quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O celular sem fronteiras

9/12/2010
Da Agência EFE
Por Darío Garzarón


O pagamento extra pelo uso do roaming está com as horas contadas. A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) deve acabar com esses custos adicionais até o ano de 2015, o que barateará os custos para os usuários do resto do mundo que utilizam seus telefones e, consequentemente, diminuirá o lucro das operadoras.

Como declararam fontes europeias, "o principal objetivo do projeto de reduzir os custos do serviço de roaming no território europeu e acabar com as tarifas "roaming" até 2015".

O estabelecimento das tarifas para o serviço é outro ponto chave. Segundo Sonia Maldonado, da Comissão do Mercado das Telecomunicações (CMT), da Espanha, "é a própria Comissão que determina o preço dos serviços de roaming, o que deixa às autoridades nacionais de regulação, como a CMT, sem poder algum nessa situação".

A medida promulgada pelo órgão pode servir como ponto inicial de uma tomada de medidas globais que, em um futuro, acabem com os custos extra de roaming. Em referência a internacionalização da medida iniciada pela Comissão, Jorge Muñoz, do Centro de Telecomunicações da Galícia (Gradiant), se mostra muito cético: "apesar de ser algo normal no território europeu, seria muito difícil que se extrapolasse a uma abrangência internacional".

"Na atualidade, as fronteiras estão sendo quebradas, já que, por exemplo, viajar de um lado a outro dentro da Europa mal requer burocracias. É por isso que esta medida é um passo lógico neste tipo de políticas que a UE vem potencializando nos últimos dez anos", complementa Muñoz.

Se, finalmente, as tarifas de roaming forem reduzidas, o pesquisador alerta que, "apesar de que as infraestruturas já estão feitas, a diminuição de preços pode acarretar num reajuste dos preços e tarifas".
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26686938

Vida não tem preço, mas alguém sempre paga a conta

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Do site da CNTSS/CUT


Celia Regina Costa – Secretária de Mulheres da CNTSS

Nestes últimos dias o país se comoveu com mais uma tragédia na área da saúde. Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, internada com dores abdominais, diarréia e vômito na sexta-feira, dia 3, morreu na madrugada seguinte. A causa da morte, no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga,em São Paulo Capital, ocorreu pela troca de soro fisiológico por vaselina na veia no tratamento da jovem.

A morte dessa jovem faz parte de centenas de casos que vem ocorrendo pelo modelo de gestão que vendo praticado nos hospitais do Estado e na cidade de São Paulo. Quando o governo estadual e municipal resolvem construir mais unidades hospitalares e assumem não ter capacidade de gerenciamento e usam todos os meios de responsabilidade fiscal para entregar esta gestão paras as OSs ( Organizações Sociais) como por exemplo, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Santa Marcelina, Santa Catarina, Santa Casa de São Paulo, entre outras, para quem fica a fiscalização dessas parcerias?

Quando o governo entrega a gestão para essas instituições, elas tem um contrato como o município ou com o governo do estado que engloba desde os procedimentos, números de profissionais, estrutura e equipamentos. De quem é a responsabilidade?

Esta jovem Stephanie poderia estar viva hoje se não fosse a irresponsabilidade tanto do Prefeito, como do Secretário Municipal de Saúde, que não fiscalizou devidamente. Como pode um hospital de emergência como é o Hospital São Luiz Gonzaga não ter uma ambulância de plantão para transportar pacientes para unidades mais capacitadas, com , por exemplo, uma UTI mais equipada?

Essa menina ficou 8 horas esperando a chegada de uma ambulância. E, no entanto ela foi atendida pelo SAMU que é utilizada para outras necessidades da população, como acidentes, ataques do coração, tentativas de suicídio, entre outras emergências. O SAMU entrou no Hospital não para levar um paciente, mas sim para transportar a jovem após esperar oito horas sem uma ambulância, que faz parte do contrato de responsabilidade de gestão daquele hospital, de convenio da Santa Casa.

Neste momento estamos falando da Stephanie, mas e o menino que foi operado em um Hospital de Santo Amaro de hérnia em vez de fimose por um ótimo cirurgião que também opera no Hospital Albert Einstein, que administra este hospital. O que aconteceu? Foi distração?

Estamos falando do que? Na realidade temos um monte de pacientes e poucos profissionais para atender essa demanda, e acabam sendo tratados como saúde de pobre para pobre. Essa é a lógica do setor privado, lucro , somente lucro.

Como pode essa auxiliar de enfermagem, Kátia Aragaki, pagar pelo preço da vida da Stephanie quando o responsável é o prefeito de São Paulo que permite esse tipo de gestão que estamos vendo ser aplicada cada vez mais em vários estados do país.

Saiu esta semana no jornal o Estado de São Paulo uma matéria falando do enorme déficit que existe no setor da Saúde do Estado de São Paulo justificando o modelo de gestão que vêm sendo adotado. Aí fica a questão para refletir : quem vai processar o prefeito? Quem vai processar a Santa Casa de São Paulo? Então o que fica sendo divulgado na mídia e gerando opinião pública é o erro da auxiliar de enfermagem. Não estou isentando-a de responsabilidade, mas ela é somente a ponta do iceberg. A responsabilidade do governo da entregar a saude nas mãos das Organizações Sociais dizendo que elas estão capacitadas e não terem nenhum tipo de fiscalização.

Por mais que se encontrem culpados, não dá para restituir uma vida, o que precisamos é assumir melhor a responsabilidade de cada um para que outras vidas sejam poupadas.
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=2906

Você tem telefone pré-pago? Saiba quais são os seus direitos

16/12/2010
Do "UOL NOTÍCIAS"
Por GUILHERME TAGIAROLI || Do UOL Tecnologia


Dentre os direito de usuários pré-pagos está a opção de pedir um extrato dos serviços prestados. Foto: Getty Images

De acordo com dados da Anatel, 82,19% dos chips no Brasil (ou 159,8 milhões) são usados para serviços pré-pagos, seja para acesso à internet ou para ligações. Diante da grande maioria de usuários que utiliza serviços pré-pagos, o UOL Tecnologia reuniu uma série de direitos e características de como o serviço deve ser prestado ao cliente pelas operadoras. Uma opção simples que pode evitar cobrança indevida é a possibilidade de o cliente pré-pago pedir um extrato com detalhes de faturamento de sua linha; Confira abaixo alguns direitos:

Caso o usuário ache que os créditos dele estão acabando rápido, a operadora fornece algum tipo de extrato detalhado?

Todos os usuários têm o direito de receber, sem precisar pagar nenhum tipo de taxa, um relatório detalhado com os serviços prestados a ele. Nesse extrato, as informações mínimas que devem constar são: área de registro de origem, data e horário, duração da chamada e valor. O cliente pode, inclusive, pedir que o relatório seja enviado periodicamente.

Para receber o relatório, o usuário deve ligar para a central de atendimento de sua operadora, falar com algum atendente e solicitar.

Se estou fora da minha área de cobertura e atendo uma ligação, meus créditos são gastos?

Depende. Só será cobrado no caso de o usuário estiver fora de sua área de mobilidade (Estado onde cadastrou o telefone). Por exemplo, o cliente tem um celular cadastrado no DDD 11 (São Paulo) e vai para Porto Alegre, cujo DDD é 51. Se alguém ligar e essa pessoa atender, os créditos do usuário vão ser gastos, pois está fora de sua área.

Agora se a pessoa adquiriu um celular em São Paulo e for para outra cidade dentro do Estado, por exemplo, Santos (código 13), os créditos não serão gastos para o atendimento.

Existe portabilidade para celular pré-pago?

Sim, existe portabilidade para usuários pré-pagos. Porém, a portabilidade deve ser feita na mesma área de DDD em que ele vive.

O processo para mudança de operadora é simples: basta o cliente se dirigir a uma loja da operadora para a qual quer migrar e informar os dados pessoais, telefone e prestadora atual. Após isso, é gerado um número de processo e estabelecida uma data para a mudança. O valor máximo estabelecido pela Anatel para a operação é R$ 4, mas a maioria das operadoras não cobra.

Qual é a data de validade dos créditos?

De acordo com a Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, publicado pela Anatel em 2007, as operadoras devem fornecer carga para pré-pagos com validade mínima de 90 dias ou validade máxima de até 180 dias. No entanto, a lei não impede que empresas comercializem cargas de uso rápido, com valor e validade menores que as datas estabelecidas.

Em linhas gerais esse prazo existe, segundo a SindiTelebrasil -- sindicato que defende as empresas de telefonia e serviço móvel – para que haja um equilíbrio econômico das atividades, pois todos os anos as operadoras de celular devem pagar uma taxa de R$ 13,41 para o Fistel (Fundo de fiscalização das telecomunicações) independente de a linha estar ativa ou não.

Se vencerem meus créditos e ainda não tiver utilizado tudo, eu perco dinheiro?

Caso expirem os créditos do usuário e ele ainda tiver saldo, a carga voltará para a linha assim que ele inserir mais créditos em seu celular pré-pago.

Eu preciso pagar alguma taxa para verificar o saldo dos meus créditos?

Segundo a Regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, “a prestadora deve possibilitar a consulta a saldo de créditos por meio do Centro de Atendimento de forma gratuita.”

Para mudar de pós-pago para pré-pago é necessário pagar algum tipo de taxa?

Normalmente não. O que pode fazer com que um cliente pague por essa mudança é se ele romper a fidelização causada pela comprar de um aparelho subsidiado (com desconto dado pela operadora) ou de alguma promoção. O prazo máximo que uma operadora pode fidelizar um cliente é 12 meses.

Quais os tipos de chamadas que o usuário pode fazer gratuitamente?

Além de ligações para a própria central de atendimento da operadora, o cliente pré-pago, mesmo se não tiver créditos, poderá ligar para as polícias civil e militar, para o corpo de bombeiros, defesa civil e serviço público de remoção de doentes.
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Fonte:http://tecnologia.uol.com.br/celulares-telefonia/ultimas-noticias/2010/12/16/usuarios-pre-pago-podem-exigir-extrato-mensal-de-servicos-veja-outros-direitos.jhtm

Lula e Mujica repassam projetos de integração física entre Brasil e Uruguai

16/12/2010
Do "UOL NOTÍCIAS"


Foz do Iguaçu, 16 dez (EFE).- Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, José Mujica, repassaram nesta quinta-feira a agenda bilateral e especialmente os projetos de integração física, durante uma reunião realizada em paralelo à 40ª Cúpula do Mercosul, informaram fontes oficiais.

Segundo o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, na reunião em Foz do Iguaçu, Lula e Mujica "revisaram a agenda bilateral que está em pleno desenvolvimento" e expuseram "projetos pontuais", como a conclusão de um ramal ferroviário entre a fronteira uruguaia e a localidade de Cacequi, no Rio Grande do Sul.

Garcia disse a jornalistas que os líderes calculam que no primeiro semestre do próximo ano o ramal poderia estar terminado e se engancharia com outros projetos ferroviários realizados pelo Uruguai.

O assessor de Lula disse que os dois líderes também falaram da possibilidade de acentuar a cooperação na área de energia e da participação brasileira nas obras do porto uruguaio de Rocha.

Lula, Mujica e seus colegas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Paraguai, Fernando Lugo, participarão nesta sexta-feira da sessão plenária de chefes de Estado da Cúpula, para a qual também são esperados os governantes da Bolívia, Evo Morales, e do Chile, Sebastián Piñera, por serem países associados ao Mercosul.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/12/16/lula-e-mujica-repassam-projetos-de-integracao-fisica-entre-brasil-e-uruguai.jhtm

Documentário:Princesa do Sertão

16/12/2010
Do site do Senado Federal


Um coronel e um presidente, uma cidade rebelada, muito sangue num sol ardente nessa história a ser contada. Documentário que aborda os conflitos e a efêmera independência da pequena cidade de Princesa, na Paraíba no início da década de 30. Domingo, às 21h

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Problema cerebral torna mulher incapaz de sentir medo

16/12/2010
iG São Paulo


Caso mostra que estrutura chamada amígdala desempenha papel chave em fazer as pessoas sentirem medo em situações de perigo

SM é uma mulher de 44 anos que não tem medo de cobras, não se assustou com o filme “Aracnofobia” e nem com “Bruxas de Blair”. SM não é uma psicopata de sangue frio nem uma heroína que tem controle total de suas emoções. Ela é uma mãe de três crianças com um comprometimento psicológico específico, resultado de uma rara doença genética que altera uma estrutura do cérebro chamada amígdala.

Seu caso mostra que a amígdala desempenha um papel chave em fazer as pessoas sentirem medo em situações de perigo, dizem os pesquisadores. A história de SM mostra também que viver sem medo pode ser muito perigoso. O estudo sobre sua falta de medo, realizado pela Universidade de Iowa, foi publicado nesta quinta-feira (16) no periódico científico Current Biology.

SM tem sido estudada há mais de 20 anos, e muitos trabalhos têm sido publicados sobre suas anomalias relacionadas ao medo. Ela tem dificuldade em reconhecer expressões faciais de medo, por exemplo.

Em outro estudo, publicado em 1995, ela era obrigada a ouvir o som alto de uma corneta cada vez que aparecia um quadrado azul na tela do computador. Apesar da buzinas repetidas, ela nunca desenvolveu o medo que uma pessoa normal sentiria ao ver o quadrado azul.

Em outro estudo, SM mostrou pontuação normal em testes de inteligência, memória e linguagem e demonstrou outras emoções diferentes de medo.

SM recorda ter sentido medo quando era criança, no dia em que foi encurralado por um dobermann que rosnava. “Mas talvez isto tenha acontecido antes de sua doença afetou seu cérebro”, disse Justin Feinstein, que liderou o estudo. Aparentemente, ela nunca sentiu medo em sua fase adulta, nem mesmo há 15 anos quando um homem saltou em sua frente colocou uma faca em seu pescoço e grito que ia matá-la.

SM, que ouvia ao fundo o canto de um coral de igreja, olhou para o assaltante friamente e disse “Se você vai me matar, será preciso primeiro passar por cima dos anjos de Deus, primeiro”. Imediatamente, o homem a deixou sair. SM voltou para casa andando.

“Sua ausência de medo deve ter assustado o homem”, disse Feinstein. Mas isto também a coloca em situações de perigo.

Para o experimento, os pesquisadores expõem SM a situações assustadoras - cobras, cenas de filmes de horror e da casas mal assombradas. Eles observaram o comportamento dela e mediram seus níveis de medo. Embora ela tenha dito que odiava cobras e aranhas e que preferiria evitá-las, não foi isso o que aconteceu em uma loja de animais. “Isto é tão legal”, disse após a experiência. Quando questionada sobre seu nível de medo, ela nunca passou do número dois. A mesma situação se repetiu ao assistir filmes de terror e ao visitar uma casa mal-assombrada.

Liz Phelps da Universidade de New York, que estuda o cérebro e emoção, disse que não encontrou nenhum sinal de coragem como em uma mulher com o mesmo tipo de dano cerebral em vários anos de estudo. Talvez a explicação seja a diferença do nível de desenvolvimento cerebral na época do dano à amígdala, sugeriu. David Amaral, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, disse que o novo estudo "confirma algo conhecido por muito tempo. A amígdala é uma detector de perigo. "

(Com informações da AP)
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/problema+cerebral+torna+mulher+incapaz+de+sentir+medo/n1237876941269.html

As razões das feministas e o respeito que Nassif merece

13.12.2010

Do Blog de Renato Rovai

Luis Nassif é um dos jornalistas mais inteligentes e talentosos do Brasil. Entre os seus colegas de profissão não são poucos os que assim pensam. Nos últimos anos se notabilizou por enfrentar esquemas barra-pesada, entre eles o mais deplorável veículo de comunicação do Brasil, a revista Veja. Fez uma série de reportagens sobre o semanário que entrou para a história do debate sobre a comunicação no Brasil.

Em conjunto com outros nove colegas, entre eles este blogueiro, também foi um dos organizadores do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. Quem esteve no evento sabe que encaminhei contra a escolha deste nome, mas isso é outra história. Sou testemunha da importância de Nassif para que aquele encontro tivesse a dimensão que teve. Muita gente que participou soube e se articulou a partir da ação dele na rede. Nassif é hoje um dos mais importantes e acessados blogueiros e isso guarda relação com a qualidade do seu trabalho.

Neste fim de semana, Nassif deu destaque a um comentário de um leitor chamado André que cobrava de Dilma posição também contra o apedrejamento de homens no Irã. E que perguntava se ela não estava se tornando uma feminazi por ter se posicionado apenas contra o apedrejamento das mulheres. Antes de o comentário do leitor se tornar post, ele já havia sidoquestionado por uma outra freqüentadora do blog, a Bárbara, que explicou de forma muito educada o equivoco do tal André.

Concordo com Bárbara, a linha de argumento utilizada pelo comentarista pra desqualificar a luta das mulheres é a de que somos todos iguais e que também existe mulher do mal. As feministas com as quais convivo não têm dúvida disso. A questão é outra. As mulheres são vítimas de preconceito e de machismo há algumas dezenas de décadas. Na minha infância, por exemplo, cansei de ver a vizinhança esperando o marido acabar de bater na mulher pra depois ir socorrê-la. Afinal, em briga de marido e mulher ninguém bota a colher. E a mulher apanha.

Em suma, se o blogue do Nassif fosse o meu, não teria destacado o comentário do sujeito, que não considero nem relevante nem inteligente. Também não teria dado destaque a um texto com o título de “As facções do movimento feminista”, onde a autora discorre sobre a origem e as posições de algumas das mulheres que discordaram dele.

Mas uma questão que não pode ser desprezada é que nem o blogue do Nassif é meu. E nem o meu é dele. Esse é o grande lance da internet que alguns parecem não ter percebido. A internet é a casa da multiplicidade. Essa é a sua melhor característica.

Até por isso num mesmo campo político há gente que entenda seu blogue como um espaço de incentivo a diferentes opiniões e outros que preferem tornar seus espaços em bunkers de suas lutas e causas. Considero essas diferentes perspectivas complementares e positivas para a rede.

A militância dessas mulheres que tem nos ajudado com seus questionamentos a melhorar a vida de milhões de outras merece todo meu respeito. Por outro lado, não me parece correto e nem justo e inteligente transformar Nassif num inimigo da causa feminista.

Tanto que algumas pessoas, mesmo enfrentando o debate com firmeza, não adotaram essa tática. Foi o caso de Cynthia Semíramis, que não apelou para generalizações e agressões gratuitas e pontuou com respeito as divergências no seu blog.

Menos honesto ainda é tentar transformar o post do Nassif numa ação de quadrilha, num movimento machista “dos blogueiros progressistas”. Esse é um comportamento típico de quem tem dificuldade de conviver com construções coletivas e busca fazer do protagonismo alheio escada para seus desejos de sucesso.

A blogosfera progressista não é um grupo, não é um partido e tampouco um time de futebol. Alguns blogueiros e blogueiras achavam que tinham afinidades (e sabiam ter diferenças) e decidiram se reunir. Para que a coisa acontecesse, inventaram um nome para designar o encontro. Se todos pensam da mesma forma? Óbvio que não. Como em qualquer outro movimento, há gente de todas as cores e sabores na chamada blogosfera progressista. Nassif é um deles.

Um cara que merece respeito pelas duras batalhas que enfrentou nos últimos anos. Batalhas que dizem respeito a muitos de nós. Discordar de suas opiniões, decisões, textos, posições políticas etc. faz bem ao debate. Até porque ele é um cara que enfrenta o debate.

Agora, transformá-lo num adversário a ser combatido não vale. Pelo menos para este blogueiro sujo. Nassif é um aliado. E dos bons.

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/12/13/nem-bloco-homogeneo-de-feministas-nem-quadrilha-de-blogueiros-progressistas/

Prêmio Nobel da Guerra?

16 de dezembro de 2010
Do site da Revista Fórum
Por Tariq Ali

Este ano o governo chinês foi louco a ponto de fazer um mártir de Liu Xiaobo, presidente do PEN chinês e um neoconservador. Ele não deveria nunca ter sido detido, mas os políticos noruegueses que fazem parte do comitê quiseram dar uma lição à China. E assim ignoraram os pontos de vista do seu herói.


Liu Xiaobo não deveria nunca ter sido detido, mas o Comitê quis dar uma lição à China, ignorando os pontos de vista do seu herói.

Quem recebeu o Prêmio Nobel da Paz do ano passado intensificou a guerra no Afeganistão algumas semanas depois de receber o prêmio, que surpreendeu o próprio Obama. Este ano o governo chinês foi louco a ponto de fazer um mártir de Liu Xiaobo, presidente do PEN chinês e um neoconservador. Ele não deveria nunca ter sido detido, mas os políticos noruegueses que fazem parte do comitê, liderado por Thorbjørn Jagland, um antigo primeiro-ministro trabalhista, quiseram dar uma lição à China. E assim ignoraram os pontos de vista do seu herói. Ou talvez não o tenham feito, dado que os seus próprios pontos de vista não são dissimilares. O comitê pensou em oferecer a Bush e Blair um prêmio da paz conjunto por invadirem o Iraque mas o protesto público forçou a uma retirada.

Para que conste, Liu Xiaobo afirmou publicamente que no seu ponto de vista:

(a) o drama da China consiste em não ter sido colonizada durante pelo menos 300 anos por um poder ocidental ou pelo Japão. Isto, ao que parece, tê-la-ia civilizado para sempre;

(b) as guerras da Coreia e do Vietnã feitas pelos EUA foram guerras contra o totalitarismo e aumentaram "a credibilidade moral de Washington";

(c) Bush teve razão em ir para a guerra com o Iraque e as críticas do senador Kerry foram uma "promoção da difamação";

(d) O Afeganistão? Nenhuma surpresa aqui: pleno apoio à guerra da Otan.


Ele tem direito a essas opiniões, mas será que elas deviam obter um prêmio pela paz?

O jurista norueguês Fredrik Heffermehl argumenta que o comitê está violando a vontade e o testamento deixado pelo inventor do dinamite cujas heranças financiam os prêmios: ‘o comitê Nobel não recebeu o dinheiro dos prêmios para uso livre, mas foi-lhe confiado dinheiro para dar ao elemento fundamental na criação da paz, quebrando o círculo vicioso de corridas ao armamento e de jogos de poder militares. Deste ponto de vista o Nobel 2010 é novamente um prêmio ilegítimo concedido por um comitê ilegítimo’.

Tradução de Paula Sequeiros. Publicado por Esquerda.net. Foto por http://www.flickr.com/photos/kunshou/.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/12/16/premio_nobel_da_guerra_/

PCR envia ofício à Marinha para viabilizar Parque dos Manguezais

16 de Dezembro de 2010
Do "Blog da Folha"
Postado por Valdecarlos Alves


A Prefeitura do Recife encaminhou, nesta quinta-feira (16), ofício ao Comando do 3º Distrito Naval, em Natal, Rio Grande do Norte, para formalizar o interesse da gestão municipal nas áreas pertencentes à Marinha do Brasil, situada na Zona Sul, entre os bairros da Imbiribeira, Pina e Boa Viagem. A Força Naval lançou edital de licitação, com o objetivo de repassar o terreno de 320 hectares à iniciativa privada. A PCR, no entanto, tem a intenção de adquirir a área para construção de um parque ecológico.

Segundo o texto, assinado pelo prefeito em exercício Milton Coelho, o município considera a área de interesse público, sendo indispensável ao Projeto de Mobilidade Urbana da Via Mangue e de grande importância também sob o aspecto sócio-ambiental para manutenção de sua vegetação nativa, através da criação do Parque Ecológico dos Manguezais. Para isso, a administração municipal solicitou a suspensão da licitação em andamento, para que as negociações entre as duas partes possam ser concluídas com êxito. Os objetivos manifestados pela PCR foram registrados em reunião realizada na última quarta-feira junto ao Ministério Público Federal (MPF), que também participa do processo.

No início do mês, o prefeito em exercício do Recife, Milton Coelho, assinou o decreto nº. 25.565/10, que regulamenta a Unidade Protegida Parque dos Manguezais, em conformidade com o Plano Diretor do Recife. O espaço será chamado de Parque Natural Municipal dos Manguezais Josué de Castro. O objetivo é transformar o espaço em um parque natural de preservação de ecossistemas naturais de relevância ecológica e beleza cênica, e também possibilitar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental. Outra possibilidade é a realização de iniciativas de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Para alcançar os objetivos de preservação ambiental do Josué de Castro de forma harmônica, o parque será dividido em quatro zonas: Primitiva (ZP); Uso Extensivo (ZUEx); Uso Intensivo (ZUI) e de Recuperação (ZR). Cada uma com as suas especificidades. As edificações no Parque Natural dos Manguezais serão permitidas apenas em áreas de terra firme. A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura do Recife ficará responsável pela administração do parque. A pasta também promoverá a viabilização de projetos de arquitetura paisagística, de drenagem e de recuperação ambiental. Desde meados dos anos 90, a Marinha não possui atividades no terreno. A área é considerada ociosa pela corporação.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15478-pcr-envia-oficio-a-marinha-para-viabilizar-parque-dos-manguezais

SEM PRIVILÉGIO: STF nega sigilo em processo contra presidente do STJ por agressão a estagiário

16/12/2010
Da Redação do "Última Instância"


“Nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República. Nada deve justificar a outorga de tratamento seletivo que vise dispensar determinados privilégios, ainda que de índole funcional, a certos agentes públicos”. Com esse argumento, o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), descartou a decretação de sigilo sobre o processo em que o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Ari Pargendler, é acusado de agredir verbalmente um estagiário do Tribunal.

O estudante Marco Paulo dos Santos apresentou queixa-crime por “injúria real” contra Pargendler após ser demitido por ordem do presidente da Corte. Ele alega ter sido ofendido pelo ministro em uma agência do Banco do Brasil que fica dentro do Tribunal.

Segundo o relato do estudante, que foi confirmado por testemunhas à Polícia, ele tentou fazer um depósito em um dos caixas eletrônicos do banco, mas não conseguiu completar a transação. Após ser informado por um funcionário da agência que só havia um terminal apto para fazer o depósito, Marco Paulo se dirigiu à fila de espera, já que havia uma pessoa usando o caixa. Era Ari Pargender.

O ministro teria ficado incomodado com a presença do estudante. “Você quer sair daqui porque estou fazendo uma transação pessoal. (...) Sai daqui. Vai fazer o que você tem quer fazer em outro lugar”. Depois de argumentar que estava atrás da linha de espera, o jovem teria sido abordado pelo ministro, aos gritos: “Sou Ari Pargendler, presidente do STJ. Você está demitido”.

Sigilo

Desde que o episódio ganhou repercussão, Pargendler recusa-se a comentar o caso. Ele pediu que, em virtude de sua função, o processo corresse no Supremo sob segredo de Justiça.

Ao negar o pedido, o ministro Celso de Mello disse que não há nenhuma justificativa para um privilégio a Pargendler no caso. “Nada deve justificar, em princípio, a tramitação, em regime de sigilo, de qualquer procedimento que tenha curso em juízo, pois, na matéria, deve prevalecer a cláusula de publicidade”, afirmou.

Celso de Mello argumentou ainda que o sigilo processual só pode ocorrer em casos excepcionais e que a Constituição não prevê tratamento diferenciado a magistrados.
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Fonte:http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/STF+NEGA+SIGILO+EM+PROCESSO+CONTRA+PRESIDENTE+DO+STJ+POR+AGRESSAO+A+ESTAGIARIO_72389.shtml

Justiça Federal diz que Exame da OAB é inconstitucional

16/12/2010
Do site do "Última Instância"
Por Daniella Dolme


O desembargador Vladimir Souza Carvalho, do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), concedeu liminar determinando que a OAB inscreva bachareis em direito como advogados sem exigir aprovação no Exame Nacional da Ordem. Para o desembargador, a exigência de prova para pessoas com diploma de direito reconhecido pelo MEC é inconstitucional.

A decisão (leia a íntegra aqui) ocorreu em uma ação particular movida por Francisco Cleupon Maciel, integrante do MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito), contra a OAB do Ceará. O pedido havia sido negado em primeira instância e o autor entrou com agravo no TRF-5. É primeira decisão de segunda instância que reconhece a inconstitucionalidade do Exame.

Por meio de nota, o Conselho Federal da OAB disse que recorrerá da decisão e ressaltou que a entidade está preocupada com a qualidade e não com a quantidade dos advogados.

De acordo com o desembargador Vladimir Souza Carvalho, relator do caso, o Exame de Ordem é inconstitucional, na medida em que a Carta Magna prevê que "é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Portanto, para o magistrado, não cabe à OAB “exigir do bacharel em ciências jurídicas e sociais, ou, do bacharel em direito, a aprovação em seu exame, para poder ser inscrito em seu quadro, e, evidentemente, poder exercer a profissão de advogado”.

Ainda segundo a decisão, da forma como está regulamentada a norma atualmente, conferindo poder de decisão à Ordem, faz com que as avaliações realizadas ao longo da graduação percam a validade. “Trata-se de um esforço inútil, pois cabe à OAB e somente a ela dizer quem é ou não advogado”, ressalta Carvalho.

Além disso, no entendimento do desembargador, a advocacia é a única profissão no país em que o estudante, já portando o diploma, necessita se submeter a um exame para poder exercê-la, “circunstância que, já de cara, bate no princípio da isonomia”, observa Carvalho, condição também prevista na legislação brasileira.

“De posse de um título, o bacharel em direito não pode exercer sua profissão. Não é mais estudante, nem estagiário, nem advogado. Ou melhor, pela ótica da OAB, não é nada”, aponta o magistrado.

“Usurpação do poder"

Para o relator da decisão, a avaliação realizada pelo Conselho da OAB, obrigatória, “não se apresenta como devida, por representar uma usurpação de poder, que só é inerente a instituição de ensino superior”. Carvalho alega que somente a Presidência da República pode regulamentar, privativamente, a lei – o que, portanto, não deve ser de responsabilidade do Conselho.

O relator ainda argumenta que o STF (Supremo Tribunal Federal) já reconheceu a repercussão geral em um recurso extraordinário (RE 603.583-RS) que discute a constitucionalidade do Exame de Ordem para o ingresso no quadro de advogados da OAB. Segundo ele, “em breve, haverá uma solução definitiva para a questão”.
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Fonte:http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/JUSTICA+FEDERAL+DIZ+QUE+EXAME+DA+OAB+E+INCONSTITUCIONAL_72391.shtml

Pernambuco:Os 49 deputados da Assembleia serão diplomados amanhã

16 de Dezembro de 2010
Do "Blog da Folha"
Postado por Jairo Lima

Os 49 deputados estaduais eleitos para a 17ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Pernambuco serão diplomados de amanhã, no Centro de Convenções. Durante a solenidade, que vai ocorrer no Teatro Guararapes, também receberão os seus diplomas o governador reeleito, Eduardo Campos, o vice, João Lyra Neto, os senadores eleitos Armando Monteiro Neto e Humberto Costa e os 25 deputados escolhidos para representar o Estado na Câmara Federal.

O momento da entrega do diploma representa a confirmação de que o parlamentar está apto para exercer o mandato, a partir do dia 1º de fevereiro de 2011. As últimas eleições registraram uma renovação de 53% na composição da Alepe. A próxima legislatura vai contar com 22 deputados reeleitos, 22 estreantes, dois que tiveram mandatos anteriores na Casa e três que já ocuparam o cargo na condição de suplentes.

A solenidade desta sexta será coordenada pelo desembargador Roberto Ferreira Lins, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, e a mesa ainda deverá contar com a participação do presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, além de representantes de outros órgãos das administrações públicas federal, estadual e municipais.

O evento, que está marcado para começar às 16h, terá uma cobertura especial da Assistência de Comunicação Social da Alepe. Os repórteres da Assembleia na TV entrarão com flashes ao vivo a partir das 15h, relatando detalhes sobre a diplomação e entrevistando autoridades políticas. A transmissão, que será feita pela TV Nova (Canal 22/ UHF e Canal 20/Cabo Mais), passa a ser contínua quando tiver início a diplomação dos deputados estaduais.

Demais informações sobre a solenidade também poderão ser vistas no site da Assembleia (www.alepe.pe.gov.br); no dia seguinte ao evento, no Diário Oficial do Poder Legislativo e, na próxima segunda, no Programa Quorum, transmitido pela TV Universitária (Canal 11), às 11h, e pela TV Nova, às 7h, com reprise ao meio-dia e meia.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15481-49-deputados-da-assembleia-serao-diplomados-amanha

Vannuchi acha "perda de tempo" aumento do limite de prisão

15 de Dezembro de 2010
Do blog da Folha de Pernambuco e do portal Terra


O ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, disse considerar "pura perda de tempo" as propostas para o aumento do limite do tempo de prisão, a criação da pena perpétua e o estabelecimento da pena de morte.

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal tem na pauta a apreciação do projeto de lei de 1999 do senador cassado Luiz Estevão (PMDB-DF), que propõe aumento da pena máxima de 30 para 50 anos. A relatora do projeto, Katia Abreu (DEM-TO), já concluiu parecer favorável.

"Todo esse clamor pelo aumento das penas, pela pena perpétua e pela pena de morte revela desconhecimento de dado jurídico praticamente consensual no direito: o que leva bandido a deixar de ser bandido é a certeza da punição."

Para o ministro, o tempo de prisão é irrelevante, pois o importante é a reinserção do detento na sociedade.

Não importa se a condenação é 30 ou 50 anos, se ele (quem comete crime) sabe que tem grande chance de seguir sendo bandido, criminoso livre. Se a pena for de até 20 anos, mas certa, segura e fatal, já é mais que suficiente.

Ao fazer um balanço de sua gestão na secretaria, Vannuchi informou que o serviço Disque 100 será ampliado no próximo dia 23 para atender, além de denúncias contra violação de direitos de crianças, as reclamações com relação a maus-tratos e desrespeitos com idosos; manifestações de homofobia e crimes contra populações de rua.

No próximo ano, o serviço terá canais para atendimento a pessoas com deficiências e violências em geral.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15445?task=view

Brasil e Bolívia assinam acordo de cooperação no combate às drogas na fronteira

16/12/2010 - 19h40
Da Folha.com
DA FRANCE PRESSE, EM FOZ DO IGUAÇU


Brasil e Bolívia assinaram nesta quinta-feira um acordo de cooperação contra o narcotráfico e a lavagem de dinheiro em regiões de fronteira, e também definiram ações conjuntas na área de inteligência, informaram ambas as par"es durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu.

O ministro brasileiro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que o acordo de cinco pontos 'não te" nada de teórico: é muito prático e concentra-se em ações concretas para melhorar o controle fronteiriço e usar essa região como elemento de integração'.

O acordo prevê o treinamento de agentes policiais de ambos os países em centros especializados no Brasil e operações conjuntas de inteligência para localização de áreas de cultivo de maconha, que serão alvos de ações de erradicação.

Os dois países também realizarão treinamentos de agentes especial"zados em combate à lavagem de dinheiro na fronteira.

O documento assinado também"tem"referências à questão migratória e estabelece que os dois países 'se comprometem a tornar eficazes e a reavaliar periodicamente os acordos firmados'.

'Não queremos que nossos cida"a, e também queremos um controle fronteiriço mais eficiente", disse Barreto.

O acordo foi assinado por Barreto e pelo ministro de governo da Bolívia, Sacha Llorenti, que já haviam se reunido no final de novembro, quando decidiram impulsionar um plano sul-americano de combate às drogas, um grande problema na região.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/847019-brasil-e-bolivia-assinam-acordo-de-cooperacao-no-combate-as-drogas-na-fronteira.shtml

Mercosul assina acordo de diálogo e consultas políticas com Cuba

16/12/2010
Da Folha.Com
DA FRANCE PRESSE, EM FOZ DO IGUAÇU


Os países do Mercosul assinaram nesta quinta-feira um acordo de diálogo e consultas políticas com Cuba, que o ministro das Relações Exteriores brasileiro Celso Amorim definiu como importante para "a evolução" da conjuntura política nesse país.

"É muito importante a aproximação de Cuba com o Mercosul, inclusive para a evolução de Cuba e sua inserção no mundo. Creio que esta aproximação de Cuba tem um aspecto político a ser destacado", disse Amorim em uma breve entrevista coletiva à imprensa.

Embora não tenha dado maiores detalhes sobre o acordo assinado, Amorim disse que "é basicamente um acordo de consultas políticas e para ampliar a aproximação econômica. É um processo para que seja um Estado associado ao Mercosul, que permitiria a Cuba ter uma participação maior em reuniões do bloco".

O chanceler brasileiro disse que não acredita que "Cuba tenha condições de optar por ser um membro pleno do Mercosul".

"Também não acho que no momento interesse inclusive a eles. Mas esta aproximação é muito boa para todos", resumiu.

Os países do Mercosul firmaram também nesta quinta-feira acordos-marco para negociar tratados de livre-comércio com Síria e com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Além disso, na quarta-feira foram assinados acordos de preferências tarifárias recíprocas com um grupo de sete países em desenvolvimento: Cuba, Egito, Índia, Indonésia, Malásia, Marrocos e Coreia do Sul.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/847022-mercosul-assina-acordo-de-dialogo-e-consultas-politicas-com-cuba.shtml

Luciana Santos deve ser anunciada como a nova ministra de Dilma Rousseff

16 de Dezembro de 2010
Do blog da "Folha de Pernambuco"
Postado por Valdecarlos Alves


Ex-prefeita entra pela cota do PCdoB. Dilma bateu o pé e quer a pernambucana

Mesmo com a insistência da cúpula comunista em manter Orlando Silva no Ministério do Esporte, a presidente eleita Dilma Rousseff deve anunciar nesta sexta-feira o nome da ex-prefeita de Olinda e deputada federal eleita Luciana Santos para a pasta. A comunista entrará na cota do partido na montagem dos cargos, informou a Agência Estado. Hoje, o PCdoB através de seus dirigentes, tentou convencer Dilma

Um dirigente comunista que acompanha as negociações adiantou à reportagem que, no momento em que Dilma comunicar oficialmente a escolha de Luciana, o partido fará a ponderação de que a experiência de Orlando Silva - ele está no Esporte há oito anos, como secretário-executivo e ministro - deve ser aproveitada. Afinal, o ministério terá que organizar os cinco maiores eventos esportivos do planeta até 2016. Fechada as negociações com os comunistas, o alvo da presidente eleita é o PSB. Até o momento, o partido de Eduardo Campos ainda não chegou ao consenso após a entrada de Ciro Gomes em cena. É esperar para ver no que vai dar isso.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15482-luciana-santos-deve-ser-anunciada-como-a-nova-ministra-de-dilma-rousseff

Criador do WikiLeaks é solto em Londres após fiança, e diz temer extradição aos EUA

16/12/2010
Da Folha.com

O criador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, chegou na noite desta quinta-feira à residência de Ellingham Hall, em Suffolk, leste da Inglaterra, onde ficará hospedado durante sua liberdade condicional. Ele foi solto pela justiça britânica hoje, após pagar a fiança de 200 mil libras (cerca de R$ 530 mil).

Assange disse que seus advogados ouviram rumores de que ele foi indiciado nos EUA. "Não tenho muitos temores sobre ser extraditado para a Suécia. Há preocupações muito maiores sobre ser extraditados aos EUA", disse Assange a jornalistas em Londres, logo após ser solto.

Ele passou nove dias sob custódia na prisão de Wandsworth, acusado sob suspeita de crimes sexuais na Suécia. Ele nega todas as acusações e alega que o caso é apenas uma estratégia para desmerecer as revelações feitas por seu site.

Stefan Wermuth /Reuters.Criador do WikiLeaks, Julian Assange, fala com a imprensa após ser libertado, em Londres (Reino Unido)

O jornal americano "New York Times" informou que promotores federais buscam provas de que Assange conspirou com um ex-analista de inteligência do Exército americano, suspeito de ter distribuído os documentos confidenciais. Eles tentam levantar acusações contra Assange nos EUA.

"Há um rumor hoje de meus advogados nos EUA, não confirmados ainda, de que houve um indiciamento contra mim nos EUA", disse ele.

O Wikileaks é um site conhecido por divulgar documentos sigilosos. Embora no ar há alguns anos, ele ganhou destaque internacional neste ano, ao levar a público 77 mil documentos da inteligência americana sobre o Iraque e, nas últimas semanas, mais de 250 mil telegramas secretos do Departamento de Estado dos EUA com os bastidores da diplomacia americana.

A divulgação desses documentos diplomáticos enfureceram os EUA e criaram uma saia-justa para a diplomacia internacional.

LIBERDADE


"É ótimo sentir o cheiro de ar fresco de Londres de novo", disse Assange, em suas primeiras palavras públicas após a libertação.

A libertação de Assange foi decretada mais cedo nesta quinta-feira, quando a Alta Corte do Reino Unido rejeitou a apelação apresentada pela Promotoria da Coroa do Reino Unido e confirmou a liberdade condicional decretada dois dias antes.

Em breve comunicado à imprensa, do lado de fora da corte, Assange agradeceu a todos "que tiveram fé em mim e que foram meus apoiadores enquanto eu" estava preso.

O fundador do WikiLeaks também agradeceu seus advogados "por uma luta corajosa e, no fim, bem sucedida" e as pessoas que pagaram por sua fiança de 200 mil libras, em dinheiro, mais duas garantias de 20 mil libras (cerca de R$ 53 mil) relativas a sua segurança.

Agradeceu ainda aos membros da imprensa que "não aceitam a versão oficial e consideraram olhar mais fundo em seu trabalho".

Assange, que foi preso como parte de um processo de estupro e assédio sexual na Justiça sueca, fez ainda um agradecimento à Justiça britânica. "Se a justiça não é sempre o resultado, ela ainda não está morta", disse o australiano, que alega inocência e diz que as acusações são parte de um plano para desacreditar as revelações do site.

"Espero continuar a proteger minha inocência neste tema e rever, já que não vimos antes, as evidências dos casos contra mim", disse Assange, repetindo o argumento de seu advogado.

No pronunciamento à imprensa, Assange afirmou que refletiu sobre "a situação de pessoas em prisões ao redor do mundo em condições mais difíceis que as enfrentadas por mim". "Estas pessoas também precisam de sua atenção e seu apoio", disse.

Ele reiterou que vai continuar com seu trabalho de divulgação de documentos secretos.

CONDICIONAL

Uma de uma série de condições da liberdade condicional impostas pela justiça britânica é que Assange more em Ellingham Hall, uma propriedade de quase 300 hectares em Suffolk, leste da Inglaterra, que pertence ao simpatizante abastado Vaughan Smith.

Ele também precisa usar um dispositivo eletrônico, submeter-se a um toque de recolher e se apresentar regularmente à polícia.


Carl Court/AFP. Mansão Ellingham Hall tem dez camas e 240 hectares de área privada perto de Bungay, norte de Suffolk

A emissora britânica BBC disse que as condições da liberdade provisória incluem a obrigação de Assange se apresentar a uma delegacia de polícia todos os dias às 18h, além de um toque de recolher. Assange estaria livre para sair somente entre as 14h e as 22h.

De acordo com o jornal britânico "The Guardian", as condições impostas pelo juiz também incluem o confisco de seu passaporte e o uso constante de um identificador eletrônico. O diário adiantou ainda --sem confirmação oficial-- que a próxima audiência de Julian Assange será no dia 11 de janeiro de 2011.

IMPASSE

Na terça-feira (14), uma corte de primeira instância, o tribunal de Westminster, em Londres, decidiu que Assange poderia ser libertado mediante o pagamento de fiança.

Menos de duas horas depois, o juiz Howard Riddle afirmou que o australiano ficaria ao menos mais dois dias sob custódia, prazo permitido à Promotoria da Suécia para lançar um apelo da decisão.

Ao contrário do que se acreditava, a decisão de apresentar um recurso foi tomada pela própria Promotoria da Coroa britânica e não pela Justiça da Suécia, que acusa Assange por assédio sexual e estupro e pede a extradição do australiano.

Segundo o "Guardian", acreditava-se até agora que a Procuradoria britânica havia se oposto a essa decisão unicamente em representação da sueca, mas um porta-voz da promotoria do país escandinavo informou ao diário que a decisão de recorrer contra a libertação de Assange fora tomada pelas autoridades britânicas.

Com agências de notícias
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mundo/847038-criador-do-wikileaks-e-solto-em-londres-apos-fianca-e-diz-temer-extradicao-aos-eua.shtml

Ibope: 62% dos brasileiros otimistas com o governo Dilma; Lula tem 87% de aprovação

16 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Chico de Góis, em Globo OnLine


BRASÍLIA – A expectativa com o governo de Dilma Rousseff, que toma posse em 1º de janeiro, é otimista para 62% dos brasileiros, segundo dados da pesquisa CNI/Ibope, divulgada na manhã desta quinta-feira. Para esses eleitores, ela fará um governo ótimo ou bom. Comparativamente ao governo do presidente Lula, 18% acreditam que Dilma será melhor, 58% acreditam que será igual e 14% acham que será pior.

Já a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater recorde em seu último mês de mandato. Lula, que em outubro tinha 85% de aprovação pessoal, agora tem 87%.

O percentual de eleitores que confiam no presidente também é recorde: 81%. O governo do petista, que em outubro era considerado bom e ótimo por 77%, agora tem 80% de aprovação.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de dezembro, em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nordeste é a região que mais aprova Lula; Sul é a mais crítica

A região Nordeste é a que mais aprova o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 95% dos entrevistados na área, Lula é aprovado. Já no Sul, esse percentual cai para 80%. É também nessa região onde a avaliação do governo é mais crítica. Do total, 20% responderam que consideram a gestão do petista regular e 13% disseram que é ótima. No Nordeste, 37% acham que o governo é ótimo e somente 11% o avaliaram como regular. No Sudeste, os índices foram de 25% ótimo e 18% regular. O Sudeste é também a região que menos confia no presidente. Foram 19% os que responderam negativamente. No Nordeste, 91% afirmaram que confiam em Lula.

Quando a análise é feita levando-se em conta o grau de instrução, 19% dos que têm nível superior avaliaram como ótimo e 54% como bom. Outros 22% disseram que o governo é regular. Ruim e péssimo, nesse extrato, somaram 5%. Entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, 28% o consideram ótimo, 52% como regular, 15% como regular e 3% ruim ou péssimo.

A aprovação do governo é maior entre os que têm mais de 50 anos. Nesse segmento, 30% avaliam o governo como ótimo. Os mais críticos estão na faixa etária entre 40 e 49 anos, onde 19% o consideram regular.

Saúde e educação são prioridades para população

A pesquisa CNI/Ibope mostra ainda quais são as principais expectativas da população sobre o futuro governo de Dilma Roussef. Na ordem, são saúde, educação, segurança pública, combate à fome e à pobreza, combate às drogas, geração de empregos e combate à corrupção.

Sobre o futuro governo, 51% dos entrevistados disseram que a saúde deve ser a área prioritária a ser tratada por Dilma. Para 11%, deve ser a Educação, 7% responderam que é a segurança pública, 6% o combate às drogas e igual percentual o combate à fome e à pobreza.

De acordo com o instituto, de nove áreas avaliadas, sete tiveram variação positiva no governo Lula. Pela primeira vez, a segurança pública destacou-se com aprovação: 49% dos entrevistados disseram que aprovam as políticas adotadas na área, contra 46% que desaprovam. Em relação à pesquisa anterior, a aprovação subiu nove pontos percentuais nessa área.

O combate ao desemprego, com 66%, e o combate à fome e à pobreza, com 71%, são as áreas com maior aprovação. Os pontos negativos estão na saúde e em impostos. Noprimeiro caso, 54% desaprovam a condução do governo e, com relação aos impostos, 51% os consideram altos.

Quando questionados sobre quais os assuntos mais lembrados pelos eleitores sobre o governo Lula, 32% relataram a ação das Forças Armadas no Rio no combate ao tráfico e 11% disseram que a formação do novo governo da presidente eleita teve mais destaque.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/ibope-62-dos-brasileiros-otimistas-com-o-governo-dilma-lula-bate-novo-recorde-87-de-aprovacao.html

Beneficiária do Bolsa Família vence concurso Caminhos do Mercosul

14.12.2010
Do blog "Pragmatismo Político"

Alunos da rede pública e privada participaram do certame de âmbito internacional, que ofereceu como prêmio uma viagem de cunho acadêmico e cultura.

A estudante Mayara Marques Guilherme foi classificada no Concurso Histórico-Literário Caminhos do Mercosul, promovido pelo Ministério da Educação da Argentina e pelo Setor Educativo do Mercosul. A jovem, beneficiária do Bolsa Família, classificou-se entre alunos da rede pública e privada do Ceará e ganhou como prêmio uma viagem acadêmica e de intercâmbio cultural à Argentina, entre 8 e 16 de dezembro.

Mayara, de 17 anos, mora com a mãe e quatro irmãos em Fortaleza. Eles recebem o Bolsa Família há aproximadamente cinco anos e o dinheiro do benefício ajuda a pagar o aluguel. A aluna ficou sabendo do concurso por um cartaz fixado no mural da Escola de Ensino Fundamental e Médio João Mattos, onde estuda. A decisão de participar veio após convite feito pela professora a ela e a outros colegas de turma.

Seu ânimo não permitiu que as dificuldades a impedissem de continuar. “Foi trabalhoso fazer a pesquisa. Como na biblioteca da escola não havia material sobre Manuel Belgrano, tema do meu trabalho, tive dificuldades para encontrar material. Pesquisei na internet. A diretora, que conhecia minha situação, sem dinheiro para gastar com lan house, me deixou usar um computador do colégio”, relatou Mayara.

A jovem escreveu uma redação de dez páginas, com o título “Guerreiro libertador da Argentina”. Reconhece que não conhecia nada sobre ele, mas que aprendeu bastante com a pesquisa. Agora, Mayara terá a oportunidade ímpar conhecer outro país e os alunos de outras nacionalidades que também participaram do concurso.

O concurso histórico-literário pretendia selecionar seis alunos dos países participantes do Mercosul, usando como critério de avaliação um trabalho escolar nos formatos de investigação histórica, monografia, ensaio ou texto literário (narração, contos curtos). Mayara e outros cinco brasileiros viajarão com tudo pago, acompanhados por um servidor do Ministério da Educação brasileiro.

Wellington Oliveira / MDS

E-mail enviado por Analyana Soares
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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2010/12/benefici%C3%A1ria-do-bolsa-fam%C3%ADlia-vence.html

SAÚDE: Gasto com remédios compromete 12% da renda dos mais pobres, mostra pesquisa do Ipea

16/12/2010
Do site da Rede Brasil Atual
Por: Flávia Albuquerque, da Agência Brasil


São Paulo – As famílias mais pobres comprometem 12% da renda com a compra de remédios. O gasto médio mensal com medicamentos chega a R$ 6,55 por pessoa. Entre as famílias mais ricas, o gasto médio per capita é de R$ 59,62, que representam apenas 1,7% da renda e nove vezes mais do que o das famílias mais pobres. Esses são alguns dos resultados de um estudo, divulgado hoje (16) em São Paulo, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa trata dos programas de assistência farmacêutica do governo federal, analisa a evolução recente das compras diretas de medicamentos e mede a eficiência do sistema.

Segundo comunicado do Ipea, o consumo por pessoa de remédios comprados na rede privada diminuiu de 11,24 para 9,24 unidades entre 1990 e 2009, uma redução de 19,9%.

O estudo mostra ainda que, do total da população mais pobre, 64,3% tiveram acesso ao medicamento gratuito fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto entre a população mais rica, o percentual é de apenas 15,9%.

Entre 2005 e 2008, a despesa do governo com a compra de medicamentos atingiu R$ 2,3 bilhões por ano. As aquisições de remédios feitas por outros órgãos federais, como hospitais militares e universitários, aumentaram de 6,6% para 12%.

Na avaliação do técnico do Ipea Luís Carlos Magalhães, os resultados mostram que as compras diretas do governo têm tido ganhos de eficiência, garantindo o fornecimento de remédios para mais pessoas com gasto menor. “Dessa forma, pode-se pensar que essa população está tendo melhor cobertura no acesso aos medicamentos, que são um bem completamente vital. Os programas de assistência farmacêutica têm conseguido suprir a incapacidade das populações de baixa renda de ter acesso a medicamentos via mercado privado”.

Magalhães ressaltou que esse aumento das compras assegura o abastecimento para quem não tem condições de comprar os remédios nas farmácias e drogarias porque, “mesmo com os programas de [medicamentos] genéricos, os custos podem ser muito altos para uma família que tem renda per capita de R$ 50 a R$ 70 por mês”.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2010/12/gasto-com-remedios-compromete-12-da-renda-dos-mais-pobres-mostra-pesquisa-do-ipea?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Saúde // Um ano do Hospital Miguel Arraes

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Do Diário de Pernambuco
Por Marília Simas
Caderno de Vida Urbana


Os pacientes que estão internados no Hospital Miguel Arraes, no município do Paulista, tiveram uma tarde especial ontem. Para comemorar o aniversário de um ano da unidade de saúde, funcionários, psicólogos e voluntários celebraram uma missa e distribuíram presentes, além de cantarem músicas natalinas. Um dia diferente na rotina de quem está na unidade.

Joaquim Severino da Silva, 66 anos, que é instrutor de uma autoescola em Olinda, chegou no hospital há quatro dias, após uma crise de pancreatite. ´Essa é a primeira vez que estive aqui e o atendimento foi de qualidade. Dou nota dez para as enfermeiras e 100 para os médicos. Estou sendo muito bem tratado`, disse.

O Hospital Miguel Arraes possui um referencial diferenciado para a construção de um novo modelo de saúde, que visa o maior número de atendimentos com maior rapidez que as demais unidades de saúde. Além disso, a instituição atende aos pacientes considerados graves em três especialidades (cirurgia geral, clínica médica e traumatoortopedia`. São investidos por mês aproximadamente R$ 3,2 milhões de reais para manter a entidade que tem 800 funcionários.

A instituição atende a 1,2 milhão de pessoas que moram na Região Metropolitana do Recife e na Mata Sul de Pernambuco. O superintendente do Hospital Miguel Arraes, Caio Souza Leão, destaca que o trabalho realizado na unidade mudou o perfil e o padrão de atendimento na área de saúde, pois hoje a entidade realiza os tratamentos de urgência e emergência em tempo hábil.

´Estamos conseguindo cumprir a missão que nos foi dada pela Secretaria de Saúde pelo governador Eduardo Campos. Conseguimos desafogar a quantidade de pacientes dos hospitais da Restauração e do Getúlio Vargas. Atendemos 6 mil pacientes neste ano`, relatou.

Saiba mais

Em um ano de funcionamento

19.387 consultas de emergência

12.432 consultas de ambulatório de egressos

3.924 pacientes de ortopedia operados

1.816 pacientes de cirurgia geral operados

254 internações na UTI

884 internações de clínica médica

1.700 internações de cirurgias gerais

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/12/16/urbana6_0.asp

Félix: Brasil tem que se acostumar “com sacos de corpos” voltando da guerra

16/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Natalia Viana, no blog CartaCapital


A frase acima foi proferida pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, para explicar que o Brasil tem que “pagar um preço” se quer ser uma liderança mundial. Segundo o relato do embaixador Clifford Sobel, a conversa se deu em janeiro de 2007, como ele detalhou em um telegrama enviado ao Departamento de Estado às 16:40 do dia 15 de fevereiro de 2007, que será publicado hoje pelo WikiLeaks.

O telegrama secreto descreve um jantar oferecido pelo embaixador a Félix e ao Subchefe-Executivo do GSI, o General-de-Divisão Rubem Peixoto Alexandre.

Na pauta, o pedido da diplomacia para que Félix intermediasse um encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff e o advogado-geral americano – além da perspectiva do Brasil colaborar com a Otan, aliança militar que inclui países da Europa e os Estados Unidos.

Preço a pagar

“Félix estava relaxado e falando francamente, enquanto Alexandre permaneceu em silêncio durante a maior parte da noite”, descreveu Sobel. Ele perguntou sobre os benefícios do Brasil colaborar militarmente com a Otan.

“Felix pareceu circunspecto e disse que os brasileiros devem encarara o fato de que ‘um preço deve ser pago’ para obter um papel de liderança global. O Brasil deve estar disposto a modernizar e empregar suas forças em operações internacionais e confrontar a perspectiva de ‘sacos de corpos retornando ao Brasil. Félix disse que, tanto pessoalmente quanto como militar, ele acreditava que era chegada a hora do Brasil pagar o preço e assumir a posição de liderança no cenário global”, narra o telegrama.

O general diz ainda, segundo o documento, que uma cooperação próxima com a Otan seria vista positivamente pelos militares brasileiros, que compartilham a sua visão.

Venezuela

Durante o jantar o general também voltou a falar do seu desafeto Hugo Chávez.

Disse que a o venezuelano tinha pouca influência no Brasil, recebendo sempre críticas negativas da imprensa, e que “enquanto os governos vizinhos forem democratizamente eleitos, o Brasil tentará ser compreensivo quanto às suas idiossincrasias políticas particulares”.

Felix, interlocutor frequente da embaixada, já tinha deixado clara suas diferenças com o governo em relação à Venezuela durante um almoço na residência do embaixador em 2005 – mas disse preferir se manter alinhado com a posição oficial.

Ele também reclamou da designação da Região da Tríplice Fronteira como alvo do Hezbollah. Desde 2006 o governo americano menciona possíveis atividades terroristas na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina em seu relatório anual.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Nadadora que sofreu abuso na infância diz que ficou feliz com resultados de CPI

16/12/2010
Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Símbolo do combate aos crimes ligados à pedofilia, a nadadora Joanna Maranhão(foto) acompanhou hoje (16) a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. Ela, que foi vítima de abuso sexual de seu próprio treinador quando tinha 9 anos de idade, acabou virando nome da lei que mudou as regras para a prescrição desse tipo de crime.

Agora, a prazo para que o crime prescreva só começa a contar a partir da maioridade da vítima, a não ser nos casos em que a denúncia tenha sido feita antes dos 18 anos.

“Tenho orgulho de saber que pude ajudar, nem que seja 0,1%. Fico muito feliz que essa CPI tenha chegado a algum lugar, que as pessoas tenham acordado para isso”, comentou.

Para Joana, é preciso que o assunto faça parte da educação da criança. “É preciso ensinar que não pode pegar aqui ou ali”, disse. “Quando era criança e fui falar o que acontecia comigo para a minha mãe, ela achou que eu tinha interpretado errado algum ato de carinho dele [do treinador]. Aí eu me calei. A maioria das crianças se cala”, acrescentou.

A CPI aprovou hoje o relatório final depois de três anos de trabalho. Entre as recomendações está a adoção medidas para que diversos órgãos do governo tornem mais rígidas a apuração de crimes ligados à pedofilia.

Edição: Juliana Andrade
Itálico
Leia também:

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica;jsessionid=3C57F0377D56796F00266BD550A5C700?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1123201

Assédio moral, o fantasma no ambiente de trabalho

15 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Artigo produzido pelo Diesat* , via Adital


Nesta entrevista a Dra. Margarida Barreto, médica ginecologista e do Trabalho, pesquisadora do Núcleo de Estudos Psicossociais de Exclusão e Inclusão Social (Nexin PUC/São Paulo), explica o que é assédio moral e como o trabalhador deve procurar ajuda e alerta: ” Quem é humilhado sistematicamente, pode sair das ideações suicidas e agir, rumo a morte, tirando a própria vida, por não suportar o sofrimento”.

Diesat: O que é assédio moral?


Dra. Margarida Barreto: Assediar alguém significa estabelecer um cerco e não dá trégua ao outro, humilhando, inferiorizando e desqualificando-o de forma sistemática e repetitiva. São ataques verbais e gestuais, perseguições e ameaças veladas ou explicitas; fofocas e maledicências que ao longo do tempo, vão desestabilizando emocionalmente e devastando a vida do outro.

Para a UNIÃO EUROPEIA o assédio moral é um comportamento negativo entre colegas ou entre superiores e inferiores hierárquicos, em que a vitima é objeto de ataque sistemático por longo tempo, de modo direto ou indireto, contra uma ou mais pessoas.

Já a Organização Internacional do Trabalho considera-o todas as vezes em que uma pessoa se comporta para rebaixar o outro, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes contra uma pessoa ou um grupo de trabalhadores. São críticas repetitivas e desqualificações, isolando-o do contato com o grupo e difundindo falsas informações sobre ele.

Qualquer que seja o conceito usado, no assédio há sempre um núcleo ou matriz que encontramos em todos os países, mostrando que estamos ante uma tortura psicológica nas relações interpessoais no local de trabalho, o que nos leva a considerá-la como um problema de saúde publica. Nesta matriz, encontramos algumas táticas que se repetem: isolar, ignorar, desqualificar, desmoralizar, desestabilizar, degradar as condições de trabalho e forçar a pedir demissão ou desistir do emprego, do projeto, da empresa. Resumiríamos, afirmando que em todos os casos de assédio moral encontramos:

-Repetitividade e persistência da ação
-Intencionalidade
-Temporalidade e direcionalidade
-Degradação das condições de trabalho


Os efeitos são devastadores a vida (físico/psicológico) das pessoas que são humilhadas e sofrem agressões verbais e outros atos de constrangimento, quer no âmbito publico ou privado (a portas fechadas). Aqui, a diferença está na relação de poder estabelecida, que pode ser assimétrica ou simétrica com atos de violência explícitos ou sutis.

Diesat: De que forma o trabalhador é assediado no ambiente de trabalho?

Dra. Margarida Barreto: Leymann, o primeiro estudioso do tema, a pratica do assédio moral envolve mais de 40 atos que fazem parte de um processo que ocorre ao longo do tempo, por um período de seis meses. Para ele, existe o assédio moral quando há uma relação assimétrica de poder e este, pode ser em conseqüência de uma experiência maior ou mesmo, uma maior proximidade com a alta hierarquia. Deste modo, ele catalogou quatro grandes grupos de ações: ações contra a dignidade; ações contra o exercício do trabalho; manipulação da comunicação e ações de iniqüidade.

Como exemplo de ações muito comuns aqui em nosso país, citaria: isolar dos colegas e ignorar sua presença; dar instruções confusas, sobrecarregar trabalho, bloquear o andamento do trabalho, criticar em publico, constrangendo-o ou desqualificando-o; impor horários injustificados; caluniar; disseminar fofocas e maledicências; transferir de setor sem conhecimento prévio; proibir colegas de conversar, almoçar entre tantos outros atos, contanto que reforce o lema. “Não falte para não perceberem que você não faz falta”, passando a idéia que o trabalhador é um inútil, ou que faz é tão pouco que não tem valor para a Empresa.

Diesat: Quando começaram as discussões sobre o problema?

Dra. Margarida Barreto: Na Europa, o tema foi bastante discutido por Leymann e posteriormente, Marie France Hirigoyen. Aqui no Brasil, começamos a ouvir atentamente os trabalhadores que eram humilhados em seu local de trabalho desde o inicio a partir de 1993. Sabíamos que humilhar o outro não era novo. Mas, os relatos que nos chegavam, eram freqüentes. O fato é que a intensificação das humilhações no trabalho coincide com as mudanças que ocorreram na forma de organizar o trabalho e nas políticas de gestão, nestes últimos 30 anos. Mudou o discurso e novos rótulos surgiram para velhas questões. Por exemplo, ser flexível passou a apontar um novo horizonte de expectativas no qual o trabalhador agora denominado de “colaborador”, deverá estar sempre motivado, ser dinâmico e comunicativo, aberto para os novos desafios, ter capacidade para trabalhar em grupo, ser criativo e competitivo como forma de ascender no mundo do trabalho e em especial ser dedicado a empresa e seu trabalho. O discurso é sedutor, pois a flexibilidade deve ser aceita e internalizada por todos; é uma forma de compensar a insegurança que passo aparecer a partir das demissões massivas e reestruturações constantes. Cada um deve suportar o novo desafio, a nova sobrecarga e mostrar que é capaz de se ajustar aos novos tempos. Com poucas pessoas executando mais tarefas, sob intensa pressão para produzir, não precisamos refletir muito para constatar as consequencias que isso traria no tempo: novas doenças e mais demissões. Fomos percebendo que as humilhações neste contexto, era algo que fazia parte da micropolitica de controle empresarial e que se manifestava na corrente dos gestos cotidianos. Estávamos diante de uma ferramenta de controle dos gestos, da voz, dos pensamentos e emoções. Assim, devemos avaliar as novas doenças, os novos riscos emergentes em associação as mudanças no mundo do trabalho e que foram profundas. Ressalto também que a reestruturação produtiva veio acompanhada de desregulamentações das relações de trabalho, de flexibilização dos direitos, da adoção de novas políticas de gestão quer por injuria ou pelo medo, de controle rígido e disciplinar dos trabalhadores, da colonização do imaginário, quer por política de punição aos que não alcançaram as metas ou por premiação dos “bons” na capacidade de ultrapassá-las e dá produção. É um ambiente propicio para instaurar o conflito entre colegas e a competitividade, passa a ser a regra.

Sabemos que as empresas estão mais preocupadas em aumentar seus lucros com poucos gastos que com a saúde dos seus trabalhadores. O que importa é faturar cada vez mais e o trabalhador que adoece vira peça descartável e que deve ser trocada. Então ser flexível para o capital, é ser capaz de se adaptar, em reagir ao invés de agir; em aceitar ao invés de resistir e lutar.

Porque afirmo isso? Quando o trabalhador adoece, envelhece ou questiona praticas ilícitas ou não se submete as normas que lhes são impostas, perde o valor e torna-se uma “persona non grata”, o que o obriga, freqüentemente, a deixar a empresa. O valor do trabalhador está em ser guerreiro 24 horas, não adoecer, não ter família, não ter preocupações e preferencialmente, que todo o seu pensamento e emoções, estejam direcionados ao bem estar da empresa. Logo, todo assédio tem como intencionalidade forçar o outro a desistir do emprego, pedindo a demissão ou mesmo desistindo de um projeto ou mudando de setor, de Estado.

Diesat: Existe uma categoria que apresente mais denúncias relacionadas a assédio moral?

Dra. Margarida Barreto: Hoje, é difícil você dizer qual a categoria que não tem assédio moral nas relações de trabalho. Isso porque o assedio tem como causalidade a organização do trabalho e uma cultura organizacional que mantém e reproduz a “voz” da organização, como verdade absoluta e inquestionável. Mas, poderíamos apontar as categorias em que é muito comum: saúde, educação, comunicação em especial com os jornalistas e o setor de serviços, como por exemplo, os bancários.

Diesat: Como o movimento sindical pode auxiliar trabalhadores que sofrem assédio?

Dra. Margarida Barreto: Em primeiro lugar, o dirigente deve ouvir seu companheiro. É necessário que os dirigentes compreendam e conheçam esse novo mundo do trabalho nesta nova configuração, em que os trabalhadores foram transformados em nômades do trabalho e das relações, vivendo uma sociedade sem emprego, com uma vida limítrofe e caótica, tendo que se submeter a exploração. É necessário que os dirigentes conheçam os novos riscos emergentes, reflitam a cultura empresarial, que escutem e compreendam a voz daqueles que sofrem, adoecem e morrem do/no trabalho. Se não conhecem o que acontece de fato no intra-muros, a ação se restringe a julgar ou encaminhar o trabalhador assediado para o medico ou o departamento jurídico, em atos e ações individualizadas. E as ações coletivas, ficam esquecidas.

Se não tivermos uma práxis compromissada com classe trabalhadora, poucas vitórias alcançaremos. Digo isto, pois vejo por esse Brasil, muitos “dirigentes” que sequer sabem o que ocorre dentro daquela empresa em que ele um dia, trabalhou e isso leva a atitudes de indiferença em relação a dor do outro. Falta reflexão-ação, sonhos pessoais que se mesclem com os sonhos coletivos, falta luta ativa, organização por local de trabalho, mobilização e compromisso de classe! Pensar em eliminar o assédio moral das relações laborais passa pela luta por justiça, por dignidade, por generosidade, por respeito nas relações de trabalho, por uma nova forma de organizar o trabalho em que a cultura reforce a autonomia e criatividade para pensar e fazer; que a vida daqueles que produzem riquezas, seja privilegiada em sua plenitude. Um sindicalismo “combativo” não pode defender os interesses do capital, viabilizando a existência de empresas que matam e adoecem centenas de trabalhadores anualmente, com a desculpa que está preservando o emprego. Aqui, é uma questão de defesa da vida. Não podemos sair de um sindicalismo de contestação e caminhar para um sindicalismo de “viabilização das empresas. Enquanto esse cenário persistir, assistiremos o aumento da exploração no trabalho – que é uma face da violência – a intensificação da flexibilidade, mobilidade e humilhações para produzir, sob o olhar passivo do movimento sindical

Diesat: Quais são as conseqüências na saúde destes trabalhadores?

Dra. Margarida Barreto: Quem sofre o assédio moral no trabalho, manifestará algumas reações. A primeira seria uma reação social cuja resposta corporal a ação nociva, se manifesta como isolamento social, ressentimentos, tristeza, reprodução da violência em outros espaços e até mesmo com filhos. Há aumento do uso de drogas, quebra dos laços afetivos e muitas crianças de país que sofreram violência no trabalho, tem menor desempenho na escola. Em segundo lugar, a pessoa assediada sente um mal estar que se manifesta no julgamento negativo de si, como se fosse sem valor ou mesmo um lixo.

Além das varias alterações cotidianas, devido aos pensamentos repetitivos e recorrentes, com o tempo, começam a apresentar doenças e danos psíquicos com idéias de indignidade, esquecimentos, choro freqüente e que podem caminhar para a depressão, o burn-out, a síndrome do pânico e outros transtornos da esfera mental E por ultimo, quem é humilhado sistematicamente, pode sair das ideações suicidas e agir, rumo a morte, tirando a própria vida, por não suportar o sofrimento.

Assim o assédio moral gera morte. A Marie France lembra que “Não se morre diariamente de todas as agressões, mas perde-se uma parte de si a cada noite, volta-se para casa exausto, humilhado, deprimido. É a repetição do ato que é destruidor”. Estamos diante de um risco que tem repercussões na família, desestruturando-a freqüentemente e devastando a vida daquele que sofre a violência moral ou psicológica no local de trabalho. Estamos falando de mais um risco no ambiente de trabalho, que causa danos a dimensão física, psíquica, moral, intelectual, social, cultural ou espiritual do ser humano.

Daí a necessidade de compreender essa relação capital x trabalho para atuar com compromisso de classe, pois ter saúde, ser livre e feliz, envolve a ordem do conhecimento, da razão livre, dos bons encontros, da compreensão não somente de si mesmo, mas dos outros e somente com os outros podemos transformar o mundo do trabalho e a sociedade em que vivemos.

Diesat: O que levou a doutora a pesquisar sobre o tema?

Dra. Margarida Barreto: Comecei a trabalhar no Sindicato dos Químicos ao final de 1992, logo após o término do curso de especialização em medicina do trabalho. E neste espaço passei a ouvir historias de sofrimento e compreendi desde o inicio que a dor colocada não era resultante de fraquezas individuais. Ao contrário: estava diante de guerreiros e guerreiras da produção e que após dá a vida em uma determinada empresa, sentiam-se traídos porque adoeceram ou porque questionaram a empresa e como resultado, mudava a forma da empresa de lidar com eles.

As histórias de sofrimento me atravessavam e na tentativa de ajudá-los ativamente, procurei a Psicologia Social da PUC/SP para fazer o mestrado. Lá, sistematizei uma pesquisa que resultou na escuta atenta de 2072 trabalhadores de 97 empresas do ramo químico, plástico, cosmético e farmacêutico e cujo nome da dissertação foi dado por um trabalhador que após contar sua historia, me disse: “eu vivo dentro da empresa uma jornada de humilhações”. Ele me deu o nome e a chave da compreensão dos gritos de sofrimento que escutava.

* Diesat é o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/assedio-moral-o-fantasma-no-ambiente-de-trabalho.html