sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Receita vai abrir delegacia para investigar os poderosos

17 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"


A Receita Federal vai inaugurar em Belo Horizonte, até o final do ano, uma delegacia especial voltada para investigar os maiores contribuintes pessoas físicas.A informação foi dada ontem pelo secretário do órgão, Otacílio Cartaxo, que está se despedindo do cargo.

O fisco já tem duas delegacias especiais para grandes contribuintes, voltadas à investigação de empresas. Ambas já estão atuando -uma em São Paulo e a outra no Rio de Janeiro.

De acordo com Cartaxo, Belo Horizonte foi escolhida para alocação de pessoal porque, somada às duas delegacias voltadas para as pessoas jurídicas, é completado o "triângulo da riqueza" no país.

Segundo Cartaxo, os servidores já estão alocados e treinados. Só esperam a divulgação de portaria do Ministério da Fazenda para iniciar o trabalho de fiscalização.

Para o começo da operação, a delegacia irá passar um pente-fino nas declarações de 5.200 milionários.Por motivo de sigilo, Cartaxo não divulgou os parâmetros de rendimento adotados pelo órgão para a definição desses contribuintes.

Ele afirmou que a atuação definida nesses grandes contribuintes é importante para que o órgão desenvolva uma especialização nessa forma de fiscalização. Ele afirmou que não haverá distinção para a apuração.
"Não importa se é político, se é empresário. O que será levado em conta é o faturamento", afirmou.

Saida

Em balanço de despedida, Cartaxo relembrou as dificuldades que encontrou após a saída de sua antecessora, Lina Maria Vieira.Lina foi demitida em consequência de quedas na arrecadação tributária federal.

"Tive de ir ao chão da fábrica para pacificar a Receita", afirmou Cartaxo. Ele citou que todas as áreas do fisco estavam deficientes e, para resgatar a arrecadação, teve como prioridade melhorar a forma de trabalho e definir avanços tecnológicos."Tivemos de aprimorar o controle e fechar as brechas. Foram medidas normativas e operacionais", afirmou.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/receita-vai-abrir-delegacia-para.html

Dilma é diplomada presidente prometendo cuidar dos mais frágeis

17 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula
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Ao discusar, Dilma repetiu seus compromissos de campanha: trabalhar para cuidar dos mais frágeis, governar para todos, dar prioridade para a educação, segurança e saúde; fazer um governo que honre as mulheres e manter a estabilidade econômica e trazer investimentos. Ela também não esqueceu de elogiar o presidente Lula:

“Sem sombra de dúvida é uma imensa emoção receber este diploma da corte responsável pelo processo eleitoral brasileiro...

... Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder Lula, dos desafios que nosso futuro comporta. Quanto orgulho temos de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de extraordinário avanço social e econômico. Foi esse mesmo sentimento que fez o povo eleger uma mulher presidenta. Para além da minha pessoa, esse fato representa a crescente maturidade da nossa democracia. Rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e de orgulho as mulheres brasileiras...

... Defenderei sempre a liberdade de imprensa e de culto, mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador e trabalhadora, empresário e famílias das regiões desse imenso país”.

A presidenta eleita finalizou o discurso dizendo que reparte o diploma com todos os brasileiros. “No Brasil, conto com todos e todas, e todos e todas podem contar comigo”. (Com informações da Ag.Brasil)
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/dilma-e-diplomada-presidente-prometendo.html

MEC descredencia 61 pós-graduações e aprova outras 123

17.12.2010
Do site "Último Segundo"
Por Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

Alguns dos programas que não conseguiram conceito mínimo para continuar são das instituições mais renomadas do País

O Ministério da Educação vai descredenciar 61 programas de pós-graduação, que não conseguiram a nota mínima da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O órgão também aprovou 123 novos programas que estão autorizados a iniciar as atividades a partir de 2010.

A Capes avalia trienalmente todos os mestrados e os doutorados do Brasil. A nota divulgada nesta sexta é relativa ao triênio 2007-2009. O resultado preliminar foi divulgado em setembro e as instituições tiveram dois meses para recorrer do parecer dos especialistas, especialmente os 75 que haviam ficado com conceito 1 e 2, insuficiente para manter as atividades. Destes, 14 conseguiram mudar suas notas, mas 6 permaneceram com 1 e 55 com 2.

Entre os descredenciados, há programas de instituições renomadas: 7 são da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 2 da Universidade Federal Fluminense, 1 da Universidade de São Paulo (USP), 1 da Universidade de Brasília (UnB), 1 Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 1 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e 1 de Campinas, entre outros.

O professor Carlos Alberto da Silva Oliveira, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB disse que o descredenciamento do mestrado em Ciências Agrárias se deve à desataivação do curso, ainda em 2008. O fim do programa, no meio da avaliação trienal da Capes, ocorreu por conta da criação de uma nova pós-graduação, em Agronomia, que inclui mestrado e doutorado e recebeu nota 4. A reportagem procurou as demais instituições citadas, mas não obteve resposta.

Os cursos que terão de ser fechados representam 2,2% do total. Outros 11,8% ficaram com notas 6 e 7 que representam excelência e os demais com as notas intermediárias.

PESQUISE A NOTA DE CADA CURSO EM FERRAMENTA ATUALIZADA DO IG

Entre os 123 novos programas, muitos refletem as necessidades do mercado. Foram admitidos 11 novas pós em Educação, 10 em Engenharias e 9 em Ecologia. A área médica continua sendo a que mais se amplia com 10 novos programas em Ciências Biológicas, 3 em Medicina e 3 em Saúde Coletiva. Também foram aceitos 9 Interdisciplinares, quase todos voltados à saúde. Veja lista completa de novos programas.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mec+descredencia+61+posgraduacoes+e+aprova+outras+123/n1237881744414.html

Dilma é diplomada presidenta e reafirma compromisso com a estabilidade econômica

17/12/2010
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil


Brasília – Dilma Rousseff e Michel Temer foram diplomados, na tarde de hoje (17), presidenta e vice-presidente da República, respectivamente, pelo Tribunal Superior Eleitoral. A diplomação é o último passo do processo eleitoral antes da posse dos eleitos, no ano que vem. Em discurso, Dilma reafirmou o compromisso com a estabilidade econômica e disse que vai trabalhar para honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos. Ela também fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao desafio que será sucedê-lo no cargo.

“Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder Lula, dos desafios que nosso futuro comporta. Quanto orgulho temos de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de extraordinário avanço social e econômico. Foi esse mesmo sentimento que fez o povo eleger uma mulher presidenta. Para além da minha pessoa, esse fato representa a crescente maturidade da nossa democracia. Rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e de orgulho as mulheres brasileiras”.

Dilma afirmou que dará prioridade para as áreas de educação, segurança e saúde e que cuidará para manter a estabilidade econômica e os investimentos. “Defenderei sempre a liberdade de imprensa e de culto, mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador e trabalhadora, empresário e famílias das regiões desse imenso país”.

A presidenta eleita finalizou o discurso dizendo que reparte o diploma com todos os brasileiros. “No Brasil, conto com todos e todas, e todos e todas podem contar comigo”.

Edição: Vinicius Doria
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=A6E8123FF1FC0406754F60DAFA9EEFF2?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1124265

Contribuinte pessoa física deve se preocupar com provas pré-constituídas

17/12/2010
Por InfoMoney


SÃO PAULO – Portaria divulgada pela Receita Federal na quarta-feira (15) mostrou que haverá uma fiscalização de grandes contribuintes pessoas físicas. O que poucos sabem é que já é possível se preparar para um caso de problema com o Fisco.

De acordo com a advogada tributarista do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, Verônica Sprangim, o que o contribuinte já pode fazer é se preocupar com provas pré-constituídas. “Há alguns anos venho orientando as pessoas a deixar tudo por escrito e reconhecer firma. A gente devia adotar como regra a instrumentalização”, afirmou.

A advogada se refere às transações que as pessoas costumam fazer, mas que ficam sem comprovação, como uma transferência de dinheiro entre pais e filhos e um empréstimo a um amigo, por exemplo. “O contribuinte só tem em defesa dele a prova documental”, lembrou.

Tudo organizado

É por isso que Verônica orientou os contribuintes a manter todos estes documentos organizados, como em um livro-caixa, principalmente o dinheiro recebido. A atitude pode ser difícil, mas terá de ser necessária para quem tem alto patrimônio.

“Então quer dizer que a pessoa vai ter de fazer uma contabilidade pessoa física? Isso mesmo, vai ter de fazer um livro caixa e guardar todos os documentos juntos”, ressaltou, dizendo ainda que, assim, ele terá tudo organizado e evitará mais questionamentos do Fisco.

A Receita

Os parâmetros sobre quais são os contribuintes que serão fiscalizados ainda não foram divulgados pela Receita Federal e, de acordo com sua assessoria, ainda não há uma previsão sobre quando isso será publicado.

No entanto, o que já foi adiantado é que serão contribuintes que movimentam grandes cifras. Verônica acredita que pessoas que operam na bolsa de valores devem estar entre as que serão o foco da receita, órgão que terá o objetivo de controlar melhor essas transações.

Em operações na bolsa, existe a retenção na fonte de um valor sobre cada operação e, além disso, os contribuintes ainda prestam contas durante a temporada de declaração do Imposto de Renda. A dica da advogada para estas pessoas é que elas juntem todos os extratos e documentos enviados por bancos e corretoras, para o caso de precisar se explicar para a Receita.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/link/artigo.aspx?cp-documentid=26782092

Brasil sobe quatro posições em ranking de países com maior carga tributária

17/12/2010
Do site InfoMoney


SÃO PAULO – A arrecadação de tributos em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) – medida da carga tributária – chegou a 34,5% no Brasil em 2009, fazendo com que o país subisse quatro posições e ocupasse o 14º lugar no ranking dos países com maior carga tributária.

Os dados fazem parte de levantamento realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) e divulgado nesta sexta-feira (17).

O Brasil

Caso o Brasil integrasse o rol dos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), perderia apenas para a Dinamarca (48,2%), Suécia (46,4%), Itália (43,5%) e Bélgica (43,2%).

De acordo com a vice-presidente do IBPT, Letícia do Amaral, é surpreendente o fato de o Brasil ficar atrás somente de países europeus, altamente desenvolvidos. “Ao contrário do Brasil, eles prestam serviços públicos de qualidade, garantindo à sua população saúde, segurança, educação, previdência social, boas estradas, reembolso de medicamentos, auxílio moradia e outros”.

No Brasil, a população precisa trabalhar 150 dias para custear a cobrança de tributos por parte do governo. “O brasileiro ainda tem de trabalhar outros quase cinco meses somente para pagar, ao setor privado da economia, os serviços públicos essenciais que o governo deveria garantir-lhe, pois é essencialmente para isto que os tributos são pagos”, diz Letícia.

Quedas e altas

No ano passado, por conta do declínio da atividade econômica e do corte de tributos, em função da crise econômica mundial, alguns países tiveram queda na carga tributária, sendo as mais expressivas no Chile (de 22,5% em 2008 para 18,2% em 2009), no México (de 21% em 2008 para 17,5% em 2009) e na Grécia (de 32,6% em 2008 para 29,4% em 2009).

Outros países, no entanto, registraram aumento, como é o caso de Luxemburgo (de 35,5% em 2008 para 37,5% em 2009), Suíça (de 29,1% em 2008 para 30,3% em 2009) e Eslovênia (de 37,2% em 2008 para 37,9% em 2009).
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/link/artigo.aspx?cp-documentid=26782092

Regular as comunicações é combater a censura, a privada!

13/12/2010
Do site de Caros Amigos
Por Jonas Valente


"Essa história de que a liberdade de imprensa está ameaça é uma bobagem, um truque, isso não está em jogo. A liberdade de imprensa significa a liberdade de imprimir, divulgar, de publicar. A essa não deve, não pode e não haverá qualquer tipo de restrição. Isso não significa que não pode haver regulação do setor", a frase fez parte do discurso do ministro da Secom, Franklin Martins, na abertura do seminário Convergência de Mídias, realizado nos dias 9 e 10 de novembro em Brasília.

A sentença reflete uma tentativa quase desesperada do ministro de desconstruir a perversa fábula elaborada pelos meios de comunicação comerciais para interditar o debate sobre o setor das comunicações no Brasil e a necessidade urgente de sua reforma. Ela utiliza a máxima de que uma mentira contada diversas vezes torna-se verdade. No cenário brasileiro, em que os veículos comerciais detêm enorme influência na formação das opiniões e valores da população, essa tese torna-se ainda mais verdadeira.


A fábula perversa

A definição de regras para o setor das comunicações não é novidade em nenhum país do mundo, muito menos no Brasil. O seminário onde o ministro Franklin fez seu discurso evidenciou, com relatos de autoridades internacionais, como são correntes, nas democracias consolidadas, mecanismos para regular o mercado tanto sob a perspectiva econômica quanto política e cultural.

Há regras para impedir a concentração dos meios (como a limitação de fusão de duas redes de TV nos Estados Unidos), obrigações para os prestadores de serviços (como o cumprimento dos propósitos de serviço público na radiodifusão no Reino Unido), proteções ao conteúdo nacional (como as contas de filmes na França) e a existência de órgãos com a participação da sociedade (como no caso da Autoridade de Serviços de Comunicação Audiovisual da Argentina).

No Brasil, se uma pessoa tomar contato com matérias dos meios de comunicação comerciais, vai pensar que nosso Estado é proibido de se aproximar da mídia e que o processo atual consiste, exatamente, na tentativa de quebrar esse distanciamento. O que não condiz com a verdade. Em nosso país, para explorar uma rádio ou uma TV, ou fornecer telefonia aos cidadãos, é preciso ter autorização do Estado. No primeiro caso, a transmissão é feita, inclusive, utilizando um bem público, o espectro de radiofrequências.

Não só há regras gerais, como há, inclusive, normas e exigências para os conteúdos. Isso mesmo! No Brasil, já há regulação do que é difundido pelos meios de comunicação. TVs não podem veicular mais do que 25% de publicidade nem menos do que 5% de conteúdo jornalístico. Rádios são obrigadas a veicular a Hora do Brasil. TVs e rádios devem também inserir compulsoriamente em sua grade o horário eleitoral gratuito. Os jornais, talvez os mais raivosos na suposta defesa da liberdade de imprensa, também têm obrigações, mesmo que mais leves: todos precisam ter um jornalista responsável e estão sujeitos a processos por abusos, como é o caso do direito de resposta.

Mas então, perguntaria alguém intrigado com as matérias: se a regulação já existe, estaria alguém tentando transformá-la, de fato, em uma tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa? Me faço a mesma pergunta, pois até agora não vi qualquer proposta que advogasse a favor do controle prévio do que pode ou não ser publicado. Nem encontrei qualquer menção a uma sugestão dessa em qualquer matéria dos “defensores da liberdade de expressão”.

Os interesses por trás

O que seria, então, o tal ataque à liberdade de imprensa? Ele é a forma mascarada de taxar um debate utilizando uma ameaça irracional para esconder que o movimento, ao fim e ao cabo, pode ferir os interesses econômicos e políticos dos grupos que sempre comandaram a comunicação no país.


No plano econômico, as propostas de limitação da concentração de propriedade e de ampliação da pluralidade e diversidade podem reduzir a rentabilidade das grandes redes, que dependem de uma estrutura vertical para lutar por grandes anunciantes, e se configurar como um limitador às estratégias de fusões e aquisições empregada hoje pelos operadores de telecomunicações. As cotas de produção (nacional e regional) são vistas como custos extras, o que também atrapalha o negócio.

No plano político, os veículos de comunicação sempre se orgulharam e moldaram sua sobrevivência e ampliação na sua capacidade de interferir nas disputas de poder, na elevação e destruição das reputações dos mais variados políticos. Esse papel não é apenas de apoio ou de suporte a um ou outro candidato, mas envolve o uso direto dos meios de comunicação para garantir a eleição de uma determinada liderança. Não à toa, há casos de diversos grupos regionais que são controlados por elites políticas, como é o caso do Mirante de José Sarney no Maranhão, da RBA de Jader Barbalho, no Pará, da TV Bahia da família Magalhães, na Bahia, e do Grupo Massa, da família de Ratinho Júnior, no Paraná.

Um exemplo claro desse poder é a célebre frase proferida por Tancredo Neves em uma conversa com Ulysses Guimarães: “Ulysses, eu brigo com todo mundo, eu brigo com o papa, eu brigo com o PMDB, eu só não brigo com o doutor Roberto [Marinho]”. A entrada de novos agentes no rádio e na TV, a ampliação do acesso à Internet e o estabelecimento de limites aos abusos cometidos pelos meios são vistos como um obstáculo claro à terra sem lei que serve como terreno fértil à reprodução da ação política intensiva dos grupos de mídia. O novo marco, portanto, ameaça o poder dos grandes grupos de controlar a informação que é difundida, uma espécie de censura, não estatal, mas privada.

Por que e para quê regular

Perdeu-se (ou ganhou-se) espaço e tempo desfazendo a confusão propositada. Mas se por um lado foi um esforço que faz-se necessário para que o debate seja desinterditado na sociedade, por outro é preciso ir além e discutir qual regulação se quer.

Um bom começo é identificar os problemas que precisam ser resolvidos. Algumas dessas questões são bem lembradas pelo ministro Franklin Martins: “Criou-se, na área de comunicação, uma terra de ninguém. Todos sabemos, por exemplo, que deputados e senadores não podem ter concessões de rádio e TV. Mas todos sabemos que eles tem, através de subterfúgios, e ninguém faz nada”.

O faroeste midiático brasileiro favoreceu um sistema excessivamente comercial, em detrimento dos meios públicos e comunitários. Com isso, importantes espaços de formação de valores e opiniões acabam regidos pelo lucro, e não pelos direitos humanos e pelo(s) interesse(s) da população. A organização do mercado é oligopolista e verticalizada, com predomínio de poucos grupos e a repetição de uma produção do eixo Rio-São Paulo em detrimento dos conteúdos regionais.

A essas emissoras e aos demais operadores faltam obrigações para assegurar o interesse da população e garantias mínimas aos consumidores. As existentes são desrespeitadas, como os preceitos constitucionais que determinam o atendimento, por rádios e Tvs, das finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas em sua programação e a promoção da produção independente e regionalizada. Já os serviços de telecomunicações são excludentes. A telefonia fixa ainda hoje mantém a injustificada assinatura básica. A celular se ampliou mas mais de 80% são pré-pagos e a tarifa está entre as mais altas do mundo. Já a banda larga é “cara e lenta”, nos dizeres do coordenador do Comitê Gestor de Inclusão Digital do governo federal, César Alvarez.

É essa a paisagem que queremos manter na nossa comunicação? Me junto àqueles que discordam e veem a necessidade de uma grande reforma neste modelo. Em vez da premência do lucro, a concepção por trás da nova legislação deve ser o entendimento da comunicação como um direito humano. Não apenas dos donos de empresas de comunicação, mas do conjunto da população.

Partido dessas premissas e dos problemas identificados, seguem alguns desafios que o novo marco regulatório. Em primeiro lugar, é preciso respeitar o Artigo 223 da Constituição Federal e assegurar a complemetaridade de fato entre os sistemas público, privado e estatal, fortalecendo a Empresa Brasil de Comunicação e as demais estruturas de mídia mantidas pelo Estado com ampla participação e financiamento robusto. O mesmo vale para as emissoras comunitárias. Em segundo lugar, faz-se necessária normas que impeçam a propriedade cruzada dos meios de comunicação (controlar uma TV e uma rádio, por exemplo), o que vale para a cadeia produtiva neste cenário de convergência. Este modelo, que separa a produção de conteúdo da distribuição é adotado em vários países e incentiva a pluralidade.

Em terceiro lugar, o novo marco não pode se furtar de enfrentar o debate sobre as obrigações dos licenciados. Desde aquelas administrativas até as relativas ao conteúdo, incluindo cotas de produção nacional, regional e independente e o respeito e promoção dos direitos humanos. Em quarto lugar, criar as condições para que a população tenha acesso aos serviços de comunicação, especialmente à Internet em banda larga. Por último, o modelo só responderá aos interesses da população se tiver uma estrutura institucional que abra fortes espaços de participação, como conselhos.

A tarefa não é fácil, mas é urgente. "Com toda sinceridade, acho que o governo Lula ficou devendo nessa área [da comunicação]", admitiu o ministro Franklin Martins em um seminário em São Paulo no final de novembro. Cabe agora ao governo Dilma reconhecer o passivo e colocar o tema de fato na agenda para tenhamos um novo modelo de fato democrático.

Jonas Valente é jornalista e integra a diração do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e é integrante do coletivo Intervozes.
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

Heleieth, a ousadia do livre pensar feminista !

17/11/2010
Do site de "Caros Amigos"
Por Maria Amélia de Almeida Tel
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Heleieth, a ousadia do livre pensar feminista !(1934 – 2010)

A morte da Heleieth Saffioti, no dia 14 de dezembro último, nos pegou a todas e a todos de surpresa. Uma mulher perscrutadora, cheia de vida, ironia e humor, aguerrida, nos levava a pensar que viveria por mais tempo. Frágil fisicamente mas tão forte de pensamentos e tão determinada em suas intervenções, ela nos dava esperança e segurança para mantermo-nos com dignidade na luta.Tristeza, muita tristeza: perder uma mulher assim tão audaciosa e pioneira. Gostava da política e fazia dela um debate constante, crítico, atualizado. Era tão desafiadora que não perdia oportunidade de suscitar uma reflexão critica sobre a condição das mulheres ou de questões sociais candentes. Sua critica bem apimentada sobre o cotidiano da política nos fará muita falta, sem dúvida nenhuma. Há muito o que falar dela, como feminista, intelectual, política, marxista, como amiga, como cidadã. Um dos aspectos a ser referenciado é sua contribuição teórica para os feminismos emergentes dos anos de 1970 e também os da atualidade. A morte de Heleieth, a nossa eterna mestra, traz lembranças daqueles anos em que prevalecia o obscurantismo na vida social e política do país. A esquerda atuava na clandestinidade ou no exílio. Era um tempo de prisões arbitrárias, torturas, mortes e desaparecimentos forçados. É bom lembrar que Heleieth à época, professora da UNESP de Araraquara, visitava os presos políticos do Barro Branco (Presídio de Presos Políticos, em São Paulo). Um dos presos que ela gostava muito, era o Reinaldo Morano, que era de Araraquara.

Iniciava-se a organização de alguns grupos feministas que se reuniam para trocar experiências pessoais e políticas, mas para tratar também da situação e dos entraves políticos que se interpunham contra os movimentos, o que dificultava a vivência, a reflexão, pontos fundamentais para transformar a vida e o trabalho das mulheres. Como deixar de ser submissa, ter direitos como o de escolha, o de decidir inclusive sobre o próprio corpo, se todo o povo vivia calado e cabisbaixo? Como enfrentar esta situação, com o intenso e constante cerco da repressão política que intimidava, censurava, humilhava e maltratava a sociedade brasileira? Os feminismos se desenvolvem nas ações coletivas de mulheres e a ditadura proibia o ajuntamento e a reunião de pessoas. Como desabrochar os feminismos, de forma isolada, reprimida e censurada?

Os feminismos dependem dos coletivos de mulheres. Nesse sentido, todas as mulheres conscientes de que devem lutar por direitos são merecedoras de serem referenciadas. Mas Heleieth foi tudo isso e mais: com sua produção intelectual, ela construiu novos marcos teóricos que ampliam e aprofundam as condições para o pleno desenvolvimento da sociedade com igualdade e justiça social.

As feministas que retomaram os movimentos na década de 1970, em sua grande maioria, eram originárias das organizações políticas de esquerda. Comprometidas, com as causas populares e com a transformação da sociedade, precisavam superar os desafios impostos pela ditadura. Mas também havia a rejeição da própria esquerda que considerava o movimento feminista um desvio da luta de classes. De um modo geral, não havia um acumulo teórico sobre os feminismos. Eram escassos os materiais sobre o tema. Às vezes, chegavam papéis datilografados que continham as idéias das feministas do exterior. Tinham pouco alcance, havia dificuldade de circulação entre os grupos. Eram difíceis a reprodução e o debate sobre estes poucos textos: A Revolução mais longa de Juliet Mitchell ou A mais valia do Trabalho Doméstico de Isabel Larguia, dentre outros. Impunha-se a necessidade de conhecer as bases teóricas dos temas feministas e aprofundar os estudos e debates. Era imprescindível o apoio da esquerda. Mas como convencê-la a apoiar os feminismos emergentes?

Eram necessários novos marcos teóricos para mostrar que os feminismos não eram contrários à luta de classes, nem às bandeiras políticas de defesa de liberdades, programa que unificava a oposição. Como encontrar estes marcos teóricos? Onde? Com quem? É justamente neste momento, que as feministas encontram Heleieth, feminista pioneira desta onda, que já vinha antes, há quase duas décadas, desenvolvendo idéias, estudos e teses sobre a emancipação das mulheres na sociedade de clases [2], na área acadêmica, a despeito de todo o preconceito que colocava o assunto submerso no silêncio e na invisibilidade. Ela enfrentou, solitariamente, com coragem, competência e altivez, as criticas que lhe dirigiram as diversas forças políticas inclusive de intelectuais, que não a aceitavam, por se atrever a ser feminista, marxista e intelectual no espaço da Universidade. Ela era convicta de sua postura teórica e ideológica, não abria mão de seus princípios. Sofreu também uma certa desconfiança junto aos setores progressistas da oposição.

Na sua tese de doutorado defendida em 1966 e publicada em 1969: A Mulher na Sociedade de Classes, Heleieth demonstrou que atuar pela libertação das mulheres exige o engajamento na luta de classes. Temos que remeter a luta de emancipação feminina à luta de classes, declaração dela ao jornal Brasil Mulher, em 09/10/1975. Naqueles anos conturbados em que se entendiam lutas especificas e gerais como antagônicas, seus estudos definiram um rumo aos movimentos: as lutas das mulheres e as lutas de classes devem caminhar juntas e estão entrelaçadas pelo mesmo sistema de opressão e exploração.

Outra questão tão banalizada ainda nos dias de hoje e que é urgente, urgentíssimo o seu enfrentamento: a violência de gênero foi agenda prioritária da atuação teórica e prática de Heleieth. Realizou diversas pesquisas sobre o assunto e, em suas conclusões, cobrava com veemência do estado políticas públicas que reduzissem e erradicassem a violência. Demonstrou em diversos trabalhos que a violência contra as mulheres é um fenômeno democrático que atinge as diversas classes sociais, raças e etnias. Assim acabou por desenvolver a teoria do nó que serve de base para aprofundar estudos, ações e elaborar estratégias políticas para os feminismos de hoje. Trata-se da realidade social (sociedade e estado) que reúne três ordens: classe social, raça/etnia e gênero que se encontram de tal maneira imbricadas ou atadas, que não se mexe com uma sem que se mexa com as demais. Segundo ela, o importante é analisar estas contradições na condição de fundidas ou enoveladas ou enlaçadas em um nó. Não que cada uma destas contradições atue livre e isoladamente. No nó, elas passam a apresentar uma dinâmica especial, própria do nó. Ou seja, a dinâmica de cada uma condiciona-se à nova realidade, presidida por uma lógica contraditória.[3]

Foram muitas as feministas que se inspiraram nas suas idéias e nos seus textos e assim retomaram-se os feminismos com vigor a ponto em transformá-los em movimentos permanentes, que vieram para ficar, multiplicar e se estender por todos os setores tanto no Brasil como no exterior.

Como muito bem escreve Fernanda Pompeu, sua biógrafa: ( Heleieth) foi autora de um percurso intelectual exemplar, colecionou todos os títulos acadêmicos, sempre brigando muito. Fez história, quando em 1966, em meio a puxa-sacos da ditadura militar e da estreiteza dos acadêmicos ortodoxos, defendeu sua livre docência com um tema irreverente: “A mulher na sociedade de classes”. Foi assim uma das pioneiras na América Latina dos Estudos de Gênero no universo acadêmico.

Há muito o que se dizer desta mulher, símbolo histórico do feminismo do Brasil e do mundo. Façamos o memorial desta personalidade que deixa um legado teórico que beneficia na formação intelectual e política de nossas gerações e das gerações futuras.

Maria Amélia de Almeida Teles é integrante da União de Mulheres de São Paulo e do IBCCRIM – Instituo Brasileiro de Ciências Criminais, além da Coordenação do Projeto de Promotoras Legais Populares e do Projeto Maria, Maria

Notas:

[1] Fernanda Pompeu escreveu uma biografia da Heleieth Saffioti em Brasileiras Guerreiras da Paz, Editora Contexto, São Paulo, 2006,p.67. Nesta biografia, Fernanda afirma que Heleieth conseguiu autonomia com a ousadia do pensamento livre.
[2] Em 1969 foi publicado o livro Mulher na Sociedade de Classes. Mito e Realidade, Editora Quatro Artes,São Paulo, 1969.
[3] SAFFIOTI, Heleieth I.B. - Gênero, Patriarcado, Violência. Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2004,p.124, 125.

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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/index/images/stories/heleieth_saffioti.jpeg

Ator de "O Virgem de 40 Anos" é sentenciado à prisão perpétua

17/12/2010
Da Folha.com
DE SÃO PAULO


O ator Shelley Malil, 45, que contracenou com Steve Carrell em "O Virgem de 40 Anos", foi condenado à prisão perpétua por tentar matar uma ex-namorada a facadas. A informação foi divulgada pela "NBC" de San Diego.

Ele esfaqueou a mulher mais de 20 vezes. "Apesar de ele ter me dado 23 facadas e tentado me matar, eu estou viva", disse Kendra Beebe.

Segundo o testemunho, o incidente aconteceu quando Malil foi visitar a ex para pedir desculpas por ter pegado objetos de sua casa. Ele a feriu com uma faca de cozinha quando a viu com outro homem.

O ator, que nasceu na Índia, ainda se disse arrependido: "Eu falhei, não só como ser humano, mas como pai, filho, irmão e amigo. O que eu fiz com Kendra. Não tenho palavras para expressar meu remorso."

Em dez anos, ele poderá recorrer da sentença.

No filme "O Virgem de 40 Anos" ele interpretou o papel de Haziz. Em seu currículo, constam outras cerca de 50 aparições em filmes e séries de TV.

Jamie Scott Lytle/AP
O ator Shelley Malil foi condenado por esfaquear a namorada


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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/847403-ator-de-o-virgem-de-40-anos-e-sentenciado-a-prisao-perpetua.shtml

DILMA DIZ QUE SUA VITÓRIA DEMONSTRA MATURIDADE DA DEMOCRACIA

17 DE DEZEMBRO DE 2010

dO pORTAL teRRA
Dilma recebe o diploma das mãos do presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski

Foto: Dida Sampaio/Agência EstadoLUCIANA COBUCCI

Direto de Brasília

A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira, ao ser diplomada no Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que sua vitória nas urnas "demonstra a crescente maturidade" da democracia brasileira. Dilma comparou a sua eleição à de Luiz Inácio Lula da Silva, que representava a mudança de rumo do País. "Foi esse mesmo sentimento de mudança e que fez o povo eleger agora uma mulher presidente", afirmou.

"Isso rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e também de orgulho as mulheres brasileiras", afirmou. "Sem sombra de dúvida é uma imensa satisfação receber este diploma. É uma grande emoção tanto do ponto de vista da minha trajetória política como da minha situação como mulher brasileira", disse Dilma, que lembrou o desafio de dar prosseguimento às políticas de Lula. "Sei que há muitas expectativas, sei da responsabilidade de suceder um governante da estatura do presidente Lula", disse.

Dilma fez um discurso direcionado especialmente às mulheres. "Recebo este diploma com alegria e disposição para empenhar todo o meu esforço, para honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos. Neste momento em que recebo o diploma mais alto da democracia, quero reparti-lo com cada brasileiro e cada brasileira. Conto com todos e todas e todos e todas podem contar comigo", afirmou.

Durante os cerca de 7 minutos de seu discurso, Dilma garantiu que cuidará "da estabilidade econômica e do investimento, tão necessários ao crescimento e ao emprego". "Defenderei sempre a liberdade de manifestação da imprensa, mas reafirmo que nenhuma estratégia política é efetiva se não se refletir concretamente na vida de cada trabalhador, cada trabalhadora, cada empresário, cada família", disse Dilma.

Mesmo com a ausência de Lula - que está em Foz do Iguaçu - na cerimônia, Dilma fez diversas referências ao legado de seu padrinho político. "O povo experimentou nos últimos anos a esperança e a ousadia de levar um trabalhador à Presidência. Quanto orgulho temos nós, brasileiros, de ver um homem do povo conduzindo o País num momento de tão extraordinário avanço", afirmou Dilma. Anteriormente, a assessoria do Palácio do Planalto havia afirmado que seriam "grandes" as chances de Lula participar da diplomação de Dilma e Temer, o que não se confirmou.

A presidente eleita elogiou ainda o uso das urnas eletrônicas nas eleições, que serve de exemplo, segundo ela, para outros países. "O uso da tecnologia a serviço do sagrado direito do voto é uma invenção verde e amarela, que desperta o interesse de outras democracias", afirmou.

A cerimônia de diplomação de Dilma e de seu vice, Michel Temer (PMDB), começou por volta das 17h20 e foi encerrada às 17h43 desta sexta-feira. A sessão solene foi aberta pelo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

O evento foi acompanhada por aproximadamente 250 convidados, entre autoridades, familiares e amigos. Destes, apenas 100 ocupam o Plenário, devido à limitação do espaço. Entre as autoridades presentes estavam os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso.

Dilma e Temer foram muito aplaudidos ao entrarem no Plenário do TSE. Em seguida, os presentes ouviram a execução do Hino Nacional. Pouco depois, Lewandowski leu o teor dos diplomas entregues a Dilma e Temer. "Pela vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em 31 de outubro de 2010, a candidata pela coligação 'Para o Brasil Seguir Mudando', Dilma Vana Rousseff, foi eleita presidente da República do Brasil. Em testemunho desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe o presente diploma, que a habilita à investidura no cargo perante o Congresso Nacional em 1º de janeiro de 2011, nos termos da Constituição", diz o diploma.

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fONTE:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4849844-EI7896,00-Dilma+diz+que+sua+vitoria+demonstra+maturidade+da+democracia.html

Lula transfere a Lugo Presidência pro tempore do Mercosul

17/12/2010
Do "MSN NOTÍCIAS"
E da Agência EFE

Lula transfere a Lugo Presidência pro tempore do MERCOSUL

Foz do Iguaçu (Brasil), 17 dez (EFE).
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou nesta sexta-feira a Presidência pro tempore do Mercosul a seu colega paraguaio, Fernando Lugo, com o que deram por concluída a 40ª Cúpula do bloco em Foz do Iguaçu.

Ao assumir o posto, Lugo disse que sob a Presidência paraguaia se dará ênfase no próximo semestre ao desenvolvimento social e institucional, à superação das assimetrias e à consolidação da união aduaneira.

Em sua despedida dos fóruns internacionais, Lula abraçou e beijou Lugo na cabeça, após recolher a bandeira e a placa com o nome do Brasil, para ceder o lugar ao líder paraguaio.

Por sua vez, Lugo disse estar convencido que "os esforços conjuntos" da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, os quatro membros do bloco, permitirão avançar rumo às metas comuns.

Entre os desafios que o Paraguai terá na Presidência do Mercosul, Lugo destacou o lançamento de um debate sobre a livre circulação dentro dos países-membros, prevista no artigo primeiro do Tratado de Assunção, assinado em março de 1991.

O líder paraguaio reiterou a importância das negociações para um acordo comercial com a União Europeia (UE) e disse que as rodadas de negociação previstas para o próximo semestre "terão uma atenção especial".

"Tenho certeza que estamos no caminho certo para construir um Mercosul como meio efetivo para criar as condições de transformar as estruturas e melhorar as condições de vida de nosso povo", apontou Lugo.

Além de Lula, os presidentes da Argentina, Cristina Fernández; Uruguai, José Mujica, e Paraguai, Fernando Lugo, integram a 40ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu.

Representantes da Guiana e Suriname, participaram como observadores, e representantes da Turquia, Síria, Cuba, Palestina, Austrália e Nova Zelândia, como convidados especiais.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26798943

“É uma imensa emoção”, afirma Dilma durante diplomação em Brasília

17.12.2010
Do "Blog da Dilma"
Por Jussara Seixas


A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e seu vice, Michel Temer (PMDB), receberam no fim da tarde desta sexta-feira (17) os diplomas que atestam a vitória nas urnas e o mandato de quatro anos. Os documentos foram assinados pelo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Ricardo Lewandowski.

“Sem sombra de dúvida é uma imensa emoção. É uma grande emoção tanto do ponto de vista da minha trajetória política e de minha situação como mulher brasileira. Nós conquistamos no Brasil um processo excepcional”, disse Dilma durante seu discurso. “As eleições continuam sendo um momento rico e proporciona o debate das grandes questões, o debate e confronto de projetos para o futuro do país.”

“Estes mesmos sentimentos de mudança e avanço fizeram o povo eleger uma mulher presidente. Para além da minha pessoa isso demonstra uma crescente maturidade da nossa democracia”, completou.

Depois da futura presidente, Ricardo Lewandowski discursou e a sessão foi encerrada. Temer não falou.

Em seu discurso, o ministro Lewandowski manifestou a “esperança de que possam assegurar a todos os brasileiros o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada em harmonia social”.

Os diplomas foram confeccionados pela Casa da Moeda do Brasil. No total, seis deles foram impressos: três para presidente e três para o vice. Um é entregue a eles, outro ficará no arquivo do Tribunal e o terceiro será encaminhado ao arquivos da Presidência da República.

A cerimônia conta com a presença de parlamentares, ministros e aliados do novo governo petista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento, pois está na reunião de cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR).

O diploma da futura presidente vem com a seguinte inscrição:

Pela vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em 31 de outubro de 2010, a candidata pela Coligação Para o Brasil Seguir Mudando Dilma Vana Rousseff foi eleita presidente da República do Brasil.

Em testemunho desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe o presente diploma, que a habilita à investidura no cargo perante o Congresso Nacional em 1º de janeiro de 2011, nos termos da Constituição.

Brasília, 17 de dezembro de 2010,
189º da Independência e 122º da República

Ministro Ricardo Lewandowski
Presidente”

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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/12/e-uma-imensa-emocao-afirma-dilma-durante-diplomacao-em-brasilia.html

Minería a cielo abierto en Uruguay

17.12.2010
Do site Agência Adital
Por Rosina Mascheroni, da Amarc Uruguay*


Carta abierta al Señor Presidente de la República


Don José Mujica.


Me dirijo a Usted por este medio para conocer su opinión, sus respuestas a la infinidad de interrogantes que hoy nos formulamos los productores rurales de cuatro departamentos Florida, Durazno, Treinta y Tres y Cerro Largo ante la presencia de la Minera Aratirí que avanza en sus trabajos de prospección y exploración en la búsqueda de hierro en una zona ganadera, donde los directamente afectados, los superficiarios, no hemos tenido una sola respuesta oficial al respecto, aún habiéndola solicitado en más de una oportunidad.

Todos sabemos que la minería a cielo abierto constituye una de las agresiones más violentas al medio ambiente, por los enormes movimientos de tierra que significa la explotación, por la creación de la escombrera, la acumulación de residuos tóxicos y sus consecuencias nefastas para el entorno, por las aguas ácidas que se producen con un ph extremadamente bajo que alcanza los valores de 2,0.


La eliminación del suelo es un impacto directo e irreversible


La Minera cavaría inmensos huecos en el corazón del país ocasionando una alteración permanente y definitiva del paisaje, de la red de drenaje, dada la imposibilidad de devolver a la zona su estructuración inicial. Esta alteración trae consecuencias ecológicas, sociales, económicas dramáticas ya que rompe una cadena productiva que será imposible reconstruir.


Una de las minas a cielo abierto tendría 2,5 kmts de largo por unos 500 mts de ancho y varios cientos de metros de profundidad. Se harían entre 6 y 10 perforaciones de esas características en un área de 10.000 hás. Según ha informado la prensa.


Los uruguayos no queremos un país hollado y contaminado por la minería a cielo abierto.


Los uruguayos no queremos trabajadores enfermos de silicosis.


Los uruguayos queremos estar informados.


Existe una inmensa responsabilidad del gobierno y también de muchos medios de comunicación que aún recibiendo estas denuncias hacen caso omiso y no las difunden.


Sabemos que hay mucho dinero en juego, del que probablemente veamos muy poco o nada porque seguramente nos dejarán espejitos de colores y los rendimientos saldrán del país.


Los uruguayos nos preguntamos hoy


¿Cuál es el sustento del Uruguay Natural que promocionamos en el exterior?


¿Cuál es el sustento del Uruguay, país agro exportador?


¿Cómo podemos creer lo que se nos dice en la prensa desde el Ministerio de Ganadería Agricultura y Pesca cuando vemos amenazadas por proyectos mineros, miles de hectáreas productivas con índice CONEAT superior a 100?


Sabemos que "las aguas ácidas representan un grave riesgo ambiental ya que alteran las características químicas de las aguas receptoras contaminándolas y causando impactos en los ecosistemas", así lo dicen informes técnicos de profesionales expertos en la materia.


Sabemos que con la crisis mundial de alimentos se vienen tiempos de valorización de las commodities agrícolas (materias primas agropecuarias).


Sabemos de la necesidad de control de sectores estratégicos como el rural y el agro negocio.


Sabemos que un país como Brasil está legislando para impedir la extranjerización de la tierra previendo la crisis de alimentos y la escasez del agua.


Y si sabemos todo esto


¿Es posible que estemos hipotecando nuestras fértiles praderas naturales en proyectos mineros que producen alteraciones irreversibles en ecosistemas naturales y que estemos hipotecando la salud y el futuro de nuestro país, el de nuestros hijos y nietos y que además no estemos informados?


No Señor Presidente, no es posible.


Por lo tanto queremos conocer su opinión y queremos ejercer nuestros derechos como ciudadanos, queremos ser escuchados, que nuestra opinión sea también válida, queremos ser atendidos porque todos ansiamos lo mejor para el País Natural que codician los extranjeros.


Atentamente,

Rosina Mascheroni

[Enviado por COMCOSUR INFORMA Nº 1241 - 16/12/2010].



* Associação Mundial de Rádios Comunitárias em Uruguay
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Fonte:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=53197

Belo Jardim/PE: Deu no Blog A VOZ DO POVO:"AUTARQUIA ROMPE CONTRATO E FAVORECE HOTEL DOS MENDONÇAS"

17 de dezembro de 2010
Do blog "Paredão do Povo"
Por Josué Figueira e Biu Candiru


É escandaloso a maneira como o poder público de Belo Jardim está sendo usado para movimentar algumas contas bancárias em nosso municipio. O intressante é tudo está vindo aparentemente de maneira legal, porém imoral.

O primeiro caso trata-se de um favorecimento do JARDIM PLAZA HOTEL, sito na Av. Siqueira Campos(Belo Jardim-PE) pertencente ao grupo Mendonça, a medida que a AUTARQUIA EDUCACIONAL DE BELO JARDIM rompeu um contrato de um imovel residencial no valor de 700 reais e passou a hospedar os seus professores nas dependências do hotel de logomarca Mendoncista. Isso é uma falta de respeito ao dinheiro público. Onde está adequação a tamanha crise financeira que tanto propaga o senhor prefeito para não investir em nosso municipio. Dinheiro para investir e honrar compromissos não existe, porém para pagar diárias carissimas no hotel do GRUPO MENDONÇA com certeza não está faltando. COM CERTEZA TAMBÉM OS PAGAMENTOS NÃO ATRASAM.

Registro, o respeito que sempre tive pela AEB e lamento, que por livre espontânea pressão, esse órgão tenha se submetido a essse tipo de procedimento. Existem um direcionamento para beneficio próprio do Grupo Mendonça para se logupoletar com os benefícios do dinheiro público.
Na qualidade de vereador, ao retornarmos os trabalhos no inicio de fevereiro, farei uma apuração mais detalhada sobre o caso. Outros setores da administração municipal também estão colaborando para engoardar a conta do IPOJUCÃO, digo, JARDIM PLAZA HOTEL
EMPREENDIMENTOS PRIVADOS TAMBÉM BENEFICIAM

Está vindo para Belo Jardim e é bom que venha: BANCO ITAU, LOJAS AMERICANAS E WAL MART.

O BANCO ITAÚ funcionará no prédio da antiga rádio bitury(propriedade de quem?) O prefeito está transferindo a sua fábrica de baterias para um galpão(ATERRO FEITO COM AS MÁQUINAS E CAÇAMBAS DE CICERO PACAIA) as margens da BR 232 e irá alugar toda estrutura para as LOJAS AMERICANAS. Um integrante da familia Mendonça já adquiriu uma casa proximo ao BONANZA que abrigará o WAL MART.

NEM MESMO OS INVESTIMENTOS PRIVADOS ESTÃO DESVINCULADOS.
Quanto aos invstimentos privados nada tenho a declarar e nem tampouco investigar.
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Fonte:http://paredaodopovobj.blogspot.com/2010/12/deu-no-blog-voz-do-povoautarquia-rompe.html

Fernando Bezerra Coelho é acusado de pagar por apoio

17 de Dezembro de 2010
Extraído do Blog da Folha de Pernambuco
Da Folha de São Paulo
Postado por Valdecarlos Alves

Secretário de Desenvolvimento Econômico é ministeriável de Dilma

Indicado pelo PSB para o ministério de Dilma Rousseff, Fernando Bezerra Coelho é acusado de ter orientado o pagamento de mesada a líderes de associações de bairros e a pelo menos um vereador de Petrolina (PE) quando era prefeito. Bezerra Coelho é o mais cotado para ocupar a pasta da Integração Nacional, na cota do governador Eduardo Campos, de quem é secretário de Desenvolvimento. Foi prefeito de Petrolina por três mandatos, o último até 2006.

A acusação de pagamento de mesada é feita pelo empresário Paulo Lima, 39, um ex-aliado da família Coelho. Ele contou à Folha que os pagamentos eram feitos por meio de sua empresa, Líder Construções, que reformou creches municipais nas gestões de Coelho. Lima disse que cerca de R$ 50 mil saíram de sua empresa e de sua conta pessoal para pessoas previamente listadas pelo prefeito e por um secretário, sob a promessa de que os recursos e os impostos gerados pelas operações da Líder seriam cobertos pela prefeitura. O objetivo era a cooptação de apoio.

O buraco não foi coberto, e Lima acabou condenado pela Justiça Federal por dívidas de R$ 98 mil com o INSS. A pena foi convertida em prestação de serviços num lar de idosos, além de pagamento mensal de R$ 150. Dois líderes de associações de moradores confirmaram que passaram a receber recursos mensais do empreiteiro após terem recebido orientação de Coelho. O empreiteiro controlava os pagamentos por meio de recibos datados e assinados pelos líderes comunitários. Um deles, José Caldas de Santana, afirmou ter recebido ao todo R$ 2.800 entre maio e dezembro de 2006.

No recibo, Lima fez constar: "Autorizado por Fernando Bezerra Coelho". "Eu fazia um trabalho para a comunidade. Como não tinha esse salário, porque a gente não tinha salário, era uma ajuda que ele [Lima] me dava", disse Santana. Outro líder comunitário, Audeni Damasceno Maia, que atuava numa região pobre de Petrolina com cerca de 7.000 moradores, também reconheceu que os repasses eram feitos por Lima a pedido do prefeito. Recibos em seu nome demonstram pagamentos mensais em 2004. "Eles fizeram um acordo no primeiro mandato, um acordo de um repasse. E Paulo repassava, mas acho que Paulo não teve um retorno. O acordo era com o Fernando."

Paulo Lima guardou também um bilhete com um recado escrito a mão e, ao lado, uma assinatura do prefeito Bezerra Coelho. A caneta, alguém escreveu: "Paulo Lima, favor antender [sic] ao nosso amigo Ruy Wanderley em 12.000". Lima disse que entregou em 2006 R$ 12 mil ao então vereador Ruy Wanderley, hoje filiado ao PSL, que tentou, sem sucesso, se eleger deputado estadual. Ele nega. Em agosto, o empreiteiro prestou depoimento à Procuradoria da República de Petrolina nos mesmos termos que relatou à reportagem. Ele disse ter feito o mesmo sistema de pagamento para outro prefeito, da vizinha Lagoa Grande.

Coelholândia

A família de Fernando Bezerra Coelho dominou a política local por 50 anos seguidos, imprimindo seu nome em todo tipo de obra pública. Nesse período, a cidade foi administrada ou por um Coelho ou por um aliado. Coelho, neto de um dos mais conhecidos coronéis do semiárido, Clementino Coelho, o "Coronel Quelé", começou na política no PDS (atual PP) e passou ainda por PMDB e PPS, além do PSB.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15487-fernando-bezerra-coelho-e-acusado-de-pagar-por-apoio

VICE-PRESIDENTE :José Alencar deixa hospital após 25 dias de internação

17.12.2010
Da Folha.com


O vice-presidente da República, José Alencar, já deixou o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após receber alta nesta sexta-feira (17). Ele ficou 25 dias internado. Contra um câncer na região do abdome, que já combate há 15 anos, ele passou por 16 cirurgias. Sua última entrada no Sírio-Libanês foi no dia 23 de novembro, três dias após sair do mesmo hospital.

No último dia 27, Alencar foi operado para desobstruir o intestino. A cirurgia durou cinco horas e resultou na extração de dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado. No final do procedimento, ele sofreu uma arritmia cardíaca, que foi revertida. Após a cirurgia, ele foi para a UTI do hospital, onde ficou até o dia 9 deste mês. Seu tratamento engloba sessões de hemodiálise.

HOMENAGEM

Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou homenagem a seu vice, em evento no Palácio do Planalto para apresentar um balanço de oito anos de governo. A uma plateia formada por atuais e antigos colaboradores, de José Dirceu a Marina Silva, Lula disse: "Duvido que algum governante tenha um vice melhor que José Alencar".

"Um grande empresário e um médio sindicalista fizeram pelo Brasil o que muitos que achavam que sabiam não fizeram", afirmou Lula. Com a presidente eleita, Dilma Rousseff, Alencar tem um "trato". No período eleitoral, a petista prometeu ao atual vice que celebraria uma eventual vitória a seu lado "dançando um xaxado" em homenagem a Lula e ao Nordeste. O convite havia sido feito por Alencar meses atrás.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15503-presidente-da-camara-de-olinda-garante-que-assina-nomeacao-de-comissionados-exonerados-em-2011

Dr. Paulo Varejão é o mais novo Filho de Paulista

15.12.2010
Do blog "Paulista em 1° Lugar"
Por FRANCISCO MARQUES DA SILVA JUNIOR


Na manha desta quarta-feira no plenário Adolfo Pereira na câmara de vereadores de Paulista, O procurador-geral de Justiça Dr. Paulo Varejão recebeu o titulo de cidadão Paulistense, titulo esse que foi um projeto de lei do vereador João Mendonça, estiveram presente o procurador do estado Agnaldo Fenelon, os vereadores Tonico, Augusto Costa, Nelson Falcão, Edmilson do Pagode e Evanil Belém, o Desembargador e secretário do município de Paulista Dr. Antonio Camarotti, o chefe de gabinete do prefeito Yves Ribeiro Gilberto Rodrigues além de varias outra autoridades.
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Fonte:http://paulistaem1lugar.blogspot.com/2010/12/dr-paulo-varejao-e-o-mais-novo-filho-de.html

Wikileaks em debate: pela liberdade de expressão e de acesso à informação

17/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Juliana Sada


Com a presença de cerca de duzentas pessoas no auditório e mais de quinhentas acompanhando a transmissão pela internet, aconteceu o ato-debate sobre o Wikileaks na última quarta-feira, em São Paulo. O encontro reuniu militantes de diversas áreas que se uniram em defesa da liberdade de expressão e pelo direito de acesso à informação. A jornalista Natalia Viana, que faz parte do Wikileaks, esteve presente para esclarecer o funcionamento da organização e contar como está sendo o processo de divulgação dos documentos relacionados ao Brasil.

Ofensivas

Um dos temas de muita preocupação foi a atual situação legal de Julian Assange, fundador do Wikileaks. O australiano foi condenado na Suécia por crime sexual – especificamente, por manter relação sexual sem preservativo –, e após algum tempo, ele se entregou à Justiça Britânica. Ontem (quinta-feira), Assange foi solto mediante pagamento de fiança.

Ainda que no debate se tenha ressaltado o caráter de perseguição política da prisão de Assange, a Natalia Viana afirmou não ser essa a maior ofensiva contra a organização. Ela declarou estar em curso nos EUA uma tentativa de criminalização do Wikileaks. “O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abertamente declarou: ‘não achamos uma lei na qual possamos enquadrar o Wikileaks, mas vamos achar. ’” Natalia conta ainda que há alguns anos os Estados Unidos tentaram classificar a organização como um grupo terrorista.

Parceria O Globo e Folha de S.Paulo

No Brasil, o Wikileaks optou por realizar uma parceria com dois grandes jornais de alcance nacional – a Folha de S.Paulo e O Globo, do Rio de Janeiro. Ambos os veículos e a jornalista Natalia Viana* têm exclusividade (que deve durar até janeiro) no acesso aos documentos relativos ao Brasil. Uma vez divulgados na imprensa – de maneira coordenada – os documentos são disponibilizados na íntegra na página do Wikileaks.

A opção pela parceria com estes jornais foi questionada por muitos presentes, que duvidaram da confiabilidade dos veículos. Natalia Viana explicou a importância destas parcerias. Primeiramente, estes órgãos de imprensa possuem grande abrangência – e o intuito do Wikileaks é fazer com que as informações circulem –, além disto, é importante que haja uma apurada checagem da veracidade dos documentos, e os jornais contribuem com seus funcionários nesta tarefa.

Quanto às possíveis distorções e usos políticos das informações, a jornalista Natalia Viana ressaltou um ponto importante do Wikileaks: “a Folha pode relatar como quiser, porque as pessoas podem ver o material original. O essencial da organização é que a pessoa possa ver os documentos e fazer o próprio julgamento”. A escolha pelos veículos não foi político e sim de abrangência, Natalia avalia que “é o fato do Wikileaks não possuir vínculos políticos que possibilita o recebimento dos documentos vazados”.

Wikileaks e a "Falha de S.Paulo"

Um dos grandes méritos do debate foi aproximar os ataques ao Wikileaks à realidade brasileira – sobretudo com a ofensiva sofrida pelo blog de paródia Falha de SP e as ameaças e restrição da liberdade na internet.

O blog Falha de S.Paulo foi criado para fazer uma paródia da Folha de S.Paulo. Em pouco tempo, o jornal moveu um processo por “uso indevido da marca” contra o blog, que teve que ser retirado do ar sob pena de receber uma pesada multa. Outro argumento utilizado foi que o “consumidor mais desavisado” poderia confundir o blog de comédia com o site do jornal. Na quarta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo recusou a derrubar a liminar que tirou a “Falha” do ar. Desta vez, os desembargadores afirmaram que a Falha era um “flagrante caso de concorrência parasitária”. O processo segue tramitando.

Pablo Ortellado, professor da USP e pesquisador do GPOPAI, afirma que tanto o Wikileaks quanto o blog Falha de S.Paulo são ofensivas contra a liberdade de expressão “ambos estão sendo atacados brutalmente por meios escusos”. Ou seja, sob alguma acusação tentam calar estes atores. Ortellado ressalta a importância de “comprar a briga e ir até o fim, para abrir um precedente jurídico” e afirma que até agora, no Brasil, somente o Centro de Mídia Independente fazia isso.

Já Sérgio Amadeu, professor da UFABC, chamou a atenção para o projeto do senador Azeredo, apelidado de AI-5 digital, que tem como objetivo acabar com o anonimato na rede, por meio de identificação do rastro digital. Para Amadeu, iniciativas como a do Wikileaks e dos hackers – que atacaram sites de empresas que boicotavam a organização – são utilizados pelos conservadores para cercear a liberdade na internet. O estudioso alerta que “a reação será contra a rede e não contra indivíduos” e avisa da importância de barrar tais iniciativas, “a internet tem que ser livre para que a verdade prevaleça”.

* A jornalista Natalia Viana possui um blog no qual produz reportagens, ao mesmo tempo dos grandes veículos, a partir dos documentos vazados. É uma boa opção para fazer um contraponto ao que é publicado na imprensa. O blog pode acessado clicando em http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Durante diplomação em SP, Tiririca é aplaudido e Maluf, vaiado

17/12/2010
Do UOL Notícias
Guilherme Balza

Em São Paulo Durante cerimônia de diplomação na Assembleia Legislativa de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17), os deputados federais eleitos Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR), e Paulo Maluf (PP) tiveram recepções distintas: enquanto o humorista foi muito aplaudido pelos presentes ao receber o diploma, o pepista, recém-absolvido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu uma ampla vaia.

Foram diplomados hoje o governador eleito, Geraldo Alckmin, seu vice, Afif Domingos, os senadores Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (PT), além de 70 deputados federais e 94 deputados estaduais. Todos assumem seus cargos a partir de 1º de janeiro de 2011.

Tiririca “nervoso e feliz”

Ao chegar na Assembleia Legislativa para o evento, Tiririca disse estar “nervoso e feliz" e acrescentou que está estudando a Constituição Federal, além de projetos para artistas circenses.

"Estou nervoso e feliz. É o primeiro diploma de muitos que virão por aí", afirmou. Após ser eleito, o deputado diz que procurou conhecer os colegas de trabalho em Brasília, onde esteve na quarta-feira, e conhecer melhor o texto constitucional.

"Estou estudando a Constituição e projetos na área de educação e cultura para artistas circenses, ciganos, artistas em geral", disse o deputado, eleito com mais de 1,3 milhão de votos, o mais votado do país.

Maluf “glorificado”

Minutos depois, Maluf chegou à Casa e afirmou se sentir “glorificado” com a decisão do ministro Marco Aurélio, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) validou a eleição do ex-prefeito de São Paulo como deputado federal.

Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a decisão que o condenou por improbidade administrativa em uma suposta compra superfaturada de frangos pela Prefeitura de São Paulo em 1996, que o impediu de ter os votos computados nas eleições com base na Lei da Ficha Limpa.

"Eu sempre acreditei na Justiça. Tenho 43 anos de vida pública e ajudei a construir as instituições democráticas do país", disse o deputado ao chegar para a cerimônia de diplomação dos deputados, senadores e governador eleito em São Paulo. "Sou absolutamente inocente, me sinto glorificado", completou.

Sobre o aumento concedido aos parlamentares nesta semana, Maluf criticou: "quando o próprio ministro do Planejamento diz que é preciso fazer um corte de gastos públicos, um aumento como esse é inoportuno."

Alckmin: poucas palavras

Já Geraldo Alckmin preferiu não discursar após receber o diploma. Na saída, após muita insistência de jornalistas, o governador afirmou que a prioridade de seu governo “é sempre a área social” e se esquivou quando questionado sobre a continuidade dos secretários Paulo Renato, da Educação, e João Sayad, da Cultura, em sua gestão.

Alckmin esquiva-se sobre secretariado“Em razão do segundo turno (das eleições presidenciais), praticamente nem cuidamos da questão do secretariado. Estamos procurando fazer isso com cautela”, disse Alckmin após a insistência dos jornalistas no assunto.

Reportagem da Folha.com no início desta tarde informa que o reitor da Unesp, Herman Voorwald, irá assumir a Secretaria de Educação no lugar de Paulo Renato Souza. Nesta tarde, em uma reunião marcada para as 16h, Alckmin deve anunciar outros nomes de sua equipe.

Marta descarta presidência do Senado

Já a senadora Marta Suplicy afirmou, logo após ser diplomada, que não tentará disputar a presidência do Senado, cargo atualmente ocupado por José Sarney (PMDB-AP).

Marta: aumento a deputados foi exagerado

A ex-prefeita de SP, eleita com 8,3 milhões de votos nas eleições de outubro, no entanto, disse que irá pleitear a primeira vice-presidência da Casa. Ao que tudo indica, Sarney continuará presidindo a casa nos próximos anos. "A presidência do Senado é do PMDB, mas eu vou pleitear a vice", afirmou.

Os dois partidos acordaram que a presidência do Senado ficaria com o PMDB e a da Câmara dos Deputados, com o PT. Questionada sobre o aumento de 61%, aprovado no Congresso, para parlamentares e o presidente, Marta avalia que houve "exagero" no reajuste. "Tinha que aumentar, mas tudo isso, não", disse.


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Fonte:http://noticias.uol.com.br/politica/2010/12/17/imagens-da-diplomacao-em-sp-tiririca-e-aplaudido-e-maluf-vaiado.jhtm

Lula destaca papel das conferências em encontro com movimentos

16 DE DEZEMBRO DE 2010
Do portal o "Vermelho
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Muito mais do que um emotivo e pormenorizado balanço do imenso avanço que representou para o país e para o povo brasileiro os últimos oito anos do governo federal, o Encontro dos Movimentos Sociais com o presidente Lula reafirmou a necessidade de manutenção da política de valorização do salário mínimo e do maior protagonismo do Estado para seguir “aprofundando as mudanças”, com soberania, democracia e justiça social.

Em 1975, o então dirigente sindical Luiz Inácio Lula da Silva tentou entregar uma carta ao então presidente Ernesto Geisel, que visitava a fábrica da Ford em São Paulo (SP). Só conseguiu graças à intervenção do governador paulista à época, Paulo Egídio Martins, que o levou para perto de Geisel e o apresentou. A dificuldade para se aproximar de Geisel – ou de qualquer outro presidente brasileiro anos atrás – era uma tarefa praticamente impossível para sindicalistas, trabalhadores rurais, sem-terra ou estudantes. Esse tempo ficou para trás. Governo e sociedade civil aprenderam enfim que, trabalhando em parceria, todos tem a ganhar – principalmente o País.

Relação governo-sociedade

O presidente Lula é um dos primeiros a reconhecer, como o fez nesta quarta-feira (15), em encontro promovido com movimentos sociais no Palácio do Planalto, em Brasília (DF): "Eu vim do meio de vocês, conheço de cor e salteado os problemas que vocês vivenciam todos os dias. (…) E é isso que eu penso que fez a diferença quando eu cheguei à Presidência da República. Vocês estão lembrados que eu dizia que um dos maiores legados que um presidente da República pode deixar ao deixar a Presidência é a mudança no relacionamento entre o estado e a sociedade, entre o governo e as instituições do movimento social. (…) Se criou a ideia de que a relação entre o estado e a sociedade é a relação entre o todo-poderoso estado e o dócil povo brasileiro. Nós não tratamos assim", disse Lula

Emocionado, o presidente Lula citou as 73 Conferências Nacionais realizadas, que reuniram mais de cinco milhões de pessoas, “e decidiram parte dos acertos das políticas públicas que colocamos em prática”. “Esta é uma conquista de vocês. Vocês me ajudaram a construir outro país, muitas vezes ajudaram a encontrar um caminho que eu não estava enxergando”. Desta forma, com consulta e diálogo, enfatizou Lula, foi dado “um salto de qualidade”, e é assim, ampliando a democracia participativa que o país continuará avançando, “de conquista em conquista”.

Lula reafirmou sua crença no constante diálogo para fazer fluir a relação entre governo e sociedade. Se outros presidentes preferiram nunca se reunir com reitores de universidades, prefeitos, sindicalistas ou estudantes, para ele era uma questão de reconhecimento – e agradecimento. Afinal, “não era possível que nós, depois de recebermos o carinho de vocês nas eleicoes de 2002, que a gente não pudesse mostrar à sociedade brasileira que tinha um jeito diferente de um presidente da República se relacionar com o seu povo”.

O presidente lembrou, no entanto, que a luta está apenas começando. Que o governo Dilma, que assume a partir de janeiro de 2011, terá muito o que fazer pela frente e precisa continuar contando com o apoio e as reivindicações dos movimentos populares.

Valorização do salário mínimo

Muito mais do que um emotivo e pormenorizado balanço do imenso avanço que representou para o país e para o povo brasileiro os últimos oito anos do governo federal, o Encontro dos Movimentos Sociais com o presidente Lula reafirmou a necessidade de manutenção da política de valorização do salário mínimo e do maior protagonismo do Estado para seguir “aprofundando as mudanças”, com soberania, democracia e justiça social.

Em cada pronunciamento, as lideranças sindicais, estudantis, rurais, femininas, do movimento negro e de luta pela moradia que lotaram o saguão do Palácio do Planalto, traduziram o significado das medidas tomadas pelo governo Lula em suas áreas específicas e se alinharam na defesa de medidas que “levem adiante o projeto nacional e popular”.

Vestindo uma camiseta vermelha com os dizeres “Erradicação da miséria com salário digno. R$ 580,00, já!”, o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique, defendeu a política de valorização do salário mínimo acordada entre as centrais e o governo como “o maior acordo coletivo do mundo”. Segundo Artur, o aumento para R$ 580,00 em primeiro de janeiro de 2011 tem papel estratégico para o desenvolvimento sustentável, pois o salário mínimo é hoje o principal instrumento de distribuição de renda no país, beneficiando diretamente cerca de 49 milhões de brasileiros. O líder cutista disse que todas as centrais aprenderam com o presidente Lula “a superar as dificuldades e as divergências e garantir a unidade para vir a Brasília, em marcha, para pressionar e lutar por aquilo que era de interesse do conjunto da classe trabalhadora”.

Pressão na Fazenda

Pela manhã, um ato realizado pela CUT em frente ao Ministério do Planejamento, o secretário de Administração e Finanças da Central, Vagner Freitas, asseverou que “a erradicação da miséria sem a valorização do salário mínimo é mera retórica”. Vagner disse que num país em que grande parte da população sobrevive do salário mínimo, o seu aumento representou “a mais importante política social do governo Lula, fundamental para impulsionar a economia e distribuir renda”. Na sua avaliação, é preciso desmistificar colocações reproduzidas pelos grandes meios de comunicação de que a valorização do mínimo inviabiliza a Previdência e quebra as Prefeituras. Outra questão que deve ser priorizada, pois dialoga com parcela expressiva dos profissionais representados pela CUT, esclareceu o ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), é o reajuste da tabela do Imposto de Renda.

Na oportunidade, Artur Henrique também alertou que seria um “tiro no pé do crescimento” e uma “contradição enorme” que o principal instrumento para erradicar a miséria, que é o aumento do poder aquisitivo do salário mínimo, viesse a ser congelado. Ao longo do trajeto do aeroporto até a frente do Congresso Nacional, faixas da CUT alertavam para o problema dos trabalhadores virem a ser responsabilizados pela crise e apontavam a solução: R$ 580, já!

Representatividade

No Palácio do Planalto, os presidentes da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva; Antonio Neto (CGTB), Wagner Gomes (CTB), José Calixto (NCST) e Ricardo Patah (UGT), marcaram presença ao lado de lideranças do conjunto das categorias, respaldando a reivindicação pelos R$ 580,00.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, apontou a unidade das centrais sindicais como patrimônio dos trabalhadores e “estímulo e exemplo” para os demais movimentos sociais fortalecerem a sua coesão em torno de bandeiras comuns contra o retrocesso neoliberal. Chagas lembrou que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a principal universidade pública do país. chegou a ter a luz cortada em 2001. “Com Lula, revertemos esta situação, duplicamos a universidade pública, e interiorizamos as vagas, através da conquista do Prouni, que colocou os filhos dos trabalhadores na universidade”, frisou.

Representando o conjunto dos setores da agricultura, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, destacou que o momento é de celebrar as conquistas destes oito anos para o campo brasileiro, onde graças à intervenção do Estado, “campo deixou de ser lugar de miséria, fome, sinônimo de pobreza, pois os investimentos saltaram de dois bilhões para mais de R$ 20 bilhões”. Entre os programas que qualificou de “importantíssimos e estruturantes”, Alberto citou o de aquisição da agricultura familiar de pelo menos 30% dos alimentos da merenda escolar.

O secretário geral da Presidência, Luiz Dulci, reconhecido pelos movimentos sociais como seu principal interlocutor junto às esferas de governo, foi muito aplaudido e elogiado. Dulci agradeceu a confiança e a parceria, lembrando que sem as entidades populares o governo não conseguiria ter enfrentado os obstáculos colocados pela reação. “Queriam nos impor uma estratégica recessiva para enfrentar a crise, que aplicássemos mais da terapia neoliberal. Vocês, que têm inteligência crítica, foram os interlocutores do projeto de desenvolvimento do país”, declarou. A coesão, alertou, cumpre papel chave para o avanço. E citou Paulo Freire: “É preciso unir os divergentes para melhor enfrentar os antagônicos”.

Ao final do evento, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) entregou à Secretaria Geral da Presidência um documento onde a cobra a valorização do salário mínimo, redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário; fortalecimento da Previdência Social pública, com o fim do fator previdenciário e sem aumento na idade mínima da aposentadoria; reforma agrária, com mudanças no índice de produtividade da terra para garantir acesso a quem nela mora e trabalha; utilização no desenvolvimento social dos recursos obtidos no pré-sal, com ênfase para a saúde, educação e erradicação da pobreza; e fortalecimento da organização sindical e democratização das relações de trabalho; igualdade, ampliação da distribuição de renda e inclusão social.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=143901&id_secao=1