quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Honduras explica como a mídia (não) te engana (mais)

03/02/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


O golpe de Estado em Honduras em 2009 é um dos exemplos mais eloqüentes de como os grandes meios de comunicação enganam – ou tentam enganar – a sociedade. Em 28 de junho daquele ano, o então presidente do país, Manuel Zelaya, foi retirado à força de sua residência em Tegucigalpa, ainda de pijamas, e deportado para a Costa Rica.

Em um primeiro momento, a mídia brasileira mergulhou em processo idêntico àquele em que se encontra agora mesmo diante da crise em uma das ditaduras contra as quais jamais dissera um A, a ditadura de Hosni Mubarak, no Egito. Naquele momento, do golpe em Honduras, adotou a mesma postura meramente declaratória de agora, evitando juízos de valor.

Contudo, com o passar dos dias, a mesma mídia foi comprando a versão dos golpistas hondurenhos, como demonstra artigo do colunista de O Globo Merval Pereira publicado em 25 de setembro daquele mesmo 2009, e que reproduzo abaixo.

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O GLOBO, 25 de setembro de 2009

De Merval Pereira:


O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o protoditador venezuelano Hugo Chávez encarregaram-se em questão de poucas horas de desmontar a versão oficial de que as autoridades brasileiras nada sabiam sobre a sua estratégia de regressar ao país e abrigar-se na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Falando à rádio Jovem Pan, o presidente deposto, Manuel Zelaya, disse que a escolha da representação diplomática brasileira foi uma “decisão pessoal”, depois de consultas feitas ao presidente Lula e ao chanceler Celso Amorim.

Já Chávez revelou, rindo, como “enganou” todo mundo, monitorando a viagem de Zelaya através de um telefone via satélite, e que quando todos esperavam que o presidente deposto estaria em Nova York, para a reunião da ONU, ele “se materializou” na embaixada brasileira.

A reboque da estratégia bolivariana, o governo brasileiro está participando de uma farsa política com ares de “república de banana”, só que dessa vez o papel de interventor não é dos Estados Unidos, mas do Brasil, conivente com a irresponsabilidade de Chávez.

Um advogado paulista, Lionel Zaclis, doutor e mestre em Direito pela USP, publicou no site “Consultor Jurídico” um estudo detalhado sobre o processo de destituição do presidente hondurenho, à luz da Constituição do país, e chegou à conclusão de que não houve golpe de Estado.

Segue um resumo de seu relato:

“De acordo com a Constituição de Honduras, como destacamos aqui ontem, o mandato presidencial tem o prazo máximo de quatro anos (artigo 237), vedada expressamente a reeleição. Aquele que violar essa cláusula, ou propuser-lhe a reforma, perderá o cargo imediatamente, tornando-se inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública.”

“(…) Em 23 de março de 2009, o presidente Zelaya baixou o Decreto Executivo PCM-05-2009, estabelecendo a realização de uma consulta popular sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte para deliberar a respeito de uma nova carta política.”

“(…) Em 8 de maio de 2009, o Ministério Público promoveu, perante o ‘Juzgado de Letras Del Contencioso Administrativo’ de Tegucigalpa, uma ação judicial contra o Estado de Honduras, pleiteando a declaração de nulidade do decreto (…).”

“(…) E, como tutela antecipatória, que foi aprovada, requereu-lhe a suspensão dos efeitos, sob o fundamento de que produziria danos e prejuízos ao sistema democrático do país, de impossível ou difícil reparação, e em flagrante infração às normas constitucionais e às demais leis da República, para não falar dos prejuízos econômicos à sociedade e ao Estado, tendo em vista a dimensão nacional da consulta.”

“(…) Em 3 de junho, o Juizado proibiu o presidente Zelaya de continuar a consulta. Contra essa decisão, impetrou ele um Recurso de Amparo — similar ao nosso Mandado de Segurança — perante a Corte de Apelações do Contencioso Administrativo, o qual foi rejeitado em 16 de junho.”

“(…) Assim, o Juizado do Contencioso Administrativo expediu, no dia 18 de junho, uma segunda ordem contra o presidente, tendo uma terceira sido expedida nesse mesmo dia. Em virtude dessa desobediência, o promotor-geral da República ofereceu, perante a Suprema Corte, denúncia criminal contra o presidente Zelaya, sustentando configurar sua conduta crimes de atentado contra a forma de governo, de traição à pátria, de abuso de autoridade e de usurpação de funções, em prejuízo da administração pública e do Estado.”

“(…) A Suprema Corte aceitou a denúncia em 26 de junho, com fundamento no art. 313 da Constituição e designou um magistrado para instruir o processo. Foi decretada a prisão preventiva do denunciado, com o que foi expedido mandado de captura, cujo cumprimento ficou a cargo do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.”

“(…) No mesmo dia, o Juizado de Letras do Contencioso Administrativo deu ordem às Forças Armadas para suspender a consulta pretendida pelo presidente Zelaya e tomar posse de todo o material que nela seria utilizado.”

“(…) O presidente Zelaya, então, ordenou ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas que distribuísse o material eleitoral de qualquer modo, porém o último, invocando a ordem judicial, se negou a fazê-lo, ao que foi destituído, tendo, em seguida, impetrado junto à Suprema Corte um recurso de amparo para ser reconduzido ao cargo.”

“(…) Em 25 de junho a Suprema Corte cassou o ato do presidente Zelaya, sob o fundamento de que a remoção do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas constitui ato privativo do Congresso Nacional nos termos do artigo 279 da Constituição.”

“Uma frase famosa na diplomacia brasileira é a do chanceler do governo Geisel Azeredo da Silveira, que vivia repetindo: “O Brasil não pode dar a impressão de que é uma Honduras”.

A preocupação tinha sentido: Honduras é o país inspirador do termo “República de bananas” ou “República bananeira” cunhado pelo escritor americano O. Henry, pseudônimo de William Sydney Porter, que, no livro de contos curtos Cabbages and Kings, (Repolhos e Reis) de 1904, usou pela primeira vez a expressão, que passou a designar um país atrasado e dominado por governos corruptos e ditatoriais, geralmente na América Central.

O principal produto desses países, a banana, era explorado pela famosa United Fruit Company, que teve um histórico de intromissões naquela região, especialmente Honduras e Guatemala, para financiar governos que beneficiassem seus interesses econômicos, sempre apoiado pelo governo dos Estados Unidos.

A cláusula pétrea da Constituição de 1982 de Honduras tinha justamente o objetivo de cortar pela raiz a possibilidade de permanência no poder de um presidente, pondo fim à tradição caudilhesca no país.

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Se não estiver bom para você, leitor, ou se achar que foi uma opinião isolada, vai, aí, mais um exemplo de como praticamente toda a grande mídia, tendo a Globo à frente, foi aderindo à teoria de que fora “legal” o golpe que depôs Zelaya, nas palavras eivadas das mesmas mentiras de Arnaldo Jabor.



Cerca de um ano e meio depois do golpe, no dia 12 do mês passado, porém, o Congresso de Honduras aprovou reforma na Constituição pedida pelo partido do presidente Porfírio Lobo, o Partido Nacional. Por conta dela, Lobo poderá disputar a reeleição sem restrições.

Abaixo, vídeo da sessão do Congresso em que foi aprovada exatamente a mesma proposta que levou à destituição do ex-presidente Manuel Zelaya, até hoje exilado do país.



Poucos dias depois das mudanças na Constituição de Honduras que levaram à cassação e à deportação de Zelaya, a população do país promoveu uma grande marcha em Tegucigalpa em protesto contra essa bofetada que o regime apoiado pelos Mervais Pereiras tupiniquins deu na face do povo que oprime inclusive por meio dos tão conhecidos “desaparecimentos políticos”, segundo a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Abaixo, o vídeo da manifestação.


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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/honduras-explica-como-a-midia-nao-te-engana-mais/

Eleito corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte começa a ter suas vísceras expostas

03.02.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo


Corregedor da Câmara foi escudeiro de Severino

BRASÍLIA - Uma cria política de Severino Cavalcanti é o novo corregedor da Câmara dos Deputados. Eleito anteontem para o cargo, o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), conhecido como Dudu, entrou na política como assessor de Severino, que renunciou à Presidência da Casa em 2005 em meio a um escândalo de pagamento de propina.

O novo corregedor emprega em seu gabinete a funcionária Gabriela Kênia Martins. Ela também trabalhou para Severino e ficou conhecida por receber, nominalmente, um cheque de R$ 7,5 mil do chamado "mensalinho" pago ao ex-patrão por Sebastião Buani, dono de um restaurante contratado pela Câmara na época.

Eduardo da Fonte, 38 anos, era um fiel escudeiro de Severino quando estourou o escândalo. Foi lotado na assessoria entre março e outubro de 2005. Era sempre visto ao lado do deputado, carregando pastas e papéis. Após a crise em torno do chefe, decidiu se aventurar sozinho pela primeira vez nas urnas. Foi eleito deputado federal em 2006 e reeleito em 2010, com 330 mil votos. Presidiu a CPI da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e, anteontem, foi escolhido segundo vice-presidente da Câmara, cargo que acumula, entre outras funções, a corregedoria. Cabe ao corregedor fiscalizar e investigar possíveis irregularidades cometidas pelos parlamentares. Fonte sucede ACM Neto (DEM-BA).

Autopromoção

Hoje, Severino Cavalcanti é prefeito do município de João Alfredo (PE) e Eduardo da Fonte, além de deputado, preside o PP de Pernambuco. Uma análise nas despesas do corregedor com a verba indenizatória - dinheiro extra para custear o mandato - revela que ele prefere usar o dinheiro da Câmara para promoção pessoal.

Metade da verba disponível em 2010, cerca de R$ 180 mil, foi parar em um jornal feito por seu gabinete e nos gastos com o envio do material aos eleitores. Somente em dezembro o deputado gastou R$ 115 mil da Câmara para imprimir e distribuir um jornal de quatro páginas a 145 mil eleitores. Na publicação, o corregedor agradece, num artigo pessoal, pelos votos recebidos nas eleições. "Agradeço a Deus essa votação maravilhosa", disse.

A Câmara proíbe o uso da verba indenizatória com a divulgação do mandato nos seis meses que antecedem as eleições. O deputado então aproveitou para fazer isso em março e dezembro. Foram R$ 60 mil para imprimir e enviar o material aos eleitores no primeiro semestre. Nos meses seguintes, ele fez economia para poder sobrar dinheiro em dezembro, já que a Câmara permite que o deputado defina a divisão dos valores durante o ano. A mesma prática ocorreu em 2009.

Procurado, o deputado disse que cumprirá o regimento na função de corregedor. "Serei rigoroso", disse . Ele minimiza a relação com Severino. "Trabalhei com ele, mas depois o derrotei em 2006 nas urnas e hoje temos uma relação boa", disse. Em relação à contratação da assessora Gabriela Martins, ex-funcionária de Severino, o deputado alegou que ela é "competente e mãe da família".

À Justiça Eleitoral, ele declarou um patrimônio de R$ 871 mil. É sócio da ADPL Motors, que recebeu R$ 239 mil do governo. Seu pai foi membro, indicado pela Câmara, do Conselho Nacional do Ministério Público.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/02/03/eleito_corregedor_da_camara_eduardo_da_fonte_comeca_a_ter_suas_visceras_expostas_91085.php

Mubarak vai cair. E nós com isso?

03.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha


Vendo as imagens das manifestações que estão acontecendo agora no Egito, a conclusão é óbvia. O regime de Hosni Mubarak já era. É uma questão de tempo até que ele deixe o poder. Com a queda de Mubarak, cairá o pilar central da política externa dos Estados Unidos: a manutenção de uma clientela de autocracias árabes que garantem a Washington acesso ao petróleo e a segurança de Israel, não necessariamente nesta ordem.

É uma mudança extraordinária, historicamente tão importante quanto a queda do muro de Berlim.

Difícil imaginar como será o futuro governo do Egito. Com certeza não será um governo da Fraternidade Islâmica, que foi usada como espantalho por Mubarak para justificar sua ditadura. Aliás, quando a ideia vendida no Ocidente de que as massas árabes eram ignorantes e, portanto, não mereciam liberdade, se desfez, o Ocidente já tinha pronto o espantalho do “islamofascismo” para justificar regimes autoritários na região.

Quanto mais os Estados Unidos utilizarem a lógica da guerra para enfrentar o terrorismo mais ficarão parecidos com a Al Qaeda. Talvez agora, com a “queda” do Egito, descubram a política… Seria interessante que antes de atirar Washington se dispusesse a aprender.

Como disse o professor Nathan Brown à revista eletrônica Salon, a Irmandade Islâmica é um movimento conservador.

Não esperem, portanto, que ela pregue a expropriação dos ricaços egípcios. Nem que o futuro governo do Egito renuncie ao acordo de paz que fez com Israel.

O que causa desespero no Ocidente, nos Estados Unidos e em Israel é que, qualquer que seja o futuro governo egípcio, jamais será tão subserviente aos interesses estrangeiros quando se trata de:

1. apoiar ações militares ocidentais contra países árabes (Mubarak apoiou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos);

2. apoiar ações antiterroristas que envolvam tortura (Omar Suleiman, indicado vice-presidente por Mubarak, foi no Egito o homem das “extraordinary renditions”, sequestros praticados pelos Estados Unidos de suspeitos, entregues em seguida a autoridades locais para sessões de tortura);

3. apoiar a repressão e o cerco de Israel aos palestinos dos territórios ocupados (Mubarak se converteu em algoz dos palestinos de Gaza).

Como Helena Cobban escreveu na Salon, o establishment das relações exteriores dos Estados Unidos foi de tal forma sequestrado pelos interesses pró-Israel que o governo Obama parece titubear diante da crise.

O primeiro impulso é de tentar preservar no Egito o regime de Mubarak sem Mubarak (daí a escolha de Suleiman como vice).

Eu iria muito além da Helena sobre o governo Obama: independentemente de quem assessore o presidente americano, a influência dos Estados Unidos na escolha do sucessor de Mubarak será limitada, já que os Washington passou os últimos trinta anos na cama com o ditador.

Mas, como a ficha da decadência relativa de Washington no cenário internacional ainda não caiu por lá, assistimos a uma cobertura da mídia americana — e, na rebarba, da brasileira — que em alguns momentos leva em conta muito mais a opinião do governo Obama do que a dos próprios egípcios.

Em compensação, nós brasileiros temos motivos para comemorar: Celso Amorim e o Itamaraty se anteciparam de forma extraordinária a Washington, quando perceberam o impacto que o afastamento entre Israel e o governo islâmico moderado da Turquia teria naquela região.

A Turquia começou a desenhar um eixo com Síria e Irã, como Pepe Escobar reportou em artigo reproduzido aqui.

E o Brasil, no acordo nuclear com o Irã, além de defender para os iranianos o mesmo que quer para si, acabou fortalecendo suas credenciais de agente de soluções negociadas.

No fim das contas, o Brasil terá aberto — ao lado da Turquia — as portas para uma eventual acomodação entre os Estados Unidos e Irã, que a essa altura parece inevitável.

O certo é que a mudança de regime no Egito terá profundas consequências, especialmente se assumir um governo disposto a fazer valer o peso econômico, cultural e político do país na região de forma independente, nos moldes do que a Turquia vem fazendo.

Uma das consequências, além de evidenciar a dissensão entre Estados Unidos e Israel na questão palestina, será acelerar o projeto de Washington de reduzir sua dependência do petróleo do Oriente Médio, o que vem acontecendo gradativamente nos últimos anos.

Até por causa da relação custo/benefício, os Estados Unidos se voltarão crescentemente para o petróleo produzido na costa ocidental da África, na Venezuela e no pré-sal brasileiro.

Nem a criação do comando militar da África (Africom), nem a reativação da Quarta Frota aconteceram por mero acaso.

Faz todo o sentido, portanto, que a presidenta Dilma Rousseff tenha escolhido a Argentina para fazer sua primeira viagem internacional. A parceria com a Argentina é essencial para o controle do Atlântico Sul, da chamada Amazônia Azul e para as futuras trocas comerciais com a África.

Fica faltando definir quais serão exatamente os termos da futura cooperação entre Brasil e Estados Unidos e a gradação da liberdade que exerceremos.

O PIG, logicamente, quer que a gente seja subalterno, que só dê palpite sobre a falta de democracia em Cuba e que não se meta nos negócios do Oriente Médio. É “muito longe”, dizem.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mubarak-vai-cair-e-nos-com-isso.html

O governo “técnico”: uma tentativa de enterrar a política

03.02.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha


Nas minhas leituras dos jornalões brasileiros tenho encontrado, sempre em tom de elogio, menções ao fato de que Dilma Rousseff imprimiu um caráter “técnico” a seu governo. Isso em contraste ao que teria sido o caráter “político” do governo Lula.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida irritou muitos de vocês ao escrever que Lula é emocional por causa da baixa escolaridade, fazendo contraponto com a racionalidade de Dilma, de formação universitária.

Há quem veja nisso uma tentativa de criar dissensão entre Lula e Dilma. Mas pode ser uma simples diferença de estilo real entre os dois.

Suspeito, no entanto, dessa tentativa de enterrar a política.

Seria apenas o renascimento, sob outra roupagem, do discurso que despreza a participação popular, para não dizer o próprio povo.

O caráter “técnico” do governo Dilma excluiria o povão, por suposta incapacidade deste para decidir dentro dos parâmetros de especialização exigidos pelas “técnicas”. Num governo assim, fica muito mais fácil para quem perdeu as eleições exercer poder longe das maiorias, nos bastidores.

Seja como for, este discurso é muito mais elegante do que simplesmente mandar afogar os nordestinos.

O problema desta linha de pensamento é que, ainda que o discurso reflita a realidade, em quatro anos Lula injetará, de novo, o povo nesta equação. E é muito pouco provável que o faça contra Dilma.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-governo-tecnico-uma-tentativa-de-enterrar-a-politica.html

Confrontos no Egito fazem novas vítimas na Praça Tahrir

03.02.20111
Do UOL NOTÍCIAS


Os confrontos entre manifestantes contrários e favoráveis ao governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, continuaram na última madrugada pelas ruas na capital egípcia, o Cairo. É o décimo dia de protestos no país. A violência é intensa. Só nesta manhã (03), quatro pessoas morreram vítimas de tiros disparados, elevando para sete o número de mortos nas últimas 24 horas.

As manifestações, que estavam ocorrento em clima de paz, tornaram-se violentas quando, na quarta-feira, partidários de presidente invadiram e cercaram o local dos protestos, partindo para o confronto.

“Tivemos quatro mortos vítimas de balas, uma delas atingida por uma bala na cabeça”, afirmou o médico Mohamed Ismail, que está em um hospital de campanha montado ao lado da Praça Tahrir, centro das manifestações.

Tiros esporádicos começaram a ser ouvidos às 4h e prosseguiam com o passar das horas. Os disparos, procedentes da Ponte de Outubro, onde permanecem posicionados os partidários de Mubarak, deixaram vários feridos.

Os tanques do Exército que cercam a praça executavam movimentos. Algumas agências de notícias informam que o Exército teria entrado em ação para tentar conter a violência. Segundo informações, tanques conseguiram fazer retroceder alguns dos governistas, impedindo que voltassem a se aproximar dos opositores.

Os veículos militares evitaram que alguns dos partidários de Mubarak cruzassem a ponta estratégica que leva à Praça Tahrir, epicentro da revolta popular, que há 10 dias exige a queda de Mubarak, no poder desde 1981.

Milhares de partidários do presidente reagiram na quarta-feira aos protestos com uma invasão da praça. Em poucos minutos, os dois lados iniciaram uma batalha, com pedras, bastões e chicotes.

No primeiro dia de choques, os soldados não fizeram intervenções, apenas mantendo posição nos pontos de acesso à praça. Mas, na manhã desta quinta-feira, centenas de soldados carregando rifles fizeram uma espécie de cordão humano entre os dois lados.

A Aliança de Juristas Egípcios afirmou em um comunicado que os grupos pró-governo abriram fogo contra os manifestantes. Antes da explosão de violência de quarta-feira, a ONU considerava a possibilidade de 300 mortes desde o início dos protestos.

Segundo o Ministério da Saúde egípcio, mais de 800 pessoas ficaram feridas. Em geral, os ferimentos foram causados por pedras atiradas durante o protesto.

Desculpas governistas

O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, pediu desculpas pelos ataques de partidários do governo contra os opositores. "Não há justificativa para atacar manifestantes pacíficos, e é por isso que estou pedindo desculpas", afirmou. "Foi um erro fatal."

O premiê prometeu uma investigação "para que todos saibam quem estava por trás deles". Há relatos de que entre os manifestantes pró-Mubarak havia policiais à paisana e pessoas que receberam dinheiro para participar dos protestos.

Também nesta quinta-feira, representantes dos partidos da oposição desmentiram o anúncio oficial do governo egípcio de que haviam começado a dialogar com o vice-presidente do país, Omar Suleiman, reiterando que só aceitaram negociar após a renúncia de Mubarak. O dirigente do partido Ghad, Ayman Nour, disse que "as informações são falsas". "Não haverá diálogo com o sangue nem com os coquetéis molotov. O sangue ainda está derramado no solo da praça Tahrir."

Líderes europeus

Após os choques, líderes de França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e Espanha divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira no qual afirmaram que a transição política no Egito deve começar "agora".

No texto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e o chefe do governo espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero, fizeram um apelo por uma transição "rápida e ordenada que leve a um governo amplo.

"O processo de transição deve começar agora", afirmaram os líderes, que também condenaram "todos os que encorajam a violência, que apenas vai agravar a crise política no país".

EUA


Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já tinha dito que a transição deveria começar logo. Ele afirmou ter conversado com Mubarak e que o líder egipcio "reconhece que o status quo não é sustentável e que é necessária uma mudança".

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Egito, Hosam Zaki, contudo, afirmou que estes pedidos apenas "inflamarão a situação interna do Egito".

"O que está claro, e o que indiquei esta noite ao presidente Mubarak, é minha convicção de que uma transição ordenada deve ser pacífica e deve começar agora", ressaltou Obama. O líder americano disse ainda que o processo deve incluir "um amplo espectro" de vozes egípcias dos partidos de oposição e deve levar a eleições "livres e justas".

Na quarta-feira, os Estados Unidos condenaram a violência na capital egípcia. "Estamos extremamente preocupados com os ataques contra jornalistas e manifestantes pacíficos. Repetimos nosso forte pedido por moderação", ressaltou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Violência

A violência eclodiu em torno das 14h (10h de Brasília) da quarta, quando milhares de defensores de Mubarak se aproximaram da Praça Tahrir para enfrentar os membros da oposição, que na terça-feira prometeram manter seus protestos apesar do anúncio de Mubarak de que não tentará a reeleição nas eleições de setembro.

Sete horas depois, às 19h locais, os grupos rivais se preparavam para um confronto que parecia ter consequências imprevisíveis. Como havia bloqueios nas saídas da praça, os opositores do regime estavam cercados no local sem ter como sair. O clima era de extrema tensão.

Havia centenas de manifestantes com ferimentos na cabeça, causados por pedradas. Como gestos de convocação para uma batalha, homens quebravam calçadas para fazer pedras e portavam barras de ferro de um metro de comprimento.

Havia informações de que, do lado de fora da praça, estavam policiais à paisana possivelmente portando armas de fogo. A todo momento no fim da tarde, explodiam ondas de violência, com correria e gritos. A reportagem do iG ouviu sete tiros de munição não-letal por volta das 16h40 (12h40). Cerca de uma hora e meia depois, duas rajadas foram disparadas. Coquetéis molotov e granadas de gás lacrimogêneo também foram lançados, além de pedras.

Em cada uma das entradas da praça, tanques do Exército marcavam posição com barricadas, enquanto havia centenas de veículos militares no centro da capital. Mas os militares, que na terça-feira prometeram não usar a força contra os manifestantes, permaneceram inertes. Na prática, quem coordenava o controle de chegada à Tahrir eram voluntários, em redundantes barreiras de homens de braços dados, verificando os documentos e fazendo revista pessoal e de bolsas – a fim de evitar a entrada de armas.

Quando os partidários de Mubarak começaram a se aglomerar nesses postos de controle, por volta das 14h (10h de Brasília), com o Exército dividindo os dois grupos, as hostilidades começaram a escalar. Dos gritos com palavras de ordem de lado a lado, passaram aos xingamentos, e logo pedras do tamanho de abacaxis começaram a voar de lado a lado, ferindo quem estava próximo às barreiras.

Logo depois, os manifestantes pró-governo, que no início do dia eram expulsos da praça com alguma truculência, passaram a sair em meio a socos, tapas no rosto e aberta hostilidade. Um jornalista inglês foi espancado ao tentar interromper uma dessas agressões.

À medida que o tempo passava, os ânimos se exaltavam cada vez mais. Havia militantes a favor de Mubarak montados a cavalo e até em camelos, prontos para uma inusitada guerra campal medieval. Também havia relatos de pessoas armadas com facões, facas e barras de ferro. Um helicóptero militar passou a sobrevoar a área.

O centro da praça se esvaziou e a multidão que, antes protestava sem violência, encaminhou-se para três saídas, que concentravam os opositores.

Em meio ao caos e à tensão que pairava no local, porém, coexistia uma peculiar tranquilidade em alguns bolsões na praça. Havia gente deitada nas barracas de camping usadas na vigília desde a semana passada, e centenas se ajoelhavam para rezar no horário da oração muçulmana. Além de manifestantes homens, havia muitas mulheres, algumas idosas, e crianças sitiadas no local. A situação era crítica.

Todas as saídas aparentavam estar bloqueadas para a multidão pelos tanques do Exército e pela ameaça das pedras. O perímetro de segurança e o cerco dos manifestantes pró-Mubarak ultrapassava 1 km do centro da praça.

Com agências
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/02/01/oposicao-rejeita-dialogo-e-toma-as-ruas-em-marcha-contra-mubarak-regime-bloqueia-acesso-a-cairo.jhtm

Confrontos no Egito fazem novas vítimas na Praça Tahrir

03.02.2011
Do portal VERMELHO


Os confrontos entre manifestantes contrários e favoráveis ao governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, continuaram na última madrugada pelas ruas na capital egípcia, o Cairo. É o décimo dia de protestos no país. A violência é intensa. Só nesta manhã (03), quatro pessoas morreram vítimas de tiros disparados, elevando para sete o número de mortos nas últimas 24 horas.

As manifestações, que estavam ocorrento em clima de paz, tornaram-se violentas quando, na quarta-feira, partidários de presidente invadiram e cercaram o local dos protestos, partindo para o confronto.

“Tivemos quatro mortos vítimas de balas, uma delas atingida por uma bala na cabeça”, afirmou o médico Mohamed Ismail, que está em um hospital de campanha montado ao lado da Praça Tahrir, centro das manifestações.

Tiros esporádicos começaram a ser ouvidos às 4h e prosseguiam com o passar das horas. Os disparos, procedentes da Ponte de Outubro, onde permanecem posicionados os partidários de Mubarak, deixaram vários feridos.

Os tanques do Exército que cercam a praça executavam movimentos. Algumas agências de notícias informam que o Exército teria entrado em ação para tentar conter a violência. Segundo informações, tanques conseguiram fazer retroceder alguns dos governistas, impedindo que voltassem a se aproximar dos opositores.

Os veículos militares evitaram que alguns dos partidários de Mubarak cruzassem a ponta estratégica que leva à Praça Tahrir, epicentro da revolta popular, que há 10 dias exige a queda de Mubarak, no poder desde 1981.

Milhares de partidários do presidente reagiram na quarta-feira aos protestos com uma invasão da praça. Em poucos minutos, os dois lados iniciaram uma batalha, com pedras, bastões e chicotes.

No primeiro dia de choques, os soldados não fizeram intervenções, apenas mantendo posição nos pontos de acesso à praça. Mas, na manhã desta quinta-feira, centenas de soldados carregando rifles fizeram uma espécie de cordão humano entre os dois lados.

A Aliança de Juristas Egípcios afirmou em um comunicado que os grupos pró-governo abriram fogo contra os manifestantes. Antes da explosão de violência de quarta-feira, a ONU considerava a possibilidade de 300 mortes desde o início dos protestos.

Segundo o Ministério da Saúde egípcio, mais de 800 pessoas ficaram feridas. Em geral, os ferimentos foram causados por pedras atiradas durante o protesto.

Desculpas governistas

O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, pediu desculpas pelos ataques de partidários do governo contra os opositores. "Não há justificativa para atacar manifestantes pacíficos, e é por isso que estou pedindo desculpas", afirmou. "Foi um erro fatal."

O premiê prometeu uma investigação "para que todos saibam quem estava por trás deles". Há relatos de que entre os manifestantes pró-Mubarak havia policiais à paisana e pessoas que receberam dinheiro para participar dos protestos.

Também nesta quinta-feira, representantes dos partidos da oposição desmentiram o anúncio oficial do governo egípcio de que haviam começado a dialogar com o vice-presidente do país, Omar Suleiman, reiterando que só aceitaram negociar após a renúncia de Mubarak. O dirigente do partido Ghad, Ayman Nour, disse que "as informações são falsas". "Não haverá diálogo com o sangue nem com os coquetéis molotov. O sangue ainda está derramado no solo da praça Tahrir."

Líderes europeus

Após os choques, líderes de França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e Espanha divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira no qual afirmaram que a transição política no Egito deve começar "agora".

No texto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e o chefe do governo espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero, fizeram um apelo por uma transição "rápida e ordenada que leve a um governo amplo.

"O processo de transição deve começar agora", afirmaram os líderes, que também condenaram "todos os que encorajam a violência, que apenas vai agravar a crise política no país".

EUA

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já tinha dito que a transição deveria começar logo. Ele afirmou ter conversado com Mubarak e que o líder egipcio "reconhece que o status quo não é sustentável e que é necessária uma mudança".

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Egito, Hosam Zaki, contudo, afirmou que estes pedidos apenas "inflamarão a situação interna do Egito".

"O que está claro, e o que indiquei esta noite ao presidente Mubarak, é minha convicção de que uma transição ordenada deve ser pacífica e deve começar agora", ressaltou Obama. O líder americano disse ainda que o processo deve incluir "um amplo espectro" de vozes egípcias dos partidos de oposição e deve levar a eleições "livres e justas".

Na quarta-feira, os Estados Unidos condenaram a violência na capital egípcia. "Estamos extremamente preocupados com os ataques contra jornalistas e manifestantes pacíficos. Repetimos nosso forte pedido por moderação", ressaltou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Violência

A violência eclodiu em torno das 14h (10h de Brasília) da quarta, quando milhares de defensores de Mubarak se aproximaram da Praça Tahrir para enfrentar os membros da oposição, que na terça-feira prometeram manter seus protestos apesar do anúncio de Mubarak de que não tentará a reeleição nas eleições de setembro.

Sete horas depois, às 19h locais, os grupos rivais se preparavam para um confronto que parecia ter consequências imprevisíveis. Como havia bloqueios nas saídas da praça, os opositores do regime estavam cercados no local sem ter como sair. O clima era de extrema tensão.

Havia centenas de manifestantes com ferimentos na cabeça, causados por pedradas. Como gestos de convocação para uma batalha, homens quebravam calçadas para fazer pedras e portavam barras de ferro de um metro de comprimento.

Havia informações de que, do lado de fora da praça, estavam policiais à paisana possivelmente portando armas de fogo. A todo momento no fim da tarde, explodiam ondas de violência, com correria e gritos. A reportagem do iG ouviu sete tiros de munição não-letal por volta das 16h40 (12h40). Cerca de uma hora e meia depois, duas rajadas foram disparadas. Coquetéis molotov e granadas de gás lacrimogêneo também foram lançados, além de pedras.

Em cada uma das entradas da praça, tanques do Exército marcavam posição com barricadas, enquanto havia centenas de veículos militares no centro da capital. Mas os militares, que na terça-feira prometeram não usar a força contra os manifestantes, permaneceram inertes. Na prática, quem coordenava o controle de chegada à Tahrir eram voluntários, em redundantes barreiras de homens de braços dados, verificando os documentos e fazendo revista pessoal e de bolsas – a fim de evitar a entrada de armas.

Quando os partidários de Mubarak começaram a se aglomerar nesses postos de controle, por volta das 14h (10h de Brasília), com o Exército dividindo os dois grupos, as hostilidades começaram a escalar. Dos gritos com palavras de ordem de lado a lado, passaram aos xingamentos, e logo pedras do tamanho de abacaxis começaram a voar de lado a lado, ferindo quem estava próximo às barreiras.

Logo depois, os manifestantes pró-governo, que no início do dia eram expulsos da praça com alguma truculência, passaram a sair em meio a socos, tapas no rosto e aberta hostilidade. Um jornalista inglês foi espancado ao tentar interromper uma dessas agressões.

À medida que o tempo passava, os ânimos se exaltavam cada vez mais. Havia militantes a favor de Mubarak montados a cavalo e até em camelos, prontos para uma inusitada guerra campal medieval. Também havia relatos de pessoas armadas com facões, facas e barras de ferro. Um helicóptero militar passou a sobrevoar a área.

O centro da praça se esvaziou e a multidão que, antes protestava sem violência, encaminhou-se para três saídas, que concentravam os opositores.

Em meio ao caos e à tensão que pairava no local, porém, coexistia uma peculiar tranquilidade em alguns bolsões na praça. Havia gente deitada nas barracas de camping usadas na vigília desde a semana passada, e centenas se ajoelhavam para rezar no horário da oração muçulmana. Além de manifestantes homens, havia muitas mulheres, algumas idosas, e crianças sitiadas no local. A situação era crítica.

Todas as saídas aparentavam estar bloqueadas para a multidão pelos tanques do Exército e pela ameaça das pedras. O perímetro de segurança e o cerco dos manifestantes pró-Mubarak ultrapassava 1 km do centro da praça.

Com agências
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=146768&id_secao=9

Prisioneira mexicana recebe botox na prisão

03/02/2011
Do UOL NOTÍCIAS

Beltrán está presa desde 2007, acusada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Autoridades mexicanas estão investigando como um médico conseguiu permissão para entrar em um presídio para aplicar injeções de botox em Sandra Ávila Beltrán, presa desde 2007, acusada de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O incidente resultou na demissão da diretora da principal penitenciária feminina da capital mexicana e da coordenadora da área médica da instituição, que teriam permitido que um cirurgião plástico administrasse o tratamento de beleza no local.

"A entrada do doutor foi autorizada pela pessoa responsável pela área médica (do presídio), violando todos os procedimentos. O objetivo era realizar um tratamento terapêutico não permitido para detentos", disse uma declaração divulgada pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário da Cidade do México.

Fontes da subsecretaria teriam afirmado à imprensa local que o tratamento consistia de injeções de botox no rosto, aplicadas ao longo de várias horas, e que havia planos de realizar também uma lipoaspiração dentro do presídio.

A presidiária também usaria roupas que fogem da regulamentação das penitenciárias, como óculos escuros e salto alto.

"Rainha do Pacífico"

Beltrán, também conhecida como "Rainha do Pacífico", é acusada de ser uma das líderes de um grande cartel de drogas mexicano, o Sinaloa, mas ela foi inocentada em dezembro do ano passado e aguarda na prisão o resultado das apelações da promotoria.

O governo americano está tentando a extradição de Beltrán para que ela enfrente acusações relacionadas à apreensão de nove toneladas de cocaína encontradas em um barco, no México, em 2001, que teriam os EUA como destino.

A presidiária de 50 anos se diz inocente e alega ganhar a vida com o aluguel de imóveis e a venda de roupas.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/02/03/prisioneira-mexicana-recebe-botox-na-prisao.jhtm

Um dia o mundo será justo

03/02/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães



Em meio a tanta injustiça, dor e ódio espalhados por este país e pelo mundo, um pensamento de conforto me ocupou a mente enquanto ia se apagando para um sono reparador de seis horas de duração. Ao relatar tal pensamento, talvez o leitor diga que eu ainda estava dormindo, quando escrevi. A menos que leia este texto com a mente aberta.

Vendo os levantes no Oriente Médio e a posição de fragilidade em que estão as grandes potências – Estados Unidos à frente –, impedidas de apoiar às claras as ditaduras tunisiana e egípcia, que apoiavam tacitamente até que tunisianos e egípcios tomassem seus destinos nas próprias mãos, é impossível não refletir sobre como o mundo está mudando.

E ao refletirmos sobre como o mundo vem mudando – com o curral da injustiça social, a América Latina, reagindo e elegendo governos que vêm promovendo políticas bem-sucedidas de inclusão social enquanto as elites étnico-financeiro-midiáticas estrebucham –, chegamos à velocidade de pensamento necessária para acompanhar esta linha de raciocínio.

Podemos refletir que depois de um governo genocida como o de George Bush, apesar de termos um fraco na Casa Branca o país que dirige vem perdendo as condições de sustentar a dominação do resto do mundo pela força, tendo mergulhado em forte decadência econômica também devido às várias frentes de conflito que abriu.

Mas o que julgo que trabalha mesmo para tornar o mundo justo é o processo de tomada de consciência de povos eternamente oprimidos e sem consciência dessa opressão até há pouco, os latino-americanos e os árabes e muçulmanos, o que deixa ao mundo “só” a África como continente de povos adormecidos, porém em processo de despertar.

O avanço da tecnologia de comunicação de massas vai levando informações vitais ao alcance de todos, os programas sociais de resgate da miséria e a compreensão dos povos sobre o valor da Educação vão transformando as sociedades subdesenvolvidas.

Aliás, para não deixar a África de fora do processo civilizatório que vai tornando a injustiça social cada vez menos aceita e um passivo vergonhoso para qualquer nação, lembro-me do que vi nas viagens que fiz a países da África nos últimos anos. Angola, por exemplo, é um país que caminha, lenta e continuadamente, para a civilização.

Há uma juventude angolana que, tal qual a brasileira, busca a instrução formal como caminho para abandonar a miséria. Constroem-se universidades, importam-se conferencistas, ministradores de cursos de técnicas de gestão… Enfim, o povo não está parado, atolado na penúria ou conformado com ela.

Poupem-me dos relatos de tudo que permanece péssimo. Todos sabemos deles, de tudo que ainda falta à humanidade para que seja digna de ser chamada assim. Todavia, quem pode negar que o mundo de hoje é infinitamente mais justo do que há cem anos?

Inclusive do ponto de vista político. Quem imaginaria, há uma década, que o Brasil seria governado por um ex-operário que deixaria o cargo depois de dois mandatos com o país mergulhado no maior processo de crescimento com distribuição de renda de sua história e, o que é melhor, contra a vontade da mídia, eterno instrumento das elites opressoras?

E o que é melhor ainda: quem imaginaria, dez anos atrás, que depois de OITO anos de governo popular o povo brasileiro ainda teria esclarecimento para manter o país no mesmo rumo mantendo o mesmo partido no poder apesar de toda a infrutífera tentativa de lavagem cerebral dos tentáculos dessa diminuta aristocracia opressora na comunicação de massas?

Pode demorar algumas décadas, talvez um século, se tanto, mas acredito firmemente em um mundo justo para todos, em que a miséria e a opressão deixarão de existir. E acredito em mais: essa era de ouro da humanidade que começa a se desenhar terá as digitais de pessoas como nós, que lutam para que esse mundo futuro venha a existir.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/02/um-dia-o-mundo-sera-justo/