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domingo, 26 de dezembro de 2010

Preconceito que cala, língua que discrimina

24.12.2010
Da Revista Brasil de Fato
Por Joana Moncau

Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua

Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua, típica das sociedades ocidentais. “Podemos amar e cultivar nossas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias”.

O preconceito linguístico é um preconceito social. Para isso aponta a afiada análise do escritor e linguista Marcos Bagno, brasileiro de Minas Gerais. Autor de mais de 30 livros, entre obras literárias e de divulgação científica, e professor da Universidade de Brasília, atualmente é reconhecido sobretudo por sua militância contra a discriminação social por meio da linguagem. No Brasil, tornou-se referência na luta pela democratização da linguagem e suas ideias têm exercido importante influência nos cursos de Letras e Pedagogia.

A importância de atingir esse meio, segundo ele, é que o combate ao preconceito linguístico passa principalmente pelas práticas escolares: é preciso que os professores se conscientizem e não sejam eles mesmos perpetuadores do preconceito linguístico e da discriminação. Preconceito mais antigo que o cristianismo, para Bagno, a língua desde longa data é instrumentalizada pelos poderes oficiais como um mecanismo de controle social. Dialeto e língua, fala correta e incorreta: na entrevista concedida a Desinformémonos, ele desnaturaliza esses conceitos e deixa à mostra a ideologia de exclusão e de dominação política pela língua, tão impregnada nas sociedades ocidentais.

“A língua é um dialeto com exército e marinha”, Max Weinreich

O controle social é feito oficialmente quando um Estado escolhe uma língua ou uma determinada variedade linguística para se tornar a língua oficial. Evidentemente qualquer processo de seleção implica um processo de exclusão. Quando, em um país, existem várias línguas faladas, e uma delas se torna oficial, as demais línguas passam a ser objeto de repressão.

É muito antiga a tradição de distinguir a língua associada ao símbolo de poder dos dialetos. O uso do termo dialeto sempre foi carregado de preconceito racial ou cultural. Nesse emprego, dialeto é associado a uma maneira errada, feia ou má de se falar uma língua. Também é uma maneira de distinguir a língua dos povos civilizados, brancos, das formas supostamente primitivas de falar dos povos selvagens. Essa forma de classificação é tão poderosa que se erradicou no inconsciente da maioria das pessoas, inclusive as que declaram fazer um trabalho politicamente correto.

De fato, a separação entre língua e dialeto é eminentemente política e escapa aos critérios que os linguistas tentam estabelecer para delimitar dita separação. A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser. A referência do que vem de cima, do poder, das classes dominantes, cria aos falantes das variedades de língua sem prestígio social e cultural um complexo de inferioridade, uma baixo auto-estima linguística, a qual os sociolinguistas catalães chamam de “auto-ódio”.

Falar de uma língua é sempre mover-se no terreno pantanoso das crenças, superstições, ideologia e representações. A Língua é um objeto criado, normatizado, institucionalizado para garantir a unidade política de um Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma língua”. Durante muitos séculos, para conseguir a desejada unidade nacional, muitas línguas foram e são emudecidas, muitas populações foram e são massacradas, povos inteiros foram calados e exterminados. No continente americano, temos uma história tristíssima de colonização construída sobre milhares de cadáveres de indígenas que já estavam aqui quando os europeus invadiram suas terras ancestrais e dos africanos escravizados que foram trazidos para cá contra sua vontade.

Não podemos esquecer que o que chamamos de “língua espanhola”, “língua portuguesa”, ou “língua inglesa” tem um rico histórico, não é algo que nasceu naturalmente. Podemos amar e cultivar essas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.

Breve histórico linguístico da América Latina

A história linguística da América Latina foi e é marcada por muita violência contra as populações não-brancas, em todos os sentidos, dos massacres propriamente ditos, passando pela escravização e chegando aos dias de hoje com a exclusão social e o racismo.

No caso específico das línguas, as potências coloniais (Portugal e Espanha) se empenharam sistematicamente em impor suas línguas. As situações variam de país a país. Na Argentina, por exemplo, depois da independência, o governo traçou um plano explícito de extermínio dos indígenas, a chamada “Conquista do Deserto”, pagando em dinheiro às pessoas que levassem escalpos como prova do assassinato. Com isso, a população indígena da Argentina, principalmente do centro para o sul, desapareceu quase completamente, e com ela suas línguas.

No Peru e na Bolívia, a língua quéchua, que era uma espécie de idioma internacional do império inca, é muito empregada até hoje, havendo mesmo comunidades mais isoladas cujos falantes não sabem falar espanhol.

No Brasil, o trabalho de imposição do português foi muito bem feito, de maneira que é a língua homogênea da população. O extermínio dos índios fez desaparecer centenas de línguas: hoje sobrevivem cerca de 180, mas faladas por muito pouca gente, algumas já em vias de extinção. Durante boa parte do período colonial, a língua mais usada no Brasil foi a chamada “língua geral”, baseada no tupi antigo, que os jesuítas empregaram para catequizar os índios. Com a expulsão dos jesuítas no século XVIII e a proibição do ensino em qualquer língua que não fosse o português, a língua geral desapareceu. É uma pena que não tenhamos uma riqueza linguística como no México, que possui mais de 50 línguas diferentes, sendo que o nahua é falado por cerca de 1 milhão de pessoas. Ainda assim, essas minorias linguísticas no Brasil estão cada vez mais reconhecendo seus direitos e lutando por eles.

Quanto às línguas africanas no Brasil, elas não puderam sobreviver porque os portugueses tomavam cuidado para separar as famílias em lotes diferentes bem como os falantes de uma mesma língua, de modo que fossem obrigados a aprender o português para se comunicar entre si e com os brancos. Mesmo assim, as línguas africanas, sobretudo as do grupo banto, influíram fortemente na formação do português brasileiro, fazendo com que ele se tornasse o que é hoje, uma língua bem diferente do português europeu.

No Paraguai, como não houve expulsão dos jesuítas, a língua geral empregada por eles, o abanheenga (guarani), permanece até hoje como elemento importante da vida dos paraguaios, que são bilíngues em sua maioria: espanhol e guarani.

Falar errado? Para quem?

Também existe uma ideologia linguística que não é oficializada, mas que ao longo do tempo se instaura na sociedade. Em qualquer tipo de comunidade humana sempre existe um grupo que detém o poder e que considera que seu modo de falar é o mais interessante, o mais bonito, é aquele que deve ser preservado e até imposto aos demais.

Nas sociedades ocidentais as línguas oficiais sempre foram objetos de investimento político. As línguas são codificadas pelas gramáticas, pelos dicionários, elas são objetos de pedagogias, são ensinadas. Claro que essa língua que é normatizada nunca corresponde às formas usuais da língua, sempre há uma distância muito grande entre o que as pessoas realmente falam no seu dia-a-dia, na sua vida íntima e comunitária, e a língua oficializada e padronizada.

A questão da língua é a única que une todo o espectro linguístico, ou seja, a pessoa da mais extrema esquerda e da mais extrema direita geralmente concordam, por exemplo, diante da afirmação de que os brasileiros falam português muito mal. É uma ideologia muito antiga, eu digo que é uma religião mais antiga que o cristianismo, porque surgiu entre os gramáticos gregos 300 anos antes de Cristo e se impregnou na nossa cultura ocidental de maneira muito forte.

Entretanto, ao mesmo tempo em que as classes dominantes diziam que era preciso impor o padrão para todo o mundo, elas não permitiam às classes dominadas o acesso a ele. Havia essa contradição, que na verdade não é uma contradição, mas uma estratégia político-ideológica: “Você tem que se comportar assim, mas não vou te ensinar como”. Isso, para as classes dominantes terem, além de outros instrumentos de controle social, também o controle da língua. É o que Pierre Bourdieu chama de a ‘língua legítima’: as classes dominadas reconhecem a língua legitima, mas não a conhecem. Ou seja, elas sabem que existe um modo de falar que é considerado bonito, importante, mas elas não têm acesso a ele.

O preconceito linguístico nas sociedades ocidentais é derivado principalmente das práticas escolares. A escola sempre foi muito autoritária, muitas vezes as pessoas tinham que esquecer a língua que já sabiam e aprender um modelo de língua. Qualquer manifestação fora desse modelo era considerada erro, e a pessoa era reprimida, censurada, ridicularizada.

Outro grande perpetuador da discriminação linguística são os meio de comunicação. Infelizmente, pois eles poderiam ser instrumentos maravilhosos para a democratização das relações linguísticas da sociedade. No Brasil, por serem estreitamente vinculados às classes dominantes e às oligarquias, assumiram o papel de defensores dessa língua portuguesa que supostamente estaria ameaçada. Não interessa se 190 milhões de brasileiros usam uma determinada forma linguística, eles estão todos errados e o que apregoam como certo é aquela forma que está consolidada há séculos. Isso ficou muito evidente durante todas as campanhas presidenciais de que Lula participou. Uma das principais acusações que seus adversários faziam era essa: como um operário sem curso superior, que não sabe falar, vai saber dirigir o país? Mesmo depois de eleito, não cessaram as acusações de que falava errado. A mídia se portava como a preservadora de um padrão linguístico ameaçado inclusive pelo presidente da República.

Nessas sociedades e nessas culturas muito centradas na escrita, o padrão sempre se inspira na escrita literária. Falar como os grandes escritores escreveram é o objetivo místico que as culturas letradas propõem. Como ninguém fala como os grandes escritores escrevem, a população inteira em teoria fala errado, porque esse ideal é praticamente inalcançável.

Entretanto, isso é muito contraditório, porque os ensinos tradicionais de língua dizem que temos que imitar os clássicos, mas ao mesmo tempo somos proibidos de fazer o que os grandes autores fazem, que é a licença poética. Como aprendemos nas escolas, ela é permitida àquele que em teoria sabe tão bem a língua que pode se dar ao luxo de desrespeitar as normas. A diferença entre a licença poética e o erro gramatical é, basicamente, de classe social. Uma pessoa pela sua própria origem social se dá ao direito e tem esse direito reconhecido de falar como quiser, outra, também por sua origem social não tem esse direito.

Cria-se um padrão linguístico muito irreal, muito distante da realidade vivida da língua. É a partir desse confronto entre a maneira de falar das pessoas e essa língua codificada, que surgem esses conflitos linguísticos. A pessoa, ao comparar seu modo de falar com aquilo que aprende na escola ou com o que é codificado, vê a distância que existe entre essas duas entidades e passa a achar que seu modo de falar é feio, é errado.

Qualquer tipo de imposição linguística acaba gerando um efeito contrário que é a auto-rejeição linguística ou a promoção de um preconceito linguístico por parte das camadas sociais dominantes.

Luta contra o preconceito linguístico

Acabar com o preconceito linguístico é uma coisa difícil. É preciso sempre que façamos a distinção entre preconceito e discriminação. O que nós temos que combater é a discriminação, ou seja, quando esse preconceito deixa de ser apenas uma atitude ou um modo de pensar das pessoas e se transforma em práticas sociais.

Primeiro é preciso reconhecer a existência do preconceito linguístico, conhecer os modos como ele se manifesta concretamente como atitudes e práticas sociais, denunciar isso e criar modos de combatê-lo.

Justamente pelo fato de o preconceito linguístico nas sociedades ocidentais ser derivado das práticas escolares, na minha opinião, o grande mecanismo para começar a desfazer o preconceito linguístico, a discriminação linguística, está também na pratica escolar. É muito importante que a escola, em sociedades letradas como a nossa, permita ao aluno esse processo do acesso ao letramento a partir de práticas pedagógicas democratizadoras, em que as variações linguísticas sejam reconhecidas como prática da cultura nacional, que não sejam ridicularizadas. E é claro que isso tem um funcionamento político muito importante, não só na escola, mas em toda a sociedade.

Por isso que no Brasil, eu e um conjunto de outros linguistas e educadores estamos sempre atacando muito o preconceito linguístico e propondo práticas pedagógicas democratizadoras. Que a criança, ao chegar na escola falando uma variedade regional menos próxima do padrão, não seja discriminada. Nosso trabalho atualmente se centra muito na escola, nos materiais didáticos e na formação dos professores de português, para que não sejam eles mesmos perpetuadores do preconceito linguístico e da discriminação.

Além disso, vale considerar que, em menos de meio século, a proporção mundial entre a população urbana e a rural ficou muito desigual, com a população mundial muito mais urbanizada. A urbanização implica o contato com formas linguísticas de maior prestigio, na televisão, na escola, na leitura etc. Isso vai implicar também uma espécie de nivelamento linguístico. Embora as variedades linguísticas se mantenham, quanto mais pessoas souberem ler e escrever e tiverem ascensão social, é mais provável que haja um nivelamento linguístico maior.

No caso específico do Brasil, nos últimos oito anos, quase 30 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e com isso vão impor também sua maneira de falar. Outro dado muito importante é que a grande maioria das pessoas que se formam professores (de português, principalmente) vem dessas camadas sociais. Portanto, o professor que está indo para sala de aula já é falante dessas variedades linguísticas que antigamente eram estigmatizadas. Isso vai provocar um grande movimento de valorização dessas variedades menos prestigiadas. Estamos assistindo a um momento muito importante da história sociolinguística do Brasil.
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Fonte:http://www.brasildefato.com.br/node/5396

Promotor promete ação civil pública contra proposta do PSDB que reserva leitos do SUS para convênios em SP

26.12.2010
Da REDE BRASIL ATUAL
Por: Suzana Vier

Representante do Ministério Público vê contradições no texto aprovado pela Assembleia Legislativa

Projeto de Goldman é passível até de Adin no STF, o que depende de partidos políticos ou entidade de representação sindical (Foto: Ciete Silverio/Divulgação governo de SP)

São Paulo – Assim que o governador Alberto Goldman sancionar o Projeto de Lei 45/2010, o Ministério Público Estadual de São Paulo entrará com ação civil pública para barrar a medida. A promessa é de Arthur Pinto Filho, promotor de Direitos Humanos especializado em saúde pública. A referência é ao texto aprovado nesta semana pela Assembleia Legislativa do estado que destina 25% dos leitos de hospitais públicos de alta complexidade a pacientes particulares e de convênio médico.

"Vamos entrar com ação civil pública solicitando ação de inconstitucionalidade da lei e portanto de ilegalidade dos hospitais destinarem 25% dos seus leitos para os privados", afirmou o promotor à Rede Brasil Atual.

O promotor avalia que também cabe ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas partidos políticos e entidades de representação de âmbito nacional é que podem usar esse tipo de recurso.

Arthur Pinto Filho indica contradições na justificativa do governo do estado de São Paulo para destinar 25% leitos e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) à iniciativa privada. Projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) na terça-feira (21).

"Se fosse o que o governo diz que é para cobrar do plano de saúde, já tem uma lei, a 9058/94, que já permite que o SUS atenda cidadão com plano de saúde e depois cobre do plano de saúde esse valor", aponta o representante do Ministério Público de São Paulo..

Na mensagem encaminhada aos deputados, o governador de São Paulo Alberto Goldman destaca que "a proposta visa, em síntese, garantir que as unidades de saúde possam obter o justo pagamento dos planos privados pelos atendimentos realizados".

Entretanto, a medida aprovada pela Alesp pode ter efeito contrário ao estipular que apenas 25% da utilização dos leitos do SUS será cobrado dos planos de saúde. Arthur calcula que em uma cidade como São Paulo em que metade da população tem plano de saúde, a legislação vai ter efeito contrário, porque só vai cobrar de 25% do que será utilizado. "Você vai cobrar 25%, e os outros 25% que vão entrar pelo SUS pelas vias normais, não vai cobrar então?", indaga.

Por outro lado, na análise do promotor, a reserva de leitos vai aumentar o atrativo dos planos de saúde, principalmente os oferecidos por empresas menores. "O que vai acontecer é que do dia para a noite os planos de saúde vão receber mais 25% dos leitos", prevê.

Arthur também cita que haverá fila dupla para atendimento e perda de leitos destinados aos usuários do SUS. "O que vai acontecer é que você vai retirar do quase nada um quarto, então a cada quatro leitos você vai tirar um", analisa.
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Fonte:http://m.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2010/12/promotor-ve-contradicoes-na-proposta-de-goldman-para-reserva-de-leitos-do-sus-para-convenios

Justiça condena jornal O Globo por ofensa rasteira contra o Ipea

23/12/2010
Do site da CONTRAF/CUT

O juiz Gustavo André Oliveira dos Santos, da 13ª Vara Federal (SJ/DF), condenou o jornal O Globo a conceder direito de resposta ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) contra matérias publicadas nos dias 22 e 24 de agosto deste ano, julgadas inverídicas e ofensivas à honra da instituição.

Nos textos em questão, intitulados "Uma máquina de alto custo" e "Especialistas criticam ingerência no Ipea", o diário afirma que o instituto de pesquisa havia se transformado "numa máquina de propaganda do governo e braço de articulação política externa movida pela ideologia, deixando em segunda mão sua missão primordial".

Liberdade de imprensa

Em sua sentença, o juiz faz um arrazoado em defesa da liberdade de imprensa e em particular das críticas bem fundamentadas a instituições do Estado. "Pontuo, também, ser indiscutível que a imprensa possui liberdade de criticar a atuação dos órgãos públicos, informando à sociedade das deficiências, possíveis problemas e desvirtuamentos da Administração pública em geral, denúncias essas que contribuem para o desenvolvimento do Estado Democrático de Direito".

Todavia, a liberdade de imprensa não é um direito absoluto e não pode atropelar os demais direitos fundamentais, como a honra. Não deve servir de escudo à manipulação ideológica dos fatos. "A partir do momento que a crítica transmuda-se em ofensa descontextualizada de fatos certos [o que ficou caracterizado na conduta de O Globo], permitido é ao ofendido se socorrer do Poder Judiciário para obter resposta proporcional", julga Oliveira dos Santos.

A acusação formulada pelo jornal contra o Ipea, ou seja, de ter se transformado uma máquina de propaganda do governo movida a ideologia, não tem fundamentos nos fatos, segundo a Justiça, que também apontou as contradições e incoerências do próprio O Globo quando divulga com objetividade (ainda que por interesse próprio) as atividades do instituto. Neste caso, o próprio pasquim dos Marinho se desmente e mostra "que o Ipea vem realizando um trabalho científico imparcial", conforme a conclusão do juiz. A hipocrisia global salta aos olhos.

Contradições e incoerências

"Ademais", diz na sentença, "o Ipea juntou diversas outras notícias/reportagens publicadas no O Globo que demonstram a contradição com as reportagens atacadas, no ponto em que aduzem estar o Ipea a serviço de interesses políticos determinados.

Confira-se:

A) Manchete: "Principais aeroportos não conseguem atender à demanda, diz Ipea" (Publicada em 31/05/2010);

B) Manchete: "Falta de investimento na juventude brasileira preocupa" (Publicada em 19/01/2010 às 18h26m. Em tal reportagem, fora registrado que: "O livro Juventude e políticas sociais no Brasil" lançado nesta terça-feria pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) revela que é preocupante a falta de investimento na juventude brasileira;

C) Manchete: "Ferrovias brasileiras precisam de investimentos de R$40 bi, diz estudo do Ipea" (Publicada em 19/05/2010 às 17h39m - fls. 35); D) Manchete: "Estudo do Ipea mostra que país corre risco de apagão logístico por falta de investimento em portos" (Publicada no dia 17/05/2010).

Todas essas publicações, também recentes, demonstram, por evidência, que o Ipea vem realizando um trabalho científico imparcial, pois os estudos, pela simples leitura das manchetes, em nada favorecem o governo federal."

Fica evidente que a acusação feita contra o Ipea pelo jornal não tem base na realidade e possui notórias motivações ideológicas.

Viúvas do neoliberalismo

Arvorando-se em dono da verdade, O Globo acusa o Ipea de ser movido "pela ideologia". Mas é este próprio meio de comunicação que produziu uma peça ideológica rancorosa e de duvidosa qualidade conta o instituto. A diferença é que, no caso, o veículo destila uma ideologia reacionária, de direita, a ideologia da mentira, da manipulação, da hipocrisia.

O jornal da família Marinho é inspirado pelo ódio ao caráter progressista que o economista Marcio Pochmann imprimiu às pesquisas e estudos desenvolvidos pela equipe da Ipea, subtraindo-o à influência do chamado Consenso de Washington, aproximando-o dos movimentos sociais e conferindo-lhe uma orientação desenvolvimentista. O Ipea já não é o mesmo da era neoliberal tucana. Daí o ódio das viúvas do neoliberalismo e a tentativa de desmoralizar a instituição.

Anticomunismo

As referências preconceituosas nas duas matérias ao relacionamento do Ipea com a Venezuela, palco de uma revolução socialista, e Cuba, citadas na sentença, são sinais do anticomunismo atávico subjacente à ideologia que move o padrão globo de jornalismo. Assim como se vale do artifício de "citar os dois lados" para fingir imparcialidade e esconder os interesses escusos que embasam suas opiniões, O Globo se serve do pretexto da liberdade de imprensa para produzir matérias tendenciosas e difundir uma falsa ideologia.

Segundo o juiz, "o direito de resposta surge para o ente público quando a crítica, qualificada como ofensa, atinge a honra objetiva do órgão mediante a publicação de texto sem embasamento fático".

Daí conclui: "Pelo exposto, com fulcro no art. 269, I, do CPC, JULGO PROCEDENTE o pedido para o fim de determinar que o réu proceda a publicação da RESPOSTA do requerente, conforme texto de fls. 89/90, na sua edição de domingo, na primeira página (chamada) e no caderno "O País" no quadro "ELEIÇÕES 2010", bem como na sua edição de terça-feira no caderno "O País".

O réu também foi condenado a pagar honorários advocatícios.

Fonte: Conversa Afiada
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Fonte:http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=24718

Os bancos fazem terrorismo para forçar subida dos juros e aumentar lucros

23/12/2010, do site da Contraf/CUT

A Febraban ocupa espaço no noticiário deste final de ano de escassas informações para fazer suas profecias sobre o desempenho futuro da economia: o crescimento de 2011 será bem menor (4,5%) do que o deste ano, o fantasma da inflação ronda ameaçadoramente nossas cabeças e os juros, inevitavelmente, terão de subir. É o que estamos cansados de ouvir, ler e ver nas análises dos colunistas econômicos.

É um coro muito bem ensaiado. Uma pressão organizada e concentrada para que as profecias se autocumpram.

Mas é preciso dar nome aos bois e dizer claramente o que está acontecendo: os bancos e seus porta-vozes estão fazendo terrorismo com a sociedade brasileira e tentando emparedar o governo para tirar mais uma lasquinha e assim aumentar seus lucros já exorbitantes.

Em primeiro lugar, o mito da inflação ameaçadora não resiste aos fatos. Segundo o relatório do ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese de dezembro, a inflação dos últimos meses está relacionada à elevação dos preços de poucos produtos agrícolas, que tiveram problemas de oferta em razão de fatores climáticos e sazonais. E não é provocada por uma explosão do consumo acima da capacidade da economia, uma vez que os produtos consumidos, em grande parte via crédito, não apresentam elevação significativa. Alguns deles até tiveram deflação nos últimos 12 meses.

Exemplos: a alimentação subiu 10,25% de janeiro a novembro (com destaque para alimentos in natura e semielaborados, que cresceram 15,23%), enquanto os equipamentos domésticos, onde se concentram os produtos comprados a prazo, sofreram uma deflação de -0,67% em 11 meses. O preço médio dos eletrodomésticos foi reduzido em -2,35% nesse período.

Aliás, o próprio Banco Central concorda com essa análise no Relatório de Inflação divulgado nesta quarta-feira 22 de dezembro, no qual é taxativo: "A elevação da inflação no trimestre encerrado em novembro foi, em grande parte, influenciada tanto por fatores sazonais internos, relacionados à oferta de alimentos, em especial de produtos in natura, quanto por fatores externos, relacionados à oferta de algumas commodities agrícolas".

Os fatos, portanto, desautorizam tamanhas previsões sombrias sobre a inflação futura.

O segundo ponto é que tanto os bancos quanto seus porta-vozes são expert em fazer previsões erradas. Vejamos alguns exemplos. A Febraban previu taxa Selic de 10,84% no final de 2009. Ficou em 8,75%. Apostou em um crescimento do PIB de 4,15% no ano passado. Foi de -0,64%. Quanto à inflação, os bancos prognosticaram índice de 4,48% para 2008. Chegou a 5,90%. Ainda mais gritante: a Febraban apostou em fevereiro deste ano que o PIB de 2010 cresceria 5,3%. Será certamente superior a 7%.

No auge da crise financeira de 2008, quando o governo federal pressionava os bancos a desempoçarem o crédito após a liberação do depósito compulsório, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, criticou a decisão do Banco do Brasil e da Caixa de ampliarem a oferta de crédito e de reduzirem o spread, prevendo que isso colocaria em risco a solvência do sistema financeiro. O resultado é conhecido: o BB ampliou sua participação no mercado, retomou do Itaú o posto de maior banco do país e ajudou o Brasil a sair da crise.

O economista Paul Krugman, prêmio Nobel de 2008, em artigo publicado no New York Times desta terça-feira 21, escreveu o seguinte sobre os prognósticos dos analistas do sistema financeiro antes da crise: "Os fundamentalistas do livre mercado estavam errados sobre tudo - mas agora dominam completamente a cena política". Krugman se refere aos Estados Unidos. Mas podemos acrescentar: no Brasil, também. Eles se equivocaram em quase tudo e agora articulam um protagonismo político para induzir o Banco Central a elevar os juros, distorcendo fatos, fazendo terrorismo contra a sociedade e chantageando o governo.

A taxa Selic é um componente importante no lucro dos bancos. Querem ganhar mais dinheiro de maneira fácil, às custas do desenvolvimento econômico e social do país.

Carlos Cordeiro,
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)

Fonte: Contraf-CUT
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Fonte:http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=24721

Gilberto Carvalho critica Kassab e vê 'algumas políticas higienistas' em SP

23.12.2010
Da REDE BRASIL ATUAL
Por: João Peres e Virgínia Toledo

São Paulo – O chefe de gabinete da Presidência da República e futuro titular da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, fez críticas à gestão de Gilberto Kassab na prefeitura da capital paulista. Durante o encontro de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, presidentes atual e eleita da República, com catadores, Carvalho afirmou que falta vontade política no caso da cooperativa da Granja Julieta, na zona sul de São Paulo.

Carvalho avalia que a ação do governo federal não basta para resolver problemas como esses se, quando chega à ponta, nas prefeituras, as administrações não se importam em fazer o trabalho.

Em novembro de 2008, uma central de triagem no bairro foi incendiado e, a seguir, interditado pela prefeitura. Os associados da cooperativa acreditam que o incêndio tenha sido por motivação criminosa, já que a presença da central é malvista por moradores. Apenas em meados deste ano, os catadores tiveram autorização para voltar a ocupar o local.

Durante seu discurso, Lula também fez críticas ao prefeito da capital. "O Kassab precisa tratar o pessoal da Granja Julieta com carinho", pleiteou. O presidente cobrou um comprometimento maior de prefeitos, já que "a maior parte dos políticos não dá ouvidos aos catadores". "O problema do Brasil é que muita gente continua agindo como agia 20 anos atrás, sem se dar conta de que o país mudou", disse Lula.

"O presidente está um pouco impaciente", reconhece Carvalho. "Não é possível que o poder público não encontre uma resposta para o problema dessas pessoas. É a mentalidade geral do governante brasileiro. Para aquele que aparentemente só 'incomoda' (o poder público), você tenta tirar da rua, mandar para a prisão, tenta de alguma forma fazer desaparecer", avalia.

Questionado sobre as ações da administração de Kassab em São Paulo, Carvalho frisou que não afirmaria que se trata de "higienismo", de forma genérica, quer dizer, ações articuladas para retirar pessoas pobres de determinadas regiões da cidade. "Mas não há dúvida de que há algumas políticas higienistas", atacou.
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Fonte:http://m.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2010/12/gilberto-carvalho-critica-kassab-e-ve-algumas-politicas-higienistas-em-sp

Para catadores, trabalho de coleta seletiva garantiu dignidade no governo Lula

26.12.2010
Da REDE BRASIL ATUAL
Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

Lula assiste à apresentações culturais de catadores; presidente emocionou-se repetidas vezes durante as falas de lideranças do movimento (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

São Paulo - Cerca de duas mil pessoas esperaram, por horas, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (23), último dia da Expocatadores na capital paulista. A maior parte deles tinha a mesma expectativa. Baianos, mineiros, paranaenses e catadores de outros estados dividiam o espaço com trabalhadores de outras nacionalidade, como peruanos e equatorianos. O evento teve caráter internacional.

Adalvina Ribeiro, de 62 anos, é catadora de materiais recicláveis em Maringá (PR). Há três décadas ela trabalha dessa forma e mostrava com orgullho a foto que estampava a capa de um jornal local, em que ela abraçava o presidente Lula em uma visita à cidade, há cinco anos.

Ela revela que, hoje, sua atividade pode ser vista como uma profissão de verdade. "Eu sou catadora e vou continuar com muito orgulho", explica. Dona Adalvina sabe que seu cotidiano pode melhorar, e parte dessas mudanças não envolve decisões políticas.

"O catador é importante, só que precisamos que as pessoas se conscientizem. Todo mundo tem de nos ajudar a separar o lixo", avisa. "Mas eu gosto de lixo limpinho", pede a paranaense, com um sorriso no rosto.
Legislação

O mestre de cerimônia do evento, paramentado de modo peculiar, incentivava o coro: "Não, não, não à incineração". A queima de resíduos é considerada uma das maiores vilãs pelos catadores, que consideram que a solução pode representar vantagens para prefeituras e problemas para eles. Pressionadas pelo poder econômico, as administrações poderiam colocar em risco a profissão relacionada à separação de materiais recicláveis.

Entusiasmado com o protesto contra os incineradores, Ubiratan Santa Bárbara, líder da Cooperativa de Agentes Ecológicos de Canabrava (Caec), de Salvador (BA), analisa que há alternativas. Para ele, a Lei de Resíduos Sólidos assinada por Lula facilitará o trabalho diário da categoria.

A legislação recém modificada responsabiliza empresas pela chamada "logística reversa", que é o recolhimento de produtos descartáveis pelos fabricantes. A medida favorece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza mais setores da sociedade pelo lixo gerado.

Ubiratan pede às prefeituras que vejam os catadores com "bons olhos" e passem a apoiar as cooperativas e a coleta seletiva. "Eles têm de ver que não será um favor para nós, catadores, mas sim para a sociedade e para o meio ambiente", ensina. E avisa: "É com a iniciativa de vocês (prefeitos) que isso chegará aos cidadãos catadores".
Referência

A experiência brasileira despertou o interesse de outros países. A catadora Luana Guanaluiza, uma das líderes da associação de catadores da cidade de Quito, no Equador, conta que veio até o Brasil para saber como o governo brasileiro conseguiu fazer com que o trabalho dos catadores pudesse ser reconhecido.

"No Equador não somos reconhecidos por ninguém, nem pelo governo", lamenta. "Lula é o primeiro presidente do mundo que oferece pelo menos um dia de sua agenda para os catadores", reconhece.

De fala humilde, mas convicta, Matilde Ramos, da liderança do Movimento Nacional Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) em nome de todos os catadores fez um balanço do governo Lula, e , por muitas vezes, o deixou acanhado.

Sempre com o olhar direcionado a Lula, nem Matilde nem o presidente escondiam a emoção. Ao agradecer a presença e o compromisso de ter aderido à luta dos catadores, Matilde olhando para o presidente e lhe indagou firmemente: "Graças a você conseguimos sair de uma vida desumana. O senhor tem dimensão do que fez pela gente?. Ele reage com com um abraço.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2010/12/para-catadores-coleta-seletiva-garantiu-dignidade-no-governo-lula

Trabalho do Incra contraria visão mostrada por pesquisa de ruralistas sobre reforma agrária

26.12.2010
Da REDE BRASIL ATUAL
Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Levantamento de órgão estatal mostra assentamentos rurais em nível melhor que o registrado por trabalho da CNA, entidade que chamou unidades de reforma agrária de “favelas rurais”

São Paulo – O retrato traçado na pesquisa divulgada pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre assentamentos rurais mostra diferenças fundamentais em relação à pesquisa divulgada no ano passado pelos defensores do agronegócio. O objeto de estudo de ambos são os assentamentos de reforma agrária no país.

Em linhas gerais, o Incra detectou um panorama mais positivo do que o configurado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em estudo demandado ao Ibope, que apontava assentamentos muitos problemas – e quase nenhuma eficiência econômica, sequer para garantir a sobrevivência dos proprietários.

Há ressalvas a se fazer que vão além das diferenças ideológicas entre as duas instituições. O universo abrangido pela pesquisa encomendada ao Ibope em 2009 pela CNA era bastante reduzido, tendo sido entrevistadas mil pessoas em nove estados, tendo como critério os assentamentos com maior número de famílias. O trabalho do Incra, conduzido por universidades federais, abrangeu 16.153 pessoas em 1.164 assentamentos, o que, para o governo, contempla todas as 804.867 famílias assentadas entre 1985 e 2008.

Além disso, as perguntas são diferentes, o que reduz as possibilidades de comparação de alguns detalhes.

Diferenças gritantes

De toda forma, há divergências em quantidade suficiente para que se questione o porquê da variação entre os estudos. A mais gritante se dá em relação ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), criado para oferecer crédito a juros facilitados para agricultores familiares e assentados. Para o Incra, 52% das famílias pediram financiamento ao Pronaf, das quais 64% pagam as prestações em dia. A CNA, por outro lado, indica que apenas 25% possuem acesso ao programa.

Outra estatística bastante dissonante diz respeito à situação econômica dos assentados. Neste caso, o Incra ainda não divulgou todas as estatísticas, mas já se sabe que um terço dos assentados consideram positiva a atual situação de comercialização dos produtos, além de 27% que consideram o atual momento como razoável. O leite é uma importante fonte de renda, chegando a R$ 4,7 milhões ao ano no Ceará e a R$ 17,7 milhões em Santa Catarina.

A CNA, por outro lado, considera que 40% dos assentados por reforma agrária vivem em situação de extrema pobreza e que apenas 240 assentamentos são “emancipados”, ou seja, conseguem garantir renda para seus moradores. “Esse modelo não é adequado, não está gerando renda. São favelas rurais que estão sendo criadas no campo. Você não tira as pessoas da pobreza dando um pedaço de chão”, afirmou a presidente da entidade, a senadora Kátia Abreu, no lançamento da pesquisa encomendada ao Ibope, que mostrava ainda que 37% dos assentados não têm qualquer produção. Na ocasião, a senadora aproveitou para acusar que as cooperativas do MST não cumpriam seu papel, chegando a duvidar da destinação do dinheiro repassado ao movimento.

A pesquisa do Incra não coaduna com a tese de pobreza dos assentamentos. Mais da metade dos produtores considera que a produtividade de seu lote é boa ou ótima, com outros 29% que opinam ser razoável esse item. Mais de 50% dos entrevistados também consideram bom o tamanho de suas propriedades, que têm uma variedade de mais de duzentos produtos, sendo feijão, milho e leite as principais fontes de sobrevivência, o que basicamente reforça a tese de que pequenas e médias unidades e assentamentos são os responsáveis pela produção de alimentos no país.

Na educação, novamente, dão-se as diferenças entre as pesquisas do Incra e da CNA. A entidade de defesa do agronegócio vê 21% de analfabetismo nos assentamentos, contra 15% do Incra – seria preciso considerar a margem de erro das duas pesquisas, de três pontos para mais ou para menos, para fazer uma leitura aceitável da diferença. A CNA informa ainda que 61% das crianças entre 0 e 4 anos nunca foram à escola. O levantamento do Incra, embora não faça recorte por faixas etárias, indica que 87,55% das crianças que moram em assentamentos estão matriculadas – entre os 12,45% restantes, 10,27% não quiseram fornecer a informação.

Evidentemente, as discordâncias entre Incra e CNA vão muito além dos números. São visões de mundo diferentes. Ao ler qualquer uma das pesquisas, é preciso ter isso em mente. Quem tem interesse em mostrar a reforma agrária como um caminho produtivo, de promoção de justiça social? E quem tem o interesse de defender a ideia dos assentamentos como propriedades improdutivas? As respostas a essas perguntas facilitam a compreensão das estatísticas.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/trabalho-do-incra-contraria-visao-mostrada-por-pesquisa-de-ruralistas

Empresas aéreas tentam jogar seus erros nas costas dos trabalhadores

23/12/2010
Da CUT NACIONAL
Escrito por: Isaías Dalle

Patrões nada fizeram para evitar greve

O presidente da CUT, Artur Henrique, avalia que o atual embate envolvendo os aeroviários e aeronautas e as empresas aéreas deixou bastante evidente a tentativa das empresas de “jogar nas costas dos trabalhadores a responsabilidade pelos erros de gestão e pelo desrespeito aos consumidores que elas vêm cometendo ao longo dos últimos anos”. Para ele, o comportamento das empresas durante o processo de negociação com os sindicatos mostrou que elas não tentaram em nenhum momento evitar a greve.

Artur, que passou parte do dia de ontem (22) dialogando com os ministros Nelson Jobim (Defesa), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete da Presidência) e com Celso Klafke (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil, filiada à CUT), afirma que as equipes de bordo e as equipes de terra estão sobrecarregadas, acumulam escalas acima da recomendação de normas internacionais e são, não raro, chamadas às pressas pelas empresas para plantões não previstos.

“Esses são sinais claros de que as empresas estão precisando contratar trabalhadores”, considera o presidente da CUT. Ele lembra ainda que, quanto à questão salarial, as empresas chegaram a fazer uma proposta considerada “ridícula”, de apenas 0,5% de aumento acima da inflação.

Justiça do Trabalho – Artur também criticou o posicionamento da Justiça, que “impediu, fora do que prevê a legislação, a livre negociação entre as partes e o livre exercício de greve”. O TST determinou que 80% da categoria permaneçam em atividade. Em outra decisão, a Vara da Justiça Federal de Brasília decidiu proibir a greve até o dia 7 de janeiro. E a Delegacia Regional do Trabalho definiu multa de R$ 500 mil por dia ao sindicato em caso de greve.

“Os juízes pensaram em tudo isso, mas não pensaram em nenhuma decisão quanto aos trabalhadores. Sequer definiram um percentual de reajuste, nem se pronunciaram”, critica Artur.
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Fonte:http://www.cut.org.br/destaques/20278/empresas-aereas-tentam-jogar-seus-erros-nas-costas-dos-trabalhadores?utm_source=cut&utm_medium=email&utm_term=informacut&utm_campaign=informacut

Vídeos-2010: Petkovic X Ana Maria Braga

26.12.2010
Do BLOG DO MIRO
Por Altamiro Borges, postado em 17.02.2010

Petkovic faz golaço em Ana Maria Braga



A apresentadora global Ana Maria Braga adora o consumismo capitalista e nunca escondeu a sua rejeição às idéias de esquerda. Mas, geralmente, ela exagera nas suas paixões. No seu programa da TV Globo da semana passada, ela entrevistou o jogador sérvio Dejan Petkovic, atual campeão pelo Flamengo e craque reconhecido por todos os apreciadores do futebol. A entrevista até que ia bem, quando ela não se conteve e disparou: “Como foi nascer num país com tanta dificuldade?”.

Petkovic, que é bom de bola e de cabeça, não vacilou e marcou mais um golaço: “Quando nasci não tinha dificuldade nenhuma. Era um país maravilhoso, vivíamos um regime socialista, todo mundo bem, todos tinham salário, todos tinham emprego. Os problemas aconteceram depois dos anos 80”. A apresentadora engoliu a seco e prosseguiu a matéria. Sua assessoria devia, ao menos, ter pesquisado as posições progressistas do jogador para evitar mais esta pisada de bola.

“Musas” direitistas do Cansei

Ana Maria Braga já se meteu em várias outras frias – tanto que o corrosivo colunista José Simão já a apelidou de “Ana Ameba Brega”. Em meados de 2007, ela foi umas das “musas” do movimento “Cansei”, organizado por ricos empresários e notórios direitistas para desgastar o governo Lula. Ela surgiu em outdoors ao lado da malufista Hebe Camargo, da “medrosa” Regina Duarte e da “festeira” Ivete Sangalo. Apesar da participação “gratuita” destas estrelas midiáticas, a patética iniciativa não conseguiu seduzir a sociedade e sucumbiu rapidamente.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/videos-2010-petkovic-x-ana-maria-braga.html

Ditadura Militar :Argentina condenou 89 repressores

23/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Luciana Taddeo, no Opera Mundi

Em apenas um ano, Argentina condenou 89 repressores da ditadura militar

Um total de 13 julgamentos realizados neste ano culminou na condenação de 89 repressores que atuaram na ditadura cívico-militar argentina, cuja violência resultou em um saldo estimado de 30 mil desaparecidos, entre os anos de 1976 e 1983. Do total de acusados, 47 foram condenados à prisão perpétua e apenas nove foram absolvidos.

Segundo um informe divulgado pela organização H.I.J.O.S. (Filhos pela Identidade e Justiça, contra o esquecimento e o silêncio) da cidade de La Plata, 51 repressores tinham sido condenados até esta segunda-feira (20/12), e um absolvido. Segundo o levantamento, a quantidade de cadeias perpétuas chegava a 19.


Apoiadores da organização H.I.J.O.S. esperam veredicto de julgamento de repressores em Córdoba (Luciana Taddeo/Opera Mundi)

O número aumentou significativamente nos últimos dois dias: na tarde desta terça-feira, um tribunal de Buenos Aires condenou 16 torturadores que atuavam em centros clandestinos de prisão da capital argentina, acusados de 181 crimes, entre os quais torturas, sequestros, estupros e assassinatos. Um dos réus foi absolvido. Entre as sentenças, 12 foram de prisão perpétua.

Já na tarde de ontem, o Tribunal Oral Federal no. 1 de Córdoba decretou penas para 23 responsáveis por assassinatos e torturas, entre abril e outubro de 1976, em um presídio desta província, localizada no noroeste argentino. Dos 30 acusados, sete foram absolvidos e 16 condenados à prisão perpétua, entre eles Jorge Rafael Videla, primeiro presidente da ditadura militar no país.

Luciano Benjamín Menéndez, então chefe do Terceiro Corpo do Exército, que comandava as atividades militares de dez províncias do noroeste argentino, foi condenado duas vezes à perpétua em 2010, acumulando cinco penas similares.

Ainda segundo o comunicado emitido pela organização, desde 2003, com a derrogação das leis de impunidade (que limitavam o tempo dos julgamentos e a patente dos militares que poderiam ser acusados), até 2009, foram realizados 20 julgamentos, com 67 repressores condenados e sete absolvidos.

Para o juiz federal argentino, Rafael Rafecas, o grande número de condenados “se trata de um cenário completamente previsível”, afirmou ao Opera Mundi. Rafecas decretou a prisão preventiva de Videla em 2008, após uma indagação vinculada a 570 casos de sequestros, 270 práticas de torturam, 29 homicídios, além de roubo de bebês.

“Isso é só o começo”, garantiu o juiz, ao que completou: “Nada impedirá que o processo de condenações continue e vai durar por muitos anos.” Para Rafecas, os processos judiciais “de memória e justiça” são uma contribuição importante, “ainda que não a única”, aclarou, “para nos distanciarmos definitivamente do modelo cultural autoritário que regeu a Argentina por muitos anos”.

Morosidade

O informe elaborado pela organização de La Plata, no entanto, expressa insatisfação com a morosidade da justiça. Entitulado de “A tartaruga judicial continua seu caminho”, o documento explicita: “de milhares de genocidas, apenas alguns poucos estão sendo julgados pelos processos propostos pelo kirchnerismo”.

No entanto, para Diego Castaño, funcionário de um ex-centro clandestino de prisão e integrante dos H.I.J.O.S. de Córdoba, os julgamentos são uma vitória do atual governo. “Acredito que muitas coisas deveriam ser corrigidas, mas votar em qualquer outro candidato à presidência nas próximas eleições seria dar um passo para trás. Prova disso são os indultos promulgados pelo ex-presidente Carlos Menem, anistiando aos repressores”, afirmou.

Para Rosário Rodríguez, cujo marido foi fuzilado durante o período militar, e que se tornou uma das querelantes do processo que levou Videla à prisão perpétua, os governos anteriores aos do ex-presidente Néstor Kirchner e de sua esposa, Cristina, “nunca fizeram nada para por os militares no lugar em que deveriam estar: na cadeia”.

Segundo ela, que integra a Associação de Familiares de Desaparecidos e Presos por Razões Políticas de Córdoba, os Kirchner “foram os únicos presidentes que nos abriram as portas e posicionaram os direitos humanos como política de governo”, conclui.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Hipocrisia :Wikileaks e as revelações sobre drogas

24/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Coletivo DAR


Wikileaks e as drogas

Certamente o termo mais veiculado pela mídia mundial no final deste 2010 é “Wikileaks”. Tamanha a repercussão pode levar até o nome do grupo a ser considerado uma palavra de língua inglesa. Fundada em 2006, a organização sediada na Suécia tem como missão divulgar documentos e informações secretas de interesse público, especialmente provenientes de governos, e ganhou o mundo após divulgar mais de 250 mil documentos secretos do governo estadunidense.

O conteúdo tornado público é enorme, e por isso mesmo ainda não foi totalmente destrinchado, mas só sua divulgação já levou à represálias de todos os tipos por parte do governo dos EUA e de seus aliados empresariais e de outros governos. Entre as centenas de milhares de documentos e trocas de correspondências estão informações e opiniões de todos os tipos, envolvendo diversos países e políticos. Como bem apontou o intelectual Boaventura Souza dos Santos, “A revelação, num curto período, não só de documentação que se sabia existir mas a que durante muito tempo foi negado o acesso público por parte de quem a detinha, como também de documentação que ninguém sonhava existir, dramatiza os efeitos da revolução das tecnologias de informação e obriga a repensar a natureza dos poderes globais que nos (des)governam e as resistências que os podem desafiar”.

Como não poderia deixar de ser, a questão das drogas surge em diversos momentos – o DAR traz aqui alguns destes pontos. Vale sempre ressaltar que grande parte das informações provém de relatos e opiniões de dilpomatas estadunidenses, podendo obviamente serem falsas.

Invasão do Complexo Alemão foi discutida com Consulado dos EUA

Em sua fala durante seminário sobre encarceramento em massa realizado pelo Tribunal Popular em São Paulo, Vera Malaguti Batista comentou que o que antes parecia teoria da conspiração se mostrou até pouco diante do verdadeiro exposto pelo Wikileaks. No caso da operação realizada pelo Exército no Complexo do Alemão, se não fora os documentos vazados poucos acreditariam que detalhes dela foram discutidos pelo secretário de segurança do Rio com membros do Consulado dos Estados Unidos. Segundo a Folha de S.Paulo, “José Mariano Beltrame, antecipou que faria a operação de tomada do Complexo do Alemão e previa uma ação com ‘violência traumática’”. O encontro no consulado ocorreu em 22 de setembro de 2009, e nele Beltrame já informou aos estadunidenses que a operação ocorreria em 2010. Em despacho intitulado “Doutrina da Contrainsurgência chega às favelas do Rio” revelado pelo Wikileaks, o cônsul DenisHearne afirma que a estratégia das UPPs no Rio tem pontos em comum com ações das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão.

Ainda segundo documentos revelados, a pacificação das favelas no Rio prioriza as áreas turísticas.

Conspiração da Pfizer evita julgamento na Nigéria

A multinacional farmacêutica Pfizer testou um medicamento para meningite em crianças nigerianas de nome Trovan. 11 crianças morreram e dezenas de outras tiveram sequelas, e para evitar um julgamento a empresa jogou pesado. Como aponta matéria do portal Opera Mundi, “despachos da Embaixada dos Estados Unidos em Abuja revelaram como a Pfizer conquistou esse acordo, usando detetives para coletar provas contra membro do judiciário nigeriano e publicá-las na imprensa. De acordo com os documentos, o plano deu certo e o procurador-geral do país, Michael Aondoakaa, acusado de corrupção, abandonou o caso”. Diplomatas relatam um encontro “entre a embaixadora norte-americana Robin Renee Sanders e os advogados da farmacêutica, Joe Petrosinelli e Atiba Adams. Quase dois meses antes de o acordo se tornar público, os advogados contam à embaixadora que a negociação está praticamente concluída e que pagarão ao todo 75 milhões de dólares: “10 em custos legais, 30 para o governo do estado de Kano e 35 para os que participaram [dos testes] e suas famílias’”, afirma o texto.

De acordo com a Revista Exame,a licença para Trovan foi retirada da Europa por sua toxicidade hepática, e a administração a crianças não está autorizada em nenhum lugar.”Os parentes dos nigerianos tratados com Trovan dizem que nunca deram permissão para o experimento e desde 2001 tentam processar a Pfizer, que argumenta que não fez nada de errado e que as mortes ocorridas se devem apenas à meningite”.

Família real saudita e suas festas de arromba

Walter Maierovitch explica que na Arábia Saudita “uma monarquia absoluta, cabe ao rei, com base na chamada Lei fundamental de 1992, custodiar os lugares sagrados (Meca e Medina) e velar pelos bons costumes”. São proibidas a dança e todas as drogas, pois estas tirariam o homem de seu juízo normal. No entanto, documentos divulgados pelo Wikileaks revelam detalhes de uma festa de Helloween realizada por um membro da família real em 2009, que teria sido “regada a álcool, com cortina produzida por fumacê e muita cocaína”, nas palavras de Maierovitch.

Políticos moçambicanos supostamente ligados ao comércio de drogas ilícitas

O blog da Psicotropicus conta que em 2009 “o encarregado de negócio da embaixada norte-americana em Moçambique disse que o país ‘se tornou a segunda praça africana mais ativa no trânsito de narcóticos’, perdendo apenas para Guiné Bissau”. “O tráfico de drogas em Moçambique é controlado por duas grandes organizações criminosas chefiadas pelos moçambicanos de origem asiática Mohamed Bachir Suleiman (“MBS”) e Ghulam Rassul Moti. Outros documentos divulgados pelo WikiLeaks revelam que “MBS tem laços diretos com o presidente Armando Guebuza e com o ex-presidente Joaquim Chissano”. Além disso “Suleiman teria financiado a campanha da Frelimo (o partido do governo) e ajudou significativamente nas campanhas eleitorais” de Guebuza e Chissano”, afirma o texto da ONG carioca.

É importante no entanto a ressalva feita pelo site O País, de que “os ficheiros americanos divulgados pelo wikileaks têm em comum o facto de mencionar nomes de pessoas e associá-los a actividades criminosas, mas sem nunca apresentar provas ou ligações evidentes das pessoas aos actos”.

Tráfico influencia exército peruano

Segundo telegrama do embaixador dos EUA no Peru, Michael McKinley, o tráfico de drogas tem grande influência sobre o Exército do país andino. “Alguns soldados, quando completam o serviço voluntário em que aprendem como utilizar as armas, além de táticas militares, são “recrutados por redes de narcotráfico”, destaca o documento”, diz matéria da Folha de S.Paulo.

Irmão do presidente afegão acusado de narcotráfico e corrupção

Documentos revelados apontam que diplomatas estadunidenses acusam Ahmed Wali Karzai, irmão do presidente afegão Hamid Karzai, de “corrupto e envolvido no tráfico de drogas”. “Notas diplomáticas redigidas na embaixada americana em Cabul reafirmam, sem apresentar provas, as acusações feitas regularmente nos últimos anos pelos serviços de inteligência e meios de comunicação americanos a respeito de Ahmed Karzai, principal autoridade do conselho provincial de Kandahar (sul do Afeganistão), que sempre negou as alegações e afirmou que nunca foram apresentadas provas contra ele”, afirma a Exame.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Previna e trate as queimaduras de sol

26.12.2010
Do MSN NOTÍCIAS
Por Roberta Vilela

Cuidados com a insolação evitam sintomas como a pele ardendo e as dores pelo corpo

Esquecer o tempo na beira da piscina ou na praia é uma maneira de relaxar que pode custar caro à saúde. A falta de cuidados com os raios solares é a principal causa de insolação, problema para lá conhecido, mas ainda comum na estação mais quente do ano.

De acordo com a dermatologista Mônica Carvalho, insolação é o termo que as pessoas usam quando sofrem uma queimadura solar mais grave e, eventualmente, até uma desidratação. Bolhas, inchaço, febre, dores no corpo e náuseas são os sintomas de que houve negligência quanto ao sol. "Quem passa por um quadro deste precisa ficar longe da praia e da piscina por, pelo menos, uma semana", afirma a médica. A seguir, ela ensina como evitar esses incômodos e, no caso de quem já abusou, como amenizar os sintomas.

7 dicas para prevenir insolação

1- Não se exponha muito tempo a uma temperatura elevada, além dos riscos de desidratação, você pode ficar com queimaduras solares.

2- Usar protetor solar é imprescindível, mas lembre-se sempre: apesar de proteger, ele não é uma barreira contra o sol. Chapéu, óculos escuros com proteção certificada e guarda-sol também são necessários.

3- O horário ideal para se expor ao sol é antes das 10 e depois das 16 horas. Os raios solares UVB (que causam as queimaduras) são mais fortes entre esse período e devem ser evitados.

4- Mesmo nos períodos de sol mais suave, nunca se exponha mais do que duas horas seguidas.

5- Um bebê não deve ficar mais de dez minutos no sol, mesmo de manhã cedo ou no final da tarde. A pele ainda é muito sensível para este tipo de exposição.

6- A quantidade ideal de protetor solar é de, pelo menos, uma xícara de café cheia para o corpo inteiro, não economize na hora de espalhar o produto. Essa quantidade varia se você estiver acima do peso.

7- Reaplique o protetor a cada duas horas e após banhos de mar ou piscina.

8- O fator solar depende do tom da sua pele. Veja qual o seu caso e aplique bem no corpo e no rosto:
Pele muito branca - corpo: FPS 40 rosto: FPS 60
Pele branca normal - corpo: FPS 30 rosto: 30
Pele morena ou negra - corpo: 15 rosto: 30

6 métodos de aliviar os efeitos da insolação

1- Use compressas de água gelada. Elas podem ser feitas com toalhas macias ou gazes hospitalares e ajudam a baixar a temperatura corporal.

2- Tome bastante líquido: água gelada, sucos naturais, água de coco. Essas bebidas combatem a desidratação causada pela exposição ao sol.

3- Prefira ficar em locais frescos e na sombra. Se estiver em casa, ligue o ar-condicionado ou o ventilador. Isso ajuda a manter a temperatura do corpo sem febre.

Dicas para deixar a pele linda no verão 4- Fique em repouso. Tire um cochilo, descanse e não se esforce. As vítimas de insolação costumam sentir cansaço e dores, sendo o repouso uma das melhores armas contra esses sintomas.

5- Não é bom passar cremes no momento em que sofre a insolação. A fricção na pele neste estado é muito dolorosa. Se, mesmo assim, você quiser usar algum produto, fale antes com o dermatologista. Alguns cremes podem causar ainda mais irritação na pele.

6- Se sintomas de febre, calafrio, vômito ou tremor começarem a surgir, vá ao pronto-socorro mais próximo e em busca de orientação médica.
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Fonte:http://msn.minhavida.com.br/conteudo/12618-Previna-e-trate-as-queimaduras-de-sol.htm

Alencar apresenta quadro estável e recebe visita de Guido Mantega

26/12/2010
Da FOLHA.COM
Por UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO


O quadro de saúde do vice-presidente da República, José Alencar, é estável neste domingo, segundo informou a assessoria do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele foi internado às pressas na última quarta-feira com quadro grave de hemorragia digestiva.

Alencar recebeu no início da tarde de hoje a visita do ministro Guido Mantega (Fazenda), que permanecerá à frente da pasta no governo Dilma Rousseff. Na quinta-feira, Alencar elogiou à petista a manutenção de Mantega no governo.

Segundo o último boletim médico, divulgado na tarde de ontem, o vice não apresentou mais hemorragia e continua recebendo suporte clínico e hemodiálise. Ele permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

De acordo com os médicos que cuidam do político, Alencar mostrou evolução "surpreendente" no tratamento. Roberto Kalil Filho e Paulo Hoff não descartam a ida de Alencar à cerimônia de posse da presidente eleita, Dilma Rousseff. "Alencar tem expressado com frequência o desejo de viajar a Brasília", disse Kalil.

O médico afirmou que a hemorragia está controlada, mas pode voltar. "Vamos ver como ele estará no dia 31", completou Hoff.

O vice combate um câncer na região do abdome há mais de 15 anos, e já passou por 17 cirurgias.

No último dia 27, Alencar foi operado para desobstruir o intestino. A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado.

No final do procedimento, ele chegou a sofrer uma arritmia cardíaca, que foi revertida.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/850994-alencar-apresenta-quadro-estavel-e-recebe-visita-de-guido-mantega.shtml

PT adota lei do silêncio sobre secretariado de PE

26.12.2010
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Caderno POLÍTICA
Por MARILEIDE ALVES


Petistas evitam falar sobre as articulações para o 1º escalão

A lei é a do silêncio no PT. Nin­guém fala sobre a composição do secretariado do Governo Eduardo Campos (PSB), até porque qualquer informação pode atrapalhar as negocia­ções e se tornar um complicador para o partido que ten­ta, pelo menos, manter o mesmo espaço na gestão estadual.

Os petistas negam que já tenham conversado com o governador e dizem que tudo é “especulação”.

O deputado federal Maurício Rands, um dos nomes que surgiram para o comando da Secretaria de Saúde, negou que esteja cotado para a Saúde e disse que não conversou com Eduardo sobre o tema, na última quinta-feira, como revelou a Folha de Pernambuco. “É muita especulação! Fica parecendo que eu estou procurando emprego. Eu já tenho emprego que o po­vo me deu”, respondeu, quando questionado sobre o as­sunto. “É natural que se fa­ça especulação, mas ele (o go­vernador) é que sabe sobre o time. Eduardo é o coordena­dor desse processo. Ele é expert nisso”, completou Rands.

O futuro senador do PT, Humberto Costa, também se mantém de “boca fechada”. Contou apenas que na reunião da Executiva do PT, realizada na quinta-feira pela manhã, o partido decidiu que pedirá ao governador que as conversas sobre secretariado sejam de “discussão e negociação partidária”. “Tivemos uma reunião da Executiva, mas nada conclusivo. Falamos sobre isso, sim, decidimos que vamos aguardar o chamado do governador, ouvir o que ele tem a apresentar. A gente decidiu pedir que quando comece o processo o partido quer uma “disussão e negociação partidária”, disse Humberto.

O prefeito João da Costa (PT), um dos membros da co­missão petista que discutirá com o governador o espaço do partido no Governo, dis­se desconhecer qualquer en­contro do partido com Eduardo. Contou que o PT a­guarda “o chamado” de Edu­ardo. “Primeiro vamos ter que ouvir o governador. O que ele pre­tende fazer, se fará mudan­ças, se irá criar alguma nova pas­ta. O governador tem seus in­teresses, pensa em algumas recomendações. En­tão, vamos aguardar”, ressaltou o gestor. João da Costa não participou da reunião da executiva. A reportagem tentou falar ainda com o ex-prefeito João Paulo (PT) e com o líder do Go­verno na Assembleia Legis­lativa, Isaltino Nascimento, sem sucesso. Diferentemente da presidente eleita, Dilma Rous­seff (PT), que apresentou seu ministério em bloco, Eduardo pretende anunciar todo seu secretariado na próxima segunda ou terça-feira. Rands, no entanto, acha que o socialista só deve anunciar os nomes na próxima quarta-feira, um dia após a última visita de Lula ao Estado, no cargo de presidente.

1º LUGAR

O jornal Folha de São Paulo publicou ontem o resultado de uma pesquisa Datafolha, na qual Eduardo Campos é a­pon­­tado como o governador mais bem avaliado do Brasil. A nota média do socialista foi 8,4, atribuída pelos pernambu­canos. Número ainda maior que o anterior, de 7,7, obtido em julho deste ano. Ainda segun­do o Datafolha, a taxa de apro­vação (ótimo e bom) de Eduardo no Estado chegou a 80%.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/610963?task=view

PSDB diz que foi excluído pelo DEM na Alepe

26.12.2010
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Caderno POLÍTICA
Por RENATA BEZERRA DE MELO


Do mesmo jeito que o DEM “não aceita” as costuras do PSDB com o PV visando à formação de um bloco na Assem­bleia Legislativa, o tucanato argumenta que quem saiu na frente, ao articular uma frente com o PMDB sem contar com o PSDB foi o DEM. “O DEM achou que o PSDB ia apoiar o Governo do Estado e começou a se articular sozinho”, contra-argumenta a depu­tada estadual Terezinha Nunes (PSDB). Ponte nas negociações com os verdes, a tucana assegura que o PSDB se man­terá no papel de oposição.
Está em jogo a indicação do líder da bancada de oposição com dois nomes cotados, Daniel Coelho (PV) e Tony Gel (DEM). A disputa de espaço entre o PSDB e o DEM, embora não seja admitida publicamente, é fato consolidado internamente. Interlocutores comentam que “Sérgio Guerra não vai se submeter ao Democratas” em razão de desentendimentos já conhecidos.

Em resposta a Augusto Coutinho, atual líder da oposição, de que o Regimento Interno estabelece que quem indica a liderança são os líderes dos partidos, o deputado estadual Ed­son Vieira (PSDB) recorre ao his­tórico de negociações da Ca­s­a para atestar que o trâmite natural não é este. “Na legis­latura passada, estava empate en­tre PSDB e os demais partidos. Se fosse pelo regimento, quem tinha sido indicado logo era Augusto Coutinho”. No primeiro biênio da atual legislatura, o líder escolhido foi o depu­tado estadual, não reeleito, Pe­dro Eurico (PSDB). O DEM, en­tão, contava com 5 parlamentares, aliado a um do PSDC e dois do PMDB, enquanto o PSDB contabilizava oito nomes. Edson deixou claro que o PSDB “também não vai aceitar o que o DEM está querendo”. “Temos a maior bancada. Se ficarmos na oposição é natural que o PSDB indique’, pontuou.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/610965?task=view

Decisão do Supremo gera confusão sobre quem deve assumir

26.12.2010
Do MSN NOTICIAS
Por DENISE MADUEÑO e MARIÂNGELA GALLUCCI


Decisão tomada no início do mês por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou atrito com a Câmara, deixou a assessoria jurídica da Casa atônita e suplentes desnorteados.

No último dia 9, o STF concedeu liminar, a pedido do PMDB, determinando que a vaga decorrente da renúncia em outubro do deputado Natan Donadon (PMDB-RO) seja ocupada pelo primeiro suplente do partido do titular, ou seja, do PMDB.

A exigência contraria a regra adotada ao longo de todos os anos pela Câmara. Na substituição dos titulares, a Casa convoca o suplente seguindo a ordem da lista de eleitos encaminhada pela Justiça Eleitoral, o que leva em conta a coligação partidária.

No caso de Donadon, a Mesa da Câmara deu posse ao deputado Agnaldo Muniz (PSC), eleito primeiro suplente pela coligação Rondônia Mais Humana no ano de 2006.

Descontente, o PMDB recorreu ao STF para garantir a posse de Raquel Duarte Carvalho, suplente da legenda, e teve apoio do ministro Gilmar Mendes, relator da ação. O ministro considerou que o mandato pertence ao partido, segundo decisões anteriores do próprio STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mendes alegou que a formação de coligações tem caráter temporário e está restrita ao processo eleitoral. A posição saiu vitoriosa, apesar de três votos contrários. O ministro Ricardo Lewandowski disse que as coligações atuam na campanha e não podem ser excluídas apenas porque as eleições terminaram.

Respostas. Desde que a ordem do Supremo anulando o ato de posse de Agnaldo Muniz chegou à Câmara, a Mesa procura respostas: o que fazer com os 20 suplentes que estão atualmente no exercício do mandato e não são do mesmo partido do titular? Esses atos de posse deverão ser anulados e outros suplentes, chamados? O que fazer quando um deputado titular se afastar do cargo e o partido não tiver nenhum suplente para ser chamado? Haverá nova eleição?

As dúvidas não terminam por aí. A Câmara ainda não sabe o que fará, em 31 de dezembro, quando os deputados que assumirão ministérios e secretarias estaduais e os que tomarão posse como vice-governadores se afastarem da Casa.

Até lá, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), terá de decidir se chamará os suplentes do mesmo partido, acatando o novo entendimento do Supremo, ou da coligação, seguindo a ordem da Justiça Eleitoral.

O suplente Francisco Escórcio (PMDB-MA) já avisou a secretaria da Mesa que está recolhendo os documentos para assumir a vaga do deputado Pedro Novais (PMDB-MA), que tomará posse como Ministro do Turismo no dia 1º de janeiro.

O primeiro suplente da coligação, no entanto, é Costa Ferreira (PSC-MA). A assessoria jurídica da Câmara já prevê uma enxurrada de ações na Justiça movida pelos suplentes que se sentirem prejudicados.

Tempo. No caso de Muniz, por enquanto, a Mesa da Câmara deu tempo ao deputado para defender o seu mandato. Ele tem o prazo até 29 de dezembro para apresentar defesa em um processo aberto na corregedoria da Casa. O corregedor, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), deverá apresentar um parecer antes de a Mesa decidir o que fazer.

Esse é mais um embate entre o Supremo e a Câmara. Atualmente os dois Poderes estão em litígio por conta do reajuste salarial. Os ministros querem a votação do projeto que aumenta os seus salários de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil e o que reajusta os salários dos servidores em 56%.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26909749

Quando “progressistas” governam para a direita

25.12.2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Making the Rich Happy
By ALEXANDER COCKBURN, no Counterpunch


Bem na hora das pesquisas de opinião do fim de ano, o presidente Obama se arrastou desde seu túmulo político, onde apenas um mês atrás coroas de flores eram colocadas em torno do sepulcro. O Comentariado [NdoV: Conjunto de comentaristas que pensam igual, feito o PIG brasileiro] agora aplaude gravemente suas recentes vitórias no Congresso: repúdio às inibições do Don’t Ask, Don’t Tell sobre gays no serviço militar [NdoV: Ninguem perguntava, os gays não respondiam]; ratificação no Senado do tratado START sobre armas nucleares com os russos; passagem da lei de 4,3 bilhões de dólares — previamente bloqueada pelos republicanos — dando benefícios de saúde para os trabalhadores de resgate que atuaram nos ataques de 11 de setembro de 2001.

Algo está faltando em minha lista? Você notou? Com certeza: em primeiro lugar e adiante de tudo, o acordo com os republicanos sobre impostos, melhor descrito como um presente de 4 trilhões de dólares para os ricos dos Estados Unidos, com a extensão dos cortes de impostos do governo Bush. Com a toda importante rendição nos impostos conquistada, os republicanos não parecem se importar em dar a Obama uma minissérie de vitórias.

Não há muitos votos de eleitores em insistir que 1.500 armas nucleares não são suficientes para o Tio Sam, particularmente considerando que Obama fez seu truque usual de se render antes do início da batalha, um ano atrás, garantindo benefícios para o complexo industrial-militar. Seria inteligente negar benefícios para quem atuou no 11 de setembro ou manter os gays no serviço militar dentro do armário?

Presumivelmente agora os gays vão lutar com maior ferocidade, já que podem aparecer e se orgulhar. No que realmente interessa, depois de se reorganizar no recesso parlamentar, os republicanos provavelmente vão se manter acordados, embora no caso de um presidente que se rende sem fazer barulho a vigilância excessiva provavelmente é desnecessária.

Você dá 4 trilhões aos ricos e eles expressam seu agradecimento de forma contida. Os formadores de opinião “deles” elogiam o admirável espírito de compromisso dos integrantes do Congresso que se reúnem no bipartidarismo para manter o boteco aberto para fazer negócios.

É verdade, há os pessimistas, os tribunos de esquerda que dizem, acertadamente, que o grande “compromisso” foi, nas palavras do economista Michael Hudson, “todo para os ricos… não para promover estabilidade e recuperação econômica… mas para criar dívida pública que será entregue aos banqueiros, compromisso que as futuras gerações de contribuintes vão pagar”.

Foi um acordo de refinado cinismo, contendo uma pílula venenosa que foi descrita como um gesto generoso para os trabalhadores — uma redução de 120 bilhões de dólares em contribuições para a Previdência Social — redução da taxa de contribuição de 6,2% para 4,2% nos salários. Mas, na verdade, é uma armadilha, preparando a Previdência Social para se tornar subfinanciada no futuro e pronta para ser leiloada em Wall Street.

O fator definidor da política doméstica dos Estados Unidos nas últimas seis décadas tem sido o contra-ataque dos ricos contra as reformas sociais dos anos 30.

Vinte anos atrás o grande prêmio da Previdência Social — as pensões governamentais que mudaram a cara dos Estados Unidos na metade dos anos 30 — pareciam distantes das mãos de Wall Street. Nenhum presidente republicano poderia prevalecer diante dela. Teria que ser um trabalho sujo de um democrata. Clinton tentou, mas o escândalo sexual da [estagiária Monica] Lewinsky abortou sua tentativa.

Se Obama pode ser identificado com uma missão histórica em nome do capital é esta — e embora o sucesso não seja garantido, está mais próximo do que nunca.

É o que nos leva ao centésimo décimo segundo Congresso, refletindo os ganhos republicanos em novembro, que vai gastar a noite do 2 de fevereiro ouvindo a agenda “bipartidária” de Obama no discurso do Estado da União.

O site Politico — refletindo a opinião informada de Washington — recentemente previu que no próximo discurso, “o teleprompter-em-chefe vai anunciar cortes na Previdência Social”. Como Robert Kuttner do Politico especulou: Obama vai tentar esvaziar “cortes draconianos no orçamento que serão propostos pelo futuro presidente do comitê de Orçamento, o republicano Paul Ryan de Wisconsin, como condição para manter o teto da dívida. Isso, se espera, deve acontecer em abril”.

Mas com certeza para os progressistas, que estão furiosos com o presente dado por Obama aos ricos, e com os quais Obama conta para a reeleição em 2012, cortes na Previdência Social serão a última gota? Não conte com isso. Como bestas de carga política, os progressistas tem costas que podem sustentar virtualmente uma quantidade infinita de carga.

Contra a traição na questão de impostos, estes progressistas de classe média vão citar o Don’t Ask, Don’t Tell [NdoV: Sobre gays no serviço militar]. A política da identidade [NdoV: De gênero, racial, etc.] vai derrotar a política de classe, o que tem sido o caso dos progressistas de classe média no último quarto de século.

E eles não vão se preocupar com outro fracasso de Obama: a incapacidade de aprovar o “Desenvolvimento, Ajuda e Educação para Menores Estrangeiros (DREAM)” no Congresso. Isso permitiria a milhões de filhos de imigrantes ilegais que chegaram aos Estados Unidos antes dos 16 anos de idade se tornarem residentes permanentes e depois cidadãos se se formarem no ensino médio, completarem o serviço militar ou a faculdade, além de não se envolverem com drogas.

Os republicanos bloquearam o projeto no Senado, embora ele pudesse ter sido aprovado se os democratas dessem uma demonstração de unidade. Mas a Casa Branca estava claramente pouco inclinada a gastar capital político nisso, da mesma forma que fracassou em seus compromissos com os negros ou com os sindicatos, cujo dinheiro e militância foram determinantes para eleger Obama em 2008.

Neste momento a taxa de aprovação de Obama, medida pelo Gallup, está em 46%, contra 48% que o desaprovam, tendo caído de 50% desde o outono. Ele está claramente no caminho da direita que Clinton adotou depois de 1994: guerras no Exterior (Iugoslávia para Clinton, Afeganistão para Obama); uma guerra contra o terror digna de Bush-Cheney, como exemplificado no abandono das promessas de fechar Guantanamo e a preparação de leis repressivas de espionagem depois do vazamento do WikiLeaks. Na última quinta-feira Bill Quigley e Vince Warren escreveram um artigo assustador neste site, “O Problema da Liberdade de Obama”:

“Assessores do governo Obama lançaram a ideia de criar um novo sistema legal para manter pessoas presas indefinidamente por Ordem Executiva. Por que? Para fazer alguma coisa com as pessoas que estão detidas ilegalmente em Guantanamo. Por que não seguir a lei e julgá-los? O governo sabe que não vai conseguir processá-los porque eles foram torturados pelos Estados Unidos. Guantanamo vai fazer aniversário de nove anos — uma mancha horripilante no compromisso dos Estados Unidos com a Justiça. O presidente Obama sabe muito bem que Guantanamo é a mais poderosa ferramenta para recrutamento daqueles que desafiam os Estados Unidos. Infelizmente, esta proposta de detenção indefinida vai prolongar os efeitos corrosivos das detenções ilegais e imorais de Guantanamo, condenadas mundialmente. Os problemas práticos, lógicos, constitucionais e de direitos humanos da proposta são incontáveis”.

Clinton, que se auto-intitulou ‘Comeback Kid’, adotou a mesma posição em 1996 com o seu Ato da Pena de Morte Antiterrorista, que foi a primeira cena do Ato Patriota [NdoV: Adotado por George W. Bush pós-11 de setembro]. Clinton lançou seu bem sucedido ataque contra o welfare [NdoV: Grosseiramente, o equivalente do Bolsa Família] em seu segundo mandato, da mesma forma que agora Obama busca consumar seu ataque contra a Previdência Social.

Assim como aconteceu com Clinton, temos um presidente oportunista e neoliberal sem um fio de princípio intelectual ou moral. Temos liberais desconsolados e uma imprensa dizendo que Obama está demonstrando maturidade admirável ao entender o que bipartidarismo realmente representa. Como Clinton, Obama é afortunado de ter progressistas à sua esquerda felizes de celebrar o DADTell [NdoV: Admissão dos gays no serviço militar] como consolo para apoiar a política suja e sem espinha de Obama. As coisas nunca mudam muito, como demonstrado pelo fato de que Jeb Bush, ex-governador da Flórida e irmão de George W., parece estar pronto para disputar a candidatura republicana [em 2012].
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/quando-governos-progressistas-governam-para-a-direita.html

Franklin volta a atacar mídia e diz que falta credibilidade a jornais

25/12/2010
Da FOLHA.COM
DE BRASÍLIA


Às vésperas de deixar o governo, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) voltou a fazer críticas à mídia brasileira.

Em entrevista ao site "Congresso em Foco", Franklin acusou a imprensa brasileira de ser "partidária", de ter "má vontade" com o governo e de fazer "dobradinha" com a oposição.

O ministro fez ataques aos grandes jornais --chamados por ele de "jornalões"-- ao afirmar que esses veículos vivem hoje um "seríssimo problema de credibilidade".

"Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz. (...) Muitas vezes os leitores perceberam que havia má vontade com o governo, desproporcional. E havia uma leniência com a oposição", afirmou.

Franklin disse que os jornais distorceram números favoráveis ao governo e vão terminar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vendendo menos do que vendiam antes".

REGULAÇÃO DA MÍDIA

Ao falar sobre o projeto de regulação da mídia que vai encaminhar à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), o ministro disse que a sociedade vai ser a "mais prejudicada" se ele não sair do papel.

"Há certas obrigações que devem ser contempladas. Isso se faz no mundo inteiro e ninguém nunca achou que é censura", disse Franklin.

A Folha revelou no início do mês uma minuta do projeto de regulação da mídia, elaborada por um grupo coordenado por Franklin, que prevê a criação de uma Agência Nacional de Comunicação.

O órgão teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário.

Segundo o ministro, o projeto a ser enviado a Dilma vai incluir "pluralismo, equilíbrio e respeito à privacidade das pessoas".
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/850656-franklin-volta-a-atacar-midia-e-diz-que-falta-credibilidade-a-jornais.shtml

Sob Lula, cresce desigualdade entre salários público e privado

26/12/2010
Da FOLHA.COM
DE SÃO PAULO


Os mesmos dados que mostram a queda do desemprego e o aumento da renda ao longo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também apontam, ao serem decompostos, o aumento da desigualdade entre o emprego público e o trabalho no setor privado, informa reportagem de Gustavo Patu e Pedro Soares, publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo levantamento feito a partir das pesquisas mensais de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os rendimentos médios dos servidores públicos federais, estaduais e municipais, que já eram superiores, cresceram ainda mais que os da iniciativa privada nos últimos oito anos.

As diferenças começaram a se acentuar em 2006, ano em que a administração petista lançou o primeiro de dois pacotes de reajustes salariais generalizados para os funcionários do Poder Executivo. Governadores e prefeitos também aproveitaram os ganhos de receita para beneficiar o funcionalismo.

Em valores corrigidos pela inflação, o rendimento médio mensal no setor privado, incluindo assalariados, autônomos e empregadores, era de R$ 1.173 em dezembro de 2002, às vésperas do início do governo Lula. De lá para cá, um aumento de 13% levou o valor a R$ 1.323 em novembro passado, pela pesquisa feita nas seis principais regiões metropolitanas --São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.

No mesmo período, a renda no serviço público, formada basicamente por salários, teve expansão de 31% acima da inflação, passando de R$ 1.909 para R$ 2.494.


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FONTE:http://www1.folha.uol.com.br/poder/850794-sob-lula-cresce-desigualdade-entre-salarios-publico-e-privado.shtml

Painel: Protógenes promete para 2011 livro sobre os bastidores da Satiagraha

26/12/2010
Da FOLHA.COM
DE SÃO PAULO


O delegado e deputado federal eleito Protógenes Queiroz (PC do B) promete para 2011 um livro sobre os bastidores da Operação Satiagraha, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo ele, editoras europeias estariam interessadas. O lançamento seria em 20 de maio, seu aniversário, ou 7 de setembro, data de sua filiação ao PC do B.

A coluna informa que magistrados que leram o livro do jornalista Raimundo Pereira sobre Daniel Dantas estranharam a revelação de que Protógenes ignorou documentos apreendidos sugerindo que fundos de pensão de estatais usaram advogados para comprar juízes.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/850967-painel-protogenes-promete-para-2011-livro-sobre-os-bastidores-da-satiagraha.shtml

Nas Entrelinhas: Escândalos Políticos

26.12.2010
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Leonardo Cavalcanti


Crônica dosprimeiros estragos

A dimensão de um escândalo político está relacionada diretamente à visibilidade do personagem envolvido. Quanto maior a importância do camarada, maior o estrago que uma denúncia pode causar. Pelo menos cinco dos ministros escolhidos para o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, são parlamentares com pequena ou média projeção - três deles, inclusive, integrantes cativos do baixo clero, como é chamado o conjunto de políticos desconhecidos, tanto em relação ao exercício do poder quanto à produção de ideias. Com a definição da equipe de Dilma, entretanto, tais políticos chegaram ao topo da carreira no Executivo federal. Viraram ministros e, do dia para a noite, ganharam visibilidade. No caso do maranhense Pedro Novais (PMDB), a aproximação com o escândalo político foi inevitável. Aliás, o estrago já estava pronto há pelo menos seis meses. Bastava ser divulgado.Aos 80 anos, Novais - a partir do próximo dia 1º, ministro do Turismo de Dilma - foi flagrado usando dinheiro público para bancar uma festa com 15 casais num motel em São Luís. Reportagem de Leandro Cólon, do jornal O Estado de S. Paulo, revelou que o deputado pediu à Câmara que cobrisse o gasto de R$ 2,1 mil com uma farra na suíte do Motel Caribe. A gerente do estabelecimento disse que o fenomenal Novais reservou uma suíte em junho passado para uma festinha. O nosso futuro ministro, vítima de todas as piadas possíveis no Twitter nas últimas 48 horas, disse que não participou da comemoração e prometeu devolver o dinheiro aos cofres públicos. Terá mais seis dias para pensar em outras justificativas até assumir o posto na Esplanada. E aí está outra característica de um escândalo: a extrema dificuldade do envolvido de sair do imbróglio.

Seleção de temas

A cobertura da imprensa é seletiva. Na maioria das vezes, é impossível cobrir tudo e imperativo oferecer ao leitor as melhores histórias. Enquanto Novais estava escolhido no meio dos parlamentares do baixo clero, a importância dos atos e ações era diminuta. Não que a história do motel não fosse boa - ela é ótima, em qualquer circunstância -, mas poucos repórteres perderiam tempo fuçando algo contra Novais. Até os próprios adversários, eventuais anunciantes de escândalos, pouco fazem por um personagem menor. No momento que os ministros foram anunciados, a máquina do escândalo começou a funcionar. E os ministros viraram alvos, inclusive em reportagens produzidas por este Correio ao longo desta semana. É do jogo jornalístico, são as regras do escândalo.

Seleção de nomes

Para John B. Thompson, sociólogo da Universidade de Cambridge, os escândalos se dividem em três tipos: de poder, sexuais ou financeiros. A lista no Brasil é infinita, passando por todos os governos e por todos os partidos. Nepotismo, abuso de poder, tráfico de influência, corrupção# É no mínimo constrangedor que o governo Dilma - ainda não iniciado - tenha registrado como um dos primeiros escândalos o de Novais. Mas é bom lembrar que não será o último. Escândalos não escolhem hora ou lugar, mas, a depender da seleção de uma equipe, é possível prever minimamente a chance de eles aparecerem. Mesmo que seja envolvendo um personagem desconhecido.

Outra coisa

Dilma pode até ser acusada de inexperiência política, mas a nova presidente sabe exatamente como o futuro ministério foi montado. Uma hora, mais cedo ou mais tarde, pode ter a chance de desmontar.A você, meu caro leitor, minha cara leitora, obrigado pela paciência em 2010. E feliz 2011.
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Os sete pecados da conjugação verbal

26.12.2010
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Caderno VIDA URBANA


Sacramento vem de sacra. A dissílaba quer dizer sagradas palavras. O significado tem tudo a ver com a missa. Para a memória não trair o celebrante, colocava-se sobre o altar o texto das três partes fixas da cerimônia. Assim, não havia desculpa. Vacilou? Os quadros estavam lá pra acordar o distraído.

"Crescei e multiplicai-vos", ordenou o Senhor. Sacra obedeceu. Formou enorme família. Entre filhos, netos, sobrinhos e primos, destacam-se sacro, sacristia, sacramento, sacramentar, sacrário, sacristão, sacrifício, sacrílego, sacrilégio. Todos têm um denominador comum - a relação com o sagrado.

Sacramento merece tratamento privilegiado. Cristo o instituiu para distribuir a salvação divina aos que, recebendo-o, fazem profissão de fé. São sete: batismo, crisma, eucaristia, penitência (ou confissão), ordenação, matrimônio, extrema-unção.

Sete são também os verbos que nos fazem pecar contra a conjugação. Eles empurram o falante para longe do sagrado. Valha-nos, Senhor! Foi sem querer. Então, como diz Gregório Marañón, "é seguro que Deus preferirá julgar-nos pelos propósitos que nos acompanham cada manhã ao sair de casa e não pelas culpas com que voltamos ao anoitecer".

Cear

Natal e réveillon conjugam dois verbos à exaustão. Trata-se de cear e presentear. Ambos se apresentam com vestes angelicais, mas escondem tentações ameaçadoras. O perigo mora no presente. Eu, tu, ele, eles exibem um vistoso i. O nós e o vós não lhe dá vez. Veja: ceio (presenteio), ceias (presenteias), ceia (presenteia), ceamos (presenteamos), ceais (presenteais), ceiam (presenteiam).

Possuir

Ops! Cuidado com aquela força irresistível que nos empurra para a perdição. Quando ela atacar, pare, pense e reze. Possuir pertence à 3ª conjugação. Mas foge à regra. O desvio reside na 3ª pessoa do singular. Os irmãozinhos terminam com e (ele parte). Possuir pulou a cerca Trocou o e pelo i. Muita gente desconhece o resultado. Escreve "possue". Peca. A saída? Ajoelhar-se, pedir a compaixão divina e aprender a lição: eu possuo, ele possui, nós possuímos, eles possuem. (A regra vale para a turma uir. Entre eles, contribuir e retribuir: ele contribui, retribui).

Intervir

Quem vê cara não vê coração? Às vezes, vê. Intervir serve de exemplo. Filhote de vir, conjuga-se como o paizão: eu venho (intervenho), ele vem (intervém), nós vimos (intervimos), eles vêm (intervêm); eu vim (intervim), ele veio (interveio), nós viemos (interviemos), eles vieram (intervieram). E por aí vai. Muitos vão contra os mandamentos gramaticais. Juram que intervir deriva de ver. Escrevem "interviu". Pecam contra a língua. Que peçam perdão a Deus. Ele, generoso, dirá sim. Afinal, perdoar é o grande vício do Senhor.

Mediar e remediar

Pai e filho dão tremenda dor de cabeça. Mediar e remediar fazem parte da gangue do MARIO. Conhece? O nome da turma barra pesada se formou com a letra inicial de cada membro - mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como odiar: odeio (medeio, anseio, remedeio, incendeio), odeia (medeia, anseia, remedeia, incendeia), odiamos (mediamos, ansiamos, remediamos, incendiamos), odeiam (medeiam, anseiam, remedeiam, incendeiam).

Viger

Olho vivo! "Vigir" não existe. A forma é viger. Intolerante, ele odeia o ae o o. Por isso só se conjuga nas formas em que essas vogais não aparecem depois do g. A 1ª pessoa do presente do indicativo (eu vigo) não tem vez. Nem o presente do subjuntivo. Que eu viga? Uhhhhhhhh! Nas demais, é regular. Conjuga-se como viver: vives (viges), vive (vige), vivemos (vigemos), vivem (vigem), vivi (vigi), vivia (vigia). Etc. e tal.

Ver

Se eu vir Papai Noel? Se eu ver Papai Noel? Olho no futuro do subjuntivo. Ele se forma do pretérito perfeito do indicativo. Mais precisamente: da 3ª pessoa do plural sem o -am final:

Pretérito perfeito: eu vi, ele viu, nós vimos, eles vir(am)

Futuro do subjuntivo: se eu vir, ele vir, nós virmos, eles virem

Logo: Se eu vir Papai, Noel, faço o pedido.

Vir

Eis outra vítima. A turma diz sem cerimônia "quando eu vir de São Paulo". Nem pensar. O futuro do subjuntivo de ver e vir se forma do mesmo jeitinho::

Pretérito perfeito: eu vim, ele veio, nós viemos, eles vier(am)

Futuro do subjuntivo: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

Ufa! Quando eu vier de São Paulo, telefono.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/12/26/urbana11_0.asp