terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A classe operária vai à academia

29.12.2010
Do portal o VERMELHO
Por Diorge Konrad *

O “fim do mundo do trabalho” foi cantado em prosa e verso por setores hegemônicos da academia e da mídia nas últimas décadas Alguns resistiram a esta avalanche de ideias pós-modernistas ou estruturalistas, que de roldão anunciavam a morte do marxismo. No Brasil, na ascensão do “novo sindicalismo”, nos idos de 1970-80, não foram poucos os que tematizaram a classe operária e o movimento sindical, com grandes contribuições aos “mundos do trabalho”. Porém, vários deixaram suas linhas de pesquisa e se voltaram para questões “atuais” do pensamento social, Quantos destes por desencanto ideológico, mercado editorial ou modas universitárias, ainda é uma questão a ser estudada.

Falou-se em sociedade pós-industrial, pós-capitalista, pós-isso, pós-aquilo, na mesma perspectiva evolucionista que norteava a equivocada noção de pré-História. O certo é que muitos não resistiram ao predomínio dos ‘novos discursos”, tão pouco enfrentaram a crise do socialismo e do marxismo com os referenciais teórico-metodológicos que balizaram as experiências históricas dos trabalhadores “para além do capital”.

Mesmo quando o fizeram, outros tantos, apenas viam o proletariado, a “classe” operária ou o movimento sindical apenas como objeto. Nunca como sujeitos de sua própria História. Mas de tempos em tempos a academia se redime.

Na tese “O movimento dos trabalhadores frente ao complexo de reestruturação produtiva: o sindicalismo dos Metalúrgicos de Caxias do Sul”, defendida em 20 de dezembro de 2010, no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC-RS, pelo professor e pesquisador Paulo Roberto Wünsch, há uma grande contribuição para a literatura sobre o mundo do trabalho, através de uma extraordinária síntese, no sentido dialético mesmo, da História de uma das mais importantes entidades sindicais do Brasil atual.

O final da pesquisa resultou numa excelente articulação histórica entre o processo de organização sindical no Brasil, o contexto atual da reestruturação produtiva e o estudo de caso, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, respondido pelo método materialista dialético que dá conta da relação entre as particularidades micro e a universalização macro.

As fontes bibliográficas que o autor incorpora para a construção da sua narrativa, tanto para as ciências sociais como para a historiografia, clássicas e atuais, brasileiras e internacionais, nos dão uma ideia da reflexão proposta. A tese dialoga com Giovanni Alves, Ricardo Antunes, Cláudio Batalha, Isabel Bilhão, Luigi Biondi, Armando Boito Jr., Altamiro Borges, Atílio Boron, Antônio Cattani, François Chesnais, David Harvey, Eric Hobsbawm, Marilda Iamamoto, Glaucia Vieira Ramos Konrad, Kal Marx, Jorge Mattoso, István Meszáros, José Paulo Neto, Sílvia Petersen, Márcio Pochmann, Leôncio Martins Rodrigues, Emir Sader, Richars Sennet, Paul Singer, entre outros, referências para a reconstituição da História dos trabalhadores e de seus respectivos movimentos, tanto operário como sindical.

Porém, o ponto alto da pesquisa se dá quando a voz dos dirigentes do Sindicato e dos operários da base, filiados ou não na entidade da categoria, dá base para que o autor entenda, “no bojo das transformações especialmente econômicas do capital mundializado”, como as novas tecnologias no setor metal-mecânico de Caxias do Sul “possibilitam um controle mais objetivo da produção (...) impactam o emprego e a qualificação técnica requerida (...) geram um aumento no ritmo de trabalho”, incidindo “na busca da subsunção dos trabalhadores à lógica do capital”, buscando “metamorfosear os trabalhadores em colaboradores, os chefes em líderes ou facilitadores, os patrões e gestores do capital em empreendedores”, indicando “a complexidade da luta de classes na atualidade”.

Pois, é disso que se trata a tese: da luta de classes na atualidade. Como também conclui Wünsch, “essa ofensiva do capital, através do processo de reestruturação produtiva, é exitosa, mas apenas parcialmente, diante das contradições inerentes ao processo de exploração capitalista, engendrando consentimento e resistência dos trabalhadores”, haja vista que “uma parcela dos trabalhadores tem consciência desse processo”. O STIMMME tem “realizado mobilizações através de assembleias gerais, assembleias nas fábricas e nos bairros e efetuado congressos da categoria”, chamando a atenção para inúmeras mobilizações “nos últimos anos, em movimentos grevistas, passeatas, protestos, bloqueio de rodovias, a fim de reivindicar avanços nas negociações do dissídio coletivo, em solidariedade contra a demissão de dirigente sindical, contra a perda de direitos”. Por fim, o Sindicato “participa de maneira protagonista em mobilizações e articulações mais gerais” para que as Centrais unifiquem pautas e ações unitárias, bem como “tem participado da disputa eleitoral com candidatos a cargos legislativos com uma plataforma claramente identificada com os interesses dos trabalhadores”.[1]

Dessa forma, a reestruturação produtiva do capital que incide sobre o mundo do trabalho, na tese, faz a academia e a reflexão teórica encontrarem a práxis de uma atuação sindical de destaque na região da Serra do Rio Grande do Sul. Tanto que um dos integrantes da banca[2], renomado intelectual sobre o mundo do trabalho, Giovanni Alves, em sua arguição disse que a importância do STIMMME tem que ser vista hoje em comparação com os metalúrgicos do ABC paulista de 30 anos atrás.

Uma banca multidisciplinar – Sociologia, História, Economia e Serviço Social -, foi a simbólica tradução da forma como o autor elaborou a sua tese. Mas a presença de alguns dos sujeitos da análise - metalúrgicos de Caxias do Sul se dirigiram para Porto Alegre para prestigiar a defesa de tese -, é parte da consciência da classe que vê nos estudos dos intelectuais orgânicos do proletariado outra “arma” da categoria para fazer frente aos desafios da atual reestruturação produtiva do capitalismo. A tese de Paulo Wünsch, na teoria e na prática, possibilita o rompimento dos muros da Universidade na questão da produção do conhecimento científico socialmente referenciado, sendo aprovada com louvor e indicada para a publicação, distinção também da classe que teima em ir à academia para confirmar na História que ela está longe de acabar. Ponto e basta.

Notas

[1] Nas eleições a vereador em 2008, a categoria elegeu dois representantes: Renato José Ferreira de Oliveira e Assis Flávio da Silva Mello. Em 2010, Assis oi eleito para Deputado Federal.
[2] A banca foi composta pelo orientador e economista Carlos Nelson dos Reis (PUC-RS), pelo sociólogo Giovanni Alves (UNESP), pelo historiador Diorge Alceno Konrad (UFSM), pelo economista Cássio da Silva Calvete (PUC-RS e DIEESE) e pela assistente social Jane Cruz Prates (PUC-RS
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* Doutor em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Professor Adjunto de História do Brasil e de Teoria da História do Departamento de História da UFSM - RS
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=3719&id_coluna=14


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Imprensa termina década no fundo do poço

26.12.2010
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Em 31 de dezembro próximo, encerrar-se-á a primeira década do século XXI e do novo milênio. A imprensa escrita chega a esse momento histórico com a credibilidade abalada e despida de um poder que deteve durante o século passado, o de influir decisivamente nas decisões políticas dos brasileiros.
Dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação) de 2000 e de 2010 (estes, aproximados), se comparados mostram muito mais do que a queda na circulação dos grandes jornais do eixo Rio-São Paulo, que pautam politicamente todos os outros veículos impressos menores, mas de maior porte entre o universo total da imprensa escrita.

No início da década, a Folha de São Paulo vendia 471 mil exemplares/dia e hoje vende 295 mil; o Estadão vendia 366 mil e hoje vende 213 mil; O Globo vendia 336 mil e hoje vende 257 mil; a revista Veja vendia 1,9 milhão de exemplares por semana e hoje, vende 1,2 milhão.

A situação é muito pior do que parece, porque, durante a década que termina, jornais e revista passaram a doar exemplares aos leitores perdidos, ou seja, enviando esses exemplares a eles gratuitamente, de forma a sustentarem os números da tiragem cadente.

Finalmente, há que lembrar que, em 2000, o Brasil tinha 170 milhões de habitantes e hoje, tem 190 milhões. Enquanto a população cresceu quase 12 por cento nesse período, a tiragem dos jornais e revista mencionados caiu de 3 milhões de exemplares por edição para 1,9 milhão, ou seja, uma queda de quase 37 por cento.

Fazendo bem as contas, se a relação entre a tiragem dos jornais e da revista e o conjunto da população no início da década era de 1,76%, hoje essa relação caiu para 1%, ou seja, uma perda de 43% do mercado.

Alguns dirão que esse leitorado migrou para a internet, onde lê os grandes portais de notícias, todos controlados pelos grupos empresariais donos dos jornais e revistas em questão. Contudo, essa premissa desconsidera a queda de receita e a quebra de fidelidade, pois é muito diferente ler os portais sem pagar nada e comprar a assinatura desses veículos.

A queda de tiragem, porém, não dá a dimensão da perda de credibilidade e de influência desses veículos no conjunto da sociedade, pois, aí, a queda é muito maior.

Um bom indício desse fato é o de que, desde a redemocratização até 1998, o país elegia o candidato a presidente que essa parte da imprensa apoiava – foi assim com Collor e com FHC em três eleições. A partir da década que vai terminando, em três eleições presidenciais os veículos perderam as três.

A razão de fundo para essa perda de credibilidade – e, conseqüentemente, de mercado – foi explicitada por um homem que conhece a fundo o mainstream midiático, o atual ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, egresso da TV Globo, onde foi comentarista político por anos a fio.

Segundo Martins,”Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz” porque “Percebeu que havia má vontade com o governo e leniência com a oposição”. Há que acrescentar que essa “leniência” se estende, até o momento, às administrações estaduais e municipais em que a oposição federal é governo.

O exemplo mais clamoroso é o do governo de São Paulo e o da capital desse Estado, em que o consórcio tucano-pefelê governa há muito tempo, sendo que em nível estadual o PSDB já caminha para vinte anos no poder.

A degradação da qualidade de vida em São Paulo (Estado e capital) é visível. Quem vem a São Paulo se horroriza sobretudo com a capital, que se tornou violenta, poluída, assolada por tragédia sobre tragédia cotidianamente, com serviços públicos como saúde e educação em situação calamitosa etc.

Não há cobertura crítica do péssimo governo tucano do Estado ou da administração municipal desastrosa do DEM na capital. Escândalos, incompetência, perda de importância do maior Estado da Federação, tudo isso sucumbe, em São Paulo, a um noticiário absolutamente chapa-branca.

No apagar das luzes da primeira década do século XXI, dois fatos exemplificam a razão dessa débâcle da grande imprensa escrita no Brasil.

Na semana passada, foi concluído o inquérito da Polícia Federal sobre o caso do grampo telefônico que Globos, Folhas, Vejas e Estadões sustentaram que o governo Lula teria mandado fazer contra o então presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador goiano Demóstenes Torres, do DEM. Concluiu-se que não houve grampo algum.

Na edição do último domingo do ano do jornal Folha de São Paulo, a ombudsman, Suzana Singer, apresenta uma “prova” de que seu jornal, apesar das acusações múltiplas e crescentes que recebe, “não é tucano”. A “prova” seria editorial que o jornal publicou durante a semana em que reconheceu méritos em um governo apoiado por mais de 80% da sociedade (?!).

O ridículo nunca parece suficiente para essa parcela ainda vistosa – mas totalmente decadente – da imprensa escrita. Acreditando-se extremamente espertos, comandantes das redações esbofeteiam um público que freqüentemente é mais bem informado do que eles devido à multiplicidade de fontes de informação de que dispõe.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/imprensa-termina-decada-no-fundo-do-poco/

Despesas superam receita e resultado afeta superávit primário

28/12/2010
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– O Tesouro Nacional contabilizou receita líquida de R$ 58,452 bilhões no mês de novembro, com redução de R$ 3,885 bilhões na comparação com outubro, enquanto a despesa total cresceu R$ 2,818 bilhões de um mês para o outro. O resultado explica, em grande parte, a queda do superávit primário, a economia para pagamento dos juros da dívida, que, em novembro, registrou R$ 1,1 bilhão ante R$ 7,8 bilhões no mês anterior.

Os números foram divulgados hoje (28) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Ele explicou que a queda deve-se a um fator sazonal (que ocorre em determinados períodos). Isso porque a arrecadação trimestral é contabilizada no mês subsequente ao trimestre, terminado nos meses de março, junho, setembro e dezembro.

Ele espera, no entanto, que o “bom desempenho da economia” neste mês possibilite os quase R$ 12 bilhões que faltam para o Governo Central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) atingir a meta de R$ 76,296 bilhões no ano.

Augustin disse que o Tesouro alcançou uma economia de R$ 5,7 bilhões, mas a Previdência e o Banco Central tiveram déficits de R$ 4,4 bilhões e de R$ 151,8 milhões, respectivamente, no mês passado. O secretário continua otimista, contudo, porque, no acumulado de janeiro a novembro, o superávit somou R$ 64,6 bilhões, equivalentes a 1,84% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para 2010. “Acreditamos no bom desempenho da economia em dezembro e estamos mirando a meta cheia”, afirmou.

O secretário do Tesouro ressaltou que uma das principais variações reais sobre o crescimento nominal do PIB – soma das riquezas e serviços produzidos no país – são as despesas com pessoal, que caíram 4,8% neste ano. Ele acredita que 2011 também será um ano de contenção de despesas com pessoal, de modo a contribuir para a tendência de queda permanente na relação dívida/PIB nos próximos anos.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=F7A4C89649182EE6359AC88EC0F3E3B1?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3151220

Mega-Sena da Virada tem maior prêmio da história

28/12/2010
Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– No próximo dia 31, alguns brasileiros podem realizar um sonho: ganhar na loteria. Com um prêmio que pode chegar a R$ 190 milhões, a Mega da Virada deste ano deverá ter o maior valor pago na história da loteria. Segundo a Caixa Econômica Federal, o aumento no volume de apostas registrado nos últimos dias foi responsável pelo aumento do valor do prêmio.

Entre os dias 1º de novembro e 26 de dezembro, o volume de apostas chegou a R$ 146 milhões. Apenas ontem (27), foram registrados mais R$ 45 milhões em vendas da Mega da Virada em todo o país. No entanto, de acordo com a Caixa, o prêmio não ficará acumulado, se nenhum apostador acertar as seis dezenas da faixa principal.

Caso ninguém acerte os seis números, ganha quem tiver marcado cinco ou quatro das dezenas sorteadas, e assim sucessivamente. Com apenas uma aposta de seis dezenas, a chance de acerto é de uma em 50 milhões.

As apostas na Mega da Virada ficam abertas até as 14h da próxima sexta-feira (31). A aposta simples custa R$ 2,00 e pode ser feita, nesta semana, nas mais de 10,6 mil casas lotéricas espalhadas pelo país. O sorteio, que ocorrerá às 20h, será televisionado para todo o Brasil.

No ano passado, o concurso pagou o maior prêmio da história da Mega-Sena até então, no valor de R$ 144,9 milhões. O prêmio pago na Mega da Virada é resultado do acúmulo de 5% do total destinado aos prêmios de cada concurso durante o ano, somado à arrecadação feita especificamente para o concurso especial, que chega a 22%.

Segundo a Caixa, se a bolada fosse aplicada na poupança, renderia mensalmente, a um eventual ganhador, cerca de R$ 1,21 milhão, ou praticamente o mesmo que um novo prêmio de loteria todo mês.

Se o prêmio saísse para um único apostador, ele poderia comprar 7,6 mil carros populares ou quase 40 mil motocicletas de 125 cilindradas. Mas, se ele quisesse investir em imóveis, poderia comprar dez edifícios inteiros, cada um com 19 andares e cinco apartamentos por pavimento, considerando cada unidade com um preço de R$ 200 mil.

Edição: Nádia Franco
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=F7A4C89649182EE6359AC88EC0F3E3B1?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=3&_56_groupId=19523&_56_articleId=3151202

Itamaraty garante cota para negros no concurso de admissão à carreira de diplomata

28/12/2010
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília
– O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, assinou hoje (28) portaria que institui a reserva de vagas para candidatos negros no concurso de admissão à carreira de diplomata, realizado pelo Instituto Rio Branco. A portaria será publicada amanhã (29) no Diário Oficial da União.
Segundo a nova regra, que valerá para o concurso do primeiro semestre do ano que vem, serão abertas 30 novas vagas para negros que passarem para a segunda fase. Atualmente, 300 candidatos são classificados para a segunda etapa de provas. Agora, 330 participarão dessa fase, sendo 30 deles negros.

Ao todo, o concurso é composto de quatro etapas. A primeira é de múltipla escolha. Na segunda etapa, é aplicada uma prova de português e, na terceira, questões dissertativas sobre vários assuntos. A última prova é de línguas.

A portaria assinada hoje dá continuidade ao Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco, iniciado em 2002, que concede bolsas de estudo a candidatos afrodescendentes, com o objetivo de auxiliar na sua preparação para o exame de admissão ao instituto.

Até o momento, 198 candidatos negros foram beneficiados pelas bolsas de estudo, dentre os quais 16 foram aprovados no concurso de admissão à carreira de diplomata.

De acordo com o Itamaraty, no primeiro semestre, deverão ser chamados para o curso de formação de diplomatas 26 candidatos que passaram nas quatro fases do último concurso.

Edição: Lana Cristina
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=F7A4C89649182EE6359AC88EC0F3E3B1?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-4&p_p_col_count=8&_56_groupId=19523&_56_articleId=3151311

Maurício Rands espera contar com "estrutura favorável" na secretaria de Governo

28 de Dezembro de 2010
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Jairo Lima
Arquivo
Folha

Rands reforçou que não pretende ser candidato a prefeito do Recife

O deputado federal Maurício Rands (PT) assumirá a secretaria de Governo do Estado, conforme a lista anunciada pelo governador Eduardo Campos (PSB). O petista acredita que sua experiência congressista vai ajudar no desempenho de sua nova missão. "Espero contar com uma estrutura que favoreça meu trabalho. Sabemos que estrutura ajuda, mas também pode atrapalhar", disse Rands, em entrevista à Rádio Folha 96,7 Fm.

Segundo o secretário, sua nova função vai colocá-lo mais próximo das articulações para atrair investimentos para Pernambuco. "Farei a intermediação junto à estrutura federal e aos bancos federais para sistematizar o relacionamento do Estado com a política da União. Precisamos de alguém com boa articulação para atrari investimentos não só nacionais, mas também internacionais para nosso Estado", avisou.

Maurício Rands acredita que as três pastas que o PT terá dentro do segundo Governo Eduardo - além de Transportes, com Isaltino Nascimento; e Cultura, com Fernando Duarte - mostram a unidade entre petistas e o PSB. "É uma comprovação da força da nossa aliança, que serviu para reeleger o governador, que serviu para conquistarmos algumas prefeituras, como acontece no Recife", comentou. Ele insiste que "não é candidato a prefeito do Recife em 2012", apesar de sua pasta trazer uma maior visibilidade dentro da Capital e em todo Estado. "Nõ estou pensando em ambições pessoais", reforçou.

Focando na Prefeitura do Recife e posterior sucessão de 2012, Rands projetou que o prefeito João da Costa (PT) deve ter uma melhor avaliação junto à população a partir de 2011. "Toda gestão passa por dificuldades nos seus dois primeiros anos. A Prefeitura ainda oscila muito e a população não conseguiu identificar algumas obras da administração atual, o que acredito que deve acontecer", avisou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15747-mauricio-rands-espera-contar-com-qestrutura-favoravelq-na-secretaria-de-governo

Nós entendemos!

28.12.2010
Do BLOG DA DILMA
Por Jussara Seixas

O antigo ex-presidente FHC disse que não entende a fala da presidente Dilma. É natural, pois passou 8 anos governando sem entender o que o povo brasileiro falava, desejava, necessitava, governando (?) para a elite, a imprensa, os EUA. Mas o povo entende o que a presidente Dilma fala, tanto que a elegeu Presidente da República Federativa do Brasil. Como o povo entendeu o que disse o presidente Lula, porque o presidente Lula fala e governa para os brasileiros, para o Brasil. Continue sem entender, antigo ex-presidente FHC, isso não importa, o importante é que o povo entende.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/12/nos-entendemos.html

Manipulação da Velha Mídia: IPEA desmonta nova farsa do “O Globo”

Postado por Irineu Messias, em 28.12.2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Publicada no site de Carta Maior, em 23/08/2010


O IPEA está entalado na garganta das organizações Globo desde setembro de 2007, quando a diretoria comandada por Marcio Pochmann tomou posse. A partir daquela data, o Instituto aprofundou seu caráter público, realizou um grande concurso para a contratação de mais de uma centena de pesquisadores, editou dezenas livros e abriu seu raio de ação para vários setores da sociedade, em todas as regiões do país. O jornal O Globo enviou esta semana uma série de perguntas ao IPEA para, supostamente, esclarecer irregularidades na instituição. Temendo manipulação, a direção do instituto decidiu divulgar as perguntas e as respostas à toda sociedade.

Redação

O jornal ‘O Globo’ procurou a diretoria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nesta semana, para supostamente esclarecer irregularidades na conduta da instituição.

Trata-se de manobra pré eleitoral.

Sem a menor noção de como levar a disputa presidencial para um segundo turno, as Organizações Globo tentam o tapetão da calúnia contra qualquer área do governo. Se colar, colou.

O IPEA está entalado na garganta dos Marinho desde setembro de 2007, quando a diretoria comandada por Marcio Pochmann tomou posse. A partir daquela data, o Instituto aprofundou seu caráter público, realizou um grande concurso para a contratação de mais de uma centena de pesquisadores, editou dezenas livros e abriu seu raio de ação para vários setores da sociedade, em todas as regiões do país. O IPEA é hoje uma usina de idéias sobre as várias faces do desenvolvimento.

‘O Globo’ e a grande imprensa não perdoaram a ousadia. Deflagraram uma campanha orquestrada, acusando a nova gestão de perseguir pesquisadores e de estimular trabalhos favoráveis ao governo. Uma grossa mentira.

O Globo deve publicar a tal “matéria”, repleta de “denúncias” neste domingo. O questionário abaixo foi remetido para a diretoria do IPEA. Sabendo das previsíveis manobras do jornal da família Marinho, o instituto decidiu responder na íntegra às perguntas, diretamente em seu site. Se a “reportagem” do jornal quiser, acessa www.ipea.gov.br e pega lá as respostas. Aqui vão elas na íntegra para Carta Maior.

O Ipea responde à sociedade

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Há 46 anos, suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

O Ipea tem como missão “Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro.”

Dessa forma, o Instituto torna públicos à sociedade esclarecimentos decorrentes de questionamentos feitos pelo jornal O Globo entre 19 e 20 de agosto.

Este comunicado tem como objetivo preservar a reputação desta Instituição e de seus servidores e colaboradores, que por meio dos questionamentos do diário, estão sendo vítimas de ilações, inclusive de caráter pessoal.

Dado o teor desses questionamentos, o Instituto sente-se na obrigação de publicar perguntas e respostas, na íntegra e antecipadamente, para se resguardar.

E coloca-se à disposição para dirimir quaisquer dúvidas posteriores.

Assessoria de Imprensa e Comunicação

O GLOBO: Sobre o aumento de gastos com viagens/diárias/passagens na atual gestão: Segundo levantamento feito no Portal da Transparência do governo federal, os gastos com diárias subiram 339,7%, entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 588,3 mil. Este ano já foram gastos mais R$ 419 mil com diárias, 71% do total de 2009. Os gastos com passagens subiram 272,6% entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 1,2 milhão. Qual a justificativa para aumentos tão expressivos?

IPEA: A justificativa é o incremento das atividades do Ipea e de seus focos de análise, instituídos pelo planejamento estratégico iniciado em 2008, que estabeleceu sete eixos voltados para a construção de uma agenda de desenvolvimento para o país. Para atender a esses objetivos foram incorporados 117 novos servidores, mediante concurso público realizado em 2008. O Plano de Trabalho para o exercício de 2009 contemplou 444 metas – publicadas no Diário Oficial da União. O cumprimento dessas metas condicionou a participação dos servidores da casa em seminários , congressos, oficinas e treinamentos, bem como em reuniões de trabalho. Além disso, o Ipea passou a realizar inúmeras atividades, como cursos de formação em regiões anteriormente pouco assistidas do ponto vista técnico-científico.

O GLOBO: Além disso, o Ipea tem gastos expressivos com a contratação da Líder Taxi Aéreo: entre 2007 e 2010, foi pago R$ 1,9 milhão à empresa pelo Ipea. Como são usados exatamente os serviços da Líder? Só em viagens no Brasil ou também no exterior?

IPEA: O Ipea nunca utilizou os serviços de táxi aéreo de qualquer empresa, sejam em voos nacionais ou internacionais. Os deslocamentos dos servidores – inclusive presidente e diretores – são efetuados em vôos de carreira. As despesas constantes no Portal Transparência se referem à locação de salas de um imóvel do qual a empresa é proprietária e onde localiza-se a unidade do Ipea no Rio de Janeiro, desde 1980. Tal despesa é estabelecida por meio do Contrato 06/2009, firmado nos termos da Lei 8.666/93.

O GLOBO: O Ipea inaugurou este ano escritórios em Caracas e Luanda. Qual a função desses escritórios?

IPEA: São representações para apoiar a articulação de projetos de cooperação entre o Ipea e países em desenvolvimento. No caso de Caracas, os grandes temas envolvidos são macroeconomia e financiamento de investimento, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.

No caso de Luanda, os objetivos da missão são auxiliar na avaliação dos investimentos em infraestrutura, no processo de acompanhamento e monitoramento de políticas públicas, com destaque para as políticas sociais.

O objetivo dessas missões é de prestar apoio técnico a instituições e/ou organismos governamentais de outros países. Esses projetos fazem parte de um processo amplo do Ipea de fomentar a cooperação internacional. Foram firmados acordos de cooperação técnica com diferentes instituições e países, como Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual), OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), Federal Reserve Bank of Atlanta (Estados Unidos) e outras instituições na Suécia, Argentina, Burundi, Angola, Venezuela, Cuba etc.

O GLOBO: Quantos funcionários tem cada um? Qual é o gasto com essas bases no exterior?

IPEA: Cada país terá apenas um representante, que deverá promover a articulação/coordenação dos diferentes projetos. Os gastos se resumem aos salários correntes dos representantes, enquanto servidores do Ipea.

O GLOBO: Existem planos para montar outras?

IPEA: Há negociações ainda em fases iniciais.

O GLOBO: Onde ficam localizadas (endereços)? Temos a informação de que o escritório de Caracas funciona nas dependências da PDVSA. Procede?

IPEA: Sim. Nos acordos de cooperação estabelecidos, os países receptores devem fornecer escritório e moradia aos representantes do Ipea. No caso de Caracas, o governo venezuelano indicou a instalação da missão em edifício da estatal – que está cedendo apenas o espaço físico. No caso de Luanda, o governo angolano sinalizou a instalação da missão em edifício de um ministério. Não nos cabe questionar que ferramentas institucionais cada país utiliza para o cumprimento desse apoio à instalação das representações.

O GLOBO: Qual a relação direta entre os escritórios e a missão do Ipea?

IPEA: A realização de missão no exterior se fundamenta na competência do Ipea que lhe foi atribuída pelo presidente da República (art. 3º, anexo I do Decreto n.º 7.142, de 29 de março de 2010) de “promover e realizar pesquisas destinadas ao conhecimento dos processos econômicos, sociais e de gestão pública brasileira”. Além disso, a cooperação entre países conforma estratégia para a inserção internacional e passa a figurar dentre os princípios que regem as relações internacionais brasileiras, nos termos do artigo 4º da Constituição Federal, que estabelece que o Brasil recorrerá à “cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”.

O GLOBO: Qual a justificativa para tantas viagens da diretoria a Caracas e Cuba, por exemplo? O DO registra pelo menos 15 viagens entre 2009 e 2010.

IPEA: As viagens estão relacionadas à consolidação de acordos de cooperação que o Ipea realiza visando ao avanço socioeconômico dos países em desenvolvimento. As viagens não ocorrem apenas para estes países, mas também para instituições dos países desenvolvidos (OCDE, Federal Reserve de Atlanta) e das Nações Unidas (UNCTAD, CEPAL), como os Estados Unidos e França, que, até o momento, nunca foram objeto de questionamentos ou justificativas.

O GLOBO: Os gastos com bolsistas também cresceram substancialmente nos últimos anos. Entre 2005 e 2009, o aumento desses gastos chega a 600%. Essa modalidade de contratação consumiu, entre 2008 e 2010, R$ 14,2 milhões do Orçamento do Ipea. Qual a justificativa para um aumento tão grande no número de bolsistas, só estudantes mais de 300?

IPEA: O Ipea aprimorou e ampliou seu programa de bolsas, incrementando seu relacionamento técnico com diversas instituições de estudos e pesquisas. Destaca-se o ProRedes, que organizou 11 redes de pesquisa entre 35 instituições em todo Brasil. Da mesma forma, por meio desse programa, foi lançado, em 2008, o Cátedras Ipea, com o objetivo de incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro.

A partir deste ano, este programa conta com a parceria e recursos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Os bolsistas são selecionados por meio de chamadas públicas e desde o início do programa há participação de aprovados de todas as regiões do País. O crescimento no número de bolsas concedidas expressa a ampliação dos temas estudados no Instituto. Desde sua instituição, o Ipea atua na formação de quadros para as atividades de planejamento de políticas públicas.

O GLOBO: Entre os pesquisadores bolsistas aparece o nome de (*)1, que mantém um relacionamento com o diretor (*)1. Ela recebeu R$ 100 mil entre 2009 e 2010, por meio dessas bolsas de pesquisa, ao mesmo tempo em que ocupa um cargo de secretária na prefeitura de Foz de Iguaçu. Como o Ipea justifica a contratação?

IPEA: O nome referido não consta em nossa lista de bolsistas. A referida pesquisadora não foi contratada pelo Instituto nesta gestão. O desembolso citado – R$ 95 mil – trata-se de apoio a evento técnico-científico: 13º Congresso Internacional da “Basic Income Earth Network” (BIEN – Rede Mundial de Renda Básica). A liberação dos recursos foi efetuada em conta institucional-pesquisador, sujeita à prestação de contas dos recursos utilizados.

A seleção do referido evento, conforme chamada pública, foi realizada por comitê de avaliação, composto por pesquisadores, que considera as propostas de acordo com critérios pré-estabelecidos. Os diretores do Ipea não têm qualquer influência sobre as recomendações deste comitê.

O lançamento e resultados da seleção são divulgados no Diário Oficial da União e estão disponíveis no sítio do Instituto. Destaca-se ainda que tal sistemática é a mesma adotada em instituições como CNPq, Capes, FAPESP e todas as agências de fomento.

As chamadas são abertas à participação de pesquisadores vinculados a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, de reconhecido interesse público, que desenvolvam atividades de planejamento, pesquisa socioeconômica e ambiental e/ou que gerenciem estatísticas.

Vale ressaltar que o referido evento contou ainda com patrocínio de instituições como Fundação Ford, FAPESP, Corecon SP e RJ, Petrobras, Caixa, BNDES, Fundação Friedrich Ebert, e a Capes.

O GLOBO: Os gastos com comunicação social também tiveram aumento substancial. No Orçamento de 2010 estão previstos R$ 2,3 milhões para esse fim (rubrica 131). No ano passado não apareciam despesas nessa rubrica. No momento, o Ipea tem contratos com empresas de comunicação e marketing que somam R$ 4,5 milhões. Qual a justificativa para gastos tão elevados?

IPEA: Os contratos com ‘empresas de comunicação e marketing’ se referem a trabalhos de editoração digital e gráfica (revisão, diagramação e impressão) do trabalho produzido na casa (livros, boletins, revistas etc.) e de seu respectivo material de apoio (cartazes, fôlderes, banners, hot sites etc.). O Ipea não faz uso de inserções publicitárias de qualquer tipo. O orçamento previsto, portanto, contempla o crescimento substancial da produção intelectual do Instituto – de 102 títulos, em 2007, para 219, em 2009, num total de 14,6 mil páginas (dados c onstantes no Relatório de Atividades Executivo 2009 e disponíveis no sítio do Ipea na internet) –, além do cumprimento de um dos termos de sua missão: disseminar conhecimento. Razão para ‘justificativas’ haveria se, mesmo com a entrada de 117 novos servidores em 2009, o Instituto não vivenciasse crescimento de sua produção.

O GLOBO: Tenho um levantamento que mostra que atualmente existem 33 pessoas lotadas na Ascom do Ipea. Solicito indicar quantos jornalistas/assessores de imprensa e quais as outras funções.

IPEA: A Assessoria de Imprensa e Comunicação do Instituto possui oito jornalistas/assessores de imprensa. Os demais são pessoal de apoio para as atividades que estão sob jurisdição da Ascom: Editorial, Livraria, Eventos e Multimídia, em Brasília e no Rio de Janeiro.

O GLOBO: Sobre as obras da nova sede do Ipea, apuramos que já foram gastos mais de R$ 1 milhão no projeto e existe no orçamento de 2010 uma dotação de R$ 15 milhões para a obra, mas o Ipea ainda não tem a posse legal do terreno onde será construída a nova sede. Qual a justificativa para os gastos sem garantia do terreno? Gostaria também de esclarecimentos sobre a forma de contratação do escritório de arquitetura que elaborou o projeto.

IPEA: Os gastos do projeto de planejamento e construção de uma nova sede para o Ipea, em Brasília, foram realizados conforme planejamento autorizado em lei no Plano Plurianual 2008-2011. Todas as contratações obedecem rigorosamente aos preceitos da Lei de Licitações e Contratos, Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993, bem como aos princípios constitucionais previstos no caput do art. 37 da Carta Magna: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Quanto ao terreno, órgãos do governo do Distrito Federal asseguram-no como de destinação exclusiva à construção da sede do Ipea.

O GLOBO: O enquadramento de onze técnicos de Planejamento e Pesquisa, com mais de uma década de serviços prestados ao Ipea, no Quadro Suplementar do Plano de Carreira, o que praticamente congela a situação funcional dessas técnicos, com prejuízos financeiros e na carreira. Considerando que a base jurídica está sendo questionada internamente e já é objeto de ações na Justiça, solicito a justificativa do Ipea para a decisão. Como são técnicos remanescentes da administração anterior, questiono se não se caracteriza, no caso, algum tipo de perseguição política ou tentativa de esvaziamento do grupo de pesquisadores não alinhado com a nova linha do Ipea.

IPEA: Não há ‘perseguição’ de qualquer natureza, em absoluto. A atual administração age com base no estrito cumprimento da Lei 11.890/2008, que criou o Plano de Carreira e Cargos para a Instituição, com a inserção do cargo de Planejamento e Pesquisa na Carreira de Planejamento e Pesquisa, representando um marco na história da Instituição.

A referida lei determinou o enquadramento dos servidores na carreira, processo que foi realizado individualmente, resgatando-se o histórico funcional de cada um dos servidores. Isso permitiu o enquadramento de 277 (95,5%) dos 290 TPPs ativos. No que diz respeito aos servidores inativos, todos os 282 foram posicionados na Tabela de Subsídio. No total foram enquadrados 97,7% do total.

Os servidores que atenderam aos pré-requisitos estabelecidos na lei – e referenciados no Parecer da Procuradoria Federal do Ipea – para inserção na Carreira de Planejamento e Pesquisa ou posicionamento na tabela de subsídio foram imediatamente enquadrados ou posicionados na tabela remuneratória pertinente.

A atual direção, buscando esgotar as possibilidades de análise de viabilidade quanto ao enquadramento dos servidores que não cumpriram os referidos requisitos constantes na lei, encaminhou os seus processos para análise da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que corroborou, com posicionamento de sua Consultoria Jurídica, pelo enquadramento em Quadro Suplementar dos referidos servidores.

(1) Os nomes foram omitidos pelo Ipea para preservar as pessoas citadas.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Velha Mídia: Edu Guimarães e a entrevista-bomba de Franklin

27/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Eduardo Guimarães, no “Blog da Cidadania“

No entreato de Natal e Ano Novo, com a turma ainda se recuperando da ressaca natalina, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, concedeu uma daquelas entrevistas que a imprensa costuma dizer “bombásticas”. Pena que a audiência deva ter sido pequena. Kennedy Alencar, em seu “É Notícia”, da Rede TV, deu ao ministro uma chance de falar o que o resto das televisões lhe negou nos últimos quatro anos, desde que assumiu a pasta.

Devido ao amadorismo da Rede TV – que, no meio da manhã de segunda-feira, 27 de dezembro, está com seu site fora do ar –, o blogueiro se vê obrigado a escrever “de cabeça” sobre o que assistiu. Mas, assim que possível, o vídeo da entrevista será divulgado, de forma que seja possível ao leitor conferir a quantas anda a memória deste que escreve.

Em verdade, não será tão difícil porque a parte “bombástica” da entrevista não foi tão longa assim. Versou sobre a suposição de Globo, Folha, Estadão, Veja e companhia sobre existência de intenções governamentais de “censurar a imprensa” e sobre a relação do governo Lula com ela.

Note-se que o ministro foi extremamente hábil, pois reconheceu méritos no governo FHC e em seu titular pela estabilização da moeda sem deixar de dizer exatamente em que ponto ele se perdeu – na falta de um espírito desenvolvimentista e social e na adoção dos cânones neoliberais em geral, do que resultou a privataria. E apesar de dizer que o mensalão não passou de caixa-dois, fez a necessária crítica ao PT de que “ver uma devassa saindo de um prostíbulo não choca, mas ver uma freirinha saindo, é chocante”.

Na parte sobre regulação da mídia, Martins deixou muito claro que o tipo de regulação que se quer fazer é exatamente o mesmo que existe em qualquer grande democracia. Explicou a sinuca de bico em que a parcela da mídia supracitada se encontra por ter que combater a regulamentação e ao mesmo tempo almejá-la para que seja protegida das “teles”, ou seja, das multinacionais de telecomunicações que ameaçam esmagar o PIG com um poderio econômico muito acima do que detém a radiodifusão nacional.

Acima de tudo, nessa questão, o ministro da Comunicação Social deu um recadinho a jornais que acusou de terem servido à ditadura militar: “Não venham nos dar aulas de democracia”.

Mas a coisa pegou fogo mesmo quando a entrevista enveredou pelas relações do governo com a mídia corporativa. Martins acusou, nominalmente, Folha, Estadão, Globo e outros de fazerem uma jogada com a oposição tucano-pefelê: “Um levanta e o outro corta”, pontuou o ministro com todas as letras.

E não ficou por aí…

Ao exemplificar o partidarismo midiático, Martins abordou, primeiro, a questão da “bolinha de papel”, lembrando que a Globo, com o peso de sua “credibilidade” – palavra que proferiu em tom irônico –, veiculou uma reportagem de sete longos minutos bancando a versão de José Serra de que teria sido atingido por um segundo objeto, sustentando-a com um laudo fajuto que, na madrugada que se seguiu àquela edição do Jornal Nacional, foi “desmontado pela blogosfera”.

Como se não bastasse, citou, nominalmente, a Folha de São Paulo e a ficha falsa de Dilma, ponderando com o entrevistador o absurdo de um jornal como aquele publicar uma “falsificação contra um candidato” amparando-se na justificativa mambembe de que não podia confirmar ou negar sua veracidade, concluindo que, dessa maneira, o jornal deixa ver que publica qualquer coisa que lhe chegue às mãos contra adversários políticos.

Esta é a síntese da mais dura crítica ao PIG que alguém do governo fez publicamente em oito anos de mandato do atual presidente. Resta lamentar que assuntos dessa relevância e opiniões tão sonegadas ao público pela grande mídia durante oito anos tenham vindo à tona em um programa que avançou pela madrugada de domingo para segunda em uma época de festas em que ninguém assiste a esse tipo de programa.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Muitas lágrimas na despedida de Lula, em festa no Marco Zero

28 de Dezembro de 2010
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Jairo Lima

A emoção tomou conta da despedida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Marco Zero. Foram vários os momentos que o presidente chorou. Das canções dos violeiros Valdir Perez e João Paraibano, passando pelo discurso do governador Eduardo Campos (PSB) e durante sua própria fala.

"Perdi em 1989, 1994, 1998. Perdi porque o povo pobre tinha medo de mim, e tinham razão. O povo pobre pensava que não sabia de nada e não podiam escolher um presidente que não sabia de nada também. Marise, minha esposa, disse para eu não desanimar porque isso iria acontecer, aconteceu em 2002", desabafou Lula, ao cair no choro.

O presidente contou toda sua trajetória, sua infância pobre no município de Caetés, a história de retirante pernambucano em São Paulo, ao mesmo tempo que lembrou das obras da Transnordestina e Transposição do Rio São Francisco. Obras que, segundo ele, atenderam a pedidos do ex-governador Miguel Arraes. "Se eu falhasse não era só o presidente que iria falhar, seria toda a classe trabalhadora", disse.

Faltando apenas quatro dias para deixar a presidência, Lula avisou que não vai sumir do mapa. "Apenas vou deixar a presidência, mas podem ter certeza que vocês não vão se livrar de mim. Vocês vão me ver nas ruas deste País", ressaltou.

Lula ainda enalteceu pernambucanos considerados fundamentais pela para o "bom desempenho de seu Governo". "O povo chora para fora. O político chora para dentro", relatou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15775-muitas-lagrimas-na-despedida-de-lula

Emocionado, Lula se despede de Pernambuco dizendo que população ''não vai se livrar'' dele

28.12.2010
Por Daniel Guedes, do Blog de Jamildo

Não faltou emoção no ato de despedida do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco. No Marco Zero do Recife, Lula chorou, agradeceu a parceria do governador Eduardo Campos (PSB) e avisou que não pretende desaparecer depois que deixar a Presidência.

"Deixo apenas a Presidência. Mas não pensem qeu vocês vão se livrar de mim. Estarei pelas ruas deste País, ajudando a resolver os problemas deste Brasil", discursou para delírio das milhares de pessoas que aguardaram pacientemente o evento com o presidente, iniciado com duas horas de atraso.

Mostrando a dificuldade que terá para se tornar ex-presidente, Lula brincou com a faixa da Ordem do Mérito dos Guararapes, maior comenda de Pernambuco, entregue por Eduardo Campos. "Vocês percebem que eu estou de faixa. Como eu vou entregar a minha faixa de presidente da República no próximo sábado, eu vou aproveitar e dormir com esta aqui para não esquecer", afirmou.

Lula fez um apanhado de todas as obras que executou no Nordeste, citando a Transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Transnordestina, a Refinaria Abreu e Lima e a reforma de parte da BR-101. Chegou a dizer, inclusive, que a rodovia está em melhor condições que estradas europeias. "Temos a BR-101 que tá asfaltada. Nem Angela Merkel (primeira ministra da Alemanha) anda numa estrada tão bem tratada".

O presidente fez uma série de agradecimentos ao povo que votou nele. Disse entender, inclusive, porque a população não o apoiou nas eleições de 1989, quando perdeu.

Mas os principais agradecimentos foram destinados ao governador Eduardo Campos. "Queria agradecer pela lealdade, pelo companheirismo e pela parceria (de Eduardo Campos)", disse. Lula agradeceu inclusive a eleição e a reeleição do governador. "A gente não acha diamante em qualquer lugar. Não acha gente boa em qualquer lugar. Não acha companheiro em qualquer lugar".

Em seu discurso, Lula lembrou o avô de Eduardo, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes de Alencar. Disse que o político "não era santo" e afirmou sentir não tê-lo por aqui. Arraes morreu em 2005, aos 88 anos.

Lula disse que, depois de eleito, temeu não ter condições de governar o País. "Perguntava à (primeira-dama) Marisa (no Planalto): será que é verdade que a gente está aqui? Descobri que tinha que provar a mim mesmo que eu tinha competência e que não poderia falhar", disse.

Bem humorado, o presidente falou em Deus e, brincando, disse que pode se tornar pastor quando deixar a Presidência, no próximo sábado (1º de janeiro de 2011). "Sou agradecido a Deus, em primeiro lugar. Se não fosse o dedo de Deus, não era normal que um retirante de Caetés (cidade natal do presidente, no Agreste de Pernambuco) que fugiu para não morrer de fome, se tornasse presidente do Brasil. Quem não acredita em Deus, pode acreditar que ele existe. Ele existe e toma conta de nós. Você não acha que eu poderia ser pastor, quando largar a Presiência?".

GAFES - O presidente Lula cometeu algumas gafes em seu discurso. Começou afirmando que o pernambucano Sérgio Rezende foi "o melhor ministro de Ciência e Tecnologia". No entanto, a declaração foi dada diante de Eduardo Campos, que também já ocupou a pasta.

Num outro momento, Lula chamou a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, de Maria Fernandes.

O presidente, ao final do seu discurso, criticou a organização do evento - o diretório estadual do PSB - por ter deixado o escritor paraibano e Secretário Estadual de Cultura, Ariano Suassuna, fora do palco. Ariano foi um dos primeiros a chegar ao camarote do Governo do Estado, montado na lateral do palco.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/12/28/emocionado_lula_se_despede_de_pernambuco_dizendo_que_populacao_nao_vai_se_livrar_dele_87586.php

Venício Lima: Revisitando o poder da mídia

27 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Venício A. de Lima, no Vermelho


Os resultados da pesquisa CNI/Ibope divulgados no dia 16 de dezembro confirmam uma clara tendência dos últimos anos e, ao mesmo tempo, recolocam uma importante questão sobre o poder da grande mídia tradicional. De fato, a aprovação pessoal e a confiança no presidente Lula atingiram novos recordes, 87% e 81%, respectivamente; e a avaliação positiva do governo subiu para 80%, outro recorde [íntegra da pesquisadisponível aqui].

A confirmação dessa tendência ocorre apesar da grande mídia e sua cobertura política do presidente e de seu governo ter sido, ao longo dos dois mandatos, claramente hostil ou, como disse a presidente da ANJ, desempenhando o papel de oposição partidária.

Isso significa que a grande mídia perdeu o seu poder?

Monopólio da informação política


Parece não haver dúvida de que a mídia tradicional não tem mais hoje o poder de “formação de opinião” que teve no passado em relação à imensa maioria da população brasileira. E por que não?

Um texto clássico dos estudos da comunicação, escrito por dois fundadores deste campo, ainda na metade do século passado, afirmava que para os meios de comunicação exercerem influência efetiva sobre os seus públicos é necessário que se cumpram pelo menos uma das seguintes três condições, válidas até hoje: monopolização; canalização ao invés de mudança de valores básicos, e contato pessoal suplementar. Com relação à monopolização afirmam:

“Esta situação se concretiza quando não se manifesta qualquer oposição crítica na esfera dos meios de comunicação no que concerne à difusão de valores, políticas ou imagens públicas. Vale dizer que a monopolização desses meios ocorre na falta de uma contrapropaganda. Neste sentido restrito, essa monopolização pode ser encontrada em diversas circunstâncias. É claro, trata-se de uma característica da estrutura política de uma sociedade autoritária, onde o acesso a esses meios encontra-se totalmente bloqueado aos que se opõem à ideologia oficial” [cf. Paul Lazarsfeld e Robert K. Merton, "Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada" in G. Cohn, org. Comunicação e Indústria Cultural; CEN; 1ª. ed., 1971; pp. 230-253].

Aparentemente, a monopolização do discurso político “mediado” pela grande mídia – em regimes não-autoritários – foi quebrada pelo enorme aumento das fontes de informação, sobretudo com a incrível disseminação e capilaridade social da internet.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, quando de sua rápida visita ao Brasil, em abril passado, o fundador do diário espanhol El País, Juan Luis Cebrian, afirmava:

“…a internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Do início ao fim da última campanha presidencial americana, circularam pela web algo como 180 milhões de vídeos sobre os candidatos Obama e McCain, mas apenas 20 milhões haviam saído dos partidos Democrata e Republicano. As próprias organizações políticas foram ultrapassadas pela movimentação dos cidadãos. Como ordenar tudo isso? Não sei. (…) …hoje existem 2 bilhões de internautas no mundo, ou seja, um terço da população planetária já tem acesso à rede. Há 200 milhões de páginas web à escolha do navegante. Na rede, você diz o que quer, quando quiser e a quem ouvir, portanto, o acesso à informação aumentou de forma espetacular. Isso é fato [íntegra disponível aqui].

A disseminação da internet – ou seja, a quebra do monopólio informativo da grande mídia – aliada a mudanças importantes em relação à escolaridade e à redistribuição de renda que atingem boa parte da população brasileira, certamente ajudam a compreender os incríveis índices de aprovação de Lula e de seu governo, mesmo enfrentando a “oposição” da grande mídia.

Resta muito poder

Isso não significa, todavia, que a grande mídia tenha perdido todo o seu poder. Ao contrário, ela continua poderosa, por exemplo, na construção da agenda pública e na temerosa substituição de várias funções tradicionais dos partidos políticos, vale dizer, do enfraquecimento deles.

A grande mídia, em particular a mídia impressa (jornais e revistas), ainda continua poderosa como ator político em relação à reduzida parcela da população que se situa na ponta da pirâmide social e exerce influência significativa nas esferas do poder responsáveis pela formulação das políticas públicas, inclusive no setor das comunicações.

O fenômeno Lula, que deixa o poder, como observou um analista, “amado pelo povo e detestado pela mídia”, deve servir, não só para uma reavaliação do papel da mídia de massa tradicional, mas também como horizonte para aqueles que trabalham pela universalização da liberdade de expressão e pela efetivação do direito à comunicação.

* Venício A. de Lima é professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/venicio-lima-revisitando-o-poder-da-midia.html

Fátima Oliveira: 2011, Ano Internacional para Descendentes de Africanos

28 de dezembro de 2010 às 10:10
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Fátima Oliveira, em O Tempo

No dia 12 passado, a ONU definiu 2011 como Ano Internacional para Descendentes de Africanos. Para o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, “o evento pretende reforçar o compromisso político para erradicar a discriminação a descendentes de africanos, que estão entre os que mais sofrem com o racismo, além de ter negados seus direitos básicos à saúde de qualidade e educação em todo o mundo. A iniciativa também quer promover o respeito à diversidade e herança culturais”.

Pontuou que “a comunidade internacional já afirmou que o tráfico transatlântico de escravos foi uma tragédia apavorante, não apenas por causa das barbáries cometidas, mas pelo desrespeito à humanidade”, e informou que, no centro das atividades da celebração, está Durban 2001 (Declaração e Programa de Ação de Durban, reiterados na Conferência de Revisão de Durban, em Genebra, em 2009, que insta os governos a adotarem metas de integração e promoção da equidade racial, objetivando assegurar, em todos os aspectos, a integração total de afrodescendentes).

Frisou que “a comunidade internacional não pode aceitar que comunidades inteiras sejam marginalizadas por causa da sua cor de pele”. A missão do Brasil na ONU declarou que a celebração do Ano Internacional para Descendentes de Africanos é “uma ocasião para chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam essa parte importante da população brasileira”.

Reproduzo um comentário lapidar em resposta a quem acha a iniciativa da ONU desnecessária, sob o argumento enviesado de que divide a luta dos oprimidos: “Entendo a iniciativa como uma política importante de combate ao racismo. Acredito que os governos ainda fazem pouco para eliminá-lo. Sem falar que ainda confundem racismo com exclusão social, com pobreza. Ocorre que entre pobres de todas as raças que são excluídos e discriminados, aos pobres brancos ainda lhes resta a branquitude como um bem e um valor nas sociedades racistas como a nossa. Aos pobres pretos e afrodescendentes em geral, só lhes resta a vitimização do racismo” (Francisco Aniceto, no Site Lima Coelho, 22.12.2010).

Em “Superação do racismo e da xenofobia exige faxina ética” escrevi: “Como acreditar na boa-fé se o governo, que diz apoiar o Estatuto (da Igualdade Racial), nega se a conferir lastro financeiro específico (Fundo de Promoção da Igualdade Racial) para a implementação de políticas antirracistas? A recusa é uma explicitação de que os recursos públicos são considerados como algo privado, de que o governante do momento pode dispor ao seu bel-prazer, inclusive para manter o status quo racista” (O TEMPO, 18.11.2008). Desde então, muita água rolou e foi aprovado o Estatuto da Igualdade Racial (16.6.2010). Não mudei de opinião, nem arriei a bandeira: apoio sem recursos não é decisão política, é retórica.

Espera-se que a ministra Luíza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), tenha respaldo para enfrentar a agenda oculta do racismo, no âmbito do governo e da sociedade, visibilizando a iniciativa da ONU como um dos pilares do processo de refundação da Seppir; destacando o seu papel de estimuladora de mudanças de padrões culturais, pois o combate sem tréguas ao racismo explícito e oculto é um problema pertinente a um projeto de nação que deseja ser “um país para todos e todas”. É impossível concretizar a consigna “para o Brasil seguir mudando” sem a decisão política de eliminar o racismo de modo consistente e cotidiano.

Publicado no Jornal O TEMPO em 28/12/2010
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-2011-ano-internacional-para-descendentes-de-africanos.html

Festa no Marco Zero para Lula

28.12.2010
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por RENATA BEZERRA DE MELO


Presidente se despede do Palácio do Planalto em ato preparado pelo PSB

Lula também tem agenda administrativa em Suape

A quatro dias de passar a faixa presidencial para a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizará o último grande ato popular de sua gestão, hoje, em Pernambuco. Uma festa foi preparada pelo PSB do governador Eduardo Campos em homenagem e agradecimento ao petista. O evento, marcado para as 17h, no Marco Zero, tem na programação show de artistas nordestinos como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Irah Caldeira, Santana, Maciel Melo, entre outros. O momento marcará a despedida de Lula do Planalto, presidente que, com esta visita, contabiliza cerca de 40 passagens pelo Estado ao longo de seus dois mandatos consecutivos.

O adeus do presidente em terras pernambucanas carrega ainda o simbolismo de trazê-lo de volta ao Estado de onde saiu ainda criança. Era 1952, quando ele migrou, aos 7 anos, para São Paulo, lugar em que iniciou, como torneiro mecânico, a carreira de líder sindical até chegar a cadeira da presidência pelo PT, partido do qual é um dos fundadores. No evento de hoje no Recife, o presidente verá os violeiros João Paraibano e Valdir Teles apresentarem um baião com versos enaltecendo sua trajetória. Esta será a segunda parte do ato festivo que tem início com o grupo de forrozeiros pernambucanos e será encerrada com o encontro de Alceu e Geraldo Azevedo.

Antes de seguir ao palco, o Governo do Estado tentará conduzir o presidente até o armazém onde será inaugurado o Centro Cultural Cais do Sertão Luiz Gonzaga - o primeiro museu nacional hi-tech de alto porte de Pernambuco. Estarão presentes na ocasião, além do governador Eduardo Campos (PSB), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, segundo informações do Ministério da Cultura. Faz parte do protocolo ainda a cessão de uma área para a construção de escola de música que ficará sob a coordenação da Associação Orquestra Criança Cidadã.

O desembarque de Lula no Recife está previsto para as 13h30. Às 14h30, ele deve estar em Suape para o lançamento da pedra fundamental da Fiat, uma luta de Eduardo Campos, com intermédio de Lula para implantar o empreendimento no Estado. Hoje mesmo, ele segue para Fortaleza onde tem agenda amanhã pela manhã. À tarde, cumprirá roteiro oficial em Salvador. Esta já será a segunda passagem de Lula pelo Estado só neste mês, quando ele já esteve em Salgueiro conferindo obras de transposição do São Francisco.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/611341?task=view

Culto ecumênico pela conquista do PCCS dos antigos estatutários do ex-Iapas

28.12.2010
Do site do Sindsprev/PE
Por Wedja Gouveia

Um Culto Ecumênico em Ação de Graças pela conquista do PCCS dos antigos estatutários do ex-Iapas(Processo 90.0000872-7, 5ª Vara Federal) foi realizado na manhã desta terça-feira, 28/12, no auditório do Sindsprev. Promovido pelo Sindicato, o culto ecumênico reuniu os servidores constantes no processo e seus familiares, além de dirigentes e funcionários do Sindicato.

A cerimônia foi aberta com a palavra de diretores do Sindsprev, que agradeceram a presença de todos num momento de ação de graças a Deus por essa conquista histórica. O culto contou com a participação do Pastor Jéferson Menezes, do seminarista Ednaldo Isidoro e da espírita Sandra Felix.


Os precatórios foram expedidos em junho de 2008 após diversos recursos por parte do INSS. Só agora, depois de dois anos, em dezembro de 2010, foram pagos os valores aos servidores.

Na abertura do culto ecumênico, o coordenador do Sindsprev, José Bonifácio, falou da importante vitória da categoria. “Essa conquista histórica é uma prova de que foi feita justiça àqueles que lutaram persistentemente há 21 anos pelo PCCS e foi uma vitória depois de muita luta da assessoria jurídica do Sindicato em conjunto com os servidores e a diretoria”, disse.
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VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL

28.12.2010
Enviada por Midiã Costa, por email


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..".

É bom para refletir e se valorizar!

Um bom e insubstituível Natal e um excelente e insubstituível Ano Novo !

Em 2011

Saúde! Sucesso! Sorte!
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Saúde repassa R$ 3 mi para promoção de ações que reduzam mortes no trânsito

27.12.2010
Do JC ONLINE

O Ministério da Saúde autorizou o repasse financeiro de R$ 3 milhões do Fundo Nacional de Saúde para que os estados e o Distrito Federal promovam ações de redução das mortes no trânsito. A portaria está publicada na edição desta segunda-feira (27) do Diário Oficial da União (DOU). O repasse é referente ao terceiro quadrimestre de 2010.

De acordo com a portaria, os recursos representam um incentivo para a continuidade do Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito – Mobilizando a Sociedade e Promovendo a Saúde. O projeto tem o objetivo de implementar ações de promoção da saúde por meio da articulação e mobilização de setores governamentais, não governamentais e da sociedade civil.

Segundo o ministério, os dados de mortalidade no Brasil reforçam a necessidade de prevenir acidentes. Só em 2008, 38.273 brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito. Desse total, 82% eram do sexo masculino. Em 2007, foram registradas 37.407 mortes.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente no trânsito e que até 2030 esse número deve subir para 2,4 milhões. Mais de 90% dos acidentes com mortes ocorrem em países de baixa e média renda, que concentram 48% da frota mundial de veículos. Os usuários mais vulneráveis são pedestres, motociclistas e ciclistas.

Os dados mostram também que 44% dos países no mundo não têm políticas que estimulem o uso de transportes públicos. Ainda de acordo com a OMS, 10 países – Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Brasil, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito – concentram 62% das mortes no trânsito.

De acordo com a portaria do ministério, a resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) - de 24 de fevereiro deste ano - proclama o período de 2011-2020 como a Década de Ações pela Segurança Viária, Prevenção das Lesões e Mortes e Paz no Trânsito.

Fonte: Agência Brasil
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Fonte:http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/politica/noticia/2010/12/27/saude-repassa-r-3-mi-para-promocao-de-acoes-que-reduzam-mortes-no-transito-249909.php

Prefeito:DEM e PT negociam aliança para eleição em Dourados (MS)

27.12.2010
Do JC ONLINE

A eleição para prefeito de Dourados, segundo maior município do Mato Grosso do Sul, marcada para 6 de fevereiro, pode ter uma aliança entre os partidos rivais DEM e PT. O DEM reuniu até agora 14 legendas na coligação em torno do nome do candidato e atual vice-governador Murilo Zauith e negocia com o PT a vaga de vice, cuja indicada seria Dinancy Ranzi, professora e gestora do hospital universitário local.

A coligação com o DEM tem o aval inclusive do senador reeleito Delcídio Amaral (PT-MS). Após um encontro com Zauith, Delcídio declarou apoio ao candidato e defendeu a parceria. Já Zauith é otimista, mas prega cautela. "Vamos caminhar juntos, mas ainda dependo da decisão do PT", disse. Dividido e sob pressão do Diretório Nacional, que quer candidatura própria, o PT fará uma plenária na quinta-feira para decidir se apoia Zauith.

Caso lance candidatura própria, o nome mais cotado pelo PT é o do suplente de vereador Elias Ishy. Após a plenária, a convenção do PT ocorrerá no dia 5 de janeiro, dia anterior ao início da campanha eleitoral na cidade. Zauith tentou ser prefeito de Dourados por duas vezes. Na última, em 2008, perdeu para Ari Artuzi (PDT), que foi preso em setembro acusado de desvio de verbas públicas e renunciou ao mandato o início de dezembro, o que motivou a convocação das eleições na cidade.

Ex-deputado federal, Zauith tentou ainda ser senador este ano, mas ficou em terceiro, atrás de Delcídio e de Waldemir Moka (PMDB). Já foram confirmadas ainda, em convenções municipais, as candidaturas de Genival Valeretto (PMN) e de José Araújo (PSOL) à prefeitura local.

OPERAÇÃO URAGANO - Dourados já teve dois prefeitos depois da prisão de Artuzi, em setembro. Como o então vice-prefeito, Carlinhos Cantor (PR), e o presidente da Câmara local, Sidlei Alves (DEM), também foram presos e indiciados na operação Uragano, da Polícia Federal (PF) o juiz Eduardo Machado Rocha foi nomeado prefeito da cidade pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul(TJ-MS). Em outubro, a prefeitura foi assumida pela vereadora Délia Razuk (PMDB), única entre os 12 parlamentares da Câmara de Dourados a não ser indiciada pela PF.

Além das prisões, na operação Uragano foram indiciadas, ao todo, 60 pessoas, que apontou Artuzi como o chefe de um esquema de desvio de 10% de todos os contratos firmados pela prefeitura local nos setores de saúde e transportes. O dinheiro iria para o prefeito e vereadores.

Fonte: Agência Estado
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Fonte:http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/politica/noticia/2010/12/27/dem-e-pt-negociam-alianca-para-eleicao-em-dourados-ms-249958.php

Com 1ª moeda social do estado do RJ, Silva Jardim agita sua economia

27/12/2010 07

Do site Globo.com

Em apenas um mês, Capivari aumentou movimento no comércio.

Prefeitura espera que atrações turísticas também atraiam mais visitantes.

Aluizio FreireDo G1 RJ


Capivari - Moeda socialSonia elogia e exibe uma nota de Capivari enquanto
faz compras (Foto: Aluizio Freire)

A rotina dos moradores de Silva Jardim, na Baixada Litorânea, mudou há pouco mais de um mês, quando foi lançada e começou a circular a primeira moeda social do Estado do Rio de Janeiro, o Capivari. A nova moeda, que é administrada com recursos do município, ganhou a adesão de grande parte da população e passou a financiar o comércio local, provocando um “boom” na economia da cidade.

Em frente aos supermercados, açougues e drogarias, carros de som anunciam as promoções em produtos que são adquiridos com o novo dinheiro. Com faixas e outras publicidades, comerciantes fazem propagandas para atrair mais clientes com capivaris no bolso.

Em alguns casos os descontos chegam a 20% do valor da compra. “Achei a ideia excelente. Isso está revitalizando o comércio de Silva Jardim”, elogiou Sonia Maria Cruz, 42, enquanto fazia compras no supermercado usando seus capivaris.

Muitos comerciantes garantem que o movimento aumentou em até 60% depois da nova moeda.
“Nosso objetivo, em primeiro lugar, é promover a economia solidária, valorizando o comércio local e ajudando o pequeno empreendedor com o microcrédito. Agora, o dinheiro fica aqui no município. Antes, a gente enchia uma lata furada”, explica a secretária municipal de Turismo, Indústria e Comércio (Semtic), Vera Lúcia Brito.

Capivari - Moeda socialBanco foi criado para conceder empréstimos e
atender aos mais pobres (Foto: Aluizio Freire)

A abertura do Banco Comunitário Capivari (BCC) garante a circulação da moeda desde o dia 16 de novembro. O prefeito Marcello Zelão foi o principal idealizador da iniciativa.

“Os comerciantes e a população aceitaram a moeda, apoiando a iniciativa. Queremos o melhor para o nosso município. O banco é para atender os trabalhadores, as pessoas mais pobres e não para quem tem dinheiro. Vamos mudar a realidade econômica da cidade através das pessoas de menor poder aquisitivo, que não conseguem empréstimos nos bancos convencionais”, disse Zelão, defendendo o micro-crédito para agricultores e outros setores produtivos.

Com cerca de 22 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, a atividade econômica que movimenta Silva Jardim ainda é a agricultura. Numa cidade cuja renda per capita é de um salário mínimo e meio e que muitos moradores ainda compram a crédito no mercado e deixam a dívida anotada em uma ficha para pagar mensalmente, o chamado “pendura”, um banco que abre com a proposta de oferecer crédito a pessoas com esse perfil precisou ser concebido com alguma flexibilidade.

Em vez de SPC ou Serasa, carro de som
“A gente não consulta o Serasa ou SPC, mas, os vizinhos, para saber se a pessoa merece mesmo crédito. O que exigimos é que a pessoa tenha pelo menos dois anos de endereço fixo”, afirma a analista de crédito do BCC, Tatiana da Costa Pereira. Mas a coisa pode se complicar para os maus pagadores.

Capivari - Moeda socialAnalista do BCC confia nos clientes e não acredita
em grande inadimplência (Foto: Aluizio Freire)

Segundo Tatiana, caso o beneficiado se mantenha inadimplente e fique comprovado que houve má-fé para obter o crédito, ele poderá ter seu nome exposto em uma lista de devedores na entrada no banco ou até anunciado em um carro de som. Isso está previsto no contrato que ele assina e registrado no fórum.

“Mas, sabemos que as pessoas daqui são muito corretas, honestas e bons pagadores”, elogia a analista.

O gerenciamento geral da moeda social ficará a cargo da Associação Comercial, sob a supervisão do Fórum da Economia Solidária de Silva Jardim (Feso).

O suporte técnico e a consultoria para a implantação da moeda, que circula apenas no município, foram dados pelo Instituto Palmas, que já implantou moedas sociais em várias cidades brasileiras e administra uma moeda própria, o Palmas, no Conjunto Residencial Palmeira, em Fortaleza (CE).

O Capivari é emitido e administrado pelo BCC. Além de realizar o trabalho de "câmbio", isto é, a troca de reais por capivaris, o banco tem uma linha de crédito para pequenos empreendedores, com o intuito de promover a geração de trabalho e renda no município.

Capivari
As cédulas são de cinquenta centavos (lilás), um (verde), dois (salmão), cinco (amarela) e dez (azul) capivaris.

A Semtic preparou, ainda, uma cartilha com 20 perguntas e respostas esclarecendo sobre as dúvidas mais frequentes a respeito da nova moeda.

Capivari - PraçaPrefeitura espera que cidade também ganhe
com o turismo (Foto: Marcio Kleber/Divulgação)

A circulação do Capivari é amparada pela Lei de Economia Solidária proposta pela Administração Municipal e aprovada pela Câmara em 27/05/2010. A iniciativa conta com a parceria do Banco do Brasil.

O nome da moeda é em virtude de o município de Silva Jardim ter sido inicialmente conhecido como Capivari, que também é o nome do rio que corta o centro da cidade. A escolha do título para a nova moeda, diz a prefeitura, é uma forma de resgate da história do município. Seu significado é "rio que tem capivara", o que também justifica a escolha da gravura que ilustra as cédulas.

Turismo é outra aposta
A 113 quilômetros do Rio, Silva Jardim é uma pequena cidade interiorana com uma bem cuidada pracinha central , traduzindo o clima de tranquilidade que atrai visitantes das cidades grandes.

A localidade, grande potencial turístico natural, possui cachoeiras e florestas que são um convite a passeios e caminhadas. Silva Jardim faz divisa com os municípios de Casimiro de Abreu, Nova Friburgo, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Araruama.

Uma parte do seu território encontra-se protegido pela Reserva Biológica Poço das Antas, unidade federal de conservação da natureza destinada ao projeto de preservação da Mata Atlântica e do mico leão dourado.

Para quem gosta de praticar esportes náuticos, o endereço é a Lagoa de Juturnaíba, com águas indicadas para banhos, passeios de barco e pescaria. O local é cercado por bares e restaurantes.

Para quem gosta de dar uma esticada, nos arredores de Silva Jardim encontra-se a Aldeia Velha, uma antiga vila fundada por imigrantes suíços e alemães. Algumas casinhas coloniais continuam mantendo o charme da região. O visitante pode fazer caminhadas por trilhas que levam a cascatas que garantem refrescantes mergulhos.

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Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/12/com-1-moeda-social-do-estado-do-rj-silva-jardim-agita-sua-economia.html