quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mensalão: a hora da verdade

26/01/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães


Ao fim deste ano, o inquérito do “mensalão do PT” irá a julgamento no Supremo Tribunal Federal. Entre os 40 acusados em 2006 pelo ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza por supostamente terem operado um esquema de compra de votos de parlamentares para votarem a favor das proposições do governo Lula ao Congresso está o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o personagem mais central do caso.

O ex-presidente Lula, ao final de seu mandato, manifestou publicamente, por reiteradas vezes, convicção de que jamais existiu um esquema de compra de votos de parlamentares capitaneado por Dirceu ou por qualquer outro, e de que órgãos de imprensa e oposição inventaram esse esquema visando derrubar seu governo.

Compartilho a visão do ex-presidente Lula sobre o “mensalão do PT”. E vou mais longe: talvez mais do que pretender o impeachment do ex-presidente, a oposição e a mídia se valeram da prática então amplamente disseminada entre todos os partidos de receberem doações para campanhas eleitorais sem registrá-las oficialmente para criarem uma acusação que visou destruir Dirceu politicamente, pois era visto como o candidato natural de Lula à sua sucessão em 2010.

É consensual entre a classe política e os que vêm estudando o processo que tramita no STF a expectativa de que será considerada improcedente a teoria de que o governo Lula organizou um esquema de pagamento de mensalidades a parlamentares usando dinheiro público ou privado. E mais: acredita-se que Dirceu deve ser inocentado, sendo condenados apenas os que pagaram ou receberam doações de campanha que não foram contabilizadas pelos partidos da base aliada daquele governo.

Enquanto isso, vai passando batido na mídia o início do julgamento do igualmente suposto “mensalão tucano”, cujo personagem principal é o ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, que recebeu doações de campanha do mesmo ex-publicitário Marcos Valério que também doou dinheiro para as campanhas de petistas e aliados.

Ambos os casos não me parecem constituir qualquer esquema de compra de votos de parlamentares através de mensalidades pagas pelo governo federal ou pelo governo de Minas, enquanto encabeçado por Azeredo. O único mensalão – no sentido de compra de parlamentares pelo Executivo – que existiu comprovadamente, a meu ver, foi o do DEM, encabeçado pelo ex-governador de Brasília José Roberto Arruda.

O “mensalão tucano” será julgado discretamente e só os que se interessam por política e não se limitam à grande imprensa tomarão conhecimento. Todavia, assim como o ministro do STF Ricardo Lewandowski disse, em 2007, que aquela Corte aceitou o processo do “mensalão petista” com “faca no pescoço”, em alusão à pressão que a mídia fez para que tal decisão fosse tomada, no fim deste ano haverá nova pressão – talvez até maior – para que a tese tucano-pefelê-midiática seja contemplada.

Aliás, foi o episódio da “faca” que Lewandowski disse que a mídia pôs no “pescoço” do STF que deu origem ao Movimento dos Sem Mídia, porque, assustado com a teoria de que a Suprema Corte brasileira processou cidadãos com base em “pressão” de meios de comunicação, escrevi um post exortando os leitores deste blog a irem para diante da Folha de São Paulo protestar contra tal barbaridade.

Podem ir se preparando, portanto, ó defensores da democracia e do Estado de Direito, pois a sociedade civil deve se organizar para se contrapor à nova tentativa que a mídia e a oposição irão desencadear no fim do ano para que o STF julgue o “mensalão petista” como querem, pois se o resultado for diferente – sobretudo se Dirceu for absolvido – cairá por terra a maior estratégia de ataque político da direita brasileira.

Desde já, portanto, caros leitores, vocês fiquem de sobreaviso para integrarem as manifestações que sociedade civil, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos terão que desencadear para garantir que o Supremo Tribunal Federal decida livremente, sem pressões, sobre um processo fantasioso, espúrio, que teve origem nos interesses políticos de dois ou três partidos e de meia dúzia de impérios de comunicação.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/01/mensalao-a-hora-da-verdade/

Sergio Amadeu: "Ana de Holanda e ECAD atacam política de Lula"

25.01.2011
Do site de Carta Maior
Por Sérgio Amadeu da Silveira*


O movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma. O artigo é de Sergio Amadeu da Silveira.

Os defensores da indústria de intermediação e advogados do ECAD lançam um ataque a política de compartilhamento de conhecimento e bens culturais lançada pelo presidente Lula. Na sua jornada contra a criatividade e em defesa dos velhos esquemas de controle da cultura, chegam aos absurdos da desinformação ou da mentira.

Primeiro é preciso esclarecer que as licenças Creative Commons surgiram a partir do exemplo bem sucedido do movimento do software livre e das licenças GPL (General Public Licence). O software livre também inspirou uma das maiores obras intelectuais do século XXI, a enciclopédia livre chamada Wikipedia. Lamentavelmente, os lobistas do ECAD chegam a dizer que a Microsoft apóia o software livre e o movimento de compartilhamento do conhecimento.

Segundo, o argumento do ECAD de que defender o Cretaive Commons é defender grandes corporações internacionais é completamente falso. As grandes corporações de intermediação da cultura se organizam e apóiam a INTERNATIONAL INTELLECTUAL PROPERTY ALLIANCE® (IIPA, Associação internacional de Propriedade Internacional) e que é um grande combatente do software livre e do Creative Commons. O Relatório da IIPA de fevereiro de 2010 ataca o Brasil, a Malásia e outros países que usam licenças mais flexíveis e propõem que o governo norte-americano promova retaliações a estes países.

Terceiro, a turma do ECAD desconsidera a política histórica da diplomacia brasileira de luta pela flexibilização dos acordos de propriedade intelectual que visam simplesmente bloquear o caminho do desenvolvimento de países como o Brasil. Os argumentos contra as licenças Creative Commons são tão rídiculos como afirmar que a Internet e a Wikipedia é uma conspiração contra as enciclopédias proprietárias, como a Encarta da Microsoft ou a Enciclopédia Britânica.

Quarto, o texto do maestro Marco Venicio Andrade é falso até quando parabeniza a presidente Dilma por ter "restabelecido a soberania de nossa gestão cultural, anulando as medidas subservientes tomadas pelos que, embora parecendo modernos e libertários, só queriam mesmo é dobrar a espinha aos interesses das grandes corporações que buscam monopolizar a cultura". O blog do Planalto lançado pelo presidente Lula e mantido pela presidente Dilma continua com as licenças Creative Commons. Desse modo, os ataques que o defensor do ECAD fez a política dos commons lançada por Gilberto Gil, no MINC, também valem para a Presidência da República.

Quinto, o movimento de software livre, de recursos educacionais abertos e os defensores da liberdade e diversidade cultural votaram em Dilma pelos compromissos que ela afirmou em defesa do bem comum. No mesmo dia que a Ministra Ana de Holanda atacou o Creative Commons retirando a licença do site, a Ministra do Planejamento Miriam Belquior publicou a normativa que consolida o software livre como a essência do software público que deve ser usada pelo governo. É indiscutível o descompasso que a Ministra da Cultura tem em relação à política de compartilhamento do governo Dilma.

(*) Sergio Amadeu da Silveira é professor da UFABC. Sociólogo e doutor em Ciência Política. Foi presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e primeiro coordenador do Comitê Técnico de Implementação do Software Livre na gestão do presidente Lula.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17322&boletim_id=813&componente_id=13378

“Arrasando São Paulo”: desalojados estão em abrigo desde 2005 em São Paulo

23.01.2011
Do blog FESTIVAL DE BESTEIRAS DA IMPRENSA


O programa do desgoverno Alckmin “Arrasando São Paulo” é a continuação ampliada do “Alaga São Paulo”, do desprefeito e desgovernador José Serra.

Esses programas tem como objetivo erradicar a pobreza em São Paulo, deixando o estado e a capital para os paulistas ricos e da classe média.

Essa matéria do IG mostra os bastidores da Prefeitura e como ela faz para vencer o pobre no cansaço, fazendo com que ele desista de ficar em São Paulo e retorne ao seu estado de origem.

O que diz o IG?

“Famílias deveriam permanecer em alojamento por no máximo 6 meses, mas já estão há mais de 5 anos

Apesar de estar prestes a anunciar um plano para retirar de áreas de risco cerca de 115 mil pessoas, a Prefeitura de São Paulo não encontrou solução para a situação das famílias que foram desalojadas em anos anteriores e estão em abrigos provisórios.

Um exemplo é um alojamento no Capão Redondo, zona sul, onde vivem cerca de 60 famílias. Sob condições precárias, os desalojados deveriam permanecer no local por no máximo seis meses, mas uma parte das famílias chegou em 24 de junho de 2005, vindas de áreas de risco da região do M’Boi Mirim (foto).

De lá para cá, houve invasão de sem-teto de várias regiões e unidades foram vendidas de uma família para outra. O local tem unidades de alvenaria, em que cada família ocupa um único cômodo com banheiro.”

Fonte:http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.com/2011/01/23/arrasando-sao-paulo-desalojados-estao-em-abrigo-desde-2005-em-sao-paulo/

BNDES aprova crédito para construção da Arena Pernambuco

27.01.2011
Do JC ONLINE

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou crédito de R$ 400 milhões para o projeto de construção da Arena Pernambuco, na região metropolitana de Recife, para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. A informação foi divulgada pelo banco em nota oficial nesta quinta-feira (27).

O valor do financiamento, limite máximo da linha de crédito especial para arenas nas cidades sede (BNDES ProCopa Arenas), corresponde a 75% do investimento total do estádio de 46 mil lugares, que deverá ficar pronto em 30 meses. Trata-se de uma parceria público-privada, cuja licitação para operação e manutenção durante 33 anos foi vencida por um consórcio integrado pela Odebrecht. O financiamento será tomado pelo governo do Estado de Pernambuco.

Segundo o BNDES, o financiamento foi dividido em dois subcréditos: R$ 5,4 milhões para contratação de auditoria independente da execução físico-financeira das obras e R$ 394,6 milhões para a construção. A previsão é de 1.500 empregos gerados no projeto.

Desde janeiro, o programa BNDES ProCopa Arenas já aprovou R$ 2 26 bilhões em créditos para a construção de arenas para o Mundial em seis estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso e Rio de Janeiro, além de Pernambuco. Quatro já foram contratados. Faltam apenas os de Recife, recém-aprovado, e o do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Estado
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Fonte:http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/economia/noticia/2011/01/27/bndes-aprova-credito-para-construcao-da-arena-pernambuco-254598.php

"Contas Abertas" protege desgoverno tucano

25.01.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Augusto da Fonseca, publicado no blog Festival de Besteiras na Imprensa:

O Contas Abertas não fiscaliza o desgoverno de São Paulo porque o Contas Abertas não é uma Organização Não Governamental (ONG) e sim uma Organização Governamental, a serviço da coligação PSDB-DEM-PPS e das Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros), o que é a mesma coisa.

Como todos e todas sabem, o Contas Abertas foi fundado pelo deputado do PPS Augusto de Carvalho.

Vocês já viram alguma matéria na imprensa em que o Contas Abertas critica a execução orçamentária e financeira do desgoverno de São Paulo?

Mas já leram inúmeras matérias em que o Contas Abertas subsidia as Organizações Serra contra o governo Lula e fará o mesmo contra o governo Dilma, certo?

Durante a gestão corrupta e catastrófica do Arruda (DEM), no Distrito Federal, o Contas Abertas não tossiu nem mugiu. Também, pudera, o deputado Augusto de Carvalho era o Secretário de Saúde do Arruda…

Entretanto, o Contas Abertas teria tudo para fiscalizar o segundo maior orçamento do país, que é o do desgoverno do Estado de São Paulo.

Em qualquer país sério, uma entidade que se diz não-governamental estaria fazendo isso e prestaria um grande serviço ao país.

Mas não, o Contas Abertas é uma entidade governamental, logo não faz o que deveria fazer.

Como se não bastasse, o Contas Abertas criou o Índice de Transparência e coloca o desgoverno de São Paulo em segundo lugar, com nota 6,96, atrás do portal do governo federal com nota 7,56. Um escândalo!

Compare o portal da transparência do governo federal com o inexistente portal da transparência do desgoverno de São Paulo. O governo federal tem portal da transparência (clique aqui). O desgoverno de São Paulo não tem portal da transparência, mas sim algumas informações espalhadas nos sites das secretarias e alguma informação consolidada.

Mas só em nível macro. Se quiser detalhes, como os que o governo federal oferece em relação às suas obras e serviços, vá ralar perdendo horas de navegação e, mesmo assim, não encontrará o que pretende.

Exemplo: quero informações sobre a situação da ponte Santos-Guarujá. Onde encontro?

Tá bom, quero informação sobre a situação de qualquer grande obra do desgoverno de São Paulo. Onde encontro?

Clique aqui e veja como o Contas Abertas é tendencioso ao avaliar o nada transparente do desgoverno de São Paulo.

Clique aqui, onde o site de SP diz que o cidadão terá acesso ao quadro de funcionários do desgoverno.

Se você utiliza o browser Google Chrome, pode desistir pois não conseguirá fazer a coisa funcionar.

O site em segundo lugar no ranking de transparência, do Contas Abertas, não funciona com um dos browsers mais utilizados atualmente. Deu positivo para Safari (Mac), Firefox e IE.

Sendo assim, já que o Contas Abertas não cumpre a sua função estatutária, este humilde blog Festival de Besteiras na Imprensa tentará fazê-lo.

O maior problema é que a equipe do blog é constituída por mim e pela minha neta de quatro anos.

Estou treinando a menina, mas acho que ela só poderá atuar daqui a um ou dois anos. O que reduz a equipe a mim e olhe lá.

Mesmo assim, como tenho que ganhar duramente a vida, esta tarefa só contará com 10% de mim.

Quem quiser me ajudar a desvendar a caixa-cinza que é a execução orçamentária e financeira do desgoverno de São Paulo é só acessar o site da Secretaria da Fazenda do desgoverno de São Paulo, no link abaixo:

https://www.fazenda.sp.gov.br/SigeoLei131/Paginas/FlexConsDespesa.aspx

Postar as sugestões ou análises nos comentários deste blog, que eu farei a divulgação em post específico

Vamos ao trabalho, pois!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/contas-abertas-protege-desgoverno.html

Prisões dos EUA: imigrantes são negócio

27.01.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Silvia Otero, publicado no sítio da Adital:

Uma investigação sobre a Lei Arizona encontrou nexos entre empresas que administram prisões nos Estados Unidos e personagens que impulsionam iniciativas para criminalizar a migração de indocumentados.

As leis anti-imigrantes nos Estados Unidos - como a SB1070, do Arizona - têm um objetivo: que centenas de sem documentos sejam presos, visto que isso gera lucro. Entre os impulsionadores dessas legislações está a Corrections Corporation of America (CCA), empresa privada que administra 65 cárceres e centros de detenção de migrantes e que, somente por estes últimos, obteve lucros aproximados de 74 milhões de dólares em 2010.

Em entrevista ao El Universal, a especialista em temas migratórios Andrea Nill revela o resultado da investigação que realizou junto com seus colegas do Center for American Progress - organização não governamental e de análise política, em Washington -, que expõe os supostos nexos da CCA com personagens próximos à governadora do Arizona, Jan Brewer, e o senador Russell Pearce, e que levam a questionar o interesse real de ambos em criminalizar a migração.

Além do fator econômico representado pela CCA - que cotiza na Bolsa de Nova York -, há também um fator ideológico: uma rede de advogados que integram o Immigration Reform Law Institute, um grupo orgulhoso de sua posição radical anti-imigrante ao qual pertence o republicano Kris Kobach, que redigiu a SB1070 e cobrou 13 mil dólares ao Arizona. Juntamente com sua equipe, colocou seus conhecimentos legais a serviço de outros Estados da União Americana para replicar esta norma.

Nill reconhece que não há nada ilegal nisso; porém, diante dos interesses em jogo, "é importante informar ao público, pois não sabe quem está escrevendo suas leis e talvez acredite que seus representantes têm seus melhores interesses em mente quando estão aprovando essas normas. Se todos tivessem conhecimento dessa situação, a Lei Arizona e suas similares não teriam um tão alto percentual de apoio".

Um relatório da Secretaria de Relações Exteriores (SER) revela que desde que a SB1070 foi aprovada, em menos de dois meses - entre o dia 28 de abril e o dia 10 de junho de 2010 -, em oito Congressos Estatais dos Estados Unidos legisladores republicanos apresentaram iniciativas que, em alguns casos, são cópias na íntegra da Lei Arizona, e que permitiriam que qualquer suspeito de estar sem documentos seja detido e encarcerado.

O poder por trás da lei

Em 2010, o Center for American Progress iniciou uma investigação sobre a Lei Arizona, com a participação de experts, como Andrea Nill. Em setembro passado, entregou um relatório final, que concluiu que por trás da norma de corte racista e discriminatório não havia somente um propósito de política migratória.

O documento revelou que, em dezembro de 2009, o Conselho de Intercâmbio Legislativo (ALEC, por suas siglas em inglês), grupo de enlace entre empresários e legisladores estadunidenses ao que pertence a administradora de prisões CCA, entrou em contato com o senador do Arizona, Russell Pearce, que desde 2005 contava com uma proposta anti-imigrante para dar forma final a um projeto de lei que desse amplos poderes à polícia local para deter qualquer pessoa suspeita de ser imigrante sem documentos.

Depois, na edição de janeiro-fevereiro de 2010 da revista publicada pelo ALEC, foi divulgado um texto que poderia ser considerado uma versão preliminar da SB1070 e, em abril desse ano, Pearce apresentou a versão final.

O Center for American Progress documentou também que a governadora do Arizona tinha em sua equipe de colaboradores de campanha e em sua administração pessoas ligadas a CCA, que, supostamente, haviam influenciado em sua decisão de aceitar a SB1070, como Pablo Senseman e Chuck Coughlin, identificados como gestores da corporação carcerária.

Inclusive, meios de comunicação estadunidenses, como KPHO Arizona-TV e a radifusora NPR, deram seguimento a essa investigação e documentaram -entre outros nexos- que a empresa Pershing Square Capital, com uma importante participação financeira na CCA, reconheceu que a rentabilidade da corporação "depende de um número crescente de imigrantes nas prisões".

A investigação foi além do Arizona e encontrou que legisladores em outros Estados supostamente também têm sido financiados por ALEC-CCA para impulsionar leis similares a SB1070 no Tennessee, Oklahoma, Colorado, Flórida ou Pennsylvania.

A partir da informação obtida pelo American Progress, Andrea Nill tem claro que o objetivo da CCA ao promover leis anti-imigrantes é evidente: "É uma corporação de prisões privadas a quem interessa esse sistema que lhe permita ter mais prisioneiros, mais imigrantes sem documentos em suas prisões, o que leis como a SB1070 permitiriam".

Lucros milionários

A CCA, que cotiza na Bolsa, em seu relatório anual na Nasdaq - cuja cópia está em poder de El Universal- revela que somente em 2009 obteve ingressos acima de 1 bilhão 660 milhões de dólares pela administração das prisões e centros de detenção migratória; porém, reconhece que a perda de qualquer uma das prisões estatais que administra - como a da Califórnia, cujo contrato vence em junho desse ano - teria um impacto negativo em suas finanças.

O documento indica que "o retorno dos reclusos da Califórnia para o controle estatal poderia ter um impacto adverso significativo sobre nossa situação financeira, resultados de operações e fluxos de efetivo. Uma diminuição nos níveis de ocupação poderia causar uma diminuição nos ingressos e na rentabilidade (...). Uma parte significativa de nossos ingressos é gerada em virtude de contratos de gestão de instalações que preveem dietas baseadas na ocupação diária".

Andrea Nill afirmou que a governadora do Arizona declarou que a CCA não influiu em suas decisões; "porém, é muito difícil dizer isso quando pessoas que ocupam altos cargos, que trabalharam para ela têm conexões com a CCA".

Comentou que a CCA também nega qualquer influência para impulsionar a legislação; "porém, não pode negar que se reuniram com Russell Pearce, pois é um fato público que todos sabemos, apesar de que não querem tomar responsabilidade; da mesma forma, não podem dizer que não têm interesse nesse tipo de lei e nos benefícios que essas lhes trarão. O certo é que essas leis vão resultar em aumento no número de prisioneiros imigrantes".
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/prisoes-dos-eua-imigrantes-sao-negocio.html

"Xoque de jestão" dos tucanos mineiros

27.01.2011
Do blog de Altamiro Borges


Reproduzo artigo de Augusto da Fonseca, publicado no blog Festival de Besteiras na Imprensa:

Vocês se lembram daquela ladainha do Serra de que o governo Lula inchou a máquina federal com petistas?

Além de não ser verdade, já demonstrado aqui e alhures, agora vem à tona um fato que mostra que o tal “xoque de jestão” tucano é apenas para inglês ver.

Como se sabe, o Anastasia é o criador do tal “xoque de jestão” do Aécio.

Que de jestão não tem nada mas de xoque tem tudo!

Olha o que o filhote e “guru da jestão” do Aécio acaba de fazer, segundo matéria da Folha.com (clique aqui):

“Anastasia cria 1.314 cargos comissionados no governo de Minas

O governo de Minas Gerais vai criar 1.314 cargos comissionados (de preenchimento sem concurso) nos próximos quatro anos. O número representa um acréscimo de 7% no total de comissionados do Estado, mas a administração de Antonio Anastasia (PSDB) defende que a ampliação da estrutura é necessária e terá um impacto baixo no orçamento.”

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Se esses funcionários são tão importantes para a máquina, como diz o desgovernador de Minas Gerais, porque não fazer concurso?

Isso está me cheirando a aparelhamento partidário da máquina pública, para garantir governabilidade.

E agora, com que cara ficarão o PSDB, o DEM, o PPS e as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) quando forem criticar os governos Lula e Dilma por terem contratado – por concurso! – um monte de professores, policiais federais, fiscais, etc.?
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/xoque-de-jestao-dos-tucanos-mineiros.html

Dilma vai se reunir com as Mães da Praça de Maio na Argentina

27.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO e do Terra
Postado por Valdecarlos Alves


Em sua visita à Argentina, a presidente Dilma Rousseff se reúne, na próxima segunda-feira, com o grupo de mulheres chamado de as Mães (e Avós) da Praça de Maio. O encontro foi confirmado pelo assessor especial de assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. As mães e avós argentinas se tornaram famosas pela luta em favor da punição dos envolvidos na ditadura (1976 a 1983) e na busca pelos filhos e netos desaparecidos no período.

Garcia disse que o encontro foi agendado a pedido de Dilma. "(A presidente) tem uma grande sensibilidade para questões relativas aos direitos humanos", afirmou o assessor. "(Essa iniciativa da presidente em receber essas senhoras) valoriza muito essa luta emblemática que essas senhoras têm na história política recente da Argentina", disse ele. Porém, Garcia afirmou que, por falta de tempo, Dilma não poderá visitar o Museu da Memória Aberta, construído na área onde funcionou a Escola de Mecânica Armada da Marinha (ESMA) - no local havia um dos principais centros de tortura da Argentina.

Dilma visita a Argentina, na sua primeira viagem ao exterior, acompanhada pelos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Defesa, Nelson Jobim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A presidente chega a Buenos Aires, no domingo, por volta das 18h30. Na segunda-feira, Dilma cumprirá uma intenso dia de compromissos. Pela manhã, ela se reúne com a presidente argentina, Cristina Kirchner, em seguida haverá uma reunião ampliada com ministros argentinos e brasileiros. Acordos em várias áreas serão firmados.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16599-dilma-vai-se-reunir-com-as-maes-da-praca-de-maio-na-argentina

Pernambuco bom para a Europa

27.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Thiago Soares - Enviado especial

Com início de operações da espanhola Iberia, Estado vira rota de turistas europeus



Estande da Embratur, na Feira Internacional de Turismo: traços de Niemeyer num Brasil contemporâneo

MADRI - A partir de 1º de fevereiro, terá início a operação do voo da companhia aérea espanhola Iberia ligando o Recife a Madri. Somando ao já tradicional voo Recife-Lisboa da TAP Portugal, o Recife terá dez ligações semanais para a Europa (a ligação da TAP é diária e a da Iberia será três vezes por semana). A boa notícia para os turistas e empresários é que, com a concorrência, os preços das passagens devem baixar - a estratégia da Iberia é colocar tarifas bastante competitivas: por exemplo, o trecho ida e volta Recife-Madri pode ser encontrado a partir de US$ 790. Para a Secretaria de Turismo do Governo do Estado, começa a tarefa de costurar parcerias e desenvolver estratégias para divulgar o destino Pernambuco no mercado europeu. Com operações ligando Madri a 30 outras importantes cidades europeias, a Iberia deve ser uma importante vinculação não só de turistas espanhóis ao Estado, mas também europeus.

Durante a Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madri, foi oficialmente anunciado o voo da Iberia, em meio a um misto de entusiasmo com o mercado brasileiro (esta é a “década do Brasil”, segundo especialistas em tendência de mercado turístico, em função da Copa em 2014 e das Olimpíadas 2016) e certa cautela em função da crise que assola os países europeus (o El País estampava o alarmante índice de desemprego na Espanha de 22%, ou seja, a cada cinco espanhóis, um está desempregado).

Por isso, não foram poucos os esforços, durante o evento, para costurar parcerias. “Vamos fazer fantur com operadores de agências de viagens da Espanha e estamos com uma agência de comunicação para identificar jornalistas com o perfil de disseminar Pernambuco na mídia espanhola”, atesta o secretário de Turismo, Alberto Feitosa.

Manuel Lopez Aguilar (da Iberia) e Alberto Feitosa (PE)

Uma das curiosas estratégias de circulação de uma imagem glamurosa de Pernambuco na Europa será o convite para que celebridades venham conhecer o Estado e suas fotos sejam publicadas em revistas para a classe A.

Hoje, o principal “rival” de Pernambuco - e do Nordeste brasileiro, de maneira mais geral - na disputa por turistas do mercado espanhol é o Caribe. Com pouco mais de 1500 Euros, pode-se ir para uma ilha caribenha, ficar no resort estilo “tudo incluído” com passagem aérea ida e volta. “No entanto, sabemos que Pernambuco não é somente ‘sol e mar’ como o Caribe. Temos história, gastronomia e um pilar de manifestações folclóricas que nos posiciona como um destino mais complexo e interessante”, situa Alberto Feitosa. O Carnaval pernambucano será, mais uma vez, um alicerce na disseminação da imagem do Estado na Europa. Jornalistas da Espanha, Portugal e Argentina estarão circulando pela nossa folia e enviando imagens mundo afora de Pernambuco. A verba total para divulgação de Pernambuco é de R$ 15 milhões.

Mas, não é só a Europa da Península Ibérica (Portugal e Espanha) que está na partitura de intenções do Governo do Estado. A espanhola Iberia, por exemplo, acaba de se unir à britânica British Airways e terá ainda mais destinos de conexões para importantes cidades europeias a partir de Madri. “Identificamos a Rússia como um emergente mercado emissor, que tem um perfil parecido com o turista brasileiro. É um país que faz parte do BRIC (o grupo formado por economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China) e que gosta de viajar. Teremos uma estratégia específica para o turista russo na próxima feira da Mundo Abreu [um evento para consumidor final]”, atesta o secretário Alberto Feitosa. Outro incremento para o Estado é a volta do vôo da alemã Condor, do grupo turístico Thomas Cook, ligando Recife a Frankfurt, na Alemanha.

Enorme display mostra Noronha como importante destino de luxo para europeus

PÓLO MÉDICO

Outro aspecto para posicionamento de Pernambuco na Europa diz respeito ao chamado “turismo de saú­de”. Segundo análises prévias realizadas pela Empetur, sabe-se que 1 milhão e 300 mil americanos vão, anualmente, se tratar no Bumrungrad Hospital, o maior centro médico particular em Bangok, na Tailândia. Com a eficácia dos centros hospitalares pernambucanos, é possível fazer com que o Estado emerja como um dos destinos para tal fluxo de passageiros. Para fazer um mapeamento das “expertises” do Estado neste específico segmento turístico, o Governo do Estado contratou o consultor Ruben Toral, do MedNet Asia (Medical Travel Meeting). Uma das principais “coqueluches” do turismo de saúde em Pernambuco (e no Brasil) deve ser que se convencionou chamar de “mercado de cirurgias plásticas”. Cara no exterior, a plástica, no Brasil, já se encaminha para a popularização e ganha conotação mercadológica.

Saiba mais

Veja quais são as nacionalidades dos turistas estrangeiros que mais desembarcam no Brasil:

Estados Unidos

Argentina

Chile

Portugal

Espanha

Itália

Alemanha

França

Inglaterra

Escandinávia



Fonte: Mapeamento de ações de desembarque da Empetur e da Embratur.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-turismo/616750-pernambuco-bom-para-a-europa

As agruras da banda larga

27.01.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo artigo de João Brant, publicado no jornal Brasil de Fato:

Todos sabem que a internet em banda larga no Brasil é cara, lenta e para poucos. Apenas 27% das residências são conectadas à banda larga, isso considerando como "largas" conexões a partir de 256 kbps. O Brasil é um dos países em que o serviço é mais caro, tanto em valores absolutos como se considerado o poder aquisitivo da população. E a velocidade ofertada é mentirosa, como denunciam as próprias letras miúdas do contrato – as empresas só garantem 10% da velocidade contratada.

Se pensarmos que a internet viabiliza o acesso a diversos serviços, amplia o acesso ao mercado de trabalho e fortalece a diversidade informativa e cultural, o problema é grave. Concorrência quase não existe; na maioria dos casos, o serviço é prestado só pela operadora de telefonia fixa. Na longa distância, o quadro é ainda pior. Algumas prefeituras tentam oferecer serviço gratuito para a população, mas se veem frente ao controle da rede de longa distância por operadoras privadas monopolistas, que cobram quanto querem.

Para enfrentar esse quadro, o governo desenhou um Plano Nacional de Banda Larga. A principal ação prevista é a reativação da Telebrás, que passa a coordenar o uso das redes de fibra ótica de várias empresas da administração indireta (Eletronorte, Chesf, Petrobras etc.). Ela vai ofertar capacidade de tráfego de longa distância para provedores locais. A expectativa é que essa ação gere competição e abra espaço para milhares de pequenos provedores prestarem o serviço diretamente.

Mas e naquelas cidades em que não há provedores interessados ou não há oferta adequada? A Telebrás diz que nestes casos, e só nesses, vai ofertar o serviço diretamente ao cidadão. Não deveria ser assim. Onde o custo de implementação é mais baixo e há mais usuários dispostos a pagar, a Telebrás não entra. Onde ela vai ter de investir milhões para se instalar e há um mercado pouco lucrativo, ela entra para cobrir as 'falhas de mercado'. É uma concessão injustificável. Banda larga deve ser um serviço público universal, barato e de qualidade para garantir o direito fundamental dos cidadãos a comunicação.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/as-agruras-da-banda-larga.html

Acusado de estelionato, homem é preso em flagrante na Boa Vista

27.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Com informações de Alexandre Ferreira
repórter de Grande Recife


Danilo chegou a abrir três contas em bancos diferentes

A desconfiança de uma operadora de cartões levou a polícia a desmascarar e prender um homem acusado de estelionato. Danilo Gonçalves Rosa, 22 anos, natural de São José dos Campos, foi preso na tarde desta quinta-feira (27) sob acusação de falsificação de documentos.
Ele usava um procedimento muito simples. Acessava sites de busca e ao encontrar dados pessoais, como CPF, ligava para operadoras de cartões de crédito fazendo o pedido em nome de outra pessoa.

A operadora de cartões desconfiou dos vários pedidos que seguiam ao mesmo endereço, e chegou a cancelar alguns cartões. Trabalhando junto à polícia, chegaram a casa na Boa Vista, alugada pelo suspeito. A polícia ainda flagrou o momento em que Danilo iria assinar mais um comprovante de recebimento.

Fora os diversos cartões solicitados, o homem conseguiu abrir contas em três bancos distintos, um deles, federal. O acusado justifica o crime como um ato de desespero, pois estava desempregado, há dois meses, e a mulher está grávida.

Com ele a polícia encontrou 43 cartões, cinco identidades, cinco carteiras de trabalho, carteiras de estudante, CPF, certidões de nascimento e contracheques. Tudo falsificado. Além dos documentos, foram apreendidas duas impressoras, usadas para a falsificação, um computador e três carimbos.

Danilo foi autuado em flagrante por falsidade ideológica e levado para o Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Um inquérito será aberto e ele pode ser indiciado por falsificação de documentos públicos e estelionato.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/as-agruras-da-banda-larga.html

Movimentos sociais promovem ato pela liberdade de Battisti

27.01.2011
Do portal VERMELHO


Com a organização do Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti, representantes de movimentos sociais e intelectuais se reuniram nesta quarta-feira (26) para pedir a liberdade do ex-ativista italiano.

O ato aconteceu no auditório da faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no centro da capital paulista. Os participantes fizeram exposições sobre a situação de Battisti e o contexto histórico e político do caso.

Ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti foi condenado por participação em quatro homicídios na Itália.

Ele nega a participação nos assassinatos e pede abrigo ao governo brasileiro. O governo italiano quer a sua extradição por considerar que os crimes praticados por eles são comuns, e não políticos.

No último dia 31, com base em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu pela permanência de Battisti no país. A Itália, no entanto, tem pressionado o Brasil para que reveja a decisão.

Segundo Paique Duques, um dos membros do comitê em defesa do ex-ativista, o ato desta quarta-feira faz parte de uma série de manifestações que ocorrerão em todo o país. Na próxima sexta-feira (28), está marcado um protesto em frente ao consulado italiano em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=146259&id_secao=8

ElBaradei: chegou o momento para Mubarak deixar o Egito

27/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Reuters

VIENA (Reuters) - Mohamed ElBaradei, proeminente defensor da reforma política no Egito e ex-chefe da agência nuclear da ONU, disse esperar amplas demonstrações em todo o país na sexta-feira e afirmou que chegou o momento para que o presidente Hosni Mubarak deixe o poder.

'Ele serviu o país por 30 anos e está na hora de ele se aposentar,' disse à Reuters o vencedor do prêmio Nobel da Paz, pouco antes de partir de Viena para o Cairo nesta quinta-feira.

'Acho que ele irá declarar que não concorrerá mais (à Presidência),' disse por telefone ElBaradei, que mora em Viena.

Sua chegada ao Cairo poderá inspirar outros manifestantes que não têm uma liderança, apesar de muitos ativistas estarem ressentidos com sua longa ausência nos últimos meses.

'Amanhã haverá, eu acho, uma grande demonstração por todo o Egito e eu estarei lá com eles,' disse ElBaradei, pedindo por protestos pacíficos.

'As pessoas romperam com a cultura do medo e uma vez que você rompe com a cultura do medo não há como voltar,' disse ele.

ElBaradei lançou uma campanha por mudanças no ano passado, aumentando as esperanças de que seu status internacional estimularia a oposição.

Mas muitos ativistas reclamaram, desde então, de que ele deveria ter passado mais tempo nas ruas do que no exterior.

'Estarei lá com eles durante os protestos, mas não sou a pessoa que vai liderar (as manifestações) nas ruas... meu trabalho aqui é administrar as mudanças politicamente,' disse ElBaradei à Reuters.

(Reportagem de Fredrik Dahl)
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo.aspx?cp-documentid=27429188

Blogueiro da Veja crê no Estadão

27/01/11
Do BLOG DA CIDADANIA


O Estadão divulgou, nesta quinta-feira, notícia de que o governo federal teria decidido não incluir no marco regulatório que prepara para o setor de mídia a proibição da propriedade cruzada de meios de comunicação por um único grupo empresarial.

Pelo Twitter, este blogueiro questionou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pela matéria do jornalão paulista, que o cita. Democraticamente, o ministro respondeu que, ao contrário do que diz o jornal, o governo não tomou decisão nenhuma.

Clique aqui para ler a troca de mensagens.

Alguns acharam que foi pouco, mas não foi. Um ministro de Estado não pode anunciar por uma rede social detalhes sobre decisões de governo da importância do projeto de regulação da mídia, sobretudo sem consultar a presidente do governo que integra.

Mas houve quem adorou a notícia supostamente falsa. O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, desandou a comemorar, o que mostra a dimensão do que será se eventualmente se confirmar a matéria do Estadão que o ministro desmentiu.

Leiam, abaixo, a comemoração da voz de José Serra na internet, o blogueiro Reinaldo Azevedo.

Se as coisas realmente são como informa hoje o Estado (ler posts abaixo), Lula e Franklin Martins deram com os burros n’água e não conseguirão implementar o tal “controle social” da mídia. Um de seus pilares era a proibição da chamada propriedade cruzada, quando um mesmo grupo controla concessões de TV, de rádio etc. Segundo o jornal, o governo Dilma descobriu o que todos já sabíamos (antes tarde do que mais tarde): a convergência de mídias tornou essa conversa atrasada, obsoleta.

Vamos ver. Comemoro com prudência. O que parece, no entanto, é que Dilma, nesse particular, resolveu aprender com os descaminhos de Lula e não quer, não por ora ao menos, arrumar confusão com a “mídia”. Ademais, a presidente deve estar percebendo que o diabo não era tão feio quanto os petistas pintavam. Ele até lhe tem sido bastante simpático, não é mesmo?

A tese da convergência conduz, desde logo, a uma questão: a presença do capital estrangeiro nas empresas de comunicação, limitado, legalmente, a 30%. Os portais das telefônicas, por exemplo, que atuam como canais de notícias, estão livres da exigência. Se existe a tal convergência, então terá de haver igualdade: ou o limite vale para todo mundo ou cai para todo mundo. O governo, segundo apurou o Estadão, quer que valha.

O governo também resolveu tirar o pé do acelerador. Diz agora que quer fazer um debate mais cuidadoso, sem pressa, sem atropelos, sem ranço ideológico. O conjunto da obra, pois, se confirmado, vai na contramão do que pretendia Franklin Martins, ex-ministro da Supressão da Verdade. Nos últimos dias de ministério, ele praticamente cobrou de Dilma a implementação de sua proposta, lembrando que ela teve “um caminhão de votos”. Pelo visto, a sucessora de Lula decidiu usar o “caminhão” para buscar a paz com os meios de comunicação, não a guerra, como ele queria.

Sendo como parece, Dilma está fazendo a opção mais sensata para a democracia e estrategicamente mais inteligente para o seu governo. Tudo confirmado, é preciso concluir: os dinossauros perderam a batalha. Enquanto isso, a oposição…
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/01/blogueiro-da-veja-cre-no-estadao/

Marido prende mulher por 16 anos em porão

27/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por José Maria Tomazela, estadao.com.br


O aposentado João Batista Groppo, de 64 anos, foi preso ontem acusado de manter a própria mulher, da mesma idade e com problemas mentais, presa por 16 anos no porão de casa, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. Casado há mais de quatro décadas, Groppo vivia no local com outra mulher - Maria Aparecida Furquim, presa como cúmplice de cárcere privado e maus-tratos.

'Era de arrepiar. Havia cães e animais soltos no quintal, enquanto a idosa estava no porão, trancada com grade e cadeado', disse a delegada Jaqueline Barcelos Coutinho, que recebeu uma denúncia anônima - supostamente de um vizinho, condoído pelo choro da idosa - e mandou uma investigadora até a casa, na Vila Santana, bairro tradicional da cidade. 'Ela não conseguiu contato com a vítima, porque o marido alegou que ela estava muito agressiva.' A delegada decidiu então ir ao local, no início da tarde, acompanhada de uma equipe. E o que viu a deixou chocada. A idosa foi achada sem roupa, sobre uma cama de concreto, em um cubículo úmido, mal cheiroso, sem luz nem ventilação. As paredes tinham bolor, teias de aranha e caramujos e as refeições eram passadas pela grade pela amante de Groppo.

O aposentado disse que manteve a mulher presa porque ela sofria de doença mental e, se saísse, fugiria e quebraria coisas. Contou ainda que tirava a mulher do porão a cada dois meses para levá-la ao médico. 'Ela tem deficiência mental, mas está longe de ser agressiva', rebate a delegada. 'Ao contrário, ficou escondidinha atrás de um pano como um animalzinho assustado.'

Segundo Jaqueline, primeiro Groppo afirmou que a mulher estava no porão desde 1995. Na delegacia, mudou a data para 2003. 'É uma situação aviltante, em que a vítima estava numa condição que nem para animal servia.'

A idosa foi levada ao Hospital Regional de Sorocaba e, após exames, entregue a um filho. Ele alegou não saber sobre as condições da mãe, pois visitava pouco o pai. Groppo foi levado ao Centro de Detenção Provisória e sua companheira, à cadeia de Votorantim. Eles serão processados por cárcere privado, qualificado por agravantes, como idade da vítima e condição de esposa.

Jaqueline conta que a mulher deixou o porão de forma submissa, vestiu a roupa dada pela amante e foi para a viatura sem reclamar. 'Ao contrário do que o marido alega, é uma pessoa dócil, totalmente inofensiva.'

PARA LEMBRAR

O caso do austríaco Josef Fritzl, então com 73 anos, chocou o mundo em 2008. Ele manteve a filha, Elisabeth, presa no sótão de casa, em Amstetten, por 24 anos e teve sete filhos com ela. Três também viviam no cativeiro e os outros haviam sido 'adotados' por Fritzl e a mulher, Rosemeire, que disse desconhecer o sequestro e acreditar que a filha tinha sumido. Estuprada pelo pai desde 11 anos, Elisabeth foi trancafiada por ele aos 18. Fritzl cumpre prisão perpétua.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27426571

Diretório do PMDB-SP é dissolvido, segundo Rossi

27.01.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por GUSTAVO PORTO, estadao.com.br


O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, confirmou hoje que o Diretório Estadual do PMDB de São Paulo foi dissolvido por meio da renúncia coletiva de mais de dois terços dos seus membros, como prevê o estatuto do partido. A Executiva Nacional do partido escolherá, entre hoje e amanhã cedo, a comissão provisória que comandará o PMDB paulista até novembro, quando haverá uma convenção estadual para definir o novo diretório.

Até lá, o filho do ministro, deputado estadual reeleito Baleia Rossi, comandará a comissão provisória do partido. 'Nós estamos apenas esperando alguns membros da Executiva Nacional chegarem a Brasília para avaliarem a documentação e, assim, definirem a comissão provisória', explicou o ministro.

Wagner Rossi afirmou ainda que a comissão provisória deverá impor algumas regras para os 645 diretórios municipais do PMDB em São Paulo, condicionadas ao comportamento dos diretórios em relação ao apoio a candidatos do partido nas eleições de 2010. 'Muitos apoiaram deputados de outros partidos e serão chamados para dar explicações', afirmou o ministro.

O PMDB de São Paulo era comandado pelo grupo do ex-governador Orestes Quércia até a morte dele, em 24 de dezembro do ano passado. Com o falecimento de Quércia, o deputado estadual Jorge Caruso assumiu provisoriamente a presidência estadual e agora o deputado Rossi, ligado ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), comandará o PMDB.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27433273

Acusada de matar os pais, filha de ex-ministro do TSE é presa

27/01/2011
Do UOL NOTÍCIAS e Folha.com
DE BRASÍLIA


Acusada de matar os pais, Adriana Villela --filha do ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, 73-- foi novamente presa a pedido do Ministério Público do Distrito Federal. O ex-ministro, a mulher --Maria Carvalho, 69-- e a empregada da família foram assassinados a facadas em 2009, em Brasília.

Adriana foi presa nesta quinta-feira no Rio de Janeiro e será transferida para Brasília. A Procuradoria afirma que a prisão preventiva foi solicitada "em decorrência das inúmeras injunções que estavam prejudicando a elucidação do crime da 113 sul e para garantir a normal instrução do feito".

O casal foi morto no apartamento em que morava, na Asa Sul, bairro nobre da cidade. Também foi assassinada a empregada da família, Francisca da Silva, 58.

Desde então, diversos culpados pelos crimes foram apontados pela polícia, numa investigação com idas e vindas, brigas internas na corporação e até a queda de uma delegada, pela suspeita de uma prova plantada.

Em agosto passado, Adriana e outras quatro pessoas foram presas sob a alegação de estarem atrapalhando as investigações. Em setembro, a filha do casal foi denunciada pelo Ministério Público pela participação nos assassinatos, denúncia acatada pela Justiça. Chegou a passar quase três semanas na prisão. Em novembro a polícia reabriu o caso.

Na ocasião, Leonardo Campos Alves, ex-zelador do prédio dos Villela, afirmou em frente às câmeras ter cometido o triplo homicídio para roubar e por medo de ser reconhecido. Dias depois, Alves mudou radicalmente o depoimento e envolveu Adriana como mandante dos crimes.

DEFESA

Segundo Rodrigo Alencastro, advogado da filha dos Villela, Adriana foi presa no Rio de Janeiro, onde estava de férias. Ainda de acordo com Alencastro, o juiz havia sido comunidado da viagem, e julgou conveniente a prisão para a fase de instrução do processo e para a garantia da ordem pública. O advogado diz que o juiz, em sua decisão, fez referência às alegações passadas de obstrução das investigações, mas não apresentou nenhum fato novo.

A defesa de Adriana vai apresentar o pedido de revogação da prisão.

Como o caso corre em segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal não vai comentar os novos desdobramentos.

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/866840-acusada-de-matar-os-pais-filha-de-ex-ministro-do-tse-e-presa.shtml

Comunicações nos EUA: Barack Obama recua, concentração aumenta publicado em 27/01/2011

27.01.2011
Da FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO
Extraído do Observatório da Imprensa


Há pouco mais de dois anos (18/11/2008) publiquei neste Observatório artigo motivado por mensagem recebida de Josh Silver, diretor da organização não-governamental Free Press, que chamava a atenção para as grandes transformações que deveriam ocorrer na mídia estadunidense se o presidente eleito Barack Obama cumprisse as promessas de campanha (ver "Comunicações nos EUA: O que muda com Barack Obama?").

Volto ao assunto agora, motivado pelo mesmo Josh Silver.

Após a fusão da Comcast – a maior operadora de TV a cabo e maior provedora de internet dos EUA – com a NBC-Universal (NBCU), autorizada pela Federal Communications Commission (FCC), no último dia 18 de janeiro, ele admite ter perdido as esperanças e mostra como, uma a uma, as promessas de Obama estão sendo descumpridas com prejuízos óbvios para a pluralidade e a diversidade na mídia dos EUA (ver "Comcastrophe: Obama’s FCC Approves Enormous Corporate Media Merger for Comcast/NBC").

De que se trata

As informações disponíveis dão conta de que o negócio de 30 bilhões de dólares, isto é, a compra de 51% da NBCU pela Comcast, faz surgir o maior grupo de comunicação dos Estados Unidos. A Comcast passa a controlar também um enorme leque de programas de televisão e um arquivo com mais de quatro mil filmes. A nova empresa terá 16,7 milhões de assinantes de banda larga, 23 milhões de usuários de TV por assinatura, estações de transmissão e dezenas de canais que incluem a rede de televisão NBC, USA Network, Bravo e MSNBC, além da participação de 32% no serviço de vídeos online Hulu.

O que isso representa para o mercado de comunicações nos EUA?

Para Josh Silver, a fusão autorizada pela FCC possibilita à Comcast "fundir" a internet com a TV a cabo, vale dizer, desfrutar de enorme vantagem sobre competidores e liberdade plena para determinar os preços a serem cobrados por seus programas e serviços. Pior de tudo, a fusão diminui ainda mais o que sobra de vozes independentes e da diversidade na televisão americana.

Promessas quebradas


Para refrescar a memória, reproduzo abaixo duas promessas de campanha do então candidato Barack Obama (ver aqui):

Sobre concentração da mídia

"Eu me comprometo a reavaliar as atuais políticas da FCC [Federal Communications Commission, agência reguladora das comunicações nos EUA] em termos de diversificação da mídia. E algo que quero fazer é expandir a diversidade de vozes na mídia, ou adotar políticas que o incentivem, levando em conta que a própria natureza da nossa mídia vem mudando tão rapidamente que talvez a coisa mais importante que possamos fazer seja preservar a diversidade que vem emergindo com a internet. A internet ainda não é a principal fonte de notícias para o povo, mas vem se tornando, cada vez mais, a principal fonte de notícias... Ainda há uma multiplicidade de vozes na internet e, portanto, trata-se de saber como preservá-la, na medida em que as grandes empresas começam a tentar ocupar esse espaço."


Sobre a neutralidade na internet

"Não recuarei em meu compromisso com a neutralidade. A internet é a rede mais aberta que existiu até hoje. Assim a teremos que manter. Evitarei que provedores utilizem, de alguma maneira, uma discriminação que limite a liberdade de expressão na internet. Como a maioria dos norte-americanos tem como única opção um ou dois provedores de banda larga, as operadoras não resistem à tentação de impor um custo ao conteúdo e serviços, discriminando sites que não se disponham a pagar por um tratamento igual. Isso poderia criar uma internet em dois níveis, na qual os sites que melhor se relacionassem com os provedores teriam mais rápido acesso aos consumidores, enquanto seus concorrentes permaneceriam num nível mais lento. Esse tipo de conseqüência representaria uma ameaça à inovação, à tradição aberta e à arquitetura da internet, e incentivaria a concorrência entre conteúdo e os principais provedores. Representaria também uma ameaça à igualdade de oratória com que a internet começou a transformar o discurso político e cultural norte-americano. Conseqüentemente, os provedores de internet não deveriam ser autorizados a cobrar pelo privilégio de conteúdo e diligência a alguns sites da internet em detrimento de outros."


E o Brasil?

O artigo de 2008 terminava evocando a famosa frase do ex-embaixador brasileiro em Washington (1964-1965) e ex-ministro das Relações Exteriores (1966-1967), general-de-divisão Juraci Magalhães (1905-2001): "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil".

A esperança era de que, com Obama na presidência, pelo menos no que se refere às políticas públicas de comunicações, a frase do general Juraci se tornaria verdadeira.

Junto com muitos milhões de americanos e brasileiros, tudo indica que era um equívoco.
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Fonte:http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/comunicacoes-nos-eua-barack-obama-recua-concentracao-aumenta

Governo sul-africano pede calma à imprensa diante da internação de Mandela

27/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS e AGÊNCIA EFE


Governo sul-africano pede calma à imprensa diante da internação de Mandela
Johanesburgo, 27 jan (EFE).- A Presidência da África do Sul pediu "calma" aos meios de comunicação nesta quinta-feira diante da internação do ex-presidente e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela e solicitou respeito a ele e sua família.

Mandela "está com bom aspecto após ter sido examinado por uma boa equipe de médicos especialistas", indicou um comunicado divulgado pela Presidência.

"Diante das notícias de que jornalistas acamparam fora do hospital", se pede que cuidem "da dignidade e do respeito a que (Mandela) tem direito como primeiro presidente democrático do país, herói nacional e também como cidadão", diz o comunicado.

"A imprensa deve equilibrar a busca de informações com uma atuação dentro dos limites do respeito humano", enfatiza a nota, que aponta que "os médicos também precisam fazer seu trabalho sem pressões indevidas".

A internação de Mandela causou uma forte inquietação no país, tanto entre os políticos como entre a população e os meios de comunicação.

O ex-presidente foi levado nesta quarta-feira de sua residência no luxuoso bairro de Houghton para o Hospital de Milpark, em Johanesburgo, para exames rotineiros, segundo sua Fundação, e continua internado no centro médico.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27430870

Abre o olho, Sérgio Guerra, Alckmin está com José Serra...

27.01.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


Na dúvida, o melhor é colocar os óculos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) desconversou as articulações comandadas nos bastidores pela recondução do senador Sérgio Guerra (PE) para a presidência do partido e disse que apoiaria integralmente o ex-governador José Serra (PSDB), caso ele queira concorrer ao cargo. Em maio, termina o mandato de Guerra à frente da sigla, o que abre a possibilidade de uma renovação do comando partidário.

"Nem sei se o Serra quer ser o presidente do partido, mas, se ele quiser, terá o meu integral apoio", afirmou o governador de São Paulo, de acordo com quem atual presidente nacional do PSDB teria lhe dito em um telefonema que pretende ser candidato à reeleição. "Ele (Guerra) ligou para conversar sobre o programa nacional de TV do PSDB e, depois, comentou que, talvez, haveria uma indicação para que ele continuasse como presidente do partido." Alckmin afirmou que respondeu ao atual presidente do partido que ele é um "ótimo quadro" e uma "ótima liderança". "Mas eu disse a ele que achava que esse assunto só deveria ser discutido em maio", declarou.

Alckmin, que trabalha com Aécio para reconduzir Guerra ao comando da sigla, avaliou a questão como "extemporânea" e disse que o assunto deve ser debatido a fundo apenas no mês em que termina o atual mandato dos dirigentes tucanos. "Nós entendemos que esta é uma questão extemporânea. Nós nem ainda elegemos os diretórios municipais, o que só acontecerá em março." Ontem, a bancada da legenda na Câmara dos Deputados aprovou uma moção subscrita por 54 parlamentares e suplentes pela recondução do senador do PSDB do Ceará à presidência nacional da sigla. Serra pleiteia nos bastidores o cargo, como uma forma de manter a visibilidade política. O próximo líder da agremiação na Câmara será o deputado eleito Duarte Nogueira (SP), aliado de Alckmin.

As declarações do governador foram feitas após cerimônia de assinatura de aditamento de convênios firmados em 2010 com 301 instituições assistenciais responsáveis por educar crianças e adolescentes com deficiências graves. A iniciativa destina às entidades investimentos da ordem de R$ 92,3 milhões, que beneficiarão cerca de 33 mil alunos. Com informações da Agência Estado.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16603-abre-o-olho-sergio-guerra-alckmin-esta-com-jose-serra

Flávio Koutzii: “Nos falta recuperar um pedaço da nossa história”

24.01.2011

Do blog de Luiz Carlos Azenha

Por Rachel Duarte, do Sul21

Ex-asilado político, Flávio Koutzii assume no governo Tarso Genro a função de assessoramento superior. Vai garantir que as demandas da secretaria cheguem rapidamente ao governador e tenham, também, soluções rápidas. Trabalha com uma equipe pequena, de oito pessoas, que se revezam nas reuniões e elaboração de relatórios.

Na entrevista ao Sul21, Koutzii defendeu a criação da Comissão da Verdade, uma das lutas da ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ele acredita que, agora, no governo Dilma, a Comissão será criada e os culpados pelo desaparecimento de 379 pessoas, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, durante a ditadura brasileira, serão punidos. “Nos falta recuperar um pedaço da nossa história”, diz Koutzii, que se emociona ao lembrar a posse de Dilma Rousseff na presidência da República. Para ele, Dilma representa o lema do ex-presidente francês François Mitterrand, pela conquista da presidência, em 1981: “a força tranquila”.

Sul21 – Como funciona a coordenação de Assessoramento Superior do Governador?
Flávio Koutzii (FK)
– A própria definição era um pouco genérica quando o governador me convidou para a função. Sou o coordenador e tenho um grupo de oito pessoas. O João Victor é o executivo e tem um papel importante. Ele se destacou na campanha eleitoral por ser o coordenador da bancada na Assembleia Legislativa. Então, tem conhecimento de todos os projetos do legislativo. Portanto, fizemos uma combinação, de atuarmos em parceria. Temos amizade e confiança recíproca e vamos jogar juntos. Em diferentes situações, eu ou ele atuamos. Na parte mais política, eu participo do núcleo de gestão, todas as manhãs, não mais do que meia hora.

Sul21 – O que é discutido nestas reuniões?
FK
– Não fazemos grandes análises. É um encontro para alinhavamento, entendimento e decisão. A forma de trabalho do governador, como ele mesmo já transpareceu nas entrevistas, é clara. Ele nos convida a uma forma de trabalhar muito precisa para concisão, discussões compactadas e tempo de decisão e execução rápida, de forma exigente e permanente. A nossa assessoria contribui para garantir esta forma de trabalho no encaminhamento das demandas por parte da secretarias. Este trabalho também pode acontecer na relação direta entre as secretarias, dentro do conceito da transversalidade, e aí estou falando não de uma palavra mágica. A transversalidade cobre duas concepções diferentes: de composição das estruturas, onde genericamente podemos definir como a lógica dos 30% de outros partidos como compensação nas estruturas comandadas por alguém de um determinado partido, e na conexão entre as secretarias, que tem interface para executar os projetos do governo.

Sul21 – O senhor está dizendo que a transversalidade prevê secretarias pluripartidárias. Tem alguns gestores que pensam diferente. Está clara a forma de trabalho do governo?
FK
- Eu entendi assim. Alguns secretários podem ter outro entendimento. Mas, o que não é dúvida para todos é que as secretarias não terão porteiras fechadas. E isto não será algo fácil de fazer. Mas, concluída esta composição, e com o passar do tempo, será perceptível as virtudes da transversalidade. O que está intrínseco nesse conceito é que não haverá feudos de partidos, com assuntos que ninguém nunca saberá. Os problemas ou dificuldades não serão públicos só quando os chefes relatarem. A transversalidade ajuda a instigar a gestão, traz a boa inquietação. Outra noção boa que traz este conceito é a boa funcionalidade das estruturas do governo. Evita o que já vimos em outros governos: as secretarias se tornarem ilhas e o arquipélago ser um desastre.

Nós do PT temos bastante acúmulo do governo Lula, do governo Olívio, dos nossos governos nas prefeituras. Eu te diria a mesma coisa se esta entrevista estivesse acontecendo oito anos atrás, mas hoje posso te dizer com mais intensidade e amplitude que temos uma nova geração de gestores petistas que passaram por experiências de gestão, acertando e errando, compreendendo como chegar perto do ideário petista, levando em conta as realidades financeiras, limitações do aparelho estatal, como também de interconexões que não exercitávamos anteriormente.

Sul21 – Esta é outra questão que parece contraditória. O senhor fala de “geração de gestores petistas”. Onde ela está contemplada no governo? O que vimos é a repetição de quadros do primeiro governo petista.
FK
– É muito boa essa pergunta. O Sul21 já trouxe esse debate em outra matéria que tinha um intertítulo: “A herança do Olívio”. Por razões óbvias, eu fiquei meio assim ao ler. Mas, esta pergunta oportuniza um raciocínio interessante. Seria uma tragédia se as figuras que estão no governo hoje e que estiveram em outro governo 10 anos atrás não tivessem nenhuma experiência. Mas, aproveitar essa vivência anterior pode ser vista como um mérito. Os quadros que realizaram determinadas experiências e depois voltaram para suas funções públicas, se as tinham, foram acumulando e podem contribuir agora. E esta pergunta traz embutido um alerta positivo: tem uma certa “taxa de velharia” no governo atual. Eu defendo que isso é bom. Mas, não por ter a idade que tenho, mas, sim, porque todos os que estão neste governo, principalmente os partidos que integraram depois a coligação, têm uma visão diferente da nossa. E os mais experientes ajudam a preservar aquilo que preside este processo, que é nós termos uma centralidade política, um programa e uma situação privilegiada com o governo federal.

Sul21 – De que forma exatamente poderá trazer benefícios para o estado o alinhamento partidário dos governos federal e estadual?
FK
– O governo Dilma é de uma era política diferente, herdada da era Lula. Só a cegueira ou o sectarismo de direita não percebem. Hoje, a palavra xiita deveria ser usada em relação a vários cronistas e comentaristas políticos que dizem a mesma coisa há 20 anos. Eles poderiam mudar as suas perguntas sobre o país; a sociedade já deu a resposta para elas. E falo isso sem demagogia. A imprensa está muito polarizada.

Existem quatro ou cinco perguntas inevitáveis que serão sempre feitas a todo petista que estiver na frente do jornalista hoje.

A pauta tem que ser outra. Recentemente saiu na internet a lista das dez manchetes dos últimos dias nos jornais da grande imprensa nacional. Todas eram a pauta proposta na campanha do José Serra (PSDB). Eles podem até defender esta pauta, como claramente o fazem, mas não dá para estabelecer uma relação com a realidade escolhida pela maioria da população. Não quer dizer uma relação submissa ou de aceitação pacífica ao governo Dilma. Mas, é preciso dialogar com as ideias que provavelmente um governo que teve oito anos de experiência, e tem uma inflexão continuista, terá. E digo continuista no bom sentido.

Sul21 – Qual pauta o senhor refere ser a pauta serrista? A insistência com o tema da educação brasileira, por exemplo?
FK
- Eu acho que esse tema se transformou em uma espécie de mantra da direita e do conservadorismo derrotado para um sentido particular. Claro que temos ainda enormes problemas na Educação, como na Saúde. Mas, o que me parece evidente e que faz parte de uma análise intelectualmente séria e politicamente honesta é dizer também que além dos problemas, temos avanços reais na educação brasileira. Os salários não aumentaram espetacularmente, mas faz diferença a criação de um piso nacional para o magistério.

Por isso que eu evoco a comparação disso como o “demônio da alma secreta de todo o petista que envenenará o cara que estiver mais perto”. Estas coisas demoníacas e tão animalescas e bestializadas que muito tempo foram cultivadas pela revista Veja, eu conheço. É uma estratégia de propaganda de demonização que vem desde a época do nazismo. A utilização de uma hidra com sete cabeças que foi a capa da Veja quando teve o seminário do PT, foi para associar o que seria a imagem do próximo governo do PT, o da Dilma.

Esses símbolos embolam nesta sopa meio diabólica outros temas, como o da educação agora. Por isso que eu uso a expressão mantra. É um jeito de fazer a comunicação. A parte alcançada é diminuída na sua importância e significação, e se utilizam métodos comparativos de índices mundiais, que é natural que estejamos atrás. Mas, se compararmos com índices do próprio Brasil, teve avanços. Nunca antes na história deste país se dobrou o número de escolas técnicas federais que tínhamos ao longo de toda a história republicana brasileira. Isso não é um detalhe ou aquele truque que qualquer político faz, que é legítimo, de mostrar pequenas obras para fazer marketing. Não é isso. Tu dobrar a oferta para a demanda de ensino técnico tem a ver com uma preocupação com o ensino, que é a mesma preocupação de toda população. A unificação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também foi uma conquista importante. Mas, também virou o exemplo de desastre, porque o controle das empresas terceirizadas teve problema.

Mesmo com os percalços, estamos estabelecendo um padrão nacional e sistemático. Citei apenas dois exemplos. Mas o mantra utiliza a tática de desconhecer os progressos, por mais que ainda sejam insuficientes, dando ideia de que nada aconteceu.

Sul21 – Essa tática também será utilizada pela imprensa gaúcha? Ao exemplo do que ocorreu na gestão de Olívio Dutra?
FK
– Podemos esperar um cenário menos controverso do que tivemos no governo Olívio, por várias razões. Tivemos oito anos de gestão Lula. Já aprendemos com os erros do passado. Tomamos a atitude complexa de ampliar a base de governabilidade. Partindo disso, diminui parcialmente o campo de uma feroz forma de atuação da imprensa, que foi a que atuou desde a largada do governo Olívio. Criamos condições de arrancar com uma crispação muito menor. Porém, sou daqueles que pensa individualmente que o debate continua.

Sul21 – Apoio às mídias alternativas será suficiente para alcançar um equilíbrio neste debate?
FK
– Sem dúvida. Os indicadores nacionais de gastos com publicidade no governo Lula mostram que foram repassados recursos para 8 mil veículos, não mais 800 como era antes. Isto foi uma conquista democrática. Mas não porque se atendeu o compadre do pequeno jornal, mas porque atendeu a diversificação das mídias, redestribuindo as verbas públicas. Aqui (RS) teremos este mesmo critério. Respeitaremos os veículos tradicionais, mas vamos incentivar os demais.

Sul21 – A sua coordenação lhe permite opinar sobre todas as áreas do governo?
FK
– Sim. Mas minha participação varia muito. Os demais companheiros da equipe revezam os acompanhamentos das reuniões. Sempre fazemos breves sínteses das reuniões para o acompanhamento do governador. Isso nos dá certa noção geral do governo, mas não ultrapassamos as nossas competências. É claro que, como membro do núcleo de gestão, participo com observações que penso ser pertinentes.

Sul21 – Terá áreas mais prioritárias de relações na sua coordenação, como a articulação política junto à Casa Civil, por exemplo?
FK
– Nós temos finalidade específica. Somos assessores do governador que têm atribuições desde participar do centro político de decisões, monitorar alguns projetos e seguir determinações do governador. É uma tarefa para a qual precisamos ter maturidade, para não se sombrear com outras áreas do governo. É necessário se autolimitar, para ser realmente uma força auxiliar com a hierarquia voltada ao governador, dialogar bem e ajudar as secretarias.

Sul21 – Como está o andamento geral do governo nestas primeiras semanas?
FK
- Ainda estamos nos organizando e terminando a composição do segundo escalão. Mas já temos nos apropriado de alguns temas, como as cartas-consultas dos empréstimos financeiros e a aprovação dos projetos na Assembleia Legislativa.

Sul21 – Como é a sua relação com o governador Tarso Genro?
FK
– Nos conhecemos há muito tempo. Mas, nunca estive tão perto dele como nesta eleição. Acompanhei os debates da coordenação de campanha. Vivenciei algumas avaliações, decisões. E, no período da transição, também acompanhei os labirintos da composição. A instância para arbitrar situações que viravam impasses era o governador, mas a nossa tarefa sempre foi levar o mínimo de questões para o governador arbitrar. Nesse processo eu me aproximei mais do Tarso.

Sul21 – Mas o senhor fundou junto com ele uma das correntes do PT. Como foi essa aproximação político-partidária?
FK
– Quando eu voltei da França, onde estava exilado, em 1984, o Tarso estava entrando no PT. Nesta época se falava de construir o partido e para mim foi fantástico, pois eu tinha ficado 14 anos fora. Mas eu era um cara meio portenho e até sempre debochei que não sei como me entendiam, porque o meu português era terrível. Sempre foi muito viva a memória de Buenos Aires, da prisão…

Aqueles anos na Argentina foram muito impactantes na minha vida. Como o período na França. Foram cinco anos, mas foram dramáticos. Foi uma tentativa de reconstrução pessoal, depois de duas derrotas gigantescas, prisão, tortura, muita gente perdida… Minha autocrítica com minhas próprias responsabilidades, com meu sentimento de culpa em ter falhado aqui.

Sul21 – A ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, começou o mandato pedindo que seja aprovada a criação da Comissão da Verdade, que irá apurar os crimes da ditadura militar. O senhor acredita que o governo Dilma irá conseguir isso?
FK
– Agora vai. Este é um atraso para nossa nação. Tanto o ministro Paulo Vanuchi como o Tarso foram figuras emblemáticas na tentativa de avançar neste tema. Tanto no Plano de Direitos Humanos quanto na tentativa de responsabilizar os torturadores por crimes contra humanidade. Portanto, reler o tema da anistia como ele tem que ser feito.

E ver o atraso do Brasil me remete ao meu pedaço de vida argentina. A Argentina colocou na cadeia os seus ditadores. E o Brasil não conseguiu sequer tratar do assunto. A direita e seus interessados dizem que este é um tema revanchista. Não. Nos falta recuperar um pedaço da história. É impossível que os jovens continuem sendo formados dentro do Exército, que seja legítimo ter uma educação deformada da história. Uma espécie de fossilização do passado e uma indecência inadmissível.

Eu me considero concernido por todas essas coisas. Mas não acho que isso é uma questão de acerto pessoal. Há um pedaço faltando nesta história. Como podemos, simplesmente, aceitar o desaparecimento de cerca de 400 pessoas do país? Simplesmente nos convidam a esquecer? O que me alarma terrivelmente é o discernimento sobre a ética deste tema. Ninguém quer fazer um novo capítulo do passado. Temos que acertar as contas com o passado para ter uma luminosidade mais clara do conjunto da nossa história. Isso tem a ver com a educação, com a memória de um povo e com a formação do nosso Exército. No governo Lula começou a haver, especialmente a partir do segundo mandato, uma modernização do Exército brasileiro. Essa modernização implicará em algumas revisões doutrinárias do que deve ser uma força nacional de defesa. E o resto? Também. A formação cívica, onde a moral cívica não é da ditadura militar. Este tema ficou pendente do governo Lula e a nossa presidenta terá coragem para fazê-lo.

Sul21 – Precisou de uma mulher para fazer isso?
FK
– É verdade. Duas né. (risos)

Sul21 – Qual o significado da eleição de Dilma Rousseff para o país?
FK
– Eu senti mais o aspecto da vitória, do ponto de vista mais amplo, de todos. Foi a candidatura do projeto em que eu acredito, que conseguiu coisas notáveis para o país, apesar de ainda faltarem avanços. Medularmente envolvido com a política como estou, posso dizer que o mau-caratismo da campanha eleitoral nacional, fez com que a vitória de Dilma fosse uma confirmação de sua segurança e da sua força. Ela encarou um câncer, uma situação de ser candidata à presidência da República, uma campanha que atacou pontos sensíveis e fora do debate político e conseguiu crescer e vencer. A minha impressão pessoal do dia de sua posse….

(emocionou-se e chorou)

Desculpa. Me engasguei. Não sou um personagem de paparicações, mas tem uma imagem de força na Dilma que lembra o lema do Mitterrand (François), quando ganhou as eleições na França, em 1981: “La force tranquille”. É a força tranquila. Tem uma síntese genial essa frase e me fez lembrar a síntese da trajetória de conquista da Dilma. Essa foi a sensação subjetiva que me passou. Que ela tem uma densidade e uma história de vida que é dura, mas ela foi tranquila e segurou.

Sul21 – Como o senhor prevê a participação do estado nas eleições do Parlamento do Mercosul e como será a relação diplomática com os países que compõem o bloco?
FK
– O único país que já elegeu para o Parlamento é o Paraguai. Até agora todo o Parlamento era indicado. Este assunto é importante. O deputado federal Rosinha no Paraná presidiu uma parte da gestação do futuro Parlamento eleito. Mas, este tema ainda não foi tratado. Não está em pauta ainda no governo. Talvez esquente mais na metade do ano. Em todo caso, com o Mercosul nós temos toda a ambição. Vamos contar com o trabalho da assessoria de Relações Internacionais para isso.

Foto do Flávio Koutzii, utilizada na home do Viomundo /: Bruno Alencastro/Sul21

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/flavio-koutzii-%E2%80%9Cnos-falta-recuperar-um-pedaco-da-nossa-historia%E2%80%9D.html