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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem paga a conta dos panfletos da CNBB

Sábado, 11 de dezembro de 2010
Do blog "Oni Presente"


Seria engraçado se o fato em si não trouxesse à baila uma tragédia, das mais ricas, em que vários elementos se misturam: sortirdez, mentiras,hipocrisia e interesses escusos. Falo dos panfletos pagos e distribuídos pela CNBB e, pelo que sabemos, com dinheiro dos fiéis. Não seria essa, a campanha de arrecadação, um "tapa" na cara de cada fiel que doa seu dinheiro para a CNBB apoiar candidatos direitistas, como na última campanha eleitoral? Mesmo que não fossem candidatos da direita, é justo a CNBB apoiar financeiramente políticos?

Está no ar, até amanhã 12 de dezembro de 2010, uma campanha que visa arrecadar dinheiro para "evangelização", promovida pela CNBB, na grande Mídia.

O lema da campanha é evangelização, mas a CNBB não explica a divisão das doações recebidas, em que uma parte VAI PARA A CONFECÇÃO e DISTRIBUIÇÃO de panfletos mentirosos, descaradamente sórdidos e podres (pasmem) em todo Brasil? E quem paga é a Mitra Diocesana de Guarulhos?

Não! Quem paga é você com sua contribuição, que deveria ser destinada para "evangelização"!



Panfletos da CNBB e suas relações obscuras

Reproduzo o texto de ALTAMIRO BORGES e a grave denúncia publicada no blog NaMariaNews:

A desgraça dos panfletos contra a Dilma, que "supostamente" bispos da CNBB mandaram imprimir na Gráfica Pana, no Cambuci, tem em documento de encomenda/fatura o e-mail de um senhor chamado "kelmon.luis@theotokianos.org.br" (Kelmon Luis da S. Souza).

Ora, trata-se do e-mail da Associação Theotokos, da qual o Sr. Kelmon é o presidente.

Pelo RegistroBR sabe-se que o site está em nome da Casa de Plínio Salgado, que por sua vez é isto (credo!).

Será o benedito que a santa madre igreja tá nesse terror de mandar essa gente mandar uma gráfica fazer e entregar panfleto mentiroso, descarado, sórdido e podre no Paraíso, Barra Funda e Rua do Bosque? E quem paga é a Mitra Diocesana de Guarulhos?

Que relações são essas?

Desculpe, sou alma ingênua.

O dono da Editora Gráfica Pana LTDA é Alexandre Takeshi Ogawa. O pai, Paulo Ogawa, que aparece no vídeo é o "contador". Sócia da gráfica é Arlety Satiko Kobayashi, funcionária pública da Assembleia Legislativa de SP (ver DO: matrícula 5057); filiada do PSDB do bairro da Bela Vista; décima maior doadora da campanha de Victor Kobayashi (vereador suplente PSDB, 2008; em 2010 candidato a deputado estadual, não eleito), que por sua vez é filho do também político Paulo Kobayashi, falecido, e que solta belezas difamatórias no Twitter.

2.100.000 panfletos, por R$33 mil - Quem paga? (A RESPOSTA ESTÁ ESTAMPADA ACIMA!)

Por que os panfletos teriam de ser entregues na Barra Funda, na Rua do Bosque (que também é Barra Funda) e no bairro do Paraíso? O que a Mitra Diocesana teria a ver nesses lugares? Qual é a rede nessa história?

A Associação Theotokos fica exatamente na Rua do Bosque, 1903 - Barra Funda - São Paulo - CEP 11360-001 - essa casa abaixo. Para onde iriam os panfletos depois daí?

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/10/os-panfletos-mentirosos-da-cnbb-e-suas.html#ixzz12d7aTHYI
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Fonte:http://blogdoonipresente.blogspot.com/2010/12/quem-paga-conta-dos-panfletos-da-cnbb.html

30 anos do AI-5 - Não vamos esquecer

Postado por Irineu Messias, em 13.12.2010
Do site da "Fundação Perseu Abramo"
Publicado originalmente em 13/12/1998


"Se neste momento solene
Não lhes proponho um feriado comemorativo
Da sacrossanta glória da burrice nacional
É porque, todos os dias,
Graças a Deus,
Do Oiapoque ao Chuí,
Ela já é gloriosamente festejada."

(Tom Zé, na música "Burrice Nacional", 1968)


Previsão do tempo:
Tempo negro.
Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º, em Brasília.Mín.:5º, nas Laranjeiras

(Publicado no Jornal do Brasil, no dia seguinte à decretação do AI-5)

Esta anticomemoração que a Fundação Perseu Abramo realiza é uma forma de lembrarmos os 30 anos do Ato Institucional nº 5, decretado em 13 de dezembro de 1968. Com ela, pretendemos não deixar passar em branco nosso repúdio a este ato e ao que ele representou como agressão à democracia, ao Brasil e ao seu povo.

O Ato Institucional nº 5 (AI-5) acentuou o caráter ditatorial do governo militar instalado em 1964 no Brasil. Com ele, o Congresso Nacional e as Assembléias Legislativas estaduais foram colocados em recesso, e o presidente, à época o general Costa e Silva, passou a ter plenos poderes para cassar mandatos eletivos, suspender direitos políticos, demitir ou aposentar juízes e outros funcionários públicos, suspender o habeas-corpus em crimes contra a segurança nacional, legislar por decreto, julgar crimes políticos em tribunais militares, dentre outras medidas autoritárias. Paralelamente, nos porões do regime, generalizava-se o uso da tortura, do assassinato e de outros desmandos. Tudo em nome da "segurança nacional".

Mas, sobretudo, o AI-5 atingiu o que restava de esperança de mudar o Brasil, fazê-lo voltar ao caminho democrático, após o desvio de rota causado pelo golpe de 1964. Nos depoimentos que recolhemos para esta anticomemoração, fica muito evidente esta conseqüência do Ato 5, que levou muitos dos jovens que se empenhavam na oposição ao regime militar a optarem pela luta armada.

Outro ponto importante a ser ressaltado – e que é lembrado em mais de um depoimento – é o fato de muitos dos personagens que participaram da decretação do regime de exceção, ou dele foram beneficiários, hoje posarem de democratas radicais, lutadores contra o autoritarismo. Alguns só faltam dizer que foram perseguidos pelo regime militar, quando na verdade foram seus instrumentos. Outro é o caso daqueles que foram efetivamente punidos pelo AI-5, e hoje dão as mãos – e quem sabe mais o quê – aos seus antigos algozes. Estes escolheram um novo rumo para suas vidas.

Esperamos que os depoimentos aqui reunidos sirvam, para aqueles que viveram e sofreram com Ato 5, como forma de recuperação daquele passado, para que nosso país não venha a repeti-lo, seja por que pretexto for; para aqueles que não viveram os anos duros do regime militar, que sirvam para que conheçam um momento particularmente importante da nossa história, que valeu, pelo menos, para que muitos brasileiros dessem provas de um espírito de luta em favor da liberdade e da justiça como poucas vezes se viu.
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Fonte:http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/memoria-e-historia/exposicoes-virtuais/30-anos-do-ai-5-nao-vamos-esquecer

Na falta de um Bin Laden de verdade

13 de Dezembro de 2010
Do Portal "Vermelho"
Por Leandro Fortes, em seu blog

Ironia do destino, caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff, pôr fim a uma guerra interna do governo federal: qual é a posição que o Brasil deve ter sobre o terrorismo? Ex-militante da esquerda armada durante a ditadura, a sucessora de Lula foi chamada de terrorista na campanha eleitoral.

Mas, como decidiu manter Nelson Jobim no Ministério da Defesa, vai continuar a conviver com o intenso lobby dos militares, apoiados pela turma conservadora da agricultura, a favor de uma lei que defina como terroristas os líderes de movimentos sociais, inclusive estudantes e atingidos por barragens. E, sobretudo, os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST. No governo Lula, a ideia nunca prosperou, o que não desanimou os defensores do projeto.

Um grupo de trabalho montado no governo passou os últimos dois anos debruçado sobre um tema geral – a elaboração de uma nova Lei de Segurança Nacional – para cuidar de outro, específico e mais urgente, a tipificação do crime de terrorismo no Brasil. Entre os integrantes do grupo, criado em 14 de julho de 2008, estavam representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Casa Civil, Advocacia-Geral da União (AGU), dos ministérios da Justiça, Defesa, Relações Exteriores, Planejamento, Ciência e Tecnologia, além dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Há cinco meses, e após dez reuniões de trabalho, foi produzido um relatório ambíguo e conflituoso. As discussões, conduzidas pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, desembocaram num texto dividido em quatro eixos: a defesa das instituições democráticas; as ameaças externas; as ameaças às áreas estratégicas econômicas e de infraestrutura; e o combate ao terrorismo.

Nos três primeiros tópicos, salvo poucas questões conceituais, não houve divergências relevantes. No quesito terrorismo, contudo, o coordenador do grupo de trabalho, Felipe de Paula, titular da secretaria, foi obrigado a capitular diante do lobby fardado: cravou, no texto final, a opção preferencial pelo combate ao financiamento ao terrorismo, tese defendida pelo setor civil do grupo, mas viu-se obrigado a relatar a divergência a respeito da necessidade de se tipificar o crime de terrorismo, como queriam os militares comandados por Jobim.

As contradições estabelecidas em torno do tema têm um vício de origem. O grupo de trabalho foi criado no ambiente da chamada Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) do Conselho de Governo, órgão de assessoramento do presidente da República. O presidente do Creden é o general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do GSI e personagem central desse cabo de guerra travado, desde o início do governo Lula, entre os aliados aos movimentos sociais e os setores afinados aos comandantes militares. De 2006 para cá, Félix e sua tropa investiram duas vezes na tentativa de tipificar o terrorismo. Perderam a primeira batalha em 2007, mas conseguiram abrir uma brecha na segunda, em 2010 – e é aí que a posição de Dilma Rousseff será decisiva.

A presidente está na origem do movimento interno, levada a cabo no Palácio do Planalto, que frustrou a primeira tentativa de enquadrar os movimentos sociais como agentes do terrorismo. Em novembro de 2007, após dez meses de estudo, o então ministro Tarso Genro conseguiu matar um anteprojeto que pretendia igualar, em status e infâmia, o líder do MST João Pedro Stedile a Osama bin Laden.

Um ano antes, a ideia de se tipificar o terrorismo havia ganhado corpo no âmbito da chamada Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Encla), elaborada em reuniões realizadas, todos os anos, para definir a política brasileira de enfrentamento a esse tipo de crime. Embora o objetivo da Encla nada tenha a ver com terrorismo, o assunto foi colocado na agenda por pressão do GSI. Para tal, formou-se um primeiro grupo de trabalho do qual faziam parte a AGU, a Casa Civil, o Ministério da Defesa, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Associação Nacional de Juízes Federais.

À frente das discussões, e à revelia do Ministério da Justiça, o general Félix apressou-se em produzir uma pérola normativa de tal forma genérica que, no fim das contas, poderia transformar em terrorista tanto um genocida como estudantes que invadam reitorias para reivindicar melhora na comida do refeitório da universidade. Era assim o artigo 1º do texto bolado pelo GSI: “Os crimes previstos neste título serão punidos quando cometidos com a finalidade de infundir estado de pânico ou insegurança na sociedade, para intimidar o Estado, organização internacional ou pessoa jurídica, nacional ou estrangeira, ou coagi-los à ação ou omissão”. Nesses termos, até os humoristas do CQC ou do Pânicopoderiam ser presos e autuados como terroristas.

Antes de Genro, Márcio Thomaz Bastos teve o cuidado de engavetar o delírio antiterrorista do GSI sob o argumento de que o texto tinha apenas um objetivo: incriminar os movimentos sociais. Para recolocar o assunto nos trilhos da legalidade, Bastos tirou a discussão da esfera do general Félix e nomeou o então secretário de assuntos legislativos da pasta, Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, para conduzir os trabalhos. Em seguida, decidiu encaminhar ao Congresso uma proposta de emenda ao projeto de lei sobre lavagem de dinheiro com a intenção de somente enquadrar o financiamento a atos de terror no País. O projeto foi aprovado no Senado e espera para ser votado na Câmara.

Descobriu-se, agora, que o governo desagradou não apenas aos militares e os ruralistas, mas os Estados Unidos. De acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks, relatos enviados a Washington pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, em 2008, demonstram a frustração em relação ao rumo do projeto. Desde os atentados de 11 de Setembro de 2001, os EUA tentam impor ao mundo legislações duras de combate ao terrorismo. Em um dos telegramas, Sobel insinua ter sido Dilma Rousseff, na Casa Civil, a responsável pela articulação que resultou na derrota das teses de Jobim e Félix.

Perdida a primeira batalha, o GSI e o Ministério da Defesa organizaram-se rapidamente para colocar o tema do terrorismo, outra vez, na agenda do governo, mas com o cuidado de não deixar o Ministério da Justiça assumir novamente o protagonismo da discussão. Daí a ideia de, sete meses depois de o anteprojeto elaborado ter sido enviado ao Congresso, em julho de 2008, o general Félix acionar o Creden para elaborar uma nova Lei de Segurança Nacional. Com boa desculpa. A LSN atual, de 1937, turbinada pela ditadura em 1967 e revisada em 1983, é um entulho autoritário em desuso há ao menos duas décadas.

Em outubro de 2008, Félix montou o grupo de trabalho para estudar a nova legislação, agora chamada de Lei para a Defesa da Soberania e do Estado Democrático de Direito. Certo de que teria nas mãos a condução do processo, formou um time no qual, além do GSI e da Defesa, entraram os comandos militares, cada qual com seis representantes – quatro deles oficiais-generais: dois brigadeiros, um almirante e um general. Montar um texto para tipificar o crime de terrorismo seria, portanto, barbada. Não foi. Em outubro de 2009, por pressão de Tarso Genro, a discussão foi enviada novamente pelo presidente Lula ao Ministério da Justiça.

“Nossa preocupação, antes de tudo, é com a questão dos direitos individuais e dos princípios do Estado Democrático”, resume Felipe de Paula, atual secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. À frente da coordenação dos trabalhos, ele conseguiu conter a sanha contra os movimentos sociais. Mas o GSI impôs no texto a existência da divergência sobre a tipificação do terrorismo.

Dilma Rousseff não pretende mexer nesse vespeiro até assumir a Presidência. Até lá, Felipe de Paula estará à frente de um subgrupo de trabalho, montado em agosto deste ano, com o objetivo de redigir o anteprojeto da nova LSN, com base no relatório produzido pelo Creden. Como dificilmente o general Félix permanecerá no GSI – que, inclusive, poderá voltar a ser apenas um Gabinete Militar –, é pouco provável que Jobim, sozinho, consiga transformar os sem-terra em terroristas com o aval da presidente. Isso não significa que ele não tentará.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=143592&id_secao=1

Cancún, mudança climática e WikiLeaks

11 de dezembro de 2010
Da Revista Fórum
Por Amy Goodman

Graças às mensagens diplomáticas publicadas pelo WikiLeaks recentemente, os Estados Unidos, o maior contaminador da história do planeta, está envolvido em "um negócio muito, muito sujo".

Cancún, México. Nessa semana, sob os auspícios das Nações Unidas, aconteceram negociações de vital importância para reverter o aquecimento global provocado pelos seres humanos. Trata-se da primeira reunião de grande importância desde o fracasso da Cúpula de Copenhague, em 2009, e se desenvolve no final da década mais quente que tenha se tenha registro. Apesar de muita coisa estar em jogo, as expectativas são poucas e, segundo temos conhecimento, graças às mensagens diplomáticas publicadas pelo WikiLeaks recentemente, os Estados Unidos, o maior contaminador da história do planeta, está envolvido no que um jornalista aqui classificou de "um negócio muito, muito sujo".

Um negócio sujo de verdade! No ano passado, em Copenhague, o presidente Barack Obama apenas chegou à cidade, conseguiu isolar um grupo seleto de países do restante da Cúpula, reunião a que somente poderia participar quem tivesse convite, para negociar o que foi divulgado como o "Acordo de Copenhague". Esse acordo esboça um plano para que os países "se comprometam" publicamente a reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo em que aceitam se comprometer com algum tipo de processo de verificação.

Também, segundo esse acordo, os países ricos e desenvolvidos se comprometeriam a pagar milhões de dólares a países pobres em vias de desenvolvimento para ajudá-los a adaptar-se à mudança climática e para que tenham economias baseadas em energias ecológicas em seu caminho rumo ao desenvolvimento. Isso pode soar bem; porém, na realidade o acordo foi desenhado para substituir o Protocolo de Kyoto, um tratado vinculante em âmbito mundial que conta com mais de cento e noventa países signatários. Chama a atenção que os Estados Unidos nunca o assinou.

As mensagens do Departamento de Estado estadunidense publicados por WikiLeaks ajudam a esclarecer o que aconteceu. Um dos principais críticos dos países desenvolvidos na etapa prévia à Cúpula de Copenhague foi o presidente Mohamed Nasheed, da República de Maldivas, um país formado por pequenas ilhas no Oceano Índico, que finalmente assinou o Acordo de Copenhague. Um memorando secreto do Departamento de Estados dos EUA, filtrado através de WikiLeaks, datado de 10 de fevereiro de 2010, resume as consultas feitas pelo recentemente nomeado Embaixador de Maldivas nos Estados Unidos, Abdul Ghafoor Mohamed. O memorando informa que durante seu encontro com o enviado especial adjunto dos Estados Unidos para a mudança climática, Jonathan Pershing, o embaixador disse:

"As Maldivas gostariam que países pequenos como nós, que estão na primeira linha do debate sobre mudança climática, recebam uma ajuda concreta por parte das economias maiores. Dessa maneira, outros países perceberiam que se pode obter vantagens a partir de sua expressão de conformidade". Mohamed pediu cinquenta milhões de dólares para desenvolver projetos para proteger Maldivas do aumento do nível do mar

Pershing aparece em um memorando relacionado ao de Maldivas, datado uma semana depois, que se refere a uma reunião com Connie Hedegaard, Comissária Europeia de Ação pelo Clima, que desempenhou um papel chave em Copenhague, da mesma forma que agora em Cancún. Segundo o memorando, "Hedegaard sugeriuque os países da Aliança de Pequenos Estados Insulares (AOSIS, por suas siglas em inglês) ‘poderiam ser nossos melhores aliados`, já que necessitam financiamento". Em outro memorando, datado de 17 de fevereiro de 2010, foi informado que "HEDEGAARD respondeu que devemos fazer algo a respeito dos países que não cooperam, como a Venezuela ou a Bolívia". As declarações provinham de uma reunião com o Assessor Adjunto de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos Internacionais, Michael Froman. O memorando continua dizendo: "Froman esteve de acordo em que necessitamos neutralizar, cooptar ou marginalizar a esses e a outros países, tais como Nicarágua, Cuba ou o Equador".

A mensagem é clara: Se jogam com os Estados Unidos, receberão ajuda; se se opõem, receberão castigo.

Aqui em Cancun, perguntei a Jonathan Pershing e ao principal negociador estadunidense e enviado especial para a mudança climática, Todd Stern, acerca dos memorando e acerca de se o papel dos Estados Unidos equivalia a suborno ou democracia: "Se discute muito aqui, dentro e fora da Cúpula, acerca da coerção que se exerce tanto para que os países assinem o acordo, como para castigar àqueles que não o assinam, como Bolívia e Equador. A pergunta que vem é: ‘Isso é suborno ou democracia?` O que podemos esperar disso? Quais são seus comentários acerca das publicações de WikiLeaks?"

Stern respondeu: "Acerca das publicações de WikiLeaks, em si mesmas, não tenho comentários; é a postura do governo dos Estados Unidos. Em relação à sua pergunta mais ampla, lhe contarei uma breve anedota. Você deve recordar de uma das intervenções mais enérgicas, eloqüentes e fortes da noite final da Cúpula de Copenhague do ano passado, quando o Ministro da Noruega, Eric Solheim, ficou de pé após ter sido acusado diretamente de que a Noruega incorria em suborno por ser tão generosos em suas contribuições de assistência para mitigar os efeitos da mudança climática. Solheim ficou de pé e deixou sem argumentos a quem havia sugerido tal coisa, ao dizer-lhe que não podia, por um lado, pedir ajuda e expor uma sólida causa legítima de necessidade de assistência pela mudança climática; e, por outro, dar as costas e acusar-nos de suborno. Se desejam acusar-nos de suborno, eliminemos, então, a causa de qualquer acusação de suborno, eliminemos o dinheiro. Estive completamente de acordo com ele nesse momento e continua com a mesma posição agora".

Perguntei-lhe: "Então, o que acontece com os países que foram castigados? Bolívia e Equador...".

Stern disse: "Passemos à próxima pergunta".

O moderador disse: "Creio que passaremos à próxima pergunta, por esse outro lado da sala..."

Sim, essa pergunta se referia aos países que os Estados Unidos retiraram o dinheiro da assistência destinado a minimizar os efeitos climáticos, como Equador e Bolívia, por se opor ao Acordo de Copenhague. Tanto ele quanto Pershing, como também o moderador, ignoraram a pergunta.

No entanto, Pablo Solón, embaixador da Bolívia para as Nações Unidas, tem uma resposta. Solón disse que os fatos falam por si mesmos: "Somente posso referir-me aos fatos, porque uma coisa que posso dizer com respeito às publicações de WikiLeaks é que não contêm fatos, portanto não quero julgar a nenhum país com base nisso; porém, posso assegurar-lhes é que cortaram a assistência a Bolívia e ao Equador. Isso é um fato. Além disso, disseram muito claramente: ‘Vamos cortar a ajuda porque vocês não apóiam o Acordo de Copenhague`. E isso é chantagem". O Embaixador Solón não se mostra otimista a respeito do resultado das negociações que se desenvolvem em Cancún.

Solón disse: "Os compromissos propostos nesse momento implicam um aumento da temperatura de quatro graus Celsius. Isso é uma catástrofe para a vida humana e para a Mãe Terra".
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/12/11/cancun_mudanca_climatica_e_wikileaks/

Apagão de notícias

Segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Do blog de Guilherme Scalzilli

Todo ano, em determinados períodos, a imprensa oposicionista constrói seu espetáculo de calamidades. Os preferidos em época de férias são os já famosos “apagões” infra-estruturais: aeroportos caóticos, inundações, panes elétricas. É ocioso mas prudente esclarecer que o problema desse noticiário não reside na denúncia ou no constrangimento das autoridades. Reside na distorção.

O jornalismo escandólatra costuma utilizar dois tipos de logro: o que prega a exclusividade brasileira para contratempos de determinada natureza e o que privilegia apenas as ocorrências de responsabilidade federal.

Para endossar o primeiro logro, usa-se freqüentemente a cômoda justificativa da relevância. Segundo os espertalhões, o público local não está interessado em saber se Barajas, o principal aeroporto espanhol, a Guantánamo dos turistas latino-americanos, acaba de entrar em colapso por causa de uma greve dos controladores de vôo (soa familiar?). Tampouco se no período de férias (em alguns locais durante meses) os maiores aeroportos do planeta viram gigantescos albergues de vítimas da ganância e da impunidade das empresas aéreas. Sim, também lá.

O segundo logro nasce de artimanhas menos polidas. Quando foi a última vez que alguém leu sobre a saturação do Poupatempo, em especial dos serviços ligados ao setor de Transportes? Quase diariamente, as mais movimentadas rodovias paulistas atravessam horas entupidas por congestionamentos absurdos. Não precisa chover, tampouco haver acidentes. O retrato das “melhores estradas” é o caos. O caos mais oneroso do país. Não apenas os boletins mentem ou dissimulam (“devido ao fluxo de veículos”), como seus comentaristas jamais se atrevem a questionar se, afinal, as concessionárias não teriam obrigação contratual de ampliar a vias e agilizar o atendimento dos pedágios. Aliás, é curioso que os investigadores de dossiês tenham descoberto o erro no valor cobrado em São Paulo apenas depois da eleição.

Sim, claro, existe o tal “serviço de utilidade pública”. Apenas para certo público. E de acordo com utilidades convenientes.

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Fonte:http://guilhermescalzilli.blogspot.com/2010/12/apagao-de-noticias.html

Adolescente negro corre 2,6 vezes mais risco de ser assassinado no Brasil

10 de dezembro de 2010
Do "Blog do Rovai"

Por Renato Rovai

Estudo produzido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SPDCA/SEDH), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Observatório de Favelas (OF) e o Laboratório de Análise da Violência –(LAV/UERJ), no entanto, desmonta a tese dos neo-rascistas de de que a população negra não precisa de políticas afirmativas.

Negros no Brasil não sofrem apenas discriminação na hora de entrar numa faculdade. Eles também são mais suscetíveis a ser assassinados na adolescência. Um negro(a) corre 2,6 vezes mais risco de morrer nesta faixa etária do que um branco ou amarelo.

O estudo foi feito com base em dados de 267 municípios e leva em consideração o grupo de 12 a 18 anos. Só foram estudados os municípios com mais de 100 mil habitantes. A média nacional é de 2,6 vezes maior, mais em algumas cidades o índice é dantesco. Em Rio Verde, Goiás, jovens negros correm aproximadamente 40 vezes mais risco de morte do que os brancos.

O estudo traz também um levantamento das cidades mais violentas do país para esse grupo da população. Quem lidera é Foz do Iguaçu, no Paraná, com IHA de 9,7. IHA significa Índice de Violência na Adolescência.

A capital mais violenta para jovens é Maceió (IHA 6,0). Ele está em 9º lugar entre as cidades avaliadas. Além da capital alagoana, só Recife, em 10º, é capital e está entre as 20 mais violentas do país com base neste índice. Seu IHA é igual o de Maceió, 6,0.

O estudo traz esse dado revelador, entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as capitais não são as mais violentas, como se imagina no senso-comum.

O Rio de Janeiro é a terceira colocada entre as capitais, com IHA de 4,9. E está em 21º lugar entre os 267 municípios estudados. São Paulo, por incrível que pareça, é uma das capitais mais seguras do país para este segmento da população, com IHA de 1,4.Só é mais violenta que Palmas, Aracaju e Rio Branco.

O valor médio do IHA no Brasil para os 267 municípios considerados é de 2,03 adolescentes mortos por homicídio antes de completar os 19 anos, para cada grupo de 1.000 adolescentes de 12 anos. É um índice elevado. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores próximos de 0

Vale a pena dar uma olhada no estudo. Eu pesquei ele neste link: http://gazetaonline.globo.com/_midias/pdf/idha-371652-4cff9624a6456.pdf
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/12/10/adolescente-negro-corre-26-vezes-mais-risco-de-ser-assassinado-no-brasil/

Nassif: Velha mídia começa a desconstrução de Serra

13 de Dezembro de 2010
Do portal "Vermelho"
Por Luís Nassif

Cantei esse movimento no ano passado. O governo Serra era amplamente vulnerável, sem noção de gestão, de planejamento, um grande ausente do dia a dia da administração, preocupado apenas em operar politicamente. Em suma, havia material amplo para uma reavaliação da velha mídia, sobre o "grande gestor" Serra.

Esse processo - alertava no ano passado - teria início passadas as eleições. Haveria, de um lado, o desencanto da velha mídia por ter apostado todas suas fichas, empenhado sua credibilidade em um cavalo manco. Depois, a necessidade de derrubar o empecilho para abrir espaço para os novos futuros candidatos.

É o que está ocorrendo a olhos vistos. A Folha traz a matéria da WikiLeaks sobre as conversas entre Serra e a Chevron.

Hoje, no Estadão, duas matérias fortes. A primeira, sobre os gastos de saúde de Serra no último ano, com as tais policlínicas alardeadas por ele nos debates políticos - comentei inúmeras vezes que, por seu custo, era experiência que não podia ser massificada e, portanto, se transformar em política de saúde.

A matéria do Estadão (de Julia Duailibi e Daniel Bramatt) é completa, um jornalismo que ficou ausente no período eleitoral. Fala dos aumentos desmedido dos gastos em saúde. Ora, mas aumentar gastos em saúde não é uma prática socialmente responsável? Não, foi politiqueiro. Segundo a matéria, o próprio Secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas (grande sanitarista) ameaçou pedir demissão, em razão da explosão de custos do setor.

Dado importante é que de outubro de 2009 a outubro de 2010 - em pleno período eleitoral - houve crescimento de 37% nos repasses para as organizações sociais que administram unidades de saúde do Estado.

Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista - brasil - Estadao.com.br

Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista

Se previsões orçamentárias para 2010 forem alcançadas, despesas com o setor da Saúde chegarão a R12,5 bilhões, provocando aumento real de 22%, recorde para a área durante as gestões dos governadores José Serra e Alberto Goldman

13 de dezembro de 2010 0h 00
Julia Duailibi e Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo


O estouro dos gastos na área da saúde tornou-se a principal preocupação para a equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A abertura de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e unidades da Rede Lucy Montoro, entre outras medidas que serviram de vitrine na campanha do ex-presidenciável José Serra, levaram a um salto nas despesas em 2010.

Neste ano eleitoral, se as previsões orçamentárias da Secretaria da Saúde forem atingidas, as despesas correntes - com pessoal, material de consumo e repasses para organizações sociais, entre outras - chegarão a quase R$ 12,5 bilhões. Em comparação ao que foi desembolsado em 2009, será um aumento real - já descontada a inflação - de 22%, a maior variação anual da gestão Serra-Alberto Goldman.

A fatia referente à Saúde no bolo das despesas totais do governo vem aumentando ano a ano - era de 11% em 2006, chegou a 11,8% em 2009 e caminha para um recorde em 2010.

Para arcar com o crescimento dos custos, o Tesouro estadual liberou neste ano mais de R$ 1 bilhão em créditos suplementares para a pasta. Pesquisa no Diário Oficial mostra que, somente no último mês, foram enviados R$ 369 milhões.

Parte dos gastos foi coberta pelo crescimento da receita acima do previsto, na proporção do peso orçamentário da Secretaria da Saúde. Ainda assim, o Tesouro teve de enviar recursos extras para cobrir as despesas de 2010, segundo informações obtidas pelo Estado.

Ao analisar o crescimento das despesas, a equipe de transição deu o aval para o projeto de lei enviado para a Assembleia pelo governador Alberto Goldman (PSDB), no começo do mês, segundo o qual até 25% das internações na rede pública do Estado serão destinadas a pacientes com planos de saúde, que terão de ressarcir os cofres públicos pelo atendimento. Para integrantes do novo governo, a medida ajudará a financiar o crescimento dos gastos com a máquina.

Uma iniciativa parecida foi vetada por Serra, enquanto governador, em 2009. Na época, entre outros pontos, alegou-se que já havia legislação estadual e federal prevendo a cobrança dos usuários com planos de saúde. Mas integrantes do governo achavam que a aprovação da medida poderia ser um tiro no pé do ponto de vista político. Potencial candidato à Presidência, Serra seria acusado de ter promovido a privatização da saúde durante a campanha, avaliaram aliados do ex-governador.

"Houve uma tentativa de fazer e inaugurar obras muito rápido e com claro viés eleitoral. O crescimento é desproporcional de um ano para outro", diz o deputado estadual Fausto Figueira (PT), que atua na área da saúde. "Um projeto como esse já havia sido aprovado pela Assembleia a pedido do governo, mas acabou vetado porque seria um desastre do ponto de vista eleitoral."

"São Paulo ampliou bem o atendimento, com AMEs e novos hospitais. Isso justifica o aumento dos gastos. E o projeto de lei faz justiça nesta área: o seguro saúde vai ressarcir as despesas de quem paga convênio e foi atendido na rede pública", afirmou o líder do governo na Assembleia, Vaz de Lima (PSDB).

Integrantes do governo e parlamentares tucanos revelaram ao Estado que Luiz Roberto Barradas, ex-secretário de Saúde da gestão Serra, que morreu neste ano, ameaçou pedir demissão em razão do crescimento dos custos do setor.

Desafio. Neste ano foram inaugurados 15 AMEs e 4 unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, carros-chefe da gestão social do PSDB no Estado e que constavam do programa de governo tucano na eleição presidencial. "O desafio para o ano que vem é continuar investindo e pagar a conta", afirmou um integrante do governo.

Especialistas apontam que o custeio na área da saúde é um dos mais altos entre todos os órgãos públicos. Além da compra de medicamentos, há avanços tecnológicos que, diferentemente de outros setores, encarecem os produtos.

"A construção de um hospital, por exemplo, pode custar R$ 100 milhões. Em um ano de uso, serão gastos outros R$ 100 milhões só para o funcionamento e manutenção", afirmou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). "Sempre vai faltar dinheiro na saúde. Essa é uma discussão feita no mundo inteiro. O caro é a manutenção. Mas temos que ficar atentos aos gastos altos. São Paulo não fabrica dinheiro."

"Não percebemos nenhuma melhora na compra de medicamentos ou pagamento de salários nas unidades hospitalares que justifique esse crescimento dos gastos. O que houve foi o crescimento dos repasses para as organizações sociais e aumento do processo de terceirização", afirmou Hélcio Marcelino, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo.

As Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram hospitais de São Paulo, recebem grande parte da verba do setor no Estado. Levantamento feito pela assessoria técnica do PT na Assembleia mostra que, entre outubro de 2009 e outubro de 2010 houve um crescimento de 37% nos repasses do Estado para as organizações sociais, chegando a R$ 2,1 bilhões.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=143588

"A mídia se comporta de uma forma mentirosa e devassa"

12/12/20
Do Blog da Cidadania
Por José Medeiros*

A mídia se comporta de uma forma mentirosa e devassa. Faz um grande mal à nação, através de reportagens tendenciosas e conduzidas de forma incompetente, para satisfazer os interesses dos seus donos.Tenta inculcar nas multidões, que manipula através das novelas, do futebol, dos Big Brothers, Faustões, Hucks e cia., conceitos que nem de longe coincidem com a realidade.

O Brasil viveu uma década perdida, muito em especial através de FHC que atirou, dentre quase todas, a indústria naval brasileira na lata do lixo e reduziu-a a parcos 2.000 empregos. Por outro lado, a Coréia que tem talvez a maior indústria naval do mundo, com cerca de 110.000 técnicos e líder em pesquisas de tecnologia de ponta, era o destino final das encomendas da Vale e da Petrobrax dos clientes do David-zinho, ex-genro de FHC.

Hoje, após 8 anos de governo Lula o país volta a ser a 5ª indústria naval do mundo em encomendas, com 45.000 empregos gerados e começa a sair da rabeira das pesquisas em tecnologia de ponta, que no tempo de FHC foi atirada na pocilga. Que se vá ao estaleiro Atlântico Sul, um verdadeiro “mundão” a perder de vista pela exuberância e grandiosidade do empreendimento. Está em Pernambuco, um estado com crescimento chinês, em torno de 10% ao ano para o PIB. O sr. Serra sugeriu frear o crescimento do país e de São Paulo na crise, a mídia não dá um só pio sobre isto.

Pelo contrário, apoiou-o na disputa. Um crescimento não se mede de forma exclusivamente linear, por simples números. Destarte o Haiti e a Argentina cresceriam mais do que o Brasil quando na realidade as situações não são plenamente comparáveis. FHC e o seu amado Serra condenaram o país à perpétua dependência.

Sendo tão achincalhado por pústulas como Jabor e Madureira, incapazes de produzir algo de realmente útil para os milhões de compatriotas, e sendo odiado pelas elites que viram o país ser entregue por FHC e que foram, e ainda o são, incapazes de pensar grande, pois os líderes que produzem estão mais para a subserviência ao Tio SAM e voltados exclusivamente para si próprios, o genial Lula, corajosa e inteligentemente, resgatou o Brasil do fundo de um poço, de profundidade maior do que os do pré-sal. É preciso ser desprovido de qualquer senso crítico e de um mínimo de conhecimento para que se adira a um tipo de proposta como a da mídia.

O crescimento do país no governo Lula foi exponencial pelo que trará de recuperação irreversível para milhões de jovens brasileiros a adentrarem à ciência, à tecnologia de ponta e às pesquisas científicas e industriais. O Brasil colherá tais frutos ao longo dos próximos anos de crescimento sustentado, em torno de 5%, esperamos. Graças a Deus, o falso moralista Serra e o seu simpático papa benedito saíram do caminho, por enquanto. Com mais empregos e maiores possibilidades de acesso à educação junto à erradicação da miséria, certamente teremos menos crimes e abortos, coisas que só a mídia e fanáticos religiosos, apoiadores da volta ao passado, não desejam enxergar.

(*) José Medeiros, é um dos internautas que comentam as matérias escritas por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/na-media-da-embromacao/

"A mídia se comporta de uma forma mentirosa e devassa"

12/12/20
Do Blog da Cidadania
Por José Medeiros*

A mídia se comporta de uma forma mentirosa e devassa. Faz um grande mal à nação, através de reportagens tendenciosas e conduzidas de forma incompetente, para satisfazer os interesses dos seus donos.Tenta inculcar nas multidões, que manipula através das novelas, do futebol, dos Big Brothers, Faustões, Hucks e cia., conceitos que nem de longe coincidem com a realidade.

O Brasil viveu uma década perdida, muito em especial através de FHC que atirou, dentre quase todas, a indústria naval brasileira na lata do lixo e reduziu-a a parcos 2.000 empregos. Por outro lado, a Coréia que tem talvez a maior indústria naval do mundo, com cerca de 110.000 técnicos e líder em pesquisas de tecnologia de ponta, era o destino final das encomendas da Vale e da Petrobrax dos clientes do David-zinho, ex-genro de FHC.

Hoje, após 8 anos de governo Lula o país volta a ser a 5ª indústria naval do mundo em encomendas, com 45.000 empregos gerados e começa a sair da rabeira das pesquisas em tecnologia de ponta, que no tempo de FHC foi atirada na pocilga. Que se vá ao estaleiro Atlântico Sul, um verdadeiro “mundão” a perder de vista pela exuberância e grandiosidade do empreendimento. Está em Pernambuco, um estado com crescimento chinês, em torno de 10% ao ano para o PIB. O sr. Serra sugeriu frear o crescimento do país e de São Paulo na crise, a mídia não dá um só pio sobre isto.

Pelo contrário, apoiou-o na disputa. Um crescimento não se mede de forma exclusivamente linear, por simples números. Destarte o Haiti e a Argentina cresceriam mais do que o Brasil quando na realidade as situações não são plenamente comparáveis. FHC e o seu amado Serra condenaram o país à perpétua dependência.

Sendo tão achincalhado por pústulas como Jabor e Madureira, incapazes de produzir algo de realmente útil para os milhões de compatriotas, e sendo odiado pelas elites que viram o país ser entregue por FHC e que foram, e ainda o são, incapazes de pensar grande, pois os líderes que produzem estão mais para a subserviência ao Tio SAM e voltados exclusivamente para si próprios, o genial Lula, corajosa e inteligentemente, resgatou o Brasil do fundo de um poço, de profundidade maior do que os do pré-sal. É preciso ser desprovido de qualquer senso crítico e de um mínimo de conhecimento para que se adira a um tipo de proposta como a da mídia.

O crescimento do país no governo Lula foi exponencial pelo que trará de recuperação irreversível para milhões de jovens brasileiros a adentrarem à ciência, à tecnologia de ponta e às pesquisas científicas e industriais. O Brasil colherá tais frutos ao longo dos próximos anos de crescimento sustentado, em torno de 5%, esperamos. Graças a Deus, o falso moralista Serra e o seu simpático papa benedito saíram do caminho, por enquanto. Com mais empregos e maiores possibilidades de acesso à educação junto à erradicação da miséria, certamente teremos menos crimes e abortos, coisas que só a mídia e fanáticos religiosos, apoiadores da volta ao passado, não desejam enxergar.

(*) José Medeiros, é um dos internautas que comentam as matérias escritas por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/na-media-da-embromacao/

WikiLeaks revela bastidores do lobby das petroleiras pelo pré-sal

13/12/2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Natalia Viana, blog CartaCapital

Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal

“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.

Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

Os documentos revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.

“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

Partilha

Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.

O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.

É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.

Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.

Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.

Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobras. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.

Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.

“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.

Combatendo a lei

Essa mesma postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.

O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.

Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.

Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.

O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.

“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).

“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.
****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/wikileaks-revela-bastidores-do-lobby-das-petroleiras-pelo-pre-sal.html

WikiLeaks revela bastidores do lobby das petroleiras pelo pré-sal

13/12/2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Natalia Viana, blog CartaCapital

Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal

“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.

Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

Os documentos revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.

“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

Partilha

Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.

O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.

É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.

Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.

Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.

Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobras. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.

Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.

“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.

Combatendo a lei

Essa mesma postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.

O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.

Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.

Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.

O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.

“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).

“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/wikileaks-revela-bastidores-do-lobby-das-petroleiras-pelo-pre-sal.html

Na média da embromação

12.12.2010
Do Blog da Cidadania
Por Eduardo Guimarães

Na média de uma semana, se alguém bebeu 15 garrafas de cerveja de 600 ml cada uma ao dia, não terá bebido tanto. Mas só na média, porque essa pessoa pode ter bebido todas elas no 7º dia. Esta metáfora explica perfeitamente a natureza da teoria que a mídia andou tentando vender durante a semana passada ao comentar o anúncio oficial do crescimento da economia no terceiro trimestre do ano.

Jornais e telejornais trataram de apresentar como má notícia a redução, no último trimestre, de um ritmo de crescimento “chinês” que o Brasil terá experimentado ao fim de 2010. Não contente em distorcer o verdadeiro sentido da situação econômica do país, a imprensa abraçou a missão de relativizar o crescimento deste ano dizendo que, “na média dos 2 últimos anos”, não será nada extraordinário.

Editorial do jornal Folha de São Paulo do último sábado atua em consonância com a edição do Jornal Nacional de sexta-feira passada, quando começou a onda de tentativas de transformar em mau momento um momento brilhante em que superamos uma eleição presidencial sem esperar que no ano seguinte o país afunde e revele estelionato eleitoral.

Eis o editorial

Crescimento contido

É frustrante que expansão modesta na média de 2009 e 2010 gere pressões inflacionárias e necessidade de aumentar a taxa de juros

O IBGE divulgou anteontem que o PIB cresceu 0,5% no terceiro trimestre na comparação com o anterior. Em relação ao mesmo período de 2009 o aumento foi de 6,7%. Com isso, o crescimento de 2010 deverá ficar próximo a 7,5%. Tal desempenho foi possível porque o PIB caiu 0,6% em 2009. O país não tem condições de seguir crescendo em patamar tão elevado sem gerar fortes desequilíbrios e pressões inflacionárias. Estima-se que o ritmo atual de expansão já esteja próximo de 4,5% ao ano.

Os dados indicam que novamente se verificou desempenho desigual entre os setores da economia. Por um lado, consumo e investimentos continuam crescendo fortemente, impulsionados pelo crédito farto e pelo aumento do emprego. No terceiro trimestre a alta da demanda interna foi quase duas vezes superior à do PIB. Por seu turno, a indústria não acompanha o ritmo. A produção permanece estagnada desde março e a diferença é coberta pelo crescimento das importações.

Apesar do ufanismo das autoridades, que insistem em comparar o Brasil com a China, na média de 2009 e 2010 o crescimento terá sido de 3,4%, o que está longe de ser brilhante. E é frustrante que essa retomada apenas mediana na comparação com outros emergentes venha acompanhada de aumento de preços e risco de um novo ciclo de alta de juros.

Neste ano, o IPCA, que mede a inflação oficial, ficará próximo a 5,8%. As projeções para 2011, por mais imperfeitas que sejam, apontam para 5,5% ou mais.

No contexto atual, com o mercado de trabalho apertado e pressões de custos por todos os lados, basta que os preços das principais commodities, especialmente alimentos e petróleo, permaneçam em alta em 2011 para que o quadro inflacionário se torne ainda mais perigoso. Mais um vez o Brasil é um dos países que menos reduz a inflação durante um período recessivo e um dos primeiros a ter que aumentar a taxa de juros na retomada, por modesta que seja.

Esse comportamento está relacionado ao padrão de crescimento da economia, excessivamente ancorado em consumo e transferências públicas, mas pouco afeito à formação de poupança, à inovação, à produção competitiva e à conquista de mercados externos. Sem que a oferta interna cresça adequadamente, o país estará sempre submetido a pressões inflacionárias e terá dificuldades em sustentar um ritmo acelerado de crescimento de forma contínua.

O novo governo tem a oportunidade redirecionar o crescimento para bases mais sustentáveis. Tem-se insistido neste espaço na necessidade de coordenação. De inicio, o Banco Central precisa ser auxiliado na sua tarefa de controlar a inflação. O país não pode se conformar que a solução seja apenas subir os juros, como sempre. Além de medidas setoriais, como as de controle de crédito anunciadas na semana passada pelo BC, é preciso que o governo faça um esforço convincente com vistas a gerar poupança e redirecionar recursos para investimentos.

Entre 1986 e 2003, no ano em que um novo governo assumia a Presidência da República o país fatalmente entrava em crise. No ano posterior à primeira eleição de um presidente civil depois da ditadura militar (1986), a economia mergulhou em um buraco do qual só saiu há pouco mais de cinco anos, ainda que com um interregno de 3 anos – entre 1994 e 1997 (Plano Real).

De 2006 em diante, passamos a uma situação inversa, em que o novo governo assume e o país não entra em crise. É o que deve acontecer em 2011, salvo eventual colisão de um asteróide com a Terra ou menos improvável hecatombe nuclear.

Como se pode ver, o editorial tenta vender a teoria absurda de que concentrar em um único ano os crescimentos médios de dois anos do país seria igual a crescer essa média no tempo certo. Tudo o que acarreta ritmo de crescimento tão intenso dilui-se no ar. O fato de a indústria ter que produzir em questão de 12 meses o que levaria 24 meses para produzir, por exemplo, é totalmente desconsiderado.

Daí a conclusão não menos absurda de que “O país não tem condições de seguir crescendo em patamar tão elevado sem gerar fortes desequilíbrios e pressões inflacionárias”. Conversa que não tem. Claro que tem condições de crescer a mais de 4,5%. Só não tem condições de crescer a 8% – e não 7,5%, como diz o editorial, desconhecendo as alterações de cálculo do PIB deste ano.

Há mais uma montanha de tentativas de reescrever a realidade, como no balanço do PAC, que terá investido centenas e centenas de bilhões de reais ao fim deste ano, de uma forma que jamais se viu no país de aumento do investimento público e até do privado. Isso sem lembrar de que escondem que o crescimento brasileiro ocorre depois da maior crise econômica mundial dos últimos oitenta anos.

Tudo no âmbito de uma guerra que a grande imprensa abriu contra este governo. Uma guerra burra que deixa de lado as críticas relevantes que se pode fazer sem constrangimento a este governo que chega ao fim em troca de mentiras e embromações de cunho político-eleitoral que tentam diminuir o entusiasmo com o país, danoso aos políticos que essa imprensa apóia.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/na-media-da-embromacao/
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Globo omite informações sobre Serra e pré-sal

13 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Stanley Burburinho

O Globo publica hoje a matéria WikiLeaks: petrolíferas estrangeiras temiam atraso na produção do pré-sal e Petrobras buscou adiar leilões da ANP.

O Globo está protegendo o José Serra sobre o telegrama vazado pela WikiLeaks sobre o pré-sal. O jornal omitiu o que foi dito pelo Serra que a matéria da FSP mostrou. No Globo, Serra é citado em apenas um dos onze parágrafos da matéria (está abaixo). Ainda em um trecho de texto fora de contexto, dando a entender que ele é a favor do pré-sal.
Comentaristas de O Globo, como estes, criticam a omissão:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-globo-protege-serra-e-omite-o-que-a-folha-publicou-sobre-o-pre-sal.html

OEA emitirá sentença sobre crimes da ditadura brasileira

12/12/2010
Do "Conversa Afiada"
Por Paulo Henrique Amorim


Eros Grau entrou para a História como relator da Anista aos torturadores


O Conversa Afiada reproduz texto publicado na Rede Brasil Atual:

OEA emite até próxima semana sentença sobre crimes da ditadura brasileira

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Organizações de defesa de direitos humanos demandaram julgamento na corte da OEA

São Paulo – A Corte Interamericana de Direitos Humanos vai emitir até o começo da próxima semana sentença a respeito dos crimes cometidos pela ditadura brasileira (1964-85) na região do Araguaia. Porta-vozes do organismo máximo do Sistema Interamericano de Justiça, da Organização dos Estados Americanos (OEA), confirmaram a informação à Rede Brasil Atual.

A sentença está definida e a expectativa é de que a revisão do texto emitido pelos juízes seja concluída nos próximos dias. O passo seguinte é a notificação das partes envolvidas e, de imediato, a decisão da Corte se torna pública.

Os peticionários da ação são o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), o Grupo Tortura Nunca Mais e a Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos. A avaliação é de que são grandes as chances de condenação do Brasil tendo em vista a jurisprudência criada pela Corte nestes casos. Em geral, os Estados têm sido obrigados a reparar os erros do passado.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu, em maio deste ano, um sinal bastante negativo ao decidir que a Lei de Anistia abarca também os crimes cometidos por torturadores. A indicação, neste caso, é de que o Estado não está trabalhando para reverter o legado de violações promovidos no período da ditadura.

O centro da questão é saber, em caso de condenação, qual será o alcance da medida. O Brasil, signatário de tratados internacionais de direitos humanos e dos tratados constitutivos da OEA, teria a obrigação de cumprir as determinações vindas da Corte, sediada em São José, na Costa Rica. Em casos anteriores, envolvendo outros países, houve a exigência de responsabilização pelo julgamento de crimes cometidos por regime totalitário e seus agentes, inclusive no âmbito penal.

Com isso, dizem juristas ligados aos peticionários, seria possível reabrir, em primeira instância, casos que haviam sido arquivados pela decisão do STF. Além disso, é possível que se imponha reparação às vítimas diretas da Guerrilha do Araguaia, realizada entre 1972 e 1975 na região central do país.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) encaminhou à Corte o pedido de condenação em diversos artigos, entre eles o que prevê o dever de adotar medidas efetivas para prevenir a tortura e o direito à proteção judicial das vítimas.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/12/12/oea-emitira-sentenca-sobre-crimes-da-ditadura-brasileira/

Cadê a liberdade de expressão, de imprensa e a do escambau-a-quatro?

13 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
por Antonio Luiz M. C. Costa, em CartaCapital

Entre as muitas ironias que produziu, uma das mais saborosas do caso WikiLeaks é ter dado oportunidade ao jornal russo Pravda de zombar do sistema legal e da censura nos EUA.

Depois de comentar mensagens do WikiLeaks que mostram o governo Obama pressionando Alemanha e Espanha para encobrir torturas praticadas pela CIA no governo anterior, o colunista e editor legal David Hoffman tripudia: “Agora, dado que o fundador do WikiLeaks Julian Assange enfrenta acusações criminais na Suécia, fica também evidente que os EUA têm o governo sueco e a Interpol no bolso. Claro que não sei se Assange cometeu o crime do qual é acusado. Sei é que para o ‘sistema’ legal dos EUA a verdade é irrelevante. No minuto em que Assange revelou a extensão dos crimes dos EUA e seu encobrimento para o mundo, tornou-se um homem marcado.”

Aproveita também para apontar a hipocrisia de conservadores e seus porta-vozes na imprensa, que querem as penas mais rigorosas possíveis para o WikiLeaks, mas não tiveram dúvidas em expor a agente dos EUA Valerie Plame quando o governo Bush júnior quis punir seu marido, o ex-embaixador Joseph Wilson, por denunciar provas forjadas para justificar a invasão do Iraque.

A coluna tem data de 3 de dezembro. O cerco começara com a ordem de captura internacional do governo sueco que colocou o australiano Assange na lista de “alerta vermelho”, os mais procurados da Interpol, a serem monitorados a cada passo. Com um pretexto inusitado para uma operação desse porte, se não surreal: o fundador do WikiLeaks teria continuado a fazer sexo com uma sueca depois da ruptura de seu preservativo e se recusado a usá-lo com outra. Não há sequer um indiciamento formal e as duas acusadoras, Sofia Wilén e Anna Ardin enviaram mensagens por SMS e Twitter, alardeando seus encontros com Assange logo após o fato, falando deles em tom elogioso e festivo. A segunda é nascida em Cuba e escreveu artigos para uma publicação anticastrista, sugerindo que pode haver o dedo da CIA no caso.

Na véspera, a Amazon expulsara o site WikiLeaks.org de seus servidores. No mesmo dia 3, o próprio endereço foi deletado pelo provedor estadunidense everydns.com. Foi rapidamente transferido para um domínio registrado na Suíça, wikileaks.ch, mas com parte dos arquivos hospedados no provedor francês OVH que, ameaçado com “consequências” pelo ministro francês da Indústria Eric Besson, entrou na justiça com uma consulta sobre a legalidade da ação.

No dia 4, a Switch, provedor suíço do novo endereço, disse que não atenderia às pressões estadunidenses e francesas para deletá-lo, mas o sistema PayPal de pagamentos via internet, uma subsidiária do eBay, cancelou a transferência de doações ao WikiLeaks. No dia seguinte, a OVH saiu da rede e os arquivos passaram a ser hospedados pelo Partido Pirata Sueco e passou a sofrer ataques de hackers, mas centenas de “espelhos” do site se multiplicaram pelo mundo. O WikiLeaks também distribuiu a todos os interessados uma cópia encriptada do arquivo completo, cuja chave será distribuída caso algo aconteça com o site ou seu fundador.

Nos dias 6 e 7, as redes Mastercard e Visa também cancelaram as doações ao WikiLeaks – embora, como tenha notado o editor de tecnologia do Guardian, nenhuma delas tenha problemas com encaminhar doações ao Ku-Klux-Klan. Além disso, o banco suíço PostFinance encerrou a conta de Assange com o pretexto de que ele “mentiu” ao fornecer endereço no país – também ridículo, pois ele seguiu a praxe e deu o endereço de um advogado em Genebra. Com essas operações, o WikiLeaks perdeu cerca de US$133 mil. Ainda no dia 7, Assange apresentou-se à Scotland Yard e foi preso sem direito a fiança.

Toda essa farsa foi levada ao palco porque as atividades de Julian Assange e do WikiLeaks não são realmente ilegais. Várias decisões jurídicas dos EUA, notadamente a decisão de 1971 que deu ao New York Times o direito de publicar os “Papéis do Pentágono”, concordaram em que a liberdade de imprensa garantida pela Constituição se sobrepõe à reivindicação de segredo do Executivo. O funcionário que vazou os arquivos oficiais pode, em princípio, ser processado, não a organização que aceitou o material e a publicou.

O fato é que Julian Assange é hoje um preso político, detido sob o mesmo tipo de falso pretexto que é devidamente ridicularizado quando usado para se deter um dissidente russo, chinês ou iraniano. Fosse os segredos de algum desses países que tivesse revelado, o fundador do WikiLeaks seria candidato automático a um Nobel da Paz.

Ao serem os segredos dos EUA os que o australiano se dispõe a divulgar – e o que pode vir a ser ainda pior, de seus grandes bancos e empresas (a começar, provavelmente, pelo Bank of America), como anunciou em entrevista à Forbes –, políticos e jornalistas de Washington e de seus aliados do Ocidente passam a considerar justo e aceitável que seja perseguido e preso pela Interpol sob acusações que matariam de rir os responsáveis pelos Processos de Moscou da era stalinista.

O Ocidente tem dificuldade cada vez maior em conviver com os direitos e garantias em nome dos quais julga ter o dever de impor sua vontade ao resto do mundo. Sente cada vez mais a necessidade de leis de exceção e estados de exceção, que pouco a pouco viram regra. O mundo vai descobrindo que é ilusório confiar na Internet como garantia de liberdade de informação.

Antonio Luiz M. C. Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.

Via CartaCapital
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/antonio-luiz-m-c-costa-cade-a-liberdade-de-expressao-de-imprensa-e-a-do-escambau-a-quatro.html

Senado vai analisar projetos que aumentam tempo máximo de prisão

13/12/2010
Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa quarta-feira (15) quatro projetos que aumentam o tempo máximo de prisão, que é hoje de 30 anos. Os projetos tramitam em conjunto.

O primeiro aumenta para 60 anos a pena máxima. Entretanto, se o condenado tiver mais de 50 anos, a pena não poderá ser maior que 30 anos e ele só poderá ficar preso até os 80.

O segundo projeto que poderá ser analisado pela comissão aumenta para 50 anos o tempo máximo de prisão. O terceiro mantém a pena máxima nos atuais 30 anos, mas determina que o condenado fique pelo menos 20 anos preso antes de poder pedir liberdade condicional, se tiver sido condenado a penas que somem mais de 30 anos. O último projeto aumenta o limite da pena para 40 anos.

O substitutivo da relatora, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), também determina que, caso o réu seja condenado a várias penas que somadas superem 50 anos, elas devem ser unificadas para não ultrapassar esse limite.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica;jsessionid=EA27433D86B80F7EBFF3EC5EEF90C525?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1120319

Assembleia de Deus // Culto em homenagem a fundação

Edição de segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Do Diário de Pernambuco

Um culto em ação de graças marcou o aniversário de dez anos da Fundação Aio de Educação e Assistência Social (FAES). A entidade sem fins lucrativos ligada à Igreja Evangélica Assembleia de Deus atende anualmente quase 3 mil crianças e adolescentes através de oficinas e cursos gratuitos. A iniciativa já conta com oito sedes em Pernambuco, sendo sete no Recife e uma no Cabo de Santo Agostinho, onde as aulas são oferecidas.

Repleto de crianças, o culto realizado no templo central da Assembleia de Deus do Recife, no útlimo sábado, teve a presença de cerca de mil alunos. Num discurso de agradecimento, o pastor-presidente da Assembleia de Deus no estado, Ailton José Alves, lembrou do período em que a fundação ainda era um sonho compartilhado com a esposa Judite Alves. ´Entendemos que este trabalho tem sido resultado do esforço coletivo. Minha esposa teve a ideia, mas em volta dela também está uma equipe de colaboradores que tem sido fundamental`, disse.

A coordenadora de projetos da FAES, Eliene Silva, explicou quenão há distinção na escolha dos alunos beneficiados. ´Não importa a raça, a origem social ou a religião. O que nos interessa é prepararmos essas crianças e adolescentes para a vida`. Os alunos são divididos em dois grupos conforme a idade. Aqueles entre três e seis anos têm aulas de alfabetização, além de oficinas de inclusão digital, artes plásticas e música. Os alunos entre seis e dezoito anos contam com reforço escolar e com oficinas de capacitação. Os pais das crianças também contam com auxílio da fundação, seja com apoio espiritual ou através de cursos para inseri-los no mercado de trabalho.

Representante dos Diários Associados em Pernambuco, o assessor jurídico Dagmar Lucena ressaltou que o Diario de Pernambuco sempre foi parceiro da fundação, seja através de doações de cestas básicas ou apoiando a entidade na divulgação de projetos. ´Abraçamos a causa da fundação pela seriedade do trabalho. É uma iniciativa que, entre outras coisas, já retirou meninos da rua`, concluiu
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/12/13/urbana3_0.asp

Lula diz que para melhorar saúde é preciso encontrar forma de arrecadar recursos

13.12.2010
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ao falar hoje (13) sobre a derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que para melhorar a saúde no país será preciso encontrar outra forma de arrecadar recursos para a área.

“Ao deixar a Presidência da República, digo que não há hipótese de melhorar a saúde no Brasil se não arrumar uma forma de arrecadar recursos”, afirmou em discurso durante homenagem recebida no Hospital Sarah, em Brasília. O presidente acrescentou que o ministro da Saúde do governo da presidenda eleita, Dilma Rousseff, terá a tarefa de organizar deputados e senadores para garantir esses recursos.

Lula disse ainda que a derrubada do tributo que destinava recursos para a saúde foi um ato de “ódio, rancor e maldade. Num ato de insanidade nos tiraram R$ 40 bilhões por ano que, se somar, dá mais de R$ 150 bilhões”, disse.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1120475

Crack é problema para 70% dos municípios brasileiros

13/12/2010
Do portal "Último Segundo"
Por Priscilla Borges, iG Brasília

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios revela que 3.871 cidades têm de definir estratégias de combate à droga

Compartilhar: A grande maioria dos municípios brasileiros – dos mais populosos aos menos habitados – já enfrenta problemas de saúde pública por causa da epidemia que se tornou o consumo de crack no Brasil. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com 3.950 municípios revela que 98% deles (3.871) precisam criar estratégias para combater o tráfico, o consumo e dar tratamento aos dependentes da droga. Eles representam 70% de todas as cidades brasileiras.

O estudo inédito tenta mostrar que as ações definidas pelo governo federal para enfrentamento da epidemia podem fracassar. Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os municípios não possuem condições orçamentárias de financiar as ações necessárias e, sem apoio efetivo da União, ele acredita que as prefeituras não conseguirão dar conta de enfrentar o problema. “Lei é muito fácil de fazer. O Congresso Nacional é muito sábio nisso, mas não tem coragem em mexer nos cofres do governo para mostrar como aplicá-las”, diz.

O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas anunciado pelo governo federal em maio deste ano prevê o investimento de R$ 410 milhões em diferentes ações. Desse total, R$ 120 milhões serão destinados ao Ministério da Justiça para financiar estratégias de combate ao tráfico, R$ 100 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para custear a reinserção social e outros R$ 90 milhões para o Ministério da Saúde, que devem ser investidos na criação de leitos para internação.

O problema, para os gestores municipais, é que não há recursos disponíveis para a maioria das cidades trabalharem no combate à droga. A criação de leitos para dependentes químicos em hospitais gerais e de Centros de Atenção Psicossociais (CAPs), que devem concentrar o atendimento aos depedentes, ainda não saíram do papel e serão restritos aos municípios com mais de 20 mil habitantes. “Mas o problema atinge as cidades menores também”, afirma o presidente da CNM.

Apenas 14,8% dos municípios pesquisados possuem um desses centros. Nos 584 centros em funcionamento no País, 5.634 profissionais atuam, sendo que, do total, 923 são médicos. Em 3.617 municípios (92% do total analisado), não há programas municipais de combate ao crack. Das 333 cidades que já possuem planos, 54% não foram aprovados ainda por leis municipais. Nessas localidades, as ações se concentram principalmente na mobilização e orientação da população e na prevenção ao uso de drogas. O atendimento a familiares e amigos de usuários ocorre em 228 municípios e o tratamento de dependentes em apenas 166.

A preocupação da confederação é com o financiamento dessas ações. Somente 82 dos programas municipais de combate recebem apoio financeiro do governo federal. A maioria (208) são custeados exclusivamente pelas prefeituras. Apesar disso, o presidente da CNM comemora o fato de que 48% das cidades pesquisadas (1.902) estão realizando algum tipo de campanha contra a epidemia. A prevenção e a orientação lidera as iniciativas.

A pesquisa

Os secretários municipais de saúde dos 3.950 ouvidos pela pesquisa responderam a 12 perguntas sobre as ações feitas para reduzir o consumo e tratar dos dependentes do crack em suas cidades. Em todos os Estados, mais de 40% dos municípios participaram do estudo. A exceção foi o Rio de Janeiro, em que apenas 16,3% dos gestores de saúde preencheram o questionário. Na região Sul, a participação dos municípios foi superior a 80%.

Ziulkoski afirma que a pesquisa deve ser estendida no futuro. No início do ano que vem, o perfil de consumo da droga nas cidades brasileiras também deve ser investigado.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/crack+e+problema+para+70+dos+municipios+brasileiros/n1237864249079.html

Ex-ministro da Croácia é investigado por crime de guerra

12 de dezembro de 2010
Da AE - Agência Estado


Tomislav Mercep

Promotores públicos da Croácia afirmaram hoje que suspeitam que o antigo participante do atual governo, Tomislav Mercep, foi responsável pela morte ou pelo desaparecimento de dezenas de sérvios durante a guerra Sérvia-Croácia, em 1991. Ex-ministro do Interior durante a guerra, Mercep foi preso na sexta-feira e ficará detido por 30 dias para investigação.

Mercep já foi acusado de ter comandado uma unidade paramilitar que matou civis sérvios. Ele também está sendo investigado pela suspeita de ter ordenado o sequestro, a tortura e a morte de 43 sérvios de outubro a dezembro de 1991. Na semana passada, a Anistia Internacional criticou a Croácia por não ter processado Mercep. As informações são da Associated Press.
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Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ex-ministro-da-croacia-e-investigado-por-crime-de-guerra,652855,0.htm

41% das famílias serão classe média. Que horror !

12.12.2010
Do blog "Conversa Afiada"
Por Paulo Henrique Amorim


Mesa farta não será mais exclusividade da elite

O Conversa Afiada republica post do blog Amigos do Presidente Lula:


41% das famílias serão classe média


Em 2020, massa de ganhos dessa faixa de renda vai ser 72% maior do que a de 2009

Estudo prevê que, em dez anos, o Brasil terá 69 milhões de famílias, das quais 29 milhões pertencentes à classe C

No país que já foi chamado de “Belíndia” -por misturar a riqueza da Bélgica e a miséria da Índia-, a nova classe média chega cada vez mais perto do padrão de consumo do Primeiro Mundo.E, daqui a dez anos, essa fatia dos brasileiros deve, sozinha, colocar o equivalente a uma Bélgica no bolso.

O poder de compra da classe C deve quase dobrar e saltar para R$ 757 bilhões em 2020, de acordo com estudo feito pela consultoria Plano CDE para a Folha.Em valores atuais, a projeção é quase o PIB (Produto Interno Bruto) da Bélgica em 2009, de aproximadamente R$ 796 bilhões. Ou perto de duas vezes o da Colômbia, equivalente a R$ 391 bilhões.

Mas é importante frisar que, no quesito PIB per capita, os brasileiros -assim como os colombianos- ainda estão longe dos belgas.Segundo o CIA Factbook, no Brasil o PIB por habitante em 2009 foi estimado em US$ 10 mil (cerca de R$ 17,1 mil), próximo ao da Colômbia (US$ 9.300). Já na Bélgica, cada pessoa tem quase quatro vezes isso para gastar por ano: US$ 36,8 mil.

A massa de renda da classe C brasileira em dez anos seria suficiente, por exemplo, para bancar 126 milhões de pacotes de viagem de nove noites a Nova York, a preços de hoje.

69 MI DE FAMÍLIAS

Para a projeção até 2020, o estudo considera um crescimento médio da economia brasileira de 4% ao ano.

A partir de dados do IBGE, prevê aumento do número de famílias de 58 milhões em 2009 para 69 milhões -sendo, desse total, 29 milhões da nova classe média.O levantamento aponta ainda que o poder de compra da classe C vai ser 20% maior que o da classe A. E quase o triplo das massas de renda das classes D e E somadas.

“Nesse cenário, o “brasileiro médio” passa a ter um padrão de consumo próximo ao observado em países desenvolvidos”, diz Haroldo Torres, economista, demógrafo e diretor da Plano CDE.Em relação à distribuição de renda estimada para o Brasil em 2020, a classe C deverá representar 41% das famílias. Em 2009, eram 34%.

A classe D diminuiria para 22% (saindo de 27%), e a E, para 17% (saindo de 21%).E, levando em conta o número absoluto de famílias, o tamanho das classes D e E permanece praticamente constante de 1999 até 2020.”Esses dados mostram que a ascensão social que tem existido nas classes mais baixas no país é das novas gerações. São os filhos que, com mais estudo, conseguem mobilidade”, diz Torres.

Na Folha tucana

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2010/12/12/41-das-familias-serao-classe-media-que-horror/

Também, com uma direita como essa…

13.12.2010
Do "Blog da Cidadania"
Por Eduardo Guimarães


Confesso que às vezes fico assustado com a esquerda. Cheguei à conclusão de que só há uma coisa que um esquerdista odeia mais do que a direita: outro esquerdista que discorde de si.

Durante o domingo, passei a receber mensagens pelo Twitter envolvendo uma discussão entre Luis Nassif e outras pessoas. A discussão era relativa a opiniões do blogueiro sobre feministas.

Demorei a compreender do que se tratava e nem sei se já compreendi, mas não entrarei no mérito da questão e sim em seus efeitos.

Pelo que pude entender, Nassif publicou um post de terceiro em que o autor se referiu a certas correntes dentro do movimento feminista como “feminazi”.

Militantes de ambos os sexos começaram a questionar duramente o blogueiro. Logo, não era mais apenas o Nassif, mas também os “blogueiros progressistas” (?).

Li as mensagens dirigidas ao Nassif e, sem entrar no mérito sobre ele ter errado ou não ao publicar o post considerado ofensivo, entendo que não é essa a forma de debater.

Sempre digo que se deve pensar um bilhão de vezes antes de usar um insulto na internet, pois sua instantaneidade nos leva a tomar atitudes irrefletidas, porque tomadas rápido.

Acho o termo “feminazi” completamente despropositado, mas igualmente entendo que não se pode atribuir simpatia por ele a qualquer um que apenas divulgue um texto contendo-o.

Em menos de um mês, é a segunda vez que a esquerda fica batendo cabeças entre si publicamente. E por bobagens.

Como consolo diante disso tudo, prefiro me esforçar para concluir que com uma direita tão incompetente quanto essa, só restou à esquerda brigar entre si por falta de adversários.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/tambem-com-uma-direita-como-essa/

15ª Conferência Municipal de Saúde de SP: Sem participação da comunidade, não

11 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha

NOTA

Não vamos obedecer à convocação do executivo que desrespeita a lei e a participação da comunidade!

A reunião marcada para hoje no Anhembi não pode ser reconhecida como a 15ª Conferência Municipal de Saúde, porque foi organizada sob o controle exclusivo da Secretaria de Saúde, sem a participação do Conselho Municipal de Saúde e com critérios que desrespeitam a legislação do SUS, especialmente o parágrafo 5° de seu artigo 1° Lei 8.142/90.

A participação da comunidade no SUS (Sistema Único de Saúde) foi uma conquista de um longo processo construído pelos movimentos populares, trabalhadores da saúde, usuários, gestores, intelectuais, sindicalistas e militantes dos mais diversos movimentos sociais. Não vamos trair essa luta!

Muitos conselheiros e conselheiras de Conselhos Gestores de Saúde recusaram-se a participar dessa ilegalidade. Estão todos de parabéns, porque demonstraram que conhecem o seu papel de representantes da população na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde.


PLENÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE


Convocamos todos os militantes da Saúde para participar do ato político em frente ao local em que será realizada a 15ª Conferência, no dia 13 de dezembro de 2010, com início às 8 horas da manhã.

Local Palácio das Convenções do Anhembi – Auditório Celso Furtado – Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209, Anhembi Parque – Santana.

A SAÚDE É UMA CONQUISTA DE TODOS NÓS!
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/15%C2%AA-conferencia-municipal-de-saude-de-sp-sem-participacao-da-comunidade-nao.html

PIG faz alarmismo sobre 'ajuste' fiscal

Domingo, 12 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"

O Brasil crescer em torno de 5% no ano que vem, é motivo para alarmismo?

O futuro governo rever em 2011 algumas políticas anti-cíclicas adotadas durante a crise internacional, como forte aumento do gasto público, cujos efeitos já surtiram, é motivo para alarmismo?

O governo retomar a trajetória de diminuição da dívida em relação ao PIB, que vinha ocorrendo ano a ano até 2008, é motivo de alarmismo?

O ministro da fazenda Guido Mantega, em recente apresentação falou que fará uma CONSOLIDAÇÃO Fiscal. Em sua apresentação disse e estava escrito "Não é o famigerado AJUSTE Fiscal do passado", e mostrou que a meta é crescer 5,5% no ano que vem.


Só porque o Brasil crescerá acima de 7,5% este ano não significa que 5% ou 5,5% no ano que vem seja um mau número. É uma desaceleração, mas continuará com um crescimento forte e sustentável de 5%.

Mas bastou uma resposta dizendo que haveria cortes de verbas nos ministérios, e que o PAC iria desacelerar, que uma marolinha virou tsunami na imprensa demo-tucana, como se estivéssemos à beira de uma recessão. É esse o tom do noticiário que contamina muita gente.

O governo Lula teve que intervir mais na economia em 2009 para fazer a crise ser marolinha. O governo gastou mais e arrecadou menos. Teve que se endividar mais, e aumentar seus próprios gastos. Teve obras do PAC que passaram a ser executadas em 3 turnos para absorver mão-de-obra. Agora em 2010 tinha que apoiar a retomada forte do crescimento, e apoiou.

Em 2011 é natural um freio de arrumação. Não é preciso que o PAC tenha obras executadas em 3 turnos. Nem todas as obras do PAC II precisam iniciar em 2011. O plano de crescimento sustentável do Brasil está previsto em 5,5% (excelente para gerar empregos, aumentar a renda, e para a indústria nacional conseguir atender o mercado interno). Não há razão para forçar um crescimento maior, caso comprometa a distribuição de renda, caso corroa o poder aquisitivo com a inflação, e caso o crescimento for "artificial", através do consumo de importados (se as exportação não compensarem).

É natural também que, em início de um novo governo, seja uma excelente oportunidade para uma revisão nos gastos de órgãos públicos, e melhorar a qualidade destes gastos. Pode-se rever contratos, e até criar condições melhores para o funcionalismo nos próximos anos, revendo terceirizações, por exemplo. O presidente Lula também fez isso no início de seu governo (só que naquela época foi obrigado, não era uma escolha). E o governo conseguindo conter o crescimento da despesa neste primeiro momento, reduzirá a relação dívida/PIB e a taxa e gasto com juros da dívida.

Dirigir a economia é planejar e corrigir rumos. Em 2007, no lançamento do PAC 1, o crescimento previsto para 2009 e 2010 era 5%. O crise internacional bagunçou o planejamento. Em 2009 a economia chegou a decrescer (-0,2%), em compensação em 2010 o crescimento está acima do planejado (7,5% ou mais), como também aconteceu em 2007.

O alto crescimento de 2010 é muito devido ao consumo das famílias. A produção industrial não acompanhou ainda esse crescimento, e acaba causando o consumo de importados (o que não é sustentável, se não exportar na mesma medida - e a maioria dos países do mundo ainda estão se recuperando da crise para importar mais do Brasil, e ainda entraram em guerra cambial). Por isso é preciso inverter essa lógica. Baixar incentivos ao consumo (não é eliminar, é apenas reduzir o volume, perseguindo o crescimento de 5% na economia no ano que vem), e aumentar incentivos à produção industrial. É o quadro do momento. Mais adiante, quando a indústria tiver maior capacidade de produção e de suprir o mercado interno, será hora de voltar a aumentar o incentivo ao consumo de novo.

Além disso, quando há mais gente querendo consumir do que produtos produzidos, os preços sobem, a inflação aumenta. E não adianta brigar por aumento da renda e dos salários de um lado, se a inflação anula do outro.

A situação econômica do Brasil é muito boa. Tem ajustes pontuais a fazer, como sempre, e no governo Lula também teve que fazer diversos ao longo dos 8 anos. Não há razão para alarmismos, e sim para muita confiança nos próximos 4 anos. Só não dá para querer que tudo seja feito em um ano, em 2011.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/pig-faz-alarmismo-sobre-ajuste-fiscal.html