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domingo, 19 de dezembro de 2010

É possível fazer um jornalismo ‘à brasileira’ sobre o que acontece no mundo

15.12.2010
Do blog "Fazendo Media"
Por Paulo Pastor

“Mostrar vários olhares da mesma realidade” ou ”contar o outro lado da história”, essas ações são características que todo veículo de comunicação diz ter. Afinal, apresentar só uma visão dos fatos significa jornalismo sem credibilidade. Para Pedro Aguiar, editor do Opera Mundi, site especializado em cobertura internacional, os meios de comunicação brasileiros apresentam uma cobertura alinhada às potências econômicas e não conseguem “produzir um jornalismo que tenha um olhar brasileiro sobre o mundo”

O Fazendo Media conversou com ele para entender como é trabalhar em um site que apresenta uma leitura dos fatos internacionais de forma menos alinhada e cobrindo assuntos normalmente ‘esquecidos’ pelos meios tradicionais de comunicação. Além disso, Aguiar fala um pouco da sua experiência profissional e analisa o jogo de interesses e desvios da imprensa brasileira ao informar o público sobre o que acontece no mundo.

Como você começou a sua carreira?

Estudei na Escola de Comunicação da UFRJ, no Rio, que é um centro privilegiado de formação de jornalistas e top de linha no pensamento da comunicação no Brasil. A maior parte dos meus colegas foi para grandes redações, não só no país, mas também no exterior. Meu primeiro estágio foi numa editora de revistas segmentadas, e de lá saí para entrar na EFE, a agência de notícias espanhola, que tem redação no Rio para o serviço em português. O terceiro foi no extinto programa de estágio multimídia em parceria do jornal O Globo com a rádio CBN, em que rodávamos editorias e veículos, trabalhando com rádio, impresso e internet. Nesses todos, desenvolvi um gosto maior pela cobertura internacional e, ao mesmo tempo, fui dando os primeiros passos na carreira acadêmica, como monitor da disciplina de Jornalismo Internacional na UFRJ (que depois lecionei, como mestrando).

Depois de formado, trabalhei como redator da editoria Internacional do – agora extinto – Jornal do Brasil e saí de lá para fazer, em Praga, um curso rápido de formação para correspondentes voltado para o Leste Europeu, que é minha área preferida do mundo. Na volta, retornei à EFE (agora já como editor júnior) e depois entrei para o mestrado em Comunicação, também na UFRJ, que concluí este ano. Recebi o convite do Opera no ano passado e vim para São Paulo, onde estou há pouco mais de um ano, como sub-editor deste que, atualmente, é o único veículo no Brasil exclusivamente dedicado ao jornalismo internacional.

Qual é a linha editorial do OperaMundi? Como surgiu o projeto do site?

A linha editorial do Opera Mundi é progressista e crítica (“de esquerda”, por assim dizer, embora isso seja um tanto limitador; não fazemos propaganda ideológica), atenta às reivindicações de atores sociais marginalizados, de vozes contra-hegemônicas, de intelectuais e profissionais do chamado “pensamento crítico”, de movimentos sociais e de governos comprometidos com estas causas.

Nosso campo de cobertura é o mundo todo, com uma ênfase na América Latina que é natural por causa da inserção do Brasil. Além do noticiário internacional propriamente dito, cobrimos também a política externa brasileira, tanto nas relações politícas quanto comerciais, e casos que envolvam o Brasil em relação a outros países (que, na mídia convencional, nunca são tratados pela editoria de Internacional).

Eu não posso contar como sugiu o projeto do site porque só entrei nele muito depois, quando já tinha quase um ano de existência e consolidação. Mas posso comentar que o Opera preenche um espaço que estava vazio havia alguns anos, desde a extinção da revista Cadernos do Terceiro Mundo. A CTM existiu de 1975 até 2005 e foi, durante essas três décadas, a única publicação brasileira dedicada a assuntos internacionais, com ênfase – como o próprio nome diz – nos países em desenvolvimento. Ela era editada por Neiva Moreira (jornalista maranhense, ligado ao PDT, inimigo histórico da oligarquia Sarney) e sua mulher, a uruguaia Beatriz Bissio, e operava em parceria estreita com a agência de notícias IPS, fundada em Roma por Roberto Savio e Pablo Piacentini, para dar voz à mídia terceiro-mundista. Desde que a CTM faliu, por falta de verba (e de apoio, inclusive do governo Lula), esse vácuo precisava ser preenchido. Eu considero o Opera Mundi uma espécie de herdeiro da CTM.

Qual a maior dificuldade em produzir conteúdo internacional?

A maior dificuldade é produzir um jornalismo que tenha um olhar brasileiro sobre o mundo. E esse olhar brasileiro é muito mais sério, mais profundo e menos idiotizante que os correspondentes da TV Globo transmitem sobre os mesmos poucos países onde estão estacionados. A China não é só “um gigante misterioso e complexo”, o Oriente Médio não é só “um desafio à paz mundial”, a Rússia não é “a ovelha negra da comunidade internacional”, o Irã não é “a criança-problema” nem os EUA são simplesmente ”a maior potência do mundo”. O mundo é feito de uma relação extremamente imbricada e contraditória de interesses inconstantes, instáveis. E o jornalismo internacional precisa dar conta disso, da melhor maneira que puder, para que o leitor tenha essa noção, e não fique achando que os países são estereótipos.

O fato de dependermos das grandes agências de notícias – que são empresas multinacionais, corporativas, com sede nos países ricos e laços comerciais e de capital muito fortes com outras empresas fora do setor de mídia – também atrapalha, mas isso não é privilégio do Brasil. Quase todos os países do mundo dependem dessas mesmas agências para montar seu noticiário de Inter, e é por isso que a pauta de um jornal na Tailândia não fica muito diferente da de outro na Colômbia. A saída para essa situação de dependência é não só investir em correspondentes (ou stringers, que são free-lancers) espalhados pelo mundo, mas também utilizar os recursos tecnológicos à nossa disposição pra encurtar a distância entre nós e a origem da informação internacional. Por exemplo, acessar um jornal árabe pela web e usar o GoogleTranslator para traduzir o texto, acompanhar o twitter de um presidente latino-americano, entrevistar um analista político na Jordânia usando o Skype, e gerar um mapinha pelo GoogleMaps, ilustrado com um vídeo no YouTube.

Eu escrevi um livrinho justamente sobre isso que está disponível para download em/; http://www.scribd.com/doc/28056680/Cadernos-da-Comunicacao-Jornalismo-Internacional-em-Redes

A grande imprensa brasileira cumpre o papel de informar o público sobre aquilo que acontece fora do Brasil?

Definitivamente, cumpre mal. A cobertura internacional no Brasil já teve muito mais destaque e status do que tem atualmente, o que pode ser comprovado ao se ler edições dos anos 50 e 60 dos grandes jornais brasileiros (quase sempre, a manchete do dia era um assunto de “Inter”). Parte da culpa é do novo jornalismo, que põe gente incapaz de dar conta da miríade de nomes, lugares e fatos que acontecem no planeta (jornalistas cada vez mais jovens na redação, com cada vez menos cultura geral), mas também há o tal do “desinteresse” do público pelos temas internacionais. O Brasil, de alguma forma, passou décadas se sentindo isolado do mundo – inclusive dos países vizinhos – e isso só começou a mudar muito recentemente, no segundo mandato de Lula.

Alguns críticos acusam a grande imprensa de fazer uma leitura de mundo alinhada aos interesses das grandes nações como Estados Unidos, por exemplo. Você concorda com essas críticas?

Concordo totalmente. Isso já foi inclusive comprovado, em medições quantitativas, que analisavam o noticiário ao longo de um período de tempo e contavam quantas notícias eram publicadas sobre cada país, invariavelmente dando destaque maior aos EUA e Europa Ocidental (exceto em épocas de crises em outros lugares do mundo). Isso foi feito em larga escala nos anos 70, quando se debatia a desigualdade entre Norte e Sul (em nível global) e se fazia campanha por uma Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação (NOMIC), com apoio da ONU. Mas, mesmo depois que a NOMIC foi abandonada e “esquecida”, a situação não mudou. E até mesmo com a internet, que dá tantas oportunidades para fugir da mesmice, a configuração estrutural do jornalismo internacional continua a mesma: pega-se material de agência, junta-se com dois ou três correspondentes no “circuito Elizabeth Arden” (Nova York, Londres, Paris) e – voilà! – entrega-se um produto medíocre ao leitor/espectador/ouvinte. Medições mais recentes, como a do pesquisador americano Chris Paterson, comprovaram que a fatia do noticiário internacional na mídia online que vem das grandes agências (Reuters, AP, AFP) é basicamente a mesma que da época pré-internet. Ou seja, nada mudou. E falta muito a mudar.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/e-possivel-fazer-um-jornalismo-a-brasileira%E2%80%99-sobre-o-que-acontece-no-mundo/

Ocupação por moradia agita o movimento popular e a política argentina


Partidos e movimentos sociais de esquerda, nas ruas centrais de Buenos Aires, defendem a moradia popular e protestam contra a repressão. Foto: Jadson Oliveira.

Foram oito dias – de 7 a 14 de dezembro – de agitação política e midiática, depois que algumas centenas de famílias, em busca de moradia, ocuparam o Parque Indoamericano, na Villa Soldati, área verde pública na zona sul, a mais pobre da capital argentina: repressão policial (restrita ao dia 7), seguida de ataques de gangues, conflitos entre ocupantes e moradores, três mortos, dezenas de feridos e detidos e organizações do movimento popular todos os dias nas ruas. E para completar a cena: disputa e troca de acusações nas altas esferas da política nacional, tendo como pano de fundo as campanhas para eleição presidencial.

As passeatas (“marchas”) e protestos na área central da cidade se repetiram. Na quinta-feira, dia 9, por exemplo, uma dezena de partidos e movimentos de esquerda, com mais de mil militantes, se concentrou na Avenida de Maio, já chegando à Praça de Maio, em frente a uma das entradas do palácio do “prefeito” de Buenos Aires, Mauricio Macri (“prefeito” ou “alcaide”, com aspas, porque aqui seu cargo soa mais pomposo aos ouvidos brasileiros, ele é o chefe de Governo da capital).

Marcando lotes e armando precárias barracas: os sem-teto enquanto ocupavam o Parque Indoamericano, na Villa Soldati, zona sul da capital. Foto: Reprodução.

Os manifestantes protestavam contra a repressão aos ocupantes do parque. E cobravam a construção de moradias para os mais pobres, cobrança endereçada tanto ao governo da cidade (Macri), como ao governo “da Nação” (como eles se referem aqui), ou seja, à “presidenta” Cristina Kirchner.

A repressão policial foi violenta no primeiro dia de ocupação e tentativa de desalojamento, causando as duas primeiras mortes. Foto: Reprodução.

Também o protesto contra a repressão ia para os dois governos, porque atuaram policiais de duas corporações: a Federal, que é uma das polícias subordinadas ao governo federal e atua no policiamento do dia-a-dia, como faz a Polícia Militar aí no Brasil (no caso brasileiro, subordinada ao governador do estado); e a Metropolitana, que é subordinada ao governo da capital. O “prefeito” de Buenos Aires também tem sua polícia. (Os governadores das províncias, ou estados, também têm as suas).

O “prefeito” portenho e o “discurso xenófobo e racista contra nossos irmãos”

Discursaram representantes das variadas agrupações políticas e as críticas e acusações foram bem mais pesadas contra Macri, que é um político de direita, opositor ao kirchnerismo. (Seu “partido” chama-se PRO, pensei que fosse uma sigla, não é. Perguntei: o que significa PRO? Me explicaram: “pro, em favor de algo”).

Cristian Cartillo, do PTS: "Não podemos aceitar que banalizem a repressão e os assassinatos". Foto: Jadson Oliveira.

Falando pelo Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), Cristian Cartillo, além de protestar pelas vítimas caídas na Villa Soldati, lembrou o assassinato de Mariano Ferreyra, militante do Partido Operário (“Obrero”, PO), ocorrido no dia 20 de outubro último, e as mortes na repressão aos indígenas na província de Formosa, norte do país, no último dia 23. Denunciou a violência da Polícia Federal e da Metropolitana: “Não podemos aceitar que banalizem a repressão e os assassinatos. Querem disciplinar a classe trabalhadora”, ressaltou, conclamando à luta “com piquetes e mobilização” contra “a Argentina dos grandes empresários, a Argentina dos exploradores”.

Cartillo criticou “o discurso xenófobo e racista contra os nossos irmãos paraguaios, bolivianos e peruanos, que são parte da classe trabalhadora argentina e latino-americana”. Entre os mortos dos ocupantes do parque (no Brasil eles seriam chamados de sem-teto), um é paraguaio e outro é boliviano. E o discurso a que ele se refere é de Macri, que ao se pronunciar sobre o assunto condenou a “imigração desordenada” a partir dos países vizinhos. O “prefeito” foi bombardeado por isso: até a “presidenta” se juntou ao coro das condenações, chegando até a pedir desculpas aos países “hermanos”.

Marcelo Ramal, do PO: "As terras da zona sul da capital estão nas mãos de duas corporações empresariais". Foto: Jadson Oliveira.

Já o dirigente do PO, Marcelo Ramal, convocou a militância a lutar para garantir a ocupação da terra e criticou duramente a gestão de Macri, afirmando que ele tinha acabado com os programas de moradia popular e compactuava com a especulação imobiliária, em benefício de grupos empresariais. “Todos nós sabemos que as terras da capital federal, da zona sul da capital, estão nas mãos de duas corporações”, denunciou.

Deputado e jornal de olho na tomada e matança nas favelas do Rio de Janeiro

O deputado federal Jorge Cardelli, do Projeto Sul (partido considerado de centro-esquerda, mas opositor ao governo de Cristina), ao discursar na mesma linha de condenação à repressão e defesa dos sem-teto, falou do risco da situação dos bairros pobres de Buenos Aires chegar à gravidade do que ocorre no Rio de Janeiro, Brasil, referindo-se à tomada de favelas cariocas, no final de novembro, por tropas da polícia e das Forças Armadas (o termo “villa”, que aqui se pronuncia “vija”, tem também o sentido de “favela”). Tal ilação relacionada com o Rio foi feita, na semana passada, também por um dos principais jornais diários daqui, o La Nación, de linha conservadora, em matéria com abertura na primeira página (não digo com chamada na capa, porque o La Nación adota aquela velha técnica de iniciar a matéria na primeira e continuar numa página interna).

Para registrar algumas outras organizações políticas, cujos cartazes, faixas e bandeiras eram mais visíveis: Partido Comunista Revolucionário (PCR) e sua Juventude Comunista Revolucionária (JCR), Corrente Classista Combativa (CCC), Bairros de Pé, Jovens de Pé, Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), Movimento dos Trabalhadores Desocupados (MTD – tradução literal, no Brasil o termo mais adequado seria Desempregados) e MST Nova Esquerda (Movimento Socialista dos Trabalhadores). (Um militante deste MST me disse que sua linha política e ideológica é a mesma do PSOL brasileiro).

(Todos esses partidos e entidades – trotskistas, anarquistas, piqueteiros – são enquadrados aqui como “de esquerda”. Já muitos outros, também do campo popular, que geralmente são afeitos ao jogo eleitoral e a maioria apoia o kirchnerismo, são considerados “de centro-esquerda”. São “carimbos” aceitos de forma bastante consensual, independentemente de se achar correta ou não a linha política, o que não acontece no Brasil. Para marcar a diferença: os brasileiros PT, PC do B e CUT, por exemplo, nunca seriam classificados aqui como “de esquerda”, mas sim como “de centro-esquerda”).

Ainda sobre as “protestas” de rua em apoio aos sem-teto, logo em seguida houve uma bem mais agressiva, no mesmo local, isto é, defronte do palácio do “prefeito”, na parte que fica na Avenida de Maio. Só que desta vez os manifestantes usaram pneus de carros como tochas e incendiaram o portão do palácio.

De como a ocupação dos sem-teto mexeu com a alta política nacional

O caso Villa Soldati dominou a pauta política e as manchetes, com emissoras de TV – em especial a Crónica TV, do grupo Clarín, em guerra declarada contra os Kirchner – reprisando a todo momento as imagens dos conflitos. Ainda na quarta-feira, dia 15, foi o tema central dos noticiários, já que, na noite anterior, os governos federal e da cidade chegaram finalmente a um acordo, após muita polêmica, e anunciaram um plano conjunto de construção de casas populares, uma das reivindicações básicas do movimento popular. Foi a solução encontrada, sob pressão, não só para a desocupação do parque, mas também de olho em outras “invasões” que já começavam a pipocar pelos bairros pobres.

Condições do plano anunciado: serão atendidas com prioridade famílias que participavam da ocupação, sempre levando em conta as mais necessitadas; os que moram na Argentina no mínimo dois anos; e uma exigência chave: quem continuar ocupando terra pública ou privada não será beneficiado. O efeito foi imediato: no dia 15 o imenso parque, com 130 hectares, já estava totalmente desocupado. As cerca de seis mil pessoas, número a que já tinha chegado a população acampada, levantaram acampamento rapidamente. O número de ocupantes já batia nos mais de 13 mil, quando se incluíam os familiares dos acampados que estavam fora do parque, conforme o censo feito às pressas por funcionários do governo federal. Foi anunciado ainda que serão apuradas as responsabilidades pela repressão e mortes.

Até se chegar ao acordo, no entanto, foram muitas e pesadas as acusações entre os dois governos, inclusive de que um e outro estariam patrocinando gangues violentas entre os moradores da área (a terceira morte ocorreu depois de cessada a repressão policial e as gangues passaram a agir. Foi apontada a presença de traficantes de terra e há suspeita de participação também de traficantes de droga, embora este último aspecto tenha ficado ofuscado).

O que brilhou mesmo foram as disputas e especulações políticas e eleitorais. É que Mauricio Macri pretende ser candidato a presidente da República e as campanhas para a eleição de outubro/2011 estão a todo vapor, com três pré-candidatos já lançados oficialmente, número que não inclui nem Macri, nem Cristina. Entretanto, o “prefeito” está aparecendo em segundo lugar em pesquisas de opinião, na faixa dos 10% das intenções de voto. E a “presidenta”, depois da morte do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, disparou para mais de 40%, percentual que já faz o peronismo kirchnerista sonhar com uma vitória no primeiro turno.

Ex-presidente Duhalde entra em cena com O Poderoso Chefão

A polêmica alcançou ainda mais um pretendente à Casa Rosada, o ex-presidente Eduardo Duhalde, também peronista, mas dissidente do kirchnerismo (ficou interinamente mais de um ano no cargo, 2002/2003, da rebelião popular de dezembro/2001 que derrubou o presidente Fernando de la Rúa até a posse de Néstor Kirchner). No decorrer do caso Soldati, Duhalde fez um chamado “à ordem”, dizendo que o país estava vivendo “um clima pré-anárquico”, dando a entender que o governo estava perdendo o controle da situação.

Cristina, que já vinha denunciando “operações” políticas para desgastar seu governo, respondeu com um jogo de palavras que só faz sentido se se usa o espanhol: “No es que se desmadró, se apadrinó, que es diferente”, o que seria “não é que se desmandou (se perdeu o controle), se apadrinhou, o que é diferente”. O “apadrinó” é uma referência a El Padrino, título em espanhol da famosa trilogia de Francis Ford Coppola, que no Brasil é O Poderoso Chefão. A chave para se entender o contra-ataque da “presidenta”: Duhalde tem a má fama de ser mafioso.

Mais um ingrediente do caso Soldati: no mesmo dia 15, quarta-feira, Cristina dava posse à ministra da Segurança, novo ministério já anunciado no decorrer dos dias da ocupação, nascido do desmembramento do Ministério da Justiça. Quem assumiu o comando da Segurança foi Nilda Garré, que já estava no governo como ministra da Defesa e parece totalmente afinada com a prioridade aos Direitos Humanos, conforme a “presidenta” proclama em todas as oportunidades. No ato de posse, Garré apontou logo o rumo: “A repressão não serve para solucionar os conflitos sociais”.

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/ocupacao-por-moradia-agita-o-movimento-popular-e-a-politica-argentina/

Menopausa: um novo momento na vida da mulher

19.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco"
Caderno Saúde

Inquietações físicas, que incluem ondas de calor intensas, e emocionais, com alteração de humor, podendo levar até à depressão profunda, caso a mulher não tome alguns cuidados nessa nova fase da sua vida. Estes são sintomas de um período inevitável para qualquer mulher não precisam, necessariamente, ser angustiantes. Basta uma preparação antes dela. A menopausa, que geralmente se instala a partir dos 45 anos, está associada a incômodos que variam de mulher para mulher.

“Insônia, irritabilidade, dores no corpo, vermelhidão na pele e ressecamento vaginal são os sinais mais comuns, que podem aparecer a qualquer hora e, muitas vezes, são tão desagradáveis que chegam a interferir nas atividades diárias da mulher”, destaca o ginecologista Cláudio de Simone, superintendente de Rede Preferencial da Santa Clara Planos de Saúde.

De acordo ele, neste período, uma média de 60% a 75% das mulheres demonstram algum tipo de sintoma. “A preocupação atual é manter a qualidade de vida dessas mulheres, pois a menopausa pode desencadear uma série de problemas, como a osteoporose. Mas com um trabalho preventivo e acompanhamento adequado é facilmente evitado”, frisa.

Ele ressalta que fazer a prevenção anual e se manter atenta às mudanças do corpo são regras básicas para que a mulher entre no período da menopausa de forma mais tranquila e preparada. “A reposição hormonal é o tratamento indicado, porém, criar rotinas saudáveis, com dietas alimentares e exercícios físicos são imprescindíveis”, conclui o ginecologista.

Dicas para a boa convivência

- Evitar o álcool - Ele facilita a infecção vaginal, gera alterações de humor, fadiga, aumento dos calores e aumenta a depressão.

- Evitar o fumo - O tabaco contribui para a perda da densidade óssea e o surgimento da osteoporose.

- Evitar a cafeína - Bebidas ‘cola’, chá preto, café e guaraná estimulam a liberação de hormônios do estresse, causando nervosismo e ansiedade.

- Evitar produtos de origem animal - Carne, laticínios, ovos são ricos em gorduras saturadas, que contribuem para doenças cardíacas, câncer, artrite e obesidade.


- Evitar o estresse - Promover momentos de relaxamento e recreação, aceitar os limites pessoais e ambientais, não se concentrando no negativo.

- Evitar roupas apertadas - Deixam marcas na pele, apertam os vasos sanguíneos e linfáticos, prejudicando a saúde.

- Dieta - Ideal é comer frutas frescas, pão integral, patê vegetal, margarina sem gorduras trans e hidrogenadas, leite de soja, cevada, cereais integrais, vegetais, legumes, verduras, nozes, avelãs e castanhas. Manter intervalo de cinco horas entre cada refeição, tomando água entre elas, também é importante.

- Exercícios físicos - A per­da de massa muscular na mulher contri­bui para a diminuição das taxas metabólicas e, assim, dos hormônios.

Sabia mais: http://www.reposicaohormonal.com.br
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-saude/608089-menopausa-um-novo-momento-na-vida-da-mulher

Sem políticos não há democracia

19/12/10
Do Blog da Cidadania
Por Eduardo Guimarães

Há desonestos em todos os setores da sociedade. Há médicos que molestam sexualmente as suas pacientes, há advogados que prestam serviços a criminosos, há policiais que cometem crimes, há padres que praticam pedofilia e, claro, há jornalistas que só opinam o que o patrão manda… Por que, então, não haveria políticos que roubam dinheiro público?

A discussão que setores da imprensa desencadearam por conta do aumento dos salários dos políticos detentores de mandatos eletivos ignora (propositalmente) a inegável premissa do primeiro parágrafo e tenta pintar toda a classe política como corrupta, incompetente e abusadora dos privilégios dos cargos públicos.

A desqualificação generalista da classe política foi incutida pela “grande” imprensa nas mentes de expressiva parcela da sociedade ao longo da história da República. A tática é oriunda das elucubrações da ponta superior da pirâmide social e visa impedir que oportunidades se redistribuam em um dos dez países em que são mais concentradas.

Cabe reproduzir interessante observação do leitor Marcos Inácio Fernandes sobre post anterior que versou sobre o mesmo tema que será tratado neste post. Marcos bem lembrou que o parlamento remunerado foi uma conquista dos trabalhadores no âmbito do Movimento Cartista do século XIX, na Inglaterra, desencadeado, por sua vez, no âmbito da Revolução Industrial.

O Movimento Cartista (1837-1848) foi organizado pela “Associação dos Operários“, que exigia melhores condições de trabalho, pedindo limitação de oito horas para a jornada laboral, regulamentação do trabalho feminino, extinção do trabalho infantil, folga semanal e salário mínimo, entre outros.

Mas talvez a parte mais relevante do movimento tenha sido a luta por direitos políticos como o estabelecimento do sufrágio universal e o fim do voto censitário, que só delegava direito de voto a quem se enquadrasse em um perfil que englobava gênero, renda, religião e outros valores que nada têm que ver com o direito de votar e ser votado.

No âmbito dos direitos políticos, a fim de que qualquer cidadão pudesse disputar um mandato eletivo, logrou-se estabelecer remuneração aos que chegassem a cargos públicos pelo voto, sobretudo como parlamentares. Foi a fórmula encontrada para impedir que só os ricos exercessem o poder.

Diante do fato consumado de que qualquer um pode se eleger e ser pago para exercer mandato eletivo, os que prefeririam que o país fosse administrado pelo topo da pirâmide social vêm tratando de criminalizar o uso de dinheiro público para permitir que até o cidadão mais humilde possa se eleger vereador, deputado, senador, prefeito, governador e até presidente da República.

Diante de argumentações racionais sobre as razões da elite midiática para enfraquecer a classe política e, assim, mantê-la refém de seus desejos, impérios de comunicação que pretendem governar o país através de notas e “informações” manipuladas vieram agora com certas comparações sobre o salário dos parlamentares brasileiros e os de países ricos, que ganham menos do que os nossos.

O primeiro sintoma de má fé dessa campanha difamatória e generalista contra a classe política reside no uso da correlação entre o PIB per capita e o novo salário de deputado. Comparam países ricos – em que o PIB per capita é maior – com o Brasil – que devido à sua enorme população tem uma correlação bem mais modesta do PIB per capita – sem explicar nada.

Países que têm algumas poucas dezenas de milhões de habitantes e alto desenvolvimento industrial , como no caso da Inglaterra, obviamente que têm uma correlação mais alta entre PIB per capita e salário de parlamentares do que um país semi-industrializado que tem duas centenas de milhões de habitantes, como é o Brasil.

Em países ricos, que têm sociedade educada, digno padrão médio de vida e leis que valem para todos, a corrupção é muito mais difícil de ocorrer porque a imprensa não cai matando só em cima dos políticos corruptos, como no Brasil, mas também em cima dos corruptores, que em países como o nosso são deixados em paz por serem grandes anunciantes.

Pagar bem ao político brasileiro, portanto, é imperativo. Em um país como este, um cidadão como o autor deste texto teria dificuldade de se eleger e, assim, deixar a sua atividade profissional – comércio exterior – de lado para se dedicar ao serviço público devido ao fato de que se depois de um mandato de quatro anos não fosse reeleito teria que recomeçar a vida do zero, pois se afastar de sua profissão por tanto tempo o deixaria fora do mercado.

A intenção da criminalização da classe política é justamente essa. Baixos salários favorecem a imprensa de propriedade de grupos econômicos que precisam justamente de uma classe política mal-paga e, assim, suscetível a corrupção e a coação por meio de ameaça de denúncias no noticiário.

Não que altos salários sejam garantia de que um deputado, por exemplo, não irá se corromper. Como já foi dito, há políticos, advogados, médicos e até jornalistas corruptos, para os quais dinheiro nunca é demais. Daí a dizer que todos eles se corromperão pelo que fazem alguns, é outra história – é má fé.

Alguém já viu uma campanha da mídia dessa envergadura contra o salário de juízes, por exemplo? São os salários mais altos, aos quais acabam de ser equiparados os salários dos parlamentares e chefes do Executivo. Mas o senso comum diz que juízes devem ser bem pagos para não tomarem decisões movidos por propinas oferecidas pelos que serão julgados.

Aí ninguém contesta o argumento, pois é óbvio que juiz mal pago – ou melhor, que não seja muito bem pago – certamente correria maior risco de se vender, até por conta do poder que tem para fazê-lo sem ser descoberto. Mas a mídia não gosta muito de brigar com juízes, pois precisa deles o tempo todo. E muito menos com corruptores-anunciantes.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/sem-politicos-nao-ha-democracia/

A quem interessa desagregar a blogosfera?

19/12/10
Do Blog da Cidadania
Por Eduardo Guimarães

Luis Nassif teve uma atitude corajosa e humilde ao assumir um erro que fatalmente cometeu ao transformar em post o comentário de um leitor seu que inseriu na blogosfera um termo que, até então, só os mais versados na luta das mulheres por igualdade conheciam: “feminazi”. A partir desse episódio, produziu-se uma trama cada vez mais intrigante.

Nassif errou, demorou a corrigir o erro e, assim, teve que assumir e deixar para o público o julgamento sobre se deve ou não ser desculpado, já que não matou ninguém nem pregou opressão das mulheres, ainda que tenha dado espaço a uma caricatura de um movimento necessário como o dessas que tanto sofrem ainda em pleno século XXI.

Mas o que me preocupa não é isso. O que me levanta suspeita é a quem interessaria prolongar uma discussão tão tremendamente estéril que, como primeira conseqüência, já causou uma baixa de expressão em um movimento que se autodenominou “blogosfera progressista” por decisão de mais de 300 blogueiros de todas as partes do país que se reuniram em agosto em São Paulo e que votaram – eu disse que VOTARAM – por se autodenominarem “progressistas”.

Nassif não quer mais nada com o peixe. E não é o único blogueiro de projeção nacional a não querer. Não cito quem são os outros porque não lhes tenho autorização, mas garanto que são aqueles que atraíram para a blogosfera o público que ela auferiu por serem pessoas de projeção pública, jornalistas de renome que tiveram boa intenção e se ferraram por isso.

No começo, pensei que tudo fosse só produto de quatro tipos de pessoas que declararam guerra não só ao Nassif, mas à comissão organizadora do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. A saber:

1 – Os que esperavam lucrar mais com o Encontro inserindo-se em um grupo fechado que acreditavam existir, mas que jamais existiu – a comissão organizadora do encontro dos blogueiros progressistas foi constituída episodicamente e, ao fim do evento, decidiu-se que nos próximos seria renovada.

2 – Militantes e não militantes de boa-fé e que ficaram legitimamente contrariados com o erro claramente involuntário cometido por Nassif – estes, ativeram-se a criticar Nassif e só a ele e de forma educada.

3 – Desafetos antigos do Nassif que aproveitaram seu tropeço para acertarem velhas contas consigo, em uma atitude covarde e desleal, e que chegam ao ponto de escrever textos imensos culpando-o pelo sofrimento de todas as mulheres só porque publicou o malfadado post.

4 – Os contrariados com a escolha dos blogueiros que entrevistaram Lula, que não se conformaram por não estarem entre os escolhidos e que não entenderam como nasceu esse encontro e, por isso, não entenderam tal escolha.

Vale explicar uma coisa: a primeira pessoa a lançar uma proposta informal de uma entrevista de blogueiros com Lula foi Eduardo Guimarães há mais ou menos uns dois anos.

Acontece que descobri ter um leitor assíduo que trabalhava no Palácio do Planalto e que um dia me procurou para me convidar a tomarmos um café e batermos papo. Fui ter com ele e, durante o papo, abordei possibilidade que já tinha comentado com amigos como Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Conceição Lemes, Renato Rovai e Altamiro Borges, entre outros, de o presidente conceder uma entrevista à blogosfera.

Como de costume, comecei a “agitar”. Falei com mais pessoas, tais como, por exemplo, alguém que era sempre bem recomendado inclusive pelo Nassif, um acadêmico e blogueiro de Minas chamado Idelber Avelar.

Convidei todos para uma reunião em meu escritório, da qual todos disseram que participariam. Entretanto, só compareceram o Altamiro e o Rodrigo porque os outros tiveram problemas para comparecer.

Meu leitor que trabalhava no governo me disse que deveria encaminhar uma proposta à Secom, pois achava que ela poderia frutificar devido à vontade do presidente Lula de incentivar o surgimento e a consolidação das mídias alternativas.

Contudo, como não tinha experiência de manter interlocução com governos, fui deixando o assunto pra lá até que acabei não encaminhando nada à Secom.

Lá pra junho deste ano, se bem me lembro, o Miro (Altamiro Borges) convocou uma reunião no restaurante paulistano Sujinho para discutirmos idéia sobre a qual o Azenha sempre falava, de os blogueiros com maior notoriedade se empenharem para dar espaço aos blogueiros ainda pouco conhecidos que estavam surgindo e que tinham ideologias e posições políticas próximas, ainda que desiguais.

Durante aquele jantar, formou-se o embrião da comissão organizadora do encontro de blogueiros que o Azenha pretendia que fosse igual ao que contou com o apoio de Barack Obama durante a última campanha eleitoral à presidência dos EUA.

Mas como fazer para realizar esse encontro? Dificilmente muitos blogueiros de outros Estados poderiam arcar com despesas de avião, hotel, refeições em restaurantes etc. Havia que conseguir recursos, organizar a relação das pessoas que viriam etc.

Azenha e Paulo Henrique Amorim, que num segundo momento juntou-se a nós, não hesitaram em tirar do bolso três mil reais cada um. Azenha, particularmente, sempre tentou dar notoriedade aos blogueiros que estavam chegando – primeiro, através do Sivuca e, depois, através de uma seção que criou em seu blog que chamou de Palanque, se bem me lembro.

Mas era pouco dinheiro o que doaram Azenha e PH e os outros não tínhamos condição de imitá-los. Então, eu, a Conceição Lemes, o Altamiro Borges e a Conceição Oliveira saímos a campo em busca de recursos. Particularmente, fui um dos que mais doações de 3 mil reais conseguiu.

Fomos a empresas, a sindicatos e, a duras penas, juntamos recursos para o evento.

Nada disso teria sido possível sem o apoio do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, presidido pelo Miro, pois a estrutura que se montou para dar transporte, hospedagem e alimentação a centenas de pessoas, só tendo uma organização como essa por trás.

Ao fim do encontro, em jantar de avaliação da obra que cometêramos, o Rovai comunicou que levara adiante a idéia que abandonei e que recebera um parecer positivo da Secom. Para dar ainda mais força à associação de blogueiros progressistas que surgira, decidimos que assim nos apresentaríamos durante a entrevista.

Como o encontro de blogueiros nasceu em São Paulo e o governo queria representantes de outros Estados, convidamos o Cloaca, o Túlio Vianna, o Altino Machado, o Leandro Fortes, o Pierre Lucena e o José Augusto (Amigos do Presidente Lula). Azenha, PH e Nassif abriram mão de participar em favor deles e criamos mais “vagas” do que pretendíamos, para dez blogueiros.

Eu mesmo não pretendia participar. Tinha que viajar para a Argentina a trabalho porque devido à campanha eleitoral deixei meu ganha-pão de lado e as empresas que represento estavam me cobrando queda nas vendas. Além do que, alguma coisa me dizia, desde 2 anos antes, que haveria uma comoção entre os que ficassem de fora.

O Rovai e uma pessoa que não posso nominar – e que foi decisiva para eu rever minha decisão de não comparecer – pediram-me encarecidamente que desse um jeito de participar da entrevista. E até por eu ter vários leitores no governo, incluindo o ministro Franklin Martins.

Enfim, contei essa história para que todos entendam como surgiu esse grupo que se autodenominou “progressista” e que teve tal denominação aprovada por expressiva maioria dos 300 blogueiros do Encontro de agosto, e como logramos extrair do Palácio do Planalto a entrevista que o presidente Lula nos concedeu.

Contudo, há uma figura que me levantou suspeita nesse espantoso caso “feminazi”. O tal de Idelber Avelar, com quem só falei uma vez até hoje. Ele aproveitou para acertar alguma conta antiga com Nassif e ainda envolveu gente que não publicou post nenhum divulgando o termo doentio, os blogueiros progressistas.

Qual o interesse desse sujeito? Quem ele pensa que é para apontar o dedo para gente que nem conhece e fazer acusações sobre nada? E o que é pior: de forma covarde e esquizofrênica, sem dar nomes aos bois e baseado apenas em suas idiossincrasias. A quem interessa, pois, desagregar uma blogosfera progressista da qual até o governo Lula reconheceu a relevância?

PS: o Nassif só cometeu um erro imperdoável, de não ter citado a Conceição Lemes, que o PH bem chamou de “a alma” do encontro dos blogueiros e que já produziu as melhores reportagens da blogosfera no Viomundo. Mas devido ao assédio que Nassif vem sofrendo, é compreensível.
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Fonte:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6270130302447890955

Teleférico do Complexo do Alemão passa por último teste antes da visita de Lula

19.12.2010
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O teste definitivo do teleférico projetado para interligar as diversas comunidades do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, está marcado para amanhã (20), véspera da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará ao local. As 9h, o secretário estadual de Obras, Hudson Braga, embacará em uma das gôndolas, na estação de integração com o sistema ferrroviário de Bonsucesso. O secretário seguirá até a estação da Baiana, para checar a segurança do sistema, mas a inauguração oficial, com passageiros, ocorrerá na terça-feira (21), com a presença do presidente Lula.

O Teleférico do Alemão contará com 152 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar 10 passageiros. O percurso terá 3,5 quilômetros, percorridos em 15 minutos. Ao longo do trajeto, foram construídas seis estações: Bonsucesso, Morro do Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Fazendinha.

Todas as estações receberam postos de serviço à comunidade, incluindo agência bancária, sala de leitura e centro de referência para a juventude. O teleférico faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As informações são da Secretaria Estadual de Obras.

Edição: Vinicius Doria

Para cumprir a lei, transatlânticos contratam 4 mil brasileiros

19/12/2010
Alana Gandra
repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Cerca de 4 mil trabalhadores brasileiros estão sendo contratados para compor a tripulação dos 20 transatlânticos que integram a temporada de cruzeiros marítimos no país, iniciada em outubro passado e que se estenderá até maio de 2011. A contratação atende à determinação do Conselho Nacional de Imigração e corresponde a 25% do total da tripulação dos navios, informou à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Ricardo Amaral.

“As companhias procuram respeitar [a norma], inclusive visando à boa prestação do serviço ao turista brasileiro, que vai ser atendido por brasileiros falando a língua, o que é algo muito importante”. A média é de 800 tripulantes por navio, dos quais 200 terão de ser contratados no país.

Amaral avaliou que, em comparação aos anos anteriores, o volume de brasileiros usufruindo dessa modalidade de turismo nesta temporada “é o maior de todos os tempos”. A ascensão de uma parcela significativa da população à classe média foi um fatores determinantes desse aumento.

O surgimento da nova classe C e a maior oferta de cruzeiros fizeram com que houvesse um ajuste de preços, explicou Amaral. “Em relação aos preços de alguns anos atrás, os preços hoje são efetivamente mais baixos”. Outros fatores que contribuíram para a evolução do segmento foram a existência de minicruzeiros, mais curtos, que permitem um valor absoluto menor na viagem e a possibilidade de parcelamento em até dez vezes sem juros. “O acesso ao produto é melhor”.

A expectativa da Abremar é que os 20 navios, que permanecerão no Brasil durante quase oito meses, deverão receber 886,8 mil turistas, dos quais, até 20% de estrangeiros. O número representa 23% a mais do que o apurado na temporada 2009/2010.

Isso leva o Brasil a ocupar a 5ª posição no ranking mundial de cruzeiros marítimos. O presidente da Abremar advertiu, contudo, que a maioria dos portos brasileiros está atingindo o limite da capacidade operacional. Para que o segmento continue crescendo no país, Amaral defendeu mais investimentos em infraestrutura portuária. “Vários portos não suportam o atual estágio de desenvolvimento da atividade”.

Segundo o presidente da Abremar, a atividade de cruzeiros marítimos tem um impacto econômico multiplicador muito forte para o país. Além da geração de empregos na cadeia de turismo, a estimativa é que os cruzeiristas impulsionem em cerca de 40% as vendas no comércio local. De acordo com a Abremar, cada US$ 7 mil deixados no país pelos turistas contribuem para a geração de um posto de trabalho.

O impacto econômico da temporada 2010/2011 no Brasil é estimado em US$ 500 milhões. O número de empregos diretos e indiretos gerados alcança 44 mil. Os portos que nesta temporada concentrarão maior movimento de turistas são Santos, Rio de Janeiro e Búzios (RJ).

Edição: Vinicius Doria
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=9C0AB561CBD5D8ADF47DEA47A0B988BD?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1124613

Brasileiros querem manutenção de Enem no governo Dilma

03/12/2010
Do "Último Segundo"
Por Matheus Pichonelli, iG São Paulo

Pesquisa Vox Populi mostra que 67% dos entrevistados dizem que exame é uma boa maneira de selecionar alunos para as universidades

Se depender da maioria dos brasileiros, a seleção de alunos para universidades por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), uma das principais bandeiras do governo Lula para a educação, deverá ser mantida durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).

É o que revela pesquisa Vox Populi encomendada pelo iG sobre o que os brasileiros consideram prioritário na definição das políticas que serão aplicadas pela futura presidenta. Mesmo após a polêmica relativa a problemas na impressão de provas neste ano, o Enem ainda é considerado uma boa forma de se selecionar alunos para universidades por 67% dos entrevistados. Outros 13% discordam dessa forma de avaliação.

Quando questionados se o exame seria apenas uma boa forma para se avaliar a qualidade do ensino médio, mas que não deveria ser usado para dar acesso às universidades, 40% dos entrevistados dizem concordar com a afirmação – enquanto 36% se opõem a essa ideia. Apenas 16% dos entrevistados dizem concordar que, devido aos problemas de organização, o Enem deveria deixar de existir – a ideia é rechaçada por 58% dos brasileiros.

O apoio à manutenção do exame como porta de entrada para universidades acontece mesmo após 83% das pessoas terem declarado, na pesquisa, que conheciam os problemas recentes na aplicação das provas.

A pesquisa mostra também a posição dos brasileiros em relação a outros temas polêmicos que envolvem a educação, e que foram colocados em pauta durante o governo Lula, como a aplicação de cotas raciais nas universidades públicas. Atualmente, mostra o Vox Populi, 38% dos brasileiros defendem a ampliação das cotas raciais para pessoas de baixa renda. Para um quarto dos eleitores (25%), as cotas devem ser ampliadas para pessoas de baixa renda, sem que seja levada em conta a questão racial. Outros 22% dizem que não deveria haver qualquer tipo de cotas para as universidades.

Embora a aplicação de cotas seja atribuição das instituições de ensino superior, que têm autonomia para decidir sobre a questão, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar em 2011 a constitucionalidade do sistema.

O levantamento apontou ainda que os brasileiros rechaçam a proposta ensaiada por algumas universidades públicas de cobrar mensalidades de alunos. Para a maioria (67%), o ensino deve ser gratuito para todos os matriculados; 26% dizem que as mensalidades poderiam ser cobradas de estudantes de alta renda, enquanto apenas 4% admitem a possibilidade de que todos os alunos paguem para estudar nessas instituições.

Enfoque na educação básica

Quase um terço da população brasileira (33%) considera a educação infantil a maior das prioridades dentre todas as ações do governo Dilma Rousseff para a educação, uma das áreas mais sensíveis da administração que terá início no próximo dia 1º.

A demanda para que Dilma enfoque a educação básica durante seu mandato, apurada pela pesquisa, é citada quatro vezes mais do que a necessidade de concentrar esforços sobre o ensino superior (8%). Para 15%, a prioridade da gestão Dilma deve ser o ensino técnico – durante a campanha, Dilma defendeu a criação de bolsas escolares para alunos do ensino técnico, nos moldes do Prouni. Outros 13% acreditam que o principal enfoque da presidenta deve ser no ensino fundamental e 10%, no ensino médio. Durante a campanha, a presidente eleita Dilma traçou como uma de suas prioridades a universalização do ensino fundamental no País.

A maioria dos eleitores (52%), segundo a pesquisa, acredita que melhorias na educação serão obtidas por meio de investimentos na formação e valorização dos professores. A criação de escolas com turno integral é citada por 21% dos entrevistados, enquanto 13% dizem ser prioridade os investimentos em aulas de reforço para alunos com dificuldade. Outros 5% dos eleitores acreditam que mudanças curriculares, como currículos mais enxutos e enfoque em disciplinas essenciais, sejam a melhor solução para o setor.

O instituto mostra também que, para melhorar o acesso ao ensino superior, o brasileiro tende a dar mais apoio à criação de novas universidades públicas (34%) do que à ampliação de programas de bolsas de estudo em universidades particulares (25%) – como acontece no ProUni, que prevê incentivos fiscais a instituições que disponibilizam vagas para alunos carentes. Um número significativo de eleitores, porém, acredita que a melhor saída para melhorar o acesso à universidade é ampliar o número de vagas nas instituições já existentes: 29%.

A região onde há maior demanda por novas universidades, segundo a pesquisa, é o Nordeste (46%, contra 28% no Sul). Já o Sudeste é a região onde os entrevistados pedem a ampliação de programas de bolsa de estudo em universidades particulares – 31%, contra 16% no Nordeste.

O instituto realizou, entre os dias 19 e 23 de novembro, 2.200 entrevistas. A margem de erro da pesquisa, que ouviu, é de 2,1 pontos percentuais.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/governolula/brasileiros+querem+manutencao+de+enem+no+governo+dilma/n1237847588718.html

PSB desiste de indicar nomes para ministério de Dilma

19.12.2010
Do "Último Segundo"
Adriano Ceolin, iG Brasília

Decisão foi tomada durante reunião da cúpula do partido no Recife

O PSB desistiu, neste domingo, de indicar oficialmente nomes do partido para compor o governo Dilma Rousseff (PT). Ela havia reservado dois ministérios para a sigla e impôs o nome de Ciro Gomes (PSB-CE) para uma das vagas. O partido pediu três pastas, mas não obteve êxito, segundo o iG apurou.

Na noite deste domingo, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, reuniu a cúpula da sigla em Recife para tomar uma decisão sobre o assunto.

O grupo optou por acatar as escolhas de Dilma, dar governabilidade a ela, mas não se vincular totalmente ao governo. Com isso, fracassaram as negociações entre Dilma e o PSB, partido que elegeu seis governadores no último pleito e apoia o governo Lula há oito anos.

A contragosto de Campos, Dilma convidou o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para o Ministério da Integração Nacional há 10 dias. Além disso, ela ofereceu a Secretaria de Portos para um outro nome do partido.

O plano inicial de Campos era indicar o atual secretário estadual de Desenvolvimento, Fernando Bezerra, para a Integração e um deputado federal para Portos. O mais cotado era o líder da bancada, Márcio França (PSB-SP).

Dilma, porém, impôs o nome de Ciro, que estava descartado pelo partido. O anúncio ocorreu em reunião na Granja do Torto que contou com a presença do governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes (PSB). De lá para cá, as negociações emperraram. O desfecho poderá ser oficializado nesta segunda.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/psb+desiste+de+indicar+nomes+para+ministerio+de+dilma/n1237884777083.html

Aécio: oposição terá que conversar com governo

19.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco
Caderno de Política

BELO HORIZONTE (Folhapress) - Ao ser diplomado senador ontem pela Justiça Eleitoral em Belo Horizonte, Aécio Neves (PSDB) disse que é “triste e frágil” a oposição que não conversa com o governo. “Triste é a oposição que não tem a coragem de sentar-se à mesa com o governo para discutir questões de interesse do País. Essa é uma oposição extremamente frágil. A nossa vai ter uma agenda e sempre vai ter disposição para discutir as questões que sejam do interesse do País”, afirmou.

Aécio disse que vai cumprir o papel que as urnas lhe deram, ou seja, o de ser oposição ao governo petista. “Firme, mas qualificada, que aponta os equívocos, mas que busque até corrigi-los”, e que “mostre eventuais discrepâncias entre aquilo que foi proposto na eleição e o que se realiza ao longo do governo”. Ele disse que o País tem muitas reformas para fazer, como a política e a tributária, e que isso é do interesse do País.

Afirmou que defende essas reformas desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando era líder do PSDB na Câmara, e que não é por ser oposição que vai deixar de defendê-las e negociá-las com o governo. Questionado se sua posição de buscar o diálogo com o governo poderia fazer surgir uma oposição dentro da oposição, Aécio disse: “Acho que não. Eu não falo em construir diálogos, serei oposição sem adjetivos”.

“As questões de interesse do Brasil, as questões de Estado, devem encontrar uma oposição pronta para discuti-la. As questões específicas do governo encontrarão no PSDB, em mim pessoalmente e em outros companheiros uma oposição muito firme, mas, repito, muito qualificada”, afirmou.

FIAT

A nova fábrica que a Fiat Automóveis vai construir em Pernambuco foi motivo de queixas por parte de Aécio. O tucano reclamou do PT mineiro, dizendo que Estado não foi informado sobre a negociação arquitetada pelo governo federal. Soube disso apenas no final do acordo. Aécio criticou também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita, Dilma Rousseff. “Eu não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou se foi o primeiro presente da presidente Dilma.”
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/609748-aecio-oposicao-tera-que-conversar-com-governo

Petrobras divulga edital com 838 vagas

19.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco e Agência JC&E

A Petrobras divulgou, na última sexta-feira (17), um novo edital de concurso para o preenchimento de 838 vagas em cargos de níveis médio e superior em todo o País, organizado pela Fundação Cesgranrio. A seleção também formará cadastro reserva para preenchimento de outras vagas que vierem a surgir durante a validade do concurso, que é de seis meses, prorrogável por igual período. Do total de chances, 12 são reservadas a portadores de deficiência, em cargos específicos que não oferecem riscos.

São oferecidas 220 vagas para quem possui nível superior, nos seguintes cargos: administrador (20), auditor (6), contador (19), enfermeiro do trabalho (2), engenheiro civil (2), engenheiro de equipamentos nas especialidades de elétrica (2), eletrônica (24), inspeção (9), mecânica (34), terminais e dutos (12), engenheiro de meio ambiente (1), engenheiro de petróleo (17), engenheiro de processamento (8), engenheiro de produção (5), engenheiro de segurança (17), engenheiro de telecomunicações (2), engenheiro naval (4), geofísico/física (3), geofísico/geologia (14), geólogo (11), médico do trabalho (4), profissional de comunicação social/jornalismo (1), profissional de comunicação social/publicidade e propaganda (1) e químico de petróleo (2).

Já para os que possuem o ensino médio e/ou técnico, são 618 oportunidades, distribuídas da seguinte forma: inspetor de segurança interna (4), técnico ambiental (2), técnico de administração e controle (51), técnico de comercialização e logística (8), técnico de contabilidade (28), técnico de enfermagem do trabalho (1), técnico de exploração de petróleo- geo­désia (4), técnico de exploração de petróleo - geologia (18), técnico de inspeção de equipamentos e instalações (24), técnico de logística de transporte nas áreas de controle (26) e operação (4), técnico de manutenção em caldeiraria (29), elétrica (54), eletrônica (10), instrumentação (30) e mecânica (95), técnico de operação (80), técnico de projetos, construção e montagem nos setores de edificações (1), elétrica (11), estruturas navais (3), instrumentação (3) e mecânica (38), técnico de segurança (22), técnico de suprimentos de bens e serviços nas áreas de administração (26), elétrica (8) e mecânica (12), técnico de telecomunicações (11) e técnico químico de petróleo (15).

As vagas estão distribuídas entre os polos de trabalho nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Alagoas, Sergipe, Goiás, Amazonas, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Os salários variam de R$ 1.801,37 a R$ 6.217,19. Além desses valores, os aprovados terão direito a benefícios, como auxílio-creche ou auxílio-acompanhante (somente para empregada); auxílio-ensino para filhos; complementação educacional; assistência multidisciplinar de saúde (médica, odontológica, psicológica e hospitalar) e benefício-farmácia; plano de previdência complementar opcional; PAE - Programa de Assistência Especial (para pessoas com deficiência ou filhos de empregados) e participação nos lucros e/ou resultados.

O período de inscrições vai de 10 a 27 de janeiro de 2011 (até às 23h59 do último dia), através do site da Fundação Cesgranrio (www.ces­gran­rio.org.br). Postos de inscrição, com acesso à internet, estarão disponíveis nos endereços indicados no item IV do edital. São cobradas taxas de R$ 30, para as funções de nível médio/técnico, e R$ 45 para as de nível superior. A isenção de pagamento será concedida aos inscritos no CadÚnico que sejam membros de família de baixa renda. A solicitação do benefício deve ser feita pelo site das inscrições, de 10 a 13 de janeiro de 2011. Haverá prova objetiva para todos os inscritos, prevista para o dia 27 de fevereiro, em locais e horários que serão informados no cartão de confirmação das inscrições, disponível a partir de 23 de fevereiro.

Os exames serão realizados nas cidades de Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Mauá (SP), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São José dos Campos (SP), São Luís (MA), São Mateus do Sul (PR), São Paulo (SP), Três Lagoas (MS) e Vitória (ES). Também haverá prova discursiva exclusivamente para o cargo de auditor, e exame de capacitação física para os concorrentes a inspetor de segurança interna, este último somente em Macaé (RJ), Santos (SP) e São José dos Campos (SP). Outras informações podem ser obtidas na Fundação Cesgranrio, pelo telefone 0800 701 2028, em dias úteis, das 9h às 17h.


Anote

Vagas: 838

Nível: médio e superior

Cargo: diversos

Inscrição: 10/01/11 a 27/01/11

Taxa: R$ 30 e R$ 45

Salário: de R$ 1.801,37 a R$ 6.217,19

Prova: 27/02/11

Informações: www.petrobras.com.br /

www.­cesgranrio.org.br
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/609876-petrobras-divulga-edital-com-838-vagas-

A ONU e a internet

18/12/2010
Do MSN NOTÍCIAS"
Por Tatiana de Mello Dias, estadao.com.br

A Organização das Nações Unidas está articulando uma cooperação de políticas públicas referentes a internet.

A entidade quer levantar quais são os países que concordam ou não com a regulação da rede. Segundo o Zero Paid e o Huffington Post, o Brasil é um dos que querem alguma iniciativa neste sentido.

Índia, África do Sul, China e Arábia Saudita também já teriam concordado com a sugestão da ONU de haver 'alguma regulação' ou 'alguma disciplina'. EUA, Canadá, Austrália, Bélgica e Reino Unido mostraram preocupação com relação à criação de uma agência regulatória.

A entidade já estabeleceu um grupo de trabalho para discutir a questão.

'Mesmo em um país como os EUA, ou Austrália, onde supostamente somos civilizados, com a internet sem restrições ou limitações as pessoas estão cometendo crimes', disse Linda Bulleto, da Organização para Relações Econômicas Internacionais. 'Eu posso fazer um perfil no Facebook com o seu nome, sem você nem saber, e posso escrever o seu pior pesadelo, e dizer que é você quem está falando aquelas coisas'.

Essa não é a primeira vez que o assunto é disucutido na ONU. Um grupo de trabalho foi criado em 2005 para estudar o tema.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/link/artigo.aspx?cp-documentid=26814856

Cinco gênios que usam a tecnologia para transformar o mundo em um lugar melhor

25/11/2010
Do "MSN NOTÍCIAS"
Por Leonardo Carvalho

Do trânsito nas grandes cidades às artes, passando pela medicina, esses gênios vão fazer você ver o mundo com outros olhos

Tecnologia para recuperar a fé na humanidade

Um artigo na revista Esquire listou 15 gênios nas mais diversas áreas que usam seus esforços e talentos com um único objetivo: tornar o mundo um lugar melhor. Entre esses gênios selecionamos cinco que tem em comum o uso de ferramentas da tecnologia em seu trabalho ou que estão no processo de desenvolver novas tecnologias em prol da humanidade. Conheça-os.

Tomoaki Kato

Alguns tumores são relativamente fáceis de tratar. Estão ali, isolados em um ponto do corpo,visíveis. Outros são mais complicados, crescem em uma intricada rede que pode comprometer de vasos sanguíneos a ligações entre órgãos. O Doutor Tomoaki Kato sugere uma solução radical para o tratamento desses tumores: desmontar o corpo, reparar o dano, e montar tudo de novo. “Tire a parte de dentro. Tudo. Separe as artérias, levante os órgãos e os disponha sobre uma mesa, corte e retire o tumor, coloque tudo de volta”. A técnica se chama “cirurgia ex vivo” e não é exatamente nova, mas o Doutor Kato está a trazendo de volta com uma filosofia simples: “ao invés de reparar cada peça, você conserta o motor como um todo”. Com essa ideia, ele foi pioneiro no transplante massivo de órgãos. No hospital Jackson Memorial, em Miami, o doutor retirou todo o abdômen de uma pessoa e o implantou em outra. A diferença no tratamento de tumores usando essa técnica é que o reimplante é feito com os órgãos da própria pessoa, o que reduz a zero o risco de rejeição.

Lewis Ziska

Este fisiologista botânico do Departamento de Agricultura dos EUA acredita que um dia ervas daninhas poderão substituir o trigo e outros grãos para acabar de vez com o problema da fome no mundo, que tem sido incrementado nesses nossos tempos de aquecimento global. Como?

Em primeiro lugar, ervas daninhas são muito mais resistentes a climas intensos – seu trabalho é conduzido na cidade de Baltimore, um lugar quente e com alta concentração de CO2, mais ou menos como os cientistas prevêem que será o clima em todo o planeta por volta de 2050.

Para tornar as ervas daninhas nutritivas, a solução é criar safras híbridas criadas em condições precisas. Atualmente a equipe de Ziska está cultivando um tipo híbrido de arroz que pode resistir a altas temperaturas e crescer à noite, quando o clima é mais ameno. Já estão na lista experimentos com aveia, trigo e vegetais.

Aaron Koblin

Chamar alguém de artista digital hoje em dia tem o problema de soar coisa antiga ao mesmo tempo em que parece que essa pessoa não é um artista de verdade. Seja como for, Koblin é um artista, e é digital no sentido de que usa como ferramenta de trabalho o bazilhão de dados gerados diariamente na web, onde procura por padrões – dados visuais mostrando a malha aérea dos EUA em um determinado momento, por exemplo - para criar seus trabalhos. Usando a rede, ele também cria trabalhos colaborativos como um vídeo homenageando Johnny Cash onde foram convocados fãs do cantor que se dispuseram a desenhar um quadro do vídeo cada um.

Janette Sadik-Khan

Você já deve ter ouvido falar de algumas medidas meio estranhas tomadas pela cidade de Nova York como fechar ruas nos fins de semana para transformá-las em piscinas públicas itinerantes. Janette Sadek é a responsável. Como planejadora urbana da maior cidade do mundo ela tem o trabalho de – além de garantir que não aconteça um colapso populacional com novos imigrantes chegando todos os dias – dar um ar mais humano para a cidade que nunca dorme. Ela criou novos corredores de ônibus e está planejando cerca de 3000 quilômetros de ciclovias. Ela também foi responsável pela instalação de GPS em cada um dos 13000 táxis que rodam pela cidade não só para facilitar a viagem dos passageiros, mas para melhorar o controle de tráfego.

Danny Hillis

Danny Hillis escolheu usar seu cérebro privilegiado para resolver problemas. À frente da Apllied Minds, ele comanda uma equipe que soluciona problemas com novas invenções – ele detém cerca de 150 patentes – em dois níveis: recebendo problemas vindos de companhias públicas e privadas e criando equipes para solucioná-los e depois, no aconchego do lar, usando o dinheiro ganho com essas soluções para resolver problemas que o preocupam em nível pessoal. Entre suas preocupações estão a cura do câncer e um relógio que funcione perfeitamente por 10 mil anos.
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Fonte:http://tecnologia.br.msn.com/especiais/artigo.aspx?cp-documentid=26478021&page=0

O quê o mundo quis saber em 2010

10/12/2010
Do "MSN NOTÍCIAS"
Por Fernando Martines, estadao.com.br

Anualmente, o maior site de buscas da internet divulga os assuntos mais pesquisadas pelas pessoas ao redor do mundo, mapeando assim o espírito do tempo da humanidade. Exagero? Talvez, mas a empresa nomeia de Google Zeitgeist o anúncio dos assuntos que foram alvos do maior número de buscas durante o ano.

A versão 2010 foi divulgada nesta quinta-feira, 9. Todos os resultados você confere aqui.

O assunto que teve o crescimento mais rápido no número de buscas foi o Chatroulette, site que coloca, aleatoriamente, você e um estranho para conversar via webcam. Ele ficou na frente de iPad (2º) e Justin Bieber (3º). Natural, já que estes dois outros temas tiveram um crescimento de notoriedade mais orgânico, enquanto o Chatroulette explodiu de um dia para o outro.

Já o termo que teve a queda mais rápida no número de buscas realizadas no Google foi a gripe suína. Na categoria entretenimento, aí sim, Justin Bieber levou a melhor, seguido por Shakira (uma das musas da Copa do Mundo), Eminem (que ressurgiu com seu novo álbum) e Netflix (locadora dos Estados Unidos que entrega filmes em casa ou os oferece via streaming) na categoria específica de celebridades, JB ganhou novamente, só que a prata ficou com Kate Perry.

Entre os aparelhos eletrônicos, só deu Apple: iPad em primeiro e iPhone 4 em segundo. Nos esportes, sem surpresa: Copa do Mundo de 2010. A grande zebra, na verdade, ficou por conta do mapa que teve o crescimento de buscas mais rápido: o Anhembi, em São Paulo, onde são realizados shows e o desfile de carnaval da cidade.

Já no Google Notícias, o assunto que teve o maior aumento repentino de buscas foi a tragédia do Haiti; os mineiros do Chile ficaram na terceira posição, Lady Gaga na quarta e o vazamento de óleo nos Estados Unidos em décimo.

Brasil

Por aqui, o assunto que teve o maior crescimento de buscas foi a outra musa da Copa: Larissa Riquelme. Atrás dela veio Formspring e Justin Bieber ('assistir filmes online' ficou na nona posição). E se o campeão brasileiro foi o Fluminense, nas buscas do Google o Tricolor carioca nem apareceu. Na categoria esporte, o primeiro clube a surgir é o Corinthians, em quarto, seguido de Flamengo, em sexto, e Palmeiras em oitavo.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/link/artigo.aspx?cp-documentid=26694575

PRESIDENTE LULA EM FIM DE MANDATO :"A questão social é a cara da minha origem política"

19.12.2010
Do portal TERRA, partir do Blog da Folha de Pernambuco
Postado por Manoel Guimarães

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva que chega ao fim de seu mandato com uma popularidade superior a 80%, atribui o resultado à "combinação do desenvolvimento com as políticas sociais", segundo uma entrevista divulgada neste domingo. "A questão social é a minha cara. É a cara da minha vida política, é a cara da minha origem política, é a cara de tudo do que eu participei", disse o líder ao jornal Folha de S. Paulo. Na opinião do presidente, que deixa o cargo em 1º de janeiro, a boa avaliação do seu Governo pela população brasileira se deve à "geração de empregos".

Lula afirmou que o país, que em seus oito anos à frente do Executivo gerou 14 milhões de postos de trabalho, está atravessando uma fase de "quase pleno emprego". Segundo uma enquete elaborada pelo instituto Datafolha e publicada pelo mesmo jornal, o Governo liderado pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) é bom ou muito bom para 83% dos brasileiros. Do total, 13% da população qualificou o Executivo de Lula como regular e 4% o considera ruim ou muito ruim, segundo a pesquisa elaborado entre os dias 17 e 19 de novembro e que tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

De acordo com a enquete, que entrevistou 11.281 pessoas de todo o país, 19% considera que as políticas para combater a pobreza e a fome foram a área melhor desenvolvida pelo Governo, seguida da economia, que foi destacada por 13% dos entrevistados. A geração de emprego foi a melhor política do Executivo para 10% dos entrevistados. A área que teve pior desempenho foi a saúde para 23% dos entrevistados, seguida da segurança e da violência, destacada por 19% do total da pesquisa. Enquanto, a corrupção foi a grande falha para 6% dos brasileiros, o presidente assegurou que uma "grande parte das denúncias contra o governo é feita pelo próprio governo". "Se você somar todos os presidentes da República, ninguém investigou o tanto que nós investigamos. Nós prendemos policiais federais, prendemos mais de 1,5 mil servidores públicos. Tenho dito publicamente. Só existe um jeito de você não ser molestado. É você andar na linha.", concluiu Lula.

No ano 2005, Lula enfrentou seu pior escândalo político no caso de corrupção, conhecido como o Mensalão, que implicou à cúpula política de seu partido. O caso, denunciado por um deputado sobre a compra de votos de congressistas para que apoiassem os projetos do Executivo, envolveu empresários e forçou a saída dos então ministros, José Dirceu e Antonio Palocci. O fato também obrigou a saída da cúpula do PT, liderada por seu então presidente, José Genoino, antigo companheiro de luta de Lula desde o início do partido. Em janeiro, Lula será sucedido na chefia do Estado pela presidente eleita, Dilma Rousseff.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15545-qa-questao-social-e-a-cara-da-minha-origem-politicaq-diz-lula

Camaragibe/PE: Noivo mata esposa, convidado e se suicida em Aldeia

19.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco"


Uma cerimônia de casamento acabou de forma trágica na noite de ontem (18) num condomínio fechado na altura no quilômetro 14 da estrada de Aldeia, em Camaragibe. O casamento era entre o assistente de vendas Rogério Damacena, 29 anos, e Renata Alexandre, 25 anos. Num dado momento da festa, Rogério sacou uma pistola 380 e disparou vários tiros contra Renata e o padrinho, Marcelo Guimarães, de 40 anos, colega de trabalho do noivo. Renata e Marcelo morreram no local. Os tiros ainda feriram mais um convidado, que não teve o nome revelado e que está internado no Hospital Santa Joana.

Após assassinar a noiva e Marcelo, Rogério ainda atirou contra a própria cabeça, mas não morreu no local. Levado em estado gravissimo para o Hospital da Restauração, ele teve a morte cerebral decretada na manhã de hoje. O casal havia se casado no civil na sexta-feira (17). Os corpos de Renata e Marcelo foram encaminhados para o Instituto de Medicina Legal (IML).

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O delegado responsável pelo caso, João Brito, disse que ainda não é possível afirmar se Renata e Marcelo eram amantes. Convidados do casamento ouvidos pela polícia disseram que no dia anterior ao crime, Rogério havia dito que faria uma surpresa durante a cerimônia.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/609883-noivo-mata-esposa-e-convidado-em-aldeia-e-tenta-suicidio

Trabalhadores portugueses marcam greve contra redução de direitos

19/11/2010
Da "Caros Amigos"
Por Lúcia Rodrigues, enviada especial a Lisboa

Trabalhadores portugueses marcam greve contra redução de direitos

Paralisação geral acontece em 24 de novembro e deve ser a maior da história do país, segundo a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). Manifestantes protestam contra cortes nos salários.

A Europa vive uma de suas piores crises. Protestos eclodem em vários países da zona euro. Os trabalhadores se levantam contra as políticas neoliberais, adotadas pelos dirigentes governamentais do velho continente, que retiram direitos conquistados ao longo de décadas.

Portugal é um dos países em que os trabalhadores vão sofrer as consequências da crise de maneira mais contundente. O governo português acaba de aprovar no Parlamento a redução dos salários dos funcionários públicos, que deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2011.

Com a decisão, os servidores terão seus vencimentos mensais achatados de 3,5% a 10%, de acordo com o nível salarial de cada função. Os trabalhadores da TAP, a empresa estatal de aviação, e da Caixa Geral de Depósitos, o banco público português, também serão afetados com a redução dos salários.

A justificativa apresentada para a tomada de uma medida tão dura, que o governo prefere classificar como de austeridade, se baseia no argumento de que as finanças públicas atingem um nível de desequilíbrio insuportável e que o corte se faz necessário para reduzir gastos e fechar a conta.

Esta é a primeira vez na história portuguesa em que os salários sofrem uma redução em seu valor nominal. O efeito cascata da decisão também deve atingir os trabalhadores do setor privado, na medida em que os patrões se sentirão chancelados para alegar que enfrentam dificuldades e precisam reduzir custos com a folha de pagamento de seus empregados.

Para o dirigente da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Armenio Horácio Alves Carlos, os trabalhadores não podem ser responsabilizados por uma crise que não ajudaram a criar. Ele explica à reportagem da Caros Amigos que o governo prefere impor sacrifícios aos trabalhadores ao invés de atacar o grande capital, responsável pelas dificuldades que o país atravessa.

“Diariamente os cinco maiores bancos de Portugal têm um lucro de cinco milhões de euros. Além disso, pagam uma taxa de IRC, o imposto que incide sobre pessoas jurídicas de 12,5% enquanto a taxa aplicada a todas as empresas é de 25%. Estamos perante uma situação de imensa subordinação aos interesses econômicos e financeiros.”

O sindicalista também ressalta que no primeiro semestre de 2010 um milhão e duzentos mil euros deixaram o país sem pagar um centavo. “O governo não combate a fraude e a evasão fiscal. A economia paralela movimenta 35 milhões de euros e não paga impostos. Não há vontade política para atacar o problema, mas efetua cortes e lança medidas que põem em causa os direitos dos trabalhadores”, critica.

A central sindical está convocando uma greve geral para o próximo dia 24 de novembro. A expectativa da entidade é a de que a paralisação seja a maior já registrada na história do país. “Há um consenso geral de que a greve geral é inevitável.” Até mesmo os magistrados devem aderir à manifestação, segundo o sindicalista.

O corte nos salários não é a única motivação que leva os trabalhadores portugueses a cruzarem os braços. Eles também terão de arcar com o impacto provocado pela elevação no percentual do IVA, o imposto sobre o valor agregado dos produtos, de 21% para 23%, o que deve acarretar um efeito dominó no reajuste de todos os preços, em especial no dos alimentos.

Mas o saco de maldades do governo português não para por aí. O valor das aposentadorias foi congelado e o aumento do salário mínimo para 500 euros, em 2011, é uma incógnita. A Confederação da Indústria Portuguesa já sinalizou que é contra a elevação, apesar de o acordo firmado em 2006 estabelecer esse valor para o próximo ano. Atualmente, o salário mínimo em Portugal é de 475 euros.

Nas ruas por Direitos

A reportagem da Caros Amigos conferiu a indignação dos trabalhadores portugueses nas ruas de Lisboa, no último dia 29 de setembro, quando foram realizados protestos em várias cidades da Europa contra a redução de direitos.

Mais de 50 mil pessoas marcharam pelas principais ruas da capital portuguesa. No Porto, foram mais 20 mil trabalhadores a engrossar os protestos.

Uma das palavras de ordem gritadas pelos portugueses que saíram em passeata pelas ruas lisboetas foi a de que “o país não endireita, com políticas de direita”, em uma clara alusão às medidas neoliberais adotadas pelo governo do primeiro-ministro, José Sócrates. A manifestação terminou em frente à Assembleia da República, sede do parlamento português.

“Os trabalhadores exigem uma ruptura com a política de direita e a mudança à esquerda. A minha candidatura é parte deste movimento”, garante o candidato à presidência da República pelo Partido Comunista Português (PCP), Francisco Lopes. Ele afirmou à reportagem da Caros Amigos que “ao saírem às ruas, os trabalhadores demonstram uma força que pode mudar Portugal e conduzir o país ao desenvolvimento, à justiça e ao progresso social”.
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

Um Estado para governar para todos

16/12/2010
Do site de Carta Maior
Por Emir Sader

O Estado sintetiza, de alguma maneira, a sociedade que temos. O político condensa, sintetiza, o conjunto das relações econômicas, sociais e culturais – na visão de Marx.

O Estado brasileiro, antes de 1930, era literalmente o Estado das oligarquias primário-exportadoras: dos setores que produziam para a exportação e dos que comercializavam essa produção e importavam das metrópoles para o consumo das elites. Era um Estado de uma ínfima minoria, governando para o interesse dessa ínfima minoria. A grande maioria da população nem era contemplada pelo Estado, nem se reconhecia nele.

A primeira grande transformação do Estado brasileiro se deu a partir de 1930. O Estado começou a assumir responsabilidades sociais, contemplando a setores populares como cidadãos – sujeitos de direitos -, passou a incentivar a economia voltada para o mercado interno, permitiu o inicio do processo de sindicalização dos trabalhadores, formulou uma ideologia nacional e começou a aparecer como o Estado de todos os brasileiros.

Esse Estado, correlato aos processos de industrialização, de urbanização, de sindicalização, de democratização social e politica, teve um freio radical com o golpe de 1964. A ditadura militar se impôs como governo das elites dominantes contra os setores populares. Além da brutal repressão contra o campo popular e tudo o que tivesse que ver com democracia, impôs o arrocho salarial e a intervenção em todos os sindicatos, promovendo uma lua-de-mel para as grandes empresas nacionais e estrangeiras. Crescia a economia, mas não se distribuía renda, se concentrava a riqueza e se multiplicava a desigualdade e a exclusão social. O Estado tinha se tornado, de novo, um instrumento exclusiva das classes dominantes.

A democratização permitiu a recuperação de muitos dos direitos democráticos abolidos pela ditadura, permitindo uma nova identificação da população com o Estado, por meio da democracia. Mas esta coincidiu com a explosão da crise da dívida – uma divida alimentada criminosamente pela ditadura militar, que endividou o país sem benefícios para a massa da população e a juros flutuantes. Com a elevação brutal da taxa de juros, a economia do país quebrou, foi interrompido o processo de desenvolvimento econômico que, de uma ou outra forma, tinha se estendido desde 1930. Se desmoralizava a democracia, porque não promovia o bem estar da população e postergava a eleição direta do presidente, até que sua desmoralização levou à eleição de algum provindo da ditadura pouco tempo depois do fim desta, como presidente.

Collor, Itamar e FHC representam a era neoliberal no Brasil, em que o Estado foi reduzido às suas mínimas expressões, a economia foi desregulamentada, o mercado interno aberto aos capitais externos, as relações de trabalho foram precarizadas. O Estado tornou-se o Estado das grandes corporações nacionais e internacionais, sob o reino do mercado e da brutal reconcentração de renda que ele produziu.

O Estado voltou a ser desmoralizado nos discursos de Collor, de FHC, nos meios de comunicação, como inútil, negativo, que arrecada impostos tomando dinheiro dos cidadãos, que é ineficaz, burocrático, que prejudica o funcionamento dinâmico da economia. Em contraposição, se fazia a apologia do mercado, a quem foi entregue valioso patrimônio publico sob a forma das privatizações, deixando circular livremente o capital, para dentro e para fora do país, diminuindo ainda mais a presença do Estado nas politicas sociais. O Estado se afirmava, mais ainda do que no passado, como instrumento das elites do país, contra os interesses nacionais e populares.

Nos últimos anos o governo foi recuperando o prestigio do Estado. Os impostos foram sendo devolvidos à cidadania por intermédio das politicas sociais, pela melhoria do atendimento da população, extensão da educação publica, melhoria relativa da saúde publica. O Estado se responsabilizou por enfrentar a crise, impedindo que produzisse aqui – como em muitos lugares – uma recessão profunda e prolongada.

Mas tudo isso foi feito na contramão de um Estado que tinha sido feito para não agir, para deixar que o mercado ocupasse todos os espaços. Um Estado burocratizado, adaptado às irregularidades e corrupções, nada transparente, feito para manter a sociedade e o poder como eles são, incapaz de promover suas transformações democráticas.

Em primeiro lugar, o espírito público, a ideia de que não são funcionamentos do Estado, remunerados pelo Estado, mas são servidores públicos, remunerados com os impostos da cidadania e que se devem a ela, tanto na prestação de serviços, como no respeito às leis e normas.

Em segundo lugar, que ocupam cargos por concursos públicos, a forma mais democrática de preenchimento de cargos. Que devem prestar contas periodicamente à cidadania do cumprimento das funções que lhes são assignadas. Que devem ter plano de cargos e salários e avaliação permanente do seu desempenho.

Em terceiro lugar, deve haver transparência absoluta de quem financia o funcionamento do Estado e a quem o Estado transfere os recursos arrecadados. Hoje a estrutura tributaria é muito injusta, recaindo o essencial sobre os mais pobres, com o Estado transferindo uma parte do que arrecada para o capital financeiro, por meio do pagamento das dividas do Estado. O Orçamento Participativo é um instrumento essencial ao caráter púbico e democrático do Estado. Suas formas de existência tem que ser adequadas ao funcionamento eficiente do aparelho do Estado, mas tem que ser transparentes e ser controladas pela cidadania.

O Estado tem que governar para toda a população, tendo neste critério o filtro fundamental das suas decisões. Para que isso ocorra, a cidadania tem que ter mecanismos de informação – que podem ser via internet – e de discussão e controle da atuação dos governos. Os mecanismos de ratificação dos mandatos são uma das formas desse controle, quer permitem atualizar a legitimidade dos governos como produto da avaliação do seu desempenho.

Para que possa haver uma relação democrática e transparente entre governantes e governados, é preciso democratizar radicalmente os meios de comunicação, para que deixem de expressar um setor apenas – claramente minoritário hoje – da população, para propiciar informação minimamente fidedigna, espaços de debate que contem com opiniões que expressem de forma pluralista o que pensa a cidadania no seu conjunto e não apenas a minoria. Para isso é necessário uma imprensa pública – estatal e não estatal – que não seja financiada pelos grandes capitais privados – como acontece atualmente – e que amarra os interesses dessa mídia com os interesses dos mais ricos e poderosos.

Finamente, é necessário terminar com o analfabetismo e com o analfabetismo funcional – que somam a cerca de um terço da população – para que seja possível a informação e o debate generalizados por toda a população do país.

Consolidar, estender e aprofundar um governo para todos requer um Estado adaptado aos interesses das grandes maiorias do país, que demanda portanto profundas transformações – que podem ser obtidas mediante a convocação de uma Assembleia Constituinte autônoma, como a anunciada por Lula e por Dilma na recente campanha eleitoral.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=639

Rotas ferroviárias de carga poderão receber trens de passageiros

19/12/201
Por Danilo Fariello, iG Brasília

Com a definição de novas regras para operação das linhas férreas, surgirá a possibilidade de se expandir o transporte de pessoas

Linha férrea de transporte de passageiros entre Vitória e Belo Horizonte, operada pela Vale

O governo federal vai definir no próximo ano as normas necessárias para que sejam instituídas no Brasil redes de transportes de passageiros. Na sexta-feira, um pacote de medidas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi colocado em consulta pública e, quando aprovado, será o passo inicial para um ambiente mais competitivo nas ferrovias. Embora o foco principal das medidas tenha sido o transporte de cargas, elas abrem possibilidades para a expansão das operações com passageiros, que posteriormente também vão ganhar novas regras.

Entre as normas colocadas em consulta na sexta-feira, uma evita que as empresas detentoras das concessões neguem que outra empresa circule com seus vagões nas suas linhas. Além disso, a agência passará a permitir a criação de empresas que operem unicamente com vagões próprios em redes de outras companhias, explica Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT. Ficará mais viável, por exemplo, para uma empresa oferecer transporte de pessoas, sem ter de investir em novos trilhos.

As linhas construídas recentemente no país, ou ainda em obras, têm estrutura que permite tanto a circulação de trens de carga quanto a circulação de trens com pessoas. Segundo técnicos ferroviários, enquanto um trem viaja a velocidade de 80 quilômetros por hora (km/h) carregado de carga nessas ferrovias novas, de bitola larga, será possível que trens de passageiros façam viagens a até 200 km/h.

Estão entre as linhas construídas com capacidade de abrigar vagões de passageiros as ferrovias Norte Sul, Oeste-Leste (Fiol), a Centro-Oeste (Fico), Nova Transnordestina e todas as demais inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no PAC2.

No PAC 1 e no PAC 2, são mais de 10 mil km de ferrovias em construção, que poderão se somar aos 28 mil km já instalados no país. Porém, dos 28 mil km de linhas férreas que o Brasil possui hoje, apenas cerca de 10 mil km têm aproveitamento razoável – com mais de um trem passando por dia – e dos 18 mil restantes, praticamente a metade não é utilizada hoje, segundo Figueiredo.

Mas as regras novas apresentadas na sexta-feira buscam, principalmente, elevar o uso da malha já existente. A meta inicial é aumentar esse uso pelo transporte de cargas, mas, em 2011, serão debatidos estímulos para o transporte de passageiros. Segundo Figueiredo, as concessionárias não poderão negar a operadores interessados em transportar passageiros o uso da infraestrutura existente.

Encerradas as obras do PAC 2 e com os trens de passageiros em operação, poderá ser possível por exemplo, viajar de Lucas do Rio Verde (MT) até o porto de Itaqui, no litoral do Maranhão. Ou de Anápolis (GO) até o porto de Suape, que fica perto do Recife (PE).

A ANTT deverá discutir a partir de 2011 novas regras para prever padrões de qualidade mínimos e regular as tarifas de operação dessas companhias que oferecerão transporte de pessoas.

Uma linha que pode ser construída exclusivamente para passageiros no futuro próximo é o ramal entre Goiânia (GO) e Brasília (DF), que também se conectaria à ferrovia Norte Sul. O projeto ganhou apoio recente de parlamentares e do governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Só a Vale transporta passageiros hoje

Hoje, a única empresa a transportar passageiros regularmente no país - exceto trens turísticos - é a Vale, nas linhas da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), entre Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG), e na linha que liga a mina de Carajás ao litoral maranhense.

Na EFVM, a Vale transporta cerca de 1,3 milhão de passageiros por ano, tendo a linha 106 anos desde construída e 905 quilômetros de extensão. A ferrovia é exemplo de linha que opera tanto cargas quanto passageiros, com estações e terminaiis para ambos os perfis.

Uma pesquisa realizada pela Vale entre os passageiros da EFVM no mês passado revelou que 70% deles andam no trem por turismo, 15% por motivos profissionais e 10% por motivos de saúde, para se tratar em outra cidade, por exemplo. Mais de um terço dos usuários prefere o trem a outros meios de transporte por conta do preço das passagens, abaixo das demais alternativas. Segurança e conforto são outros fatores que mais pesam na escolha do trem.

Trens turísticos também têm projeto

O Brasil tem também em curso um projeto para revitalização de trens turísticos e culturais. Instituído em fevereiro. Hoje, existem 20 trens destinados ao turismo no país, operando em oito Estados. Entre 2004 e 2009, o Ministério do Turismo investiu R$ 17 milhões em projetos de turismo ferroviário.

Entre as linhas turísticas existentes no país estão a ferrovia Centro-Atlântica (MG), o trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e a ferrovia que liga Ouro Preto a Mariana (MG). O governo federal possui hoje um Grupo de Trabalho de Turismo Ferroviário, que envolve Ministério dos Transportes, Ministério do Turismo e suas autarquias.
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Fonte:http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/rotas+ferroviarias+de+carga+poderao+receber+trens+de+passageiros/n1237881836051.html