sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Curso para habilitação de corretores em Recife

22.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

A Escola Nacional de Seguros (Funenseg) está com inscrições abertas até 4 de março para a primeira fase do Curso para Habilitação de Corretores de Seguros, que será ministrado em Recife e outras 51 cidades. As aulas terão duração de um mês, com início em 14 de Março, período após o qual o aluno que for aprovado poderá requerer junto à Susep o registro profissional para comercializar títulos de capitalização.

A primeira fase do curso é pré-requisito para as duas seguintes, Vida e Previdência e Demais Ramos (Ramos Elementares), que serão oferecidas em breve.O investimento da fase Capitalização varia entre R$ 480 e R$ 560, dependendo da localidade. Mais informações pelo site www.funenseg.org.br.

Confira a seguir a relação completa das cidades que oferecem o curso neste primeiro semestre:

Aracaju, Araçatuba, Bauru, Belém, Belo Horizonte, Blumenau, Brasília, Campina Grande, Campinas, Campo Grande, Campo Mourão, Chapecó, Criciúma, Curitiba, Feira de Santana, Florianópolis, Fortaleza, Franca, Goiânia, Governador Valadares, Guarapuava, Guarulhos, Joinville, Londrina, Maceió, Manaus, Marília, Maringá, Mogi das Cruzes, Natal, Osasco, Palmas, Piracicaba, Poços de Caldas, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Luís, São Paulo, Sorocaba, Teresina, Uberlândia e Vitória.

Com informações da Assessoria
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/cursos-e-eventos/616180-curso-para-habilitacao-de-corretores-em-recife

Governo promete começar já duplicação de dois novos trechos da BR-104

21.01.2011
Do BLOG DE JAMILDO

Estradas para o desenvolvimento

O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, e a presidente do DER-PE, Eryka Luna, estiveram reunidos nesta sexta-feira (21), em Brasília, com o presidente do DNIT, Luís Carlos Pagot, para iniciar o processo que permitirá a execução pelo Estado de dois novos trechos de duplicação da BR-104.

Um deles, o Segmento 3, que vai do Km 71,2 ao Km 85,6, de Caruaru a Agrestina, permitirá a interligação com a Transnordestina e a construção de um novo terminal de transbordo da linha férrea, facilitando o escoamento da produção do Polo de Confecções do Estado por trem. O projeto custará R$ 1,2 milhão e a obra está estimada em R$ 105 milhões.

O outro é Segmento 1, que vai do Km 0,0 ao Km 19,8, de Santa Cruz do Capibaribe até a divisa com a Paraíba, e tem projeto orçado em R$ 1,8 milhão. O valor da obra neste trecho é de R$ 140 milhões.

A liberação de verbas para execução dos projetos dos dois trechos foi garantida na última quarta-feira (19) pelo ministro dos Transportes Alfredo Nascimento ao governador Eduardo Campos e ao secretário estadual de Transportes Isaltino Nascimento. As obras serão realizadas pelo Estado, em convênio com o DNIT.

Com a assinatura dos termos de convênios dos novos trechos, que deve ocorrer no início de fevereiro, a previsão é de que o Segmento 1 e o Segmento 2 sejam licitados em 60 dias, a conclusão do projeto aconteça em 120 dias e as obras sejam iniciadas em novembro.

A rodovia está sendo duplicada no trecho que vai de Caruaru a Santa Cruz do capibaribe e já tem 31 dos 53 quilômetros prontos, com custo inicial de R$ 304,8 milhões.

Na reunião também tratou-se sobre o projeto de requalificação da área urbana da BR-101, que vai de Paulista a Prazeres e que também terá recursos liberados para execução do projeto. A obra, orçada em R$ 400 milões, terá R$ 250 milhões do governo federal e R$ 150 milhões do governo estadual. “O projeto prevê a criação de um corredor de transportes, que facilitará o fluxo de veículos”, explicou Isaltino”.

No encontro também iniciaram-se as conversas para a execução do projeto de duplicação da BR-423, que liga São Caetano a Caruaru, num trecho de 100 quilômetros.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/21/governo_promete_comecar_ja_duplicacao_de_dois_novos_trechos_da_br104_89924.php

Padre Marcos, prefeito de Ibimirim, é acusado de engravidar servidora

21.01.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por Izabelyta Guerra
Especial para a Folha
Postado por Valdecarlos Alves

Tucano diz que é tudo mentira e fruto de "intrigas políticas"

Uma polêmica vem tomando conta dos habitantes da cidade de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco: o prefeito Antônio Marcos Alexandre (PSDB), o Padre Marcos, seria o pai da criança que a servidora municipal Claudia Rosa de Assis Santos, sua funcionária há seis anos, está esperando. De acordo com o ex-vereador do município, Luis Cândido, o prefeito teria anunciado para funcionários da Prefeitura, durante um jantar, na semana passada, que teria engravidado Claudia Rosa. “A cidade está inconformada. Como pode um padre fazer isso? Já não bastava ele ter traído a Igreja quando entrou para a política?”, questionou Cândido.

Procurado pela reportagem da Folha, o prefeito Marcos Alexandre, reeleito em 2008, assumiu que Claudia Rosa de Assis Santos é sua funcionária de gabinete, mas negou, firmemente, que a teria engravidado. “Isso tudo é conversa desse povo que não tem o que fazer. É tudo mentira”, declarou. Para justificar o “boato”, o tucano atribuiu tudo às “intrigas políticas”. Justificando ser um assunto pessoal, Claudia Rosa preferiu não tocar no assunto. “Sobre a minha vida pessoal, não devo satisfação a ninguém. Esse assunto é particular”, afirmou.

Consultado sobre o assunto, dom Adriano, bispo da diocese de Floresta, afirmou que tem conhecimento do caso, mas disse que não possui aproximação com padre Marcos, desde que ele foi afastado das atividades religiosas, em 2004, para se candidatar. “Ele foi indicado pela diocese para ser o pároco de Ibimirim, em 2000, mas foi proibido de exercer qualquer atividade ligada ao ministério, em 2004, quando se candidatou pela primeira vez , e definitivamente desligado, em 2008, quando se reelegeu”, explicou dom Adriano.

Mas o bispo esclarece que, apesar de o padre Marcos não atuar mais como pároco do município, ele não está isento dos votos canônicos. “Eu não tenho conhecimento de que ele tenha pedido dispensa a Roma dos seus compromissos com a Igreja. Do ponto de vista canônico, ele ainda é um religioso”, observou.

Claudia Rosa de Assis, que segundo os moradores está grávida de seis meses, foi candidata a vereadora em 2004 pelo PSC, mesmo período em que o religioso lançou sua candidatura para prefeito, inclusive, pelo mesmo partido. Segundo o ex -vereador Luis Cândido, ela já trabalhava junto ao atual prefeito ainda quando ele era o pároco da cidade, há cerca de dez anos. “Ela mora sozinha no distrito de Serra da Estiva e já vivia junto do padre, quando ele chegou aqui jogando água benta em todo mundo”, lembrou Cândido.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16427-padre-marcos-prefeito-de-ibimirim-e-acusado-de-engravidar-servidora

CartaCapital: Coimbra: os males do serrismo

21/01/2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Marcos Coimbra, na CartaCapital

O fenômeno, pequeno em inserção popular mas relevante no plano político, depende de tudo dar errado para Dilma e os novos oposicionistas.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr

Não há partidos ou movimentos políticos exclusivamente bons ou unicamente ruins, se os considerarmos em seu tempo e lugar. Na vida real das sociedades, eles são uma mistura de coisas boas e más, de acertos e erros (salvo, é claro, exceções como o nazismo).

Tudo é uma questão de proporção, do peso que o lado ruim tem em relação ao bom. São bons os movimentos políticos e os partidos (bem como as tendências que existem no interior de alguns), cuja atuação tende a ser mais positiva para o País, seus cidadãos e instituições. São os opostos aqueles que fazem o inverso, que agem, na maior parte das vezes, de maneira negativa.

Tome-se o serrismo, um fenômeno pequeno, do ponto de vista de sua inserção popular, mas relevante no plano político. Afinal, não se pode subestimar uma tendência tucana que conseguiu aprisionar o conjunto de seus correligionários, mesmo aqueles que não concordavam com ela (e que eram maioria), e os levou a uma aventura tão fadada ao insucesso quanto a recente candidatura presidencial do ex-governador José Serra. E que tem, além disso, tamanha super-representação na mídia, com simpatizantes espalhados nas redações de nossos maiores veículos.
Por menor que seja sua base social e inexpressiva sua bancada parlamentar, o serrismo existe. E atrapalha. Muito mais atrapalha que ajuda.

Neste começo de governo Dilma, recém-completada sua primeira quinzena, o serrismo já mostra o que é e como se comportará nos próximos anos. Os sinais são de que será um problema para todos, seja no governo, seja na própria oposição.

Vem da grande imprensa paulista (uma insuspeita fonte na matéria), a informação de que seus integrantes estão revoltados com a trégua que outras correntes do PSDB estariam dispostas a oferecer à presidenta. Em vez da “colaboração federativa” buscada pelos governadores tucanos e as bancadas afinadas com eles, os serristas querem “partir para o pau”.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), expoente máximo da tropa de elite serrista, dá o mote, ao afirmar que o PSDB deveria ser duro contra Dilma desde já, de forma a ser uma referência oposicionista no futuro. O pano de fundo do que propõe, percebe-se com facilidade, é posicionar o serrismo (de novo!) para a sucessão de Dilma.

Segundo as informações disponíveis, a primeira meta do grupo de José Serra (cujo tamanho, diga-se de passagem, é ignorado) é aproveitar-se da tragédia das chuvas na região serrana do Rio para golpear a presidenta, responsabilizando-a pela ocupação caótica de encostas e outras áreas de risco nas cidades atingidas. Para esses personagens, seria a incompetência de Dilma, à frente do PAC, a causa de tantas mortes e sofrimento. Ou seja, vão tentar vender a versão de que, se ela fosse melhor gerente, nada teria acontecido.

Em nossa permissiva cultura política, não há surpresa no oportunismo da proposta. Ninguém se espanta que alguém faça um jogo como esse, que queira tirar dividendos de uma catástrofe e que, para isso, torça fatos e procure­ enganar os incautos. Todos nos acostumamos com essa falta de seriedade.

Mas até os mais céticos ficam perplexos com o contraste entre o que dizem agora os serristas e o que foi a campanha que fizeram na eleição de 2010.

Ou será que ninguém ouviu José Serra se apresentar como “verdadeiro continuador” de Lula? Que não viu Serra evitar qualquer crítica ao ex-presidente, dizendo que concordava com ele e que nada mudaria em seu governo (a não ser aumentar o salário mínimo para 600 reais e conceder uma 13ª parcela do Bolsa Família aos beneficiários)?

Derrotado, o serrismo virou oposição intransigente, e quer levar os grupos vitoriosos de seu partido com ele. Enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, buscou a boa convivência e a colaboração com o Planalto, avaliando que, ao agir dessa maneira, aumentava suas­ chances na sucessão de Lula. Agora que não tem escolha, se exime de qualquer compromisso e parte para o pau.

É pouco provável, no entanto, que consiga arrastar o restante do PSDB e os demais partidos de oposição para a radicalização anti-Dilma. No fundo, o serrismo apenas tenta preservar algum espaço em um cenário cada vez mais desfavorável para seus propósitos.

É só se tudo der errado, seja para a presidenta, seja para as novas forças oposicionistas, que o serrismo tem sobrevida. Sua aposta é o fracasso de todos.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Ex-governadores travam batalha na Justiça para manter pensões

20.01.2011
Do BLOG DA FOLHA e do Ig
Postado por Jairo Lima

Ex-governadores do Maranhão e do Piauí travam uma disputa no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter ou ampliar benefícios relacionados às suas pensões vitalícias ou de seus cônjuges. No Maranhão, a pensão vitalícia ainda está em vigor por força da Constituição Estadual; no Piauí, ela foi extinta em 1997 mas pelo menos dez ex-governadores ainda recebem o benefício.

No Piauí, os ex-governadores ingressaram no ano passado com uma ação requerendo a atualização de suas pensões para o salário de um desembargador, aproximadamente R$ 26 mil. Hoje eles recebem algo em torno de R$ 12 mil. O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) negou a integralidade do reajuste, mas equiparou a pensão dos ex-governadores ao salário do governador de Estado. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) até hoje questiona no STF a decisão em segunda instância. O caso está nas mãos do ministro Gilmar Mendes.

As pensões vitalícias no Piauí foram extintas durante a gestão do hoje senador Mão Santa (PSC), em 1997. Mas os governadores entre os anos 1970 e 1996 ainda recebem o benefício em função do princípio jurídico da irretroatividade penal (uma lei nunca pode retroagir para prejudicar).

No Maranhão, a deputada estadual Helena Heluy (PT) ingressou com uma ação popular requerendo a extinção da pensão vitalícia do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que comandou o Estado entre 2003 e 2006. Em primeira e segunda instância foi determinada a extinção do benefício ao governador. O caso também está em tramitação no STF e na ação, os advogados da petista alegam que o benefício é inconstitucional.

Apesar de apenas questionar a pensão de José Reinaldo Tavares, os advogados da pedetista alegam que caso ocorra uma decisão contra o socialista no STF, isso irá criar uma jurisprudência para questionar outras pensões vitalícias de ex-governadores. No Maranhão, oito ex-governadores recebem pensão vitalícia.

José Reinaldo afirma que o benefício é legal e que tem o direito de mantê-lo. “Não fui eu quem inventei. Está na constituição do Maranhão”, declarou ao iG. “Se acabarem com essa pensão de ex-governador (a dele), também tem que acabar com as demais. Todos os ex-governadores do Maranhão recebem. Inclusive o José Sarney (PMDB) e a Roseana (PMDB). Por quê só falam de mim? Só porque sou o maior adversário dos Sarney?”, afirmou Tavares.

Custos

No Maranhão, estima-se que os custos das pensões vitalícias de ex-governadores e viúvas de ex-governadores pode chegar a R$ 3 milhões. O salário de um ex-governador é o mesmo de um desembargador do Estado, aproximadamente R$ 24 mil. No Piauí, um ex-governador recebe cerca de R$ 12 mil mês. Os custos da manutenção das pensões no Piauí chegam a R$ 1,4 milhões ao ano.

Entre os ex-governadores maranhenses que recebem as pensões estão o presidente do senado, José Sarney (PMDB); o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB); o senador Epitácio Cafeteira (PMDB); o senador eleito, João Alberto (PMDB); José Reinaldo Tavares (PSB); Jackson Lago (PDT), que teve seu mandato cassado em abril de 2009, e o prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB).
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16420-ex-governadores-travam-batalha-na-justica-para-manter-pensoes

OAB critica MP por atuação contra Enem e SiSU

21.01.2011
Do BLOG DA FOLHA
Do G1

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou nesta sexta-feira (21) que a “judicialização” do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) provoca insegurança. Cavalvante criticou o Ministério Público Federal nos estados por intervir nos dois processos de seleção usando o que ele classificou como “tática de guerrilha”.

O G1 procurou a assessoria da Associação Nacional dos Procuradores da República, e aguarda resposta. “Os estudantes precisam ter tranquilidade e não ficarem focados na judicialização. O Ministério Público tem cedido à pressão dos estudantes e tem usado uma verdadeira tática de guerrilha no sentido de minar esses exames nacionais. Essa postura não é a mais correta do ponto de vista da segurança jurídica”, afirmou o presidente da OAB.

Nesta sexta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassou todas as liminares que garantiam o acesso de alunos às redações do Enem e prorrogavam a inscrição Sisu. Para o presidente da OAB, a decisão é uma forma de evitar a insegurança jurídica. “Se começar a ter esse tipo de ataque em todos os estados da federação perde a condição de âmbito nacional. É necessário concentrar a discussão para que haja unidade e segurança jurídica”, afirmou Cavalcante.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16453-oab-critica-mp-por-atuacao-contra-enem-e-sisu

Jornalistas "tomam o poder" na Tunísia

20.01.2011
Do blog de Altamiro Borges

Reproduzo matéria publicada no jornal francês L'Humanité e traduzida por Max Altman:

Os jornalistas tunisinos, silenciados e amordaçados sob o regime do presidente deposto Ben Ali, levam a cabo sua própria "Revolução do Jasmim", assenhoreando-se da linha editorial nas redações, sem, por enquanto, exigir a saída de suas direções.

Fenômeno sem precedente, comitês de redação são formados nos meios de comunicação do Estado, nos jornais privados considerados próximos do antigo regime e até naqueles do ex-partido no poder, a União Constitucional Democrática (RCD por sua sigla em francês), cuja dissolução as massas populares estão a exigir nas ruas.

"Somos nós que vamos decidir doravante a linha editorial", declarou Faouzia Mezzi, jornalista de La Presse, um jornal prestigioso que, sob Ben Ali, havia sido submetido totalmente às ordens de sua camarilha. "Nós constituímos dois comitês de redação, um para o La Presse, em francês, e outro para o Essahafa, cotidiano do mesmo grupo, em árabe, explica a senhora Mezzi, acrescentando que o diretor-geral do grupo está confinado, no momento, ao papel daquele que "assina os cheques" a fim de garantir o andamento da empresa.

O primeiro sinal de mudança nos meios de comunicação surgiu na noite que se seguiu à fuga de Ben Ali, na sexta-feira, 14 de janeiro, com o desaparecimento da tela da televisão pública do logo "Tunis7" em referência ao 7 de novembro de 1987, data em que o ex-presidente tomou o poder.

"Televisão nacional", proclama o novo logotipo, sobre um fundo vermelho e branco, as cores nacionais. O tom mudou completamente no canal público, que dá, a partir de agora, a palavra aos antigos opositores e às pessoas da rua, e, de resto, organizando extensos debates.

"Não se exerce hoje qualquer censura", indica Karima, uma jornalista do serviço de informações da rádio pública RTCI, porém "nós filtramos as informações tentando comprovar os fatos. A equipe de direção está em seu posto mas ela nos deixa fazer o nosso serviço de jornalistas".

O mesmo ocorre com o grupo de mídia próximo do antigo poder, o Al-Anouar, que possuiu quatro títulos. "Os redatores-chefes desapareceram, mas os jornalistas continuam a trabalhar", informa Chokri Baccouche, redator-chefe adjunto de um dos títulos.

A tomada do poder aconteceu igualmente na Radio Mosaique FM que pertence a pessoas próximas de Ben Ali. "Decidimos tomar em nossas mãos a linha editorial da rádio para que ela possa transmitir a voz dos tunisinos sejam quais forem as suas opiniões e a que agrupamento pertençam", anunciaram num comunicado os novos dirigentes, os jornalistas e os empregados da estação radiofônica.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/jornalistas-tomam-o-poder-na-tunisia.html

Eduardo Campos vai nomear 626 novos policiais civis nesta sexta-feira

20.01.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por Jedson Nobre

O Governador Eduardo Campos (PSB) participa nesta sexta-feira (21/01), às 8h30, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, da solenidade de nomeação de 626 novos policiais civis, entre escrivães e agentes. O investimento nesse último curso foi mais de R$ 7 milhões de reais. Desde 2007, concluíram a formação 2.652 policiais civis, um incremento de mais de 50% do efetivo no Estado.

Essa é a terceira turma de policiais civis formada na atual gestão. Na primeira, em 2008, foram empossados 1.348 policiais. A segunda formatura foi em novembro de 2009, quando concluíram o curso mais 434 policiais dentre delegados, escrivães, agentes, peritos criminais e auxiliares de perito. A Polícia Civil conta atualmente com 6.156 profissionais, incluindo os médicos legistas, peritos, datiloscopias, assistentes e auxiliares em gestão pública.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16422?task=view

BOM CORAÇÃO?: Alvaro Dias diz que pediu aposentadoria de R$ 1,6 milhões para fazer caridade

21.01.2011
Do BLOG DA FOLHA
Do Folha.com

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, ao solicitar R$ 1,6 milhão em aposentadoria retroativa para ex-governadores, tinha planos de direcionar o dinheiro a duas instituições de caridade. Veio à tona ontem o pedido de Dias, que governou o Paraná entre 1986 e 1991, para receber cinco anos da pensão vitalícia. São 65 pagamentos de R$ 24,8 mil (13º salário incluso), cuja aprovação depende da Procuradoria do Estado.

"Desde 2007 venho amadurecendo a ideia de utilizar esses recursos na ação social. Confidenciei a algumas pessoas e recebi por escrito apelo de duas instituições beneméritas de Curitiba, que gostariam de ser contempladas: o Lar O Bom Caminho e o Pequeno Cotolengo."

Ele não explicou, no entanto, se os R$ 24,8 mil que recebe desde outubro, quando finalmente solicitou o benefício - quase duas décadas após deixar o governo.

Dias disse que, ao chegar ao governo paranaense, tentou eliminar o benefício. "Encaminhei projeto à Assembleia, o qual não foi sequer votado. Não houve repercussão ou apoio. Na Constituinte Estadual a regra ficou consagrada", declarou em nota divulgada em seu blog.

Senador desde 1999, com vencimento de R$ 26,7 mil após reajuste aprovado em dezembro, ele exaltou o fato de nunca ter requerido a aposentadoria vitalícia. "Abri mão de R$ 6,4 milhões. [...] Nunca alardeei o fato ou o explorei eleitoralmente."

Também afirmou que era o único ex-governador do Paraná a abrir mão do benefício. "Não soube o que foi feito com o dinheiro que constitucionalmente me pertence."

Lembrou, ainda, que cumpriu seu mandato "até o último minuto" e, sem disputar eleição, ficou sem mandato por oito anos.

Reportagem da Folha revelou nesta sexta-feira (21) que, apesar de a Constituição Federal de 1988 ter eliminado as pensões para ex-presidentes, os benefícios continuam sendo pagos a ex-governadores de ao menos dez Estados (AM, MA, MG, PA, PB, PR, RO, RS, SE e SC).
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16442-akvaro-dias-diz-que-pediu-aposentadoria-de-r-16-milhoes-para-fazer-caridade

Justiça proíbe Baby Doc de deixar o Haiti

21/01/2011
Da Agência Brasil
Da Agência Telam

Brasília - Acusado de crimes contra a humanidade, o ex-presidente do Haiti Jean-Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, está proibido de deixar o país por ordem da Justiça. Depois de 25 anos exilado na França, o ex-presidente retornou ao Haiti no último domingo (16) quando estava marcada a realização do segundo turno das eleições, medida que foi adiada. Para especialistas internacionais, ele tem pretensões de voltar ao poder.

Grupos de defesa dos direitos humanos e de apoio a refugiados e repatriados no Haiti lideram movimento para a abertura de processos contra Baby Doc. Além de ser acusado de promover assassinatos, torturas e perseguições, também é denunciar de manter um sistema de trabalho escravo vinculado a pessoas da República Dominicana.

Anteontem (19), Baby Doc passou por um interrogatório, organizado por autoridades do Haiti. As autoridades sinalizaram que ele será interpelado judicialmente. As organizações estrangeiras mantêm em alerta a presença do ex-presidente no país. Ele ainda não explicou as razões de seu retorno a Porto Príncipe (capital haitiana).

Baby Doc governou o Haiti de 1971 a 1986, período considerado um dos mais violentos, e só deixou o poder depois de uma reação popular. Ele mantinha uma milícia acusada de promover ações violentas, assassinatos, torturas e outros crimes. Na sua gestão, a economia haitiana sofreu drásticas perdas e a dívida externa aumentou em 40%.

A presença de Baby Doc elevou a tensão no país, que vive um período de vazio político, pois um comitê internacional constatou fraudes nas eleições. Além disso, há dificuldades causadas pela epidemia de cólera e a reconstrução da infraestrutura do Haiti – destruída pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010.
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Fonte:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6270130302447890955

Gravidez polêmica envolve Padre Marcos. Ele nega

21.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
IZABELYTA GUERRA - Especial para a Folha

Prefeito de Ibimirim garante que são “intrigas políticas”

TUCANO teria engravidado uma servidora municipal e bispo já foi informado

Uma polêmica vem tomando conta dos habitantes da cidade de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco: o prefeito Antônio Marcos Alexandre (PSDB), o Padre Marcos, seria o pai da criança que a servidora municipal Claudia Rosa de Assis Santos, sua funcionária há seis anos, está esperando.

De acordo com o ex-vereador do município, Luis Cândido, o prefeito teria anunciado para funcionários da Prefeitura, durante um jantar, na semana passada, que teria engravidado Claudia Rosa. “A cidade está inconformada. Como pode um padre fazer isso? Já não bastava ele ter traído a Igreja quando entrou para a política?”, questionou Cândido.

Procurado pela reportagem da Folha, o prefeito Marcos Alexandre, reeleito em 2008, assumiu que Claudia Rosa de Assis Santos é sua funcionária de gabinete, mas negou, firmemente, que a teria engravidado. “Isso tudo é conversa desse povo que não tem o que fazer. É tudo mentira”, declarou. Para justificar o “boato”, o tucano atribuiu tudo às “intrigas políticas”. Justificando ser um assunto pessoal, Claudia Rosa preferiu não tocar no assunto. “Sobre a minha vida pessoal, não devo satisfação a ninguém. Esse assunto é particular”, afirmou.

Consultado sobre o assunto, dom Adriano, bispo da diocese de Floresta, afirmou que tem conhecimento do caso, mas disse que não possui aproximação com padre Marcos, desde que ele foi afastado das atividades religiosas, em 2004, para se candidatar. “Ele foi indicado pela diocese para ser o pároco de Ibimirim, em 2000, mas foi proibido de exercer qualquer atividade ligada ao ministério, em 2004, quando se candidatou pela primeira vez , e definitivamente desligado, em 2008, quando se reelegeu”, explicou dom Adriano.

Mas o bispo esclarece que, apesar de o padre Marcos não atuar mais como pároco do município, ele não está isento dos votos canônicos. “Eu não tenho conhecimento de que ele tenha pedido dispensa a Roma dos seus compromissos com a Igreja. Do ponto de vista canônico, ele ainda é um religioso”, observou.

Claudia Rosa de Assis, que segundo os moradores está grávida de seis meses, foi candidata a vereadora em 2004 pelo PSC, mesmo período em que o religioso lançou sua candidatura para prefeito, inclusive, pelo mesmo partido. Segundo o ex -vereador Luis Cândido, ela já trabalhava junto ao atual prefeito ainda quando ele era o pároco da cidade, há cerca de dez anos. “Ela mora sozinha no distrito de Serra da Estiva e já vivia junto do padre, quando ele chegou aqui jogando água benta em todo mundo”, lembrou Cãndido.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/616046-gravidez-polemica-envolve-padre-marcos-ele-nega

Cidades emperram aliança PSDB/PP

21.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por RENATA BEZERRA DE MELO

DIRIGENTE do PP diz que dificuldade chega ao Recife

A gestação de uma aliança entre o PP e o PSDB rumo às disputas municipais de 2012, desde já, esbarra em alguns entraves complicados. Os dois principais pontos de divergência estão em Jaboatão dos Guararapes e no Cabo de Santo Agostinho. Na primeira, o tucanato trabalhará pela reeleição do prefeito Elias Gomes (PSDB), mas o presidente estadual do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, antecipa que seu compromisso naquele município é com a candidatura do deputado estadual pastor Cleiton Collins (PSC). Mais votado da Assembleia Legislativa com 137.157 mil, o social-cristão concorrerá ao executivo municipal.

Majoritário em Jaboatão, Eduardo da Fonte obteve naquele município 43 mil votos. Indagado sobre os planos do presidente nacional dos tucanos, senador Sérgio Guerra, de ter o apoio dele à candidatura de Elias, o progressista avisou: “Não posso, porque meu compromisso em Jaboatão é com pastor Cleiton Collins. É um trabalho em conjunto desde 2006”. No Cabo, o cenário é semelhante. Eduardo da Fonte também foi o federal mais votado (26 mil). Lá, o progressista dobra com o vice-prefeito Vado da Farmácia (PDT), que pode ter o apoio do prefeito Lula Cabral (PTB) para sua sucessão. Em paralelo, o nome do PSDB para a disputa no município é o do deputado estadual eleito Betinho Gomes. Digerir tais obstáculos vai demandar jogo de cintura.

“A construção tem que ser feita com muita calma e tranquilidade, porque a eleição é em 2012, não agora. A questão só começou a ser amadurecida”, ponderou Eduardo da Fonte. Por enquanto, as intenções do PP e PSDB são convergentes em Ipojuca e Paulista. No primeiro, o deputado estadual Carlos Santana (PSDB) é opção à Prefeitura tanto dos progressistas quanto dos tucanos. Em Paulista, o PP tem simpatia pelo tucano Dufles Pires, vice-prefeito da cidade. Até que sejam digeridas as costuras periféricas, Eduardo da Fonte garante que o Recife não ficará de fora dos arranjos. “E quando falo nessa questão, estou bem à vontade. Não serei uma imposição. Só serei candidato se for natural das forças que se unirem em torno desse projeto. Pode ser que seja outra pessoa”, ponderou.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/616054?task=view

Prefeitura do Recife monitora áreas de risco. Jaboatão já atende 30 ocorrências nesta sexta-feira

21.01.2011
Do BLOD DE JAMILDO
Da Prefeitura

Devido ao prognóstico de chuvas moderadas e fortes, previstas para esta sexta-feira (21) na cidade, trinta equipes da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir) estão percorrendo os pontos considerados como de alto risco, segundo levantamento da Prefeitura do Recife. Desde a quinta-feira (20), o órgão recebeu apenas uma solicitação de vistoria e nenhum registro de deslizamento foi identificado. A população pode entrar em contato com a Codecir através do telefone: 0800.0813400.

Emlurb

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) iniciou às 7h desta sexta-feira (21) um trabalho de monitoramento das seis regiões político-administrativas da cidade para identificar as áreas com pontos de alagamentos. No momento, quatro equipes técnicas de fiscalização estão circulando por áreas próximas de canais e com histórico de alagamentos para planejar, se necessário, serviços emergenciais. Além disso, a Emlurb já orientou as empresas responsáveis pela coleta e varrição das ruas a priorizarem a limpeza os pontos próximos a canais e rios, visando a facilitar o escoamento das águas. A Emlurb também está dando suporte às operações da Codecir, disponibilizando 10 servidores para o fiscalização nas áreas de risco.

Em virtude das chuvas da manhã desta sexta-feira (21/01), o município de Jaboatão dos Guararapes já apresenta um total de 30 ocorrências. O monitoramento dessas áreas vem sendo realizado pela Defesa Civil municipal desde as 6 h, com a atuação de mais de 50 profissionais. Até o momento, os bairros mais atingidos com o risco e o deslizamento de barreiras e encostas são o Curado, Jardim Jordão e Cavaleiro.

O monitoramento acontece com a aplicação de novas lonas e a retirada das famílias das localidades de risco para casa de parentes. De acordo com o coronel Dutra, da Defesa Civil de Jaboatão, a previsão é que as chuvas continuem na cidade até a madrugada deste sábado. “O controle da Defesa Civil permanece por 24 horas. No final da tarde de hoje estaremos divulgando a previsão para todo o final de semana”, pontuou Dutra.

Em relação aos alagamentos, a Defesa Civil destaca o bairro de Prazeres como área crítica. Um dos locais mais atingidos foi a rua onde está instalado o abrigo de crianças Lar de Maria. “Dentre os atendimentos já realizados, está a retirada de mais de 30 crianças do abrigo”, disse Dutra.
A operação conta também com o apoio imediato das secretarias da Saúde e de Serviços Urbanos. O telefone da Defesa Civil de Jaboatão é o 0800-281 2099.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/21/prefeitura_do_recife_monitora_areas_de_risco_jaboatao_ja_atende_30_ocorrencias_nesta_sextafeira_89854.php

“Essa aliança com o PV não é xadrez político”

21.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por MANOEL GUIMARÃES

Eduardo Campos finalmente anunciou Sérgio Xavier na pasta de Meio Ambiente
O governador Eduardo Campos (PSB) finalmente apresentou Sérgio Xavier (PV) como novo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, confirmando a informação que a Folha havia antecipado em dezembro. Os dois foram adversários na eleição, onde o socialista conquistou novo mandato. Campos lembrou que a disputa ficou no campo das ideias e não deixou marcas na relação entre eles. “Essa aliança com o PV não obedece a um lance de xadrez do velho jogo político. Estamos tratando de um valor suprapartidário, que é a necessidade de cuidar da natureza. O PV vai nos ajudar para que o crescimento seja sadio, respeite o patrimônio natural e tenha sustentabilidade. Convocamos alguém que conhece o serviço público e tem experiência”, destacou.

Campos adiantou que a pasta de Meio Ambiente - desmembrada da Ciência e Tecnologia - terá um reforço no orçamento superior a R$ 100 milhões, somando todas as atividades. No ano passado, foram estimados R$ 84 milhões. “O PV vai nos ajudar a fazer uma política pública decente, que fique para o Estado. Esse ato sinaliza o quanto Pernambuco está unido para construir um Estado melhor para a gente trabalhar e viver no futuro”, apontou.

O socialista negou que tenha sugerido o nome de Xavier no início das negociações. “Trabalhei o nome dele porque o PV só me indicou o nome dele. Eles nos perguntaram se havia alguma preferência, e eu disse que tinha que ser alguém que reprentasse o PV. Eles trouxeram o nome de Sérgio, que é um nome do nosso agrado”, ressaltou.

A secretaria contará com 51 cargos diretos, além daqueles nos órgãos vinculados. Xavier descartou qualquer constrangimento se o deputado estadual eleito Daniel Coelho (PV) se mantiver como oposição. “Respeitamos a posição do deputado, mas achamos que, em algum momento, ele vai ter que começar a discutir. Houve uma decisão coletiva do partido. A maioria deve respeitar a minoria, mas a minoria deve respeitar a maioria também. Não há motivo para ninguém sair do partido. A grande novidade é que o partido vai poder fazer na prática as coisas”, disse.

PCR

Eduardo se esquivou de comentar as polêmicas ocorridas desde o retorno do prefeito João da Costa (PT). “O que desejei a João foi que ele volte com êxito e força. Vamos continuar a fazer as parcerias que estamos fazendo. Sobre qualquer questão isolada, não me cabe fazer uma análise. Não vou tratar dessa pauta (sucessão municipal em 2012)”, resumiu
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/616043?task=view

Chávez pede participação da oposição em projeto político da Venezuela

21/01/2011
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– Com uma forte oposição na Assembleia Nacional (o Parlamento) da Venezuela, o presidente Hugo Chávez apelou para que os oposicionistas se “engajem” no projeto político nacional. Segundo ele, é necessário que a “direita” faça um pacto com o governo para evitar a possibilidade de recuo político e o fim da democracia. As informações são da imprensa oficial do país, a Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

"É um chamado para o pacto, uma neopacto de ponto fixo, sem a 'repolitização' e [o risco de uma política de] recuo porque muitos de vocês têm um pé no golpismo e outro na democracia”, afirmou Chávez.

Em setembro de 2010, o grupo político do presidente conseguiu eleger 95 dos 165 parlamentares da Assembleia Nacional, mas não obteve a maioria desejada que era de 110. Desde então, Chávez passou a ter de lidar com a presença da oposição no Parlamento, o que não ocorria há anos.

O vice-presidente da Assembleia, deputado Aristóbulo Istúriz, levou a mensagem de apelo de Chávez ao Parlamento. Segundo ele, a principal discussão no momento na Venezuela é a questão da propriedade privada e a reforma agrária. “O que está sendo dito é o objetivo de socializar os meios de produção e não proibir a propriedade individual", disse.

Para Istúriz, é fundamental analisar o que foi feito, mas também avançar na área de reforma agrária na Venezuela. "O passado é importante, devemos começar a partir de um ponto no passado para saber o quanto nós progredimos ou regredimos”, disse.

O parlamentar se referiu ainda ao processo de privatização desenvolvido na década de 1990, quando foram vendidas empresas, consideradas estratégicas para o Estado, a grupos privados. Ele citou entre os compradores norte-americanos e europeus.


Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=88705981869A3F36B06288CFDB9E6B5D?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=6&p_p_col_count=8&_56_groupId=19523&_56_articleId=3170434

André Campos vai assumir Secretaria de Turismo da PCR no lugar de Samuel Oliveira

20.01.2011
Do BLOG DE JAMILDO


O deputado petista André Campos vai assumir a Secretaria de Turismo do Recife, na reforma do secretariado que o prefeito João da Costa está promovendo desde a sua volta.

Ele substituirá o hoteleiro Samuel Oliveira, que era ligado a João Paulo.

Embora possa surpreender a alguns, pela pouca experiência do deputado com o tema, a mudança cria laços fortes com o governo Eduardo Campos.

O saudoso irmão de André Campos, Carlos Wilson, nomeou o atual secretário de Turismo do Estado, Alberto Feitosa, como superintendente da Infraero em Pernambuco, cuidando do Aeroporto dos Guararapes. Além disto, os dois foram deputados na mesma legislatura e acabam de reeleger-se.

Na última eleição, o petista, cristão novo no partido, conseguiu renovar o mandato com mais de 35 mil votos.

Com a indicação, João da Costa busca antecipar-se ao pedido de afastamento de Samuel Oliveira (Turismo) e outros aliados de João Paulo ainda dentro da PCR. Nesta semana, aliados como o PTB estão entregando os cargos, antecipando a movimentação das eleições municipais de 2012.

No caso de Samuel, ele é um dos ramanescentes da gestão João Paulo, apesar de ter trabalhado bastante nos bastidores para continuar no cargo. Neste momento, o secretário abdicou de acompanhar a Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madri, na Espanha – um dos principais eventos de turismo do mundo –, para acompanhar os fatos relacionados à reforma do secretariado municipal.

Na pasta de turismo, André Campos não deve ter maiores problemas. Os hotéis estão lotados e devem continuar assim até a copa de 2014, pelo menos.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/20/andre_campos_vai_assumir_secretaria_de_turismo_da_pcr_no_lugar_de_samuel_oliveira_89795.php

Eric Hobsbawn:"Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. No Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por ele

Postado por Irineu Messias, em 21.01.2011
Do blog da PÁGINA DO ENOCK, em 31/03/2009

"Com liberdade total para o mercado, quem atende aos pobres?"

Em entrevista publicada no jornal Página 12, o historiador britânico Eric Hobsbawm (foto) fala da crise atual e de suas possíveis implicações políticas. Para ele, o mundo está entrando em um período de depressão e os grandes riscos, diante da fragilidade da esquerda mundial, são o crescimento da xenofobia e da extrema-direita.

Hobsbawm destaca o que está acontecendo na América Latina e elogia o presidente brasileiro. "É o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. No Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por eles".

Por Martin Granovsky - Página12

Em junho ele completa 92 anos. Lúcido e ativo, o historiador que escreveu "Rebeldes Primitivos", "A Era da Revolução" e a "História do Século XX", entre outros livros, aceitou falar de sua própria vida, da crise de 30, do fascismo e do antifascismo e da crise atual. Segundo ele, uma crise da economia do fundamentalismo de mercado é o que a queda do Muro de Berlim foi para a lógica soviética do socialismo.

Hobsbawm aparece na porta da embaixada da Alemanha, em Londres. São pouco mais de três da tarde na bela Belgrave Square e se enxergam as bandeiras das embaixadas por trás das copas das árvores. De óculos, chapéu na cabeça e um casaco muito pesado, cumprimenta. Tem mãos grandes e ossudas, mas não parecem as mãos de um velho. Nenhuma deformação de artrite as atacou. Rapidamente uma pequena prova demonstra que as pernas de Hobsbawm também estão em boa forma. Com agilidade desce três degraus que levam do corrimão a calçada. Parece enxergar bem. Tem uma bengala na mão direita. Não se apóia nela, mas talvez a use como segurança, em caso de tropeçar, ou como um sensor de alerta rápido que detecta degraus, poças e, de imediato, o meio-fio da calçada. Hobsbawm é alto e magro. Uns oitenta e bicos. Não pede ajuda. O motorista do Foreign Office lhe abre a porta esquerda do jaguar preto. Entra no carro com facilidade. O carro é grande, por sorte, e cabe, mas a viagem é curta.

- Acabo de me encontrar com um historiador alemão, por isso estou na embaixada, e devo voltar – avisa. Ele chegou de visita a Londres e quis conversar com alguns de nós. Sei que vamos a Canning House. Está bem. Poucas voltas, não?

O carro dá meia volta na Belgrave Square e pára na frente de outro palacete branco de três andares, com uma varanda rodeada de colunas e a porta de madeira pesada. Por algum motivo mágico o motorista de cabelos brancos com uma mecha sobre o rosto, traje azul e sorridente como um ajudante do inspetor Morse de Oxford, já abre a porta a Hobsbawm. Entre essas construções tão parecidas, a elegância do Jaguar o assemelha a uma carruagem recém polida. O motorista sorri quando Hobsbawm desce. O professor lhe devolve a simpatia enquanto sobe com facilidade num hall obscuro. Já entrou em Canning House e à direita vê uma enorme imagem de José de San Martin. À esquerda do corredor, uma grande sala. O chá está servido. Quer dizer, o chá, os pães e uma torta. Outro quadro do mesmo tamanho que o de San Martin. É Simon Bolívar. E também é Bolívar o cavalheiro do busto sobre o aparador.

Quanto chá tomaram Bolívar e San Martin antes de saírem de Londres para a América do Sul, em princípios do século XIX, para cumprir seus planos de independência?

Hobsbawm pega a primeira taça e quer ser quem faz a primeira pergunta.

- Como está a Argentina? - interroga mas não muito, porque não espera e comenta – No ano passado Cristina esteve para vir a Londres para uma reunião de presidentes progressistas e pediu para me ver. Eu disse sim, mas ela não veio. Não foi sua culpa. Estava no meio do confronto com a Sociedade Rural.

Hobsbawm fala um inglês sem afetação nem os trejeitos de alguns acadêmicos do Reino Unido. Mas acaba de pronunciar “Sociedade Rural” em castellhano.

- O que aconteceu com esse conflito?

Durante a explicação, o professor inclina a cabeça, mais curioso que antes, enquanto com a mão direita seu garfo tenta cortar a torta de maçã. É uma tarefa difícil. Então se desconcentra da torta e fixa o olhar esperando, agora sim, alguma pergunta.

- O mundo está complicado – afirma ainda mantendo a iniciativa. Não quero cair em slogans, mas é indubitável que o Consenso de Washington morreu. A desregulação selvagem já não é somente má: é impossível. Há que se reorganizar o sistema financeiro internacional. Minha esperança é que os líderes do mundo se dêem conta de que não se pode renegociar a situação para voltar atrás, senão que há que se redesenhar tudo em direção ao futuro.

A Argentina experimentou várias crises, a última forte em 2001. Em 2005 o presidente Néstor Kirchner, de acordo com o governo brasileiro, que também o fez, pagou ao FMI e desvinculou a Argentina do organismo para que o país não continuasse submetido a suas condicionalidades.

- É que a esta altura se necessita de um FMI absolutamente distinto, com outros princípios que não dependam apenas dos países mais desenvolvidos e em que uma ou duas pessoas tomam as decisões. É muito importante o que o Brasil e a Argentina estão propondo, para mudar o sistema atual. Como estão as relações de vocês?

- Muito bem

- Isso é muito importante. Mantenham-nas assim. As boas relações entre governos como os de vocês são muito importantes em meio a uma crise que também implica riscos políticos. Para os padrões estadunidenses, o país está girando à esquerda e não à extrema direita. Isso também é bom. A Grande Depressão levou politicamente o mundo para a extrema direita em quase todo o planeta, com exceção dos países escandinavos e dos Estados Unidos de Roosevelt. Inclusive o Reino Unido chegou a ter membros do Parlamento que eram de extrema direita [e começa a entrevista propriamente].

- E que alternativa aparece?
- Não sei. Sabe qual é o drama? O giro à direita teve onde se apoiar: nos conservadores. O giro à esquerda também teve em quem descansar: nos trabalhistas.

- Os trabalhistas governam o Reino Unido.
- Sim, mas eu gostaria de considerar um quadro mais geral. Já não existe esquerda tal como era.

- Isso lhe é estranho?
- Faço apenas o registro.

- A quê se refere quando diz “a esquerda tal como era”?
- Às distintas variantes da esquerda clássica. Aos comunistas, naturalmente. E aos socialdemocratas. Mas, sabe o que acontece? Todas as variantes da esquerda precisam do Estado. E durante décadas de giro à direita conservadora, o controle do Estado se tornou impossível.

- Por que?
- Muito simples. Como você controla o estado em condições de globalização? Convém recordar que, em princípios dos anos 80 não só triunfaram Ronald Reagan e Margareth Thatcher. Na França, François Miterrand não obteve uma vitória.

- Havia vencido para a presidência dem 1974 e repetiu a vitória em 1981.
- Sim. Mas quando tentou uma unidade das esquerdas para nacionalizar um setor maior da economia, não teve poder suficiente para fazê-lo. Fracassou completamente. A esquerda e os partidos socialdemocratas se retiraram de cena, derrotados, convencidos de que nada se podia fazer. E, então, não só na França como em todo mundo ficou claro que o único modelo que se podia impor com poder real era o capitalismo absolutamente livre.

- Livre, sim. Por que diz “absolutamente”?
- Porque com liberdade absoluta para o mercado, quem atende aos pobres? Essa política, ou a política da não-política, é a que se desenvolveu com Margareth Thatcher e Ronald Reagan. E funcionou – dentro de sua lógica, claro, que não compartilho – até a crise que começou em 2008. Frente à situação anterior a esquerda não tinha alternativa. E frente a esta? Prestemos atenção, por exemplo, à esquerda mais clássica da Europa. É muito débil na Europa. Ou está fragmentada. Ou desapareceu. A Refundação Comunista na Itália é débil e os outros ramos do ex Partido Comunista Italiano estão muito mal. A Esquerda Unida na Espanha também está descendo ladeira abaixo. Algo permaneceu na Alemanha. Algo na França, como Partido Comunista. Nem essas forças, nem menos ainda a extrema esquerda, como os trotskistas, e nem sequer uma socialdemocracia como a que descrevi antes alcançam uma resposta a esta crise a seus perigos, contudo. A mesma debilidade da esquerda aumenta os riscos.

- Que riscos?
- Em períodos de grande descontentamento como o que começamos a viver, o grande perigo é a xenofobia, que alimentará e será por sua vez alimentada pela extrema direita. E quem essa extrema direita buscará? Buscará atrair os “estúpidos” cidadãos que se preocupam com seu trabalho e têm medo de perdê-lo. E digo estúpidos ironicamente, quero deixar claro. Porque aí reside outro fracasso evidente do fundamentalismo de mercado. Deu liberdade para todos, e a verdadeira liberdade de trabalho? A de mudá-lo e melhorar em todos os aspectos? Essa liberdade não foi respeitada porque, para o fundamentalismo de mercado isso tinha se tornado intolerável. Também teriam sido politicamente intoleráveis a liberdade absoluta e a desregulação absoluta em matéria laboral, ao menos na Europa. Eu temo uma era de depressão.

- Você ainda tem dúvidas de que entraremos em depressão?
- Se você quiser posso falar tecnicamente, como os economistas, e quantificar trimestres. Mas isso não é necessário. Que outra palavra pode se usar para denominar um tempo em que muito velozmente milhões de pessoas perdem seu emprego? De qualquer maneira, até o momento no vejo um cenário de uma extrema direita ganhando maioria em eleições, como ocorreu em 1933, quando a Alemanha elegeu Adolf Hitler. É paradoxal, mas com um mundo muito globalizado um fator impedirá a imigração, que por sua vez aparece como a desculpa para a xenofobia e para o giro à extrema direita. E esse fator é que as pessoas emigrarão menos – falo em termos de emigração em massa – ao verem que nos países desenvolvidos a crise é tão grave. Voltando à xenofobia, o problema é que, ainda que a extrema direita não ganhe, poderia ser muito importante na fixação da agenda pública de temas e terminaria por imprimir uma face muito feia na política.

- Deixemos de lado a economia, por um momento. Pensando em política, o que diminuiria o risco da xenofobia?
- Me parece bem, vamos à prática. O perigo diminuiria com governos que gozem de confiança política suficiente por parte do povo em virtude de sua capacidade de restaurar o bem-estar econômico. As pessoas devem ver os políticos como gente capaz de garantir a democracia, os direitos individuais e ao mesmo tempo coordenar planos eficazes para se sair da crise. Agora que falamos deste tema, sabe que vejo os países da América Latina surpreendentemente imunes à xenofobia?

- Por que?
- Eu lhe pergunto se é assim. É assim?

- É possível. Não diria que são imunes, se pensamos, por exemplo, no tratamento racista de um setor da Bolívia frente a Evo Morales, mas ao menos nos últimos 25 anos de democracia, para tomar a idade da democracia argentina, a xenofobia e o racismo nunca foram massivos nem nutriram partidos de extrema direita, que são muito pequenos. Nem sequer com a crise de 2001, que culminou o processo de destruição de milhões de empregos, apesar de que a imigração boliviana já era muito importante em número. Agora, não falamos dos cantos das torcidas de futebol, não é?

- Não, eu penso em termos massivos.

- Então as coisas parecem ser como você pensa, professor. E, como em outros lugares do mundo, o pensamento da extrema direita aparece, por exemplo, com a crispação sobre a segurança e a insegurança das ruas.
- Sim, a América Latina é interessante. Tenho essa intuição. Pense num país maior, o Brasil. Lula manteve algumas idéias de estabilidade econômica de Fernando Henrique Cardoso, mas ampliou enormemente os serviços sociais e a distribuição. Alguns dizem que não é suficiente...

- E você, o que diz?
- Que não é suficiente. Mas que Lula fez, fez. E é muito significativo. Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. E ninguém o havia feito nunca na história desse país. Por isso hoje tem 70% de popularidade, apesar dos problemas prévios às últimas eleições. Porque no Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por eles, desenvolvendo ao mesmo tempo a indústria e a exportação de produtos manufaturados. A desigualdade ainda assim segue sendo horrorosa. Mas ainda faltam muitos anos para mudar as cosias. Muitos.

- E você pensa que serão de anos de depressão mundial
- Sim. Lamento dizê-lo, mas apostaria que haverá depressão e que durará alguns anos. Estamos entrando em depressão. Sabem como se pode dar conta disso? Falando com gente de negócios. Bom, eles estão mais deprimidos que os economistas e os políticos. E, por sua vez, esta depressão é uma grande mudança para a economia capitalista global.

- Por que está tão seguro desse diagnóstico?
- Porque não há volta atrás para o mercado absoluto que regeu os últimos 40 anos, desde a década de 70. Já não é mais uma questão de ciclos. O sistema deve ser reestruturado.

- Posso lhe perguntar de novo por que está tão seguro?
- Porque esse modelo não é apenas injusto: agora é impossível. As noções básicas segundo as quais as políticas públicas deviam ser abandonadas, agora estão sendo deixadas de lado. Pense no que fazem e às vezes dizem, dirigentes importantes de países desenvolvidos. Estão querendo reestruturar as economias para sair da crise. Não estou elogiando. Estou descrevendo um fenômeno. E esse fenômeno tem um elemento central: ninguém mais se anima a pensar que o Estado pode não ser necessário ao desenvolvimento econômico. Ninguém mais diz que bastará deixar que o mercado flua, com sua liberdade total. Não vê que o sistema financeiro internacional já nem funciona mais? Num sentido, essa crise é pior do que a de 1929-1933, porque é absolutamente global. Nem os bancos funcionam.

- Onde você vivia nesse momento, no começo dos anos 30?
- Nada menos que em Viena e Berlim. Era um menino. Que momento horroroso. Falemos de coisas melhores, como Franklin Delano Roosevelt.

- Numa entrevista para a BBC no começo da crise você o resgatou.
- Sim, e resgato os motivos políticos de Roosevelt. Na política ele aplicou o princípio do “Nunca mais”. Com tantos pobres, com tantos famintos nos Estados Unidos, nunca mais o mercado como fator exclusivo de obtenção de recursos. Por isso decidiu realizar sua política do pleno emprego. E desse modo não somente atenuou os efeitos sociais da crise como seus eventuais efeitos políticos de fascistização com base no medo massivo. O sistema de pleno emprego não modificou a raiz da sociedade, mas funcionou durante décadas. Funcionou razoavelmente bem nos Estados Unidos, funcionou na França, produziu a inclusão social de muita gente, baseou-se no bem-estar combinado com uma economia mista que teve resultados muito razoáveis no mundo do pós-Segunda Guerra. Alguns estados foram mais sistemáticos, como a França, que implantou o capitalismo dirigido, mas em geral as economias eram mistas e o Estado estava presente de um modo ou de outro. Poderemos fazê-lo de novo? Não sei. O que sei é que a solução não estará só na tecnologia e no desenvolvimento econômico. Roosevelt levou em conta o custo humano da situação de crise.

- Quer dizer que para você as sociedades não se suicidam.
(Pensa) – Não deliberadamente. Sim, podem ir cometendo erros que as levam a catástrofes terríveis. Ou ao desastre. Com que razoabilidade, durante esses anos, se podia acreditar que o crescimento com tamanho nível de uma bolha seria ilimitado? Cedo ou tarde isso terminaria e algo deveria ser feito.

- De maneira que não haverá catástrofe.
- Não me interessam as previsões. Observe, se acontece, acontece. Mas se há algo que se possa fazer, façamos-no. Não se pode perdoar alguém por não ter feito nada. Pelo menos uma tentativa. O desastre sobrevirá se permanecermos quietos. A sociedade não pode basear-se numa concepção automática dos processos políticos. Minha geração não ficou quieta nos anos 30 nem nos 40. Na Inglaterra eu cresci, participei ativamente da política, fui acadêmico estudando em Cambridge. E todos éramos muito politizados. A Guerra Civil espanhola nos tocou muito. Por isso fomos firmemente antifascistas.

- Tocou a esquerda de todo o mundo. Também na América Latina
- Claro, foi um tema muito forte para todos. E nós, em Cambridge, víamos que os governos não faziam nada para defender a República. Por isso reagimos contra as velhas gerações e os governos que as representavam. Anos depois entendi a lógica de por quê o governo do Reino Unido, onde nós estávamos, não fez nada contra Francisco Franco. Já tinha a lucidez de se saber um império em decadência e tinha consciência de sua debilidade. A Espanha funcionou como uma distração. E os governos não deviam tê-la tomado assim. Equivocaram-se. O levante contra a República foi um dos feitos mais importantes do século XX. Logo depois, na Segunda Guerra...

- Pouco depois, não? Porque o fim da Guerra Civil Espanhola e a invasão alemã da Tchecoslováquia ocorreu no mesmo ano.
- É verdade. Dizia-lhe que logo depois o liberalismo e o comunismo tiveram uma causa comum. Se deram conta de que, assim não fosse, eram débeis frente ao nazismo. E no caso da América Latina o modelo de Franco influenciou mais que o de Benito Mussolini, com suas idéias conspiratórias da sinarquia, por exemplo. Não tome isso como uma desculpa para Mussolini, por favor. O fascismo europeu em geral é uma ideologia inaceitável, oposta a valores universais.

- Você fala da América Latina...
- Mas não me pergunte da Argentina. Não sei o suficiente de seu país. Todos me perguntam do peronismo. Para mim está claro que não pode ser tomado como um movimento de extrema direita. Foi um movimento popular que organizou os trabalhadores e isso talvez explique sua permanência no tempo. Nem os socialistas nem os comunistas puderam estabelecer uma base forte no movimento sindical. Sei das crises que a Argentina sofreu e sei algo de sua história, do peso da classe média, de sua sociedade avançada culturalmente dentro da América Latina, fenômeno que creio ainda se mantém. Sei da idade de ouro dos anos 20 e sei dos exemplos obscenos de desigualdade comuns a toda a América Latina.

- Você sempre se definiu com um homem de esquerda. Também segue tendo confiança nela?
- Sigo na esquerda, sem dúvida com mais interesse em Marx do que em Lênin. Porque sejamos sinceros, o socialismo soviético fracassou. Foi uma forma extrema de aplicar a lógica do socialismo, assimo como o fundamentalismo de mercado foi uma forma extrema de aplicação da lógica do liberalismo econômico. E também fracassou. A crise global que começou no ano passado é, para a economia de mercado, equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim em 1989. Por isso Marx segue me interessando. Como o capitalismo segue existindo, a análise marxista ainda é uma boa ferramenta para analisá-lo. Ao mesmo tempo, está claro que não só não é possível como não é desejável uma economia socialista sem mercado nem uma economia em geral sem Estado.

- Por que não?
- Se se mira a história e o presente, não há dúvida alguma de que os problemas principais, sobretudo no meio de uma crise profunda, devem e podem ser solucionados pela ação política. O mercado não tem condições de fazê-lo.

(*) Martin Granovsky é analista internacional e presidente da agência de notícias Télam.

Publicado no jornal Página 12, em 29 de março de 2009

Tradução: Katarina Peixoto
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Fonte:http://paginadoenock.com.br/home/post/2627