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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ações debatidas com secretariado

26.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por LIS VERAS

O governador Eduardo Campos reuniu-se com seus secretários na manhã de ontem para dar início às ações estratégicas de governo para 2011. Durante a semana, na nova sede da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), na rua da Aurora, Centro do Recife, irão acontecer mais sete encontros de monitoramento. Nas reuniões, serão examinadas as metas herdadas de 2010, além de novas ações. Uma delas, que ocorre hoje à tarde, discutirá a redução da criminalidade no Estado. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estará presente.

Durante o encontro de ontem, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, apresentou dados e alguns entraves que tem encontrado para conclusão das obras da Estrada da Batalha, em Prazeres. A obra, orçada em R$ 147 milhões, depende de desapropriações, que são feitas através de diálogo e acordo amigável, onde os proprietários recebem uma indenização.

O governador quer fazer to­dos os monitoramentos com os secretários até a próxima sexta-feira e logo depois, realizar debates em todas as regiões do Estado.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/617007-acoes-debatidas-com-secretariado

Oscar Barreto: "João Paulo tem que entender que não é mais prefeito"

25 de Janeiro de 2011
Do BLOG DA FOLHA

Por Mauro Rodrigues
Postado por Valdecarlos Alves

Oscar Barreto: "João Paulo tem que entender que não é mais prefeito"

"Vamos ganhar no primeiro turno com João da Costa", acredita Oscar

Até bem pouco tempo atrás, o presidente municipal do PT no Recife, Oscar Barreto, era uma espécie de homem de confiança do ex-prefeito João Paulo. Mas isso é passado. O dirigente deixou claro em entrevista nesta tarde que entrou de corpo e alma no apoio à reeleição de João da Costa em 2012 e criticou duramente a postura do correligionário e deputado estadual eleito. "O problema é que ele (João Paulo) queria continuar mandando na Prefeitura do Recife. Ele precisa entender que não é mais prefeito", disparou Barreto, logo após almoço do prefeito com a Executiva Municipal.

Não custa lembrar, que Oscar Barreto integrou o chamado Campo de Esquerda Unificado (CEU) - facção criada por João Paulo. Na ocasião da saída do ex-prefeito da Secretaria de Articulação regional, foi um dos maiores defensores do petista e comprou até briga com o PSB. Mas isso é passado. Com a esperança de assumir uma cadeira na Alepe, caso a deputada Teresa Leitão seja chamada para uma secretaria na gestão petista, Barreto defende com unhas e dentes a manutenção de João da Costa na PCR. "Vamos ganhar no primeiro turno com João da Costa. A maioria do partido já deu sinais que o condutor da eleição em 2012 junto com os aliados é o prefeito", avisou o presidente municipal.

Oscar Barreto usa como argumento de defesa a João da Costa, o chamado "projeto para a cidade" e diz que se algo der errado quem paga a conta é o PT. Para ele, todo o problema em torno de João Paulo gira em torno de um "projeto político pessoal". "João da Costa é o prefeito, mas sabe que irá sair daqui a pouco, mas o ex-prefeito tentou se manter na posição de presença", afirmou. Apesar das críticas ao correligionário, Oscar ainda tentou soprar um pouco ao destacar que João Paulo é uma liderança importante e deveria permanecer no partido pelo fato de o petista sempre prezar pelo "coletivo". Mas logo em seguida, voltou a disparar ao comparar o ex-prefeito com o ex-presidente Lula. "Ele deveria usar o exemplo de Lula", disse, lembrando que o ex-presidente ainda não se intrometeu no governo Dilma Rousseff.

Questionado se João da Costa conseguirá dar a volta por cima até as eleições e melhorar a avaliação do governo, Oscar citou como exemplo João Paulo ainda no primeiro mandato na PCR, quando chegou a ter 60% de rejeição, lembrou o dirigente do PT.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16552-oscar-barreto-qjoao-paulo-tem-que-entender-que-nao-e-mais-prefeitoq

Obama virá ao Brasil em março

26.01.2011
Do BLOG DE JAMILDO e da AFP

O presidente americano, Barack Obama, clamou na noite desta terça-feira (hora local) por um maior impulso à inovação nos Estados Unidos, em um mundo cada vez mais competitivo com potências emergentes como Índia e China, indicando uma mudança na economia mundial, em seu discurso sobre o Estado da União perante o Congresso. Além disso, confirmou que virá ao Brasil no mês de março.

Mais do que anunciar políticas específicas, Obama buscou enunciar de maneira franca a direção que os Estados Unidos devem tomar neste novo século, em meio a uma recuperação econômica do país mais lenta que o previsto. No âmbito regional, Obama anunciou que viajará em março para Brasil, Chile e El Salvador, o que significará sua primeira viagem à América do Sul e Central desde que assumiu o poder, em janeiro de 2009.

"As regras mudaram. Em apenas uma geração, as revoluções em tecnologia transformaram a maneira como vivemos, trabalhamos e fazemos negócios", disse Obama, afirmando que as potências emergentes como Índia e China agora são altamente competitivas.

"Este mundo mudou, e para muitos, esta mudança foi dolorosa". "Nos Estados Unidos, a inovação não muda apenas nossas vidas. É a maneira como vivemos", disse Obama, que convocou a oposição republicana a apoiar o investimento em educação, inovação e infraestrutura.

O discurso ocorre após a dura derrota eleitoral do mês de novembro, quando os republicanos conquistaram a maioria na Câmara de Representantes. A oposição, que por enquanto quer falar apenas em como cortar o gasto público, conseguiu horas antes do discurso aprovar uma moção com o apoio de 20 democratas, na qual pede simbolicamente ao governo que gaste o mesmo que em 2008.

Obama deixou claro que entende que a realidade mudou. "Com seus votos, os americanos determinaram que governar agora será uma responsabilidade compartilhada entre os dois partidos. Novas leis serão aprovadas apenas com o apoio de republicanos e democratas", afirmou. E acrescentou que "está em jogo não apenas quem ganha a próxima eleição (...) e sim se os novos empregos e as indústrias fincam raízes em nosso país ou em outro lugar".

O presidente afirmou que Washington deve agora reconhecer as restrições orçamentárias que tem diante de si, mas insistiu que os legisladores devem utilizar um bisturi ao invés de um machado na hora de cortar os gastos.

"Estou disposto a eliminar tudo o que podemos honestamente viver sem. Mas vamos nos certificar de que não estamos fazendo isso nos ombros dos nossos cidadãos mais vulneráveis", disse ele. "Vamos ter certeza de que o que estamos cortando realmente é excesso de peso. Reduzir o déficit com a evisceração de nossos investimentos em inovação e educação é como deixar mais leve um avião superlotado removendo seus motores", comparou.

Mas os republicanos não se mostraram convencidos e reiteraram suas críticas ao que dizem ser um gasto desenfreado do governo. "Nenhuma economia pode manter estes altos níveis de dívida e impostos. A próxima geração vai herdar uma economia estancada e uma nação diminuída", disse a legisladora Ileana Ros-Lehtinen, representante da Flórida, na resposta republicana ao discurso sobre o Estado da União.

A imagem do presidente melhorou progressivamente desde a derrota eleitoral de novembro, até ultrapassar os 50% de aprovação, segundo os últimos números da Gallup.

Obama começou seu discurso referindo-se ao recente massacre de Tucson (Arizona), onde um jovem assassinou seis pessoas e feriu outras 14 ao tentar atirar contra uma representante democrata. Em meio a um clima político polarizado, "Tucson nos lembrou que não importa quem somos nem de onde viemos: todos somos parte de algo maior", declarou.

Um primeiro sinal de um possível espírito de cooperação foi a decisão conjunta de alguns democratas e republicanos de se misturar nas bancadas do Congresso durante o discurso, como símbolo de unidade nacional.

Na questão internacional, Obama anunciou que viajará ao Brasil, Chile e El Salvador "para forjar novas alianças para o progresso nas Américas". Obama fez um gesto à crescente população hispânica nos Estados Unidos, afirmando que os EUA devem resolver "de uma vez por todas" a imigração ilegal, pedindo um esforço bipartidário para uma reforma migratória.

"Acredito fortemente que devemos encarar, de uma vez por todas, o tema da imigração ilegal. Estou preparado para trabalhar com republicanos e democratas para proteger nossas fronteiras, fazer cumprir as leis e nos ocuparmos dos milhões de trabalhadores ilegais que atualmente vivem nas sombras", afirmou.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/26/obama_vira_ao_brasil_em_marco_90283.php

Planalto quer prefeito na base aliada, mas desvinculado de Serra

26/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS e Estadao.com.br
Por Marcelo de Moraes

Desde o fim de 2010, o governo federal tem mandado recados para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), avisando que sua entrada num partido da base aliada, como o PMDB, seria recebida com entusiasmo. Tanto a presidente Dilma Rousseff como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabem que a adesão de Kassab traz para o lado do Palácio do Planalto a maior prefeitura do País.

Mais: consolida uma pré-candidatura competitiva para o governo de São Paulo, em 2014, capaz de interromper a hegemonia tucana no Estado, algo que nem a imensa popularidade de Lula foi capaz de fazer nos seus oito anos de mandato.

Mas o ponto central para que essa parceria se consolide está na relação que Kassab manterá com o tucano José Serra. Candidato do PSDB derrotado por Dilma na última eleição presidencial, Serra é o padrinho político de Kassab e seu aliado direto.

Dentro do governo federal, a decisão está tomada. Kassab será extremamente bem vindo e receberá todo o apoio desde que não faça o jogo de manter um pé em cada canoa.

Dilma espera ter o prefeito como aliado integral, incluindo numa eventual campanha por sua reeleição presidencial daqui a quatro anos.

Seria a primeira vez, desde a chegada de Lula ao poder, que o PT teria um candidato presidencial com um palanque muito forte no maior Estado do País e dono do maior colégio eleitoral.

O que o governo teme é que Kassab entre agora no PMDB, se alie ao governo federal, aproveite parcerias e programas oficiais, e em 2014 se alinhe com uma possível candidatura presidencial do amigo José Serra.

Como presidente licenciado do PMDB, o vice-presidente Michel Temer ficou responsável por consolidar a ponte de ligação entre Kassab e o governo federal.

Dilma quer que seu vice convença o prefeito de São Paulo a repetir seu gesto - de quando abriu mão do apoio nacional aos tucanos em troca de uma aliança estratégica com o PT.

Temer apoiou Serra na eleição presidencial de 2002 e ficou ao lado de Geraldo Alckmin em 2006. Nada que o impedisse de se tornar o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Dilma em 2010. Para o Planalto, a parceria com Kassab tem que ser feita nos mesmos termos.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27409742