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sábado, 11 de dezembro de 2010

Repentistas pedem coerência a prefeito de SP: 'seja muito competente: não coloque a polícia para correr atrás da gente'

11/12/2010
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Repentistas pedem ao prefeito para autorizar apresentações que recebam contribuições do público (Foto: Suzana Vier/RBA)


São Paulo - As trovas de Pena Branca, Galdino de Atalaia e Ivan Embolador arrancam risos de quem passa ou para na roda de repente. O sol quente do meio-dia não intimida ninguém, nem cantores, nem público, no burburinho da confluência entre a Rua 15 de Novembro e a ladeira General Carneiro, no coração do Centro Velho paulistano.

Os três são mestres do improviso. Mas o ofício anda prejudicado nos últimos meses, contam à Rede Brasil Atual. “Querem tirar a gente (da rua) como (se fôssemos) camelôs. Somos músicos profissionais, associados à Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais”, antecipam.

“Primeiro eram fiscais, depois liberaram e a cultura não podia ser interrompida. Agora, o prefeito (Gilberto Kassab) coloca policiais para impedir a gente e pegar nossos materiais”, relatam. “Nosso CD é nosso mesmo. Temos CDs e DVDs gravados”, dizem.

Para demonstrar a seriedade do trabalho, os artistas mostram a carteirinha da Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (Sicam). Por meio da associação, eles contribuem e têm direito a receber direitos autorais pelos materiais gravados.

“Nós viajamos o Brasil inteiro e não temos problemas, mas aqui estão empatando o nosso trabalho e se cismar nos levam presos”, adianta Galdino. “Então, nós não podemos debater com autoridade. Eu sei que são mandados, mas é uma falta de respeito à cultura”, critica.

Repente - conhecido também como desafio - é uma tradição folclórica brasileira cuja origem remonta aos trovadores medievais. Especialmente forte no nordeste brasileiro, é uma mescla entre poesia e música na qual predomina o improviso – a criação de versos "de repente
Das apresentações na rua, cada um deles garante o sustento da família e visibilidade para conquistar futuras apresentações. “É daqui que vem o convite para o programa de televisão. Tenho mais de 30 anos, mas a cada dia que passa vai fechando o cerco contra a gente”, lamenta.

Os músicos não se incomodariam em pagar uma taxa para trabalhar. Mas, correr da polícia depois de décadas de trabalho artístico, incomoda muito. “Nós pagaríamos não queremos nada de graça”. “É uma política discriminatória, discriminação da cultura popular brasileira”, define.

Repente para Kassab

A angústia dos artistas, ao verem seu trabalho prejudicado na capital paulista, rendeu até um repente em que pedem ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) apoio à cultura e o fim do que eles consideram 'perseguição da prefeitura', por meio da Polícia Militar.

“A gente pede ao prefeito um apoio à nossa cultura
que apoie o repentista com tanta desenvoltura
porque a gente não canta por conta da prefeitura
nós estamos cantando na rua
ninguém deixa trabalhar
a polícia pega o DVD e tira logo do ar
e a nossa sobrevivência a gente não pode ganhar
prefeito vou lhe avisar
quero dizer certamente: libere a nossa cultura, seja muito competente.
não coloque a polícia para correr atrás da gente
o nosso CD a gente vende pro povo, é canção
nós precisamos trabalhar e de ganhar o pão
divulgar a cultura com o pandeiro na mão
prefeito, olhe com atenção, quero dizer temos o apoio do presidente
essa lei foi bem feita e pelo povo é aceita e não é você que vai empatar
o que eu tenho pra lhe falar canta eu canta você
nós vendemos nosso trabalho, divulgando DVD
por favor Kassab, deixa os poetas sobreviverem
prefeito eu vou lhe dizer escute o cantador
apoia a nossa cultura que ganhamos do criador
nós somos trabalhadores, precisamos da profissão
nós divulgamos nosso trabalho pelo sul, norte e sertão
e aqui nesse São Paulo a gente precisar ganhar o pão
a gente ganha o pão, você tem que acreditar
bato pandeiro na rua, todo dia venho cantar
e ganho o pão de cada dia que é melhor do que roubar
Graças a Deus”.

(Pena Branca e Galdino de Atalaia, exclusivo para a Rede Brasil Atual)

Outro lado

De acordo com a assessoria de imprensa da Subprefeitura da Sé, órgão da prefeitura responsável pela administração da área central da cidade, desde maio deste ano, artistas de rua estão proibidos de vender CDs ou DVDs, mesmo que sejam de seu próprio trabalho, ou fazer apresentações com aparelhagem de som, em praças ou ruas da capital paulista. A mesma proibição vale para artistas que recebem doações do público.

“A venda de Cds na via pública caracteriza comércio ambulante. A emissão de Termo de Permissão de Uso para esta atividade está suspensa em toda a cidade desde maio desse ano, por uma Portaria do Secretário Municipal de Coordenação das Subprefeituras”, apontou a subprefeitura em nota.

A prefeitura justifica que a simples apresentação de artistas na via pública não requer autorização. “Uma vez que a manifestação artística é garantida pela Constituição Federal”. Mas, os artistas discordam, afirmando que dependem das doações recebidas nas ruas e da venda de suas próprias produções.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2010/12/repentistas-pedem-coerencia-a-prefeito-de-sp-seja-muito-competente-nao-coloque-a-policia-para-correr-atras-da-gente

Quem quer calar esconde as piores covardias

Terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Do blog "NaMariaNews"

Parece que aqueles que querem calar o Wikileaks* são favoráveis a covardias e crimes como estes.

E parece que os que concordam com tal censura apoiam os mesmos atos infames.
Pois assim é se lhe parece.

Assassinato Colateral from Passa Palavra on Vimeo.



* O link só funcionou pelo cache; censura em ação.

Mas, felizmente, tem essa entrada viável para o Wikileaks na íntegra.

Acompanhe o Cablegate - enquanto é possível. O Brasil está lá.

Assista o mesmo vídeo, versão original.

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/12/quem-quer-calar-esconde-as-piores.html#ixzz17r8C85xt

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/#ixzz17r7H1mdI
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Fonte:http://namarianews.blogspot.com/2010/12/quem-quer-calar-esconde-as-piores.html

Cidadãos paulistano pagam 30 PMs para fazer escolta de José Serra. Cláudio Lembo diz que tucano gasta demais

Sábado, 11 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"

O ex-governador José Sera (PSDB) tem à disposição 30 homens da Casa Militar de São Paulo. O número é pouco mais do que o triplo do de oficiais que servem a ex-governadores, como Geraldo Alckmin (PSDB) e Claudio Lembo (DEM). Quem conta essa história é o próprio Lembo, antecessor de Serra no Palácio dos Bandeirantes – ele assumiu em março de 2006, quando Alckmin saiu para disputar a Presidência – e atual secretário municipal de Negócios Jurídicos. “Ele tem 30 homens. Esse é um número público”, disse.

O aumento da escolta de Serra teria ocorrido enquanto o tucano ainda era governador. Depois que deixou o governo, ele manteve o direito à segurança, a exemplo dos demais ex-governadores com base no decreto 48.526, de 2004, que define que ex-ocupantes do cargo têm direito a segurança no mandato subsequente ao seu.

Sem medo

Alckmin manteve à sua disposição quatro soldados e um capitão. Já Lembo, que optou por um oficial e oito soldados, disse que sua escolta era “franciscana” mesmo enquanto era governador. “Eu só tinha motorista e ajudante de ordens. E eu enfrentei os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um governador não pode ter medo”, afirma.

Lembo afirmou que procura “ser austero”. “O Geraldo (Alckmin) também tinha muita austeridade.” O ex-governador afirmou não se lembrar quanto gastava em média por mês no palácio, mas disse que só despendia o essencial. “Tinha um cuidado miserável”, afirmou, antes de tecer críticas a Serra, dizendo que os gastos cresceram depois que ele saiu. “No meu tempo tinha vinha de São Roque”, afirmou, para falar da simplicidade de sua gestão.

Lembo diz que, depois que deixou o cargo, foram construídos um restaurante para os funcionários do palácio, que teria passado por outras mudanças, como a saída da Casa Militar da parte superior. “Até hoje os PMs estão tristes. Ele (Serra) os pôs no subsolo”, afirmou. Além disso, lembrou que Serra criou jardim de inverno na área residencial, onde antes “não havia nada”. “O Geraldo deixava os carros e os cachorros dele lá”. Lembo disse não saber se o “jardim é bonito, mas a vista é muito bonita.” Informações JT
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/cidadaos-paulistano-pagam-30-pms-para.html

Corrupção gera diligência em prefeitura

Sábado, 11 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"

O Ministério Público (MP) acompanhou, nesta sexta-feira, 10, o cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Santa Barbara D’Oeste, no interior de São Paulo, em secretarias municipais e na residência da titular da Secretaria Municipal de Administração.

A ação teve como objetivo comprovar caso de corrupção envolvendo a administração pública, após denúncias feitas por servidores públicos e pessoa próxima ao prefeito de Santa Bárbara D’Oeste, que já prestaram depoimento à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.

De acordo com as denúncias, haveria um suposto esquema de fraude em licitações e na execução de contratos administrativos, com pagamento de propinas a agentes públicos, o que resultou na instauração de Procedimento Preparatório de Inquérito Civil pelo MP, que solicitou a busca e apreensão à Justiça.

As buscas resultaram na apreensão de grande quantidade de documentos, HDs de computadores e mídias digitais. Tudo será copiado para análise dos promotores e os originais serão devolvidos à Prefeitura. Os mandados foram cumpridos por oficiais de Justiça, com acompanhamento dos promotores de Justiça Hélio Jorge Gonçalves de Carvalho e Alexandra Facciolli Martins.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/corrupcao-gera-diligencia-em-prefeitura.html

Assange e os donos da democracia

10 de dezembro de 2010
Do site de CartaCapital
Por Luiz Gonzaga Belluzzo*

A direita radical dos EUA acha que os processos democráticos são exclusivos da América branca


Como diz o Mino, consultei meus botões e eles me autorizaram, certa vez, a escrever: “Só o maniqueísmo típico de certa esquerda se atreveria a negar que o imaginário político das forças sociais que emergiram da Segunda Guerra Mundial carregava uma visão progressista acerca do papel a ser exercido pelos Estados Unidos. Inspirados nos ideais­ do New Deal e, em claro antagonismo com as práticas das velhas potências, os Estados Unidos – tomando em conta o seu autointeresse de forma esclarecida – se empenharam na reconstrução europeia e apoiaram as lutas pela descolonização. O que se observou, a partir de então, foi um ensaio – apenas um ensaio – de uma nova ordem internacional com aspirações de garantir os direitos do homem e do cidadão, os princípios da democracia e da legalidade internacional”.

Os conflitos da Guerra Fria e os “sucessos” da excepcionalidade americana deixaram para trás as aspirações igualitárias da era rooseveltiana e abriram caminho para o avanço do conservadorismo individualista e para as tropelias imperiais. (O leitor mais velho há de se lembrar que no auge da tensão com a finada União Soviética, a diplomacia de Tio Sam conteve a efervescência social e política “nos países de baixo” fomentando golpes militares.) Eleito na esteira da celebração das desigualdades, o ex-presidente Ronald Reagan ficou conhecido, entre outras coisas, por defender a teoria conhecida como supply-side economics e a hipótese do trickle down. Essas gororobas pseudoteóricas afirmavam que a redução de impostos para os ricos verteria “para baixo” benefícios para os pobres.

Nesse ambiente, Reagan ficou à vontade para declarar, numa exibição de elevado maniqueísmo, que a União Soviética era o Império do Mal. O Demônio Vermelho sucumbiu enredado em suas próprias contradições, mas seu desaparecimento parece não ter diminuído os poderes do Inferno. É cada vez mais forte a impressão de que o Departamento de Estado conta com a boa vontade de Mefistófeles para registrar sua presença no território dos desafetos de ocasião.

Grotescamente manipulada pelos fâmulos suecos a conselho das autoridades americanas, a prisão de Julian Assange é a prova provada de que, na pátria da democracia e da liberdade, as agressões aos direitos dos cidadãos de outras pátrias são executadas sob o pretexto de salvar o que está sendo massacrado. Nem mesmo há a preocupação de invocar hipocritamente algum princípio de direito internacional para justificar as tropelias.

A direita radical americana acha que os processos e as instituições democráticas são de propriedade exclusiva da América branca e não servem para cidadãos estrangeiros. Os direitos individuais são um estorvo para a consecução dos objetivos “corretos” (isto é, aqueles que estão conforme seus interesses e de suas empresas) no resto do mundo. Por isso é preciso coartar e controlar as instâncias de discussão pública. A liberdade de opinião não é boa coisa, sobretudo quando as práticas do poder começam a desfigurar os valores que George Washington e Thomas Jefferson cuidaram de legar para o povo americano. Washington em seu discurso de despedida alertou os cidadãos “contra as malfeitorias das intrigas estrangeiras e as imposturas do pretenso patriotismo”. Não foi sob essa inspiração que o senador republicano Joe Liberman recomendou a extradição imediata do cidadão australiano Julian Assange para submetê-lo aos tribunais americanos, sob a acusação de crime de espionagem.

Na era Clinton, houve, reconheçamos, uma “evolução” nos métodos de dominação. Foi suficiente cooptar na periferia, particularmente na América Latina, novos e reluzentes sátrapas do Império, juntá-los aos antigos serviçais e montar amplas coalizões políticas, sempre prontas a cumprir os desígnios da Metrópole. Tudo isso sob os aplausos das mídias nativas, solertes nos misteres da lavagem cerebral e na persistente promoção do empobrecimento cultural das massas.

Melhor a autocensura e a dominação dos imaginários do que o pau de arara, dirão os otimistas. Os procedimentos tornaram-se mais suaves e sutis nem por isso menos eficazes. O economista e historiador James Petras tratou do uso das políticas de direitos humanos como instrumento de controle político americano do mundo e, particularmente, da América Latina. Ironia da História: os que lutaram contra a repressão patrocinada pelo “aparelho americano de brutalização” estão sendo desapropriados, pelos algozes de ontem e de sempre, de um tema que lhes pertence.

É mais elegante e “limpo” sustentar a dominação no consentimento dos que se pretende submeter. O truque é transformar em antidemocráticas e “populistas” todas as propostas que visem transformar o status quo. Mas os últimos acontecimentos mostram que, se a situação engrossar, não haverá qualquer escrúpulo em ressuscitar os métodos antigos.

*Luiz Gonzaga Belluzzo é economista e professor, consultor editorial de CartaCapital
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/assange-e-os-donos-da-democracia

Os segredos de Estado e o Wikileaks

10.12.2010
Do blog de Paulo Moreira Leite, "Vamos Combinar"


Moreira Leite fala sobre os segredos de Estado na história brasileira e sobre as revelações do Wikileaks.


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Fonte:http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2010/12/10/os-segredos-de-estado-e-o-wikileaks/

Um dilema para Dilma

10/12/10
Do blog de Eduardo Guimarães

Reportagem de quinta-feira (9) do Jornal Nacional sobre o crescimento do PIB no penúltimo trimestre pode ser interpretada como prova definitiva de que Globo, Folha, Estadão, Veja e suas ramificações combaterão Lula até o último dia de seu governo – e não se tratará de uma saudável fiscalização da imprensa, mas de combate político-partidário.

Impressionou a reportagem daquele telejornal sobre a economia. Transformou boas notícias em más notícias. A queda do ritmo da economia no terceiro trimestre, apresentada sob insinuação de que revelaria debilidade do crescimento sustentado, ganhou destaque.

Falou-se sobre queda no ritmo da indústria, por exemplo, justamente em um momento em que a indústria costuma desacelerar. E o que é pior: no âmbito de medidas decididas tomadas pelo governo – inclusive durante a campanha eleitoral, na forma de aumento dos juros – para reduzir o ritmo do crescimento.

De forma quase inacreditável, o principal telejornal da Globo compara o crescimento do PIB brasileiro no terceiro trimestre justamente com o crescimento de países que têm tido imensa dificuldade para crescer, como os Estados Unidos, o México ou o Chile.

Tratou-se de uma comparação descabida porque a economia brasileira vem recebendo estímulos do governo para diminuir sua taxa de crescimento – para controlar a inflação – e a economia americana, por exemplo, vem recebendo-os em sentido contrário. Crescemos sem querer no nível em que americanos crescem querendo e necessitando crescer mais.

Nas reportagens sobre o PAC, destacam o número de obras em vez de o empenho de recursos, ou seja, enquanto mais de oitenta por cento dos recursos ao programa terão sido investidos até o fim do governo Lula, essa imprensa destaca que o número de obras inconclusas – apesar de em execução devido à liberação de recursos – ficou pouco abaixo de quarenta por cento.

Estamos chegando a 2011 em uma fase inigualável de nossa história. O Brasil dos próximos anos tende a melhorar para todos, a distribuir renda, a fazer subirem os salários, a se impor como player global, a promover avanços revolucionários nos indicadores sociais, mas nada disso é informado à sociedade.

Há um quê de melancolia no noticiário. Destacam-se supostas e absurdas “rupturas” de Dilma Rousseff com o modelo de Lula com base em uma ou duas declarações que ela tem dado sobre diplomacia e comunicação. Surge um discurso, aliás, que poderia justificar uma redução da tensão entre essa imprensa e o novo governo, mas que não irá durar.

Tenta-se enquadrar a presidente eleita. A tese de que ela não levaria adiante as medidas para regular a comunicação – o que seja, levar adiante, por exemplo, a proibição decidida à propriedade cruzada de meios de comunicação – serve como uma proposta de redução do bombardeio se tais medidas não forem tomadas.

A grande questão política no ano que vem, portanto, será a postura que Dilma deverá adotar em relação à mídia conservadora. Se der sinais de que aceitará a proposta de não ser bombardeada em troca de não incomodar o setor, poderá ter um primeiro ano de governo mais tranqüilo.

Apesar de Lula ter sido acusado de ser excessivamente pragmático com a mídia, ela entende que não foi bem assim. Medidas para criar supostos “órgãos de controle da mídia”, a inaceitável (pela direita) questão das cotas para negros e a redução dos negócios com os americanos, entre outras, foram medidas que desencadearam a guerra midiática que se vê.

A decisão de Dilma sobre a proposta midiática pautará a situação política do país pelos próximos anos. Poderemos ter mais um governo sofrendo sabotagens diárias – ao arrepio do interesse da maioria de que o país vá bem –, com as inegáveis conseqüências deletérias previsíveis, ou a paz dos cemitérios.

Que escolha você faria, leitor? E qual acha que Dilma fará?
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/um-dilema-para-dilma/

Aécio anuncia outro PSDB em 2014

06/12/2010
Do blog de Ricardo Kotscho

Em entrevista gravada para o programa Roda Viva, na tarde desta segunda-feira, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves falou com entusiasmo de uma nova cara do PSDB para 2014, que em nada lembra o partido derrotado pela terceira vez consecutiva nas eleições presidenciais deste ano.

Este partido tem a cara dele, é claro, mas Aécio tomou todo o cuidado do mundo para não personificar a tese da ”refundação” do PSDB e não antecipar as discussões sobre o nome dos tucanos para 2014, antes mesmo que a presidente eleita Dilma Rousseff, tome posse.

Depois de três semanas de férias, o ex-governador voltou bronzeado, animado e afiado no discurso para assumir o papel de principal líder da oposição assim que o Congresso Nacional reabrir suas portas no começo de fevereiro.

Diálogo com todas as forças políticas, reformas constitucionais, meritocracia no funcionalismo público, aproximação com os sindicatos, ética na política, resgate das bandeiras da social-democracia, defesa das privatizações feitas no governo FHC: Aécio voltou com o cardápio completo de futuro candidato que, por enquanto, só quer discutir o programa do partido.

Para não perder tempo, acompanhado apenas da fiel assessora de imprensa Heloísa Neves, Aécio almoçou antes do programa com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e saiu dos estúdios da TV Cultura direto para uma conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o primeiro político a lhe telefonar quando saiu de férias após a campanha eleitoral.

O diálogo com a oposição começa nesta terça-feira, em Brasília, num jantar já marcado com o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, um dos seus intelocutores preferidos.

Os dois vivem se elogiando mutuamente e seus nomes estão em todas as listas de presidenciáveis para 2014, apontados como as novas grandes lideranças políticas do pós-Lula. No Brasil, como sabemos, mal acaba uma campanha eleitoral, e já começa a discussão de nomes para a próxima.

Num momento em que “tem muita gente tirando senha na fila para dinamitar pontes”, como disse na entrevista, Aécio quer desde já ser ele mesmo a ponte com partidos que estiveram “do outro lado” na eleição nacional, mas o apoiaram em Minas, como é o caso do PSB e do PDT.

É o ponto de partida para romper o crescente isolamento dos tucanos que esvaziou seus palanques em 2010, na maior parte do país. “Sou um tucano, como vocês sabem…”, brincou Aécio, que evitou as bolas divididas.

O senador eleito, porém, admitiu erros na última campanha presidencial, como incorporar o discurso conservador e temas religiosos no segundo turno. “Isto foi um retrocesso, não só para o partido como para o país. Não deve se repetir”.

De bem com a vida, Aécio constatou que “está faltando arte na política”, citando várias vezes seu avô Tancredo Neves para contornar perguntas sobre o fato de ser “a bola da vez” na oposição, depois de se ver passado para trás na fila tucana em 2006 e 2010. “Um ensinamento de Tancredo foi nos mostrar que, em política, as oportunidades têm que surgir naturalmente, não podem ser uma obsessão, um desejo pessoal”.

O entrevistado riu quando comentei que, às vezes, isto acontece… Aécio garantiu que não quer disputar nenhum cargo no partido, e só pensa no momento em exercer seu mandato de senador. Como bom mineiro, sabe que precisa agir com cuidado porque José Serra ainda não desistiu nem de controlar o PSDB nem de uma nova candidatura presidencial.

Vale a pena assistir à entrevista, que irá ao ar hoje pela TV Cultura, a partir das 22 horas. Velhos amigos, Aécio e Marília Gabriela, a apresentadora do programa, deram uma lição de como é possível falar de política com leveza e bom humor, sem confundir cara feia com seriedade.
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Fonte:http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/12/06/aecio-anuncia-outro-psdb-em-2014/

Assange: Fascina ver os tentáculos da elite americana corrupta

7 de dezembro de 2010
Extraído do blog de Luiz Carlos Azenha
Do Opera Mundi, via Vermelho

Julian Assange

O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, falou com exclusividade ao Opera Mundi nesta segunda-feira (6). Assange não escondeu a irritação com o congelamento de sua conta bancária na Suíça e também falou de outras ações tomadas contra a organização desde o lançamento de documentos sigilosos de embaixadas dos Estados Unidos.

Assange se preparava para se apresentar à polícia britânica, o que aconteceu na manhã desta terça-feira (7) em Londres. O fundador do Wikileaks é acusado de crimes sexuais na Suécia. A denúncia não é clara, mas inclui a prática de sexo desprotegido com duas mulheres, na mesma época em que dava uma palestra em Estocolmo. Desde o dia 18 de novembro, a justiça sueca expediu mandado de prisão com o objetivo de interrogá-lo por “suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção”. Julian Assange deve ser ouvido ainda hoje num tribunal de Westminster, na região central de Londres, onde será decidido se ele será extraditado à Suécia.

Opera Mundi – Neste momento, quais acusações pesam sobre você?

Julian Assange
— São muitas as acusações. A mais séria é que eu e o nosso pessoal praticamos espionagem contra os EUA. Isso é falso. Também a famosa alegação de “estupro” na Suécia. Ela é falsa e vai acabar se extinguindo quando os fatos reais vierem à tona, mas até lá está sendo usada para atacar nossa reputação.

Opera Mundi – Sobre essa acusação de espionagem, há algum processo judicial correndo?

Julian Assange
— Não. É uma investigação formal envolvendo os diretores do FBI, da CIA e o advogado-geral norte-americano. A Austrália, meu país, também está conduzindo uma investigação do mesmo tipo — em que se junta todo o governo — e ao mesmo tempo estão asssessorando os EUA. Uma das fontes alegadas para essa investigação, Bradley Manning [militar acusado de ser a fonte do Wikileaks], está preso em confinamento solitário em uma cela na prisão no estado da Virginia, nos EUA. Ele pode pegar até 52 anos de prisão se for condenado por todas as acusações, que incluem espionagem.

Opera Mundi — Qual a diferença entre o que faz o Wikileaks e espionagem?

Julian Assange — O Wikileaks recebe material de “whistle-blowers” (pessoas que denunciam algo errado nas organizações onde trabalham) e jornalistas e os entrega ao público. Acusar de espionagem quer dizer que nós teríamos que trabalhar ativamente para adquirir o material e o repassar a um estrangeiro.

Opera Mundi — No caso da Suécia, o que as mulheres alegam?

Julian Assange — Elas dizem que houve sexo consensual. O caso chegou a ser arquivado por 12 horas quando a procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finne, leu os depoimentos. Depois foi reaberto, após uma articulação política. Todo esse caso é bastante perturbador. Agora, eles acabaram de congelar minha conta em um banco na Suíça, nosso fundo para pagar minha defesa.

Opera Mundi — Com base em quê?

Julian Assange — Eles estão alegando que eu os coloco em risco. Mas não têm nada que sugira isso, e de qualquer forma isso é falso.

Opera Mundi — E qual é a sua opinião sobre o congelamento de transferêcias de dinheiro pela empresa PayPal, e o fato de que a Amazon retirou o site do ar? Como você vê essas ações?

Julian Assange
— É fascinante ver os tentáculos da elite norte-americana corrupta. De certo modo, observar essa reação é tão importante quanto ver o material que publicamos. A Paypal e a Amazon congelaram nossas contas por razões políticas. Com o Paypal, 70 mil euros foram congelados. Com o nosso fundo de defesa, cerca de 31 mil euros.

Opera Mundi — O que eles alegam?

Julian Assange — Eles dizem que estamos fazendo “atividades ilegais”, o que é, claro, uma inverdade. Mas estão ecoando as acusações de Hillary Clinton [secretária de Estado norte-americana] sobre como publicamos documentos que podem causar transtornos aos EUA. Mesmo assim, o líder do comitê de segurança nacional no Senado disse com muito orgulho que ele havia ligado para a Amazon e exigido o fechamento no site.

Opera Mundi — O que o Wikileaks está fazendo para se defender do congelamento das doações?

Julian Assange
— Nós perdemos 100 mil euros somente nesta semana como resultado do congelamento dos pagamentos. Temos outras contas em bancos – na Islândia e Suécia, por exemplo, que o público pode usar. Estão em um site. Também aceitamos cartões de crédito.

Opera Mundi: O que mais o Wikileaks está fazendo para se defender?

Julian Assange — Nós estamos contando com a diversidade e o apoio de boas pessoas. Temos mais de 350 sites pelo mundo que reproduzem nosso conteúdo. Precisamos disso mais do que nunca.

Nota do Viomundo: Nesta terça, Julian Assangue foi preso no Reino Unido.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/assange-fascina-ver-os-tentaculos-da-elite-americana-corrupta.html

Brasil ajuda Moçambique a modernizar sistema previdenciário

06/12/2010
Do site do Ministério da Previdência Social

Cooperação técnica inclui informatização desenvolvida pela Dataprev

Da Redação (Brasília) – O projeto de cooperação “Modernização da Previdência Social em Moçambique” foi assinado nesta sexta-feira (3) por autoridades brasileiras e moçambicanas. A partir de agora, serão iniciadas atividades para a informatização do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS-Mz) do país africano. A medida faz parte das ações brasileiras de cooperação intergovernamental nos setores em que o país possui excelência técnica, destinada, principalmente, aos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, o presidente substituto da Dataprev, Álvaro Luis Pereira Botelho, e a ministra do Trabalho de Moçambique, Maria Helena Taipo, assinaram o documento na noite de sexta-feira (3), no gabinete do ministro do Ministério da Previdência Social, em Brasília.

O projeto apresentado pela Dataprev trará nova sistemática para a Previdência Social de Moçambique, país da costa leste da África, composto por 20 milhões de cidadãos. Será informatizado todo o processo que hoje é feito manualmente, incluindo os sistemas de pagamento e arrecadação pela rede bancária. A Dataprev atuará como empresa consultora e, nessa primeira fase, o projeto será custeado pelo governo moçambicano.

Interrupção do fluxo manual de informações, com a consequente automatização; criação de um sistema de arquivamento e recuperação de imagens; atualização da infraestrutura computacional; interação das informações automatizadas com a rede bancária; avaliação dos procedimentos atuais e de suas sistemáticas; formação e capacitação técnica de pessoal e geração de banco de dados, com histórico de informações dos contribuintes e trabalhadores, são ações que fazem parte do projeto de cooperação.

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, ressaltou a importância de que “países irmãos” cooperem entre si: “todos somos beneficiados quando conseguimos entrar em acordo e trilharmos nossos caminhos juntos”, destacou. Para o Gabas, o Brasil está muito feliz com a parceria, e a principal qualidade do sistema de Seguridade Social nacional está no caráter solidário desse, que atua em prol da distribuição de renda.

“Para nós, este dia é muito especial, pois é a concretização de um sonho. O povo de Moçambique será imensamente beneficiado com a informatização de nosso sistema previdenciário”, ressaltou Maria Helena Taipo. A ministra do Trabalho moçambicano disse ter procurado inúmeros países para obter a cooperação, mas, para ela, foi o Brasil que mais se mostrou disponível para atender às necessidades da Segurança Social de seu país.

Para Taipo, o projeto de cooperação é resultado e uma luta que se estende há seis anos. A ministra atentou, ainda, para o fato de que, em Moçambique, o programa de redistribuição de renda condicionado, inspirado no Bolsa Família brasileiro, já está dando resultados.

Estiveram presentes a assessora do ministro da Previdência Social para assuntos internacionais, a ministra Maria-Theresa Lázaro, e o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Eduardo Basso. O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) foi representado pelo diretor de Atendimento, Luiz Henrique Fanan, e, a Embaixada de Moçambique, pelo ministro conselheiro Agostinho Timana.

Parceria - O contato entre os dois países teve início em 2007, quando uma delegação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS-Mz) de Moçambique esteve no Brasil. Nessa primeira visita, os representantes conheceram o Ministério da Previdência Social (MPS) e a sede da Dataprev, localizados em Brasília. Na oportunidade, a delegação manifestou interesse em obter a colaboração do Brasil na informatização do sistema previdenciário moçambicano.

Em 2008, nova delegação esteve no Brasil com a finalidade de conhecer os sistemas informatizados da Previdência, como a Central 135, que disponibiliza diversos serviços por telefone, incluindo o agendamento de atendimentos. Na ocasião, o MPS reafirmou o compromisso de apoiar Moçambique na formulação da política previdenciária.

Em março de 2009, foi a vez de representantes da Dataprev e da Secretaria de Políticas de Previdência Social irem ao país africano, para conhecer o sistema de Seguridade Social. Em abril do mesmo ano, a Dataprev apresentou relatório com recomendações para as autoridades moçambicanas.

No mês seguinte, em abril de 2009, foi elaborada a proposta do projeto de cooperação, e o documento foi enviado para a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. Em outubro desse ano, o Instituto Nacional de Segurança Social de Moçambique contratou, localmente, pessoal para desenvolver o projeto proposto pela Dataprev, empresa que foi convidada para participar como consultora.

Informações para a Imprensa
Rafael Toscano
(61) 2021-5113
ACS/MPS
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Fonte:http://www.previdencia.gov.br/vejaNoticia.php?id=40829

O que os gringos estão falando sobre a mãe de todos os vazamentos

10 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha

Is Julian Assange Helping the Neocons?

By ROBERT WRIGHT, no blog Opinionator, do New York Times

Agora sabemos que nosso governo está mentindo para a gente sobre o envolvimento de nossas tropas em operações de combate no Paquistão. O Pentágono tinha dito que a missão de soldados americanos estava restrita a “treinamento de forças paquistanesas para que elas pudessem treinar militares paquistaneses”, mas na verdade nossas forças estão engajadas em unidades militares paquistanesas, dando a elas informações eletrônicas e outro tipo de apoio para matar o inimigo.

Sabemos disso por causa do WikiLeaks. É também graças ao WikiLeaks que sabemos do arranjo dos Estados Unidos com o presidente do Iêmen: matamos terroristas baseados no Iêmen e ele diz que é o Iêmen que está matando.

Nestes casos, penso, o WikiLeaks está fazendo o trabalho de Deus. Concordo que há razões táticas para estas duas mentiras, mas vejo que elas atropelam o direito básico dos cidadãos em uma democracia de saber quando o dinheiro deles está sendo usado para matar gente — especialmente quando estas pessoas vivem em países que não estão em guerra conosco. Assim, se vamos calcular o karma do Julian Assenge, eu colocaria isso na coluna do positivo.

E calcular é preciso. Assange vai presumivelmente ser escolhido a “Pessoa do Ano” da revista Time e a publicação com certeza vai nos lembrar que o prêmio reconhece impacto, não virtude; Hitler e Stalin foram ganhadores no passado. Ficará por nossa conta colocar Assange entre os bons ou os diabólicos. Vamos começar.

Assange tem razões elaboradas para suas ações. Ele as descreveu em um grandioso manifesto online que vai do plausível (“Se o poder conspiratório total é zero, não há conspiração”) ao metafórico-excêntrico (“Como computar uma conspiração? Computando a próxima ação”) ao opaco. Mas o argumento central é claro. Ele acredita que um problema básico do mundo são os “regimes autoritários”, um termo que usa — em forte contraste com o uso nos Estados Unidos — aplicado aos Estados Unidos.

Um regime autoritário, ele diz, oprime as pessoas e mantém seus planos secretos. A transparência arranca o véu, expondo os planos. E transparência radical — como a avalanche de informações do WikiLeaks — faz com que regimes autoritários guardem suas futuras comunicações internas. Isso faz com que o regime tenha um funcionamento inadequado. Na medida em que “mais vazamentos induzem a medo e paranoia”, nós veremos “declínio cognitivo sistemático, resultando em menor capacidade para se manter no poder”. (A esse respeito, como o jornalista Glenn Greenwald notou, Assange é como Osama bin Laden: eles quer que o inimigo reaja a suas provocações de forma autodestrutiva).

Assange escreveu isso em 2006, e é difícil imaginar que não tinha em mente o governo Bush. Certamente Bush queria centralizar o poder, não era grande defensor das liberdades civis e algumas vezes manteve as violações que promoveu de nossas liberdades em segredo. Assange neste sentido é o anti-Bush, desafiando a autoridade secreta e centralizada com transparência que é altamente descentralizada. (Os apoiadores dele criaram espelhos na rede que garantem acesso aos documentos do WikiLeaks e Assange diz que mais de 100 mil pessoas possuem os arquivos completos e criptografados).

Ainda assim Assange é também o anti-anti-Bush.

Bush foi criticado por suas tendencias unilaterais, por fracassar no desenvolvimento de boas relações com outras nações — e, em particular, por descartar nações suspeitas (veja “eixo do mal”) como nações com as quais não se deveria conversar. Obama chegou ao poder prometendo “engajamento”. Ele procuraria outras nações, enfaticamente incluindo aquelas com as quais as relações eram frágeis, como a Rússia e nações muçulmanas, incluindo até o Irã.

Se nosso governo abandonasse a manutenção de segredos explosivos sobre o que estava fazendo no estrangeiro, então suas ações no estrangeiro mudariam.

Engajamento é a busca de resultados vitoriosos em jogos de soma zero. Como qualquer teórico de jogo pode confirmar, uma chave para chegar a esses resultados é comunicação, e a comunicação dá mais resultados quando existe confiança mútua. Assim, graças ao Assange, muitas nações agora vão hesitar em conversar abertamente conosco, com medo de que suas comunicações privadas se tornem públicas.

Comunicação, e confiança, podem esfriar pelas recentes revelações de nossa avaliação de líderes estrangeiros. Presumo que os líderes turcos não vão olhar positivamente para a mensagem vinda de Ancara que diz que esperamos por um dia em que “não teremos mais de lidar com o atual elenco de líderes políticos [turcos], com seu especial interesse em drama e retórica destrutiva”. E Vladimir Putin não deve estar gostando de nossa descrição dele como bandido.

Muitas de nossas relações externas vão se provar resistentes. Os antigos aliados europeus vão superar os insultos e vão eventualmente aceitar as garantias de que estamos tornando mais seguras nossas comunicações. Mas esse tipo de reaproximação será mais difícil com as Rússias e as Turquias do mundo — nações que são mais remotas culturalmente de nós e menos seguras de nossa amizade. Em outras palavras, os relacionamentos que mais vão sofrer são os mais frágeis, aqueles que o governo Obama ao assumir o poder prometeu restaurar com engajamento.

Estes incluem muitos relacionamentos que os neoconservadores que deram forma à política externa de Bush estavam decididos a arriscar. Os neocons geralmente encorajavam políticas e declarações que ameaçavam relações com a Rússia e a Turquia, assim como a China, o Irã e assim por diante. Na verdade, o neoconservadorismo parecia dedicado a exacerbar as linhas de tensão geopolíticas. E agora o WikiLeaks ajudou a exacerbar as tensões. Talvez Assange, quando tiver tempo para uma nova onda conspiratória, possa considerar a possibilidade de que os neocons tenham implantando eletródios na cabeça dele [para espionagem].

De onde me encontro — uma posição enfática de anti-bushismo — esta é uma séria acusação: ajudando e auxiliando o anti-anti-bushismo. Mas, da mesma posição, há uma defesa possível de Assange.

A maior lição de todas de tudo isso é um fato do qual já se tocaram o Tiger Woods, o Michael Phelps e o Mel Gibson: privacidade não é mais o que era. A tecnologia tornou os segredos difícil de guardar.

Com certeza, podemos isolar melhor nossos canais de comunicação — para início de conversa, negando a sargentos do Exército o acesso às jóias da família. Mas não queremos cair na armadilha do Assange de transformar nossas comunicações internas numa forma desfuncional — além do que, não temos como controlar as burocracias estrangeiras que partilham nossos segredos. Temos de enfrentar o fato de que os segredos são mais difíceis de guardar na idade da Internet, quando um único descontente de uma organização pode dividir informações relevantes com todo o mundo.

Assim, segredos incendiários deveriam ser evitados. É melhor não mentir sobre o que nossas tropas no Paquistão estão fazendo, e não conspirar com o governo do Iêmen para enganar os iemenitas. Por um motivo simples: estes segredos, quando expostos, deixam os estrangeiros com raiva dos Estados Unidos. E nos dias de hoje o ódio de base dos Estados Unidos, especialmente em países muçulmanos, é talvez nosso maior inimigo — sendo, como é, a plataforma para o terrorismo.

Se nosso governo seguisse este conselho e deixasse de manter segredos explosivos sobre o que está fazendo no estrangeiro, então seu comportamento mudaria. Se a presença de nossas tropas no Paquistão se tornasse visível, o Paquistão talvez não autorizasse a entrada delas. E o governo do Iêmen talvez vetasse ataques transparentes de aviões não tripulados dos Estados Unidos.

Isso significaria matar menos terroristas no curto prazo, mas provavelmente significaria criar menos deles no longo prazo. Certamente (como o jornalista John Judis sugeriu) isso significaria fazer menos do que causou o ódio antiamericano de bin Laden para começo de conversa: ter uma presença militar em países muçulmanos, uma presença que algumas vezes significa cooperar com regimes repressivos e absorver o ódio que eles inspiram.

Não sei se esta mudança de rumo compensaria pelos danos de curto prazo causados pelo WikiLeaks — o dano causado a relações frágeis e cruciais com outros estados, a reação que está começando agora no Iêmen, no Paquistão e em outros lugares. Mas, se acontecer, então o impacto inicialmente pro-neocon de Assange poderia ser compensando por sua influência mais benigna no longo prazo. E o karma dele, calculado por mim, estaria no campo do território positivo.

Para que isso aconteça — para que os Estados Unidos respondam de forma inteligente ao fiasco do WikiLeaks — os políticos dos Estados Unidos devem considerar que Assange não é assim tão importante. Se ele nunca tivesse nascido, eles ainda assim teriam de se adaptar à idade da transparência, para um mundo em que mentiras “boas” para mascarar nossa colaboração com regimes dúbios são uma ameaça de longo prazo à nossa segurança nacional. Mais cedo ou mais tarde, os Estados Unidos forçosamente acordariam para as implicações da tecnologia moderna. Julian Assange simplesmente tornou este despertar mais doloroso.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-que-os-gringos-estao-falando-sobre-a-mae-de-todos-os-vazamentos.html

Emerson Luis: Quando a mídia se baseia em documentos falsos

11 de dezembro de 2010
Por Luiz Carlos Azenha

Uma acusação gravíssima. Em letras garrafais. Baseada em um documento… falso.

Só no Brasil.

O Estadão, por incrível que pareça, faz que não é com ele.

O Emerson Luis analisou, no Nas Retinas:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emerson-luis-quando-a-midia-se-baseia-em-documentos-falsos.html

COMISSÃO PRESTA CONTAS SOBRE RETORNO DE ANISTIADOS

11.12.2010
Do site do Ministério do Planejamento

Brasília, 08/12/2010
– De um total de 14.850 processos que deram entrada na Comissão Especial Interministerial (CEI) para retorno de anistiados, restam hoje 875 aguardando julgamento. E dos 11.745 servidores que requereram a volta ao trabalho e tiveram seus processos deferidos, 8.718 já foram reintegrados à Administração Pública Federal. Outros 2.232 processos tiveram indeferimento e 118 foram declarados anistiados, mas sem direito ao retorno.

Foto: Luciano Ribeiro/Divulgação

Esses números foram apresentados hoje pela advogada Maria Gabriela El Bayeh, presidente da CEI, a um grupo de aproximadamente 150 pessoas que compareceram à sétima reunião geral de prestação de contas, realizada na sede do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília.

Foto: Luciano Ribeiro/Divulgação

A reunião foi aberta pelo secretário de Recursos Humanos do MP, Duvanier Paiva Ferreira, que ressaltou o caráter reparador do trabalho que vem sendo realizado.

"O que a CEI desenvolve é um trabalho de recomposição de direito, uma das áreas de atuação em que a SRH/MP mais tem se empenhado", disse o secretário aos presentes no auditório, a maioria anistiados ou interessados nos processos de anistia.

"Todos vocês são testemunhas de quanto foi árdua a luta para assegurar os procedimentos jurídicos e os encaminhamentos que possibilitaram garantir o retorno dessas pessoas, servidores que tiveram seus direitos violados", completou.

Foto: Luciano Ribeiro/Divulgação

A CEI foi instituída em junho de 2004, para revisão de atos administrativos praticados por comissões anteriores (criadas em 1995 e em 2000) referentes a processos previstos na Lei 8.878/1994. Esta lei concedeu anistia a servidores que, na época do governo Collor, foram demitidos ou exonerados com violação de dispositivo constitucional ou legal.

É presidida por Maria Gabriela El Bayeh e composta por sete representantes: dois do Ministério do Planejamento, um da Casa Civil, um do Ministério da Fazenda; um da Advocacia-Geral da União, e dois dos anistiados, todos com seus respectivos suplentes.

NOVAS REINTEGRAÇÕES

Apesar de instituída em 2004, somente a partir de 2008, após a edição de parecer da Advocacia Geral da União, dirimindo todas as dúvidas sobre a matéria, a CEI começou efetivamente a deferir o retorno ao serviço da maioria dos anistiados.

Hoje mesmo, o Diário Oficial da União publica 12 portarias promovendo novas reintegrações. Mas ainda existem 2.235 servidores que têm direito de retorno e não estão conseguindo vagas nos órgãos e entidades públicas – às vezes até por não existir mais a estrutura administrativa que eles ocupavam na época.

TELES

A dificuldade maior para a efetivação da tarefa de realocar os anistiados, segundo afirmou a presidente da comissão, é convencer os gestores de recursos humanos da importância dessa mão de obra.

"Não é por maldade nem preconceito, mas por desconhecimento de como gerir essa força de trabalho, o que fazer com esse quadro. A realocação demora um certo tempo e a demora gera uma ansiedade muito grande, as pessoas têm pressa", explicou Maria Gabriela.

"Então estamos buscando antecipar esse momento. Temos conversado com as áreas de RH dos órgãos e entidades, tentando fazer um trabalho de convencimento", completou.

Com isso, já vem conseguindo resultados concretos, como, por exemplo, com os anistiados das chamadas "teles", as estatais ligadas ao setor de telecomunicações, que deverão retornar em breve para o Ministério das Comunicações. "Já foi formado um grupo para o enquadramento dessas pessoas", anunciou a presidente da CEI.

OUTROS NÚMEROS

No balanço, ela apresentou, ainda, os números relativos aos requerimentos considerados intempestivos, ou seja, apresentados fora dos prazos legais. Eles somam 5.233 e, desse total, 4.353 servidores já receberam em casa a notificação de que não terão seus processos analisados. Outros 108 têm endereços incorretos ou inconsistentes e há 420 pedidos pendentes de análise.

Existem, também, 639 processos instruídos nas oitivas, isto é, pedidos que passam por nova análise, após a CEI ouvir testemunhas arroladas por servidores que, por algum motivo, se sentiram prejudicados com a decisão anterior.

Neste ano, a Comissão realizou praticamente uma reunião de oitiva por mês, em diversas cidades, a primeira delas em Santos (SP), em abril, e a última no mês passado, em Brasília.
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Fonte:http://www.servidor.gov.br/noticias/noticias10/101208_comissao_cei.html

LEI 8112 ANOTADA JÁ PODE SER ACESSADA ONLINE

11 de dezembro de 2010
Do site do Ministério do Planejamento

Brasília, 07/12/2010 – A partir de hoje, está disponível uma nova ferramenta que deverá facilitar bastante o trabalho das pessoas envolvidas com gestão de pessoal no serviço público.

Em solenidade no auditório do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a Secretaria de Recursos Humanos (SRH/MP) lançou hoje à tarde a “Lei 8.112 Anotada”, resultado de um ano de trabalho, coordenado pelo Departamento de Normas e Procedimentos Judiciais (Denop/SRH). O lançamento coincide com o 20º aniversário da sanção da lei, ocorrida em 11/12/1990.

A publicação está hospedada no site do Conlegis, no endereço https://conlegis.planejamento.gov.bre disponível para download. Mas a melhor forma de ser utilizada é por meio da consulta online, uma vez que ela será uma ferramenta viva. A cada semana passará por atualização, sendo incorporada toda matéria considerada relevante.

A “Lei 8.112 Anotada” traz, além da transcrição de toda a legislação correlata (leis, decretos etc) pertinente a cada um de seus 253 artigos, as manifestações existentes sobre o tema emanadas da SRH/MP (notas técnicas, notas informativas e outras); as manifestações da Advocacia Geral da União; as oriundas dos órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União e os acórdãos do Tribunal de Contas da União; e as jurisprudências existentes nos tribunais superiores.

São anotações não apenas citadas ao lado de cada artigo, mas conectadas por meio de hiperlink, remetendo o usuário ao órgão ou ao tribunal que fez a manifestação. Ou, ainda, remetendo ao próprio Conlegis, que hospeda grande parte da legislação referente aos servidores públicos. A publicação online disponibiliza, também, uma ferramenta de busca para facilitar as pesquisas.

A solenidade de lançamento lotou o auditório principal do Ministério do Planejamento e contou com a presença do subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil; Luis Alberto dos Santos; do secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Francisco Gaetani; do secretário de Recursos Humanos, Duvanier Paiva Ferreira; da diretora do Denop/SRH, Valéria Porto, que coordenou todo o trabalho; do coordenador-geral jurídico de Recursos Humanos da Conjur/MP, Emmanuel Felipe Santos; e do secretário de Gestão substituto, Walter Emura.

Fotos: Luciano Ribeiro/Divulgação.
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Fonte:http://www.servidor.gov.br/noticias/noticias10/101207_8112anotada.html

Padilha nega ter assinado documento para aprovar convênio no Ministério do Turismo

10/12/2010
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Ministro Alexandre Padilha

Brasília - O ministro de Relações Institucionais, Alexande Padilha, negou hoje (10) que tenha assinado um documento enviado ao Ministério do Turismo, atestando a idoneidade de uma entidade, para aprovar a liberação pela pasta de R$ 3,1 milhões. Ele afirmou que há indícios de montagem na declaração e que pediu à Polícia Federal que investigue o caso.

Segundo Padilha, a declaração tem sinais claros de fraude já que não segue os padrões dos ofícios da Secretaria de Relações Institucionais. O documento está com endereço e telefone da secretaria incorretos, o número do documento de identidade de Padilha está incompleto e o número do registro da entidade é inválido.

Ele afirma também que não há registro nem de entrega nem de saída do documento no gabinete da secretaria e que sua assinatura foi escaneada.

“Sempre defendi nesse governo que se adotasse a prática orientada pelo presidente da República: que se apure até ao fim qualquer denúncia. Sou o principal interessado neste momento em saber quem usou uma assinatura minha escaneada”.

Padilha contou ter pedido ao ministro da Justiça que a Polícia Federal investigue o fato e também formou uma comissão de sindicância interna na secretaria para apurar a ocorrência. Padilha ainda enviou ofício ao ministro do Turismo e foi informado de que já foi iniciado lá um processo de apuração.

Reportagem publicada hoje (10) no jornal O Estado de S. Paulo afirma que um documento com a assinatura do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi usado para aprovar convênios de R$ 3,1 milhões em favor de entidade fantasma no Ministério do Turismo. O papel seria é uma declaração que atesta o funcionamento da entidade que existiria apenas no papel.

Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica;jsessionid=37D2DAD422E925961CD457B5DFC54304?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1119542

Embraer cria unidade para produzir aviões de guerra e equipamentos de defesa

10/12/2010
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Embraer anunciou hoje (10) a criação da Embraer Defesa e Segurança, uma divisão da empresa que funcionará praticamente como uma companhia autônoma, voltada exclusivamente para a produção e o desenvolvimento de equipamentos de defesa. A nova unidade terá, inclusive, um presidente próprio.

A divisão foi criada devido ao volume crescente de negócios envolvendo a área de equipamentos bélicos. Este ano, o faturamento com defesa será de R$ 1,1 bilhão. Para 2011, a expectativa é que o faturamento chegue a R$ 1,5 bilhão. Segundo o presidente da Embraer, Frederico Curado, a divisão dará maior “agilidade e autonomia empresarial” à companhia.

Curado destacou ainda que o fortalecimento da indústria de defesa é estratégico para o Brasil. “É importante para o país ter autonomia para desenvolver armamentos e aviões”. A unidade inaugurada atuará não só no desenvolvimento de aviões, mas também no de equipamentos de comunicação, computação, controle e inteligência. De acordo com ele, a Embraer pretende ser a principal empresa do plano do governo federal de fortalecer esse segmento. “A Embraer vai ser a âncora dessa cadeia”.

O desenvolvimento de produtos para atender às necessidades das Forças Armadas também ajuda a abrir as portas da companhia para o mercado internacional. “Acaba gerando possibilidades de exportação, com a criação de um portfólio”, disse Curado. Atualmente, a Embraer tem como clientes 30 forças de defesa em todo o mundo. A expansão dos negócios pode, segundo o presidente, até impulsionar novas contratações. “À medida que a gente cresça, com certeza precisaremos contratar mais pessoas”.

Edição: Vinicius Doria
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=01AA96E6A2B27C94F1A14202C387147E?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-4&p_p_col_pos=4&p_p_col_count=5&_56_groupId=19523&_56_articleId=1119779

Quatro serão indiciados por morte de prefeito de Jandira (SP), diz delegado

10/12/2010
Do "UOL Notícias"

O delegado Zacarias Katcer Padros, chefe do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa), confirmou que quatro detidos pelo assassinato do prefeito de Jandira, Walderi Braz Paschoalin (PSDB), serão indiciados pelo homicídio e são ligados a uma facção criminosa. Ele pediu a prisão temporária dos suspeitos.

Segundo o delegado, um exame residuográfico constatou presença de pólvora na mão de dois homens detidos nesta manhã após o crime. Lázaro Teodoro Faustino e Adilson Alves de Souza estão na Delegacia Seccional de Carapicuíba.

“Eles são uma quadrilha e estão agindo provavelmente a mando de alguém. Nossa preocupação agora é com os executores, que posteriormente devem levar ao mandante”, afirmou o delegado. Segundo Padros, um deles teria participado da invasão ao apartamento da filha do prefeito, ocorrida em setembro. Os outros dois suspeitos são Felipe dos Santos Teodoro e Cristiano dos Santos, que pertenceriam a uma quadrilha ligada a uma facção criminosa e já eram conhecidos da polícia.

Nenhum dos detidos assumiu participação no crime. Eles se mantiveram em silêncio na delegacia. As armas ainda não foram encontradas. A polícia ainda investiga se há ligação do assassinato com a morte de dois vereadores na cidade em julho deste ano -o ex-vereador Waldomiro Moreira de Oliveira, o Mineiro, e o suplente Ivo Aureliano, conhecido como Ivo do Gás.

Informações sobre Paschoalin no site Políticos do Brasil

BRAZ PASCHOALIN

A dona do Focus utilizado no crime reconheceu um dos detidos. Ela afirmou que o carro foi roubado na capital paulista. Também prestou depoimento à polícia a telefonista da rádio onde o assassinato ocorreu. Abalada, ela afirmou que não poderia reconhecer os homens, pois eles estavam encapuzados.

"O crime foi direcionado para execução do prefeito e do motorista. Eles chegaram atirando com armas de grosso calibre", disse pela manhã o delegado Marcos Carneiro Lima, que deu início à investigação.

Som de tiros

O crime ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira (10) na rua Antônio Conselheiro, no Jardim Mirantes, em Jandira (Grande SP). O prefeito chegava à rádio Astral FM com o motorista e segurança, Wellington Martins, quando o veículo foi interceptado por outro. Ele gravaria o programa “Bom dia, prefeito”. Os disparos foram captados pela emissora, e puderam ser ouvidos ao vivo no momento em que o locutor Marcos Aleixo falava sobre o prefeito com o colega, Fernando Silva. “Que bagunça que é essa aí?”, questionou Aleixo. Ouça:

Walderi Braz Paschoalin, no PSDB, tinha 62 anos e cumpria no terceiro mandato. Ele chegou a ser atendido, mas morreu em um pronto-socorro municipal. O segurança foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde passou por uma cirurgia. Ele está em estado gravíssimo.

A polícia prendeu os quatro suspeitos poucos minutos após o assassinato para averiguação. Eles estavam em uma estrada de terra próxima ao local do homicídio, em um Polo. O Focus prata que interceptou o carro do prefeito foi encontrado em um barranco também na saída da cidade, sem marcas de frenagem, com os bancos molhados de gasolina e uma garrafa pet com combustível. Para a polícia, eles não tiveram tempo de incendiar o automóvel. Mais dois homens foram detidos na mesma região.

A Procuradoria Geral de Justiça designou os promotores do Júri de Jandira e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo São Paulo para acompanhar as investigações, que serão conduzidas pelo delegado Zacarias Katcer Padros, chefe do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Carapicuiba (Grande São Paulo).

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Fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/12/10/quatro-serao-indiciados-por-morte-de-prefeito-de-jandira-sp-diz-delegado.jhtm

Vaticano não cooperou em investigação sobre padres pedófilos irlandeses

11/12/2010
Do "UOL NOTÍCIAS"

Vazamento de documentos sigilosos da diplomacia dos EUA pelo WikiLeaks


Veja o que já foi divulgadoA imagem dos líderes mundiaisCronologia do caso LONDRES, 11 dez 2010 (AFP) -O Vaticano negou-se a cooperar em uma investigação irlandesa sobre abusos sexuais contra crianças por parte de sacerdotes de Dublin, porque o requerimento não foi feito pelos canais oficiais, segundo um documento diplomático americano divulgado neste sábado pelo WikiLeaks.

Quando a comissão Murphy solicitou informações em 2009, "o Vaticano se ofendeu muito... porque viu isso como uma afronta à soberania" pontifícia, segundo um documento da embaixada dos Estados Unidos em Roma divulgado pelo site.

As descobertas da comissão Murphy, publicadas em novembro de 2009, causaram sensação na Irlanda e na comunidade católica mundial, ao detalhar como as autoridades da Igreja de Dublin acobertaram sacerdotes pedófilos por três décadas.

Datado de 26 de fevereiro deste ano, o documento dos Estados Unidos - publicado pelo jornal The Guardian - registra as observações da diplomata americana em Roma, Julieta Noyes.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/12/11/vaticano-nao-cooperou-em-investigacao-sobre-padres-pedofilos-irlandeses.jhtm

WikiLeaks divulga documentos diplomáticos sobre o Vaticano

11/12/2010
Do "UOL NOTÍCIAS"

Vazamento de documentos sigilosos da diplomacia dos EUA pelo WikiLeaks

Veja o que já foi divulgadoA imagem dos líderes mundiaisCronologia do casoDocumentos dizem que papa se opôs à Turquia na UE

O Vaticano expressou "preocupação" neste sábado por conta da divulgação pelo WikiLeaks de documentos confidenciais da diplomacia americana, após virem à tona telegramas que mencionam a Santa Sé.

Os telegramas falam sobre a suposta relutância do Vaticano em ajudar investigadores irlandeses nas apurações sobre abusos sexuais cometidos por padres católicos no país. Também falam do papel diplomático da Santa Sé, que supostamente ajudou a mediar a libertação de marinheiros britânicos detidos no Irã.

Em comunicado, o Vaticano disse que o teor dos telegramas deve ser avaliado com prudência e reflete somente a percepção de diplomatas estrangeiros, e não as políticas da Santa Sé.

Os telegramas foram publicados no jornal britânico Guardian. Um deles diz que o papa Bento 16, quando cardeal, em 2004, fez lobby contra a entrada da Turquia (de maioria muçulmana) na União Europeia e tentou - sem sucesso - assegurar que a Constituição da EU fizesse referência às "raízes cristãs" da Europa.

Outra leva de documentos revela críticas de 2001 de diplomatas americanos ao papel "inútil" do Vaticano no processo de paz do Oriente Médio e sugere que o Vaticano fez oposição ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, por conta da deterioração da importância da Igreja no país.

Segundo outro telegrama de 2009, o embaixador britânico no Vaticano relatava ao seu colega dos Estados Unidos que as relações entre as igrejas Anglicana e Católica enfrentavam sua maior crise em 150 anos.

Isso ocorreu pouco depois de Bento 16 convidar sacerdotes anglicanos dissidentes para que se convertessem ao catolicismo.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/12/11/wikileaks-divulga-documentos-diplomaticos-sobre-o-vaticano.jhtm

Após dados do Censo, cidades querem mais vereadores

11 DE DEZEMBRO DE 2010
Do portal "Vermelho"


A contagem da população nas cidades pelo Censo 2010 foi divulgada há poucos dias e, com base nos novos números, vereadores pelo país já se articulam em busca de um aumento de vagas na Câmara para a eleição de 2012.

Como o número de habitantes cresceu em muitas cidades, políticos defendem que é preciso atualizar a quantidade de integrantes das Câmaras Municipais. A definição populacional do novo Censo consolidou o teto de vereadores a que cada cidade tem direito, baseado em emenda constitucional promulgada no ano passado.

Segundo a nova regra, um município com menos de 15 mil habitantes tem direito a nove vereadores, enquanto outro de 1 milhão pode contar com até 31. No Brasil, a população aumentou 12,3% desde o último Censo, em 2000. A mudança depende da iniciativa das próprias Câmaras. As capitais poderão ganhar até 131 novas vagas.

Na capital que mais cresceu, Palmas (TO), com aumento de 66%, o número de vereadores poderia passar de 12 para 21. Porém, segundo o presidente da Casa, Wanderlei Barbosa, a ideia é votar, no ano que vem, um aumento para 15 ou 17 vereadores.

Em Ribeirão Preto (SP), uma mudança na Lei Orgânica do Município, alterando o número de vereadores de 20 para 27, foi aprovada em primeira votação anteontem. Para valer, a mudança deve ser aprovada em mais um turno. O Censo é usado como justificativa.

"Passamos de 600 mil habitantes agora. O correto é ter o maior número de segmentos da sociedade representada", diz o presidente da Câmara de Ribeirão, Cícero Gomes da Silva (PMDB). Segundo a União dos Vereadores de São Paulo, a situação deve se repetir em várias cidades do Estado. Mas ainda não há estimativas.

Em Mato Grosso, a União das Câmaras do Estado diz que 47 cidades irão ganhar 156 vereadores por causa do resultado do Censo. As articulações para mudar as leis nos municípios já começaram, diz a entidade. Já em Campo Grande (MS), até uma enquete sobre o aumento foi colocada no site da instituição -o "não" vence com larga vantagem.

Sem mudanças

Para a Associação Brasileira das Câmaras Municipais, boa parte das cidades pelo país não vai providenciar o aumento do número de integrantes das Casas. "A Câmara precisa atender outras variáveis: ver a receita da cidade, se ela suporta esse número de vereadores", diz Rogério Rodrigues, presidente da entidade.

Mas Aluizio Lima, da União das Câmaras de MT, diz que o aumento nas Casas dá mais representatividade à população. "O município que ganhou 40 mil habitantes a mais ganhar mais dois vereadores, eu acho justo." Ele é vereador pelo PR em Salto do Céu (MT).

Com Folha de S.Paulo
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=143513&id_secao=1

Gandour escancara estratégia de derrubada de Sarney

Postado por Irineu Messias, em 11.12.2010
Do blog de Luís Nassif,em 26/11/2010


O presidente do Senado José Sarney tem um largo histórico de temas para serem denunciados. Inclusive os inacreditáveis favores aos grandes grupos de comunicação durante seu governo; suas ligações com Edemar Cid Ferreira; o controle que tem sobre a justiça estadual do Amapa e do Maranhão.

No entanto a campanha midiática contra ele, na presidência do Senado, foi abjeta, escandalizando até conversas entre ele e sua neta.

Agora, no Seminário da TV Cultura, o diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour explicita o que todos sabiam: a queda de Sarney abalaria a aliança do PMDB com o governo e possivelmente até inviabilizaria a candidatura de Dilma.

É evidente! Mas não imaginava que essa estratégia pudesse ser encancarada em um evento público por um dos condutores dessa conspiração.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/gandour-escancara-estrategia-de-derrubada-de-sarney

Estadão ignora fatos para garantir manchete. É assim que o PiG (*) faz

11.12.2010
Do Blog de Paulo Henrique Amorim, "Conversa Afiada
"

Padilha prova do veneno do PiG (*)

O Conversa Afiada reproduz post do Blog do Nassif:


Estadão ignora fatos para garantir a manchete


Não tem jeito. Primeiro, o jornal dá um belo furo ao identificar emendas no orçamento destinadas a beneficiar instituições ligadas a políticos. Depois, quer esquentar o furo e solta a matéria sobre o suposto documento que teria sido assinado pelo Ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha, avalizando a instituição fantasma.

Ontem, mostrei que o Estadão se baseou em um documento comprovadamente falso

(leia aqui)para incriminar Padilha. O grave dessa história é que, antes da primeira denúncia contra Padilha, o jornal havia recebido as mesmas informações publicadas. Para não perder a manchete, colocou em pé de página o boxe com as informações e abriu manchete de primeira página e de página interna para a informação desmentida.


Agora, volta a insistir no mesmo tema, mesmo depois de toda a blogosfera saber que está se baseando em dados falsos.

Esquema de emendas a fantasmas leva governo a agir e constrange ministro – politica – Estadao.com.br


Provas de que parlamentares destinaram verbas federais a entidades que são de fachada, reveladas pelo ‘Estado’ desde domingo, obrigam Ministério do Turismo a cancelar de imediato convênios

O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – A revelação de que o Ministério do Turismo se tornou alvo de uma avalanche de emendas parlamentares que alimentam esquema de repasse de verbas federais a entidades fantasmas levou o governo a cancelar de imediato ontem convênios de R$ 3,1 milhões com o Instituto Brasil de Arte, Cultura e Lazer(Inbrasil).

Conforme revelou o Estado na edição de ontem, o caso agora coloca o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), cotado para permanecer no primeiro escalão da presidente eleita, Dilma Rousseff, em situação delicada. A assinatura de Padilha consta em documento que endossou o funcionamento do instituto, que só existe no papel. Em entrevista coletiva, nesta sexta-feira, o ministro voltou a afirmar que não assinou a declaração e que ela se trata de uma montagem. O documento atesta a “idoneidade” da entidade, permitindo, assim, a liberação da verba. “Estou indignado em relação ao documento.

Sou a pessoa mais interessada em esclarecer esse episódio”, afirmou. Ele transferiu ainda a responsabilidade sobre a fiscalização do convênio ao Turismo. Nos bastidores, o governo mantém a confiança em Padilha, mas quer apurar os responsáveis pelo fato, já que no documento consta o selo digital da Presidência da República.

Foi a partir da gestão de Walfrido dos Mares Guia na pasta do Turismo que parlamentares foram incentivados a apresentar emendas para obter mais recursos.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/12/11/estadao-ignora-fatos-para-garantir-manchete-e-assim-que-o-pig-faz/

Mídia dá licença aos EUA para matar

11.12.2010
Do blog de Eduardo Guimarães


Sakineh Ashtiani. Massacre de civis no Iraque

Quem quiser enxergar como os Estados Unidos da América são um país que não tem a menor condição de apontar o dedo para nações como o Irã e que pratica terrorismo de Estado tão virulento quanto aquele que diz combater, não pode deixar de ver as imagens que este post reproduz.

No momento em que, instigada pela potência hegemônica, a mídia brasileira produz intermináveis matérias que não passam de suposições manipuladas sobre o caso envolvendo a iraniana Sakineh Ashtiani, presa sob acusação de assassinato do marido e condenada à morte, barbaridades análogas, decisões frias e sem processo algum desencadeadas pelos americanos para exterminar vidas inocentes são relevadas e até justificadas pelo pseudo jornalismo tupiniquim.

Sobre Sakineh, somos bombardeados por suposições de que o Estado iraniano teria forjado as acusações contra si, acusações que nos EUA também lhe renderiam pena de morte. Claro que não pela forma bárbara do apedrejamento, que deve ser condenado.

Mas se o Irã recuou da forma de punição de Sakineh, continuar martelando o caso é uma hipocrisia imensa, pois ninguém explica por que a justiça iraniana forjaria acusações contra uma mulher de meia idade sem envolvimento político conhecido.

A diferença de tratamento que a mídia dispensa aos EUA e ao Irã pode ser comprovada ao assistirmos as imagens do assassinato frio de civis iraquianos pelas forças norte-americanas. A BBC divulgou matéria e um vídeo editado sobre a chacina de um grupo de iraquianos que incluía dois repórteres da agência Reuters.

Primeiro, há que ler a matéria e assistir ao vídeo da BBC.



O site wikilieaks.org publicou um vídeo que mostraria o suposto assassinato de civis no Iraque, entre eles, de dois jornalistas da agência de notícias Reuters, por soldados americanos em 2007.

A agência de notícias, que faz campanhas por liberdade de informação e busca vazar na internet documentos fornecidos por fontes anônimas, afirmou que recebeu as gravações, que teriam sido feitas em câmeras instaladas em helicópteros Apache dos EUA.

As imagens são acompanhadas de gravações das transmissões de rádio dos pilotos e das tropas americanas de infantaria.

O vídeo mostra uma rua em Bagdá e um grupo de pessoas identificadas como insurgentes pelos pilotos. Entre elas, dois homens que parecem carregar câmaras fotográficas e estariam a serviço da Reuters.

Logo em seguida, as imagens mostram o grupo sendo alvejado pela metralhadora de grosso calibre do helicóptero de combate.

Em terra, uma van aparece para resgatar os feridos. O veículo também é atacado.

Ao todo, 12 pessoas morreram e duas crianças parecem estar entre os feridos.

O vídeo editado pela BBC não permite ver a barbaridade praticada pelos americanos. Fui, então, buscar o vídeo sem cortes. Tal vídeo prova que não apenas os EUA são um estado terrorista, mas que a mídia internacional é tão culpada e hipócrita quanto eles por ter coragem de criticar o Irã por atos que não chegam aos pés dos praticados pela superpotência.

Assistam, abaixo, ao vídeo original que a BBC editou. Há que avisar, porém, que as imagens são fortes.


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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/midia-da-licenca-aos-eua-para-matar/

Abaixo-assinado em apoio ao Wikileaks

SÁBADO, 11 DE DEZEMBRO DE 2010
Do blog de Altamiro Borges
Reproduzo matéria publicada no sítio Avaaz.org:


Para os EUA e outros governos e empresas ligadas à perseguição ao WikiLeaks:

"Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial."

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?cl=849303335&v=7723

A campanha de perseguição agressiva contra o WikiLeaks é um perigoso ataque à liberdade de expressão e imprensa. Políticos importantes dos EUA chamaram o WikiLeaks de uma organização terrorista, pedindo para empresas boicotarem o site. Comentaristas chegaram ao extremo de sugerir o assassinato da sua equipe.

Independentemente do que pensamos sobre o WikiLeaks, peritos legais dizem que eles não violaram nenhuma lei. O site trabalha com jornais renomados internacionais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar o que é publicado - até agora menos de 1% dos cabos vazados.

Nós precisamos de um chamado urgente para defender os principios democráticos básicos. Assine a petição contra a intimidação ao WikiLeaks - vamos conseguir 1 milhão de vozes esta semana!

O que é o Avaaz

A Avaaz é uma comunidade de mobilização online que pretende levar a voz da sociedade civil para a política global.

Avaaz, que significa "voz" em várias línguas européias, do Oriente Médio e asiáticas, foi lançada em 2007 com uma simples missão democrática: mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o mundo que a maioria das pessoas querem.

A Avaaz mobiliza milhões de pessoas de todo tipo para agirem em causas internacionais urgentes, desde pobreza global até os conflitos no Oriente Médio e mudanças climáticas. O modelo de mobilização online permite que milhares de ações indivíduas, apesar de pequenas, possam ser combinadas em uma poderosa força coletiva.

Operando em 14 línguas por uma equipe profissional em quatro continentes e voluntários de todo o planeta, a comunidade Avaaz se mobiliza assinando petições, financiando campanhas de anúncios, enviando emails e telefonando para governos, organizando protestos e eventos nas ruas, tudo isso para garantir que os valores e visões da sociedade civil global informem as decisões governamentais que afetam todos nós.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/abaixo-assinado-em-apoio-ao-wikileaks.html

Trem anfíbio paulista?

5 de dezembro de 2010
Extraído do blog de Luiz Carlos Azenha
Publicado no blog Sátiro-Hupper




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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/trem-anfibio-paulista.html

A América Latina deixa a adolescência

10/12/2010
Do blog de Rodrigo Vianna
Por Paulo Daniel, na CartaCapital


O cenário econômico e ideológico latino-americano mudou, queiram ou não, está mais diversificado, repleto de ideias e propostas, com enraizamento na história latino-americana.

Na década de 90 as teses liberais transformaram-se em senso comum dos governos do continente. Foi a “golden age” das privatizações, da desregulamentação dos mercados, da livre mobilidade de capitais, sem contar a crença cega da extinção das fronteiras e na utopia da globalização.

Mas mesmo depois das derrotas neoliberais, os governos recém-eleitos, sem exceção, mantiveram o modelo econômico vigente, Hugo Chávez, por exemplo, em seu primeiro ano de governo, manteve religiosamente os pagamentos de juros da dívida externa venezuelana, sem nenhuma renegociação.

Concretamente ainda não existe um projeto socialista, aliás, estamos anos luz de distância disso, mas, também, não mais estamos rezando em uma cartilha liberal como no início dos anos 90.

Na Argentina, com as políticas implementadas por Néstor e agora por Cristina Kirchner, estão cada vez mais distantes de Menem, ao transformar em prioridade absoluta de seus governos a criação de empregos e a recuperação da massa salarial de seu povo.

Na Bolívia e na Venezuela o ponto central está sendo o desenvolvimento e a criação de um núcleo produtivo estatal com capacidade estratégica de liderar o desenvolvimento dos países na perspectiva de construção da cidadania.

Quanto ao Equador, um país petroleiro, nos dá um exemplo de como utilizar suas reservas petrolíferas sem explorá-las diretamente. O governo equatoriano e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) assinaram um acordo que prevê não explorar um campo de petróleo em uma área de proteção ambiental na Amazônia; como compensação por deixar intacto o equivalente a 13% de suas reservas de óleo, o país pretende receber pelo menos, US$ 3,5 bilhões de nações ricas.

No Brasil, principalmente a partir do segundo governo Lula, vivemos um momento claro de consolidação da inclusão social e crescimento econômico, evidentemente, sem o objetivo estratégico de construir o socialismo, mas sim, em “destravar o capitalismo brasileiro”, de certa maneira, retomou-se o velho projeto desenvolvimentista da década de 30, na qual somente foi interrompido nos anos 90.

Na crise financeira internacional que assolou o mundo, os governos latino-americanos não titubearam; utilizaram-se de políticas públicas anticíclicas o que tornou possível o início da recuperação econômica a partir da segunda metade de 2009.

Por fim, é através da política externa em que observa-se a maior independência dos países latino-americanos em relação aos EUA e outros países considerados desenvolvidos, como a Espanha que ainda possui forte influência sobre muitos países do continente. Criou-se a UNASUL, combateu-se a ALCA, ampliou-se as relações comerciais e econômicas entre si.

Isso é mais do que uma sinalização concreta que poderemos caminhar com as próprias pernas, sem tutelar e ser tutelado por ninguém, ou seja, estamos prontos a desenvolver nossos projetos de nação. Deixamos a adolescência e entramos na fase adulta como importantes partícipes da geoeconomia mundial…
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-america-latina-deixa-a-adolescencia.html