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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

TIM se supera e inventa produto financeiro revolucionário

28.01.2011
Do blog ACERTOS DE CONTAS
Por Pierre Lucena

RELINCHE SE FOR CAPAZ

A TIM, que acaba de ser proibida de habilitar novas linhas no Rio Grande do Norte, por vender celulares a preço de banana e não investir na rede de voz e dados, conseguiu se superar, com um novo produto financeiro revolucionário.

Por “apenas” R$ 6,50 por mês, você faz um seguro que cobre R$ 100,00 de sua conta por 3 meses caso você fique inválido. Quer dizer, para a seguradora ter prejuízo, só se a cada 46 pessoas ou menos, uma ficar inválida.

Mas o melhor mesmo é o “bônus” do seguro mensal.

Em caso da sua morte, o seguro cobre até R$ 1.000,00. Como se alguém fosse cobrar uma conta telefônica de um morto.

Legalmente a dívida até fica para o espólio, mas ninguém cobra a conta telefônica de um espólio porque não vale a pena, pois o custo da cobrança é alto.

Pelo jeito a TIM leva a sério seu slogan, Viver sem fronteiras, pois até para a cobrança da conta não há fronteiras, nem mesmo a da morte.
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Fonte:http://acertodecontas.blog.br/atualidades/tim-se-supera-e-inventa-produto-revolucionrio/

Veja o perfil de todos os novos secretários de João da Costa

28.01.2011
Do BLOG DE JAMILDO

O prefeito do Recife, João da Costa, anunciou, no começo da tarde desta sexta-feira (28), os nomes de cinco novos secretários vão compor, a partir de segunda-feira, a gestão municipal. André Campos, Eduardo Vital, Erick Carrazzoni, José Marcos de Lima e Petrônio Magalhães assumem, respectivamente, as pastas de Turismo, Serviços Públicos, Comunicação, Saneamento e Finanças.

Realizada na sala de reuniões do Gabinete do prefeito, 9º andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife, a coletiva de imprensa contou com as presenças do secretariado, do líder do governo da Câmara dos Vereadores, Josenildo Sinésio, do presidente da Câmara dos Vereadores, Jurandir Liberal e do deputado estadual Mozart Sales.

“Em dois anos de governo muita coisa foi produzida e ainda há projetos a serem executados. A recomendação é cuidar do que já foi feito e dar andamento ao que é preciso ser posto em prática”, disse o prefeito João da Costa. De acordo com o gestor, essa é uma exigência da cidade. “Recife precisa estar estruturada para a Copa do Mundo, mas ainda existem milhões de pessoas vivendo na miséria. Então, o nosso maior desafio é priorizar os cuidados a serem dados a elas e, ao mesmo tempo, os projetos estruturais, como o Sistema viário da Via Mangue”, falou João da Costa.

José Marcos de Lima, que ocupou o cargo de Saneamento nos dois primeiros anos de governo e saiu para disputar as eleições, volta para comandar a pasta. O jornalista Erick Carrazzoni, que é pós-graduado em marketing e já trabalhou com João da Costa na campanha eleitoral, assume a Secretaria de Comunicação. O atual Controlador da Prefeitura e secretário interino de Serviços Públicos, Eduardo Vital, assume a titularidade da pasta. O deputado estadual André Campos ocupa o posto de titular da Secretaria de Turismo. Por fim, o diretor presidente da Autarquia Municipal de Previdência e Assistência à Saúde – Reciprev – Petrônio Magalhães, foi remanejado para a Secretaria de Finanças.

André Campos – No ano de 1988 elegeu-se vereador no Recife. Foram três mandatos consecutivos. Em 1998, chegou à Assembléia Legislativa para cumprir o primeiro mandato de deputado estadual. No ano de 2004, André Campos foi o primeiro vereador eleito pelo Partido dos Trabalhadores em Jaboatão dos Guararapes e o mais votado da história do município. Atualmente cumpre o segundo mandato de deputado estadual. Foi líder do PT na Assembléia e também presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Conselheiro do Clube Náutico do Capibaribe, foi eleito o vice-presidente do Executivo, no ano de 2000. Com a renúncia do presidente, André assumiu a presidência do Náutico em 2001.

Eduardo Vital – Formado em Engenharia Agronômica (UFRPE – 1982); especialista em Gestão Estratégica/Finanças Corporativas (FGV 2002); mestre em Gestão de Políticas Públicas (FUNDAJ 2004). É auditor do Tesouro Municipal da Prefeitura do Recife desde 1989. Atuou como secretário-adjunto da Secretaria de Finanças da Prefeitura do Recife (2001-2002); secretário de Finanças da Prefeitura do Recife (2003-2004); presidente da Empresa Municipal de Informática do Recife – EMPREL (2006-2009). Atualmente ocupa o cargo de Controlador do Município.

Erick Carrazzoni – Formado em jornalismo pela Unicap, é pós-graduado em Marketing pela FGV. Estagiou no Jornal do Commercio e trabalhou como repórter no Diario de Pernambuco. Atuou como assessor de imprensa na área política. Integrou a equipe da MCI. Foi assessor de comunicação do então presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. Coordenou programa de TV do Governo de Angola. Trabalhou em diversas campanhas eleitorais, com passagens pelo Rio de Janeiro, Amazonas e Brasília. Nas eleições de 2008, foi coordenador do guia eleitoral de João da Costa.

José Marcos de Lima – É médico veterinário e empresário do ramo hospitalar e agropecuarista; ex- vereador e ex-prefeito da Cidade de São José do Egito; foi deputado estadual de Pernambuco por três mandatos. Foi presidente do Instituto de Pesquisa Agropecuária (IPA); foi secretario de infra-estrutura de Jaboatão dos Guararapes; foi assessor especial do governador Eduardo Campos; secretário geral do Partido da República de Pernambuco; presidente da Associação Pernambucana dos Criadores de Caprinos e Ovinos – Apecco. Já ocupou a pasta de Saneamento na gestão de João da Costa.

Petrônio Magalhães – Graduado em Ciência da Computação pela UFPE, é auditor da Prefeitura do Recife desde 2006. Já foi assessor técnico da Secretaria de Finanças, assessor da presidência da Reciprev e, antes de assumir a Secretaria de Finanças, era diretor presidente da autarquia. Já passou também pela Chesf, SUDENE, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/28/veja_o_perfil_de_todos_os_novos_secretarios_de_joao_da_costa_90543.php

Thelma Oliveira: O otimismo dos jovens brasileiros

19.01.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

Olá, Azenha.

Em meio a tantas catástrofes, considero importante divulgar essa matéria que saiu sem muito destaque no uol. Só gostaria de saber se os jovens da pesquisa conseguem relacionar os fatores que propiciam esse otimismo com os dois governos que tornaram isso possível, mais esse que se inicia comprometido a continuar as mudanças.

Um abraço,
Thelma Oliveira


Mais de 85% de jovens no Brasil creem em futuro promissor, diz pesquisa

do UOL

A juventude brasileira é a segunda mais otimista em relação ao seu futuro pessoal e a terceira a considerar que as perspectivas de seu país são promissoras, segundo a pesquisa “2011 – A Juventude do Mundo”, divulgado pela Fundação para a Inovação Política (Fundapol) da França na noite de terça-feira.

A pesquisa revela as aspirações, os valores e as preocupações atuais dos jovens no mundo. Ela foi realizada em 25 países em cinco continentes, com 32,7 mil pessoas.

Segundo o estudo, 87% dos jovens brasileiros consideram que seu futuro será promissor, atrás apenas dos indianos (90%).

Em relação ao futuro de seus países, o otimismo dos jovens do Brasil fica em terceiro lugar: 72% acreditam que ele também será promissor. Na Índia, o índice foi de 83% e, na China, de 82%.

No entanto, apenas 17% dos jovens gregos, 23% dos mexicanos, 25% dos alemães e 37% dos americanos consideram que o futuro de seus países será promissor.

Os jovens das grandes potências emergentes também são os que mais têm confiança de que terão um bom emprego no futuro. No Brasil, esse índice é de 78%. No Japão, somente 32% acham que isso irá ocorrer.

A juventude da Índia, da China e do Brasil também é a que mais vê a globalização como uma oportunidade e não como uma ameaça. Os números são, respectivamente, 91%, 87% e 81%.

“De uma maneira geral, se considerarmos outros itens da pesquisa, podemos considerar que a juventude brasileira é de longe a campeã de otimismo”, disse à BBC Brasil Dominique Reynié, coordenador-geral do estudo e diretor do centro de estudos francês Fondapol.

Poluição

O vasto estudo, que totaliza mais de 26 mil páginas, abordou 224 temas variados, que vão desde questões econômicas, como emprego e aposentadoria, à confiança nas instituições políticas ou na polícia, além de assuntos ligados à religião, família, sexo, ecologia e internet, entre outros.

Alguns elementos dessa ampla pesquisa, que ainda está sendo compilada em um livro de cerca de 500 páginas, foram divulgados em um evento na noite de terça-feira em Paris.

Segundo a pesquisa, os jovens chineses são os mais preocupados com a poluição (51%). Em uma questão sobre as três maiores ameaças para a sociedade, a poluição, para os chineses, representa um problema maior do que a fome ou a pobreza (43%).

Já no Brasil, 61% afirmam que temem mais a fome ou a pobreza do que a poluição (45%), como na maioria dos países que integram o estudo.

A juventude brasileira é a quarta que se diz mais disposta a dedicar tempo à religião (58%), atrás do Marrocos (90%), da África do Sul (72%) e da Turquia (64%) e à frente de Israel (52%). Já na França e na Espanha, esse índice é de apenas 15%.

Mais de um terço dos jovens brasileiros acha que as relações sexuais só devem ser permitidas no casamento, segundo a pesquisa. A média da União Europeia é de 20%.

Em relação às prioridades para os próximos 15 anos (o questionário permitia escolher três em uma lista de dez), 60% dos jovens indianos afirmam que querem ganhar muito dinheiro.

Mas apenas 24% responderam que ter filhos é um dos projetos importantes nesse período.

No Brasil, ganhar muito dinheiro também é uma prioridade para 47% dos jovens (média semelhante à da União Europeia).

E 39% afirmam que ter filhos é um dos três projetos prioritários nos próximos 15 anos, diz o estudo.

A pesquisa descobriu ainda que 39% dos jovens brasileiros dizem não estar dispostos a pagar pelas aposentadorias das gerações anteriores, somente 27% dizem confiar no Congresso e 62% preferem uma sociedade com distribuição de riquezas a uma sociedade que recompensa o esforço individual – índice próximo aos dos países escandinavos ou da França e bem acima dos outros grandes países emergentes.

Leia aqui sobre o pessimismo dos jovens europeus, que ainda vão promover um novo maio de 68..
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/thelma-oliveira-o-otimismo-dos-jovens-brasileiros.html

A revolução no Egito está sendo televisionada

28.01.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha




Para quem quiser ver, é seguir a Al Jazeera em inglês, aqui.i.

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Enquanto os aliados observam…

Egito: o dia do acerto de contas

28/1/2011, Robert Fisk: The Independent,

Dia de orações ou dia de ira? Todo o Egito está à espera do sabbath muçulmano hoje – para nem falar dos assustados aliados do Egito –, enquanto o envelhecido presidente do país agarra-se ao poder depois de noites de violência que já fazem os EUA duvidarem da estabilidade do regime de Mubarak.

Até agora, há cinco mortos e mais de 1.000 presos, a polícia bateu em mulheres e, pela primeira vez uma das sedes do Partido Nacional Democrático reinante foi incendiada. Aqui, os boatos são perigosos como granadas de gás lacrimogêneo. Um diário do Cairo publicou que um dos principais conselheiros do presidente Hosni Mubarak fugiu para Londres com 97 malas de dinheiro; outros falam de um presidente enfurecido, que grita com os comandantes da polícia, exigindo mais força na repressão das manifestações.

Mohamed ElBaradei, líder da oposição, Prêmio Nobel e ex-funcionário da ONU retornou ao Egito ontem à noite, mas ninguém acredita – exceto talvez os norte-americanos – que venha a converter-se em ímã que dê foco aos movimentos de protesto que se alastram por todo o país.

Já aparecem sinais de que muitos, cansados do governo corrupto e antidemocrático de Mubarak, tentam persuadir os policiais que patrulham as ruas do Cairo a unir-se a eles. “Irmãos! Irmãos! Quanto eles pagam a vocês?” um grupo de manifestantes pôs-se a gritar para os policiais no Cairo. Mas ninguém negocia coisa alguma – não há o que negociar, exceto a partida de Mubarak, e o governo egípcio nada diz e nada faz, mais ou menos exatamente como nos últimos trinta anos.

Há quem fale de revolução, mas não há ninguém para ocupar os lugares dos homens de Mubarak – jamais houve sequer um vice-presidente – e um jornalista egípcio disse-me ontem que conversou com amigos de Mubarak, preocupados com ele, presidente, isolado, solitário. Mubarak está com 82 anos e deu sinais de que se candidatará novamente à presidência – o que é ultraje para milhões de egípcios.

A dura verdade, porém, é que, exceto pela força policial brutal e um exército escandalosamente dócil – o qual, aliás, não apoia a indicação de Gamal, filho de Mubarak – o governo está impotente. Essa é revolução pelo Twitter e revolução pelo Facebook, e a tecnologia, já há muito, derrubou as regras da censura.

Os homens de Mubarak parecem ter perdido toda a noção de iniciativa. Os jornais do partido governista vêm carregados de falsas ilusões autoimpingidas, empurrando as vastas manifestações de rua para os rodapés, como se bastasse a diagramação para esvaziar as ruas – e como se, de tanto esconder os fatos, conseguissem convencer-se de que as manifestações não existiram.

Mas ninguém precisa dos jornais, para ver o que não deu certo. A sujeira das ruas e das favelas, os esgotos a céu aberto e a corrupção de todos os funcionários do estado, as prisões sobrecarregadas, as eleições risíveis, o vasto, esclerosado edifício do poder, tudo isso, afinal, arrastou ou egípcios para as ruas das cidades.

Amr Moussa, presidente da Liga Árabe, observou ponto interessante, na recente reunião de cúpula dos líderes árabes no resort de Sharm el-Sheikh, no Egito. “A Tunísia não está longe de nós”, disse ele. “Os árabes estão quebrados”. Mas… será que estão? Um meu velho amigo contou-me história assustadora sobre um egípcio pobre, que lhe disse que não tinha interesse algum em arrancar os líderes corruptos das fortalezas superprotegidas onde vivem no deserto. “Hoje, pelo menos, sabemos onde eles moram” – disse o homem. O Egito tem hoje mais de 80 milhões de habitantes, 30% dos quais com menos de 20 anos. E perderam o medo.

Nas manifestações, observa-se uma espécie de nacionalismo egípcio – mais do que algum islamismo. 25 de janeiro é Dia Nacional da Polícia – dia em que se homenageia a força policial que morreu em combate contra o exército britânico em Ishmaelia – e o governo não poupou discursos, para dizer à multidão que estariam traindo os próprios mártires. A multidão gritou “Não. Os policiais que morreram em Ishmaelia eram valentes, nada a ver com os policiais de hoje.”

Mas o governo não é completamente cego. Há uma espécie de inteligência na gradual liberação da imprensa e das televisões, nessa pseudodemocracia em cacos. Os egípcios ganharam uma lufada de ar fresco, o suficiente para respirarem, para que se acalmem e calem-se, e voltem à docilidade de sempre, nessa terra de pastores. Pastores e agricultores não fazem revoluções, mas quando são amontoados aos milhões nas grandes cidades, nas favelas, nas casas e nas universidades em ruínas, que lhes dão diplomas, mas não dão trabalho, alguma coisa pode ter acontecido.

“Os tunisianos ensinaram aos egípcios o que é poder orgulhar-se do que se faz” – disse-me ontem outro jornalista egípcio. “São inspiração para nós, mas o regime egípcio é mais esperto que o de Ben Ali na Tunísia. Lá foi preservada uma semente de oposição, ao não meterem na cadeia a Fraternidade Muçulmana, mas, ao mesmo tempo, dizerem aos EUA que o grande inimigo seria o Islã, e que Mubarak ali estava para proteger os EUA do “terror” – mensagem que os EUA sempre gostam de ouvir já há dez anos”.

Há vários indícios de que o poder no Cairo percebeu que algo estaria para acontecer. Ouvi de vários egípcios que dia 24 de janeiro já havia soldados arrancando cartazes de Gamal Mubarak dos muros das favelas – para evitar mais provocações. Mas o alto número de prisões, a violência policial – que espancou homens e mulheres pelas ruas – e o virtual colapso da Bolsa de Valores no Cairo mais sugerem pânico, que astúcia política.

Um dos problemas foi criado pelo próprio regime; foram sistematicamente afastados do poder todos que tivessem algum carisma, mandados para o interior, castrando politicamente qualquer possível oposição verdadeira, muitos, diretamente para a prisão. Hoje, EUA e União Europeia dizem ao regime que ouçam o povo – mas que povo? Onde estão as vozes de liderança?

O levante no Egito não é – embora possa vir a converter-se em – levante islâmico, mas, além do grito em massa de milhões de egípcios que despertam de décadas de humilhação e fracassos, só se ouve nas manifestações o discurso de rotina da Fraternidade Muçulmana.

Quanto aos EUA, a única coisa que parecem capazes de oferecer a Mubarak é uma sugestão de reformas – conversa que os egípcios ouvem há muito tempo. Não é a primeira vez que a violência toma conta das ruas do Cairo, é claro. Em 1977, ouve manifestações imensas de gente que pedia comida – eu estava no Cairo, e vi multidões famintas, de mortos de fome –, mas o governo de Sadat conseguiu controlar a revolta mediante preços mais baixos e muitas prisões e tortura. Também houve motins nas forças policiais – um deles reprimido a ferro e fogo pelo próprio Mubarak. Mas, agora, está acontecendo algo de diferente.

Interessante de observar, não há nenhuma animosidade contra estrangeiros. Várias vezes aconteceu de a multidão proteger jornalistas e – apesar do vergonhoso apoio que os EUA garantem aos ditadores no Oriente Médio – nenhuma bandeira dos EUA foi queimada. Já se vê que há aí alguma novidade. Talvez a multidão que amadurece – e descobre que vive sob um governo que é, ao mesmo tempo, senil e imaturo.

Ontem à noite as autoridades egípcias cortaram todos os serviços de internet e de transmissão de texto por celulares, na tentativa de impedir que os manifestantes se organizassem através de redes sociais. A medida foi tomada no mesmo momento em que uma unidade policial de elite, de forças antiterrorismo, recebeu ordem para tomar posição em pontos estratégicos em toda a capital, preparando-se para o que se estima que sejam as maiores manifestações até agora, previstas para hoje.

Dentre os pontos estratégicos selecionados pelas forças antiterrorismo está a Praça Tahrir, cenário das maiores manifestações até agora. Facebook, Twitter, YouTube e outros sites de contato social tiveram papel vital nos protestos no Egito, exatamente como na Tunísia, para manter os manifestantes em contato e planejar a movimentação dos grupos.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-no-egito-o-dia-do-acerto-de-contas.html

Sergio Amadeu: Os “nacionalistas” que a Microsoft ama

27.01.2011

Do blog VI O MUNDO

Por Luiz Carlos Azenha

A entrevista que fiz com o sociólogo Sergio Amadeu, um conhecido defensor do software livre e da inclusão digital no Brasil, ficou muito mais longa que o desejável. Mas, como o tema é complexo, achei que valeria a pena colocar no contexto mais amplo possível o significado da decisão da ministra Ana de Hollanda de retirar do site do Ministério da Cultura a licença CC, do Creative Commons. Amadeu acredita que a decisão foi simbólica de uma ruptura com os ministros que a antecederam, Gilberto Gil e Juca Ferreira. Seria, portanto, uma ruptura com a política do governo Lula, como argumentou Sergio em artigo publicado originalmente na Carta Maior e reproduzido aqui.

Porém, na entrevista, falhei miseravelmente no quesito “didatismo”. É um tema complexo, cheio de siglas e informações incompreensíveis para muita gente. O bicho assusta, mas é manso. No entanto, tem gente que está chegando agora e se afasta da discussão por falta de paciência para entendê-la. É justamente aí que mora o perigo. O que está em jogo é importante demais para ser decidido apenas em gabinetes governamentais ou nos arreglos entre as grandes empresas e os políticos que elas ajudam a eleger ou “deseleger”.

Por isso, fiz um guia básico para iniciantes dos temas sobre os quais falamos na entrevista. Se você já é do ramo, é só saltar e ir direto para os vários trechos da gravação.

Caso contrário, não se envergonhe:

Copyright ou Direito Autoral, garante os direitos do autor sobre a obra.

Copyleft, popularizado pelo estadunidense Richard Stallman, é um trocadilho com o “direito de cópia – todos os direitos reservados” do copyright.

Stallman é um dos papas do software livre. O software livre, em contraposição ao proprietário (aquele, da Microsoft, pelo qual você paga) pode ser compartilhado dentro de algumas regras. Um dos princípios básicos é que seja transparente, ou seja, o código-fonte (o código que determina como o programa funciona, o DNA dele) é público. Pode ser manipulado por qualquer pessoa que tenha conhecimento para tanto. Você pode acrescentar, inventar, mexer à vontade, desde que tenha o compromisso de dividir com os outros da mesma forma que recebeu.

Stallman definiu os princípios pelos quais o software livre seria compartilhado ao criar a Licença Pública Geral, GPL em inglês.

O que a GPL foi para o software livre o Creative Commons é para uma gama mais ampla de criações culturais — textos, fotos, música, etc.

Creative Commons é uma ONG sem fins lucrativos, fundada por Lawrence Lessig na Califórnia, cujo objetivo é promover o compartilhamento. O autor, de livre e espontânea vontade, abre mão de seus direitos com o objetivo de compartilhar sua obra e determina as normas pelas quais isso será feito.Foi uma forma de permitir aos autores, nos Estados Unidos — não se esqueçam, é a terra dos advogados — que abrissem mão do direito sobre suas obras para que elas se tornassem de domínio público de forma juridicamente clara e segura para todos. Ou seja, que pudessem ser copiadas, reproduzidas e mesmo modificadas pelos usuários livremente (existem licenças distintas e a escolha é sempre do autor da obra).

É essa ideia, de compartilhamento, que deu origem, por exemplo, ao Wikimedia Commons e à própriaWikipédia. Notem quantas vezes o verbo compartilhar aparece, acima. Gente, esses caras querem compartilhar tanto que até parecem… comunistas. Chamem o DEOPS!

Acordo TRIPs (trade-related aspects of intellectual property rights, ou aspectos relacionados ao comércio dos direitos de propriedade intelectual), fechado na rodada do Uruguai da Organização Mundial do Comércio, impôs ao mundo regras de proteção do direito intelectual defendidas pelos Estados Unidos, União Europeia e Japão.

International Intellectual Property Alliance (IIPA) é o lobby dos conglomerados em defesa da propriedade intelectual.

Firefox, um navegador da internet muito popular, em software livre, criação da Mozilla Foundation, dos Estados Unidos. É gratuito. Compete com o Internet Explorer, da Microsoft, que vem no pacote quando você compra o Windows.

ECAD, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, cuida de receber e repassar os direitos autorais aos músicos brasileiros.

P2P, peer-to-peer, par-a-par, conceito de interconexão entre computadores que permite o compartilhamento de conteúdos em rede (você baixa as músicas contidas nos arquivos de seus pares e permite que eles baixem as suas, por exemplo), que rendeu batalhas jurídicas homéricas nos Estados Unidos, movidas pela indústria fonográfica.

Malgaxe, nascido em Madagascar.

Wordpress, um sistema de gerenciamento de conteúdo na rede, gratuito, que é escrito em software livre. É usado, com adaptações, pelo Viomundo, pelo Ministério da Cultura e por uma infinidade de sites e blogs em todo o mundo. O Wordpress é produto de uma ONG gringa.

Trezentos é o nome de um dos blogs dos quais o Sergio Amadeu participa.

Fiquem, pois, com a primeira parte da entrevista com o Sergio Amadeu:

Na segunda parte, Amadeu fala sobre os desenvolvedores brasileiros do Linux, do Apache, do BR Office, da necessidade de criar uma esfera pública internacional para defender o livre fluxo de informações e que apoiaria a ideia de criar uma licença brasileira equivalente ao Creative Commons. Menciona a Rede Mocambos. Fala sobre o clone do blog do Planalto. Responde à leitora Luciana. E diz acreditar que a ação da ministra Ana de Hollanda foi apenas o primeiro passo.

No trecho final da entrevista, Amadeu responde a internautas e explica os motivos pelos quais acredita que estamos a caminho de um grande retrocesso no MinC.

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FMI, mídia e a mesmice neoliberal

28.01.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges


O jornal O Globo de hoje (28) evidencia o aumento das pressões sobre os rumos econômicos do governo de Dilma Rousseff. Agora é o Fundo Monetário Internacional (FMI), o desacreditado antro dos neoliberais, que mete o seu bedelho arrogante na política interna e critica os “desajustes fiscais” do Brasil.

“Aos mercados emergentes, o FMI lembrou que os equilíbrios fiscais no Brasil, China e Índia estão mais fracos do que o previsto em novembro, ressaltando que a deterioração nas contas fiscais brasileiras é ‘particularmente pronunciada’”, descreve o jornal. A receita, como sempre, é a da adoção de “planos de contingência” – ou seja, de cortes drásticos dos investimentos e dos gastos sociais.

O coro da mídia colonizada

Na mesma batida e num jogo aparentemente combinado, a mídia colonizada reforça a crítica às “gastanças do governo”. Dia sim e outro também, alguma manchete dos jornalões ou comentário de “calunistas” das emissoras de TV difunde os fantasmas do “rombo das contas públicas” e do “risco do estouro da inflação”.

“BC reconhece piora no controle da inflação”, alardeia o Estadão em tom terrorista. Nas páginas internas, o próprio jornal desmente o título, que força a barra na defesa das teses neoliberais. “O tom adotado pelo BC foi menos pessimista que o esperado”, lamenta jornal ao pregar o “endurecimento” no combate à inflação.

Porta-voz do “deus mercado”, a mídia quer mais sangue – a exemplo do FMI. Ela já dá como inevitável um drástico corte no orçamento, de R$ 40 a R$ 60 bilhões. O governo Dilma Rousseff, aprisionado ao tripé da política macroeconômica (juros elevados, aperto fiscal e libertinagem cambial), acaba se dobrando a esta pressão.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/fmi-midia-e-mesmice-neoliberal.html

Você ainda lê a Revista Veja?

28.01.2011
Do facebook de Rilton Nunes



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Fonte: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=195313293816311&set=a.151637441517230.32508.100000129267816&pid=792438&id=100000129267816

Dilma quer aprofundar acordos comerciais com a Argentina

28/01/2011
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– A viagem da presidenta Dilma Rousseff à Argentina neste domingo (30) e segunda-feira (31) - a primeira internacional desde que assumiu o governo - servirá para aprofundar acordos comerciais com o país vizinho e acelerar projetos como a construção de uma hidrelétrica e uma ponte na fronteira entre os dois países, além de uma parceria para construção de casas populares baseada na experiência do Minha Casa, Minha Vida.

O subsecretario-geral do Departamento da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Antonio Simões, disse que as perspectivas são de avançar as relações bilaterais. “Há pela frente um horizonte de aprofundamento e há novos horizontes sendo abertos”, disse ele, referindo-se ao que havia no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Simões, a lista de compromissos a ser cumprida por Dilma em Buenos Aires buscou a objetividade. “É uma visita de trabalho. É uma visita compacta porque a ideia é que se utilize o máximo de tempo”.

A presidenta vai tratar da parceria com os argentinos sobre o programa Minha Casa, Minha Vida e a defesa comum da igualdade de gêneros e preservação dos direitos da mulher.

Será assinado um convênio sobre a experiência brasileira para a construção de 1 milhão de casas, além de financiar uma parte deste projeto. “A habitação é um desafio comum. O objetivo é trocar experiências ter o modelo disponível no Brasil para a Argentina”, afirmou Simões.

Dilma também vai tratar da construção do complexo hidrelétrico de Garabi – entre a Província de Corrientes na Argentina e o estado do Rio Grande do Sul. A meta é que as obras comecem em 2012 e gerem 2.900 megawatts. Outro assunto da agenda é acelerar a construção da ponte entre Santa Catarina e a Argentina.

Simões ressaltou que o comércio entre o Brasil e a Argentina é de US$ 33 bilhões e está baseado na manufatura, veículos e autopeças respondem por 80% do total. “É um comércio que gera emprego de carteira assinada, que gera interdependência, que alavanca o desenvolvimento econômico em outras áreas”.

Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/web/ebc-agencia-brasil/enviorss/-/journal_content/56/19523/3176591

CNTSS/CUT tem audiência com ministro Alexandre Padilha

27.01.2011
Do site do SINDSPREV/PE
Por Imprensa da CNTSS/CUT



Na noite da última terça-feira, 25/01, a presidenta da CNTSS/CUT, Maria Aparecida Faria, e os diretores da entidade Cícero Lourenço (AL), Sandro Cezar (RJ), Fátima Veloso (GO) e Francisco Júnior Batista (RN) foram recebidos em audiência, em Brasília, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A audiência foi agendada por iniciativa do ministro que tomou a decisão de convocar as entidades representativas dos setores que compõem o Conselho Nacional de Saúde para dialogar sobre as suas propostas para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a relação da pasta para com os trabalhadores do setor.

Ao iniciar o encontro, o ministro falou da retomada do diálogo com as entidades sindicais e a importância deste debate para adoção de medidas, visando a melhoria do Sistema.

Após a fala do ministro, a presidenta da CNTSS/CUT, Maria Aparecida, disse que o papel da Confederação vai além de apenas representar os trabalhadores, bem como, o de lutar pela construção plena do SUS, com a melhoria no atendimento da população.

Em sua exposição enfatizou os seguintes pontos:

• Relação do Ministério da Saúde (MS) com as entidades sindicais,

• Valorização do papel da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS (MNNP/SUS) como ferramenta de gestão,

• Valorização do Conselho Nacional de Saúde(CNS), enquanto instância máxima de controle social do SUS,

• Defesa do SUS com a construção de espaços de debate para elaboração coletiva de medidas de curto, médio e longo prazo para garantir que o SUS atenda as necessidades da população, sem deixar de ser um sistema público em toda a sua essência.

• Valorização de todos os profissionais do SUS sejam eles de categoria, técnicos ou de apoio,

• Financiamento com a regulamentação da Emenda Constitucional 29, mas com observância a legislação que versa sobre o ressarcimento ao SUS,

• Abertura de espaço para a retomada da negociação das questões pendentes dos servidores federais do Ministério da Saúde,

• Reestruturação da Saúde do Trabalhador dentro do MS, com a retomada da relação com as entidades sindicais para a efetiva implantação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador (PNST),

• Valorização do DENASUS, enquanto, órgão de fiscalização e auditor do Sistema Único de Saúde,

• Pensar formação e qualificação a partir das diferenças regionais e perfis epidemiológicos,

• Carreira com instrumento de valorização e fixação dos profissionais, tanto para área fim quanto para a área meio.

Ao final da audiência, os representantes da Confederação falaram da necessidade de abertura do processo de negociação, a fim de que sejam discutidas questões específicas das categorias, no que o ministro disse estar a disposição.

Foto - Erasmo Salomão
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