segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Novo presidente do INSS será empossado nesta quarta (19) às 10h

16.01.2011
Enviado via e-mail, por uma amiga


Cerimônia será realizada em auditório do Instituto, em Brasília


Da Redação (Brasília) - O novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, será empossado pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, nesta quarta-feira (19) às 10h. A cerimônia será realizada no auditório da sede do INSS (Setor de Autarquias Sul, bloco O, Brasília (DF) .

Mauro Luciano Hauschild atuou junto à Procuradoria Federal Especializada do INSS em Lajeado (RS), e ainda como procurador regional junto ao INSS em Porto Alegre e no Distrito Federal. Hauschild participou também do Projeto de Modernização da Previdência Social, em Brasília.

Gaúcho de Bom Retiro do Sul, é especialista em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), bacharel em Direito pelo Centro Universitário Ritter dos Reis e licenciado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Na área de gestão, o novo presidente do INSS é certificado no programa de pós-graduação APG-AMANA-KEY, voltado para a formação de gestores e executivos. Tem ainda cursos em segurança da informação no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e no Comando da Marinha do Brasil.

Na área acadêmica, Mauro Hauschild exerceu o magistério, ministrando aulas de Matemática; foi diretor da Escola da Advocacia Geral da União (AGU) e também fez parte do corpo editorial da Revista da AGU. O novo presidente do INSS estava cedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde era chefe de gabinete do ministro Dias Toffoli.

Informações para a Imprensa
Assessoria de Imprensa
(61) 2021-5113
ACS/MPS
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Fonte:INSS

MEDIDA DO GOVERNO: Decreto amplia valor de saque do FGTS para vítimas das chuvas

17 de Janeiro de 2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

Decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17), eleva de R$ 4.650 para R$ 5,4 mil o limite de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores que estão em regiões serranas do Rio de Janeiro castigadas pelas chuvas nas últimas semanas e para moradores de cidades com decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública em qualquer outra região do país.

Para poder realizar o saque, os trabalhadores não podem ter sacado recursos do FGTS nos últimos doze meses. O anúncio de que o FGTS poderia ser sacado pelas vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro foi feito na semana passada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na ocasião, ele informou que o saque estava limitado a R$ 4.650, mas também disse que pediria a edição de um decreto presidencial ampliando os valores para R$ 5,4 mil - o que foi feito nesta segunda-feira.

Naquele momento, o ministro Lupi informou que a liberação dos recursos seria "imediata" e que as pessoas já poderiam buscar as agências da Caixa Econômica Federal para sacar os valores. Para sacar o benefício, o trabalhador terá de apresentar um documento pessoal, como o RG, ou uma declaração da prefeitura, no caso de quem perdeu os documentos. As chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro mataram no total 630 pessoas desde terça-feira (11). Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 286 mortos em Nova Friburgo, 267 em Teresópolis, 56 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. A maioria dos corpos já foi sepultada.

O "Diário Oficial" trouxe também a publicação da portaria com a liberação de recursos na ordem de R$ 100 milhões - metade desse valor, de imediato - para oito municípios fluminenses mais afetados pelas chuvas, anunciada na sexta-feira (14) pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, após a primeira reunião ministérial do atual governo. O dinheiro poderá ser utilizado na compra de remédios, mantimentos, limpeza de ruas e outros serviços.

Segundo o ministro Fernando Bezerra, os R$ 100 milhões fazem parte dos R$ 780 milhões que constam de medida provisória enviada ao Congresso para atender estados com municípios afetados por chuvas no país. Com informações do G1.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16291-decreto-amplia-valor-de-saque-do-fgts-para-vitimas-das-chuvas

Verdes provam que estão maduros

15 de Janeiro de 2011
Por Izabelyta Guerra
Especial para a Folha de Pernambuco
Postado por Valdecarlos Alves


Depois de três semanas de negociações, avaliações e ajustes, foi consolidada a integração do Partido Verde à base aliada do Governo de Eduardo Campos. Com a entrada dos verdes, a aliança governista passa a contar com 16 legendas. O acerto foi anunciado, no início da noite de ontem, no Palácio das Princesas, após a segunda etapa do processo de conversas. “A primeira etapa aconteceu no momento em que decidimos, democraticamente, dentro do partido, se aceitaríamos o convite feito pelo governador. Foi a aproximação política”, explicou o presidente do PV, Sérgio Xavier. Na ocasião, também estavam presentes os secretários da Casa Civil, Tadeu Alencar, e de imprensa, Evaldo Costa, e o vice-presidente estadual da sigla, Carlos Augusto Costa.

Junto com a aliança, ficou definido que o partido comandará a recém-criada Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. O único nome cotado para o posto é o de Sérgio Xavier, mas não foi confirmado ontem. A data da posse, contudo, já está marcada: 2 de fevereiro. “Segunda-feira vamos reunir o partido para avaliar quem podemos indicar para o governador. Vamos ver os quadros e mobilizar as pessoas. Mas será Eduardo quem vai decidir”, explicou Xavier.

Antes do “sim”, segundo o dirigente verde, houve a elaboração de um documento com propostas do Partido Verde para o Governo do Estado, onde estão descritos 15 itens nominados de “Compromissos Programáticos pe­lo Desenvolvimento Sutentável de Pernambuco. E foi justamente a “completa aprovação das propostas” que a aliança PV-PSB foi consolidada e finalizou a segunda parte da parceria. “Os ajustes que fizemos foram apenas de redação. Todos os itens apresentados pelo PV estão de acordo com a linha de trabalho que Eduardo que já vem fazendo em Pernambuco, afirmou Tadeu Alencar.

Para a última etapa, está sendo esperada a confirmação de Sérgio Xavier como chefe da pasta de Meio Ambiente. “Estamos nos sentindo muito à vontade com esta relação porque os princípios do PV estão sendo inteiramente respeitados. Quem poderia achar estranho esta nossa aproximação não precisa se preocupar porque, quem votou no PV, terá as suas expectatvas atendidas na gestão do atual governador e não precisará esperar para as próximas eleições”, pontuou Sérgio Xavier, que foi candidato ao Governo, nas eleições do ano passado, e terminou em terceiro lugar, com 2,2% dos votos.

Representando Eduado Campos, que segundo informações em reserva, está descansando na praia, o secretário Tadeu Alencar garantiu que o governador também está confortável e muito seguro com este resultado, mesmo sabendo que poderá ter um correligionário do PV (Daniel Coelho) na liderança da oposição na Assembleia Legislativa. “ É Natural da democracia, mas não acredito que teremos surpresas”, finalizou Alencar.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16261-verdes-provam-que-estao-maduros

João da Costa diz ter recebido a PCR com dívidas de R$ 110 milhões

16 de Janeiro de 2011
Da Folha de Pernambuco
Por Gilberto Prazeres
Postado por Valdecarlos Alves

Chico Farias/Arquivo Folha
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Prefeito recebeu "herança maldita" do antecessor João Paulo (ao fundo)


Após três meses afastado do comando da Prefeitura do Recife, João da Costa (PT) retoma, nesta segunda-feira, as rédeas da gestão. O petista - que se recuperou, com sucesso, de um transplante renal - diz estar pronto para enfrentar os desafios da segunda metade do seu mandato e as críticas recebidas. Nesta entrevista à Folha de Pernambuco, João da Costa afirma que não tem plano B, em referência às especulações de que o deputado Maurício Rands poderia disputar a sua sucessão. “João da Costa só tem plano A”. O gestor ainda revela que não herdou a PCR do seu antecessor e hoje desafeto, João Paulo, em excelentes condições como foi propagado. “Recebi a Prefeitura com R$ 10 milhões em caixa e com restos a pagar de R$ 110 milhões”, afirma, ressaltando que “isso dificultou a realização de algumas ações”.

Prefeito, o senhor retorna o comando da gestão. Está pronto para voltar?
Pronto, preparado. Pensei muito nesses três meses, refleti bastante sobre meus dois anos de gestão. Muitas ideias novas, principalmente, para tocar os projetos que a gente trabalhou nestes dois anos para viabilizar. Tirar do papel alguns que a gente lutou para viabilizar em Brasília. Elaborar projetos. Outros que a gente já começou e precisa dar continuidade. E isso só vai ser possível porque a gente trabalhou muito nestes dois anos. Um trabalho feito muitas vezes em silêncio, sem fazer muita divulgação do que a gente estava fazendo. Acho que o Recife vai ter um conjunto de projetos que, em outra época de sua história recente, não teve.

Então, será o ano das maiores realizações de João da Costa?
É natural como em qualquer governo. O terceiro ano é quando a gente começa a amadurecer tudo o que no primeiro e segundo ano se trabalhou. Geralmente, no primeiro ano, você paga as dívidas do governo anterior. No segundo, você elabora projetos e, no terceiro, você começa a colher o que o que plantou nos primeiros anos.

Foram muitas dívidas deixadas pelo governo anterior?
A gente teve uns restos a pagar razoáveis para o orçamento da cidade. A gente trabalhou isso durante 2009, que foi um ano difícil. Recebi a Prefeitura com R$ 10 milhões em caixa e com restos a pagar de R$ 110 milhões. Então, na verdade, tinha R$ 100 milhões que a gente tinha que operar em 2009, que foi um ano de crise internacional. E isso dificultou a realização de algumas ações da Prefeitura. Agora, em 2010, a gente teve uma diminuição (no repasse) do ICMS e do FPM - na transferência do Governo do Estado e na transferência do Governo Federal. Isso tem repercussão no orçamento do Recife. Então, você aumentou os custos, continuou investindo - hoje muito mais do que antes. Com menos dinheiro do ponto de vista da valorização real do que você tinha em 2008. A gente teve que trabalhar bastante para adequar a gestão a uma situação econômica mais difícil da que se tinha antes e, ao mesmo tempo, garantir um conjunto de investimentos para a cidade.

O senhor tem em torno de R$ 1 bilhão em caixa para investir em ações na cidade, e tem várias delas projetadas, porém também tem problemas para enfrentar. Quais deles o senhor encara como os seus maiores desafios em 2011?
Olha, o grande desafio de uma cidade como o Recife é diminuir a pobreza da maioria de sua população. Eu diria que a gente deve ter aqui o mesmo projeto da presidente Dilma Rousseff (PT). A gente ainda tem cerca de um milhão de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. A gente tem que combater isso! Como é que se combate? Urbanizando as áreas pobres; melhorando a assistência à mulher com a sócio-educação infantil de qualidade. Isso permite que as mulheres - principalmente as mais jovens - possam trabalhar, estudar, possam concorrer ao mercado de trabalho; procurando parcerias com o Governo do Estado e com o Governo Federal para ampliar o processo de qualificação profissional da nossa juventude, e articulando um projeto econômico para a cidade para se gerar emprego. E nós temos outras questões centrais: o trânsito e a mobilidade. Precisam ser enfrentados com ações da Prefeitura e em parcerias com o Governo do Estado. O transporte público de passageiros; o metrô - que está com o Governo Federal; os ônibus, sob o controle político do Governo do Estado, e algumas ações que a PCR precisa fazer. O ordenamento do Centro do Recife é uma prioridade, que a gente tem que pensar nesse período. E melhor, nestes dois anos, a manutenção da cidade. A gente reconhece isso. Lançamos, em outubro do ano passado, o programa Recife em Ação para investir R$ 43 milhões até o final deste ano. Então, vamos garantir esses investimentos para melhorar a qualidade da manutenção.

O senhor já tem uma agenda fechada para cumprir após o seu retorno ao comando da PCR?
A gente tem muita coisa para dar ordem de serviço, para inaugurar ao longo do semestre e, certamente, na segunda-feira, vamos ter uma agenda bastante produtiva. Nós temos coisas que acumulamos nestes dois anos de trabalho. Coisas que foram entregues e não foram inauguradas, a gente vai inaugurar agora. Vamos entregar, neste semestre, o Parque Dona Lindu, a duplicação do viaduto do Capitão Temudo, prosseguir no ordenamento do Centro, nas obras que estão sendo feitas lá no Recife Antigo, vamos iniciar as obras do Capibaribe Melhor, devemos iniciar as obras da Via Mangue, se Deus quiser.

Sobre a futura reforma do secretariado, o senhor já programou como deve sair? Já tem em mente o tamanho dessa reforma?
Evidentemente que, se eu passo três meses refletindo sobre essa coisa, tenho algumas ideias. Vou trocar essas ideias com os aliados. É um governo de composição política com quase 16 partidos. A gente tem de 13 a 14 participando diretamente da estrutura do secretariado. É um trabalho de articulação política que vai ser feito para que essa unidade continue e seja reforçada nesses dois anos que nós temos pela frente.

O deputado estadual André Campos (PT) está sendo cogitado, nos bastidores, para secretário de Serviços Urbanos. É um nome com força para assumir a pasta ou ainda terá que ser discutido?
Eu vi vários nomes especulados e todos eles têm condições de compor o secretariado da PCR. São pessoas experientes, qualificadas, mas isso, por enquanto, é só especulação. Não tem nenhuma definição sobre a questão do secretariado. Eu tenho um reconhecimento a todos que estão lá na Prefeitura, trabalhando, se dedicando... Então, a gente não tem pressa para resolver essa questão. Embora a gente queira fazer para começar o ano já com uma definição sobre os dois anos que nós temos pela frente.

O senhor tem o interesse de convocar alguém da Assembleia ou da Câmara Municipal para o compor o seu secretariado?
Se for necessário na composição para enfrentar os desafios que a gente tem pela frente, isso pode acontecer. Depende da composição da Câmara, da Assembleia e das necessidades que a gente vá ter agora no governo.

Durante a formação do seu novo secretariado, o governador Eduardo Campos (PSB) utilizou o critério da meritocraria para convocar seus auxiliares. Esse fator deverá ser observado pelo senhor também?
É um critério que qualquer gestor tem que ter. Não pode chamar uma pessoa sem condições para ocupar um cargo. Quando você convida ou quando um partido indica, parte do princípio que a pessoa tem condições técnica e política. Não pode pré-julgar as pessoas antes de cumprirem as tarefas. Nós temos que fazer um balanço de dois anos. Em algum momento, tem que fazer alguns ajustes. Então, eu estou satisfeito de todos. Todos tiveram compromissos com o Governo e procuraram dar o melhor de si. Mas, agora, eu tenho que pensar no que passou e no que vem pela frente . Isso faz parte quando você chega a metade do mandato.

Nessa reforma, há a possibilidade de ampliar o número de secretarias?
Só tem uma decisão que é a criação da Secretaria Extraordinária da Copa. Uma coisa que a gente já vinha amadurecendo há mais de um ano.

A Copa do Mundo será realizada em meses nos quais se registram as maiores ocorrências de chuva. O que será feito para evitar alagamentos?
Essa é uma tarefa que a Secretaria Extraordinária da Copa tem que mobilizar conhecimento, energia para discutir. No ponto de manutenção e já tem quatro pontos críticos de drenagem que nós vamos atacar: um na Caxangá, dois na avenida Norte e um na avenida Conde da Boa Vista. No PAC Macro Drenagem, que nós assinamos o contrato com a Caixa Econômica há um mês, são R$ 53 milhões para drenar 16 canais. E nós estamos elaborando, a meu pedido - determinei que a Emlurb elaborasse -, um plano municipal de drenagem que até hoje não existia no Recife. Quando eu percebi que isso não existia, numa cidade que tem 76 canais, seis rios e com o problema de alagamento você não ter um plano é uma falha grande.

A nomeação do deputado federal Maurício Rands para secretário estadual de Governo, com atuação mais política, pode significar um planl B do PT para a sucessão municipal?
João da Costa só tem plano A! É fazer um bom governo, unir a Frente, unir o PT e contribuir para que a gente tenha uma grande vitória. Agora, isso a gente vai discutir em 2012. Eu vou priorizar 2011. Temos que preparar a cidade, cumprir os compromissos. Quando chegar lá para abril, maio de 2012, eu, como coordenador do processo, a gente vai reunir os partidos aliados, o PT e buscar construir a unidade. Eu tenho certeza que os partidos da Frente estarão sinalizando para a construção dessa unidade. Daqui para lá, muita coisa acontece. Em setembro de 2010, ninguém sabia que eu estava doente. Eu me operei em outubro com risco muito grande e, agora, já estou pronto para retomar. Não adianta querer antecipar os fatos.

Na semana passada, o PCdoB e PDT convidaram o ex-prefeito João Paulo para suas fileiras, de olho em 2012. O senhor acredita na possibilidade de enfrentá-lo na próxima eleição?
Olha, eu conversei com a direção desses partidos e, em nenhum momento, eu ouvi do PCdoB ou do PDT que querem lançar candidato para me enfrentar. Até porque a gente só vai discutir isso em 2012. Então, se existe um convite a João Paulo é porque ele quer sair do PT. Mas isso não é a primeira vez. É a 15ª que João Paulo quer sair do PT. É mais chuva de verão para ocupar o noticiário, do que fato político de verdade.

Falando no deputado João Paulo, ele afirmou recentemente que o Parque Dona Lindu, que o senhor vai inaugurar em março, é uma paixão da vida dele. Pretende convidá-lo para a cerimônia de inauguração?
Eu vou convidá-lo. Acho que ele teve uma participação importante na definição inicial. A maior parte do parque ficou para eu fazer. Os maiores gastos. A estruturação do funcionamento. Fiz parte da gestão de João Paulo também (como secretário). Também ajudei, tanto que fui para a linha de frente defendê-lo. Então, não tem porque eu não convidá-lo. Esperamos que ele participe da inauguração dessa segunda etapa do parque.

O prefeito disse que ficou com a maior parte do parque para fazer? Os maiores pepinos sobraram para o senhor?
O parque é uma obra complexa. Eu não digo que é pepino. É uma obra difícil... um teatro moderno. Vai ser o teatro mais moderno do Recife. É um parque que vem funcionando. As pessoas dizem que o Dona Lindu não está pronto. É só ir lá em dia de domingo para ver uma multidão utilizando o parque. Nós inauguramos a pista de skate, contratamos uma empresa para fazer manutenção no parque e hoje todos vão lá porque essa manutenção existe. Gastamos recursos para isso. Quando eu cheguei (na gestão), visitei o parque. Estava com bastante problema na área de jardinagem. Eu determinei que a Emlurb contratasse uma empresa de manutenção. Hoje, a manutenção é adequada. E nós vamos procurar resolver os problemas. Tinha obras ainda em torno de R$ 30 milhões para serem feitas com recursos próprios da PCR, em um ano e meio praticamente. Só estavam prontas as duas caixas! Não tinha nada dentro! Tive que estruturar tudo nesse um ano e meio. É uma obra complexa. O que a população tem que discutir daqui para frente não é o prazo em que a obra foi feita, mas como vai beneficiar do ponto de vista cultural, turístico e também do ponto de vista do lazer.

O prefeito em exercício, Milton Coelho (PSB), repassa o bastão para o senhor nesta segunda-feira. O senhor aprovou a gestão do seu vice nesses três meses?
Não tem a gestão João da Costa, nem a gestão de Milton. Ele estava substituindo João da Costa como um vice-prefeito e prefeito em exercício. É uma gestão só. Não teve decisão de Milton que não tivesse a minha participação, e sempre foi assim. No ordenamento do Centro do Recife, ele foi lá em São Paulo, conversou comigo, decidimos a data da primeira ação na rua Sete de Setembro. A decoração de Natal nós combinamos de dar um reforço, porque era importante. Então, todas as ações principais foram consequência de um trabalho que vinha sendo feito. O plano de manutenção, que está sendo ampliado, com o início na avenida Conselheiro Aguiar, foi anun­ciado em outubro. Nosso vice-prefeito Milton Coelho me deixa satisfeito de tê-lo escolhido como meu vice. Na mi­nha ausência, ele deu conta do recado. Mostrou para a cidade que somos uma dupla afinada.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/16276-joao-da-costa-diz-ter-recebido-a-pcr-com-dividas-de-r-110-milhoes

Transporte: dor de cabeça no Litoral Norte

16.01.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Juliana Aretakis e lis veras


Estradas cheias, praias lotadas e muitas belezas a oferecer. Na contramão da superlotação dos balneários a ausência de infraestrutura para receber os visitantes já se tornou característica do litoral pernambucano e pode ser observada logo nos primeiros quilômetros das rodovias. Na reportagem deste domingo a Folha de Pernambuco traz os problemas das principais vias de acesso às praias e dá um alerta sobre o comércio local. No próximo domingo, a série se encerrada revelando como funciona os serviços de a saúde e segurança nos principais destinos turísticos dos litorais Norte e Sul.

Estar ou morar na praia nem sempre é sinônimo de tranquilidade. Ainda mais quando a praia está longe dos centros urbanos, como é o caso das praias de Goiana. Em Carne de Vaca, Pontas de Pedra e Catuama, a população anda insatisfeita com o transporte público. As reclamações quanto à demora, lotação dos ônibus e alto valor das passagens estão na boca do povo.

Quem precisa ir de Pontas de Pedras ao centro de Goiana é obrigado a passar por Carne de Vaca, que fica a cerca de 20 quilômetros, num ônibus lotado. A pequena frota desse tipo de transporte coletivo faz a população buscar o serviço opcional nas kombis cadastradas pela prefeitura, que fazem o transporte complementar para as praias de Pontas de Pedra e Goiana. No município, também há uma grande frota de mototaxis, e esses atraem os passageiros pela agilidade.

O trânsito das praias também complica com a chegada do verão e dos ônibus que levam visitantes para os conhecidos piqueniques às praias do Litoral Norte. Esses ônibus atrapalhavam bastante o funcionamento do trânsito local, segundo Ilo Jorge, secretário de Segurança e Transportes de Goiana. Mas o gestor afirma que “agora a infraestrutura para receber os transportes pesados já está organizada, fizemos uma terraplanagem para suportar o grande número de ônibus”.

O pescador Ednaldo Gomes, 42, reclama da demora dos coletivos. “Estão sempre cheios e o valor da passagem é alto. Fica pesado para quem vai todo dia”. Ele ainda conta que nesse tempo de verão, a frota aumenta um pouco, mas no inverno chega a demorar duas horas, lamenta Ednaldo.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/614920-transporte-dor-de-cabeca-no-litoral-norte

Tragédia em Beberibe

17 de janeiro de 2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Adaíra Sene


Acidente resultou na morte de uma pessoa e lesões graves em outras três vítimas

Uma tragédia inacreditável. Assim pode ser descrito o acidente que resultou na morte de uma pessoa e em lesões graves em outras três vítimas, na tarde de ontem, na Avenida Beberibe, no bairro de mesmo nome. O comerciante Carlos Eduardo da Silva, de 28 anos, dirigia uma caminhonete L200 e, supostamente, estaria em alta velocidade, quando invadiu a contramão e colidiu lateralmente com uma moto. O entregador de pizza Gildo Alves Pereira, 34, foi arremessado por cerca de 15 metros e teve a perna decepada no impacto da batida.

A 4x4 completamente desgovernada derrapou na pista e voou em cima de um Fiat Uno que estava estacionado na via. O marceneiro David Timóteo, 40, e a noiva dele, Ingrid Maria de Lima, 19, estavam sentados na calçada em frente à residência dele no momento do acidente. O casal foi atingido pela parte frontal da caminhonete, que pendeu de cima do outro carro. O homem teve as duas pernas e um braço arrancados. Não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. A mulher teve fratura exposta na perna, luxação no ombro, escoriações no corpo e acredita que só se salvou porque, ao avistar o carro vindo em sua direção, conseguiu andar para trás.

O acidente aconteceu por volta das 15h30. O drama vivenciado por familiares e amigos das vítimas foi intensificado pela tentativa de fuga do motorista, impedida pelos moradores, e ao se descobrir que Carlos Eduardo já teria sido indiciado por outro homicídio no trânsito. Dentro da caminhonete, estava um amigo do condutor que não foi identificado, também se feriu. Ainda foi encontrada uma garrafa de uísque no interior do carro.

O caso foi registrado na Delegacia de Plantão de Casa Amarela. O delegado Eduardo Xavier adiantou que deverá indiciá-lo por homicídio, lesão corporal gravíssima, previstos no Código Penal, e alcoolemia com o agravante da recusa ao bafômetro, pelo Código de Trânsito Brasileiro. A perícia no hodômetro e o resultado toxicológico no motorista deverão apontar se Carlos Eduardo será indiciado por homicídio doloso ou culposo. A previsão é de que osresultados fiquem prontos em até dez dias. O motorista deverá ser encaminhado para o Centro de Triagem, em Abreu e Lima, na manhã de hoje.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/01/17/urbana5_0.asp

Nunca a oposição foi tão pequena na Alepe

16 DE JANEIRO DE 2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Ayrton Maciel, no Jornal do Commercio

Fotos: JC Imagem

POR ENQUANTO a Oposição é formada por Daniel Coelho, Gustavo Negromonte, Tony Gel, Maviael Cavalcanti, Betinho Gomes, Antônio Moraes, Carlos Santana, Edson Vieira e Claudiano Filho. Os cinco últimos podem mudar de lado

Cadê a oposição? Um dos fundamentos da democracia representativa – a existência de uma oposição – nunca foi tão diminuta em Pernambuco pós-redemocratização. As eleições 2010 quase pulverizaram do mapa parlamentar aqueles a quem a teoria política atribui o papel do contraditório e da fiscalização. As urnas encolheram a oposição, na Assembleia Legislativa, a uma quantidade menor que o número de dedos das mãos. E pode ficar pior: menor que o número de dedos de uma mão. De 1964 a 2011, mesmo na ditadura militar, a bancada oposicionista nunca foi tão frágil. Em meio ao fator Lula e à máquina que girou pró-Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB), o resultado eleitoral deixou a bancada de oposição ao segundo governo socialista reduzida a nove deputados, contados os cinco eleitos pelo PSDB. Como os tucanos, até março – na expectativa de governistas e oposicionistas –, devem aderir à base do governo, a oposição pode ter que de desdobrar (ainda mais) para cumprir o seu papel.

A Assembleia vai se instalar no dia 1º de fevereiro com a perspectiva de uma bancada oposicionista que terá de se virar com quatro integrantes: dois do DEM, um do PMDB e um do PV. Isso, considerando-se que o deputado Daniel Coelho (PV) permanecerá na oposição, contrariando a posição dos verdes que acabam de aderir ao governo Eduardo Campos. O perfil parlamentar para 2011 a 2014 traduz, assim, o ápice de um sistema político que reproduz o pensamento de que “só sobrevive quem estiver do lado do poder”. Nem no período militar (1964/1985) a oposição foi tão raquítica em número. Se havia a poderosa Aliança Renovadora Nacional (Arena, depois PDS, depois PFL), a resistência à ditadura era liderada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB, depois PMDB), menor em quantidade, mas com quadros qualificados e representativos de grande parcela da população pernambucana.

“Mesmo sob o regime militar, a oposição era sólida, ideológica, com uma vinculação nacional, porque era uma oposição ao regime”, lembra Pedro Eurico (PSDB), que não foi reeleito em 2010, depois de seis mandatos sucessivos, o primeiro em 1986.

Primeiro governador eleito pós-64, em 1982, Roberto Magalhães (PDS) assumiu o governo com uma base de 28 governistas, mas com uma oposição de 21 deputados. Quatro anos depois, Miguel Arraes – deposto pelos militares em 64 – foi reconduzido pelo povo ao governo do Estado, assumindo com uma base de 25, contra uma oposição de 24 parlamentares.

Em 1990, Joaquim Francisco (PFL) renunciou à Prefeitura do Recife, candidatou-se e elegeu-se governador, derrotando Jarbas Vasconcelos (PMDB). Joaquim assumiu em desvantagem, com uma base de 24 contra 25 deputados de oposição. Em 1994, Miguel Arraes retornou para um terceiro mandato, derrotando Gustavo Krause (PFL), que tinha o apoio de Jarbas (PMDB), pela aliança União por Pernambuco (PMDB/PFL). Arraes assumiu com uma minoria na Assembleia, 22 governistas contra 26 oposicionistas.

Quatro anos depois, em 1998, Jarbas derrotou o ex-aliado Miguel Arraes e conseguiu eleger uma grande maioria parlamentar: 32 a 17. Na reeleição, em 2002, uma reviravolta: a base ficou com 24 e a oposição com 25. Com a era Lula, Eduardo teve a primeira vitória em 2006 e conquistou uma massacrante base governista: 33 a 16. Em 2010, colheu os frutos da parceria com o ex-presidente e se reelegeu com uma Assembleia ainda mais governista: 40 contra nove da oposição.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/16/nunca_a_oposicao_foi_tao_pequena_na_alepe_89292.php