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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DER promete para fevereiro sinalização na PE-07, em Jaboatão

12/01/11
Do site "PERNAMBUCO 360GRAUS"
Da Redação do pe360graus.com

Medida vai servir para disciplinar fluxo e facilitar travessia de pedestres na rodovia


Fotos: Reprodução / TV Globo
Atravessar a PE-07 se torna um desafio para que vive próximo à rodovia

Para quem mora às margens da PE-07, também conhecida como avenida General Manuel Rabelo, em Jaboatão, no Grande Recife, atravessar a rodovia é um sufoco: não há nada para ajudar na segurança dos pedestres.

Os moradores da região acham que se o antigo posto da Polícia Rodoviária fosse reativado, a situação seria melhor. A dona de casa Laurinete da Silva sofre porque, em tempo de aula, costuma passar pelo local com os netos. “De todo jeito a gente tem que atravessar, para tudo que a gente precisa. As crianças estudam em Jaboatão Velho e quando voltam, saltam do outro lado e a gente tem que atravessar”, explica a senhora.

O Calendário do NETV 1ª Edição já esteve na rodovia duas vezes. Em 12 de maio do ano passado, mostrou-se pela primeira vez a dificuldade dos moradores para atravessar a avenida. Eles fizeram um abaixo assinado pedindo uma solução mas, em 30 de julho, a travessia continuava complicada, sem lombada ou semáforo, pedidos feitos pela vizinhança.

Isabel Lins (foto 3), gerente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), disse que havia uma licitação em andamento e marcou o dia 30 de novembro para a solução do problema, só que nada aconteceu. “Em dezembro foi um acidente em cima do outro, hoje já ia acontecendo de novo. São dois ou três por semana. A gente está preocupado com os idosos, as crianças, os deficientes, para atravessar essa avenida. A população já não agüenta mais esse desprezo com a nossa comunidade”, diz o líder comunitário Fabiano Janderson (foto 2).

O DER justificou o atraso falando de uma dificuldade com a licitação e deu novo prazo. “A nossa previsão é de que na segunda quinzena de fevereiro já esteja no local, implantado, o jogo de semáforos que vai permitir a organização do fluxo no local e também a travessia de pedestres”, prometeu a gerente.

Fonte:http://pe360graus.globo.com/noticias360/

Absolvam as chuvas de verão

13/01/11
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Os alagamentos e deslizamentos que o Brasil vê acontecer não são causados pela intensificação da atividade pluviométrica, mas por incompetência e descaso dos governos estaduais e municipais. Com certa responsabilidade até do governo federal, que não atua sobre a inaptidão de certos Estados e municípios.

Tem chovido muito em várias partes do Sul e do Sudeste há quase uma semana, mas só se vê desastres em algumas cidades, enquanto que outras, muitas vezes limítrofes, não são afetadas. Tudo por falta de planejamento e de providências das cidades atingidas.

Tomemos Curitiba – onde me encontro a trabalho desde terça-feira – como exemplo. Tem quase a mesma altitude de São Paulo (está, apenas, a cerca de 200 metros acima). O relevo é ondulado como o da capital paulista e as duas cidades têm clima subtropical. E aí terminam as semelhanças.

Venho me surpreendendo com a ausência de enchentes, nestes dias que estou passando aqui. Assim como com o cuidado ambiental e o planejamento urbanístico, a racionalidade do sistema de transportes, tudo isso aliado ao maior índice de veículos particulares por habitante em todo país.

Curitiba deveria ter congestionamentos, e não tem; deveria ter alagamentos, e não tem; deveria ser poluída, e não é – apesar da grande frota automotiva e de tantas indústrias na região. Por tudo isso, é considerada a capital com a melhor qualidade de vida do Brasil, tendo a quinta maior economia entre elas.

A diferença está no nível de consciência política e de educação da população autóctone. Aqui jamais se aceitaria, ano após ano, uma conversa fiada como a de que aconteceram inundações por conta de chuvas mais intensas. Políticos de todos os partidos que governaram ou governam tratam a população com maior respeito, pois sabem que é atenta.

Em São Paulo, a população, mesmo a mais rica, conforma-se com as tragédias que as chuvas causam por falta de ações do Estado, e se deixa enganar pelas comparações que a mídia faz com regiões como as serras fluminenses, onde as mortes e desastres causados pelas chuvas têm origem na topografia e não na falta de estrutura das cidades.

Áreas para absorção das águas pluviais, limpeza de esgotos e manutenção das calhas dos rios e córregos, se fossem feitas com efetividade bastariam para solucionar os problemas paulistanos. Todavia, a população local ou culpa a si mesma pelas enchentes ou as aceita como um fato da vida.

A manipulação do povo de São Paulo pela mídia me mata de vergonha pela burrice popular que impera em minha cidade. Sinto dizer, mas é a verdade. E não diria se não fosse, sendo natural da capital paulista e filho, neto, bisneto e tetraneto de paulistanos.

Ontem (quarta-feira), grande parte da imprensa continuava enganando a população ao atribuir o caos ao volume de chuvas e ao comparar as desgraças locais com as que ocorreram em regiões serranas do resto do país, fenômeno que nada tem que ver com os alagamentos paulistanos.

Mas, para não ficarmos só em São Paulo, vamos reconhecer que é criminosa a passividade de administrações estaduais e municipais de outras partes do país, tanto quanto em São Paulo. Quem não sabe que habitar encostas oferece risco em regiões de clima subtropical, nas quais as chuvas se impõem nesta época do ano?

Estou plenamente convencido de que essas tragédias provocadas pelos alagamentos urbanos e por deslizamentos de encostas só terão fim quando as populações das regiões atingidas passarem a boicotar políticos e partidos que governem e, ao fim do governo, não tenham, no mínimo, reduzido drasticamente as desgraças pluviais.

—–

PS: vários amigos-leitores curitibanos estão me convidando para me juntar a eles em jantares ou happy hours. Estou muito feliz e honrado. Infelizmente, porém, estou nesta magnífica cidade acompanhando um cliente estrangeiro, tendo que ciceroneá-lo juntamente com a diretoria da indústria que represento.

Todos os meses venho a Curitiba. Quase sempre, para reuniões com a minha representada. Assim, acabo tendo mais tempo livre. Frequentemente, venho mais de uma vez por mês. Estou certo, pois, de que não faltarão oportunidades de me reunir com essas pessoas simpáticas e acolhedoras desta cidade fantástica.

Espero que voltem a me convidar em outra viagem que faça a Curitiba, quando, certamente, poderíamos nos reunir todos e fazer uma bela confraternização dos leitores deste blog. Desta vez, porém, está sendo impossível mesmo.

Um abraço a todos os leitores e leitoras de Curitiba.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/01/absolvam-as-chuvas-de-verao/

O protesto de um leitor contra a baixaria no Estadão

3 de janeiro de 2011
Do blog "VI O MUNDO"
Por Luiz Carlos Azenha


Recebo, do leitor Paulo França, um protesto a respeito dos comentários aprovados pelo Estadão, na coluna da Sonia Racy, a respeito da vice-primeira-dama.

Um exemplo:

03/01/2011 – 18:02
Enviado por: Paula Tejando

Casou por puro amor… NOT!! Heheheh vadia gananciosa e velho tarado. Mas pela idade quem come ali não é ele de jeito nenhum, e se não ficar esperto a Dilma vai tomar pra ela e queimar velcro com mais uma.

Os comentários estão aqui.

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Eu mesmo, quando tratei da questão de Marcela Temer, a esposa de Michel Temer, o fiz a partir de um fato jornalístico: quem viu a posse da presidente Dilma Rousseff se surpreendeu com a imagem da vice-primeira-dama. Ponto.

Porém, alguns leitores protestaram.

A Mariana, por exemplo, pediu que eu passasse a me referir às mulheres como “esposas” — não “mulher de”, indicando posse. Sem problema.

O Pedro Ayres, embora não tenha sido específico, lamentou comentários que poderiam ser considerados deselegantes ou que diminuíssem a vice-primeira-dama.

Eu e a Conceição Lemes suprimimos, por nossas contas, mais de 50 comentários, inclusive todos os que faziam referência ao Viagra. Porém, não vejo nenhum problema em permitir que pessoas discutam, por exemplo, a diferença de idade entre Michel Temer e a esposa.

Eu, pessoalmente, não vejo nenhum problema na diferença de idade. Por outro lado, se aprovar apenas os comentários com os quais concordo o blog vai se tornar um porre. O certo é que, coletivamente, jamais nos rebaixaremos ao nível dos leitores do Estadão.

PS do Viomundo: O Estadão apagou todos os comentários.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-protesto-de-um-leitor-e-a-nossa-posicao.html

Cobrança tardia (ou tudo igual na relação da mídia com os tucanos)

13.01.2011
Do blog "VI O MUNDO"


Acima, o resultado da “crise ética” do governo Lula/Dilma

Por Luiz Carlos Azenha

Passei o dia de ontem trabalhando na cobertura das enchentes de São Paulo. O mesmo filme de sempre: improvisação, improvisação, improvisação. Um governo incapaz de alertar os moradores da cidade — a não ser para gritar “não saiam de casa”. Um poder público irresponsável, que não arca com as consequências de sua incompetência. Tentativas de jogar a culpa exclusivamente em Deus ( “excesso de chuva”, imitando o “excesso de veículos” que congestiona as ruas, como se não houvesse relação entre congestionamento e governo/desgoverno) e na população (que joga lixo nas ruas). Falta de coleta? De varrição? Não é preciso andar muito por São Paulo para constatar que, além da população mal educada, o próprio poder público contribui com as enchentes ao abandonar as ruas da cidade ao Deus dará.

No meio da tarde, na rádio CBN, o locutor vocifera contra… a “farra dos passaportes”. Isso mesmo. O locutor da CBN, no dia em que São Paulo enfrentou uma das maiores enchentes dos últimos anos, prometia procurar o presidente da OAB para cobrar ação contra a “farra dos passaportes”. Este é o nível de indigência jornalística que permitiu que as coisas chegassem onde chegaram.

Registre-se que a Folha de S. Paulo passou os últimos dias muito ocupada com a “farra dos passaportes”, ou denunciando que o Exército gastou 6 mil reais com o ex-presidente Lula, com farta cobertura inclusive na primeira página.

Em 2009, em texto assinado por Conceição Lemes, o Viomundo denunciou que o governo Serra deixou de fazer a limpeza necessária na calha do rio Tietê, que atravessa a cidade e para a qual convergem outros rios e riachos que cortam a capital paulista. Agora, indiretamente, o governador Geraldo Alckmin admite que a Conceição tinha razão: “Há 2,1 milhões de metros cúbicos que precisam ser retirados do Tietê”, segundo Alckmin. O desassoreamento, afirma o governador, deve ser “eterno”. Tudo indica que o governo Serra negligenciou a manutenção da obra-vitrine do antecessor.

O que deu errado?, pergunta hoje a Folha na capa de um caderno.

É só olhar para o próprio caderno da Folha para entender: na contracapa do caderno dedicado às enchentes em São Paulo, aparece o artigo “O grande timoneiro”, no qual em tom de blague o articulista diz que “Lula só será realmente aclamado pelas massas se der ao Corinthians o Mundial, a Libertadores e um estádio”. A Folha, obcecada por Lula, enquanto São Paulo afunda…

As cobranças do jornal em relação aos governos paulistas são pontuais e não cobrem as questões realmente essenciais: o assoreamento do Tietê, a invasão das áreas de várzea, a presença física de uma central de abastecimento de frutas, verduras e legumes ao lado de um rio fétido que transborda, o (bom ou mau) gerenciamento das represas da Penha e do Cebolão, a falta de piscinões (são justificáveis do ponto-de-vista sanitário?), a obra de ampliação da marginal, a falta de transporte público, a falta de coordenação entre as prefeituras da região metropolitana e a submissão do planejamento da cidade aos interesses da especulação imobiliária (aquela, que anuncia maciçamente seus novos empreendimentos nos jornalões paulistas).

É de se estranhar que vá acontecer tudo de novo, igualzinho, no ano que vem?

Leia aqui a entrevista que a Conceição fez com o professor Júlio Cerqueira César Neto, um dos grandes especialistas em hidráulica e saneamento do Brasil.

Ouça aqui a entrevista que fiz com o professor, na qual ele deixa clara a importância de uma ação conjunta dos responsáveis pela bacia do Alto Tietê.

Veja como o governo de São Paulo joga o esgoto do Palácio dos Bandeirantes em um córrego, sem tratamento.

Leia uma crítica à ampliação das marginais, que levaram mais automóveis para as margens do rio que transborda!

Veja como a Globo encobriu a responsabilidade pública pela falta de limpeza no centro de São Paulo.

Veja como o gerenciamento de represas pode evitar/causar inundações.

Veja como a Sabesp tentou intimidar o ambientalista e economista José Arraes, por causa de uma entrevista que ele deu ao Viomundo.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/cobranca-tardia-ou-tudo-igual-na-relacao-da-midia-com-os-tucanos.html

Dilma vê "momento dramático" com chuvas no Rio, mas evita definir recursos e prazos

13.01.2011
Do UOL Notícias
Maurício Savarese e Marina Motomura
Em São Paulo


Em sua primeira entrevista coletiva depois de tomar posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (13) que as chuvas que mataram mais de 400 pessoas nos últimos dias no Estado do Rio de Janeiro trouxeram “um momento muito dramático” e "cenas fortes”. Apesar disso, ela evitou fixar recursos e prazos para a reconstrução das áreas afetadas na região serrana –em especial nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo– as mais afetadas pela tragédia que já matou mais de 400 pessoas.

Presidente Dilma Rousseff visita Nova Friburgo, área mais atingidas pelas chuvas no Estado do Rio de Janeiro Mais Roberto Stuckert Filho/PR

Na capital fluminense e ao lado de um de seus maiores aliados, o governador Sérgio Cabral (PMDB), Dilma aprovou a “capacidade de organização do governo do Estado” e disse estar atenta aos riscos em outros três Estados: Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás. Mais cedo, ela conversou com moradores de Nova Friburgo para avaliar as maiores necessidades dos prejudicados pelas chuvas. Após elogios ao antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela disse que a reconstrução pode ser acelerada, mas terá trâmites burocráticos indispensáveis.

"O momento é de solidariedade, resgate e apoio. Não dá para mensurar recurso agora", afirmou ela durante a entrevista. "Estamos colocando o que nós temos à disposição. Arcamos com esse custo sem problema. Todo o resto vamos ter que quantificar do que se trata", completou ela, que repetiu o antecessor ao liberar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e mensalidades do programa Bolsa Família para afetados por tragédias naturais.

Questionada sobre se poderia acelerar a inclusão das áreas prejudicadas no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida 2, Dilma preferiu manter o tom técnico que a caracterizou como ministra-chefe da Casa Civil sob Lula. "O governo federal consegue acelerar o repasse, mas permanece a obrigação legal de prestação de contas e de projetos", disse ela. "Quem faz todo o ordenamento urbano é o município. A União não tem o poder de fazer isso."

"Momento dramático"

"Nós não financiamos habitação em zona de risco. Não usamos nenhum recurso do governo federal para incentivar as pessoas a fazer ocupação nessas áreas. O mecanismo que nós temos é esse [o Minha Casa, Minha Vida]", completou.

Aparentando consternação, Dilma se disse solidária com os familiares das vítimas das chuvas. "É de fato um momento muito dramático. As cenas são muito fortes, é visível o sofrimento das pessoas e o sofrimento é muito grande", afirmou, acompanhada de vários ministros.

“Agora nós temos de resgatar pessoas, reestruturar as condições de vida nas regiões atingidas, permitindo que as pessoas tenham acesso a remédios, que tenham minorado seus sofrimentos quando perdem suas casas, seus bens”, disse. “O governo federal vai estar, aqui no Estado, solidário e cooperando como sempre. Estamos aqui também para prevenir e garantir que a reconstrução seja um momento de prevenção."

Questionado sobre se os repasses federais tinham chegado ao Rio de Janeiro em 2010 depois da tragédia em Angra dos Reis, ocorrida em janeiro do ano passado, Cabral defendeu a gestão Lula. “O Rio de Janeiro recebeu nos últimos quatro anos não só solidariedade, mas o apoio efetivo. As obras em Angra estão em curso. São R$ 110 milhões de reais. Uma velocidade que nunca houve antes. Não há uma reclamação sequer da nossa parte”, disse.

"Educar é dizer não"

Cabral voltou a criticar as moradias irregulares em áreas de risco. "A legislação do solo urbano cabe às prefeituras. A prefeitura tem que cuidar também da ocupação irregular e enfrentar esse problema", afirmou o governador. "Educar também é dizer não. Não se pode habitar essas áreas."

Dilma disse que seu governo vai investir na prevenção de tragédias como essa, criando políticas habitacionais. "A prevenção não é uma questão de Defesa Civil apenas, é questão de saneamento, drenagem e políticas de governo. Quando não tem política habitacional, quem ganha 2 ou 3 salários mínimos mora onde? Justamente nas regiões desabitadas", afirmou a presidente. "A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção."
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/01/13/dilma-ve-momento-dramatico-com-chuvas-no-rio-mas-evita-definir-recursos-e-prazos.jhtm

Lou Dobbs: Entre o jornalismo industrial e os que querem afogar nordestinos

13.01.2011
Do blog "VI O MUNDO"
Por Luiz Carlos Azenha


O debate do momento nos Estados Unidos é sobre se a retórica raivosa da extrema-direita foi responsável ou não, ainda que indiretamente, pelo massacre de Tucson (aquele, em que o atirador matou um juiz federal e acertou a deputada democrata Gabrielle Giffords).

O debate nasceu do fato de que a republicana Sarah Palin, em sua campanha contra a reforma do sistema de saúde proposta por Barack Obama, ilustrou com a mira de uma arma os distritos em que os eleitores e ativistas republicanos deveriam concentrar seus esforços para “abater” os democratas. Um dos distritos era o de Giffords, no Arizona.

Mais que isso, na campanha eleitoral de 2010, o adversário derrotado por Giffords, Jesse Kelly, do Partido Republicano, promoveu um evento batizado assim: “Acerte o alvo para a vitória em novembro. Ajude a remover Gabrielle Giffords. Venha dar tiros com uma M16 automática com Jesse Kelly”.

Isso mesmo: Kelly, um veterano de guerra, convidou eleitores para brincar de tiro ao alvo com ele. Literalmente.

[Denúncia feita no Daily Kos]

A origem desta retórica explosiva, no entanto, vem de muito antes.

É um fenômeno que nasceu em consequência do processo de “industrialização da notícia”, que se deu quando surgiu a primeira das emissoras de notícias 24 horas por dia, nos Estados Unidos. Eu mesmo, lá nos anos 80, quando era correspondente da TV Manchete em Nova York, escrevi alguns frilas para a Folha de S. Paulo dando conta do nascimento da CNN internacional.

O formato da CNN pegou de surpresa a TV “tradicional” da época tanto quanto a blogosfera ameaça, agora, a hegemonia dos jornalões. A CNN transmitia tudo ao vivo, antecipando os fatos relevantes que os telejornais noturnos das grandes redes (ABC, NBC e CBS) reservavam para o horário nobre (nos Estados Unidos, seis e meia da tarde). A CNN aniquilou a geração de grandes âncoras inspirados no legendário Edward Murrow e deu origem ao mix cultivado hoje em dia, em que a “personalidade” e o “carisma televisivo” valem mais, para quem aparece no vídeo, que a experiência de repórter ou o faro jornalístico.

O problema de emissoras como a CNN, no entanto, era a falta de regularidade da audiência. Todo mundo corria para a CNN na hora da tragédia, dos acontecimentos históricos, da notícia importante. A CNN era fato-dependente. Quando tudo estava bem, as pessoas preferiam ficar com os seus âncoras regulares, nos quais “confiavam”: Peter Jennings, Ted Koppel, Dan Rather, Tom Brokaw.

Por motivos meramente comerciais, a CNN começou a desenvolver uma programação para sustentar a audiência fora dos horários das notícias quentes. Nasceu então o programa noturno de entrevistas de Larry King, por exemplo, que fazia um mix de artistas, políticos e “personagens” dos fatos do dia. Larry foi trabalhado como a primeira grande estrela da CNN.

Pode se dizer que a emissora de Atlanta, na Geórgia — chamada pelo establishment do eixo Nova York-Washington, de forma pejorativa, de Chicken News Network, por causa de sua origem caipira — representou o amadurecimento da indústria da TV a cabo nos Estados Unidos. Logo surgiram as concorrentes, a competição se acirrou e tivemos um novo passo do jornalismo-show: a migração de homens de sucesso do rádio para a TV (Larry King, aliás, começou no rádio).

Os chamados “shock jocks”, como Howard Stern, especializados em chocar a audiência, ganharam espaço. Era o choque como um valor em si, através do uso de linguagem que desafiava os padrões vigentes, de promoções bizarras (corrida de anões, etc.) e da sátira política numa linha mais ousada — alguns diriam grosseira — que a do Saturday Night Life.

Não se intimide com os nomes e programas dos quais você nunca ouviu falar. Você não perdeu nada: está tudo aí na TV brasileira, com outro nome.

O choque como um valor em si precedeu o choque com valor ideológico, do qual um dos primeiros representantes na tv americana foi, na CNN, o Lou Dobbs.

Eu poderia ter citado outros — hoje eles existem às dezenas –, mas escolhi o Dobbs por ter acompanhado a transformação dele de um mero apresentador de notícias em “personalidade televisiva”; Dobbs surfou e ao mesmo tempo ajudou a promover, na CNN, a onda anti-imigrantes que hoje deixou de ser coisa da extrema-direita e já penetrou, sob disfarces, até mesmo na retórica dos democratas conservadores.

Dobbs assumiu a persona do telejornalista que “fala o que pensa”. Usou de um histrionismo ensaiado, também comum, hoje, nos programas policiais da TV brasileira.

Dobbs está entre os que se autopromoveram denunciando Washington e os políticos com uma espécie de telepopulismo — colhendo, em troca, uma boa audiência televisiva, bons contratos para escrever livros “impressionistas” e outras benesses devidas às celebridades.

A escolha de Lou Dobbs como exemplo é boa porque ele não tem nada de extraordinário. Nem brilho intelectual, nem insights: é a encarnação do homem comum.

O homem “de bem” numa sociedade cheia de males representa a última barreira contra alienígenas que não comungam dos valores nacionais, sejam eles imigrantes hispânicos, políticos inescrupulosos que não vivem como o povo ou “elitistas” da academia (uma das frases sob as quais se esconde o antissemitismo nos Estados Unidos).

Dobbs ajudou a trazer para dentro da TV a cabo assuntos e pontos-de-vista que haviam sido banidos da mídia pelo politicamente correto. Mas ele é um lorde inglês se comparado a gente como Sean Hannity, Glenn Beck e Bill O’Reilly, que tornaram aceitável para uma parcela considerável dos telespectadores da Fox um discurso muito mais raivoso e preconceituoso.

Foi graças a esse discurso que a Fox cresceu e ocupou um importante nicho de mercado nos Estados Unidos apesar de ter surgido no momento em que a blogosfera já ameaçava o poder dos grupos tradicionais. Aliás, podemos dizer que a Fox foi a resposta televisiva à blogosfera: o opinionismo eletrônico criou uma verdadeira simbiose entre os apresentadores e os telespectadores.

Se a CNN cresceu por causa das notícias frescas e, mais tarde, por motivos comerciais, personalizou sua grade de programação, a Fox cresceu sustentada por uma tropa de choque com uma visão muito particular e “original” das notícias. Mais que noticiário, a Fox apresenta diariamente uma narrativa, um teatro mesmo, em que os telespectadores são convocados a participar de uma espécia de catarse coletiva, cujo objetivo é “purificar” os Estados Unidos, livrando o país de ameaças como o “socialista Obama”, a “máfia sindical”, o “islamofascismo” ou os “esquerdistas” (invariavelmente traidores da Pátria).

É por isso que a Fox se parece muito mais com um partido político: os apresentadores se sustentam na contínua mobilização ideológica da maioria dos telespectadores, no divertimento de alguns e na curiosidade do punhado de viciados em kitsch.

É, como escrevi acima, uma espécie de teatro.

Um modelo cuja sobrevivência depende da manutenção da capacidade de chocar. No momento em que as redes sociais e o You Tube garantem a qualquer um os 15 minutos diários de fama, a tarefa dos animadores da Fox exige um esforço cada vez maior.

O problema da retórica do ódio e do preconceito não está no Lou Dobbs, nem no Sean Hannity, muito menos no Luiz Carlos Prates. Todos, por motivo de autopreservação, dificilmente sairiam por aí cometendo atrocidades para além da retórica.

O problema está nas consequências sociais desta retórica, especialmente quando quem ouve tem à disposição ferramentas para amplificar o alcance da mensagem.

O problema é nosso quando surgem os que pregam o afogamento dos nordestinos ou o assassinato da presidenta Dilma Rousseff, “de brincadeira”, no twitter.

Vivemos numa sociedade crescentemente midiatizada, que submete o conteúdo à forma, o íntimo ao público, a razão à emoção. É o narcisismo coletivo e instantâneo. Chocar para aparecer ganha ares de expressão artística. Nunca vivemos nada parecido antes no campo da comunicação de massas.

Nem exemplos clássicos, como o da rádio Mil Colinas, se aplicam. A rádio, para quem não acompanhou, foi usada para fomentar o ódio, arregimentar militantes e organizar o genocídio de Ruanda. O genocídio aconteceu dentro de condições históricas, políticas e econômicas muito específicas. A rádio foi apenas um meio. Mas, se a rádio existisse numa sociedade saturada de telefones celulares, de conexões de internet e de militantes habilitados para usá-las, o discurso de ódio transmitido por ela poderia ter alcance e impacto ainda maiores.

Meu ponto é que estamos em terreno desconhecido quando falamos sobre o discurso de ódio em sociedades altamente midiatizadas, em que o discurso político trafega em alta velocidade e em múltiplas direções.

Por via das dúvidas, nos Estados Unidos, depois da tragédia de Tucson, a direção da Fox pediu aos apresentadores para amenizar o tom.

Quanto a Lou Dobbs, deixou a CNN em 2009, depois de dar voz na emissora ao movimento dos birthers, aqueles que não acreditam que Barack Obama nasceu nos Estados Unidos e que portanto o consideram usurpador do cargo. As formas que o racismo encontra de se manifestar…

Dobbs deixou a emissora depois de ser alvo de uma campanha que mirou nos interesses comerciais da CNN junto à comunidade latina. Recebeu 8 milhões de dólares de indenização. E foi contratado pela Fox.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/lou-dobbs-entre-o-jornalismo-industrial-e-os-que-querem-afogar-nordestinos.html

ENSINO SUPERIOR : MEC impede abertura de novos cursos em 15 faculdades

13 DE JANEIRO DE 2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Claudia Andrade, do Terra


O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira que 15 instituições de ensino superior ficarão impedidas de abrir novos cursos ou ampliar o número de vagas. As instituições perderam sua autonomia por terem apresentado conceitos insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) referentes aos anos de 2007, 2008 e 2009.

São quatro universidades e 11 centros universitários que, se não melhorarem o ensino disponibilizado aos alunos, podem perder o status de universidades ou centros universitários ou até mesmo serem descredenciadas pelo MEC.

Fatores como perfil do corpo docente, regime de trabalho e títulos dos professores, qualidade da infraestrutura oferecida aos alunos e do projeto pedagógico, além do desempenho nos exames nacionais de avaliação são avaliados pelo MEC e podem levar uma instituição a ter um conceito insatisfatório no IGC.

Para voltar a ter autonomia, as instituições terão de apresentar resultado satisfatório nas próximas edições do IGC, com índice acima de 3 ¿ a escala vai de 1 a 5. As universidades e centros universitários passarão por supervisão do MEC para avaliar sua evolução.

"O credenciamento (da instituição) pode ter sido criterioso no passado, mas a instituição perdeu ímpeto, perdeu vigor", avaliou o ministro Fernando Haddad.

O ministro considerou que as instituições de ensino superior no País, em geral, estão melhorando. "Aqueles que não estão em busca da qualidade serão trabalhados com as penalidades previstas em lei, sempre na perspectiva de que a instituição se recupere. Mas quando isso se mostra inviável, a autoridade regulatória tem de tomar as medidas para salvaguardar os interesses nacionais", alertou.

Haddad deu ainda um recado para instituições que disputam alunos apenas oferecendo mensalidades baratas. "Estamos protegendo instituições de qualidade da concorrência desleal de instituições sem qualidade que competem apenas por mensalidades módicas. Não adianta querer captar alunos pelo preço porque o poder federal pode descredenciá-la".

Saiba quais foram as instituições que perderam autonomia:

Universidade do Grande ABC (SP)
Universidade Ibirapuera (SP)
Universidade Iguaçu (RJ)
Universidade Santa Úrsula (RJ)
Centro Universitário Cândido Rondon (MT)
Centro Universitário da Cidade (RJ)
Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (GO)
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (AM)
Centro Universitário de Várzea Grande (MT)
Centro Universitário do norte Paulista (SP)
Centro Universitário Euro-Americano - Uniplan (DF)
Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (RJ)
Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (DF)
Centro Universitário Sant'Anna (SP)
Centro Universitário Luterano de Manaus (AM)

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/01/13/mec_impede_abertura_de_novos_cursos_em_15_faculdades_89085.php

PDT chama João Paulo para suas fileiras

13.01.2001
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Aline Moura
alinemoura.pe@dabr.com.br

O petista almoçou com o deputado Paulinho da Força em Brasília, quando recebeu o convite

Mesmo sem cargos políticos no governo Dilma Rousseff (PT), o cacife eleitoral do ex-prefeito e deputado federal eleito João Paulo ainda atrai os partidos aliados. Em almoço com o líder do PDT na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força, o ex-prefeito foi convidado a deixar o PT e se filiar à sua legenda. Paulinho não escondeu o jogo e lançou o nome do parlamentar eleito à Prefeitura do Recife. Ontem, em entrevista ao Diario, o pedetista disse saber das dificuldades internas vividas no PT pelo futuro colega de parlamento e arrematou: ´Quero que ele (João Paulo) venha para o PDT ser o nosso candidato a prefeito do Recife`.


Apesar das dificuldades, continuo firme no PT. Mas gostaria de agradecer os gestos de acolhida dos presidentes nacionais do PCdoB e PDT. Foto: Cecília de Sá Pereira/Aqui PE/D.A Press/24/7/09

Esse é o segundo convite que o ex-prefeito recebe para sair do PT. A primeira sigla a sondá-lo foi o PCdoB, legenda a qual pertence o deputado estadual eleito Luciano Siqueira, vice de João Paulo por oito anos. ´Só precisamos falar com o presidente estadual do PDT, José Queiroz, e com o presidente nacional, Carlos Lupi. Se depender de mim, João Paulo está dentro`, contou Paulinho, que frisou admirar o petista desde os tempos de militância nos movimentos sindicais.

Paulinho contou que João Paulo ouviu a proposta de candidatura a prefeito, mas não se posicionou. Ele ressaltou, no entanto, que a reunião informal realizada em seu apartamento, em Brasília, abriu possibilidades. O pedetista não acredita, por exemplo, que o petista perderia o mandato de deputado federal se resolvesse deixar o PT. ´João Paulo é uma pessoa muito respeitada e isso pode ser negociado com o PT`, declarou, acrescentando que a conversa contou com a presença do deputado federal Paulo Rubem, desfiliado do PT em 2007. Rubem entrou do PDT há três anos e virou prefeiturável em Jaboatão em 2008, apesar do insucesso na eleição.

Segundo João Paulo, ´falta muito tempo para o processo eleitoral` e o foco do momento é ajudar o governo Dilma Rousseff e cumprir um bom mandato. ´Eu agradeço a gentileza do PCdoB e do PDT, mas não penso em sair do PT. Os convites deram uma reforçada agora porque as pessoas sabem da minha dificuldade, mas continuo firme no PT`, justificou.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/01/13/politica1_0.asp

Que espaço o PiG (*) vai dar ao Lula ? Nenhum

12/01/2011
Do "CONVERSA AFIADA"
Por Paulo Henrique Amorim

Que espaço o PiG (*) vai dar ao Lula ? Nenhum

O PiG vai fingir que Lula não existe

Converso com amigo navegante e ele me pergunta:

- Por que o Lula não foi pra cima do PiG (*) ?

- Porque faltou visão política, respondo.

- O que é que você chama de “visão política”?

- Ele subestimou o poder desorganizador do PiG e não entendeu que o problema era maior do que uma batalha entre ele e o PiG. O problema é da democracia brasileira. O PiG entupiu as artérias da democracia brasileira.

- Você acha que a Dilma vai enfrentar o PiG?, pergunta o amigo navegante.

- À sua maneira.

- Qual é a maneira dela ?

- Firme e suave. Bate e sopra.

- O PiG vai dar espaço ao Lula ?, pergunta o amigo navegante.

- Nenhum, respondo.

- Então, o Lula vai sumir ?

- É impossível sumir com o Lula. Mas, ele se tornará uma estrela mais visível no firmamento fora do Brasil, respondo.

- Isso é uma armadilha do destino, diz o amigo navegante, enigmático.

- Como assim?, pergunto.

- Paradoxalmente, o Lula é um produto do PiG e agora o PiG descerá a cortina, explica o amigo.

- É, o governo Lula não abriu uma janela para o Lula sobreviver ao poder. Agora, o queridinho do PiG, o FHC, vai à forra.

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/01/12/que-espaco-o-pig-vai-dar-ao-lula-nenhum/

Menino sem pernas dá exemplo de superação ao competir em vários esportes

12/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por BBC, BBC Brasil

Menino sem pernas dá exemplo de superação ao competir em vários esportes

"Cody competindo em natação com atletas sem deficiência (foto: James Ambler / Barcroft USA)"

Cody McCasland já acumulou uma coleção de mais de 20 próteses

O menino americano Cody McCasland, de 9 anos, vem ganhando fama como exemplo de superação ao competir em várias modalidades esportivas apesar de não ter as duas pernas.

Cody teve os membros amputados ainda bebê, por causa de uma condição congênita chamada agenesia sacrococcígea, que provoca má-formação.

Desde então, acumulou uma coleção de mais de 20 próteses, com as quais aprendeu a andar e competir.

Nascido em um parto prematuro de emergência em outubro de 2001, o menino enfrentou meses de internações e 15 cirurgias, incluindo a retirada da bexiga e tratamento regular para uma condição que enfraquece os ossos.

Decisão

Cody superou as dificuldades para competir em vários esportes

Cody nasceu também sem a tíbia e os ossos do joelho. Era incapaz de dobrar as pernas, que pendiam de maneira torta, em uma posição desconfortável, a cada vez que ele se sentava.

Seus pais então tiveram que decidir entre deixá-lo com membros sem função, condenando-o a ficar preso a uma cadeira de rodas, ou amputar as pernas e permitir que ele pudesse aprender a andar com próteses.

O menino, que tem uma irmã de quatro anos sem deficiências, surpreendeu os pais e os médicos ao adaptar-se quase imediatamente à prótese, dando seus primeiros passos já no primeiro dia em que as testou, aos 17 meses.

Superando todos os problemas, o menino não só aprendeu a andar como se tornou esportista, competindo em várias modalidades, incluindo natação, futebol, atletismo, golfe, beisebol, caratê e equitação.

Competições

Cody sonha vencer natação e atletismo nos Jogos Paraolímpicos

Cody, que usa atualmente três pares diferentes de próteses, uma para cada situação, já participou de várias competições ao lado de atletas sem deficiências, mas seu sonho é competir nos Jogos Paraolímpicos e ganhar medalhas de ouro em atletismo ou em natação.

O exemplo do menino levou seus pais a estabelecer um fundo de caridade em seu nome, para receber doações para o hospital infantil Texas Scottish Rite, que cuidou dele, e à Fundação para Atletas Deficientes.

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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=27213691

Brasileira que asfixiou filho recém-nascido na Alemanha é presa na Espanha

12/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Agência Efe.com


Mérida (Espanha), 12 jan (EFE).- Uma brasileira de 34 anos, procurada pela Justiça alemã por matar por asfixia seu filho recém-nascido em 2007, foi presa na região espanhola de Extremadura.

Apesar de a prisão da mulher, identificada apenas como "M.H.C.", ter ocorrido em dezembro, a Polícia relatou nesta quarta-feira por meio de uma nota os fatos que levaram à sua detenção.

Segundo o informe policial, em fevereiro de 2007 a mulher deu à luz em sua casa na Alemanha e no dia seguinte ao parto sufocou o bebê com um lençol, enterrando o corpo no jardim de sua residência. Posteriormente, desenterrou os restos mortais do bebê e o transportou a um lugar não identificado da Espanha, onde o incinerou.

Os fatos aconteceram entre 5 e 15 de fevereiro de 2007 e desde então a mulher era procurada pela Justiça alemã, motivo pelo qual fugiu para a Espanha.

Segundo a Polícia, um grupo de agentes da região de Extremadura localizou e prendeu a mulher em dezembro passado em Badajoz.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27218743

Adams contesta ação ajuizada pelo DEM contra parecer da AGU sobre caso Battisti

13/1/2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Agência Brasil
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A ação direta de inconstitucionalidade em que o DEM questiona a legalidade do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) em relação a não extradição de Cesare Battisti deve ser descartada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sem chegar à analise do mérito. É a opinião de Luis Inácio Lucena Adams, chefe da AGU, para quem a ação está embasada em argumentos que não se sustentam.

'A ação ignora o básico do processo de que tem que ser contra um ato normativo. A decisão [do caso Battisti] é um caso específico. Não cabe nesse caso qualquer ação de controle constitucional', afirma Adams.

O DEM pede ao STF que declare inconstitucionalidade do documento. Segundo o parecer da AGU, o presidente tem amplos poderes para avaliar o agravamento da situação de Battisti, caso seja extraditado, observando sua condição social e pessoal. Para o DEM, o Judiciário não poderia verificar o acerto ou equívoco da decisão do presidente da República.

Entretanto, Adams afirma que o parecer da AGU está fundamentado em juízo geral, em uma recomendação. 'O presidente não está aprovando um parecer para a administração, está resolvendo uma controvérsia que foi levada ao seu conhecimento. Há clareza de que não se fala em ato normativo.'

Como exemplo de parecer que assumiu uma vinculação normativa - tipo que poderia ser contestado por uma ação direta de inconstitucionalidade -, Adams cita um ato da AGU do ano passado que limitou a venda de terras brasileiras a estrangeiros ou empresas brasileiras controladas por estrangeiros. 'Esse é um parecer normativo, que traduz interpretação geral que orienta toda a administração', explica.

Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27228707

Pacto adiou investigação de cunhado de Alckmin

13.01.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por Fausto Macedo, estadao.com.br


Políticos de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, fizeram um pacto em 2006 para blindar o tucano Geraldo Alckmin - então candidato à Presidência - retardando medidas para investigar o escândalo que envolve seu cunhado, Paulo Ribeiro, o Paulão, em suposto esquema de corrupção e tráfico de influência.
Documento subscrito por 11 vereadores da cidade diz expressamente que o prefeito João Ribeiro (PPS), apadrinhado de Alckmin, teria se comprometido a 'tomar providências' sobre denúncias de desvios na administração 'após as eleições'.

O documento foi redigido em 27 de outubro de 2006, a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais. Alckmin duelava com o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. 'O objetivo era impedir que (o escândalo) respingasse no Geraldo', conta João Bosco Nogueira, ex-vice prefeito de Pinda que rompeu com João Ribeiro após se insurgir contra movimentos de Paulão no governo municipal.

Nogueira afirma ter ouvido do prefeito o compromisso de que adotaria medidas, inclusive demitindo secretários que teriam sido indicados pelo lobista. 'Isso aconteceu entre o primeiro turno e o segundo da eleição para a Presidência', relata Nogueira. 'O prefeito disse: 'pode tranquilizar o pessoal (na Câmara); só não faço nesse momento (demissões) para não atingir a candidatura do Geraldo'.'

A destinatária do Ofício 1.054, em papel timbrado da Câmara, foi a promotora de Justiça substituta, Daniela Rangel Cunha.

Os vereadores - entre eles Myriam Alckmin, sobrinha do governador, hoje vice-prefeita - informam ao Ministério Público que 'tomaram conhecimento, por intermédio do vice-prefeito João Bosco Nogueira, sobre esquema de corrupção envolvendo secretários da prefeitura com diversas empresas que prestam serviços'.

Em três tópicos, os vereadores resumem relato que ouviram de Nogueira - prefeito em dois mandatos. O primeiro capítulo diz: 'No mês de outubro de 2006, ele (vice-prefeito) esteve na casa do sr. prefeito e lá estava presente o sr. Manoel César Ribeiro Filho, diretor de Habitação, quando relatou que tinha provas e o sr. prefeito falou que as providências seriam tomadas com relação ao possível esquema de corrupção envolvendo a prefeitura.'

Provas. O segundo item cita o nome de um dos alvos do Ministério Público: '(O vice-prefeito) relatou que tudo isso foi comentado com o sr. prefeito, o qual falou que até o dia 30 de outubro, após as eleições, seriam tomadas as providências, ou seja, demitir o secretário Silvio Serrano (Finanças) e toda a sua equipe.'

O terceiro ponto da carta: 'Disse também que, se caso o prefeito não tomasse nenhuma providência, ele mesmo (Nogueira)o faria e apresentaria as provas relacionadas.'

Passada a eleição, Alckmin derrotado, Serrano foi mantido na pasta de Finanças. A promotoria apurou que ele foi indicado pelo cunhado do governador.

Bosco Nogueira, o ex-vice, disse que 'achou sensato' que providências fossem tomadas após o pleito. 'Eu tenho o Geraldo na conta do homem corretíssimo. Mas, depois da eleição, nenhuma medida foi tomada pela prefeitura. Eu entendo que o prefeito ficou refém da quadrilha, deu tremedeira nele. Tomaram tudo de assalto. O chefe da quadrilha é esse Paulão, ele financiou a campanha do João Ribeiro.'

A demissão do secretário, enfim, veio quatro anos depois, em outubro de 2010. Pressionado pela investigação da promotoria e questionamentos da Câmara - onde já não tem maioria -, o prefeito exonerou o chefe das Finanças e outros assessores do primeiro escalão. Alegou 'transparência da administração'.

O governador não se manifesta sobre o escândalo. O Ministério Público não abre informações sobre a investigação, que está sob sigilo. O advogado Gilberto Menin, sócio do Menin Advogados, que defende Paulão, reafirma que seu cliente 'não praticou qualquer ato ilícito'.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27228097

Após atentado no Arizona, aumentam ameças de morte a Sarah Palin

13/1/2011
Da Agência Efe.com

Após atentado no Arizona, aumentam ameças de morte a Sarah Palin

Após atentado no Arizona, aumentam ameças de morte a Sarah Palin

Washington, 12 jan (EFE).- As ameaças de morte contra a ex-governadora do Alasca e principal nome do movimento conservador Tea Party, Sarah Palin, alcançaram "um nível sem precedentes" desde o tiroteio do último sábado, em Tucson (Arizona), informou a imprensa local nesta quarta-feira.

Um assessor próximo a Palin disse à emissora de televisão "ABC" que a equipe de Palin, candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos em 2008, já contatou "profissionais" do setor de segurança após o aumento do número de ameaças.

Por sua retórica inflamada, Palin ficou em evidência após o ataque de sábado, quando seis pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas, entre elas a congressista democrata Gabrielle Giffords.

Após o atentado em Tucson, Palin retirou de seu site um controverso mapa que mostrava o desenho da mira de uma arma que tinha como alvos vários democratas que respaldaram a reforma da saúde, entre eles a própria Gabrielle.

Nesta quarta-feira, Palin postou em sua página no Facebook um vídeo de oito minutos no qual se defende das acusações que a assinalam como a responsável indireta pelo tiroteio.

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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=27226345

Enchentes: o descaso público que constrói o cenário do desastre

13.01.2011
Do Portal Vermelho


A reação do prefeito paulistano, o quase ex-demo Gilberto Kassab, ante as enchentes que todo início de ano transtornam a vida na cidade e destroem vidas e patrimônios, é acaciana e beira o cinismo. Ela pode ser resumida em duas palavras óbvias: chuva e água. Quem provoca a enchente são as águas da chuva, diz candidamente o prefeito, inocentando a administração municipal por estes desastres rotineiros. Este ano a frase usual do prefeito, proferida no dia 5, para justificar a enchente do dia anterior foi: “O que aconteceu ontem foi chuva, foi água”.

São Paulo é apenas um exemplo neste desfile de horrores que, todo mês de janeiro, desdobra-se pelo Brasil afora, expondo o descaso, o desleixo, a improvisação, que marcam administrações municipais e estaduais entre cujas prioridades não estão o cuidado com a infraestrutura, a qualidade de vida principalmente da população mais pobre, nas quais faltam planos urbanísticos adequados e sobram a conivência e a cumplicidade com a especulação imobiliária e com a ocupação desordenada do solo, de encostas de morros, várzeas de rios e áreas de risco.

O noticiário pinga sangue, como mostra a contagem dos mortos que todo ano alimenta na mídia manchetes escandalosas, inúteis e inconsequentes. Só em Minas Gerais, este ano, já são mais de 66 municípios em situação calamitosa. Junto com outras cidades atingidas por enchentes, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, este número ultrapassa uma centena. A estatística de mortos é assombrosa e imprecisa. Só na cidade fluminense de Teresópolis foram 32 vítimas, número que pode crescer na medida em que cheguem mais informações.

A chuva é um fenômeno natural e, desde o primeiro registro de uma enchente em Recife (PE), em 1632, sabe-se que janeiro é um mês de muita água. Em São Paulo não é diferente, e os dados coletados regularmente desde 1961 (há meio século!) mostram que todo início do ano é marcado por elevado volume de chuvas. O descaso administrativo que dá ao fenômeno natural a dimensão de uma catástrofe rotineira.

As explicações usuais – excesso de chuva – são, além de cínicas, completamente inúteis. As chuvas são um dado da realidade que não é levado em conta por governantes cuja ênfase são as camadas mais altas da sociedade, a propaganda de sua própria imagem, a escandalosa perpetuação de um modelo urbano predatório e falido, baseado no uso intensivo do automóvel e na impermeabilização do solo em residências, áreas de estacionamento, asfaltamento compulsivo de ruas e avenidas, canalização de rios e córregos e intervenções urbanas semelhantes.

São Paulo, a cidade mais rica do país, é um exemplo notável. O estado é administrado pelo PSDB desde 1995. E a cidade de São Paulo teve, desde 1993, administrações de direita, com o curto interregno de Marta Suplicy, de 2001 a 2005. Teve Paulo Maluf, Celso Pitta, José Serra e Gilberto Kassab, que governa a cidade desde 2006. Foram mandatos sem compromissos com o povo, durante os quais proliferaram desmandos e irresponsabilidade administrativa. Por exemplo: entre 2006 e 2009 o prefeito Gilberto Kassab investiu apenas 217 milhões dos 570 milhões previstos para obras contra as enchentes, ao mesmo tempo em que o governo do Estado contingencia (isto é, corta) os recursos destinados ao mesmo fim. Só em 2009 o governo estadual de José Serra gastou mais que isso em publicidade: 287 milhões.

No ano passado, mesmo com o crescimento na arrecadação de impostos da ordem de 835 milhões, a prefeitura gastou com obras anti-enchentes menos do previsto: 430 milhões, contra os 504 milhões que haviam sido orçados.

Nem os criticados e, segundo muitos técnicos, pouco eficientes, piscinões para contenção das águas da chuva, foram entregues nas quantidades prometidas: José Serra havia prometido 134 mas só entregou 43.

Em consequência, São Paulo, como muitas cidades brasileiras, não tem plano de emergência contra inundações. Os técnicos acusam atraso e desatualização no mapeamento das áreas de risco, falta de ações preventivas, descaso com a ocupação de várzeas e com a impermeabilização do solo, e falta de monitoramento com as encostas dos morros. O professor Edílson Pissato, da Faculdade de Geociências da USP, especialista em geologia de engenharia, faz, no portal UOL, uma denúncia clara e grave: não há preparo para as chuvas de verão “por falta de interesse e de uma ação política para atuar e resolver”.

O quadro que ele descreve é o retrato de um desastre político e humano, e não natural. As enchentes vão continuar, diz em relação a São Paulo, porque a forma de ocupação da cidade não mudou, a impermeabilização do solo é crescente, e as várzeas são ocupadas com a construção de avenidas (como as marginais, por exemplo) dentro da área natural (a várzea) de inundação dos rios na cheia, levando as vias públicas praticamente para dentro do leito dos rios. Pissato vê um “um desleixo em relação à prevenção. Os problemas são deixados de lado quando a chuva não é tão forte e aparecem quando vêm os temporais. Mas a chuva forte sempre ocorre, cedo ou tarde”, diz.

O descaso que gera o desastre se traduz na falta de uma política pública para atender à necessidade de moradia das camadas mais pobres e impedir a ocupação de áreas de risco como várzeas e encostas. E revela, pode-se constatar, um conluio da administração pública com a especulação imobiliária que incentiva a ocupação irregular e constrói os cenários do desastre.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/enchentes-o-descaso-publico-que-constroi-o-cenario-do-desastre

DELÍRIO AMERICANO: Mídia, religião e ódio

13.01.2011
Do OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA
Por Alberto Dines


Sarah Palin não é a única responsável pela reativação da histeria política nos EUA. Nem os seus fiéis seguidores do Tea Party & adjacências. A mídia, especialmente as emissoras de rádio dominadas pelos evangélicos de diversas origens, é a vocalizadora desse novo delírio americano.

Palin, Tea Party e a mídia religiosa fundamentalista são francamente direitistas. Quase fascistas. Não defendem golpes de Estado, querem eleições para chegar ao poder, não estão preocupados em manter a sociedade tolerante que empolgou os patriarcas da independência. Refugiam-se nas aparências da Constituição, mas não se preocupam em respeitar os seus fundamentos.

Tal como Hitler e Goebbels, 80 anos atrás, apostam todas as fichas no poder do rádio como propagador de chavões, simplificações e fanatismo. As emissoras de TV regionais entraram no jogo. Ódio segura audiências. Ódio e religião mais ainda. O mix audiovisual é imbatível em matéria de rancor.

A mídia liberal, progressista ou apenas analítica, é impressa. E ao assumir-se como moribunda, em vias de extinção ante o avanço digital, torna-se ainda mais frágil, perde convicções, veemência e credibilidade.

Universo desvairado

Nos EUA e na Europa, a esquerda, majoritariamente social-democrata, raramente aciona o discurso do ressentimento. Seus venerandos compromissos humanistas e sua intensa impregnação democrática são claros demais para permitir desvios e equívocos.

O que não acontece na América Latina, onde uma pretensa esquerda, tomada pela mesma xenofobia e o mesmo reducionismo que atacam os Estados Unidos, adota uma retórica intolerante, raivosa. Um "revolucionarismo" mal resolvido reforça a estratégia do vale-tudo.

Esse ódio pseudo-esquerdista ainda não consegue infiltrar-se em nosso sistema de rádio, nem na mídia impressa que aqui, ao contrário do que acontece no mundo civilizado, prefere os confortos do conservadorismo. Mas está muito presente na blogosfera.

Quando, em fevereiro de 2009, Mino Carta encerrou o seu blog e desistiu de defender a extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti – que corajosamente assumiu apesar de apoiar o governo Lula –, estava apenas sinalizando para um clima de terror gestado nas pseudo-vanguardas abrigadas sob o guarda-chuva do PT. O linguajar, a irreflexão e a intolerância da direita norte-americana não diferem muito do universo desvairado e perverso que se abriga em certos grupos de discussão, sites, blogs e desvãos das nossas redes sociais.

O mundo melhor começa quando a injúria é substituída pela persuasão.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=624JDB009

REGULAÇÃO EM DEBATE: A discussão engavetada

12.01.2011
Do OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA
Por Luiz Egypto em 12/1/2011


Sobre comentário para o programa radiofônico do OI

Na semana passada, nos primeiros dias úteis de trabalho da equipe da presidente Dilma Rousseff, ao lado da cobertura da posse dos novos ministros, do noticiário sobre a política cambial, dos esperneios do PMDB na composição do segundo escalão do governo e das discussões sobre o novo valor do salário mínimo, o assunto da hora foi a entrevista do novo ministro das Comunicações Paulo Bernardo à repórter Elvira Lobato, da Folha de S.Paulo.

A matéria ganhou manchete na edição de sexta-feira (7/1) do jornal. Nela o ministro afirma ser contrário à presença de políticos com mandato no controle de emissoras de rádio e TV. E foi por aí que a Folha puxou a chamada principal de primeira página daquele dia.

Discussão ampla

O assunto não é exatamente novo, pelo menos neste Observatório. Ainda em outubro de 2005, com base em pesquisa coordenada pelo professor Venício Lima, o Instituto Projor – entidade mantenedora do Observatório – protocolou uma representação junto à Procuradoria Geral da República solicitando medidas judiciais e extrajudiciais contra a promiscuidade do sistema de concessão de canais de radiodifusão a parlamentares. Muitos desses deputados e senadores já à época integravam as comissões das duas Casas encarregadas de renovar e homologar novas concessões. Conflito de interesses é o nome da coisa.

Ao investir contra esse descalabro, o ministro Paulo Bernardo emitiu um sinal importante sobre a agenda a que se propõe no ministério. O que se espera é que essa iniciativa, de todo meritória, não relegue a plano secundário a proposta de uma discussão ampliada sobre regulação da mídia – sobretudo da radiodifusão – gestada na Secretaria de Comunicação Social do governo passado. Nela devem se envolver organizações da sociedade civil e Congresso Nacional. Não se tem detalhes sobre o teor do documento-base preparado pelo então ministro Franklin Martins e encaminhado ao novo governo. Este, sim, é o debate urgente. E mais que necessário.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=624IPB006