando nos plantões”, disse um dos membros do Conselho Gestor José Carlos Tavares.

Segundo ele, também faltam medicamentos e materiais para curativos, como esparadrapos. “Os remédios que temos são apenas para os pacientes internados e os da emergência. Se chegar alguém precisando de uma medicação, não temos condições de fazer nada.”
Os moradores da comunidades vizinhas ao HGA são os mais prejudicados. “Houve uma época em que o atendimento aqui era bom, mas de um tempo pra cá ficou desse jeito. Quando precisamos de um médico temos que ir até a UPA da Imbiribeira, mas nem sempre temos dinheiro para a passagem do ônibus”, disse a dona de casa Andressa Lopes.

“Muitas vezes a gente vem até aqui e volta pra casa com o mesmo problema, porque não tem médico pra cuidar da gente”, reclamou a manicure Edicleide da Rocha.

No terreno do hospital também existe uma obra parada, onde seria construída a nova sede do Programa de Atendimento ao Idoso (PAI), que atualmente funciona em uma sala do HGA e atende 480 pessoas. “Essa obra está parada há mais de três anos e até agora ninguém explicou o motivo”, disse uma das participantes do PAI Maria de Fátima Monteiro.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde admite que alguns profissionais do ambulatório do HGA se aposentaram, porém, na emergência, os plantões estão completos em todos os dias da semana, com três clínicos, três pediatras e dois dentistas.

“O hospital encontra-se em processo de transferência de gestão para a Prefeitura do Recife. Já foi criada uma comissão para implementar a mudança, que deverá ocorrer em um prazo de três meses. Dessa forma, as medidas de estruturação do hospital, assim como obras serão discutidas com a Secretaria de Saúde do Recife”, conclui a nota.

Fonte: Jornal do Commercio - Publicada dia 10/02/2011
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000001810&cat=noticias

Reunião discute propostas de mobilizações e aprova realização de assembléia dos Assistentes Sociais

11.02.2011
Do site do SINDSPREV/PE
Por Wedja Gouveia


Foi realizada na manhã da última segunda-feira, dia 07/02, reunião entre dirigentes do Sindsprev-PE e de uma comissão de assistentes sociais do INSS. Na ocasião, foram discutidas propostas de mobilizações em defesa da Jornada de 30 horas semanais da categoria. Foi aprovada a realização de uma assembléia para o dia 18 de fevereiro, às 9h, no auditório do Sindicato. O objetivo será discutir e aprovar propostas de manifestações e de lutas em defesa das 30 horas semanais.

Participaram da reunião representantes dos assistentes sociais das Gerências Executivas do INSS de Recife, Caruaru e Garanhuns, além do coordenador do Sindsprev, José Bonifácio, e os diretores Francisca Alves e Luiz Eustáquio. Para os trabalhadores é fundamental que as manifestações aconteçam em todo o país simultaneamente.

Para fortalecer o movimento, os assistentes sociais do Seguro e da Seguridade Social em Pernambuco, vinculados ao Sindsprev-PE, devem contatar assistentes sociais de outras carreiras no estado.

30h
A categoria das assistentes sociais, após muita mobilização, conseguiu fixar sua carga horária em 30 horas semanais, aprovada com a criação da Lei n° 12.317, de agosto de 2010.

Ratificando a nova lei, em dezembro de 2010 a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), publicou no Diário Oficial da União (DOU) a portaria n° 3.353, que confirma a vigência da nova carga horária dos assistentes, como também de diversas outras categorias.

Mesmo assim, o Governo Federal, principalmente a administração do INSS, tem sido intransigente e não aceita que os assistentes sociais vinculados ao funcionalismo público federal reduzam a carga horária sem redução salarial, mesmo com a aprovação da Lei das 30h.

Na última quarta-feira, dia 2/02, o governo publicou no DOUOrientação Normativa nº. 1/2011 onde uniformiza os procedimentos para a jornada de 30 horas semanais do Assistente Social, estabelecendo a redução de salário de quem optar pela jornada “reduzida”. A direção do Sindsprev-PE repudia a decisão do governo e já acionou a sua assessoria jurídica para analisar a Orientação Normativa e adotar as devidas providências

Não esqueça

Assembléia dos assistentes sociais
Local: auditório do Sindsprev-PE
(Rua Marques do Amorim 174, Ilha do Leite, Fone: (81) 2127-8333)
Data: sexta-feira, 18 de fevereiro, às 9h.


Participe!
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000001803&cat=noticias

O ditador caiu; o mundo árabe nunca mais será o mesmo

11.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha

Estou em Caracas, na Venezuela, mas acompanho pela Telesur, ao vivo, a festa pela renúncia de Hosni Mubarak (a emissora reproduz a imagem da Al Jazeera e tem correspondentes no Cairo e em Damasco).

[É inacreditável que a Venezuela tenha uma emissora pública de alcance regional, que retransmite em espanhol conteúdo da Al Jazeera, enquanto no Brasil o modelo da TV pública parece ser o de copiar mal a Globo]

Seja qual for a composição do futuro governo egípcio, o pilar central da política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio desabou com Mubarak. Essa política estava assentada na clientela de regimes autoritários, na exclusão dos partidos islâmicos e numa paz de cemitério com Israel em relação aos direitos dos palestinos.

Qualquer regime que responda mais às ruas que aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos vai reavaliar as relações do Egito com Israel e especialmente a política egípcia de se aliar a Israel para sufocar a faixa de Gaza. Dificilmente será possível manter a política de alinhamento automático a Washington, que no passado incluiu a prestação de serviços sujos (tortura e outros).

Mas o mais animador será a repercussão do que aconteceu no Egito em outros países árabes, da Síria à Jordânia, da Argélia à Arábia Saudita, da Líbia ao Iêmen.

O “wishful thinking” do governo da Venezuela é que renasça o nacionalismo árabe de Gamal Abdel Nasser. Pode ser, talvez até aconteça.

O fato é que a queda de Mubarak transformará o mundo árabe, a política externa dos Estados Unidos e de Israel e deixará clara a hipocrisia dos que acreditam que os direitos humanos dos iranianos, por exemplo, importam mais que os direitos humanos dos egípcios ou sauditas.

Para acompanhar a transmissão da Telesur, CLIQUE AQUI
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-ditador-caiu-o-mundo-arabe-nunca-mais-sera-o-mesmo.html

ÁSIA: Médicos são suspeitos de negligência em morte de chicoteada em Bangladesh

11.02.2011
Da BBC BRASIL


Familiares dizem que a jovem foi estuprada pelo primo

Três médicos estão sendo investigados por negligência pelas autoridades em Bangladesh depois de terem dito que não viram ferimentos em um exame póstumo da adolescente Hena Begum, que morreu após receber cerca de 80 chibatadas.

Hena, de 14 anos, foi acusada por um tribunal religioso de ter mantido uma relação sexual com seu primo de 40 anos de idade, que era casado.

De acordo com testemunhas, Hena foi chicoteada pelo menos 50 vezes por dia depois de ter sido supostamente estuprada pelo primo em 23 de janeiro. A família só pôde levá-la ao hospital dois dias depois, mas ela não resistiu.

No entanto, os médicos que fizeram um exame póstumo no hospital de Shariatpur, a cerca de 60 quilômetros da capital Daca, disseram que não encontraram sinais de ferimentos na menina.

‘Menos experiente’

O corpo de Hena foi exumado na última terça-feira por ordem da Suprema Corte de Bangladesh. A segunda autópsia concluiu que ela morreu por causa dos sangramentos internos e de septicemia (infecção generalizada) causada pelos ferimentos em seu couro cabeludo, abdômen, costas, peito, braços e pernas.

Depois da apresentação do resultado, o juiz Shamsuddin Chowdhury ordenou que o Ministério da Saúde investigasse os três médicos que fizeram o primeiro exame, por suspeita de negligência médica.

O juiz levantou a possibilidade de que eles tenham sido pressionados a omitir as evidências de ferimentos.

Segundo o jornal The Daily Star de Bangladesh, a corte intimou o cirurgião Mohammad Sarwar, uma enfermeira e outros médicos que atenderam Hena no hospital de Shariatpur para o inquérito.

Perguntado sobre a diferença dos resultados das duas autópsias, Sarwar se justificou dizendo que sua equipe em Shariatpur era “menos experiente” do que os médicos em Daca.

Sentença


Hena Begum foi acusada de ter mantido uma relação sexual com seu primo de 40 anos de idade, que era casado. Ele foi condenado a receber duzentas chibatadas, mas conseguiu fugir após as primeiras.

A adolescente chegou a ser levada para um hospital local, mas morreu seis dias após ter sido internada.

O caso teve grande repercussão no país e provocou protestos de moradores de Shariatpur. Relatos de testemunhas e de familiares da menina na mídia de Bangladesh dizem que Hena, na verdade, teria sido raptada e estuprada pelo primo.

O imã (clérigo muçulmano) Mofiz Uddin, responsável pela fatwa (sentença) contra Hena, e outras três pessoas foram presas. O caso está sendo investigado como assassinato.

Mahbub Alam, de 35 anos, o primo de Hena, também foi preso após 9 dias foragido. A família da menina diz que Alam a atacou na noite anterior a sua punição. Em seguida, sua esposa teria reclamado com o conselho religioso local, dizendo que os dois estavam tendo um caso.

O juiz Chowdhury ordenou que o Ministério de Assuntos Religiosos interrompa o envio de fundos a todas as madrassas (seminários islâmicos) e mesquitas que praticam os fatwas, para que “nenhuma fatwa aconteça novamente nesta república”.

A sentença contra Hena Begum foi a segunda morte provocada por uma sentença ligada à sharia (lei islâmica) desde que a prática foi proibida pela Corte Suprema de Bangladesh.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/110211_bangladesh_morte_investigacao_cc.shtml

Ex-governador de AL é condenado à prisão por chamar juiz de ladrão

11/02/2011
Da FOLHA.COM
Por GUILHERME VOITCH
DE SÃO PAULO


A Justiça Federal de Alagoas condenou o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) a um ano e quatro meses de prisão por calúnia, difamação e injúria.

Em 2004, Lessa chamou o juiz Celyrio Adamastor, da 1ª Zona Eleitoral de Maceió, de "ladrão e corrupto", depois que Adamastor cassou o diploma de um vereador do PDT acusado de comprar votos.

Segundo a Justiça Federal, a sentença pode ser substituída por prestação de serviço comunitário e reclusão à cadeia aos finais de semana, além do pagamento de R$ 50 mil por danos morais ao magistrado.

A reportagem da Folha tentou falar com o ex-governador, mas não obteve contato.

Em novembro, Lessa foi condenado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pagar uma indenização de R$ 300 mil por danos morais ao ex-presidente do TJ (Tribunal de Justiça) do Estado Orlando Monteiro Cavalcante Manso.

Lessa afirmou que que o presidente do TJ era um "ladrão desavergonhado."

No ano passado, Lessa, 61, tentou voltar ao governo do Estado, mas foi derrotado no segundo turno da eleição. Ele foi governador de 1999 a 2006.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/874283-ex-governador-de-al-e-condenado-a-prisao-por-chamar-juiz-de-ladrao.shtml

Justiça Eleitoral de RR cassa governador Anchieta Júnior(PSDB)

11/02/2011
Da FOLHA.COM
Por ELIDA OLIVEIRA
DE SÃO PAULO


O governador reeleito de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), foi cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por usar a emissora de rádio do governo para se promover durante as eleições do ano passado.

A decisão foi por cinco votos a dois. O TRE determinou aplicação de multa de R$ 53.205 (50 mil Ufirs) e a diplomação de Neudo Campos (PP), o segundo colocado nas eleições. Ele deve assumir o governo de Roraima na segunda-feira.

De acordo com o TRE-RR, Anchieta poderá contestar a decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas terá que aguardar a decisão fora do cargo.

Anchieta Jr. perdeu o mandato por usar o programa de maior audiência da Rádio Roraima AM para se promover nas eleições. A emissora é vinculada ao governo.

A ação de cassação foi proposta por Neudo Campos. Ele embasou a acusação em áudios e transcrições de programas apresentados por Mário César Balduíno.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/874473-justica-eleitoral-de-rr-cassa-governador-anchieta-junior.shtml

O racha do DEM

11.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Thiago Pariz(interino), da coluna BRASÍLIA/DF


O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia lancetou o tumor que dilacera as entranhas do DEM. No seu ex-blog de ontem, sem meias palavras, disse que o racha na segundo partido oposicionista mais importante está sendo provocado pelo fato de que setores da legenda querem voltar ao velho leito da antiga Arena, de cuja costela mais liberal nasceu o ex-PFL: o aparelho de Estado brasileiro. Como? Migrando para o PMDB.´Ocorreu um fato inesperado.

Os segmentos do partido mais próximos à representação de importantes setores econômicos, como, por exemplo, setores financeiro e de obras públicas, foram surpreendidos quando estes setores aderiram ao governo do PT. Isso estimulou uma aproximação com a base partidária do governo`, resume Maia. Para o ex-prefeito carioca, a legenda estaria diante de uma disjuntiva: ´Afirmar o DEM como partido de Centro, num modelo do PP da Espanha, ou fundir-se com o PMDB e migrar para a base do governo federal. É isso que se discute`. O mentor do grupo que quer voltar ao velho leito governista seria o ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM e idealizador da renovação da cúpula do partido; o porta-voz, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Um a zero

Por enquanto, a disputa entre as duas facções está um a zero para o atual presidente do DEM, Rodrigo Maia, que conseguiu derrotar o grupo Bornhausen-Kassab na disputa pela liderança da Câmara, na qual foi vitorioso o deputado ACM Neto, herdeiro do carlismo na Bahia.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/02/11/politica7_0.asp

Fórum // Discussões sobre trânsito em pauta

11.02.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Caderno VIDA URBANA

No ano de 2002, o estado de Pernambuco tinha uma frota de 1 milhão de veículos. Em menos de uma década, esse número quase duplicou. Hoje, temos cerca de 1,8 milhão de carros. Desse total, mais de 700 mil circulam na Região Metropolitana do Recife. O caos que vivemos hoje no trânsito, no entanto, não é resultado apenas do aumento da frota. Uma série de outros fatores se soma a um engessamento do trânsito: capacidade limitada das vias, pessoal insuficiente, tecnologia obsoleta e o que é pior, o mau motorista. No Fórum Permanente - Desafios para o Trânsito do Amanhã, que o Diario de Pernambuco lança hoje às 9h, no auditório do Diários Associados, no Recife, se abre uma série de discussões do nosso desafio de melhorar o tráfego e ajudar no processo de educação dos motoristas antes da Copa de 2014. Está lançado então o desafio.

No lançamento da iniciativa, o presidente da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, Ricardo Xavier, vai ministrar a palestra Seguro DPVAT - uma conquista brasileira. Mais de 60% das indenizações do DPVAT são pagas às vítimas de acidentes de motos. ´Vamos contextualizar a realidade do trânsito através de dados do DPVAT e apontar algumas considerações importantes a respeito do tráfego do Recife`, disse Xavier. As discussões serão transmitidas ao vivo, por meio do site www.diariodepernambuco.com.br.

Uma vez por mês, haverá um palestrante trazendo um tema que terá sua discussão ampliada com os diversos segmentos. ´Essa é uma oportunidade de trazer para a sociedade de uma maneiral geral e às instituições públicas e privadas as discussões tanto em relação as ações de engenharia, como também do comportamento do cidadão no trânsito`, apontou o presidente do fórum, o engenheiro Laédson Bezerra. A ideia é levar as discussões nas três esferas de governo.






Paulista tinha entrega de drogas por meio de delivery. Polícia Civil acaba com a festa

11.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO


Policiais civis da Delegacia de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, conseguiram prender na tarde de ontem (10), um homem envolvido com o tráfico de drogas.

Gleidson Felipe da Silva, 31 anos, foi encontrado após denúncias de moradores na Rua 50, no bairro de Maraguape.

Com ele, os agentes encontraram sete pedras de crack e dois celulares usados no esquema.

Segundo a polícia, Gleidson recebia ligações de usuários e fazia a entrega do entorpecente nas residências. Ele foi autuado por tráfico e encaminhado ao Centro de Triagem (COTEL), em Abreu e Lima.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/11/paulista_tinha_entrega_de_drogas_por_meio_de_delivery_policia_civil_acaba_com_a_festa_91843.php

O povo derrotou a ditadura: Mubarak e o vice renunciam

11.02.2011
Do portal VERMELHO


No 18º dia de protestos, o chefe do regime ditatorial do Egito, Hosni Mubarak, declarou a renúncia ao cargo de presidente, após 30 anos de permanência no cargo. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, que também apresentou sua renúncia.

O povo está em festa nas ruas do Cairo e em todo o país. As gigantescas manifestações populares abriram o caminho à democratização do país e mudanças sociais e políticas mais profundas.

O desfecho é uma derrota não só do ditador como também, e principalmente, do imperialismo estadunidense e de Israel, que até ontem clamava ao mundo por apoio a Mubarak.

Os Estados Unidos se comportaram feito barata tonta ao longo dos últimos dias, com sinalizações contraditórias, mas sem nunca colocar em questão o apoio ao ditador, um velho e fiel aliado do império e de Israel.

Renúncia surpreende

Os milhares de manifestantes que estavam reunidos na praça Tahrir, no centro da cidade do Cairo, comemoraram a decisão. Uma multidão foi às ruas de várias cidades do Egito no início da noite no país, para festejar a decisão.

A surpreendente renúncia do ditador, que na noite de quinta-feira em um discurso à nação assegurava que se manteria no cargo até as eleições de setembro próximo, ocorreu no momento em que se encontrava com sua família no balneário de Sharm El-Sheikh, na costa do Mar Vermelho.

Até a semana passada, a repressão policial às manifestações causou a morte de pelo menos 300 pessoas — segundo um relatório não confirmado da ONU — e milhares de feridos, de acordo com fontes oficiais e médicas do país.

Uma explosão de protestos nesta sexta-feira (11) em rejeição ao "fico" do chefe do regime aparentemente fez com que os militares agissem e forçassem a queda de Mubarak e de seu vice-presidente.

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas ao longo do dia em várias cidades do país em protesto pela permanência de Mubarak na presidência. Manifestantes cercaram o palácio presidencial no Cairo e em Alexandria e cercaram também o edifício da TV estatal. Um governador de uma província do sul foi pbrigado a fugir diante das manifestações realizadas contra o poder vigente.

Este foi o dia das maiores manifestações do levante iniciado em 25 de janeiro, quando todos os setores da sociedade civil se uniram para ir às ruas em protesto contra a permanência de Mubarak.

"Diante das graves circunstâncias que o país atravessa, o presidente Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república", anunciou em tom grave na TV estatal o ex vice-presidente Suleiman. "Ele designou as o Conselho Supremo das Forças Armadas para dirigir de agora em diante o Estado".

Com agências
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=147391&id_secao=9

Marechal de 79 anos comandará processo de transição política no Egito

11.02.2011
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O chefe da junta militar que comandará o processo de transição política no Egito é o atual ministro da Defesa, marechal Tantawi, de 79 anos. Tantawi ainda não se manifestou nem informou quem integrará seu grupo.

O embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio Neto, disse à Agência Brasil que há uma “grande expectativa” sobre o futuro do país. Ele disse que a oposição está reunida para definir as negociações com o governo de transição.

Melantonio Neto afirmou que não é possível afirmar se o próximo governo seguirá os princípios de democracia do mundo ocidental. “É impossível fazer qualquer prognóstico. O que a oposição espera é que sejam realizadas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte que irá modificar a atual Constituição. Em seguida, devem ocorrer as eleições presidenciais”, explicou.

O embaixador afirmou que o processo de abertura democrática dependerá dos próximos acontecimentos no país. Segundo ele, a sociedade egípcia e as autoridades estrangeiras aguardam o detalhamento sobre as providências que serão tomadas pela junta militar.

Para Melantonio Neto, está descartada a hipótese de um governo religioso assumir o poder no Egito. De acordo com ele, o principal grupo oposicionista religioso, a Irmandade Islâmica informou que não apresentará candidato próprio e, sim, apoiará um nome de consenso da oposição. O embaixador disse que os religiosos têm, no máximo, 30% do total de votos da oposição.

Em casos de governos de transição, como agora no Egito, a orientação, conforme Melantonio Neto, é para manter as atividades diplomáticas no país. Ele disse que a Embaixada do Brasil no Egito priorizou o atendimento consular – a assistência a brasileiros que vivem no país, a turistas em viagem e a jornalistas – e o acompanhamento da evolução dos acontecimentos.

O embaixador contou que se mantém em contato com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a espera de orientações. Ainda hoje, o Ministério das Relações Exteriores divulgará nota em manifestação às renúncias do ex-presidente egípcio, Hosni Mubvarak, e do vice-presidente, Omar Suleiman.

Edição: Lana Cristina

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=94C85D012AEF2307A0B1D664DFEC44BC?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_56_groupId=19523&_56_articleId=3187133

Junta militar vai discutir reformas democráticas com a oposição egípcia

11/02/2011
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As renúncias do presidente do Egito, Hosni Mubarak, e do vice-presidente, Omar Suleiman, inauguram uma nova etapa política no país africano. O governo de transição ficará sob o comando de uma junta militar liderada pelo atual ministro da Defesa, marechal Tantawi, de 79 anos. Com os militares no poder provisoriamente, a expectativa é que sejam abertas as negociações com a oposição para o restabelecimento da democracia no país.

A junta militar deve reunir oficiais das três Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Até a tarde de hoje (11), não havia detalhamento sobre os nomes que integrarão o governo de transição egípcio.

A primeira medida esperada pela oposição é a suspensão do estado de emergência, que vigora no Egito há quase três décadas. A medida de exceção limita direitos individuais e a liberdade de expressão no país.

Os integrantes do governo de transição devem promover reuniões com os líderes da oposição. Pela primeira vez nos últimos 30 anos, os vários segmentos oposicionistas do Egito se uniram e devem lançar um nome de consenso para a eleição presidencial, inicialmente marcada para setembro.

Os oposicionistas defendem a convocação imediata de novas eleições parlamentares, mesmo decorridos apenas três meses da última eleição para renovação do Parlamento egípcio. Para a oposição, é necessário reformar a Constituição por meio de uma Assembleia Nacional Constituinte.

O atual Parlamento egípcio, integrado pelas câmaras Alta (nos moldes do Senado brasileiro) e Baixa (semelhante à Câmara dos Deputados), é amplamente dominado pelos aliados de Mubarak e Suleiman, que controlam 95% das cadeiras. Para os oposicionistas, manter o atual Parlamento não permitirá o avanço das reformas exigidas nas ruas pela população.

Se houver alterações na Constituição, as eleições presidenciais podem ser antecipadas. No entanto, a oposição pede a presença de observadores estrangeiros e garantias de que o processo eleitoral será conduzido de forma democrática e livre.

Edição: Vinicius Doria
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=2F4C672AB41971817A93ED6B7B4BBEB4?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=3&_56_groupId=19523&_56_articleId=3187164

Depois de 30 anos no poder, presidente do Egito renuncia ao cargo

11/02/2011
Alex Rodrigues e Renata Giraldi*
Repórteres da Agência Brasil


Brasília - Depois de 18 dias de protesto contra o governo do Egito, o presidente do país, Hosni Mubarak, de 82 anos, renunciou hoje (11) ao cargo. Ele passou quase três décadas no poder. A decisão foi anunciada em um comunicado na rede estatal de televisão.

Após o anúncio de Mubarak, os manifestantes reunidos na Praça Tahrir, que virou uma espécie de símbolo para as manifestações no Egito, e em vários locais do país comemoraram. Os manifestantes prometeram intensificar os protestos, caso Mubarak insistisse em se manter no cargo.

Autoridades egípcias confirmaram que Mubarak e a família deixaram o Cairo, pela manhã, em direção ao resort de Charm el-Cheikh, no Mar Vermelho. O resort fica a 250 quilômetros do Cairo. Helicópteros foram vistos deixando a residência oficial do presidente na manhã desta sexta-feira.

Em Brasília, a Embaixada do Egito no Brasil informou que não prestará esclarecimentos sobre a renúncia de Mubarak nem sobre como será o funcionamento do governo provisório. De acordo com a assessoria da representação diplomática, se houver algum tipo de manifestação, ela será feita por meio de comunicado enviado aos veículos de imprensa por e-mail.

Nos 18 dias de protestos contra Mubarak, a embaixada se manifestou em uma ocasião – em uma nota, na qual pediu desculpas ao governo brasileiro pelo tratamento dispensado pelas autoridades egípcias aos repórteres Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Costa, da TV Brasil. Corban e Gilvan foram presos por 18 horas, tiveram os olhos vendados e os equipamentos apreendidos.

Depois do pedido formal de desculpas, o governo brasileiro decidiu não apresentar uma nota de protesto ao Egito. O embaixador do Brasil no país, Cesario Melantonio Neto, chegou a elaborar uma proposta de queixa formal ao governo egípcio.

*Com informações da Agência Lusa // A matéria foi ampliada às 14h31

Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=2F4C672AB41971817A93ED6B7B4BBEB4?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3187052

Mubarak deixa o cargo e entrega o poder ao exército

11.02.2011
Da REDAÇÃO DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572501787293120850" />O presidente Hosni Mubarak deixou o poder e entregou o poder ao exército, anunciou o vice-presidente egípcio Omar Suleiman em um comunicado à nação nesta sexta-feira.
Após o anúncio, uma explosão de alegria tomou as ruas do Cairo.Centenas de milhares de manifestantes reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo, viveram uma explosão de alegria com o anúncio da renúncia do presidente egípcio, Hosni Moubarak, após 30 anos no poder, constaram jornalistas da AFP no local.

Os manifestantes choravam, dançavam e cantavam "Deus é o maior!". Paralelamente, na Tunísia, as pessoas foram as ruas e fizeram buzinaço para comemorar a saída de Mubarak do poder.

Brasil - O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, prepara uma nota em manifestação à renúncia do ex-presidente do Egito Hosni Mubarak. O documento será elaborado seguindo orientações do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que comanda um debate hoje (11) no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York.

Patriota e outros chanceleres, presentes na reunião nos Estados Unidos, foram informados sobre a renúncia pelo ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. Até a renúncia, o governo brasileiro defendia o respeito às manifestações populares no Egito – que há 18 dias enfrentava uma onda de protestos contra o governo.

A oposição reivindica garantias de realização de eleições parlamentares e presidenciais de forma democrática e livre. Também quer a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte para promover reformas e o fim do estado de emergência. Em comemoração à renúncia de Mubarak, manifestantes saíram às ruas e celebram o fim de quase 30 anos de poder.
Com informações da AFP Paris e da Agência Brasil.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/mundo/nota.asp?materia=20110211134725

Egito e o silêncio dos intelectuais franceses

11.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Thomas Wieder, Le Monde
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Obnubilados pelo islamismo, incapazes de pensar uma democracia árabe, ou apenas ignorantes, os intelectuais fazem-se discretos sobre as revoltas em curso. Aplaudir, até aplaudem. Júbilo, até que há. Mas ninguém se mostra empolgado. A palavra de ordem é prudência. Face à contestação que agita o mundo árabe-muçulmano, os intelectuais franceses parecem dilacerados entre duas injunções contraditórias. Em geral lépidos para inflamarem-se quando um povo ergue-se contra a tirania, eis agora os intelectuais franceses, surpreendentemente discretos. “Esse silêncio ensurdecedor não é habitual”, reconhece o sociólogo Rémy Rieffel, autor de Intellectuels sous la Ve République [Os intelectuais na 5ª República] (Hachette, 1995). Mas explica-se, porque muitos de nossos intelectuais estão um pouco sem jeito.”

“Sem jeito”, que seja. Eis, de fato, o que estaria perturbando os intelectuais franceses da hora. Para o filósofo Régis Debray, a explicação é clara: “E o que queriam ouvir desse pessoal que passa as férias em Marrakech ou em palácios na Tunísia ou no Egito?” A esse argumento, o autor de Pouvoir intellectuel en France [Poder intelectual na França] (Ramsay, 1979) acrescenta um segundo: “Estão mentalmente catatônicos, porque padecem de medo pânico do islamismo e não sabem o que pensar de movimentos populares que, mais cedo ou mais tarde, podem virar-se contra Israel”.

Quase sempre em desacordo com Régis Debray, sobretudo na questão israelenses-palestinos, Alain Finkielkraut aproxima-se dele nesse ponto: “Digo ‘admiração’, mas digo também ‘vigilância’, porque o que se sabe hoje, especialmente, é que ninguém sabe o que surgirá disso tudo”. O filósofo, além do mais, distingue cuidadosamente os casos tunisiano e egípcio: “Na Tunísia, considerado o papel das mulheres e a compostura dos manifestantes, tudo faz crer que se trate de verdadeiro movimento democrático, que tirou Ben Ali do poder. No Egito é mais complicado: se se veem os ataques contra os coptas, se se sabe que o país vive há anos sob campanha anti-Israel e antissemita, se se lêem cartazes do tipo “Moubarak sionista” e se se sabe que o Irã se beneficia do que está acontecendo, não digo que se deva esperar o pior, mas que há motivo para estarmos preocupados, e que é preciso evitar avaliações definitivas.”

Banir todos os “slogans simples”, eis a tarefa à qual se dedica Bernard-Henri Lévy. Mas para o filósofo (membro do conselho de supervisão do Monde), essa “indispensável consideração à complexidade da situação” não deve impedir o engajamento. Ao contrário. “Temos dois deveres”, explica o diretor da revista La Règle du Jeu. O primeiro é ajudar os democratas a levar avante sua aposta política e, isso, encorajando-os para que se engajem com clareza: a favor da liberdade de expressão, por exemplo; a favor do respeito ao pluralismo; e também, porque isso também é democracia, a favor do respeito ao Tratado de Paz Israel-Egito de 1979. O segundo dever é desejar que os movimentos democráticos estendam-se ao conjunto do mundo árabe-muçulmano.”

Uma “timidez” legítima ligada, como resume o historiador Jean Lacouture, a uma modalidade de “incerteza quanto ao rumo dos acontecimentos” e ao “medo de ver triunfar os fundamentalismos”. É uma explicação positiva, a qual, pelo menos, honra, adornando-os com os trunfos da prudência, os intelectuais franceses contemporâneos. Mas há explicações menos honrosas, que também devem ser expostas.

Umas, consideram uma “cegueira” que acometeria alguns que se sentem culpados face aos regimes hoje contestados. É a tese de Olivier Mongin. Repetindo que “melhor Ben Ali que Ben Laden”, e “melhor Mubarak que a Fraternidade Muçulmana”, muitos deixaram-se prender numa contradição: os mesmos que defendiam o respeito aos direitos humanos na Europa do Leste, estariam apoiando ditadores do mundo árabe sob o pretexto de que seriam escudos contra o islamismo. “A dificuldade, para os intelectuais é conceber os valores democráticos em culturas diferentes da sua”, explica o diretor da revista Esprit.

Na base desse moralismo de geometria tão mutável, Daniel Lindenberg identifica o que não hesita em chamar de “preconceito racista”. Autor de ensaio consagrado à deriva “neoconservadora” de parte da intelligentsia (Le Rappel à l’ordre [Chamado à ordem], Seuil, 2002), esse especialista em história das ideias vai direto ao ponto. “É preciso, infelizmente, dizer o que é: muitos intelectuais creem, no fundo deles mesmos, sinceramente, que os povos árabes são geneticamente atrasados e que só respondem à política do chicote.”

Herdado do período colonial, esse preconceito foi reforçado depois do 11 de setembro. “Para muitos, é muito difícil sair da sequência iniciada em 2001 e marcada pelo credo neoconservador, para o qual o Islã seria sinônimo de terrorismo”, explica Daniel Lindenberg. Obcecados pelo medo da Xaria, foram apanhados ‘de calças curtas’, como se não tivessem sido programados para compreender que o que se passa, especialmente na Tunísia, é simplesmente uma “primavera dos povos”.

Esse estado de “confusão mental” é percebido também por André Glucksmann. Para o filósofo, “a surpresa pela qual passam, como ele, muitos intelectuais, não é consequência apenas do fato de que todas as revoluções, por sua natureza, sempre surpreendem”. Aquela surpresa explica-se, mais fundamentalmente, pela “ideia de que tal sopro de liberdade parecia impossível no que se convenciona chamar de ‘mundo árabe’”.

Para André Glucksmann, contudo, os eventos em curso devem conduzir-nos sobretudo a “separarmo-nos definitivamente de duas grandes teorias em voga logo depois da queda do muro de Berlim”. A primeira, chamada “do fim da história”, e divulgada em 1989 pelo politólogo norte-americano Francis Fukuyama, pretendia que “a modernização econômica implica a democratização”. A segunda, chamada “do choque das civilizações” e defendida em 1996 pelo politólogo norte-americano Samuel Huntington, tende a fazer do mundo islâmico um bloco monolítico hostil por natureza aos valores ocidentais. “O que hoje acontece no Egito lembra, por um lado, que um regime que se desenvolve economicamente (sic) não se democratiza necessariamente; e, por outro lado, que os árabes não são condenados pelo nascimento nem pela cultura ao despotismo”, explica André Glucksmann.

Intelectuais prisioneiros de esquemas de pensamento que os tornam pouco aptos a refletir sobre o novo? Para Henry Laurens, titular da cadeira de História Contemporânea do Mundo Árabe no Collège de France, o problema começa antes da queda do muro de Berlim. “Se os intelectuais midiáticos não têm grande coisa a dizer, é porque a maioria deles continua a raciocinar com categorias brotadas da Guerra Fria: analisam o totalitarismo islâmico como analisaram o totalitarismo soviético”.

Destacando que “muitos, como Raymond Aron, souberam pensar a democracia liberal mas foram incapazes de pensar o terceiro mundo”, o historiador observa que “a discrição dos intelectuais ditos generalistas” não nos deve fazer esquecer “a força que ganham os especialistas”, também chamados pesquisadores especializados. “O mundo árabe”, explica ele, “é setor muito bem investigado pelos pesquisadores franceses. Mas é verdade que os ‘academics’, mesmo quando ultracompetentes em seus campos, tendem a ser reticentes quando se trata de tomar posição sobre áreas geográficas que não conhecem como a palma da mão. São os que se manifestam de modo quase sempre muito nuançado, e cujas vozes ouvem-se menos que as dos “grandes” intelectuais sempre prontos a deitar lições a torto e a direito.” É um modo de dizer que as próprias mutações da própria cena intelectual, elas também, e não só alguma louvável circunspecção ou eventuais culpas ligadas a circunstâncias de momento, estariam levando os maîtres à penser franceses a se mostrarem tão discretos, dessa vez.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/egito-e-o-silencio-dos-intelectuais-franceses.html

Depois do prefeito do Recife, Eduardo recebe agora Humberto nesta sexta

10.02.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


O governador Eduardo Campos (PSB) e o senador Humberto Costa (PT) se reúnem nesta sexta-feira, às 16h, no Palácio do Campo das Princesas. No encontro, que foi proposto pelo petista, os dois devem debater temas nacionais e prioridades para Pernambuco nesta legislatura. Humberto é líder do PT no Senado e do Bloco de Apoio ao Governo composto por vários partidos, entre eles o PSB.“Será uma visita cortesia. Quero deixar o meu mandato à disposição do governador para atuarmos pelo interesse do Estado e também quero agradecer a ele por todo o apoio que eu recebi durante a campanha. Pernambuco vive uma fase muito positiva temos um grande governador e uma bancada forte tanto na Assembléia como no Congresso Nacional”, disse o petista.

O senador chega amanhã ao Recife, depois de uma agenda intensa em Brasília. Hoje, o petista participou da reunião do Diretório Nacional em comemoração dos 31 anos do partido. Na ocasião, Humberto anunciou que irá se afastar da vice-presidência do PT. Segundo o regimento interno, como senador e líder da bancada o petista não pode ocupar ao mesmo tempo as duas funções. Apesar de deixar a vice-presidência, Humberto continuará como membro da Executiva Nacional.

Em conversa com jornalistas, Humberto defendeu novamente a posição do governo sobre a valorização do salário mínimo, que estabelece uma fórmula anual para os reajustes que leva em conta a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto. “Dilma está cumprindo o acordo feito com o movimento sindical. No ano que vem o aumento será vigoroso", assegurou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/17105-depois-do-prefeito-do-recife-eduardo-recebe-agora-humberto-nesta-sexta

Motoristas de ônibus já falam em greve

10.02.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por ANDERSON BANDEIRA

DIARIAMENTE, 2,7 mil ônibus circulam pelo Recife e Região Metropolitana

“Uma grande surpresa está por vir para os empresários de ônibus”. Foi limitado a essas palavras que o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife, Patrício Magalhães, comentou ontem, por telefone, ao ser questionado sobre a ameaça de uma possível greve dos motoristas de ônibus do Recife e Região Metropolitana. Atualmente, mais de seis mil condutores trabalham na região atendendo a uma demanda diária de 1,8 milhão de usuários. São 2,7 mil ônibus nas ruas rotineiramente.

Após os recentes protestos dos estudantes contra o aumento das passagens de ônibus e dos comerciantes informais contra a retirada dos camelôs das ruas, a classe a reivindicar alguma coisa, desta vez, é a dos motoristas de transportes urbanos do Recife e Região Metropolitana. Segundo alguns deles, que não quiseram se identificar, ao serem indagados na manhã de ontem, a não observância de seus direitos deixa a classe revoltada.

“Estamos sem reajustes salariais, não estão pagando os adicionais direito e nem a nossa hora extra. Quando pagam é de forma incorreta. Somado a isso, tem as condições precárias de trabalho. Alguns terminais não têm nem banheiro para usarmos. Por conta disso, tem muito motorista indo trabalhar em Suape, pois pagam melhor e dão boas condições de trabalho”, comentou um motorista, numa parada de ônibus, enquanto esperava os passageiros entrar no coletivo.

Procurado pa­ra saber se as reivindicações dos motoristas procedia, Almir Buonora, gerente-geral da Cidade Alta, umas das empresas filiadas ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), comentou sobre o assunto.

“O aumento da tarifa não está ligado diretamente ao aumento dos salários. No ano passado não tivemos aumento nas tarifas e a categoria teve um reajuste de 6,22%. Uma coi­sa não está ligada a outra. Existe uma data ba­se para a solicitação de aumento de salário. No caso deles, é no mês de julho. Agora, as obrigações mensais têm que ser pagas todos os meses de forma legal. Se essas obrigações não estão sendo pagas por parte de algumas empresas cabe a justiça decidir o que está certo ou errado. Mas, acho que se houver greve, ela não será a forma correta, pois prejudica a população. Se isso vier acontecer será uma surpresa”, declarou.

Ainda que não haja uma previsão concreta de quando ocorrerá a paralisação, a expectativa é de que pelos próximos dias os motoristas se mobilizem contra os empresários. A greve, se confirmada, promete afetar a mobilização da população.

O povo fala

"Se a greve realmente acontecer vou achar ruim, porque o meu marido precisa estar no trabalho no horário certo todos os dias" Adriana Patrícia de Moura, 25

"Se isso acontecer vai prejudicar muito, porque eu sempre vou para Muribeca duas vezes por semana e pego dois ônibus" Eunice Rodrigues da Silva, 76.

"Utilizo os ônibus pelo menos três vezes por semana. Se os motoristas fizerem greve vai prejudicar muito a população" Auzilene Francisca, 41

"Se os ônibus pararem vai ser um caos, pois pego todos os dias uns dez ônibus para resolver problemas de minha família" Ivone Barros, 79.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/620273-ameaca-motoristas-de-onibus-ja-falam-em-greve

Os cortes de Serra e a pura demagogia tucana

11.02.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O ex-governador José Serra se reuniu ontem com as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado. Para os deputados, defendeu o salário mínimo de R$600. Para isso, Serra tem um estudo que recomenda cortes: R$5 bi no custeio, R$5 bi em subsídios do BNDES, R$2 bi com saneamento de estatais, R$2 bi com redução na Petrobras, na Eletrobras e nos Correios, R$1 bi em passagens aéreas, R$1 bi em publicidade e R$1 bi com cargos em comissão.

Só lembrando

José Serra não fez isso em São Paulo. Muito pelo contrário. Aparelhou as estatais paulistas com pessoas como Soninha Francine, Roberto Freire e as filhas da Soninha

E tem mais boquinha. No jornal da Tarde.Kassab dá cargo de R$ 6 mil a Goldman

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) nomeou o ex-governador Alberto Goldman (PSDB) como integrante do Conselho de Administração da São Paulo Urbanismo, empresa estatal paulistana. No cargo, o tucano terá direito a um jetom de R$ 6 mil mensais – basta que o conselho se reúna uma vez a cada 30 dias. Na semana passada, o prefeito havia contemplado o ex-secretário municipal e estadual de Planejamento, Francisco Luna, com jetom – ele passou a acumular dois e receber R$ 12 mil mensais.

Luna e Goldman, além de terem integrado o governo estadual, têm outra coisa em comum: chegaram ao governo com a vitória de José Serra (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes, em 2006, e acabaram deixados de lado quando Geraldo Alckmin, eleito em 2010, montou sua equipe para este ano. Goldman, inclusive, teria aguardado sinalização de Alckmin para permanecer no secretariado; com a demora na definição, porém, teria desistido. Kassab havia, inicialmente, oferecido secretarias à dupla, que teria rejeitado o convite. Outro serrista, Mauro Ricardo Costa, foi nomeado por Kassab como secretário de Finanças da capital, cargo que já havia ocupado na gestão do tucano na Prefeitura.

Desde 2007, o JT mostra, em reportagens, que os conselhos de empresas municipais têm sido usados para “turbinar” o salário de secretários – os conselhos de administração pagam R$ 6 mil mensais e os fiscais, R$ 3 mil a cada integrante. As vagas também são distribuídas a aliados políticos do prefeito, como filiados ao PMDB, PV e PSC.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/os-cortes-de-serra.html

Na TV, Dilma anuncia Pronatec e lança o slogan de seu governo

10.02.2011
Do Portal VERMELHO


A presidente Dilma Rousseff anunciou na noite desta quinta-feira (10), em seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, o lançamento do Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica). No final do pronunciamento, a nova marca do governo, parecida com o logotipo "Brasil" usado no governo Lula veio acompanhada do que poderá ser o slogan do governo Dilma: "Brasil, país rico é país sem pobreza"



A ideia é levar o mesmo conceito do ProUni (Programa Universidade para Todos) aos cursos profissionalizantes, oferecendo bolsas de estudo e aumentando a oferta de centros científicos à população de baixa renda.

De acordo com Dilma, o programa deve ser oficialmente lançado ainda neste primeiro trimestre. A presidente, no entanto, não chegou a detalhar como será o seu funcionamento, mas aproveitou para dizer que está trabalhando na implementação do Plano Nacional de Banda Larga, que levará internet às escolas públicas.

A presidente também destacou que o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que causaram dores de cabeça para estudantes e para o próprio governo nos últimos meses.

"É fundamental aperfeiçoar a credibilidade desses instrumentos que são muito importantes na avalição do aluno e da escola e, portanto, da melhoria da qualidade do ensino".

Dilma não escolheu aleatoriamente o tema da educação para inaugurar seu pronunciamento à nação. Desde a campanha à presidência, Dilma insistiu no tema, prometendo aumentar o número de creches e de escolas técnicas. A presidente voltou a reafirmar esse compromisso citando que o Brasil tem as condições e "uma imensa necessidade de dar um salto na qualidade do ensino".

"Nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a educação. Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superar a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada. É hora de investir ainda mais na formação e na remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas no país, de criar condições de estudo e permanência na escola para superar a evasão e a repetência e, muito especialmente, acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada".

Novo slogan

A presidente também reafirmou outro compromisso assumido durante a campanha e citado no discurso da vitória e na mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional na semana passada. Neste trecho do pronunciamento, Dilma aproveitou para anunciar o que chamou de lema de seu governo: o slogan "Brasil - País rico é país sem pobreza", que acompanhará a nova logomarca do governo federal.

A marca foi desenvolvida pelos publicitários João Santana e Marcelo Kertész, que doaram a logomarca ao governo.

"Este será o lema de arrancada de meu governo. Ele está aí para alertar, permanentemente, a nós do governo e a todos da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria".

Ainda utilizando o discurso da educação e uma trilha sonora que apelou para o lado sentimental, a presidente conclamou a sociedade, empresários e políticos a ajudar o governo a cumprir as metas de ensino estipuladas durante a campanha.

"Que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e de igualdade. E que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção de seus sonhos".

Leia aqui a íntegra do pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff.

Fonte: R7
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=147354&id_secao=1

Dilma estuda Prouni para africanos

09/02/2011
Do blog TERROR DO NORDESTE
Extraído do jornal O ESTADO DE S.PAULO


DACAR - Em meio a toda sorte de discursos ufanistas, anti-imperialistas, críticos ao sistema financeiro internacional e em defesa da aproximação entre o Brasil e a África, o governo brasileiro anunciou nesta terça-feira, em Dacar, no Senegal, uma medida concreta: vai incluir estudantes africanos radicados no Brasil entre os possíveis beneficiários do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Estudantes radicados no Brasil poderão usufruir do benefício, afirmou Gilberto Carvalho no Fórum Social Mundial

A iniciativa foi comunicada durante uma reunião improvisada sobre o tema relações entre o Brasil e a África, realizada no 11.º Fórum Social Mundial. A intenção foi revelada pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, logo após ouvir a sugestão do senador Inácio Arruda (PC do B-CE) para que o governo tomasse medidas concretas que representassem benefícios aos estudantes africanos. "Estamos estudando de fato essa possibilidade de estender ou de criar o ProUni para africanos já radicados no Brasil", confirmou Carvalho. Ele disse ter sabido da adoção da medida pelo Itamaraty na segunda-feira. "É para estrangeiros que estão no Brasil e que têm dificuldades de acesso às escolas", resumiu.

A medida poderá, no futuro, ser estendida, em acordos bilaterais, a estudantes africanos que não vivam no Brasil. "Se isso se transforma em um programa de governo a governo, temos de estudar melhor", ponderou. "Precisamos ter como abrir isso, porque depois podemos gerar um problema."

Apesar dos aplausos dos presentes à conferência, Carvalho não revelou quando as mudanças entrarão em vigor. Criado em 2004, o programa, destinado a beneficiar estudantes de baixa renda, prevê a distribuição, este ano , de 123,1 mil bolsas - 80,5 mil das quais integrais - em 1,5 mil instituições de ensino superior de todo o País.
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Fonte:http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2011/02/dilma-estuda-prouni-para-africanos.html