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sábado, 5 de fevereiro de 2011

“A CRISE CAPITALISTA TAMBÉM É DE URBANIZAÇÃO”

20.01.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Redação


Enquanto alguns especialistas se esmeram em alegar que crise atual é uma crise das hipotecas subprime ou é o estouro de um capitalismo que se financeirizou demais, David Harvey prefere falar de “crises urbanas”, provocadas por uma febre da construção “sem importar o quê”. Autor de “Breve história do neoliberalismo”, Harvey não só acusa a desregulação do setor financeiro como um dos fatores que levaram ao descalabro atual, mas adverte que a supremacia do capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento para sair da crise.

Em sua passagem por Buenos Aires, o geógrafo britânico conversou com o jornal Página/12 sobre as transformações do mercado imobiliário nas últimas décadas, a orientação que teve o investimento em infraestrutura e a consequente “acumulação por perda de posse”. Frente a um modelo que não é sustentável, Harvey propõe pensar “um novo tipo de urbanização”.

Reproduzimos a seguir a entrevista concedida ao Página/12:

Desde sua perspectiva como geógrafo, que conexões encontra entre urbanização e esta crise?

Uma das coisas que eu gostaria de enfatizar é a relação entre urbanização e formação da crise. Nas décadas de 50 e 60, o capitalismo se estabilizou com uma forma de suburbanização massiva: estradas, automóveis, um estilo de vida. Uma das perguntas é se isso é sustentável no longo prazo. No sul da Califórnia e na Flórida, que são epicentros da crise, estamos vendo que este modelo de suburbanização não serve mais. Alguns querem falar da crise do subprime; eu quero falar das crises urbanas.

E o que pensa das crises urbanas?

Na década de 80 se pensava que o Japão era uma potência e essa crença sucumbiu nos anos 90 pela crise crise dos preços da terra. Desde então, não se recuperou mais. Também existe uma preocupação nos Estados Unidos de que a crise imobiliária impeça a recuperação, apesar de todas as tentativas que vêm sendo feitas para isso. Outra questão é que a forma de uso intensivo da energia exigiria muitas extensões de terra, o que criaria um estilo de vida de lugares dispersos. Isso está estabelecendo, justamente, um novo tipo de urbanização. O que chama a atenção é que a China está copiando os EUA, o que é muito estúpido. Isso não é sustentável sob a situação de crise ambiental. Existe uma alta conexão entre desenvolvimento capitalista, crise capitalista e urbanização.

Em que medida a transformação do mercado imobiliário influiu na crise da urbanização?


Onde as pessoas ricas colocaram seu dinheiro nos últimos 30 anos. Até os 80, colocar dinheiro na produção dava mais dinheiro que colocá-lo no negócio imobiliário. A partir dali, começou-se a pensar onde colocar o dinheiro para obter uma taxa de retorno mais alta. Os mercados imobiliários e da terra são muito interessantes: se eu invisto, o preço sobe, como o preço sobe, mais gente investe e, então, o preço segue suibindo. Em meados da década de 70, em Manhattan (Nova York), podia-se vender por 200 mil dólares um tipo de edifício que agora custa 2 milhões de dólares. Desde então, houve bolhas de diferentes tipos, que tem estourado uma a uma. Os mercados financeiros enlouqueceram nos anos 90. Se observamos a participação dos distintos setores no Produto Interno Bruto dos EUA, em 1994, o mercado acionário tinha uma participação de 50% do PIB. Em 2000, subiu para 120% e começou a cair com a crise das empresas pontocom. Enquanto que a participação do mercado imobiliário no PIB começou a crescer, e passou de 90 para 130% no mesmo período.

Qual sua opinião sobre a orientação que teve o investimento em infraestrutura nas últimas décadas?

O capitalismo não pode funcionar sem sua infraestrutura típica: estradas, portos, edifícios e fábricas. A grande pergunta é como se constróem essas infraestruturas e em que medida contribuem para a produtividade no futuro. Nos Estados Unidos, fala-se muito de pontes que vão a lugar nenhum. Há interesses muito grandes dos lobistas da construção que querem construir não importa o quê. Podem corromper governos para fazer obras que não terão nenhuma utilidade.

Um exemplo do que descreve é o que ocorreu na Espanha, com o boom da construção…

Uma parte da explicação da crise na Grécia e na Espanha pode ser vinculada com esses péssimos investimentos em infraestrutura. A Grécia é um caso típico também em função dos Jogos Olímpicos, que originou grandes obras de infraestrutura que agora não são usadas. Nos anos 50 e 60, a rede de estradas e autoestradas, nos EUA, foi muito importante para
a melhoria da produtividade. Algo similar se observa atualmente na China, com estradas, ferrovias e novas cidades, que nos próximos anos terão um alto impacto na produtividade.

O sr. acredita que a China está enfrentando a crise de maneira distinta da dos Estados Unidos?


A China tem melhores condições que outros países sobretudo porque conta com grandes reservas de divisas. Os EUA têm uma grande déficit e a China um grande superávit. O outro problema nos EUA é político.

Quais são os fatores políticos que dificultam a saída da crise?

Quem tenta construir obras de infraestrutura úteis é acusado imediatamente de “socialista”, que é o que está acontecendoi com Barack Obama. Na China isso não importa porque as condições políticas são outras. O governo na China é autoritário é pode pôr as coisas em seu lugar, como bem entende. No caso dos EUA, o Congresso está dominado por grupos republicanos e democratas que manejam interesses econômicos e as condições para tomar decisões são outras.

Deduz-se então uma diferença na relação entre o poder político e o poder econômico nestes países.

Na China, por causa da crise americana, a resposta foi fazer grandes projetos de infraestrutura imediatamente. Além disso, o governo centralizado da China tem enorme poder sobre os bancos. Deu a ordem: “Forneçam empréstimos para governos municipais e ao setor privado que vão tocar essas obras”. O governo central dos EUA não pode fazer isso. Ele segue dizendo aos bancos: “Emprestem”. E os bancos dizem: “Não”. A China está crescendo a um ritmo de 10% depois da crise, enquanto os EUA seguem estagnados.

Quais são as falhas institucionais que levaram a essa crise?

Desde a década de 70, houve uma ideia dominante de que a resposta era privatizar. Há muitas alternativas para que o setor público forneça melhores serviços do que o setor privado.

O sr. acredita que esta concepção também penetrou o sistema financeiro?

Nos EUA, na década de 30, os bancos de investimentos estavam separados dos bancos comerciais. Nos últimos anos se permitiu que eles se unissem. É um caso de mudança regulatória, onde o Estado se retira do controle.

E como avalia o tipo de regulações que começaram a ser propostas a partir da crise?


Há uma teoria chamada “captura regulatória. Ela supõe que as galinhas devem ser controladas pelas raposas. Se olhamos para as formas regulatórias propostas até agora, nos damos conta de que as raposas estão ganhando e isso ocorre porque elas controlam também o Congresso dos Estados Unidos.

Há diferenças entre as políticas impulsionadas nos EUA e na Europa?

Sim, há diferenças. Um dos temas que estou estudando é justamente as diferenças que existem em distintos lugares. Por exemplo, na América Latina a reação dos governos foi muito mais sensível à crise do que o que se observa nos EUA e na Euorpa. Na Europa, há um grande conflito entre os países maiores e os mais pequenos. A Alemanha, que por razões históricas têm uma obsessão com o tema da inflação, impõe o tema da austeridade. O triunfo de um governo conservador na Inglaterra também fortalece a ideia de austeridade. Por isso, não surpreende que a Europa esteja estagnada, enquanto a China segue crescendo forte.

Que impacto têm essas políticas de austeridade?

A austeridade é algo totalmente errôneo. Em primeiro lugar, pelas diferenças de impacto entre classes sociais. Em geral, as classes mais baixas são as mais prejudicadas. Além disso, essas classes mais baixas, quando têm dinheiro, o gastam, enquanto que as classes altas o usam para
gerar mais dinheiro e não necessariamente para fazer coisas produtivas.

Por exemplo?

Muitos ricos dos EUA compraram terras na América Latina. Isso provocou o aumento do preço da terra. No longo prazo, devemos pensar como é possível viver no mundo de acordo com seus recursos. Isso não significa austeridade, mas sim uma forma mais austera de viver, o que não é a mesma coisa.

Qual a diferença?

Devemos pensar no que é que realmente necessitamos para ter uma boa vida. Muitas das coisas que pensamos do consumo são uma loucura, significam desperdiçar recursos naturais e humanos. Temos que pensar como fazemos no longo prazo para que 6,8 bilhões de pessoas possam viver, ter casa, saúde e alimento para que tenham uma vida razoável e feliz.

(*) Entrevista concedida originalmente a Natalia Aruguete/Página 12, e republicada da Carta Maior. Tradução: Katarina Peixoto.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/a-crise-capitalista-tambem-e-de-urbanizacao/

Dilma exige fiscalização mais efetiva sobre empresas envolvidas com o apagão no Nordeste

04/02/2011
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– A presidenta Dilma Rousseff determinou que o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, cobre das empresas responsáveis o reforço das operações de manutenção de equipamentos e redes de transmissão e distribuição de energia. Dilma também ligou para o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, e pediu que a agência aumente a fiscalização preventiva no sistema da Região Nordeste.

O ministro Lobão foi no início da manhã ao Palácio do Planalto para conversar pessoalmente com a presidenta Dilma Rousseff sobre os problemas que causaram o apagão que atingiu oito estados da Região Nordeste. Antes, o ministro concedeu entrevista coletiva e disse o problema foi "provavelmente" ocasionado por uma falha no sistema de proteção da subestação São Luiz Gonzaga, na divisa de Pernambuco com a Bahia.

Segundo o porta-voz da presidência da República, Rodrigo Baena, “a presidenta, de maneira nenhuma, minimizou o problema. Ela, de fato, ficou preocupada e pediu que fossem tomadas essas providências”.

Edição: Vinicius Doria
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ATIVIDADES EM TODO O PAÍS EXIGEM CONFISCO DE TERRAS ONDE HÁ ESCRAVIDÃO

05.02.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Raquel Júnia /EPSJV-Fiocruz

O dia 28 de janeiro foi proclamado pela lei 12.064/2009 como o Dia nacional de combate ao trabalho escravo. Foi nesse data, há sete anos, que quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foram assassinados em uma emboscada, no município de Unaí, noroeste de minas, quando se dirigiam para fiscalizar mais uma denúncia de trabalhadores escravizados na região. O crime permanece impune e não foi esquecido, pelo menos não por alguns setores da sociedade. Em vários estados, atividades lembraram a chacina de Unaí, como ficou conhecido o atentado, e também a importância de se aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001 . A PEC propõe o confisco das terras onde forem flagrados trabalhadores em condição de escravidão.

Nos estados de Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e no Distrito Federal, foram realizadas palestras e manifestações exigindo que se erradique o trabalho escravo. As atividades fizeram parte da Segunda Semana Nacional contra o Trabalho Escravo, realizada de 28 de janeiro a 3 de fevereiro. “A realização desta semana marca mais uma vez o compromisso dos que lutam e trabalham pela erradicação do trabalho escravo no Brasil, mas a triste verdade é que há seguimentos com muita dificuldade de compreender a necessidade de avançarmos nesta questão”, fala o senador José Nery (PSOL-PA), presidente da Frente parlamentar mista pela erradicação do trabalho escravo. “Normalmente, as datas nacionais são para comemorar.,No caso do trabalho escravo não é para comemorar coisa alguma, é para marcar o fato de convivermos ainda com essa triste realidade e também para convocar as instituições, os movimentos sociais, o povo brasileiro para formarmos um verdadeiro mutirão pela erradicação do trabalho escravo”, acrescenta.

Durante a semana, foi lançado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH), no Maranhão, o Atlas Político-Jurídico do Trabalho Escravo Contemporâneo no estado. O Atlas descreve o trabalho escravo no Maranhão e avalia as medidas de fiscalização colocadas em prática. De acordo com o documento, a maioria dos trabalhadores resgatados em outros estados, sobretudo no estado do Pará, são maranhenses. O Atlas questiona por que, no Maranhão, ninguém está preso pelo crime de submeter trabalhadores à escravidão, embora o estado apresente um grande número de denúncias.

De acordo com o MTE, em 2010 foram resgatados 2.617 trabalhadores escravizados. A situação de todos se enquadrava em uma ou mais hipóteses do artigo 149 do código penal, que trata da redução do trabalhador à condição análoga à de escravo. As hipóteses incluem o trabalho forçado, a servidão por dívida, jornada exaustiva e/ou trabalho degradante. Pelo referido artigo, qualquer uma das situações acima configura trabalho escravo.”Nós estamos avançando porque existe um plano nacional de erradicação do trabalho escravo em andamento. Algumas de suas metas têm sido cumpridas, a fiscalização continua, porém é insuficiente, porque nem todas as denúncias têm sido fiscalizadas já que o corpo de fiscais do Ministério do Trabalho é insuficiente. Então, temos avançado, porém há muitos desafios”, avalia Nery.

Necessidade de avanços na legislação

A PEC 438 , conhecida como PEC do trabalho escravo, está parada no Congresso desde 2004, onde aguarda votação em 2ª instância na Câmara dos Deputados. Em 2010, o então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), recebeu um abaixo assinado com 280 mil assinaturas a favor da PEC.

Para José Nery, é preciso intensificar a mobilização para que a PEC 438 seja aprovada em 2011. Neste sentido, a reunião que encerra a Semana, no dia 3, tem como objetivo chamar a atenção da Câmara para a necessidade de aprovar o tema o mais rápido possível. “Queremos chamar atenção, somar forças, cobrar agilidade nestas definições e esperamos que a reunião sirva também como estímulo para que a frente parlamentar continue se organizando e que possa contar com novas adesões dos novos parlamentares que assumem a partir do dia 1º de fevereiro”, explica. A reunião contará com a presença dos deputados, senadores e dos militantes da Frente parlamentar mista e da Frente nacional pela erradicação do trabalho escravo.

O senador José Nery lembra ainda que há outras medidas que o congresso também deve implementar para impedir o trabalho escravo no país. “Tornar lei a lista suja que hoje é feita apenas através de um decreto, aumentar a pena de condenações pelo crime de trabalho escravo e além disso, pensar nas políticas sociais mais gerais, como a necessidade de reforma agrária e educação para todos efetivamente, porque só assim retiraremos as condições para que algum trabalhador brasileiro se torne vítima de trabalho escravo”, propõe.

(*) Matéria publicada originalmente na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio EPSV/FioCruz.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/atividades-em-todo-o-pais-exigem-confisco-de-terras-onde-ha-escravidao/

Parlamentares: Dez mais ricos têm metade do patrimônio

04.02.2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Mário Coelho, Edson Sardinha e Rudolfo Lago, do Congresso em foco


Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, deputado João Lyra é o mais rico entre os recém-empossados

Do total de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 567 parlamentares empossados ontem, R$ 792 milhões estão em nome de apenas uma dezena de congressistas. Veja a relação dos multimilionários

A elevada concentração de renda no Brasil está explícita no novo Congresso. Metade de todo o patrimônio declarado pelos 567 congressistas empossados ontem (1º) está nas mãos de apenas dez parlamentares, ou seja, de menos de 2% dos eleitos em outubro na Câmara e no Senado. Do montante de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 513 deputados e 54 senadores, R$ 792 milhões estão em nome desse pequeno grupo de multimilionários.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Na média, cada parlamentar declarou possuir R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

OS DEZ MAIS RICOS DO CONGRESSO

Fonte: Congresso em Foco com base na declaração patrimonial dos candidatos ao TSE.

O parlamentar com maior patrimônio declarado vem do estado com pior índices de desenvolvimento humano (IDH) e uma das menores rendas per capita do país, Alagoas. De volta à Câmara após quatro anos, o deputado João Lyra (PTB-AL) tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões.

O petebista, que já foi senador, é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado, entre as quais usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos. A renda per capita gira em torno de R$ 6 mil em Alagoas, estado com um dos maiores índices de analfabetismo e mortalidade infantil do país.

O grupo dos maiores milionários do novo Congresso é formado por seis deputados e quatro senadores. Há representantes das cinco regiões do país e de dez estados. São três do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), dois do Nordeste (Alagoas e Ceará), dois do Norte (Amazonas e Rondônia) e um do Sul (Paraná). Eles são de cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. Não há nenhuma mulher entre eles.

A força do agronegócio


Depois do deputado João Lyra, o dono da maior fortuna é o senador Blairo Maggi (PR-MT). O ex-governador de Mato Grosso é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Blairo já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2005, o então governador foi “homenageado” pela ONG Greenpeace com o prêmio Motoserra de Ouro. A organização não-governamental acusou o então governador de contribuir com o desmatamento para plantar soja no estado.

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país.

Mabel e Maluf

Entre os multimilionários estão o deputado Sandro Mabel (PR-GO), dono do quinto maior patrimônio declarado, com R$ 70,9 milhões. Candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara ontem, o deputado é dono da fábrica de biscoitos e roscas Mabel.

Logo atrás dele, aparece o deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 39,4 milhões em bens. Em março do ano passado, Maluf entrou para o chamado livro vermelho da Interpol. O deputado pode ser preso se deixar o país. Ele foi denunciado por um promotor de Nova York por suposta “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado”. Maluf nega a acusação. Ele conseguiu a vaga na Câmara após reverter uma condenação na Justiça em São Paulo, que havia barrado sua eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

O poder econômico dos parlamentares reflete a concentração de riqueza no Brasil, um dos países com pior índice de distribuição de renda no mundo. Embora a distância entre pobres e ricos tenha caído nos últimos anos, pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os 10% mais ricos no Brasil concentram 75% da riqueza produzida no país.
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/dez-mais-ricos-tem-metade-do-patrimonio-no-congresso.html

PSDB ainda não entendeu o Brasil

04.02.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


O PT tem mesmo os adversários que pediu a Deus. Por conta disso, derrotou-os nas três últimas eleições presidenciais e reduziu-lhes drasticamente a representação parlamentar, o que não é de espantar devido à dificuldade de entenderem o Brasil do século XXI.

O programa tucano de ontem na TV e no rádio explica por que a oposição encolheu tanto no Congresso e perdeu a terceira eleição presidencial consecutiva: o PSDB, como os outros partidos de oposição, continua apostando alto na burrice dos brasileiros.

Desorientado, o partido da “massa cheirosa” exumou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, rejeitado pela esmagadora maioria dos brasileiros. Não obstante, o partido fez dele a estrela de seu programa semestral na mídia eletrônica. E foi um desastre.

Nem sei qual foi a pior parte. Talvez, lembrar aos brasileiros de que FHC é tucano tenha sido o maior erro.

Mas foram muitos erros. No início do programa, o desfile de gente reclamando da situação. Pessoas “descoladas” afirmando que não conseguem emprego em um país que bate recordes incessantes de abertura de vagas formais no mercado de trabalho.

Ou o pior foi FHC acusando Lula pelas alianças que fez? Quais seriam esses setores “atrasados” aos quais o petista se aliou? Com quem foi que Lula fez aliança que o seu antecessor não fez? Para variar, os tucanos desdenham da inteligência e da memória do povo.

O mais engraçado é que, ao passo que FHC entrou na propaganda tucana, Serra saiu. Só apareceu de relance e o seu nome não foi mencionado uma só vez, apesar do alarde sobre ter tido 44% dos votos, um resultado pífio para quem teve toda a grande mídia ao seu lado.

Em resumo, o grande problema do PSDB é que não consegue entender a razão pela qual a grande maioria dos brasileiros decidiu “arriscar” votar em Lula em 2002, por que o reelegeu em 2006 e por que votou maciçamente em quem ele indicou, no ano passado.

A sensação que dá é a de que os tucanos não têm consciência de como estava a situação do país, enquanto governaram. Por isso, têm a coragem de falar sobre os problemas do Brasil como se jamais tivessem governado.

E a platéia montada para fazer “perguntas” ao ex-presidente, então? Lembrou a favela cenográfica do programa eleitoral de Serra, ano passado. Uma coisa tão artificial que só alguém com grave deficiência intelectual deixaria de notar.

O PSDB não consegue entender que precisa fazer propostas e renovar lideranças. Sua insistência em Serra e FHC está na base dos seus fracassos eleitorais, pois são dois símbolos de um passado que o Brasil quer esquecer.

A insistente tentativa dos tucanos de se apropriarem dos êxitos da era Lula, pega mal. A teoria deles não entra nem nas mentes mais esclarecidas nem nas mais incultas. É como um jogador de futebol que é substituído, o substituto entra e marca vários gols e o preterido diz que foram méritos seus.

E as insinuações sobre censura à mídia em um país que vem subindo rapidamente no ranking dos países com imprensa mais livre? Para quem aquelas insinuações fizeram sentido, além dos paus-mandados das redações tucanas?

A grande sorte do PT é a de que o PSDB ainda não entendeu como os brasileiros ficaram mais espertos em política, do que é prova terem votado maciçamente no primeiro partido em 2002, 2006 e 2010, ignorando a mídia tucana declaradamente.

Enquanto os tucanos continuarem achando que podem fazer o país inteiro de besta, o PT não terá com o que se preocupar. Enquanto continuarem querendo usurpar méritos alheios e pintar uma situação do país que não existe, a oposição continuará oposição.

A chance que o PSDB tem de se fortalecer está em elaborar um projeto de país consistente e em deixar de acreditar em um poder da mídia que ela perdeu em 2002 e jamais recuperou. Enquanto depender exclusivamente dela para subsistir, continuará encolhendo.

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Abaixo, a íntegra do programa do PSDB de 3 de fevereiro de 2011.


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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/psdb-ainda-nao-entendeu-o-brasil/

André Esteves morre de rir dos empresários de São Paulo

05.02.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Ele é muito engraçado, não é ?

Primeiro mandato do presidente Nunca Dantes.

Uma platéia de empresários paulistas.

Jornalistas de Economia – que, como diz o Delfim, não são jornalistas nem entendem de Economia – do PiG (*).

Sobe ao pódio o executivo André Esteves que tinha vendido o banco Pactual ao UBS suíço por US$ 3 bilhões.

E, por contrato, tinha que trabalhar por um tempo no UBS.

(Esteves, matemático, casado com uma matemática, entrou no Pactual como operador da mesa.)

A platéia exalava Hermès e Geraldo Alckmin.

Começa o Esteves.

O Brasil vive o melhor momento da sua História.

Silêncio profundo.

A platéia se entreolha e não pisca.

Os jornalistas de Economia olham para o chão.

O anfitrião pigarreia e arruma a gravata (Hermès).

Esteves continua.

O sistema financeiro brasileiro é sofisticado como qualquer sistema do financeiro do mundo.

A Bolsa de Valores do Brasil é do Primeiro Mundo.

O silêncio começa a dar medo.

A platéia não respira.

Os jornalistas de Economia respiram demais, ofegantes.

Esteves continua, como se dissesse que dois e dois são quatro.

Como qualquer economia capitalista em expansão, a próxima etapa da capitalização das empresas brasileiras se dará, em boa parte, no mercado de capitais.

Já, já começa uma fase de associações e aquisições de empresas, como forma de as empresas brasileiras subirem um degrau para atingir musculatura internacional.

Esse ciclo se processará na Bolsa.

Os empresários voltam a respirar, pausadamente, como se estivessem num balão de oxigênio.

Os jornalistas de Economia é que, agora, param de respirar.

Os bancos vão ter que se adaptar a esse processo.

E jogar o jogo da Bolsa, ao mesmo tempo em que investem no varejo para aproveitar o aumento da renda da população.

Aumento da renda da população !

Aí, foi demais.

Na platéia de empresários, alguns quebravam os copos para cortar os pulsos com os cacos.

Jornalistas de Economia corriam para o banheiro (sabe-se lá para que).

Como se percebe por fotografia, o Esteves de bobo só tem a cara.

E passou a falar mal da Carga Tributária !

Chega de Imposto !

Ninguém aguenta mais !

Aí, foi um delírio !

Aplaudido de pé.

Os jornalistas de Economia voltaram depressa, a arrumar as calças.

Aplausos frenéticos.

O anfitrião desabotoou a gravata (Hermès) para aplaudir de pé, com mais veemência.

E esse ansioso blogueiro foi embora, morrendo de rir.

Como se sabe, Esteves voltou para o Brasil.

Fez o que disse que ia fazer.

Abriu um banco e foi quem mais se aproveitou do boom da Bolsa com IPOs.

E agora foi para o varejo, ao comprar o PanAmericano.

Aqueles empresários da platéia estão até hoje a pedir redução de impostos.

Os jornalistas de Economia, aparentemente, naufragaram no banheiro.

E o Esteves deve morrer de rir.

Especialmente do Silvio Santos.

Ele é muito engraçado !


Paulo Henrique Amorim


Em tempo: quem também achou o Sílvio muito engraçado foi a Monica Bergamo, colonista (**) da Folha (***), que fez entrevista divertidíssima com ele. De morrer de rir !



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/02/05/andre-esteves-morre-de-rir-dos-empresarios-de-sao-paulo/

Que ‘apagão’?

05.02.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
No dia 1º de junho de 2001 tinha início racionamento de energia elétrica para a indústria no Brasil. Três dias depois, teria início, também, o racionamento residencial. Essas medidas do governo Fernando Henrique Cardoso durariam até 1º de março do ano seguinte, perfazendo nada mais, nada menos do que NOVE MESES de economia forçada de energia aos brasileiros.

E de gastos muito, muito maiores com a tarifa da energia.

A manchete principal de primeira página do jornal Folha de São Paulo naquele 1º de junho do penúltimo ano do governo FHC, era asséptica: “Oferta de energia será crítica até 2003, diz BNDES”. Havia ainda outra manchete, agora com pouco destaque, sobre a questão racionamento: “Começa hoje para as indústrias o racionamento de energia elétrica”.

Detalhe: os colunistas de política da Folha fugiram do assunto apagão” no 1º dia de um racionamento de energia que paralisaria a economia do país, aumentando o desemprego e a inflação devido à redução da atividade de uma indústria que teve que adequar a sua produção à oferta de energia existente, sendo obrigada, inclusive, a demitir empregados por falta de capacidade produtiva. Algumas dessas indústrias quebraram por falta de energia para produzir.

Na página A2 daquele 1º de junho de 2001, destinada às opiniões “da casa”, os editoriais tratavam da economia Argentina – que já caminhava para o desastre –, de atacar Antonio Carlos Magalhães – neo inimigo de FHC – e dos “Horrores do cigarro”, e os colunistas tratavam da política miúda.

Na página A3, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello pedia “Menos leis, mais compostura” (defendendo a própria corporação) e um “paga-pau” qualquer discorria sobre “a extensa obra produzida pelo brilhante sociólogo Fernando Henrique Cardoso”.

Finalmente, na coluna de leitores, os assuntos foram saúde (versão do governo FHC), mais ACM (inimigo de FHC), “TV-arte” (fosse isso o que fosse), Anistia (puxamento de saco do jornal por um leitor), Planejamento (mais bajulação do jornal) e Bienal e Biomassa (e dá-lhe bajulação).

Na edição da mesma Folha de São Paulo de quase uma década depois, no dia seguinte ao blecaute de até quatro horas ocorrido no Nordeste no dia anterior, porém, o tom é de catástrofe iminente. Manchete de primeira página anuncia neste sábado, quase em pânico: “Total de apagões graves no país quase duplica em 2 anos”.

Além de textos críticos ao governo nas páginas A2 e A3, que quase uma década antes não compareceram no dia em que o país mergulhava em uma medida draconiana que tantos sacrifícios iria impor aos brasileiros, na edição deste sábado, 5 de fevereiro de 2011, há OITO matérias no caderno Cotidiano tratando do assunto, todas aumentando o pânico sobre o um problema episódico que ninguém ousa afirmar que irá impor um único sacrifício ao país e à sua economia além dos que causou na hora de sua ocorrência.

Essa situação de estabilidade do sistema elétrico nacional se torna clara em rápida análise do site do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que informa dados bem eloqüentes, como o de que a energia armazenada mensalmente, por exemplo, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil em 2001, foi, em números redondos, de 45.000 MWmes, em média, enquanto que em 2010 foi de 125.000 MWmes.

Produção e demanda de energia no país, portanto, estão equilibrados. O aumento do número de interrupções de energia a que se refere o jornal que se preocupa mais com a situação de fornecimento de energia elétrica hoje do que em 2001 se deve ao aumento exponencial da demanda aliado à característica histórica do Brasil de levar energia de uma região a outra por meio de linhas transmissão, sempre sujeitas a acidentes.

Não falta energia ao país. Nenhum especialista na matéria que possa ser considerado sério e isento dirá que há uma situação preocupante.

Mas é claro que a Folha conseguiu um “especialista” que dissesse o que queria ouvir. Como não poderia deixar de ser, um membro do setor de energia do governo FHC, alguém envolvido no RACIONAMENTO que durou NOVE MESES e que agora vê com “preocupação” o segundo grande BLECAUTE no país após 2001/2002. Dois eventos que duraram, ao todo, nem DEZ HORAS.

Diante dos fatos supracitados e da gritaria da mídia por um problema de interrupção de fornecimento de energia – que, segundo o governo, foi absolutamente episódico e ao qual está sujeito todo o país que tenha a característica do nosso de transmissão de energia de uma região a outra –, cabe perguntar: de que “apagão” estão falando esses caras-de-pau?
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/que-%E2%80%98apagao%E2%80%99/

''Estelionato eleitoral'' cassa prefeito e vice

05.02.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Alfredo Junqueira, estadao.com.br


Reeleitos prefeito e vice de Mangaratiba em 2008, Aarão de Moura Brito Neto (PMDB) e o vice Marcelo Tenório da Cruz perderam os mandatos em julho de 2010, após a Justiça Eleitoral concluir que os dois se beneficiaram de uma fraude. A dupla foi acusada de 'estelionato eleitoral' ao conceder aumento salarial aos 1.450 servidores municipais três meses antes do pleito e revogar a medida após a eleição. Amanhã, 25 mil eleitores vão escolher novos administradores.

'O mais interessante é que este mesmo projeto seria rechaçado por Aarão de Moura Brito Neto apenas 15 dias após sua recondução à Chefia do Executivo local, em manobra que empresta novas matizes ao já repleto acervo de estelionatos eleitorais tão comuns nestes trópicos', destacou o juiz relator do caso no TRE-RJ, Luiz Márcio Pereira.

Importante destino turístico no litoral sul do Rio, Mangaratiba é conhecida por suas praias e condomínios e mansões de luxo.

Em 7 abril de 2008, último dia permitido pela lei eleitoral para a revisão salarial de servidores, Aarão enviou projeto à Câmara Municipal reestruturando cargos e salários do funcionalismo. O piso foi reajustado de R$ 424,40 para R$ 600,00 (41,4% ).

De acordo com o TRE-RJ, jornais de circulação local fizeram ampla divulgação da medida, ressaltando que os servidores não recebiam reajuste havia 12 anos. Duas semanas após ser reeleito, o então prefeito enviou projeto revogando o plano de reestruturação e o aumento. Aarão negou as irregularidades, mas a Justiça Eleitoral recusou seus recursos.

Os candidatos ao novo pleito são: José Luiz do Posto (PMDB), Evandro Capixaba (PR), e Ruy Tavares Quintanilha (PV).

A eleição suplementar em Mangaratiba é um das 11 previstas neste ano. Em 2010, foram 48 eleições extras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Amanhã, vão ocorrer outros três pleitos. Em Conceição do Mato Dentro (MG), o prefeito reeleito Breno José de Araújo Costa teve o registro de candidatura cassado por rejeição de contas. Em Dourados (MS), o prefeito Ari Artuzi e seu vice renunciaram depois de ficarem 93 dias presos, acusados de corrupção e formação de quadrilha. E em Valença (RJ), o ex-prefeito Vicente Guedes foi cassado depois de ser considerado inelegível. Ele havia sido prefeito, por dois mandatos seguidos, de Rio das Flores.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27557062

Direito é exigido por deputados estaduais

05.02.2011
Da FOLHA PERNAMBUCO


O trecho da liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, no qual ela frisa “o direito de precedência na ocupação da vaga de deputado federal deixada por Alexandre Silveira de Oliveira (PPS-MG), se tanto ocorrer, desde que (Humberto Souto) comprove, perante a Mesa da Câmara dos Deputados, sua condição de suplente diplomado pelo TRE-MG”, já fora observado por três suplentes por critério partidário na Assembleia Legislativa. Informações de bastidores dão conta de que os ex-deputados Sebastião Rufino (PSB), Ciro Coelho (PSB) e Manoel Ferreira (PR) ingressaram com solicitação para impressão de diploma de suplente no TRE-PE. O pedido estaria sendo avaliado pelo presidente da instituição, desembargador Roberto Ferreira Lins.

Os três ex-parlamentares já haviam também pedido à Biblioteca do TRE a impressão de certidões de suas votações e a “classificação” partidária. Todos eles já receberam o documento e, com sua posse, tentam viabilizar, agora, seus diplomas para apresentar a Mesa Diretora da Alepe e, assim, garantir que sejam empossados. Manoel Ferreira, Sebastião Rufino e Ciro Coelho deverão ingressar no legislativo estadual nas vagas deixadas pelos deputados que foram convocados para o secretariado do Governo do Estado Alberto Feitosa (PR), Raquel Lyra (PSB) e Laura Gomes (PSB), respectivamente. Já Isabel Cristina (PT), que pela ordem de suplência por coligação já estava assegurada, mantém sua presença na Casa, na vaga de Isaltino Nascimento (PT).

No caso da vaga do deputado André Campos (PT), seu substituto pelo critério partidário é o vereador recifense Múcio Magalhães. Entretanto, o parlamentar da Capital ainda não teria decidido se aceitaria a condição de suplente, uma vez que teria que renunciar ao seu mandato na Câmara do Recife. E, como a suplência pode ser temporária, Magalhães teria a preferência por garantir seu próprio mandato.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/619091-direito-e-exigido-por-deputados-estaduais

Depois de 12 dias , cai comando do partido governista no Egito

05.02.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO e AGÊNCIA BRASIL


Nas ruas do Cairo, os protestos continuam Agência Brasil

Brasília – Depois de 12 dias de protestos, a cúpula do governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, caiu hoje (5). Todos os integrantes da comissão executiva que comandava o Partido Nacional Democrático (NDP), principal legenda de apoio do governo, abriram mão dos cargos. A relação dos que renunciaram inclui também o filho do presidente que era apontado como seu sucessor natural.

Renunciaram hoje aos postos, o filho do dirigente egípcio, Gamal Mubarak, e o líder do partido governista, Safuat al Sharif. Sharif será substituído por Hossam Badrawi.

"Os membros da comissão executiva demitiram-se dos seus cargos. Foi decidido nomear Hossam Badrawi secretário-geral do partido", informou a rede estatal de televisão. Badrawi mantém relações de confiança com Mubarak.

Nesta manhã, Mubarak se reuniu com ministros e a equipe econômica. O presidente se encontrou com os ministros do Petróleo, do Comércio, das Finanças, da Solidariedade Social e o comando do Banco Central. O intuito é evitar que a crise política agrave ainda mais a situação econômica do Egito, que já enfrenta dificuldades.

Nas ruas do Cairo, os protestos continuam. Os manifestantes contrários à permanência de Mubarak no poder mantêm a vigília na Praça Tahrir, epicentro dos protestos há 12 anos. As autoridades policiais proíbem a entrada de estrangeiros e jornalistas no local. Os egípcios só podem ingressar na praça em pequenos grupos e seguindo as ordens dos militares.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/619154-cai-o-comando-do-partido-governista-no-egito-incluindo-o-filho-de-mubarak

FOLHA DE SÃO PAULO DESCOBRE, UM POUCO TARDE, QUE O PSDB, DE RESTO COMO TODA A OPOSIÇÃO, NÃO TEM RUMO

05.02.2011
Do BLOG DA DILMA
Extraído do blog APOSENTADO INVOCADO


O programocídio do PSDB

FERNANDO RODRIGUES

BRASÍLIA – O programa do PSDB na TV na quinta-feira não foi ruim. Foi péssimo. Sobretudo se a métrica usada for quantificar o número de novos militantes que a legenda obteve depois de aparecer dez minutos no horário nobre. O comercial teve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos cinco minutos iniciais. Explicou para uma plateia colocada dentro de um estúdio que o PSDB foi criado para “renovar nossa política”. Em seguida, apareceu Siqueira Campos, governador tucano do Tocantins, que pode ser tudo, menos renovação naquele Estado. Contradições são inerentes ao processo político. Eis aí Lula e Dilma Rousseff de braços dados com José Sarney e Fernando Collor. Mas no caso do PSDB o partido se presta a expô-las ao máximo, quase num processo de autoflagelação. O programa está disponível para quem não assistiu no site da legenda (psdb.org.br). Vale o ingresso.

O maior partido de oposição do país dá uma aula de falta de rumo e desconexões de discurso. O presidente nacional tucano, Sérgio Guerra, promete que os congressistas da sigla “denunciarão o desperdício do dinheiro público”. Em seguida, aparece o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, o mesmo que requereu uma aposentadoria por ter sido governador do Paraná no passado remoto. A propaganda tucana segue o modelo ortodoxo de mostrar e dar voz aos políticos da sigla -essa é uma praxe entre todas as agremiações. Tudo num horário no qual os brasileiros chegam em casa e estão acostumados a assistir a uma novela ou a um telejornal. É intragável. O PSDB hoje se esvai numa luta interna entre serristas e aecistas, observados por alckmistas. Todos se arriscam a cometer o mesmo partidocídio já adotado pelo Democratas. Ao final do programa de quinta-feira, alguém fala: “As coisas só mudam de verdade quando a gente muda”. Esse é um bom conselho para o próprio PSDB. fernando.rodrigues@grupofolha.com.br
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2011/02/folha-de-sao-paulo-descobreum-pouco-tardeque-o-psdbde-resto-como-toda-a-oposicaonao-tem-rumo.html

As falácias dos demotucanos

05.02.2011
Do BLOG DA DILMA
Por Terror do Nordeste, blog


Acho até graça quando leio, quando ouço alguém dizer que a oposição, o PiG e o STF foram leniente com o governo Lula.O anônimo que comenta por aqui é uma dessas pessoas.

Só uma pessoa desonesta intelectualmente diz uma sandice dessas.
Lula não foi incomodado pela oposição uma ova!

A oposição ao governo Lula foi a mais virulenta que já houve na História deste país.
A oposição chegou a propor e a abrir mais de 7 CPIs contra Lula e todas com conteúdo político explosivo. Lula só não foi atingido porque não foi encontrado nada que desabonasse a sua conduta ética.

Todos estão lembrados da CPI do Fim do Mundo, que teve como relator o escroque Efraim Morais.

Essa CPI só não conseguiu convocar Fernandinho Beira Mar, no seu lugar chamou Toninho da Barcelona, para depor. O resto a CPI fez de tudo, pintou e bordou e, ao final, não chegou a lugar nenhum. Triste fim teve Efraim Morais, que foi pilhado metendo as mãos nos recursos públicos.Pior:perdeu a última eleição.

Todos estão lembrados da CPI dos Correios. Essa CPI foi muito mais explosiva que a da CPI do Fim do Mundo. Nessa CPI, armada do jeito que o PiG queria, até defunto foi convocado para depor.

Todos estão lembrados da CPI dos Cartões Corporativos. Nem a mulher de Lula se livrou dela (da CPI). Mais: a CPI dos Cartões Corporativos convocou até um assessor do senador botox Álvaro Dias para mentir na CPI. Nunca antes na História deste pais isso havia ocorrido.

Todos estão lembrados da CPI dos Caos Aéreos. Nessa CPI a Globo chegou a botar William Bonner para cobrir os trabalhos da CPI.

Além dessas três, que reputo as mais midiáticas, ainda houve a CPI do PSDB (Petrobras), a CPI da Compra de Votos, a CPI das ONGs, a CPI da Dercy Gonçalves e tantas outras, que não cabe citá-las aqui.Ao contrário, no governo FHC não houve nem sequer uma CPI.Aliás, tucanos não gostam de CPI para apurar as suas falcatruas, tanto é que Alckmin barrou 70 e Serra 12, quando, num passado não muito distante, governaram São Paulo.

Não bastasse o poder de força da oposição para propor e abrir CPI, a própria atuação dela em relação às matérias de interesses do governo Lula foi cruel, sem dó nem piedade. Não perder de vista que a mesma oposição que criou o CPMF a derrotou facilmente no governo Lula. Não esquecer também que a oposição entrou com várias Adins contra o governo Lula, como a referente ao PROUNI, contra o aumento do valor do Bolsa Família, contra a abertura de créditos extraordinários realizada por Lula por meio de MP. A oposição chegou a barrar nomeações feitas por Lula para atuar no TCU e outros tribunais.

Argumenta-se que o PT agia da mesma forma na época de oposição. Não agia. Primeiro, o PT não teve o apoio do PiG, como teve a oposição à Lula.Segundo, o PT era um partido com poucos deputados e senadores.Terceiro, se o PT fosse tão irresponsável assim, como diz a tucanalha, FHC não teria aprovado 38 Emendas Constitucionais, como por exemplos, a que abriu as portas para que o capital internacional comprasse jornais e revistas brasileiras(tal mudança na Constituição Federal salvou a Veja e a Folha de S. Paulo), como a que reduziu o prazo de prescrição para os trabalhadores rurais ajuizarem ação, como a que criou o CPMF, como a que editou a EC 19.Por fim, o PT fazia oposição para valer, não ficava fazendo oposição mesquinha.O PT nunca barrou uma indicação de FHC e Collor de Mello para o STF ou outro Tribunal.Aliás, o PT nem sequer comparecia a este tipo de reunião no Congresso Nacional.

A oposição realizada pelo PT estava interessada nos grandes temas nacionais, como o salário-mínimo, como o ingresso do Brasil na ALCA, como o sistema Sivam da Amazônia, como a flexibilização das leis trabalhistas, como o arrocho no vencimento dos servidores públicos, como a defesa dos movimentos sociais, como a venda lesiva de nossas estatais, como a corrupção nos governos FHC, Collor.

Em relação à leniência da mídia ao governo Lula, chega a ser risível esta alegação. Ora, o governo Lula foi o mais hostilizado, o mais criticado pelo PiG.E essa perseguição não ocorreu só quando Lula chegou à Presidência.Muito antes disso o PiG já perseguia, já hostilizava Lula.Lembrem-se que foi o PiG que, em conluio com Collor, armou o seqüestro de Abílio Diniz.Na eleição de 2006, a participação do PiG na campanha foi vergonhosa.O PiG chegou a levar a eleição daquele ano para o segundo turno.Na época, o PiG transformou um “delito” de menor gravidade(fabricação de dossiê) num delito maior que roubar os cofres públicos(Esquema Sanguessuga).Veja que, dentre os documentos que havia no tal dossiê se encontrava um vídeo de Serra abraçado com varios sanguessugas.O PIG não se interessou nenhum pouco por esta questão.O alvo do PiG era Lula e não Serra.Dilma, na última eleição, foi vítima das mesmas armações do PiG para levar a eleição para o segundo turno.Todos se lembram disso.

No tocante à atuação do Poder Judiciário, mas precisamente o STF, no governo Lula, chega a ser risível também esta alegação. Os ministros nomeados por Lula para o STF são os mais imparciais, os mais independentes da História da República.Esses ministro não decidiram nenhuma vez em benefício do governo Lula.Nenhuma!São exemplos clássicos de independência, o julgamento de Cesare Battisti e do recebimento da denúncia do mensalão. Se o STF fosse subserviente ao governo Lula Battisti já estaria na Itália.Alguém duvida disso? Se o STF fosse subserviente ao governo Lula o STF teria aceitado a denúncia do mensalão?

A propósito, se fosse outro governo nem haveria denúncia, isso porque o governo não deixaria nem sequer o Procurador oferecê-la. Ou alguém acha que Geraldo Brindeiro denunciaria os bandidos paridos no governo FHC? Duvido. Com a fama que ele tinha, jamais denunciaria.

Portanto, essa história de dizer que o consórcio Oposição-PiG-STF foi leniente com o governo Lula não passa de conversa mole de tucano invejoso, que não tem o que argumentar.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2011/02/as-falacias-dos-demotucanos.html

Blog de Caruaru diz que José Queiroz negocia com Carlos Lupi entrada de João Paulo no PDT

05.02.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Do blog do jornal A Vanguarda

Em Brasília, José Queiroz conversa com Lupi sobre João Paulo

O prefeito José Queiroz aproveitou a estadia em Brasília para posse de Wolney Queiroz como deputado federal e cumpriu agenda política. Enquanto presidente estadual do PDT, ele participou de uma reunião com o presidente nacional da legenda, o ministro Carlos Lupi. Os dois conversaram sobre o caso João Paulo, que pode mesmo ir para o partido. O chefe do executivo virou interlocutor e conversou com todos os envolvidos. João da Costa, por exemplo, teria dito que João Paulo é um quadro que nenhum partido pode recusar.

Quem pensou que as conversas estavam frias se enganou. Para Queiroz, só falta agora o líder maior Eduardo Campos entrar mais profundamente nestas discussões. O prefeito chegou a conversar com o governador que também estava em Brasília, mas não tocou no assunto, tratou apenas de questões administrativas para Caruaru. "Falamos sobre a BR-104 e sobre a construção do Hospital Mestre Vitalino", revelou José Queiroz, para quem o ex-prefeito de Recife pode mesmo sair do PT e ir para o PDT, mas é preciso que todos os envolvidos neste processo sejam ouvidos.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/05/blog_de_caruaru_diz_que_jose_queiroz_negocia_com_carlos_lupi_entrada_de_joao_paulo_no_pdt_91252.php

Estadão deve indenizar três juízas

04.02.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Fernando Porfírio, publicado no sítio Consultor Jurídico:

Tribunal de Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira (3/2) o articulista Mauro Chaves e o jornal O Estado de S. Paulo a pagar indenização por danos morais a três juízas de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A indenização foi fixada em R$ 200 mil a ser paga pelo jornalista e em R$ 55 mil para o jornal. O valor, de acordo com a decisão, será dividido entre as três juízas. Cabe recurso.

A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado. A turma julgadora entendeu que houve ofensa à honra das juízas, acusadas de prevaricação e desídia funcional. O texto, publicado na seção Espaço Aberto, em novembro de 2006, e assinado por Mauro Chaves, aponta que as juízas sumiam da comarca, revezando os trabalhos.

Com o título "Justiça condena o acinte", o articulista desenvolve a crítica no sentido de que aqueles que deveriam corrigir os erros são os mais errados. "E é por isso que em Taboão da Serra, por exemplo, as três juízas das três varas fazem verdadeiro revezamento de faltas, uma sumindo uma semana e passando despachos para outra, que também some", afirmou o jornalista do Estadão em sua coluna.

Em primeira instância o jornal foi condenado a pagar indenização por danos morais correspondente a 500 salários mínimos. A empresa de comunicação e o jornalista recorreram ao Tribunal de Justiça argumentando que o texto não continha crítica pessoal às juízas, mas, ao contrário, era dirigido ao Judiciário, destacando sua morosidade. Alegaram ainda que não havia ilicitude para gerar indenização por dano moral.

O desembargador Natan Zelinschi, relator do recurso apresentado pelos réus, entendeu que o artigo teve cunho difamatório, atingindo as juízas tanto profissionalmente, quanto nos aspectos social e familiar. "Os danos morais estão presentes, haja vista que os apelantes, ao exercerem o direito de informação, o fizeram de forma irresponsável, pois o que foi publicado não corresponde com a realidade", afirmou o relator.

O desembargador Francisco Loureiro, revisor do recurso, entendeu que faltou veracidade ao artigo publicado. "Foi o jornalista leviano, pois publicou em jornal de grande circulação séria imputação ao comportamento funcional de três magistradas, sem antes checar a real ocorrência dos fatos", disse Francisco Loureiro.

A ação de indenização apurou que o jornalista Mauro Chaves tinha interesse na tramitação de um processo civil que tramitou na 1ª Vara de Taboão da Serra. Nesse processo — 387/2006 — o articulista seria sócio gerente da Tavima Administração de Bens, que era autora de ação de despejo contra Olliver Comércio de Tintas.

"Patenteou-se o pior dos pecados do jornalista, qual seja, servir-se do campo destinado para atender a democracia e homenagear o espírito cívico, para proferir ofensas por razões pessoais", afirmou o desembargador Ênio Zuliani, que atuou como terceiro juiz no recurso apresentado ao Tribunal de Justiça.

De acordo com Zuliani, o jornalista Mauro Chaves deveria, para lealdade da crítica, expor na sua coluna que a empresa a qual figura como sócio majoritário era parte em ação que tramitava na comarca e que as denúncias sobre o afirmado comportamento desleixado e imprudente das juízas causavam a morosidade desse processo.

A decisão manteve o valor da indenização em 500 salários mínimos. No entanto, os desembargadores entenderam que não deve haver obrigação solidária perfeita entre o jornalista e o jornal. "O artigo 944 do Código Civil permite que se arbitre o dano de maneira diferenciada (pelo grau da culpa)", afirmou o desembargador Ênio Zuliani.

Para os julgadores, a posição do jornal é completamente distinta da conduta do jornalista. Este último teria agido com sentimento amargo e revanchismo ao usar o periódico para ferir a honra de pessoas inocentes, enquanto que o jornal falhou ao não fiscalizar o texto publicado.

Na opinião da turma julgadora, o jornal incorreu em culpa moderado e essa seria a razão de fragmentar o peso da responsabilidade com a ressalva de que o jornalista deveria arcar com a maior parte do valor da indenização.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/estadao-deve-indenizar-tres-juizas.html

Jornal tucano critica programa do PSDB: O programocídio do PSDB

05.02.2011
Do blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O programa do PSDB na TV na quinta-feira não foi ruim. Foi péssimo. Sobretudo se a métrica usada for quantificar o número de novos militantes que a legenda obteve depois de aparecer dez minutos no horário nobre.

O comercial teve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos cinco minutos iniciais. Explicou para uma plateia colocada dentro de um estúdio que o PSDB foi criado para "renovar nossa política".

Em seguida, apareceu Siqueira Campos, governador tucano do Tocantins, que pode ser tudo, menos renovação naquele Estado.Contradições são inerentes ao processo político. Eis aí Lula e Dilma Rousseff de braços dados com José Sarney e Fernando Collor. Mas no caso do PSDB o partido se presta a expô-las ao máximo, quase num processo de autoflagelação.

O programa está disponível para quem não assistiu no site da legenda (psdb.org.br). Vale o ingresso. O maior partido de oposição do país dá uma aula de falta de rumo e desconexões de discurso.

O presidente nacional tucano, Sérgio Guerra, promete que os congressistas da sigla "denunciarão o desperdício do dinheiro público". Em seguida, aparece o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, o mesmo que requereu uma aposentadoria por ter sido governador do Paraná no passado remoto.

A propaganda tucana segue o modelo ortodoxo de mostrar e dar voz aos políticos da sigla -essa é uma praxe entre todas as agremiações. Tudo num horário no qual os brasileiros chegam em casa e estão acostumados a assistir a uma novela ou a um telejornal. É intragável.

O PSDB hoje se esvai numa luta interna entre serristas e aecistas, observados por alckmistas. Todos se arriscam a cometer o mesmo partidocídio já adotado pelo Democratas. Ao final do programa de quinta-feira, alguém fala: "As coisas só mudam de verdade quando a gente muda". Esse é um bom conselho para o próprio PSDB.Do Fernando Rodrigues, na Folha dos tucanos.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/02/jornal-tucano-critica-programa-do-psdb.html

Pedro Toledo: A discriminação contra os obesos

05.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Via Leandro Rodrigues

CARTA ABERTA AOS SECRETÁRIOS DA EDUCAÇÃO E DA GESTÃO PÚBLICA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Caros Secretários Herman Jacobus Cornelis Voorwald e Julio Semeghini,

Meu nome é Pedro Ramos de Toledo e venho por meio desta missiva externar meu profundo desagrado com a posição do Governo do Estado referente aos professores obesos aprovados em concurso da Rede Estadual de Ensino. Após um ano e meio de processo seletivo, no qual fomos submetidos a duas provas eliminatórias e a um curso de formação com avaliações semanais, vemo-nos surpreendentemente proibidos de exercer a profissão de professor, um sonho para muitos de nós.

Sou obeso e, como muitos outros que sofrem da mesma condição, também fui considerado inapto para exercer o magistério. A pessoa obesa sofre cotidianamente com a discriminação social. Somos considerados feios, preguiçosos e mal-ajambrados. Não raro o obeso é motivo de piadas ao tentar passar por uma catraca ou uma porta giratória, ou mesmo vítima de hostilidade ao ser obrigado a se esgueirar no meio da multidão em estabelecimentos e transportes públicos lotados. Estamos sujeitos a conviver diariamente com troças, forma debochada de desprezo e, diferentemente de outras “minorias”, encontramo-nos em condição especialmente vulnerável, pois não contamos com entidades de defesa de nossos direitos civis ou campanhas de conscientização contra o preconceito.

Se o quadro já é desolador, o Poder Público do Estado de São Paulo, na contramão das políticas inclusivas que alicerçam a luta dos Direitos Civis em nosso país, decide limitar a cidadania de todo um grupo social, tornando-nos, aos olhos do mundo, cidadãos de segunda classe. A exclusão de obesos na avaliação do Departamento de Perícias Médicas é uma afirmação categórica de concordância com todos os estereótipos preconceituosos com os quais os obesos são estigmatizados. Legalizou-se a discriminação.

Caros Secretários, até o momento as desculpas dadas pelo Poder Público são pífias. Afirmar que tais laudos se sustentam exclusivamente em critérios médicos é de uma pobreza intelectual atroz. Foucault já chamou a atenção para o papel disciplinador e coercitivo dos discursos “científicos”, que foram utilizados seguidas vezes, ao longo da História, como “fatos irrefutáveis” para justificar as mais diversas atrocidades. Hoje o “gordo” é a bola da vez. Mas, não faz muito tempo, os mesmos médicos e cientistas diziam – amparados por dezenas de “pesquisas sérias e quadros estatísticos” acima de qualquer suspeita – que os negros, índios e povos mestiços eram geneticamente inferiores aos povos nórdicos. Tal afirmação tornou-se um regime de verdade que sustentou pavorosas políticas de embranquecimento e deu fôlego para doutrinas eugenistas por todo o mundo. Sob a máscara da neutralidade científica, regimes de verdades essencialmente reacionários puderam se infiltrar nos aparatos coercitivos da sociedade e justificar práticas abertamente preconceituosas. O que ocorre agora é exatamente o caso.

Diversos obesos têm relatado situações de constrangimentos e humilhações durante a perícia médica: Uma professora, ao ser avisada que reprovaria no exame, já sob forte tensão, foi obrigada a ouvir um sermão sobre “como ela estava deformando o seu corpo”; outra, após explicar que engordou ao ter dado a luz ao seu primeiro filho, ouviu como resposta que “ela comia como se ainda estivesse grávida”. Eu mesmo fui obrigado a ouvir que “ninguém quer um funcionário balofo como você”. Este é o nível dos profissionais que nos vem julgando. Subterrâneo.

Não faço aqui uma apologia da obesidade, Secretários. Sei dos riscos à saúde que a obesidade traz, bem como do desconforto em que vive o obeso. No entanto, é lamentável que minha capacidade profissional seja sumariamente desqualificada por ser “balofo”. É humilhante ser tratado como um incapaz. É aviltante ser vítima de preconceito. As Secretarias perderam uma excelente oportunidade de começar a mapear, através do Departamento de Perícias Médicas, servidores com problemas de peso para oferecer-lhes oportunidades de tratamento. Ao invés, preferiram cortar fundo com a navalha da exclusão. Esse episódio grotesco mostra como um regime de verdade científico pode agir como ferramenta de opressão e preconceito. Mais um episódio a figurar entre incontáveis medidas que caracterizam a péssima relação entre a atual administração e os profissionais da educação.

Mesmo o discurso que parte do ponto de vista da boa administração é patético. Se é do interesse público vetar pessoas obesas de ingressar no funcionalismo estadual para não assumir riscos de afastamentos e custeio de possíveis futuros tratamentos para os professores admitidos, tal interesse também deveria abarcar fumantes, idosos, pessoas estrábicas, hipertensos, anoréxicos, soropositivos, portadores de necessidades especiais etc. Poderíamos extrapolar e estender tal restrição às mulheres em idade fértil, que estão sujeitas à maternidade e consequente licença. De todo um universo social, composto por pessoas dotadas de histórias e condições diversas, as pessoas obesas foram selecionadas arbitrariamente, sem qualquer lei ou resolução que fundamente juridicamente tal seleção. Novamente, discriminação.

Sou obeso. E sou plenamente capaz de exercer a profissão de professor. Minha formação acadêmica provém de uma das mais conceituadas instituições de Ensino Superior do país e, posso garantir-lhes, é absolutamente sólida. Tenho a dedicação necessária para lecionar, a ponto de superar um concurso público longo e estressante e o fato de a carreira magisterial ser há muito desvalorizada; tenho a vontade necessária, a ponto de abrir mão de um emprego estável cujos rendimentos são maiores do que aquilo que receberei na rede; tenho plena convicção de que a carreira do magistério é a mais nobre de todas as profissões e que não será nos tribunais ou nos salões atapetados dos gabinetes e escritórios, mas nas salas de aula espalhadas pelos rincões deste país, que transformaremos nossa nação na potência tão sonhada pelas gerações que nos antecederam. Não pensem por um único momento que exista qualquer alternativa de desenvolvimento que passe ao largo dos professores. Não há.

Caros Secretários, é um fato que sou obeso. No entanto, antes disso sou um brasileiro que ama sua terra e que quer fazer sua parte. Parem de atrapalhar e se afastem. Gordos ou magros, nós professores temos muito que fazer. Temos um país inteiro para construir.

Grato por sua atenção,

Pedro Ramos de Toledo , 34
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pedro-toledo-a-discriminacao-contra-os-obesos.html

ESPANHA.Simone Severo: O governo brasileiro é omisso

05.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

A respeito de A pesquisadora brasileira que foi expulsa da Espanha:

Carta aberta de revolta

Minha irmã, Denise Severo, foi injustamente deportada da Espanha, em 28 de janeiro de 2011, e eu me sinto ultrajada como se a deportada fosse eu. Ou como se fosse você. Ou o seu filho. Uma dor sem explicação, um choro convulsivo difícil de suportar dentro do peito.

Nao é possível que o Brasil continue mantendo suas políticas diplomáticas em cima do muro do “isto foi um caso isolado”, quando todos os anos centenas de brasileiros são mandados de volta para casa como se fossem praga a ser evitada. Isto não foi um caso isolado. ACONTECE TODOS OS DIAS COM com vários brasileiros.

Não me convence a desculpa de que vários brasileiros vivendo ilegalmente na Espanha justifiquem a deportação de uma pessoa inocente porque ela nasceu no Brasil. Acaso é crime ser brasileiro?

Na ultima década, a Espanha obviamente esteve muito interessada no Brasil, como provam os bilhões de dólares investidos nas telefônicas, bancos e outros empreendimentos em solo brasileiro.

Como se não bastassem as milhares de reclamações anuais dos brasileiros com as contas telefônicas, bancárias e péssimo atendimento aos clientes, agora temos que bancar também a humilhação pública em solo alheio?

Um acontecimento marcante o suficiente, frequente o suficiente, decepcionante o suficiente, desesperador o suficiente, traumatizante o suficiente para que a sociedade questione o preço que está pagando para o dinheiro externo passear na terra pátria.

Então é aceitável que muitos bilhões de dólares venham até o Brasil porque nos convém, mas não é aceitável que nosotros nos vamos a Espana?

Acredito que toda sociedade deva se mobilizar e fazer pressão para o Brasil descer de cima do muro e defender seus cidadãos. Até quando vamos nos calar?

O mundo inteiro vem ao Brasil e faz o que bem quiser, mas quando o bom cidadão resolve viajar para realizar um sonho de ver terras alheias, cortam-lhe as asas e lhe dizem que ele não vale nada, que volte para sua terrinha.

O Brasil devia exigir que a Espanha peça desculpas a Denise Severo e a todos os outros cidadãos que foram inescrupulosamente acusados de mentirosos e foram desrespeitados em seus direitos humanos.

É preciso discutir, sim, é preciso questionar, e porque não dizer EXIGIR que o governo nos defenda. Afinal, não é para isso que se vota? Para que todos tenhamos os mesmos direitos e para que o país nos defenda e olhe por nós?

O Brasil levou 50 anos lutando por democracia, por seu espaço no mundo e para ter voz. Que esta voz não se cale, que ninguém baixe a cabeca, porque ninguém tem direito de brincar de polícia e ladrão com a vida alheia do cidadão de bem, muito menos para escolher quem é bandido.

Espanha: desculpe-se!

Brasil: mostra tua cara!

Simone Severo
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/simone-severo-o-governo-brasileiro-e-omisso.html

Noam Chomsky: A verdadeira preocupação dos EUA não é o islã, é a independência

04/2/2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Noam Chomsky, no jornal britânico Guardian


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

“O mundo árabe em chamas”, a rede Al-Jazeera noticiou semana passada, enquanto em toda a região os aliados ocidentais “rapidamente perdem influência”. A onda de choque foi posta em movimento pelo levante dramático na Tunísia, que derrubou ditador apoiado pelo Ocidente, com reverberações sobretudo no Egito, onde manifestantes desafiam a polícia brutal de outro ditador.

Observadores já compararam ao fim do domínio soviético em 1989, mas há diferenças importantes. Diferença crucial, não há Mikhail Gorbachev entre as grandes potências que apoiam ditadores árabes. Em vez disso, Washington e seus aliados mantêm o bem fixado princípio segundo o qual a democracia só interessa quando atende a determinados objetivos estratégicos e econômicos: bem vinda em território inimigo (até certo ponto), mas nunca no quintal dos EUA, por favor, a menos que chegue devidamente domada.

Num ponto, a comparação com 1989 tem alguma validade: na Romenia, onde Washington manteve o apoio a Nicolae Ceausescu, o mais vicioso de todos os ditadores do leste europeu, até que aquele apoio tornou-se insustentável. Então Washington passou a pregar a derrubada daquela ditadura, e o passado foi apagado. Esse é o padrão: Ferdinand Marcos, Jean-Claude Duvalier, Chun Doo-hwan, Suharto e muitos outros gângsteres úteis. Pode estar em andamento, no caso de Hosni Mubarak, além dos esforços de rotina para assegurar que o regime sucessor não tente qualquer passo muito afastado da trilha demarcada e aprovada. A esperança de hoje parece ser o general Suleiman, homem de Mubarak, que acaba de ser nomeado vice-presidente. Suleiman foi chefe dos serviços de segurança por muito tempo; é odiado pelos manifestantes, quase tanto quanto o próprio ditador.

Jornais e programas de comentários (e futricas) não se cansam de repetir que o medo que os radicais islâmicos inspiram justifica (alguma, relutante) oposição à democracia, explicável por motivos de puro pragmatismo. Embora não seja completamente falsa, é formulação que mais desencaminha do que esclarece. A verdadeira ameaça, do ponto de vista dos EUA, sempre foi a independência. EUA e aliados têm apoiado vários radicais islâmicos, às vezes, para evitar a ameaça do nacionalismo secular.

Exemplo conhecido é a Arábia Saudita, centro ideológico e lar natal do Islã radical (e do terrorismo islâmico). Outro exemplo, numa lista longa, é Zia ul-Haq, o mais brutal dos ditadores, paquistanês, e favorito do presidente Reagan, que conduziu programa de islamização radical (com financiamento dos sauditas).

“O argumento tradicional apresentado a todo o mundo árabe é que nada há de errado, tudo perfeitamente sob controle”, diz Marwan Muasher, ex-funcionário do governo da Jordânia e atualmente diretor do Middle East Research for the Carnegie Endowment. “Por essa linha de pensamento, grupos dos dois lados argumentam sempre que os respectivos opositores que exigem reformas exageram os problemas das reais condições em campo”.

Assim sendo, basta deixar de fora a opinião pública. A doutrina é muito ampla e aplica-se a praticamente todo o mundo, assim como ao território nacional dos EUA. Serve para todos. Caso haja agitação social, pode acontecer de ser preciso introduzir alterações táticas, mas sempre com vistas a continuar mantendo pleno controle.

O vibrante movimento democrático na Tunísia visou diretamente ao “estado policial, de cidadãos sem liberdade de expressão ou de associação, com graves problemas de atentados a direitos humanos”, chefiado por um ditador cuja família era odiada, considerada corrupta e venal. Foi o que disse o embaixador dos EUA Robert Godec, em julho de 2009 – como se lê em telegrama publicado por WikiLeaks.

Por isso, alguns observaram que os documentos publicados por WikiLeaks “criam entre os norte-americanos o sentimento reconfortador de que seus diplomatas não dormem no ponto” –, e fato é que os telegramas vazados servem de apoio tão perfeito para as políticas dos EUA, que parece que o próprio Obama ordenou, em pessoa, os vazamentos (como escreveu Jacob Heilbrunn em The National Interest).

“Os EUA deveriam condecorar Assange”, diz manchete do Financial Times, e Gideon Rachman escreve: “A política exterior dos EUA aparece ali como organismo construído de princípios, inteligente e pragmática (…) a posição pública que os EUA assumiram em cada determinada questão é também, quase sempre, a posição privada”.

Desse ponto de vista, os vazamentos de WikiLeaks poriam abaixo os “teóricos da conspiração” que questionam os nobres motivos que movem as ações e declarações de Washington.

O telegrama assinado por Godec realmente permite essas conclusões – desde que não se leia mais nada, além do próprio telegrama. Se se lê, como diz Stephen Zunes, analista de política exterior de Foreign Policy in Focus, logo se vê que, com a informação que Godec lhe forneceu, Washington logo enviou $12 milhões de dólares em ajuda militar para a Tunísia. De fato, a Tunísia foi uma, dentre cinco beneficiários estrangeiros dessa ajuda militar: Israel (rotina); dois ditadores no Oriente Médio, no Egito e na Jordânia; e a Colômbia (país que ocupa o último lugar no ranking do respeito aos direitos humanos e beneficiário da maior ajuda militar, pelos EUA, no hemisfério).

A prova A de Heilbrunn é o apoio que os árabes dão às políticas dos EUA contra o Irã, revelado nos telegramas publicados por WikiLeaks. Rachman também usa esse exemplo, e praticamente toda a mídia, saudando essas estimulantes descobertas. As reações ilustram o quanto a cultura letrada nos EUA despreza a democracia.

Não se considera, até aí, a opinião das populações, naquelas ditaduras – opinião que, agora, brada nas ruas e todos ouvem. Segundo pesquisas divulgadas pela Brookings Institution em agosto, alguns árabes concordam com Washington e muitos jornalistas e jornais ocidentais, e entendem que o Irã seja ameaça: 10%. Outros consideram os EUA e Israel como ameaça mais grave: 77%, EUA; 88%, Israel.

A opinião dos árabes é tão hostil às políticas de Washington, que uma maioria (57%) entende que a segurança regional estaria mais bem atendida se o Irã tivesse armas atômicas. Mas… “nada de errado, tudo sob controle” (como Muasher apresenta a fantasia-delírio dominante). Os ditadores nos apoiam. As populações sobre as quais se impuseram podem ser ignoradas – a menos que rompam suas cadeias, caso no qual, então, é preciso promover alguns ajustes na política.

Outros vazamentos também parecem confirmar avaliações entusiásticas sobre a nobreza das intenções e atitudes de Washington. Em julho de 2009, Hugo Llorens, embaixador dos EUA em Honduras, informou Washington sobre pesquisa técnica conduzida pela própria embaixada sobre “questões legais e constitucionais que cercaram o afastamento, dia 28 de junho, do presidente Manuel ‘Mel’ Zelaya”.

A embaixada concluiu que “De qualquer modo, sejam quais forem os argumentos que haja contra Zelaya, a remoção do presidente pelos militares foi claramente ilegal e a posse de Micheletti como “presidente interino” foi totalmente ilegítima” [1]. Admirável! Exceto pelo detalhe de o presidente Obama, na contramão de toda a América Latina e Europa, ter apoiado o governo golpista e acobertado todas as atrocidades subsequentes.

O vazamento talvez mais notável, de quantos se leram em WikiLeaks, tem a ver com o Paquistão [2], analisado por Fred Branfman, analista de política externa em Truthdig [3].

Os telegramas revelam que a embaixada dos EUA sabia perfeitamente que a guerra de Washington no Afeganistão e Paquistão não só intensifica um sempre crescente antiamericanismo na região, mas, também “cria o risco de desestabilizar o estado no Paquistão”, o que faz aumentar a ameaça do pesadelo de todos os pesadelos: que armas atômicas caiam em mãos de terroristas islâmicos.

Mais uma vez, são revelações que “criam entre os norte-americanos o sentimento reconfortador de que seus diplomatas não dormem no ponto” (palavras de Heilbrunn [4])… enquanto Washington marcha em passo acelerado rumo ao desastre.

NOTAS

[1] Íntegra do telegrama, em português, emhttp://www.revistaforum.com.br/blog/2010/11/29/wikileaks-leia-o-telegrama-do-embaixador-dos-eua-sobre-golpe-em-honduras/.

[2] O telegrama, em inglês, está em http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/226531

[3] O artigo, em inglês, está em http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/226531

[4] Em http://nationalinterest.org/node/4487 (em inglês).

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/noam-chomsky-a-verdadeira-preocupacao-dos-eua-e-a-independencia.html

Liminar do STF pode alterar posse de suplentes na Câmara

05.02.2011
Do Portal da Câmara
Postado por José Accioly


A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu duas liminares, ontem, favoráveis a mandados de segurança que pedem a posse, na vaga de parlamentares que se licenciaram para assumir cargos em seus estados, de suplentes do partido do deputado eleito. Nesses casos, a Câmara tem empossado suplentes de coligações e não de partidos.

Uma das liminares foi concedida ao médico Carlos Victor da Rocha Mendes (PSB-RJ), que pede a suplência da vaga do deputado Alexandre Cardoso (PSB-RJ), que assumiu a Secretaria de Ciência e Tecnologia do estado do Rio de Janeiro. A liminar poderá reverter ato da Câmara que já havia empossado o primeiro suplente da coligação PSB-PMN, deputado Carlos Alberto Lopes (PMN-RJ).

A outra liminar é de Humberto Guimarães Souto (PPS-MG), que solicita a vaga deixada pelo deputado Alexandre Silveira de Oliveira, da coligação PSDB/DEM/PP/PR/PPS, que pediu seu afastamento para exercer o cargo de secretário extraordinário de Gestão Metropolitana de Minas Gerais. Em seu lugar assumiu Jairo Ataíde (DEM-MG).

Reunião da Mesa

O quarto secretário da Câmara, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), anunciou que vai levar o assunto para a reunião da Mesa DiretoraA Mesa Diretora é a responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Câmara. Ela é composta pelo presidente da Casa, por dois vice-presidentes e por quatro secretários, além dos suplentes de secretários.

Cada secretário tem atribuições específicas, como administrar o pessoal da Câmara (1º secretário), providenciar passaportes diplomáticos para os deputados (2º), controlar o fornecimento de passagens aéreas (3º) e administrar os imóveis funcionais (4º)., que deve ocorrer na próxima semana. Na opinião do secretário, deve-se esperar uma posição do plenário do Supremo para que a Câmara tome uma decisão que sirva para todos, a fim de evitar instabilidade nas posses.

Segundo informou Delgado, há um sentimento majoritário dos integrantes a mesa favorável à suplência pela coligação, e não pelo partido, tendo em vista que foi com base neste resultado que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) reconheceram e diplomaram os parlamentares. A Câmara tem prazo de dez dias para prestar informações ao Supremo sobre o cumprimento da decisão.

Decisão do STF

No final do ano passado, o STF decidiu que as coligações se encerram com as eleições e que, em caso de vacância, a vaga do titular deve ser preenchida pelo suplente do respectivo partido e não mais pela coligação. Dois outros mandados requerem ao STF a posse de suplentes de partidos: do PP da Bahia, Zé Carlos da Pesca; e do PPS do Paraná, João Destro.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16903-liminar-do-stf-pode-alterar-posse-de-suplentes-na-camara

Propriedade cruzada: interesse explicitado

05.02.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artgio de Venício de Lima, publicado no sítio Carta Maior:

Comentando manchete de primeira página e matéria sob o título "Convergência de mídias leva governo a desistir de veto à propriedade cruzada" no Estadão de 27 de janeiro pp., levantei recentemente duas questões: (1) quem estaria interessado em confundir "convergência de mídias" com propriedade cruzada? e (2) quem estaria interessado em colocar na agenda pública a precária hipótese aventada por um conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações, como se aquela opinião pudesse constituir uma decisão de governo em matéria que, de fato, é constitucional?

As respostas às questões começam a aparecer publicamente, mais rápido do que o esperado.

O Grupo RBS

Em editorial – “Mudança de rumo” – publicado no dia 31 de janeiro nos seus oito jornais, comentado em suas 24 emissoras de rádio AM e FM e nos seus 18 canais de TV aberta espalhados pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o Grupo RBS – afiliado das Organizações Globo – afirma sem meias palavras:

“Felizmente, o governo Dilma começa a emitir sinais de que está mudando o rumo do debate sobre o novo marco regulatório do setor de comunicações. Ao que tudo indica, sairão de cena velhos ranços ideológicos, entre os quais a campanha pelo veto à propriedade cruzada de veículos de informação e a obsessão pelo controle social da mídia, e entrarão em discussão temas objetivos como a própria liberdade de imprensa, a qualidade dos conteúdos e o cumprimento rigoroso dos preceitos constitucionais. (...) É bom que assim seja, até mesmo para que o país não perca tempo e energia com impasses ultrapassados, como o do veto à propriedade cruzada. A própria tecnologia se encarregou de derrubar este conceito, pois a convergência das mídias fez com que informações, dados e imagens passassem a trafegar simultaneamente em todas as plataformas”.

Para o Grupo RBS, a “convergência das mídias” encarregou-se de derrubar o conceito de propriedade cruzada que, aliás, é “ranço ideológico”, “perda de tempo e energia” e “impasse ultrapassado”.

O editorial “Mudança de Rumo” poderia ser considerado cômico se não se tratasse de uma questão fundamental para as liberdades democráticas. E mais: se o Grupo RBS não controlasse praticamente todas as formas de comunicação de massa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, constituindo um exemplo emblemático dos malefícios que a propriedade cruzada provoca para a pluralidade e a diversidade que deveriam circular no “mercado livre de idéias”.

E sabe quem pensa assim? O Ministério Público Federal (MPF) de Santa Catarina.

Ação Civil Pública

Em janeiro de 2009, uma ação civil pública foi proposta pelo MPF SC com o objetivo de anular a aquisição do jornal A Notícia, de Joinville e reduzir o número de emissoras de televisão do Grupo RBS aos limites permitidos pelo decreto-lei 236 de 1967 (cf. Ação nº. 2008.72.00.014043-5 disponível em http://www.direitoacomunicacao.org.br/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=429&Itemid=99999999 ).

À época, um dos procuradores que elaborou a medida judicial, Celso Três, concedeu entrevista na qual afirmava que “a RBS governa o estado (de Santa Catarina)”.

Além disso, nota do MPF sobre a Ação afirmava:

"... o grupo (RBS) detém no estado o controle de seis emissoras de televisão; os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, Jornal de Santa Catarina e, recentemente, o jornal A Notícia; além de três emissoras de rádio. O pool de emissoras e jornais utiliza o nome fantasia Grupo RBS. Com o conhecimento expresso do Ministério das Comunicações, as empresas são registradas em nome de diferentes pessoas da mesma família com o objetivo de não ultrapassar o limite estabelecido em lei. Para o MPF, a situação de oligopólio é clara, em que um único grupo econômico possui quase a total hegemonia das comunicações no estado. Por isso, a ação discute questões como a necessidade de pluralidade dos meios de comunicação social para garantir o direito de informação e expressão; e a manutenção da livre concorrência e da liberdade econômica, ameaçadas por práticas oligopolistas" (ver aqui)

O processo da ação civil pública nº. 2008.72.00.014043-5 encontra-se concluso desde outubro de 2010 e aguarda a sentença a ser proferida pelo Juiz Diógenes Marcelino Teixeira da Terceira Vara Federal de Florianópolis.

Interesses explicitados

Enquanto a Justiça não se pronuncia, o Grupo RBS declara publicamente seus interesses como se fossem coincidentes com “os interesses do público e do país”. Ignora o § 5º do artigo 220 da Constituição e, mesmo assim, recomenda “o cumprimento rigoroso dos preceitos constitucionais”.

Defende e pratica a propriedade cruzada – que, na verdade, constitui uma forma disfarçada de censura – e tem a coragem de afirmar, em editorial, que “a liberdade de expressão não é uma prerrogativa dos meios e dos profissionais de comunicação – é um direito sagrado e constitucional dos cidadãos brasileiros”.

Pelo menos, a cidadania fica sabendo, diretamente, de quem e quais os interesses que de fato estão em jogo quando se defende a propriedade cruzada.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/02/propriedade-cruzada-interesse.html